{"id":15391,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/civilizacao-fenicia-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:23:13","modified_gmt":"2026-08-31T23:23:13","slug":"civilizacao-fenicia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/civilizacao-fenicia-2\/","title":{"rendered":"Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia"},"content":{"rendered":"\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Hist\u00f3ria do Povo<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>fen\u00edcios\u00a0<\/strong>era semitas pertencentes ao ramo dos cananeus. Sua origem \u00e9 praticamente desconhecida, mas certamente, n\u00e3o eram aut\u00f3ctones.\n\nSegundo o Her\u00f3todo, teriam vindo do oceano \u00cdndico.\n\n\u00c9 prov\u00e1vel que tenham imigrado da regi\u00e3o compreendida entre o mar Morto e o Mar Vermelho, mas ainda hoje \u00e9 esse um ponto discut\u00edvel. Denominava-se a regi\u00e3o onde se estabeleceram, na S\u00edria de Cana\u00e3.\n\nEntre si denominavam-se cananeus e sidonianos. Esses termos s\u00e3o encontrados nos documentos fen\u00edcios, ass\u00edrios, no velho testamento e mesmo em passagens de Homero. A designa\u00e7\u00e3o de fen\u00edcios, ass\u00edrios, no velho testamento e mesmo em passagens de Homero. A designa\u00e7\u00e3o de fen\u00edcios foi lhe atribu\u00edda pelos gregos mil\u00eanio, que estabeleceram contatos comerciais com Cana\u00e3, por volta do fim do II mil\u00eanio.\n\nV\u00e1rias grandes cidades fen\u00edcias foram constru\u00eddos no litoral do Mediterr\u00e2neo. Era uma cultura de negocia\u00e7\u00e3o mar\u00edtima empreendedora que se espalhou pelo Mediterr\u00e2neo a partir de 1550 aC a 300 aC.\n\nEles eram famosos na Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica e Roma como \u0091comerciantes em roxo \u0093, referindo-se ao seu monop\u00f3lio sobre a tintura roxa preciosa do caracol Mrex, usado, entre outras coisas, para a roupa real, e para a sua propaga\u00e7\u00e3o do alfabeto, sobre a qual tudo principais alfabetos modernos s\u00e3o derivados.\n\nOriginalmente a palavra expressava uma tonalidade de avermelhada, que os gregos acreditavam ver na pele dos fen\u00edcios.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Origem<\/strong>\n\nOs<strong>\u00a0fen\u00edcios,<\/strong>\u00a0povo de origem sem\u00edtica, de g\u00eanio aventureiro e traficante, foram os maiores propagadores da civiliza\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s das suas viagens mar\u00edtimas.\n\nEles habitavam ao sop\u00e9 do L\u00edbano, ou entre o L\u00edbano e o mar Mediterr\u00e2neo. Vivendo entre o mar e as montanhas e atacados pelos ass\u00edrios, os fen\u00edcios viram-se obrigados a transpor os mares.\n\nA principio n\u00e3o se afastaram das costas do Mediterr\u00e2neo, mas depois, com auxilio das madeiras de suas montanhas, constru\u00edram possantes naus e aventuraram-se aos mares.\n\nAlongando-se de ilha em ilha, transpuseram as colunas de Hercules, lan\u00e7aram-se no mar tenebroso e prosseguiram at\u00e9 a Inglaterra.\n\nAmbiciosos e muito corajosos, n\u00e3o temiam os perigos do mar e muitas vezes ao faltar alimento, eram for\u00e7ados a acostar e plantar para depois colher e prosseguir viagem.\n\nEm suas aventuras, os fen\u00edcios extraiam cobre da ilha de Chypre, m\u00e1rmore das ilhas do Arquip\u00e9lago, e iam at\u00e9 ao C\u00e1ucaso, de onde traziam ouro, cobre e escravos para vender na Babil\u00f4nia e no Egito.\n\nA sua civiliza\u00e7\u00e3o foi inteiramente babil\u00f4nica e adotavam todos os costumes desse povo.\n\nPor muito tempo a sua escrita foi cuneiforme; mais tarde, quando o desenvolvimento do seu com\u00e9rcio exigiu meios mais f\u00e1ceis de registrar as suas opera\u00e7\u00f5es, \u00e9 que adotaram a escrita dos eg\u00edpcios, a qual simplificaram e criaram o alfabeto com 22 letras. Transmitidas Estas aos gregos, deram origem ao nosso alfabeto.\n\nN\u00e3o cultivavam as letras, e artes e ci\u00eancias, sen\u00e3o enquanto estas lhes interessavam com\u00e9rcio e a navega\u00e7\u00e3o, pois foram sobretudo comerciantes e navegadores e os primeiros fundadores de col\u00f4nias.\n\nOs seus principais portos eram Biblo, Sidon e Tiro e depois, navegando muito para o ocidente fundaram Cartago, cuja funda\u00e7\u00e3o \u00e9 atribu\u00edda a Elisa, irm\u00e3 de Pigamali\u00e3o.\n\nOs fen\u00edcios eram povos que viviam parasitariamente, pois iam com suas mercadorias \u00e1s cidades vizinhas e Quando estas eram fracas, roubavam e incendiavam a cidade, deixando assim na mis\u00e9ria os seus habitantes.\n\nN\u00e3o era com desejo de melhorar a civiliza\u00e7\u00e3o ou melhor de propag\u00e1-la que os fen\u00edcios empreendiam suas viagens, era apenas pela ambi\u00e7\u00e3o de riqueza; e entretanto, s\u00e3o cognominados \u0093educadores dos b\u00e1rbaros da Europa\u0094.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Per\u00edodo<\/strong>\n\nEntre o per\u00edodo de 1200 aC e 900 aC n\u00e3o havia nenhuma grande pot\u00eancia militar na Mesopot\u00e2mia.\n\nMesmos estados menores, como<strong>\u00a0Fen\u00edcia<\/strong>\u00a0e do hebraico reino foram capazes de prosperar. Esses reinos especialmente os fen\u00edcios come\u00e7aram a operar em todo o Mediterr\u00e2neo.\n\nA hist\u00f3ria nos diz que os cananeus, uma tribo de origem semita, foram os primeiros a habitar as margens do L\u00edbano.\n\nNa verdade a sua cultura \u00e9 dito para formar a base da cultura Aramaean de S\u00edria e da Palestina israelita. Os cananeus que negociavam com os gregos tornou-se conhecido por eles como fen\u00edcios.\n\nL\u00edbano come\u00e7ou a ser chamado de tal pelo nome em algum momento do terceiro mil\u00eanio antes de Cristo, quando \u00e9 feita refer\u00eancia ao fara\u00f3s do Egito importar madeira de cedro das montanhas do L\u00edbano.\n\nO termo\u00a0<strong>Fen\u00edcia<\/strong>, do Phoenix grego, significa vermelho-p\u00farpura, e refere-se \u00e0 ind\u00fastria roxo (o corante extra\u00eddo da carapa\u00e7a-peixe e usado para pano de cor) do in\u00edcio do liban\u00eas.\n\nA palavra em si L\u00edbano, \u00e9 um antigo termo semita que significa \u0093branco\u0094, eo pa\u00eds foi chamado como os cumes das montanhas libanesas permanecem a maior parte do ano enfeitada de neve.\n\nBuscando parceiros comerciais, os fen\u00edcios navegaram mais longe das margens do L\u00edbano, confiante em seus navios lend\u00e1rios trabalhada em madeira maci\u00e7a de cedro.\n\nAt\u00e9 o final do s\u00e9culo II aC, eles haviam colonizado a maior parte da costa mediterr\u00e2nica, estabelecendo entrepostos comerciais e difundir a cultura semita. A maior dessas col\u00f4nias \u00e9 dito ter sido Cartago.\n\nA partir do Mediterr\u00e2neo, os fen\u00edcios se mudou para o oeste, acabou descobrindo o Oceano Atl\u00e2ntico.\n\nDobraram \u00c1frica, desembarcou na Inglaterra e Irlanda e construiu muitas cidades na Europa Ocidental e na costa atl\u00e2ntica de \u00c1frica. Mas, enquanto os fen\u00edcios se tornaram comerciantes lend\u00e1rios \u0096 suas mercadorias inclu\u00eddas obras de arte, t\u00eaxteis, vidro delicado, pedras preciosas e perfume \u0096 a sua contribui\u00e7\u00e3o intelectual para a sociedade garantido seu lugar na hist\u00f3ria.\n\nEles deram ao mundo os vinte e dois \u0093sinais m\u00e1gicos\u0094 chamado o alfabeto, o primeiro sistema desenvolvido de escrita moderna e os valores num\u00e9ricos.\n\nEles tamb\u00e9m ensinou a humanidade a arte de constru\u00e7\u00e3o de pedra e de fabrica\u00e7\u00e3o de vidro.\n\n<strong>Import\u00e2ncia hist\u00f3rica dos fen\u00edcios<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157313 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Civili26-300x221.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" \/><strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia<\/strong><\/p>\nAo contr\u00e1rio de outros povos da Antiguidade, que se destacam como criadores de formas pr\u00f3prias e in\u00e9ditas de civiliza\u00e7\u00e3o, os fen\u00edcios apresentam-se como express\u00e3o de uma cultura sincr\u00e9tica, sem muita originalidade, mas que, imbu\u00edda de um senso pr\u00e1tico agudo, soube adaptar e aperfei\u00e7oar com \u00eaxito conquistas alheias. A concretiza\u00e7\u00e3o mais significativa desse tra\u00e7o foi, sem d\u00favida alguma, inven\u00e7\u00e3o do alfabeto de 22 letras, que veio substituir o intricado sistema hierogl\u00edfico ou cuneiforme utilizado na \u00e9poca. O alfabeto fen\u00edcio seu maior legado para a cultura ocidental nasceu pela necessidade de exist\u00eancia de um meio de comunica\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o simplificado, dado ser o com\u00e9rcio a atividade b\u00e1sica do povo.\n\nAtividade comercia; intensa transformou os fen\u00edcios em important\u00edssimos transmissores de culturas de umas regi\u00f5es para outras, as quais, por via direta, talvez s\u00f3 muito mais tarde tivessem estado em contato.\n\nNa pr\u00f3pria antiguidade, escritores como Her\u00f3todo, Tuc\u00eddides, Estrab\u00e3o e outras j\u00e1 salientavam o papel relevante dos fen\u00edcios como intermedi\u00e1rios na divulga\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas e de id\u00e9ias. Para o ge\u00f3grafo Estrab\u00e3o, por exemplo, os fen\u00edcios seriam a fonte utilizada para compor as rotas constantes da Odiss\u00e9ia.\n\nDe outro lado, os fen\u00edcios diferenciam-se por terem constitu\u00eddo, n\u00e3o um Estado unificado, mas uma cultura peculiar, subordinada a tra\u00e7os comuns de l\u00edngua, religi\u00e3o, tend\u00eancias, interesses e uma mentalidade pragm\u00e1tica caracter\u00edstica, estivessem ele em S\u00eddon ou na Sic\u00edlia.\n\nOs fen\u00edcios eram semitas pertencentes ao ramo dos cananeus. Sua origem \u00e9 praticamente desconhecida, mas, certamente, n\u00e3o eram aut\u00f3cnes. Segundo Her\u00f3doto, teriam vindo do oceano \u00cdndico.\n\n\u00c9 prov\u00e1vel que tenham emigrado da regi\u00e3o compreendida entre o mar morto e o mar vermelho, mas ainda hoje \u00e9 esse um ponto discut\u00edvel. Denominavam a regi\u00e3o onde se estabeleceram, na S\u00edria, de Cana\u00e3.\n\nEntre si denominavam-se cananeus apesar de terem desenvolvido um tipo de vida totalmente diverso do dos cananeus do interior e sidonianos. Esses termos s\u00e3o encontrados nos documentos fen\u00edcios, ass\u00edrios, no velho testamento e o mesmo em passagens de Homero. A designa\u00e7\u00e3o de fen\u00edcios foi lhes atribu\u00edda pelos gregos mic\u00eanicos, que estabeleceram contatos comerciais com Cana\u00e3, por volta do fim do II mil\u00eanio.\n\nOriginalmente a palavra expressava uma tonalidade avermelhada, que os gregos acreditavam ver na pele dos fen\u00edcios.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>fen\u00edcia<\/strong>\u00a0correspondia \u00e0 maior parte do litoral do L\u00edbano atual. Ao sul, seus limites alcan\u00e7avam o monte Carmelo, e, em algumas ocasi\u00f5es, at\u00e9 mesmo Dor ou Jaffa; na regi\u00e3o norte limitavam-se com o territ\u00f3rio da cidade de \u00c1rado; a leste com a cadeia do L\u00edbano e a oeste com o mar. Essa posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, nas proximidades de importantes \u00e1reas de civiliza\u00e7\u00e3o, o pequeno territ\u00f3rio de que dispunha para a agricultura, a costa acidentada e a presen\u00e7a de grande quantidade de madeira na regi\u00e3o montanhosa determinaram, em parte, o rumo tomado pelo seu desenvolvimento hist\u00f3rico voltado para o mar, sujeito \u00e0s domina\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de grandes pot\u00eancias, sem unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e economicamente baseado no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria\n\n<strong>Economia e expans\u00e3o mar\u00edtima<\/strong>\n\nA agricultura e a pecu\u00e1ria eram importantes para a sobreviv\u00eancia dos fen\u00edcios, mas suas principais atividades econ\u00f4micas se concentravam no com\u00e9rcio e no artesanato. Com as excelentes madeiras de suas florestas, constru\u00edam navios. Fabricavam j\u00f3ias de \u00e2mbar, ouro, prata e marfim. Produziam o vidro transparente e descobriram a p\u00farpura, mat\u00e9ria corante vermelho- escuro que usavam para tingir tecidos. Essas manufaturas, bem como suas madeiras, eram comerciadas do mar Negro at\u00e9 o Egeu.\n\nOs<strong>\u00a0fen\u00edcios\u00a0<\/strong>eram ex\u00edmios navegadores, em fun\u00e7\u00e3o de suas atividades comerciais. Em suas viagens, orientavam-se durante o dia pelo sol e durante a noite pela Ursa Maior.\n\nUtilizavam em seus barcos a combina\u00e7\u00e3o de remos e velas, o que lhes proporcionava maior velocidade. Comerciavam todas as \u0093mercadorias\u0094 imagin\u00e1veis ( inclusive escravos) e isso fez com que navegassem a lugares muito distantes para a \u00e9poca.\n\nOs comerciantes de Tiro chegaram \u00e0 ilha de Malta, onde estabeleceram uma de suas principais bases. Fundaram col\u00f4nias desde a Sic\u00edlia at\u00e9 o estreito de Gibraltar, destacando-se Cartago.\n\n<strong>Adotavam tr\u00eas sistemas para o estabelecimento de bases comerciais<\/strong>: simples entrepostos, associa\u00e7\u00e3o com outros povos e col\u00f4nias de domina\u00e7\u00e3o.\n\nSegundo Her\u00f3todo, esse povo foi o primeiro a contornar o continente africano, a servi\u00e7o do fara\u00f3 Necao.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Cultura e Religi\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>A constante presen\u00e7a de pot\u00eancias estrangeiras na vida cultural da Fen\u00edcia parece ter sido a causa de sua pouca originalidade:\u00a0<\/strong>as sepulturas fen\u00edcias, por exemplo, eram decoradas com motivos eg\u00edpcios ou mesopot\u00e2micos. Apesar de serem mais habilidosos que criativos, foram encontradas, na biblioteca de Ugarit, pequenas t\u00e1buas de argila contendo documentos administrativos, c\u00e2nticos religiosos, hinos e textos mitol\u00f3gicos que trouxeram maiores informa\u00e7\u00f5es sobre as cren\u00e7as religiosas desse povo.\n\nOs fen\u00edcios erguiam altares nas partes mais altas de suas cidades para sacrificar pequenos animais em oferenda aos deuses.\n\n<strong>Esses deuses representavam fen\u00f4menos da Natureza:<\/strong>\u00a0<strong>El dagon representavam os rios e anunciava as chuvas:<\/strong>\u00a0<strong>Baal era o deus das alturas, tempestades e raios:<\/strong>\u00a0Ayan e Anat, filhos de Baal, representavam as \u00e1guas subterr\u00e2neas e a guerra, respectivamente. Os fen\u00edcios tinham deuses comuns, embora com nomes diferentes em cada local; por exemplo, na cidade de Tiro Baal era denominado Melgart.\n\nComo comerciantes, os fen\u00edcios desenvolveram o esp\u00edrito pr\u00e1tico. Para facilitar os registros necess\u00e1rios aos seus neg\u00f3cios, criaram, a partir, principalmente, dos cuneiformes mesopot\u00e2micos e da escrita eg\u00edpcia, um novo sistema de escrita, muito mais simples e pr\u00e1tico. Era uma escrita fon\u00e9tica e serviu de base para o alfabeto grego e, posteriormente, para o alfabeto atual.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; O Alfabeto<\/strong>\n\nCuneiformes sum\u00e9rios (cunha s\u00edmbolos em forma de tabletes de argila) e os hier\u00f3glifos eg\u00edpcios (pictogramas) foram as formas conhecidas apenas da escrita antes do alfabeto como o conhecemos foi desenvolvido.\n\nAmbos os scripts, embora criadas separadamente, usou a escrita de imagem. Eventualmente, imagens ou sinais representavam sons.\n\nPor fim, as imagens tornaram-se t\u00e3o simplificado que uma palavra inteira foi escrito como um \u00fanico sinal. Por volta de 1200 aC, os fen\u00edcios tinham desenvolvido s\u00edmbolos que com o tempo tornou-se um alfabeto real.\n\nO alfabeto fen\u00edcio consistia em vinte e dois s\u00edmbolos, todas as consoantes. Cada um representando o pr\u00f3prio som.\n\nO s\u00edmbolo eg\u00edpcio para o Oxhead foi dado o nome aleph semita, e soou como \u0093um\u0094. O s\u00edmbolo para casa tornou-se beth, e soou como \u0093b\u0094.\n\n\u00c9 facilmente ver como o alfabeto fen\u00edcio foi usado para formar os outros alfabetos que se lhe seguiram.\n\nAleph tornou-se o alfa grego, Beth se tornou beta. Com o tempo, estas cartas tornaram-se as letras romanas A e B e, eventualmente, o Ingl\u00eas A e B, e assim por diante para o alfabeto inteiro.\n\nUma vez que uma l\u00edngua escrita foi estabelecido, ele foi inscrito na papiro eg\u00edpcio, um tipo de papel PF feito de junco.\n\nAssim, intimamente ligada era papiro com a cidade de Byblos, (que trocou de cedro para o papel) que, quando a escrita dos profetas hebreus foram traduzidos para o grego, o nome da cidade foi dado ao grande livro \u0096 a B\u00edblia. Porque o papiro apodrecido no ar \u00famido do mar e do solo, praticamente n\u00e3o h\u00e1 escritos fen\u00edcios esquerda.\n\nAssim, a literatura das pessoas que influenciaram o mundo ocidental em sua escrita em grande parte desaparecido. Ainda assim, porque os escribas eg\u00edpcios copiado as letras fen\u00edcias ap\u00f3s hier\u00f3glifos n\u00e3o eram mais utilizados, e por artistas em N\u00ednive inscreve-los em pedra, o alfabeto permanece conosco.\n\nO\u00a0<strong>alfabeto fen\u00edcio<\/strong>\u00a0foi um dos primeiros alfabetos com uma forma r\u00edgida e consistente.\n\nSup\u00f5e-se que adotou as suas personagens lineares simplificados a partir de um in\u00edcio alfabeto sem\u00edtico pict\u00f3rico como-ainda n\u00e3o atestada desenvolveu alguns s\u00e9culos antes no sul do Levante.\n\nO precursor do\u00a0<strong>alfabeto fen\u00edcio<\/strong>\u00a0foi provavelmente de origem eg\u00edpcia, como da Idade do Bronze alfabeto do Levante sul lembram hier\u00f3glifos eg\u00edpcios, ou mais especificamente um sistema de escrita alfab\u00e9tica cedo encontrado no centro Egito.\n\nA mais antiga representa\u00e7\u00e3o conhecida do\u00a0<strong>alfabeto fen\u00edcio<\/strong>\u00a0est\u00e1 inscrito no sarc\u00f3fago do Rei de Byblos, que data do s\u00e9culo 11 aC, o mais tardar. Inscri\u00e7\u00f5es fen\u00edcias s\u00e3o encontrados no L\u00edbano, S\u00edria, Israel, Chipre e em outros locais, at\u00e9 o final dos primeiros s\u00e9culos da Era Crist\u00e3. Os fen\u00edcios s\u00e3o creditados com a difus\u00e3o do alfabeto fen\u00edcio em todo o mundo mediterr\u00e2neo.\n\nComerciantes fen\u00edcios divulgaram esta sistema de escrita ao longo das rotas comerciais do Mar Egeu, a Creta e Gr\u00e9cia. Os gregos adotaram a maioria dessas cartas, mas mudou alguns deles para as vogais que eram signific\u00e1vel em sua l\u00edngua, dando origem ao primeiro alfabeto verdadeiro.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Arte<\/strong>\n\n<strong>Arte fen\u00edcia<\/strong>\u00a0n\u00e3o tem caracter\u00edsticas \u00fanicas que podem distinguem de seus contempor\u00e2neos.\n\n<strong>Isto \u00e9 devido ao seu ser altamente influenciada por culturas art\u00edsticas estrangeiras:<\/strong>\u00a0principalmente o Egito, Gr\u00e9cia e Ass\u00edria. Fen\u00edcios, que eram ensinados nas margens do Nilo e do Eufrates ganhou uma grande experi\u00eancia art\u00edstica e, finalmente, chegou a criar a sua pr\u00f3pria arte, que era um am\u00e1lgama de modelos estrangeiros e perspectivas.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia &#8211; Com\u00e9rcio<\/strong>\n\nOs f<strong>en\u00edcios<\/strong>\u00a0eram um dos maiores comerciantes de seu tempo e deve muito de sua prosperidade ao com\u00e9rcio. No in\u00edcio, eles trocaram principalmente com os gregos, trocando madeira, pomadas, p\u00f3 de vidro e p\u00farpura de Tiro. P\u00farpura de Tiro era um corante violeta-roxo usado pela elite grega para roupas coloridas.\n\nNa verdade, a palavra deriva fen\u00edcias da palavra grega antiga phoinios que significa \u0093roxo\u0094.\n\n<strong>Como negocia\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o colonizadora sobre o Mediterr\u00e2neo, fen\u00edcios e gregos pareciam ter inconscientemente dividir aquele mar em dois:<\/strong>\u00a0os fen\u00edcios navegaram ao longo e, eventualmente, dominando a margem sul, enquanto os gregos estavam ativos ao longo das costas do norte. As duas culturas entraram em confronto raramente, principalmente na Sic\u00edlia, que acabaram por se instalar em duas esferas de influ\u00eancia, a sudoeste fen\u00edcia e no nordeste grego.\n\nNos s\u00e9culos depois de 1200 aC, os fen\u00edcios eram a maior pot\u00eancia naval e comercial da regi\u00e3o. Com\u00e9rcio fen\u00edcio foi fundada sobre o corante p\u00farpura de Tiro, um corante violeta-roxo derivada da casca da Murex mar-caracol, uma vez profusamente dispon\u00edvel em \u00e1guas costeiras do leste do Mar Mediterr\u00e2neo, mas explorado \u00e0 extin\u00e7\u00e3o local.\n\nOs fen\u00edcios estabeleceram um segundo centro de produ\u00e7\u00e3o para o corante em Mogador, na atual Marrocos.\n\nTecidos brilhantes foram uma parte da riqueza fen\u00edcia, e vidro fen\u00edcio foi outra mercadoria de exporta\u00e7\u00e3o. Trocaram n\u00e3o refinados, c\u00e3es de ca\u00e7a picar-Orelhudo de origem asi\u00e1tica ou Africano que eles tinham desenvolvido localmente em muitas ra\u00e7as. Para o Egito, onde as videiras n\u00e3o iria crescer, o s\u00e9culo 8-fen\u00edcios vendido vinho, o com\u00e9rcio do vinho com o Egito \u00e9 vividamente documentado pelos naufr\u00e1gios localizados em 1997 em mar aberto 30 milhas a oeste de Ascalon.\n\nFornos de cer\u00e2mica em Tiro produziu os grandes jarros de terracota utilizados para o transporte de vinhos e do Egito que comprou ouro.\n\nDe outra parte, obtiveram outros materiais, sendo talvez o mais importante de prata Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e estanho da Gr\u00e3-Bretanha, o \u00faltimo dos quais quando fundido com cobre (do Chipre) criou o metal dur\u00e1vel permitir bronze. \u00c9 tamb\u00e9m evidente que havia um com\u00e9rcio fen\u00edcio altamente lucrativo com a Gr\u00e3-Bretanha para o estanho.\n\n<strong>Fen\u00edcia<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>fen\u00edcios\u00a0<\/strong>assimilaram as culturas do Egito e da Mesopot\u00e2mia e as estenderam por todo o Mediterr\u00e2neo, do Oriente M\u00e9dio at\u00e9 as costas orientais da pen\u00ednsula ib\u00e9rica.\n\nO maior legado que deixaram foi um alfabeto do qual derivam os caracteres gregos e latinos.\n\nChamou-se\u00a0<strong>Fen\u00edcia<\/strong>\u00a0\u00e0 antiga regi\u00e3o que se estendia pelo territ\u00f3rio do que mais tarde seria o L\u00edbano e por parte da S\u00edria e da Palestina, habitada por um povo de artes\u00e3os, navegadores e comerciantes. Biblo (futura Jubayl), S\u00eddon (Sa\u00edda), Tiro (Sur), B\u00e9rito (Beirute) e \u00c1rado foram as suas cidades principais. O nome Fen\u00edcia deriva do grego Phoin\u00edke (\u0093pa\u00eds da p\u00farpura\u0094 ou, segundo alguns, \u0093terra das palmeiras\u0094). Na B\u00edblia, parte da regi\u00e3o recebe o nome de Cana\u00e3, derivado da palavra semita kena\u0092ani, \u0093mercador\u0094.\n\n<strong>Fen\u00edcia &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>fen\u00edcios<\/strong>\u00a0chegaram \u00e0s costas libanesas por volta de 3000 a.C. Sua origem \u00e9 obscura, mas sabe-se que eram semitas, procedentes provavelmente do golfo P\u00e9rsico. No come\u00e7o, estiveram divididos em pequenos estados locais, dominados \u00e0s vezes pelos imp\u00e9rios da Mesopot\u00e2mia e do Egito. Apesar de submetidos, os fen\u00edcios conseguiram desenvolver uma florescente atividade econ\u00f4mica que lhes permitiu, com o passar do tempo, transformar-se numa das pot\u00eancias comerciais hegem\u00f4nicas do mundo banhado pelo Mediterr\u00e2neo.\n\nA depend\u00eancia dos primeiros fen\u00edcios em rela\u00e7\u00e3o ao poderio eg\u00edpcio iniciou-se com a IV dinastia (2613-2494, aproximadamente), e \u00e9 notada pela grande quantidade de objetos de influ\u00eancia eg\u00edpcia encontrados nas escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas. No s\u00e9culo XIV a.C., a civiliza\u00e7\u00e3o grega de Micenas fez seu aparecimento na Fen\u00edcia, com o estabelecimento de comerciantes em Tiro, S\u00eddon, Biblo e \u00c1rado.\n\n<strong>As invas\u00f5es dos chamados povos do mar significaram uma grande mudan\u00e7a para o mundo mediterr\u00e2neo:<\/strong>\u00a0os filisteus se instalaram na Fen\u00edcia, enquanto Egito e Creta come\u00e7avam a decair como pot\u00eancias.\n\nDessa forma, a Fen\u00edcia estava preparada no s\u00e9culo XIII a.C. para iniciar a sua expans\u00e3o mar\u00edtima.\n\nA cidade de Tiro assumiu o papel hegem\u00f4nico na regi\u00e3o. Em pouco tempo, seus habitantes controlaram todas as rotas comerciais do interior, comercializando principalmente madeira de cedro, azeite e perfumes.\n\nQuando dominaram o com\u00e9rcio na \u00e1rea, iniciaram a expans\u00e3o pelo Mediterr\u00e2neo, onde fundaram muitas col\u00f4nias e feitorias.\n\nOs fen\u00edcios escalaram primeiro em Chipre, ilha com a qual h\u00e1 muito mantinham contato, e no s\u00e9culo X a.C. se estabeleceram em C\u00edcio ou K\u00edtion (Larnaca).\n\nA faixa costeira da Anat\u00f3lia tamb\u00e9m conheceu a presen\u00e7a fen\u00edcia, embora l\u00e1 n\u00e3o se tenham estabelecido col\u00f4nias permanentes. No sul da Palestina, sob dom\u00ednio judeu desde o fim do s\u00e9culo XI a.C., assentaram-se col\u00f4nias comerciais est\u00e1veis, assim como no Egito, sobretudo no delta do Nilo.\n\nO Mediterr\u00e2neo ocidental foi, no entanto, a regi\u00e3o de maior atra\u00e7\u00e3o para os fen\u00edcios, que mantiveram rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas com Creta, mas a presen\u00e7a dos gregos os induziu a dirigirem-se mais a oeste, chegando \u00e0 Sic\u00edlia, onde fundaram M\u00f3cia (M\u00f3tya), Panormo (Panormum) e Solos (S\u00f3loi). No norte da \u00c1frica, os fen\u00edcios tinham-se estabelecido em \u00datica no s\u00e9culo XII a.C. e fundaram outros n\u00facleos no s\u00e9culo IX a.C., entre os quais Cartago. Na pen\u00ednsula ib\u00e9rica, Gades (C\u00e1diz), fundada no s\u00e9culo XII a.C., foi o porto principal dos fen\u00edcios, que ali adquiriam minerais e outros produtos do interior. Na ilha de Malta, a Fen\u00edcia imp\u00f4s seu controle no s\u00e9culo VIII a.C., e a partir de Cartago fez o mesmo em rela\u00e7\u00e3o a Ibiza no s\u00e9culo VI a.C.\n\nO esplendor econ\u00f4mico e cultural da Fen\u00edcia viu-se amea\u00e7ado a partir do s\u00e9culo IX a.C., quando a Ass\u00edria, que precisava de uma sa\u00edda para o mar a fim de fortalecer sua posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Oriente M\u00e9dio, come\u00e7ou a introduzir-se na regi\u00e3o. O rei ass\u00edrio Assurbanipal estendeu sua influ\u00eancia a Tiro, S\u00eddon e Biblo, cidades \u00e0s quais imp\u00f4s pesados tributos.\n\n<strong>A domina\u00e7\u00e3o ass\u00edria obrigou as cidades fen\u00edcias a firmarem uma alian\u00e7a:<\/strong>\u00a0em meados do s\u00e9culo VIII a.C., Tiro e S\u00eddon se uniram para enfrentar os ass\u00edrios, aos quais opuseram tenaz resist\u00eancia; mas, apesar desses esfor\u00e7os de independ\u00eancia, a Ass\u00edria manteve sua hegemonia. Os eg\u00edpcios, tamb\u00e9m submetidos \u00e0 influ\u00eancia ass\u00edria, estabeleceram um pacto defensivo com Tiro no in\u00edcio do s\u00e9culo VII a.C., mas foram vencidos.\n\nNo fim desse s\u00e9culo, Nabucodonosor II imp\u00f4s a hegemonia da Babil\u00f4nia no Oriente M\u00e9dio. O rei babil\u00f4nico conquistou a regi\u00e3o da Palestina e, depois de longo ass\u00e9dio, submeteu Tiro em 573 a.C.\n\nA P\u00e9rsia substituiu a Babil\u00f4nia em 539 a.C. como poder hegem\u00f4nico. A partir de ent\u00e3o, S\u00eddon passou a ter supremacia sobre as outras cidades fen\u00edcias e colaborou com o imp\u00e9rio persa contra os gregos, seus principais inimigos na disputa do controle comercial do Mediterr\u00e2neo. Os persas inclu\u00edram a Fen\u00edcia em sua quinta satrapia (prov\u00edncia), junto com a Palestina e Chipre. S\u00eddon procurou ent\u00e3o uma aproxima\u00e7\u00e3o com os gregos, cuja influ\u00eancia cultural se acentuou na Fen\u00edcia.\n\nNo s\u00e9culo IV, o maced\u00f4nio Alexandre o Grande irrompeu na Fen\u00edcia; mais uma vez, Tiro foi a cidade que apresentou a resist\u00eancia mais forte, mas, esgotada por anos de lutas cont\u00ednuas, caiu em poder de Alexandre em 322 a.C. Depois da derrota, toda a Fen\u00edcia foi tomada pelos gregos. Finalmente, Roma incorporou a regi\u00e3o a seus dom\u00ednios, como parte da prov\u00edncia da S\u00edria, em 64 a.C.\n\n<strong>Fen\u00edcia &#8211; Economia<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0Fen\u00edcia<\/strong>\u00a0foi um dos pa\u00edses mais pr\u00f3speros da antiguidade. Suas cidades desenvolveram uma florescente ind\u00fastria, que abastecia os mais distantes mercados.\n\nObjetos de madeira talhada (cedro e pinho) e tecidos de l\u00e3, algod\u00e3o e linho tingidos com a famosa p\u00farpura de Tiro, extra\u00edda de um molusco, foram as manufaturas fen\u00edcias de maior prest\u00edgio e difus\u00e3o.\n\nTamb\u00e9m eram muito procurados os objetos de metal; o cobre, obtido em Chipre, o ouro, a prata e o bronze foram os mais utilizados, em objetos suntu\u00e1rios e em j\u00f3ias de fino valor.\n\nOs trabalhos em marfim alcan\u00e7aram grande perfei\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na forma de pentes, estojos e estatuetas. Os fen\u00edcios descobriram ainda a t\u00e9cnica de fabrica\u00e7\u00e3o do vidro e aperfei\u00e7oaram-na para confeccionar belos objetos.\n\nO com\u00e9rcio se fez principalmente pelo mar, j\u00e1 que o transporte terrestre de grandes carregamentos era dific\u00edlimo.\n\nEssa exig\u00eancia contribuiu para desenvolver a habilidade dos fen\u00edcios como construtores navais e os transformou em h\u00e1beis navegadores.\n\n<strong>Fen\u00edcia &#8211; Sociedade e pol\u00edtica<\/strong>\n\nPara a constru\u00e7\u00e3o de suas cidades e feitorias, os fen\u00edcios escolhiam zonas estrat\u00e9gicas do ponto de vista comercial e da navega\u00e7\u00e3o. Erguiam-nas sempre em portos protegidos, amplas ba\u00edas que permitiam aos barcos atracar com facilidade e pen\u00ednsulas abrigadas. As cidades eram geralmente protegidas com muralhas, e os edif\u00edcios chegavam a uma altura consider\u00e1vel.\n\nA classe dos comerciantes ricos exercia o dom\u00ednio pol\u00edtico em cada cidade, governada por um rei.\n\nA diversidade arquitet\u00f4nica das casas fen\u00edcias que foi poss\u00edvel conhecer revela a exist\u00eancia de uma marcada diferencia\u00e7\u00e3o social entre a oligarquia de mercadores e o conjunto dos trabalhadores artesanais e agr\u00edcolas.\n\n<strong>Fen\u00edcia &#8211; Religi\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>religi\u00e3o dos fen\u00edcios<\/strong>\u00a0era semelhante \u00e0 de outros povos do Oriente M\u00e9dio, embora tamb\u00e9m apresentasse caracter\u00edsticas e influ\u00eancias de religi\u00f5es e cren\u00e7as de outras \u00e1reas como o mar Egeu, o Egito e mais tarde a Gr\u00e9cia, em conseq\u00fc\u00eancia dos contatos comerciais.\n\nA religiosidade se baseava no culto \u00e0s for\u00e7as naturais divinizadas. A divindade principal era El, adorado junto com sua companheira e m\u00e3e, Asherat ou Elat, deusa do mar. Desses dois descendiam outros, como Baal, deus das montanhas e da chuva, e Astarte ou Astar, deusa da fertilidade, chamada Tanit nas col\u00f4nias do Mediterr\u00e2neo ocidental, como Cartago. As cidades fen\u00edcias tinham ainda divindades particulares; Melqart foi o deus de Tiro, de onde seu culto, com a expans\u00e3o mar\u00edtima, passou ao Ocidente, concretamente a Cartago e Gades.\n\nEntre os rituais fen\u00edcios mais praticados tiveram papel essencial os sacrif\u00edcios de animais, mas tamb\u00e9m os humanos, principalmente crian\u00e7as. Em geral os templos, normalmente divididos em tr\u00eas espa\u00e7os, eram edificados em \u00e1reas abertas dentro das cidades. Havia ainda pequenas capelas, altares ao ar livre e santu\u00e1rios com estrelas decoradas em relevo.\n\nOs sacerdotes e sacerdotisas freq\u00fcentemente herdavam da fam\u00edlia o of\u00edcio sagrado. Os pr\u00f3prios monarcas fen\u00edcios, homens ou mulheres, exerciam o sacerd\u00f3cio, para o que se requeria um estudo profundo da tradi\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Fen\u00edcia &#8211; Cultura e arte<\/strong>\n\nA civiliza\u00e7\u00e3o ocidental deve aos fen\u00edcios a difus\u00e3o do alfabeto, cuja origem \u00e9 incerta. Povo pragm\u00e1tico por natureza, os fen\u00edcios parecem haver adotado e simplificado formas de escrita mais complexas, talvez de proced\u00eancia eg\u00edpcia, para criar um alfabeto conson\u00e2ntico de 22 letras, que se escreviam da direita para a esquerda. Os gregos foram os primeiros a receber essa importante heran\u00e7a fen\u00edcia, que remonta ao s\u00e9culo XIV a.C.; a exemplo dos latinos e outros povos da antiguidade, transformaram esse alfabeto e lhe incorporaram as vogais.\n\nA arte fen\u00edcia constituiu um sincretismo de elementos eg\u00edpcios, egeus, mic\u00eanicos, mesopot\u00e2micos, gregos e de outros povos, e tinha um car\u00e1ter essencialmente utilit\u00e1rio e comercial.\n\nA difus\u00e3o dos objetos fen\u00edcios pelo Mediterr\u00e2neo contribuiu para estender as influ\u00eancias orientalizantes \u00e0 arte dos gregos, dos etruscos, dos iberos e outros.\n\nA pe\u00e7a mais destacada da escultura fen\u00edcia \u00e9 o sarc\u00f3fago de Ahiram, encontrado em Biblo, cuja decora\u00e7\u00e3o apresenta motivos talhados em relevo.\n\n<strong>FEN\u00cdCIOS NO BRASIL<\/strong>\n\n<strong>Um pouco da hist\u00f3ria dos Fen\u00edcios<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>fen\u00edcios<\/strong>\u00a0estabeleceram-se nas margens orientais do Mediterr\u00e2neo, na fina e f\u00e9rtil faixa situada entre o mar e os montes L\u00edbano e Antil\u00edbano. A pequenez de seu territ\u00f3rio, a presen\u00e7a de vizinhos poderosos, e a exist\u00eancia de muita madeira de cedro (boa para a constru\u00e7\u00e3o naval), nas florestas das montanhas, parecem ter sido fatores adicionais que orientaram a civiliza\u00e7\u00e3o fen\u00edcia para o mar.\n\nConstruiram frotas numerosas e poderosas. Visitaram as costas do norte da \u00c1frica e todo o sul da Europa, comerciaram na It\u00e1lia, penetraram no ponto Euxino (mar Negro) e sa\u00edram pelas Colunas de H\u00e9rcules (Estreito de Gibraltar), tocando o litoral atl\u00e2ntico da \u00c1frica e chegando at\u00e9 as ilhas do Estanho (Inglaterra).\n\nComerciando sempre, constru\u00edram entrepostos e armaz\u00e9ns ao longo de suas rotas. Quando podiam saqueavam e roubavam, mas evitavam os inimigos poderosos, que preferiam enfraquecer mais pelo ouro do que pela espada. Seus agentes e diplomatas n\u00e3o eram estranhos a quase todas as guerras travadas na \u00e9poca, e delas tiravam bom proveito. Fizeram o p\u00e9riplo africano, seguindo em sentido inverso ao caminho que percorreria Vasco da Gama muito mais tarde. E as provas se acumulam para confirmar que atravessaram o Atl\u00e2ntico e visitaram o novo continente.\n\nOs fen\u00edcios navegavam utilizando a t\u00e9cnica de orienta\u00e7\u00e3o pelas estrelas, pelas correntes marinhas e pela dire\u00e7\u00e3o dos ventos, e seguindo esses ind\u00edcios seus capit\u00e3es cobriam vastas dist\u00e2ncias com precis\u00e3o.\n\nJ\u00e1 eram influentes por volta do ano 2000 a.C., mas seu poder cresceu com Abibaal (1020 a.C.) e Hir\u00e3 (aliado de Salom\u00e3o). Biblos, Sidon e Tiro foram sucessivamente capitais de um imp\u00e9rio comercial de cidades unidas antes pelos interesses, costumes e religi\u00e3o do que por uma estrutura pol\u00edtica mais r\u00edgida.\n\n<strong>Sobre o Brasil<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Brasil\u00a0<\/strong>est\u00e1 repleto de ind\u00edcios comprobat\u00f3rios da passagem dos fen\u00edcios, e tudo indica que eles concentraram sua aten\u00e7\u00e3o no nordeste. Pouco distante da conflu\u00eancia do rio Long\u00e1 e do rio Parna\u00edba, no Estado do Piau\u00ed, existe um lago onde foram encontrados estaleiros fen\u00edcios e um porto, com local para atraca\u00e7\u00e3o dos \u0093carp\u00e1ssios\u0094 (navios antigos de longo curso).\n\nSubindo o rio Mearim, no Estado do Maranh\u00e3o, na conflu\u00eancia dos rios Pindar\u00e9 e Graja\u00fa, encontramos o lago Pensiva, que outrora foi chamado Maracu. Neste lago, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense Raimundo Lopes escavou ali, no fim da d\u00e9cada de 1920, e encontrou utens\u00edlios tipicamente fen\u00edcios.\n\nNo Rio Grande do Norte, por sua vez, depois de percorrer um canal de 11 quil\u00f4metros, os barcos fen\u00edcios ancoravam no lago Extremoz.\n\nO professor austr\u00edaco Ludwig Schwennhagen estudou cuidadosamente os aterros e subterr\u00e2neos do local, e outros que existem perto da vila de Touros, onde os navegadores fen\u00edcios vinham a ancorar ap\u00f3s percorrer uns 10 quil\u00f4metros de canal. O mesmo Schwennhagen relata que encontrou na Amaz\u00f4nia inscri\u00e7\u00f5es fen\u00edcias gravadas em pedra, nas quais havia refer\u00eancias a diversos reis de Tiro e Sidon (887 a 856 a.C.).\n\nSchwennhagen acredita que os fen\u00edcios usaram o Brasil como base durante pelo menos oitocentos anos, deixando aqui, al\u00e9m das provas materiais, uma importante influ\u00eancia lingu\u00edstica entre os nativos.\n\nNas entradas dos rios Camocim (Cear\u00e1), Parna\u00edba (Piau\u00ed) e Mearim (Maranh\u00e3o), existem muralhas de pedra e cal erguidas pelos antigos fen\u00edcios.\n\nApollinaire Frot, pesquisador franc\u00eas, percorreu longamente o interior do Brasil, coletando inscri\u00e7\u00f5es fen\u00edcias nas serras de Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Bahia. As inscri\u00e7\u00f5es reunidas s\u00e3o tantas que \u0093ocupariam v\u00e1rios volumes se fossem publicadas\u0094, segundo declara\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Frot.\n\nSua tradu\u00e7\u00e3o faz refer\u00eancia \u00e0s obras dos fen\u00edcios no Brasil, \u00e0 atividade comercial que aqui vinham exercer e ao afundamento da Atl\u00e2ntida. Algumas inscri\u00e7\u00f5es revelam que, em virtude dos abalos sofridos, os sobreviventes da Atl\u00e2ntida foram para o norte da \u00c1frica fundar os imp\u00e9rios do Egito e v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es do Oriente M\u00e9dio. Falam ainda do dil\u00favio b\u00edblico que, segundo eles, n\u00e3o foi universal, mas apenas um cataclisma local, na Mesopot\u00e2mia, fato esse que os cientistas aceitam hoje em dia.\n\nA condi\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia econ\u00f4mica, de cujo com\u00e9rcio as demais dependiam, deu \u00e0 Fen\u00edcia uma certa estabilidade que lhe permitiu existir tanto tempo sem possuir fortes ex\u00e9rcitos. Sobreviveu \u00e0 hegemonia eg\u00edpcia, s\u00edria e ass\u00edria, e depois tamb\u00e9m ao dom\u00ednio persa. Eis que finalmente chegou um elemento racialmente estranho, na forma dos invasores da Europa, e a Fen\u00edcia finalmente baqueou, primeiro sobre a invas\u00e3o dos gregos de Alexandre magno e depois debaixo do poderio das legi\u00f5es romanas.\n\nCom a guerra, interrompeu-se o com\u00e9rcio, e as col\u00f4nias e entrepostos distantes, abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, come\u00e7aram a ser destru\u00eddos pelas popula\u00e7\u00f5es locais. Naquelas regi\u00f5es, por demais afastadas para permitir a volta \u00e0 metr\u00f3pole, as popula\u00e7\u00f5es regrediram a um estado primitivo. Isto \u00e9 apenas teoria, mas explicaria os selvagens louros e de constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica diversa que encontramos em algumas tribos ind\u00edgenas brasileiras da Amaz\u00f4nia.\n\nExplicaria tamb\u00e9m a pele clara e o grande n\u00famero de voc\u00e1bulos fen\u00edcios no linguajar dos \u00edndios tiri\u00f3s.\n\nCartago, a maior das col\u00f4nias da Fen\u00edcia, sobreviveu e prosperou at\u00e9 herdar da antiga metr\u00f3pole o com\u00e9rcio pelo mar. \u00c9 Her\u00f3doto que nos conta que \u0093o Senado de Cartago baixou decreto proibindo sob pena de morte que se continuassem fazendo viagens para esse lado do Atl\u00e2ntico\u0094 (Am\u00e9ricas) \u0093j\u00e1 que a cont\u00ednua vinda de homens e de recursos estava despovoando a capital\u0094.\n\n<strong>E h\u00e1, finalmente, a famosa inscri\u00e7\u00e3o da Pedra da G\u00e1vea, no Rio de Janeiro, bastante conhecida:<\/strong>\u00a0Aqui Badezir, rei de Tiro, primog\u00eanito de Jetbaal.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/home.yawl.<wbr \/>com.br\/gpua.v10.com.br\/www.<wbr \/>mountlebanon.org\/www.timemaps.<wbr \/>com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia, Povo, Sociedade, Hist\u00f3ria, Fen\u00edcios, Localiza\u00e7\u00e3o, Economia, Pol\u00edtica, Arte, Cultura, Religi\u00e3o, Origem, Civiliza\u00e7\u00e3o Fen\u00edcia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15391","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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