{"id":16347,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-dos-celtas\/"},"modified":"2026-08-31T23:34:34","modified_gmt":"2026-08-31T23:34:34","slug":"historia-dos-celtas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-dos-celtas\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria dos Celtas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n\n<h2>A MULHER NA SOCIEDADE CELTA<\/h2>\nA base da sociedade celta \u00e9 a fam\u00edlia no sentido extenso da palavra, compar\u00e1vel ao que foi observado nas cidades gregas e romanas. Essa fam\u00edlia se chama &#8220;fine&#8221; entre os antigos ga\u00e9licos, e se observar\u00e1 que dito nome procede da mesma raiz que &#8220;Gwynedd&#8221;, nome do noroeste do Pa\u00eds de Gales, e da palavra &#8220;veneti&#8221;, nome do povo gaul\u00eas que habitava o pa\u00eds de Vannes, Gwened em bret\u00e3o.\n\nQuando a fam\u00edlia est\u00e1 completa, na Irlanda, toma o nome de &#8220;deirbhfine&#8221;, e compreende quatro gera\u00e7\u00f5es, do pai, que recebe o nome de &#8220;senn-fine&#8221; (cabe\u00e7a ou chefe da fam\u00edlia), aos filhos do sobrinho. Mas al\u00e9m desse parentesco, se produz uma migra\u00e7\u00e3o e se constitui uma nova fam\u00edlia, com uma participa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria dos bens anteriormente comuns.\n\nMuitos &#8220;fine&#8221; se agrupam em uma tribo, a &#8220;tuath&#8221;, que \u00e9 a base da c\u00e9lula pol\u00edtica da Irlanda.\n\n<strong>A &#8220;tuath&#8221; tem a particularidade de ser auto-suficiente:<\/strong>possui sua hierarquia social bem determinada, que vai do chefe ao rei (ri), os escravos, os bens comunit\u00e1rios, seus regulamento e inclusive seus Deuses.\n\nA consequ\u00eancia dessa quase autarquia da &#8220;tuath&#8221; no plano da hist\u00f3ria dos <strong>celtas<\/strong> \u00e9 bastante destac\u00e1vel, pois explica a impossibilidade da unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Os <strong>celtas<\/strong> n\u00e3o sentiram jamais a necessidade de agrupar-se em amplas e complexas pol\u00edticas, j\u00e1 que a &#8220;tuath&#8221; era um todo, podia regular-se por si mesmo.\n\nOs<strong> celtas <\/strong>n\u00e3o tinham no\u00e7\u00e3o de estado como os romanos, para os quais, a no\u00e7\u00e3o de estado, quase totalit\u00e1rio, representava a base de todo seu pensamento e de suas atividades. Por isso, no plano pr\u00e1tico, isso conduziu os <strong>celtas<\/strong> \u00e0 cat\u00e1strofes, entre as quais foi o seu desaparecimento do jogo pol\u00edtico europeu.\n\nNa vasta compila\u00e7\u00e3o chamada &#8220;Livro dos Direitos&#8221;, escrita por ordem de Cormac Mac Cuilennain, rei-bispo de Cashel, em 903, compreendemos facilmente a origem desses costumes. Todo sucedeu como se os ga\u00e9licos houvessem sonhado com uma sociedade ideal e houvessem tentado aplic\u00e1-la em uma terra pastoril, pouco prop\u00edcia a cultura. Entretanto, embora a sociedade ga\u00e9lica fosse pastoril, os ga\u00e9licos s\u00e3o sedent\u00e1rios, solidamente implantados em diferentes regi\u00f5es da Irlanda. S\u00f3 nas fronteiras existiam &#8220;tuatha&#8221; m\u00f3veis.\n\nA diferen\u00e7a da sociedade romana baseada na possess\u00e3o de terra por um ou por muitos titulares, a sociedade celta, sobretudo entre os ga\u00e9licos, se baseia na possess\u00e3o comunit\u00e1ria da terra, indicando uma organiza\u00e7\u00e3o totalmente organizada para a cria\u00e7\u00e3o de rebanhos.Como os germanos e os latinos, a moeda mais antiga era o gado, considerado como a \u00fanica base da riqueza.\n\nPor isso, o modelo de contrato feudal, que encontramos na Irlanda \u00e9 um contrato de gado. Teoricamente, a terra \u00e9 propriedade do estado, propriedade comum e indivis\u00edvel. O rei \u00e9 o magistrado eleito pela comunidade, encarregado pela administra\u00e7\u00e3o e que pode autorizar um membro qualquer da &#8220;tuath&#8221; a trabalhar com vistas ao bem comum, ou ocupar determinado territ\u00f3rio para estabelecer sua morada ou plantar a terra. Por\u00e9m, ao faz\u00ea-lo, o rei n\u00e3o atua como um soberano feudal. Por\u00e9m, a maioria das vezes, n\u00e3o \u00e9 a terra, ou a simples autoriza\u00e7\u00e3o de estabelecer-se em um territ\u00f3rio, que recebe o membro da &#8220;tuath&#8221;, e sim cabe\u00e7as de gado. Sobre ele repousa o sistema feudal celta. O tomador recebe do arrendador uma ou muitas cabe\u00e7as de gado e contrai assim, obriga\u00e7\u00f5es com esse \u00faltimo, obriga\u00e7\u00f5es que um contrato firmado ante um druida (ou sacerdote na \u00e9poca crist\u00e3) estipulado com precis\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas64.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"313\" height=\"427\" \/><\/p>\nTodos aqueles que recebiam gado eram pois, &#8220;ipso facto&#8221;, englobados na hierarquia social, em graus diversos segundo a import\u00e2ncia de cada um. Existiam as classes dos servos e dos homens livres. Os homens livres compreendiam desde o rei at\u00e9 o mais humilde campon\u00eas. Servos e homens livres constitu\u00edam, em caso de contrato de gado, os &#8220;ambactoi&#8221;, cujo sentido \u00e9 &#8220;servidores&#8221;.\n\nEsse contrato de gado, que se manteve por muito tempo na Irlanda, explica o por qu\u00ea as mulheres, que podiam possuir rebanhos, n\u00e3o estavam exclu\u00eddas e gozavam, pois, de uma situa\u00e7\u00e3o diferente das mulheres das sociedades baseadas no direito exclusivo da terra.\n<h2>Aspecto Jur\u00eddico e Social<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas65.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"289\" height=\"347\" \/><\/p>\nNa sociedade celta, segundo um grande n\u00famero de testemunhos, a mulher tinha o direito de escolher seu marido e portanto, n\u00e3o poderia casar-se sem seu pr\u00f3prio consentimento.\n\nQuando havia uma jovem na idade de casar-se, se organizava uma grande festa, para qual eram convidados todos os jovens. A mo\u00e7a elegia seu marido, oferecendo-lhe \u00e1gua para lavar as m\u00e3os. Segundo as mais antigas leis galas, as de Gwynedd, as jovens podiam casar-se com a idade de 12 anos.\n\nMuito embora, essa elei\u00e7\u00e3o por parte da jovem, n\u00e3o quer dizer que seus parentes estejam ausentes no contrato de casamento. N\u00e3o h\u00e1 o que duvidar que a c\u00e9lula base \u00e9 a fam\u00edlia. Existe, portanto, um acordo entre fam\u00edlias e ele conduz a um casamento que ser\u00e1 exclusivamente de regime dotal, seja qual for a classe social que perten\u00e7am os nubentes.\n\nTodo homem celta que desejava casar-se, deveria pagar uma certa soma, e a mulher, por sua vez, tamb\u00e9m deveria dar o mesmo montante. Todos os anos, se faziam as contas da fortuna das partes. Se guardava os frutos conseguidos, e o marido superveniente desfrutar\u00e1 da parte que \u00e9 sua, aumentado com tudo que conseguir posteriormente. Por\u00e9m, no caso do desaparecimento do marido, a mulher n\u00e3o herda do falecido, toma t\u00e3o somente a sua parte e adicionando os frutos em comum. O mesmo ocorre se o homem ficar vi\u00favo.\n\nO homem que, na Irlanda, deseja casar-se com uma mulher, deve abonar obrigatoriamente um direito de compra, o &#8220;coibche&#8221;. Esse &#8220;coibche&#8221; est\u00e1 destinado ao pai da prometida se essa se casar pela primeira vez. Por\u00e9m se sua filha se casa pela segunda vez, o pai n\u00e3o receber\u00e1 mais do que dois ter\u00e7os da soma, e o ter\u00e7o restante ir\u00e1 para a filha. Se essa se cassasse pela terceira vez, o pai ficaria com a metade e assim sucessivamente. Ao vig\u00e9simo primeiro casamento da filha, o direito do pai se extingue. Quando o pai est\u00e1 morto, \u00e9 o irm\u00e3o, em princ\u00edpio, o mais velho, que tem direito a metade da compra da prometida pelo futuro marido.\n\nPor\u00e9m, apesar da compra, desse &#8220;coibche&#8221;, a mulher irlandesa n\u00e3o entrava na fam\u00edlia do marido, como acontecia com a mulher romana. A mulher casada romana, por &#8220;coemptio&#8221;, ca\u00eda em &#8220;manu amriti&#8221;, pertencia a fam\u00edlia do marido e deixava de ser propriet\u00e1ria. A mulher irlandesa continua possuindo seus bens, entretanto, se ficar vi\u00fava, n\u00e3o era ela que recebia a compensa\u00e7\u00e3o devida e sim a fam\u00edlia do marido. Se ela, entretanto, volta a casar, se repartir\u00e1 o novo &#8220;coibche&#8221; com sua pr\u00f3pria fam\u00edlia. Se afirma, desse modo, por via legal, uma independ\u00eancia grande da mulher casada.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas66.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"298\" height=\"442\" \/><\/p>\nA mulher irlandesa levava para o casamento seu dote, &#8220;tinnscra&#8221;, que era um conjunto de obs\u00e9quios que lhe outorgam seus parentes. Dito dote \u00e9 propriedade pessoal, pois no caso de dissolu\u00e7\u00e3o do casamento, por div\u00f3rcio ou desejo conjugal, ela o recobra integralmente, ao mesmo tempo que sua liberdade.\n\nNo Pa\u00eds de Gales, o m\u00e9todo seguido era o mesmo. O homem satisfazia o pre\u00e7o de compra da mulher, o &#8220;gobyr&#8221;, que era equivalente ao &#8220;coibche&#8221;. A mulher leva o dote, &#8220;argweddy, que era igualmente pessoal. Por\u00e9m o marido, ou a fam\u00edlia desse, deveria pagar por outra parte o &#8220;cowyll&#8221;, ou seja, o pre\u00e7o da virgindade.\n\nDeve-se dizer que esse &#8220;cowyll&#8221; se pagava antes da primeira noite, enquanto que em Roma e entre os germanos, n\u00e3o se outorgava sen\u00e3o no dia seguinte a noite das bodas, de onde deriva seu nome t\u00e9cnico de &#8220;morgengabe&#8221;. Essa diferen\u00e7a de dia de pagamento, demonstra o respeito que os<strong> celtas <\/strong>tinham pela mulher, enquanto que os romanos e germanos e, a sua retaguarda, os crist\u00e3os, fizeram dela um ser hip\u00f3crita e enganosa.\n\nO div\u00f3rcio entre os <strong>celtas <\/strong>era muito comum, inclusive na \u00e9poca crist\u00e3.\n\n<strong>Ele se deve, em primeiro lugar, justamente porque o casamento n\u00e3o tinha car\u00e1ter sagrado, tratava-se t\u00e3o somente de um contrato submetido \u00e0 cl\u00e1usulas:<\/strong> se essas cl\u00e1usulas n\u00e3o fossem respeitadas, o contrato seria anulado.\n\nN\u00e3o eram realizadas grandes cerim\u00f4nias para um casamento. A literatura gaulesa e irlandesa n\u00e3o mencionam mais do que um festim para consumar o casamento.\n\nO matrim\u00f4nio celta aparece como uma esp\u00e9cie de uni\u00e3o livre protegida pelas leis e sempre poss\u00edvel de se romper. E, no div\u00f3rcio celta, o homem e a mulher est\u00e3o situados em um plano de estrita igualdade.\n\nUma segunda raz\u00e3o que explica a facilidade do div\u00f3rcio e a relativa fragilidade do casamento, \u00e9 o os<strong>celtas<\/strong>admitiam a monogamia, a poligamia e inclusive a poliandria (matrim\u00f4nio coletivo). Foi C\u00e9sar que afirmou que certas tribos bret\u00e3s praticavam uma esp\u00e9cie de poliandria (matrim\u00f4nio coletivo).\n\nO que podemos assegurar, \u00e9 que existiu entre os <strong>celtas <\/strong>a poligamia, pois em uma \u00e9poca de sua hist\u00f3ria, encontramos a institui\u00e7\u00e3o do concubinato legal. Todo homem, inclusive o casado, podia ter uma ou mais concubinas. A origem se encontra na presen\u00e7a de um verdadeiro contrato, mediante o qual o homem compra a concubina, a &#8220;ben urnadna&#8221; (esposa por contrato). Por\u00e9m, o mais importante \u00e9 que a compra tem a validade de um ano, podendo renovar-se o contrato s\u00f3 no final do prazo.\n\n<strong>Essa cl\u00e1usula denota mais uma vez a preocupa\u00e7\u00e3o dos legisladores celtas por salvaguardar a liberdade da mulher:<\/strong> a doutrina do &#8220;habeas corpus&#8221;, caracter\u00edstica do direito anglo-sax\u00e3o, parece aplicar-se nesse \u00e2mbito concreto.\n\n<strong>Se o contrato durasse um ano e um dia, a concubina, ao concluir o per\u00edodo, pertenceria ao homem, em virtude do usucapi\u00e3o: <\/strong>o homem teria direita a revender a concubina e de ficar com o dinheiro da dita venda, em detrimento da concubina e dos pais desta. Desse modo, a concubina recuperava obrigatoriamente a liberdade.\n\nDevemos ainda acrescentar, que o concubinato, ou matrim\u00f4nio anual, na Irlanda expirava em um dia que correspondia a uma grande festa pag\u00e3.\n\nDe qualquer forma, o concubinato legal do homem n\u00e3o prejudicava em nada os direitos da esposa leg\u00edtima, que era a \u00fanica que recebia o t\u00edtulo de esposa e podia mandar na concubina ou concubinas de seu marido que a ajudavam nas tarefas dom\u00e9sticas. Por outro lado, a esposa poderia impedir a presen\u00e7a de uma concubina em sua resid\u00eancia familiar. Se o marido passasse por cima dela, sempre podia divorciar-se. Segundo a lenda da Santa Brigida de Kildare, podemos citar o caso do druida Dubtach, que havia comprado uma concubina e a havia deixado gr\u00e1vida. A esposa leg\u00edtima que n\u00e3o admitiu o feito, amea\u00e7ou divorciar-se se Dubtach n\u00e3o se separasse da concubina. Ao divorciar-se, ela recuperava n\u00e3o s\u00f3 seu &#8220;coibtche&#8221;, pre\u00e7o de compra, como tamb\u00e9m seu pec\u00falio, seu &#8220;tinnscra&#8221;. A amea\u00e7a fez com que o druida repensasse seu ato e acabou se separando de sua concubina para conservar sua leg\u00edtima esposa, juntamente com os bens que essa possu\u00eda.\n<h2>COM QUEM FICA O PODER FAMILIAR?<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas67.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"264\" height=\"391\" \/><\/p>\nNa sociedade celta, o homem era o cabe\u00e7a da fam\u00edlia, mas nem sempre \u00e9 a cabe\u00e7a do casal. As leis irlandesas apresentam tr\u00eas aspectos bem distintos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o matrimonial e, segundo cada caso, o papel da mulher ou do homem podem trocar completamente. Quando a esposa, a &#8220;cetmunter&#8221;, tem a mesma fortuna e o mesmo nascimento do marido, estar\u00e1 em um plano de completa igualdade. Pode estabelecer, por sua pr\u00f3pria autoridade, qualquer contrato que presuma vantajoso. O consentimento do marido s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio em caso de um contrato ser considerado desfavor\u00e1vel. Do mesmo modo, a mulher tem o direito de exigir a anula\u00e7\u00e3o de todos os contratos desfavor\u00e1veis estabelecidos por seu marido e que comprometa sua pr\u00f3pria fortuna.\n\nQuando a esposa \u00e9 inferior pela classe que ocupa, e, sobretudo, se sua fortuna \u00e9 inferior a de seu marido, seus direitos se reduzem muito. Aqui explica-se a origem da famosa disputa da rainha Maeve e do rei Ailill, que deu in\u00edcio a grande narra\u00e7\u00e3o &#8220;Tain Bo Cualnge&#8221;, disputa que gira em torno da aprecia\u00e7\u00e3o de suas respectivas fortunas, e que t\u00eam como consequ\u00eancia uma guerra inexplic\u00e1vel por Maeve para apropriar-se de um toro que valia mais que o touro de seu marido.\n\nJ\u00e1 se, a mulher possui uma fortuna maior que seu marido, ela \u00e9 a cabe\u00e7a da fam\u00edlia, sem contesta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. A autoridade do marido \u00e9 quase nula. Recebe o nome de &#8220;fer fognama&#8221;, ou seja, &#8220;homem servi\u00e7al&#8221;, ou tamb\u00e9m &#8220;fer for ban thincur&#8221;, &#8220;homem embaixo do poder de uma mulher&#8221;. Em numerosas narra\u00e7\u00f5es \u00e9picas, \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do rei Ailill, que n\u00e3o pode dizer absolutamente nada contra as decis\u00f5es da rainha Maeve. Tal estado das coisas \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o privilegiada para a mulher casada, n\u00e3o s\u00f3 dona de seu pr\u00f3prio destino, como tamb\u00e9m do destino do homem. Sem d\u00favida alguma, se trata da reminisc\u00eancia de um estado social anterior, onde a mulher desempenhava na vida familiar e pol\u00edtica um papel bem mais importante (\u00e9poca do matriarcado).\n\n<strong>A reminisc\u00eancia desse matriarcado primitivo, aparece em um velho costume que encontramos na literatura irlandesa e gaulesa:<\/strong> nomear os her\u00f3is segundo o nome de sua m\u00e3e e n\u00e3o de seu pai. Sendo assim, o rei Conchobar tamb\u00e9m recebeu o nome de &#8220;filho de Ness&#8221;; Gwydyon e Ariannrod s\u00e3o &#8220;o filho e a filha de Don&#8221;; Setanta-Cuchulainn \u00e9 o &#8220;filho de Dechtire. Parece que a\u00ed h\u00e1 uma sucess\u00e3o matrilineal, que os narradores n\u00e3o puderam suprimir.\n<h2>OUTRAS IMPORTANTES ATIVIDADES FEMININAS<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas68.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"346\" height=\"445\" \/><\/p>\nAl\u00e9m disso, as mulheres casadas tinham acesso a diversas fun\u00e7\u00f5es. Segundo testemunhos, elas participavam na celebra\u00e7\u00e3o da missa (per\u00edodo crist\u00e3o), pr\u00e1tica denunciada pelos bispos continentais. Existiam tamb\u00e9m, mosteiros mistos, de homens e mulheres, como o fundado em Kildare pela c\u00e9lebre santa Brigida sobre o templo pag\u00e3o, onde as mulheres vigiavam um fogo que n\u00e3o podia apagar-se, algo que recorda as Vestais romanas.\n\nMas, as mulheres<strong> celtas <\/strong>n\u00e3o se limitavam somente a essas fun\u00e7\u00f5es quase sacerdotais, mas desempenhavam ainda, um importante papel na educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e dos jovens.\n\n<strong>Sabemos que existiu um costume bastante singular, qualificado pelo nome de &#8220;fosterage&#8221;:<\/strong> que se tratava de enviar as crian\u00e7as para fora de sua fam\u00edlia natural, \u00e0 casa de um &#8220;fosterer&#8221; que se encarregaria de aliment\u00e1-lo e cri\u00e1-lo, at\u00e9 ao ponto que os la\u00e7os que unem o pai nutridor e o filho adotivo, sejam t\u00e3o fortes como os entre o verdadeiro pai e o filho. Entretanto, n\u00e3o s\u00f3 criavam v\u00ednculos entre a crian\u00e7a e os pais adotivos, mas como tamb\u00e9m entre todos aqueles que se criavam juntos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas69.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"306\" height=\"448\" \/><\/p>\nNa literatura irlandesa existem inumer\u00e1veis exemplos desse tipo de situa\u00e7\u00e3o, em que irm\u00e3os de leite e irm\u00e3s de leite est\u00e3o ligados entre eles por obriga\u00e7\u00f5es mais importantes do que as provocadas pela fraternidade natural.\n\nMas t\u00e3o somente a institui\u00e7\u00e3o &#8220;fosterage&#8221;, n\u00e3o basta para a educa\u00e7\u00e3o de um jovem guerreiro. Ao entrar para a adolesc\u00eancia, deveria deixar seus pais adotivos e iniciar-se nos of\u00edcios das armas junto com mulheres guerreiras extremamente misteriosas, estabelecidas no norte da ilha da Bretanha, no territ\u00f3rios dos pictos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas70.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"287\" height=\"438\" \/><\/p>\nNa Irlanda, a narra\u00e7\u00e3o da &#8220;A Educa\u00e7\u00e3o de Cuchulainn&#8221; e da &#8220;Inf\u00e2ncia de Finn&#8221;, s\u00e3o as mais significativas sobre esse ponto de vista. No Pa\u00eds de Gales, a narra\u00e7\u00e3o de Peredur, arqu\u00e9tipo da &#8220;Busca do Graal&#8221;, proporciona detalhes arcaicos referentes a esse costume.\n\n<strong>Essa tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, coincide com a vis\u00e3o que tinham os autores da antiguidade cl\u00e1ssica das robustas gaulesas, sempre dispostas ajudar seus maridos nas guerras ou em disputas. Segundo Diodoro de Sicilia (V, 32): <\/strong>&#8220;entre os gauleses, as mulheres s\u00e3o quase da mesma estatura que os homens, com os quais rivalizam em coragem&#8221;.\n\nOutro aspecto dessas mulheres guerreiras, educadoras, militares e bruxas, \u00e9 o de iniciadora sexuais. Essa curiosa institui\u00e7\u00e3o guerreira, aparece tamb\u00e9m como uma esp\u00e9cie de prostitui\u00e7\u00e3o mais ou menos sagrada. \u00c9 a concreta indica\u00e7\u00e3o, mais uma vez, que a liberdade sexual entre os<strong> celtas <\/strong>era muito grande, pois tanto as leis como os textos liter\u00e1rios n\u00e3o marcados pelo Cristianismo, n\u00e3o existiam tabus sexuais.\n\nA fragilidade do casamento \u00e9 uma prova absoluta disso. A pr\u00e1tica do concubinato tamb\u00e9m. Qualquer homem, casado ou n\u00e3o, podia contratar um desses famosos matrim\u00f4nios anuais. A mulher que aceitava esse tipo de situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sofria nenhum constrangimento perante \u00e0 sociedade, bem ao contr\u00e1rio.\n\n<strong>A sociedade celta, antes do Cristianismo, jamais conheceu a no\u00e7\u00e3o de pecado:<\/strong> com mais raz\u00e3o n\u00e3o a encontrou na sexualidade.\n\n\u00c9 justamente a liberdade sexual que explica em grande parte a import\u00e2ncia da Mulher na sociedade celta. Ao n\u00e3o ser considerada um objeto de &#8220;pecado&#8221; e n\u00e3o ser um ser &#8220;fr\u00e1gil&#8221; em uma sociedade mais pastoril e guerreira do que agr\u00edcola, s\u00f3 podia ter salvaguardado um grande parte o papel que havia ocupado em \u00e9pocas posteriores.\n\nA sociedade celta se encontrava na metade do caminho entre as sociedades do tipo &#8220;paternalistas&#8221;, agr\u00edcolas e estruturadas segundo a posse da terra por parte do pai de fam\u00edlia, e as sociedades chamadas de &#8220;matriarcado&#8221;, nas quais as m\u00e3es, ou a mulher em geral, segue sendo o v\u00ednculo fundamental da fam\u00edlia e o s\u00edmbolo da fertilidade.\n\nA mulher celta, tanto a irlandesa como a bret\u00e3, desfrutavam de sua liberdade, desfrutavam de direitos, consequ\u00eancia de sua classe social ou de sua fortuna pessoal, que lhe permitia converter-se em chefe de fam\u00edlia, que podia reinar, que podia ser profetisa, maga, educadora, que podia casar-se ou permanecer &#8220;virgem&#8221;, que podia herdar uma parte de seus bens de seu pai e de sua m\u00e3e.\n\nAcho que ainda nos ser\u00e3o necess\u00e1rios alguns s\u00e9culos para que as mulheres recuperem todos esses direitos e privil\u00e9gios perdidos por nossas ancestrais. Por enquanto, s\u00f3 nos resta estudar sobre a imagem ideal da mulher, tal qual como ela j\u00e1 foi imaginada n\u00e3o s\u00f3 pelas mulheres, mas tamb\u00e9m pelos homens.\n\n<strong>Fonte<\/strong>: www.rosanevolpatto.trd.br\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nA Mitologia Celta \u00e9 bastante complexa. \u00c9 dif\u00edcil fixar, no tempo e no espa\u00e7o, o limite exato do dom\u00ednio celta. Foram antes uma ra\u00e7a que um povo, que acabou por influir em toda a Europa e na forma\u00e7\u00e3o de diversos outros povos. A Alemanha seria o centro de sua moradia.\n\nOs Celtas continentais se estenderam pela Hungria at\u00e9 a Gr\u00e9cia e a \u00c1sia Menor. Jamais formaram uma na\u00e7\u00e3o unida, organizada; formavam, sim, tribos separadas, que se atacavam frequentemente.\n\nOs<strong> Celtas <\/strong>insulares ocuparam os pa\u00edses do Norte, Gr\u00e3-Bretanha e Irlanda.\n\nOs \u00faltimos <strong>celtas <\/strong>passaram do Norte da G\u00e1lia para a ilha da Bretanha, com o nome de belgas. Se sabe muito pouco de sua mitologia.\n\nEsta pode ser chamada de mitologia celta-latina, galo-romana ou galo-latina, que \u00e9 a mitologia celta que chegou at\u00e9 n\u00f3s gra\u00e7as a escritos latinos e tr\u00e1s, evidentemente, os nomes e os atributos dos deuses \u00e0 moda latina; sempre que isso ocorra chamaremos a aten\u00e7\u00e3o, para que n\u00e3o se imagine que adoravam Apolo ou Minerva.\n\n<strong>Abnoba &#8211;<\/strong>Deusa da Floresta negra (For\u00eat-Noire, Schwarzwald).\n\n<strong>Andrasta &#8211;<\/strong>Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.\n\n<strong>Arduina &#8211;<\/strong>Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a \u00c1rtemis grega.\n\n<strong>Balor &#8211;<\/strong>Gigante irland\u00eas de &#8220;mau olho&#8221;; tinha as p\u00e1lpebras ca\u00eddas sobre os olhos e era mister um forcado para ergu\u00ea-las; seu cong\u00eanere gaul\u00eas chamava-se Yspaddaden.\n\n<strong>Belenos &#8211;<\/strong>&#8220;O Brilhante&#8221; ou &#8220;Aquele Que Reluz&#8221;, divindade que pelos romanos foi identificada como o Apolo latino.\n\n<strong>Brigit &#8211;<\/strong>Irm\u00e3 do deus Oengus, o Cupido irland\u00eas, divindade do amor. Brigit \u00e9 uma deusa tr\u00edplice, a menos que haja tr\u00eas irm\u00e3s com o mesmo nome. \u00c9 venerada pelos poetas, ferreiros e pelos m\u00e9dicos. Enquanto deusa das esta\u00e7\u00f5es do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purifica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Bron &#8211;<\/strong>O deus mar\u00edtimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Br\u00e2n (Bron \u00e9 irland\u00eas e Br\u00e2n \u00e9 gaul\u00eas) e Manann\u00e2n ou Manawydan.\n\nBr\u00e2n era um enorme gigante que nehum pal\u00e1cio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a vau o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu ex\u00e9rcito; estendido atrav\u00e9s de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o ex\u00e9rcito passar.\n\nPossuia uma caldeirinha m\u00e1gica com a qual ressucitava os mortos.\n\nHarpista e m\u00fasico, era o protetor dos fili e dos bardos.\n\nRei das regi\u00f5es infernais, lutou para defender os tesouros m\u00e1gicos que o filho de D\u00f4n queria roubar.\n\nFerido por uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabe\u00e7a, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabe\u00e7a decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necess\u00e1rios para levar o corpo \u00e0 sepultura, uma colina de Londres.\n\nA cabe\u00e7a cortada de Br\u00e2n, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invas\u00e3o; o rei Artur, imprudente, mandou exum\u00e1-la, tornando poss\u00edvel a conquista da sax\u00f4nia.\n\n<strong>Cuchulainn &#8211; <\/strong>As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epop\u00e9ia principal do ciclo her\u00f3ico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtir\u00e9, irm\u00e3 do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, por\u00e9m, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha D\u00ea Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terr\u00edvel c\u00e3o de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem da\u00ed o nome Cuchulainn, &#8220;C\u00e3o de Culann&#8221;. O menino possuia uma for\u00e7a incr\u00edvel e, quando dominado pela ira, lan\u00e7ava calor intenso e suas fei\u00e7\u00f5es transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o c\u00e3o, massacrou tr\u00eas guerreiros m\u00e1gicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma mil\u00edcia ou ordem primitiva de cavaleria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Sc\u00e2thach, a Rainha das Trevas, ep\u00f4nima da ilha Skye, onde conclui sua educa\u00e7\u00e3o. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiff\u00e9, uma mortal. N\u00e3o s\u00f3 a derrota mas deixa-a gr\u00e1vida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, m\u00e1gico poderoso. Este n\u00e3o permite o relacionamento; Cuchulainn, ent\u00e3o, rapta-a, depois de ter matado toda a guarni\u00e7\u00e3o e o pai da mo\u00e7a. Neste per\u00edodo \u00e9 que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.\n\n<strong>Dagda &#8211; <\/strong>O &#8220;Deus Eficaz&#8221;, \u00e9 o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos m\u00e1gicos \u00e9 o primeiro e o mais poderoso, tem\u00edvel guerreiro, habil\u00edssimo art\u00edfice e o mais esperto de todos quantos &#8220;possuem a vida e a morte&#8221;. Possui uma caldeirinha m\u00e1gica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as esta\u00e7\u00f5es do ano tocando sua harpa divina. Veste uma t\u00fanica curta e traz na cabe\u00e7a um capuz. \u00c9 o senhor da vida e da morte, dispersador da abund\u00e2ncia.\n\n<strong>Dana &#8211;<\/strong>\u00c9 a companheira de Bil\u00e9. A sua descend\u00eancia chama-se Tuatha D\u00ea Danann (tribos da deusa Dana).\n\n<strong>Druidas &#8211;<\/strong>Diz-se que eram a casta sacerdotal dos antigos celtas. Se por sacerdotes se designam pessoas especialmente consagradas, com car\u00e1ter profissional, para executarem ritos religiosos e culturais, nomeadamente o ato do sacrif\u00edcio, em nome da comunidade ou em seu nome pr\u00f3prio ent\u00e3o eles n\u00e3o foram sacerdotes. Se o tivesse sido, ent\u00e3o encontr\u00e1-los-\u00edamos, certamente, ocupando lugar de destaque entre os celtas da It\u00e1lia, Espanha, etc. Nessas regi\u00f5es, por\u00e9m, os druidas diferem radicalmente dos da G\u00e1lia ou Irlanda. O nome &#8220;druida&#8221; \u00e9 derivado de duas ra\u00edzes, dru e vid; justos, significariam &#8220;aqueles que t\u00eam o conhecimento profundo ou completo&#8221;; ou seja, eram &#8220;mestres&#8221; ou &#8220;fil\u00f3sofos&#8221;. Formavam uma ordem e n\u00e3o uma casta. Dividiam-se em tr\u00eas classes: os druidas propriamente ditos, possessores do extremo poder que, mais tarde, cederam aos brenns (da\u00ed o nome que os romanos davam ao general celta que invadiu a It\u00e1lia e conquistou Roma, Breno), &#8220;os chefes&#8221; ou &#8220;generais guerreiros&#8221;; os eubages, advinhos e sacrificadores; e os bardos, que cantavam hinos e celebravam as fa\u00e7anhas dos her\u00f3is. Os druidas acreditavam na imortalidade da alma e na metempsicose (metamorfose do homem em animal. Cabe citar quetodos os xam\u00e3s espalhados pelo mundo, assim como diversos teurgos tamb\u00e9m acreditavam nisso); cultuavam v\u00e1rios deuses, mas n\u00e3o possu\u00edam templos: reuniam-se nas florestas sombrias; sua assembl\u00e9ia geral era perto de Dreux; nas grandes calamidades imolavam v\u00edtimas humanas. O druidismo atribuia virtudes a certas plantas, \u00e0 verbena, \u00e0 selagina, ao s\u00e2molo e, especialmente, ao ag\u00e1rico ou, melhor, ao visco ou visgo (que era cortado, em certos dias, com grandes cerim\u00f4nias, sobre velhos carvalhos). Eram m\u00e9dicos, astr\u00f4nomos, f\u00edsicos e conselheiros. As druidesas, feiticeiras e profetisas, tinham seu principal santu\u00e1rio na ilha do Sena.\n\n<strong>\u00c9pona &#8211;<\/strong>&#8220;A Cavaleira&#8221; ou &#8220;A Amazona&#8221;. \u00c9 representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do s\u00e9culo passado; na cabe\u00e7a tr\u00e1s um diadema; ao seu lado v\u00ea-se uma jumenta ou um poldro, que, \u00e0s vezes, \u00e9 alimentado pela deusa. Seus atributos eram a cornuc\u00f3pia, uma p\u00e1tera e frutos. Presidia, tamb\u00e9m, \u00e0 fecundidade do solo, fertilizado pelas \u00e1guas.\n\n<strong>Fionn &#8211;<\/strong>Chefe dos Fionna de Leinster, o her\u00f3i Fionn ou Fionn mac Cumhail \u00e9 o fanfarr\u00e3o que mata monstros tamb\u00e9m sendo um m\u00e1gico. Vive de aventuras, \u00e9 desconfiado e astucioso. \u00c9 filho de Ossian e av\u00f4 de Oscar; s\u00e3o seus inimigos Goll e seu irm\u00e3o Conan. Seu nome significa &#8220;Branco&#8221; ou &#8220;Louro&#8221;. Morreu em uma batalha, em Ghabra.\n\n<strong>Govannon &#8211;<\/strong>O nome \u00e9 bret\u00e3o; a forma irlandesa \u00e9 Goibniu e significa &#8220;ferreiro&#8221;. Este deus \u00e9 o Vulcano das tribos celtas insulares; fornece armas aos membros do cl\u00e3 e aos aliados.Consideram-no, na Irlanda, arquiteto das altas torres redondas e das primeiras igrejas crist\u00e3s.\n\n<strong>Ossian &#8211;<\/strong>Era filho de Finn. \u00c9, certamente, a mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabhra, escapou gra\u00e7as \u00e0 deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tir na n-Og, o para\u00edso c\u00e9ltico. Passou l\u00e1 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar \u00e0 face da terra. Niamh lhe confia a montaria m\u00e1gica que ela mesma usava, recomendando-lhe que n\u00e3o pusesse o p\u00e9 em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.\n\n<strong>Tric\u00e9falo &#8211;<\/strong>\u00c9 uma personagem com tr\u00eas cabe\u00e7as ou com tr\u00eas rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tric\u00e9falo domina o par divino formado por Merc\u00fario e Rosmerta. Era apenas uma representa\u00e7\u00e3o do deus que os romanos identificaram ao seu Merc\u00fario. A multiplica\u00e7\u00e3o das cabe\u00e7as seria a forma pr\u00e1tica de multiplicar o poder da divindade.\n\n<strong>Fonte<\/strong>: criptopage.caixapreta.org\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas71.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"642\" height=\"437\" \/>\n<h3>O povo celta : abordagem hist\u00f3rica<\/h3>\nEm 500 a.C., haviam-se estabelecido como agricultores pela Europa Central e Noroeste.\n\nAs fam\u00edlias <strong>celtas <\/strong>viviam no seio da tribo, em pequenas cabanas constru\u00eddas em colinas-fortaleza, para se defenderem dos frequentes ataques de outras tribos.\n\nEm tempos de paz, criavam animais e plantavam nas terras pr\u00f3ximas. Cada tribo era comandada por um chefe ou rei. Os druidas eram membros muito importantes da tribo.\n\nOs <strong>Celtas<\/strong> eram habilidosos no trabalho com metais e faziam utens\u00edlios de ferro, armas e fina joalharia. Por esta data os especialistas em metais j\u00e1 utilizavam o ouro, a prata e o bronze. Em oficinas enfuma\u00e7adas e quentes, derretiam min\u00e9rios em potes de argila, sobre fogueiras de carv\u00e3o.\n\nMunidos somente de ferramentas feitas de ossos e ferro, criaram s\u00edmbolos <strong>celtas <\/strong>inconfund\u00edveis, entrela\u00e7ando e recurvando fios de metal ou martelando formas sobre ornamentos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas72.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"506\" height=\"327\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">Apreciavam festas e bebida. Lutavam com ferocidade mas sem disciplina e foram facilmente conquistados pelos romanos.<\/p>\n<p align=\"left\">No entanto, os guerreiros <strong>celtas<\/strong> eram terr\u00edveis &#8211; pelo menos na apar\u00eancia. Os homens normalmente vestiam toscas de l\u00e3, mas, nas batalhas, combatiam nus, usando apenas colares. Seus corpos eram pintados de azul com uma tintura extra\u00edda das folhas de uma planta chamada \u00edsatis. Os guerreiros lutavam com espadas, lan\u00e7as e fundas e protegiam-se com escudos de bronze ou de madeira.<\/p>\n<p align=\"left\">Eles avan\u00e7avam sobre o inimigo a p\u00e9, gritando e batendo nos pr\u00f3prios escudos. Alguns sopravam cornetas. Embora fossem combatentes destemidos, os <strong>celtas <\/strong>nunca foram um ex\u00e9rcito eficiente, por causa da indisciplina.<\/p>\n<p align=\"left\">Os guerreiros <strong>celtas <\/strong>tamb\u00e9m tinham um muito particular c\u00f3digo de honra em combate. Eles consideravam inaceit\u00e1vel, por exemplo, que um s\u00f3 homem fosse atacado por dois inimigos ao mesmo tempo. Como resultado, foram com facilidade batidos pelas altamente disciplinadas e treinadas legi\u00f5es romanas.<\/p>\n<p align=\"left\">Os<strong> Celtas <\/strong>n\u00e3o tinham l\u00edngua escrita. Suas leis, rituais e lendas eram transmitidas oralmente. L\u00ednguas c\u00e9lticas sobrevivem em \u00e1reas do noroeste da Europa. Na Irlanda e na Esc\u00f3cia, fala-se o goid\u00e9lico. O ga\u00e9lico \u00e9 a forma moderna dessa l\u00edngua. Outras formas de l\u00ednguas c\u00e9lticas, chamadas brit\u00f4nicas, s\u00e3o tamb\u00e9m faladas no Pa\u00eds de Gales e na Cornualha, sudoeste da Inglaterra. O bret\u00e3o, outra l\u00edngua c\u00e9ltica, \u00e9 falado na Bretanha, noroeste da Fran\u00e7a.<\/p>\n\n<h3 align=\"left\">Que comiam os Celtas?<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas73.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"377\" height=\"345\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">Os <strong>Celtas <\/strong>gostavam de comer e de beber, comiam muita carne que obtinham de animais dom\u00e9sticos e de animais selvagens que ca\u00e7avam.<\/p>\n<p align=\"left\">Pescavam nos rios e ferviam em leite as algas do mar. Cada fam\u00edlia fazia o seu pr\u00f3prio p\u00e3o e gostavam de comer p\u00e3o com carne.<\/p>\n<p align=\"left\">Os<strong> Celtas <\/strong>j\u00e1 usavam o sal para cozinhar, obtendo o sal em minas. O sal era muito importante n\u00e3o s\u00f3 para cozinhar, como tamb\u00e9m para fazer conservas. A carne era conservada ,salgando-a ou secando-a.<\/p>\n\n<h3 align=\"left\">Como se vestiam os Celtas?<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas74.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"391\" height=\"289\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">Depois de obter a l\u00e3, os<strong> celtas<\/strong>, como outros povos antigos, faziam as suas pr\u00f3prias roupas utilizando um tear e l\u00e3s de diferentes cores.<\/p>\n\n<h3 align=\"left\">De que material eram as casas Celtas?<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas75.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"368\" height=\"542\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\" align=\"left\"><strong>No c\u00edrculo \u00e0 direita pode-se ver como era uma parede de uma casa celta.\nO vime entrela\u00e7ado formava uma esp\u00e9cie de cobertura, aplicando-se barro para tornar a parede mais resistente.<\/strong><\/p>\n\n<h3 align=\"left\">Deuses e Druidas Celtas<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas76.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"245\" height=\"201\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Quem eram os druidas ? \u0096 O que melhor se pode dizer \u00e9 que os druidas foram membros de uma elevada estirpe de<strong> Celtas<\/strong> que ocupavam o lugar de ju\u00edzes, doutores, sacerdotes, adivinhos, magos, m\u00e9dicos, astr\u00f3nomos, etc. mas que evidentemente n\u00e3o constitu\u00edam um grupo \u00e9tnico dentro do mundo Celta. Eram grandes conhecedores da ci\u00eancia dos cristais.<\/p>\n<p align=\"justify\">As mulheres c\u00e9lticas gozavam de mais liberdades e direitos do que as de outras culturas contempor\u00e2neas, incluindo-se, at\u00e9 mesmo, o direito de participarem de batalhas, e de solicitarem div\u00f3rcio. Neste contexto havia mulheres druidas. Na cultura dru\u00eddica, portanto, a mulher tinha um papel preponderante pois era visa como a imagem da Deusa.<\/p>\n<p align=\"justify\">No contexto religioso os druidas eram sacerdotes e sacerdotisas dedicados ao aspecto feminino da divindade, a Deusa M\u00e3e. Embora prestassem culto \u00e0 Deusa M\u00e3e mesmo assim admitiam que todos os aspectos expressos a respeito da Divindade eram ainda percep\u00e7\u00f5es imperfeitas do Divino. Assim, todos os deuses e deusas do mundo nada mais eram do que aspectos de um s\u00f3 Ser Supremo &#8211; qualquer que fosse a sua denomina\u00e7\u00e3o visto sob a \u00f3ptica humana.<\/p>\n<p align=\"justify\">A palavra druida \u00e9 de origem c\u00e9ltica, e segundo o historiador romano Pl\u00ednio &#8211; o velho, ela est\u00e1 relacionada com o carvalho, que na realidade era uma \u00e1rvore sagrada para eles.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde que o povo celta n\u00e3o usava a escrita para transmitir seus conhecimentos, ap\u00f3s o dom\u00ednio do cristianismo perdeu-se muito das informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas daquela maravilhosa civiliza\u00e7\u00e3o e especialmente das que a precederam deste o fim da Atl\u00e2ntida, excepto aquilo que permaneceu zelosamente guardado nos registros de algumas Ordens Inici\u00e1ticas, especialmente a Ordem C\u00e9ltica e a Ordem Dru\u00eddica. Por isto muito da hist\u00f3ria dos Druidas at\u00e9 hoje \u00e9 um mist\u00e9rio para os historiadores oficiais; sabem que realmente que existiu entre o povo Celta mas que n\u00e3o nasceram nesta civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Sendo assim imp\u00f5e-se a indaga\u00e7\u00e3o:<\/strong> de onde vieram os Druidas? Seriam Deuses? Ou Bruxos?<\/p>\n<p align=\"justify\">O pouco que popularmente \u00e9 dito a respeito dos druidas tem como base diversas lendas, como a do Rei Arthur, onde Merlin era um druida.\n\nDiversos estudiosos tem argumentado que os Druidas originariamente pertenceram \u00e0 pr\u00e9-c\u00e9ltica (n\u00e3o Ariana) popula\u00e7\u00e3o da Bretanha e da Esc\u00f3cia.\n\nDesde o dom\u00ednio romano, instigado pelo catolicismo, a cultura dru\u00eddica foi alvo de severa e injusta repress\u00e3o, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informa\u00e7\u00e3o a respeito dela embora que na historia de Roma conste que J\u00falio C\u00e9sar reconhecia a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princ\u00edpios.\n\nOs Druidas dominavam quase todas as \u00e1reas do conhecimento humano, cultivaram a musica, a poesia, tinham not\u00e1veis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possu\u00edam um avan\u00e7ado sistema filos\u00f3fico muito semelhante ao dos neoplat\u00f3nicos. O povo celta tinha uma tradi\u00e7\u00e3o eminentemente oral, n\u00e3o faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possu\u00edssem uma forma de escrita m\u00e1gica conhecida pelo nome de escrita r\u00fanica. Mesmo n\u00e3o usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possu\u00edram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da \u00e9poca, criando uma esp\u00e9cie de aura de mist\u00e9rio e misticismo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Igreja Cat\u00f3lica, inspirada pela Conjura, demonstrou grande \u00f3dio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pag\u00e3s, bruxos terr\u00edveis, magos negros que faziam sacrif\u00edcios humanos e outras coisas cru\u00e9is. Na realidade nada disso corresponde \u00e0 verdade, pois quando os primeiros crist\u00e3os chegaram naquela regi\u00e3o foram muito bem recebidos, at\u00e9 porque a tradi\u00e7\u00e3o c\u00e9ltica conta que Jos\u00e9 de Arimat\u00e9ia disc\u00edpulo de Jesus viveu entre eles e levado at\u00e9 l\u00e1 o Santo Graal (Ta\u00e7a usada por Jesus na \u00daltima Ceia).\n\nEm torno disto existem muitos relatos, contos, lendas e mitos, especialmente ligados \u00e0 Corte do Rei Arthur e a T\u00e1vola Redonda. S\u00e3o in\u00fameros os contos, entre eles, aqueles relativos \u00e0 Corte do Rei Arthur, onde vivera Merlin, o mago, e a meia-irm\u00e3 de Arthur, Morgana, que eram Druidas.\n\nA religi\u00e3o dru\u00eddica na realidade era uma express\u00e3o mais m\u00edstica da religi\u00e3o c\u00e9ltica. Esta era mais m\u00e1gica, por isso mais popular, com formas de rituais mais r\u00fasticos, e muito mais ligado \u00e0 natureza ambiental, \u00e0 terra que era tratada com carinho bem especial. A mais popular das express\u00f5es religiosas dos<strong> celtas <\/strong>constituiu-se a Wicca, que o Catolicismo fez empenho em descrever como um conjunto de rituais sat\u00e2nicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">S\u00e3o frequentes os festivais c\u00e9lticos. Para eles o ano era dividido em quatro per\u00edodos de tr\u00eas meses em cujo in\u00edcio de cada um havia um grande festival.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Eram eles:<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Imbolc &#8211;<\/strong>celebrado em 1 de Fevereiro e era associado \u00e0 deusa Brigit, a M\u00e3e-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crian\u00e7as;\n\n<strong>Beltane &#8211;<\/strong>celebrada em 1 de Maio. (tamb\u00e9m chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa &#8220;brilho do fogo&#8221;. Este festival, muito bonito, era marcado por milhares de fogueiras;\n\n<strong>Lughnasadh &#8211;<\/strong>(tamb\u00e9m conhecido como Lammas), dedicado ao Deus Lugh, celebrado em 1 de Agosto;\n\n<strong>Samhain &#8211;<\/strong>a mais importante das quatro festas, celebrada em 1 de Novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Halloween.\n\nBasicamente a doutrina c\u00e9ltica enfatizava a terra e a deusa m\u00e3e enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados \u00e0s formas de express\u00e3o da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o c\u00e9u e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfei\u00e7oamento atrav\u00e9s das reencarna\u00e7\u00f5es. Eles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer mas que com certeza cada um era respons\u00e1vel pelo pr\u00f3prio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a a\u00e7\u00e3o era livre, mas traria sempre uma consequ\u00eancia, boa ou m\u00e1, segundo as obras praticadas. Mesmo sendo livre, o homem tamb\u00e9m respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Igreja Cat\u00f3lica acusava os <strong>Celtas <\/strong>e Druidas de b\u00e1rbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela tamb\u00e9m matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por quest\u00e3o de f\u00e9 ou por praticarem rituais diferentes\u0085 pura ironia!\n\nA cren\u00e7a c\u00e9ltica e dru\u00eddica diziam que o homem teria a ajuda dos esp\u00edritos protetores e sua liberta\u00e7\u00e3o dos ciclos reencarnat\u00f3rios seria mais r\u00e1pida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, tamb\u00e9m conhecida atualmente como lei do carma.\n\nN\u00e3o admitiam que a Divindade pudesse ser adorada dentro de templos constitu\u00eddos por m\u00e3os humanas, assim, faziam dos campos e das florestas , principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerimonias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em vez de templos fechados eles reuniam-se nos c\u00edrculos de pedra, como se v\u00eaem nas ru\u00ednas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.\n\nEnquanto em alguns dos festivais c\u00e9lticos os participantes o faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam t\u00fanicas brancas. Sempre formavam os c\u00edrculos m\u00e1gicos visando a canaliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7a.\n\nPor n\u00e3o usarem roupas em alguns festivais e por desenvolverem ritos ligados \u00e0 fecundidade da natureza, por ignor\u00e2ncia, por m\u00e1 f\u00e9 ou mesmo por crueldade dos padres da Igreja,<strong> Celtas <\/strong>foram terrivelmente acusados de praticarem rituais libidinosos, quando n\u00e3o realidade tratava-se de ritos sagrados.<\/p>\n<strong>Fonte<\/strong>: eb23-briteiros.edu.pt\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\n<h3>DEUSES CELTAS<\/h3>\n<strong>Abnoba &#8211;<\/strong>Deusa da Floresta negra (For\u00eat-Noire, Schwarzwald).\n\n<strong>Airmid &#8211;<\/strong>filha de Diancecht divindade da medicina.Contam as lendas que Airmid colheu 365 talos que cresceram sobre a tumba de seu irm\u00e3o Miach e organizou de forma fazer um manto com eles onde cada um dos talos curavam qualquer doen\u00e7a do mundo.Tudo seria perfeito se Diancecht por ci\u00fame(ele havia matado Miach por ci\u00fame) n\u00e3o tivesse misturado os talos.Dizem as lendas que se ele n\u00e3o tivesse feito isso hoje saber\u00edamos a cura para todas as doen\u00e7as.\n\n<strong>Andrasta &#8211;<\/strong>Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.\n\n<strong>Angus \u00f3g &#8211;<\/strong>&#8221;O deus jovem&#8221; do amor , do erostismo e da beleza, tinha uma arpa como a de Dagda, mas a sua era feita de ouro, e a musica que dela emanava era t\u00e3o doce que ningu\u00e9m que a ouvisse resistia ao chamado de acompanh\u00e1-la; seus beijos se tornavam p\u00e1ssaros que iam de encontro aos casais enamorados de toda Erin.\n\n<strong>Arduina &#8211;<\/strong>Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a \u00c1rtemis grega.\n\n<strong>Balor &#8211;<\/strong>Gigante irland\u00eas de &#8220;mau olho&#8221;; tinha as p\u00e1lpebras ca\u00eddas sobre os olhos e ao ergu\u00ea-las destruia e definhava tudo o que o seu olho avistasse ;conseguiu seu &#8221;mau-olho&#8221; quando crian\u00e7a e ao olhar escondido pela fresta de uma janela onde as feiticeiras de seu pai estavam a preparar uma po\u00e7\u00e3o m\u00e1gica uma exlplos\u00e3o acertou seu olho;seu cong\u00eanere gaul\u00eas chamava-se Yspaddaden.\n\n<strong>Belenos &#8211;<\/strong>&#8220;O Brilhante&#8221; ou &#8220;Aquele Que Reluz&#8221;, divindade pr\u00e9-c\u00e9ltica que simboliza as chamas.\n\n<strong>Boann &#8211;<\/strong>esposa do Dagda \u00e9 ligada diretamente com o rio Boyne e a sua lenda.\n\n<strong>Brigit &#8211;<\/strong>Irm\u00e3 do deus Angus \u00d3g,divindade do amor. Brigit \u00e9 uma deusa tr\u00edplice, a menos que haja tr\u00eas irm\u00e3s com o mesmo nome. \u00c9 venerada pelos poetas, ferreiros e pelos m\u00e9dicos e principalmente as mulheres que cuidam do lar. Enquanto deusa das esta\u00e7\u00f5es do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc.Seu caldeir\u00e3o arde com tr\u00eas chamas;o fogo que cura, o que forja e o que inspira.\n\n<strong>Bil\u00e9 &#8211;<\/strong>Divindade pr\u00e9-c\u00e9ltica ligada a Morte\n\n<strong>Bron &#8211;<\/strong>O deus mar\u00edtimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Br\u00e2n (Bron \u00e9 irland\u00eas e Br\u00e2n \u00e9 gaul\u00eas) e Manann\u00e2n ou Manawydan. Br\u00e2n era um enorme gigante que nenhum pal\u00e1cio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a vau o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu ex\u00e9rcito; estendido atrav\u00e9s de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o ex\u00e9rcito passar. Possuia um caldeir\u00e3o m\u00e1gico com a qual ressucitava os mortos. Harpista e m\u00fasico, era o protetor dos fili e dos bardos. Rei das regi\u00f5es infernais, lutou para defender os tesouros m\u00e1gicos que o filho de D\u00f4n queria roubar. Ferido por uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabe\u00e7a, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabe\u00e7a decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necess\u00e1rios para levar o corpo \u00e0 sepultura, uma colina de Londres. A cabe\u00e7a cortada de Br\u00e2n, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invas\u00e3o; o rei Artur, imprudente, mandou exum\u00e1-la, tornando poss\u00edvel a conquista da sax\u00f4nia.\n\n<strong>Cuchulainn &#8211;<\/strong>As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epop\u00e9ia principal do ciclo her\u00f3ico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtir\u00e9, irm\u00e3 do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pai verdadeiro, por\u00e9m, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha D\u00ea Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terr\u00edvel c\u00e3o de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem da\u00ed o nome Cuchulainn, &#8220;C\u00e3o de Culann&#8221;. O menino possuia uma for\u00e7a incr\u00edvel e, quando dominado pela ira, erradiava calor intenso de seu corpo e suas fei\u00e7\u00f5es transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o c\u00e3o, massacrou tr\u00eas guerreiros m\u00e1gicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma mil\u00edcia ou ordem primitiva de cavaleria de Ulster, provavelmente). Depois, mandam-no para Sc\u00e2thach, a feiticeira-guerreira, ep\u00f4nima da ilha Skye, onde conclui sua educa\u00e7\u00e3o. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua mestra, a amazona Aiff\u00e9, uma mortal. N\u00e3o s\u00f3 a derrota mas deixa-a gr\u00e1vida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, m\u00e1gico poderoso. Este n\u00e3o permite o relacionamento; Cuchulainn, ent\u00e3o, rapta-a, depois de ter matado toda a guarni\u00e7\u00e3o e o pai da mo\u00e7a. Neste per\u00edodo \u00e9 que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.\n\n<strong>Cr\u00e9dn\u00e9 &#8211;<\/strong>O bronzista dos Thuata de Dannan.Constitui junto com Luchtain\u00e9 e Goibniu o &#8221;na tr\u00ed d\u00e9 d\u00e1na&#8221;, ou os tr\u00eas deuses das artes.\n\n<strong>Dagda &#8211;<\/strong>O &#8220;O bom deus&#8221;, \u00e9 o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos m\u00e1gicos \u00e9 o primeiro e o mais poderoso, tem\u00edvel guerreiro, habil\u00edssimo art\u00edfice e o mais esperto de todos quantos &#8220;possuem a vida e a morte&#8221;. Possui um caldeir\u00e3o m\u00e1gico que pode alimentar todos os homens da terra al\u00e9m de curar todos os ferimentos existentes. Chama as esta\u00e7\u00f5es do ano tocando sua harpa divina feita de carvalho. Veste uma t\u00fanica curta e traz na cabe\u00e7a um capuz. \u00c9 o senhor da vida e da morte, dispersador da abund\u00e2ncia.Seu cajado m\u00e1gico pode com uma ponta ressuscitar uma pessoa e com a outra retirar a vida, este cajado por sinal s\u00f3 pode ser empunhado por Dagda,e qualquer outro que tentar n\u00e3o conseguir\u00e1 de t\u00e3o pesado que ele se torna.\n\n<strong>Dianecechet &#8211;<\/strong>deus da medicina, m\u00e9dico dos deuses teve como fillhos Miach, Airmid, Etan(esposa de Oghma), Ceth\u00e9, Cu e Cian ( que se casou com Ethniu, filha de Balor que teve como filho Lugh).\n\n<strong>Dana\/Danu &#8211;<\/strong>Companheira de Bil\u00e9. A sua descend\u00eancia chama-se Tuatha D\u00ea Danann (tribo da deusa Dana).Acredita-se estar ligada ao Dan\u00fabio um dos principais locais de explora\u00e7\u00e3o dos vest\u00edgios dos celtas.\n\n<strong>\u00c9pona &#8211;<\/strong>&#8220;A Cavaleira&#8221; ou &#8220;A Amazona&#8221;. \u00c9 representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do s\u00e9culo passado; na cabe\u00e7a tras um diadema; ao seu lado v\u00ea-se uma jumenta ou um poldro, que, \u00e0s vezes, \u00e9 alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornuc\u00f3pia, uma p\u00e1tera e frutos. Presidia, tamb\u00e9m, \u00e0 fecundidade do solo, fertilizado pelas \u00e1guas.\n\n<strong>Fionn &#8211;<\/strong>Chefe dos Fianna de Leinster, o her\u00f3i Finn ou Fionn mac Cumhail \u00e9 o fanfarr\u00e3o que mata monstros tamb\u00e9m sendo um m\u00e1gico. Vive de aventuras, \u00e9 desconfiado e astucioso. \u00c9 seu filho Ossian e seu av\u00f4 Oscar; s\u00e3o seus inimigos Goll e seu irm\u00e3o Conan. Seu nome significa &#8220;Branco&#8221; ou &#8220;Louro&#8221;. Morreu em uma batalha, em Ghabra.\n\n<strong>Govannon &#8211;<\/strong>O nome \u00e9 b ret\u00e3o; a forma irlandesa \u00e9 Goibniu e significa &#8220;ferreiro&#8221; ; fornece armas aos membros do cl\u00e3 e aos aliados.Consideram-no, na Irlanda, arquiteto das altas torres redondas e das primeiras igrejas crist\u00e3s, ele tamb\u00e9m era possuidor dos segredos de uma bebida em que se acreditava fornecer invulnerabilidade.\n\n<strong>Luchtain\u00e9 &#8211;<\/strong>o carpinteiro dos Thuata de Dannan.\n\n<strong>Lugh &#8211;<\/strong>Mito solar dos Tuatha de Danann, Lugh das muitas artes \u00e9 conhecido por suas in\u00fameras habilidades; \u00e9 guerreiro, poeta,historiador,magista,construtor, campe\u00e3o, m\u00e9dico, copeiro,caldeireiro, ferreiro e carpinteiro. Possui um elmo que o torna invis\u00edvel e uma lan\u00e7a sedenta por combates que nunca erra o alvo.\n\n<strong>Llyr &#8211;<\/strong>Deus dos mares e tempestades, o impetuoso Llyr teve dois filhos; o gigante Bron e o famoso Manann\u00e1n MacLlyr, possuidor de tesouros e segredos m\u00e1gicos.\n\n<strong>Mider &#8211;<\/strong>deus do submundo,era ligado a ilha de falga ( ilha de Man), onde em uma cidadela guardava tr\u00eas vacas e um caldeir\u00e3o m\u00e1gicos; ele \u00e9 ao meu ver representado como uma esp\u00e9cie de v\u00edtima j\u00e1 que todas as suas posses foram saqueadas inclusive sua esposa Etain,que fora levada por Angus \u00f3g.\n\n<strong>Nuada &#8221;M\u00e3o-de-prata&#8221; &#8211;<\/strong>Rei supremo dos Thuata de Dannan, afastado ap\u00f3s perder seu bra\u00e7o em batalha e depois retornando ao trono com um bra\u00e7o m\u00e1gico de prata novo acabando com a tirania do rei meio Tuatha meio Fomore Bress que havia tomado o seu lugar.\n\n<strong>Oghma &#8211;<\/strong>Oghma, tamb\u00e9m conhecido como Cermait ( boca de mel), \u00e9 o deus da poesia e da eloquencia, divindade protetora dos fili irlandeses, Oghma foi o respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do agham, alfabeto r\u00fanico utilizado pelos druidas em seus rituais e marca\u00e7\u00f5es secretas.\n\n<strong>Ossian &#8211;<\/strong>Era filho de Finn. \u00c9, certamente, a figura mais importante ciclo feniano ou Ossianico. Quando aconteceu a derrocada de Gabhra, escapou gra\u00e7as \u00e0 fada Niamh, que o conduziu para Tir na n-Og,( a terra da juventude). Passou l\u00e1 300 anos de jovialidade plena, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar a Erin; Niamh lhe confia a montaria m\u00e1gica que ela mesma usava, recomendando-lhe que n\u00e3o pusesse o p\u00e9 no solo. Ossian, entretanto, desce da montaria e pisa em terra firme, e quando se d\u00e1 por si j\u00e1 era um velho fraco e cego.\n\n<strong>Rhiannon &#8211;<\/strong>Rhiannon \u00e9 uma deusa brit\u00e2nica, ligada ao mundo dos mortos (outro mundo) e possuidora de famosos tr\u00eas p\u00e1ssaros.\n\nH\u00e1 uma longa hist\u00f3ria presente no Mabinogion envolvendo seu casamento com o her\u00f3i gales Pwyll, monarca de Dyfed bem como uma maldi\u00e7\u00e3o para que esta se tornasse est\u00e9ril engravidando atrav\u00e9s de m\u00e1gica e uma grande busca por seu filho ap\u00f3s ao nascimento. Al\u00e9m das crian\u00e7as e o mundo dos mortos ela tamb\u00e9m tem sua imagem associada a cavalos.\n\nDizia-se que os p\u00e1ssaros de Rhiannon com seu canto podiam despertar os mortos para a vida e adormecer os vivos em sono de morte.Por sorte eles n\u00e3o eram muito de sair cantando por ai.\n\nUma tr\u00edade galesa at\u00e9 mesmo dizia que &#8221; H\u00e1 tr\u00eas coisas que n\u00e3o s\u00e3o muito ouvidas: O canto dos p\u00e1ssaros de Rhiannon, sabedoria da boca de um sax\u00e3o e um convite a banquete da boca de um avarento.&#8221;\n\n<strong>Fonte<\/strong>: www.tocadobardo.kit.net\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas77.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"476\" height=\"460\" \/><\/p>\nOs <strong>celtas<\/strong> eram um povo din\u00e2mico originado na Europa Central e que se desenvolveu durante a Idade do Ferro. Seu nome deriva do grego &#8220;keltoi&#8221; e s\u00e3o referidos pelos gregos como &#8220;b\u00e1rbaros de al\u00e9m das montanhas&#8221;. Eles eram distintos dos seus predecessores arqueol\u00f3gicos, referidos como as culturas de Urnfield, por causa do seu uso do ferro, sua arte, o papel do cavalo em suas vidas e a estrutura social da sua sociedade.\n\nOs primeiros <strong>celtas <\/strong>de fato apareceram no per\u00edodo arqueol\u00f3gico chamado Hallstatt (700.B.C.E).\n\nFoi a expans\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano que pressionou aas principais terras europ\u00e9ias e brit\u00e2nicas <strong>celtas<\/strong>, que foram finalmente dizimados por uma combina\u00e7\u00e3o de completa destrui\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o da cultura romana.\n\nOs <strong>celtas <\/strong>irlandeses nunca entraram em confronto direto com os romanos e bem mantiveram sua identidade c\u00e9ltica at\u00e9 o quinto s\u00e9culo depois de Cristo, quando o Cristianismo se espalhou pela Irlanda. Apesar de muito da identidade celta ter restado \u0096 e ainda resta \u0096 ap\u00f3s a cristianiza\u00e7\u00e3o da Irlanda, ela foi drasticamente alterada pela exposi\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3.\n<h3 align=\"left\">Sociedade Celta<\/h3>\nA menor unidade era o FINE, um extensivo e fechado grupo familiar. Assim como em algumas outras culturas n\u00e3o-ocidentais, o bem-estar do fine \u00e9 que era importante, e n\u00e3o o bem-estar individual. Legalmente, o indiv\u00edduo nem existia, exceto como um membro do grupo e respons\u00e1vel pela sua parte da propriedade do fine e por suas obriga\u00e7\u00f5es como a prote\u00e7\u00e3o, o crescimento e bem-estar geral do dele.\n\n<strong>O TUATH, grupo o qual pode ser entendido como uma tribo ou cl\u00e3, podia ser feito de um ou v\u00e1rios fine e era lideradodo pelo RI, o rei. Dentro do Tuath, a sociedade era dividida em tr\u00eas classes:<\/strong> a Nobreza, composta por donos de terras e gueirreiros; os Aes Dana, homens de arte e estudo, artes\u00e3os e que inclu\u00eda os druidas; e finalmente os Homens do Povo ou &#8220;Churls&#8221; (&#8220;r\u00fasticos&#8221;), que n\u00e3o possu\u00edam terra, mas eram livres e n\u00e3o escravos (a escravid\u00e3o foi praticada eventualmente pelos celtas, mas seus escravos eram prisioneiros de guerra e outros povos subjugados). O tuath era governado pelo ri, mas o ri n\u00e3o representava o maior poder de decis\u00e3o ou legislador. Seu papel era, genericamente falando, fazer negocia\u00e7\u00f5es fora do tuath e ser o l\u00edder de guerra. Ele era eleito e sua autoridade mantida por um conselho de nobres e assembl\u00e9ias de homens livres, que seria aleita anualmente, normalmente e conjun\u00e7\u00e3o com festivais religiosos. Tratados com outros tuaths seriam declarados e discutidos nessas assembl\u00e9ias e seria atribui\u00e7\u00e3o dos nobres fiscalizar se cada trato feito foi aderido.\n<h3 align=\"left\">Deuses e Deusas dos Celtas<\/h3>\nOs celtas tinham numerosos deuses e deusas. Cada tuath tinha os seus pr\u00f3prios e alguns dos deuses e deusas eram reconhecidos por muitos grupos tribais por deriva\u00e7\u00f5es do mesmo nome e como sendo os mesmos pelas suas esferas de influ\u00eancia, mesmo se eles tinham nomes diferentes em diferentes \u00e1reas. Muitos dos deuses e deusas menores eram de uma localiza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, tendo dom\u00ednio sobre uma certa fonte, clareira, bosque ou monte.\n\nA deusas na f\u00e9 celta geralmente existiam em tr\u00edades, grupos de tr\u00eas, e frequentemente suas influ\u00eancias estavam ligadas a \u00e1reas geogr\u00e1ficas espec\u00edficas. A M\u00e3e Terra, a deusa da guerra e o Corvo (tr\u00eas das mais populares Deusas dos antigos celtas) \u00e0s vezes eram vistas como parte de uma tr\u00edade e \u00e0s vezes n\u00e3o. Ela era a consorte do Divino Pai ou deus tribal e relacionada com a fertilidade da terra, colheita e rebanhos, assim como do povo. Ela tamb\u00e9m defenderia o tuath quando amea\u00e7ado com magia em vez de armas f\u00edsicas.\n\n<strong>\u00c9 importante notar que quando falamos sobre deusas dos antigos celtas, elas n\u00e3o eram consideradas na moderna interpreta\u00e7\u00e3o da tr\u00edade:<\/strong> a Donzela, a M\u00e3e e a Anci\u00e3. Suas deusas podiam ter apenas uma ou todas essas tr\u00eas &#8220;faces&#8221;, mas n\u00e3o eram limitadas por elas. Por exemplo, Epona era \u00e0s vezes representada no seu aspecto de &#8220;Donzela&#8221; (a consorte do Deus), \u00e0s vezes como a &#8220;Anci\u00e3&#8221; (a Deusa dos Submundos), mas mais frequentemente era vista como &#8220;m\u00e3e&#8221;, uma deusa de fertilidade que protegia suas crian\u00e7as. Portanto, nas tr\u00edades do celtas antigos, as deusas n\u00e3o representavam apenas um aspecto dessas &#8220;faces&#8221;, na realidade eram uma mistura de todas as tr\u00eas sem uma ordem determinada.\n<h3 align=\"left\">Bibliografia<\/h3>\nChadwick, Nora, The Celts, Penguin Books, 1971.\nCunliffe, Barry, The Celtic World, McGraw Hill, 1979.\nDillon, Myles, Early Irish Society, Mercier Press, 1969.\nFilip, Jan, Celtic Civilization and Its Heritage, Prague, 1962.\nFord, Patrick K., trans., The Mabinogi and Other Medieval Welsh Tales, University of California Press: Berkeley, CA, USA, 1977.\nHerm, Gerhard, The Celts, St. Martins Press, 1975. Kinsella, Thomas, trans., The Tain, Oxford University Press: Oxford, England, 1969.\nMacCona, Proinsias, Celtic Mythology, Hamlyn Press, 1970.\nMacCulloch, J. A., The Religion of the Ancient Celts, T. and T. Clark : Edinburgh, Scotland 1911.\nNorton-Taylor, Duncan, The Celts, Time-Life Books, 1974.\nPowell, T. G. E., The Celts, Thames and Hudson, 1979, repr., New York,NY, USA, 1989.\nRoss, Anne, Everyday Life of the Pagan Celts, B. T. Batsford, London, 1970.\nRoss, Anne, Pagan Celtic Britian, Routledge and Kegan Paul, London, 1967.\nRoy, James, The Road Wet, The Wind Close: Celtic Ireland, Gill and MacMillan, 1986.\nSharkey, John, Celtic Mysteries: The Ancient Religion. Crossroad: New York, NY, USA, 1975.\nSyracuse University Press, Scandinavian and Celtic Religions, Syracuse University Press: Syracuse, NY, USA, 1988.\n\n<strong>Fonte<\/strong>:www.celtic-cauldron.com\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\n<h3>Hist\u00f3ria<\/h3>\nAntes do amanhecer da hist\u00f3ria, os<strong> Celtas<\/strong> subjugaram o povo Germano e estabeleceram-se na Europa Central.\n\nOs <strong>Celtas<\/strong> eram um povo guerreiro, rico em conhecimentos de arte da vida civilizada. Eles tinham um sentido \u00fanico de unidade pol\u00edtica e um \u00fanico rei.\n\nDescobertas datadas de 900 A.C. mostram que foram mineiros e agricultores, com a utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas em ferro. Eles invadiram a It\u00e1lia duas vezes, no ano 7 A.C. e 4 A.C., e atormentaram Roma no ano 300 A.C. A grande onda Celta, moveu-se para oeste para o Reno, e penetrou na Inglaterra, Esc\u00f3cia, e Irlanda. O Fim do poder continental celta come\u00e7ou, quando os alem\u00e3es oprimidos se levantaram contra eles em 3 A.C.\n\nUma col\u00f3nia fugitiva de<strong> Celtas <\/strong>da \u00c1sia Menor, estabeleceu-se num territ\u00f3rio chamado Galatia (Gaels). Em 4 A.C., um escritor romano chamou-lhe Irlanda, &#8220;Insula Sacra&#8221;, indicando que os primeiros pag\u00e3os tinham a ilha como santa. C\u00e9sar referiu-se \u00e1 Irlanda como Hibernia. No tempo de C\u00e9sar, os Celtas(Gauleses) dominavam a Fran\u00e7a e usavam a escrita Grega na maioria dos seus neg\u00f3cios.\n\nDe acordo com uma lenda, o primeiro povo que chegou \u00e1 Irlanda era oriundo da Maced\u00f3nia liderada por um chefe chamado Parthalon. Depois de tr\u00eas s\u00e9culos, a na\u00e7\u00e3o inteira foi atingida e dizimada por uma praga.\n\nOs habitantes seguintes vieram da Gr\u00e9cia e descendiam de Nemedius, o d\u00e9cimo primeiro descendente de No\u00e9. Por causa de querelas e desuni\u00e3o os Nemedianos foram reduzidos ao n\u00edvel de servos pelos pirats Fomorianos. Os Nemedianos retornaram para a Gr\u00e9cia, onde eles se estabeleceram para trabalhar como escravos a terra e criar quintas. Eles ficaram conhecidos com Fir Bholg, os homens da &#8220;mala de pele&#8221;. Depois de 200 anos de escravatura grega, eles escaparam em barcos capturados aos seus mestres, reconquistando a Irlanda e viveram em paz por uma gra\u00e7\u00e3o ou duas antes de Tuatha De Danann chegou e for\u00e7ou os Firbolgs. Quando De Danann chegou pela primeira vez \u00e1 Irlanda( depois de viver por um tempo na Escandin\u00e1via), Lug foi para Eochaid, o rei Firbolg em Tara, onde estabeleceu uma base. Depois de muita negocia\u00e7\u00e3o, o rei tornou-se professor chefe das artes e ci\u00eancias. Na famosa batalha no Sudoeste de Moytura(na fronteira Mayo-Galway), Tuatha De Danann derrotou os Firbolgs. O rei dos Firbolgs foi morto e a m\u00e3o do rei dos De Danann, Nuada, foi severa para com os Fir Bolg .\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas78.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"284\" height=\"258\" \/><\/p>\nOs Tuatha De Danann n\u00e3o gostavam dos Firbolgs, pois consideravam-se mais evolu\u00eddos culturalmente e socialmente. Eles trouxeram com eles para a Irlanda um pesado bloco de pedra que tinha sido utilizado como assento para coroa\u00e7\u00e3o dos reis de Scythia, o seu pa\u00eds de origem. O Liath Fail(Pedra do Destino) serviu na Irlanda por muitos s\u00e9culos como assento de coroa\u00e7\u00e3o. Foi depois levado para a Esc\u00f3cia, onde em Scone continuou a servir como assento de coroa\u00e7\u00e3o dos reis escoceses. Em 1269 a pedra foi capturada pelos ingleses que a levaram para Londres. Est\u00e1 atualmente na Abadia Westminster, e tem servido na coroa\u00e7\u00e3o dos reis e ra\u00ednhas da Inglaterra.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas79.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"582\" height=\"313\" \/><\/p>\nOs Firbolg e os Tuatha De Danann, ocuparam a terra antes dos Milesianos a terem invadido, n\u00e3o foram exterminados, mas foram dominados pela aristocracia Milesiana e por soldados com armas de ferro superiores. Os Milesianos trouxeram a l\u00edngua Ga\u00e9lica. Todas estas tr\u00eas ra\u00e7as de tribos diferentes da grande fam\u00edlia celta, separadas durante s\u00e9culos juntaram-se formando a tribo dos Ga\u00e9licos.\n\nSubsequentemente, os Gaedhal(Ga\u00e9licos) vindos de Scytia(vasta e n\u00e3o indentificada \u00e1rea no Sudoeste da Europa e parte da \u00c1sia) para a Irlanda atrav\u00e9s do Egipto, Creta, e Espanha. S\u00e3o conhecidos como Gaedhal porque os seu ancetral foi Gaodhal Glas; a crian\u00e7a que Mois\u00e9s curou de uma picada de serpente e que prometeu que nenhuma serpente invadiria a ilha que os seus descendentes iriam habitar. Niul, o neto de Gaodhal foi convidado para ir para o Egipto como instrutor dos Fara\u00f3s. Ele casou com uma filha do Fara\u00f3, Scota. Niul e o seu povo cresceu e tornou-se rico e poderoso. Resentidos da injusti\u00e7a do \u00faltimo Fara\u00f3, sa\u00edram do Egipto. Eles viajaram para Espanha onde ouviram falar da Irlanda, talvez em conversas com os comerciantes Fen\u00edcios. Eles acreditavam que era a Ilha do Destino de que falava Mois\u00e9s. O seu l\u00edder era Mile, e a sua esposa era tamb\u00e9m uma filha do Fara\u00f3 chamada Scota. A ra\u00e7a irlandesa \u00e9 popularmente conhecida como ra\u00e7a Milesiana, descendente de Mile de Espanha. Os reis da Irlanda em 1000 A.C. tamb\u00e9m descendiam do Rei Mile que tinha voltado a sua aten\u00e7\u00e3o para a Irlanda como estava previsto numa profecia Druida.\n\nO tio de Mile, Ith, foi enviado para a Irlanda para investigar. Os Tuatha De Danann, suspeitando dos prop\u00f3sitos da sua miss\u00e3o, assassinaram Ith. Mile juntou um ex\u00e9rcito para se vingar, mas morreu em Espanha. Os seus oito filhos e esposa, Scota, partiram numa viagem para a Ilha do Destino com a fam\u00edlia e seguidores.\n\nQuando tentaram desembarcar na Irlanda, cinco dos seus filhos e muitos dos seus seguidores perderam-se numa grande tempestade. Os tr\u00eas netos de Lug estavam reinando quando os Milesianos chegaram( o heroi De Danann, Lug, era filho de Manannan mac Lir, , o deus do mar e rei da Ilha de Man).\n\n<strong>Tr\u00eas rainhas De Danann: <\/strong>Banbha, Folda e Erie governaram em rota\u00e7\u00e3o. Erie estava no trono quando os Milesianos chegaram. Heber (e os seus seguidores) chegaram a Inver Sceni(Bantry Bay) e derrotou o ex\u00e9rcito De Danann, mas perdeu a sua m\u00e3e (ra\u00ednha Scota) na batalha. Heremon (e os seus seguidores) desembarcaram em Inver Culpa(Boca de Boyne). Heber e Heremon juntaram for\u00e7as em Meath e partiram para enfrentar os De Danann numa batalha em Taillte.\n\nOs tr\u00eas reis e ra\u00ednhas dos De Danann foram mortos. Os sobreviventes De Danann, esconderam-se em nas cavernas em montes remotos.\n\n<strong>Heremon reinou por 14 anos com os seus irm\u00e3os: <\/strong>Heber, e Ir. Heremon ficou com a parte norte da ilha, Heber com o sul e Ir com canto oeste.. Eles chamaram \u00e1 terra Scota o nome da sua m\u00e3e. Scota foi um dos primeiros nomes da Irlanda os seus habitantes eram chamados de Scotti ou Scots. O nome Irlanda deve-se ao fato de o rei irland\u00eas Colla quando foi exilado para as ilhas escoceses, deixando Ir-Land (terra de Ir) ao filho mais novo de Mile.\n\nOs Milesianos dividiram a irlanda em 5 provincias e estabeleceram um rei cada provincia.\n<h3>Os Celtas na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas80.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"274\" height=\"351\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas81.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"552\" height=\"508\" \/><\/p>\nOs<strong> Celtas <\/strong>n\u00e3o eram uma ra\u00e7a restrita e concreta, nem sequer um povo unificado, mas sim umas tribos homog\u00e9neas pelo parentesco e por um habitat e costumes comuns, que povoavam o centro da Europa constituindo uma \u00e9specie de agrupamento de sociedades.\n\nA primeira vaga celta passou os Pirin\u00e9us por volta de 900 a.c.. Uns grupos procedentes do vale do R\u00f3dano, ocuparam as plan\u00edcies de Urgel, e extenderam-se desde o Ebro oriental at\u00e9 \u00e1 Catalunha.\n\nDurante dois s\u00e9culos, os <strong>Celtas <\/strong>n\u00e3o pertubaram a vida das povo\u00e7\u00f5es do norte da Ib\u00e9ria; mas a partir de 700 a.c. uns e outros v\u00e3o encher a nossa Idade do Ferro com epis\u00f3dios conhecidos de amplas repercus\u00f5es. Entre este per\u00edodo e o ano de 570 a.c. d\u00e3o-se tr\u00eas grandes vagas e uma infinidade de vagas interm\u00e9dias.\n\nPor volta do ano 600 a.c. uma destas vagas<strong> celtas <\/strong>chegou ao noroeste da pen\u00ednsula e assentam nas zonas da Galiza, Ast\u00farias, L\u00e9on, Zamora,etc&#8230;\n\n<strong>Esta invas\u00e3o, apesar da sua for\u00e7a, n\u00e3o fez com que se criassem cidades celtas com um certo relevo, mas misturaram-se com as povoa\u00e7\u00f5es locais criando uma cultura com cariz ib\u00e9rica e celta:<\/strong>Os Celta\u00edberos.\n\n<strong>Este feito, e as circunt\u00e2ncias que o rodearam, v\u00e3o condicionar o destino dos futuros espanhois e portugueses, pois alterou profundamente a sua vida, costumes e composi\u00e7\u00e3o \u00e9tnica:<\/strong>por exemplo na Galiza, Portugal e Extremadura os celtas conservam-se quase puros; \u00e9 o caso dos C\u00e9lticos(Extremadura),Galegos(Galiza e Norte de Portugal e Zamora),Verones(La Rioja e Burgos) ou os Bascos(Navarra e Euskadi). Em outras zonas existem povos com mais ou menos sangue celta, produto da mistura dos ind\u00edgenas com os celtas ficando classificados como Celta\u00edberos.\n\nO car\u00e1cter destes povoados tem grandes diferen\u00e7as entre os habitantes do sul e do leste(mais cultos, artistas e pac\u00edficos) e os da Meseta e do noroeste(rudes e guerreiros).\n<h3 align=\"left\">ECONOMIA<\/h3>\nA economia castrense tinha uma base agr\u00edcola e ganadeira, ainda que praticassem tamb\u00e9m a ca\u00e7a e atividades pesqueiras(como o marisco). A agricultura era cerealista(milho e trigo), com plantas leguminosas(favas). para esta pr\u00e1tica utilizavam sachas e ancinhos. Para al\u00e9m do gado dom\u00e9stico(ovelhas,cabras, porcos e cavalos), nos castros costeiros tamb\u00e9m os moluscos e crust\u00e1ceos(vieiras, ostras, lapas, percebes,&#8230;) e a pesca maritima. A sua ind\u00fastria mineira foi conhecida e falada por autores gregos e romanos. Destaca-se a explora\u00e7\u00e3o do estanho, ferro e chumbo e, sobre todo estes os metais preciosos, como o ouro. Os castrenses desenvolveram uma importante metalurgia e de our\u00edves.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas82.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"267\" height=\"154\" \/><\/p>\n\n<h3 align=\"left\">ARMAS<\/h3>\nComo os povos guerreiros, os habitantes dos castros conheciam diferentes tipos de armas, lan\u00e7as, espadas e machados, escudos, capacetes, coura\u00e7as.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas83.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"200\" height=\"148\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas84.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"186\" height=\"356\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas85.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"275\" height=\"336\" \/><\/p>\n\n<h3 align=\"left\">RELIGI\u00c3O<\/h3>\nO seu pante\u00e3o tinha quase cem divindades. Destacavam o deus da guerra, o deus da montanha, tamb\u00e9m havia outras divindades menores vinculadas aos caminhos e encruzilhadas, esp\u00edritos de fontes e rios,frutos, plantas ou animais&#8230;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas86.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"395\" height=\"412\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas87.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"552\" height=\"337\" \/><\/p>\n\n<h3 align=\"left\">COSTUMES E VESTIMENTA<\/h3>\nTanto homens como as mulheres prendiam os seus cabelos com grossos alfinetes, penteavam-se com joias de ouro ou prata ricamente elaboradas. Aqueles que n\u00e3o podiam aceder a este tipo de joias, recorriam a produtos de bronze, com incrusta\u00e7\u00f5es de metais preciosos.\n\nA vestimenta consistia numa saia larga, e numa camiseta em l\u00e3 ou linho, \u00e1s vezes adornadas com motivos geom\u00e9tricos. Esta vestimenta era coberta por uma capa negra de l\u00e3 para protec\u00e7\u00e3o do frio e da chuva.\n\nPrendiam as sua vestimentas com cintur\u00f5es de coiro com apliques met\u00e1licos.\n<h3 align=\"left\">Castros galaico-portugueses<\/h3>\nEste grupo compreende as prov\u00edncias galegas, parte de Ast\u00farias e a zona de Portugal e Zamora situada ao norte do Douro. Ali desenvolveu-se uma cultura de aspecto celta com caracter\u00edsticas especiais, por causa dos seus recintos fortificados e as edifica\u00e7\u00f5es circulares. Formavam pequenos povoados sem ruas e sem ordenamento urbano algum, situados em lugares altos e nas margens dos rios. \u00c1s vezes os castros estavam rodeados de v\u00e1rias muralhas paralelas e as casas passaram a ser de planta redonda ou oval.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas88.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"487\" height=\"326\" \/><\/p>\nEstes castros abundam extraordin\u00e1riamente e s\u00e3o parecidos uns aos outros. N\u00e3o se acham neles manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas pr\u00f3priamente, armas e joias s\u00e3o de uma grande riqueza e a sua ornamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se destacam os motivos geom\u00e9tricos. Para uma maior compreens\u00e3o deste povo e as e das suas edifica\u00e7\u00f5es, pode-se recorrer a uma defini\u00e7\u00e3o de castro oferecida pela enciclop\u00e9dia universal Espasa.\n\n<strong>Segundo esta fonte o castro \u00e9 uma fortifica\u00e7\u00e3o ou recinto fortificado, situado sempre em um pequeno monte o terreno alto e que se encontra com frequ\u00eancia no norte de Espanha:<\/strong>em Salamanca, Zamora, Leon, Ast\u00farias e especialmente na Galiza. As opini\u00f5es dos arque\u00f3logos tem estado divididas em rela\u00e7\u00e3o quanto \u00e1 origem e destino destas constru\u00e7\u00f5es. O estudo apurado destas edifica\u00e7\u00f5es a julgar pelos objetos achados nas escava\u00e7\u00f5es, deduz-se que foram templos funer\u00e1rios nem constru\u00e7\u00f5es puramente militares. Conforme v\u00e1rias opini\u00f5es tratavam-se de burgos, ou seja agrupamentos de vivendas com carater\u00edsticas defensivas em conson\u00e2ncia com a import\u00e2ncia do lugar e a topografia do terreno. Nem todos s\u00e3o da mesma \u00e9poca, alguns s\u00e3o Pr\u00e9-romanos, outros romanos e outros posteriores. Na sua situa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o observa-se uma estrat\u00e9gia definida, e a dist\u00e2ncia a que se encontravam uns dos outros leva a creer que comunicavam entre eles por sinais.\n\nA fortifica\u00e7\u00e3o dos castros de forma el\u00edptica, era constiy\u00eddo de um fosso e uma muralha. No seu interior havia vivendas, erguidas ou sovacadas, de planta curva com paredes de pedra. Povoadores muito posteriores aproveitaram as edifica\u00e7\u00f5es dos castros para construir ref\u00fagios e currais.\n\nEstas contru\u00e7\u00f5es eram edificadas em colinas e escarpas. Em alguns casos reconhecem-se os caminhos que a elas conduziam. Presume-se que formavam uma rede defensiva.\n\n<strong>Fonte<\/strong>: palma1.no.sapo.pt\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\nAquele povo n\u00f3rdico mantinha uma vida simples se comparada com a do mundo civilizado atual, e primava pela utiliza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as tel\u00faricas em todos as suas atividades, expressas basicamente atrav\u00e9s de ritos propiciat\u00f3rios. Consideravam a natureza como a express\u00e3o m\u00e1xima da Deusa M\u00e3e. A divindade m\u00e1xima era feminina, a Deusa M\u00e3e, cuja manifesta\u00e7\u00e3o era a natureza, por isso a sociedade celta embora n\u00e3o fosse matriarcal mesmo assim a mulher era soberana no dom\u00ednio das for\u00e7as da natureza.\n\nNa realidade a corrente migrat\u00f3ria atlante direcionada para a Europa Ocidental n\u00e3o primou pelo desenvolvimento tecnol\u00f3gico, ela n\u00e3o deu prosseguimento, por exemplo, \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento da ci\u00eancia dos cristais como fonte de energia. Preferiram a utiliza\u00e7\u00e3o da energia inerente aos canais das for\u00e7as tel\u00faricas mais simples (nesta palestra queremos dizer que nossa descri\u00e7\u00e3o teve mais como base a terminologia chinesa, mas vale agora dizer que tudo o que a geom\u00e2ncia atual diz j\u00e1 era sobejamente conhecida dos <strong>Celtas <\/strong>que, por sua vez herdaram tais conhecimentos dos seus ancestrais remotos, os Atlantes que tinham grande dom\u00ednio sobre tais conhecimentos), e mesmo assim de uma maneira n\u00e3o tecnol\u00f3gica.\n\nOs<strong> celtas <\/strong>entendiam que a terra comporta-se como um aut\u00eantico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem de meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da sa\u00fade.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas89.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"396\" height=\"253\" \/><\/p>\nO grande desenvolvimento dos <strong>celtas <\/strong>foi no campo do como manipular a energia sem o envolvimento de tecnologia alguma, somente atrav\u00e9s da mente. Enquanto outros descendentes da Atl\u00e2ntida usaram instrumentos os migraram para o oeste europeu, dos quais bem tardiamente surgiu como civiliza\u00e7\u00e3o celta, usaram apenas pedras, na maioria das vezes sobe a forma de dolmens de menhires. Geralmente pedras eram usadas como meios para o desvio e canaliza\u00e7\u00e3o de energia.\n\nAs constru\u00e7\u00f5es megal\u00edticas eram drenadores, condensadores e drenadores de energia tel\u00farica, com elas os descendentes da Atl\u00e2ntida criavam &#8220;shunts&#8221; nos canais de for\u00e7a tel\u00farica, desviando-a para m\u00faltiplos fins.\n\nOs<strong> Celtas<\/strong> chegaram a ter pleno conhecimento de que as for\u00e7as tel\u00faricas podiam ser controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de for\u00e7as, e que a energia mental podia direcionar aos canais, ou at\u00e9 mesmo gerar canais secund\u00e1rios de for\u00e7a. Sabiam o que era a energia sutil, e que podiam aument\u00e1-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em lugares especiais. Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais ideais para suas cerimoniais religiosas.\n\nA realiza\u00e7\u00e3o dos festivais<strong> celtas <\/strong>n\u00e3o se prendia somente \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m tinham muito a ver com a \u00e9poca do ano, com determinadas efem\u00e9rides, por isto ocorriam em datas precisas, ocasi\u00f5es em que as for\u00e7as c\u00f3smicas mais facilmente interagiam com as for\u00e7as tel\u00faricas.\n\nOs<strong> celtas <\/strong>sabiam que a energia tel\u00farica sofria reflex\u00f5es e refra\u00e7\u00f5es ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui, por isto \u00e9 que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos. Isto n\u00e3o tinha qualquer conota\u00e7\u00e3o er\u00f3tica, era antes um modo para a energia n\u00e3o ser impedida ou desviada pelas vestimentas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas90.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"218\" height=\"344\" \/><\/p>\nTamb\u00e9m tinham conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da import\u00e2ncia de manterem a terra sadia, assim sendo evitavam mutil\u00e1-la inutilmente e at\u00e9 mesmo da import\u00e2ncia de trat\u00e1-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o fluxo de energia n\u00e3o esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma eles procediam com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;M\u00e3e Terra&#8221;.\n\nEstabeleciam uma intera\u00e7\u00e3o entre a energia a n\u00edvel pessoal com a energia a n\u00edvel planet\u00e1rio e tamb\u00e9m a n\u00edvel sideral.\n\n\u00c9 todo esse conhecimento que est\u00e1 sendo liberado progressivamente. Agora que o homem moderno est\u00e1 come\u00e7ando a compreender que a terra foi dilapidada, atingida em sua integridade precisa urgentemente ser tratada v\u00eam ressurgindo conhecimentos antigos, esp\u00edritos aptos estar\u00e3o encarnando na terra para desenvolverem m\u00e9todos precisos visando \u00e0 corre\u00e7\u00e3o dos males provocados. Assim \u00e9 que estamos vendo o desenvolvimento da Radiestesia, da Rabdom\u00e2ncia, do Feng Shui e de outras formas de atividades ligadas \u00e0s energias que fluem na terra. Os princ\u00edpios preconizados pela Permacultura ser\u00e3o aceitos progressivamente e a humanidade passo a passo ir\u00e1 se integrando a um sistema de vida hol\u00edstico.\n\nNa realidade n\u00e3o se pode falar de religi\u00e3o c\u00e9ltica sem se falar da religi\u00e3o dru\u00eddica, por isto a partir da pr\u00f3xima palestra entraremos sobre que e quem eram os Druidas, assim como exerciam suas cerim\u00f4nias religiosas.\n\nOs cerimoniais c\u00e9lticos tinham um conte\u00fado &#8220;m\u00e1gico&#8221; bem mais intenso que os dru\u00eddicos pois neles havia uma comunh\u00e3o muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado m\u00e1gico e mais ainda o exercido de alguns rituais com os participantes despidos foi motivo de esc\u00e2ndalo para os cat\u00f3licos que os viram pela primeira vez.\n\nO catolicismo primitivo, tal como um furac\u00e3o devastador apagou tudo o que lhe foi poss\u00edvel apagar no que diz respeito aos rituais c\u00e9lticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a negativa. Na realidade isto n\u00e3o \u00e9 verdade, os<strong> celtas <\/strong>cultuavam a M\u00e3e Natureza. Mas, bastaria isto para o catolicismo n\u00e3o aceitar a religi\u00e3o celta, pois como aquela religi\u00e3o descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do para\u00edso. Na realidade o lado esot\u00e9rico da religi\u00e3o hebraica baniu o elemento feminino j\u00e1 desde a pr\u00f3pria Trindade. Como j\u00e1 dissemos em outros temas, todas as Trindades das religi\u00f5es antigas continham um lado feminino, somente n\u00e3o a hebraica.\n\nA Igreja Cat\u00f3lica, derivada do hebra\u00edsmo ortodoxo, tamb\u00e9m mostrou ser uma religi\u00e3o essencialmente machista e como tal lhe era intoler\u00e1vel \u00e0 admiss\u00e3o de uma Deusa M\u00e3e, mesmo que esta simbolizasse a pr\u00f3pria natureza.\n\nMesmo que o Catolicismo assumisse uma posi\u00e7\u00e3o machista isto n\u00e3o foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um bel\u00edssimo evangelho ap\u00f3crifo denominado &#8220;O Evangelho da Mulher&#8221;. Tamb\u00e9m nos primeiros s\u00e9culos do Cristianismo a participa\u00e7\u00e3o feminina era bem intensa. Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros s\u00e9culos, conforme consta nos achados arqueol\u00f3gicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas n\u00e3o foram apenas pessoas do sexo masculino.\n\nNa realidade Jesus apareceu primeiro \u00e0s mulheres, e segundo o que est\u00e1 escrito nos documentos sobre o Cristianismo dos primeiros s\u00e9culos, via de regra, por cerca de 11 anos depois da crucifica\u00e7\u00e3o Jesus continuou a ensinar e geralmente fazia isto atrav\u00e9s da inspira\u00e7\u00e3o, algo como mediunidade, e isto acontecia bem mais frequentemente atrav\u00e9s das mulheres.\n\nSabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nic\u00e9ia no ano 325. Aquele conc\u00edlio, entre outras inten\u00e7\u00f5es visou o banimento da mulher dos atos lit\u00fargicos da igreja. Ela s\u00f3 podia participar numa condi\u00e7\u00e3o de subservi\u00eancia. O catolicismo que nasceu da ala ortodoxa do Cristianismo primitivo que continha em seu bojo a influ\u00eancia judaica no que diz respeito \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o da mulher no exerc\u00edcio das atividades sacerdotais.\n\nPor isto, e por outras coisas, as autoridades cat\u00f3licas n\u00e3o podiam tolerar o celtismo, cuja religi\u00e3o era mais exercida pelas mulheres. Existam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os<strong> celtas <\/strong>eram muito apegados \u00e0 fertilidade, ao crescimento da fam\u00edlia e ao aumento da produ\u00e7\u00e3o dos animais dom\u00e9sticos e dos campos de produ\u00e7\u00e3o e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza. Tamb\u00e9m a mulher \u00e9 mais sensitiva do que o homem no que diz respeito \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es do sobrenatural, do lado m\u00e1gico da vida, portanto \u00e9 obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermedi\u00e1rias nas cerim\u00f4nias m\u00e1gicas. Assim \u00e9 que o elemento b\u00e1sico da Wicca n\u00e3o tinha como base primordial o homem e sim na mulher, cabendo \u00e0quele a primazia nos assuntos n\u00e3o religiosos.\n\n<strong>Fonte<\/strong>: users.hotlink.com.br\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\nA natureza era a companhia do homem primitivo. Ela fornecia abrigo e alimento e, em retorno, a humanidade a reverenciava. As religi\u00f5es primitivas louvavam as pedras e montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos.\n\nA Voz da Floresta \u00e9 uma ponte m\u00edtica entre o mundo dos deuses e o dos homens, entrela\u00e7ado com a venera\u00e7\u00e3o que os<strong> Celtas <\/strong>tinham pelas \u00e1rvores.\n\nComo uma representa\u00e7\u00e3o do universo, as ra\u00edzes das \u00e1rvores habitam o solo, o conhecimento profundo da Terra. E o tronco une as ra\u00edzes ao c\u00e9u, trazendo este conhecimento \u00e0 luz.\n\nA Cultura Hallstatt foi a primeira das v\u00e1rias culturas existentes na Idade do Bronze. As regi\u00f5es ocidentais desta cultura entre a Fran\u00e7a e a Alemanha do Este, j\u00e1 falavam a l\u00edngua Celta. Por volta do ano 600 a.C., o graf\u00f3logo Grego Herodotus escreve sobre os Celtas colocando-os para al\u00e9m dos \u0093Pilares de H\u00e9rcules\u0094 (isto \u00e9, Espanha) e acima do Dan\u00fabio. O nome &#8220;Celta&#8221; surgiu da tribo dominante dos Halstatt, e tornou-se um conceito unificador para toda a cultura.\n\nSegundo historiadores, a terra de origem dos<strong> Celtas <\/strong>era uma regi\u00e3o da \u00c1ustria, perto do sul da Alemanha. Dali, os Celtas expandiram-se pela maior parte da Europa Continental e Britania. Na sua expans\u00e3o os<strong> Celtas <\/strong>abrangeram \u00e1reas que v\u00e3o desde a Espanha \u00e0 Turquia.\n\n<strong>Tomando posse de quase toda a Europa, os Celtas dividiram esse continente em tr\u00eas partes:<\/strong>a Central (teuts-land, q.s. terra de teut), a Ocidental (h\u00f4l-lan ou gh\u00f4l-lan, q.s. terra baixa) e a Oriental (p\u00f4l-land, q.s. terra alta); tudo o que estava a Norte dessas regi\u00f5es denominavam de d\u00e2hn-mark (q.s. o limite das almas), que \u00eda do Rio Don \u00e0s Colunas de H\u00e9rcules; aquele Don que os antigos franceses chamavam de Tanais e que era baliza para a ross-land (q.s. terra do cavalo = r\u00fassia).\n\nAinda em rela\u00e7\u00e3o a este assunto, que obviamente liga os povos c\u00e9lticos, est\u00e1 a palavra ask, de onde a denomina\u00e7\u00e3o geral asktan dada a v\u00e1rios povos (os mais interessados no assunto devem procurar a velha Gram\u00e1tica da L\u00edngua D&#8217;Oc); ora, entendia-se por Trasks os Asks orientais, por Tosks os Asks meridionais e por Vasks os Asks ocidentais &#8211; da\u00ed, toscanos, estruscos, vascos&#8230;\n\nOs<strong>Celtas<\/strong>dominaram a Europa Central e Ocidental por milhares de anos.\n\nMas s\u00f3 mais recentemente os <strong>Celtas <\/strong>influenciaram a Europa no seu desenvolvimento, a n\u00edvel cultural, lingu\u00edstico e art\u00edstico.\n\nOs <strong>Celtas <\/strong>com grupo e ra\u00e7a, h\u00e1 muito que desapareceram, exceto na Irlanda e nas Terras Altas da Esc\u00f3cia.\n\nDesde o dom\u00ednio romano, instigado pelo catolicismo, as culturas dru\u00eddica e celta foram alvos de severa e injusta repress\u00e3o, que fez com que fossem apagados quaisquer tipos de informa\u00e7\u00e3o a respeito delas embora que na historia de Roma conste que J\u00falio C\u00e9sar reconhecia a coragem que os druidas e <strong>celtas <\/strong>tinham em enfrentar a morte em defesa de seus princ\u00edpios.\n\nA bravura dos <strong>Celtas <\/strong>em batalha \u00e9 lend\u00e1ria. Eles desprezavam com frequ\u00eancia as armaduras de batalha, indo para o combate de corpo nu. Os homens e as mulheres na sociedade Celta eram iguais; a igualdade de cargos e desempenhos eram considerados iguais em termos de sexos. As mulheres tinham uma condi\u00e7\u00e3o social igual \u00e1 dos homens sendo muitas vezes excelentes guerreiras, mercadoras e governantes.\n\nOs <strong>Celtas <\/strong>transmitiram a sua cultura oralmente, nunca escrevendo a sua hist\u00f3ria ou os seus fatos. Isto explica a extrema falta de conhecimento quanto aos seus contatos com as civiliza\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de Gr\u00e9cia e Roma.\n\nOs <strong>Celtas <\/strong>eram na generalidade bem instru\u00eddos, particularmente no que diz respeito \u00e1 religi\u00e3o, filosofia, geografia e astronomia.\n\nRelativamente ao nome BRASIL&#8230;Este n\u00e3o se encontra nas l\u00ednguas nativas, mas h\u00e1 vest\u00edgios da passagem dos fen\u00edcios pelas costas equatoriais e, tamb\u00e9m, pelas do Brasil. Na antiga L\u00edngua c\u00e9ltica &#8220;braazi&#8221; queria dizer &#8220;terra grande&#8221; segundo escritos do estudioso S\u00e9rgio Trombelli&#8230;\n\nPor outro lado, sabemos que uma Insulla Brazil j\u00e1 existia em antigos mapas bem antes da viagem cabralina &#8211; mapas como os de Bartolomeu de Pareto (1455) e de Pero Vaz de Bisagudo (segundo Carta enviada pelo Mestre Jo\u00e3o a el-rei D. Manuel logo ap\u00f3s o &#8220;descobrimento&#8221; oficial a tal Insulla Brazil&#8230;\n\n\u00c9 poss\u00edvel que, em breve, os modernos instrumentos da Arqueologia possam, tamb\u00e9m, trazer at\u00e9 n\u00f3s outros vest\u00edgios.\n\nE que influ\u00eancia tiveram os<strong> Celtas <\/strong>na Literatura europ\u00e9ia que tanta for\u00e7a emprestou ao pr\u00e9-Cristianismo? As literaturas no ga\u00e9lico, no gal\u00eas ou no bret\u00e3o, exerceram influ\u00eancia atrav\u00e9s da Poesia Pastorial e dos Romances de Cavalaria (a saga do Rei Arthur e a busca do Santo Graal), das Ci\u00eancias Herm\u00e9ticas ou Ocultas, da Adivinha\u00e7\u00e3o e da Cultura R\u00fanica, at\u00e9 a forma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica das elites em Ordens de Cavalaria e Confrarias (do tipo Rosacruzes e Ma\u00e7onaria).\n\nChamo a aten\u00e7\u00e3o para o fato de v\u00e1rios estudiosos que p\u00f5em o kardecismo (de Kardec, antigo poeta esot\u00e9rico celta) como um sistema filos\u00f3fico-espiritual do eixo tel\u00farico-c\u00f3smico desenvolvido na ess\u00eancia m\u00edstica dos<strong> Celtas<\/strong>; ali\u00e1s, Kardec (Allan Kardec) \u00e9 pseud\u00f4nimo do estudioso franc\u00eas L\u00e9on Rivail (1804-1869) que continuou a doutrina c\u00e9ltica no que \u00e0 transmigra\u00e7\u00e3o das almas e dos Esp\u00edritos diz respeito.\n\nE, antes dele, j\u00e1 os ess\u00eanios, os nazarenos e outras seitas judeo-palestinas o haviam feito.\n\n<strong>Importante ainda \u00e9 o fato de se poder ligar o desenvolvimento da M\u00fasica e da Poesia aos cultos da Voluspa:<\/strong>mesmo rudimentar, o Or\u00e1culo passou a ser lido\/interpretado em voz ritmada e em versos rimados. Foi grande a import\u00e2ncia dessa Civiliza\u00e7\u00e3o antiga na forma\u00e7\u00e3o do ser-portugu\u00eas, na L\u00edngua Lusa que a saga mar\u00edtima de 1500 levou ao mundo, legou a africanos e criou o tupi-afro-brasileiro, mesmo que \u00e0 custa da destrui\u00e7\u00e3o dos nativos pelo catecismo jesu\u00edtico e pelos ferozes salteos e bandeiras&#8230;\n\nOs povos <strong>Celtas<\/strong>, em cinco grupos, entraram na velha prov\u00edncia romana, chamada Lusit\u00e2nia, pelo Algarve (os cinetes), entre os rios Sado e Tejo (os sempsos), entre a Estremadura e o Cabo Carvoeiro (os sepes), pelo centro (os pernix lucis) e pelo norte (os draganes). Sim, nem a Roma imperial conseguiu venc\u00ea-los na Gr\u00e3-Bretanha. Foi grande a contribui\u00e7\u00e3o dos povos<strong> Celtas <\/strong>para a Cultura Portuguesa.\n\nInglaterra, Esc\u00f3cia e Irlanda\n\nO nome Bretanha deriva do C\u00e9ltico. O autor Grego Pytheas chamava-lhes as \u0093Ilhas Pretanic\u0094 o que tem origem no nome que os habitantes da ilha tinham e se chamavam a eles pr\u00f3prios, Pritani. Isto e muito mais, foi mal traduzido para o latim o que deu Brittania ou Britanni.\n\nOs<strong> Celtas <\/strong>migraram para a Irlanda vindos da Europa, conquistando assim, os seus habitantes originais.\n\nA Origem<strong> Celta <\/strong>ao que se consegue datar at\u00e9 o ano de 1200 AEC situa-se na Europa Central, embora parte da mais numerosa vaga de invas\u00e3o indo-europ\u00e9ia.\n\nDurante os 600 anos seguintes, os<strong> celtas<\/strong> chegaram a Portugal, Espanha, Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha e Irlanda, e tamb\u00e9m t\u00e3o longe como a Gr\u00e9cia e a Gal\u00e1cia.\n\nNo continente foram vencidos pelos Romanos, continuando, portanto a manter tra\u00e7os fundamentais da sua cultura, mas nas Ilhas Brit\u00e2nicas a invas\u00e3o romana parou na Muralha de Adriano, mantendo os <strong>Celtas<\/strong>, em especial na Irlanda, toda a sua autonomia e heran\u00e7a cultural. Pois, \u00e9 na Irlanda e no Pa\u00eds de Gales que ainda hoje podemos ir em busca do pensamento e da antiga religi\u00e3o de nossos antepassados Celtas e Druidas.\n\nMuitas das informa\u00e7\u00f5es que at\u00e9 hoje obtivemos vem de escritores romanos como Estrab\u00e3o e C\u00e9sar, que apesar de n\u00e3o serem fontes isentas nos transmitem algum conhecimento acerca da sociedade c\u00e9ltica.\n\nOs cerimoniais c\u00e9lticos tinham um conte\u00fado &#8220;sagrado&#8221; pois neles havia uma comunh\u00e3o muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado sagrado e mais ainda os exerc\u00edcios de alguns rituais r\u00fasticos com os participantes despidos foram motivo de esc\u00e2ndalo para os cat\u00f3licos que os viram pela primeira vez. O catolicismo fez todo o empenho em descrever como um conjunto de rituais sat\u00e2nicos.\n\n<strong>Para a Cultura Celta o ano era dividido em quatro per\u00edodos de tr\u00eas meses em cujo in\u00edcio de cada um havia uma grande cerim\u00f4nia:<\/strong>\n\n<strong>Imbolc &#8211;<\/strong>celebrado em 1 de fevereiro, \u00e9 associado \u00e0 deusa Brigit, a M\u00e3e-Deusa protetora da mulher e do nascimento das crian\u00e7as;\n\n<strong>Beltane &#8211;<\/strong>celebrada em 1 de maio. (tamb\u00e9m chamado de Beltine, Beltain, Beal-tine, Beltan, Bel-tien e Beltein) Significa &#8220;brilho do fogo&#8221;. Esta cerim\u00f4nia, muito bonita, \u00e9 marcada por milhares de fogueiras;\n\n<strong>Lughnasadh &#8211;<\/strong>(tamb\u00e9m conhecido como Lammas), dedicado ao Deus lugh, celebrado em 1 de agosto;\n\n<strong>Samhain &#8211;<\/strong>a mais importante das cerim\u00f4nias, celebrada em 1 de novembro. Hoje associada com o Hallows Day, celebrado na noite anterior ao Hallowen.\n\nBasicamente a doutrina c\u00e9ltica enfatizava a terra e a deusa m\u00e3e enquanto que os Druidas mencionavam diversos deuses ligados \u00e0s formas de express\u00e3o da natureza; eles enfatizavam igualmente o mar e o c\u00e9u e acreditavam na imortalidade da alma, que chegava ao aperfei\u00e7oamento atrav\u00e9s das reencarna\u00e7\u00f5es.\n\nEles admitiam como certa a lei de causa e efeito, diziam que o homem era livre para fazer tudo aquilo que quisesse fazer, mas que com certeza cada um era respons\u00e1vel pelo pr\u00f3prio destino, de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a a\u00e7\u00e3o era livre, mas traria sempre uma consequ\u00eancia, boa ou m\u00e1, segundo as obras praticadas.\n\nMesmo sendo livre, o homem tamb\u00e9m respondia socialmente pelos seus atos, pois para isto existia pena de morte aplicada aos criminosos perversos.\n\nA Igreja Cat\u00f3lica acusava os <strong>Celtas <\/strong>e Druidas de b\u00e1rbaros por sacrificarem os criminosos de forma sangrenta, esquecendo que ela tamb\u00e9m matava queimando as pessoas vivas sem que elas houvessem cometido crimes, apenas por quest\u00e3o de f\u00e9 ou por praticarem rituais diferentes.\n\nO catolicismo primitivo, tal como um furac\u00e3o devastador apagou tudo o que lhe foi poss\u00edvel apagar no que diz respeito aos rituais c\u00e9lticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a negativa. Na realidade isto n\u00e3o \u00e9 verdade, os <strong>celtas <\/strong>cultuavam a M\u00e3e Natureza e quando os primeiros crist\u00e3os chegaram naquela regi\u00e3o foram muito bem recebidos, segundo pesquisadores, a tradi\u00e7\u00e3o c\u00e9ltica relata que Jos\u00e9 de Arimat\u00e9ia disc\u00edpulo de Jesus viveu entre eles e levado at\u00e9 l\u00e1 o Santo Graal (\u0093Ta\u00e7a usada por Jesus na \u00daltima Ceia\u0094).\n\nA cren\u00e7a c\u00e9ltica e dru\u00eddica diziam que o homem teria a ajuda dos esp\u00edritos protetores e sua liberta\u00e7\u00e3o dos ciclos reencarnat\u00f3rios seria mais r\u00e1pida assim. Cada pessoa tinha a responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entenderem a lei de causa e efeito, tamb\u00e9m conhecida atualmente como lei do carma.\n\nN\u00e3o admitiam que a Divindade pudesse ser cultuada dentro de templos constitu\u00eddos por m\u00e3os humanas, assim, faziam dos campos e das florestas, principalmente onde houvesse antigos carvalhos, os locais de suas cerim\u00f4nias, reuniam-se nos c\u00edrculos de pedra, como se v\u00eaem nas ru\u00ednas de Stonehenge Avebury, Silbury Hill e outros.\n\nEnquanto em algumas cerim\u00f4nias c\u00e9lticas os participantes a faziam sem vestes os Druidas, por sua vez, usavam t\u00fanicas brancas. Sempre formavam os c\u00edrculos m\u00e1gicos visando a canaliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7a. Por n\u00e3o usarem roupas em algumas cerim\u00f4nias e por desenvolverem rituais ligados \u00e0 fecundidade da natureza, por ignor\u00e2ncia, por m\u00e1 f\u00e9 ou mesmo por crueldade dos padres da Igreja, <strong>Celtas <\/strong>foram terrivelmente acusados de praticarem rituais libidinosos, quando na realidade tratava-se de rituais sagrados \u00e0 Deusa M\u00e3e.\n\nMas, bastaria isto para o catolicismo n\u00e3o aceitar a religi\u00e3o celta, pois como aquela religi\u00e3o descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do para\u00edso. Na realidade o lado esot\u00e9rico da religi\u00e3o hebraica baniu o elemento feminino j\u00e1 desde a pr\u00f3pria Trindade. Todas as Trindades das religi\u00f5es antigas continham um lado feminino, somente n\u00e3o a hebraica.\n\nA Igreja Cat\u00f3lica, derivada do hebra\u00edsmo ortodoxo, tamb\u00e9m mostrou ser uma religi\u00e3o essencialmente machista e como tal lhe era intoler\u00e1vel \u00e0 admiss\u00e3o de uma Deusa M\u00e3e, mesmo que esta simbolizasse a pr\u00f3pria natureza, tanto que para Igreja Cat\u00f3lica, \u0093seu\u0094 Deus \u00e9 uma figura masculina.\n\nMesmo que o Catolicismo assumisse uma posi\u00e7\u00e3o machista isto n\u00e3o foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um bel\u00edssimo evangelho ap\u00f3crifo denominado &#8220;O Evangelho da Mulher&#8221;. Tamb\u00e9m nos primeiros s\u00e9culos do Cristianismo a participa\u00e7\u00e3o feminina era bem intensa. Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros s\u00e9culos, conforme consta nos achados arqueol\u00f3gicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas n\u00e3o foram apenas pessoas do sexo masculino.\n\nNa realidade Jesus apareceu primeiro \u00e0s mulheres, e segundo o que est\u00e1 escrito nos documentos sobre o Cristianismo dos primeiros s\u00e9culos, via de regra, por cerca de 11 anos depois da crucifica\u00e7\u00e3o Jesus continuou a ensinar e geralmente fazia isto atrav\u00e9s da inspira\u00e7\u00e3o, algo como mediunidade, e isto acontecia bem mais frequentemente atrav\u00e9s das mulheres.\n\nSabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nic\u00e9ia no ano 325. Aquele conc\u00edlio, entre outras inten\u00e7\u00f5es visou o banimento da mulher dos atos lit\u00fargicos da igreja. Ela s\u00f3 podia participar numa condi\u00e7\u00e3o de subservi\u00eancia. O catolicismo que nasceu da ala ortodoxa do Cristianismo primitivo que continha em seu bojo \u00e0 influ\u00eancia judaica no que diz respeito \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o da mulher no exerc\u00edcio das atividades sacerdotais. Da\u00ed a persegui\u00e7\u00e3o cultural \u00e0 figura da Mulher tornada maldita pelo Homem (movimento do qual veio a surgir um novo povo: os Fen\u00edcios).\n\nPor isto, e por outros \u0093motivos\u0094 cat\u00f3licos, as autoridades cat\u00f3licas n\u00e3o podiam tolerar o celtismo, cuja religi\u00e3o era mais exercida pelas mulheres.\n\nExistiam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os <strong>celtas <\/strong>eram muito apegados \u00e0 fertilidade, ao crescimento da fam\u00edlia e ao aumento da produ\u00e7\u00e3o dos animais dom\u00e9sticos e dos campos de produ\u00e7\u00e3o e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza.\n\nTamb\u00e9m a mulher \u00e9 mais sensitiva do que o homem no que diz respeito \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es do sobrenatural, do lado sagrado da vida, portanto \u00e9 obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermedi\u00e1rias nas cerim\u00f4nias sagradas.\nAssim \u00e9 que o elemento b\u00e1sico da Wicca n\u00e3o tinha como base primordial o homem e sim na mulher, cabendo \u00e0quele a primazia nos assuntos n\u00e3o religiosos.\n\nEis-nos retornando \u00e0 ess\u00eancia feminina&#8230; Como surgiu a Voluspa? Sabemos que foi atrav\u00e9s da Mulher que os povos <strong>Celtas <\/strong>se organizaram. Algumas mulheres, sentindo em si-mesmas o Esp\u00edrito dos seus Ancestrais e dos Deuses divulgaram essa Mensagem tornando-se Voluspas.\n\n<strong>Leitora do Or\u00e1culo e seu eco m\u00edstico, a Mulher tornou-se legisladora e, com isso, poderosa:<\/strong>a voz da Voluspa era a voz Divina que vinha do ventre da Terra e ecoava por todo o sistema c\u00f3smico.\n\nVerifica-se que a Cultura c\u00e9ltica adotou, no seu sistema esot\u00e9rico-religioso, a via matriarcal.\n\nIsso passou, aos poucos, para a vida social.\n\n<strong>O que ainda \u00e9, hoje, vis\u00edvel em determinadas regi\u00f5es onde esse sistema foi implantado antes do Segundo Mil\u00eanio AC, como no centro e norte de Portugal (onde se formaram os celtiberos), no norte da Espanha, na G\u00e1lia, nas Ilhas Brit\u00e2nicas (particularmente na Irlanda e na Ilha de Man), no Alto Dan\u00fabio (Bo\u00eamia e Baviera), i.e., o patriarcado ficou respons\u00e1vel pelos assuntos da Guerra enquanto o matriarcado pelos assuntos do Esp\u00edrito, do Social e do Legislativo, que o mesmo \u00e9 dizer:<\/strong>da Cultura.\n\nForte, o Or\u00e1culo da Voluspa era Lei geral. Enfim, a Mulher tornava-se Ser Humano gerando Civiliza\u00e7\u00e3o&#8230;\n\n<strong>E at\u00e9 formou uma fant\u00e1stica corte guerreira, na \u00c1sia, em meio \u00e0 outra dissid\u00eancia:<\/strong>um povo de mulheres que decidiu caminhar com suas pr\u00f3prias leis &#8211; as Amazonas. Na concep\u00e7\u00e3o d&#8217;olivetiana, a palavra comp\u00f5e-se do radical m\u00e2s, conservado ainda no latim puro e reconhec\u00edvel no franc\u00eas antigo masle, no italiano maschio e no irland\u00eas moth; esse radical, unido \u00e0 negativa ohne forma a palavra m\u00e2s-ohne \u00e0 qual se ligou o artigo fen\u00edcio ha; a palavra ha-m\u00e2s-ohne significa as-que-n\u00e3o-t\u00eam-macho.\n\nOra, nesta estrutura encontramos a origem c\u00e9ltica e a moradia asi\u00e1tica. At\u00e9 meados de 1997 falar d&#8217;as amazonas era falar, quase sempre, de uma lenda, apesar da extraordin\u00e1ria contribui\u00e7\u00e3o dos estudos d&#8217;olivetianos sobre esse povo. Em 1997 foram descobertas as tumbas, no Caucaso, onde muitas dessas guerreiras foram enterradas&#8230;A pesquisa arqueol\u00f3gica &#8211; neste caso como no caso d&#8217;os manuscritos do mar morto &#8211; \u00e9 a principal arma da Hist\u00f3ria contra a estupidificante est\u00f3ria oficial&#8230;! Foi feita homenagem a D&#8217;Olivet.\n\nOs<strong>celtas<\/strong>entendiam que a terra comporta-se como um aut\u00eantico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da sa\u00fade.\n\nO grande desenvolvimento dos <strong>celtas <\/strong>foi no campo do como manipular a energia sem o envolvimento de tecnologia alguma, somente atrav\u00e9s da mente. Enquanto outros descendentes da Atl\u00e2ntida usaram instrumentos os migraram para o oeste europeu, dos quais bem tardiamente surgiu como civiliza\u00e7\u00e3o celta, usaram apenas pedras, na maioria das vezes sobe a forma de dolmens de menhires como Stonehenge (veja link).\n\nGeralmente pedras eram usadas como meios para o desvio e canaliza\u00e7\u00e3o de energia. As constru\u00e7\u00f5es megal\u00edticas eram condensadores e drenadores de energia tel\u00farica, com elas os descendentes da Atl\u00e2ntida criavam &#8220;shunts&#8221; nos canais de for\u00e7a tel\u00farica, desviando-a para m\u00faltiplos fins.\n\nOs <strong>Celtas <\/strong>chegaram a ter pleno conhecimento de que as for\u00e7as tel\u00faricas podiam ser controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de for\u00e7as, e que a energia mental podia direcionar aos canais, ou at\u00e9 mesmo gerar canais secund\u00e1rios de for\u00e7a. Sabiam o que era a energia sutil, e que podiam aument\u00e1-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em lugares especiais. Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais ideais para suas cerimoniais sagradas.\n\nA realiza\u00e7\u00e3o das cerim\u00f4nias <strong>celtas <\/strong>n\u00e3o se prendia somente ao lugar, tamb\u00e9m tinham muito a ver com a \u00e9poca do ano, com determinadas efem\u00e9rides, por isto ocorriam em datas precisas, ocasi\u00f5es em que as for\u00e7as c\u00f3smicas mais facilmente interagiam com as for\u00e7as tel\u00faricas.\n\nOs<strong> celtas <\/strong>sabiam que a energia tel\u00farica sofria reflex\u00f5es e refra\u00e7\u00f5es ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui, por isto \u00e9 que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos. Isto n\u00e3o tinha qualquer conota\u00e7\u00e3o er\u00f3tica, era antes um modo para a energia n\u00e3o ser impedida ou desviada pelas vestimentas.\n\nTamb\u00e9m tinham conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da import\u00e2ncia de manterem a terra sadia, assim sendo evitavam mutil\u00e1-la inutilmente e at\u00e9 mesmo da import\u00e2ncia de trat\u00e1-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o fluxo de energia n\u00e3o esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma eles procediam com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;M\u00e3e Terra&#8221;.\n\nEstabeleciam uma intera\u00e7\u00e3o entre a energia a n\u00edvel pessoal com a energia a n\u00edvel planet\u00e1rio e tamb\u00e9m a n\u00edvel sideral.\n\n\u00c9 todo esse conhecimento que est\u00e1 sendo liberado progressivamente. Agora que o homem moderno est\u00e1 come\u00e7ando a compreender que a terra foi dilapidada, atingida em sua integridade precisa urgentemente ser tratada v\u00eam ressurgindo conhecimentos antigos, esp\u00edritos aptos estar\u00e3o encarnando na terra para desenvolverem m\u00e9todos precisos visando \u00e0 corre\u00e7\u00e3o dos males provocados. Assim \u00e9 que estamos vendo o desenvolvimento da Radiestesia, da Rabdom\u00e2ncia, do Feng Shui e de outras formas de atividades ligadas \u00e0s energias que fluem na terra. Os princ\u00edpios preconizados pela Permacultura ser\u00e3o aceitos progressivamente e a humanidade passo a passo ir\u00e1 se integrando a um sistema de vida hol\u00edstico, segundo Jos\u00e9 La\u00e9rcio do Egito.\n\nNa realidade a corrente migrat\u00f3ria atlante direcionada para a Europa Ocidental n\u00e3o primou pelo desenvolvimento tecnol\u00f3gico, ela n\u00e3o deu prosseguimento, por exemplo, \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento da ci\u00eancia dos cristais como fonte de energia. Preferiram a utiliza\u00e7\u00e3o da energia inerente aos canais das for\u00e7as tel\u00faricas mais simples. A geom\u00e2ncia atual j\u00e1 era sobejamente conhecida dos <strong>Celtas <\/strong>que, por sua vez herdaram tais conhecimentos dos seus ancestrais remotos, (os Atlantes que tinham grande dom\u00ednio sobre tais conhecimentos, segundo alguns pesquisadores), e mesmo assim de uma maneira n\u00e3o tecnol\u00f3gica.\n\n<strong>Obs:<\/strong> Caso o leitor tenha alguma d\u00favida ou discord\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a este texto, por favor, entre em contato conosco, pois nosso intuito \u00e9 e sempre ser\u00e1 desmistificar em abordagens simples a rica e sagrada Cultura Celta que \u00e9 de grande magnitude para a compreens\u00e3o dos Antigos Mist\u00e9rios e a raz\u00e3o principal da exist\u00eancia hoje do Site Mist\u00e9rios Antigos.\n\nNa realidade n\u00e3o se pode falar da Cultura C\u00e9ltica sem se falar da Cultura Dru\u00eddica, de Ceridwen e Taliesin, das Sacerdotisas da nossa Ilha de Avalon, do nosso Rei Arthur e a busca do Santo Graal&#8230;\n\n<strong>Fonte<\/strong>:www.misteriosantigos.com\n<h6>Hist\u00f3ria dos Celtas<\/h6>\n<h3>Magia, Espiritualidade e Sabedoria<\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas91.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"304\" height=\"299\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">A Cultura Celta se difundiu pela Europa e,na atualidade,\u00e9 tida como refer\u00eancia no mundo M\u00e1gico e Espiritual.<\/p>\n<p align=\"left\">Os povos <strong>Celtas <\/strong>estiveram espalhados por quase todo o continente Europeu.N\u00e3o formaram um imp\u00e9rio,nem possu\u00edam um governo centralizado.N\u00e3o tinham um sistema de escrita e,portanto,a precis\u00e3o cronol\u00f3gica sobre seu surgimento se baseia em escava\u00e7\u00f5es e em muitas pesquisas,datando de 1800 a 1500 a.C. ,na Europa Central e Ocidental.Viviam em Tribos e,apesar de n\u00e3o possu\u00edrem uma etnia homog\u00eanea,a l\u00edngua e a religi\u00e3o representavam o elo entre eles.Sua cultura \u00e9 repleta de magia,espiritualidade e culto \u00e1 natureza.<\/p>\n<p align=\"left\">Para os <strong>Celtas<\/strong>,o mundo estava em constante transforma\u00e7\u00e3o,no\u00e7\u00e3o baseada na experi\u00eancia de observa\u00e7\u00e3o e de adora\u00e7\u00e3o da natureza;o importante \u00e9 o presente,o momento,a harmonia e a sa\u00fade do corpo e do espir\u00edto.<\/p>\n<p align=\"left\">O seu habitat inicial era o sudoeste da Alemanha,Europa Central e Ocidental.Com o domin\u00edo da agricultura,tecnologia na cer\u00e2mica e no bronze,ao longo dos s\u00e9culos eles invadiram Fran\u00e7a,Espanha,Tchecoslov\u00e1quia,sul da Alemanha,\u00c1ustria e Gr\u00e3-Bretanha.a sua hist\u00f3ria se estendeu por cerca de dois mil anos(1800 a.C at\u00e9 final do s\u00e9culo 1 a.C).A partir de 660 a.C,invadiram a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e,at\u00e9 metade do s\u00e9culo 2 a.C,expandiram para a Ucr\u00e2nia,Gr\u00e9cia,\u00c1sia Menor,G\u00e1lia e grande parte da It\u00e1lia.Viviam em tribos independentes o poder era dado ao rei,escolhido pelo grupo,e que cuidava do bem estar da sua comunidade.Quando uma tribo atingia um n\u00famero determinado de habitantes,ela se dividia.Uma parte para outro lugar a fim de organizar uma nova aldeia,seguindo o sinal que era fornecido pelas aves tot\u00eamicas,at\u00e9 chegarem \u00e1s novas terras.A l\u00edngua e a religi\u00e3o servia como um elo entre os membros das diversas tribos,dando-lhes as caracteristicas de &#8220;<strong>Celtas<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p align=\"left\">Os <strong>Celtas<\/strong>,apesar de viverem em tribos,tinham o seu rei,o seu dru\u00edda,suas cren\u00e7as religiosas ligadas \u00e0 natureza,\u00e0 M\u00e3e Terra.Para o celta a mulher era especial,e muito,porque era associada \u00e1 M\u00e3e Terra.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/celtas92.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria dos Celtas\" width=\"332\" height=\"462\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">As mulheres <strong>Celtas <\/strong>eram vistas como aspectos vivos da cria\u00e7\u00e3o,porque vivenciavam todos os meses com o ciclo menstrual,o processo da vida,morte e renascimento,al\u00e9m do poder de gerar vidas.<\/p>\n<p align=\"left\">&#8220;Dergfalith&#8221;era um dos nomes <strong>Celtas <\/strong>dados \u00e1 menstrua\u00e7\u00e3o,e significava,&#8221;Soberania Vermelha&#8221;, O Vermelho representava soberania,poder,vida.A menstrua\u00e7\u00e3o tinha conota\u00e7\u00e3o de sagrado,porque acreditavam que a mulher se tornava ancorada e enraizada nesse per\u00edodo.Outro ponto que pode ilustrar o poder feminino,se refere ao ritual religioso e m\u00e1gico,&#8221;hier\u00f3s-g\u00e1mos&#8221;(casamento sagrado),no qual uma mulher que tinha o poder m\u00e1gico representava a &#8220;Deusa&#8221; e concedia aos reis e her\u00f3is grandes poderes.Dentro de uma sociedade Celta,a mulher dominava a religi\u00e3o.Podia ser uma Guerreira e podia escolher o seu parceiro.<\/p>\n<p align=\"left\">Como os<strong> Celtas <\/strong>se relacionam com os elementos da natureza,\u00e9 uma religi\u00e3o Xam\u00e2nica.Levavam sempre em considera\u00e7\u00e3o a &#8220;Roda do ano&#8221;(esta\u00e7\u00f5es),os elementos da natureza,os pontos cardeais,o Sol,a Lua e valorizavam a energia de tudo o que os rodeava.A Terra,o Ar,o Fogo, e a \u00c1gua,s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es e formas diferentes de energia,e a partir desses elementos todas as coisas s\u00e3o formadas (energia elemental,seres do mundo espiritual cuja tarefa \u00e9 dirigir o poder divino para as formas da natureza.O&#8221;ogham&#8221;,alfabeto Celta utilizado pelos dru\u00eddas,\u00e9 conhecido como o alfabeto da&#8221;\u00c1rvore&#8221;,no qual cada letra representa uma \u00e1rvore com energia e caracteristicas especif\u00edcas.Os &#8220;dru\u00eddas,como os xam\u00e3s&#8221;,recebiam revela\u00e7\u00f5es por sua intera\u00e7\u00e3o com o Outro Mundo,praticavam a adivinha\u00e7\u00e3o e faziam uso do tambor,da dan\u00e7a e do cogumelo amanita em seus rituais.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Ana Elisabeth Cavalcanti da Costa<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte<\/strong>: arteoriginaldeanaproque.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria dos Celtas, Origem, Religi\u00e3o, Sociedade, Economia, Dru\u00edda, Lendas, Quem foram, Armas, Mitologia, Vestimenta, Costumes, Povos, Cultura Hist\u00f3ria dos 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