{"id":15371,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/faraos-do-sol-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:22:51","modified_gmt":"2026-08-31T23:22:51","slug":"faraos-do-sol-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/faraos-do-sol-2\/","title":{"rendered":"Fara\u00f3s do Sol"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fara\u00f3s do Sol\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ffaraos12.jpg\" alt=\"Fara\u00f3s do Sol\" width=\"309\" height=\"260\" \/><strong>\nFara\u00f3s do Sol<\/strong><\/p>\nArque\u00f3logos e historiadores continuam a especular sobre o per\u00edodo de Amarna do Egito, que abrangeu os anos de cerca de 1369 a 1344 a. C. O per\u00edodo refere-se ao Fara\u00f3 Akhenaton e sua bela mulher e rainha, Nefertiti. Corriam, na \u00e9poca, os anos finais da D\u00e9cima Oitava Dinastia, quando aquele fara\u00f3 teve a revela\u00e7\u00e3o de se devotar a um s\u00f3 deus, Aton, e atreveu-se a mostrar sua convic\u00e7\u00e3o. No esfor\u00e7o para difundir a nova cren\u00e7a ao povo, apenas conseguiu, da\u00ed por diante, ser conhecido como o herege.\n\nRemanescentes deste e de outros per\u00edodos importantes da hist\u00f3ria do Egito Antigo continuam a ser investigados e reavaliados.\n\nO que se chamou de Per\u00edodo de Amarna abrangeu no m\u00e1ximo o espa\u00e7o de alguns anos; mas foi alvo de um interesse dos historiadores e do p\u00fablico que se podia comparar ao dedicado ao Per\u00edodo das Pir\u00e2mides de mais de mil anos antes. Akhenaton era uma pessoa controvertida e idealista que deixou com sua presen\u00e7a uma marca indel\u00e9vel na hist\u00f3ria do mundo.\n\nEsse fara\u00f3 resolveu introduzir o conceito monote\u00edsta, a cren\u00e7a em um s\u00f3 deus. Parece que ele achava ter chegado o momento de seu povo ter nova religi\u00e3o, e, no intuito de estabelecer essa id\u00e9ia, procurou desviar do povo o culto aos muitos deuses e lev\u00e1-lo a devotar-se a um s\u00f3.\n\nAchava tamb\u00e9m que o poder dos sacerdotes sobre o povo e os reis devia sofrer restri\u00e7\u00f5es e nova orienta\u00e7\u00e3o.\n\nA D\u00e9cima Oitava Dinastia teve in\u00edcio por volta de 1570 a. C. e produziu muitos fara\u00f3s brilhantes, entre os quais Ahmoses, Tutmosis III, Amenhotep III e, naturalmente, a Rainha Hatshepsut. Tutmosis III muitas vezes conduziu o ex\u00e9rcito at\u00e9 a S\u00edria e ao vasto deserto no noroeste, conseguiu dominar as cidades dos estados vassalos, e derrotar o rei hitita em Kadesh. Tebas tornara-se a mais rica e mais poderosa cidade da terra.\n\nOs tesouros do templo do deus Amon em Karnak estavam repletos de ouro, prata, bronze, cobre e pedras semipreciosas trazidas pelos guerreiros cruzados, Os estados vassalos continuaram a enviar seu tributo anual ao fara\u00f3. A mais antiga civiliza\u00e7\u00e3o do mundo estava mais gloriosa que nunca. O deus Amon em Karnak fora igualado ao deus-sol Ra. Os pastores que a invadiram, os hicsos, haviam sido expulsos.\n\nAp\u00f3s os triunfos de Tutmosis III, reinou a paz na terra. A riqueza das prov\u00edncias conquistadas flu\u00edam para Karnak, em Tebas. O poderio dos sacerdotes, guardi\u00e3es dos tesouros do templo, quase que se poderia comparar ao do fara\u00f3. Sob o reinado de Amenhotep III continuou imperando uma paz suntuosa.\n\nAcredita-se agora que Amenhotep sentia-se preocupado com o crescente poder do sacerd\u00f3cio de Amon e tornou a favorecer o deus-sol Ra, que fora adorado pelos reis do Antigo Reino. Ra era \u00e0s vezes chamado de Aton, que significava o disco solar f\u00edsico, o centro de um deus.\n\nNo quarto ano de reinado de Amenhotep III, a Rainha Tiy deu-lhe um filho que recebeu o nome de Amenhotep IV. Aos vinte e um anos, este casou-se com a bela Nefertiti, que talvez fosse sua meia-irm\u00e3. Ela Tamb\u00e9m pode ter sido filha de Aye, sacerdote do Templo de Amon, em Karnak, cuja mulher tamb\u00e9m se chamava Tiy. Mas alguns estudiosos acreditam que Nefertiti era filha de Dushratta, rei de Mitani (o que \u00e9 mais prov\u00e1vel).\n\nNo festival Sed de Amenhotep III, quando celebrou seu trig\u00e9simo ano de fara\u00f3, ele nomeou o filho co-regente. John A. Wilson diz que o jovem pr\u00edncipe foi associado ao pai no trono como co-regente. Em Tebas, eles reinaram juntos por quatro anos. Tal como o pai, Amenhotep IV sentia que era preciso compensar o poder de Amon, havendo tamb\u00e9m a necessidade de um deus universal que fosse reconhecido n\u00e3o s\u00f3 no Egito mas tamb\u00e9m nas prov\u00edncias estrangeiras. E assim talvez a fidelidade dos povos submetidos pudesse ser mantida sem ser necess\u00e1ria a freq\u00fcente demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a do ex\u00e9rcito.\n\nSegundo a opini\u00e3o dos pesquisadores, em sua maioria, Amenhotep III morreu no quarto ano da co-reg\u00eancia. Assim, nessa ocasi\u00e3o, Amenhotep IV come\u00e7ou a construir nova cidade e capital a cerca de 380 km ao norte de Tebas, num local virgem da margem leste do Nilo. Dois anos depois, com Nefertiti, deixou Tebas e estabeleceu-se com a corte na nova capital, \u00e0 qual deu o nome de Akhetaton, &#8220;o horizonte de Aton&#8221;. Conhecemos suas ru\u00ednas hoje pelo nome de Tell el-Amarna.\n\nAli construiu ele seu grande templo, um edif\u00edcio sem telhado, cujo santu\u00e1rio ficava aberto aos c\u00e9us &#8212; a Aton. Em contraste, os templos de Amon-Ra eram cobertos com telhados e o santu\u00e1rio localizava-se nas partes mais internas e escuras do pr\u00e9dio.\n\n<strong>O famoso decreto que instalou a nova religi\u00e3o em Akhetaton, tinha uma declara\u00e7\u00e3o solene:<\/strong> &#8220;Este \u00e9 meu juramento verdadeiro, que \u00e9 de meu desejo pronunciar, e do qual jamais direi: \u00e9 falso; eternamente, para sempre.&#8221;\n\nAmenhotep IV e Nefertiti permaneceram em Akhetaton durante onze anos, rodeados pelos funcion\u00e1rios e nobres da corte, que mandaram fazer t\u00famulos para si nas colinas a leste da cidade. Neste t\u00famulos h\u00e1 inscri\u00e7\u00f5es que nos falam da vida em Akhetaton, com refer\u00eancia a um s\u00f3 deus, Aton, cujo poder vivificante, simbolizado pelo disco solar, \u00e9 irradiado pelos seus incont\u00e1veis bra\u00e7os e m\u00e3os.\n\nQuando Amenhotep IV rompeu com os sacerdotes de Amon, em Karnak, mudou seu nome para Akhenaton, que significa &#8220;a gl\u00f3ria de Aton&#8221;, &#8220;vivendo em Maat &#8212; a verdade&#8221;. Em cada t\u00famulo h\u00e1 uma representa\u00e7\u00e3o do disco solar de onde descem raios, cada um com a extremidade em forma de m\u00e3o humana, que \u00e0s vezes toca figuras tamb\u00e9m humanas. O nome Nefertiti significa &#8220;a bela mulher chegou&#8221;, &#8220;deslumbrante \u00e9 a beleza de Aton&#8221;.\n\nAye, que talvez fosse o pai de Nefertiti, transferira-se para a nova cidade e se tornara nobre da corte. A nova religi\u00e3o encerrava o amor ao belo na natureza e na arte. Foi ali que Akhenaton comp\u00f4s seu grande hino, de um tema \u00fanico, um objeto de culto &#8212; o Aton &#8212; e com simplicidade revela sua filosofia religiosa. Hoje, os historiadores acreditam que o conceito referia-se n\u00e3o s\u00f3 ao disco solar f\u00edsico mas tamb\u00e9m ao seu poder criador de vida. A f\u00e9 de Aton n\u00e3o era apenas pol\u00edtica; era sobretudo religiosa. Em sua convic\u00e7\u00e3o, Akhenaton declarou que Ra, o sol, era uma manifesta\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ou s\u00edmbolo, do Deus \u00fanico &#8212; o s\u00edmbolo da pr\u00f3pria vida. E o culto do sol como um deus mudou para o culto de Deus, simbolizado pelo sol, cuja ess\u00eancia &#8220;existe por toda parte e em tudo&#8221;.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida alguma de que Akhenaton tinha o apoio integral de Nefertiti para a nova religi\u00e3o, o novo conceito de monote\u00edsmo. Na verdade, parece que ela superava em seu entusiasmo nessa cren\u00e7a. A \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o de Akhenaton e Nefertiti parece ter sido a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 sua religi\u00e3o e os cuidados com a nova cidade. As necessidades materiais do pa\u00eds ficaram um tanto negligenciadas. N\u00e3o se dava aten\u00e7\u00e3o a conquistas ou guerras. Em Akhetaton, Akhenaton dedicava-se ao seu grande ideal. Ele era de fato um revolucion\u00e1rio em termos de religi\u00e3o; queria libertar o povo da magia e da supersti\u00e7\u00e3o primitivas e do culto aos muitos deuses.deuses.\n\nCome\u00e7aram a surgir dificuldades nas prov\u00edncias do norte. Vieram pedidos de ajuda escritos em plaquetas de argila em caracteres cuneiformes. \u00c9 de duvidar que ele as tivesse recebido e o mais prov\u00e1vel \u00e9 que fossem interceptadas por traidores da sua corte. Tamb\u00e9m parece n\u00e3o existirem registros de que tenham obtido resposta. As prov\u00edncias estavam sendo atacadas. Akhenaton, o poeta e m\u00edstico, prosseguia em seu objetivo de derrubar a f\u00e9 polite\u00edsta dos seus antepassados. As plaquetas, uma grande quantidade delas encontradas na cidade de Akhetaton &#8212; mais tarde chamada Tell el-Amarna pelos \u00e1rabes &#8212; , foram descobertas em 1887. Elas revelam que os governantes j\u00e1 trocavam correspond\u00eancia diplom\u00e1tica. Estas plaquetas s\u00e3o conhecidas como as Cartas de Amarna. O idioma diplom\u00e1tico usado nessas comunica\u00e7\u00f5es era conhecido como cuneiforme babil\u00f4nico.\n\nHavia cartas-plaquetas de estados vassalos como a S\u00edria, Babil\u00f4nia e Mitani. Os hititas, oriundos da atual Turquia, avan\u00e7aram para o sul e deram in\u00edcio ao ataque \u00e0s cidades leais ao fara\u00f3. Seus governadores escrevera-lhe pedindo apoio militar.\n\nN\u00e3o houve ajuda. A intriga, por certo bastante disseminada, jamais permitiu que as cartas chegassem \u00e0s m\u00e3os de Akhenaton. Ao propor a devo\u00e7\u00e3o a Aton, n\u00e3o deixava de se preocupar com o poderio de Amon-Ra em Tebas, e enviou emiss\u00e1rios por toda a terra para eliminar o nome deste deus onde quer que aparecesse escrito. Ele n\u00e3o ignorava que havia muita inquieta\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o; parece que os que viviam fora de Akhetaton n\u00e3o aceitava a nova cren\u00e7a.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Nefertiti, como o pr\u00f3prio Akhenaton, era intensamente dedicada \u00e0 religi\u00e3o de Aton. Talvez como qualquer idealista, ela jamais pensasse num meio-termo. Parece, por\u00e9m, que Akhenaton procurou reunir o povo por meio de um compromisso. Sabe-se que ap\u00f3s o d\u00e9cimo quarto ano do seu reinado, sua mulher, Nefertiti, deixou o pal\u00e1cio da cidade de Akhetaton e mudou-se para o chamado Pal\u00e1cio do Norte, cerca de uns dois quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.\n\nNessa \u00e9poca, a filha maior, Maritaton, casou-se com um meio-irm\u00e3o de Akhenaton, Semencar\u00e9, Tamb\u00e9m conhecido como Sakere. Foram juntos para Tebas, onde Semencar\u00e9 reinou como co-regente. Akhenaton permaneceu em Akhetaton. \u00c9 prov\u00e1vel que Semencar\u00e9 e Maritaton tenham partido por insist\u00eancia de Akhenaton, que acreditava que os sacerdotes poderiam ser influenciados a abalar seu poder. Talvez este fosse um esfor\u00e7o para enfraquecer o poderio de Amon-Ra. Se esta era a inten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deu certo. No terceiro ano da sua co-reg\u00eancia, Semencar\u00e9 come\u00e7ou a restaurar uma forma de culto a Amon-Ra, em Tebas. Isto pode ter sido parte do acordo do fara\u00f3 e pode, tamb\u00e9m, ter significado uma cis\u00e3o na corte, com uma fac\u00e7\u00e3o que insistia no completo retorno a Tebas.\n\nAkhenaton morreu aos quarenta e um anos de idade, no d\u00e9cimo s\u00e9timo ano do seu reinado, conforme se constatou. Seu corpo jamais foi encontrado. H\u00e1 alguns anos, pensou-se que era sua a m\u00famia descoberta perto do t\u00famulo de Tutankhamon, mas verificou-se que n\u00e3o. Ela seria talvez de seu meio-irm\u00e3o, Semencar\u00e9. N\u00e3o se sabe como Akhenaton morreu (?). Parece que Semencar\u00e9 morreu em Tebas na mesma \u00e9poca. H\u00e1 alguns anos, acreditava-se que Akhenaton subiu ao trono ainda na adolesc\u00eancia e morreu por volta dos trinta anos. Sabe-se agora, no entanto, que estes dados n\u00e3o s\u00e3o corretos. Ele tornou-se fara\u00f3 quando contava talvez vinte e quatro anos.\n\nAo mudar-se para o Pal\u00e1cio do Norte, Nefertiti levou consigo outro meio-irm\u00e3o mais novo de Akhenaton, Tutankaton, que era apenas um menino. Nefertiti providenciou imediatamente o casamento de sua terceira filha, Anksenpaaton, com Tutankaton. A Segunda filha, Meketaton, morrera. Isto legitimava a ascens\u00e3o de Tutankaton ao trono, que por costume e tradi\u00e7\u00e3o tinha de ser pela linha feminina. Tutankaton e Anksenpaaton eram crian\u00e7as ainda. Ele reinou em Akhetaton por muito pouco tempo e logo foi obrigado ou persuadido a voltar \u00e0 capital ancestral de Tebas e a adotar novo nome, Tutankhamon. A esposa mudou o seu para Anksenamon.\n\nSeu t\u00famulo continha o s\u00edmbolo de Aton, o disco solar com raios descendentes. Assim, claro que ele devia adotar a religi\u00e3o de Aton quando subiu ao trono. \u00c9 prov\u00e1vel que Nefertiti tenha morrido nessa \u00e9poca, mas seu corpo tamb\u00e9m jamais foi encontrado (\u00e9 evidente que deve ter havido uma conspira\u00e7\u00e3o para eliminar Akhenaton e sua bela esposa, Nefertiti). Seu busto magn\u00edfico esculpido, que se p\u00f4de ver em Tell el-Amarna, comprova sua incompar\u00e1vel beleza. Esse busto encontra-se atualmente no Museu de Berlim.\n\nJ\u00e1 n\u00e3o existia o desejo ou a for\u00e7a de incutir a cren\u00e7a em Aton. Os sacerdotes de Amon-Ra, de Tebas, logo recuperaram todo o poder e a antiga religi\u00e3o foi restabelecida. Despacharam-se emiss\u00e1rios por todo o pa\u00eds para apagar dos monumentos o nome do rei herege. Nas paredes dos t\u00famulos situados em Tell el-Amarna e tamb\u00e9m nas do t\u00famulo do vizir, Ramoses, no Vale dos Reis, encontram-se reminisc\u00eancias de desfigura\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es de Akhenaton e de Nefertiti, executada pelos defensores do sacerd\u00f3cio de Amon-Ra do Templo de Karnak, ap\u00f3s a morte de Akhenaton. Parece que a desfigura\u00e7\u00e3o de todos os monumentos a ele relacionados foi feita em todo o pa\u00eds.\n\nA cidade de Akhetaton foi abandonada e caiu em ru\u00ednas. Anksenamon precisava de um marido para ficar a seu lado como rei; ela via os cortes\u00e3os intrigando ao seu redor sequiosos de poder. Ent\u00e3o escreveu ao rei hitita pedindo que lhe enviasse um dos filhos para ser seu marido e rei. A solicita\u00e7\u00e3o foi atendida, mas o pretendente jamais chegou a Tebas, pois a intriga cuidara da sua elimina\u00e7\u00e3o.\n\nO antigo primeiro-ministro de Akhenaton, Aye, agora aparece na Hist\u00f3ria como o fara\u00f3 seguinte. Aye subiu ao trono por ser pai (?) de Nefertiti. Tutankhamon, o \u00faltimo descendente da fam\u00edlia, morreu por volta de 1344 a. C. A D\u00e9cima Oitava Dinastia logo chegou ao fim. Ap\u00f3s a breve reinado de Aye, Horemheb segundo consta tomou o trono, reivindicando-o atrav\u00e9s do casamento com a irm\u00e3 de Akhenaton, Beketaton. Quando Horemheb, um militar oportunista, apossou-se do trono, logo restaurou a supremacia do deus tebano, Amon-Ra.\n\nAlgumas das opini\u00f5es dadas acima foram apresentadas por arque\u00f3logos, John Pendlebury e H. W. Fairman, e pelo famoso escritor e historiador, Leonard Cottrell.\n\nO per\u00edodo da Amarna criou nova arte, uma arte de puro realismo. O antigo estilo formal da escultura e da pintura foi relegado. Akhenaton, Nefertiti e a fam\u00edlia n\u00e3o eram representados como deuses, mas como seres humanos e devo\u00e7\u00e3o humana. Por qualquer raz\u00e3o, Akhenaton permitiu que seus defeitos f\u00edsicos fossem destacados no realismo da arte do seu tempo. Ele e a esposa tiveram seis filhas, e Akhenaton e Nefertiti se identificavam nas atitudes e comungavam o mesmo ideal de viver em prol da beleza e da verdade.\n\nA luz da filosofia religiosa de Akhenaton brilhou por t\u00e3o pouco tempo, mas n\u00e3o apagou. Ela continuou ardendo baixo, para reavivar-se nas futuras gera\u00e7\u00f5es de gente esclarecida nos s\u00e9culos de uma era posterior. O Deus \u00fanico de Akhenaton at\u00e9 hoje continuou a enviar seus raios.\n<h4>O Esplendor de Aton<\/h4>\n&#8220;Numerosas s\u00e3o todas as tuas obras! Elas nos est\u00e3o ocultas, \u00d3, Tu, Deus \u00fanico, cujos poderes nenhum outro possui.&#8221; Estas s\u00e3o palavras de beleza e significa\u00e7\u00e3o, palavras que uma ou outra vez sem duvida j\u00e1 ouvimos ou lemos.\n\nSomos inclinados a pensar que a literatura inspirada \u00e9 de origem relativamente recente, e tamb\u00e9m a crer que havia pouca ou nenhuma literatura bela ou significativa antes da compila\u00e7\u00e3o da B\u00edblia. Entretanto, ap\u00f3s a descoberta, e eventual tradu\u00e7\u00e3o, da Pedra de Rosetta, os arque\u00f3logos puderam determinar a import\u00e2ncia dos caracteres hierogl\u00edficos que s\u00e3o as palavras de um importante rei eg\u00edpcio, cujo significado eles consideravam digno da melhor literatura.\n\nReferimo-nos aos hinos gravados nas paredes das capelas-t\u00famulos de pedra, da D\u00e9cima Oitava Dinastia, o per\u00edodo do reinado do fara\u00f3 que viveu h\u00e1 mais de tr\u00eas mil anos. Os dois hinos referem-se a Aton e foram compostos pelo rei para suas devo\u00e7\u00f5es pessoais ou para os servi\u00e7os e cerim\u00f4nias que se realizavam no seu templo. Os hinos em geral s\u00e3o conhecidos como &#8220;Louvor a Aton pelo Rei Akhenaton e Rainha Nefertiti&#8221;.\n\nObservou-se que existe not\u00e1vel semelhan\u00e7a entre os hinos eg\u00edpcios e o Salmo 104 dos hebreus. As palavras dos hinos s\u00e3o de Akhenaton, o rei eg\u00edpcio que governou com sua bela mulher, Nefertiti, de 1367 a 1353 a. C.\n\nSob a orienta\u00e7\u00e3o dos sacerdotes dos fara\u00f3s, o povo do Egito adorava uma multiplicidade de deuses. Quando Amenhotep IV tornou-se rei, estava preocupado com a exist\u00eancia de tantos deuses, sobretudo com o deus-sol Aton. No seu reinado, Aton tornou-se o senhor do sol e o calor vital do sol foi deificado. Dizia-se que Aton era atuante por toda parte atrav\u00e9s dos seus raios, e seu s\u00edmbolo era o disco nos c\u00e9us. Dele, os raios divergentes desciam para a terra, com as extremidades em forma de m\u00e3os. Cada m\u00e3o segurava o s\u00edmbolo da vida, a cruz ansata (o ankh). Havia extraordin\u00e1ria simbologia nisto, pois representava o poder divino do Deus Supremo. O sol passou a ser o s\u00edmbolo da divindade. N\u00e3o era um deus ou um \u00eddolo mas um s\u00edmbolo f\u00edsico que representava Aton. Na \u00e9poca em que viveu, Amenhotep teria pouco ou nenhum conhecimento dos aspectos f\u00edsicos e qu\u00edmicos do sol.\n\nTebas tornou-se a &#8220;Cidade do Brilho de Aton&#8221;. Aton ficou sendo n\u00e3o s\u00f3 o Deus supremo mas o deus do imp\u00e9rio.\n\n<strong>Tr\u00eas cidades foram fundadas para representar as tr\u00eas divis\u00f5es do Imp\u00e9rio que eram:<\/strong> Egito, N\u00fabia e \u00c1sia. V\u00e1rias centenas de quil\u00f4metros ao sul de Tebas, Akhenaton construiu sua nova cidade santa dedicada a Aton, dando-lhe o nome de Akhetaton &#8212; &#8220;O Horizonte de Aton&#8221;.\n\nAssim, Amenhotep IV, agora Akhenaton, esfor\u00e7ava-se por fazer com que o povo aceitasse sua doutrina ou filosofia.\n\n<strong>Uma pessoa que respeitava seus ensinamentos disse:<\/strong> &#8220;Como \u00e9 pr\u00f3spero aquele que ouve teus ensinamentos de vida&#8221;. Seus s\u00faditos achavam que percebiam uma rela\u00e7\u00e3o definida entre Akhenaton e Aton, o deus supremo.\n\nAtrav\u00e9s de revela\u00e7\u00f5es, na certa experimentadas durante seus per\u00edodos de medita\u00e7\u00e3o, Akhenaton comp\u00f4s os hinos a Aton. Al\u00e9m do que \u00e9 mencionado aqui, existem sem d\u00favidas muitos belos hinos de Akhenaton que se perderam.\n\n<strong>Em um ou mais dos seus hinos encontramos as palavras:<\/strong> &#8220;\u00d3, tu, Deus \u00fanico, incompar\u00e1vel&#8221;.\n\nAkhenaton deu novo esp\u00edrito ao Egito. Esfor\u00e7ou-se para que o novo ensinamento superasse o antigo tradicionalismo. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que ele era capaz de medita\u00e7\u00e3o profunda e s\u00e9ria; compreendeu a id\u00e9ia do Criador, do Criador da Natureza; viu o prop\u00f3sito ben\u00e9fico em tudo o que fora criado; tinha uma percep\u00e7\u00e3o clara do poder e da benefic\u00eancia de Deus. Sem d\u00favida, Akhenaton atribu\u00eda certa dose de retid\u00e3o ao car\u00e1ter de Deus e achava que esta devia refletir-se no car\u00e1ter dos homens.\n\nA palavra verdade surge muitas vezes nos hinos de Akhenaton, preservados em escrita hierogl\u00edfica.\n\n<strong>Ao pr\u00f3prio nome ele acrescentou<\/strong>: &#8220;Vivendo na Verdade&#8221;.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida quanto \u00e0 inten\u00e7\u00e3o desta frase. Ele viveu uma vida aberta e franca, e a verdade, para ele, era indubitavelmente aplicada, pelo menos em parte, na sua aceita\u00e7\u00e3o dos fatos cotidianos da exist\u00eancia. Seu reinado deu origem a uma nova arte; os artistas da sua corte, com pincel e cinz\u00e9is, deixaram-nos o realismo simples e belo que viam na vida animal. Essa arte reproduzia parte da verdade que Akhenaton viveu.\n\n<strong>Em A Hist\u00f3ria do Egito, James Henry Breasted escreveu:<\/strong> &#8220;Ele baseou a soberania universal de Deus em seu cuidado paternal dedicado a todos os homens, independente de ra\u00e7a ou nacionalidade; e para o eg\u00edpcio orgulhoso e exclusivista ele mostrou as maravilhas universais do pai comum da humanidade&#8230; \u00c9 este aspecto do esp\u00edrito de Akhenaton que \u00e9 particularmente extraordin\u00e1rio; ele foi o primeiro profeta da Hist\u00f3ria&#8221;. Procurou voltar \u00e0 natureza; reconhecer a bondade e a beleza encontradas nela.\n\n<strong>Procurou resolver o seu mist\u00e9rio que, como disse Breasted:<\/strong> &#8220;acrescenta apenas o elemento adequado de misticismo nessa f\u00e9&#8221;.\n\nCom refer\u00eancia \u00e0 filosofia religiosa de Akhenaton, Sir Flinders Petrie, em sua Hist\u00f3ria do Egito, disse que &#8220;esta n\u00e3o poderia ser logicamente aperfei\u00e7oada na atualidade&#8221;. Para os sacerdotes, Akhenaton era conhecido como fan\u00e1tico; chegou mesmo a ser chamado de &#8220;o criminoso de Akhetaton&#8221;.\n\nCom a morte de Akhenaton, o antigo sacerd\u00f3cio de Amon recuperou o controle; a antiga religi\u00e3o foi restabelecida, a religi\u00e3o dos in\u00fameros deuses. Mas a evolu\u00e7\u00e3o de Akhenaton e seu reconhecimento da verdade, como ele a viu, de um deus supremo como ele o compreendia, deixara marca indel\u00e9vel na hist\u00f3ria do mundo. Era o esclarecimento trazido \u00e0 humanidade h\u00e1 mais de tr\u00eas mil anos. Seu aparecimento no horizonte do seu tempo deixou um sinal que jamais se apagar\u00e1.\n\nBreasted, um dos mais famosos egipt\u00f3logos do mundo, escreveu que Akhenaton, destemido, enfrentou a tradi\u00e7\u00e3o &#8220;para que pudesse disseminar id\u00e9ias que ficavam muito al\u00e9m e acima da capacidade de compreens\u00e3o da sua \u00e9poca&#8230; O mundo moderno ainda est\u00e1 por avaliar adequadamente, ou mesmo familiarizar-se com esse homem que, num per\u00edodo t\u00e3o remoto e em condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o adversas, tornou-se o primeiro idealista do mundo, o primeiro indiv\u00edduo do mundo&#8221;.\n\n\u00c9 interessante que hoje em dia a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico se volte para Akhenaton e o per\u00edodo do seu reinado. Um belo filme, que tornou-se um cl\u00e1ssico, com o t\u00edtulo de O Eg\u00edpcio, inspirado no livro do mesmo nome, de Mika Waltari, \u00e9 exemplo desse interesse. Muitas outras obras foram escritas por Akhenaton.\n\nComo dissemos, os hinos de Akhenaton s\u00e3o considerados literatura da melhor qualidade; eles talvez sejam monumentais na sua magnific\u00eancia e continuar\u00e3o a existir, tal como as paredes de pedra do Egito onde foram esculpidos.\n\n<strong>Na opini\u00e3o deste autor, alguns dos versos mais significativos e belos dos seus hinos (eles eram divididos em estrofes e come\u00e7avam com &#8220;O Esplendor de Aton&#8221;) s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Teu alvorecer \u00e9 belo no horizonte do c\u00e9u,\n\u00d3, Aton vivo, Come\u00e7o da vida!\nQuando surges no horizonte oriental do c\u00e9u,\nEnches toda a terra com tua beleza;\nPois \u00e9s belo, grande&#8230;\nTeus raios cobrem as terras,\nE tudo o que criaste&#8230;\nTu \u00e9s Ra&#8230;\nTu os unes pelo teu amor.\nEmbora estejas distante, teus raios est\u00e3o na terra&#8230;\n\nLuminosa \u00e9 a terra.\nQuando surges no horizonte,\nQuando brilhas como Aton durante o dia.\nAs trevas s\u00e3o banidas,\nQuando lan\u00e7as teus raios&#8230;\n\nEles vivem quando brilhas sobre eles.\n\nExcelentes s\u00e3o os teus des\u00edgnios, \u00d3, Senhor da eternidade!&#8230;\nPois teus raios nutrem todos os jardins,\nQuando surges, eles vivem, e crescem por ti.\nFazes as esta\u00e7\u00f5es do ano para criar todas as tuas obras;&#8230;\nPara contemplar tudo o que criaste&#8230;\n\nTu est\u00e1s em meu cora\u00e7\u00e3o,\nNenhum outro que te conhece&#8230;\nTu o tornaste s\u00e1bio em teu des\u00edgnios\nE em teu poder.\nO mundo est\u00e1 em tuas m\u00e3os,\nComo o criaste&#8230;\nPois tu \u00e9s dura\u00e7\u00e3o&#8230;\nPor ti o homem vive,\nE seus olhos contemplam tua beleza&#8230;\nVivendo e florescendo para todo o sempre.\n\nNumerosas s\u00e3o todas as tuas obras&#8221;\nElas nos est\u00e3o ocultas,\n\u00d3, tu, Deus \u00fanico,\nCujos poderes nenhum outro possui.<\/blockquote>\nFonte: www.starnews2001.com.br\n<h6>Fara\u00f3s do Sol<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nNo <strong>Antigo Egito<\/strong>, alguns far\u00e1os ficaram conhecidos como os Fara\u00f3s do Sol.\n\n<strong>Fara\u00f3s do Sol:<\/strong> Akhenaton, Nefertiti, Tutanc\u00e2mon.\n\nEsse t\u00edtulo se refere aos monarcas vistos como rebeldes que institu\u00edram um poder maior ao deus Aton e fundaram uma nova capital conhecida por Amarna.\n\nA capital do Antigo Egito no ano de 1353 a.C. estava localizada em Tebas, governada por Amen\u00f3fis III. Esse fara\u00f3 construiu um conjunto de monumentos em Karnak e Luxor, centros religiosos de deus Amon, considerado o patrono de Tebas. Amon significa &#8221;oculto&#8221;, que com o passar dos tempos fundiu-se com o antigo deus sol &#8221;Ra&#8221; , tornando-se Amon-Ra.\n\nO pr\u00f3prio Amen\u00f3fis III considerava-se filho de Amon , igualando-se mais tarde ao pr\u00f3prio deus. Devido a sua proeza de igualar-se a esse deus, come\u00e7ou a erigir monumentos \u00e0 sua pr\u00f3pria divindade. Com a morte do fara\u00f3 Amen\u00f3fis III, seu filho Amen\u00f3fis VI casa-se com Nefertiti e iniciam uma revolu\u00e7\u00e3o religiosa que desmontaria muitos s\u00e9culos de tradi\u00e7\u00e3o no Antigo Egito. Amen\u00f3fis IV tinha como objetivo elevar Aton acima de todos os deuses do pante\u00e3o eg\u00edpcio, at\u00e9 mesmo acima de Amon , que por centenas de anos prevaleceu como deus soberano.\n\nMais tarde Amen\u00f3fis IV mudaria seu nome para Akhenaton (&#8220;o que bem serve a Aton&#8221;). Akhenaton insistia em um deus supremo, um criador onipotente, que se manifestava \u00e0 luz do sol. Via a si mesmo e a Nerfetiti como extens\u00f5es desse deus e portanto tamb\u00e9m dignos de venera\u00e7\u00e3o. Para Akhenaton os raios de Sol eram as manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de Aton.Como o deus dos eg\u00edpcios passou a ser a luz do sol, eles n\u00e3o precisavam de est\u00e1tuas em santu\u00e1rios internos e escuros. Assim constru\u00edram templos sem teto e realizaram seus rituais sob o sol. Houve um entusiasmo coletivo que tornou-se tang\u00edvel na arte e na arquitetura.\n\nA religi\u00e3o que Akhenaton estabelecia rompia com mais de 100 anos de tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica, ordenando aos seus artistas que retratassem o mundo como ele realmente era, ou seja , em vez de representa\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de um fara\u00f3 fisicamente perfeito matando seus inimigos, o novo soberano estabeleceu uma apar\u00eancia muito mais realista a arte. Akhenaton liberou um furor criativo que deu origem a uma era que talvez tenha sido a mais requintada da arte eg\u00edpcia. Revolucionou Tebas em seus quatros primeiros anos como soberano, pois mandou erguer quatro novos templos para Aton nas proximidades do templo de Amon em Karnak.\n\nApesar da empolga\u00e7\u00e3o popular, esse fara\u00f3 cultivou inimigos que eram contra as suas decis\u00f5es. Essa fase foi decisiva para a mudan\u00e7a da capital para Amarna.O local escolhido para sua nova capital ficava a 280 km ao norte, sendo batizada com o nome de Akhet\u00e1ton, que significa &#8221;horizonte de Aton &#8221;.\n\nArque\u00f3logos pesquisaram durante duas d\u00e9cadas a vida econ\u00f4mica de Amarna, sendo que a descoberta mais importante foi uma cole\u00e7\u00e3o com cerca de 350 cartas diplom\u00e1ticas escritas em t\u00e1bulas de argila, achadas nas ru\u00ednas de uma constru\u00e7\u00e3o, conhecida como casa do Fara\u00f3. As chamadas cartas de Armana fornecem um registro quase completo da correspond\u00eancia entre a corte eg\u00edpcia e v\u00e1rios governantes da \u00c1sia Ocidental.Um dos correspondentes mais not\u00e1vel foi Tushratta, rei do estado Mesopot\u00e2mico de Mitani, um importante aliado que regularmente enviava filhas reais para o har\u00e9m do fara\u00f3.A segunda esposa de Akhenaton, Kiya , pode ter sido uma dessas filhas reais de Mitani. Kiya gerou o \u00fanico herdeiro do sexo masculino, conhecido por Tutankhamon.\n\nPara Akhenaton sua principal preocupa\u00e7\u00e3o era os assuntos religiosos , por isso n\u00e3o dava muita import\u00e2ncia aos assuntos externos, ignorando as solicita\u00e7\u00f5es de Tushratta sobre os presentes prometidos por Amen\u00f3fis III. A morte de Akhenaton aconteceu entre uma s\u00e9rie de problemas religiosos e externos, ap\u00f3s a morte de sua m\u00e3e e de duas outras filhas. Tutankhamon assumiu o poder cerca de quatro anos ap\u00f3s a morte de seu pai .\n\n<strong>A maioria dos especialistas imagina que ele estava com 10 anos e que foi orientado por dois homens:<\/strong> o general Horemheb e um cortes\u00e3o chamado Aye, talvez pai de Nefertiti. Esse f\u00e1rao reconheceu Amon como rei dos deuses e em dois anos transferiu a capital religiosa de volta para Tebas.\n\nLogo os nomes de Akhenaton e seu deus foram erradicados e seus templos demolidos, com isso Amarna caiu no abandono gradualmente.\n\nO reinado de Tutankhamon foi curto, passando o poder para Aye que morreu tr\u00eas anos depois deixando o governo nas m\u00e3os de Horemheb, que fazia o poss\u00edvel para eliminar todos os registros da exist\u00eancia de Nefertiti e Akhenaton.O paradeiro da fam\u00edlia real \u00e9 uma controv\u00e9rsia para os pesquisadores, pois encontraram apenas a m\u00famia de Tutankhamon pr\u00f3xima de Akhenaton, mas a tumba de Nefertiti at\u00e9 agora n\u00e3o foi encontrada.\n\nFonte: www.galeon.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fara\u00f3s do Sol, Egito, Hist\u00f3ria, Antigo, Akhenaton, Nefertiti, Tutankhamon, Amarna, Cidades, Imp\u00e9rio, Fara\u00f3s do Sol<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10972,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15371","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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