{"id":15239,"date":"2015-12-23T00:00:00","date_gmt":"2015-12-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/biblioteca-de-alexandria-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:21:28","modified_gmt":"2026-08-31T23:21:28","slug":"biblioteca-de-alexandria-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/biblioteca-de-alexandria-2\/","title":{"rendered":"Biblioteca de Alexandria"},"content":{"rendered":"\n<strong>Biblioteca de Alexandria \u2013 O que foi<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0foi uma lend\u00e1ria institui\u00e7\u00e3o de pesquisa fundada por Ptolomeu I do Egito.\n\n<strong>Na era moderna, a Biblioteca de Alexandria \u00e9 provavelmente mais lembrada por seu destino:<\/strong>\u00a0de acordo com v\u00e1rios historiadores, a biblioteca foi saqueada e queimada, embora provavelmente em uma s\u00e9rie de eventos, ao inv\u00e9s de todos de uma vez. A natureza precisa da Grande Biblioteca \u00e9 um t\u00f3pico de alguma discuss\u00e3o entre os estudiosos, uma vez que existe pouca informa\u00e7\u00e3o sobre a biblioteca real, e a mitologia e as lendas obscureceram completamente o quadro real.\n\nEssa institui\u00e7\u00e3o foi certamente estabelecida no terceiro s\u00e9culo AEC (Antes da Era Comum), com o objetivo de coletar materiais escritos de v\u00e1rias culturas vizinhas. Na verdade, duas bibliotecas separadas mantinham as cole\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>, que inclu\u00eda pergaminhos da Gr\u00e9cia e de Roma, al\u00e9m do Egito.\n\nA\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m tinha salas de reuni\u00f5es, dormit\u00f3rios e outros espa\u00e7os para o uso de acad\u00eamicos, escribas e copistas.\n\nSupostamente, as enormes cole\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0foram reunidas em parte por meio de com\u00e9rcio judicioso e em parte pela for\u00e7a. Segundo a lenda, todos os visitantes que entravam em Alexandria eram obrigados a entregar qualquer material escrito que tivessem para copiar na biblioteca, o que teria expandido consideravelmente o acervo.\n\nNingu\u00e9m sabe ao certo o tamanho do acervo da biblioteca, j\u00e1 que n\u00e3o existe bibliografia ou cat\u00e1logo, mas acredita-se que seja a maior do mundo antigo.\n\nA destrui\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0foi atribu\u00edda a v\u00e1rias pessoas. Supostamente, J\u00falio C\u00e9sar incendiou acidentalmente a biblioteca em 48 AEC (Antes da Era Comum), mas Aureliano e Te\u00f3filo por volta do s\u00e9culo III dC tamb\u00e9m foram creditados com a destrui\u00e7\u00e3o da biblioteca, assim como a Conquista Mu\u00e7ulmana, que ocorreu no s\u00e9culo VI.\n\nA explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel \u00e9 que todos s\u00e3o respons\u00e1veis, e a biblioteca foi destru\u00edda por peda\u00e7os antes de finalmente desaparecer completamente.\n\nOs arque\u00f3logos descobriram um local que postularam como a localiza\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0original em 2004. O local esclareceu mais sobre a natureza da instala\u00e7\u00e3o, indicando que salas de aula e outras instala\u00e7\u00f5es sugeriam um alto n\u00edvel de compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e educa\u00e7\u00e3o em andamento na Biblioteca.\n\nNenhum documento foi rastreado positivamente at\u00e9 a\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>, embora existam muitas refer\u00eancias contempor\u00e2neas a obras na Biblioteca que mais tarde apareceram em tradu\u00e7\u00e3o ou c\u00f3pia. No entanto, dado que algumas dessas refer\u00eancias s\u00e3o posteriores \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da biblioteca, pode ser dif\u00edcil determinar quais autores foram realmente alojados nas cole\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>Biblioteca de Alexandria<\/strong>.\n\n<strong>Biblioteca Real de Alexandria<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-173154 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/biblioteca-de-alexandria-1.jpg\" alt=\"Biblioteca de Alexandria\" width=\"263\" height=\"247\" \/>Antiga Biblioteca de Alexandria<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>Biblioteca Real de Alexandria<\/strong>, parte de um museu e biblioteca inspirado no Liceu de Atenas, era a maior biblioteca do mundo antigo. Fundada originalmente em 283 a.C. como um templo das Musas, o Musaeum (de onde obtemos \u201cMuseu\u201d) inclu\u00eda \u00e1reas de leitura, jardins, um zool\u00f3gico e santu\u00e1rios religiosos. Acad\u00eamicos residentes em um total de 100 realizaram pesquisas, bem como documentos traduzidos e copiados, particularmente obras de filosofia, poesia e drama gregos cl\u00e1ssicos. Estima-se que a biblioteca tenha armazenado cerca de 400.000 a 700.000 rolos de pergaminho da Ass\u00edria, Gr\u00e9cia, P\u00e9rsia, Egito, \u00cdndia e muitas outras na\u00e7\u00f5es.\n<p align=\"left\">A\u00a0<strong>cidade de Alexandria\u00a0<\/strong>foi fundada por Alexandre o Grande em 332 a.C. e cresceu para se tornar a maior cidade do mundo antigo dentro de um s\u00e9culo de sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Alexandria<\/strong>\u00a0era um centro da cultura helen\u00edstica e lar da maior comunidade judaica do mundo (a Septuaginta grega, uma tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia hebraica, foi produzida l\u00e1).<\/p>\n<p align=\"left\">Enquanto a destrui\u00e7\u00e3o da biblioteca permanece um mist\u00e9rio e representa uma das grandes perdas do estoque de conhecimento da humanidade, o conceito de uma biblioteca como um recurso de aprendizagem e bolsa de estudos inspirou a preserva\u00e7\u00e3o do conhecimento em bibliotecas e museus desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">A ideia de que o aprendizado deve servir a toda a humanidade, n\u00e3o apenas a uma elite privilegiada, pode ser rastreada at\u00e9 essa antiga institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"left\">Essa iniciativa foi uma consequ\u00eancia dos valores helen\u00edsticos que muito se deveu \u00e0s conquistas e pol\u00edticas de Alexandre, o Grande. Dentro do mundo mediterr\u00e2neo e estendendo-se at\u00e9 o vale do Indo, o pensamento helen\u00edstico fomentou uma maior consci\u00eancia das origens e atributos humanos comuns.<\/p>\n<p align=\"left\">O estabelecimento da biblioteca pode ser visto como um resultado direto da pr\u00f3pria pol\u00edtica de Alexandre de espalhar a cultura grega, mas tamb\u00e9m adotando o que ele considerava valioso de outras culturas.<\/p>\n<p align=\"left\">O compartilhamento do conhecimento, incluindo o discurso filos\u00f3fico e \u00e9tico, fortaleceu esse reconhecimento da identidade humana coletiva e dos valores compartilhados.<\/p>\n<p align=\"left\">Alexandre at\u00e9 cruzou as barreiras raciais ao encorajar o casamento entre si e o empr\u00e9stimo e mistura de formas culturais.<\/p>\n<p align=\"left\">Uma nova biblioteca, a Bibliotheca Alexandrina foi inaugurada em 2003, junto ao local da antiga biblioteca.<\/p>\n<strong>A hist\u00f3ria da grande Biblioteca<\/strong>\n\nChamada de\u00a0<strong>A grande Biblioteca\u00a0<\/strong>para distingui-la da pequena biblioteca de Serapis, foi inaugurada por\u00a0<b>Ptolomeu S\u00f3ter II (309-247 a. C.)<\/b>, o\u00a0<b>Filadelfo<\/b>, segundo rei (282-247 a. C.) dessa dinastia, com o prop\u00f3sito de firmar a manuten\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o grega no interior da conservadora civiliza\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia.\n\nProvavelmente idealizada a partir da chegada de\u00a0<b>Dem\u00e9trio Falero (350-283 a. C.)<\/b>, levado a Alexandria (295 a. C.) para este fim e atendendo a um projeto elaborado por<b>\u00a0Ptolomeu S\u00f3ter I (367-283 a. C.)<\/b>\u00a0cuja obra ficou completa com a constru\u00e7\u00e3o de sua conex\u00e3o com o Museu, a obra m\u00e1xima de seu sucessor,\u00a0<b>Ptolomeu Filadelfo<\/b>.\n\nComo\u00a0<b>Estrab\u00e3o (63 a. C. -24)<\/b>\u00a0n\u00e3o fez men\u00e7\u00e3o da biblioteca em sua descri\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios do porto, possivelmente se encontrava em outra parte da cidade, al\u00e9m do mais, sua conex\u00e3o com o Museu, parece localiz\u00e1-la no Bruchei\u00e3o, a noroeste da cidade.\n\nA forma\u00e7\u00e3o do acervo foi constitu\u00edda de v\u00e1rias formas, segundo muitos relatos tradicionais para aquisi\u00e7\u00e3o dos livros, geralmente na forma de rolos. Por exemplo, os barcos que entravam no porto eram for\u00e7ados a entregar algum manuscrito que transportavam.\n\nA rivalidade entre Alexandr\u00eda e P\u00e9rgamo chegou em tal n\u00edvel que a exporta\u00e7\u00e3o de papiro foi proibida com o fim de prejudicar a cidade italiana.\n\nEsta rivalidade levou ao desenvolvimento de envelhecimento artificial de papiros para falsifica\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias como originais, para aumento do acervo.\n\n<b>Dem\u00e9trio Falero (350-283 a. C.)<\/b>\u00a0mencionou o n\u00famero de 200.000 rolos de papiro, para uma meta de 500.000.\n\n<b>Cal\u00edmaco (294-224 a. C.)\u00a0<\/b>criador do primeiro cat\u00e1logo sistematizado da biblioteca, os Pinakes, contabilizou em 490.000 rollos e, mais tarde,\u00a0<b>Aulo G\u00e9lio (120-175)\u00a0<\/b>e\u00a0<b>Amiano Marcelio ( 330 \u2013 395)<\/b>\u00a0em 700.000 rollos.\n\n<b>Paolo Or\u00f3sio ( 370-417)<\/b>, por outro lado, mencionou 400.000.\n\n<b>Jo\u00e3o Tzetzes (1110-1181)<\/b>, comentarista bizantino, concluiu que o acervo estaria dividido, com 42.800 manuscritos em Serapis e 490.000 no Museu.\n\nAutores modernos falam em milh\u00f5es de originais.\n\nDepois da cataloga\u00e7\u00e3o das obras por Cal\u00edmaco e Apol\u00f4nio de Rodes, o primeiro bibliotec\u00e1rio de fato (234 a.C.) foi\u00a0<b>Zen\u00f3doto (325-234 a. C.)<\/b>, seguido (234-194 a. C.) por\u00a0<b>Erat\u00f3stenes (276-194 a. C.)<\/b>, (194-180 a. C.)\u00a0<b>Arist\u00f3fanes de Biz\u00e2ncio (257-180 a. C.)\u00a0<\/b>e (180-131 a.C.)\u00a0<b>Aristarco de Samotr\u00e1cia (217-131a. C.)<\/b>, todos nomes de famosos estudiosos daquele per\u00edodo da civiliza\u00e7\u00e3o.\n\nA inclus\u00e3o nesta lista do gram\u00e1tico\u00a0<b>Cal\u00edmaco (294-224 a. C.)<\/b>\u00a0e do gram\u00e1tico e poeta \u00e9pico<b>\u00a0Apol\u00f4nio de Rodes (295-215 a. C.)<\/b>\u00a0\u00e9 pouco convincente e parece cronologicamente imposs\u00edvel, a n\u00e3o ser como colaboradores iniciais na funda\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do acervo inicial.\n\nO trabalho dos bibliotec\u00e1rios consistiu na classifica\u00e7\u00e3o, cataloga\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o das obras da literatura grega e exerceram uma profunda e permanente influ\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 pela forma dos livros, de suas subdivis\u00f5es e sua disposi\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m pela transmiss\u00e3o de textos em todas as fases da hist\u00f3ria da literatura.\n\nDepois de Aristarco a import\u00e2ncia da biblioteca decaiu.\u00a0<b>J\u00falio C\u00e9sar (100-44 a. C.)<\/b>\u00a0viu-se impelido (47 a. C.) a queimar sua frota para impedir que ca\u00edsse em m\u00e3os dos Eg\u00edpcios.\n\nO fogo se estendeu aos documentos e o arsenal naval e acredita-se destruiu cerca de 400.000 rolos de papiros. \u00c9 mais prov\u00e1vel, segundo o relato de<b>\u00a0Or\u00f3sio<\/b>, que isto n\u00e3o ocorreu na pr\u00f3prio biblioteca, e sim, depois que os rolos tivessem sido transportados de l\u00e1 para porto para serem embarcados para Roma.\n\n<b>S\u00eaneca (4 a. C.-65)<\/b>\u00a0e\u00a0<b>Aulo G\u00e9lio (120-175)\u00a0<\/b>tamb\u00e9m escreveram sobre essa ocorr\u00eancia, por\u00e9m s\u00f3 da queima dos manuscritos, este \u00faltimo apresentando-a como completa.\n\nMenos cuidadosamente os historiadores\u00a0<b>Plutarco (46-119)<\/b>\u00a0 e\u00a0<b>Dio C\u00e1ssio<\/b>\u00a0escreveram sobre a queima da biblioteca, por\u00e9m o assunto n\u00e3o foi tratado pelos historiadores\u00a0<b>C\u00edcero (106-43 a. C.)<\/b>\u00a0nem por\u00a0<b>Estrab\u00e3o (63 a. C.-24)<\/b>.\n\nO preju\u00edzo foi parcialmente reparado (41 a. C.) por\u00a0<b>Marco Ant\u00f4nio (83-30 a. C.)<\/b>\u00a0e\u00a0<b>Cle\u00f3patra VII (69-30 a. C.)<\/b>, com o aporte de 200.000 volumes provenientes da biblioteca de P\u00e9rgamo. Sob o imperador romano\u00a0<b>Aureliano (215-275)<\/b>, uma grande parte do Brucheion foi destru\u00edda (272) e \u00e9 poss\u00edvel que a biblioteca tenha desaparecido nessa \u00e9poca.\n\nA mais generalizada vers\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o da biblioteca \u00e9 a que aconteceu quando Alexandria foi capturada pelos mu\u00e7ulmanos (642), que sob o argumento de que os escritos gregos n\u00e3o eram neces\u00e1rios e n\u00e3o necessitavam ser preservados, porque estavam em desacordo com os ensinamentos de Al\u00e1 e, portanto, eram perniciosos e deveriam ser destru\u00eddos.\n\nA vers\u00e3o de que teriam sido usados como lenha, hoje est\u00e1 descartada, pois o gesto n\u00e3o seria coerente com os costumes mu\u00e7ulmanos e, al\u00e9m disso, segundo alguns historiadores essa vers\u00e3o ganhou corpo cerca de um s\u00e9culo depois da captura da cidade, aumentando as possibilidades de que a monumental biblioteca tenha sido destru\u00edda muito antes da invas\u00e3o mu\u00e7ulmana. Segundo a lenda, no entanto, a biblioteca foi destru\u00edda pelo fogo em tr\u00eas ocasi\u00f5es, sendo a primeira (272) por ordem do imperador romano\u00a0<b>Aureliano (215-275)<\/b>, depois (391), quando o imperador\u00a0<b>Teod\u00f3sio I (347-395)<\/b>\u00a0arrasou-a, juntamente com outros edif\u00edcios pag\u00e3os, e finalmente (640) pelos mu\u00e7ulmanos, sob a chefia do califa\u00a0<b>Omar I (581-644)<\/b>.\n\nSaliente-se ainda que existe uma suposi\u00e7\u00e3o de que a pequena biblioteca de Serapis, com pouco mais de 40 mil volumes, foi destru\u00edda quando o Templo de Serapis foi demolido (391) por ordem do crist\u00e3o radical\u00a0<b>Te\u00f3filo (335-412)<\/b>, nomeado (385) patriarca de Alexandria, durante sua violenta campanha de destrui\u00e7\u00e3o de todos os templos e santu\u00e1rios n\u00e3o-crist\u00e3os daquela cidade, com o apoio do imperador<b>\u00a0Fl\u00e1vioTeod\u00f3sio<\/b>\u00a0(347-395), ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o (380) do Cristianismo como Religi\u00e3o do Estado.\n\nEssa loucura destruidora j\u00e1 teria sido respons\u00e1vel, ent\u00e3o, pela demoli\u00e7\u00e3o dos templos de Mitr\u00edade e de Dion\u00edsio, por\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 uma informa\u00e7\u00e3o definitiva dos acontecimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 biblioteca.\n\nSaliente-se ainda que\u00a0<b>Hipatia (370-415)<\/b>, a \u00faltima grande matem\u00e1tica da Escola de Alexandria, a bela filha de\u00a0<b>T\u00e9on de Alexandria (335-395)<\/b>, foi assassinada por uma multid\u00e3o de monges crist\u00e3os, incitada por\u00a0<b>Cirilo (376-444)<\/b>, sobrinho e e sucessor de\u00a0<b>Te\u00f3filo<\/b>\u00a0como patriarca de Alexandria, que depois seria canonizado pela Igreja Cat\u00f3lica.\n\nAp\u00f3s o seu assassinato, numerosos pesquisadores e fil\u00f3sofos trocaram Alexandria pela \u00cdndia e pela P\u00e9rsia, e a cidade deixou de ser o grande centro de ensino das ci\u00eancias do Mundo Antigo.\n\n<strong>A Biblioteca de Alexandria, o cora\u00e7\u00e3o da humanidade<\/strong>\n\nDurante uns sete s\u00e9culos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a\u00a0<strong>biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0reuniu o maior acervo de cultura e ci\u00eancia que existiu na antiguidade.\n\nEla n\u00e3o contentou-se em ser apenas um enorme dep\u00f3sito de rolos de papiro e de livros, mas por igual tornou-se uma fonte de instiga\u00e7\u00e3o a que os homens de ci\u00eancia e de letras desbravassem o mundo do conhecimento e das emo\u00e7\u00f5es, deixando assim um not\u00e1vel legado para o desenvolvimento geral da humanidade.\n\n<strong>Fundando uma biblioteca<\/strong>\n\nFascinada por leituras, a jovem princesa Cle\u00f3patra visitava quase que diariamente a grande biblioteca da cidade de Alexandria. Mesmo quando C\u00e9sar ocupou a maior parte da cidade, no ano de 48 a.C., ela, sua amante e protegida, o fazia acompanh\u00e1-la na busca de novas narrativas.\n\nO conquistador romano, tamb\u00e9m um homem de letras, um historiador, ficara impressionado com a desenvoltura cultural dela. Acoplada ao Museu, mandando construir pelo seu ilustre antepassado e fundador da dinastia, o rei do Egito Ptolomeu I S\u00f3ter (o Salvador), que reinou de 305 a 283 a.C., a biblioteca tornara-se, at\u00e9 aquela \u00e9poca, o maior referencial cientifico e cultural do Mundo Antigo (*). Tudo indica que o erguimento daquele magn\u00edfico edif\u00edcio no bairro do Bruqu\u00e9ion, nas proximidades do pal\u00e1cio real, deveu-se a insist\u00eancia de Dem\u00e9trio de Fal\u00e9rio, um talentoso fil\u00f3sofo exilado que encheu os ouvidos de Ptolomeu para que ele tornasse Alexandria uma rival cultural de Atenas.\n\n<strong>Mudar o Egito<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-173155 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/biblioteca-de-alexandria-2.jpg\" alt=\"Biblioteca de Alexandria\" width=\"220\" height=\"295\" \/>Representa\u00e7\u00e3o do Farol de Alexandria<\/strong><\/p>\nQuem realmente levou a tarefa adiante foi o sucessor dele, Ptolomeu Filadelfo (o amado da irm\u00e3) que, al\u00e9m de ter erguido o famoso farol na ilha de Faro e aberto um canal que ligava o rio Nilo ao Delta,, logo percebeu as implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de fazer do Museu e da Biblioteca um poderoso enclave da cultura grega naquela parte do mundo. A nova dinastia de origem grega, chamada dos L\u00e1gidas (*), que passara a governar o pa\u00eds dos fara\u00f3s, ao tempo em que se afirmava no poder, desejou tamb\u00e9m transform\u00e1-lo. Desencravando o trono real da cidade de M\u00eanfis, situada nas margens do rio Nilo, no interior, transferindo-o para Alexandria, nas beiras do mar Mediterr\u00e2neo, a nova capital tinha a fun\u00e7\u00e3o de arrancar o milenar\u00edssimo reino do sarc\u00f3fago em que o enterraram por s\u00e9culos, abrindo-lhe a cripta para que novos ares adentrassem.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-173156 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/biblioteca-de-alexandria-3.jpg\" alt=\"Biblioteca de Alexandria\" width=\"266\" height=\"179\" \/>Sarc\u00f3fago real em M\u00eanfis<\/strong><\/p>\nFazer com que o povo, ou pelo menos sua elite, se livrasse de ser tiranizados por sacerdotes e m\u00e1gicos de ocasi\u00e3o que infestavam o pais. Gente que s\u00f3 pensava em viver num outro mundo, o do Al\u00e9m, e como seriam sepultados. Era o momento deles darem um basta ao Vale dos Mortos e celebrar os hinos \u00e0 vida, exaltada pela cultura helen\u00edstica.\n\nMesmo os horrores de uma trag\u00e9dia de \u00c9squilo ou S\u00f3focles tinham mais emo\u00e7\u00e3o e paix\u00e3o do que o soturno Livro dos Mortos.\n\nEra a hora das m\u00famias e dos embalsamadores cederem o seu lugar aos s\u00e1tiros e aos cientistas, de pararem de adorar o Boi Apis e se convertessem ao culto dos deuses antropom\u00f3rficos. Filadelfo, por\u00e9m, que era um entusiasta da ci\u00eancia, num ato sincr\u00e9tico, fundindo costumes gregos com eg\u00edpcios, resolveu reintroduzir o antigo cerimonial existente entre as dinastias do pa\u00eds do fara\u00f3 esposar a pr\u00f3pria irm\u00e3, tornando a princesa Arsinoe II a sua mulher. Dizem que um outro Ptolomeu, dito Evergetes (o Benfeitor), morto em 221 a.C., ficou t\u00e3o obsecado em aumentar o acervo da biblioteca que teria ordenado a apreens\u00e3o de qualquer livro trazido por um estrangeiro, o qual era imediatamente levado aos escribas que ent\u00e3o tiravam uma c\u00f3pia, devolvendo depois o original ao dono, premiado com 15 talentos.\n\nPor essa altura, entre os s\u00e9culos II e I a.C., Alexandria, que fora fundada por Alexandre o Grande em 332 a.C., assumira, com todos os m\u00e9ritos, ser a capital do mundo helenistico. Centro cosmopolita, por suas ruas, pra\u00e7as e mercados, circulavam gregos, judeus, ass\u00edrios, s\u00edrios, persas, \u00e1rabes, babil\u00f4nios, romanos, cartagineses, gauleses, iberos, e de tantas outras na\u00e7\u00f5es. A efervesc\u00eancia dai resultante, \u00e9 que fez com que ela se tornasse um esp\u00e9cie de Paris ou de Nova Iorque daquela \u00e9poca, cuja \u00eanfase maior foi por\u00e9m a ci\u00eancia e a filosofia.\n\n<strong>(*)<\/strong>\u00a0Os L\u00e1gidas ou Ptolomeus, governaram o Egito a partir da partilha feita entre os Diadochoi, os di\u00e1docos, os generais de Alexandre o Grande, quando da morte deste em 323 a.C. Coube ao primeiro Ptolomeu, autodesignado S\u00f3ter (o Salvador), tornar-se rei do Egito no ano de 305 a.C., iniciando uma dinastia que teve 14 Ptolomeus e 7 Cle\u00f3patras. A \u00faltima rainha do Egito foi Cle\u00f3patra VII, que suicidou-se em 30 a.C., ocasi\u00e3o em que o pa\u00eds caiu sobre a domina\u00e7\u00e3o romana de Ot\u00e1vio Augusto.\n\n<strong>O bibliotec\u00e1rio-chefe<\/strong>\n\nPara qualquer intelectual grego ser convidado para o cargo de bibliotec\u00e1rio-chefe em Alexandria era atingir o Olimpo. Cercado por milhares de manuscritos, quase tudo o que a sabedoria antiga produzira sobre matem\u00e1ticas, astronomia, mec\u00e2nica e medicina, ele sentia-se como se fosse um Zeus todo-poderoso controlando as letras, os n\u00fameros e as artes.\n\nConviver com rolos e mais rolos, bem organizados e classificados por assuntos, dos escritos de Plat\u00e3o, de Arist\u00f3teles, de Zen\u00e3o, de Euclides, de Homero, de Dem\u00f3stenes, de Is\u00f3crates, de Xenofonte, de P\u00edndaro, de Tucidides, de Safo, e de tantos outros, era um deleite permanente (*).\n\nAo que se somava a Septuagint, os 70 manuscritos que continham a tradu\u00e7\u00e3o do Pentateuco, o Velho Testamento hebraico para o grego, feito por 72 s\u00e1bios judeus convidados por Ptolomeu Filadelfo para realizar o feito em Alexandria. As atribui\u00e7\u00f5es do bibliotec\u00e1rio-chefe transcendiam as fun\u00e7\u00f5es habituais, pois eles eram tamb\u00e9m humanistas e fil\u00f3logos encarregados de reorganizar as obras dos autores antigos (foi Zen\u00f4do quem estruturou a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia em 24 cantos cada um, depurando-lhes os versos esp\u00farios).\n\nAl\u00e9m disso, ele tamb\u00e9m era encarregado da tutoria dos pr\u00edncipes reais, a quem devia orientar nas leituras e no gosto.\n\n<strong>(*)<\/strong>\u00a0Os rolos de papiro mediam 25 cm de altura por 11 metros de cumprimento, alcan\u00e7ando alguns at\u00e9 30 metros. Eram escritos sem separa\u00e7\u00e3o das palavras, com exce\u00e7\u00e3o de uma pausa (paragraphos), n\u00e3o havia v\u00edrgulas nem pontua\u00e7\u00e3o. As folhas, denominadas de c\u00f3lemas, eram coladas umas as outras antes da sua utiliza\u00e7\u00e3o, e a p\u00e1gina que abria o rolo chamava-se protocollon (dai a nossa palavra protocolo).\n\n<strong>Principais bibliotec\u00e1rios<\/strong>\n\n<strong>Bibliotec\u00e1rio-chefe\/Per\u00edodo<\/strong>\n<blockquote><strong>Dem\u00e9trio de Fal\u00e9reo<\/strong>\/284 a.C.\n<strong>Zen\u00f4doto de \u00c9feso<\/strong>\/284-260 a.C.\n<strong>Cal\u00edmaco de Cirene<\/strong>\/260-240 a.C.\n<strong>Apol\u00f4nio de Rodes<\/strong>\/240-235 a.C.\n<strong>Erast\u00f3stenes de Cirene<\/strong>\/235-195 a.C.\n<strong>Apol\u00f4nio Eid\u00f3grafo<\/strong>\/180-160 a.C.\n<strong>Aristarco de Samotr\u00e1cia<\/strong>\/160-145 a.C.<\/blockquote>\n<strong>O acervo e os cientistas<\/strong>\n\nEm seus primeiros tr\u00eas s\u00e9culos, da funda\u00e7\u00e3o da biblioteca \u00e0 chegada de C\u00e9sar, disseram que as estantes, partindo dos 200 rolos iniciais do tempo de Filadelfo, chegaram a acomodar mais de 700 mil textos em volumes diversos, mas que, infelizmente, parte deles perdeu-se num inc\u00eandio acidental quando C\u00e9sar por l\u00e1 esteve (acredita-se que o que foi queimado era uma carga de papiros que estavam no porto esperando serem embarcados para Roma). Seja como for, parece ter sido a inten\u00e7\u00e3o de Marco Ant\u00f4nio, o outro l\u00edder romano que tornou-se amante e depois marido de Cle\u00f3patra, ressarcir as perdas sofridas com o inc\u00eandio de 48 a.C., doando para a\u00a0<strong>biblioteca de Alexandria<\/strong>, no ano de 41 a.C., outros 200 mil pergaminhos e livros retirados por ele da biblioteca de P\u00e9rgamo, rival da de Alexandria.\n\nDesastres esses que de modo algum impediram que ela continuasse sendo visitada por homens ilustres como Arquimedes, ou tivessem embara\u00e7ados os cientistas da cidade.\n\n<strong>As contribui\u00e7\u00f5es universais do complexo cultural instalado em Alexandria, uma verdadeira f\u00e1brica de sabedoria, foram impressionantes:\u00a0<\/strong>enquanto Aristarco esbo\u00e7ou a primeira teoria helioc\u00eantrica (a que inspirou Cop\u00e9rnico), coube a Cl\u00e1udio Ptolomeu, um geocentrista, fundar a moderna astronomia cient\u00edfica.\n\nAo tempo em que Erast\u00f3stenes, um outro bibliotec\u00e1rio- chefe, mediu com precis\u00e3o a Terra, o grande Euclides, ainda no tempo de Ptolomeu S\u00f3ter, lan\u00e7ava o Stoicheia ( Elementos), seu imortal estudo de geometria.\n\nAt\u00e9 Hypatia, morta em 415, uma das primeiras cientistas que se tem registro, atuou por l\u00e1, at\u00e9 que fan\u00e1ticos crist\u00e3os impediram-na de continuar com suas pesquisas.\n\n<strong>O cerco intolerante sobre a biblioteca<\/strong>\n\nQuem terminou por fazer carga cerrada contra a exist\u00eancia do Templo de Serapium e da soberba biblioteca anexa a ele, ainda que empobrecida no s\u00e9culo 4, foi o bispo T\u00e9ofilo, Patriarca de Alexandria, um crist\u00e3o fundamentalista dos tempos de Teod\u00f3sio o Grande, que viu naquele pr\u00e9dio um dep\u00f3sito das maldades do paganismo e do ate\u00edsmo, mobilizando a multid\u00e3o crist\u00e3o para a sua demoli\u00e7\u00e3o, ocorrida provavelmente no ano de 391. Portanto, hoje encontra-se em total descr\u00e9dito a narrativa que responsabilizara os mu\u00e7ulmanos, especialmente o califa Omar de Damasco, de ter mandado o general Amrou incendiar a grande biblioteca no ano de 642, depois que as tropas \u00e1rabes ocuparam a cidade.\n\nAo desaparecimento definitivo dela deve-se ainda associar ao fechamento das academias de filosofia, entre elas a de Plat\u00e3o, ocorrida em 526 (que funcionara durante novecentos anos), determinada pelo imperador Justiniano, encerrando-se assim (devido a maneira lament\u00e1vel e intolerante de agir do cristianismo daqueles primeiros tempos), as grande contribui\u00e7\u00f5es que o mundo antigo deu para a humanidade.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-173157 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/biblioteca-de-alexandria-4.jpg\" alt=\"Biblioteca de Alexandria\" width=\"293\" height=\"191\" \/>Erasistratus, m\u00e9dico da escola de Alexandria\ncura o jovem Ant\u00edoco (tela de L.David, 1774)<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A boa nova que nos chegou do Oriente M\u00e9dio, regi\u00e3o t\u00e3o rara em produzir noticias felizes, \u00e9 o da inaugura\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>Nova Biblioteca de Alexandria<\/strong>, acontecido em outubro de 2002, um colossal empreendimento que visa recuperar a imagem da cidade como um centro de sabedoria, posi\u00e7\u00e3o que perdeu h\u00e1 bem mais de 1500 anos.<\/p>\n<p align=\"left\">Que os esp\u00edritos dos grandes do passado inspirem os que vir\u00e3o no futuro nesta grandiosa tarefa.<\/p>\n<strong>Biblioteca de Alexandria \u2013 Arquivo\/Livros<\/strong>\n\nO imenso arquivo de livros considerados \u2018perigosos\u2019, como as obras de B\u00e9rose que relatavam seus encontros com extraterrestres ou \u2018Sobre o feixe de luz\u2019, provavelmente a primeira obra sobre discos voadores, os livros secretos que davam poder ilimitado, os segredos da alquimia\u2026.tudo desapareceu\n\nA cidade foi fundada, como seu nome o diz, por Alexandre, o Grande, entre 331 e 330 a.C.\n\nUma fant\u00e1stica cole\u00e7\u00e3o de saber foi definitivamente aniquilada pelos \u00e1rabes em 646 da era crist\u00e3. Antes disso muitos ataques foram destruindo aos poucos esse monumento.\n\nAlexandria foi a primeira cidade do mundo totalmente constru\u00edda em pedra. A biblioteca compreendia dez grandes salas e quartos separados para os consultantes. Discute-se, ainda, a data de sua funda\u00e7\u00e3o, por Dem\u00e9trios de Phal\u00e9re. Desde o come\u00e7o, ele agrupou setecentos mil livros e continuou aumentando sempre esse n\u00famero. Os livros eram comprados \u00e0s expensas do rei.\n\nDem\u00e9trios foi o primeiro ateniense a descolorir os cabelos, alourando-os com \u00e1gua oxigenada. Depois foi banido de seu governo e partiu para Tebas.\n\n<strong>L\u00e1 escreveu um grande n\u00famero de obras, uma com o t\u00edtulo estranho:<\/strong>\u00a0\u2018Sobre o feixe de luz no c\u00e9u\u2019, que \u00e9 provavelmente, a primeira obra sobre discos voadores.\n\nDem\u00e9trios tornou-se c\u00e9lebre no Egito como mecenas das ci\u00eancias e das artes, em nome do rei Ptolomeu I. Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ci\u00eancias, sobretudo a zoologia.\n\nNomeou como bibliotec\u00e1rio a Zenodotus de \u00c9feso, nascido em 327 a.C., e do qual ignoram as circunst\u00e2ncias e data da morte. Depois disso, uma sucess\u00e3o de bibliotec\u00e1rios, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, aumentou a biblioteca, acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos crer em certas tradi\u00e7\u00f5es. A biblioteca continha portanto documentos inestim\u00e1veis.\n\nSabe-se que um bibliotec\u00e1rio se op\u00f4s, violentamente, \u00e0 primeira pilhagem da biblioteca por J\u00falio C\u00e9sar, no ano 47 a.C., mas a hist\u00f3ria n\u00e3o tem o seu nome. O que \u00e9 certo \u00e9 j\u00e1 na \u00e9poca de J\u00falio C\u00e9sar, a\u00a0<strong>biblioteca de Alexandria<\/strong>\u00a0tinha a reputa\u00e7\u00e3o corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.\n\nQuando J\u00falio C\u00e9sar chegou a Alexandria a biblioteca j\u00e1 tinha pelo menos setecentos mil manuscritos. Os documentos que sobreviveram d\u00e3o-nos uma ideia precisa. Havia l\u00e1 livros em grego.\n\n<strong>Evidentemente, tesouros:\u00a0<\/strong>toda essa parte que nos falta da literatura grega cl\u00e1ssica. Mas entre esses manuscritos n\u00e3o deveria aparentemente haver nada de perigoso. Ao contr\u00e1rio, o conjunto de obras de B\u00e9rose \u00e9 que poderia inquietar.\n\n<strong>Sacerdote babil\u00f4nico refugiado na Gr\u00e9cia, B\u00e9rose nos deixou de um encontro o relato com os extraterrestres:\u00a0<\/strong>os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos cient\u00edficos. B\u00e9rose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, at\u00e9 a \u00e9poca de Ptolomeu I. Foi sacerdote de Bel-Marduk na babil\u00f4nia.\n\nEra historiador, astr\u00f3logo e astr\u00f4nomo. Inventou o rel\u00f3gio de sol semicircular. Fez uma teoria dos conflitos entre os raios dos Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre interfer\u00eancia da luz.\n\nA Hist\u00f3ria do Mundo de B\u00e9rose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida. Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria.\n\nNela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.\n\nA ofensiva seguinte, a mais s\u00e9ria contra a livraria, foi feita pela Imperatriz Zen\u00f3bia. Ainda desta vez a destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi total, mas livros importantes desapareceram.\n\nConhecemos a raz\u00e3o da ofensiva que lan\u00e7ou depois dela o Imperador Diocleciano ( 284\u2013305 d.C. ). Diocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabrica\u00e7\u00e3o do ouro e da prata. Isto \u00e9, todas as obras de alquimia. Pois ele pensava que se os eg\u00edpcios pudessem fabricar \u00e0 vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um ex\u00e9rcito e combater o imp\u00e9rio. Diocleciano mesmo filho de escravo, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284. Era ao que tudo indica, perseguidor nato e o \u00faltimo decreto que assinou antes de sua abdica\u00e7\u00e3o em maio de 305, ordenava a destrui\u00e7\u00e3o do cristianismo.\n\nDiocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito e come\u00e7ou em julho de 295 o cerco \u00e0 Alexandria. Tomou a cidade e nessa ocasi\u00e3o houve um massacre. Entretanto, segundo a lenda, o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade.\n\nA tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia. E todos manuscritos encontrados foram destru\u00eddos.\n\nEles continham as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para a compreens\u00e3o dessa ci\u00eancia, principalmente agora que sabemos que as transmuta\u00e7\u00f5es met\u00e1licas s\u00e3o poss\u00edveis.\n\n<strong>Seja como for, documentos indispens\u00e1veis davam a chave da alquimia e est\u00e3o perdidos para sempre:<\/strong>\u00a0mas a biblioteca continuou.\n\nApesar de todas as destrui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas que sofreu, ela continuou sua obra at\u00e9 que os \u00e1rabes a destruissem completamente. E se os \u00e1rabes o fizeram, sabiam o que faziam. J\u00e1 haviam destruido no pr\u00f3rpio Isl\u00e3 \u2013 assim como na P\u00e9rsia \u2013 grande n\u00famero de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia. A palavra de ordem dos conquistadores era \u201cn\u00e3o h\u00e1 necessidade de outros livros, sen\u00e3o o Livro\u201d, isto \u00e9, o Alcor\u00e3o.\n\nAssim, a destrui\u00e7\u00e3o de 646 d.C. visava n\u00e3o propriamente os livros malditos, mas todos os livros.\n\n<strong>O historiador mu\u00e7ulmano Abd al-Latif (1160-1231) escreveu:<\/strong>\u00a0\u201cA biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor\u201d.\n\n<strong>Esse Omar se opunha ali\u00e1s a que se escrevessem livros mu\u00e7ulmanos, seguindo sempre o princ\u00edpio:\u00a0<\/strong>\u201co livro de Deus \u00e9-nos suficiente\u201d. Era um mu\u00e7ulmano rec\u00e9m-convertido, fan\u00e1tico, odiava os livros e destruiu-os muitas vezes porque n\u00e3o falavam do profeta. \u00c9 natural que terminasse a obra come\u00e7ada por Julio C\u00e9sar, continuada por Diocleciano e outros.\n\n<strong>O \u00ednicio da Biblioteca de Alexandria<\/strong>\n\n<strong>No s\u00e9culo III a.C., a escrita estava presente em todas as tarefas conceb\u00edveis na sociedade de Alexandria (extremamente burocr\u00e1tica, e assim, bem organizada e ordenada) dominada pelos gregos:<\/strong>\u00a0venda de cerveja, manuten\u00e7\u00e3o de casas de banhos, autoriza\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o de pintura, com\u00e9rcio de lentilhas torradas.\n\nEm um intervalo de 33 dias, por exemplo, o ministro das finan\u00e7as Apol\u00f4nio recebeu 434 rolos de papiros escritos para serem examinados.\n\n<strong>N\u00e3o nos causaria surpresa, ent\u00e3o, o fato de ter sido exatamente nessa cidade onde o com\u00e9rcio de papiro fortaleceu, pela primeira vez, a palavra escrita que o maior santu\u00e1rio \u00e0 escrita do mundo antigo foi erguido:<\/strong>\u00a0a Biblioteca de Alexandria.\n\n<strong>Ela viria a se tornar t\u00e3o famosa que, 150 anos depois de de sua destrui\u00e7\u00e3o, Ateneu de N\u00e1ucratis ainda escreveria, antecipando ao conhecimento geral de seus eleitores:\u00a0<\/strong>?E quanto ao n\u00famero de livros, a forma\u00e7\u00e3o de bibliotecas e a cole\u00e7\u00e3o na Galeria das Musas, porque eu devo me pronunciar, j\u00e1 que tudo isso est\u00e1 vivo na mem\u00f3ria de todos os homens? A Biblioteca de Alexandria come\u00e7ou a ser a ser formada no governo do sucessor de Alexandre, o grego maced\u00f4nio Ptolomeu I S\u00f3ter (que reinou de 323 a 285 a.C), talvez como um anexo do museu municipal (FISCHER, 2006, p. 53).\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.newworldencyclopedia.org\/www.dec.ufcg.edu.br\/www.wisegeek.com\/www.educaterra.terra.com.br\/www.fenomeno.matrix.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biblioteca de Alexandria \u2013 O que foi A\u00a0Biblioteca de Alexandria\u00a0foi uma lend\u00e1ria institui\u00e7\u00e3o de pesquisa fundada por Ptolomeu I do Egito. 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