{"id":15241,"date":"2015-12-23T00:00:00","date_gmt":"2015-12-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/destruicao-da-biblioteca-de-alexandria-2\/"},"modified":"2015-12-23T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-23T00:00:00","slug":"destruicao-da-biblioteca-de-alexandria-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/destruicao-da-biblioteca-de-alexandria-2\/","title":{"rendered":"Destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca de Alexandria"},"content":{"rendered":"\n<strong>Destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca de Alexandria &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>destrui\u00e7\u00e3o da grande biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0foi rematada pelos \u00e1rabes em 646 da era crist\u00e3. Mas essa destrui\u00e7\u00e3o fora precedida de outras, e o furor com que essa fant\u00e1stica cole\u00e7\u00e3o de saber foi aniquilada \u00e9 particularmente significativo.\n\nA\u00a0<strong>biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0parece ter sido fundada por Ptolomeu ou por Ptolomeu II. A cidade foi fundada, como seu pr\u00f3prio nome diz, por Alexandre, o Grande, entre 331 e 330 a.C.\n\nEscoou-se quase mil anos antes de a biblioteca ser destruida.\n\nAlexandria foi, talvez, a primeira cidade do mundo totalmente construida em pedra, sem que se utilizasse nenhuma madeira. A biblioteca compreendia dez grandes salas, e quartos separados para os consultatntes.\n\nDiscute-se, ainda, a data de sua funda\u00e7\u00e3o e o nome de seu fundador, mas o verdadeiro fundador, no sentido de organizador e criador da biblioteca, e n\u00e3o simplesmente do rei que reinava ao tempo de seu surgimento, parece ter sido um personagem de nome Dem\u00e9trios de Phal\u00e8re.\n\nDesde o come\u00e7o, ele agrupou setecentos mil livros e continuou aumentando sempre esse n\u00famero. Os livros eram comprados \u00e0s expensas do rei. Esse Dem\u00e9trios de Phal\u00e8re, nascido em 354 e 348 a.C., parece ter conhecido Arist\u00f3teles. Apareceu em 324 a.C. como orador p\u00fablico, em 317 foi eleito governador de Atenas e governou-a durante dez anos, de 317 a 307 a.C.\n\nImp\u00f4s um certo n\u00famero de leis, notadamente uma, de redu\u00e7\u00e3o do luxo nos funerais. Em seu tempo, Atenas contava 90.000 cidad\u00e3os, 45.000 estrangeiros e 400.000 escravos.\n\nNo que concerne \u00e0 pr\u00f3pria figura de Dem\u00e9trios, a Hist\u00f3ria no-lo apresenta como um juiz de elegancia em seu pa\u00eds; foi o primeiro ateniense a descolorir os cabelos, alourando-os com \u00e1gua oxigenada.\n\nDepois foi banido de seu governo e partiu para Tebas.\n\n<strong>L\u00e1 escreveu um grande n\u00famero de obras, uma com t\u00edtulo estranho:\u00a0<\/strong>Sobre o feixe de luz no c\u00e9u, que \u00e9, provavelmente, a primeira obra sobre os disco voadores. Em 297 a. C., o fara\u00f3 Ptolomeu persuadiu Dem\u00e9trios a instalar-se em Alexandria. Fundou, ent\u00e3o, a biblioteca.\n\nPtolomeu I morreu em 283 a.C. e seu filho Ptolomeu II exilou Dem\u00e9trios em Busiris, no Egito. L\u00e1, Dem\u00e9trios foi mordido por uma serpente venenosa e morreu.\n\nDem\u00e9trios tornou-se c\u00e9lebre no Egito como mecenas das ciencias e das artes, em nome do Rei Ptolomeu I, Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ciencias, sobretudo pela zoologia.\n\nNomeou como bibliotec\u00e1rio a Zenodotus de \u00c9feso, nascido em 327 a.C., e do qual ignoram as circunstancias e data da morte. Depois disso, uma sucess\u00e3o de bibliotec\u00e1rios, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, aumentou a biblioteca, a\u00ed acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos cre em certas tradi\u00e7\u00f5es. A biblioteca continha portanto documentos inestim\u00e1veis. Colecionou, igualmente, documentos dos inimigos, notadamente de Roma.\n\nPela documenta\u00e7\u00e3o de l\u00e1, poder-se-ia constituir uma lista bastante veross\u00edmil de todos os bibliotec\u00e1rios at\u00e9 131 a.C.\n\nDepois disso, as indica\u00e7\u00f5es se tornam vagas. Sabe-se que um bibliotec\u00e1rio se op\u00f4s, violentamente, a primeira pilhagem da biblioteca por J\u00falio Cesar, no ano 47 a.C., mas a Hist\u00f3ria n\u00e3o tem o seu nome.\n\nO que \u00e9 certo \u00e9 que j\u00e1 na \u00e9poca de J\u00falio cesar a biblioteca de Alexandria tinha a reputa\u00e7\u00e3o corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.\n\nQuando Julio C\u00e9sar chegou a Alexandria a biblioteca tinha pelo menos setecentos mil manuscritos.\n\n<strong>Quais ? E por que se come\u00e7ou a temer alguns deles?<\/strong>\n\nOs documentos que sobreviveram d\u00e3o-nos uma id\u00e9ica precisa. Havia l\u00e1 livros em grego.\n\n<strong>Evidentemente, tesouros:<\/strong>\u00a0toda essa parte que nos falta da literatura grega cl\u00e1ssica. Mas entre esses manuscritos n\u00e3o deveria aparentemente haver nada de perigoso. Ao contr\u00e1rio, o conjunto de obras de B\u00e9rose \u00e9 que pode inquietar.\n\n<strong>Sacerdote babil\u00f4nico refugiado na Gr\u00e9cia, B\u00e9rose nos deixou de um encontro o relato com os extraterrestres:<\/strong>\u00a0os misteriosos Apkaluus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafrandos e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos cient\u00edficos. B\u00e9rose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, at\u00e9 a \u00e9poca de Ptolomeu I.\n\nFoi sacerdote de Bel-Marduk na Babil\u00f4nia. Era historiador, astr\u00f3logo e astr\u00f4nomo. Inventou o rel\u00f3gio de sol semicircular.\n\nFez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interferencia da luz. Podemos fixar as datas de sua vida em 356 a.C., nascimento, e 261, na sua morte.\n\nUma lenda contemporanea diz que a famosa Sybila, que profetizava, era sua filha. A Hist\u00f3ria do Mundo de B\u00e9rose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida.\n\nRestam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria. Nela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.\n\nEncontrava-se em Alexandria, tamb\u00e9m, a obra completa de Manethon. Este, sacerdote e historiador eg\u00edpcio, contemporaneo de Ptolomeu I e II, conhecera todos os segredos do Egito.\n\nSeu nome mesmo pode ser interpretado como \u201co amado de Thot \u201d ou \u201cdetentor da verdade de Toth\u201d. Era o homem que sabia tudo sobre o Egito, lia os hieroglifos, tinha contato com os ultimos sacerdotes eg\u00edpcios.\n\nTeria ele mesmo escrito oito livros, e reuniu quarenta rolos de pergaminho, em Alexandria, que continham todos os segredos eg\u00edpcios e provavelmente o Livro de Toth. Se tal cole\u00e7\u00e3o tivesse sido conservada, saber\u00edamos, quem sabe, tudo o que seria preciso saber sobre os segredos do Egito. Foi exatamente isto que se quis impedir. A biblioteca de Alexandria continha obras de um historiador fen\u00edcio, Mochus, ao qual se atribui a inven\u00e7\u00e3o da teoria atomica.\n\nEla continha, ainda, manuscritos indianos extraordin\u00e1riamente raros e preciosos. De todos esses manuscritos n\u00e3o resta nenhum tra\u00e7o.\n\n<strong>Conhecemos o n\u00famero total dos rolos quando a destrui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou:<\/strong>\u00a0quinhetos e trinta e dois mil e oitocentos. Sabemos que existiu uma se\u00e7\u00e3o que se poderia batizar de \u201cCi\u00eancias Matem\u00e1ticas \u201d e outra de \u201cCi\u00eancias Naturais\u201d. Um catalogo geral igualmente existia. Tamb\u00e9m este foi destru\u00eddo. Foi C\u00e9sar quem inaugurou estas destrui\u00e7\u00f5es. Levou um certo n\u00famero de livros, queimou uma parte e gradou o resto.\n\nUma incerteza persite ainda em nossos dias sobre esse epis\u00f3dio, e 2.000 anos depois da sua morte, Julio C\u00e9sar tem ainda partid\u00e1rios e advers\u00e1rios.\n\nSeus partid\u00e1rios dizem que ele jamais queimou livros na pr\u00f3pria biblioteca; ali\u00e1s um certo n\u00famero de livros prontos a ser embarcados para Roma, foi queimado num dos dep\u00f3sitos do cais do porto de Alexandria, mas n\u00e3o foram os romanos que lhe atearam fogo\n\nAo contr\u00e1rio, certos advers\u00e1rios de Cesar dizem que grande n\u00famero de livros foi deliberadamente destru\u00eddo. A estimativa do total varia de 40.000 a 70.000.\n\nUma tese intermedi\u00e1ria afirma que as chamas provenientes de um bairro onde se lutava, ganharam a biblioteca e destruiram-na acidentalmente. Parece certo, em todo caso, que tal destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi total.\n\nOs advers\u00e1rios e os partid\u00e1rios de Cesar n\u00e3o d\u00e3o refer\u00eancia precisa, os contemporaneos nada dizem e os escritos mais pr\u00f3ximos do acontecimento lhe s\u00e3o posteriores de dois s\u00e9culos. C\u00e9sar mesmo, em suas obras, nada disse.\n\nParece mesmo que ele se \u201capoderou\u201d de certos livros que lhe pareciam especialmente interessantes.\n\nA maior parte dos especialistas em hist\u00f3ria eg\u00edpcia pensa que o edificio da biblioteca deveria ser de grandes dimens\u00f5es para conter setecentos mil volumes, salas de trabalho, gabinetes particulares, e que um monumento de tal importancia n\u00e3o pode ser totalmente destru\u00eddo por um principio de incendio. \u00eb possivel que o inc\u00eandio tenha consumido estoques de trigo, assim como rolos de papiro virgem.\n\nN\u00e3o \u00e9 certo que tenha desvastado grande parte da livraria, n\u00e3o \u00e9 certo que ela tenha sido totalmente aniquilada. \u00c9 certo, por\u00e9m, que uma quantidade de livros considerados particularmente perigosos, desapareceu.\n\nA ofensiva seguinte, a mais s\u00e9ria contra a livraria, parece ter sido feita pela Imperatriz Zen\u00f3bia. Ainda desta vez a destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi total, mas livros importantes desapareceram.\n\nConhecemos a raz\u00e3o da ofensiva que lan\u00e7ou depois dela o Imperiador Diocleciano ( 284-305 d.C.). Documentos contemporaneos est\u00e3o de acordo a este respeito.\n\nDiocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabrica\u00e7\u00e3o do ouro e da prata. Isto \u00e9, todas as obras de alquimia. Pois ele pensava que se os eg\u00edpcios pudessem fabricar \u00e0 vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um ex\u00e9rcito e combater o imp\u00e9rio. Diocleciano mesmo, filho de escravos, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284.\n\nEra, ao que tudo indica, perseguidor nato e o ultimo decreto que assinou antes de sua abdica\u00e7\u00e3o em maio de 305, ordenava a destrui\u00e7\u00e3o do cristianismo.\n\nDiocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito e come\u00e7ou em julho de 295 o cerco a Alexandria. Tomou a cidade e nessa ocasi\u00e3o houve massacres inomin\u00e1veis. Entretanto, segundo a lenda, o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada,e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade.\n\nA tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia.\n\nE todos os manuscritos encontrados foram destruidos. Eles continham, ao que parece, as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para compreens\u00e3o dessa ciencia, principalmente agora que sabemos que as transmuta\u00e7\u00f5es met\u00e1licas s\u00e3o possiveis. N\u00e3o possu\u00edmos lista dos manuscritos destruidos, mas a lenda conta que alguns dentre eles eram obras de Pitagoras, de Salom\u00e3o ou do pr\u00f3prio Hermes. \u00c9 evidente que isto deve ser tomado com relativa confian\u00e7a.\n\n<strong>Seja como for, documentos indispens\u00e1veis davam a chave da alquimia e est\u00e3o perdidos para sempre:<\/strong>\u00a0mas a biblioteca continuou. Apesar de todas as destrui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas que sofreu, ela continuou sua obra at\u00e9 que os \u00e1rabes a destrtu\u00edssem completamente. E se os \u00e1rabes o fizeram, sabiam por que o faziam. J\u00e1 haviam destruido, no pr\u00f3prio Isl\u00e3o \u2014 como na Persia \u2014 grande n\u00famero de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia.\n\nA palavra de ordem dos conquistadores era \u201cn\u00e3o h\u00e1 necessidade de outros livros, sen\u00e3o o Livro\u201d, isto \u00e9, o Alcor\u00e3o. Assim, a destrui\u00e7\u00e3o de 646 d.C. visava n\u00e3o propriamente os livros malditos, mas todos os livros.\n\n<strong>O historiador mu\u00e7ulmano Abd al-Latif ( 1160-1231 ) escreveu:<\/strong>\u00a0\u201cA biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor\u201d.\n\n<strong>Esse Omar se opunha ali\u00e1s a que se escrevessem livros mu\u00e7ulmanos, seguindo sempre o principio:\u00a0<\/strong>\u201co livro de Deus \u00e9-nos suficiente\u201d. Era um mu\u00e7ulmano rec\u00e9m-convertido, fan\u00e1tico, odiava os livros e destruiu-os muitas vezes porque n\u00e3o falavam do profeta. \u00c9 natural que terminasse a obra come\u00e7ada por Julio C\u00e9sar, continuada por Diocleciano e outros.\n\nSe documentos sobreviveram a esses autos-de-f\u00e9, foram cuidadosamente guardados desde 646 d.C. e n\u00e3o mais reapareceram.\n\nE se certos grupos secretos possuem atualmente manuscritos provenientes de Alexandria, dissimulam isto muito bem.\n\n<strong>Retomemos, agora, o exame desses acontecimentos \u00e0 luz da tese que sustentamos:<\/strong>\u00a0a existencia desse grupo que chamamos de Homens de Negro e que constitui uma organiza\u00e7\u00e3o visando a destrui\u00e7\u00e3o de determinado tipo de saber. Parece evidente que tal grupo se desmascarou em 391 depois que procurou, sistematicamente, sob Diocleciano, e destruiu as obras de alquimia e magia.\n\n<strong>Parece evidente, tamb\u00e9m, que tal grupo nada teve a ver com os acontecimentos de 646:<\/strong>\u00a0o fanatismo mu\u00e7ulmano foi suficiente. Em 1692 foi nomeado para o Cairo um consul frances chamado M. de Maillet.\n\nEle assinalou que Alexandria \u00e9 uma cidade praticamente vazia e sem vida.\n\nOs raros habitantes, que s\u00e3o sobretudo ladr\u00f5es, se encerram em seus esconderijos. As ruinas das constru\u00e7\u00f5es est\u00e3o abandonadas. Parece prov\u00e1vel que, se livros sobreviveram ao incendio de 646, n\u00e3o estavam em Alexandria naquela \u00e9poca; trataram de evacua-los. A partir da\u00ed, fica-se reduzido a hip\u00f3teses. Fiquemos nesse plano que nos interessa, isto \u00e9, o dos livros secretos que dizem respeito \u00e0s civiliza\u00e7\u00f5es desaparecidas, \u00e0 alquimia, \u00e0 magia ou \u00e0s t\u00e9cnicas que n\u00e3o mais conhecemos. Deixaremos de lado os cl\u00e1ssicos gregos, cuja desapari\u00e7\u00e3o \u00e9 evidentemente lament\u00e1vel. mas escapa a nosso assunto. Voltemos ao Egito. Se um exemplar do Livro de Toth existiu em Alexandria, C\u00e9sar apoderou-se dele como fonte possivel de poder.\n\nMas o Livro de Toth n\u00e3o era certamente o unico documento eg\u00edpcio em Alexandria. Todos os enigmas que se colocam ainda sobre o Egito teriam, talvez, solu\u00e7\u00e3o, se tantos documentos eg\u00edpcios n\u00e3o tivessem sidos destruidos.\n\n<strong>E entre esses documentos, eram particularmente visados e deveriam ser destru\u00eddos, no original e nas c\u00f3pias, depois os resumos:<\/strong>\u00a0aqueles que descreviam a civiliza\u00e7\u00e3o que precedeu o Egito conhecido. \u00eb possivel que alguns tra\u00e7os subsistam, mas o essencial desapareceu e essa destrui\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o completa e profunda que os arqueologos racionalistas pretendem, agora, que se pode seguir no Egito o desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o do neol\u00edtico at\u00e9 as grandes dinastias, sem que nada venha a provar a existencia de uma civiliza\u00e7\u00e3o anterior.\n\nAssim tamb\u00e9m a Hist\u00f3ria, a ciencia e a situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dessa civiliza\u00e7\u00e3o anterior nos s\u00e3o totalmente desconhecidas. Formulou-se a hip\u00f3tese que se tratava de uma civiliza\u00e7\u00e3o de Negros. Nessas condi\u00e7\u00f5es, as origens do Egito deveriam ser procuradas na \u00e4frica.\n\nTalvez tenham desaparecido em Alexandria, registros, papiros ou livros provenientes dessa civiliza\u00e7\u00e3o desaparecida. Foram igualmente destruidos tratados de alquimia os mais detalhados, aqueles que permitiriam, realmente obter a transmuta\u00e7\u00f5es dos elementos. Foram destruidas obras de magia. Foram destruidas provas do encontro com extraterrestres do qual B\u00e9rose falou, citando os Apkallus. Foram destruidos . . . mas como prosseguir enumerando tudo o que ignoramos ! A destrui\u00e7\u00e3o t\u00e3o completa da biblioteca de Alexandria \u00e9, certamente, o maior sucesso dos Homens de Negro\n\n<strong>O que aconteceu com a Grande Biblioteca de Alexandria?<\/strong>\n\nOutrora a maior biblioteca do mundo antigo e contendo obras dos maiores pensadores e escritores da antiguidade, incluindo Homero, Plat\u00e3o, S\u00f3crates e muitos mais, acredita-se que a Biblioteca de Alexandria, no norte do Egito, tenha sido destru\u00edda em um grande inc\u00eandio cerca de 2.000 anos atr\u00e1s e suas obras volumosas perdidas.\n\nDesde sua destrui\u00e7\u00e3o, essa maravilha do mundo antigo tem assombrado a imagina\u00e7\u00e3o de poetas, historiadores, viajantes e estudiosos, que lamentam a tr\u00e1gica perda de conhecimento e literatura. Hoje, a ideia de uma &#8216;Biblioteca Universal&#8217; situada em uma cidade celebrada como o centro de aprendizagem no mundo antigo, atingiu um status m\u00edtico.\n\nO mist\u00e9rio foi perpetuado pelo fato de n\u00e3o terem sido recuperados quaisquer vest\u00edgios arquitet\u00f4nicos ou achados arqueol\u00f3gicos que possam ser definitivamente atribu\u00eddos \u00e0 antiga Biblioteca, o que \u00e9 surpreendente para uma estrutura supostamente renomada e imponente. Essa falta de prova f\u00edsica persuadiu alguns a se perguntar se a fabulosa Biblioteca realmente existia na forma popularmente imaginada.\n\n<strong>O MIST\u00c9RIO DA DESTRUI\u00c7\u00c3O DA BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>destrui\u00e7\u00e3o da grande biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0foi completada pelos \u00e1rabes em 646 da era crist\u00e3. Mas essa destrui\u00e7\u00e3o fora precedida de outras, e o furor com que essa fant\u00e1stica cole\u00e7\u00e3o de saber foi aniquilada \u00e9 um mist\u00e9rio que permanece at\u00e9 hoje, os fatos narrados nesta coluna se baseiam em uma ampla pesquisa ligada \u00e0 exist\u00eancia de uma Ordem Secreta, cujo um dos objetivos \u00e9 manter a humanidade fora de seu direito de conhecer sua real origem, e seus membros s\u00e3o conhecidos como Os Homens de Negro, tema de minha reportagem anterior.\n\nA biblioteca de Alexandria parece ter sido fundada por Ptolomeu I ou por Ptolomeu II, sendo que com certeza era um oficial de Alexandre, o grande, que ap\u00f3s a sua morte se proclamou-se fara\u00f3 do Egito, dando origem a Dinastia Ptolomaica que durou de 323 a 30 A.C. A cidade foi fundada, como seu pr\u00f3prio nome diz, por Alexandre, o Grande, entre 331 e 330 a.C.\n\nE pasaram-se quase mil anos antes da biblioteca ser destru\u00edda.\n\nAlexandria foi, talvez, a primeira cidade do mundo totalmente constru\u00edda em pedra, sem que se utilizasse nenhuma madeira. A biblioteca compreendia dez grandes salas, e quartos separados para os consultantes e pesquisadores, sabe-se atrav\u00e9s de documentos secretos que foi a partir de sua constru\u00e7\u00e3o que uma Ordem Secreta foi organizada e estruturada conhecida como Os Bibliotec\u00e1rios, os guardi\u00f5es do saber ocidental, acredita-se que havia um interc\u00e2mbio cultural com diversas Escolas de Mist\u00e9rios, entre elas, a dos Druidas.\n\nDiscute-se, ainda, a data de sua funda\u00e7\u00e3o e o nome de seu fundador, mas o verdadeiro fundador, no sentido de organizador e criador da biblioteca, e n\u00e3o simplesmente do Fara\u00f3 que reinava no tempo de seu surgimento, parece ter sido um personagem de nome Dem\u00e9trios de Phal\u00e8re.\n\nDesde o come\u00e7o, ele agrupou setecentos mil livros e continuou aumentando sempre esse n\u00famero. Os livros eram comprados \u00e0s custas do tesouro do Fara\u00f3.\n\nEsse Dem\u00e9trios de Phal\u00e8re, nascido entre 354 e 348 a.C., parece ter conhecido Arist\u00f3teles. Segundo consta sua primeira apari\u00e7\u00e3o ocorreu em 324 a.C. como orador p\u00fablico, em 317 foi eleito governador de Atenas e governou-a durante dez anos, de 317 a 307 a.C, como legislador imp\u00f4s um certo n\u00famero de leis, notadamente uma, a de redu\u00e7\u00e3o do luxo nos funerais.\n\n<strong>Depois foi banido de seu governo e partiu para Tebas, onde escreveu um grande n\u00famero de obras, uma com t\u00edtulo estranho:\u00a0<\/strong>SOBRE O FEIXE DE LUZ NO C\u00c9U, que \u00e9, provavelmente, a primeira obra relatando sobre os discos voadores.\n\nEm 297 a.C., o fara\u00f3 Ptolomeu convenceu Dem\u00e9trios a instalar-se em Alexandria. Reza a lenda que fundou ent\u00e3o, a biblioteca. Ptolomeu I morreu em 283 a.C. e seu filho Ptolomeu II exilou Dem\u00e9trios em Busiris, no Egito, onde foi mordido por uma serpente venenosa e morreu.\n\nDem\u00e9trios tornou-se c\u00e9lebre no Egito como mecenas das ci\u00eancias e das artes, em nome do Rei Ptolomeu I. Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ci\u00eancias, sobretudo pela zoologia.\n\nNomeou como bibliotec\u00e1rio, Zenodotus de \u00c9feso, nascido em 327 a.C., e do qual ignoram-se as circunst\u00e2ncias e data da morte. Depois disso, uma sucess\u00e3o de bibliotec\u00e1rios, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, aumentou a biblioteca, acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos crer em certas tradi\u00e7\u00f5es.\n\nA biblioteca continha portanto documentos inestim\u00e1veis. Colecionou, igualmente, documentos dos inimigos, notadamente os de Roma. Sabe-se que um bibliotec\u00e1rio se op\u00f4s, violentamente, \u00e0 primeira pilhagem da biblioteca por J\u00falio C\u00e9sar, no ano 47 a.C., mas a Hist\u00f3ria n\u00e3o tem seu nome.\n\nO que \u00e9 certo \u00e9 que j\u00e1 na \u00e9poca de J\u00falio C\u00e9sar a biblioteca de Alexandria tinha a reputa\u00e7\u00e3o corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.\n\nQuando J\u00falio C\u00e9sar chegou a Alexandria, sob o pretexto de prender Marco Ant\u00f4nio e Cle\u00f3patra, a biblioteca tinha pelo menos setecentos mil manuscritos.\n\n<strong>Quais eram? e por que se come\u00e7ou a temer alguns deles?<\/strong>\n\nOs documentos que sobreviveram d\u00e3o-nos uma id\u00e9ias precisa. Haviam livros em grego. Evidentemente toda essa parte que nos falta da literatura grega cl\u00e1ssica.\n\nMas entre esses manuscritos n\u00e3o deveria aparentemente haver nada de perigoso.\n\nAo contr\u00e1rio, o conjunto de obras de B\u00e9rose \u00e9 que poderia interessar.\n\n<strong>Sacerdote babil\u00f4nico refugiado na Gr\u00e9cia, B\u00e9rose nos deixou o relato de um encontro com extraterrestres:<\/strong>\u00a0os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros, e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos cient\u00edficos.\n\nB\u00e9rose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, at\u00e9 a \u00e9poca de Ptolomeu I e foi sacerdote de Bel-Marduk na Babil\u00f4nia. Era historiador, astr\u00f3logo e astr\u00f4nomo.\n\nInventou o rel\u00f3gio de sol semicircular. Fez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interfer\u00eancia da luz. Podemos fixar as datas de sua vida em 356 a.C. nascimento e 261, sua morte. Uma lenda contempor\u00e2nea diz que a famosa Sybila, que profetizava, era sua filha.\n\nA Hist\u00f3ria do Mundo de B\u00e9rose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida. Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria.\n\nNela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.\n\nEncontrava-se em Alexandria, tamb\u00e9m, o obra completa de Manethon. Este, sacerdote e historiador eg\u00edpcio, contempor\u00e2neo de Ptolomeu I e II, conhecera todos os segredos do Egito.\n\nSeu nome mesmo pode ser interpretado como ?o amado de Toth? ou ?detentor da verdade de Toth?.\n\nEra o homem que sabia tudo sobre o Egito, lia os hier\u00f3glifos, e tinha contato com os \u00faltimos sacerdotes eg\u00edpcios. Teria ele mesmo escrito oito livros, e reuniu quarenta rolos de pergaminho, em Alexandria, que continham todos os segredos eg\u00edpcios, e provavelmente o Livro de Toth. Se tal cole\u00e7\u00e3o tivesse sido conservada, saber\u00edamos, quem sabe, tudo o que seria preciso saber sobre os segredos do Egito.\n\nFoi exatamente isto que se quis impedir.\n\nA biblioteca de Alexandria continha igualmente obras de um historiador fen\u00edcios, Mochus, ao qual se atribui a inven\u00e7\u00e3o de teoria at\u00f4mica, ela continha, ainda, manuscritos indianos extraordinariamente raros e preciosos.\n\nDe todos esses manuscritos n\u00e3o resta nenhum tra\u00e7o.\n\n<strong>Conhecemos o n\u00famero total dos rolos quando a destrui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou:<\/strong>\u00a0quinhentos e trinta e dois mil e oitocentos.\n\nSabemos que existia uma se\u00e7\u00e3o que se poderia batizar de ?Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas? e outra de ?Ci\u00eancias Naturais?. Um Cat\u00e1logo Geral igualmente existia, mas tamb\u00e9m foi destru\u00eddo, teoricamente.\n\nFoi J\u00falio C\u00e9sar quem inaugurou essas destrui\u00e7\u00f5es e levou um certo n\u00famero de livros, queimou uma parte e guardou o resto. Uma incerteza persistia ainda em nossos dias sobre esse epis\u00f3dio, e 2.000 anos depois da sua morte, J\u00falio C\u00e9sar tem ainda partid\u00e1rios e advers\u00e1rios.\n\nSeus partid\u00e1rios dizem que ele jamais queimou livros na pr\u00f3pria biblioteca; ali\u00e1s, um certo n\u00famero de livros prontos a ser embarcados para Roma, foram queimados num dos dep\u00f3sitos do cais do porto de Alexandria, mas n\u00e3o foram os romanos que lhes atearam fogo e ao contr\u00e1rio, certos advers\u00e1rios de C\u00e9sar dizem que grande n\u00famero de livros foi deliberadamente destru\u00eddo.\n\nA estimativa do total varia de 40.000 a 70.000. Uma tese intermedi\u00e1ria afirma que as chamas provenientes de um bairro onde havia uma luta contra os invasores chegaram a biblioteca e destru\u00edram-na acidentalmente.\n\nParece certo, em todo caso, que tal destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi total. Os advers\u00e1rios e os partid\u00e1rios de C\u00e9sar n\u00e3o d\u00e3o refer\u00eancias precisas, os contempor\u00e2neos nada dizem, e os escritos mais pr\u00f3ximos do acontecimento lhe s\u00e3o posteriores de dois s\u00e9culos.\n\nC\u00e9sar mesmo em suas obras, nada disse. Parece que ele se ?apoderou? de certos livros que lhe pareciam especialmente interessantes.\n\nA maior parte dos especialistas em hist\u00f3ria eg\u00edpcia pensa que o edif\u00edcio da biblioteca deveria ser de grandes dimens\u00f5es para conter setecentos mil volumes, salas de trabalho, gabinetes particulares, e que um monumento de tal import\u00e2ncia n\u00e3o p\u00f4de ser totalmente destru\u00eddo por um princ\u00edpio de inc\u00eandio. \u00c9 poss\u00edvel que o inc\u00eandio tenha consumido estoques de trigo, assim como rolos de papiro virgem.\n\nN\u00e3o \u00e9 certo que tenha devastado grande parte da biblioteca, n\u00e3o \u00e9 certo que ela tenha sido totalmente aniquilada. \u00c9 certo, por\u00e9m, que uma quantidade de livros considerados particularmente perigosos, desapareceu.\n\nA ofensiva seguinte, a mais s\u00e9ria contra a biblioteca, parece ter sido feita pela Imperatriz Zen\u00f3bia. Ainda desta vez a destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi total, mas livros importantes desapareceram.\n\nConhecemos a raz\u00e3o da ofensiva que lan\u00e7ou depois dela o Imperador Diocleciano (284-305 d.C.). Documentos contempor\u00e2neos est\u00e3o de acordo a este respeito.\n\nDiocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabrica\u00e7\u00e3o do ouro e da prata, isto \u00e9, todas as obras de alquimia. Ele pensava que se os eg\u00edpcios pudessem fabricar \u00e0 vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um ex\u00e9rcito e combater o Imp\u00e9rio. Diocleciano, mesmo filho de escravos, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284. Era, ao que tudo indica, era um perseguidor nato de todas as Ordens em seu tempo e o \u00faltimo decreto que assinou antes de sua abdica\u00e7\u00e3o, em maio de 305, ordenava a destrui\u00e7\u00e3o do cristianismo.\n\nDiocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito, e come\u00e7ou em julho de 295 o cerco a Alexandria e que tomou a cidade, e nessa ocasi\u00e3o houve massacres inomin\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o. Entretanto, segundo a lenda, o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada, e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade.\n\nA tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia. E todos os manuscritos encontrados foram destru\u00eddos, eles continham, ao que parece, as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para a compreens\u00e3o dessa ci\u00eancia, principalmente agora que sabemos que as tramita\u00e7\u00f5es met\u00e1licas s\u00e3o poss\u00edveis.\n\nN\u00e3o possu\u00edmos a lista dos manuscritos destru\u00eddos, mas a lenda conta que alguns dentre eles eram obras de Pit\u00e1goras, de Salom\u00e3o ou do pr\u00f3prio Hermes. \u00c9 evidente que isto deve ser tomado com relativa confian\u00e7a.\n\n<strong>Seja como for, documentos indispens\u00e1veis davam a chave da alquimia e est\u00e3o perdidos para sempre<\/strong>: Mas a biblioteca continuou. Apesar de todas as destrui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas que sofreu, ela continuou sua obra at\u00e9 que os \u00e1rabes a destru\u00edssem completamente.\n\nE se os \u00e1rabes o fizeram, sabiam por que o faziam. J\u00e1 haviam destru\u00eddo, no pr\u00f3prio Isl\u00e3o, assim como na P\u00e9rsia grande n\u00famero de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia.\n\nA palavra de ordem dos conquistadores era ?n\u00e3o h\u00e1 necessidade de outros livros, sen\u00e3o o Livro?, isto \u00e9 o Alcor\u00e3o. Assim, a destrui\u00e7\u00e3o de 646 d.C. visava n\u00e3o propriamente os livros malditos, mas todos os livros.\n\n<strong>O historiador mu\u00e7ulmano Abd al-Latif (1160-1231) escreveu:<\/strong>\u00a0?A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr Ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor?.\n\n<strong>Esse Omar se opunha ali\u00e1s a que se escrevessem livros mu\u00e7ulmanos, seguindo sempre o princ\u00edpio:\u00a0<\/strong>?o livro de Deus \u00e9-nos suficiente?. Era um mu\u00e7ulmano rec\u00e9m-convertido, fan\u00e1tico, odiava os livros e destrui-os muitas vezes porque n\u00e3o falavam do profeta.\n\n\u00c9 natural que terminasse a obra come\u00e7ada por J\u00falio C\u00e9sar, continuada por Diocleciano e outros.\n\nSe documentos sobreviveram a esses autos-de-f\u00e9, foram cuidadosamente guardados desde 646 d.C. e n\u00e3o mais reapareceram. E se certos grupos secretos possuem atualmente manuscritos provenientes de Alexandria, dissimulam isto muito bem.\n\nEm 1692 foi nomeado para o Cairo um c\u00f4nsul franc\u00eas chamado Mailett. Ele assinalou que Alexandria \u00e9 uma cidade praticamente vazia e sem vida. Os raros habitantes, que s\u00e3o sobretudo ladr\u00f5es, e se encerram em seus esconderijos. As ru\u00ednas das constru\u00e7\u00f5es est\u00e3o abandonadas. Parece prov\u00e1vel que, se livros sobreviveram ao inc\u00eandio de 646, n\u00e3o estavam em Alexandria naquela \u00e9poca; e supostamente a foram retirados por uma Ordem desconhecida. A partir da\u00ed tudo s\u00e3o hip\u00f3teses. Fiquemos nesse plano que nos interessa, isto \u00e9, o dos livros secretos que dizem respeito \u00e0s civiliza\u00e7\u00f5es desaparecidas, alquimia, \u00e0 magia ou \u00e0s t\u00e9cnicas que n\u00e3o mais conhecemos. Deixaremos de lado os cl\u00e1ssicos gregos, cuja desapari\u00e7\u00e3o \u00e9 evidentemente lament\u00e1vel, mas escapa a nosso assunto.\n\nVoltemos ao Egito. Se um exemplar do Livro de Toth existiu em Alexandria, C\u00e9sar apoderou-se dele como fonte poss\u00edvel de poder. Mas o Livro de Toth n\u00e3o era certamente o \u00fanico documento eg\u00edpcio em Alexandria.\n\nTodos os enigmas que se colocam ainda sobre o Egito teriam, talvez, solu\u00e7\u00e3o, se tantos documentos eg\u00edpcios n\u00e3o tivessem sido destru\u00eddos.\n\n<strong>E entre esses documentos, eram particularmente visados e deveriam ser destru\u00eddos, no original e nas c\u00f3pias, depois os resumos:<\/strong>\u00a0aqueles que descreviam a civiliza\u00e7\u00e3o que precedeu o Egito conhecido e deu origem as Escolas de Mist\u00e9rios.\n\n\u00c9 poss\u00edvel que alguns tra\u00e7os subsistiam, mas o essencial desapareceu, e essa destrui\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o completa e profunda que os arque\u00f3logos racionalistas querem agora, que se possa seguir a hist\u00f3ria do Egito, desde seu inexplic\u00e1vel desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o do neol\u00edtico at\u00e9 as grandes dinastias, sem que nada venha a provar a exist\u00eancia de uma civiliza\u00e7\u00e3o anterior mais avan\u00e7ada.\n\nAssim tamb\u00e9m a Hist\u00f3ria, a ci\u00eancia e a situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dessa civiliza\u00e7\u00e3o anterior nos s\u00e3o totalmente desconhecidas.\n\nFormulou-se a hip\u00f3tese que se tratava de civiliza\u00e7\u00e3o de Negros. Nessas condi\u00e7\u00f5es, as origens do Egito deveriam ser procuradas na \u00c1frica. Talvez tenham desaparecido em Alexandria, registros, papiros ou livros provenientes dessa civiliza\u00e7\u00e3o desaparecida; outra corrente acredita que os chamados Reis Divinos fossem os \u00faltimos atlantes, j\u00e1 que o primeiro Fara\u00f3 humano foi Man\u00e9s, fundador da primeira dinastia.\n\nForam igualmente destru\u00eddos tratados de alquimia, os mais detalhados, aqueles que permitiram, realmente, obter a transmuta\u00e7\u00e3o dos elementos. foram destru\u00eddas obras de magia. foram destru\u00eddas provas do encontro com extraterrestres do qual B\u00e9rose falou, citando os Apkallus.\n\n<strong>O Racionalismo Crist\u00e3o na Biblioteca de Alexandria<\/strong>\n\nA literatura racionalista crist\u00e3 est\u00e1 presente na milenar Biblioteca de Alexandria, cidade mais importante da Rep\u00fablica \u00c1rabe do Egito depois da capital, Cairo, desde sua reinaugura\u00e7\u00e3o, em 2002.\n\nA presen\u00e7a do Racionalismo Crist\u00e3o na nova Biblioteca de Alexandria foi por ela entendida, na pessoa do seu diretor, como \u201cum importante s\u00edmbolo da coopera\u00e7\u00e3o internacional, com vista ao enriquecimento da Biblioteca\u201d.\n\nA\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>, fundada por Ptolomeu I, S\u00f3ter, no s\u00e9culo III a.C., integrava o Museu (\u00e0 letra, Santu\u00e1rio das Musas) e a grande biblioteca (assim denominada para distingui-la da pequena biblioteca de Ser\u00e1pis, que lhe ficou anexa), mais tarde ampliada por Ptolomeu III, e deve o valor, o prest\u00edgio e o esplendor alcan\u00e7ados, principalmente, aos dois primeiros Ptolomeus.\n\nO complexo ? museu e biblioteca ? formava uma esp\u00e9cie de universidade, a primeira do mundo, e constitu\u00eda a maior maravilha da bela Alexandria.\n\nA\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0foi o c\u00e9rebro e a gl\u00f3ria ? o primeiro verdadeiro instituto de investiga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do mundo ? da mais importante cidade do planeta.\n\nA Biblioteca foi propositadamente destru\u00edda, quase na totalidade, no s\u00e9culo V da nossa era, quando do assassinato de Hep\u00e1tia, no ano 415, depois de um per\u00edodo de extraordin\u00e1rio vigor cultural e cient\u00edfico.\n\n<strong>O que resta dessa biblioteca lend\u00e1ria \u00e9 quase nada:<\/strong>\u00a0uma cave subterr\u00e2nea do Scrapeu (uma sua sucursal mais popular), o anexo da biblioteca, um antigo templo, posteriormente consagrado \u00e0 sabedoria, e umas prateleiras bolorentas, talvez os \u00fanicos restos materiais (f\u00edsicos).\n\nDo conte\u00fado cultural e cient\u00edfico da gloriosa biblioteca n\u00e3o resta um \u00fanico manuscrito. Em alguns casos apenas se conhecem os aliciantes t\u00edtulos das obras ent\u00e3o destru\u00eddas. Na sua maioria, n\u00e3o se conhecem os t\u00edtulos das obras nem os autores. Sabe-se que, das 123 pe\u00e7as de teatro, de S\u00f3focles, existentes na biblioteca s\u00f3 sete sobreviveram. Uma delas \u00e9 o Rei \u00c9dipo. Igual destrui\u00e7\u00e3o sofreram as obras de \u00c9squilo e Eur\u00edpedes.\n\nA destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca foi um crime inqualific\u00e1vel, uma perda incalcul\u00e1vel e irrepar\u00e1vel para a humanidade, foi como se a civiliza\u00e7\u00e3o inteira tivesse efetuado a sua autodestrui\u00e7\u00e3o. Com ela extinguiu-se para sempre grande parte dos nossos la\u00e7os com o passado, com a cultura elaborada, com as descobertas, as id\u00e9ias fermentadas e as paix\u00f5es vividas.\n\nDem\u00e9trio de Falero (350-238 a.C.), fil\u00f3sofo e amigo de Ptolomeu I, visitou Alexandria em 295 a.C.. Influenciou, possivelmente, o projeto da biblioteca empreendido pelo rei, que n\u00e3o negligenciou os temas do esp\u00edrito.\n\nOs organizadores da grande biblioteca vasculharam todas as culturas e l\u00ednguas do mundo. Foram enviadas delega\u00e7\u00f5es ao estrangeiro para comprar bibliotecas.\n\nCal\u00edmaco (294-224 a.C.), gram\u00e1tico, e Apol\u00f4nio de Rodes (295-215 a.C.), gram\u00e1tico e poeta \u00e9pico, ter\u00e3o sido colaboradores iniciais na funda\u00e7\u00e3o da biblioteca e organiza\u00e7\u00e3o do fundo documental.\n\nO Museu dispunha de salas de aula, instrumentos astron\u00f4micos, dez grandes laborat\u00f3rios de investiga\u00e7\u00e3o, cada um deles dedicado a um ramo diferente, fontes e colunatas, jardins bot\u00e2nicos, um jardim zool\u00f3gico, salas de refei\u00e7\u00f5es onde, nos momentos de lazer, se fazia a discuss\u00e3o cr\u00edtica das id\u00e9ias.\n\nO Museu dividia-se em departamentos especializados de matem\u00e1tica, astronomia, medicina (que inclu\u00eda biologia) e literatura, mas n\u00e3o de filosofia. Torna-se, a partir de Ptolomeu II, um centro acad\u00eamico de investiga\u00e7\u00e3o de ponta.\n\nMantida pela generosidade dos reis, ali vivem s\u00e1bios que encontram, no Museu, adequadas condi\u00e7\u00f5es de trabalho e sal\u00e1rio. Parece que nunca houve uma verdadeira biblioteca, no sentido habitual do termo, que n\u00e3o deixa de crescer. Continha 200 mil volumes, 400 mil, quando da morte de Ptolomeu II, que comprou um grande n\u00famero de livros, especialmente de Arist\u00f3teles, e 700 mil, no tempo de C\u00e9sar.\n\nOs s\u00e1bios da Biblioteca estudaram o cosmos. Cosmos com o significado de ordem universal, ordem que implica uma profunda liga\u00e7\u00e3o entre todas as coisas e exprime a admira\u00e7\u00e3o pelo modo intrincado e sutil como tudo se encontra ligado no universo.\n\nEm torno da Biblioteca viveu uma comunidade de s\u00e1bios e investigadores de matem\u00e1tica, f\u00edsica, literatura, medicina, astronomia, geografia, filosofia, biologia e engenharia. Ela foi o local onde a humanidade reuniu, pela primeira vez, s\u00e9ria e sistematicamente o conhecimento do mundo.\n\nNaquela institui\u00e7\u00e3o onde a ci\u00eancia e a sabedoria humana atingiram a maioridade de ent\u00e3o, floresceu a genialidade que o Homem, na \u00e9poca, consentia e tinha dispon\u00edvel. Foi aqui que, no s\u00e9culo III, a lei dos judeus, a Tora, foi, pela primeira vez, traduzida por 70 s\u00e1bios que conheciam igualmente bem o hebraico e o grego. Era a B\u00edblia dos Setenta, como ficou conhecida.\n\nO Antigo Testamento chegou at\u00e9 n\u00f3s, diretamente da tradu\u00e7\u00e3o grega feita na Biblioteca. Tamb\u00e9m aqui se desenvolveu a edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. O grande tesouro da Biblioteca foram a intelig\u00eancia, as atividades cultural e inteletual dos seus agentes, e uma excepcionalmente valorosa e valiosa cole\u00e7\u00e3o de manuscritos.\n\nCarl Sagan, que temos vindo a acompanhar, considera ter sido Alexandria ? na sua Biblioteca ? o local onde os homens iniciaram, num sentido j\u00e1 n\u00edtido, a aventura inteletual que nos levou \u00e0 costa do espa\u00e7o.\n\nA Biblioteca de Alexandria n\u00e3o se limitou a acumular conhecimentos adquiridos. Foi sempre encorajada a fazer ? e nela fomentada ? investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\n\n<strong>Ponto de encontro de s\u00e1bios que renasce das cinzas<\/strong>\n\nPassaram pela Biblioteca de Alexandria muitos eruditos, fil\u00f3sofos e s\u00e1bios, em torno dos quais se coligaram as primeiras gram\u00e1ticas, os primeiros l\u00e9xicos de palavras raras, se fundaram e fundamentaram os alicerces de muitas ci\u00eancias.\n\nA destrui\u00e7\u00e3o proposital da Biblioteca de Alexandria foi um crime contra a humanidade, como se a civiliza\u00e7\u00e3o tivesse sido destru\u00edda \u00e0s m\u00e3os de um poder sem amor e, portanto, sem modera\u00e7\u00e3o, sem pondera\u00e7\u00e3o e sem justi\u00e7a.\n\nAs diversas vers\u00f5es, hist\u00f3ricas ou n\u00e3o, sobre a destrui\u00e7\u00e3o e inc\u00eandio do recheio da Biblioteca de Alexandria desfocam, variam e dispersam por diferentes personagens hist\u00f3ricas o protagonismo na consuma\u00e7\u00e3o do crime, mas n\u00e3o apagam a opress\u00e3o e o medo de se poder aprender que foram suporte do ato. Entre outros nomes, s\u00e3o citados os de J\u00falio C\u00e9sar (100 \u2013 44 a.C.), Marco Antonio (83 \u2013 30 a.C.), Cle\u00f3patra VII (69 \u2013 30 a.C.), ra\u00ednha do Egito, os imperadores romanos Aureliano (215 \u2013 275) e Teod\u00f3sio I (347 \u2013 395), e o califa Omar I (581 \u2013 644).\n\nCerto \u00e9 que Hep\u00e1tia (370 \u2013 415), a \u00faltima grande figura da Biblioteca de Alexandria, foi brutalmente assassinada e queimada por fan\u00e1ticos.\n\nHep\u00e1tia, natural de Alexandria, desenvolveu uma extraordin\u00e1ria atividade, muito diversificada, distinguindo-se na matem\u00e1tica, na astronomia e na f\u00edsica, sendo ainda respons\u00e1vel pela escola de filosofia neoplat\u00f4nica.\n\nN\u00e3o obstante, viv\u00edamos uma \u00e9poca em que as mulheres tinham poucas oportunidades e eram tratadas como objetos.\n\nHep\u00e1tia moveu-se livremente sem se deixar inferiorizar em dom\u00ednios tradicionalmente exclusivos dos homens.\n\nAlexandria do tempo de Hep\u00e1tia, j\u00e1 h\u00e1 muito sob o dom\u00ednio romano, era uma cidade longe do seu esplendor. Vivia-se sob grande press\u00e3o.\n\nA escravid\u00e3o tinha retirado \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o a grande vitalidade que a caracterizava.\n\nHep\u00e1tia foi vitima de poderosas for\u00e7as sociais. Apesar do grande perigo que corria, continuou a ensinar e a publicar, at\u00e9 que, no ano de 415, a caminho do seu trabalho, foi atacada por um grupo de fan\u00e1ticos.\n\nOs agressores arrastaram-na para fora do carro, arrancaram-lhe as roupas e, com conchas de abalone, separaram-lhe a carne dos ossos. Seus restos mortais foram queimados e seus trabalhos, destru\u00eddos.\n\nTudo o que restava da Biblioteca de Alexandria foi destru\u00eddo e incendiado a seguir \u00e0 morte de Hep\u00e1tia. Do conte\u00fado cient\u00edfico da gloriosa Biblioteca n\u00e3o resta um \u00fanico manuscrito. A gl\u00f3ria da Biblioteca passou a ser, desde ent\u00e3o, apenas uma recorda\u00e7\u00e3o.\n\nCom a destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca, o vigor da ci\u00eancia s\u00f3 \u00e9 retomado, praticamente, a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do s\u00e9culo XVII.\n\nNa Alexandria de hoje desapareceram praticamente os vest\u00edgios da antiga Alexandria. H\u00e1 as marcas de uma cidade da civiliza\u00e7\u00e3o industrial.\n\nA nova Biblioteca de Alexandria foi inaugurada a 16 de outubro de 2002, com o patroc\u00ednio do governo eg\u00edpcio e da Unesco.\n\nO teto do edif\u00edcio tem a forma de um disco solar reclinado, com 160 metros de di\u00e2metro, que parece estar pronto a iluminar o planeta.\n\nA Biblioteca inclui, nomeadamente, quatro bibliotecas especializadas, v\u00e1rios laborat\u00f3rios e faz parte de um conjunto arquitet\u00f4nico onde existem um planet\u00e1rio, dois museus e uma sala de congressos e exposi\u00e7\u00f5es.\n\nA presen\u00e7a do Racionalismo Crist\u00e3o na nova Biblioteca de Alexandria foi por ela entendida, na pessoa do seu diretor, como \u201cum importante s\u00edmbolo da coopera\u00e7\u00e3o internacional, com vista ao enriquecimento da Biblioteca\u201d.\n\nA presen\u00e7a do Racionalismo Crist\u00e3o na nova Biblioteca de Alexandria \u00e9 um testemunho de amor e um novo farol, agora de Luz Astral Pur\u00edssima, uma continuadamente nova mensagem de universalidade e universalismo, de espiritualidade e de inteletualidade dirigida a toda a humanidade, para a sua evolu\u00e7\u00e3o espiritual, simbolicamente entregue \u00e0 institui\u00e7\u00e3o herdeira de um marco inolvid\u00e1vel da Hist\u00f3ria do Homem neste planeta como seu mundo-escola.\n\n<strong>Ponto de refer\u00eancia do conhecimento humano<\/strong>\n\n<strong>Pela Biblioteca de Alexandria passaram homens como:<\/strong>\n<blockquote>Erat\u00f3stenes, diretor da grande Biblioteca, era astr\u00f4nomo, historiador, ge\u00f3grafo, fil\u00f3sofo, poeta, cr\u00edtico teatral e matem\u00e1tico. Determinou o per\u00edmetro da circunfer\u00eancia da Terra, descobrindo, assim, ser este um planeta pequeno. Trata-se de um c\u00e1lculo not\u00e1vel pela sua pequen\u00edssima percentagem de erro, embora efetuado h\u00e1 2.200 anos. Tra\u00e7ou um mapa da Terra e defendeu que se podia atingir a \u00cdndia, navegando para Oeste, a partir de Espanha.\nEntre os bibliotec\u00e1rios de Alexandria podemos citar Zen\u00f3doto de \u00c9feso, Apol\u00f4mio de Rodes, Arist\u00f3fenes de Biz\u00e2ncio e Aristarco de Samatr\u00e1cia.\nHiparco, astr\u00f4nomo que fez o mapa das constela\u00e7\u00f5es e determinou o brilho das estrelas. Para ele as estrelas nascem, deslocando-se lentamente ao longo dos s\u00e9culos, e acabam por morrer. Foi o primeiro a elaborar um cat\u00e1logo indicativo da posi\u00e7\u00e3o e magnitude das estrelas, de modo a poder-se detetar as mudan\u00e7as.\nEuclides, o brilhante sistematizador da geometria. Redigiu um tratado de geometria ? Elementos ? no qual, ainda hoje, aprendemos, passados 24 s\u00e9culos. Esse trabalho contribui para despertar o interesse cient\u00edfico, nomeadamente, de Kepler, Newton e Einstein.\u00a0<strong>Euclides ter\u00e1 tido oportunidade de dizer ao seu rei que se debatia com um problema matem\u00e1tico<\/strong>: \u201cN\u00e3o existe qualquer caminho real para a geometria\u201d.\nDion\u00edsio de Tr\u00e1cia, que definiu as diferentes partes do discurso. Fez pelo estudo da linguagem o que Euclides fez pelo da geometria.\nHer\u00f3filo, fisi\u00f3logo, identificou, com seguran\u00e7a, o c\u00e9rebro, em vez do cora\u00e7\u00e3o, como o \u00f3rg\u00e3o por onde a intelig\u00eancia se exprime.\nGaleno, cujos estudos acerca da medicina e da anatomia dominaram a ci\u00eancia, at\u00e9 ao Renascimento, sendo o seu nome inesquec\u00edvel.\nHer\u00f3n de Alexandria, inventor das engrenagens de rodas dentadas, dos motores a vapor e autor de Aut\u00f4mata, o primeiro livro sobre aut\u00f4matos.\nApol\u00f4nio de Perga, o matem\u00e1tico que estabeleceu as formas das se\u00e7\u00f5es c\u00f3nicas ? elipse, par\u00e1bola e hip\u00e9rbole ?, as formas, tal como agora sabemos, das \u00f3rbitas dos planetas, cometas e estrelas. Dezessete s\u00e9culos depois, os escritos de Apol\u00f4nio sobre as se\u00e7\u00f5es c\u00f3nicas foram usados por Kepler para compreender o movimento dos planetas.\nArquimedes, o maior g\u00e9nio da mec\u00e2nica at\u00e9 \u00e0 \u00e9poca de Leonardo da Vinci.\nPtolomeu, astr\u00f4nomo e ge\u00f3grafo que compilou muito do que hoje faz parte da pseudoci\u00eancia, a astrologia. O seu universo, centrado na Terra, dominou durante 1500 anos. Verificamos, pois, que a capacidade inteletual n\u00e3o evita erros graves.<\/blockquote>\nEntre esses grandes homens n\u00e3o se pode esquecer uma grande mulher, Hep\u00e1tia, matem\u00e1tica e astr\u00f4noma, a \u00faltima luz da Biblioteca de Alexandria, cujo mart\u00edrio at\u00e9 \u00e0 morte est\u00e1 associado \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca, sete s\u00e9culos depois da sua funda\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA \u2013 O SEGREDO DOS LIVROS RAROS<\/strong>\n\n<strong>A B\u00cdBLIA DOS 72 \u2013 SEPTUAGINTA<\/strong>\n\nQuando Aristeu, aproveitando as boas circunst\u00e2ncias da autoriza\u00e7\u00e3o de Ptolomeu para a tradu\u00e7\u00e3o do Pentateuco para o grego, lhe pediu para libertar os judeus cativos desde o tempo de S\u00f3ter na campanha da S\u00edria que eram cerca de 100.000.\n\nN\u00e3o pensou que o soberano aquiescesse de t\u00e3o bom grado,apesar de Sos\u00edbio de Tarento e Andr\u00e9, os dois chefes da guarda pessoal do rei tamb\u00e9m partilharem desta liberta\u00e7\u00e3o.\n\nEste gesto foi quase uma credencial junto de Eleazar,sumo sacerdote de Jerusal\u00e9m,e refor\u00e7ou a chegada da missiva de Ptolomeu onde este dizia que para bem de todos os judeus daqui e doutras partes do mundo, para conhecimento de todos os povos deveria a lei hebraica ser traduzida para o grego e figurar na biblioteca a par dos mais raros dos livros.\n\nFoi ester selar das boas rela\u00e7\u00f5es entre os dois povos finalizado com a chegada a Alexandria de 72 s\u00e1bios judeus cuja erudi\u00e7\u00e3o e escolha foi feita em 6 por cada tribo de Israel.\n<p class=\"imagem\"><strong>Foi levado a cabo uma homenagem aos vindos, que durou sete dias com v\u00e1rios banquetes, durante estes Ptolomeu pode aferir do comportamento e frugalidade de pose dos estudiosos que o maravilharam na dial\u00e9tica, perguntava-lhe o soberano:<\/strong>\u201d Como conservar o reino? \u201c; \u201cComo ter o assentimento dos amigos?\u201d; \u201cComo transmitir o reino intacto aos herdeiros?\u201d,e assim por diante. Mnedemo de Er\u00e9tria, um dos presentes, um dial\u00e9tico que frequentara a Academia de Atenas, foi incapaz de discuss\u00e3o t\u00e3o estravagante, mas os velhos anci\u00e3os n\u00e3o desanimaram e tiveram sempre respostas respeitosas e originais lembrando a id\u00e9ia da omnipot\u00eancia divina at\u00e9 mesmo na mais rec\u00f4ndita interroga\u00e7\u00e3o da mente humana.<\/p>\nD\u00e9metrio o plenipotenci\u00e1rio da biblioteca levou os 72 s\u00e1bios para a ilha de Faros, num pal\u00e1cio quase junto ao farol,ali em maior sossego do que no Museu, os 72 eruditos fizeram todo o trabalho de tradu\u00e7\u00e3o em 72 dias. Nasceu a Septuaginta a vers\u00e3o da B\u00edblia Hebraica para o grego Koin\u00e9. Embora com alguma contorv\u00e9rsia (mais tarde), quanto \u00e0 exist\u00eancia desta vers\u00e3o pr\u00e9-crist\u00e3 do velho testamento em grego, pois nunca foi encontrada nenhuma vers\u00e3o da mesma datada de antes de Or\u00edgenes(185-253 d.C.).\n\nA Septuaginta foi muito enaltecida na antiguidade,entre v\u00e1rias men\u00e7\u00f5es destacam-se as de Filon de Alexandria e de Fl\u00e1vio Josefo.\n\n<strong>II APOGEU E DESTRUI\u00c7\u00c3O DA MAIS C\u00c9LEBRE DAS BIBLIOTECAS<\/strong>\n\nN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aos \u00e1rabes que se deve atribuir a destrui\u00e7\u00e3o da biblioteca de Alexandria em 646 da nossa era.Anteriormente outros atos de destrui\u00e7\u00e3o puseram em causa todo o acervo de saber acumulado durante s\u00e9culos.\n\nA biblioteca de Alexandria parece ter sido fundada por Ptolomeu I, ou Ptolomeu II. A cidade, como o seu nome indica, por Alexandre o Grande, nos come\u00e7os do Inverno de 331 a.C..\n\nAlexandria foi talvez a primeira grande cidade do mundo a ser construida unicamente com pedra e quase sem nenhuma utiliza\u00e7\u00e3o de madeira.\n\nA biblioteca compunha-se de dez grandes salas e de c\u00e2maras separadas para os s\u00e1bios, professores e estudiosos acreditados, salas de refei\u00e7\u00f5es e jardins. Parece ter sido Dem\u00e9trio de Falerno,o primeiro plenipotenci\u00e1rio da biblioteca, nascido entre 354 e 348 a.C., contempor\u00e2neo e conviva de Arist\u00f3teles. Dem\u00e9trio chegou a ser governador de Atenas durante dez anos.\n\nHomem de grandes horizontes intelectuais, mecenas das artes, e at\u00e9 \u201cum \u00e1rbitro da eleg\u00e2ncia\u201d, contam os anais que foi o primeiro homem em Atenas a dar aos seus cabelos a colora\u00e7\u00e3o loura Ap\u00f3s v\u00e1rias convuls\u00f5es pol\u00edticas \u00e9 banido do governo e parte para Tebas, l\u00e1 escreve um grande n\u00famero de obras, das quais uma tinha um t\u00edtulo estranho\u201dAcerca de apari\u00e7\u00f5es e cintil\u00e2ncias de luz nos c\u00e9us\u201d. Talvez a primeira obra sobre Discos Voadores. Em 297 a.C. o Fara\u00f3 Ptolomeu convida-o a instalar-se em Alexandria e fundar a biblioteca.\n\nEntretanto 14 anos volvidos Ptolomeu I morre, e seu filho Ptolomeu II, que n\u00e3o apreciava muito Dem\u00e9trio,exila-o em Busiris no Egipto, onde este morre da mordedura de uma serpente.\n\n\u00c9 ent\u00e3o nomeado bibliotec\u00e1rio respons\u00e1vel Z\u00e9nodotus de Efeso.\n\n<strong>Depois sucendem-se durante v\u00e1rios s\u00e9culos outros bibliotec\u00e1rios, tais como:\u00a0<\/strong>Callimachus de Cir\u00e9ne, Apollonius de Rodes,Eratosth\u00e9nes,Aristophanes de Biz\u00e2ncio,Aristarchus de Samotr\u00e1cia, tantos quanto \u00e9 dado saber dos registos.\n\n<strong>Durante este per\u00edodo o acervo da biblioteca prospera em numero de obras e raridade das mesmas:<\/strong>\u00a0pergaminhos,mapas raros, gravuras.\n\nPara tudo isto contribuia a chegada incessante de barcos com livros para serem copiados e outros originais para aumentarem o acervo, sabia-se quase tudo sobre Roma um inimigo que mais tarde haveria de ser letal.\n\nA primeira delapida\u00e7\u00e3o s\u00e9ria ocorre no ano de 47 a.C. aquando da presen\u00e7a de J\u00falio C\u00e9sar e suas legi\u00f5es no Egipto. A biblioteca estava no seu apogeu no que consta ao acervo,constava nesse tempo, e hoje julgamos ser verdade que existiam codifica\u00e7\u00f5es raras e secretas, livros que podiam dar um poder quase ilimitado a quem deles se apoderasse.\n\n<strong>No momento em que C\u00e9sar chega a Alexandria, a biblioteca devia possuir cerca de 700.000 livros,porque existiria tanto medo no que estava exposto nalguns deles?<\/strong>\n\n<strong>Alguns documentos raros, de hoje, d\u00e3o-nos a indica\u00e7\u00e3o de que existiam obras de todos os grandes pensadores e escritores gregos cl\u00e1ssicos e outros de nomeada:<\/strong>\u00a0Euclides,Aristarco de Samos,Arquimedes,Galeno, Her\u00f3filo,Hip\u00e1tia,Ptolomeu; mas tamb\u00e9m obras que se diziam her\u00e9ticas perigosas e imcompreendidas por algum poder vigente ou correntes religiosas.\n\nA obra de B\u00e9rose era uma das que inquietava.\n\n<strong>Sacerdote babil\u00f4nio refugiado na Gr\u00e9cia, descreve numa obra \u201d Hist\u00f3ria do Mundo\u201d um avistamento e um encontro com o que se p\u00f3de chamar hoje \u201d entra-terrestres\u201d:\u00a0<\/strong>chamava-lhe \u201cApkallus\u201d,semelhantes a peixes, viviam dentro de um envolucro semelhante a um escafandro. Ainda segundo esta descri\u00e7\u00e3o de B\u00e9rose, estes homens vindos das estrelas pretendiam entregar aos homens conhecimentos cient\u00edficos. B\u00e9rose tinha vivido no tempo de Alexandre o Grande, e at\u00e9 \u00e0 \u00e9poca de Ptolomeu I.\n\nTinha sido sacerdote de Bel-Marduk na Bbil\u00f3nia. Era historiador, astr\u00f3nomo e astr\u00f3logo. Inventou um calend\u00e1rio solar semi-circular; e o rel\u00f3gio de Sol;escreveu um tratado sobre o antagonismo entre os raio solares e os lunares e seus efeitos, o que se chama hoje infer\u00eancia da Luz. H\u00e1 elementos que fazem supor que a famosa Sibila, que profetizava,era sua filha.\n\nPerdeu-se a \u201d Hist\u00f3ria do Mundo \u201d de B\u00e9rose,restam-nos alguns fragmentos, mas a totalidade da obra estava em Alexandria e relatava o que os enviados do espa\u00e7o tinham ensinado.\n\nEncontrava-se tab\u00e9m em Alexandria a obra completa de Man\u00e9thon,sacerdote e historiador egipcio,contempor\u00e2neo de Ptolomeu I e Pltolomeu II,tudo indica que foi o \u00faltimo grande estudioso e codificador de todos os grandes segredos do antigo Egipto.\n\nO seu nome p\u00f3de-se interpretar como o \u201d Bem amado de Toth\u201d ou \u201d Detentor da verdade de Toth\u201d. Este homem sabia tudo sobre o Egipto, estudando todas as formas de escritos hieroglificos, tinha tido ainda cont\u00e1cto com os \u00faltimos anci\u00e3os dos Templos. Deixou ainda uma obra de 8 livros, e reuniu na biblioteca quarenta rolos de pergaminho cuja escolha e raridade continha todos os segredos do mundo oculto egipcio e provavelmente do livro de Toth.\n\nSe esta cole\u00e7\u00e3o n\u00e3o tivesse sido destruida,provavelmente poderiamos hoje saber tudo o que nos falta sobre os segredos dos prim\u00f3rdios do aparecimento do povo que deu lugar ao Egipto.\n\nExistia ainda na biblioteca de Alexandria obras do historiador fen\u00edcio Mochus, que j\u00e1 descrevia muitos elementos que se enquadram hoje na base da Teoria At\u00f3mica.\n\nDe todos estes manuscritos n\u00e3o restou nenhum,s\u00f3mente refer\u00eancias a fragmentos. Sabemos,tamb\u00e9m hoje, que existia uma se\u00e7\u00e3o \u201cCi\u00eancia das Matem\u00e1ticas\u201d; outra de \u201d Ci\u00eancias Naturais\u201d, existia ainda um cat\u00e1logo geral que tamb\u00e9m foi destruido. J\u00falio C\u00e9sar come\u00e7ou por ser para a hist\u00f3ria o primeiro destruidor.\n\nAinda hoje passados 2000 anos, se levantam partid\u00e1rios da inoc\u00eancia de C\u00e9sar e partid\u00e1rios da sua culpa. Na verdade \u00e9 que h\u00e1 registos que nesse ano de 47 a.C., com a presen\u00e7a de C\u00e9sar em edificios cont\u00edguos ao porto, manisfeta-se um grande e violento inc\u00eandio; teriam ardido cerca de 70.000 obras ( quantidade que seria dif\u00edcil de apurar); outros atribuiem que C\u00e9sar procurava o \u201d Livro de Thot\u201d e outros manuscritos egipcios de saber raro, grande parte das preciosidades estavam num armaz\u00e9m do porto cont\u00edguo a lugares dos edificios dos silos.\n\nCome\u00e7am nestes o inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es que alastrou ao dep\u00f3sito de papiro virgem e aos livros que deveriam ser embarcados.\n\nMas a ofensiva maior no que toca a destrui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou por ser lan\u00e7ada pela imperatriz Zen\u00f3bia,voltam a desaparecer livros muito raros. Depois segue-se outro rude golpe no saber milenar.\n\nO Imperador romano Diocleciano (284-305 depois de J.C.), esta inten\u00e7\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o est\u00e1 bem documentada.\n\nDiocleciano queria que fossem destruidas todas as obras que transmitissem os segredos da fabrica\u00e7\u00e3o de ouro e prata. Portanto todas as obras de Alquimia.\n\nEle receava que os egipcios pudessem fabricar frequentemente ouro e prata e refor\u00e7ar o ex\u00e9rcito, dotarem-se de uma armada forte e aliciarem mercen\u00e1rios e alian\u00e7as com reinos vizinhos contra Roma.\n\nDiocleciano al\u00e9m de mandar destruir in\u00fameras obras raras e de grande saber para a humanidade. Mandou em 295 perpetrar um massacre violentissimo contra todos os crist\u00e3os que viviam em Alexandria.\n\nHoje n\u00e3o temos a lista de manuscritos destruidos,mas seguramente figuravam entre eles obras de Pit\u00e1goras,Salom\u00e3o, e do pr\u00f3prio Hermes.\n\nN\u00e3o obstante tudo isto a Biblioteca continuou a sua obra de se ir recompondo destas perdas at\u00e9 \u00e0 tomada dos \u00e1rabes ( os \u00e1rabes,com algumas excep\u00e7\u00f5es,j\u00e1 tinham destruido dentro do pr\u00f3prio Isl\u00e3o-P\u00e9rsia, um grande n\u00famero de livros secretos de magia,alquimia e astrologia).\n\n<strong>A palavra de ordem dos conquistadores era:<\/strong>\u00a0\u00ab N\u00e3o h\u00e1 necessidade de outros livros que o livro, isto \u00e9 o Cor\u00e3o.\n\nAssim, a destrui\u00e7\u00e3o de 646 visava a destrui\u00e7\u00e3o dos livros impuros.\n\n<strong>O historiador mu\u00e7ulmano Abb al-Latif (1160-1231) escreve:<\/strong>\u00a0\u00ab A biblioteca de Alexandria foi consumida pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo por ordem de Omar o vencedor.\u00bb O pr\u00f3prio Omar era t\u00e3o fan\u00e1tico que se opunha a que no pr\u00f3prio Isl\u00e3o fossem ensaidas obras sobre o Profeta,confortava-se dando ao intento de destrui\u00e7\u00e3o um fim de combater o impuro,dado que nenhum daqueles livros falava do Profeta.\n\nCom a ordem de Omar, Amr ibn-el-As mandou retirar milhares de rolos de papiro, e livros,mapas e outras preciosidades da biblioteca,destribuindo-os como combust\u00edveis para as fornalhas das Hammas ( salas de banhos e saunas). Em 1692 o consul de Fran\u00e7a, M. de Maillet,nomeado no Cairo. Faz grandes pesquizas em Alexandria,diz-se que a cidade era quase vazia e deserta, os \u00fanicos habitantes eram compostos de muitos salteadores que viviam nas multiplas ru\u00ednas da cidade. Nenhuns livros de interesse foram encontrados, se restaram alguns foram levados para locais incertos.\n\nCertamente escaparam ainda muitos livros raros; parece datar de 391 a \u00faltima presen\u00e7a de duas sinarquias que lutavam pela guarda dos livros secretos da Biblioteca de Alexandria. A \u201d Ordem Branca\u201d que os queria perservar e os \u201cHomens de Negro\u201dque se empenhava na sua destrui\u00e7\u00e3o final.\n\nN\u00e3o tivesse persistido esta sanha destrutiva no decorrer de largos per\u00edodos da hist\u00f3ria,e talvez hoje tivessemos mais adiantados na resolu\u00e7\u00e3o dos grandes mist\u00e9rios da Arqueologia,das Civiliza\u00e7\u00f5es desaparecidas,da Evolu\u00e7\u00e3o,da Ci\u00eancia e do Espa\u00e7o Estelar.\n\nResta-nos essa guarda perseverada s\u00f3 conhecida dos \u00faltimos dos iniciados,talvez \u00e0 espera do derradeiro momento das necessidades humanas, dos ensinamentos dos \u00faltimos Atlantes vir\u00e1 o derradeiro c\u00f3dice que continuar\u00e1 a vida noutro local.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0mywebpage.netscape.com\/www.worldhistory.org\/www.caminhodeavalon.hpg.com.br\/www.arazao.net\/arimateia2117.spaces.live.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca de Alexandria, Fim, Grande, Mist\u00e9rio, \u00c1rabes, Egito, Localiza\u00e7\u00e3o, Nova, Mundo, Hist\u00f3ria, Destrui\u00e7\u00e3o da Biblioteca de Alexandria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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