{"id":15385,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/templo-de-horus-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:23:05","modified_gmt":"2026-08-31T23:23:05","slug":"templo-de-horus-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/templo-de-horus-2\/","title":{"rendered":"Templo de H\u00f3rus"},"content":{"rendered":"\nUm dos mais belos e mais bem conservados templos do <strong>Egito Antigo<\/strong> \u00e9 o <strong>Templo de H\u00f3rus<\/strong>, em <strong>Edfu<\/strong>, situado a certa dist\u00e2ncia da parte sul de Luxor e do Vale dos Reis, constru\u00eddo por Ptolomeu III e Ptolomeu IV, por volta de 100 a.C.\n\nAcredita-se que um templo da Terceira Dinastia existisse originariamente no local.\n\nO templo de Edfu tem um hipostilo e um santu\u00e1rio, al\u00e9m de numerosas figuras, inscri\u00e7\u00f5es e hier\u00f3glifos gravados em relevo. Nas paredes est\u00e3o representadas as lutas do deus H\u00f3rus com seus inimigos, caracterizados de crocodilos e hipop\u00f3tamos.\n\nO templo de <strong>Horus, em Edfu<\/strong> (tamb\u00e9m conhecido como o Templo de Edfu) \u00e9 considerado o templo de culto mais bem preservado no Egito.\n\nUm cena, numa das paredes, mostra o fara\u00f3 ajoelhado diante de <strong>H\u00f3rus<\/strong>.\n\nBem acima da entrada para o primeiro \u00e1trio, na fachada do pilone, encontra-se em relevo um belo disco solar, com as asas abertas do falc\u00e3o.\n\nAcredita-se que foram os fara\u00f3s da Quinta Dinastia, por volta de 2400 a.C., que introduziram o disco solar alado com o uraeus, ou cobra, de cada lado.\n\nO disco solar era o de Ra, ou Aton. As asas eram de H\u00f3rus. Como o templo de Edfu \u00e9 dedicado a H\u00f3rus, h\u00e1 em ambos os lados da entrada do templo, bem como no p\u00e1tio, grandes est\u00e1tuas, magnificamente esculpidas em granito, do falc\u00e3o usando a dupla coroa.\n<h4>H\u00f3rus guarda a entrada do templo<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo1.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"206\" height=\"305\" \/><strong>\nTemplo de H\u00f3rus<\/strong><\/p>\nO falc\u00e3o foi provavelmente a primeira criatura viva a ser adorada no vale do Nilo. O v\u00f4o altaneiro do falc\u00e3o, que parecia ser companheiro do sol, levou os imaginosos eg\u00edpcios a crer que o sol seria como que um falc\u00e3o que descrevesse um luminoso v\u00f4o di\u00e1rio pelos c\u00e9us. Como falc\u00e3o, H\u00f3rus era um deus. Durante toda a sua hist\u00f3ria, os eg\u00edpcios antigos acreditaram que os deuses se manifestavam em animais. Hoje \u00e9 dif\u00edcil compreendermos o relacionamento entre um deus e seu animal. O deus H\u00f3rus era representado como um p\u00e1ssaro que, segundo se acreditava, se manifestava em um ou mais falc\u00f5es individuais. Por outro lado, dizia-se que H\u00f3rus era um falc\u00e3o cujos olhos eram o sol e a lua, e cujo h\u00e1lito era o refrescante vento norte. Esta a maneira impressiva com que descreviam esse grande deus.\n\nUm s\u00edmbolo importante dos eg\u00edpcios era o Udjat, que representava o olho de H\u00f3rus, tendo uma pe\u00e7a incomum debaixo dele e que se assemelhava \u00e0 face de um falc\u00e3o. O Udjat, o olho de H\u00f3rus, sem d\u00favida representava simbolicamente o sol e era considerado um emblema poderoso.\n\nDesde os tempos primitivos, o deus-falc\u00e3o H\u00f3rus era considerado um grande deus-celeste, como a pr\u00f3pria ave que era seu emblema. \u00c0s vezes ele era o deus do c\u00e9u; outras, ele se tornava o sol sob o nome de Ra-harakhty. Pela sua liga\u00e7\u00e3o com os reis, ele uniu o Alto-Egito e o Baixo-Egito. H\u00f3rus passou a ser o deus real; tornou-se o falc\u00e3o divino, protetor do rei e, at\u00e9 certo ponto, o pr\u00f3prio rei. O falc\u00e3o H\u00f3rus tornou-se o s\u00edmbolo da realeza e sua figura aparece nos sinetes e nos documentos reais. O t\u00edtulo favorito do rei era H\u00f3rus, pelo qual ele se identificava como o sucessor do grande deus que outrora governara a terra.\n\nEm certa \u00e9poca, o deus-sol era visto como o criador do Egito e do sol, Ra, era chamado o primeiro rei do Egito. Os eg\u00edpcios viam o sol como uma for\u00e7a viva e est\u00e1 subentendido em sua teologia que Ra abriu m\u00e3o do governo do Egito, entregando-o a outros deuses, em primeiro lugar a H\u00f3rus, que encarnava, segundo se acreditava, no fara\u00f3. Esta transfer\u00eancia de poder n\u00e3o s\u00f3 colocou o fara\u00f3 na esfera divina, como tamb\u00e9m em p\u00e9 de igualdade com outros deuses. A morte de um fara\u00f3 mantinha, de acordo com suas cren\u00e7as, a mudan\u00e7a peri\u00f3dica necess\u00e1ria. A sucess\u00e3o de um rei por outro era encarada como uma ordem inalterada de eventos. Os fara\u00f3s eram substitu\u00eddos por seus filhos. H\u00f3rus sempre sucedia Os\u00edris e este desaparecia do cen\u00e1rio terrestre, num sentido figurado.\n\nO culto do deus-sol Ra predominava em Heli\u00f3polis, localizada numa parte da \u00e1rea norte da atual cidade do Cairo. O deus era concebido como o pr\u00f3prio sol, na forma de um disco. Na capital, em M\u00eanfis, a alguns quil\u00f4metros a sudoeste, os fara\u00f3s passaram a ser influenciados pelo culto solar e o resultado parece ter sido a fus\u00e3o do deus-celeste H\u00f3rus com o deus-sol Ra. Na \u00e9poca da Quinta Dinastia, o rei, agora identificado com H\u00f3rus, passou a ser o Filho de Ra. Nos tempos primitivos, desenvolveu-se em Heli\u00f3polis o conceito segundo o qual a mais pura forma do deus-sol n\u00e3o se encontrava em H\u00f3rus de cabe\u00e7a de falc\u00e3o, mas no orbe f\u00edsico do pr\u00f3prio sol, que era designado pelo nome de Aton; assim, Ra e Aton passaram a ser considerados como a mesma forma do sol. O s\u00edmbolo para este, naquele per\u00edodo espec\u00edfico, era um homem com cabe\u00e7a de falc\u00e3o e coroado pelo disco solar, cercado pelo uraeus.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo2.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"341\" height=\"217\" \/><strong>\nTemplo de H\u00f3rus em Edfu<\/strong><\/p>\nNa lenda de Os\u00edris, este era assassinado por Seth e revivido para tornar-se um poder no al\u00e9m. H\u00f3rus vingou o feito terr\u00edvel de Seth, tomou o trono e, na qualidade de novo fara\u00f3, assumiu o papel de H\u00f3rus. Ao morrer, o pai fundiu-se com Os\u00edris. O rei, que durante sua vida fora mediador entre seu povo e os poderes da natureza, fundiu esses poderes na \u00e9poca da sua morte e sua vitalidade saiu da terra onde repousava. Como Os\u00edris, ele dava vida ao gr\u00e3o que germinava e \u00e0s \u00e1guas do Nilo. A lenda trata de uma luta entre H\u00f3rus e Seth, e esta, sem d\u00favida, representava um conflito entre dois cultos hostis, confronto considerado necess\u00e1rio para manter o equil\u00edbrio de for\u00e7as no universo. No mito, H\u00f3rus era filho de Os\u00edris e \u00cdsis e sobrinho de Seth. Como o sol, H\u00f3rus era herdeiro do reino terrestre do seu pai. H\u00f3rus acabou vencendo o conflito e foi triunfalmente proclamado o rei eterno e universal da terra.\n\nEm tempos subseq\u00fcentes, de acordo com as representa\u00e7\u00f5es encontradas no templo de Edfu, H\u00f3rus conquistou o mundo para Ra. Ele vencera o inimigo, que era nada mais, nada menos que Seth. Ra era basicamente o deus dos vivos, enquanto que Os\u00edris era essencialmente o deus dos mortos. O fara\u00f3 vivo era considerado a encarna\u00e7\u00e3o do grande deus H\u00f3rus que, ao morrer, se tornava Os\u00edris. Ao suceder o fara\u00f3, o filho passava a ser o novo H\u00f3rus.\n\nNo come\u00e7o, as regi\u00f5es norte e sul do Egito eram dois reinos separados. A ins\u00edgnia de realeza do Baixo-Egito, no norte, era a coroa branca, e a do Alto-Egito, no sul, era a coroa vermelha. Ap\u00f3s a uni\u00e3o das duas terras, por Men\u00e9s, surgiu a coroa dupla, indicando que o rei era governante das duas terras. Em certa \u00e9poca, H\u00f3rus representava o Alto-Egito e Seth, o Baixo-Egito.\n\nNas primeiras dinastias, o nome real do fara\u00f3 era escrito dentro de uma figura de forma retangular, com caracter\u00edsticas de porta, isto \u00e9, porta de um pal\u00e1cio, encimada por um falc\u00e3o. Esta era chamada H\u00f3rus. O falc\u00e3o de H\u00f3rus, encimando o s\u00edmbolo da moldura retangular da grande casa, ou pal\u00e1cio real, representava o deus din\u00e1stico de todo o Egito e era identificado com o deus-sol, e era o filho e vingador de Os\u00edris. Um rei invariavelmente assumia v\u00e1rios t\u00edtulos.\n<h4>Falc\u00e3o simbolizando o deus H\u00f3rus<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo3.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"217\" height=\"302\" \/><\/p>\nUm segundo t\u00edtulo era representado pelas figuras das deusas abutre e cobra. Juntas, elas representavam a for\u00e7a unificadora das duas terras. Um terceiro t\u00edtulo era representado por um junco e uma abelha, simbolizando o Alto-Egito e o Baixo-Egito &#8211; &#8220;Aquele que pertence ao junco e \u00e0 abelha&#8221;.\n\n<strong>Um quarto t\u00edtulo era o de Falc\u00e3o Dourado, ou H\u00f3rus de Ouro, cuja simbologia declarava:<\/strong> &#8220;Bendito em anos quem faz tudo viver&#8221;. Isto representava uma esp\u00e9cie de poder glorioso e impetuoso. O ouro era de grande import\u00e2ncia, pois o consideravam como a pele de Ra. Era a pele do pr\u00f3prio sol e seu brilho justificava a semelhan\u00e7a. Quando se adornava com ouro, o fara\u00f3 era revestido da luz que iluminava a terra. O pr\u00f3prio metal o divinizava; ele era o H\u00f3rus de Ouro. Outro t\u00edtulo que o rei adotava era o de Filho de Ra. Como tal, o fara\u00f3 expressava sua divina filia\u00e7\u00e3o com o deus-sol.\n\nO s\u00edmbolo da porta retangular encimada pelo falc\u00e3o era alongado, para incluir todos os t\u00edtulos do rei. Mais tarde ainda, ele foi alterado para a forma oval, agora familiar, do cartucho. Um ou mais cartuchos, ou an\u00e9is onom\u00e1sticos, continham os t\u00edtulos do rei. Um cartucho trazia o nome do rei desde o seu nascimento e somente na D\u00e9cima Oitava Dinastia \u00e9 que os reis passaram a ser conhecidos como fara\u00f3s.\n\n<strong>Na D\u00e9cima Oitava Dinastia, por volta de 1500 a.C., o vizir Rekhmire escreveu:<\/strong> &#8220;O que \u00e9 o rei do Alto-Egito e do Baixo-Egito? Ele \u00e9 um deus cujos sentimentos profundos se vive, o pai e a m\u00e3e de todos os homens, sozinho, sem igual&#8221;.\n\nNo primeiro per\u00edodo do Antigo Reino, o conceito do fara\u00f3 como o deus H\u00f3rus encarnado provavelmente atingiu seu mais alto desenvolvimento. A Pir\u00e2mide Escalonada de Z\u00f3ser, em Sakkara, e as pir\u00e2mides de Giz\u00e9 s\u00e3o sem d\u00favida seus maiores monumentos. Quando da Quinta Dinastia, houve uma mudan\u00e7a pela qual o fara\u00f3 era considerado um descendente do deus Ra. Esta foi a mudan\u00e7a de \u00eanfase da id\u00e9ia de uma encarna\u00e7\u00e3o para a id\u00e9ia de um filho f\u00edsico de um deus.\n\nA vis\u00e3o do cosmo dos eg\u00edpcios antigos era essencialmente est\u00e1tica. A mudan\u00e7a se dava somente por um ritmo peri\u00f3dico. Sempre havia a luta entre for\u00e7as opostas. Embora a terra pudesse ficar calcinada no ver\u00e3o, a cheia do Nilo ocorreria com certeza, trazendo al\u00edvio. O fara\u00f3 morreria, mas seu filho, o novo H\u00f3rus, reinaria em seu lugar. A vit\u00f3ria do deus-sol era proclamada todas as manh\u00e3s e isto era um lembrete di\u00e1rio do triunfo do bem sobe o mal atrav\u00e9s de H\u00f3rus.\n\nNa antec\u00e2mara do Templo de Edfu existe um pequeno mas belo santu\u00e1rio, de colunas de pedra, conhecido como o Mammisi que, de acordo com os conceitos dos eg\u00edpcios antigos, era a Casa do Nascimento do deus H\u00f3rus, o falc\u00e3o divino.\n<h4>Olho de H\u00f3rus (Udjat)<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo4.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"333\" height=\"214\" \/><strong>\nOlho de H\u00f3rus (Udjat) <\/strong><\/p>\nEsta pe\u00e7a em ouro, com incrustra\u00e7\u00f5es de l\u00e1pis-laz\u00fali, era um peitoral que Tutankhamon usava como amuleto, pendendo do pesco\u00e7o\n\nFonte: www.starnews2001.com.br\n<h6>Templo de H\u00f3rus<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n<strong>H\u00f3rus<\/strong>, m\u00edtico soberano do Egipto, desdobra as suas divinas asas de falc\u00e3o sob a cabe\u00e7a dos fara\u00f3s, n\u00e3o somente meros protegidos, mas, na realidade, a pr\u00f3pria incarna\u00e7\u00e3o do deus do c\u00e9u. Pois n\u00e3o era ele o deus protetor da monarquia fara\u00f3nica, do Egipto unido sob um s\u00f3 fara\u00f3, regente do Alto e do Baixo Egipto?\n\nCom efeito, desde o florescer da \u00e9poca hist\u00f3ria, que o fara\u00f3 proclamava que neste deus refulgia o seu ka (poder vital), na \u00e2nsia de legitimar a sua soberania, n\u00e3o sendo pois inusitado que, a cerca de 3000 a. C., o primeiro dos cinco nomes da titularia real fosse exatamente &#8220;o nome de H\u00f3rus&#8221;. No pante\u00e3o eg\u00edpcio, diversas s\u00e3o as deidades que se manifestam sob a forma de um falc\u00e3o.\n\n<strong>H\u00f3rus<\/strong>, detentor de uma personalidade complexa e intrincada, surge como a mais c\u00e9lebre de todas elas. Mas quem era este deus, em cujas asas se reinventava o poder criador dos fara\u00f3s? Antes de mais, H\u00f3rus representa um deus celeste, regente dos c\u00e9us e dos astros neles semeados, cuja identidade \u00e9 produto de uma longa evolu\u00e7\u00e3o, no decorrer da qual H\u00f3rus assimila as personalidades de m\u00faltiplas divindades.\n\nOriginalmente, <strong>H\u00f3rus<\/strong> era um deus local de Sam- Behet (Tell el- Balahun) no Delta, Baixo Egipto.\n\nO seu nome, Hor, pode traduzir-se como &#8220;O Elevado&#8221;, &#8220;O Afastado&#8221;, ou &#8220;O Long\u00ednquo&#8221;.\n\nTodavia, o decorrer dos anos facultou a extens\u00e3o do seu culto, pelo que num \u00e1pice o deus tornou-se patrono de diversas prov\u00edncias do Alto e do Baixo Egipto, acabando mesmo por usurpar a identidade e o poder das deidades locais, como, por exemplo, Sopedu (em zonas orientais do Delta) e Khentekthai (no Delta Central).\n\nFinalmente, integra a cosmogonia de Heli\u00f3polis enquanto filho de \u00cdsis e Os\u00edris, englobando d\u00edspares divindades cuja liga\u00e7\u00e3o remonta a este parentesco. O H\u00f3rus do mito os\u00edrico surge como um homem com cabe\u00e7a de falc\u00e3o que, \u00e0 semelhan\u00e7a de seu pai, ostenta a coroa do Alto e do Baixo Egipto. \u00c9 igualmente como membro desta tr\u00edade que H\u00f3rus saboreia o expoente m\u00e1ximo da sua popularidade, sendo venerado em todos os locais onde se prestava culto aos seus pais.\n\nA Lenda de Os\u00edris revela-nos que, ap\u00f3s a celestial concep\u00e7\u00e3o de H\u00f3rus, ben\u00e7\u00e3o da magia que facultou a \u00cdsis o apan\u00e1gio de fundir-se a seu marido defunto em n\u00fapcias divinas, a deusa, receando repres\u00e1lias por parte de Seth, evoca a prote\u00e7\u00e3o de R\u00e9- Atum, na esperan\u00e7a de salvaguardar a vida que florescia dentro de si.\n\nReceptivo \u00e0s preces de \u00cdsis, o deus solar velou por ela at\u00e9 ao t\u00e3o esperado nascimento.\n\n<strong>Quando este sucedeu, a voz de H\u00f3rus inebriou ent\u00e3o os c\u00e9us:<\/strong> &#8221; Eu sou H\u00f3rus, o grande falc\u00e3o. O meu lugar est\u00e1 longe do de Seth, inimigo de meu pai Os\u00edris. Atingi os caminhos da eternidade e da luz. Levanto voo gra\u00e7as ao meu impulso. Nenhum deus pode realizar aquilo que eu realizei. Em breve partirei em guerra contra o inimigo de meu pai Os\u00edris, calc\u00e1-lo-ei sob as minhas sand\u00e1lias com o nome de Furioso&#8230; Porque eu sou H\u00f3rus, cujo lugar est\u00e1 longe dos deuses e dos homens. Sou H\u00f3rus, o filho de \u00cdsis.&#8221; Temendo que Seth abra\u00e7asse a resolu\u00e7\u00e3o de atentar contra a vida de seu filho rec\u00e9m- nascido, sis refugiou-se ent\u00e3o na ilha flutuante de Khemis, nos p\u00e2ntanos perto de Buto, circunst\u00e2ncia que concedeu a H\u00f3rus o ep\u00edteto de Hor- heri- uadj, ou seja, &#8220;H\u00f3rus que est\u00e1 sobre a sua planta de papiro&#8221;. Embora a natureza in\u00f3spita desta regi\u00e3o lhe oferecesse a t\u00e3o desejada seguran\u00e7a, visto que Seth jamais se aventuraria por uma regi\u00e3o t\u00e3o des\u00e9rtica, a mesma comprometia, concomitantemente, a sua subsist\u00eancia, dada a flagrante escassez de alimentos caracter\u00edstica daquele local. Para assegurar a sua sobreviv\u00eancia e a de seu filho, \u00cdsis v\u00ea-se obrigada a mendigar, pelo que, todas as madrugadas, oculta H\u00f3rus entre os papiros e erra pelos campos, disfar\u00e7ada de mendiga, na \u00e2nsia de obter o t\u00e3o necess\u00e1rio alimento.\n\n<strong>Uma noite, ao regressar para junto de H\u00f3rus, depara-se com um quadro verdadeiramente aterrador: <\/strong>o seu filho jazia, inanimado, no local onde ela o abandonara. Desesperada, \u00cdsis procura restituir-lhe o sopro da vida, por\u00e9m a crian\u00e7a encontrava-se demasiadamente d\u00e9bil para alimentar-se com o leite materno.\n\nSem hesitar, a deusa suplica o aux\u00edlio dos alde\u00f5es, que todavia se relevam impotentes para a socorrer.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo7.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"256\" height=\"332\" \/><strong>\nH\u00f3rus<\/strong><\/p>\nQuando o sofrimento j\u00e1 quase a fazia transpor o limiar da loucura, \u00cdsis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, H\u00f3rus ( ou Harp\u00f3crates, Horpakhered- &#8220;H\u00f3rus menino\/ crian\u00e7a&#8221;) havia sido simplesmente v\u00edtima da picada de um escorpi\u00e3o ou de uma serpente. Angustiada, sis verificou ent\u00e3o a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas N\u00e9ftis e Selkis (a deusa- escorpi\u00e3o), que prontamente ocorreram ao local da trag\u00e9dia, aconselhando-a a rogar a R\u00e9 que suspendesse o seu percurso usual at\u00e9 que H\u00f3rus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma m\u00e3e, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a crian\u00e7a.\n\n<strong>Quando finalmente se viu diante de H\u00f3rus e \u00cdsis, Toth declarou ent\u00e3o: <\/strong>&#8221; Nada temas, sis! Venho at\u00e9 ti, armado do sopro vital que curar\u00e1 a crian\u00e7a.\n\nCoragem, H\u00f3rus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a prote\u00e7\u00e3o de que gozas \u00e9 eterna. Veneno, ordeno-te que saias! R\u00e9, o deus supremo, far-te-\u00e1 desaparecer. A sua barca deteve-se e s\u00f3 prosseguir\u00e1 o seu curso quando o doente estiver curado. Os po\u00e7os secar\u00e3o, as colheitas morrer\u00e3o, os homens ficar\u00e3o privados de p\u00e3o enquanto H\u00f3rus n\u00e3o tiver recuperado as suas for\u00e7as para ventura da sua m\u00e3e sis. Coragem, H\u00f3rus. O veneno est\u00e1 morto, ei- lo vencido.&#8221;\n\nAp\u00f3s haver banido, com a sua magia divina, o letal veneno que estava prestes a oferecer H\u00f3rus \u00e0 morte, o excelso feiticeiro solicitou ent\u00e3o aos habitantes de Khemis que velassem pela crian\u00e7a, sempre que a sua m\u00e3e tivesse necessidade de se ausentar. Muitos outros sortil\u00e9gios se abateram sobre H\u00f3rus no decorrer da sua inf\u00e2ncia (males intestinais, febres inexplic\u00e1veis, mutila\u00e7\u00f5es), apenas para serem vencidos logo de seguida pelo poder da magia detida pelas sublimes deidades do pante\u00e3o eg\u00edpcio. No limiar da maturidade, H\u00f3rus, protegido at\u00e9 ent\u00e3o por sua m\u00e3e, \u00cdsis, tomou a resolu\u00e7\u00e3o de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu leg\u00edtimo direito ao trono do Egipto, usurpado por Seth. Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por R\u00e1, H\u00f3rus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a reg\u00eancia do pa\u00eds, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a for\u00e7a devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptid\u00f5es para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Ap\u00f3pis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia. Ultimada uma querela verbal, que cada vez mais os apartava de um consenso, iniciou-se ent\u00e3o uma prolixa e feroz disputa pelo poder, que op\u00f4s em confrontos selv\u00e1ticos, H\u00f3rus a seu tio. Ap\u00f3s um infrut\u00edfero rol de encontros quase so\u00e7obrados na barb\u00e1rie, Seth sugeriu que ele pr\u00f3prio e o seu advers\u00e1rio tomassem a forma de hipop\u00f3tamos, com o fito de verificar qual dos dois resistiria mais tempo, mantendo-se submergidos dentro de \u00e1gua.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo8.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"121\" height=\"190\" \/><\/p>\nEscoado algum tempo, \u00cdsis foi incapaz de refrear a sua apreens\u00e3o e criou um arp\u00e3o, que lan\u00e7ou no local, onde ambos haviam desaparecido. Por\u00e9m, ao golpear Seth, este apelou aos la\u00e7os de fraternidade que os uniam, coagindo \u00cdsis a sar\u00e1-lo, logo em seguida. A sua interven\u00e7\u00e3o enfureceu H\u00f3rus, que emergiu das \u00e1guas, a fim de decapitar a sua m\u00e3e e, ato cont\u00edguo, lev\u00e1-la consigo para as montanhas do deserto.\n\nAo tomar conhecimento de t\u00e3o hediondo ato, R\u00e1, irado, vociferou que H\u00f3rus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para captur\u00e1-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de \u00eaxito, uma vez que este nem \u00e1pice se deparou com H\u00f3rus, que jazia, adormecido, junto a um o\u00e1sis. Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de H\u00f3rus, para enterr\u00e1-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em bot\u00f5es de l\u00f3tus. Ap\u00f3s t\u00e3o ign\u00f3bil crime, Seth reuniu-se a R\u00e1, declarando n\u00e3o ter sido bem sucedido na sua procura, pelo que H\u00f3rus foi ent\u00e3o considerado morto.\n\nPor\u00e9m, a deusa H\u00e1tor encontrou o jovem deus, sarando-lhe, miraculosamente, os olhos, ao friccion\u00e1-los com o leite de uma gazela. Outra vers\u00e3o, pinta-nos um novo quatro, em que Seth furta apenas o olho esquerdo de H\u00f3rus, representante da lua. Contudo, nessa narrativa o deus-falc\u00e3o, possuidor, em seus olhos, do Sol e da lua, \u00e9 igualmente curado.\n\nEm ambas as hist\u00f3rias, o Olho de H\u00f3rus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfei\u00e7\u00e3o, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta raz\u00e3o, o Olho de H\u00f3rus ou Olho de Wadjet surge na mitologia eg\u00edpcia como um s\u00edmbolo da vit\u00f3ria do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protetor.\n\nA cren\u00e7a eg\u00edpcia refere igualmente que, em mem\u00f3ria desta disputa feroz, a lua surge, constantemente, fragmentada, tal como se encontrava, antes que H\u00f3rus fosse sarado. Determinadas vers\u00f5es desta lenda debru\u00e7am-se sobre outro epis\u00f3dio de t\u00e3o desnorteante conflito, em que Seth conjura novamente contra a integridade f\u00edsica de H\u00f3rus, atrav\u00e9s de um aparentemente inocente convite para o visitar em sua morada. A narrativa revela que, culminado o jantar, Seth procura desonrar H\u00f3rus, que, embora precavido, \u00e9 incapaz de impedir que um gota de esperma do seu rival tombe em suas m\u00e3os. Desesperado, o deus vai ent\u00e3o ao encontro de sua m\u00e3e, a fim de suplicar-lhe que o socorra. Partilhando do horror que inundava H\u00f3rus, \u00cdsis decepou as m\u00e3os do filho, para arremess\u00e1-las de seguida \u00e0 \u00e1gua, onde gra\u00e7as \u00e0 magia suprema da deus, elas desaparecem no lodo. Todavia, esta situa\u00e7\u00e3o torna-se insustent\u00e1vel para H\u00f3rus, que toma ent\u00e3o a resolu\u00e7\u00e3o de recorrer ao aux\u00edlio do Senhor Universal, cuja extrema bonomia o leva a compreender o sofrimento do deus- falc\u00e3o e, por conseguinte, a ordenar ao deus- crocodilo Sobek, que resgatasse as m\u00e3os perdidas.\n\n<strong>Embora tal dilig\u00eancia haja sido coroada de \u00eaxito, H\u00f3rus depara-se com mais um imprevisto:<\/strong> as suas m\u00e3os tinham sido aben\u00e7oadas por uma curiosa autonomia, incarnando dois dos filhos do deus- falc\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo9.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"210\" height=\"178\" \/><\/p>\nNovamente evocado, Sobek \u00e9 incumbido da taregfa de capturar as m\u00e3os que teimavam em desaparecer e lev\u00e1-las at\u00e9 junto do Senhor Universal, que, para evitar o caos de mais uma querela, toma a resolu\u00e7\u00e3o de duplic\u00e1-las.\n\nO primeiro par \u00e9 oferecido \u00e0 cidade de Nekhen, sob a forma de uma rel\u00edquia, enquanto que o segundo \u00e9 restitu\u00eddo a H\u00f3rus. Este prolixo e verdadeiramente selv\u00e1tico conflito foi enfim solucionado quando Toth persuadiu R\u00e1 a dirigir uma encomi\u00e1stica missiva a Os\u00edris, entregando-lhe um incontest\u00e1vel e completo t\u00edtulo de realeza, que o obrigou a deixar o seu reino e confrontar o seu assassino. Assim, os dois deuses soberanos evocaram os seus poderes rivais e lan\u00e7aram-se numa disputa ardente pelo trono do Egipto.\n\nAp\u00f3s um recontro infrut\u00edfero, Ra prop\u00f4s ent\u00e3o que ambos revelassem aquilo que tinham para oferecer \u00e0 terra, de forma a que os deuses pudessem avaliar as suas aptid\u00f5es para governar. Sem hesitar, Os\u00edris alimentou os deuses com trigo e cevada, enquanto que Seth limitou-se a executar uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a.\n\nQuando conquistou o apoio de Ra, Os\u00edris persuadiu ent\u00e3o os restantes deuses dos poderes inerentes \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o, ao recordar que todos percorriam o horizonte ocidental, alcan\u00e7ando o seu reino, no culminar dos seus caminhos. Deste modo, os deuses admitiram que, com efeito, deveria ser H\u00f3rus a ocupar o trono do Egipto, como herdeiro do seu pai. Por conseguinte, e volvidos cerca de oito anos de alterca\u00e7\u00f5es e recontros ferozes, foi concedida finalmente ao deus- falc\u00e3o a t\u00e3o cobi\u00e7ada heran\u00e7a, o que lhe valeu o t\u00edtulo de Hor-paneb-taui ou Horsamtaui\/Horsomtus, ou seja, &#8220;H\u00f3rus, senhor das Duas Terras&#8221;.\n\nComo compensa\u00e7\u00e3o, R\u00e1 concedeu a Seth um lugar no c\u00e9u, onde este poderia desfrutar da sua posi\u00e7\u00e3o de deus das tempestades e trov\u00f5es, que o permitia atormentar os demais. Este mito parece sintetizar e representar os antagonismos pol\u00edticos vividos na era pr\u00e9- din\u00e1stica, surgindo H\u00f3rus como deidade tutelar do Baixo Egipto e Seth, seu oponente, como protetor do Alto Egipto, numa clara disputa pela supremacia pol\u00edtica no territ\u00f3rio eg\u00edpcio. Este recontro possui igualmente uma cerca analogia com o paradoxo suscitado pelo combate das trevas com a luz, do dia com a noite, em suma, de todas as entidades antag\u00f3nicas que encarnam a t\u00edpica luta do bem contra o mal. A mitologia referente a este deus difere consoante as regi\u00f5es e per\u00edodos de tempo.\n\n<strong>Por\u00e9m, regra geral, H\u00f3rus surge como esposo de H\u00e1thor, deusa do amor, que lhe ofereceu dois filhos:<\/strong> Ihi, deus da m\u00fasica e Horsamtui, &#8220;Unificador das Duas Terras&#8221;. Todavia, e tal como referido anteriormente, H\u00f3rus foi imortalizado atrav\u00e9s de d\u00edspares representa\u00e7\u00f5es, surgindo por vezes sob uma forma solar, enquanto filho de Atum- R\u00e9 ou Geb e Nut ou apresentado pela lenda os\u00edrica, como fruto dos amores entre Os\u00edris e \u00cdsis, abra\u00e7ando assim diversas correntes mitol\u00f3gicas, que se fundem, renovam e completam em sua identidade. \u00c9 dos muitos vetores em que o culto solar e o culto os\u00edrico, os mais relevantes do Antigo Egipto, se complementam num o\u00e1sis de Sol, p\u00e1tria de lendas de luz, em cujas \u00e1guas d\u0092 ouro voga toda a magia de uma das mais enigm\u00e1ticas civiliza\u00e7\u00f5es da Antiguidade.\n<h4>O DEUS SOLAR FALC\u00c3O<\/h4>\nNos p\u00e2ntanos do delta, num lugar chamado Chemnis, perto da cidade de Buto, sis d\u00e1 \u00e0 luz ao seu filho H\u00f3rus, que tem cabe\u00e7a de falc\u00e3o.\n\n<strong>No mesmo instante, confia-o \u00e0 deusa-cobra Uadite, que reina sobre todo o delta, para partir numa tarefa longa e penosa:<\/strong> a busca do corpo de Os\u00edris.\n\nAmamentado pela vaca H\u00e1tor e protegido pela cobra Uadite, o falc\u00e3o H\u00f3rus enfrenta muitas dificuldades.\n\nDepois, cresce e aperfei\u00e7oa sua educa\u00e7\u00e3o, e quando as suas for\u00e7as tornam-se vigorosas o suficiente, Os\u00edris, volta a Terra para ensinar-lhe as t\u00e9cnicas b\u00e1sicas de combate.\n\nH\u00f3rus anseia por vingar o pai, re\u00fane os eg\u00edpcios fi\u00e9is a Os\u00edris, e encorajado por \u00cdsis, declara guerra a Set. Este e seus partid\u00e1rios transformam-se em animais, compondo uma tropa de serpentes, crocodilos, hipop\u00f3tamos e gazelas.\n\nH\u00f3rus, sob a forma de falc\u00e3o, mutila Set, e este arranca-lhe um olho. Depois de muita luta, os dois rivais s\u00e3o convocados ao tribunal divino, e quem soluciona a quest\u00e3o, depois de curar as feridas dos dois, \u00e9 o deus-\u00edbis, Thot.\n\nSet rumina a derrota, mas n\u00e3o est\u00e1 morto, a todo momento retoma com H\u00f3rus, a luta das trevas contra a luz (a eterna luta do bem contra o mal).\n\nAssim, a profunda venera\u00e7\u00e3o que os eg\u00edpcios dedicam a H\u00f3rus, s\u00f3 se iguala, ao terror que lhes inspira Set. Como o pai, H\u00f3rus governa com sabedoria, depois dele, reinam seus descendentes, a come\u00e7ar por Men\u00e9s, o fara\u00f3 que inaugura a I Dinastia.\n\nDurante mais de 3.000 anos, os soberanos de 27 dinastias ser\u00e3o considerados herdeiros de H\u00f3rus. O Templo de H\u00f3rus, fica em Edfu.\n\nEle aparece sob a forma de um falc\u00e3o pousado sobre os ombros do fara\u00f3 Quefr\u00e9n, em est\u00e1tua existente no Museu do Cairo. \u00c9 tamb\u00e9m representado com corpo de homem e cabe\u00e7a de falc\u00e3o, conforme aparece em est\u00e1tua existente no Museu do Louvre, em Paris.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo6.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"191\" height=\"341\" \/><\/p>\nO deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adora\u00e7\u00e3o em qualquer lugar.\n\nA sede de seu culto ficava em Heli\u00f3polis (On em eg\u00edpcio), o mais antigo e pr\u00f3spero centro comercial do Baixo Egito. O deus-Sol \u00e9 retratado pela arte eg\u00edpcia sob muitas formas e denomina\u00e7\u00f5es.\n\nSeu nome mais comum \u00e9 R\u00e1 e podia ser representado por um falc\u00e3o, por um homem com cabe\u00e7a de falc\u00e3o ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabe\u00e7a de falc\u00e3o estabelecia-se uma identidade com H\u00f3rus.\n<h4>Hist\u00f3ria do Templo de Edfu<\/h4>\nEm 332 aC, Alexandre, o Grande conquistou o Egito. Ap\u00f3s sua morte em 323, seus sucessores governaram o Egito sob a dinastia ptolomaica. Esta foi a \u00faltima dinastia do Egito independente. Os Ptolomeus eram gregos, mas apresentaram-se aos eg\u00edpcios como fara\u00f3s nativos e de perto imitaram as tradi\u00e7\u00f5es e arquitetura do Egito fara\u00f4nico.\n\nO Templo de Horus, em Edfu, constru\u00eddo durante a era Ptolemiac no topo de um templo antes de Horus, que foi orientada leste-oeste em vez da configura\u00e7\u00e3o norte-sul atual.\n\nA parte mais antiga do templo \u00e9 a se\u00e7\u00e3o do Festival Hall do Santu\u00e1rio; esta foi iniciada por Ptolomeu III em 237 aC e terminado por seu filho, Ptolomeu IV Filopator. A Sala hip\u00f3stila foi adicionado por Ptolomeu VII (145-116 aC) e do poste foi erguido por Ptolomeu IX (88-81 aC). Os toques finais ao templo foram adicionados sob Ptolomeu XII em 57 aC.\n\nO Horus com cabe\u00e7a de falc\u00e3o era originalmente o deus do c\u00e9u, cujos olhos eram o sol ea lua. Mais tarde ele foi assimilado no mito popular de \u00cdsis e Os\u00edris como filho do casal divino. Criada por Isis e Hathor ap\u00f3s o assassinato de Os\u00edris por seu irm\u00e3o Seth, Horus vingou a morte de seu pai em uma grande batalha em Edfu. Seth foi exilado e Horus assumiu o trono, Os\u00edris reinando por ele a partir do submundo. Assim, todos os fara\u00f3s afirmou ser a encarna\u00e7\u00e3o de H\u00f3rus, o &#8220;rei vivo.&#8221;\n\nO Templo de Edfu foi abandonado depois que o Imp\u00e9rio Romano tornou-se crist\u00e3o e paganismo foi proibido em 391 AD\n\n<strong>Detalhes e vocabul\u00e1rio eg\u00edpcio:<\/strong>\n\nA cidade provincial de Edfu est\u00e1 localizado a meio caminho entre Luxor (115 km de dist\u00e2ncia) e Aswan (105 km) e 65 km ao norte de Kom Ombo.\n\nO culto de H\u00f3rus centralizava-se na cidade de Edfu, onde particularmente no per\u00edodo ptolomaico saboreou uma estrondosa popularidade;\n\nO culto do deus falc\u00e3o dispersou-se em in\u00fameros sub- cultos, o que criou lendas controversas e in\u00fameras vers\u00f5es do popular deus, como a denominada R\u00e1- Harakhty;\n\nAs estelas (pedras com imagens) de H\u00f3rus consideravam-se curativas de mordeduras de serpentes e picadas de escorpi\u00e3o, comuns nestas regi\u00f5es, dado representarem o deus na sua inf\u00e2ncia vencendo os crocodilos e os escorpi\u00f5es e estrangulando as serpentes. Sorver a \u00e1gua que qualquer devotado lhe houvesse deixado sobre a cabe\u00e7a, significava a obten\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o que \u00cdsis proporcionava ao filho. Nestas estelas surgia, frequentemente, o deus Bes, que deita a l\u00edngua de fora aos maus esp\u00edritos. Os feiti\u00e7os cobrem os lados externos das estelas.\n\n<strong>Encontramos nelas uma poderosa prote\u00e7\u00e3o, como salienta a famigerada Estela de Mettenich: <\/strong>&#8220;Sobe veneno, vem e cai por terra. H\u00f3rus fala-te, aniquila-te, esmaga-te; tu n\u00e3o te levantas, tu cais, tu \u00e9s fraco, tu n\u00e3o \u00e9s forte; tu \u00e9s cego, tu n\u00e3o v\u00eas; a tua cabe\u00e7a cai para baixo e n\u00e3o se levanta mais, pois eu sou H\u00f3rus, o grande M\u00e1gico.&#8221;. out- embalsamadores vabet- lugar de purifica\u00e7\u00e3o\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.geocities.com\n<h6>Templo de H\u00f3rus<\/h6>\n<h4>Constru\u00e7\u00e3o<\/h4>\nFoi come\u00e7ado em 237 aC por Ptolomeu III Euergetes I e foi conclu\u00edda em 57 aC.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<strong>H\u00f3rus <\/strong>\u00e9 o filho m\u00edstico de \u00cdsis e Os\u00edris, ele foi criado em segredo nos p\u00e2ntanos do Nilo para evitar que fosse descoberto por Set, que havia matado seu pai, Os\u00edris.\n\nQuando adulto, procurou vingar seu pai e matar Set.\n\nAp\u00f3s uma longa disputa, na qual perdeu um olho, ele triunfou e sua recompensa foi o governo do Egito.\n\nEle dedicou o olho perdido a Os\u00edris e passou a usar uma serpente sobre a cabe\u00e7a para substitu\u00ed-lo. Depois disso, todos os fara\u00f3s passaram a usar essa serpente como s\u00edmbolo de autoridade e de sua capacidade de tudo ver e tudo saber.\n<h4>Edfu<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo10.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"293\" height=\"141\" \/><\/p>\n\u00c9 uma cidade importante no sul do Egipto. Situa-se no meio do caminho entre Luxor e Assu\u00e3o, distando 115 km de ambas as cidades. Antigamente foi a capital do segundo nomo do Alto-Egipto. O seu nome atual est\u00e1 derivado da palavra eg\u00edpcia antiga gb3 que logo se transformou a deb3 e teb3 que mais tarde foi suscitado na l\u00edngua Copta por etbw e etfw e afinal foi pronunciado em \u00e1rabe Edfw.\n\nA cidade de Edfu assumiu grande papel em todas as \u00e9pocas da Historia Eg\u00edpcia Antiga. Al\u00e9m da sua posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica como paragem imponente situada na rota das caravanas antigas que une o vale do Nilo e as minas do deserto, foi um grande centro comercial e cultural no sul do Egipto, foi a sede do culto de Hor\u00fas de Pehedt, portanto foi conhecida como a cidade do Hor\u00fas, e na \u00e9poca greco-romana foi conhecido como &#8220;Apollnopolis Magna&#8221; a grande cidade de Apollo, quando o deus falc\u00e3o H\u00f3rus foi igualado pelos gregos com o deus Apollo.\n\nAqui os antigos eg\u00edpcios davam um festival anual chamado &#8221; Festival da Vit\u00f3ria do Filho&#8221;, comemrando o triunfo de H\u00f3rus na batalha final contra o seu tio Set. Acredita-se que tal festival pomposo dava lugar na \u00e1rea do lago sagrado indescoberto, sintuado debaixo das casas da vila atual ao este do templo. Conforme os acontecementos da lenda de Os\u00edris e Set, a guerra entre o sobrinho e seu tio que matou o seu irm\u00e3o usurpando o trono do Egipto, continuou d\u00e9cadas, e depois de combates arduos, a \u00faltima batalha deu lugar em Edfu.\n\nPara al\u00e9m disso, havia outro grande festival popular chamado &#8220;A Uni\u00e3o Divina &#8221; celebrado no terceiro m\u00eas do ver\u00e3o quando a imagem ou a est\u00e1tua da deusa Hathor foi embarcada de Dendera numa prociss\u00e3o acompanhada por grandes cerem\u00f3nias navegando no rio para sul com destino a Edfu, enquanto a procciss\u00e3o do deus Flac\u00e3o H\u00f3rus navega para sul, e no meio do caminho se encontram as duas prociss\u00f5es, e a partir de ent\u00e3o ambas as divinidades navegam juntos com destino a Edfu e quando cheagam de tarde, no momento do nascimento da lua, num majestoso ar de alegria e cerem\u00f3nias, o casal divino abrigado num sacr\u00e1rio ou numa barca sagrada encarregado nos hombros dos sacerdotes carecas entra o templo de H\u00f3rus, visitando algumas salas e quartos e provavelmente o casal divino ficava no santu\u00e1rio por certo tempo.\n\nE afinal Hathor regressa ao seu templo em Dendera, 5 km a sul da cidade de Quena. E claro tudo foi acompanhado por m\u00fasica, can\u00e7\u00f5es, bailado, e sacrif\u00edcios.\n<h4>Templo de Edfu<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo18.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"388\" height=\"270\" \/>\nTemplo de Edfu &#8211; Fachada<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo5.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"225\" height=\"311\" \/><strong>\nO Templo de Horus, em Edfu <\/strong><\/p>\n\u00c9 um fascinante templo, chamado tamb\u00e9m o templo de H\u00f3rus. \u00c9, sem d\u00favida, um dos mais conservados e belos templos no Egipto inteiro. Situa-se na margem oeste do Nilo. \u00c9 um templo constru\u00eddo de pedra arenosa que possui cenas e inscri\u00e7\u00f5es inumerais em relevos.\n\nProvavelemnte o templo foi erigido sobre um n\u00facleo antigo que remonta ao segundo per\u00edodo Intermedi\u00e1rio ( Dinastias XIII-XVII ) al\u00e9m do tempo do Novo Reino ( dinastias XVIII-XX ) mientras que a estrutura atual data do Per\u00edodo Ptolomaico.\n\nAs obras de constru\u00e7\u00e3o iniciaram-se por volta de 237 a C, nomeadamente no d\u00e9cimo ano do reinado de Ptolomeu III )Eurgetes) e foram consumadas durante os reinados de Ptolomeu IV, PtolomeuVIII, e ptolomeu XII e at\u00e9 ao ano 57 a. C, sem esquecer claro alguns aumentos adicionados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o no reinado do imperador Augusto e assim esse belo templo permanceu sob obras constru\u00e7\u00e3o, auemntos e decora\u00e7\u00e3o por cerca de 180 anos.\n\nO templo foi dedicado a tr\u00edade da cidade Horus de Pehdet, Hathor, e Hor Sama-twai, p\u00e3e, esposa e filho consecutivamente.\n\nAl\u00e9m dos elementos tradicionais, o templo de H\u00f3rus possui outros elementos arquitet\u00f4nicos que surgiram apenas na \u00c8poca Greco-romana como o Mamisi, (casa do nascimento divino de H\u00f3rus), a cripta, e o nilm\u00e9tro.\n\nO Mamisi est\u00e1 localizado ao lado esquerdo do templo, disp\u00f5e de uma entrada e duas salas, e no fundo um santu\u00e1rio. Todas as paredes do mamisi est\u00e3o cobertas com relevos que ilustram a hist\u00f3ria de nascimento, mamadura e fases da inf\u00e2ncia de H\u00f3rus.\n\nO templo de Edfu mede 137 m. De comprimento e 79 m. de largura com um pilono gigant\u00e9sco ( portal e duas torres) que atinge 37 m. de altura. Um p\u00e1tio aberto, uma sala com 18 coluns e outra sala interior com 12 colunas, dois vestibulos consecutivos eo santu\u00e1rio no fundo do templo. As duas torres do primeiro pilono est\u00e3o decoradas de cenas que ilustram o rei potlomeu VIII subjugando os inimgos ajoelhados em sumiss\u00e3o. Em cima do rei se encontra um s\u00e9rie de relevos que representa o rei rezando e fazendo oferendas adiante de diversas divinidades sobretudo H\u00f3rus, Hathor e Hor-Sma-tway, \u00f3siris e \u00cdsis. Acima da entrada se v\u00e9 o dicos solar alado, o sinal tradicional de prote\u00e7\u00e3o do templo eg\u00ecpcios. A entrada do templo est\u00e1 ladeada de duas est\u00e1tuas do deus Falc\u00e3o Horus feitas de granito cinzento protegendo o rei ptolomeu. O p\u00e1tio aberto do templo est\u00e1 rodeado por tr\u00eas lados, de 32 colunas, ornamentados com relevos, cujos capit\u00e9is s\u00e3o compostos de v\u00e1rios elementos vegetais, papiros, l\u00f3tusm frondas de palmeiras, etc.\n\nPor dentro, ao lado esquerdo, tanto como ao lado direito da parede posterior do p\u00e1tio o visitante pode ver os relevos que ilustram a chegada e a partida da prociss\u00e3o divina de Horus e Hathor como uma parte do festival da &#8220;Uni\u00e3o Divina&#8221;. No fundo do p\u00e1tio encontram-se outros dois falc\u00f5es de granito cinzento que guradam o portal de uma colunata. Os relevos do p\u00e1tio que ainda mantem vest\u00edgios de cores em alguns lugares ilustrando o rei ora rezando adiante diversas divindiades ora fazendo oferendas tendo em conta que este p\u00e1tio foi conhecido como o p\u00e1tio das oferendas .\n\nA colunata \u00e9 uma sala hip\u00f3stila com 18 colunas de capiteis compostos. O teto tornou-se preta devido a fuma\u00e7a feita pelos primeiros crist\u00e3os que apelam aos templo transformando-os a igrejas, um fenomeno com\u00fan na maioria do templos do Eipto. Ao lado direito da colunata encontra-se um quarto pequeno conhecido como a biblioteca do templo, pois se acredita que grande n\u00famero de rolos de papiros com temas cient\u00edficos e administrativos possu\u00eddos pelo templo foram abrigadas nesse quarto. Atrav\u00e9s de uma entrada se pode chegar a outra sala menos em termos de tamanho e com 12 colunas de capiteis compostos.\n\nOs relevos desta sala s\u00e3o impressionantes, sobretudo as cenas simb\u00f3licas conhecidas como &#8221; os rituais da funda\u00e7\u00e3o do templo&#8221; que ilustram o rei adiante de H\u00f3rus dedicando-lhe um templo, gravando a funda\u00e7\u00e3o com cinzel no ch\u00e3o, ou medindo os tamanhos do templo com a ajuda da deusa sechat, Deusa da escritura e a coloca\u00e7\u00e3o da primeira pedra do templo pelo rei, e depois se pode ver a forma do templo dentro de um cartucho dedicado pelo rei ao deus H\u00f3rus. Esta sala conduz a dois vest\u00edbulos consecutivos, o primeiro cont\u00e9m umas escadas que conduzem ao telhado do templo onde antigamente havia uma capela da deusa Hathor.\n\nO santu\u00e1rio est\u00e1 localizado no fundo do eixo do templo. \u00c9, de fato, um quarto enorme sem iluminia\u00e7\u00e3o salvo uma frincha estreita no teto. Ainda o santu\u00e1rio cont\u00e9m um sacr\u00e1rio belo de granito polido e cinzento onde se abrigava uma imagem do deus H\u00f3rus. No centro do santu\u00e1rio, adiante do sacr\u00e1rio encontra-se um pedestal de granito em que a barca sagrada de H\u00f3rus repousava ou \u00e9 veros\u00edmil que foi dedicado ao repouso da imagem do deus conforme o ritual do servi\u00e7o diario nos templos eg\u00edpcios antigos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo13.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"306\" height=\"263\" \/><strong>\nEdfu &#8211; Santuario<\/strong><\/p>\nO santu\u00e1rio est\u00e1 rodeado de 12 quartos cujas paredes est\u00e3o revestidas de diversas cenas religiosas. Provavelmente alguns desses quartos foram dedicadas a guardar os utens\u00edlios do templo enquanto outros foram relacionadas com certos rituais de certos deuses. No fundo ao lado esquerdo, encontra-se um quarto com uma cripta ou t\u00fanel no ch\u00e3o que ainda a sua func\u00e3o \u00e9 incerta, pois provavlemnte foi uma galeria para guardar os utens\u00edlios e equipagens mais preciosos do templo, enquanto h\u00e1 outra opini\u00e3o que diga que foi feito para exercer uns rituais relgiosos e misteriosos !!\n\nNo corredor, ao lado direito encontra-se um Nilom\u00e9tro, um elemento que surgiu em todos os templos eg\u00edpcios da \u00c8poca Greco-romana. \u00c9, simplesmente, um t\u00fanel acesso por umas escadas e ligado com \u00e1guas do Nilo onde os sacerdotes conseguiam profetizar a altura das cheia anual baseado em medi\u00e7\u00f5es e calculos frequentes. No meio da parede exterior do corredor encontra-se, pela primeira vez, o plano do templo, parece como uma maqueta entalhado na parede que ilustra todos os elementos do templo de H\u00f3rus. Ao lado esquerdo antes de virar-se sa\u00edndo encontra-se uma s\u00e9rie de cenas que representa o conflito entre Set fingido em forma de hipopotamo e o sue sobrinho H\u00f3rus que tenta de ca\u00e7\u00e1-lo com uma lan\u00e7\u00e3 e um cordel. Esses relevos contam uns detalhes da \u00faltima batalha que deu lugar no nilo, na regi\u00e3o de Edfu e termina pela vit\u00f3ria de H\u00f3rus.\n\nFonte: www.descobriregipto.com\n<h6>Templo de H\u00f3rus<\/h6>\n<h4>Olho de H\u00f3rus<\/h4>\n<strong>Lendas e Mitos do Egito<\/strong>\n\nOs historiadores consideram que o Egito existiu a partir do ano 3.100 a.C., quando o Fara\u00f3 Menes unificou o pa\u00eds, at\u00e9 o ano 30 d.C., quando Cle\u00f3patra se suicidou ap\u00f3s a invas\u00e3o dos romanos. Mas quando queremos falar da religiosidade eg\u00edpcia temos que levar em considera\u00e7\u00e3o todo o per\u00edodo em que aquela regi\u00e3o foi habitada, ou seja desde a pr\u00e9-hist\u00f3ria, quando as tribos n\u00f4mades da Europa chegaram ao Norte da \u00c1frica, atravessando o mar Mediterr\u00e2neo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo14.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"269\" height=\"163\" \/><strong>\nOlho de H\u00f3rus <\/strong><\/p>\nNa cosmologia eg\u00edpcia, \u00cdsis era a principal deusa, a m\u00e3e de toda a natureza. \u00cdsis possu\u00eda dois irm\u00e3os, Set e Os\u00edris, com o qual se casou.\n\nOs\u00edris acabou esquartejado por Set, e \u00cdsis conseguiu juntar todos os seus peda\u00e7os, criando a primeira m\u00famia. Construiu seu templo e, depois de devolver a vida ap\u00f3s a morte do marido, teve seu \u00fanico filho, H\u00f3rus.\n\n<strong>H\u00f3rus<\/strong> tornou-se um dos deuses de maior import\u00e2ncia da vasta cosmologia. Filho dos deuses \u00cdsis e Os\u00edris, passou a ser representado por um falc\u00e3o, ap\u00f3s matar o assassino de seu pai. Na batalha, H\u00f3rus perdeu o seu olho, o qual acreditavam ter propriedades m\u00e1gicas. Nessa \u00e9poca, era o mais poderoso amuleto, pois tinha o poder de espantar qualquer mal que poderia atacar o homem em vida. Em morte, defendia-o do infort\u00fanio no al\u00e9m.\n\nO templo de H\u00f3rus \u00e9 um dos mais novos do Egito. Levou mais de duzentos anos para ser constru\u00eddo, na cidade de Edfur.\n\nV\u00e1rios rituais eram feitos nele.\n\n<strong>Os dois principaistornou-se o \u0093senhor do c\u00e9u\u0094 e os fara\u00f3s:<\/strong> o que celebrava a vit\u00f3ria de H\u00f3rus sobre Set e o que celebrava a coroa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo rei eg\u00edpcio. H\u00f3rus passaram a ser considerados \u0093deus H\u00f3rus\u0094 vivos, pois se tornavam deuses a serem coroados.\n\nOlho de h\u00f3rus pertence a uma pessoa predestinada, que voa longe, serve tamb\u00e9m contra o mau olhado. Pode ser tamb\u00e9m um aviso sobre o futuro pr\u00f3ximo.\n\nTomar cuidado em viagens, olhar pessoas ao seu redor, mostrar a dire\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o.\n\nO olho de h\u00f3rus esquerdo representa a Lua, o direito, o sol. As figuras abaixo do olho, representam as l\u00e1grimas. A que \u00e9 feita como um caracol, ou seja, a maior representa o caminho das l\u00e1grimas de sofrimento e dor que H\u00f3rus sentiu durante a batalha.\n\n<strong>Conectando-se com H\u00f3rus<\/strong>\n\nDomingo \u00e9 o melhor dia da semana para contatar as divindades solares, e se for ver\u00e3o, melhor ainda.\n\nOl\u00edbano \u00e9 um aroma que condiz com a atmosfera dourada e cerimonial de H\u00f3rus. lsso ir\u00e1 canaliz\u00e1-lo no auge de sua habilidade m\u00e1gika e status real.\n\nSe poss\u00edvel, tome um banho com um punhado de sal e algumas gotas de \u00f3leo de ol\u00edbano antes de se aproximar de H\u00f3rus. Como alternativa, tome um banho de chuveiro, talvez com uma vareta de incenso de ol\u00edbano queimando no fundo. Velas amarelas ou douradas contribuir\u00e3o para a atmosfera.\n\nAo banhar-se, visualize-se ficando muito puro e brilhando com luz dourada. Perceba sua vis\u00e3o interior tornar-se n\u00edtida como a de um falc\u00e3o. Caso seu prop\u00f3sito seja promover a justi\u00e7a, n\u00e3o perca um s\u00f3 detalhe. \u00c9 importante sentir-se alerta em uma visualiza\u00e7\u00e3o ou em um trabalho de H\u00f3rus, por isso n\u00e3o se demore demais no banho. Envolva-se em um manto astral de ouro e sintonize a mente com a do pr\u00edncipe eg\u00edpcio.\n\n<strong>VISUALIZA\u00c7\u00c3O PARA TER FOR\u00c7A NA ADVERSIDADE CONSTANTE<\/strong>\n\nO t\u00edtulo da visualiza\u00e7\u00e3o pode soar um pouco exagerado para a maioria de n\u00f3s; espero que n\u00e3o sejamos t\u00e3o atacados pela inimizade quanto o foi H\u00f3rus desde o momento de sua concep\u00e7\u00e3o. Entretanto, esta visualiza\u00e7\u00e3o certamente ir\u00e1 ajud\u00e1-lo a combater quaisquer problemas recorrentes, em especial os causados pela tirania ou pelo ci\u00fame de outros.\n\n<strong>Assim como a heran\u00e7a legal de H\u00f3rus era reinar sobre o Egito, n\u00f3s tamb\u00e9m temos um direito heredit\u00e1rio:<\/strong> reinar sobre nossa pr\u00f3pria conduta e ter a liberdade de sermos felizes. Qualquer pessoa ou grupo de pessoas intrusas pode ser tratado com o exerc\u00edcio de H\u00f3rus, que se aplica igualmente aos que desejam lutar pela justi\u00e7a ou defend\u00ea-la, mas que possam ter medo de faz\u00ea-lo por temer atos alheios contr\u00e1rios.\n\nRespire v\u00e1rias vezes inspirando luz brilhante amarela, concentrando-se em H\u00f3rus como explicado anteriormente.\n\n<strong>ARQU\u00c9TIPOS MUNDANOS<\/strong>\n\nO tipo H\u00f3rus \u00e9 um jovem prodigioso, conhecido por sua capacidade de enxergar al\u00e9m do horizonte. Ele atrair\u00e1 seguidores desde cedo, amigos que imitam seus interesses e suas aptid\u00f5es e que se colocam a seus p\u00e9s de sapatos bem engraxados. Ele \u00e9 consciente e orgulhoso de sua boa apar\u00eancia e eloq\u00fc\u00eancia. Seus poderes s\u00e3o distintamente mercuriais; ele \u00e9 um grande comunicador, organizador e \u00f3timo viajante. Pessoas e situa\u00e7\u00f5es novas o inspiram, e ele n\u00e3o se intimida diante de uma audi\u00eancia.\n\nO H\u00f3rus supremo estudar\u00e1 mitologia e ocultismo e tentar\u00e1 comunicar, tanto verbalmente como por escrito, suas id\u00e9ias sobre o assunto. Seu conhecimento ser\u00e1 amplo, mas suas habilidades interpretativas podem ser limitadas. Ele \u00e9 tentado a usar id\u00e9ias n\u00e3o originais por conveni\u00eancia.\n\nH\u00f3rus tem muito sucesso quando jovem e pode achar que a vida, mais tarde, toma-se comparativamente mon\u00f3tona. Seus v\u00edcios s\u00e3o a vaidade, a ast\u00facia e uma determina\u00e7\u00e3o fria de conseguir &#8220;o que lhe pertence por direito&#8221; na vida. Ele sabe como punir qualquer pessoa que se interponha em seu caminho e pode faz\u00ea-lo por meios dissimulados.\n\nEsse jovial luminar \u00e9, entretanto, um membro bem recebido em qualquer discuss\u00e3o ou grupo pr\u00e1tico, em particular de natureza religiosa, especialmente n\u00e3o-convencional. Seu entusiasmo, \u00edmpeto inexor\u00e1vel e busca cont\u00ednua significam que ele \u00e9 um l\u00edder natural e inspira outras pessoas.\n\n<strong>Bibliografia<\/strong>\n\n\u0093Invoca\u00e7\u00e3o aos deuses \u0096 explorando o poder dos arqu\u00e9tipos masculinos\u0094\nKala Trobe \u0096 tradu\u00e7\u00e3o: Ana Gl\u00e1ucia Ceciliato\neditora: Madras \u0096 www.madras.com.br\n\nFonte: www.ogumhorusra.com.br\n<h6>Templo de H\u00f3rus<\/h6>\n<h4>O Olho de H\u00f3rus<\/h4>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo15.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"306\" height=\"239\" \/><strong>\nOlho de H\u00f3rus<\/strong><\/p>\nOS EG\u00cdPCIOS utilizavam v\u00e1rios amuletos protetores, tanto em vida quanto em suas m\u00famias. Entre os mais antigos encontra-se o Olho Uedjat que j\u00e1 aparece no Imp\u00e9rio Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) e \u00e9 um dos mais comuns em todos os per\u00edodos da hist\u00f3ria eg\u00edpcia. Ele simbolizava o olho direito do falc\u00e3o, isto \u00e9, de H\u00f3rus, o qual foi perdido durante a luta desse deus com seu tio Seth, que o fracionou em 64 partes. Entretanto, diz a lenda, o olho foi restaurado por Thoth. Al\u00e9m do olho propriamente dito, desenhado com tra\u00e7os bem marcados, o amuleto apresenta uma protuber\u00e2ncia que reproduz a l\u00e1grima que normalmente brilha na face daquela ave de rapina. Podia ser feito de ouro, prata, granito, hematita, cornalina, l\u00e1pis-laz\u00fali, porcelana, madeira, etc. O que vemos acima, pertencente ao acervo do Museu do Louvre, \u00e9 de faian\u00e7a eg\u00edpcia e mede 10,3 cm de altura por 13 cm de largura. Sua proveni\u00eancia \u00e9 desconhecida, mas foi datado como sendo do Per\u00edodo Tardio (c. de 712 a 332 a.C.).\n\nO LIVRO DOS MORTOS, em seu cap\u00edtulo CXL, determina que tais amuletos sejam feitos de l\u00e1pis-laz\u00fali ou de ametista.\n\n<strong>A rubrica desse cap\u00edtulo diz o seguinte:<\/strong>\n\nPalavras a serem recitadas diante de um Uedjat de l\u00e1p\u00eds-laz\u00fali verdadeiro ou de ametista banhada de ouro, diante do qual ser\u00e3o feitas oferendas de todos os tipos de coisas boas e puras quando R\u00e1 se mostrar no \u00faltimo dia do segundo m\u00eas da esta\u00e7\u00e3o pert. E far\u00e1s outro Uedjat de jaspe, que colocar\u00e1s sobre a parte que quiseres do corpo do homem morto, e quando este cap\u00edtulo tiver sido recitado diante do barco de R\u00e1, o falecido ser\u00e1 transportado de par com esses deuses, e tornar-se-\u00e1 um deles, e levantar-se-\u00e1 no mundo inferior. E enquanto este cap\u00edtulo estiver sendo recitado, e enquanto as oferendas estiverem sendo feitas no tempo em que o Uedjat est\u00e1 cheio, quatro altares ser\u00e3o alumiados para R\u00e1-Tem, quatro para o Uedjat, e quatro para os deuses citados. E sobre cada um deles haver\u00e1 bolos de p\u00e3o feitos de farinha fina, cinco bolos brancos, shai, cinco baaq, uma medida de incenso e um quarto assado de carne.\n\nA esta\u00e7\u00e3o pert da qual fala o texto se refere ao per\u00edodo da semeadura e a cita\u00e7\u00e3o ao &#8220;tempo em que o Uedjat est\u00e1 cheio&#8221; \u00e9 uma refer\u00eancia ao solst\u00edcio de ver\u00e3o, como veremos adiante, ao passo que os 12 altares correspondem aos meses do ano.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo16.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"278\" height=\"224\" \/><\/p>\n<strong>H\u00c1 DOIS TIPOS DE uedjats:<\/strong> um que olha para a esquerda e outro que olha para a direita. Juntos representavam os dois olhos de H\u00f3rus, sendo que um deles era branco e o outro preto, segundo consta de um texto bem antigo. Tamb\u00e9m se interpretava o primeiro como sendo o Sol e o outro a Lua, ou como sendo R\u00e1 e Os\u00edris, respectivamente. De maneira geral, para os eg\u00edpcios, o amuleto que representava o Olho Uedjat possuia um poder m\u00e1gico especial e, por isso, aparecia no esp\u00f3lio funer\u00e1rio. Reproduzido em todos os tamanhos \u0097 nos diz Elisabeth Delange \u0097 ele veio a ser um simples amuleto disposto sobre a m\u00famia, uma j\u00f3ia pendente no peito, ou ainda um anel funer\u00e1rio, multiplicado por todos os dedos das m\u00e3os, e at\u00e9 nas v\u00e1rias falanges ao mesmo tempo, como foi o caso da m\u00famia do jovem rei Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.). O anel cuja foto vemos acima encontra-se atualmente no Museu do Louvre sendo sua proveni\u00eancia desconhecida. Mede 1,42 cm de altura e 1,90 cm de largura e est\u00e1 datado do Imp\u00e9rio Novo (c. 1550 a 1070 a.C.)\n\n<strong>A LENDA DO OLHO SIMBOLIZA O CICLO DA LUA<\/strong>\n\nH\u00f3rus, tendo perdido seu olho na Lua nova, \u00e9 depois reconstitu\u00eddo s\u00e3o e inteiro na Lua cheia. Assim, o Olho Uedjat se torna o sinal da plenitude recuperada, da for\u00e7a, do vigor, da prote\u00e7\u00e3o, da seguran\u00e7a, da integridade f\u00edsica e da boa sa\u00fade. Nessas e em coisas semelhantes os eg\u00edpcios pensavam ao usar esse amuleto, encarado provavelmente como o olho branco de H\u00f3rus, isto \u00e9, o Sol, como n\u00f3s hoje pensamos em sorte ao usarmos um p\u00e9 de coelho no chaveiro. Nos textos religiosos \u0097 ensina o egipt\u00f3logo Wallis Budge \u0097 usa-se com freq\u00fcencia a express\u00e3o &#8220;meh Uedjat&#8221;, isto \u00e9, o &#8220;enchimento do Uedjat&#8221;, e depreendemos claramente de in\u00fameras considera\u00e7\u00f5es que ela se refere ao Sol no solst\u00edcio de ver\u00e3o; dessa maneira, o amuleto parece destinado a trazer ao seu portador for\u00e7a e sa\u00fade semelhantes \u00e0s do Sol na esta\u00e7\u00e3o do ano em que ele \u00e9 mais poderoso. No cap\u00edtulo CLXVII do Livro dos Mortos, extra\u00eddo do papiro do escriba Nebseni, vemos essa associa\u00e7\u00e3o entre a recupera\u00e7\u00e3o do olho pela divindade e a sa\u00fade do us\u00e1rio do amuleto.\n\n<strong>Ali o falecido recita:<\/strong>\n<blockquote>O deus Thoth trouxe o Uedjat e o fez estar em paz depois que ele partiu, \u00f3 R\u00e1. A tempestade afligiu-o terrivelmente, mas Thoth f\u00ea-lo descansar depois que ele se safou da tempestade. Sou s\u00e3o e ele \u00e9 s\u00e3o; sou s\u00e3o e ele \u00e9 s\u00e3o; e Nebseni, o senhor da piedade, \u00e9 s\u00e3o.<\/blockquote>\nCADA UM DOS ELEMENTOS DO OLHO UEDJAT, ou seja, a sobrancelha, a pupila, etc., serviam para formar uma fra\u00e7\u00e3o do sistema num\u00e9rico dos eg\u00edpcios. Todos os peda\u00e7os reunidos formavam o Uedjat intacto, o n\u00famero inteiro, a unidade recuperada e, por efeitos m\u00e1gicos, o amuleto proporcionava a integridade f\u00edsica e a valentia do corpo. Quando Seth arrancou o olho de H\u00f3rus jogou-o para a orla do mundo. Nesse instante o c\u00e9u noturno mergulhou em trevas. Isso simbolizava a fase da Lua nova, ou seja, a invisibilidade da Lua. O deus Thoth, protetor de H\u00f3rus, saiu \u00e0 procura do olho e encontrou-o nas trevas exteriores, em peda\u00e7os. Essa \u00e9 a fase do quarto crescente lunar. Trouxe-o de volta, juntou as partes novamente e formou a Lua cheia, sinal de que tudo estava bem novamente.\n\n<strong>De acordo com os textos funer\u00e1rios, Thoth exclamou:<\/strong>\n<blockquote>\n<p class=\"imagem\">Vim \u00e0 procura do Olho de H\u00f3rus,\nde modo que eu possa traz\u00ea-lo de volta e cont\u00e1-lo.\nDescobri-o [e agora est\u00e1] completo, contado e bem,\nde modo que possa chamejar e subir ao C\u00e9u\ne golpear acima e abaixo&#8230;<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Templo de H\u00f3rus\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ttemplo17.jpg\" alt=\"Templo de H\u00f3rus\" width=\"492\" height=\"94\" \/><\/p>\nDe fato o s\u00edmbolo do Uedjat pode ser decomposto em peda\u00e7os como se v\u00ea na figura acima. Cada parte do olho representa uma fra\u00e7\u00e3o que somadas resultam em 63\/64, ou seja, aproximadamente um. Os eg\u00edpcios acreditaram que o \u00faltimo peda\u00e7o (1\/64) era m\u00e1gico e n\u00e3o podia ser visto.\n\n<strong>Ao juntar as partes dispersas do olho, Thoth restabeleceu a ordem no mundo e proclamou:<\/strong>\n<blockquote>Sou o que devolve o Olho Uedjat.<\/blockquote>\n<blockquote>Sou o que aboliu sua opacidade, quando seu brilho foi prejudicado&#8230;<\/blockquote>\n<h4>H\u00f3rus de Edfu<\/h4>\nSou o que devolve o Olho Uedjat quando \u00e9 salvo de seu infort\u00fanio&#8230; [de modo que agora tudo est\u00e1 bem] na casa da Lua.\n\nCOMO EXPLICA RUNDLE CLARK, professor de Hist\u00f3ria Antiga da Universidade de Birmingham, parece claro que o tempo da aus\u00eancia do olho \u00e9 a esta\u00e7\u00e3o do medo e da in\u00e9rcia da vida. Um hino do Imp\u00e9rio Novo fala da Lua cheia como o tempo das dan\u00e7as. Atrav\u00e9s de tudo isso percebe-se o temor do homem antigo pelo escuro e o al\u00edvio quando a Lua de novo brilha no c\u00e9u noturno, ou o ritmo do calend\u00e1rio, da esta\u00e7\u00e3o morta seguida pelo come\u00e7o de um novo ano, introduzido com carnaval e feriados. E sobre tudo isto, preside o olho.\n\n<strong>O DEUS H\u00d3RUS ERA ADORADO NA CIDADE DE EDFU sob uma forma diferente:<\/strong> um disco solar provido de um grande par de asas de falc\u00e3o. Aqui vemos essa divindade, ladeada por serpentes uraeus, representada num friso de arquitrave na tumba do pr\u00edncipe Amonher- -Kopchef, um dos filhos de Rams\u00e9s III (c. 1194 a 1163 a.C.). A lenda narra que no reinado de R\u00e1, n\u00e3o o deus-Sol, mas um rei primitivo do Alto e Baixo Egito, as tropas reais estavam na N\u00fabia quando o soberano foi informado de que havia uma conspira\u00e7\u00e3o contra ele no Egito. Parecia que os conspiradores estavam sendo ajudados por for\u00e7as mal\u00edgnas ou talvez fossem dem\u00f4nios cujo lider era Seth. O rei navegou pelo Nilo em dire\u00e7\u00e3o ao norte e, ao chegar a Edfu, ordenou a seu filho H\u00f3rus que combatesse o inimigo. H\u00f3rus voou pelo firmamento, tomando a forma de um disco solar com asas e, ao avistar o inimigo, desceu voando para o ataque. Inflingiu tantos danos aos rebeldes que eles fugiram. Como recompensa por essa proeza, o rei conferiu ao seu filho o t\u00edtulo de H\u00f3rus de Edfu.\n\nOS INIMIGOS, ENTRETANTO, ainda n\u00e3o estavam derrotados. Transformaram-se em crocodilos e hipop\u00f3tamos e atacaram o barco de R\u00e1.\n\nNovamente H\u00f3rus e seus seguidores venceram os advers\u00e1rios, harpoando-os de dentro do barco. Assumindo novamente a forma de um disco solar alado e permanecendo estacion\u00e1rio na proa da embarca\u00e7\u00e3o, H\u00f3rus perseguiu os sobreviventes por todo o Alto e Baixo Egito, inflingindo-lhes terr\u00edvel derrota. Ele degolou Seth na frente de R\u00e1 e arrastou-o pelos p\u00e9s por todo o Egito. O disco alado \u00e9 uma personifica\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio conceito de vit\u00f3ria, j\u00e1 que as asas s\u00e3o um antigo s\u00edmbolo de liberdade e o Sol representa o poder do deus R\u00e1.\n\nNA SEGUNDA PARTE DESTA LENDA os personagens mudam um pouco, pois H\u00f3rus, o filho de R\u00e1, \u00e9 substituido de forma confusa por H\u00f3rus, o filho de Os\u00edris. O l\u00edder dos advers\u00e1rios continua sendo Seth, renascido e, agora, inimigo de Os\u00edris. Seth assume a forma de uma serpente e a luta prossegue por todo o Baixo Egito at\u00e9 atingir as fronteiras da \u00c1sia. H\u00f3rus toma a forma de um cajado com uma cabe\u00e7a de falc\u00e3o e uma ponta triangular em forma de lan\u00e7a e, novamente, sai vencedor. Para garantir sua vit\u00f3ria, ele navega em dire\u00e7\u00e3o ao sul, at\u00e9 o Alto Egito, para p\u00f4r fim a uma outra rebeli\u00e3o. Como recompensa por esse triunfo, R\u00e1 decreta que o disco solar alado deve ser colocado em todos os templos e santu\u00e1rios de todas as divindades como prote\u00e7\u00e3o contra os inimigos.\n\nESSA DIVINDADE FICOU conhecida como H\u00f3rus de Edfu ou H\u00f3rus de Behdet (Heru-Behdety, em eg\u00edpcio), por ter sido cultuada nas duas cidades, nas quais templos foram erguidos em sua honra. Edfu, cujo nome eg\u00edpcio antigo era Mesen, situava-se no Alto Egito e os gregos, tendo associado o H\u00f3rus de Edfu ao seu deus Apolo, deram nome de Apolin\u00f3polis Magna \u00e0 cidade. Nela o deus fazia parte de uma tr\u00edade, tendo H\u00e1tor como esposa e Harsomtus como filho.\n\nNo Alto Egito a divindade tamb\u00e9m era adorada na antiga Nekhen, a Cidade do Falc\u00e3o, a Hierac\u00f4mpolis dos gregos e atual Kom el-Ahmar. Por sua vez, Behdet situava-se na regi\u00e3o ocidental do delta nil\u00f3tico. Seu nome atual, Damnhour, deriva da antiga palavra eg\u00edpcia dmi- -Hor e significa Cidade de H\u00f3rus. A forma mais usual de representa\u00e7\u00e3o da divindade era a de um disco solar alado colocado sobre as portas de seus santu\u00e1rios. Alternativamente era mostrada como um falc\u00e3o pairando sobre o fara\u00f3 nas cenas de batalha, com as garras segurando o mangual da realeza e o amuleto s\u00edmbolo da vida eterna. Ainda pode aparecer como um homem com cabe\u00e7a de falc\u00e3o usando a coroa dupla, ou como um falc\u00e3o, tamb\u00e9m com a dupla coroa. Um de seus s\u00edmbolos \u00e9 o cajado com cabe\u00e7a de falc\u00e3o com o qual o deus Seth foi destru\u00eddo. Acima, um falc\u00e3o colossal de granito cinza da entrada da sala hip\u00f3stila do templo de Edfu.\n<h4>Filhos de H\u00f3rus<\/h4>\nUMA DAS indispens\u00e1veis etapas para que o processo de mumifica\u00e7\u00e3o tivesse sucesso consistia na retirada dos \u00f3rg\u00e3os internos do cad\u00e1ver. Por outro lado, era igualmente importante, para a continuidade do bem-estar do morto no al\u00e9m-t\u00famulo, que tais \u00f3rg\u00e3os fossem cuidadosamente preservados. Assim, desde o Imp\u00e9rio Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.), era costume retirar as v\u00edsceras do organismo, embeb\u00ea-las em subst\u00e2ncias adstringentes e betume, envolv\u00ea-las em ataduras e coloca-las em quatro vasos, atualmente chamados de vasos canopos, como estes em calc\u00e1rio, de cerca de 1000 anos a.C., pertencentes ao acervo do Museu Brit\u00e2nico de Londres. O termo canopo, embora a rigor seja incorreto, foi criado pelos primeiros egipt\u00f3logos que viram nesses vasos, com tampas em forma de cabe\u00e7as humanas, confirma\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria narrada pelos escritores cl\u00e1ssicos a respeito de Canopo, piloto de Menelau, da guerra de Tr\u00f3ia, que foi enterrado na cidade de Canopo, situada no noroeste do delta do Nilo, onde era venerado sob a forma de um vaso com cabe\u00e7a humana.\n<table border=\"0\" width=\"90%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\"><strong>Filhos de\nH\u00f3rus<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>\u00d3rg\u00e3os<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>deusas<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Tampas<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\"><strong>Ponto\nCardeal<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Qebehsenuf<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Intestinos<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Selkis<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">falc\u00e3o<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">oeste<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Duamutef<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Est\u00f4mago<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Neith<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">chacal<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">leste<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Hapi<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Pulm\u00f5es<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">N\u00e9ftis<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">babu\u00edno<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">norte<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Imset<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">F\u00edgado<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00cdsis<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">homem<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">sul<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\nTAIS VASOS, FEITOS DE madeira, alabastro, calc\u00e1rio, porcelana, cer\u00e2mica ou faian\u00e7a, tinham tampas de madeira pintada, vinham \u00e0s vezes acondicionados em estojos tamb\u00e9m de madeira e eram depositados no t\u00famulo junto ao caix\u00e3o. As v\u00edsceras armazenadas nos quatro vasos eram protegidas por quatro divindades menores, os filhos de H\u00f3rus, o antigo (Haro\u00e9ris). Seus nomes eram Qebehsenuf, Duamutef, Hapi e Imset, os quais tinham a importante miss\u00e3o de proteger, respectivamente, os intestinos, o est\u00f4mago, os pulm\u00f5es e o f\u00edgado do morto. Eles eram deuses solares, nascidos de uma flor de l\u00f3tus e resgatados das \u00e1guas primordiais por Sebek, o deus crocodilo, por ordem de R\u00e1. Eram divindades dos quatro pontos cardeais, pois haviam anunciado nas quatro dire\u00e7\u00f5es, ou seja, aos quatro ventos, a vit\u00f3ria do pai sobre o deus Seth. Eram protetores do corpo de Os\u00edris e diariamente glorificavam o seu ba. Os quatro filhos de H\u00f3rus tamb\u00e9m estavam presentes no Sagu\u00e3o das Duas Verdades, presidindo, juntamente com Os\u00edris, o julgamento e a pesagem das almas dos defuntos. Nesse caso aparecem em p\u00e9, emergindo de uma flor de l\u00f3tus, e ajudam An\u00fabis na cerim\u00f4nia de abertura da boca. Foi no decorrer do Imp\u00e9rio Novo (c. 1550 a 1070 a.C.) que as quatro deidades passaram a ser representadas nos vasos canopos.\n\nNO COME\u00c7O \u0097 esclarece o egipt\u00f3logo Wallis Budge \u0097 representavam os quatro suportes do c\u00e9u, mas n\u00e3o tardou que cada qual fosse considerado como o deus de um dos quatro quartos da terra e tamb\u00e9m do quarto do c\u00e9u que ficava acima dele. Como o desejo constante do falecido, expresso em suas ora\u00e7\u00f5es, era poder ir aonde bem entendesse, tanto na terra quanto no c\u00e9u, tornava-se absolutamente necess\u00e1rio ao seu bem-estar que ele propiciasse esses deuses e se colocasse debaixo da sua prote\u00e7\u00e3o, o que s\u00f3 poderia ser conseguido mediante a recita\u00e7\u00e3o de palavras de poder diante das imagens deles ou diante de jarros fabricados para represent\u00e1-los.\n\nDUAMUTEF ERA MOSTRADO como uma m\u00famia com cabe\u00e7a de c\u00e3o ou de chacal (foto \u00e0 esquerda) e representava o leste. Hapi era uma figura mumiforme, com cabe\u00e7a de mono cinoc\u00e9falo e representava o norte. Imset aparecia como um homem barbado em forma de m\u00famia e representava o sul. Finalmente, Qebehsenuf surgia com uma cabe\u00e7a de falc\u00e3o e corpo mumiforme (foto \u00e0 direita) e representava o oeste.\n\n<strong>OS VASOS EM SI ERAM IDENTIFICADOS com as quatro divindades protetoras femininas:<\/strong> Selkis, Neith, N\u00e9ftis e \u00cdsis, chamadas as quatro carpideiras divinas. Suas tampas, inicialmente simples, durante o Imp\u00e9rio M\u00e9dio (c. 2040 a 1640 a.C.) passaram a ter a forma de cabe\u00e7as humanas, o que perdurou at\u00e9 o final da XVIII dinastia (c. 1307 a.C.).\n\n<strong>Da\u00ed em diante cada vaso passou a ter uma tampa esculpida na forma da cabe\u00e7a do seu g\u00eanio protetor correspondente:<\/strong> para Qebehsenuf uma cabe\u00e7a de falc\u00e3o, para Duamutef uma cabe\u00e7a de chacal, para Hapi uma cabe\u00e7a de babu\u00edno e para Imset uma cabe\u00e7a humana. Como o vaso era oco e sua tampa tinha a forma da cabe\u00e7a do deus correspondente, e como as inscri\u00e7\u00f5es feitas no recipiente tornavam-no a habita\u00e7\u00e3o do deus, era poss\u00edvel afirmar que o \u00f3rg\u00e3o do falecido fora colocado no interior da pr\u00f3pria divindade.\n\nDURANTE A XXI DINASTIA (c. 1070 a 945 a.C.), quando era costume recolocar os \u00f3rg\u00e3os dentro do corpo acompanhados de uma figura do correspondente filho de H\u00f3rus, ainda assim, por mero formalismo, permanecia a pr\u00e1tica de incluir um conjunto de vasos canopos ao lado da m\u00famia. Por sua vez, imita\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas destes vasos foram usadas durante o per\u00edodo ptolomaico (304 a 30 a.C.), quando o processo de mumifica\u00e7\u00e3o tornou-se grosseiro e as v\u00edsceras eram frequentemente deixadas dentro do corpo.\n\nFonte: www.fascinioegito.sh06.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Templo de H\u00f3rus, Edfu, Hist\u00f3ria, Egito, Antigo, Olho, Arquitetura, Constru\u00e7\u00e3o, Soberano, Monumentos, Cidade, Deus, Templo de H\u00f3rus<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15385","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Templo de H\u00f3rus - 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