{"id":15383,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/rio-nilo-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:23:04","modified_gmt":"2026-08-31T23:23:04","slug":"rio-nilo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/rio-nilo-2\/","title":{"rendered":"Rio Nilo"},"content":{"rendered":"\nNilo vem da Neilos grego, que significa &#8220;vale do rio&#8221;.\n\nOs antigos eg\u00edpcios chamavam o rio Ar ou Aur, que significa &#8220;negro&#8221;, por causa do sedimento preto deixado para tr\u00e1s ap\u00f3s as inunda\u00e7\u00f5es do rio freq\u00fcentes. Os antigos gregos chamavam o rio Kem, que se traduz em &#8220;preto&#8221; tamb\u00e9m.\n\nAs pessoas que viviam ao longo do Nilo, em tempos antigos usavam o rio para a agricultura e transporte. Isso n\u00e3o mudou, embora os m\u00e9todos de agricultura e transporte tenham mudado. Navios a vapor ainda s\u00e3o usados no Egito e Sud\u00e3o, para transporte de mercadorias.\n\nO <strong>Rio Nilo<\/strong> tem 6.700 km (5.600 desde o lago Vit\u00f3ria) de comprimento e \u00e9 o maior rio da \u00c1frica e no mundo.\n\nEmbora seja geralmente associada com o Egito, apenas 22% do curso do Nilo atravessa o Egito.\n\nSaindo do lago Vit\u00f3ria (com o nome de Nilo Vit\u00f3ria), onde se lan\u00e7a seu principal formador, o Kagera, o Nilo corre para o norte.\n\nAtravessando os lagos Kioga e Mobutu Sese Seko, toma o nome de Nilo Branco (Bahr el-Abiad) ao sair da regi\u00e3o pantanosa do Sud\u00e3o meridional.\n\nEm Cartum, recebe o Nilo Azul (Bahr el-Azrak) e depois o Atbara.\n\nNo Egito, o <strong>Rio Nilo<\/strong> cria um vale f\u00e9rtil e verdejante atrav\u00e9s do deserto.\n\nFoi nas margens do rio que uma das civiliza\u00e7\u00f5es mais antigas do mundo come\u00e7ou.\n\nOs antigos eg\u00edpcios viveram e de cria\u00e7\u00e3o ao longo do Nilo, utilizando o solo para produzir alimentos para si e para os seus animais.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Rio Nilo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrio-ni55.jpg\" alt=\"Rio Nilo\" \/><strong>\nRio Nilo<\/strong><\/p>\nAtravessa, em seguida, a N\u00fabia e o Egito, que fertiliza com as suas cheias estivais, atinge o Cairo, onde come\u00e7a o delta, que se abre no Mediterr\u00e2neo.\n\nA barragem de Sadd al-Ali (alta barragem de Assu\u00e3) regularizou-lhe o curso inferior e criou um vasto lago artificial, com 500 km de comprimento (que, em parte, se estende ao Sud\u00e3o).\n\nSegundo Her\u00f3doto (historiador grego), &#8220;O Egito \u00e9 um dom do Nilo&#8221;, sem o Nilo e a cheia, o Egito seria apenas a parte oriental do Saara. Sua cheia chega mais forte no Egito quando \u00e9 ver\u00e3o, carregada de aluvi\u00f5es pelo vento que desce dos altos planaltos da Abiss\u00ednia. A cheia e suas riquezas s\u00e3o representadas pelo deus Hapi, de ventre repleto e seios pendentes. Antes de chegar \u00e0 Assuan pela constru\u00e7\u00e3o das barragens, o Nilo depositava nas terras cultiv\u00e1veis, em m\u00e9dia, um mil\u00edmetro de lodo por ano. Al\u00e9m dos peixes que os pescadores pescavam, em grupo, com enormes redes.\n\nA prosperidade do Egito nasce da a\u00e7\u00e3o conjunta do Nilo e do Sol, todos os dois elevados pelos habitantes \u00e0 categoria de deuses. O Nilo come\u00e7a a se encher em julho e chega no n\u00edvel mais alto do rio em agosto e setembro, quando impregna os campos de uma \u00e1gua carregada de aluvi\u00f5es extremamente f\u00e9rteis. O sol apressa a vazante, e o renascimento da vegeta\u00e7\u00e3o. Em novembro come\u00e7ava a baixar o n\u00edvel da \u00e1gua, os camponeses come\u00e7avam a trabalhar e em fevereiro e mar\u00e7o era a \u00e9poca em que o Nilo ficava mais baixo.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Rio Nilo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrio-ni56.jpg\" alt=\"Rio Nilo\" \/><\/p>\n<strong>Uma cheia muito fraca n\u00e3o alimenta bem a terra, muito forte, devasta os campos &#8211; tanto uma quando a outra levam \u00e0 fome:<\/strong> sem a cheia, o sol seria devastador; sem o sol, a cheia seria in\u00fatil.\n\nO importante \u00e9 que o equil\u00edbrio (Ma\u00e1t) seja mantido entre os dois.\n<h4>Quais s\u00e3o os dois principais rios que des\u00e1guam no rio Nilo?<\/h4>\nO<strong> rio Nilo<\/strong> \u00e9 formado a partir do Nilo Branco, que se origina no Lago Victoria e do Nilo Azul, que nasce no Lago Tana, na Eti\u00f3pia. Esses rios se encontram no Sud\u00e3o e depois ir em sua longa jornada para o norte em dire\u00e7\u00e3o ao mar.\n\nO Nilo Branco \u00e9 muito maior do que o Nilo Azul, mas por causa das perdas ao longo do caminho o que s\u00f3 contribui com cerca de 15% do fluxo do Nilo combinado. O Nilo Azul, subindo na Eti\u00f3pia, contribui com cerca de 85% do fluxo do Nilo que atravessa o Egito at\u00e9 o Mediterr\u00e2neo.\n<h4>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO <strong>Rio Nilo<\/strong> est\u00e1 localizado no continente africano, e que flui atrav\u00e9s dos pa\u00edses da Eti\u00f3pia, Uganda, Egito, Burundi e Sud\u00e3o. O <strong>rio Nilo<\/strong> \u00e9 o rio mais longo do mundo, com 6670 km.\n\nAs \u00e1reas pr\u00f3ximas ao Nilo foram o lar de uma das civiliza\u00e7\u00f5es mais antigas do mundo. O rio cria um vale no deserto, o que permitiu que os antigos eg\u00edpcios viver em fazendas. A fonte do rio Nilo \u00e9 considerado o Lago Victoria, que \u00e9 o maior lago da \u00c1frica.\n\nA foz do rio est\u00e1 localizado no Egito, e des\u00e1gua no Mar Mediterr\u00e2neo.\n\n<strong>Fatos interessantes sobre o Rio Nilo:<\/strong>\n<blockquote>O rio Nilo \u00e9 o rio mais longo do mundo.\nO Nilo des\u00e1gua no Mar Mediterr\u00e2neo.\nA maior fonte do Nilo \u00e9 o Lago Victoria.\nO Nilo tem um comprimento de cerca de 6.695 quil\u00f4metros (4.160 milhas).\nSua vaz\u00e3o m\u00e9dia \u00e9 de 3,1 milh\u00f5es de litros (680.000 gal\u00f5es) por segundo.\nA bacia do Nilo \u00e9 enorme e inclui partes da Tanz\u00e2nia, Burundi, Ruanda, Congo (Kinshasa), no Qu\u00eania.\nO nome do Nilo vem da &#8220;Neilos&#8221; gregos, o que significa vale.\nOs antigos eg\u00edpcios chamavam o rio Ar ou Aur (preto) por causa da cor dos sedimentos deixados ap\u00f3s a inunda\u00e7\u00e3o anual do rio.<\/blockquote>\nFonte: www.geocities.com\n<h6>Rio Nilo<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nO <strong>Nilo<\/strong> \u00e9 o rio mais longo do mundo, que se estende para o norte por aproximadamente 4.000 quil\u00f4metros do Leste da \u00c1frica para o Mediterr\u00e2neo.\n\nEstudos t\u00eam demonstrado que o River (Iteru, o que significa, simplesmente, Rio, como os eg\u00edpcios chamavam) mudou gradualmente a sua localiza\u00e7\u00e3o e tamanho ao longo de milh\u00f5es de anos. O Nilo corre das montanhas no sul do Mediterr\u00e2neo, no norte.\n\n<strong>Tr\u00eas rios corriam no Nilo a partir do sul e, portanto, serviu como suas fontes:<\/strong> o Nilo Azul, o Nilo Branco eo arbara. Dentro da se\u00e7\u00e3o sul entre Aswan e Cartum, terra que foi chamada N\u00fabia, o rio passa por forma\u00e7\u00f5es de rocha \u00edgnea dura, resultando em uma s\u00e9rie de corredeiras, ou catarata, que formam uma fronteira natural ao sul. Entre as primeira e segunda catarata estava N\u00fabia Inferior, e entre a segunda e sexta catarata estava N\u00fabia superior.\n<h4>A hist\u00f3ria do rio Nilo<\/h4>\nO <strong>Nilo<\/strong>, provavelmente, recebe o nome do formul\u00e1rio &#8220;Nahal&#8221;, que significa &#8220;vale do rio&#8221; em semita, mais tarde &#8220;Neilos&#8221; em grego e &#8220;Nilo&#8221;, em latim. (129).\n\n\u00c9 o rio mais longo do mundo, estendendo-se 95 4187 milhas desde a sua nascente nas montanhas do Burundi. A nascente do rio \u00e9 t\u00e3o longe do Mediterr\u00e2neo, que levou o homem at\u00e9 a metade do s\u00e9culo 20 para encontr\u00e1-lo.\n\nDurante s\u00e9culos, a fonte mais precisa de conhecimento sobre a localiza\u00e7\u00e3o desta fonte foram os escritos de Her\u00f3doto (historiador grego, 460 aC), que escreveu que a fonte do Nilo era um profundo primavera entre duas montanhas altas. Quando Nero ordenou a seus centuri\u00f5es para seguir o fluxo do rio, a fim de encontrar a sua fonte, que n\u00e3o foi al\u00e9m do vale impenetr\u00e1vel do Sudd. John Henning Speke pensou que tinha finalmente encontrado a fonte quando ele chegou Lago Vit\u00f3ria, em 1862, apenas para ser mais tarde provado errado e esquecido pela hist\u00f3ria.\n\nEm 1937, a fonte foi finalmente trope\u00e7ou pelo pouco conhecido explorador alem\u00e3o Bruckhart Waldekker (127).\n\nO Nilo \u00e9 formado por tr\u00eas afluentes, o Nilo Azul, o Nilo Branco eo Atbara. O Nilo Branco nasce a partir de sua fonte no Burundi, atravessa o Lago Victoria, e flui para o sul do Sud\u00e3o. L\u00e1, perto da capital de Cartum, o Nilo Branco se encontra com o Nilo Azul, que tem sua origem nas terras altas da Eti\u00f3pia, perto do Lago Tana. Mais de 53% das \u00e1guas do Nilo v\u00eam do Nilo Azul. Os dois correm juntos para a norte de Cartum, onde se juntam pelas \u00e1guas do Atbara, cuja fonte tamb\u00e9m est\u00e1 localizado nas terras altas da Eti\u00f3pia.\n\nO rio flui para o norte atrav\u00e9s do lago Nasser, o segundo maior lago artificial do mundo, ea represa de Aswan antes da divis\u00e3o em dois grandes afluentes a norte do Cairo. Os dois afluentes s\u00e3o o ramo Rosetta para o oeste eo Dameita para o leste. Nos tempos antigos, o n\u00famero de distribuidors era muito maior, mas o fluxo lento de \u00e1gua, a interfer\u00eancia humana, ea acumula\u00e7\u00e3o de sedimentos levou ao desaparecimento de todos os outros afluentes importantes. Isto efetivamente levou \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o de grandes extens\u00f5es de terra do Egito.\n\nNo antigo Egito, o Nilo, e seu delta, foram adorado como um deus. O deus Hapi, que veio na forma de um sapo, representado delta do Nilo. V\u00e1rias vezes ao longo da hist\u00f3ria, os eg\u00edpcios tentaram unificar o vale do Nilo sob o seu dom\u00ednio ao conquistar o Sud\u00e3o. As terras ao sul deles que margeavam o rio estava em perigo constante. O Sud\u00e3o foi invadida durante o reinado da rainha Sheba, durante o dom\u00ednio romano de Nero, e in\u00fameras outras vezes. Isso ocorre porque os eg\u00edpcios sempre temeram que um dia as \u00e1guas do Nilo j\u00e1 n\u00e3o atingem o seu pa\u00eds. As pessoas acreditavam que uma vez que o fluxo do Nilo era t\u00e3o imprevis\u00edvel, algo tinha que v\u00eam afetando-o. A lenda diz que, durante uma particularmente ruim fome no Egito, o sult\u00e3o eg\u00edpcio enviou seus embaixadores ao rei da Eti\u00f3pia, a fim de suplicar-lhe para n\u00e3o obstruir as \u00e1guas. Um viajante escoc\u00eas no s\u00e9culo 18 contou uma hist\u00f3ria que o rei da Eti\u00f3pia enviou uma carta ao pax\u00e1 em 1704 amea\u00e7ando cortar a \u00e1gua. Dado esse medo \u00e9 muito natural que os pa\u00edses do Nilo desejo de proteger suas fontes de \u00e1gua. (127)\n<h4>Import\u00e2ncia do Rio Nilo<\/h4>\nSem o Nilo, o Egito n\u00e3o existiria. N\u00e3o haveria \u00e1gua nem terra f\u00e9rtil para plantar. O n\u00edvel de chuvas \u00e9 baixo , cerca de 100 a 150 mil\u00edmetro na m\u00e9dia anual. O clima \u00e9 quente, mesmo no inverno, as temperaturas raramente caem abaixo de 13\u00b0C. Mas o Egito tem o Nilo. Ele \u00e9 um dos maiores rios do mundo e percorre uma longa dist\u00e2ncia &#8211; cerca de 6.690 quil\u00f4metros &#8211; em um vale margeado por penhascos e montanhas, uma vez por ano, entre junho e outubro, ocorria a enchente do Nilo, que cobria o vale com uma espessa camada da lama e sedimentos. Atrav\u00e9s dos s\u00e9culos isso transformou-se em solo rico, quente e \u00famido. E foi nesse vale que os antigos eg\u00edpcios viveram e cultivaram suas planta\u00e7\u00f5es. Se, como acontecia ocasionalmente, as cheias n\u00e3o ocorriam, havia fome no pa\u00eds. Desde que a represa de Assu\u00e3 foi terminada, em 1968, o Nilo n\u00e3o tem mais enchentes.\n<h4>Uma sobreviv\u00eancia vinda da terra<\/h4>\nOs agricultores eg\u00edpcios plantavam gr\u00e3os, lentilhas, feij\u00e3o e hortali\u00e7as na lama \u00famida do Nilo. As planta\u00e7\u00f5es cresciam rapidamente e davam boas safras. O lodo fresco a cada ano atuava como fertilizante natural. Os camponeses cavavam canais de irriga\u00e7\u00e3o para espalhar a \u00e1gua das enchentes o mais distante poss\u00edvel e para garantir o abastecimento quanto a inunda\u00e7\u00e3o terminasse. Eles constru\u00edam m\u00e1quinas engenhosas para captar a \u00e1gua do rio e irrigar os campos. Balsas e barcos de carga seguiam um curso cuidadoso pelos canais do rio. Vacas, burros, ratos, c\u00e3es e crian\u00e7as vagavam nas \u00e1guas rasas das margens. As mulheres se juntavam para lavar roupa, conversando e rindo. A \u00e1gua que se bebia vinha de po\u00e7as rasas e polu\u00eddas. O &#8220;rio da vida&#8221; era tamb\u00e9m um ninho de doen\u00e7as. Os agricultores eg\u00edpcios fabricavam e consertavam suas pr\u00f3prias ferramentas agr\u00edcolas, geralmente muito simples e feita de madeira. Embora esses instrumentos facilitassem as tarefas, o trabalho era muito duro. N\u00e3o havia tempo a perder. Al\u00e9m de cultivar os campos, os eg\u00edpcios das aldeias colhiam plantas silvestres para alimentar o gado, cortavam bambus para confeccionar cestos e esteiras e criavam linho para fazer tecidos. Onde havia terra suficiente, eles plantavam e colhiam ma\u00e7\u00e3s, uvas e figos. Usavam a lama do Nilo na fabrica\u00e7\u00e3o de tijolos para construir e reparar suas casas.\n<h4>Ca\u00e7a e pesca<\/h4>\nOs eg\u00edpcios das aldeias ca\u00e7avam animais selvagens nas redondezas e pescavam de barco, com lan\u00e7as ou redes. Algumas vezes sa\u00edam para matar crocodilos ou, menos freq\u00fcentemente, hipop\u00f3tamos. Eles consideravam esses dois animais muito perigosos. Era importante tamb\u00e9m exterminar as pragas que amea\u00e7avam as colheitas, principalmente os camundongos e gafanhotos. Os eg\u00edpcios criavam ( e as vezes adoravam ) gatos. Alguns, pertencentes a nobres esportistas, eram treinados para recolher os p\u00e1ssaros mortos com lan\u00e7as. Os gatos matavam os ratos, mas nada podia defender os campos de uma invas\u00e3o de gafanhotos. Se eles chegavam antes da colheita, como escreveu um poeta eg\u00edpcio, os ricos ficavam preocupados, e cada homem era visto carregando armas. Assegurar-se de uma boa colheita era, pois, uma quest\u00e3o de vida ou morte.\n<h4>Criaturas do Nilo<\/h4>\nO <strong>rio Nilo<\/strong> era o h\u00e1bitat de uma variedade enorme de vida animal, desde pequenas cobras-d&#8217;\u00e1gua at\u00e9 enormes crocodilos. A maioria era inofensiva, mas alguns levavam perigo para as pessoas que usavam o rio. Encontraram-se m\u00famias cujos ossos parecem ter sido partidos por dentes de crocodilo.\n<h4>O Nilo na enchente<\/h4>\nEm certas \u00e9pocas do ano o Nilo transbordava. Suas margens submersas resultavam em alimento e \u00e1gua para os eg\u00edpcios. Os peixes eram apanhados com redes atiradas pelos pescadores, ou com anz\u00f3is e linhas lan\u00e7ados de jangada de papiro. Algumas plantas cresciam naturalmente s margens do Nilo e eram bastante aproveitadas. Com o sisal, por exemplo, faziam-se esteiras e cestos, os bot\u00f5es de l\u00f3tus serviam para decorar os banquetes dos ricos.\n<h4>Ap\u00f3s a enchente<\/h4>\nAs planta\u00e7\u00f5es eram semeadas logo depois das cheias. Os agricultores usavam bois para puxar seus arados de madeira. Caso n\u00e3o tivesse animais, aravam eles pr\u00f3prios a lama f\u00e9rtil, utilizando ferramentas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rio Nilo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrio-ni58.jpg\" alt=\"Rio Nilo\" width=\"429\" height=\"264\" \/><strong>\nRio Nilo &#8211; As pir\u00e2mides de Giz\u00e9, nas margens do rio Nilo, constru\u00edda pelos antigos eg\u00edpcios para abrigar os corpos de seus fara\u00f3s<\/strong><\/p>\nFonte: tati_hundrel.vilabol.uol.com.br\n<h6>Rio Nilo<\/h6>\n<h4>O Egito e as \u00e1guas sagradas do Nilo<\/h4>\nO<strong> rio Nilo<\/strong>, o maior rio em extens\u00e3o do mundo, tamb\u00e9m \u00e9 o respons\u00e1vel direto por manter a continuidade de uma das mais antigas culturas que temos registro, a cultura eg\u00edpcia. Saiba um pouco da sua hist\u00f3ria e do simbolismo das suas colossais constru\u00e7\u00f5es.\n<h4>Jos\u00e9 e as pragas do Egito<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rio Nilo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrio-ni57.jpg\" alt=\"Rio Nilo\" width=\"187\" height=\"234\" \/>\n<strong>Os\u00edris e Horus cabe\u00e7a=de-falc\u00e3o <\/strong><\/p>\nO hebreu Jos\u00e9 ainda estava encarcerado, v\u00edtima da perf\u00eddia da mulher de Putifar, quando o Fara\u00f3 mandou cham\u00e1-lo para esclarecer um mist\u00e9rio. Precisava de algu\u00e9m que lhe interpretasse um sonho que o atormentava h\u00e1 algum tempo. Nele o fara\u00f3 estava \u00e0 beira do rio Nilo e viu por ali passar sete vacas gordas que, em pouco tempo, foram devoradas por outras sete vacas magras. Em seguida, deparou-se ele com sete belas espigas de trigo para igualmente v\u00ea-las desaparecer engolidas por outras sete mirradas espigas.\n\nJos\u00e9, que tinha o dom da adivinha\u00e7\u00e3o, disse ao imperador que se tratava de uma mensagem divina. Deus, por meio da sua estranha linguagem on\u00edrica, avisava o Fara\u00f3 para que se precavesse. Haveria no Egito sete anos de abund\u00e2ncia e, em seguida, sete anos de fome. Jos\u00e9 aconselhou-o ent\u00e3o que mandasse recolher tudo o que fosse poss\u00edvel na \u00e9poca da anunciada bonan\u00e7a, porque os sete anos futuros seriam de estiagem generalizada.\n\nT\u00e3o impressionado ficou sua majestade que, rebatizando com o nome de Sefenat Fanec, encarregou o vision\u00e1rio hebreu de assumir uma fun\u00e7\u00e3o plenipotenci\u00e1ria, responsabilizando-o doravante pelo sucesso do armazenamento dos mantimentos, dando assim os come\u00e7os da vida de sucesso de Jos\u00e9 (G\u00eanesis, 37-50)\n<h4>O Fara\u00f3 e o Nilo<\/h4>\nEste sonho em si sintetiza tudo na vida do Egito Antigo.\n\n<strong>Nele encontram-se os diversos elementos que comp\u00f5em sua hist\u00f3ria: <\/strong>o Fara\u00f3 como interlocutor entre os deuses e os homens; a banal e antiqu\u00edssima cren\u00e7a de que o sobrenatural se comunica com o natural atrav\u00e9s dos sonhos; a depend\u00eancia que a popula\u00e7\u00e3o tinha da carne e do trigo e, finalmente a magna presen\u00e7a do rio Nilo.\n\nE anuncia tamb\u00e9m a refer\u00eancia m\u00e1gica do n\u00famero sete. Algarismo de profundo significado herm\u00e9tico. Foi este n\u00famero que orientou o fara\u00f3 Rams\u00e9s II a que desse in\u00edcio entre os s\u00e9culos 14 e 13 e a.C. na constru\u00e7\u00e3o de sete templos sagrados espalhados pelas ribeiras do Nilo. Um deles Beit el-Wali, outro em Gerf Hussein, mais outro em el -Sebua, em el-Derr, os magn\u00edficos templos de Abu Simbel (onde ele se fez reproduzir em forma colossal), Aksha e, finalmente, o de Ibsambul.\n\nDurante muito tempo os arque\u00f3logos quebraram a cabe\u00e7a para entender seu significado, at\u00e9 conclu\u00edrem que aquelas constru\u00e7\u00f5es tratavam-se de &#8220;casas divinas&#8221; s\u00f3 acess\u00edveis aos sacerdotes, aos s\u00e1bios e ao pr\u00f3prio fara\u00f3, erguido para afirmar e assegurar a regularidade das preciosas cheias do rio.\n<h4>Os deuses<\/h4>\nPara os eg\u00edpcios havia uma sagrada simbiose entre o Nilo e todos os reinos vivos da Terra. Nada havia na natureza que dele n\u00e3o dependesse.\n\n<strong>T\u00e3o forte era a cren\u00e7a que em todas as suas representa\u00e7\u00f5es sagradas os seus deuses s\u00e3o pintados ou esculpidos de maneira zooantropom\u00f3rficos, isto \u00e9 , t\u00eam simultaneamente forma humana e animal<\/strong>: Bastet, a deusa da guerra, tem uma cabe\u00e7a de leoa; Thot, deusa da escrita, uma de \u00cdbis; H\u00e1tor, a deusa das mulheres e do c\u00e9u, tem chifres de vaca e mesmo R\u00e1, o deus-sol, um dos mais cultuados, ostenta sobre o disco solar , uma cabe\u00e7a de falc\u00e3o.\n\nImaginavam eles que a vida tivesse emergido dos p\u00e2ntanos e concebiam a exist\u00eancia como uma harmonia entre o mundo humano, o animal e o vegetal. Bem ao contr\u00e1rio da cultura ocidental (que as separa em esferas distintas &#8211; reservando a superior para os humanos e a inferior para as demais), eles n\u00e3o faziam distin\u00e7\u00f5es entre os reinos. Tudo dotado de vida era uma manifesta\u00e7\u00e3o do sagrado.\n<h4>A lenda de Os\u00edris<\/h4>\n<strong>Atribui-se tamb\u00e9m \u00e0 sua religi\u00e3o a id\u00e9ia do deus morto e redivivo, reproduzida na lenda de Os\u00edris: <\/strong>a hist\u00f3ria do deus morto \u00e0 trai\u00e7\u00e3o pelo seu perverso irm\u00e3o Seth, o &#8220;Caim&#8221; dos eg\u00edpcios. Essa hist\u00f3ria era uma representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica das fases de estiagem do Nilo, quando em dezembro ele se encolhia. Os\u00edris, todavia, ressuscitava voltando vida, transbordando das suas margens e propiciando com seu humo as prodigiosas colheitas por todo o lugar onde passava.\n\nManifestavam eles a mais profunda f\u00e9 no retorno futuro dos seus mortos ilustres. Da\u00ed mumifica-los. Os eg\u00edpcios eram os apologistas da ressurrei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o aceitavam que seus grandes simplesmente desaparecessem nos breus escuros da morte como acontecia aos demais mortais. Inconformados, envolviam os corpos dos grandes mortos em natr\u00e3o (carbonato hidratado de s\u00f3dio natural) e ess\u00eancias especiais. Enchiam-lhes as cavidades com panos ensopados em resina e sacos de mat\u00e9rias perfumadas com mirra e canela, enfaixando-os, por fim, com tiras de linho.\n\nSepultavam-nos ent\u00e3o seus fara\u00f3s e gr\u00e3o-sacerdotes em pr\u00e9dios gigantescos, dignos da magnitude deles, em mastabas, pir\u00e2mides ou em templos no Vale dos Reis. No sarc\u00f3fago ilustre deixavam parte dos seus bens e decoravam tudo com imagens que faziam o gosto do falecido, visto que esperavam que na outra vida ele pudesse usufruir daquilo que amara aqui na terra.\n<h4>A grandeza do estado<\/h4>\nTais constru\u00e7\u00f5es majestosas e imponentes, que se encontram em v\u00e1rias partes do alto e baixo Nilo, glorificavam ainda outra coisa. Foram elas as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas celebrantes da grandeza do estado. As dimens\u00f5es gigantescas e a estatu\u00e1ria extravagante da maioria delas, como \u00e9 o caso das pir\u00e2mides da plan\u00edcie de Guiz\u00e9, que at\u00e9 hoje impressionam qualquer visitante, s\u00e3o lembran\u00e7a permanente do feito extraordin\u00e1rio que foi constituir-se um estado centralizado, soberano e independente, que se estendia por milhares de quil\u00f4metros quadrados do solo africano.\n\nO Antigo Egito formou uma sociedade emblem\u00e1tica. Nenhum dos seus reinos vizinhos, na Palestina, ou na velha Mesopot\u00e2mia ou no planalto do Ir\u00e3, atingiu a sua duradoura continuidade. Com aqueles edificios-monumento o fara\u00f3 desejava imortalizar n\u00e3o apenas a sua sobreviv\u00eancia no mundo do al\u00e9m, no reino dos mortos, mas igualmente a perpetua\u00e7\u00e3o do poder do estado real.\n\nEra como se houve um trono imagin\u00e1rio no v\u00e9rtice das pir\u00e2mides contemplando dali os quatro cantos da Terra. O Estado \u00e9 aquele que tudo v\u00ea e que tudo alcan\u00e7a com seu olhar. A base dele pode estar enraizada no ch\u00e3o, na realidade, mas sua cabe\u00e7a coroada encontra-se nas alturas, perto dos c\u00e9us e dos deuses, bem longe da vista dos simples mortais.\n<h4>Constru\u00eddo as pir\u00e2mides<\/h4>\nGeograficamente o Antigo Egito era uma confedera\u00e7\u00e3o de o\u00e1sis espalhados pelo Nilo e adjac\u00eancias e bem poucas vezes, ao correr da sua longu\u00edssima hist\u00f3ria, as antigas cidades de M\u00eanfis, Tebas ou Heli\u00f3polis, gozaram de alguma autonomia pol\u00edtica. Quem o dominasse o rio Nilo, dominava tudo.\n\n<strong>Deste modo, quando os governantes do Alto Nilo, situado pr\u00f3ximo ao delta, unificaram todas as regi\u00f5es mais ao sul, submeteram-nas a um \u00fanico e s\u00f3lido reino:<\/strong> o imp\u00e9rio dos fara\u00f3s.\n\nE, para fixar definitivamente essa integra\u00e7\u00e3o norte-sul, fizeram vir por barca\u00e7as e jangadas, enormes pedras de todas as partes do pa\u00eds para empilh\u00e1-las, uma a uma, formando assim as impressionantes pir\u00e2mides de Guiz\u00e9. Os quatro pontos cardeais da base da pir\u00e2mide, os quatro cantos do imp\u00e9rio, tinham um s\u00f3 comando situado no seu topo.\n\nToda a d\u00f3cil popula\u00e7\u00e3o ribeirinha do Egito, os fel\u00e1s, transformada num ex\u00e9rcito de oper\u00e1rios, era ent\u00e3o convocada para, nos per\u00edodos da entre-safra, vir a colaborar no erguimento delas, fazendo com que aquelas constru\u00e7\u00f5es imperiais representassem tamb\u00e9m, em sua grandeza, a materializa\u00e7\u00e3o das possibilidades coletivas da humanidade. As pir\u00e2mides n\u00e3o foram obra de gente escrava, mas sim de milhares de s\u00faditos de um Egito independente e orgulhoso.\n<h4>O papiro e a mem\u00f3ria<\/h4>\nNenhum rio do mundo sustentou a perenidade de uma civiliza\u00e7\u00e3o, de uma cultura e de um estado, durante tanto tempo como o Nilo o fez. Nascido bifurcado, resultado do Nilo branco e do Nilo azul, vindos ambos das profundezas do cora\u00e7\u00e3o da \u00c1frica, ele cumpre uma sinuosa trajet\u00f3ria de mais de 6 mil quil\u00f4metros.\n\nRasgando com suas \u00e1guas mansas o deserto, termina por desaguar no Mediterr\u00e2neo. No seu ber\u00e7o ele \u00e9 assistido por um monte de pedras e, ao longo das suas margens, contido pelas areias finas do Saara. O Sol inclemente acompanha suas corrente o tempo inteiro. Foi nas suas beiras que se multiplicou o papiro, utilizado como o papel da \u00e9poca, que proporcionou que se registrasse nele toda a sabedoria da Antig\u00fcidade. O Nilo, tal como os rios da Mesopot\u00e2mia, \u00e9 assim um dos rios-m\u00e3e da humanidade, tudo por primeiro surgiu por l\u00e1, dali espalhando-se para o restante do mundo.\n\nFonte: educaterra.terra.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio Nilo, Egito, Localiza\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria, Antigo, Comprimento, Extens\u00e3o, \u00c1frica, Mundo, Import\u00e2ncia, Continente, Africano, Rio Nilo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11066,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15383","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Rio Nilo - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Rio Nilo - 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