{"id":15759,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/odisseia-2\/"},"modified":"2016-01-04T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-04T00:00:00","slug":"odisseia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/odisseia-2\/","title":{"rendered":"Odiss\u00e9ia"},"content":{"rendered":"\n<p>Al\u00e9m de constituir, ao lado da <strong>Il\u00edada<\/strong>, obra iniciadora da      literatura grega escrita, a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>, de Homero, expressa      com for\u00e7a e beleza a grandiosidade da remota civiliza\u00e7\u00e3o grega. <\/p>\n   \n<p>A <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> data provavelmente do s\u00e9culo VIII a.C., quando      os gregos, depois de um longo per\u00edodo sem dispor de um sistema de escrita,      adotaram o alfabeto fen\u00edcio. <\/p>\n   \n<p>Na <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> ressoa ainda o eco da guerra de Tr\u00f3ia, narrada      parcialmente na Il\u00edada. O t\u00edtulo do poema prov\u00e9m do nome do protagonista,      o grego Ulisses (Odisseu). Filho e sucessor de Laerte, rei de \u00cdtaca e marido      de Pen\u00e9lope, Ulisses \u00e9 um dos her\u00f3is favoritos de Homero e j\u00e1 aparece na Il\u00edada      como um homem perspicaz, bom conselheiro e bravo guerreiro. <\/p>\n   \n<p><strong>A Odiss\u00e9ia narra as viagens e aventuras de Ulisses em duas etapas:<\/strong>      a primeira compreende os acontecimentos que, em nove epis\u00f3dios sucessivos,      afastam o her\u00f3i de casa, for\u00e7ado pelas dificuldades criadas pelo deus Pos\u00eaidon.    <\/p>\n   \n<p>A segunda consta de mais nove epis\u00f3dios, que descrevem sua volta ao lar sob      a prote\u00e7\u00e3o da deusa Atena. \u00c9 tamb\u00e9m desenvolvido um tema secund\u00e1rio, o da      vida na casa de Ulisses durante sua aus\u00eancia, e o esfor\u00e7o da fam\u00edlia para      traz\u00ea-lo de volta a \u00cdtaca. <\/p>\n   \n<p>A <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> comp\u00f5e-se de 24 cantos em verso hex\u00e2metro (seis      s\u00edlabas), e a a\u00e7\u00e3o se inicia dez anos depois da guerra de Tr\u00f3ia, em que Ulisses      lutara ao lado dos gregos. <\/p>\n   \n<p><strong>A ordem da narrativa \u00e9 inversa: <\/strong>tem in\u00edcio pelo desfecho,      a assembl\u00e9ia dos deuses, em que Zeus decide a volta de Ulisses ao lar. O relato      \u00e9 feito, de forma indireta e em retrospectiva, pelo pr\u00f3prio her\u00f3i aos feaces      &#8211; povo m\u00edtico grego que habitava a ilha de Esqu\u00e9ria. H\u00e1beis marinheiros, s\u00e3o      eles que conduzem Ulisses a \u00cdtaca. <\/p>\n   \n<p><strong>O poema estrutura-se em quatro partes: <\/strong>na primeira (cantos      I a IV), intitulada &#8220;Assembl\u00e9ia dos deuses&#8221;, Atena vai a \u00cdtaca animar      Tel\u00eamaco, filho de Ulisses, na luta contra os pretendentes \u00e0 m\u00e3o de Pen\u00e9lope,      sua m\u00e3e, que decide envi\u00e1-lo a Pilos e a Esparta em busca do pai. O her\u00f3i      por\u00e9m encontra-se na ilha de Og\u00edgia, prisioneiro da deusa Calipso. Na segunda      parte, &#8220;Nova assembl\u00e9ia dos deuses&#8221;, Calipso liberta Ulisses, por      ordem de Zeus, que atendeu aos pedidos de Atena e enviou Hermes com a miss\u00e3o      de comunicar a ordem. Livre do jugo de Calipso, que durou sete anos, Ulisses      constr\u00f3i uma jangada e parte, mas uma tempestade desencadeada por Pos\u00eaidon      lan\u00e7a-o na ilha dos feaces (canto V), onde \u00e9 descoberto por Naus\u00edcaa, filha      do rei Alc\u00ednoo. <\/p>\n   \n<p>Bem recebido pelo rei (cantos VI a VIII), Ulisses mostra sua for\u00e7a e destreza      em competi\u00e7\u00f5es esportivas que se seguem a um banquete.<\/p>\n   \n<p><strong>Na terceira parte, &#8220;Narra\u00e7\u00e3o de Ulisses&#8221; (cantos IX a XII),      o her\u00f3i passa a contar a Alc\u00ednoo as aventuras que viveu desde a sa\u00edda de Tr\u00f3ia:<\/strong>      sua estada no pa\u00eds dos C\u00edcones, dos Lot\u00f3fagos e dos Ciclopes; a luta com o      ciclope Polifemo; o epis\u00f3dio na ilha de \u00c9olo, rei dos ventos, onde seus companheiros      provocam uma violenta tempestade, que os arroja ao pa\u00eds dos canibais, ao abrirem      os odres em que est\u00e3o presos todos os ventos; o encontro com a feiticeira      Circe, que transforma os companheiros em porcos; sua passagem pelo pa\u00eds dos      mortos, onde reencontra a m\u00e3e e personagens da guerra de Tr\u00f3ia. Na quarta      parte, &#8220;Viagem de retorno&#8221;, o her\u00f3i volta \u00e0 \u00cdtaca, reconduzido pelos      feaces (canto XIII). Apesar do disfarce de mendigo, dado por Atena, Ulisses      \u00e9 reconhecido pelo filho, Tel\u00eamaco, e por sua fiel ama Euricl\u00e9ia, que, ao      lavar-lhe os p\u00e9s, o identifica por uma cicatriz. <\/p>\n   \n<p>Assediada por in\u00fameros pretendentes, Pen\u00e9lope promete desposar aquele que      conseguir retesar o arco de Ulisses, de maneira que a flecha atravesse 12      machados. S\u00f3 Ulisses o consegue.<\/p>\n   \n<p>O her\u00f3i despoja-se em seguida dos andrajos e faz-se reconhecer por Pen\u00e9lope      e Laerte. <\/p>\n   \n<p><strong>Segue-se a vingan\u00e7a de Ulisses (cantos XIV a XXIV):<\/strong> as almas      dos pretendentes s\u00e3o arrastadas aos infernos por Hermes e a hist\u00f3ria termina      quando Atena imp\u00f5e uma plena reconcilia\u00e7\u00e3o durante o combate entre Ulisses      e os familiares dos mortos.<\/p>\n   \n<p>A concep\u00e7\u00e3o do poema \u00e9 predominantemente dram\u00e1tica e o car\u00e1ter de Ulisses,      marcado por obstina\u00e7\u00e3o, lealdade e perseveran\u00e7a em seus prop\u00f3sitos, funciona      como elemento de unifica\u00e7\u00e3o que permeia toda a obra. A\u00ed aparecem fundidas      ou combinadas uma s\u00e9rie de lendas pertencentes a uma antiq\u00fc\u00edssima tradi\u00e7\u00e3o      oral com fundo hist\u00f3rico.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 forte cren\u00e7a de que a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> re\u00fana temas oriundos da      \u00e9poca em que os gregos exploravam e colonizavam o Mediterr\u00e2neo ocidental,      da\u00ed a presen\u00e7a de mitos com seres monstruosos no Ocidente, para eles ainda      misterioso. Pela extrema perfei\u00e7\u00e3o de seu todo, esse poema tem encantado o      homem de todas as \u00e9pocas e lugares.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 consenso na era moderna que a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> completa a Il\u00edada      como retrato da civiliza\u00e7\u00e3o grega, e as duas juntas testemunham o g\u00eanio de      Homero e est\u00e3o entre os pontos mais altos atingidos pela poesia universal.    <\/p>\n   \n<h4>l\u00edada e <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Il\u00edada e <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>, poemas em 24 cantos, s\u00e3o os primeiros      grandes textos \u00e9picos ocidentais. Servem de modelo para outros poemas \u00e9picos      posteriores, imortalizando Homero.<\/p>\n   \n<p>No s\u00e9culo VI a.C., as obras passaram da forma oral para a escrita. <\/p>\n   \n<p>Sup\u00f5e-se que a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> foi precedida pela Il\u00edada em 50      anos.Essas obras cont\u00eam os mais antigos escritos gregos de que se tem conhecimento.<\/p>\n   \n<p>Enquanto na Il\u00edada o poeta fala das paix\u00f5es e dos combates de Tr\u00f3ia, na <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>      trata das fant\u00e1sticas passagens de percurso de Ulisses de retorno para casa.<\/p>\n   \n<p>O primeiro registro escrito que temos da Gr\u00e9cia \u00e9 a Il\u00edada, da\u00ed sua import\u00e2ncia      cultural e hist\u00f3rica. <\/p>\n   \n<p>A <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> \u00e9 muito mais real e pr\u00f3xima do mundo que a Il\u00edada.      Seu her\u00f3i \u00e9 muito mais humano. Mas isso n\u00e3o significa que a ele n\u00e3o se aplique      o fant\u00e1stico.<\/p>\n   \n<h4>Homero nas obras<\/h4>\n   \n<p>A mitologia grega come\u00e7a com Homero. Nos poemas, ele tem toda liberdade de      interromper a narra\u00e7\u00e3o e tomar novo rumo.<\/p>\n   \n<p>O autor se mostra presente em suas obras, mas, claramente como um mero narrador.      Por\u00e9m, interrompe a narrativa para intercalar uma observa\u00e7\u00e3o ou um pedido      dos c\u00e9us.<\/p>\n   \n<p>A dist\u00e2ncia mantida por Homero em suas obras pode diminuir, por\u00e9m jamais      deixa de existir.<\/p>\n   \n<p>Por escrever sobre um tempo passado, o autor designa para as personagens      caracter\u00edsticas que as marcam por toda a vida &#8211; ep\u00edtetos.<\/p>\n   \n<h4>Il\u00edada<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 chamada de B\u00edblia da antiga Gr\u00e9cia. O assunto tratado na obra \u00e9 a luta      entre gregos e troianos &#8211; a chamada Guerra de Tr\u00f3ia. Entretanto, a hist\u00f3ria      come\u00e7a quando j\u00e1 se passaram 9 anos de batalha.<\/p>\n   \n<p>Tal batalha, teve como motivo o rapto, pelos troianos, da esposa de um importante      rei grego &#8211; Menelau. P\u00e1ris, raptou a bela Helena e a levou para seu castelo      em Tr\u00f3ia. Mas a verdadeira causa do conflito foi a ira de Aquiles, ofendido      por Agamenon.<\/p>\n   \n<p><strong>A ira de Aquiles (semideus e her\u00f3i belicoso) divide-se em dois momentos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>A entrega de Briseida a Agamenon &#8211;<\/strong> que o afasta da batalha<strong><br \/>\n       A morte do amigo P\u00e1troclo &#8211;<\/strong> que o traz de volta \u00e0 guerra<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O final da batalha \u00e9 a morte do nobre guerreiro troiano Heitor pelas m\u00e3os      de Aquiles, e a tomada da cidade de \u00cdlion e Helena.<\/p>\n   \n<p>Os deuses na Il\u00edada s\u00e3o ativos participantes e pe\u00e7as cruciais da obra.<\/p>\n   \n<p>A Il\u00edada, por retratar uma guerra violenta, tem v\u00e1rias passagens sangrentas,      e at\u00e9 dizem que por isso n\u00e3o \u00e9 uma leitura feminina. Nesta obra, entretanto,      a guerra \u00e9 associada a reflex\u00f5es sobre a vida do homem em rela\u00e7\u00e3o com a dos      deuses.<\/p>\n   \n<h4>Odiss\u00e9ia<\/h4>\n   \n<p>Vem de Odysseus &#8211; her\u00f3i grego, rei de \u00cdtaca, que os latinos chamam de Ulixes,      donde Ulisses.<\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e1 tr\u00eas divis\u00f5es na Odiss\u00e9ia (impl\u00edcitas):<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Telemaquia &#8211;<\/strong> trata de Tel\u00eamaco, filho de Ulisses e Pen\u00e9lope.        Abrange os cantos I a IV, onde Ulisses n\u00e3o aparece, s\u00e3o feitas alus\u00f5es \u00e0        sua aus\u00eancia, pois deixara \u00cdtaca para ir \u00e0 Guerra de Tr\u00f3ia que j\u00e1 acabara        h\u00e1 10 anos. Tel\u00eamaco quer ir busc\u00e1-lo, mas antes deve lutar contra os pretendentes        \u00e0 m\u00e3o de sua m\u00e3e.<strong><br \/>\n       Narrativa na casa de Alcino &#8211;<\/strong> compreende os cantos V a XIII. Aqui        conhecemos Ulisses e suas aventuras que ele enumera contando que perdeu        o rumo quando voltava para casa, ficando a vagar pelo mar. Al\u00e9m disso foi        ele retardado por fant\u00e1sticos acontecimentos.<strong><br \/>\n       Vingan\u00e7a de Ulisses &#8211;<\/strong> volta o her\u00f3i, ap\u00f3s 20 anos, disfar\u00e7ado de        mendigo e mistura-se ao povo. Aos poucos, deixa-se identificar e extermina        os pretendentes de Pen\u00e9lope, reassumindo, ent\u00e3o, seu reino.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A segunda parte \u00e9 a mais importante, pois resume o principal da a\u00e7\u00e3o contida      na obra.<\/p>\n   \n<p>O her\u00f3i Ulisses defronta-se com perip\u00e9cias sobre-humanas e a tudo supera;      isso se inscreve na esfera do imposs\u00edvel. Entretanto, os meios que usa s\u00e3o      humanos.<\/p>\n   \n<h4>Odiss\u00e9ia &#8211; Literatura<\/h4>\n   \n<p>Considerado uma das maiores obras da literatura, al\u00e9m de constituir, ao lado      da Il\u00edada, obra iniciadora da literatura grega escrita, a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>,      de Homero, expressa com for\u00e7a e beleza a grandiosidade da remota civiliza\u00e7\u00e3o      grega.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m de s\u00edmbolo da unidade e do esp\u00edrito hel\u00eanico, a Il\u00edada e a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>      s\u00e3o fontes de prazer est\u00e9tico e ensinamento moral.<\/p>\n   \n<p>A <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> data provavelmente do s\u00e9culo VIII a.C., quando      os gregos, depois de um longo per\u00edodo sem dispor de um sistema de escrita,      adotaram o alfabeto fen\u00edcio.<\/p>\n   \n<p>Na <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> ressoa ainda o eco da guerra de Tr\u00f3ia, narrada      parcialmente na Il\u00edada. Enquanto a Il\u00edada \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da vida guerreira      e da \u00e9poca her\u00f3ica, a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> pode ser tomada como representa\u00e7\u00e3o      da vida dom\u00e9stica, entremeada de narra\u00e7\u00f5es de viagens e de aventuras maravilhosas.<\/p>\n   \n<p><strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>, do grego Odysse\u00eda, significa \u0093o regresso\u0094.      O t\u00edtulo do poema prov\u00e9m do nome do protagonista, o grego Ulisses (Odisseu).      Filho e sucessor de Laerte, rei de \u00cdtaca e marido de Pen\u00e9lope, Ulisses \u00e9 um      dos her\u00f3is favoritos de Homero e j\u00e1 aparece na Il\u00edada como um homem perspicaz,      bom conselheiro e bravo guerreiro. O mar tamb\u00e9m \u00e9 um dos personagens centrais      na obra.<\/p>\n   \n<p><strong>Estrutura e Enredo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>, Homero registra um dos primeiros relatos de      viagem. Leva para o plano ficcional os limites, as fronteiras do mundo conhecido,      fixando certas id\u00e9ias dos gregos a respeito de al\u00e9m do &#8220;vinoso mar&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>A obra narra as viagens e aventuras de Ulisses em duas etapas:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A primeira compreende os acontecimentos que, em nove epis\u00f3dios sucessivos,        afastam o her\u00f3i de casa, for\u00e7ado pelas dificuldades criadas pelo deus Pos\u00eaidon.<br \/>\n       A segunda consta de mais nove epis\u00f3dios, que descrevem sua volta ao lar        sob a prote\u00e7\u00e3o da deusa Atena.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>\u00c9 tamb\u00e9m desenvolvido um tema secund\u00e1rio, o da vida na casa de Ulisses durante      sua aus\u00eancia, e o esfor\u00e7o da fam\u00edlia para traz\u00ea-lo de volta a \u00cdtaca.<\/p>\n   \n<p>A <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> comp\u00f5e-se de 24 cantos e cont\u00e9m 12.000 versos      hex\u00e2metros (seis s\u00edlabas), e a a\u00e7\u00e3o se inicia dez anos depois da guerra de      Tr\u00f3ia, em que Ulisses lutara ao lado dos gregos.<\/p>\n   \n<p><strong>A ordem da narrativa \u00e9 inversa: <\/strong>tem in\u00edcio pelo desfecho,      a assembl\u00e9ia dos deuses, em que Zeus decide a volta de Ulisses ao lar.<\/p>\n   \n<p>O relato \u00e9 feito, de forma indireta e em retrospectiva, pelo pr\u00f3prio her\u00f3i      aos feaces &#8211; povo m\u00edtico grego que habitava a ilha de Esqu\u00e9ria. H\u00e1beis marinheiros,      s\u00e3o eles que conduzem Ulisses a \u00cdtaca.<\/p>\n   \n<p><strong>O poema estrutura-se em quatro partes:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na primeira (cantos I a IV), intitulada Assembl\u00e9ia dos deuses, Atena vai      a \u00cdtaca animar Tel\u00eamaco, filho de Ulisses, na luta contra os pretendentes      \u00e0 m\u00e3o de Pen\u00e9lope, sua m\u00e3e, que decide envi\u00e1-lo a Pilos e a Esparta em busca      do pai. O her\u00f3i por\u00e9m encontra-se na ilha de Og\u00edgia, prisioneiro da deusa      Calipso.<\/p>\n   \n<p>Na segunda parte, Nova assembl\u00e9ia dos deuses, Calipso liberta Ulisses, por      ordem de Zeus, que atendeu aos pedidos de Atena e enviou Hermes com a miss\u00e3o      de comunicar a ordem. Livre do jugo de Calipso, que durou sete anos, Ulisses      constr\u00f3i uma jangada e parte, mas uma tempestade desencadeada por Pos\u00eaidon      lan\u00e7a-o na ilha dos feaces (canto V), onde \u00e9 descoberto por Naus\u00edcaa, filha      do rei Alc\u00ednoo. Bem recebido pelo rei (cantos VI a VIII), Ulisses mostra sua      for\u00e7a e destreza em competi\u00e7\u00f5es esportivas que se seguem a um banquete.<\/p>\n   \n<p><strong>Na terceira parte, Narra\u00e7\u00e3o de Ulisses (cantos IX a XII), o her\u00f3i      passa a contar a Alc\u00ednoo as aventuras que viveu desde a sa\u00edda de Tr\u00f3ia:<\/strong>      sua estada no pa\u00eds dos C\u00edcones, dos Lot\u00f3fagos e dos Ciclopes; a luta com o      ciclope Polifemo; o epis\u00f3dio na ilha de \u00c9olo, rei dos ventos, onde seus companheiros      provocam uma violenta tempestade, que os arroja ao pa\u00eds dos canibais, ao abrirem      os odres em que est\u00e3o presos todos os ventos; o encontro com a feiticeira      Circe, que transforma os companheiros em porcos; sua passagem pelo pa\u00eds dos      mortos, onde reencontra a m\u00e3e e personagens da guerra de Tr\u00f3ia.<\/p>\n   \n<p>Na quarta parte, Viagem de retorno, o her\u00f3i volta \u00e0 \u00cdtaca, reconduzido pelos      feaces (canto XIII). Apesar do disfarce de mendigo, dado por Atena, Ulisses      \u00e9 reconhecido pelo filho, Tel\u00eamaco, e por sua fiel ama Euricl\u00e9ia, que, ao      lavar-lhe os p\u00e9s, o identifica por uma cicatriz. Assediada por in\u00fameros pretendentes,      Pen\u00e9lope promete desposar aquele que conseguir retesar o arco de Ulisses,      de maneira que a flecha atravesse 12 machados. S\u00f3 Ulisses o consegue. O her\u00f3i      despoja-se em seguida dos andrajos e faz-se reconhecer por Pen\u00e9lope e Laerte.<\/p>\n   \n<p><strong>Segue-se a vingan\u00e7a de Ulisses (cantos XIV a XXIV):<\/strong> as almas      dos pretendentes s\u00e3o arrastadas aos infernos por Hermes e a hist\u00f3ria termina      quando Atena imp\u00f5e uma plena reconcilia\u00e7\u00e3o durante o combate entre Ulisses      e os familiares dos mortos.<\/p>\n   \n<p>A concep\u00e7\u00e3o do poema \u00e9 predominantemente dram\u00e1tica e o car\u00e1ter de Ulisses,      marcado por obstina\u00e7\u00e3o, lealdade e perseveran\u00e7a em seus prop\u00f3sitos, funciona      como elemento de unifica\u00e7\u00e3o que permeia toda a obra. A\u00ed aparecem fundidas      ou combinadas uma s\u00e9rie de lendas pertencentes a uma antiq\u00fc\u00edssima tradi\u00e7\u00e3o      oral com fundo hist\u00f3rico. <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 forte cren\u00e7a de que a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> re\u00fana temas oriundos da      \u00e9poca em que os gregos exploravam e colonizavam o Mediterr\u00e2neo ocidental,      da\u00ed a presen\u00e7a de mitos com seres monstruosos no Ocidente, para eles ainda      misterioso.<\/p>\n   \n<p>Pela extrema perfei\u00e7\u00e3o de seu todo, esse poema tem encantado o homem de todas      as \u00e9pocas e lugares. \u00c9 consenso que a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> completa a      Il\u00edada como retrato da civiliza\u00e7\u00e3o grega, e as duas juntas testemunham o g\u00eanio      de Homero e est\u00e3o entre os pontos mais altos atingidos pela poesia universal.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.nomismatike.hpg.ig.com.br\/www.passeiweb.com<\/p>\n   \n<h6>Odiss\u00e9ia<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>Obra tamb\u00e9m atribu\u00edda a <strong>Homero<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Enquanto a &#8221;Il\u00edada&#8221; \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o da vida guerreira e da \u00e9poca      her\u00f3ica, a &#8220;<strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>&#8221; representa a vida dom\u00e9stica,      narra\u00e7\u00f5es de viagens e aventuras maravilhosas. Divide-se em 24 cantos e cont\u00e9m      12 mil versos hex\u00e2metros.<\/p>\n   \n<p><strong>Seu argumento pode ser assim resumido:<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u0097 Inicia-se em \u00cdtaca no pal\u00e1cio de Ulisses, que se est\u00e1 fora, tentando      retornar. Pen\u00e9lope, sua mulher, \u00e9 assediada por diversos pretendentes, que      lhe fazem a corte pois que imaginam estar Ulisses morto. Atena, disfar\u00e7ada      em estrangeiro, exorta Telemaco, filho de Ulisses, para sair em busca do pai      (livro 1). Telemaco re\u00fane seu povo e pede-lhes um barco. O povo hesita, mas      se deixa levar pela insist\u00eancia dos candidatos \u00e0 m\u00e3o de Pen\u00e9lope. Atena surge      novamente, agora na forma de Mentor. amigo de Ulisses, e assim consegue uma      embarca\u00e7\u00e3o e parte Tel\u00eamaco. Chegam a Pilos na casa de Nestor (Livro III),      posteriormente em Esparta, na casa de Menelau (Livro IV). Apesar desta busca,      nenhum dos visitados lhes d\u00e1 qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre onde pode estar Ulisses.<\/p>\n   \n<p>Nesse meio tempo, Ulisses passa por grandes aventuras. Na ilha de Ogigia,      vive o incr\u00edvel epis\u00f3dio com a deusa Calipso, que por ele se apaixonara e      que n\u00e3o o deixa partir. Pela interven\u00e7\u00e3o dos deuses, o her\u00f3i abandona a ilha,      partindo numa tosca jangada (Livro V). <\/p>\n   \n<p>Pos\u00e9idon (Netuno) faz com que Ulisses naufrague numa habitada pelos te\u00e1cios      (Livros VI-VIII). \u00c9 recolhido semimorto na praia por Nausicaa, filha do rei      Aleino, sendo recebido com muitas festas. Em determinada ocasi\u00e3o, escuta epis\u00f3dios      sobre a guerra de Tr\u00f3ia, o que o faz lembrar o passado. <\/p>\n   \n<p>Come\u00e7a, ent\u00e3o, a contar suas aventuras, como seu encontro com o c\u00edclope Polifemo,      quando ele e seus companheiros foram aprisionados pelo ciclope numa caverna      fechada por colossal pedra, que somente o monstro conseguia remover. Antrop\u00f3fago,      ia devorando dois companheiros que Ulisses por dia. Ulisses diz ao c\u00edclope      que se chamava &#8220;Ningu\u00e9m&#8221;, j\u00e1 arquitetando um plano. <\/p>\n   \n<p>Em seguida, embebeda-o com vinho, fazendo o gigante prometer que ele ser\u00e1      sua \u00faltima v\u00edtima. Na \u00faltima noite, aproveitando o sono de Polifemo, Ulisses      fura seu olho. O gigante acorda aos berros. Acodem os outros habitantes da      ilha, mas ningu\u00e9m pode entrar na furna por causa da pedra. Perguntam o motivo      daqueles urros. e o gigante respondeu que &#8220;Ningu\u00e9m me mata, Ningu\u00e9m,      na hora do meu sono me oprime com um poder feito de ast\u00facia&#8221;. os outros      replicam que se fora &#8220;Ningu\u00e9m&#8221;, fora a m\u00e3o divina, e que restaria      a Polifemo apenas se conformar. <\/p>\n   \n<p>Pela manh\u00e3, quando o gigante, agora cego, desloca a pedra a fim de dar passagem      aos seus grandes carneiros, cada grego se ata contra a barriga de cada animal      e podem dessa maneira deixar o pavoroso antro, sem que Polifemo previna a      fuga (Livro IX). <\/p>\n   \n<p>Em seguida, Ulisses visita outra ilha na qual habita uma feiticeira chamada      Circe, que com poderosa bruxaria, tinha o dom de transformar homens em animais,      mudando os companheiros de Ulisses em porcos, por\u00e9m foi vencida pela esperteza      do grego, acaba por desencant\u00e1-los (Livro X). Ulisses vai ainda ao Oreo, pa\u00eds      dos mortos e visita o \u00c9rebo (inferno).<\/p>\n   \n<p><strong>Conversa com v\u00e1rias sombras de falecidos conhecidos seus:<\/strong>      sua m\u00e3e, gregos famosos como Agamenon (que lhe relata a trag\u00e9dia consumada      na perf\u00eddia de Clitenestra; Aquiles. P\u00e1troclo, Ajax T\u00e2ntalo, S\u00edsifo e at\u00e9      H\u00e9rcules (Livro Xl), Atravessa o mar entre Caribde, o o redemoinho, e o rochedo      Cila. <\/p>\n   \n<p>Amarra-se ao mastro do navio. mandando que seus companheiros colocassem cera      nos ouvidos, e escuta os cantos irresist\u00edveis das sereias (Livro XII). <\/p>\n   \n<p>Os fe\u00e1cios, comovidos com a narra\u00e7\u00e3o, proporcionam-lhe uma embarca\u00e7\u00e3o para      regressar ao lar (Livro XIII). Ali chega disfar\u00e7ado em mendigo. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rios acontecimentos. \u00e9 reconhecido pela ama, por causa de uma cicatriz,      mas imp\u00f5e-lhe sil\u00eancio. Os pretendentes n\u00e3o conseguem entesar o arco de Ulisses      (Pen\u00e9lope disse que casaria com aquele que conseguisse vergar o arco do marido      que com esta arma os dizima um por um).<\/p>\n   \n<p>\u00c9 ent\u00e3o reconhecido pela fiel Pen\u00e9lope e por seu pai Laerte, ap\u00f3s uma aus\u00eancia      de 20 anos. <\/p>\n   \n<h4><strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> de Homero<\/h4>\n   \n<p><strong>Odiss\u00e9ia<\/strong>, de Homero, define o poema \u00e9pico antigo, por uma      vincula\u00e7\u00e3o \u00e0s ra\u00edzes primitivas e populares. Entende-se por \u00e9pica (do grego      epos, canto ou narrativa) a narrativa po\u00e9tica de substrato hist\u00f3rico, considerando-se      ambas as obras, a <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> e a Il\u00edada, como a codifica\u00e7\u00e3o      de todos os mitos gregos. <\/p>\n   \n<p>Os poemas hom\u00e9ricos possuem tom eloq\u00fcente em seus versos (hex\u00e2metros) e dura\u00e7\u00e3o      das vogais, como se tivessem sido feitos para serem falados em voz alta. <\/p>\n   \n<p>A poesia L\u00edrica nasceu da fus\u00e3o do poema \u00e9pico com o instrumento que a acompanhava,      a lira. <\/p>\n   \n<p><strong>As formas foram ent\u00e3o se diversificando; variedades e novas t\u00e9cnicas      surgiram, como:<\/strong> a ode, a elegia, os epit\u00e1fios, as can\u00e7\u00f5es, as baladas      e outras mais que se desenvolveriam posteriormente como o soneto, e o madrigal.    <\/p>\n   \n<p>Safo (s\u00e9culo VI a.C.) \u00e9 a primeira poetisa conhecida.<\/p>\n   \n<p><strong>Sua obra, dedicada \u00e0s musas, \u00e9 uma variedade de poesia l\u00edrica: <\/strong>odes,      elegias, hinos e epital\u00e2mios. P\u00edndaro foi o primeiro grande criador de odes,      que conservava uma narrativa her\u00f3ica, embora j\u00e1 admitisse um canto pessoal,      subjetivo, retratando a vida e experi\u00eancias do pr\u00f3prio autor. <\/p>\n   \n<p>Sim\u00f4nides de Ceos foi um grande criador de epit\u00e1fios, poesia em mem\u00f3ria dos      her\u00f3is mortos. <\/p>\n   \n<p>Outra forma l\u00edrica derivada \u00e9 a poesia buc\u00f3lica, que teve em Te\u00f3crito (s\u00e9culo      III a.C.) um grande cultor. A primeira caracter\u00edstica da poesia l\u00edrica \u00e9 a      maior liberdade quanto ao n\u00famero de s\u00edlabas dos versos. <\/p>\n   \n<p><strong>Ela tamb\u00e9m foi de grande influ\u00eancia sobre a poesia dram\u00e1tica, que      se apresentava com duplo car\u00e1ter:<\/strong> \u00e9pico e l\u00edrico (objetivo\/subjetivo).      A poesia dram\u00e1tica mantinha a narrativa \u00e9pica, mas transfigurava os narradores      nos pr\u00f3prios personagens das a\u00e7\u00f5es, pintando seus estados emotivos, o que      lhe conferia um sabor l\u00edrico. <\/p>\n   \n<p><strong>Os tr\u00eas grandes poetas dram\u00e1ticos da Antig\u00fcidade Cl\u00e1ssica s\u00e3o:<\/strong>      Eur\u00edpedes, \u00c9squilo e S\u00f3focles. Das in\u00fameras pe\u00e7as que escreveram, somente      algumas foram preservadas, sendo ainda representadas em todas as partes do      mundo. <\/p>\n   \n<p>Anchieta, em sua campanha catequista, no Brasil do s\u00e9culo XVI, usou um subg\u00eanero      dram\u00e1tico, o auto sacramental, como forma de difus\u00e3o do ideais crist\u00e3os entre      os ind\u00edgenas. <\/p>\n   \n<p>A cultura latina apresenta acentuado mimetismo liter\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura      grega. Virg\u00edlio escreveu um grande poema \u00e9pico, a Eneida, calcado sobre a      unidade latina. As Metamorfoses, de Ov\u00eddio, tamb\u00e9m apresentam car\u00e1ter \u00e9pico-l\u00edrico.    <\/p>\n   \n<p>Fonte:  members.fortunecity.com\/www.cfh.ufsc.br<\/p>\n   \n<h6>Odiss\u00e9ia<\/h6>\n   \n<p>A <strong>Odisseia<\/strong> retrata o regresso de Ulisses, rei de \u00cdtaca,      da Guerra de Tr\u00f3ia, pelo mar, at\u00e9 \u00e0 sua terra natal. Durante a obra s\u00e3o focadas      outras personagens, em \u00cdtaca, onde Pen\u00e9lope aguarda pelo marido e onde uma      multid\u00e3o de pretendentes aguarda pela m\u00e3o de Pen\u00e9lope, e tamb\u00e9m foca Tel\u00e9maco,      o filho de Ulisses, na sua busca pelo pai.<\/p>\n   \n<p>A Odisseia come\u00e7a j\u00e1 passados dez anos da queda de Tr\u00f3ia, portanto, passados      vinte anos do in\u00edcio da guerra, com Ulisses ainda longe de casa. Durante a      sua aus\u00eancia, um grande n\u00famero de nobres juntaram-se na sua casa, banqueteando-se      dos seus bens, e esperando a m\u00e3o de Pen\u00e9lope, para usurparem o trono.<\/p>\n   \n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o causa grande dor em Tel\u00e9maco, que v\u00ea a sua casa a ser consumida      e sente-se impotente, pois \u00e9 visto como muitos como uma crian\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Entretanto, os outros nobres da guerra j\u00e1 voltaram a casa, muitos morreram,      v\u00edtimas da sua viagem de regresso ou de outras causas, como Agam\u00e9mnon, que      foi morto por Clitmnestra, a sua mulher, por ter sacrificado a filha Ifig\u00e9nia.      Apenas Ulisses continua desaparecido.<\/p>\n   \n<p>Resumidamente, na Odisseia contam-se as v\u00e1rias perip\u00e9cias de Ulisses, at\u00e9      regressar a casa, bem como a procura deste por parte do seu filho. Ao regressar      a casa, Ulisses mata os pretendentes e reencontra-se com Pen\u00e9lope. A obra      apresenta ainda um \u00faltimo canto em que os pretendentes entram no reino dos      mortos e os deuses restabelecem a ordem civil.<\/p>\n   \n<h4>Resumo Geral<\/h4>\n   \n<p>Ao sair de Tr\u00f3ia, Ulisses vive muitas aventuras, relatadas, n\u00e3o cronologicamente,      na Odisseia. Ao mesmo tempo, a sua casa \u00e9 inundada de pretendentes, que v\u00e3o      desgastando a sua posse sob o pretexto de quererem a m\u00e3o de Pen\u00e9lope.<\/p>\n   \n<p><strong>Pen\u00e9lope, por sua vez, inventa variadas artimanhas, como a famosa      artimanha do tear:<\/strong> ela diz que casar\u00e1 com um deles assim que te\u00e7a      uma mortalha para o velho Laertes, pai de Ulisses, mas se tece durante o dia,      durante a noite desfaz.<\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco, o filho de Ulisses, ao atingir a sua maioridade, tamb\u00e9m n\u00e3o fica      quieto. Incitado por Atena, ele parte em busca de not\u00edcias do pai, para o      fazer regressar a \u00cdtaca, ou para poder ele assumir o poder. Ao longo das suas      viagens, a chamada Telemaquia, Tel\u00e9maco vai crescer e amadurecer, terminando      a obra como um homem adulto e maduro.<\/p>\n   \n<p>Retomando a hist\u00f3ria de Ulisses, ao sair de Tr\u00f3ia, passados dez anos de guerra,      ele acompanha Nestor e Diomedes, mas depois separa-se desta frota e junta-se      \u00e0 de Agam\u00e9mnon.<\/p>\n   \n<p>No entanto, uma tempestade desvia-o do curso, e, em vez de ir parar a \u00cdtaca,      Ulisses v\u00ea-se no Norte de \u00c1frica, no pa\u00eds dos comedores de L\u00f3d\u00e3o. Ao ver onde      estava, Ulisses arrasta os seus companheiros para o barco, e fazem-se novamente      ao mar. Mas antes, alguns comeram a estranha planta e esqueceram completamente      a sua terra natal.<\/p>\n   \n<p>Ulisses navega para o norte, mas, novamente, n\u00e3o vai dar a \u00cdtaca. Desta vez,      ele atraca no pa\u00eds dos ciclopes, os gigantes de um s\u00f3 olho. L\u00e1 \u00e9 aprisionado      por Polifemo, mas consegue escapar com a famosa charada do ningu\u00e9m.<\/p>\n   \n<p>Primeiro Ulisses disse ao ciclope que se chamava Ningu\u00e9m. Ent\u00e3o, quando o      cegou, Polifemo gritava &#8220;Ningu\u00e9m cegou-me&#8221; e os outros ciclopes      julgavam que ele tivesse ficado doido. Assim, Ulisses pode fugir, mais os      companheiros, escondidos nas ovelhas.<\/p>\n   \n<p>Estranhamente imprudente, Ulisses gabou-se ao ciclope, dizendo que aquele      que o tinha enganado se chamava Ulisses. Ent\u00e3o, Polifemo amaldi\u00e7oou-o, pedindo      a seu pai, Pos\u00edd\u00e3o, que o n\u00e3o deixasse regressar a casa, ou que o fizesse      passar por muitos tormentos antes de o fazer. Da\u00ed o \u00f3dio de Pos\u00edd\u00e3o para com      Ulisses.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o atracaram em Eola, a terra do rei Eolo, senhor dos ventos. Este, compadecendo-se      de Ulisses, deu-se um pote com todos os maus ventos, para que fizessem uma      viagem segura para casa.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 se avistavam as chamin\u00e9s de \u00cdtaca quando a curiosidade dos tripulantes      de Ulisses deitou tudo a perder. Eles abriram o pote, julgando que continha      tesouros que Ulisses queria para si, e logo os maus ventos escaparam e arrastaram      o navio de volta para Eola.<\/p>\n   \n<p>Desta vez, julgando que a culpa tinha sido de Ulisses, Eolo n\u00e3o os ajudou      e expulsou-os de casa. Assim, Ulisses chega \u00e0 terra dos Lestr\u00edgones, que comiam      homens. Alguns dos companheiros de Ulisses perderam assim a vida, e muitos      outros tamb\u00e9m morreram quando os canibais, atirando pedras das fal\u00e9sias, destru\u00edram      11 dos 12 navios de Ulisses.<\/p>\n   \n<p>Fugindo da terra dos Lestr\u00edgones, Ulisses chega \u00e0 ilha de Circe, uma feiticeira      que transforma todos em porcos, excepto Ulisses, que tinha comido uma planta      que Hermes lhe indicara, para que n\u00e3o sofresse do feiti\u00e7o. Ulisses torna-se      ent\u00e3o amante de Circe.<\/p>\n   \n<p>Passado um ano, os seus homens lembram-no de casa, e ele exp\u00f4s o problema      a Circe, que o ajuda. Primeiro, diz ela, Ulisses tem de ir ao Hades e, a\u00ed,      falar com Tir\u00e9sias, o adivinho. A pr\u00f3pria feiticeira d\u00e1-lhe instru\u00e7\u00f5es para      ele chegar \u00e0 mans\u00e3o dos mortos.<\/p>\n   \n<p>Ulisses fala com Tir\u00e9sias no Hades, que lhe conta todos os perigos e sofrimentos      que ele ir\u00e1 viver. Nesta viagem, morre um membro da tripula\u00e7\u00e3o, e por isso,      ao sair do Hades, Ulisses regressa \u00e0 ilha de Circe para o enterrar.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o prossegue na sua viagem em dire\u00e7\u00e3o a casa, n\u00e3o sem antes a feiticeira      lhe ensinar como h\u00e1-de fazer para sobreviver \u00e0s sereias. Ao encontrar-se com      estes seres, que, ao, cantar atraem os marinheiros que se atiram ao mar, Ulisses      j\u00e1 vai prevenido e encheu os ouvidos dos seus homens com cera, para os impedir      de ouvir, pedindo-lhes que o amarrassem fortemente.<\/p>\n   \n<p>Assim, Ulisses passa salvo pelas sereias e prossegue a sua viagem. No entanto,      a sua rota atravessa o lar de Cila, um monstro de seis cabe\u00e7as que vive nas      fal\u00e9sias de um lado do estreito, e de Car\u00edbdis, um redemoinho do outro lado      do estreito.<\/p>\n   \n<p>Para atravessar o estreito, \u00e9 imposs\u00edvel escapar aos dois monstros. A nau      foi manobrada de forma a escapar a Car\u00edbdis, no entanto, n\u00e3o conseguiu evitar      que seis homens morressem pelas seis cabe\u00e7as de Cila.<\/p>\n   \n<p>Abalados, os homens prosseguem viagem, chegando \u00e0 terra onde H\u00e9lios, o deus      do Sol, pasta o seu gado. Sabendo que H\u00e9lios v\u00ea tudo, Ulisses avisa os seus      homens para n\u00e3o comerem do gado. Eles obedecem, mas, passado um m\u00eas sem vento,      os homens n\u00e3o conseguem resistir \u00e0 fome e comem vacas quando Ulisses dorme,      granjeando o desfavor do deus do Sol.<\/p>\n   \n<p>No dia seguinte os ventos sopraram favor\u00e1veis e eles partiram para \u00cdtaca.      No entanto, encontraram uma grande tempestade que os matou a todos, escapando      apenas Ulisses, o qual flutuou por muito tempo, at\u00e9 chegar \u00e0 ilha de Calipso.<\/p>\n   \n<p>Calipso torna-se amante de Ulisses, desejando-o para seu marido imortal,      mas ele s\u00f3 pensa na mulher, Pen\u00e9lope, no filho, Tel\u00e9maco, e na sua terra,      \u00cdtaca, ansiando regressar a casa. Assim se passam nove anos.<\/p>\n   \n<p>Passado nove anos, os deuses todos, excepto Pos\u00edd\u00e3o, re\u00fanem-se num conc\u00edlio      e decidem que \u00e9 tempo de Calipso libertar Ulisses. A ninfa obedece e ajuda      Ulisses a preparar uma embarca\u00e7\u00e3o, na qual ele parte para \u00cdtaca.<\/p>\n   \n<p>Mas Pos\u00edd\u00e3o, zangado por terem tomado aquela decis\u00e3o sem ele, destruiu a      embarca\u00e7\u00e3o de Ulisses, e este nadou at\u00e9 \u00e0 terra dos Feaces. A\u00ed, o rei e a      ra\u00ednha compadecem-se dele e oferecem-lhe ricos presentes e uma embarca\u00e7\u00e3o,      na qual ele, finalmente, regressa a \u00cdtaca.<\/p>\n   \n<p>A\u00ed vai sendo reconhecido por diversas pessoas, come\u00e7ando, curiosamente, pelo      seu c\u00e3o, que morre de emo\u00e7\u00e3o. Finalmente, ele mata os pretendentes insolentes,      o que amea\u00e7a causar desordem. Mas os deuses interv\u00eam e restabelecem a ordem      em \u00cdtaca.<\/p>\n   \n<h4>Canto a Canto<\/h4>\n   \n<p><strong>Canto I<\/strong><\/p>\n   \n<p>Abre-se a obra com um conc\u00edlio dos deuses, quando Pos\u00edd\u00e3o est\u00e1 afastado para      receber ofertas. Durante este conc\u00edlio, discute-se o caso de Ulisses, odiado      por Pos\u00edd\u00e3o, por ter cegado um ciclope seu filho. Finalmente, Atena convence      o seu pai que \u00e9 altura de ajudar Ulisses a voltar para casa.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o ela vai, disfar\u00e7ada de Mentes, \u00e0 corte de Tel\u00e9maco, vendo o festim      dos pretendentes e exortando Tel\u00e9maco a procurar o seu pai. O jovem convence-se      e convoca uma assembleia, o que admira os pretendentes. Eles continuam no      seu festim, mas Tel\u00e9maco vai para a cama, sonhando com a sua viagem.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto II<\/strong><\/p>\n   \n<p>No dia seguinte d\u00e1-se a Assembleia dos Itacenses, em que Tel\u00e9maco denuncia      que os pretendentes est\u00e3o a esbanjar os pertences de seu pai. Os pretendentes      defendem-se, atrav\u00e9s da voz de Ant\u00ednoo, que diz que a culpa \u00e9 de Pen\u00e9lope      que n\u00e3o escolhe um deles.<\/p>\n   \n<p>A esta acusa\u00e7\u00e3o, Tel\u00e9maco amea\u00e7a os pretendentes, e duas \u00e1guias enviadas      por Zeus aparecem no c\u00e9u, confirmando as suas amea\u00e7as. Mas os pretendentes      recusam-se a partir at\u00e9 que Pen\u00e9lope escolha um deles.<\/p>\n   \n<p>A Assembleia acaba e Tel\u00e9maco vai para a praia, onde reza a Atena, que lhe      aparece sob a forma de Mentor. Eles arranjam uma nau e, com a ajuda de Euricleia,      a ama velha do jovem, retiram secretamente provis\u00f5es para a viagem. Pen\u00e9lope      \u00e9 mantida na ignor\u00e2ncia dos acontecimentos, para n\u00e3o se preocupar.<\/p>\n   \n<p>Atena disfar\u00e7a-se de Tel\u00e9maco e recruta vinte jovens e procura por uma nau.      Depois torna a fazer-se como Mentor e, com Tel\u00e9maco, parte pelo mar, em dire\u00e7\u00e3o      a Pilo.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto III<\/strong><\/p>\n   \n<p>Chegados a Pilo, encontram-se com Nestor e o filho, sacrificando em honra      de Pos\u00edd\u00e3o, e s\u00e3o convidados a participar no festim. Ent\u00e3o, Tel\u00e9maco identifica-se      e Nestor conta-lhe os \u00faltimos dias da Guerra de Tr\u00f3ia.<\/p>\n   \n<p>Conta que houve uma discuss\u00e3o entre Agam\u00e9mnon e Menelau e os dois irm\u00e3os      dividiram o ex\u00e9rcito em duas fac\u00e7\u00f5es, que partiram separadamente. Ulisses      saiu com Nestor e Diom\u00e9des, mas em T\u00e9nedos separou-se deles e juntou-se a      Agam\u00e9mnon. Nestor acrescenta que esta \u00e9 a \u00faltima vez que viu Ulisses.<\/p>\n   \n<p>Para al\u00e9m desta hist\u00f3ria, Nestor conta o regresso de outros reis, como Agam\u00e9mnon,      assassinado por Egisto e Clitmnestra, a qual foi, por sua vez, morta por Orestes,      seu filho.<\/p>\n   \n<p>Conta ainda as viagens de Menelau que passou pelo Egipto e viveu v\u00e1rias aventuras      com Helena. Por isso mesmo, chegam \u00e0 conclus\u00e3o que o mais sensato \u00e9 que Tel\u00e9maco      v\u00e1 visitar Menelau para ter not\u00edcias do seu pai.<\/p>\n   \n<p>No dia seguinte, ap\u00f3s um sacrif\u00edcio a Atena, Tel\u00e9maco parte para Esparta      num carro oferecido por Nestor, na companhia do filho mais novo deste.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto IV<\/strong><\/p>\n   \n<p>Chegam ao pal\u00e1cio de Menelau quando ocorre o festim do casamento de um dos      filhos do rei e t\u00eam uma recep\u00e7\u00e3o exemplar. Durante o banquete Menelau fala      de Ulisses, ainda sem saber quem \u00e9 Tel\u00e9maco, e este come\u00e7a a chorar.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o Helena junta-se a eles e reconhece o jovem, mas a conversa sobre os      prop\u00f3sitos de Tel\u00e9maco \u00e9 adiada por Menelau para o dia seguinte, passando      o resto do banquete, em conjunto com a sua mulher, a contar feitos de Ulisses      na guerra.<\/p>\n   \n<p>No dia seguinte, T\u00e9lemaco conta o que se passa em \u00cdtaca e que est\u00e1 em busca      de not\u00edcias do pai. Por sua vez, Menelau conta o que passou no Egipto, sendo      de destacar a hist\u00f3ria de Proteu, o qual se metamorfoseava, tentando escapar,      mas a quem Menelau conseguiu arrancar as informa\u00e7\u00f5es que queria.<\/p>\n   \n<p>Proteu contou que Ulisses ainda estava vivo, mas estava preso numa ilha por      Calipso, a ninfa, que o queria para marido. Contou ainda a hist\u00f3ria de cada      um dos var\u00f5es, do seu regresso e da sua morte.<\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco prepara-se para partir e recebe imensas ofertas de Menelau.<\/p>\n   \n<p>Ao mesmo tempo, em \u00cdtaca, os pretendentes descobrem o que fez Tel\u00e9maco e      preparam um navio para lhe armar uma emboscada e mat\u00e1-lo. Tamb\u00e9m Pen\u00e9lope      toma conhecimento do fato, desfalecendo de preocupa\u00e7\u00e3o, trancando-se no quarto      a chorar e recusando-se a comer.<\/p>\n   \n<p>Atena conforta-a atrav\u00e9s de um sonho, em que a irm\u00e3 de Pen\u00e9lope lhe conta      que Tel\u00e9maco est\u00e1 em seguran\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Aqui termina a chamada Telemaquia, ou seja, a parte da Odisseia centrada      em Tel\u00e9maco, na sua a\u00e7\u00e3o e no seu amadurecimento psicol\u00f3gico. Come\u00e7a-se agora      a acompanhar as fa\u00e7anhas de Ulisses.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto V<\/strong><\/p>\n   \n<p>Numa nova assembleia dos deuses, Atena p\u00f5e a quest\u00e3o do regresso de Ulisses      \u00e0 p\u00e1tria, ao que Zeus envia Hermes para avisar a ninfa Calipso que deve libertar      Ulisses, o qual n\u00e3o ser\u00e1 seu marido como ela desejava.<\/p>\n   \n<p>Assim, passados nove anos, a ninfa finalmente liberta Ulisses, ajudando-o      a construir uma jangada e a apetrech\u00e1-la. O var\u00e3o parte para \u00cdtaca, mas, ao      mesmo tempo, Pos\u00edd\u00e3o regressa dos sacrif\u00edcios que estava a receber na Eti\u00f3pia,      ficando irado com o sucedido.<\/p>\n   \n<p>Provoca um vendaval que destr\u00f3i a jangada de Ulisses, quase afogando o her\u00f3i.      Mas Atena e uma ninfa do mar, Leuc\u00f3tea, ajudam Ulisses a p\u00f4r-se a salvo e      a alcan\u00e7ar a ilha de Esqu\u00e9ria, dos Feaces, onde Ulisses adormece exausto.<\/p>\n   \n<p><strong>Cantos VI a VIII<\/strong><\/p>\n   \n<p>Estes cantos s\u00e3o resumidos todos juntos porque contam o tempo que Ulisses      esteve com os Feaces, antes de come\u00e7ar a contar a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>Quando Ulisses acorda, cansado e esfomeado, \u00e9 descoberto por Naus\u00edcaa, princesa      dos Feaces, e as suas aias, que lhe d\u00e3o de comer, o vestem e o levam \u00e0 cidade,      ensinando-o como deve proceder.<\/p>\n   \n<p>Ulisses vai ent\u00e3o ao pal\u00e1cio de Alc\u00ednoo e de Areta, que o recebem muito bem,      prometendo ajud\u00e1-lo a voltar para \u00cdtaca. Assim se passa algum tempo, at\u00e9 que,      num banquete, Ulisses revela a sua identidade e come\u00e7a a contar a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto IX<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ulisses conta como partiu de Tr\u00f3ia e foi parar ao pa\u00eds dos C\u00edcones, onde      foi derrotado e teve de fugir, indo ent\u00e3o atracar ao pa\u00eds dos comedores de      L\u00f3d\u00e3o. Conta ainda a hist\u00f3ria do pa\u00eds dos Ciclopes. <\/p>\n   \n<p><strong>Canto X<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ulisses continua a sua viagem, contando a hist\u00f3ria de E\u00f3lo, dos Lestr\u00edgones      e de Circe. <\/p>\n   \n<p><strong>Canto XI<\/strong><\/p>\n   \n<p>Neste canto, Ulisses conta a sua descida ao Hades, onde encontrou diversas      almas.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XII<\/strong><\/p>\n   \n<p>Aqui, Ulisses relata as suas aventuras com as sereias, com Cila, com Car\u00edbdis      e a desgra\u00e7a que ocorreu com o gado de H\u00e9lio, bem como a tempestade com que      foi parar \u00e0 ilha de Calipso. <\/p>\n   \n<p><strong>Cantos XIII a XVI<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s relatar as suas hist\u00f3rias, Ulisses recebe dos Feaces in\u00fameros presentes,      e estes transportam-no at\u00e9 \u00cdtaca e, por isto, s\u00e3o castigados por Pos\u00edd\u00e3o.      Por sua vez, Ulisses \u00e9 recebido por Atena, na forma de mendigo, que o educa      para o que se passa em \u00cdtaca.<\/p>\n   \n<p>Ulisses vai at\u00e9 \u00e0 quinta de Eumeu, criador de porcos, que lhe \u00e9 leal, mas      n\u00e3o revela quem \u00e9, at\u00e9 que chega Tel\u00e9maco de Esparta. Ent\u00e3o fazem planos de      manter o regresso de Ulisses secreto.<\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco volta depois para o pal\u00e1cio, como se nada se tivesse passado, com      Ulisses a segui-lo, disfar\u00e7ado.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XVII<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco vai visitar a m\u00e3e, que fica muito aliviada por o ver vivo e ouve      as suas hist\u00f3rias, incluindo a do rumor que Ulisses est\u00e1 vivo e s\u00e3o na ilha      de Calipso. H\u00e1 tamb\u00e9m uma profecia, feita por um fugitivo, Teocl\u00edmeno, a Pen\u00e9lope,      de que Ulisses est\u00e1 disfar\u00e7ado em \u00cdtaca e se vai vingar dos pretendentes.      Mas a mulher n\u00e3o acredita.<\/p>\n   \n<p>Ulisses e Eumeu v\u00e3o ao pal\u00e1cio, encontrando Melanteu pelo caminho que insulta      Ulisses e lhe d\u00e1 pontap\u00e9s. Ulisses, que tem que manter o disfarce, n\u00e3o faz      nada, mas Eumeu defende-o.<\/p>\n   \n<p>Chegados ao pal\u00e1cio, encontram Argo, o velho c\u00e3o de Ulisses. Ao v\u00ea-lo, o      c\u00e3o levanta a cabe\u00e7a e lan\u00e7a o seu \u00faltimo gemido, morrendo. Ulisses chora,      secretamente, pois n\u00e3o quer que Eumeu descubra ainda quem ele \u00e9.<\/p>\n   \n<p>Entram ent\u00e3o no pal\u00e1cio onde, como sempre, os pretendentes est\u00e3o a fazer      um banquete. Tel\u00e9maco oferece ao pai um lugar e deixa-o mendigar. Todos d\u00e3o      algo a Ulisses, com a excep\u00e7\u00e3o de Ant\u00ednoo, o chefe dos pretendentes, que o      insulta e lhe bate.<\/p>\n   \n<p>O her\u00f3i amaldi\u00e7oa Ant\u00ednoo pelo seu ato, que perturba at\u00e9 os pretendentes.      Entretanto, Pen\u00e9lope pergunta a Eumeu pelo forasteiro e sugere que lho tragam      para ouvir a sua hist\u00f3ria e saber se tem not\u00edcias de Ulisses. Este concorda      que a ver\u00e1 nessa mesma noite.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XVIII<\/strong><\/p>\n   \n<p>Durante a tarde, chega Iro, um pedinte de quem os pretendentes gostam, que      come\u00e7a a insultar Ulisses, dizendo que \u00cdtaca \u00e9 o seu dom\u00ednio privadoi para      mendigar, o que faz Ulisses ripostar. Os pretendentes organizam ent\u00e3o uma      luta entre os dois, premiando o vencedor.<\/p>\n   \n<p>Iro gaba-se e diz que vai vencer, mas quando se despem para a luta, todos      ficam admirados com os m\u00fasculos de Ulisses e Iro tenta escapar \u00e0 querela.      Mas Ant\u00ednoo n\u00e3o o permite. Ulisses vence e recebe os pr\u00e9mios.<\/p>\n   \n<p>Neste canto, Ulisses tenta avisar Anf\u00ednomo, o mais bondoso dos pretendentes,      do que se est\u00e1 prestes a passar, mas este n\u00e3o percebe.<\/p>\n   \n<p>Pen\u00e9lope aparece ent\u00e3o, parecendo deslumbrante, com a ajuda de Atena, e censura      a luta, bem como o comportamento dos pretendentes. Estes, envergonhados, mandam      os servos buscar presentes para ela.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 noite, h\u00e1 um pequeno desentendimento entre Ulisses e Eur\u00edmaco, que \u00e9 amante      de uma serva infiel a Ulisses e acaba por atirar um escabelo ao her\u00f3i, mas      este acaba por acertar num servo.<\/p>\n   \n<p>Gera-se ent\u00e3o um grande reboli\u00e7o, ao qual Tel\u00e9maco p\u00f5e fim, para admira\u00e7\u00e3o      dos pretendentes.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XIX<\/strong><\/p>\n   \n<p>Com a partida dos pretendentes, Ulisses e Tel\u00e9maco preparam a sala para o      dia seguinte, tirando todas as armas que a\u00ed estavam e escondendo-as, trancadas,      noutra parte do pal\u00e1cio.<\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco vai para a cama e Ulisses vai ter com Pen\u00e9lope, disfar\u00e7ado de mendigo.      Eles conversam, e Pen\u00e9lope conta-lhe como sente saudades do marido e os truques      que tem usado para manter afastados os pretendentes.<\/p>\n   \n<p>Ulisses, por sua vez, inventa uma hist\u00f3ria, afirmando ter conhecido Ulisses      e afirmando que ele ainda est\u00e1 vivo. Isto comove a rainha, sobretudo porque      o mendigo afirma que Ulisses est\u00e1 a caminho do pa\u00eds.<\/p>\n   \n<p>Antes de se separarem, Pen\u00e9lope pede a Euricleia, a velha ama de Ulisses,      que trate os p\u00e9s do mendigo. Enquanto o lava, a ama reconhece-o atrav\u00e9s de      uma cicatriz, mas Ulisses impede-a de revelar a sua identidade a quem quer      que seja.<\/p>\n   \n<p><strong>Entretanto, Pen\u00e9lope regressa e anuncia uma nova artimanha para entreter      os pretendentes:<\/strong> haver\u00e1 um concurso em que ter\u00e3o que disparar do      arco de Ulisses atrav\u00e9s de uma fila de doze machados. Ela diz que, quem vencer,      ser\u00e1 o seu marido.<\/p>\n   \n<p>Depois, a rainha regressa para o seu quarto e chora, at\u00e9 Atena a fazer adormecer.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XX<\/strong><\/p>\n   \n<p>Durante a noite, Atena diz a Ulisses que o ir\u00e1 ajudar na sua luta, o que      lhe dar\u00e1 \u00eaxito. Por outro lado, Pen\u00e9lope reza a Art\u00e9mis que a salve do casamento      com outro homem, mesmo que para isso tenha que morrer.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 de manh\u00e3, Ulisses reza a Zeus para que lhe d\u00ea um sinal de prote\u00e7\u00e3o, e      o Senhor do Olimpo faz ribombar um trov\u00e3o, que \u00e9 escutado por muita gente.      Gera-se ent\u00e3o um clima de tens\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>O her\u00f3i vai observando o comportamento dos servos, tentando descobrir      quais lhe s\u00e3o fi\u00e9is. Nesse dia chegam ao pal\u00e1cio tr\u00eas servos fi\u00e9is, portando      bens para o banquete:<\/strong> Melanteu, o guardador de cabras, Eumeu, o porqueiro,      e Fil\u00e9tio, o boieiro.<\/p>\n   \n<p>Entretanto os pretendentes v\u00e3o planeando o assass\u00ednio de Tel\u00e9maco, regressando      depois ao pal\u00e1cio.<\/p>\n   \n<p><strong>Nesse dia, um insulto por parte dos pretendentes desponta um comportamento      inesperado de Tel\u00e9maco, que serve de pren\u00fancio ao que se vai passar:<\/strong>      ele faz um longo discurso, enumerando todos os defeitos dos pretendetes, os      quais se riem.<\/p>\n   \n<p>Um \u00faltimo aviso \u00e9 feito pelo adivinho Teocl\u00edmeno, que lhes diz que algo terr\u00edvel      est\u00e1 para acontecer. Eles por\u00e9m tamb\u00e9m se riem dele, que sai do pal\u00e1cio furioso.    <\/p>\n   \n<p>O banquete prossegue, com Tel\u00e9maco aguardando o sinal do seu pai.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XXI<\/strong><\/p>\n   \n<p>Neste canto d\u00e1-se a competi\u00e7\u00e3o de arco anunciada por Pen\u00e9lope. Os pretendentes      aceitam o desafio e Ant\u00ednoo goza com os servos que se mostram perturbados      pela recorda\u00e7\u00e3o do seu amo.<\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco \u00e9 o primeiro a experimentar, mas ap\u00f3s quatro tentativas Ulisses      impede-o de continuar. Este chama a si Fil\u00e9tio e Eumeu e identifica-se. Eles,      emocionados, prometem cumprir as ordens que ele lhe der.<\/p>\n   \n<p>Todos os pretendentes falham a sua tentativa e Ant\u00ednoo sugere que tentem      de novo no dia seguinte. Ent\u00e3o, Ulisses pede uma tentativa. Os pretendentes      recusam, mas Pen\u00e9lope convence-os a deix\u00e1-lo experimentar, ap\u00f3s assegurar      que n\u00e3o o tomar\u00e1 por marido se ele ganhar.<\/p>\n   \n<p>Este \u00e9 o sinal esperado. Tel\u00e9maco faz com que a m\u00e3e e as aias saiam, entregando      o arco a Ulisses em seguida. Simultaneamente, sem que ningu\u00e9m se aperceba,      Eumeu e Fil\u00e9tio trancam as portas do sal\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os pretendentes v\u00e3o gozando com Ulisses, mas este arma o arco e dispara a      flecha pelos machados, aparentemente sem esfor\u00e7o. T\u00e3o estupefatos ficam os      pretendentes, que nem reparam que Tel\u00e9maco pegou na espada e na lan\u00e7a e se      aproximou do pai.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XXII<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ulisses mata Ant\u00ednoo e os pretendentes pensam que o pedinte enlouqueceu,      ficando desorientados. Ent\u00e3o o her\u00f3i revela a sua identidade e Eur\u00edmaco tenta      convenc\u00ea-lo que a culpa pertence toda a Ant\u00ednoo.<\/p>\n   \n<p>Come\u00e7a uma luta em que os pretendentes s\u00e3o todos chacinados, por Ulisses,      Tel\u00e9maco, Eumeu e Fil\u00e9tio, sendo poupados apenas F\u00e9mio, aedo, e Medonte, arauto.<\/p>\n   \n<p>Ulisses chama Euricleia, que, cumprindo ordens do her\u00f3i, traz \u00e0 sala as doze      servas infi\u00e9is. Estas s\u00e3o obrigadas a limpar o sal\u00e3o e depois s\u00e3o conduzidas      para o p\u00e1tio, onde s\u00e3o enforcadas.<\/p>\n   \n<p>O local \u00e9 purificado atrav\u00e9s de enxofre e os servos fi\u00e9is saudam-no.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XXIII<\/strong><\/p>\n   \n<p>Euricleia vai, apressada, avisar Pen\u00e9lope do sucedido. Esta, incr\u00e9dula, desce      para ver com os seus olhos, mas n\u00e3o reconhece Ulisses por este estar coberto      de sangue e sujidade.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o o her\u00f3i manda que o deixem sozinho com a mulher e conta-lhe alguns      segredos que s\u00f3 eles sabiam e que, por isso, o identificam como Ulisses. Pen\u00e9lope      fica comovida e os dois sa\u00fadam-se.<\/p>\n   \n<p>Ulisses \u00e9 limpo e vestido e vai para o quarto com Pen\u00e9lope. Entretanto, os      servos fingem que as celebra\u00e7\u00f5es continuam, para que, fora do pal\u00e1cio, ningu\u00e9m      suspeite de nada.<\/p>\n   \n<p>O casal passa a noite acordado, fazendo amor e contando as suas aventuras      e, numa bonita cena, Atena atrasa o Sol, para que os amantes possam ficar      mais tempo juntos.<\/p>\n   \n<p>No dia seguinte, Ulisses parte, armado, mais o filho, Eumeu e Fil\u00e9tio, para      o dom\u00edno de Laertes, seu pai.<\/p>\n   \n<p><strong>Canto XXIV<\/strong><\/p>\n   \n<p>As almas dos pretendentes chegam ao Hades, conduzidos por Hermes, onde conversam      com Aquiles, P\u00e1troclo, Ant\u00edloco, Ajax e Agam\u00e9mnon.<\/p>\n   \n<p>Entretanto, em \u00cdtaca, Ulisses e o pai reencontram-se, numa ocasi\u00e3o comovente.      Na cidade, as pessoas tomam conhecimento da carnificina e decidem vingar-se,      dirigindo-se para o dom\u00ednio de Laertes.<\/p>\n   \n<p>Ao mesmo tempo, no Olimpo, Atena conversa com Zeus acerca do sucedido. Este      concorda que os atos de Ulisses foram justificados e permite que a filha aja      para restabelecer a paz.<\/p>\n   \n<p>Na Terra, come\u00e7ou o combate e v\u00e1rios s\u00e3o mortos por Ulisses e Tel\u00e9maco. Mas      a deusa inflige-lhes p\u00e2nico com a \u00c9gide, e depois ordena que o conflito termine,      ordem essa refor\u00e7ada por um trov\u00e3o de Zeus.<\/p>\n   \n<p>Atena disfar\u00e7a-se novamente de Mentor a ajuda a estabelecer a paz entre as      duas fac\u00e7\u00f5es. Ulisses reina novamente.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  calle.no.sapo.pt<\/p>\n   \n<h6>Odiss\u00e9ia<\/h6>\n   \n<p>A <strong>odisseia<\/strong> pode-se dividir em 4 grandes partes, embora tenha      sido escrita originalmente em 6 livros&#8230;<\/p>\n   \n<p>\u00c9 com a hist\u00f3ria de Tel\u00e9maco que vive em \u00edtaca com a m\u00e3e e que suporta mal      a presen\u00e7a dos pretendentes da m\u00e3e, que querem tomar o lugar do Ulisses que      havia partido para a guerra de Tr\u00f3ia h\u00e1 largos anos, que tudo come\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Atena, disfar\u00e7ada, aconselha Tel\u00e9maco a ir \u00e0 procura do pai e ent\u00e3o ele convoca      a Assembleia e decide ir em busca do pai.<\/p>\n   \n<p>Vai numa nau at\u00e9 Pilos, a casa do rei Nestor, que lhe conta certas perip\u00e9ciasda      Guerra de Tr\u00f3ia e da morte de Agam\u00e9mnon.<\/p>\n   \n<p>Depois, vai at\u00e9 Esparta com o filho de Nestor e, no pal\u00e1cio de Menelau e      de Helena, ouve mais hist\u00f3rias da Guerra.<\/p>\n   \n<p>Enquanto Tel\u00e9maco procurava pelo pai, Hermes \u00e9 enviado por Zeus a Og\u00edgia      para ordenar a Calipso que deixe Ulisses partir e, ent\u00e3o, ele faz uma jangada      e parte.<\/p>\n   \n<p>Em alto mar, sofre uma tempestade e vai ter \u00e0 Terra dos Feaces, onde se encontra      com a princesa Naus\u00edcaa. Ela aconselha-o a ir ao pal\u00e1cio e diz-lhe o que deve      fazer para obter ajuda e ser bem recebido.<\/p>\n   \n<p>Ulisses, depois de ouvir as hist\u00f3rias do poeta, emociona-se, chora, e o rei      Alc\u00ednoo pede para ele contar a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>Ulisses come\u00e7a ent\u00e3o por contar o dia em que deixaram Tr\u00f3ia para tr\u00e1s e que      passaram por v\u00e1rias Terras&#8230;<\/p>\n   \n<p>No caminho, passaram pela ilha dos ciclopes, onde ele feriu o filho de Poseidon      para fugir da sua gruta.<\/p>\n   \n<p>Atracaram tamb\u00e9m na ilha da feiticeira Circe, que transformava os homens      em animais (porcos) e segue caminho at\u00e9 ao Hades, mundo dos mortos, para enterrogar      Tir\u00e9sias sobre o seu futuro.<\/p>\n   \n<p>L\u00e1 no Hades fala com companheiros da Guerra e com a sua m\u00e3e, que morrera      de saudades&#8230;<\/p>\n   \n<p>Decide voltar \u00e0 ilha de Circe e ela avisa-o das sereias, que enfeiti\u00e7am os      homens, de Cila e de Car\u00edbdis.<\/p>\n   \n<p>Segue viagem, mais outra vez, e vai ter \u00e0 ilha do Sol, onde os seus companheiros      matam os animais e morrem todos no mar, excepto Ulisses que vai ter \u00e0 ilha      de Og\u00edgia, onde permanece 7 anos at\u00e9 Calipso o deixar partir.<\/p>\n   \n<p>Depois, como j\u00e1 cont\u00e1mos vai ter \u00e0 ilha dos Feaces, que o ajudam a voltar      a \u00edtaca nas suas naus que s\u00e3o melhores que todas e deixam-no a dormir na terra      que h\u00e1 muito tinha deixado!<\/p>\n   \n<p>D\u00e1-se, ent\u00e3o, o regresso de Ulisses a \u00edtaca&#8230;<\/p>\n   \n<p>Primeiro, esconde os tesouros e vai a casa do porqueiro, onde ouve o porqueiro      contar como chegou a \u00edtaca e, disfar\u00e7ado de mendigo, conta a sua hist\u00f3ria      inventada.<\/p>\n   \n<p>Tel\u00e9maco, quando regressa, encontra-se com o pai na casa do porqueiro e Ulisses      d\u00e1-se a conhecer ao filho e, juntos, combinam como enfrentar os pretendentes.<\/p>\n   \n<p>D\u00e1-se uma prova de armar o arco e atirar por entre uns machados e Ulisses,      ainda como mendigo, ganha a prova e, de repente, mostra-se como o rei de itaca.      Juntamente com Tel\u00e9maco, com o porqueiro e com o boeiro mata todos os pretendentes!<\/p>\n   \n<p>Mais tarde, revela-se a Pen\u00e9lope que o testa e comprova que \u00e9 mesmo o seu      marido&#8230; j\u00e1 com tudo &#8220;estabilizado&#8221; vai visitar o pai, Laertes,      que vivia s\u00f3 e triste!<\/p>\n   \n<p>Resumidamente, esta \u00e9 a Hist\u00f3ria de Ulisses, a Odisseia de Homero, escrita      h\u00e1 j\u00e1 tanto tempo mas que se mantem fiel, atrav\u00e9s das tradu\u00e7\u00f5es, seja em que      l\u00edngua for&#8230;<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m de tudo, Ulisses tem o seu simbolismo. O fato dele se transformar por      a\u00e7\u00e3o da Deusa pode significar que o ser humano est\u00e1 em cont\u00ednua mudan\u00e7a, que      h\u00e1 for\u00e7as misteriosas que nos podem ajudar a vencer perigos que achavamos      invenc\u00edveis e que a nossa apar\u00eancia, a maneira como nos v\u00eaem ou nos vemos      a n\u00f3s pr\u00f3prios \u00e9 subjetiva, transforma-nos conforme o olhar que sobre n\u00f3s      incide. <\/p>\n   \n<p><strong>Frederico Louren\u00e7o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  resumos.netsaber.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Odiss\u00e9ia, Homero, Poemas, Obras, Hist\u00f3ria, Gr\u00e9cia, Resumo, Mitologia Grega, Literatura, Poesia, Versos, Cantos, Odiss\u00e9ia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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