{"id":16216,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/telenovelas\/"},"modified":"2016-01-06T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-06T00:00:00","slug":"telenovelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/telenovelas\/","title":{"rendered":"Telenovelas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>Telenovelas Brasileiras<\/h4>\n<h4><strong>Rede Tupi<\/strong><\/h4>\nInaugurada em 1950, foi o primeiro canal de televis\u00e3o da Am\u00e9rica Latina. Ao lan\u00e7ar no in\u00edcio da d\u00e9cada de 50 a novela Sua Vida me Pertence, a Tupi torna-se a primeira emissora brasileira ao transmitir um beijo na boca, entre os artistas Vida Alves e Walter Forster. Em 1968, a novela Beto Rockfeller, de Br\u00e1ulio Pedroso, revoluciona a linguagem da televis\u00e3o.\n\nEm 1980, devido a problemas financeiros, a concess\u00e3o da Tupi \u00e9 cassada pelo governo.\n\n<strong>Novelas das 20h<\/strong>\n<blockquote>Como Salvar Meu Casamento, de Edy Lima, Carlos Lombardi e Ney Marcondes (1979-1980)\nO Espantalho, de Ivani Ribeiro (1979)*** (reapresenta\u00e7\u00e3o)\nAritana, de Ivani Ribeiro (1978-1979)\nRoda de Fogo, de S\u00e9rgio Jockyman (1978)\nO Profeta, de Ivani Ribeiro (1977-1978)\nUm Sol Maior, de Teixeira Filho (1977)\nO Julgamento, de Carlos Queiroz Telles e Renata Pallottini (1976-1977)\nXeque-Mate, de Walter Negr\u00e3o e Chico de Assis (1976)\nA Viagem, de Ivani Ribeiro (1975-1976)\nOvelha Negra, de Walter Negr\u00e3o e Chico de Assis (1975)\n\u00cddolo de Pano, de Teixeira Filho (1974-1975)\nOs Inocentes, de Ivani Ribeiro (1974)\nMulheres de Areia, de Ivani Ribeiro (1973-1974)\nA Revolta dos Anjos, de Carmem da Silva (1972-1973)\nBel-Ami, de Ody Fraga e Teixeira Filho (1972)\nO Pre\u00e7o de um Homem, de Ody Fraga (1971-1972)\nHospital, de Benjamin Cattan (1971)\nA Selvagem, de Geraldo Vietri e Gian Carlo (1971)\nToninho on The Rocks, de Teixeira Filho (1970)\nAs Bruxas, de Ivani Ribeiro (1970)\nSuper Pl\u00e1, de Br\u00e1ulio Pedroso (1969-1970)\nBeto Rockfeller, de Br\u00e1ulio Pedroso (1968-1969)\nAmor Sem Deus, de Alba Garcia (1968)\nEstrelas no Ch\u00e3o, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1967)\nMeu Filho, Minha Vida, de Walter George Durst, baseada na obra de Emile de Richebourg (1967)\nO Anjo e o Vagabundo, de Benedito Ruy Barbosa (1966-1967)\nSomos Todos Irm\u00e3os, de Benedito Ruy Barbosa, baseada no romance &#8220;A Vingan\u00e7a do Judeu&#8221;, de J.W. Rochester (1966)\nCal\u00fania, de Talma de Oliveira, baseada em original de F\u00e9lix Caignet (1966)\nUm Rosto Perdido, de Walter George Durst (1965-1966)\nA Outra, de Walter George Durst (1965)\nO Cara Suja, de Walter George Durst, baseada em original de Abel Santa Cruz (1965)\nTeresa, de Walter George Durst (1965)\nO Sorriso de Helena, de Walter George Durst (1964-1965)\nQuando o Amor \u00e9 Mais Forte, de Pola Civelli (1964)\nSe o Mar Contasse, de Ivani Ribeiro (1964)\nA Gata, de Ivani Ribeiro (1964)\nAlma Cigana, de Ivani Ribeiro (1964)<\/blockquote>\n<strong>Novelas das 19h<\/strong>\n<blockquote>Dr\u00e1cula, Uma Hist\u00f3ria de Amor, de Rubens Ewald Filho (1980)\nDinheiro Vivo, de M\u00e1rio Prata (1979-1980)\nSal\u00e1rio M\u00ednimo, de Chico de Assis (1978-1979)\nJo\u00e3o Brasileiro, o Bom Baiano, de Geraldo Vietri (1978)\n\u00c9ramos Seis, de S\u00edlvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, baseada no romance de Maria Jos\u00e9 Dupret (1977)\nTchan, A Grande Sacada, de Marcos Rey (1976-1977)\nOs Ap\u00f3stolos de Judas, de Geraldo Vietri (1976)\nUm Dia, o Amor, de Teixeira Filho (1975-1976)\nMeu Rico Portugu\u00eas, de Geraldo Vietri (1975)\nA Barba Azul, de Ivani Ribeiro (1974-1975)\nAs Divinas&#8230; e Maravilhosas, de Vicente Sesso (1973-1974)\nRosa-dos-Ventos, de Teixeira Filho (1973)\nVit\u00f3ria Bonelli, de Geraldo Vietri (1972-1973)\nNa Idade do Lobo, de S\u00e9rgio Jockyman (1972)\nA F\u00e1brica, de Geraldo Vietri (1971-1972)\nSimplesmente Maria, de Benjamin Cattan, baseada em original de Rosamaria Gonzalez (1970-1971)\nNino, o Italianinho, de Geraldo Vietri e Walter Negr\u00e3o (1969-1970)\nAnt\u00f4nio Maria, de Geraldo Vietri e Walter Negr\u00e3o (1968-1969)\nO D\u00e9cimo Mandamento, de Benedito Ruy Barbosa (1968)\nPres\u00eddio de Mulheres, de M\u00e1rio Lago (1967)\nEncontro com o Passado, de Ciro Bassini (1967)\nA Hora Marcada, de Ciro Bassini (1967)\n\u00c9ramos Seis, de Pola Civelli, baseada no romance de Maria Jos\u00e9 Dupret (1967)\nA Ponte de Waterloo, de Geraldo Vietri, baseada na obra de Robert Sherwood (1967)\nA Intrusa, de Geraldo Vietri, baseada no romance de William Irish (1967)\nOs Irm\u00e3os Corsos, de Daniel M\u00e1s (1966-1967)\nO Amor Tem Cara de Mulher, de Cassiano Gabus Mendes (1966)\nO Pecado de Cada Um, de Wanda Kosmo (1965-1966)\nA Cor da Sua Pele, de Walter George Durst (1965)\nOlhos que Amei, de Eurico Silva (1965)\nO Mesti\u00e7o, de Cl\u00e1udio Petraglia (1965)\nGutierritos, o Drama dos Humildes, de Walter George Durst (1964-1965)<\/blockquote>\n<strong>Novelas das 21h20<\/strong>\n<blockquote>Os Rebeldes, de Geraldo Vietri (1967-1968)\nPaix\u00e3o Proibida, de Janete Clair (1967)\nAng\u00fastia de Amar, de Dora Cavalcanti (1967)\nCi\u00fame, de Talma de Oliveira (1966)\nA R\u00e9 Misteriosa, de Geraldo Vietri, baseada na obra de Alexandre Bisson (1966)\nA Inimiga, de Geraldo Vietri, baseada em original de Nen\u00ea Castellar (1966)\nO Pre\u00e7o de Uma Vida, de Talma de Oliveira, baseada em original de F\u00e9lix Caignet (1965-1966)\nO Direito de Nascer, de Talma de Oliveira e Teixeira Filho, baseada em original de F\u00e9lix Caignet (1964-1965) A trama, que nasceu em 1946, \u00e9 considerada o marco zero da telenovela como \u00e9 conhecida hoje em dia, principalmente no Brasil<\/blockquote>\n<strong>Novelas das 18h20<\/strong>\n<blockquote>Can\u00e7\u00e3o para Isabel, de Helo\u00edsa Castellar (1976)\nCamomila e Bem-Me-Quer, de Ivani Ribeiro (1973)\nSigno da Esperan\u00e7a, de Marcos Rey (1972)\nNossa Filha Gabriela, de Ivani Ribeiro (1971-1972)\nO Meu P\u00e9 de Laranja Lima, de Ivani Ribeiro, baseada no romance de Jos\u00e9 Mauro de Vasconcelos (1970-1971)\nA Gordinha, de S\u00e9rgio Jockyman (1970)\nEnquanto Houver Estrelas, de M\u00e1rio Brasini (1969)\nUm Gosto Amargo de Festa, de Cl\u00e1udio Cavalcanti (1969)\nO Retrato de Laura, de Ciro Bassini (1969)\nSozinho no Mundo, de Dulce Santucci (1968)\nO Pequeno Lord, de Tatiana Belinky, baseada no romance de Frances H. Burnett (1967)\nO Jardineiro Espanhol, de Tatiana Belinky, baseada na obra de A.J. Cronin (1967)\nYoshico, um Poema de Amor, de L\u00facia Lambertini (1967)\nQuem Casa com Maria?, de L\u00facia Lambertini (1964)\nO Segredo de Laura, de Vida Alves (1964)<\/blockquote>\n<strong>Novelas exibidas em outros hor\u00e1rios<\/strong>\n<blockquote>Gaivotas, de Jorge Andrade (1979)\nO Direito de Nascer, de Teixeira Filho e Carmem L\u00eddia, baseada em original de F\u00e9lix Caignet (1978-1979)\nCinderela 77, de Walter Negr\u00e3o e Chico de Assis (1977)\nPapai Cora\u00e7\u00e3o, de Jos\u00e9 Castellar, baseada em original de Abel Santa Cruz (1976-1977)\nO Velho, o Menino e o Burro, de Carmem L\u00eddia (1975-1976)\nVila do Arco, de S\u00e9rgio Jockyman (1975)\nO Sheik de Ipanema, de S\u00e9rgio Jockyman (1975)\nO Mach\u00e3o, de S\u00e9rgio Jockyman, com argumento de Ivani Ribeiro (1974-1975)\nO Conde Zebra, de S\u00e9rgio Jockyman (1973)\nA Volta de Beto Rockfeller, de Br\u00e1ulio Pedroso (1973)\nJer\u00f4nimo, o Her\u00f3i do Sert\u00e3o, de Moys\u00e9s Weltman (1972-1973)\nE N\u00f3s, Aonde Vamos?, de Gl\u00f3ria Magadan (1970)\nJo\u00e3o Juca Jr., de Sylvan Paezzo (1969-1970)\nNenhum Homem \u00c9 Deus, de S\u00e9rgio Jockyman (1969)\nO Cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o Envelhece, de Ely Farah (1968)\nO Rouxinol da Galil\u00e9ia, de J\u00falio Atlas (1968)\nO Homem que Sonhava Colorido, de Sylvan Paezzo (1968)\nOs Amores de Bob, de L\u00facia Lambertini (1968)\n\u00c1guias de Fogo (1967) &#8211; seriado\nAna Maria, Meu Amor, de Alves Teixeira (1965-1966)\nFatalidade, de Oduvaldo Vianna (1965)\nUm Beijo nas Sombras, de J. Silvestre (1952)\nSangue na Terra, de P\u00e9ricles Leal (1952)\nSua Vida Me Pertence, de Walter Forster (1951) &#8211; Primeira telenovela da TV brasileira<\/blockquote>\n<h4><strong>TV Excelsior<\/strong><\/h4>\nInaugurada em 1959 e extinta em 1970.\n\nEla especializa seus profissionais e encara o ve\u00edculo como ind\u00fastria, inaugurando a telenovela di\u00e1ria, num tempo em que n\u00e3o se ousava exibir dramas mais do que duas vezes por semana.\n\nSua estr\u00e9ia foi em julho de 1963, com o drama argentino 2-4599 Ocupado, estrelado por Gl\u00f3ria Menezes e Tarc\u00edsio Meira.\n\n<strong>Novelas das 19h20<\/strong>\n<blockquote>Dez Vidas, de Ivani Ribeiro (1969-1970)\nOs Estranhos, de Ivani Ribeiro (1969)\nA Muralha, de Ivani Ribeiro, baseada no romance de Dinah Silveira de Queiroz (1968-1969)\nO Terceiro Pecado (1968) de Ivani Ribeiro, <strong>Dir:<\/strong> W\u00e1lter Avancini e Carlos Zara\nOs Fantoches, de Ivani Ribeiro (1967-1968)\nAs Minas de Prata, de Ivani Ribeiro, adaptada do romance de Jos\u00e9 de Alencar (1966-1967)\nAnjo Marcado, de Ivani Ribeiro (1966)\nAlmas de Pedra, de Ivani Ribeiro, baseada no romance &#8220;Mulheres de Bronze&#8221;, de Xavier de Montepin (1966)\nA Grande Viagem, de Ivani Ribeiro (1965-1966)\nA Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro (1965)\nVidas Cruzadas, de Ivani Ribeiro (1965)\nA Indom\u00e1vel, de Ivani Ribeiro, baseada na pe\u00e7a teatral &#8220;A Megera Domada&#8221;, de William Shakespeare (1965)\nOnde Nasce a Ilus\u00e3o, de Ivani Ribeiro (1965)<\/blockquote>\n<strong>Novelas exibidas em outros hor\u00e1rios<\/strong>\n<blockquote>Mais Forte Que o \u00d3dio, de Marcos Rey (1970)\nA Menina do Veleiro Azul, de Ivani Ribeiro, escrita por Ivani Ribeiro e D\u00e1rcio Ferreira (1969-1970)\nVidas em Conflito, de Teixeira Filho (1969)\nSangue do Meu Sangue, de Vicente Sesso (1969-1970)\nOs Diab\u00f3licos, de Teixeira Filho (1968-1969)\nA Pequena Orf\u00e3, de Teixeira Filho (1968-1969)\nLegi\u00e3o dos Esquecidos, de Raimundo Lopes (1968-1969)\nOs Tigres, de Marcos Rey (1968)\nO Direito dos Filhos, de Teixeira Filho (1968)\nSublime Amor, de Gianfrancesco Guarnieri (1967-1968)\nO Tempo e o Vento, de Teixeira Filho, baseada na obra de \u00c9rico Ver\u00edssimo (1967-1968)\nO Grande Segredo, de Marcos Rey (1967)\nO Morro dos Ventos Uivantes, de Lauro C\u00e9sar Muniz, adaptada do romance de Emily Br\u00f6nte (1967)\nAbnega\u00e7\u00e3o, de Dulce Santucci (1966-1967)\nNingu\u00e9m Cr\u00ea em Mim, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1966)\nReden\u00e7\u00e3o, de Raimundo Lopes (1966-1968)\nA Pequena Karen, de Dulce Santucci (1966)\nEm Busca da Felicidade, de Talma de Oliveira, baseada em original de Leandro Blanco (1965-1966)\nO Caminho das Estrelas, de Dulce Santucci (1965)\nAquele que Deve Voltar, de Ciro Bassini, baseada em original de Delia Gonzalez M\u00e1rquez (1965)\nOs Quatro Filhos, de J. Silvestre (1965)\nPedra Redonda 39, de Tarc\u00edsio Meira (1965)\nOntem, Hoje e Sempre, de Fernando Baiela (1965)\nAinda Resta uma Esperan\u00e7a, de J\u00falio Atlas (1965)\nA Ilha dos Sonhos Perdidos, de autoria desconhecida (1965)\nO C\u00e9u \u00e9 de Todos, de Ciro Bassini (1965)\nEu Quero Voc\u00ea, de Vito de Martini (1965)\nA Menina das Flores, de autoria desconhecida (1964-1965)\nO Pintor e a Florista, de Cl\u00e1udio Petraglia (1964-1965)\nMelodia Fatal, de Nara Navarro (1964)\nIlsa (tamb\u00e9m conhecida como Um Ano no Pensionato), de L\u00facia Lambertini, baseada no romance &#8220;A Cabe\u00e7uda&#8221;, de Von Rhodan (1964)\nUma Sombra em Minha Vida, de Cristina Leblon (1964)\n\u00c9 Proibido Amar, de Ciro Bassini (1964)\nFolhas ao Vento, de Ciro Bassini (1964)\nA Outra Face de Anita, de Ivani Ribeiro (1964)\nM\u00e3e, de Ivani Ribeiro (1964)\nA Mo\u00e7a que Veio de Longe, de Ivani Ribeiro, baseada em original de Abel Santa Cruz (1964)\nAmbi\u00e7\u00e3o, de Ivani Ribeiro (1964)\nAs Solteiras, de Dulce Santucci (1964)\nCora\u00e7\u00f5es em Conflito, de Ivani Ribeiro (1963-1964)\nAqueles que Dizem Amar-se, de Dulce Santucci (1963)\n2-5499 Ocupado, de Dulce Santucci, baseada em original de Alberto Migr\u00e9 (1963) &#8211; Primeira novela di\u00e1ria da televis\u00e3o brasileira<\/blockquote>\n<h4><strong>SBT &#8211; Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o<\/strong><\/h4>\nInaugurado em 1981, herdou o esp\u00f3lio da Tupi e, ao introduzir novelas mexicanas, teve boa resposta do p\u00fablico.\n\nTentou se associar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o independente mas fracassou.\n\nEm 1990, Walter Avancini montou um n\u00facleo de teledramaturgia, mas o fiasco da novela Brasileiros e Brasileiras, fez com que a emissora abandonasse o projeto, que s\u00f3 foi retomado quatro anos depois.\n\nAs novelas, no entanto, n\u00e3o conseguiram tanta audi\u00eancia, mas o suficiente para o SBT continuar investindo.\n<h4><strong>Rede Globo<\/strong><\/h4>\nInaugurada em 1965, a Rede Globo especializou-se em fazer telenovelas, que s\u00e3o vendidas atualmente para mais de trinta pa\u00edses.\n\nAtualmente a emissora est\u00e1 no Guiness Records por ter mais de 260 telenovelas j\u00e1 gravadas e outras quatro ainda em andamento.\n\nA telenovela-s\u00e9rie &#8220;Malha\u00e7\u00e3o&#8221; est\u00e1 no ar de segunda a sexta-feira desde 28 de abril de 1995.\n\n<strong>Novelas das 20h<\/strong>\n<blockquote>Bel\u00edssima, de S\u00edlvio de Abreu, <strong>Dir: <\/strong>Denise Saraceni (2005\/2006)\nAm\u00e9rica, de Gl\u00f3ria Perez, <strong>Dir: <\/strong>Jayme Monjardim \/ Marcos Schechtman (2005)\nSenhora do Destino, de Aguinaldo Silva, <strong>Dir: <\/strong>Wolf Maya (2004\/2005)\nCelebridade, de Gilberto Braga (2003\/2004)\nMulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos, <strong>Dir:<\/strong> Ricardo Waddington (2003)\nEsperan\u00e7a (ex-&#8220;E Paisano&#8221;), de Benedito Rui Barbosa\/subst. Walcyr Carrasco, <strong>Dir:<\/strong> Luiz Fernando Carvalho (2002\/2003)\nO Clone, de Gl\u00f3ria Perez, <strong>Dir:<\/strong> Jayme Monjardim (2001\/2002)\nPorto dos Milagres, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, <strong>Dir<\/strong>: Marcos Paulo (2001)\nLa\u00e7os de Fam\u00edlia, de Manoel Carlos, <strong>Dir: <\/strong>Ricardo Waddington (2000\/2001)\nTerra Nostra, de Benedito Rui Barbosa, <strong>Dir:<\/strong> Jayme Monjardim (1999\/2000)\nSuave Veneno, de Aguinaldo Silva, <strong>Dir:<\/strong> Ricardo Waddington (1999)\nTorre de Babel, de S\u00edlvio de Abreu, <strong>Dir: <\/strong>Denise Saraceni (1998\/1999)\nPor Amor, de Manoel Carlos, <strong>Dir: <\/strong>Ricardo Waddington (1998)\nA Indomada, de Aguinaldo Silva, <strong>Dir:<\/strong> Marcos Paulo (1997\/1998)\nO Rei do Gado, de Benedito Rui Barbosa,<strong> Dir: <\/strong>Luiz Fernando Carvalho (1996\/1997)\nO Fim do Mundo, de Dias Gomes (1996)\nExplode Cora\u00e7\u00e3o, de Gl\u00f3ria Perez, <strong>Dir: <\/strong>D\u00eanis Carvalho (1995\/96\nA Pr\u00f3xima V\u00edtima, de S\u00edlvio de Abreu, <strong>Dir: <\/strong>Jorge Fernando (1995)\nP\u00e1tria Minha, de Gilberto Braga, D\u00eanis Carvalho (1994\/95)\nFera Ferida, de Aguinaldo Silva (1993\/94)\nRenascer, de Benedito Rui Barbosa,<strong> Dir: <\/strong>Luiz Fernando Carvalho\/Mauro Mendon\u00e7a Filho (1993)\nDe Corpo e Alma, de Gl\u00f3ria Perez (1992\/93)\nPedra Sobre Pedra, de Aguinaldo Silva, <strong>Dir: <\/strong>Paulo Ubiratan\/Gonzaga Blota (1992)\nO Dono do Mundo, de Gilberto Braga, <strong>Dir:<\/strong> D\u00eanis Carvalho (1991)\nMeu Bem, Meu Mal de Cassiano Gabus Mendes, <strong>Dir:<\/strong> Paulo Ubiratan (1990\/91)\nRainha da Sucata, de S\u00edlvio de Abreu, <strong>Dir: <\/strong>Jorge Fernando (1990)\nTieta, de Aguinaldo Silva (1989\/90)\nO Salvador da P\u00e1tria, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1989)\nVale Tudo, de Gilberto Braga, <strong>Dir: <\/strong>D\u00eanis Carvalho (1988)\nMandala, de Dias Gomes (1987)\nO Outro, de Aguinaldo Silva (1987)\nRoda de Fogo, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1986\/87)\nSelva de Pedra, de Janete Clair (reescrita por Regina Braga\/Eloy Ara\u00fajo) (1986)\nRoque Santeiro, de Dias Gomes (1985)\nCorpo-a-Corpo, de Gilberto Braga (1985)\nPartido Alto, de Gl\u00f3ria Perez (1984)\nChampagne, de Cassiano Gabus Mendes (1983\/1984)\nLouco Amor, de Gilberto Braga (1983)\nSol de Ver\u00e3ode Manoel Carlos, <strong>Dir:<\/strong> Roberto Talma (1982\/1983)\nS\u00e9timo Sentido, de Janete Clair (1982)\nBrilhante, de Gilberto Braga (1981\/1982)\nBaila Comigo, de Manoel Carlos (1981)\nCora\u00e7\u00e3o Alado, de Janete Clair (1980\/1981)\n\u00c1gua-Viva, de Gilberto Braga (1980)\nOs Gigantes, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1979\/1980)\nPai Her\u00f3i, de Janete Clair (1979)\nDancin&#8217; Days, de Gilberto Braga (1978\/1979)\nO Astro, de Janete Clair (1977\/1978)\nEspelho M\u00e1gico, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1977)\nDuas Vidas, de Janete Clair (1976\/1977)\nO Casar\u00e3o, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1976)\nPecado Capital, de Janete Clair (1975\/1976), <strong>Dir: <\/strong>Daniel Filho\nEscalada, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1975), <strong>Dir:<\/strong> R\u00e9gis Cardoso\nFogo sobre Terra, de Janete Clair (1974\/1975), <strong>Dir:<\/strong> Walter Avancini\nO Semideus, de Janete Clair (1973\/1974), <strong>Dir:<\/strong> Daniel Filho\nCavalo de A\u00e7o, de Walter Negr\u00e3o (1973), <strong>Dir: <\/strong>Walter Avancini\nSelva de Pedra, de Janete Clair (1972\/1973),<strong>Dir:<\/strong> Daniel Filho\nO Homem que Deve Morrer, de Janete Clair (1971\/1972), Dir: Daniel Filho\nIrm\u00e3os Coragem, de Janete Clair (1970\/1971), <strong>Dir:<\/strong> Daniel Filho\nV\u00e9u de Noiva, de Janete Clair (1969\/1970), <strong>Dir:<\/strong> Daniel Filho<\/blockquote>\n<strong>Novelas das 19h<\/strong>\n<blockquote>Cobras e Lagartos, de Jo\u00e3o Emanuel Carneiro, dir. Wolf Maya (2006)\nBang Bang, de M\u00e1rio Prata, <strong>Dir:.: <\/strong>Jos\u00e9 Luiz Villamarim (2005\/2006)\nA Lua me disse, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, <strong>Dir:<\/strong> Rog\u00e9rio Gomes e Roberto Talma (2005)\nCome\u00e7ar de Novo, de Ant\u00f4nio Calmon,<strong> Dir:<\/strong> Marcos Paulo (2004\/2005)\nDa Cor do Pecado, de Jo\u00e3o Emanuel Carneiro (2004)\nKubanacan, de Carlos Lombardi, <strong>Dir:<\/strong> Wolf Maya (2003\/2004)\nO Beijo do Vampiro, de Antonio Calmon (2002\/2003)\nDesejos de Mulher, de Euclydes Marinho, Dir. D\u00eanis Carvalho (2002)\nAs Filhas da M\u00e3e, de S\u00edlvio de Abreu, <strong>Dir:<\/strong> Jorge Fernando(2001\/2002)\nUm Anjo Caiu do C\u00e9u, de Ant\u00f4nio Calmon, <strong>Dir:<\/strong> D\u00eanis Carvalho(2001)\nUga-Uga, de Carlos Lombardi, <strong>Dir:<\/strong> Wolf Maya (2000\/2001)\nVila Madalena, de Walter Negr\u00e3o, <strong>Dir: <\/strong>Jorge Fernando (1999\/2000)\nAndando nas Nuvens, de Euclydes Marinho, <strong>Dir.<\/strong> D\u00eanis Carvalho (1999)\nMeu Bem Querer, de Ricardo Linhares,<strong> Dir: <\/strong>Marcos Paulo (1998\/99)\nCorpo Dourado, de Ant\u00f4nio Calmon, <strong>Dir: <\/strong>Fl\u00e1vio Colatrello Jr. (1998)\nZaz\u00e1, de Lauro C\u00e9sar Muniz, <strong>Dir<\/strong>: Jorge Fernando (1997\/98)\nSalsa e Merengue, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa,<strong> Dir:<\/strong> Wolf Maya (1996\/1997)\nVira-Lata, de Carlos Lombardi, <strong>Dir: <\/strong>Jorge Fernando (1996)\nCara e Coroa, de Ant\u00f4nio Calmon, <strong>Dir: <\/strong>Wolf Maya (1995\/96)\nQuatro por Quatro, de Carlos Lombardi, <strong>Dir: <\/strong>Fl\u00e1vio Colatrello Jr. (1994\/95)\nA Viagem, de Ivani Ribeiro, <strong>Dir: <\/strong>Wolf Maya (1994)\nOlho no Olho, de Ant\u00f4nio Calmon, <strong>Dir:<\/strong> Ricardo Waddington (1993)\nO Mapa da Mina, de Cassiano Gabus Mendes (1993)\nDeus Nos Acuda, de S\u00edlvio de Abreu (1992\/93)\nPerigosas Peruas, de Carlos Lombardi (1991\/92)\nVamp, de Ant\u00f4nio Calmon,<strong> Dir:<\/strong> Jorge Fernando (1991)\nLua Cheia de Amor, de Ana Maria Moretszohn (1990)\nMico Preto, de Euclydes Marinho, Leonor Bass\u00e8res e Marc\u00edlio Moraes (1990)\nTop Model, de Walter Negr\u00e3o e Ant\u00f4nio Calmon (1989\/90)\nQue Rei Sou Eu?, de Cassiano Gabus Mendes (1989)\nBeb\u00ea a Bordo, de Carlos Lombardi (1988\/1989)\nSassaricando, de S\u00edlvio de Abreu (1987\/1988)\nBrega &amp; Chique, de Cassiano Gabus Mendes (1987)\nHipertens\u00e3o, de Ivani Ribeiro (1986\/1987)\nCambalacho, de S\u00edlvio de Abreu (1986)\nTi Ti Ti, de Cassiano Gabus Mendes (1985\/1986)\nUm Sonho A Mais, de Daniel M\u00e1s e Lauro C\u00e9sar Muniz (1985)\nVereda Tropical, de S\u00edlvio de Abreu e Carlos Lombardi (1984\/1985)\nTransas e Caretas, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1984)\nGuerra dos Sexos, de S\u00edlvio de Abreu (1983\/1984)\nFinal Feliz, de Ivani Ribeiro (1982\/1983)\nElas por Elas, de Cassiano Gabus Mendes (1982)\nJogo da Vida, de S\u00edlvio de Abreu (1981\/82)\nO Amor \u00e9 Nosso, de Roberto Freire e Wilson Aguiar Filho (1981)\nPlumas e Paet\u00eas, de Cassiano Gabus Mendes (1980\/81)\nChega Mais, de Carlos Eduardo Novaes (1980)\nMarron Glac\u00ea, de Cassiano Gabus Mendes (1979\/80)\nFeij\u00e3o Maravilha, de Br\u00e1ulio Pedroso (1979)\nPecado Rasgado, de S\u00edlvio de Abreu (1978\/79)\nTe Contei?, de Cassiano Gabus Mendes (1978)\nSem Len\u00e7o, Sem Documento, de M\u00e1rio Prata (1977\/78)\nLocomotivas, de Cassiano Gabus Mendes (1977)\nEst\u00fapido Cupido, de M\u00e1rio Prata (1976\/77)\nAnjo Mau, de Cassiano Gabus Mendes (1976)\nBravo!, de Janete Clair e Gilberto Braga (1975\/76)\nCuca Legal, de Marcos Rey (1975)\nCorrida do Ouro, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1974\/75)\nSuper Manoela, de Walter Negr\u00e3o (1974)\nCarinhoso, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1973\/74)\nUma Rosa Com Amor, de Vicente Sesso (1972\/73)\nO Primeiro Amor, de Walter Negr\u00e3o (1972)\nMinha Doce Namorada, de Vicente Sesso (1971\/72)\nA Pr\u00f3xima Atra\u00e7\u00e3o, de Walter Negr\u00e3o (1970\/71)\nPigmali\u00e3o 70, de Vicente Sesso (1970)<\/blockquote>\n<strong>Novelas das 18h<\/strong>\n<blockquote>Sinh\u00e1 Mo\u00e7a, de Benedito Ruy Barbosa, <strong>Dir: <\/strong>Rog\u00e9rio Gomes (2006)\nAlma G\u00eamea, de Walcyr Carrasco, <strong>Dir:<\/strong> Jorge Fernando (2005\/2006)\nComo uma Onda, de Walther Negr\u00e3o (2004\/2005)\nCabocla, de Benedito Ruy Barbosa, <strong>Dir: <\/strong>Ricardo Waddington (2004)\nChocolate com Pimenta, de Walcyr Carrasco, <strong>Dir: <\/strong>Jorge Fernando (2003\/2004)\nAgora \u00e9 que s\u00e3o elas, de Ricardo Linhares, <strong>Dir: <\/strong>Roberto Talma (2003)\nSabor da Paix\u00e3o, de Ana Maria Moretzsohn, <strong>Dir:<\/strong> Denise Saraceni (2002\/2003)\nCora\u00e7\u00e3o de Estudante, de Emanoel Jacobina, <strong>Dir: <\/strong>Rog\u00e9rio Gomes (2002)\nA Padroeira, de Walcyr Carrasco, <strong>Dir: <\/strong>Walter Avancini (2001\/2002)\nEstrela-Guia, de Ana Maria Moretzsohn, <strong>Dir: <\/strong>Denise Saraceni (2001)\nO Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco, <strong>Dir: <\/strong>Walter Avancini (2000\/2001)\nEsplendor, de Ana Maria Moretszohn, <strong>Dir: <\/strong>Wolf Maya (2000)\nFor\u00e7a de Um Desejo, de Gilberto Braga, Alcides Nogueira e S\u00e9rgio Marques, <strong>Dir.:<\/strong> Marcos Paulo e Mauro Mendon\u00e7a Filho (1999\/2000)\nPecado Capital, de Janete Clair (reescrita por Gl\u00f3ria Perez), <strong>Dir: <\/strong>Wolf Maya (1998\/1999)\nEra uma vez&#8230;, de Walter Negr\u00e3o, <strong>Dir: <\/strong>Jorge Fernando (1998)\nAnjo Mau, de Cassiano Gabus Mendes (reescrita por Maria Adelaide Amaral), <strong>Dir: <\/strong>Denise Saraceni (1997\/1998)\nO Amor Est\u00e1 No Ar, de Alcides Nogueira, <strong>Dir: <\/strong>Ign\u00e1cio Coqueiro (1997)\nAnjo de Mim, de Walter Negr\u00e3o (1997)\nQuem \u00e9 voc\u00ea?, de Ivani Ribeiro (escrita por Lauro C\u00e9sar Muniz e Solange Castro Neves) (1996\/1997)\nHist\u00f3ria de Amor, de Manoel Carlos, <strong>Dir: <\/strong>Ricardo Waddington (1995\/1996)\nIrm\u00e3os Coragem, de Janete Clair (reescrita por Dias Gomes),<strong> Dir: <\/strong>Ary Coslov, M\u00e1rio Mendon\u00e7a Filho, Luiz Fernando Carvalho (1995)\nTropicaliente, de Walter Negr\u00e3o (1994)\nMulheres de Areia, de Ivani Ribeiro (1993)\nSonho Meu, de Marc\u00edlio Moraes, <strong>Dir: <\/strong>Reynaldo Boury (1993\/1994)\nDespedida de Solteiro, de Walter Negr\u00e3o (1992\/93)\nFelicidade, de Manoel Carlos (1991\/1992)\nSalom\u00e9, de S\u00e9rgio Marques (1991)\nBarriga de Aluguel, de Gl\u00f3ria Perez (1990\/91)\nGente Fina, de Jos\u00e9 Louzeiro (1990)\nO Sexo dos Anjos, de Ivani Ribeiro (1989\/90)\nPacto de Sangue, de S\u00e9rgio Marques (1989)\nVida Nova, de Benedito Ruy Barbosa,<strong> Dir<\/strong>: Luiz Fernando Carvalho (1988\/89)\nFera Radical, de Walter Negr\u00e3o (1988)\nBambol\u00ea, de Daniel M\u00e1s, dir. geral Wolf Maia (1987)\nDireito de Amar, de Walter Negr\u00e3o (1987)\nSinh\u00e1 Mo\u00e7a, de Benedito Ruy Barbosa (1986)\nDe Quina Pra Lua, de Alcides Nogueira (1985\/86)\nA Gata Comeu, de Ivani Ribeiro (1985)\nLivre Para Voar, de Walter Negr\u00e3o (1984\/85)\nAmor com Amor se Paga, de Ivani Ribeiro (1984)\nVoltei Pra Voc\u00ea, de Benedito Ruy Barbosa (1983\/84)\nP\u00e3o P\u00e3o, Beijo Beijo, de Walter Negr\u00e3o (1983)\nPara\u00edso, de Benedito Ruy Barbosa (1982\/83)\nO Homem Proibido, de Teixeira Filho, com base no romance de Nelson Rodrigues (1982)\nTerras do Sem Fim, de Walter George Durst, com base na obra de Jorge Amado, <strong>Dir:<\/strong> Herval Rossano (1981\/82)\nCiranda de Pedra, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Lygia Fagundes Telles por Teixeira Filho (1981)\nAs Tr\u00eas Marias, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano (1980\/81)\nMarina, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano (1980)\nOlhai os L\u00edrios do Campo, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano (1980)\nCabocla, de Benedito Ruy Barbosa com base no romance de Ribeiro Couto (1979)\nMem\u00f3rias de Amor, adapta\u00e7\u00e3o do romance O Ateneu, de Raul Pomp\u00e9ia, por Wilson Aguiar Filho (1979)\nA Sucessora, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Carolina Nabuco por Manoel Carlos (1978\/79)\nGina, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Maria Jos\u00e9 Dupret por Rubens Ewald Filho (1978)\nMaria, Maria, adapta\u00e7\u00e3o do romance &#8220;Maria Maria&#8221;, de Lindolfo Rocha, por Manoel Carlos (1978)\nSinhazinha Fl\u00f4, de Lafayette Galv\u00e3o com base nos romances &#8220;Sinhazinha Fl\u00f4&#8221;, &#8220;O Sertanejo&#8221; e &#8220;Til&#8221;, de Jos\u00e9 de Alencar, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano (1977\/78)\nDona Xepa, de Gilberto Braga com base na pe\u00e7a teatral hom\u00f4nima de Pedro Bloch (1977)\n\u00c0 Sombra dos Laranjais, de Benedito Ruy Barbosa e Sylvan Paezzo com base na pe\u00e7a teatral de Viriato Corr\u00eaa, <strong>Dir:<\/strong> Herval Rossano (1977)\nEscrava Isaura, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Bernardo Guimar\u00e3es por Gilberto Braga, <strong>Dir:<\/strong> Herval Rossano (1976)\nO Feij\u00e3o e o Sonho, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Benedito Ruy Barbosa do romance de Or\u00edgenes Lessa, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano e Walter Campos (1976)\nVejo a Lua no C\u00e9u, adapta\u00e7\u00e3o do conto hom\u00f4nimo de Marques Rebelo por Sylvan Paezzo, <strong>Dir:<\/strong> Herval Rossano (1976)\nA Moreninha, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Joaquim Manuel de Macedo por Marcos Rey, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano (1975\/76)\nSenhora, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Jos\u00e9 de Alencar por Gilberto Braga, <strong>Dir: <\/strong>Herval Rossano (1975)\nO Novi\u00e7o, adapta\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a teatral de Martins Pena por M\u00e1rio Lago (1975)\nHelena, adapta\u00e7\u00e3o do romance de Machado de Assis por Gilberto Braga (1975)\nA Patota, de Maria Clara Machado (1972\/73)\nBicho do Mato, de Renato Corr\u00eaa de Castro e Chico de Assis (1972)\nMeu Pedacinho de Ch\u00e3o, de Benedito Ruy Barbosa e Teixeira Filho (1971\/72)<\/blockquote>\n<strong>Novelas das 22h<\/strong>\n<blockquote>Eu Prometo, (1983), de Janete Clair\nSinal de Alerta, (1978\/79), de Dias Gomes\nO Pulo do Gato, (1978), de Br\u00e1ulio Pedroso\nNina (1977\/78), de Walter George Durst\nSaramandaia, (1976), de Dias Gomes\nO Grito (1975\/76), de Jorge Andrade\nGabriela, (1975), de Walter George Durst, adapta\u00e7\u00e3o do romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado. <strong>Dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> Walter Avancini\nO Rebu, (1974\/75), de Br\u00e1ulio Pedroso\nO Espig\u00e3o, (1974), de Dias Gomes\nOs Ossos do Bar\u00e3o, (1973\/74), de Jorge Andrade\nO Bem-Amado, (1973), de Dias Gomes\nO Bofe, (1972\/73), de Br\u00e1ulio Pedroso\nBandeira 2, (1971\/72), de Dias Gomes\nO Cafona, (1971), de Br\u00e1ulio Pedroso\nAssim na Terra Como no C\u00e9u, (1970\/71), de Dias Gomes\nVer\u00e3o Vermelho, (1970), de Dias Gomes<\/blockquote>\n<strong>Novelas exibidas em outros hor\u00e1rios<\/strong>\n<blockquote>Araponga, de Dias Gomes, Lauro C\u00e9sar Muniz e Ferreira Gullar, <strong>Dir.: <\/strong>Cecil Thir\u00e9 (1990\/91)\nA Cabana do Pai Tom\u00e1s, de Hedy Maia, <strong>Dir.:<\/strong> Walter Campos (1969\/70)\nA Ponte dos Suspiros, de Dias Gomes, com base na obra de Michel Zevaco (1969)\nRosa Rebelde, de Janete Clair (1969)\nA \u00daltima Valsa, de Gl\u00f3ria Magadan (1969)\nA Gata de Vison, de Gl\u00f3ria Magadan (1968\/69)\nPasso dos Ventos, de Janete Clair (1968\/69)\nA Grande Mentira, de Hedy Maia (1968\/69)\nO Santo Mesti\u00e7o, de Gl\u00f3ria Magadan (1968)\nSangue e Areia, de Janete Clair (1967\/68)\nO Homem Proibido (tamb\u00e9m conhecida como Demian, o Justiceiro), de Gl\u00f3ria Magadan (1967\/68)\nAnast\u00e1cia, a Mulher Sem Destino, de Emiliano Queiroz e Janete Clair (1967)\nA Sombra de Rebeca, de Gl\u00f3ria Magadan (1967)\nA Rainha Louca, de Gl\u00f3ria Magadan (1967)\nO Rei dos Ciganos, de Gl\u00f3ria Magadan (1966\/67)\nO Sheik de Agadir, de Gl\u00f3ria Magadan (1966\/67)\nEu Compro Esta Mulher, de Gl\u00f3ria Magadan (1966)\nUm Rosto de Mulher (1965\/66)\nPadre Ti\u00e3o (1965\/66)\nO \u00c9brio (1965\/66)\nA Moreninha, de Gra\u00e7a Mello, baseada no romance de Joaquim Manuel de Macedo (1965)\nPaix\u00e3o de Outono (1965)\nPecado de Mulher (1965)\nMarina (1965)\nRosinha do Sobrado (1965)\nO Progresso (1965)\nIlus\u00f5es Perdidas (1965)<\/blockquote>\n<h4><strong>Rede Bandeirantes<\/strong><\/h4>\nInaugurada em 1967, investe em telejonalismo, programas de audit\u00f3rio e passa rapidamente pelas novelas.\n\nEntre os grandes momentos da emissora do Morumbi, est\u00e1 a saga Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa.\n<blockquote>Floribella (2005) de Cris Morena, <strong>Dir.: <\/strong>Elisabetta Zenatti\nMeu P\u00e9 de Laranja Lima, de Ana Maria Moretzsohn, baseada no romance de Jos\u00e9 Mauro de Vasconcelos (1998-1999)\nSerras Azuis, de Ana Maria Moretzsohn, baseada no romance de Geraldo Fran\u00e7a de Lima (1998)\nPerdidos de Amor, de Ana Maria Moretzsohn (1996-1997)\nO Campe\u00e3o, de M\u00e1rio Prata e Ricardo Linhares (1996)\nA Idade da Loba, de Alcione Ara\u00fajo (1995-1996)\nMa\u00e7\u00e3 do Amor, de Wilson Aguiar Filho (1983)\nBra\u00e7o de Ferro, de Marcos Caruso (1983)\nSabor de Mel, de Jorge Andrade (1983)\nCampe\u00e3o, de Jayme Camargo(1982-1983)\nRen\u00fancia, de Geraldo Vietri, baseada no livro de Chico Xavier (1982)\nA Filha do Sil\u00eancio, de Jayme Camargo (1982-1983)\nOs Imigrantes &#8211; Terceira Gera\u00e7\u00e3o, de Wilson Aguiar Filho e Renata Pallottini (1982)\nNinho da Serpente, de Jorge Andrade (1982)\nOs Adolescentes, de Ivani Ribeiro e Jorge Andrade (1981-1982)\nOs Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa (1981-1982)\nRosa Baiana, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1981)\nDulcin\u00e9a Vai \u00e0 Guerra, de S\u00e9rgio Jockyman (1980-1981)\nO Meu P\u00e9 de Laranja Lima, de Ivani Ribeiro, baseada no romance de Jos\u00e9 Mauro de Vasconcelos (1980-1981)\nUm Homem Muito Especial, de Rubens Ewald Filho (1980-1981)\nCavalo Amarelo, de Ivani Ribeiro (1980)\nA Deusa Vencida, de Ivani Ribeiro (1980)\nP\u00e9 de Vento, de Benedito Ruy Barbosa (1980)\nO Todo-Poderoso, de Cl\u00f3vis Levy e Jos\u00e9 Safiotti Filho (1979-1980)\nCara a Cara, de Vicente Sesso (1979)\nAs Asas S\u00e3o Para Voar, de P\u00e9ricles Leal (1970)\nO Bolha, de Walter George Durst e Sylvan Paezzo (1969)\nEra Preciso Voltar, de Sylvan Paezzo (1969)\n<strong>Ricardinho:<\/strong> Sou Crian\u00e7a, Quero Viver, de Aparecida Menezes (1968)\nA Mo\u00e7a do Sobrado Grande, de Sem\u00edramis Alves Teixeira (1967)\nOs Miser\u00e1veis, de Walter Negr\u00e3o, baseada no romance de Victor Hugo (1967)<\/blockquote>\n<h4><strong>Rede Manchete<\/strong><\/h4>\nInaugurada em 1983, com alto padr\u00e3o t\u00e9cnico, eliminando os erros mais vulgares com nova tecnologia, mas s\u00f3 consegue incomodar a Globo ao investir em novelas, como Pantanal, fen\u00f4nemo que fez a emissora de Adolfo Bloch alcan\u00e7ar dois d\u00edgitos de audi\u00eancia.\n\nEm 1999, depois da fal\u00eancia total, \u00e9 vendida e se transforma na Rede TV.\n<blockquote>Brida, de Jayme Camargo, S\u00f4nia Mota e Ang\u00e9lica Lopes, baseada no livro de Paulo Coelho (1998)\nMandacaru (1997-1998), de Carlos Alberto Ratton (reexibida pela Bandeirantes em 2006)\nXica da Silva, de Walcyr Carrasco, <strong>Dir.:<\/strong> Walter Avancini (1996-1997) (reexibida pelo SBT em 2005)\nTocaia Grande, de Walter George Durst, com base na obra de Jorge Amado (1995-1996)\n74.5 &#8211; Uma Onda no Ar, de Chico de Assis e Domingos de Oliveira (1994)\nGuerra Sem Fim, de Jos\u00e9 Louzeiro e Alexandre Lydia (1993-1994)\nAmaz\u00f4nia, de Jorge Duran e Denise Bandeira (1991-1992)\nA Hist\u00f3ria de Ana Raio e Z\u00e9 Trov\u00e3o, de Rita Buzzar e Marcos Caruso (1990-1991)\nPantanal, de Benedito Ruy Barbosa, <strong>Dir.:<\/strong> Jayme Monjardim (27\/03\/1990 a 10\/12\/1990)\nKananga do Jap\u00e3o, de Wilson Aguiar Filho, <strong>Dir.:<\/strong> Tizuka Yamasaki (19\/07\/1989 a 25\/03\/1990)\nOlho por Olho, de Jos\u00e9 Louzeiro (22\/08\/1988 a 06\/11\/1989)\nCarmem, de Gl\u00f3ria Perez (05\/10\/1987 a 14\/05\/1988)\nHelena, de M\u00e1rio Prata (04\/05 a 07\/11\/1987)\nCorpo Santo, de Jos\u00e9 Louzeiro e Cl\u00e1udio MacDowell (30\/03 a 02\/10\/1987)\nMania de Querer, de Sylvan Paezzo (22\/09\/1986 a 28\/03\/1987)\nTudo ou Nada, de Jos\u00e9 Antonio de Souza (15\/09\/1986 a 21\/03\/1987)\nNovo Amor, de Manoel Carlos (14\/07 a 20\/09\/1986)\nDona Beija, de Wilson Aguiar Filho (07\/04 a 11\/07\/1986)\nAnt\u00f4nio Maria, de Geraldo Vietri (1\u00ba\/07 a 23\/11\/1985)<\/blockquote>\n<h4><strong>Rede Record<\/strong><\/h4>\nInaugurada em 1953, entra em decad\u00eancia a partir de 1968.\n\nMesmo numa \u00e9poca ruim, lan\u00e7a excelentes novelas em 1970.\n\nEm 1972, 50% de suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o vendidas para Silvio Santos.\n\nEm 1991, a emissora \u00e9 vendida \u00e0 Igreja Universal, que passa a investir novamente em novelas. A \u00faltima produ\u00e7\u00e3o havia sido O Espantalho, exibida em 1977.\n<blockquote>Cidad\u00e3o Brasileiro, de Lauro C\u00e9sar Muniz, <strong>Dir.:<\/strong> Fl\u00e1vio Colatrello Jr. (2006)\nProva de amor, de Tiago Santiago, <strong>Dir.:<\/strong> Alexandre Avancini (2005-2006)\nEssas Mulheres, de Marc\u00edlio Moraes e Rosane Lima, baseada na obra de Jos\u00e9 de Alencar, <strong>Dir.:<\/strong> Fl\u00e1vio Colatrello (2005)\nA Escrava Isaura, de Tiago Santiago, <strong>Dir.:<\/strong> Herval Rossano (2004-2005)\nMetamorphoses, de Arlete J. Gaudin, <strong>Dir.: <\/strong>Pedro Siaretta (2004)\nAcampamento Legal (2001-2002)\nRoda da Vida, de Solange Castro Neves , <strong>Dir.:<\/strong> Del Rangel (2001)\nVidas Cruzadas, de Marcus Lazarini, <strong>Dir.:<\/strong> At\u00edlio Ricc\u00f3 (2000-2001)\nMarcas da Paix\u00e3o, de Solange Castro Neves, <strong>Dir.:<\/strong> At\u00edlio Ricc\u00f3 (2000)\nTiro e Queda, Luis Carlos Fusco, <strong>Dir.:<\/strong> Jos\u00e9 Paulo Vallone (1999-2000)\nLouca Paix\u00e3o, de Yves Dumont, <strong>Dir.:<\/strong> Jos\u00e9 Paulo Vallone (1999)\nA Hist\u00f3ria de Ester (1998)\nEstrela de Fogo, de Yves Dumont, <strong>Dir.:<\/strong> Jos\u00e9 Paulo Vallone (1998-1999)\nDo Fundo do Cora\u00e7\u00e3o (1998)\nA S\u00e9tima Bala (1997)\nVelas de Sangue (1997)\nUma Janela para o C\u00e9u (1997)\nCanoa do Bagre, de Ronaldo Ciambroni, <strong>Dir.:<\/strong> At\u00edlio Ricc\u00f3 (1997-1998)\nDireito de Vencer (1997)\nO Espantalho, de Ivani Ribeiro (1977)\nMeu Ador\u00e1vel Mendigo, de Emanoel Rodrigues (1973-1974)\nVidas Marcadas, de Amaral Gurgel (1973)\nVenha Ver o Sol Nascer na Estrada, de Leilah Assump\u00e7\u00e3o (1973)\nVendaval, de Ody Fraga, baseada no romance O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Br\u00f6nte (1973)\nO Leopardo, de Ivani Ribeiro (1972)\nQuero Viver, de Amaral Gurgel (1972-1973)\nEu e a Moto, de Amaral Gurgel (1972-1973)\nOs Fidalgos da Casa Mourisca, de Dulce Santucci, baseada no romance de J\u00falio Dinis (1972)\nO Tempo N\u00e3o Apaga, de Amaral Gurgel (1972)\nO Pr\u00edncipe e o Mendigo, de Marcos Rey, baseada no romance de Mark Twain (1972)\nQuarenta Anos Depois, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1971-1972)\nSol Amarelo, de Raimundo Lopes (1971-1972)\nPingo de Gente, de Raimundo Lopes (1971)\nEditora Mayo, Bom Dia, de Walter Negr\u00e3o (1971)\nOs Deuses Est\u00e3o Mortos, de Lauro C\u00e9sar Muniz (1971)\nAs Pupilas do Senhor Reitor, de Lauro C\u00e9sar Muniz, baseada no romance de J\u00falio Dinis (1970-1971)\nTilim, de Dulce Santucci (1970)\nAlgemas de Ouro, de Benedito Ruy Barbosa e Dulce Santucci (1969-1970)\nSeu \u00danico Pecado, de Dulce Santucci (1969)\nAcorrentados, de Janete Clair (1969)\nAna, de Sylvan Paezzo (1968-1969)\nA \u00daltima Testemunha, de Benedito Ruy Barbosa (1968-1969)\nAs Professorinhas, de L\u00facia Lambertini (1968)\nSomos Todos Irm\u00e3os, de Walter Negr\u00e3o e Roberto Freire (1966)\nCear\u00e1 Contra 007, de Marcos C\u00e9sar (1965)\nCom\u00e9dia Carioca, de Carlos Heitor Cony (1965)\nQuatro Homens Juntos, de Marcos C\u00e9sar e P\u00e9ricles Amaral (1965)\nPrisioneiro de um Sonho, de Roberto Freire (1964-1965)\nMarcados pelo Amor, de Walter Negr\u00e3o e Roberto Freire (1964-1965)\nBanzo, de Walter Negr\u00e3o e Roberto Freire (1964)\nO Desconhecido, de Nelson Rodrigues (1964)\nRen\u00fancia, de Walter Negr\u00e3o e Roberto Freire (1964)\nSonho de Amor, de Nelson Rodrigues (1964)<\/blockquote>\nFonte: www.memorialdafama.com\n<h6>Telenovelas<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n<strong>Telenovela Brasileira: <\/strong>Hist\u00f3ria\n\n<strong>1\u00ba per\u00edodo<\/strong>\n\n<strong>Suva vida me pertence Em dezembro de 1951, pouco mais de um ano depois da televis\u00e3o ser inaugurada no Brasil, a TV Tupi colocou no ar a primeira novela: <\/strong>Sua Vida me Pertence. Como ainda n\u00e3o existia o video-tape, tudo era feito ao vivo. Mas os 15 cap\u00edtulos da trama s\u00f3 foram exibidos \u00e0s ter\u00e7as e quintas-feiras. O que se produzia na \u00e9poca eram hist\u00f3rias parceladas em duas ou tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es por semana. Descobriu-se ent\u00e3o que, para segurar o p\u00fablico, era necess\u00e1rio criar o h\u00e1bito de mant\u00ea-lo diante do aparelho de TV todas as noites, no mesmo hor\u00e1rio.\n\n<strong>A primeira telenovela di\u00e1ria foi ao ar em 1963:<\/strong> uma produ\u00e7\u00e3o da TV Excelsior, lan\u00e7ada como uma op\u00e7\u00e3o despretenciosa.\n\nNa \u00e9poca n\u00e3o se podia imaginar que tamb\u00e9m estava sendo lan\u00e7ada a maior produ\u00e7\u00e3o de arte popular da nossa televis\u00e3o, al\u00e9m de grande fen\u00f4meno de massa, depois do carnaval e do futebol.\n\nA modifica\u00e7\u00e3o no g\u00eanero estava feita e a telenovela consolidou-se de vez ante o telespectador.\n\n<strong>O direito de nascer Em 1964 Ivani Ribeiro escreveu dois sucessos:<\/strong> A Mo\u00e7a Que Veio de Longe para a Excelsior, adaptada de um original argentino; e Alma Cigana, para a Tupi, de um original cubano. Estes primeiros t\u00edtulos eram baseados em dramalh\u00f5es latinos. O estilo continuou o mesmo das novelas radiof\u00f4nicas, t\u00e3o caracter\u00edsticas, e bem aceitas, na Am\u00e9rica Latina e no Brasil.\n\n<strong>O primeiro grande sucesso viria em 1965 pela Tupi: <\/strong>O Direito de Nascer, adapta\u00e7\u00e3o de Talma de Oliveira e Teixeira Filho do original cubano de F\u00e9lix Caignet.\n\n<strong>No mesmo ano Ivani Ribeiro escreveu outro sucesso:<\/strong> A Deusa Vencida, para a Excelsior.\n\n<strong>2\u00ba per\u00edodo<\/strong>\n\n<strong>A partir da segunda metade dos anos 60 todas as emissoras passaram a investir decisivamente no g\u00eanero:<\/strong> Excelsior, Tupi, Record e Globo. Entretanto a telenovela brasileira, mesmo dominando a programa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se libertou das origens radiof\u00f4nicas e do estilo dramalh\u00e3o herdado dos mexicanos, cubanos e argentinos.\n\nO sheik de Agadir \u00c9 nesse cen\u00e1rio que ganha for\u00e7a a figura da cubana Gl\u00f3ria Magadan, conhecedora dos mist\u00e9rios que transformavam uma novela em sucesso mas sem comprometimento algum com a realidade brasileira. Suas hist\u00f3rias se passavam na corte francesa, no Marrocos, no Jap\u00e3o, na Espanha, com condes, duques, ciganos, vil\u00f5es cru\u00e9is, mocinhas ing\u00eanuas e gal\u00e3s virtuosos e corajosos.\n\n<strong>S\u00e3o exemplos: <\/strong>Eu Compro Esta Mulher, O Sheik de Agadir, A Rainha Louca, O Homem Proibido &#8211; todas produzidas pela Globo. Em 1967 a emissora carioca contrata Janete Clair para auxiliar Gl\u00f3ria Magadan. Janete escreve naquele ano Anast\u00e1cia, a Mulher Sem Destino e, em 1968, Sangue e Areia.\n\nReden\u00e7\u00e3o Nessa fase Ivani Ribeiro se destaca com suas novelas produzidas pela Excelsior. Entre outras Almas de Pedra, Anjo Marcado, As Minas de Prata, Os Fantoches.\n\n<strong>Destaque tamb\u00e9m para Reden\u00e7\u00e3o escrita por Raimundo Lopes entre 1966 e 1968 &#8211; a mais longa novela da teledramaturgia nacional: <\/strong>596 cap\u00edtulos de sucesso.\n\n<strong>3\u00ba per\u00edodo<\/strong>\n\nAnt\u00f4nio Maria No final dos anos 60 o g\u00eanero j\u00e1 estava solidamente implantado, gra\u00e7as \u00e0s in\u00fameras produ\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos cinco anos. Houve ent\u00e3o a necessidade de uma mudan\u00e7a no estilo. O essencial era transformar a telenovela numa arte genuinamente brasileira. Foi na Tupi que novas f\u00f3rmulas em linguagem foram introduzidas.\n\nO primeiro passo foi dado com Ant\u00f4nio Maria, sucesso escrito por Geraldo Vietri entre 1968 e 1969. Mas o rompimento total deu-se em 1969 com Beto Rockfeller, idealizada por Cassiano Gabus Mendes e escrita por Br\u00e1ulio Pedroso. As fantasias dos dramalh\u00f5es estavam totalmente substitu\u00eddas pela realidade, pelo cotidiano.\n\n<strong>A novela seguinte tamb\u00e9m foi um grande \u00eaxito: <\/strong>Nino, o Italianinho, de Geraldo Vietri.\n\n<strong>Beto Rockfeller Na Excelsior destacam-se tr\u00eas t\u00edtulos de sucesso escritos entre 1968 e 1970:<\/strong> A Pequena \u00d3rf\u00e3 de Teixeira Filho; A Muralha, adapta\u00e7\u00e3o de Ivani Ribeiro do romance de Dinah Silveira de Queir\u00f3z; e Sangue do Meu Sangue, de Vicente Sesso.\n\nNa Globo os dramalh\u00f5es de Gl\u00f3ria Magadan estavam com os dias contados. Janete Clair ainda escreveu sob sua supervis\u00e3o Passo dos Ventos e Rosa Rebelde, entre 1968 e 1969. Mas o rompimento foi total a partir de V\u00e9u de Noiva, que estreou no final de 1969, marcando o in\u00edcio do 4\u00ba per\u00edodo.\n\n<strong>4\u00ba per\u00edodo<\/strong>\n\nV\u00e9u de noiva A partir de 1970 a telenovela brasileira n\u00e3o era mais a mesma. J\u00e1 n\u00e3o havia mais espa\u00e7o para os dramalh\u00f5es latinos e todas as emissoras aderiram \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o do g\u00eanero. A Globo radicalizou ao demitir Gl\u00f3ria Magadan e mudar seus t\u00edtulos em seus tr\u00eas hor\u00e1rios de novelas. \u00c0s sete horas sai A Cabana do Pai Tom\u00e1s e entra Pigmali\u00e3o 70; \u00e0s oito sai Rosa Rebelde e entra V\u00e9u de Noiva; e \u00e0s dez sai A Ponte dos Suspiros e entra Ver\u00e3o Vermelho. Todas as tr\u00eas, sucessos daquele in\u00edcio dos anos 70.\n\nEsse foi o primeiro passo dado pela Globo para tornar-se l\u00edder na teledramaturgia brasileira, criando um padr\u00e3o pr\u00f3prio, aplaudido aqui e l\u00e1 fora. Depois da d\u00e9cada de 70, as telenovelas mudam com o passar do tempo, mas sem grandes varia\u00e7\u00f5es de estilo. Pode-se ent\u00e3o fazer uma an\u00e1lise nas quatro d\u00e9cadas subseq\u00fcentes.\n\n<strong>Anos 1970<\/strong>\n\nA Excelsior, que havia sido a l\u00edder em produ\u00e7\u00e3o de telenovelas nos anos 60, fecha suas portas no in\u00edcio dos 70.\n\n<strong>A Record nunca conseguiu se equiparar \u00e0s suas concorrentes no g\u00eanero &#8211; visto que investia mais em programas musicais -, mas entre 1970 e 1971, Lauro C\u00e9sar Muniz escreveu para a emissora dois relevantes sucessos: <\/strong>As Pupilas do Senhor Reitor, adapta\u00e7\u00e3o do romance de J\u00falio Diniz, e Os Deuses Est\u00e3o Mortos.\n\nMulheres de areia A Tupi, pioneira na mudan\u00e7a do g\u00eanero, torna-se ent\u00e3o a principal concorrente para a Globo.\n\n<strong>Durante toda a d\u00e9cada, v\u00e1rios t\u00edtulos se tornaram sucessos, mas, mesmo assim, nunca chegaram a abalar a hegemonia da emissora carioca:<\/strong> Mulheres de Areia, Os Inocentes, A Barba Azul, A Viagem, O Profeta, Aritana &#8211; todas de Ivani Ribeiro, escritas entre 1973 e 1979; Vit\u00f3ria Bonelli e Meu Rico Portugu\u00eas, de Geraldo Vietri; O Mach\u00e3o, de S\u00e9rgio Jockyman; \u00cddolo de Pano, de Teixeira Filho; \u00c9ramos Seis, de Silvio de Abreu e R\u00fabens Ewald Filho; e Gaivotas, de Jorge Andrade.\n\nIrm\u00e3os Coragem No final dos anos 70, com a fal\u00eancia da Tupi, a Bandeirantes entra no p\u00e1reo e lan\u00e7a Cara a Cara, de Vicente Sesso, que reunia astros da Tupi e da Globo.\n\nMas foi nos est\u00fadios da Globo que, a partir dos anos 70, foram produzidos os maiores \u00eaxitos da teledramaturgia nacional. Logo depois de V\u00e9u de Noiva, Janete Clair escreve Irm\u00e3os Coragem, um grande sucesso.\n\n<strong>Seguiram-se t\u00edtulos marcantes da autora:<\/strong> Selva de Pedra, Pecado Capital, O Astro, Pai Her\u00f3i.\n\n<strong>Pecado capital Dias Gomes, depois de Ver\u00e3o Vermelho, criou um estilo pr\u00f3prio, bem brasileiro, e lan\u00e7ou o realismo fant\u00e1stico na TV: <\/strong>Assim na Terra como no C\u00e9u, Bandeira Dois, O Bem Amado, O Espig\u00e3o, Saramandaia.\n\nBr\u00e1ulio Pedroso, que vinha do sucesso de Beto Rockfeller da Tupi, usa de humor para criticar a burguesia no hor\u00e1rio das dez em t\u00edtulos como O Cafona e O Reb\u00fa.\n\nO bem amado Cassiano Gabus Mendes estr\u00e9ia como novelista na Globo e, com Anjo Mau e Locomotivas, cria um padr\u00e3o ideal para as novelas das sete.\n\n<strong>A partir de 1975, a Globo reserva o hor\u00e1rio das seis para adapta\u00e7\u00f5es de obras de nossa literatura e lan\u00e7a requintadas produ\u00e7\u00f5es de \u00e9poca: <\/strong>Senhora, A Moreninha, Escrava Isaura, Maria Maria, A Sucessora, Cabocla.\n\nDancin\u00b4days Gilberto Braga, depois do sucesso de alguns t\u00edtulos \u00e0s seis horas &#8211; Escrava Isaura, um sucesso de exporta\u00e7\u00e3o, e Dona Xepa &#8211; estr\u00e9ia no hor\u00e1rio nobre em grande estilo, em 1978, com Dancin&#8217; Days, um sucesso arrebatador.\n\n<strong>Outros t\u00edtulos de destaque: <\/strong>Os Ossos do Bar\u00e3o, de Jorge Andrade; Escalada, de Lauro C\u00e9sar Muniz; Est\u00fapido Cupido, de M\u00e1rio Prata; e Gabriela, adapta\u00e7\u00e3o de W\u00e1lter George Durst do romance de Jorge Amado.\n\n<strong>Anos 1980<\/strong>\n\nOs imigrantes Nos anos 80, a Bandeirantes investe em dramaturgia, mas sem grandes resultados. Os maiores destaques s\u00e3o Os Imigrantes, de Benedito Ruy Barbosa, e Ninho da Serpente, de Jorge Andrade.\n\nO SBT importa novelas latinas e chega a produzir alguns t\u00edtulos, mas todos inferiores em produ\u00e7\u00e3o e texto.\n\nCom o surgimento da TV Manchete, novas produ\u00e7\u00f5es aparecem, mas tamb\u00e9m com pouca repercuss\u00e3o. Os maiores sucessos da emissora na d\u00e9cada s\u00e3o Dona Beija e Kananga do Jap\u00e3o, escritas por Wilson Aguiar Filho.\n\nVale tudo A Globo continua liderando a audi\u00eancia. Gilberto Braga escreveu alguns sucessos, como \u00c1gua Viva, mas \u00e9 com Vale Tudo que o autor escreve sua melhor novela.\n\n<strong>Cassiano Gabus Mendes continua obtendo \u00eaxito com suas com\u00e9dias leves e rom\u00e2nticas \u00e0s sete horas:<\/strong> Elas por Elas, Ti Ti Ti, Brega &amp; Chique e Que Rei Sou Eu?.\n\n<strong>Que rei sou eu? Silvio de Abreu renova o hor\u00e1rio das sete com novelas cheia de humor e pastel\u00e3o: <\/strong>Guerra dos Sexos, Cambalacho e Sassaricando.\n\nIvani Ribeiro estr\u00e9ia na Globo em 1982 com Final Feliz &#8211; todos os seus demais trabalhos seriam remakes ou baseados em antigos sucessos seus, como A Gata Comeu, que repetiu o \u00eaxito da novela original, A Barba Azul, da Tupi.\n\nGuerra dos sexos Em 1986, \u00e0s seis horas, Benedito Ruy Barbosa adapta com \u00eaxito o ramance Sinh\u00e1 Mo\u00e7a de Maria Dezonne Pacheco Fernandes.\n\n<strong>E W\u00e1lter Negr\u00e3o se destaca com dois t\u00edtulos:<\/strong> Direito de Amar e Fera Radical.\n\nRoque Santeiro Mas \u00e9 com Roque Santeiro, um dos maiores sucessos da dramaturgia nacional, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, que os anos 80 tem seu \u00e1pice. A novela, que havia sido vetada pela censura do Regime Militar em 1975, retorna em nova produ\u00e7\u00e3o e cativa todo o pa\u00eds.\n\n<strong>Tieta Outros t\u00edtulos de destaque:<\/strong> Baila Comigo, de Manoel Carlos; Vereda Tropical e Beb\u00ea a Bordo, de Carlos Lombardi; Roda de Fogo e O Salvador da P\u00e1tria, de Lauro C\u00e9sar Muniz; Top Model, de W\u00e1lter Negr\u00e3o e Ant\u00f4nio Calmon; e Tieta, de Aguinaldo Silva adaptada do romance de Jorge Amado.\n\n<strong>Anos 1990<\/strong>\n\nA d\u00e9cada de 90 foi marcada pela guerra pela audi\u00eancia. Se o telespectador trocasse de canal por n\u00e3o gostar de uma trama, ajustava-se a obra ao seu gosto. Foi assim com O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, em 1991, e Torre de Babel, de Silvio de Abreu, em 1998.\n\nO SBT, apesar de continuar importanto dramalh\u00f5es latinos, chegou a investir em alguns t\u00edtulos com requintada produ\u00e7\u00e3o, como o remake de \u00c9ramos Seis, de Silvio de Abreu e R\u00fabens Ewald Filho, em 1994. Pantanal\n\n<strong>Uma novela produzida pela Manchete conseguiu abalar a audi\u00eancia da Globo:<\/strong> Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, em 1990. A Globo recusara a sinopse e Benedito apresentou-a ent\u00e3o \u00e0 Manchete. A novela foi um sucesso absoluto. De volta \u00e0 Globo, Benedito ganhou status e regalias de um autor de hor\u00e1rio nobre, e escreveu alguns dos maiores \u00eaxitos da d\u00e9cada, como Renascer, O Rei do Gado e Terra Nostra.\n\nO rei do gado Aguinaldo Silva firmou-se como autor de sucesso ao escrever tramas regionalistas, como Pedra Sobre Pedra, Fera Ferida, e A Indomada.\n\nSilvio de Abreu foi para o hor\u00e1rio nobre e se destacou com Rainha da Sucata e A Pr\u00f3xima V\u00edtima.\n\n<strong>Ivani Ribeiro escreveu suas duas melhores novelas na Globo:<\/strong> os remakes de Mulheres de Areia e A Viagem.\n\n<strong>Outros t\u00edtulos de destaque<\/strong>: Barriga de Aluguel, de Gl\u00f3ria Perez; Vamp, de Ant\u00f4nio Calmon; Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi; Por Amor, de Manoel Carlos; e Xica da Silva, de Walcy Carrasco &#8211; esta \u00faltima produzida pela Manchete.\n\nA pr\u00f3xima v\u00edtima Xica da Silva Por amor\n\n<strong>Anos 2000<\/strong>\n\nO clone A chegada do novo s\u00e9culo mostrou que a telenovela mudou desde o seu surgimento. Mudou na maneira de se fazer, de se produzir. Virou ind\u00fastria, que forma profissionais e que precisa dar lucro. A guerra da audi\u00eancia continua, agora mais do que nunca. Mas a telenovela ainda est\u00e1 calcada no melodrama folhetinesco, pois sua estrutura \u00e9 a mesma das antigas radionovelas. O maior exemplo disso \u00e9 O Clone, de Gl\u00f3ria Perez, um sucesso arrebatador, um &#8220;novel\u00e3o assumido&#8221;.\n\nOs mutantes A Record, a partir do relevante sucesso da nova vers\u00e3o de A Escrava Isaura, escrita por Tiago Santiago, investe pesado em teledramaturgia, almejando posi\u00e7\u00f5es da Globo na supremacia em produ\u00e7\u00f5es de novelas. Seguem-se alguns \u00eaxitos, como a trilogia de Os Mutantes, de Tiago Santiago, Cidad\u00e3o Brasileiro e Poder Paralelo de Lauro C\u00e9sar Muniz e Vidas Opostas de Marc\u00edlio Moraes.\n\nLa\u00e7os de fam\u00edlia A Globo segue com alguns sucessos pela d\u00e9cada, mas a audi\u00eancia das novelas (e da televis\u00e3o em geral) \u00e9 cada ano mais baixa, reflexo da populariza\u00e7\u00e3o de m\u00eddias que roubam a audi\u00eancia da TV aberta &#8211; como a TV a cabo e a banda larga -, das mudan\u00e7as de comportamento da popula\u00e7\u00e3o em geral e at\u00e9 de uma certa satura\u00e7\u00e3o do g\u00eanero.\n\n<strong>Outros t\u00edtulos de destaque:<\/strong> La\u00e7os de Fam\u00edlia e Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos; O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta, Alma G\u00eamea e Caras e Bocas, de Walcyr Carrasco; Celebridade, de Gilberto Braga; Da Cor do Pecado, Cobras &amp; Lagartos e A Favorita, de Jo\u00e3o Emanuel Carneiro; Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva; e Bel\u00edssima, de Silvio de Abreu.\n\nSenhora do destino O cravo e a rosa A favorita\n\nFonte: www.teledramaturgia.com.br\n<h6>Telenovelas<\/h6>\n<h4><strong>Telenovela, historia, curiosidades e sua fun\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/h4>\n<strong>RESUMO <\/strong>\n\nO significativo poder de in flu\u00eancia que as telenovelas exercem sobre a popula\u00e7\u00e3o tem sido objeto de in\u00fameras pesquisas e estudo s, tanto no Brasil quanto em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo. De forma particular a tele novela brasileira ao longo de sua historia nos mostra como esse g\u00eanero apesar de n\u00e3o ter sua origem em terra tupiniquim, se aproprio da mesma dando a ela uma caracter\u00edstica pr\u00f3pria, um jeitinho bras ileiro. Todavia parece ser consensual a percep\u00e7\u00e3o de que a televis\u00e3o em geral e a telenovela, em part icular, sem abrir m\u00e3o de sua linguagem sedutora, \u00e9 um excelente meio para a difus\u00e3o de conte\u00fados culturais e sociais junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es carentes de alternativas, como \u00e9 o caso de grande parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas nem sempre essa influencia \u00e9 bem aproveitada pelas emissoras de TV. Nesse trabalho viajaremos pela histor ia da telenovela, suas influenc ias e resultados sociais.\n\n<strong>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nO significativo poder de influ\u00eancia que as telenovelas exercem sobre a popula\u00e7\u00e3o tem sido objeto de in\u00fameras pesquisas e estudos, tanto no Brasil quanto em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo.\n\nTodavia parece ser consensual a percep\u00e7\u00e3o de que a televis\u00e3o em geral e a telenovela, em particular, sem abrir m\u00e3o de sua linguagem sedutora, \u00e9 um excelente meio para a difus\u00e3o de conte\u00fados culturais e educativos junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es carentes de alternativas, como \u00e9 o caso de grande parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nAs telenovelas constituem um g\u00eanero televisivo independente, sendo o mais popular e de p\u00fablico mais fiel, entre todos os tipos de programas veiculados na TV brasileira, chegando ao ponto de existirem programas e revistas, cadernos de jornais dedicados em parte ou em seu todo, para tratar exclusivamente sobre o assunto.\n\nElas lideram a audi\u00eancia em diferentes regi\u00f5es, segmentos sociais, sexo e faixas et\u00e1rias.\n\nEssa influ\u00eancia \u00e9 t\u00e3o forte que chega at\u00e9 mesmo nos pa\u00edses onde as novelas s\u00e3o exportadas. Para o homem angolano, Sinhozinho Malta (Roque Santeiro, Globo, 1986), e suas pulseiras causaram tanto frisson que esse acabou sendo o nome escolhido para batizar o maior mercado p\u00fablico de Luanda, capital de Angola.\n\nAntes disso, fizera furor Odorico Paragua\u00e7u com sua linguagem desconcertante, \u00e0 base de &#8220;finalmentes e entretantos&#8221;. Em 2000, foi \u00e0 vez de O Clone contagiar o cotidiano dos angolanos. Mulheres passaram a vestir-se como as protagonistas da novela (CIANCIO, 2008, p.41).\n\nPercebemos ent\u00e3o como \u00e9 maci\u00e7o o potencial das telenovelas como agente que contribui para a educa\u00e7\u00e3o social informal dos receptores. A novela utiliza uma linguagem pr\u00f3pria para falar a cerca dos dramas sociais, sem estar baseada somente no notici\u00e1rio criminal, em geral burocr\u00e1tico e estat\u00edstico, da imprensa \u0091s\u00e9ria\u0092, nem na histeria irracional e oportunista da imprensa \u0091sensacionalista\u0092. Tamb\u00e9m n\u00e3o se alimentam, apenas, das outras considera\u00e7\u00f5es dos soci\u00f3logos, psic\u00f3logos, juristas e afins, que pululam nas p\u00e1ginas de opini\u00e3o dos jornais e revistas, e nos coment\u00e1rios do r\u00e1dio e do telejornalismo (PRIOLLI, 2007, p.37).\n\nVisto que a telenovela n\u00e3o \u00e9 apenas um romance, ela tamb\u00e9m retrata os costumes, linguajares e culturas independentemente de que \u00e9poca se trata a hist\u00f3ria. Esse trabalho tem como objetivo identificar a import\u00e2ncia do uso das telenovelas como recurso did\u00e1tico para aprendizado em sala de aula inten\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>1.HISTORIA<\/strong>\n\nOs pilares da novela atual come\u00e7aram a ser formulado na antiga Idade M\u00e9dia, principalmente no s\u00e9culo XI. Nesse per\u00edodo as obras antigas eram lidas e interpretadas.. A dissolu\u00e7\u00e3o desse modelo s\u00f3 deu-se a partir das Can\u00e7\u00f5es de Gesta, poesias \u00e9picas que surgiram no fim do s\u00e9culo XI e do in\u00edcio do s\u00e9culo XII, antes do surgimento da poesia l\u00edrica dos trovadores e dos mais antigos romances em verso. Durante a Idade M\u00e9dia surgem tamb\u00e9m os Saraus, encontros geralmente na corte onde se liam textos acompanhados de m\u00fasica e as Novelas de Cavalaria.\n\nMas somente no Renascimento, a novela ganha reconhecimento, influenciado pelas id\u00e9ias renascentistas. Podemos ent\u00e3o destacar nesse per\u00edodo a obra de Giovanni Boccaccio (1313-1375), o Decameron, ou Decamer\u00e3o, que \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de cem novelas contadas por dez pessoas, refugiadas numa casa de campo para escaparem aos horrores da Peste Negra.\n\nEm princ\u00edpio para entendermos o conceito de novela, precisamos tamb\u00e9m compreender o conceito de folhetim, surgido no s\u00e9culo XIX. O Folhetim \u00e9 uma forma de edi\u00e7\u00e3o seriada, de obras liter\u00e1rias do g\u00eanero prosa de fic\u00e7\u00e3o ou romance, publicado em peri\u00f3dicos, jornais e revistas. \u0093 O folhetim nada mais \u00e9 do que o teatro m\u00f3vel que vai buscar o espectador em vez de esper\u00e1-lo\u0094 (ORTIZ,1991, p.56).\n\nO g\u00eanero passaria a fazer parte da vida dos leitores brasileiros, j\u00e1 que obteve ampla aceita\u00e7\u00e3o por aqui e encontrou, nos precursores nacionais, colaboradores que passaram a escrever e a atender esta nova modalidade de publica\u00e7\u00e3o que tanto influenciou os costumes da \u00e9poca. Aos poucos foi disseminando entre as classes mais populares e deixou de ser lido apenas por uma elite feminina em seus momentos de \u00f3cio. (REIS, 2008)\n\nContudo, romance em folhetim \u00e9 diferente de romance \u0096folhetim. O primeiro \u00e9 um romance pronto, como a obra de Jos\u00e9 de Alencar, O Guarani, que foi publicado em fatias de jornais; e o segundo \u00e9 constru\u00eddo dia a dia, em fun\u00e7\u00e3o da expectativa do p\u00fablico, finalizado apenas quando acabar a curiosidade do leitor. Fica clara ent\u00e3o a filia\u00e7\u00e3o da novela ao romance-folhetim (FIGUEIREDO, 2003, p.70).\n\n<strong>1.1 AS RADIONOVELAS<\/strong>\n\nO radioteatro brasileiro come\u00e7ou a ser produzido nos anos de 1930, principalmente nas r\u00e1dios Record (SP) e Mayrink Veiga (RJ), mas de acordo com Ferraretto, (2000), a radionovela s\u00f3 come\u00e7ou a ser exibida \u00e0s 9h30 do dia 1\u00b0 de junho de 1940, quando foi ao ar Em busca da felicidade. A hist\u00f3ria, baseada num tri\u00e2ngulo amoroso, era de autoria do cubano Leandro Bianco. Ainda nesta d\u00e9cada destaca-se, a radionovela Direito de Nascer (1951), transmitida pela R\u00e1dio Nacional. Tamanho foi o seu impacto que, em seu hor\u00e1rio de transmiss\u00e3o, as ruas esvaziavam.\n\nAs radionovelas eram muito ricas em suas sonoplastias. Por n\u00e3o terem uma imagem, as pessoas tinham que imaginar a cena e as entendiam pelos sons produzidos junto das vozes.\n\n<strong>1.2 AS FOTONOVELAS<\/strong>\n\nConsiderada um sub-g\u00eanero da literatura, a fotonovela \u00e9 uma narrativa mais ou menos longa que une texto verbal e fotografia. \u00c9 uma forma de arte seq\u00fcencial que conjuga texto e imagens com o objetivo de narrar hist\u00f3rias dos mais variados g\u00eaneros e estilos. S\u00e3o, em geral, publicadas no formato de revistas, livretos ou de pequenos trechos editados em jornais e revistas. O narrador desempenha um papel importante na fotonovela uma vez que, para al\u00e9m de elucidar o leitor sobre a a\u00e7\u00e3o, enuncia tamb\u00e9m ju\u00edzos de valor, ila\u00e7\u00f5es de teor moral, justifica\u00e7\u00f5es sobre o comportamento das personagens e controla a a\u00e7\u00e3o, retardando-a e alongando-a.Os planos e os enquadramentos utilizados nas fotografias s\u00e3o quase sempre retirados do cinema. (HABERT,1974 p.33).\n\n<strong>1.3 A TELENOVELA<\/strong>\n\nNos anos 1950, a televis\u00e3o brasileira desenvolveu-se e come\u00e7ou a ser considerada o poss\u00edvel instrumento de integra\u00e7\u00e3o nacional. Apesar disso, a TV ainda engatinhava no Brasil. As primeiras telenovelas tamb\u00e9m copiavam o esquema das radionovelas, na forma e no conte\u00fado. S\u00f3 que, nas imagens da TV, o resultado foi ainda mais intenso. Quando foi ao ar Sua Vida Me Pertence, em 1951 (Tupi),teve in\u00edcio o prot\u00f3tipo da novela atual, mas com apenas dois cap\u00edtulos exibidos por semana. Por isso, o t\u00edtulo oficial de \u0091primeira novela brasileira\u0092 ficou sendo de 2-5499 Ocupado, de 1963 (Tupi), esta sim veiculada diariamente. As produ\u00e7\u00f5es latinas (mexicanas, argentinas e cubanas) eram as principais refer\u00eancias, com muitas adapta\u00e7\u00f5es recheadas de hist\u00f3rias e personagens ex\u00f3ticos, al\u00e9m do alto teor melodram\u00e1tico como adapta\u00e7\u00f5es de obras liter\u00e1rias, como Os Miser\u00e1veis, de Victor Hugo. O primeiro grande sucesso de audi\u00eancia veio com O Direito de Nascer (1965), apresentada pela TV Tupi, que marcou definitivamente a ascens\u00e3o do g\u00eanero. A telenovela tornou-se ent\u00e3o uma inconfess\u00e1vel paix\u00e3o nacional, quase uma mania. A repercuss\u00e3o gerou uma popularidade inimagin\u00e1vel e duradoura, o que incentivou os empres\u00e1rios de TV a investirem mais na telenovela.\n\nNa virada das d\u00e9cadas 1960\/1970, com Beto Rockfeller, novela de Br\u00e1ulio Pedroso que fez hist\u00f3ria com sua descontra\u00e7\u00e3o e atualidade. A partir da\u00ed e com o aprimoramento dos recursos t\u00e9cnicos, as emissoras come\u00e7aram a produzir novelas sistematicamente.\n\nNesse per\u00edodo, Janete Clair come\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o de novelas na Globo. A emissora sempre atenta \u00e0s inova\u00e7\u00f5es, n\u00e3o ficou para tr\u00e1s e encomendou a Janete uma novela t\u00e3o moderna quanto Beto Rockfeller. Janete reescreveu V\u00e9u de Noiva (sucesso antigo que foi ao ar na R\u00e1dio Nacional) e em 1969 a novela foi um sucesso. Ainda nessa d\u00e9cada \u00c9 a vez do O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes, ir ao ar e levar as cores aos lares brasileiros, sendo a primeira telenovela colorida da TV. .\n\nAtenta \u00e0s mudan\u00e7as, a Globo lan\u00e7ou-se numa bem-sucedida estrat\u00e9gia de renova\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica e t\u00e9cnica. A novela entrou de verdade no mercado, movimentando altas cifras publicit\u00e1rias e atenta aos \u00edndices de audi\u00eancia.\n\n<strong>Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, consolidou-se a f\u00f3rmula brasileira: <\/strong>colabora\u00e7\u00e3o de grandes novelistas e poetas, maior aproxima\u00e7\u00e3o da \u00e9poca contempor\u00e2nea, desmistifica\u00e7\u00e3o do passado, linguagem coloquial e regional, apresenta\u00e7\u00e3o de fatos reais, influ\u00eancia do teatro de vanguarda, aparecimento do anti-her\u00f3i mentiroso, corrupto e de figuras femininas originais, finais abertos, elabora\u00e7\u00e3o sutil da com\u00e9dia e da trag\u00e9dia. No final dos anos 1970, com a fal\u00eancia da Tupi, a Bandeirantes entra no p\u00e1reo e lan\u00e7a Cara a Cara, de Vicente Sesso, que reunia astros da Tupi e da Globo. Merece destaque nesse per\u00edodo as obras de Cassiano Gabus Mendes como novelista na Globo que com Anjo Mau e Locomotivas, cria um padr\u00e3o ideal para as novelas das sete.\n\nJ\u00e1 nos anos de 1980, \u00e0 Rede Bandeirantes come\u00e7a a investir em dramaturgia, mas sem grandes resultados e o SBT importa novelas latinas e chega a produzir alguns t\u00edtulos, mas todos inferiores em produ\u00e7\u00e3o e texto. Com o surgimento da TV Manchete, novas produ\u00e7\u00f5es aparecem, mas tamb\u00e9m com pouca repercuss\u00e3o.\n\nO maior sucesso da emissora na d\u00e9cada foi Dona Beija (1986). A Globo continua liderando a audi\u00eancia.\n\nGilberto Braga escreve Vale Tudo (1988), que revolucionou ao tratar de temas pol\u00eamicos como corrup\u00e7\u00e3o e gan\u00e2ncia. Cassiano Gabus Mendes continua obtendo \u00eaxito com suas com\u00e9dias leves e rom\u00e2nticas \u00e0s sete horas, e nesse per\u00edodo que surge a pol\u00eamica Que Rei Sou Eu (1989). Surge ent\u00e3o S\u00edlvio de Abreu que renova o hor\u00e1rio das sete com novelas cheia de humor e pastel\u00e3o. Mas \u00e9 com Roque Santeiro, um dos maiores sucessos da dramaturgia nacional, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, que os anos 1980 tem seu \u00e1pice. A novela, que havia sido vetada pela censura do Regime Militar em 1975, retorna em nova produ\u00e7\u00e3o e cativa todo o pa\u00eds.\n\nA d\u00e9cada de 1990 foi marcada pela guerra de audi\u00eancia. Se o telespectador trocasse de canal por n\u00e3o gostar de uma trama, ajustava-se a obra ao seu gosto.\n\nFoi assim com O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, em 1991, e Torre de Babel, de Silvio de Abreu, em 1998.\n\nO SBT, apesar de continuar importando dramalh\u00f5es latinos, chegou a investir em alguns t\u00edtulos com requintada produ\u00e7\u00e3o, como o remake de \u00c9ramos Seis, de Silvio de Abreu e R\u00fabens Ewald Filho, em 1994.\n\n<strong>Uma novela produzida pela Manchete conseguiu abalar a audi\u00eancia da Globo:<\/strong> Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, em 1990. A Globo recusara a sinopse e Benedito apresentou-a ent\u00e3o \u00e0 Manchete. A novela foi um sucesso absoluto, e fez com que o autor tivesse seu talento reconhecido.\n\nDe volta \u00e0 Globo, Benedito ganhou status e regalias de um autor de hor\u00e1rio nobre, e escreveu alguns dos maiores \u00eaxitos da d\u00e9cada, como Renascer (1993) e O Rei do Gado (1996).\n\nA chegada do novo s\u00e9culo mostrou que a telenovela evoluiu desde o seu surgimento. Mudou na maneira de se fazer, de se produzir. Virou uma ind\u00fastria, que forma profissionais e que precisa dar lucro. A guerra da audi\u00eancia continua e agora mais do que nunca. Mas a telenovela ainda est\u00e1 calcada no melodrama folhetinesco, pois sua estrutura \u00e9 a mesma das antigas radio novelas. O maior exemplo disso \u00e9 \u0093O Clone\u0094 (2000 \u0096 Globo), de Gl\u00f3ria Perez, um sucesso arrebatador, um &#8220;novel\u00e3o assumido&#8221;.\n\n<strong>1.4 CARACTERISTICAS E DIFEREN\u00c7AS DAS NOVELAS BRASILEIRAS<\/strong>\n\nA telenovela brasileira expressa por si s\u00f3 que e tem sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria; entretanto, a telenovela \u00e9 uma inc\u00f3gnita em sua defini\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 ainda como classificar corretamente o que vem a ser esse g\u00eanero fantasioso e de grande popularidade entre os brasileiros (FERNANDES,1994, p.27). O fato \u00e9 que a TV e a novela potencializaram a id\u00e9ia de proximidade do espectador e seu acesso \u00e0s produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais, intensificando o processo de espetaculariza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias cotidianas e transformando a pr\u00f3pria vida em uma forma de entretenimento.\n\nA partir dos anos 1980 e 1990, as telenovelas come\u00e7aram a abordar as tem\u00e1ticas sociais, pol\u00edticas e a libera\u00e7\u00e3o dos costumes. Elas foram cada vez mais ganhando uma fun\u00e7\u00e3o social, educativa e informativa, fundamental para as mudan\u00e7as necess\u00e1rias ao pa\u00eds, e para a conscientiza\u00e7\u00e3o a respeito de temas como cidadania, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica de regi\u00f5es distantes. A novela apresenta ainda uma identidade h\u00edbrida, onde as pessoas transitam entre as diferentes culturas, com referente universal que retrata e determina comportamento, seja escrita em \u0091narrativa ficcional\u0092, ou seja, baseada na fic\u00e7\u00e3o. Divididas em tramas e subtramas, hist\u00f3ria principal que se relaciona com hist\u00f3rias menores, podendo conter 30 conflitos paralelos apresentados em tramas de 200 \u00e0 250 cap\u00edtulos, tendo uma m\u00e9dia de 55 minutos di\u00e1rios de dura\u00e7\u00e3o, apresentados de segunda-feira a s\u00e1bado, as tramas ficam no ar cerca de oito meses.\n\nOutra caracter\u00edstica do g\u00eanero \u00e9 que o mesmo se define por possuir conven\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas estabelecidas. A chamada \u0091transforma\u00e7\u00e3o\u0092 e a libera\u00e7\u00e3o dos personagens, um dos motes mais comuns nas novelas, s\u00e3o de especial import\u00e2ncia, pois s\u00e3o geralmente associados \u00e0 ascens\u00e3o social. Quando um personagem n\u00e3o realiza a trajet\u00f3ria paradigm\u00e1tica de supera\u00e7\u00e3o os telespectadores da obra ficam insatisfeitos.\n\nOutra diferen\u00e7a, no processo de cria\u00e7\u00e3o se baseia no planejamento. Os cap\u00edtulos s\u00e3o criados semanalmente. Se n\u00e3o h\u00e1 planejamento ser\u00e3o criados diariamente, o que complicaria a vida de qualquer autor. A grade \u00e9 planejada com blocos de cap\u00edtulos formados de 6 em 6 a base do chamado Marketing Escaleta. Em cima disso, cria-se uma sinopse, um texto b\u00e1sico com umas 20 linhas, o History Line, que posteriormente ser\u00e1 transformado em 5.000.\n\nOs tipos de assuntos foram divididos de acordo com o p\u00fablico de cada hor\u00e1rio, pesquisado ao longo dos anos, pelas televis\u00f5es no Brasil.\n\n<strong>De uma maneira geral, seguem o seguinte padr\u00e3o: <\/strong>18 horas \u0096 romance; 19 horas \u0096 com\u00e9dia; 20 ou 21 horas \u0096 drama.\n\n<strong>Durante a exibi\u00e7\u00e3o de uma telenovela, h\u00e1 muitos fatores que contribuem para a altera\u00e7\u00e3o da trama, tais como:<\/strong> o n\u00edvel de sucesso da telenovela perante o p\u00fablico, ou seja, autor examina o que funciona ou n\u00e3o; acontecimentos da vida real tanto na presen\u00e7a de festas comemorativas ou eventos pol\u00edticos quanto a problemas relacionados com os atores ou atrizes participantes da telenovela; o surgimento de fatos sociais que necessitam ser objetos de discuss\u00e3o.\n\n<strong>1.5 A TELENOVELA E O MERCHANDISING<\/strong>\n\nObservamos ent\u00e3o que desde seu in\u00edcio a produ\u00e7\u00e3o televisiva \u00e9 pautada pela l\u00f3gica de mercado. Dessa forma \u00e9 invi\u00e1vel uma grande rede de TV que n\u00e3o produza telenovelas, que seria ent\u00e3o a filha rica da Televis\u00e3o Mundial. Apesar das emissoras n\u00e3o gostarem de revelar seus n\u00fameros de mershadising Ortiz, (1991) atrav\u00e9s de entrevistas realizadas com profissionais da Rede Globo, levantou n\u00fameros que mostram que a Novela Roque Santeiro (1985\/1986), teve seus gastos na casa de 2.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares (entre US$10.000 e US$15.000 por cap\u00edtulo) e cada 30 segundos de seu intervalo chegou a custar cerca de US$19.800.\n\nMas \u00e9 importante ressaltar que a primeira experi\u00eancia oficial com merchandising em produ\u00e7\u00f5es ficcionais foi em Beto Rockfeller, (1969 &#8211; TV Tupi), cujo protagonista, Beto, personagem do ator Lu\u00eds Gustavo, amanhecia com ressaca das noites de farra e tomava o anti\u00e1cido efervescente Alka Seltzer da Bayer. (CASTRO, 2002, p.10). Agora existem casos de novelas pensadas j\u00e1 com intuito de arrecada\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria, como o caso da novela O Rei do Gado (Rede Globo -1995) Conforme mostra Almeida 2003, a autora conta que em uma Feira de Exposi\u00e7\u00f5es em Monte Claros (MG), foram distribu\u00eddos folhetos de O Rei do Gado, afirmando que a TV era um exelente meio para divulgar produtos e insinuava a possibilidade do uso das marcas O Rei do Gado e Bravo como logomarcas de apelo rural de acordo com o interresse dos anunciantes.\n\nHoje a concep\u00e7\u00e3o de marketing de uma telenovela n\u00e3o mudou muito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s d\u00e9cadas anteriores. Ainda hoje o intuito \u00e9 divulgar produtos ou servi\u00e7os atrav\u00e9s dos personagens. Com essa t\u00e9cnica, h\u00e1 o custeio das produ\u00e7\u00f5es, ou seja, o produto ficcional \u00e9 mais que uma obra, um g\u00eanero art\u00edstico de entretenimento e l\u00fadico, ele \u00e9 o meio para dar vida ao ve\u00edculo e a telefic\u00e7\u00e3o com repercuss\u00f5es nos h\u00e1bitos de consumo do telespectador.\n\nConforme M\u00e1rcio Schiavo (2006), atualmente, a Rede Globo fatura 450 milh\u00f5es de d\u00f3lares com os espa\u00e7os destinados a essa forma de publicidade. Esse valor poderia ser duplicado ou triplicado se fossem levadas em considera\u00e7\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de merchandising que n\u00e3o s\u00e3o pagas.\n\nO chamado Merchadising social, \u00e9 a inclus\u00e3o de campanhas de ordem social dentro das tramas. Por estarem embutidas na trama central esse tipo de campanha consegue ser bem aceito por todas as camadas da popula\u00e7\u00e3o. Esse tipo de campanha costuma mostrar estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o pelos telespectadores em seu cotidiano. Neste contexto, tamb\u00e9m se destacam a variedade e natureza das quest\u00f5es abordadas. Um bom exemplo dessa variedade de quest\u00f5es apresentada foi o Movimento das M\u00e3es da Pra\u00e7a da S\u00e9, seguindo o exemplo do j\u00e1 existente Movimento das M\u00e3es da Candel\u00e1ria, exibida na novela Explode Cora\u00e7\u00e3o (Rede Globo \u0096 1992).\n\n<strong>2. NOVELA COMO AGENTE SOCIAL<\/strong>\n\nO brasileiro tornou a telenovela um h\u00e1bito, pois se acostumou a assistir durante a semana, tramas e sub-tramas que se intercalam e s\u00e3o transmitidas em cap\u00edtulos de hor\u00e1rios fixos. O que gerou esse fen\u00f4meno de audi\u00eancia, como afirma Dias Gomes, foi o \u0093abrasileiramento\u0094 da telenovela, uma tipicidade televisual nacional. (CASTRO, 2002 p.68).\n\nA telenovela aborda modelos de comportamentos e posicionamentos, filosofias e ideologias, e a penetra\u00e7\u00e3o de seus conte\u00fados na vida dos telespectadores \u00e9 dada devido \u00e0 popularidade do g\u00eanero.\n\nO monop\u00f3lio desse mercado noveleiro \u00e9 que preocupa. A sociedade se torna fortemente influenciada por apenas um ve\u00edculo. O objetivo principal da novela, n\u00e3o deveria ser apenas de entreter, mas de cultivar ou proliferar a cultura brasileira. Mas n\u00e3o \u00e9 isso o que acontece. A sociedade \u00e9 iludida pelo \u00f3cio transmitido nas tramas de fic\u00e7\u00e3o. O mundo de fantasias, muitas vezes, \u00e9 almejado pelo telespectador. Afinal, as novelas retratam o cotidiano.\n\nRetratam o cotidiano ou mudam o mesmo, induzindo a popula\u00e7\u00e3o a mudar? Na realidade, o cotidiano que \u00e9 o retrato das novelas. Portanto, as influ\u00eancias que estas exercem na popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o palp\u00e1veis. E, infelizmente, mais negativas que positivas. Desde a \u00e9poca dos romances de folhetins, as tramas de fic\u00e7\u00e3o t\u00eam exercido um poder de repercuss\u00e3o que vem crescendo paulatinamente; sobretudo com a cria\u00e7\u00e3o das telenovelas.\n\nA telenovela participa inclusive das decis\u00f5es p\u00fablicas como um processo de elei\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (Eu Prometo &#8211; 1983\/1984) ou deposi\u00e7\u00e3o de um presidente da Rep\u00fablica (Anos Rebeldes &#8211; Globo, 1992). (JOUGUET, 2005)\n\nA telenovela conseguiu instigar a cria\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o para determinados segmentos sociais por exemplo em Escalada ( Globo, 1975), que a crise conjugal dos personagens centrais da trama, levou a uma forte discuss\u00e3o as leis vigentes no pa\u00eds sobre divorcio (XAVIER,2007 p.59). Tamb\u00e9m para influenciar diretamente a aprova\u00e7\u00e3o de algumas leis at\u00e9 mesmo no Congresso Nacional, em Mulheres Apaixonadas (Globo- 2006), foi feita campanha pela aprova\u00e7\u00e3o do Estatuto do Idoso.(CASTRO, 2005 p.38).\n\nConv\u00e9m lembrar tamb\u00e9m que a maioria dos dem\u00f3grafos brasileiros defendeu, durante anos, a tese de que as taxas de fecundidade. no Brasil, s\u00f3 se reduziriam quando houvesse uma distribui\u00e7\u00e3o eq\u00fcitativa da renda nacional. As proje\u00e7\u00f5es populacionais feitas pelos especialistas estimavam para o Brasil dos anos 1990 uma popula\u00e7\u00e3o 7% maior do que a atual. (SCHIAVO, 2006)\n\nOutro aspecto importante \u00e9 que nem sempre os aspectos sociais abordados numa novela s\u00e3o bem aceitos pela popula\u00e7\u00e3o em geral, como o caso Christiane Torloni e Silvia Priffer, em Torre De Babel. Elas mantinham uma rela\u00e7\u00e3o homossexual, o que n\u00e3o agradou o p\u00fablico; morreram na explos\u00e3o do shopping. Em O Dono do Mundo (Globo, 1991), os telespectadores n\u00e3o aceitaram bem o fato do personagem de Antonio Fagundes ter feito com que a personagem casta de Malu Mader tra\u00edsse o marido com ele, com a falta de aceita\u00e7\u00e3o a audi\u00eancia caiu e a novela passou por uma corre\u00e7\u00e3o de rota.\n\n<strong>3 CONCLUS\u00c3O<\/strong>\n\nN\u00e3o \u00e9 exagero postular que e a telenovela interfere de forma homeop\u00e1tica no cotidiano dos(as) telespectadores(as), oferecendo-lhes uma dose ficcional que embora n\u00e3o sendo capaz de transform\u00e1-los intimamente e de forma duradoura -tamb\u00e9m n\u00e3o os deixa mais como eram antes. Entretanto, a telenovela continua sendo uma v\u00e1lvula de escape para o telespectador, suprindo suas car\u00eancias e frustra\u00e7\u00f5es do dia a dia, gra\u00e7as a identifica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico com os personagens. Cada momento na hist\u00f3ria possui seus feitos e poetas, t\u00e9cnicas incorporadas para relatar momentos. Por isso, tem sido, nesses 40 anos, o ve\u00edculo mais eficiente para promover a difus\u00e3o de valores \u00e9ticos e suscitar debates na sociedade, atrav\u00e9s da sua forma comunicar e promover mudan\u00e7as.\n\n<strong>Roberta de Almeida<\/strong>\n\n<strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong>\n\nALENCAR, MAURO. A Hollywood Brasileira: Panorama da Telenovela no Brasil, S\u00e3o Paulo, 2002, SENAC\nALENCASTRO, Luiz Felipe de. Vida Privada e ordem Privada no Imp\u00e9rio. In: NOVAES, Fernando (org.). Hist\u00f3ria da vida privada no Brasil: Imp\u00e9rio. 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