{"id":15840,"date":"2016-01-05T00:00:00","date_gmt":"2016-01-05T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/hercules-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:28:19","modified_gmt":"2026-08-31T23:28:19","slug":"hercules-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/hercules-2\/","title":{"rendered":"H\u00e9rcules"},"content":{"rendered":"\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> \u00e9 mais conhecido como o mais forte de todos os      mortais, e at\u00e9 mesmo mais forte do que muitos deuses.<\/p>\n   \n<p>Ele foi o \u00faltimo filho mortal de Zeus, e o \u00fanico homem nascido de uma mulher      mortal para se tornar um deus ap\u00f3s a sua morte.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hercul10.jpg\" alt=\"H\u00e9rcules\" title=\"H\u00e9rcules\" \/><strong><br \/>\n     H\u00e9rcules &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<h4><strong>Quem foi<\/strong><\/h4>\n   \n<p>A figura de <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, aclamado como her\u00f3i e depois adorado      como deus, talvez corresponda originalmente a uma figura hist\u00f3rica, cuja bravura      militar ensejou a lenda hom\u00e9rica de que venceu a morte. <\/p>\n   \n<p>Filho de Zeus, senhor dos deuses, e de Alcmena, mulher de Anfitri\u00e3o, <strong>H\u00e9rcules<\/strong>      <strong>(Heracles para os gregos)<\/strong> foi concebido para tornar-se grande      her\u00f3i. <\/p>\n   \n<p><strong>Um engenhoso estratagema de Zeus gerou a oportunidade:<\/strong> visitou      Alcmena caracterizado como Anfitri\u00e3o, enquanto este combatia Pt\u00e9rela, rei      de Tafos, para vingar afronta \u00e0 fam\u00edlia da esposa. <\/p>\n   \n<p>Hera, esposa de Zeus, enciumada com o nascimento de <strong>H\u00e9rcules<\/strong>,      pois desejava elevar o primo Euristeu ao trono da Gr\u00e9cia, enviou duas serpentes      para mat\u00e1-lo no ber\u00e7o, mas o her\u00f3i, com sua for\u00e7a prodigiosa, destruiu-as.<\/p>\n   \n<p>Casado com M\u00e9gara, uma das princesas reais, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> matou-a,      e aos tr\u00eas filhos, num acesso de f\u00faria provocado por Hera. <\/p>\n   \n<p>Para expiar o crime, ofereceu seus servi\u00e7os a Euristeu, que o incumbiu das      tarefas extremamente arriscadas conhecidas como <\/p>\n   \n<p><strong>Os 12 Trabalhos de H\u00e9rcules: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1)<\/strong> estrangulou um le\u00e3o, de pele invulner\u00e1vel, que aterrorizava        o vale de Nem\u00e9ia;<strong><br \/>\n       2) <\/strong>matou a hidra de Lerna, monstro de muitas cabe\u00e7as; <strong><br \/>\n       3) <\/strong>capturou viva a cor\u00e7a de Cerin\u00e9ia, de chifres de ouro e p\u00e9s        de bronze; <strong><br \/>\n       4) <\/strong>capturou vivo o javali de Erimanto; <strong><br \/>\n       5) <\/strong>limpou os est\u00e1bulos de tr\u00eas mil bois do rei Augias, da \u00c9lida,        n\u00e3o cuidados durante trinta anos; <strong><br \/>\n       6)<\/strong> matou com flechas envenenadas as aves antrop\u00f3fagas dos p\u00e2ntanos        da Estinf\u00e1lia; <strong><br \/>\n       7)<\/strong> capturou vivo o touro de Creta, que lan\u00e7ava chamas pelas narinas;<strong><br \/>\n       8)<\/strong> capturou as \u00e9guas antrop\u00f3fagas de Diomedes;<strong><br \/>\n       9)<\/strong> levou para Edmeta, filha de Euristeu, o cintur\u00e3o de Hip\u00f3lita,        rainha das guerreiras amazonas;<strong><br \/>\n       10) <\/strong>levou para o rei de Micenas o imenso rebanho de bois vermelhos        de Geri\u00e3o; <strong><br \/>\n       11) <\/strong>recuperou as tr\u00eas ma\u00e7\u00e3s de ouro do jardim das Hesp\u00e9rides, por        interm\u00e9dio de Atlas, que sustentava o c\u00e9u sobre os ombros e executou por        ele esse trabalho, enquanto H\u00e9rcules o substitu\u00eda; <strong><br \/>\n       12)<\/strong> apoderou-se do c\u00e3o C\u00e9rbero, guardi\u00e3o das portas do inferno,        de tr\u00eas cabe\u00e7as, cauda de drag\u00e3o e pesco\u00e7o de serpente. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> realizou outros atos de bravura e participou da      viagem dos argonautas em busca do velocino de ouro. <\/p>\n   \n<p>No fim, casou-se com Dejanira, que involuntariamente lhe causou a morte,      ao oferecer-lhe um manto impregnado de sangue mortal, que ela acreditava ser      o filtro do amor. <\/p>\n   \n<p>O corpo de <strong>H\u00e9rcules<\/strong> foi transportado ao Olimpo, onde se      reconciliou com Hera e casou-se com Hebe, deusa da juventude. <\/p>\n   \n<h4>H\u00e9rcules &#8211; Aventura<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hercul11.jpg\" alt=\"H\u00e9rcules\" title=\"H\u00e9rcules\" \/><strong><br \/>\n     H\u00e9rcules matando as serpentes<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong>, em mais uma das suas aventuras, cumpria as tarefas      que o Rei Euristeu lhe havia submetido e enfrenta agora um terr\u00edvel le\u00e3o que,      constantemente, destru\u00eda a regi\u00e3o de Nem\u00e9ia, matando os habitantes, devorando      os rebanhos e destruindo as planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Encontra-o perto de uma caverna a devorar os restos mortais de um humano,      mas nem fazendo uso de todas as suas armas o consegue sequer arranhar, chegando      \u00e0 conclus\u00e3o que o le\u00e3o \u00e9 invulner\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p>Durante o ataque, o le\u00e3o esconde-se na caverna, mas nem assim <strong>H\u00e9rcules<\/strong>      o consegue encurralar porque a fera escapa por uma segunda sa\u00edda, o que obriga      o her\u00f3i a recome\u00e7ar a sua ca\u00e7ada.<\/p>\n   \n<p><strong>Desta vez, o nosso her\u00f3i coloca uma pedra enorme a bloquear essa      sa\u00edda, atrai o le\u00e3o e consegue faz\u00ea-lo entrar novamente na caverna onde o      acaba por encurralar, mas agora vai ter de o enfrentar com as \u00fanicas armas      que realmente funcionam:<\/strong> as m\u00e3os, a coragem e a for\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>A luta \u00e9 muito dif\u00edcil mas <strong>H\u00e9rcules<\/strong> concentra-se e consegue      sufocar o monstro, estrangulando-o entre os bra\u00e7os. Tira-lhe a pele e cobre-se      com ela, tornando-se assim invulner\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p>Vitorioso, o her\u00f3i leva o cad\u00e1ver do le\u00e3o para Nem\u00e9ia e parte para completar      os outros trabalhos que o livrariam da escravid\u00e3o de Euristeu.<\/p>\n   \n<p>Foi em mem\u00f3ria desta grandiosa fa\u00e7anha de seu filho, que J\u00fapiter transformou      o animal na constela\u00e7\u00e3o de Le\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Mito de H\u00e9rcules<\/h4>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> ou <strong>H\u00e9rcules<\/strong> era filho de Zeus      e Alcmena, rainha de Tirinto. <\/p>\n   \n<p>Zeus encantado com a beleza de Alcmena a possuiu, tomando a forma de Anfitri\u00e3o,      seu esposo. <\/p>\n   \n<p><strong>Quando H\u00e9racles estava para nascer, Zeus profetizou aos Ol\u00edmpicos      que a pr\u00f3xima crian\u00e7a a nascer na Casa de Perseu reinaria sobre toda a regi\u00e3o      argiva: <\/strong><\/p>\n   \n<p>Tirinto, Micenas e Mid\u00e9ia. Hera, tomada de ci\u00fames pelo amor ad\u00faltero de seu      marido com uma mortal, atrasou o nascimento de <strong>H\u00e9racles<\/strong> e      acelerou o de Euristeu, filho de Nikkipe, para que este usufruisse do poder      pol\u00edtico que Zeus havia destinado ao filho. <\/p>\n   \n<p>Precocemente, manisfestou-se a natureza semi-divina de <strong>H\u00e9racles<\/strong>.      Hera enviou duas serpentes ao seu ber\u00e7o, mas o beb\u00ea pegou cada uma com uma      m\u00e3o e as estrangulou ante os aterrorizados m\u00e3e e padrasto.<\/p>\n   \n<p>Anfitri\u00e3o pressentia algo de especial naquela crian\u00e7a. Chamou Tir\u00e9sias, o      profeta de Zeus, que anunciou que ele livraria a terra e os mares de muitos      monstros, venceria os gigantes e, ao final de sua vida, seria recebido no      Olimpo. Orgulhoso de seu pretenso filho, Anfitri\u00e3o encarregou-se de dar-lhe      a melhor educa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e, desde muito cedo, <strong>H\u00e9racles<\/strong>      aprendeu artes marciais. <\/p>\n   \n<p>Entre seus mestres, encontrava-se Lino, filho de Apolo, encarregado de ensinar-lhe      m\u00fasica. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong>, apesar de habilidoso, n\u00e3o aceitava receber puni\u00e7\u00f5es.      Um dia, Lino o criticou durante uma de suas li\u00e7\u00f5es e o jovem, enraivecido,      atirou sua lira em sua cabe\u00e7a, matando-o. Anfitri\u00e3o, temeroso dos problemas      que a for\u00e7a desmedida do garoto pudesse causar, enviou-o aos Montes Cit\u00e9ron,      onde vigiaria seus rebanhos. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> cresceu e se tornou o homem mais forte de toda      a Gr\u00e9cia, realizando seus primeiros atos de bravura. <\/p>\n   \n<p>Hera, contudo, n\u00e3o estava disposta a ceder. <strong>H\u00e9racles<\/strong> havia      recebido a m\u00e3o de Megara, filha do rei de Tebas, Creonte, como recompensa      por haver liberado os tebanos do pagamento dos onerosos tributos impostos      por Ergino, rei dos m\u00ednios. <\/p>\n   \n<p>Um dia, a deusa enlouqueceu o her\u00f3i. Em seu acesso de loucura, <strong>H\u00e9racles<\/strong>      matou seus filhos, queimando-os na frente de Megara. Retornando ao seu juizo,      o her\u00f3i, horrorizado, somente pensou em purificar-se deste terr\u00edvel crime.    <\/p>\n   \n<p>O or\u00e1culo de Apolo determinou que ele deveria submeter-se a Euristeu durante      doze anos, executando doze trabalhos. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> curvou-se a Euristeu e a todos os seus caprichos,      numa tentativa de limpar a pr\u00f3pria alma da mancha do crime cometido e tentando      livrar-se do remorso que o atormentava. O invejoso monarca n\u00e3o mais precisava      temer que <strong>H\u00e9racles<\/strong> disputasse seu trono e seu poder. <\/p>\n   \n<p><strong>Determinou ao her\u00f3i, na tentativa de destrui-lo, uma s\u00e9rie de trabalhos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1.<\/strong> Trazer a pele do monstruoso le\u00e3o da Nem\u00e9ia &#8211; H\u00e9racles        estrangulou a besta e levou a pele como trof\u00e9u, utilizando as afiadas garras        do le\u00e3o para o desfolar.<strong><br \/>\n       2. <\/strong>Matar a Hidra de Lerna &#8211; Como duas cabe\u00e7as da Hidra nasceriam        no lugar de uma cabe\u00e7a que fosse cortada, H\u00e9racles solicitou a ajuda de        seu sobrinho Iolau. O her\u00f3i cortava uma cabe\u00e7a e Iolau queimava o toco com        uma tocha ardente, impedindo o surgimento de novas cabe\u00e7as.<strong><br \/>\n       3.<\/strong> Capturar viva a cor\u00e7a da Cerin\u00e9ia.<strong><br \/>\n       4.<\/strong> Capturar vivo o javali de Erimanto &#8211; H\u00e9racles gritou na entrada        da toca do javali, at\u00e9 que o animal saiu correndo disparado e enfurecido.        Preso na neve, foi capturado pela rede do her\u00f3i.<strong><br \/>\n       5. <\/strong>Limpar o est\u00e1bulo de Augias &#8211; H\u00e9racles desviou o curso de dois        rios, dirigindo-os aos est\u00e1bulos. A for\u00e7a das \u00e1guas limpou o ch\u00e3o.<strong><br \/>\n       6.<\/strong> <strong>Espantar as estinf\u00e1lidas:<\/strong> H\u00e9racles abateu algumas        aves com suas flechas, afugentando as restantes com castanholas de bronze,        confeccionadas, para esta finalidade, por Hefestos.<strong><br \/>\n       7. <\/strong>Domar o touro enlouquecido de Creta.<strong><br \/>\n       8. <\/strong>Conduzir a Euristeu as \u00e9guas carn\u00edvoras de Diomedes.<strong><br \/>\n       9. <\/strong>Satisfazer o desejo da vaidosa filha de Euristeu, presenteando-a        com o cintur\u00e3o de Hip\u00f3lita, a rainha das Amazonas.<strong><br \/>\n       10.<\/strong> Entregar ao ambicioso Euristeu o gado do gigante G\u00e9rion.<strong><br \/>\n       11.<\/strong> Colher as ma\u00e7\u00e3s de ouro das Hesp\u00e9rides &#8211; sem saber o que fazer        com as frutas, Euristeu entregou-as a Atena que as devolveu \u00e0s Hesp\u00e9rides.<strong><br \/>\n       12.<\/strong> Submeter o c\u00e3o C\u00e9rbero, guardi\u00e3o dos Infernos, conduzindo-o        \u00e0 superf\u00edcie. Na execu\u00e7\u00e3o desta tarefa, o her\u00f3i venceu Hades, deus dos mortos        e seu tio natural, tornando-se imortal.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Ap\u00f3s cumprir essas doze tarefas, a escravid\u00e3o de <strong>H\u00e9racles<\/strong>      a Euristeu terminou. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o podendo mais viver com Megara, por haver matado seus filhos, consentiu      que ela desposasse Iolau, seu sobrinho e companheiro de batalhas. <\/p>\n   \n<p>Depois de outros feitos, <strong>H\u00e9racles<\/strong> chegou a Calidon, nas      terras do rei Eneu, pai de uma mo\u00e7a encantadora chamada Djanira. <\/p>\n   \n<p>Sua beleza atraira, como pretendente, o deus-rio Aquel\u00f4o. Djanira, no entanto,      recusava-se a se casar com ele. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> tamb\u00e9m se ofereceu como pretendente. <\/p>\n   \n<p>O rei Eneu, que n\u00e3o queria contrariar nenhum dos dois poderosos seres, prometeu      a m\u00e3o de sua filha ao vencedor em um duelo. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> venceu o confronto, e desposou Djanira, com quem      teve um filho, Hilo. Os tr\u00eas seguiram viagem para Tr\u00e1quis onde vivia um amigo      do her\u00f3i. Quando chegaram ao rio Eveno, encontraram o centauro Nesso que,      em troca de uma moeda, atravessava os viajantes pelo rio. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> dispensou a ajuda, mas o centauro transportou Djanira      em seus ombros. No meio da travessia, o centauro, enlouquecido pela beleza      da mulher, ousou toc\u00e1-la de maneira impudica. <strong>H\u00e9racles<\/strong> ouviu      os gritos de sua esposa e, com uma flecha, acertou as costas dele. Esta foi      talvez a mais tr\u00e1gica demonstra\u00e7\u00e3o de sua ira, pois o manhoso centauro, antes      de morrer, disse a Djanira que guardasse seu sangue e o usasse em um encantamento      para manter para sempre o amor do her\u00f3i. Djanira teceu uma bela camisa que      banhou com o sangue do centauro morto. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> realizaria um sacrif\u00edcio aos deuses, em agradecimento      \u00e0 uma vit\u00f3ria conquistada e Djanira enviou-lhe o presente. Ao vestir a camisa      o her\u00f3i foi tomado de dores terr\u00edveis e feridas incur\u00e1veis. Chegara o fim      do grande guerreiro. <\/p>\n   \n<p>Djanira, tomada de remorsos, suicidou-se. H\u00e9racles, agonizante, pediu que      o levassem ao monte Eta para cumprir a previs\u00e3o de um or\u00e1culo, segundo a qual,      ele terminaria seus dias naquele monte. Mandou que erguessem uma pira onde      seu corpo seria queimado, antes mesmo de sua morte. Sobre esta pira deitou-se      o her\u00f3i. Enquanto as chamas ardiam, raios de sol brilharam no c\u00e9u, fortalecendo      as labaredas, e uma nuvem de fuma\u00e7a cobriu a pira, enquanto trov\u00f5es soavam      no firmamento. Quando seus companheiros buscaram os restos do her\u00f3i entre      as cinzas, nada foi encontrado. Seu corpo ascendera ao Olimpo. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> foi aceito como um dos imortais, e a pr\u00f3pria Hera,      finalmente, aceitou sua presen\u00e7a, apaziguando sua ira. Heracles recebeu a      m\u00e3o da deusa Hebe, da eterna juventude, como sua esposa. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.nomismatike.hpg.ig.com.br\/www.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>H\u00e9rcules<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>H\u00e9rcules &#8211; Sua morte<\/h4>\n   \n<p>Num \u00edmpeto de loucura <strong>H\u00e9rcules<\/strong> havia matado Ifitus, e por      isso fora condenado pelos deuses a tornar-se escravo da lend\u00e1ria rainha Onfale,      da L\u00eddia. Os escritores gregos descrevem o her\u00f3i continuando suas proezas,      apesar de seus amores com a soberana, a qual, admirando sua coragem, lhe teria      devolvido a liberdade. <\/p>\n   \n<p>Segundo os latinos, enquanto cumpria essa pena <strong>H\u00e9rcules<\/strong>      se apaixonou por Onfale, a ponto de, esquecido de sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de      her\u00f3i viril, ficar vestido de mulher, fiando l\u00e3 a seus p\u00e9s.<\/p>\n   \n<p>Livre da pena, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> desposou Djanira, filha de Eneu,      rei da Et\u00f3lia, com a qual viveu em paz durante tr\u00eas anos. Numa ocasi\u00e3o em      que viajava com a esposa, os dois chegaram a um rio onde o centauro N\u00e9ssus      transportava os viajantes mediante pagamento. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> o vadeou, mas encarregou N\u00e9ssus de transportar      Djanira. Ao faz\u00ea-lo, o centauro tentou fugir com ela, por\u00e9m <strong>H\u00e9rcules<\/strong>,      alertado pelos gritos da esposa, disparou uma flecha que atingiu o cora\u00e7\u00e3o      de N\u00e9ssus. <\/p>\n   \n<p>Moribundo, o centauro disse a Djanira para recolher uma por\u00e7\u00e3o do seu sangue      e guard\u00e1-la, pois o mesmo serviria de feiti\u00e7o para conservar o amor do marido.<\/p>\n   \n<p>Djanira assim o fez, e n\u00e3o demorou muito tempo para chegar a ocasi\u00e3o em que      ela entendeu que precisava se valer do recurso. Em uma de suas expedi\u00e7\u00f5es      vitoriosas, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> aprisionara uma linda donzela chamada      Iole, por quem parecia estar muito mais interessado do que sua esposa achava      razo\u00e1vel. Certa manh\u00e3, quando ia oferecer sacrif\u00edcios aos deuses, o her\u00f3i      pediu que Djanira lhe mandasse uma t\u00fanica branca para usar na cerim\u00f4nia, e      esta, achando que aquele era o momento oportuno para experimentar o feiti\u00e7o,      embebeu a pe\u00e7a de roupa no sangue de N\u00e9ssus, tendo o cuidado de eliminar os      sinais de sangue. <\/p>\n   \n<p>Mas o poder m\u00e1gico permaneceu, e logo que a t\u00fanica se aqueceu ao contato      de <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, o veneno penetrou em seu corpo, provocando-lhe      dores terr\u00edveis.<\/p>\n   \n<p>Desesperado, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> agarrou Licas, que lhe levara a t\u00fanica      fatal, e o atirou ao mar, enquanto procurava arrancar do corpo a roupa envenenada.      Mas n\u00e3o conseguia faz\u00ea-lo, porque ela de tal forma se lhe colara \u00e0 pele que      s\u00f3 sa\u00eda com peda\u00e7os de sua pr\u00f3pria carne. Nesse estado ele foi levado para      casa, de barco, e Djanira, ao ver o que fizera, n\u00e3o suportou a ang\u00fastia e      enforcou-se.<\/p>\n   \n<p><strong>Ent\u00e3o, preparando-se para morrer, H\u00e9rcules subiu ao monte Eta e l\u00e1      construiu uma pira funer\u00e1ria de \u00e1rvores:<\/strong> deu o arco e as flechas      a Filocretes, deitou-se na pira, apoiou a cabe\u00e7a na clava, cobriu-se com a      pele de le\u00e3o, e com a fisionomia serena, assim como se estivesse \u00e0 mesa de      um festim, mandou que Filocretes aplicasse a chama da tocha \u00e0 pira. O fogo      se espalhou com rapidez, e em pouco tempo envolveu tudo.<\/p>\n   \n<p><strong>Os pr\u00f3prios deuses ficaram perturbados ao verem o fim do her\u00f3i terrestre,      mas Zeus (J\u00fapiter), com fisionomia jovial, assim se dirigiu a eles:<\/strong>    <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sinto-me satisfeito ao ver vossas fisionomias, meus pr\u00edncipes, e feliz        ao perceber que sou rei de s\u00faditos leais, e que meu filho goza de vossa        simpatia. Se bem que vosso interesse por ele provenha de seus nobres feitos,        isso n\u00e3o \u00e9 menos grato para mim. Posso voz dizer, por\u00e9m, que n\u00e3o h\u00e1 motivos        para temor. Aquele que venceu tudo, n\u00e3o ser\u00e1 vencido por aquelas chamas        que vedes crepitar no monte Eta. Apenas pode perecer sua parte materna,        pois a que ele recebeu de mim \u00e9 imortal. Eu o trarei at\u00e9 as praias celestes,        e pe\u00e7o-vos que o recebais com benevol\u00eancia. Se algum de v\u00f3s se sente ofendido        pelo fato de ele haver alcan\u00e7ado essa honra, ningu\u00e9m poder\u00e1 negar, por\u00e9m,        que ele a merece.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Os deuses deram o seu consentimento. Hera (Juno) ouviu com certa contrariedade      as \u00faltimas palavras, que lhe eram dirigidas em particular, mas n\u00e3o bastante      para lamentar a resolu\u00e7\u00e3o do marido. Assim, quando as chamas consumiram a      parte materna de <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, a parte divina, em vez de ser      afetada, pareceu receber maior vigor, assumir um porte mais altivo e maior      dignidade. J\u00fapiter envolveu-o numa nuvem e o levou num carro puxado por quatro      cavalos, para morar entre as estrelas. E quando <strong>H\u00e9rcules<\/strong>      tomou seu lugar no c\u00e9u, Atlas sentiu aumentar o peso do firmamento.<\/p>\n   \n<p><strong>Fernando Kitzinger Dannemann<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br<\/p>\n   \n<h6>H\u00e9rcules<\/h6>\n   \n<p>Ouviu-se um enorme alarido, gritos alt\u00edssimos, um veloz tropel de passos      apressados, baques de portas batidas, tudo quebrando subitamente o sossego      e o sil\u00eancio que reinavam no Pal\u00e1cio Real de Tebas. Rostos ansiosos surgiram      \u00e0s janelas e aias acorriam, aflitas, com os olhos esbugalhados de pavor.<\/p>\n   \n<p><strong>Que aconteceu ? Os inimigos penetraram na cidade? O Pa\u00e7o pegou fogo?<\/strong><\/p>\n   \n<p>O tumulto prorrompera justamente nos aposentos da rainha Alcmena, onde dormia      o pequeno <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, o filho que nascera poucos dias antes.      C\u00e9lere, a not\u00edcia correu por toda a Corte. A ama, ao entrar no quarto do menino,      para amament\u00e1-lo, encontra-o sentado no ber\u00e7o, com punhos fechados em redor      do pesco\u00e7o de duas cobras enormes, que ele estrangulara silenciosamente. Que      aconteceria com aquele menino, quando crescesse, pois j\u00e1 era capaz de tais      proezas ? Um her\u00f3i, certamente, e um her\u00f3i bem tem\u00edvel, se sua for\u00e7a crescesse      na propor\u00e7\u00e3o da idade. <\/p>\n   \n<p><strong>Realmente, depois dessa sua formid\u00e1vel estr\u00e9ia, H\u00e9rcules continuou      a assombrar amigos e preceptores:<\/strong> comia por vinte homens, bebia feito      um odre, arrancava \u00e1rvores somente para brincar, lutava vitoriosamente com      touros e le\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>O s\u00e1bio centauro Quiron ensinou-lhe a arte da ca\u00e7a e a manejar a lan\u00e7a e      o arco; Lino, um velho fil\u00f3sofo, tornava-o ao mesmo tempo h\u00e1bil na ret\u00f3rica,      na poesia e na m\u00fasica. Todavia, quanto mais Quiron se orgulhava de seu aluno,      tanto mais Lino o considerava fraco e ap\u00e1tico, de maneira que censuras e puni\u00e7\u00f5es      choviam sobre o disc\u00edpulo. O rapaz, j\u00e1 dera mostras bem cedo, era de temperamento      impulsivo. Aconteceu, ent\u00e3o, que, um dia, ap\u00f3s a mil\u00e9sima repreens\u00e3o do mestre,      ele sentiu o sangue ferve-lhe nas veias, apanhou a c\u00edtara e deu com ela na      cabe\u00e7a do desventurado fil\u00f3sofo. Sob o tremendo golpe, Lino tombou ao ch\u00e3o,      sem um gemido, morto.<\/p>\n   \n<p>A m\u00e1goa de <strong>H\u00e9rcules<\/strong> foi imensa. N\u00e3o sabendo como expiar      seu crime involunt\u00e1rio, foi a Delfos, consultar o or\u00e1culo de Apolo. Este,      por\u00e9m, foi expl\u00edcito. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> devia ir servir seu irm\u00e3o Euristeu, rei de Micenas,      e obedecer-lhe cegamente. <\/p>\n   \n<p>Euristeu era, ao contr\u00e1rio de <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, d\u00e9bil, medroso,      maligno. Quando se encontrou diante do gigantesco irm\u00e3o, tremeu de pavor,      supondo-o um prov\u00e1vel concorrente ao trono.<\/p>\n   \n<p>Resolveu, portanto, desembara\u00e7ar-se dele, confiando-lhe tarefas t\u00e3o dif\u00edceis      que exporiam a morte certa. <\/p>\n   \n<p>Tais tarefas ficaram sendo denominadas <strong>&#8220;Os 12 Trabalhos de H\u00e9rcules&#8221;<\/strong>.    <\/p>\n   \n<p>A primeira coisa que lhe ordenou foi trazer-lhe a pele do &#8220;Le\u00e3o de Nem\u00e9ia&#8221;,      uma fera que assolava as montanhas da Arg\u00f3lida.<\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> ouviu as ordens e retirou-se. <\/p>\n   \n<p>Dois dias depois, reapareceu, sujo de sangue e poeira, e atirou aos p\u00e9s do      rei a enorme juba dourada. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas Euristeu j\u00e1 planejara outra tarefa: <\/strong>matar a Hidra de      Lerna, um monstro de sete cabe\u00e7as, que vomitava veneno. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> descobriu-o nos p\u00e2ntanos em que vivia, conseguiu      decepar-lhe as cabe\u00e7as, que tornavam a crescer assim que eram cortadas e abateu-o      definitivamente. Antes de retirar-se, por\u00e9m, embebeu suas flechas no sangue      da Hidra, tornando-as assim, venenos\u00edssimas.<\/p>\n   \n<p>Regressando a Micenas, o her\u00f3i precisou partir quase logo para o pa\u00eds das      Amazonas, as terr\u00edveis mulheres guerreiras. Competia-lhe arrancar o cinto      de ouro da rainha Hip\u00f3lita e entreg\u00e1-lo a Euristeu. Desta vez, a empresa foi      muito mais dura, porque a resist\u00eancia oposta pelas Amazonas foi tenac\u00edssima,      mas, finalmente, a clava de <strong>H\u00e9rcules<\/strong> derrubou todos os obst\u00e1culos.      Depois deste trabalho, o filho de Alcmena teve que capturar o gigantesco javali      Erimanto e, a seguir, matar um touro selvagem, que devastava as montanhas      de Creta, e, tamb\u00e9m alcan\u00e7ar, na corrida, a &#8220;cor\u00e7a de p\u00e9s de ouro&#8221;,      Cerin\u00edtica; liquidar com os p\u00e1ssaros do lago Estinfale, de bicos de a\u00e7o, e      apoderar-se dos bois do gigante Gerionte. Euristeu j\u00e1 estava perdendo a esperan\u00e7a      de desembara\u00e7ar-se do inc\u00f4modo servidor, mas imp\u00f4s-lhe, ainda, a obriga\u00e7\u00e3o      de limpar as estrebarias de \u00c1ugias, rei da \u00c9lida que estavam transbordando      de estrume.<\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9rcules<\/strong> desviou o curso do rio Alfeu, que corria nas proximidades,      fazendo com que as \u00e1guas levassem consigo todo o esterco. O rei ordenou-lhe,      outrossim, a captura das \u00e9guas antrop\u00f3fagas de Di\u00f3medes, rei da Tr\u00e1cia, e      <strong>H\u00e9rcules<\/strong> conseguiu-o, dando-lhe, antes, como alimento o pr\u00f3prio      Di\u00f3medes, e levando-as \u00e0 presen\u00e7a do irm\u00e3o, completamente domadas. Em seguida,      Euristeu mandou-o ao Jardim das Hesp\u00e9rides, em busca dos pomos de ouro que      ali cresciam. <\/p>\n   \n<p>Nessa tarefa, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> somente triunfou ap\u00f3s enganar o gigante      Atlas, que desejava ludibri\u00e1-lo. Finalmente, farto de v\u00ea-lo regressar sempre      vitorioso, Euristeu imp\u00f4s ao her\u00f3i, como \u00faltimo trabalho, que lhe trouxesse      C\u00e9rbero, o medonho c\u00e3o de tr\u00eas cabe\u00e7as, que guardava a entrada do Inferno.      Algumas semanas depois, o filho de Alcmena reapareceu em Micenas, arrastando      consigo o monstro, preso \u00e0 corrente e uivando de raiva. O prazo imposto pelo      or\u00e1culo estava terminado. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m desses <strong>&#8220;12 trabalhos&#8221;<\/strong>, <strong>H\u00e9rcules<\/strong>      praticou outras fa\u00e7anhas. <\/p>\n   \n<p><strong>Estrangulou, nos bra\u00e7os, o gigante Anteu, filho da Terra; exterminou      o bandido Caco:<\/strong> livrou Hes\u00edone do monstro que a ia devorar; separou      os montes Calpe e Abila (chamados, depois, &#8220;colunas de H\u00e9rcules&#8221;);      libertou Prometeu, acorrentado no C\u00e1ucaso; venceu o rio Aquelos, al\u00e9m de outras      aventuras.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 senhor de si, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> passou a correr mundo, punindo      os prepotentes e os malvados. Suas numerosas proezas lhe haviam granjeado      uma enorme fama, tanto na terra como no Olimpo, mans\u00e3o dos Deuses. <\/p>\n   \n<p><strong>Quando resolveu casar-se, escolheu a mais bela e a mais bondosa das      princesas:<\/strong> Dejanira, filha de Eneu, rei de Calidon. Celebradas as      n\u00fapcias, os noivos seguiram para Tebas. Ap\u00f3s alguns dias de viagem, pararam      junto \u00e0s margens do rio Eveno, que transbordara devido \u00e0s fortes chuvas recentes,      e pediram o aux\u00edlio do centauro Nesso, que ali desempenhava as fun\u00e7\u00f5es de      atravessador. Em primeiro lugar, passou Dejanira, que se agarrou \u00e0s largas      costas do centauro, mas este, improvisadamente apaixonado por ela, ao chegar      \u00e0 outra margem, sacudiu a \u00e1gua de cima de si e partiu a galope. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas H\u00e9rcules velava:<\/strong> seu arco funcionou fulm\u00edneo, com um      tremendo silvo, e o raptor tombou num lago de sangue, varado por uma flecha.    <\/p>\n   \n<p><strong>Antes de morrer, por\u00e9m, Nesso murmurou a Dejanira:<\/strong> &#8220;Banha      tua t\u00fanica em meu sangue, princesa; e se algum dia duvidares da fidelidade      de teu marido, faze com que ele a vista, pois te amar\u00e1 novamente.&#8221; Dejanira,      sem refletir, obedeceu, e escondeu a t\u00fanica embebida de sangue do moribundo      centauro.<\/p>\n   \n<p>Passaram-se muitos anos. Um dia, a profecia de Nesso se concretizou e Dejanira,      louca de ci\u00fames, ofereceu ao marido a t\u00fanica purp\u00farea, esperando obter o efeito      desejado. <\/p>\n   \n<p><strong>Mas, assim que a vestiu, H\u00e9rcules sentiu que a t\u00fanica o queimava      qual uma fogueira:<\/strong> o veneno da Hidra de Lerna, que passara para o      sangue do centauro, abrasava-lhe a pele. Gritando de dor, sentindo a proximidade      da morte, o filho de Alcmena erigiu uma imensa pilha de lenha, subiu ao alto      dela e, dizendo adeus \u00e0 esposa desesperada e aos amigos, expirou, ap\u00f3s ele      mesmo ter ateado fogo \u00e0 pira. J\u00e1 as primeiras l\u00ednguas de chamas lambiam o      corpo ex\u00e2nime do her\u00f3i e um irresist\u00edvel fulgor cegou os olhos dos presentes.    <\/p>\n   \n<p>Era a alma de <strong>H\u00e9rcules<\/strong> que ascendia ao c\u00e9u, rumo \u00e0s gl\u00f3rias      do Olimpo, para a companhia dos deuses.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  greek.hp.vilabol.uol.com.br<\/p>\n   \n<h6>H\u00e9rcules<\/h6>\n   \n<h4>H\u00e9rcules &#8211; Origem <\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hercul12.jpg\" alt=\"H\u00e9rcules\" title=\"H\u00e9rcules\" \/><strong><br \/>\n     H\u00e9rcules &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e9racles<\/strong> dos gregos, gigante filho de Alcmene, que houvera      de J\u00fapiter disfar\u00e7ado no seu leg\u00edtimo esposo, Anfitri\u00e3o, que se achava ausente      na guerra de Tebas. <\/p>\n   \n<p>Ao nascer, J\u00fapiter, para torn\u00e1-lo imortal, aproximou-o dos seios de Juno,      quando esta deusa dormia, e f\u00ea-lo mamar. A crian\u00e7a sugou com tal viol\u00eancia,      que o leite da deusa continuou a correr depois da mamada; e as gotas ca\u00eddas      formaram, no c\u00e9u, a via l\u00e1ctea e, na terra, a flor de lis. <\/p>\n   \n<p>Foi <strong>H\u00e9rcules<\/strong> o mais c\u00e9lebre dos her\u00f3is da mitologia greco-romana,      s\u00edmbolo do homem em luta com for\u00e7as da natureza. Desde que nasceu teve de      vencer as persegui\u00e7\u00f5es da ciumenta Juno. <\/p>\n   \n<p>Assim \u00e9 que, apenas com alguns dias de exist\u00eancia, estrangulou, a m\u00e3os desarmadas,      duas serpentes que a deusa mandara ao seu ber\u00e7o para o devorarem. <\/p>\n   \n<p>Quando homem, salientou-se pela sua musculatura de a\u00e7o e invenc\u00edvel for\u00e7a.      Tendo, em acesso de loucura, assassinado sua mulher Meg\u00e9ra, e os filhos dela      havidos, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> foi a Delfos e consultou Apolo sobre o      meio de expiar esse crime. Respondendo, o or\u00e1culo aconselhou-o a servir, durante      nove anos, ao seu primo Euristeu, rei lend\u00e1rio de Micenas e de Tirinto. Apresentando-se      ao servi\u00e7o, o rei, insinuado por Juno, que n\u00e3o cessava de perseguir os filhos      adulterinos de J\u00fapiter, imp\u00f4s-lhe, com oculta inten\u00e7\u00e3o de elimin\u00e1-lo, doze      perigos\u00edssimas tarefas, das quais o her\u00f3i saiu vitorioso. <\/p>\n   \n<p><strong>Assim \u00e9 que:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1\u00ba<\/strong> No Peloponeso, estrangulou o famoso le\u00e3o, terror do        vale de Nem\u00e9a, e, tirando proveito da fa\u00e7anha, cobriu seus ombros com a        pele do animal, tornando-os invulner\u00e1veis;<strong><br \/>\n       2\u00ba <\/strong>matou a Hidra de Lerna, monstro de sete cabe\u00e7as, flagelo de        Arg\u00e9lida, e as suas flechas, mergulhadas no sangue da v\u00edtima, da\u00ed por diante,        s\u00f3 produziam feridas mortais;<strong><br \/>\n       3\u00ba <\/strong>capturou vivo o javali de Eurimanto que assolava os arredores.        Euristeu ao ver o animal no ombro do her\u00f3i, teve tal pavor, que foi se ocultar        sob uma cuba de bronze;<strong><br \/>\n       4\u00ba <\/strong>alcan\u00e7ou, na carreira, a cor\u00e7a de p\u00e9s de bronze;<strong><br \/>\n       5\u00ba <\/strong>matou, a flechadas, as aves do lago Est\u00ednfale ( Stymphale ),        monstros cujas asas, cabe\u00e7a e bico eram de ferro, e que, pelo seu gigantesco        tamanho, interceptavam, no v\u00f4o, os raios do sol;<strong><br \/>\n       6\u00ba <\/strong>subjugou o touro de Creta, terror da cidade, mandado por Netuno        contra Minos;<strong><br \/>\n       7\u00ba <\/strong>castigou o sanguin\u00e1rio Di\u00f3medes, filho de Marte, possuidor de        cavalos que vomitavam fumo e fogo, e aos quais ele dava a comer os estrangeiros        que a tempestade arrolava \u00e0 costa do seu pa\u00eds. O her\u00f3i subjugou-o e o entregou        \u00e0 voracidade dos furiosos animais;<strong><br \/>\n       8\u00ba <\/strong>guerreou e venceu as amazonas, raptou-lhes a rainha Hip\u00f3lita,        e apossou-se do cintur\u00e3o m\u00e1gico que lhe cingia a cintura;<strong><br \/>\n       9\u00ba <\/strong>limpou, em um dia, os currais de A\u00fagias, que continham tr\u00eas        mil bois e que, havia trinta anos, n\u00e3o se limpavam;<strong><br \/>\n       10\u00ba <\/strong>matou o gigante Gerion, monstro de seis corpos e seis asas,        e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um c\u00e3o de duas cabe\u00e7as,        e um drag\u00e3o de sete;<strong><br \/>\n       11\u00ba<\/strong> colheu os pomos de ouro do jardim das Hesp\u00e9rides, depois de        matar o drag\u00e3o de cem cabe\u00e7as que os guardava. Segundo alguns, o drag\u00e3o        foi morto por Atlas, a seu pedido, e, durante o trabalho, ele sustentou        o mundo nos ombros; e<strong><br \/>\n       12\u00ba<\/strong> desceu ao pal\u00e1cio de Hades, nos infernos, e de l\u00e1 trouxe, vivo,        C\u00e9rbero &#8211; c\u00e9lebre c\u00e3o trifauce.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Depois de todos esses trabalhos, H\u00e9rcules entregou-se, espontaneamente,      a muitos outros, na defesa dos oprimidos:<\/strong> matou, no Egito, o tirano      Bus\u00edris que cruelmente sacrificava todos os estrangeiros que aportavam aos      seus Estados; tendo encontrado Prometeu acorrentado, por ordem de J\u00fapiter,      no cume do C\u00e1ucaso, entregue \u00e0 voracidade de um abutre que lhe devorava f\u00edgado,      libertou-o; estrangulou o gigante Anteu que, em luta, recuperava a for\u00e7a sempre      que conseguia tocar, com os p\u00e9s, o solo, etc&#8230; <\/p>\n   \n<p>Entre as fa\u00e7anhas de <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, conta-se ainda haver ele      separado os montes Calpe ( da Espanha ) e \u00c1bila ( da \u00c1frica ), que antes se      achavam unidos, abrindo assim o estreito de Gibraltar. Depois disso, ele disputou      com o terr\u00edvel Aquelos, a posse de Dejanira, filha de Eneu, rei da Et\u00f3lia.    <\/p>\n   \n<p>Como a princesa lhe desse prefer\u00eancia, Aquelos, furioso, tranformou-se em      serpente, e investiu contra ele; repelido, tranformou-se em touro, e de novo      arremeteu; mas o her\u00f3i enfrentou-o, pela segunda vez, quebrou-lhe os chifres,      e desposou Dejanira. Em seguida, tendo de atravessar o rio Eveno, pediu ao      Centauro Nesso que conduzisse Dejanira ao ombro, enquanto ele faria a travessia      a nado. No meio do caminho, tendo Nesso se recordado de uma inj\u00faria que outrora      lhe fora dirigida por <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, resolveu, por vingan\u00e7a, raptar-lhe      a esposa, passando, com esse intuito, a galopar rio acima. <\/p>\n   \n<p>O her\u00f3i, tendo percebido as suas inten\u00e7\u00f5es, aguardou que ele alcan\u00e7asse terra      firme, e ent\u00e3o atravessou-lhe o cora\u00e7\u00e3o com uma das flechas envenenadas. <\/p>\n   \n<p>Nesso tombou, e, ao expirar, deu a Dejanira a sua t\u00fanica manchada do sangue      envenenado, convencendo-a de que seria, para ela, um precioso talism\u00e3, com      a virtude de restituir-lhe o esposo, se este viesse, em qualquer tempo, a      abandon\u00e1-la. <\/p>\n   \n<p>Mais tarde, <strong>H\u00e9rcules<\/strong> apaixonou-se pela sedutora Iole, e      se dispunha a despos\u00e1-la, quando recebeu de Dejanira, como presente de n\u00fapcias,      a t\u00fanica ensang\u00fcentada, e, ao vest\u00ed-la, o veneno infiltrou-se-lhe no corpo;      louco de dores, ele quis arranc\u00e1-la, mas o tecido achava-se de tal forma aderido      \u00e0s suas carnes, que estas lhe sa\u00edam aos peda\u00e7os. Vendo-se perdido, o her\u00f3i      ateou uma fogueira e lan\u00e7ou-se \u00e0s chamas. Logo que as l\u00ednguas de fogo come\u00e7aram      a serpentear no espa\u00e7o, ouviu-se o rebumbar do trov\u00e3o. Era J\u00fapiter que arrebatava      seu filho para o Olimpo, onde, na doce tranq\u00fcilidade, recebeu Hebe em casamento.    <\/p>\n   \n<p>Fonte:  mithos.cys.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e9rcules, Her\u00f3i, Mitologia Grega, Hist\u00f3ria, H\u00e9racles, Trabalhos, Aventura, Morte, Mito, Origem, Quem foi, H\u00e9rcules<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12838,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>H\u00e9rcules - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"H\u00e9rcules - 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