{"id":15369,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/egipcios-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:22:48","modified_gmt":"2026-08-31T23:22:48","slug":"egipcios-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/egipcios-2\/","title":{"rendered":"Eg\u00edpcios"},"content":{"rendered":"\nComo assinalou o historiador grego Her\u00f3doto, no s\u00e9culo V a.C., &#8220;O Egito \u00e9 uma d\u00e1diva do Nilo.&#8221;\n\nDesde os primeiros momentos de sua hist\u00f3ria, os eg\u00edpcios criaram uma sociedade baseada no aproveitamento das \u00e1guas do Nilo para a agricultura, mediante a constru\u00e7\u00e3o de obras hidr\u00e1ulicas capazes de regular sua vaz\u00e3o anual. No plano institucional, configuraram um r\u00edgido e hier\u00e1rquico sistema pol\u00edtico que se manteve, com pequenas mudan\u00e7as, durante cerca de tr\u00eas mil anos.\n<h4>Origem<\/h4>\n<strong>Os muitos estudos de egiptologia revelaram que o povo eg\u00edpcio antigo resultou da fus\u00e3o de v\u00e1rios grupos de origem africana e asi\u00e1tica, e permitiram distinguir tr\u00eas tipos principais:<\/strong> um sem\u00edtico dolicoc\u00e9falo, de estatura mediana; outro sem\u00edtico-l\u00edbio, braquic\u00e9falo, de nariz recurvado; e um terceiro, mediterr\u00e2neo, braquic\u00e9falo, de nariz reto e curto. Da mistura desses grupos resultou um povo de lavradores, no vale do Nilo, que absorveu progressivamente os estrangeiros invasores.\n\nAt\u00e9 o s\u00e9culo XIX, as \u00fanicas fontes utiliz\u00e1veis sobre as dinastias do Egito eram os relatos dos autores cl\u00e1ssicos, de \u00e9pocas posteriores aos acontecimentos por eles descritos. Somente em 1821, com a decifra\u00e7\u00e3o da escrita hierogl\u00edfica, por Champollion, \u00e9 que se p\u00f4de proceder \u00e0 leitura de inscri\u00e7\u00f5es, que iluminaram mais de tr\u00eas mil anos da hist\u00f3ria da humanidade.\n\nO per\u00edodo hist\u00f3rico da civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia come\u00e7ou por volta de 4000 a.C. Os primitivos cl\u00e3s haviam sido transformados em prov\u00edncias ou nomos, e seus chefes elevados \u00e0 dignidade real.\n\n<strong>Mais tarde foram agrupados em dois grandes reinos<\/strong>: um ao norte, cujo primeiro rei-deus foi Horus, e outro ao sul, que teve Set como primeiro rei-deus. Por volta do ano 3300 a.C., segundo a tradi\u00e7\u00e3o, o reino do sul venceu o do norte. Quando as dinastias humanas sucederam \u00e0s dinastias divinas, Men\u00e9s, personagem lend\u00e1rio e apontado como unificador do Egito, se tornou o primeiro fara\u00f3. A capital era, segundo alguns autores, M\u00eanfis, e segundo outros, Tinis, nas proximidades de Abidos. Men\u00e9s \u00e9 identificado como Narmeza (Narmer), representado, num relevo de Hierac\u00f4mpolis, com as duas coroas dos reinos unificados.\n<h4>Dinastias<\/h4>\nAs escava\u00e7\u00f5es realizadas em Abidos, Saqqara e localidades pr\u00f3ximas trouxeram informa\u00e7\u00f5es sobre as primeiras dinastias, denominadas tinitas por terem a capital em Tinis. Neste per\u00edodo houve um aumento da prosperidade econ\u00f4mica do pa\u00eds, incrementado pelas expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 costa do mar Vermelho e \u00e0s minas de cobre e turquesa do Sinai.\n\nCom a III dinastia, iniciada em 2650 a.C., a capital foi trasladada para M\u00eanfis e os fara\u00f3s iniciaram a constru\u00e7\u00e3o das pir\u00e2mides, grandes t\u00famulos reais. Inicia-se ent\u00e3o o chamado Antigo Imp\u00e9rio, que vai at\u00e9 a VIII dinastia. Erguem-se as pir\u00e2mides de Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos, fara\u00f3s da IV dinastia, e a esfinge de Giz\u00e9. A arte eg\u00edpcia j\u00e1 se apresentava com todas as suas caracter\u00edsticas, nessa \u00e9poca de maior esplendor da civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia. O territ\u00f3rio se estendeu at\u00e9 a segunda catarata do Nilo, e realizaram-se expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 N\u00fabia e \u00e0 L\u00edbia. Aumentou o com\u00e9rcio mar\u00edtimo no Mediterr\u00e2neo oriental e se iniciou a explora\u00e7\u00e3o das minas de cobre do Sinai, das pedreiras de Assu\u00e3 e do deserto n\u00fabio.\n\nA VI dinastia realizou expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 pen\u00ednsula do Sinai e sob Pepi II multiplicaram-se as imunidades concedidas aos nobres. Os chefes dos nomos se tornaram mais independentes e desapareceu o poder centralizador do fara\u00f3. Ap\u00f3s longa fase de lutas internas, que marcaram o fim do Antigo Imp\u00e9rio, o Egito entrou em decad\u00eancia. No s\u00e9culo XXII a.C., os pr\u00edncipes de Tebas afirmaram sua independ\u00eancia e fundaram a XI dinastia, dos Mentuhoep, dando in\u00edcio ao M\u00e9dio Imp\u00e9rio, que durou de 1938 a c. 1600 a.C., com capital em Tebas.\n<h4>Restaurou-se e consolidou-se o poder real<\/h4>\nSobressa\u00edram na XII dinastia, tamb\u00e9m tebana, Amenem\u00e9s I, Ses\u00f3stris I e Amenem\u00e9s III, que colonizaram a N\u00fabia e o Sud\u00e3o, intensificaram o com\u00e9rcio e as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e fizeram respeitar as fronteiras eg\u00edpcias. O segundo per\u00edodo intermedi\u00e1rio, que abrange da XIII \u00e0 XVII dinastia, entre c. 1630 e 1540 a.C., \u00e9 de hist\u00f3ria obscura. Por falta de fontes \u00e9 imposs\u00edvel analisar o conjunto de causas determinantes da decad\u00eancia do estado tebano. Sob a XIV dinastia ocorreu a invas\u00e3o dos hicsos. Os monarcas da XVII dinastia abriram luta contra eles e ferimentos encontrados na m\u00famia de Seqenenre parecem indicar sua morte em combate.\n\nAhm\u00e9s ou Ahmose I assumiu o comando, expulsou definitivamente os hicsos e fundou a XVIII dinastia. Iniciou-se ent\u00e3o o mais brilhante per\u00edodo da hist\u00f3ria eg\u00edpcia, o chamado Novo Imp\u00e9rio, entre 1539 e 1075 a.C., que abrange tamb\u00e9m a XIX, a XX e a XXI dinastias. Como grandes conquistadores, sobressa\u00edram Tutm\u00e9s I e III, da XVIII dinastia, Rams\u00e9s II (XIX dinastia), Rams\u00e9s III (XX dinastia) e Iknaton, Akenaton ou Amenhotep IV (XVIII dinastia), por sua reforma religiosa.\n\nAp\u00f3s cerca de trinta anos de paz interna, o Egito, rico e forte, p\u00f4de entregar-se s novas tend\u00eancias imperialistas. Tornou-se um estado essencialmente militar e por 200 anos dominou o mundo ent\u00e3o conhecido. Alargaram-se as fronteiras do pa\u00eds, da N\u00fabia at\u00e9 o Eufrates. Os pr\u00edncipes da S\u00edria, Palestina, Fen\u00edcia, Ar\u00e1bia e Eti\u00f3pia pagaram-lhe tributos. O tratado firmado em 1278 a.C. com Hattusilis III terminou com a secular guerra com os hititas. O luxo e o poder econ\u00f4mico refletiram-se nas grandes constru\u00e7\u00f5es desse per\u00edodo. Com Rams\u00e9s XI findou o Novo Imp\u00e9rio. Rebentaram guerras civis e o Egito entrou em decad\u00eancia, perdeu territ\u00f3rios e sofreu invas\u00f5es.\n\nPor volta de 722-715 a.C., uma dinastia eti\u00f3pica, com capital em Napata, restaurou parcialmente a unidade nacional. Em 667 a.C., Assarad\u00e3o invadiu o Egito e ocupou M\u00eanfis. Em 664 a.C., Assurbanipal tomou e saqueou Tebas. Os eg\u00edpcios, comandados pelos chefes do delta, reagiram e em 660 a.C., Psam\u00e9tico I, fundador da XXVI dinastia, expulsou os ass\u00edrios. O Egito voltou a conhecer nova fase de esplendor, chamada de renascimento sa\u00edtico, devido ao nome de sua capital, Sa\u00eds. Em 605 a.C., Necau II tentou conquistar a S\u00edria, mas foi derrotado por Nabucodonosor. Em seu governo concluiu-se o canal de liga\u00e7\u00e3o entre o Mediterr\u00e2neo e o mar Vermelho e, sob seus ausp\u00edcios, marinheiros fen\u00edcios contornaram a \u00c1frica.\n\nEm 525 a.C., o \u00faltimo soberano nacional eg\u00edpcio, Psam\u00e9tico III, foi derrotado e morto por Cambises, rei dos persas, em Pelusa. O Egito foi incorporado ao imp\u00e9rio persa como uma de suas prov\u00edncias (satrapia). A partir de ent\u00e3o, at\u00e9 Artaxerxes II, reinou a XXVII dinastia persa. A organiza\u00e7\u00e3o social e religiosa foi mantida e registrou-se certo desenvolvimento econ\u00f4mico. A liberta\u00e7\u00e3o do Egito se deu em 404 a.C. Com Armiteu, \u00fanico fara\u00f3 da XXVIII dinastia, a aristocracia militar do delta subiu ao poder. As institui\u00e7\u00f5es e a cultura revigoraram-se sob as XXIX e XXX dinastias. Depois de saquear o pa\u00eds, Artaxerxes III restaurou a soberania persa, em 343 a.C. O segundo per\u00edodo da domina\u00e7\u00e3o persa terminou em 332 a.C., quando Alexandre o Grande da Maced\u00f4nia, vitorioso, entrou no Egito, ap\u00f3s derrotar Dario III.\n<h4>Per\u00edodo maced\u00f4nio ou ptolomaico<\/h4>\nNesse per\u00edodo, que vai at\u00e9 o ano 30 a.C., Alexandre foi recebido como libertador e fez-se reconhecer como &#8220;filho de Amon&#8221;, sucessor dos fara\u00f3s, prometendo respeitar as institui\u00e7\u00f5es e restaurar a paz, a ordem e a economia. Lan\u00e7ou as funda\u00e7\u00f5es da cidade de Alexandria. Com sua morte em 323 a.C., o controle do Egito passou a um de seus generais, Ptolomeu, que a partir de 305 a.C. iniciou a dinastia dos l\u00e1gidas. Dentre seus herdeiros destacaram-se, inicialmente, Ptolomeu Filadelfo, cujo reinado durou de 285 a 246 a.C. e se notabilizou pela expans\u00e3o comercial, a constru\u00e7\u00e3o de cidades, e a cria\u00e7\u00e3o de um museu e da biblioteca de Alexandria; sucedeu-lhe Ptolomeu Ev\u00e9rgetes, que reinou de 246 a 222 a.C. e impulsionou as letras e a arquitetura; e finalmente Ptolomeu Ep\u00edfano, coroado em 196 a.C., que foi homenageado com a reda\u00e7\u00e3o do decreto da pedra de Rosetta, em 204 a.C.\n\nAtacado por reinos helen\u00edsticos, o Egito colocou-se sob prote\u00e7\u00e3o romana, com submiss\u00e3o cada vez maior. Seguiram-se v\u00e1rios e cru\u00e9is reinados dos l\u00e1gidas, at\u00e9 Ptolomeu Auletes que, com apoio romano, permaneceu no poder at\u00e9 51 a.C., quando foi expulso pelos eg\u00edpcios. Sua filha Cle\u00f3patra VII desfez-se, sucessivamente, de dois irm\u00e3os e apoiou-se no imperador romano J\u00falio C\u00e9sar. Com a morte deste, em 44 a.C., ligou-se a Marco Ant\u00f4nio, mas diante da derrota frente \u00e0s esquadras romanas, e do assassinato, ordenado por Ot\u00e1vio, do jovem Ptolomeu C\u00e9sar, filho que tivera com C\u00e9sar, suicidou-se em 30 a.C. O Egito foi ent\u00e3o transformado em prov\u00edncia romana. Soberanos de direito divino e culto imperial, os l\u00e1gidas restauraram os templos, honraram a classe sacerdotal e entregaram a administra\u00e7\u00e3o aos gregos. Alexandria, cidade grega por suas origens, com\u00e9rcio e cultura, foi o centro intelectual e comercial do mundo helen\u00edstico.\n<h4>Per\u00edodo romano-bizantino<\/h4>\nEm 30 a.C., iniciou-se o per\u00edodo romano-bizantino. A minoria romana conservou a organiza\u00e7\u00e3o da \u00e9poca helen\u00edstica, com base nos nomos (prov\u00edncias). O campon\u00eas era esmagado por altos impostos e requisi\u00e7\u00f5es. A ind\u00fastria e o com\u00e9rcio, que deixaram de ser monop\u00f3lio estatal, ganharam impulso e atingiram as mais distantes regi\u00f5es. A passagem dos romanos foi marcada ainda pela constru\u00e7\u00e3o de estradas, templos, teatros, cisternas, obras de irriga\u00e7\u00e3o e cidades. Uma destas foi Antin\u00f3polis, constru\u00edda por Adriano.\n\nNo final do s\u00e9culo II da era crist\u00e3 generalizaram-se os ataques n\u00f4mades s fronteiras (L\u00edbia, Eti\u00f3pia, Palmira) e as persegui\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 expans\u00e3o do cristianismo.\n\nAp\u00f3s Constantino, come\u00e7am as disputas religiosas. Em 451 a ades\u00e3o da igreja alexandrina ao monofisismo levou \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma igreja copta, distinta da grega, e dessa forma o que era tido como heresia, por for\u00e7a das persegui\u00e7\u00f5es imperiais, transformou-se na religi\u00e3o nacional eg\u00edpcia.\n\nCom a divis\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano verificou-se uma progressiva substitui\u00e7\u00e3o de Alexandria por Constantinopla em import\u00e2ncia cultural e econ\u00f4mica. No s\u00e9culo VI o decl\u00ednio econ\u00f4mico era generalizado em todos os setores. E no in\u00edcio do s\u00e9culo VII os \u00e1rabes foram recebidos como aut\u00eanticos libertadores.\n<h4>Per\u00edodo medieval<\/h4>\n\u00c9poca \u00e1rabe. No ano 640, com a conquista do Egito pelos \u00e1rabes, come\u00e7ou a era medieval, que durou at\u00e9 1798. O per\u00edodo \u00e1rabe caracterizou-se por lutas internas e constante troca de emires. A difus\u00e3o do \u00e1rabe e do islamismo transformou a invas\u00e3o mu\u00e7ulmana na mais importante de todas as que o Egito sofreu.\n\nDe sua hist\u00f3ria restou o copta, designa\u00e7\u00e3o apenas religiosa. A princ\u00edpio o Egito foi transformado em uma prov\u00edncia do califado dos om\u00edadas, de Damasco, que transferiram a capital para al-Fustat, constru\u00edda nas imedia\u00e7\u00f5es da fortaleza da Babil\u00f4nia, erguida pelos romanos, no lugar hoje ocupado pela cidade velha do Cairo. Os om\u00edadas conservaram o sistema administrativo eg\u00edpcio e seus funcion\u00e1rios, mas o governo era exercido por um emir, auxiliado por um amil, ou diretor de finan\u00e7as. O processo de islamiza\u00e7\u00e3o reacelerou com os ab\u00e1ssidas, de Bagd\u00e1, cujo poder, no entanto, enfraqueceu ao longo do s\u00e9culo IX.\n<h4>\u00c9poca independente<\/h4>\n<strong>Este per\u00edodo corresponde a quatro dinastias, entre 868 e 1517:<\/strong> os tul\u00fanidas, os ikhchiditas, os fat\u00edmidas e os ai\u00fabidas. Compreende ainda um dom\u00ednio por parte dos mamelucos.\n\nA dinastia dos tul\u00fanidas dominou de 868 a 905 e foi fundada pelo oficial turco Ahmad ibn Tulun, que proclamou a independ\u00eancia do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o a Bagd\u00e1.\n\nOs ikhchiditas governaram independentemente entre 939 e 968, depois de um breve retorno a Bagd\u00e1. Entretanto, um novo poder militar agressivo, oriundo da Tun\u00edsia, se apoderou do Egito, sob a fam\u00edlia dos fat\u00edmidas, que se consideravam descendentes do califa Ali e de F\u00e1tima, filha de Maom\u00e9. Adeptos da doutrina xiita, governaram entre 969 e 1171. Uma nova capital foi fundada, al-Qahira (Cairo) em 988, e o Egito, organizado como califado, passou a usufruir de not\u00e1vel desenvolvimento econ\u00f4mico e cultural. Foi fundada a mesquita e a universidade de al-Azhar, em 970, e o tesouro dos califas passou a incluir a mais valiosa biblioteca do mundo mu\u00e7ulmano da \u00e9poca.\n\nAs disputas internas possibilitaram a interven\u00e7\u00e3o do sult\u00e3o de Damasco, Nur-al-Din, por interm\u00e9dio do general Shirgu e de seu sobrinho Saladino (Sala al-Din Yusuf ibn Ayyub). Este, feito vizir em 1169, proclamou-se sult\u00e3o do Egito logo ap\u00f3s a morte do califa, dando in\u00edcio \u00e0 dinastia dos ai\u00fabidas, que reinaram de 1171 a 1250, e destacaram-se como grandes administradores. Reconstitu\u00edram um grande estado, da Tripolit\u00e2nia \u00e0 Mesopot\u00e2mia, dedicaram-se \u00e0 agricultura de irriga\u00e7\u00e3o, ao com\u00e9rcio, \u00e0s obras militares, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de escolas, hospitais e mesquitas. Lutaram contra os cruzados na Palestina, por\u00e9m lutas internas minaram o poder. A crescente influ\u00eancia de oficiais mamelucos (conjunto de diferentes etnias, tais como turcos, mong\u00f3is, curdos etc.), tornou-se preponderante.\n\nUma mil\u00edcia de mamelucos bahri, isto \u00e9, &#8220;do rio&#8221;, tomou o poder em 1250 sob o comando de Izz al-Din Ayback. Os sult\u00f5es mamelucos imperaram no Egito at\u00e9 1517. Embora o per\u00edodo fosse de paz e prosperidade econ\u00f4mica, ocorreram tremendas persegui\u00e7\u00f5es a judeus e crist\u00e3os. Com os mamelucos, cessou qualquer sucess\u00e3o heredit\u00e1ria e o sult\u00e3o passou a ser eleito pelos emires, o que caracterizou uma verdadeira oligarquia feudal-militar.\n\nDom\u00ednio otomano. Em 1517 Selim I derrotou o \u00faltimo sult\u00e3o mameluco, Tuman-bei, e iniciou o per\u00edodo de dom\u00ednio turco, caracterizado por tirania e instabilidade. No s\u00e9culo XVIII o pax\u00e1 era figura decorativa e sucediam-se as lutas pelo poder entre os beis. Foi nessas condi\u00e7\u00f5es que Napole\u00e3o Bonaparte conquistou o Egito, em 1798, na batalha das Pir\u00e2mides.\n<h4>Religi\u00e3o do Egito<\/h4>\nAt\u00e9 a unifica\u00e7\u00e3o dos povos do vale do rio Nilo e o surgimento das dinastias dos fara\u00f3s (3.000 a.C.), existem no Egito v\u00e1rios grupos aut\u00f4nomos, com seus pr\u00f3prios deuses e cultos. Durante o per\u00edodo din\u00e1stico (at\u00e9 332 a.C.) os eg\u00edpcios s\u00e3o polite\u00edstas. Os fara\u00f3s s\u00e3o considerados personifica\u00e7\u00f5es de deuses e os sacerdotes constituem uma casta culta e de grande poder pol\u00edtico. O monote\u00edsmo acontece apenas durante o reinado do fara\u00f3 Amenofis IV, que muda seu nome para Akenaton, em homenagem ao deus-sol. As pir\u00e2mides e os templos s\u00e3o alguns dos registros da religiosidade do povo eg\u00edpcio, da multiplicidade de seus deuses e do esplendor de seus cultos.\n<h4>Divindades eg\u00edpcias<\/h4>\nA principal divindade \u00e9 o deus-sol (R\u00e1).\n\n<strong>Ele tem v\u00e1rios nomes e \u00e9 representado por diferentes s\u00edmbolos:<\/strong> Atom, o disco solar; Horus, o Sol nascente. Os antigos deuses locais permanecem, mas em segundo plano, e as diferentes cidades mant\u00eam suas divindades protetoras. V\u00e1rias divindades eg\u00edpcias s\u00e3o simbolizadas por animais: An\u00fabis, deus dos mortos, \u00e9 o chacal; Hator, deusa do amor e da alegria, \u00e9 a vaca; Khnum, deus das fontes do Nilo, \u00e9 o carneiro e Sekmet, deusa da viol\u00eancia e das epidemias, \u00e9 a leoa.\n\nNas \u00faltimas dinastias difunde-se o culto a \u00cdsis, deusa da fecundidade da natureza, e Os\u00edris, deus da agricultura, que ensina as leis aos homens.\n\nFonte: www.libanoshow.com\n<h6>Eg\u00edpcios<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nPor volta de 5000 anos atr\u00e1s, os antigos eg\u00edpcios estabeleceram uma civiliza\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria e duradoura.\n\nCom mais de cinco mil anos, <b>a hist\u00f3ria do Egito \u00e9 o maior do mundo e documentados.<\/b> Considere os marcos que marcaram esta civiliza\u00e7\u00e3o.\n\n<b>Os primeiros habitantes se estabeleceram no Egito ao longo do<\/b> deserto fugindo <b>Nilo.<\/b> Esses \u00edndios s\u00e3o isoladas e sem inimigos pr\u00f3ximos primeiro, foram governados por seres &#8220;divinos&#8221; que seguiram dinastias semi her\u00f3ico &#8220;, os descendentes de Horus&#8221;.\n\n<strong>Essas pessoas foram organizados em prov\u00edncias (chamados de Nomos) e unifica\u00e7\u00e3o dois reinos surgiram:<\/strong> o Alto eo Baixo Egito.\n<h4>Escultura eg\u00edpcia<\/h4>\nDenomina-se escultura n\u00e3o somente a arte de modelar o barro, a cera, esculpir madeira, pedra, fundir metal, ou construir em metal ou pl\u00e1stico est\u00e1tuas, relevos, estruturas, mas tamb\u00e9m aos produtos finais de tal arte, uma das mais antigas praticadas pelo homem e uma das mais disseminadas pelo mundo, desde \u00e9pocas bastante recuadas. Em sua forma mais simples, consiste a escultura em argila que o homem plasma com as m\u00e3os, segundo a finalidade a que a destina &#8211; recipientes para seus alimentos, \u00eddolos para o culto, etc. Mais tarde, para fazer est\u00e1tuas mais duradouras de seus deuses, de seus soberanos ou de seus her\u00f3is, o escultor lan\u00e7a m\u00e3o da pedra, que corta e adapta aos fins que tem em mente atingir.\n\n<strong>Plasmar ou modelar a argila, cortar ou esculpir a pedra ou a madeira:<\/strong> eis dois m\u00e9todos postos em uso desde a Pr\u00e9-Historia pelo homem. 0 primeiro \u00e9 o chamado m\u00e9todo pl\u00e1stico; o segundo, o m\u00e9todo gl\u00edptico. Pelo m\u00e9todo pl\u00e1stico, a forma desejada \u00e9 obtida pela adi\u00e7\u00e3o sucessiva de material &#8211; argila, cimento, cera; pelo gl\u00edptico, com a diminui\u00e7\u00e3o lenta mas constante de material &#8211; pedra, madeira, a partir de um bloco \u00edntegro que pouco a pouco vai-se adaptando aos des\u00edgnios do escultor.\n\nEsses dois m\u00e9todos s\u00e3o a maneira especial pela qual o escultor se comunica com o mundo exterior, pouco tendo variado atrav\u00e9s de mil\u00eanios. E mesmo certa escultura do s\u00e9c. XX, cada vez mais pr\u00f3xima da arquitetura (Tatlin, &#8220;Projeto de Monumento \u00e0 III Internacional&#8221;, 1920; Vantongerloo, &#8220;Constru\u00e7\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es de Volumes que Derivam da El\u00edpsdide&#8221;, 1926; Gabo, &#8220;Projeto de Monumento ao Prisioneiro Politico Desconhecido&#8221;, 1953; Sch\u00f6ffer, Cysp 2, 1956), a ponto de merecer de prefer\u00eancia a denomina\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o mais de escultura, mesmo essa escultura do s\u00e9c. XX tem de utilizar, em certos momentos, um dos dois m\u00e9todos acima descritos, quando n\u00e3o os combina num terceiro procedimento. Tal como a m\u00fasica \u00e9 a arte do sentido auditivo, a escultura \u00e9 a que se destina especialmente ao sentido do tato. Michelangelo, quase cego e j\u00e1 ao fim da vida, pedia a amigos que o conduzissem junto ao Apolo do Belvedere, a fim de que, tocando-o, pudesse sent\u00ed-lo, v\u00ea-lo; cega, Helen Keller freqiientava o atelier de escultores seus amigos, j\u00e1 que a escultura era a \u00fanica das artes visuais de que podia ainda fruir; Constantin Brancusi, enfim, compreendeu perfeitamente esse aspecto da escultura, ao denominar uma de suas obras de &#8220;Escultura para Cegos&#8221;.\n\nToda a escultura da Antiguidade Cl\u00e1ssica obedece a esse princ\u00edpio, segundo o qual o olho se acha sempre subordinado e subjugado ao tato; princ\u00edpio, ali\u00e1s, que nortear\u00e1 a arte escult\u00f3rica de tend\u00eancia tradicional, em todas as \u00e9pocas e mesmo nos dias que correm.\n\nPara serem tocados, os objetos devem possuir forma.\n\n<strong>Duas s\u00e3o as formas b\u00e1sicas da escultura: <\/strong>em redondo e em relevo.\n\n<strong>Uma escultura executada em redondo pode ser contornada:<\/strong> o espa\u00e7o envolve-a inteiramente, limitando-a por todos os lados. 0 j\u00e1 citado &#8220;Apolo do Belvedere&#8221; \u00e9 uma escultura em redondo, como s\u00e3o igualmente &#8220;Victor Hugo&#8221;, de Rodin, o &#8220;Habacuc&#8221; de Ant\u00f4nio Francisco Lisboa.\n\nQuanto \u00e0 escultura em relevo, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 envolvida totalmente pelo espa\u00e7o, mas se desenrola, algo a maneira de uma pintura, contra uma superficie lisa, que pode ser trabalhada em alto -, ou em baixo-relevo. A mais rudimentar de todas as esculturas em relevo \u00e9 a incis\u00e3o, t\u00e3o aparentada com o desenho que n\u00e3o raro com o mesmo se confunde. 0 artista simplesmente delimita os contornos de uma figura em qualquer material s\u00f3lido. Ao contr\u00e1rio do que acontece com a escultura em redondo, a em relevo somente pode ser observada desde um ponto de vista, tal como acontece com o desenho ou a pintura.\n\nCertas esculturas antigas, como as eg\u00edpcias, muito embora possam ser classificadas como esculturas em redondo, somente transmitem toda a sua carga est\u00e9tica quando observadas frontalmente, o que as aparenta excepcionalmente \u00e0s esculturas em relevo, de que parecem derivar. A escultura \u00e9 a arte da express\u00e3o em volumes de massas s\u00f31idas. Esses volumes obedecem lei da gravidade, acham-se em oposi\u00e7\u00e3o a outros volumes, alternam-se com vazios, s\u00e3o din\u00e2micos ou est\u00e1ticos, conforme a vontade e o talento do escultor. Toda a escultura tradicional prescinde do movimento real, o qual foi contudo introduzido na arte escult\u00f3rica no s\u00e9c. XX pelo artista norte-americano Alexander ( alder. Lalder \u00e9 o inventor do genero a que ele mesmo denominou de mobile, e que consiste em chapas met\u00e1licas, dispostas entre si segundo um crit\u00e9rio matem\u00e1tico, interligadas por fios tamb\u00e9m met\u00e1licos. Impelido pelo vento, ou pela m\u00e3o, o mobile movimenta-se, como uma vegeta\u00e7\u00e3o tocada pela brisa, anima-se, hurnaniza-se, assume as mais diversas apar\u00eancias, at\u00e9 que pouco a pouco, vencido pela lei da in\u00e9rcia, retorna ao repouso inicial. Na dire\u00e7\u00e3o aberta por Calder trabalham hoje em dia diversos escultores, entre eles Anthoons, Tingu\u00e9ly (que ainda acrescentou ao rnovimento o som), Peyrissac. Igualmente afim da escultura dotada de movimento de Calder ou de Peyrissac \u00e9 a escultura plurivalente da brasileira Lygia Clark, capaz de assumir as mais diferentes apar\u00eancias, e pass\u00edvel de manipula\u00e7\u00e3o por parte do espectador, o qual colabora assim intimamente na elabora\u00e7\u00e3o da obra de arte.\n\n0 mon\u00f3lito abstrato, menhir, \u00e9 mais antigo que o totem esculpido mais antigo, o que prova que a escultura monumental, a princ\u00edpio, n\u00e3o tinha a norte\u00e1.-la a inten\u00e7\u00e3o de imitar ou copiar a natureza. N\u00e3o-representativos s\u00e3o igualmente os obeliscos eg\u00edpcios, as stelae do Peru, as stambkas indianas, as pedras druidas e assim por diante. S\u00f3 quando o homem teve \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o meios expressivos mais amplos, voltou-se para o corpo humano como fonte principal de inspira\u00e7\u00e3o.\n\nPara isso concorreram diversos fatores, desde os psicol\u00f3gicos &#8211; o natural orgulho da auto-representa\u00e7\u00e3o &#8211; aos puramente t\u00e9cnicos, de vez que o corpo humano oferece em verdade excelente oportunidade ao escultor, mais que qualquer outro objeto, mais que o corpo de qualquer animal. A princ\u00edpio, o corpo humano foi representado desnudo; sempre que determinado periodo d\u00e1 maior \u00eanfase ao lado espiritual da vida humana, contudo, a figura desnuda cede lugar \u00e0 vestida.\n\nAssim, a escultura g\u00f3tica e toda a escultura medieval, de modo geral, emprestou todo o relevo \u00e0 representa\u00e7\u00e3o das dobras e pregueados das vestimentas, cabendo \u00e0 Renascen\u00e7a redescobrir as possibilidades do nu &#8211; exploradas em todos os seus detalhes ainda no s\u00e9culo passado por artistas como Aristide Maillol. A escultura moderna abandonou quase totalmente a representa\u00e7\u00e3o natural\u00edstica da forma humana, e em obras como &#8220;Figura Reclinada&#8221;, do britanico Henry Moore, o que se tem \u00e9 n\u00e3o a reprodu\u00e7\u00e3o de formas naturais, mas um coment\u00e1rio, uma interpreta\u00e7\u00e3o livre do artista a essas mesmas formas, traduzidas com o m\u00e1ximo aproveitamento de suas potencialidades pl\u00e1sticas. Observa-se, assim, que a escultura vem sofrendo no s\u00e9c. XX uma transforma\u00e7\u00e3o radical, passando de est\u00e1tica que era, concebidadentro de um esquema em que reinavam a calma e a serenidade, a dram\u00e1tica, cheia de vitalidade e n\u00e3o raro produzindo violento impacto a quem a espreita.\n<h4>Breve Hist\u00f3ria da Escultura<\/h4>\n0 homem paleol\u00edtico modelou animais e mesmo a forma humana (as diversas &#8220;V\u00eanus&#8221; : de Lespugue, de Willendorf), mas a verdadeira escultura aparece pela primeira vez no Oriente Pr\u00f3ximo.\n\n<strong>A escultura eg\u00edpcia \u00e9 norteada pelo sentido de perenidade, de eternidade: <\/strong>convencional e mon\u00f3tona, mostra todas as figuras dominadas pelo que se chamou de lei da frontalidade. Uma simetria absoluta rege essa escultura eg\u00edpcia, de que emana uma calma e imperturb\u00e1vel monumentalidade.\n\nA escultura eg\u00edpcia nunca \u00e9 verdadeiramente tridimensional, sendo antes resultado da justaposi\u00e7\u00e3o de quatro relevos, os quais formam um verdadeiro cubo. Os baixos-relevos e as pequenas figuras mesopot\u00e2micas, bastante estilizadas, s\u00e3o cheios de vitalidade. 0 escultor mesopot\u00e2mio, ao contr\u00e1rio do eg\u00edpcio, d\u00e1, grande realce ao detalhe natural\u00edstico, acentuando m\u00fasculos e membros, num modo caracter\u00edstico, inconfund\u00edvel. Os povos do Egeu somente cultivaram a escultura de pequenas dimens\u00f5es; os gregos, contudo, tiveram na escultura sua arte mais importante, e criaram dessa arte uma concep\u00e7\u00e3o que ainda hoje subsiste, na obra de artistas mais ou menos tradicionais.\n\n<strong>A hist\u00f3ria da escultura grega abrange tr\u00eas per\u00edodos: <\/strong>o arcaico, o hel\u00eanico e o helen\u00edstico &#8211; per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o, o primeiro, de apogeu, o segundo, e de decl\u00ednio, o \u00faltimo.\n\nOs etruscos trabalharam, de prefer\u00eancia em argila, dentro da tradi\u00e7\u00e3o grega, assemelhando-se suas esculturas \u00e0s gregas do per\u00edodo arcaico. Energia e vitalidade s\u00e3o qualidades t\u00edpicas da escultura etrusca, que influenciou ali\u00e1s mais de um escultor contempor\u00e2neo, entre eles Marino Marini.\n\nOs romanos seguiram igualmente a tradi\u00e7\u00e3o hel\u00eanica, mas com suas esculturas-retrato criaram um genero inconfundivelmente nacional dominado pelo detalhe naturalista. Com o advento do Cristianismo a escultura de imagens restringiu-se grandemente, pois a est\u00e1tua veio a ser considerada um resqu\u00edcio do paganismo moribundo. 0 material favorito \u00e9 entao o marfim, no qual s\u00e3o feitas delicadas imagens sacras.\n\nA escultura come\u00e7a reviver em Biz\u00e2ncio, ganha for\u00e7a no per\u00edodo rom\u00e2nico e desenvolve-se notavelmente no g\u00f3tico, quase sempre unida \u00e0 decora\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica.\n\n<strong>A Renascen\u00e7a marca o retorno \u00e0 cena da escultura cl\u00e1ssica, de origem grega:<\/strong> o realismo passa a nortear a produ\u00e7\u00e3o de escultores como Donatello, Verrocchio, Michelangelo. Segue-se o per\u00edodo barroco, destacando-se Bernini, cuja arte \u00e9 dominada pelo movimento e pela liberdade de concep\u00e7\u00e3o.\n\nRodin, Daumier, Medardo Rosso e outros sugerem novos caminhos e perspectivas. Mencione-se, finalmente, a grande escultura dos povos africanos e oce\u00e2nicos, das civiliza\u00e7\u00f5es americanas, da \u00cdndia, China e Jap\u00e3o.\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.disfrutaegipto.com\/www.thorns.com.br\n<h6>Eg\u00edpcios<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci20.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"364\" height=\"339\" \/>\nEg\u00edpcios fazendo a colheita<\/strong><\/p>\nO<strong> povo eg\u00edpcio<\/strong> desenvolveu uma cultura avan\u00e7ada em matem\u00e1tica, medicina e no estudo das estrelas. Essa cultura mais tarde influenciou os gregos e romanos, formando a base do que hoje conhecemos por &#8220;Civiliza\u00e7\u00e3o Ocidental&#8221;.\n\nA maior parte dos antigos eg\u00edpcios eram fazendeiros ou artes\u00e3os. Eles faziam brinquedos para os seus filhos, tinham gatos de estima\u00e7\u00e3o, usavam maquilagem (tanto homens quanto mulheres) e viam a m\u00e1gica \u00e0 sua volta.\n\nOs eg\u00edpcios de classe alta inclu\u00edam escribas, sacerdotes e a fam\u00edlia real. Seu governo era fortemente centralizado na pessoa do monarca, chamado fara\u00f3, a palavra &#8220;fara\u00f3&#8221; era um tratamento de respeito que significava &#8220;casa grande&#8221;, o pal\u00e1cio onde o rei vivia. Tamb\u00e9m chefe religioso supremo, como sumo-sacerdote dos muitos deuses em que acreditavam. O Estado controlava todas as atividades econ\u00f4micas.\n\nOs <strong>eg\u00edpcios<\/strong> consideravam seu fara\u00f3 um deus. Eles sentiam que s\u00f3 ele poderia pedir aos outros deuses que o Nilo pudesse transbordar, para que as planta\u00e7\u00f5es crescessem e que o pa\u00eds tivesse comida o bastante. Eles tamb\u00e9m esperavam que o rei liderasse o ex\u00e9rcito e protegesse o pa\u00eds das invas\u00f5es estrangeiras.\n\nMuitos sacerdotes ajudavam o fara\u00f3 para manter a &#8220;ordem c\u00f3smica&#8221; pela realiza\u00e7\u00e3o de rituais para agradar aos deuses.\n\nOs sacerdotes trabalhavam em templos em todo o pa\u00eds, e geralmente nasciam numa fam\u00edlia de sacerdotes. Um outro trabalho importante no Antigo Egito era dos escribas.\n\nOs escribas eram poderosos porque sabiam ler e escrever. Toda cidade tinha um escriba para escrever as estat\u00edsticas, recolher os impostos, resolver assuntos legais e recrutar homens para o ex\u00e9rcito. Alguns escribas copiavam textos religiosos nas paredes dos templos e nos rolos de papiros.\n\nOs escribas escreviam numa linguagem que usava figuras, chamadas hier\u00f3glifos, para representar os sons e as id\u00e9ias. Mais de 700 figuras diferentes eram usadas para escrever os hier\u00f3glifos. Eram complicados, propositadamente, para que os escribas pudessem manter o seu poder.\n<h4>Escribas<\/h4>\nOs <strong>escribas <\/strong>eram uma classe muito importante no Egito Antigo. Somente eles tinham oportunidade de seguir carreira no servi\u00e7o p\u00fablico ou como administrador de uma grande propriedade, pois a escrita fazia parte da profiss\u00e3o especializada. Eram tantas as exig\u00eancias para a carreira de um escriba, quanto honrosas e lucrativas as compensa\u00e7\u00f5es para quem a seguia.\n\nUm jovem que tivesse a sorte de ter passado pela importante escola de escribas de M\u00eanfis, ou mais tarde, de Tebas, devia n\u00e3o s\u00f3 saber ler, escrever e desenhar com o m\u00e1ximo de habilidade, como tamb\u00e9m dominar perfeitamente o idioma, a literatura e a hist\u00f3ria do seu pa\u00eds. Al\u00e9m disso, devia ter amplos conhecimentos de matem\u00e1tica, contabilidade, processos administrativos gerais e at\u00e9 mesmo de mec\u00e2nica, agrimensura e desenho arquitet\u00f4nico. Quando um homem se qualificava como escriba, automaticamente se candidatava a membro da classe oficial culta, o que o isentava de qualquer esp\u00e9cie de trabalho servil e facilitava-lhe galgar uma s\u00e9rie de est\u00e1gios conhecidos para chegar aos cargos mais elevados do pa\u00eds.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci46.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"175\" height=\"314\" \/><strong>\nEscribas<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">No cumprimento de suas fun\u00e7\u00f5es, o escriba sentava-se de pernas cruzadas e improvisava com a parte dianteira do seu saiote de linho, bem esticado, uma esp\u00e9cie de mesa. Empunhando a pena ou o pincel de junco e com um rolo de papiro estendido sobre o saiote que lhe cobria os joelhos, ele estava pronto para tomar o ditado.<\/p>\n<p align=\"left\">Os pigmentos para escrever, em geral vermelho ou preto, estavam em tigelas de alabastro, no ch\u00e3o, ao lado. O escriba escrevia da direita para a esquerda, adotando a chamada escrita hier\u00e1tica, em geral com um pincel fino feito de junco, tendo a ponta cuidadosamente desfiada e aparada. O papel era feito de tiras estreitas de papiro, cruzadas em duas dire\u00e7\u00f5es, comprimidas juntas e depois lustradas.<\/p>\n\n<h4>Casas dos Eg\u00edpcios<\/h4>\nAs <strong>casas dos eg\u00edpcios <\/strong>s\u00e3o bem menos conhecidos que seus tempos e t\u00famulos, destinados, por defini\u00e7\u00e3o, a desafiar a eternidade. As casas s\u00e3o sempre constru\u00eddas com tijolos crus, bons isolantes t\u00e9rmicos, mas muito perec\u00edveis. S\u00e3o conhecidos mais freq\u00fcentemente em fase nivelamentos de terreno. Alguns modelos reduzidos de casas simples ou luxuosas e algumas representa\u00e7\u00f5es feitas segundo as conven\u00e7\u00f5es habituais do desenho eg\u00edpcio, que n\u00e3o conhece nossa perspectiva (e por isso dif\u00edceis de ler), nos d\u00e3o uma vaga do arranjo das casas.\n\nOs eg\u00edpcios usam ferrolhos e uma esp\u00e9cie de chave. Na cidade dos oper\u00e1rios, ao sair de casa puxa-se um cordinha do lado de fora, o ferrolho \u00e9 deslocado de seu alojamento na parede e bloqueia o batente da porta. Mas como abrir? Retira-se do bolso uma pequena cravelha que se enfia na cordinha.\n\nPelo buraco da porta \u00e9 posicionada no prolongamento do ferrolho e, tocando nas cordinhas, puxa-se o ferrolho. Soltando, ent\u00e3o, as cordinhas j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel puxar o batente da porta, entrar em casa e&#8230; apanhar a pequena cravelha.\n\nO h\u00e1bito dos eg\u00edpcios serem freq\u00fcentemente enterrados com todo seu mobili\u00e1rio constitui uma grande oportunidade de estudo para os arque\u00f3logos.\n\n<strong>Sabe-se que este mobili\u00e1rio \u00e9 limitado e f\u00e1cil de transportar<\/strong>: a numerosas esteiras, fazendas e almofadas, somam-se tamboretes e cadeiras. N\u00e3o se come \u00e0 mesa, mas em suportes em que s\u00e3o colocados ta\u00e7as ou pratos. Os pertences s\u00e3o arrumados em cofres ou cestos e os alimentos, s\u00f3lidos ou l\u00edquidos, conservados em pequenos ou grandes vasos. Dorme-se em leitos baixos, at\u00e9 mesmo no ch\u00e3o, com a cabe\u00e7a apodas na cabeceira, como ainda se faz em alguns pa\u00edses da \u00c1frica e \u00c1sia.\n\nOs eg\u00edpcios iluminam os recintos com candeeiros a \u00f3leo &#8211; sempre confeccionado simplesmente em cer\u00e2mica &#8211; embebido em uma mecha de linho torcido.\n\nQuanto mais \u00f3leo \u00e9 purificado e envelhecido, menos ele fumega. Outra receita para evitar a fuma\u00e7a, ainda conhecida de nossas tatarav\u00f3s antes da eletricidade se tornar comum, \u00e9 saturar as mechas de sal e deix\u00e1-las secar bem. Estas mechas em salmoura evitam a fuma\u00e7a. Na cidade dos oper\u00e1rios, as mechas s\u00e3o contadas e guardadas \u00e0 chave. Nos t\u00famulos reais, a ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com velas de gordura salgada colocadas em vasos.\n<h4>Escrita e Pintura<\/h4>\n<strong>A escrita eg\u00edpcia, uma das mais antigas do mundo, n\u00e3o utiliza um alfabeto, mas centenas de pequenos desenhos combinados de diferentes maneiras:<\/strong> os hier\u00f3glifos. Aprendia-se nas escolas ou nas casa de aprendizagem dos templos, que eram centos intelectuais completos. O escriba servia-se de uma paleta com duas pastilhas de tinta e canas adaptadas para pinc\u00e9is, assim como de um god\u00e9 de \u00e1gua. Em algumas \u00e9pocas, os numerosos textos relativos aos problemas cotidianos provam que muitas pessoas sabiam ler e escrever. Quanto aos desenhistas, chamam-se &#8220;escribas das formas&#8221;.\n\nCada desenho \u00e9 utilizado seja por seu valor de imagem, seja pelo som que representa &#8211; e que, junto a outros signos-sons, comp\u00f5em uma palavra mais complicada &#8211; ou ent\u00e3o de maneira abstrata para enquadrar uma palavra em uma categoria dos sentidos. Na escrita dita &#8220;hierogl\u00edfica&#8221;, os signos (cerca de 700 na \u00e9poca cl\u00e1ssica) s\u00e3o perfeitamente desenhados com todos seus detalhes e cores. Os eg\u00edpcios serviram-se desta escrita muito decorativa durante quase 3.500 anos sobre as paredes dos templos e t\u00famulos, sobre as estrelas e est\u00e1tuas e \u00e0s vezes sobre os papiros.\n\nDesde o Antigo Imp\u00e9rio, para escrever muito r\u00e1pido ou em um suporte impr\u00f3prio ao hier\u00f3glifo tratado (papiro, \u00f3straco, t\u00e1bua untada de cera, gesso, couro&#8230;), simplifica-se a escrita, \u00e9 a &#8220;hier\u00e1tica&#8221;. \u00c0s vezes, o perfil do conjunto do hier\u00f3glifo \u00e9 reconhec\u00edvel, outras vezes, s\u00f3 a dire\u00e7\u00e3o geral do tra\u00e7ado \u00e9 identific\u00e1vel.\n\nEscreve-se, normalmente, da direita para a esquerda e horizontalmente. Mais tarde nasceu a dem\u00f3tica, t\u00e3o simplificada que parece nossa estenografia. \u00c9 a escrita da administra\u00e7\u00e3o e da vida di\u00e1ria a partir de, aproximadamente, 700 a.C.\n\n<strong>Um \u00f3straco (do grego &#8220;concha&#8221;) \u00e9 uma caco de olaria, um fragmento de pedra no qual anota-se o que n\u00e3o merece o suporte nobre e oneroso do papiro ou da parede de um monumento:<\/strong> rascunhos, recibos cont\u00e1beis, exerc\u00edcios de alunos, prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dico-m\u00e1gicas.\n\n<strong>Quando n\u00e3o h\u00e1 mais lugar nos arquivos, s\u00e3o jogados fora:<\/strong> milhares foram encontrados no po\u00e7o ptolomaico, com 52 m de profundidade, cavado em Deir el-Medineh na esperan\u00e7a (desiludida) de encontrar \u00e1gua. Os stracos s\u00e3o uma fonte incompar\u00e1vel de conhecimento da vida cotidiana dos eg\u00edpcios.\n\nCom a ajuda de ferramentas simples e manej\u00e1veis (bast\u00f5es, cord\u00e9is e fragmentos de carv\u00e3o), os desenhistas tra\u00e7am na parede um quadriculado baseado na medida linear usual (c\u00f4vado de aproximadamente 50 cm) e suas subdivis\u00f5es. Nas representa\u00e7\u00f5es, respeitam as propor\u00e7\u00f5es convenientes. Os olhos de frente em um rosto de perfil, os ombros de frente e as pernas de perfil, uma perspectiva traduzida pela justifica\u00e7\u00e3o do desenho eg\u00edpcio, identific\u00e1veis pelo p\u00fablico, que j\u00e1 est\u00e1 habituado. A imagem deve falar a todos os que n\u00e3o sabem ler.\n\nA <strong>pintura eg\u00edpcia<\/strong> teve seu apogeu durante o imp\u00e9rio novo, uma das etapas hist\u00f3ricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, \u00e9 preciso esclarecer que, devido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o religiosa dessa arte, os princ\u00edpios pict\u00f3ricos evolu\u00edram muito pouco de um per\u00edodo para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representa\u00e7\u00e3o da vida cotidiana e de batalhas, quando n\u00e3o de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatol\u00f3gica.\n\nAs figuras t\u00edpicas dos muros eg\u00edpcios, de perfil mas com os bra\u00e7os e o corpo de frente s\u00e3o produtos da utiliza\u00e7\u00e3o da perspectiva da apar\u00eancia.\n\n<strong>Os eg\u00edpcios n\u00e3o representaram as partes no real, mas sim levando em considera\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o de onde melhor se observasse cada uma das partes<\/strong>: nariz e o toucado aparecem de perfil, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o em que eles mais se destacavam, os olhos , bra\u00e7os e tronco s\u00e3o mostrados de frente. Essa est\u00e9tica manteve-se at\u00e9 meados do imp\u00e9rio novo, manifestando-se depois a preferencia pela representa\u00e7\u00e3o frontal.\n\nUm cap\u00edtulo \u00e0 parte na arte eg\u00edpcia \u00e9 representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 s\u00edmbolos gr\u00e1ficos, denominados hier\u00f3glifos, desenvolveu-se a partir do ano 3.300 a.C. e seu estudo e fixa\u00e7\u00e3o foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculados por sua fun\u00e7\u00e3o religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pir\u00e2mides eram acompanhadas de textos e f\u00f3rmulas m\u00e1gicas dirigidas \u00e0s divindades e aos mortos.\n\n\u00c9 curioso observar que a evolu\u00e7\u00e3o da escrita em hier\u00f3glifos mais simples, a chamada escrita hier\u00e1tica, determinou na pintura uma evolu\u00e7\u00e3o semelhante, traduzida em um processo de abstra\u00e7\u00e3o. Esse obras menos naturalistas, pela sua correspond\u00eancia estil\u00edstica com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hier\u00e1ticas. Do imp\u00e9rio antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do imp\u00e9rio novo merecem men\u00e7\u00e3o os murais da tumba da rainha Nefertari no Vale das Rainhas, em Tebas.\n\nUm s\u00edmbolo hier\u00f3glifico popular era a c\u00e1rtula. quando escrito em hier\u00f3glifos, o nome do fara\u00f3 era circunscrito numa corda oval com um n\u00f3 embaixo. Este c\u00edrculo representava a eternidade, e colocando seu nome dentro dele, o fara\u00f3 esperava viver para sempre. Hoje, os muitos turistas que visitam o Egito t\u00eam seus nomes escritos em hier\u00f3glifos dentro de uma c\u00e1rtula de ouro.\n<h4>Escultura eg\u00edpcia<\/h4>\nA<strong> escultura eg\u00edpcia<\/strong> foi antes de tudo animista, encontrando sua raz\u00e3o de ser na eterniza\u00e7\u00e3o do homem ap\u00f3s a morte. Foi uma estatu\u00e1ria principalmente religiosa.\n\nA representa\u00e7\u00e3o de um fara\u00f3 ou um nobre era o substituto f\u00edsico da morte, sua c\u00f3pia em caso de decomposi\u00e7\u00e3o do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcan\u00e7ado pelos escultores eg\u00edpcios principalmente no Imp\u00e9rio Antigo. Com a passar do tempo, \u00e0 exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando.\n\nAs estatuetas de barro eram pe\u00e7as concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funer\u00e1rio. J\u00e1 a estatu\u00e1ria monumental de templos e pal\u00e1cios surgiu a partir da 18\u00aa dinastia, como parte da nova arquitetura imperial, de car\u00e1ter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o grande amaneiramento completo. Com os reis ptolomaicos, a influ\u00eancia da Gr\u00e9cia revelou-se na pureza das formas e no aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas.\n\nA princ\u00edpio, o retrato tridimensional foi privil\u00e9gio de fara\u00f3s e sacerdotes. Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem men\u00e7\u00e3o os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, \u00e9 considerada uma das mulheres mais belas da hist\u00f3ria universal. Ambos s\u00e3o de autoria de um dos poucos artistas eg\u00edpcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim.\n\nIgualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza s\u00e3o suficientes para testemunhar a eleg\u00e2ncia e a ostenta\u00e7\u00e3o das cortes eg\u00edpcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As j\u00f3ias sempre tinham uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (talism\u00e3s), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives tamb\u00e9m colaboraram na decora\u00e7\u00e3o de templos e pal\u00e1cios, revestindo muros com l\u00e2minas de ouro e prata lavrados contendo inscri\u00e7\u00f5es, dos quais restaram apenas testemunhos.\n<h4>Morte para os Eg\u00edpcios<\/h4>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci47.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"315\" height=\"311\" \/><strong>\nM\u00famia<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Para os eg\u00edpcios, assim como hoje em dia, <strong>a morte <\/strong>era considerada uma coisa horr\u00edvel e tem\u00edvel. Todos dissiam quando um eg\u00edpcio morria ele iria ser julgado por An\u00fabis, Thot e Osiris e que ningu\u00e9m deixava de entrar no al\u00e9m. Mas a verdade \u00e9 que ningu\u00e9m tinha certeza do que acontecia depois da morte.<\/p>\n<p align=\"left\">Por isso eles se enterravam com suas coisas, como bebidas, comida, objetos pessoais, etc. Dizem que alguns mortos s\u00e3o poderosos, principalmente aqueles que n\u00e3o tiveram tumba. E s\u00e3o capazes de voltar para perseguir os vivos.<\/p>\nSegundo a religi\u00e3o do Egito quando algu\u00e9m morria era julgado pelo tribunal de Osiris. L\u00e1 seu cora\u00e7\u00e3o \u00e9 colocado em uma parte da balan\u00e7a e na outra uma pluma de avestruz de Ma\u00e1t, representando a justi\u00e7a. A pesagem era registrada pelo escriba dos deuses, o deus Thot. Se a balan\u00e7a se equilibrar o morto \u00e9 conduzido por Os\u00edris para o al\u00e9m. Se isso n\u00e3o acontecer o morto \u00e9 devorado por um crocodilo, mas parece que o tribunal de Osiris n\u00e3o condenava ningu\u00e9m ao crocodilo.\n\nTodos os eg\u00edpcios tinham que ser aprovados pelo tribunal de Osiris, at\u00e9 mesmo os reis.\n\nO corpo do morto demorava 70 dias para ser embalsamado, nesse tempo de embasamento os eg\u00edpcios entravam em um vis\u00edvel luto. As mulheres e os homens paravam de cuidar de sua beleza, entre outras coisa.\n\n<strong>O Enterro do Fara\u00f3 no Antigo Egito<\/strong>\n\nUm enterro eg\u00edpcio era a uma s\u00f3 tempo l\u00fagubre e pitoresco. Os membros da fam\u00edlia davam um espet\u00e1culo ao solu\u00e7ar e gesticular durante todo o trajeto. Al\u00e9m disso, para demostrar bastante dor, alugavam carpideiros e carpideiras profissionais. Estas \u00faltimas, sobretudo, eram infatig\u00e1veis. Com o rosto lambuzado de lama, o seio descoberto, o vestido rasgado, n\u00e3o cessavam de gemer e de bater na cabe\u00e7a. As pessoas s\u00e9rias que faziam parte do cortejo n\u00e3o se entregavam a gestos t\u00e3o excessivos, mas, enquanto caminhavam, relembravam os m\u00e9ritos do defunto.\n\nAssim, o cortejo chegava lentamente \u00e0s margens do Nilo, onde era esperado por toda uma flotilha\n\n(Pierre Montet. O Egito no tempo de Rams\u00e9s, pp. 328-329 texto adaptado)\n<h4>A cidade dos Mortos<\/h4>\nLogo que subia ao trono, o novo rei ordenava a um arquiteto que come\u00e7asse imediatamente a constru\u00e7\u00e3o de seu t\u00famulo.\n\nA terra dos mortos ficaria a oeste, onde o sol se p\u00f5e. A pir\u00e2mide devia estar alinhada com a estrela polar do norte. Um sacerdote observaria num cercado a posi\u00e7\u00e3o da estrela quando ela surgia acima do muro e quando ela se p\u00f5em atr\u00e1s do muro. Dividido ao meio o \u00e2ngulo entre ele e ao pontos do nascimento e do acaso da estrela, estabelecendo o norte com exatid\u00e3o.\n\nDepois da escolha do local, eram escolhidos os funcion\u00e1rios para trabalhar na pir\u00e2mide. Em cada dez homens, 1 era convocado para o trabalho. Eles eram pagos com alimentos, cerveja, \u00f3leo e linho.\n\nEsses oper\u00e1rios arrastavam os enormes blocos de pedra, que chegavam a pesar 3 toneladas cada um. Tamb\u00e9m inclu\u00edam fiscais, oper\u00e1rios que trabalhavam com metais, pedreiros, carpinteiro, al\u00e9m dos pintores e escultores, que decoravam os templos.\n\nPara contarem as pedras, eles abriam uma finda estreita com cunhas de madeira fixando-a com um macete e encharcando-a com \u00e1gua, dilatando a madeira e separando a rocha.\n<h4>Festa dos Mortos<\/h4>\nPoucos eg\u00edpcios realizavam oferendas cotidianas a seus mortos. Eram ocasi\u00f5es alegres, onde as pessoas iam aos t\u00famulos dos parentes e faziam piqueniques, convidando os esp\u00edritos a participar. Em Tebas, a grande celebra\u00e7\u00e3o era a festa do Vale.\n<h4>A Constru\u00e7\u00e3o das Pir\u00e2mides<\/h4>\nA partir da IV dinastia, todas as pir\u00e2mides foram constru\u00eddas com faces lisas. Os textos das Pir\u00e2mides prometiam ao rei que raios de sol seriam estendidos para que, subi-se por eles at\u00e9 se encontrar com R\u00e1.\n\nTalvez essas rampas simbolizassem os raios solares.\n\nOs eg\u00edpcios n\u00e3o possu\u00edam guindastes, para construir as pir\u00e2mides erguiam uma rampa e arrastavam os blocos de pedra para cima em tren\u00f3s.\n\nAlgumas das ru\u00ednas de constru\u00e7\u00f5es inacabadas mostram as rampas que eram constru\u00eddas em dire\u00e7\u00e3o reta. De acordo com a necessidade da constru\u00e7\u00e3o, a rampa era constru\u00edda mais longa ou mais alta.\n\nO templo mortu\u00e1rio era constru\u00eddo encostado \u00e0 pir\u00e2mide, onde os sacerdotes faziam oferendas ao esp\u00edrito do rei todos os dias.\n\nA rainha tamb\u00e9m possu\u00eda uma pir\u00e2mide que era constru\u00edda separadamente e era bem menor que a do seu rei.\n\nOs pertences dos reis eram enterrados numa c\u00e2mara debaixo da pir\u00e2mide.\n\nA maioria das pir\u00e2mides eram constru\u00eddas de calc\u00e1rio, que era extra\u00eddo perto do local. Para o polimento final, utilizavam calc\u00e1rio branco vindo da Tur\u00e1.\n\nDepois que a pir\u00e2mide alcan\u00e7ava a altura desejada, eram colocadas as pedras de revestimento, come\u00e7ando pelo topo, onde ficava uma torre em forma de pir\u00e2mide. Os encaixes eram t\u00e3o perfeitos que que n\u00e3o passava nem uma faca entre eles. A pir\u00e2mide de Qu\u00e9fren \u00e9 a \u00fanica que ainda possui no seu topo parte do revestimento.\n<h4>Sepultura dos Barcos<\/h4>\nMuitos reis tinham um ou mais barcos enterrados perto de suas pir\u00e2mides. Os maiores barcos encontrados at\u00e9 hoje no Egito, foram o do rei Qu\u00e9ops, que est\u00e3o em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o. Um est\u00e1 exposto num museu ao lado da pir\u00e2mide de Giz\u00e9 e o outro ainda se encontra enterrado.\n\nOs obeliscos ficavam do lado de fora dos templos e representavam o benben, s\u00edmbolo sagrado do sol. Tinham pequenas pir\u00e2mides no topo, quase sempre revestidas de ouro. Quando o sol iluminava a pir\u00e2mide, o deus entrava em seu templo.\n<h4>A Cerim\u00f4nia de Funda\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO rei acompanhado por uma sacerdotisa vestida como a deusa Sechat, marcavam um contorno com postes de madeira ligados por cordas.\n\nEm \u00e9pocas posteriores, esse ritual era realizado para o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o de templos.\n<h4>O Fim da Constru\u00e7\u00e3o<\/h4>\nOs templos e os t\u00famulos eram constru\u00eddos ao mesmo tempo. A propor\u00e7\u00e3o que as paredes eram erguidas, os oper\u00e1rios enchiam o interior de areia para que os blocos ficassem bem assentados. Depois que toda pir\u00e2mide estava pronta, a areia era removida. Os entalhos e a pintura eram feitos usando a areia como andaime. As colunas de pedra seguravam os telhados dos templos e colunatas. Tamb\u00e9m eram constru\u00eddas est\u00e1tuas do rei colocadas no vale ou em seus templos mortu\u00e1rios.\n\nOs eg\u00edpcios davam muita import\u00e2ncia pir\u00e2mides, porque elas faziam com que se sentissem importantes e m\u00e1gicos. A pir\u00e2mide \u00e9 uma rampa para o c\u00e9u, mas tamb\u00e9m representava uma colina que foi a primeira terra. Outrora o mundo era coberto de \u00e1gua e, ent\u00e3o surgiu uma colina. O deus-sol ficou em p\u00e9 sobre est\u00e1 colina para cria o mundo. Al\u00e9m disso, a pir\u00e2mide \u00e9 o benben a pedra consagrada a R\u00e1, que caiu do c\u00e9u. Todos esses lugares considerados m\u00e1gicos para os eg\u00edpcios \u00e9 excelente para um esp\u00edrito renascer no outro mundo.\n<h4>Dentro de um T\u00famulo<\/h4>\nOs t\u00famulos do Vale dos Reis variavam em tamanho e tra\u00e7ado. A entrada do t\u00famulo era lacrada para toda a eternidade. Um po\u00e7o servia como obst\u00e1culo para ladr\u00f5es e curiosos, com as raras tempestades, o po\u00e7o escova a \u00e1gua da chuva. Todo o t\u00famulo tinha vest\u00edbulos e c\u00e2maras laterais, al\u00e9m das c\u00e2mara mortu\u00e1ria.\n\nTodas as paredes eram cobertas de baixo relevo mostrando o curso do Sol no Al\u00e9m. Com os raios solares, o rei renascia todos os dias.\n\nOs homens que contruiam seus t\u00famulos reais no Vale dos Reis moravam no povoado de Deir el-Medina na margem ocidental de Tebas. Esses t\u00famulos eram constru\u00eddos acima do povoado nos rochedos perto do local. Em cima do telhado, eram esculpida uma mini-pir\u00e2mide.\n<h4>M\u00famias<\/h4>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci48.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"236\" height=\"307\" \/><strong>\nM\u00famias<\/strong><\/p>\nOs eg\u00edpcios acreditavam na vida ap\u00f3s a morte, mas se quisessem gozar o outro mundo, seus corpos teriam de sobreviver. A t\u00e9cnica de preservar corpos \u00e9 chamada de embalsamente.\n\nOs embalsamadores eram bastante habilidosos. Pra se preparar um corpo, levava-se setenta dias.\n\nOs embalsadores primeiramente removiam o c\u00e9rebro. Depois faziam uma incis\u00e3o no lado esquerdo e tiravam o f\u00edgado, pulm\u00f5es, est\u00f4mago e os intestinos, que eram preservados em natr\u00e3o e resina, e depois colocadas em canopos, que tinham cabe\u00e7as de deuses guardi\u00f5es.\n\nDepois ficavam num banho embalsamador e coberto por natr\u00e3o durante 40 dias, eliminando os flu\u00eddos do corpo do morto. Depois era lavado e esfregado com \u00f3leo e ervas. O inteiro era recheado com resina e natr\u00e3o, envolvido em panos de linhos. Seu rosto era pintado para parecer natural, e o cabelo arrumado.\n\nPara enfaixar o corpo, primeiro enrolavam os dedos dos p\u00e9s e das m\u00e3os, as pernas e os bra\u00e7os eram enrolados separadamente, depois se envolviam todas as partes do corpo. Ap\u00f3s todos esses preparos a m\u00famia era colocada em um caix\u00e3o de madeira.\n\nOs sacerdotes faziam ora\u00e7\u00f5es para ajudar o morto em sua viagem ao outro mundo. O chefe dos embalsamadores, aben\u00e7oam a m\u00famia depois de pronta.\n<h4>M\u00famias do Povo<\/h4>\nEm 1994, arque\u00f3logos da Inspetoria de Antig\u00fcidades do Egito descobriram no o\u00e1sis de Kharga dentro de grutas na montanha encontraram 450 m\u00famias, a necr\u00f3pole de Labakha.\n\nAin Labakha era um posto da fronteira do sul do Imp\u00e9rio romano. Al\u00e9m da necr\u00f3pole na encosta da montanha, restaram as ru\u00ednas do forte romano, dois templos e um po\u00e7o.\n\nEntre os s\u00e9culos I a.C. e III. A t\u00e9cnica de mumifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido englobada na cultura h\u00e1 mil\u00eanios.\n\nNo V, Teod\u00f3sio I, o imperador crist\u00e3o da seita copta, proibiu as pr\u00e1ticas pag\u00e3s, inclusive a mumifica\u00e7\u00e3o, mas, essa t\u00e9cnica continuou at\u00e9 a domina\u00e7\u00e3o \u00e1rabe no s\u00e9culo VII.\n\nNa aldeia de Ain Labakha, morria-se cedo, aos 50 anos e a mortalidade infantil era muito alta, v\u00e1rias mulheres morriam de parto.\n\nA base da alimenta\u00e7\u00e3o era de cereais, uvas e azeitonas, havia muita car\u00eancia de prote\u00ednas, sua dieta tinha mais a\u00e7\u00facar.\n\nTodas as m\u00famias encontradas eram brancas e tinham cabelos pretos, a atura m\u00e9dia era de 1,65m. Eram homens, mulheres, crian\u00e7as, soldados, fazendeiros e etc&#8230;\n<h4>Livro dos Mortos<\/h4>\n<blockquote>&#8220;Gl\u00f3ria ti, Senhor da Verdade e da Justi\u00e7a ! Gl\u00f3ria a ti, Grande Deus, Senhor da Verdade e da Justi\u00e7a ! A ti vim, me apresento para contemplar as tuas perfei\u00e7\u00f5es. Porque te conhe\u00e7o, conhe\u00e7o o teu nome e os nomes das quarenta e duas divindades que est\u00e3o contigo na sala da Verdade e da Justi\u00e7a, vivendo dos despojos dos pecadores e fartando-se do seu sangue, no dia em que se pesam as palavras perante Os\u00edris, o da voz justa: Duplo Esp\u00edrito, Senhor da Verdade e da justi\u00e7a \u00e9 o teu nome. Em verdade eu conhe\u00e7o-vos, senhores da Verdade e da Justi\u00e7a; trouxe-vos a verdade e destru\u00ed, por v\u00f3s, a mentira. N\u00e3o cometi qualquer fraude contra os homens; n\u00e3o atormentei as viuvas; n\u00e3o menti no em tribunal; n\u00e3o sei o que \u00e9 a m\u00e1 f\u00e9; nada fiz de proibido; n\u00e3o obriguei o capataz de trabalhadores a fazer diariamente mais que o trabalho devido; n\u00e3o fui negligente; n\u00e3o estive ocioso; nada fiz de abomin\u00e1vel aos deuses, n\u00e3o prejudiquei o escravo perante o seu senhor; n\u00e3o fiz padecer de fome; n\u00e3o fiz chorar; n\u00e3o matei; n\u00e3o ordenei morte a trai\u00e7\u00e3o; n\u00e3o defraudei ningu\u00e9m; n\u00e3o tirei os p\u00e3es do templo; n\u00e3o subtra\u00ed as oferendas dos deuses; n\u00e3o roubei nem as provis\u00f5es nem as ligaduras dos mortos; n\u00e3o auferi lucros fraudulentos; n\u00e3o alterei as medidas dos cereais; n\u00e3o usurpei terras; n\u00e3o tive ganhos ileg\u00edtimos por meio dos pesos do prato de da balan\u00e7a; n\u00e3o tirei o leite da boca dos meninos; n\u00e3o cacei com rede as aves divina; n\u00e3o pesquei os peixes sagrados nos seus tanques; n\u00e3o cortei a \u00e1gua na sua passagem; n\u00e3o apaguei o fogo sagrado na sua hora; n\u00e3o violei o divino c\u00e9u nas suas oferendas escolhidas; n\u00e3o escorracei os bois das propriedades divinas; n\u00e3o afastei qualquer deus ao passar. Sou puro ! Sou puro ! Sou puro !&#8221;<\/blockquote>\n<h4>Achados e Descobertas<\/h4>\nOs eg\u00edpcios tinham uma mentalidade bastante influenciada pelas preocupa\u00e7\u00f5es com a vida ap\u00f3s a morte. Isso levou os eg\u00edpcios a darem mais import\u00e2ncia \u00e0s casas dos mortos do que a dos vivos. Suas casas eram feitas de tijolos muito fr\u00e1geis, j\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o da casa dos mortos, eles ultilizavam pedras, metais e madeira.\n\n<strong>A maioria das casas e pal\u00e1cios n\u00e3o resistiram a tr\u00eas mil anos de hist\u00f3ria eg\u00edpcia:<\/strong> s\u00f3 restaram ru\u00ednas dos templos, tumbas e pir\u00e2mides.\n\n<strong>Dentro das tumbas e pir\u00e2mides, eram encontradas pinturas representando cenas do contidiano dos antigos eg\u00edpcios:<\/strong> como guerras, recpe\u00e7\u00e3o de visitantes estrangeiros, cenas familiares, higiene pessoal, trabalho e festas religiosas.\n\nTamb\u00e9m poderiam ser encontrados documentos escritos pelo povo, com registros de estoque de armaz\u00e9m, anta\u00e7\u00f5es dos escribas, correspond\u00eancia particular dos homens ricos e etc&#8230;\n\nA morte no Egito sempre foi um assunto importante tratado com respeito e sabedoria entre o seu povo. Fato que explica a constru\u00e7\u00e3o de tantos templos e pir\u00e2mides.\n<h4>Deuses Eg\u00edpcios<\/h4>\nOs Antigos Eg\u00edpcios acreditavam que os Deuses tinham as mesmas necessidades e desejos comum aos homens.\n\nOs Deuses eram representados na forma humana, na forma animal e numa mistura de homem e animal. Haviam in\u00fameros Deuses, sendo inevit\u00e1vel as rivalidades e as contradi\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Doze dos principais Deuses s\u00e3o apresentados abaixo:<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci24.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"83\" height=\"215\" \/>\n<strong>Isis<\/strong><\/p>\n<strong>\u00cdsis,<\/strong> esposa e irm\u00e3 de Os\u00edris, era dotada de grandes poderes m\u00e1gicos. Protegia as crian\u00e7as o que fazia dela a mais popular das Deusas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci25.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"159\" height=\"170\" \/>\n<strong>R\u00e1<\/strong><\/p>\n<strong>R\u00e1<\/strong>, Deus-sol de Heli\u00f3polis, tronou-se uma divindade do estado na Quinta Dinastia. Era o criador dos homens e os eg\u00edpcios denominavam-se &#8220;O Rebanho de R\u00e1&#8221;.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci26.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"105\" height=\"186\" \/>\n<strong>An\u00fabis<\/strong><\/p>\n<strong>An\u00fabis<\/strong>, Deus-chacal da mumifica\u00e7\u00e3o, assistia os ritos com os quais um morto era admitido no al\u00e9m-t\u00famulo. Empunha o cetro divino usado pelos Deuses e pelos Reis.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci27.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"121\" height=\"168\" \/>\n<strong>H\u00e1tor<\/strong><\/p>\n<strong>H\u00e1tor<\/strong>, Deusa do amor, da felicidade, da dan\u00e7a e da m\u00fasica. Simbolizada pela vaca. Quando nascia uma crian\u00e7a, sete H\u00e1tores decidiam sobre o seu futuro.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci28.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"94\" height=\"215\" \/>\n<strong>Seth<\/strong><\/p>\n<strong>Seth<\/strong>, o Senhor do Alto Egito. Representado por um imagin\u00e1rio animal como um burro. Associado ao deserto e \u00e0s tempestades.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci29.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"112\" height=\"172\" \/>\n<strong>Tote<\/strong><\/p>\n<strong>Tote<\/strong>, Deus da sabedoria representado por um \u00edbis ou por um babu\u00edno. Associado com a lua. Ao desaparecer o sol, tentava dissipar as trevas com a sua luz.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci30.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"88\" height=\"207\" \/>\n<strong>N\u00e9ftis<\/strong><\/p>\n<strong>N\u00e9ftis<\/strong>, irm\u00e3 de \u00cdsis e Os\u00edris. Seu nome significa &#8220;Senhora do Castelo&#8221;. N\u00e9ftis auxiliou seu irm\u00e3o a retornar \u00e0 vida.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci31.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"88\" height=\"205\" \/>\n<strong>H\u00f3rus<\/strong><\/p>\n<strong>H\u00f3rus<\/strong>, o Deus com cabe\u00e7a de falc\u00e3o que segura na m\u00e3o direita o ankh, s\u00edmbolo da vida. Os reis do Egito identificavam-se com esse Deus, filho de \u00cdsis e Os\u00edris.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci32.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"133\" height=\"186\" \/>\n<strong>Os\u00edris<\/strong><\/p>\n<strong>Os\u00edris<\/strong>, Deus da terra e da vegeta\u00e7\u00e3o. Simbolizava na sua morte a estiagem anual e no seu renascimento, a cheia peri\u00f3dica do Nilo e o desabrochar do trigo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci33.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"122\" height=\"175\" \/>\n<strong>Ft\u00e1s<\/strong><\/p>\n<strong>Ft\u00e1s<\/strong>, Deus de M\u00eanfis. Patrono dos artes\u00f5es. Algumas lendas dizem que ele pronunciara os nomes de todas as coisas do mundo e com isso fizera existir.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci34.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"95\" height=\"213\" \/>\n<strong>Sobeque<\/strong><\/p>\n<strong>Sobeque<\/strong>, Deus-crocodilo venerado em cidades que dependiam da \u00e1gua, como Crocodil\u00f3polis, onde os s\u00e1urios eram criados em tanques e adornados com j\u00f3ias.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci35.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"123\" height=\"197\" \/>\n<strong>\u00c2mon<\/strong><\/p>\n<strong>\u00c2mon<\/strong>, Deus de Tebas. Representado na maioria das vezes como homem, mas tamb\u00e9m simbolizavam-no em forma de carneiro ou de ganso.\n\nFonte: www.geocities.com\n<h6>Eg\u00edpcios<\/h6>\n<h4>A evolu\u00e7\u00e3o dos numerais<\/h4>\nOs<strong> Eg\u00edpcios<\/strong> inventaram uma escrita e um sistema de numera\u00e7\u00e3o escrita.\n\nEssa escrita foi aut\u00f3ctone e desprovida de qualquer influ\u00eancia estrangeira. &#8220;N\u00e3o apenas os sinais hierogl\u00edficos que ela utiliza s\u00e3o todos tirados da fauna e da flora nil\u00f3tica.\n\nO que prova que a escrita foi desenvolvida no local, mas ainda instrumentos e utens\u00edlios que figuram nela eram empregados no Egipto desde o eneol\u00edtico antigo (inicio do IV mil\u00e9nio a.C.), o que \u00e9 a prova de que a escrita (hierogl\u00edfica) \u00e9 certamente o produto da civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia apenas e que ela nasceu nas margens do Nilo.&#8221; (J. Vercoutter)\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci21.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"407\" height=\"363\" \/><\/p>\n<strong>A origem do algarismo 1 foi &#8220;natural&#8221;:<\/strong> a barra \u00e9 o sinal gr\u00e1fico mais elementar que o ser humano possa imaginar para a representa\u00e7\u00e3o da unidade.\n\nA dezena constituiu o desenho de um cord\u00e3o que, outrora, deve ter servido para unir os bastonetes num pacote de dez unidades.\n\nOs inventores dos algarismos 100 e 1000 recorreram a &#8220;empr\u00e9stimos fon\u00e9ticos&#8221;, isto porque, originalmente, as palavras eg\u00edpcias para dizer &#8220;espiral&#8221; e &#8220;flor do l\u00f3tus&#8221; correspondiam respectivamente aos mesmos sons que &#8220;cem&#8221; e &#8220;mil&#8221;.\n\nO hier\u00f3glifo de dez milhares constituiu uma sobreviv\u00eancia da contagem manual que permitia contar at\u00e9 9999, gra\u00e7as a diversas posi\u00e7\u00f5es dos dedos.\n\nO algarismo para cem milhares tem a sua origem puramente simb\u00f3lica, oriunda da &#8220;saparia&#8221; de girinos no Nilo e na grande fecundidade primaveril desses batr\u00e1quios.\n\nO hier\u00f3glifo que designa o valor do milh\u00e3o possu\u00eda o sentido do &#8220;milh\u00e3o de anos&#8221; ou da &#8220;eternidade&#8221; e representava aos olhos dos eg\u00edpcios um g\u00e9nio sustentando a ab\u00f3bada celeste.\n\nA numera\u00e7\u00e3o escrita eg\u00edpcia foi fundada numa base rigorosamente decimal.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci22.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"505\" height=\"84\" \/><\/p>\nMais tarde, os eg\u00edpcios inventaram um sistema de numerais, sem usar hier\u00f3glifos, que registavam da direita para a esquerda.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci23.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"509\" height=\"80\" \/><\/p>\nOs eg\u00edpcios reproduziram os seus algarismos e os seus hier\u00f3glifos gravando-os ou esculpindo-os mediante o cinzel e o martelo em monumentos de pedra, ou ainda mediante um cani\u00e7o com planta achatada, molhado numa mat\u00e9ria colorida, tra\u00e7ando-os em peda\u00e7os de rocha, cacos de cer\u00e2mica ou na fibra fr\u00e1gil de folhas de papiro.\n\nFonte: www.prof2000.pt\n<h6>Eg\u00edpcios<\/h6>\n<h4>Deuses Eg\u00edpcios<\/h4>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci36.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"107\" height=\"263\" \/>\n<strong>Os\u00edris<\/strong><\/p>\n<strong>Os\u00edris:<\/strong> Um dos deuses mais antigo do Pante\u00e3o Eg\u00edpcio, pois era adorado j\u00e1 nas primeiras dinastias. Plutarco relata que nos prim\u00f3rdios do Egito OS\u00cdRIS governava com extrema benevol\u00eancia. Sua chegada propiciou o ensino da agricultura, organiza\u00e7\u00e3o social, do estabelecimento das leis, e tamb\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios espirituais e religiosos.\n\nO maldoso deus SETI e outros conspiradores trancaram Os\u00edris em um cofre extremamente selado e jogando-o no mar, perdendo-se nas profundezas.\n\nDiz tamb\u00e9m a lenda que os peda\u00e7os de seu corpo foram dispersos por v\u00e1rios lugares (?).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci37.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"76\" height=\"203\" \/>\n<strong>\u00cdsis<\/strong><\/p>\n<strong>\u00cdsis<\/strong>: A esposa de Os\u00edris, a rainha da magia e senhora das poderosas radia\u00e7\u00f5es, \u00e9 a segunda pessoa mais antiga da tr\u00edade eg\u00edpcia. Diz a lenda, que Isis atrav\u00e9s de um trabalho paciente ficou encarregada de reunir os peda\u00e7os dispersos de Os\u00edris, ficando, todavia prisioneira ap\u00f3s a morte do esposo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci38.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"176\" height=\"244\" \/>\n<strong>Horus<\/strong><\/p>\n<strong>Horus: <\/strong>O deus falc\u00e3o era filho de Os\u00edris e Isis. Certo dia foi envenenado por uma serpente, fazendo com que sua m\u00e3e, atendendo ao conselho de outros deuses, apelasse para o aux\u00edlio do BARCO DO C\u00c9U, o qual por sua vez mandou o deus TOTH em seu socorro.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci39.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"104\" height=\"249\" \/>\n<strong>Toth<\/strong><\/p>\n<strong>Toth:<\/strong> Era representado por uma \u00cdbis, que se tornou o s\u00edmbolo da sabedoria para os eg\u00edpcios. Diz a tradi\u00e7\u00e3o que foi por seu interm\u00e9dio que aquele povo conheceu as artes, a arquitetura, a escrita hierogl\u00edfica, a medicina, a astronomia, a matem\u00e1tica e ainda outras ci\u00eancias mais avan\u00e7adas relativas ao esp\u00edrito e \u00e0 alma.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci40.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"175\" height=\"248\" \/>\n<strong>Ptah<\/strong><\/p>\n<strong>Ptah: <\/strong>Era representado por um estranh\u00edssimo homem mumificado trazendo nas m\u00e3os o s\u00edmbolo da vida, ANKH, e ainda outro ex\u00f3tico aparelho n\u00e3o identificado, talvez um captador de raios tel\u00faricos. No Antigo Egito seu nome significava &#8220;aquele que abre&#8221; e era tamb\u00e9m considerado como o mestre e patrono absoluto da arquitetura. Representava por vezes os poderes infernais das trevas e da magia, for\u00e7as muito conjuradas em certas \u00e9pocas por alguns segmentos da civiliza\u00e7\u00e3o do Nilo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci41.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"150\" height=\"271\" \/>\n<strong>An\u00fabis<\/strong><\/p>\n<strong>An\u00fabis: <\/strong>An\u00fabis ou Anpu, o guardi\u00e3o das tumbas, era dotado de cabe\u00e7a de chacal. Segundo S\u00e9rgio O Russo, representa a extens\u00e3o do formid\u00e1vel conhecimento espiritual Atlante. Um antigo texto pesquisado pelos Rosa-Cruzes, anterior a 2000 AC., diz que &#8221; An\u00fabis \u00e9 aquele que significa o oculto mist\u00e9rio de Os\u00edris no Sagrado Vale dos Mestres da Vida&#8221;.\n\nSua miss\u00e3o de mostrar a trilha aos que partiam desta vida lhe valeu o t\u00edtulo de &#8220;guia dos caminhos&#8221;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci42.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"347\" height=\"112\" \/>\n<strong>Imoteph<\/strong><\/p>\n<strong>Imoteph:<\/strong> <strong>Sabe-se com certeza que essa divindade foi na verdade um homem:<\/strong> um grande s\u00e1bio que apareceu misteriosamente no reinado do Fara\u00f3 Djozer. Gra\u00e7as a ele foram introduzidos not\u00e1veis avan\u00e7os no campo da arquitetura e principalmente nas ci\u00eancias medicas, a ponto de os pr\u00f3prios gregos mais tarde o reverenci\u00e1-lo sob o nome de ESCUL\u00c1PIO, o pai da medicina!\n\nEm eg\u00edpcio arcaico significa &#8220;aquele que veio em paz&#8221;.\n\nAinda mais curioso, \u00e9 que, assim como chegou, desapareceu misteriosamente.\n\nEncontrar a sua tumba &#8211; se \u00e9 que ela existe! &#8211; \u00e9 o sonho dourado de todos os egipt\u00f3logos.\n\nAs antigas tradi\u00e7\u00f5es dizem que aquele deus ap\u00f3s cumprir sua miss\u00e3o na TERRA, retornou \u00e0 companhia dos deuses.\n\n<strong>Nut: <\/strong>A deusa que representava o c\u00e9u, era significativamente invocada como &#8221; A M\u00c3E DOS DEUSES&#8221;. Era representada por uma bel\u00edssima mulher, trazendo o disco solar orlando sua cabe\u00e7a.\n\n<strong>No t\u00famulo de TUTANCAMON foi encontrado junto a sua m\u00famia um peitoral no qual era invocado a prote\u00e7\u00e3o desta deusa:<\/strong> &#8220;Nut minha divina m\u00e3e, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos c\u00e9us as imorredouras estrelas&#8221;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci43.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"49\" height=\"119\" \/>\n<strong>Bast<\/strong><\/p>\n<strong>Bast:<\/strong> A estranh\u00edssima deusa-mulher com rosto de gato. De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o ela era a personifica\u00e7\u00e3o da alma de ISIS e protetora da sua magia.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci44.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"109\" height=\"258\" \/>\n<strong>Maat<\/strong><\/p>\n<strong>Maat: <\/strong>A deusa da verdade-justi\u00e7a. Era simbolizada por uma linda mulher ostentando \u00e0 cabe\u00e7a uma pena de avestruz. Personificava por excel\u00eancia um conjunto de severas leis impostas aos eg\u00edpcios e mais ainda aos seus governantes desde tempos imemoriais.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eg\u00edpcios\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eegipci45.jpg\" alt=\"Eg\u00edpcios\" width=\"85\" height=\"197\" \/>\n<strong>Hator<\/strong><\/p>\n<strong>Hator: <\/strong>A CASA DA REGI\u00c3O SUPERIOR. Ela era a deusa mais antiga do Egito, associada a OS\u00cdRIS e tamb\u00e9m ao C\u00c9U. Foi adorada como uma divindade C\u00d3SMICA e tamb\u00e9m identificada com a estrela SIRIUS!.\n\nAs lendas relatam que RA, furioso certo dia com a incontin\u00eancia dos homens, reuniu o CONSELHO DOS DEUSES e estes deliberaram que fossem castigados por HATOR, a qual numa f\u00faria sem par massacrou todos os habitantes da Terra!\n\nFonte: www.abbra.eng.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eg\u00edpcios, Pintura, Per\u00edodo, \u00c9poca, Hist\u00f3ria, Escrita, Escultura, Escribas, Religi\u00e3o, Dinastias, Deuses, Povo, Cidade, Origem, Eg\u00edpcios<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15369","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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