{"id":15212,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/umbanda-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:21:14","modified_gmt":"2026-08-31T23:21:14","slug":"umbanda-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/umbanda-2\/","title":{"rendered":"Umbanda"},"content":{"rendered":"\nDurante o per\u00edodo do com\u00e9rcio transatl\u00e2ntico de escravos e da coloniza\u00e7\u00e3o, os africanos trouxeram muito pouco com eles para as Am\u00e9ricas e o Caribe.\n\nPrivados de seus bens e pertences, para muitos africanos escravizados, as \u00fanicas coisas que eles eram capazes de carregar eram suas can\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias e sistemas de cren\u00e7as espirituais.\n\nNa tentativa de manter sua cultura e religi\u00e3o, os povos escravizados freq\u00fcentemente combinavam suas cren\u00e7as tradicionais com as de seus propriet\u00e1rios no Novo Mundo; essa mistura levou ao desenvolvimento de v\u00e1rias religi\u00f5es sincr\u00e9ticas.\n\nNo Brasil, uma dessas religi\u00f5es era a\u00a0<strong>umbanda<\/strong>, uma mistura de cren\u00e7as africanas, pr\u00e1tica ind\u00edgena sul-americana e doutrina cat\u00f3lica.\n\nPortanto, a\u00a0<strong>Umbanda<\/strong>\u00a0\u00e9 uma religi\u00e3o originalmente brasileira que miscigena elementos das mais diversas religi\u00f5es e culturas mundiais.\n\nOs conceitos relatados podem diferir em alguns t\u00f3picos por se tratar de uma vis\u00e3o generalista. Por se tratar de uma religi\u00e3o com diversas varia\u00e7\u00f5es devem ser buscadas informa\u00e7\u00f5es sobre suas mais variadas vertentes.\n\n<strong>Umbanda &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>A Umbanda \u00e9 uma religi\u00e3o brasileira, fundada em 15\/11\/1908, e fundamentada em 3 pilares que s\u00e3o sua base de sustenta\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0O AMOR, A CARIDADE E A HUMILDADE. Admite um deus \u00fanico (OLORUM), que \u00e9 o criador de tudo e todos. Seus adeptos (chamados tamb\u00e9m de \u201cfilhos de f\u00e9\u201d) reverenciam entidades superiores denominados ORIX\u00c1S, sendo o principal Jesus (OXAL\u00c1).\n\nPreto-Velho: \u00c9 orientada tamb\u00e9m pelos guias espirituais \u2013 esp\u00edritos que atuam na Umbanda sob uma determinada LINHA que por sua vez est\u00e1 ligada diretamente a um determinado Orix\u00e1.\n\nOs guias t\u00eam ricos conhecimentos de amor, caridade, f\u00e9, justi\u00e7a e evolu\u00e7\u00e3o, entre outros, que se manifestam atrav\u00e9s da mediunidade dos m\u00e9diuns, sendo a pr\u00e1tica da incorpora\u00e7\u00e3o uma delas \u2013 ato pelo qual uma pessoa m\u00e9dium, consciente, semi-consciente ou n\u00e3o, permite que outros esp\u00edritos falem atrav\u00e9s de seu corpo f\u00edsico.\n\nOs guias possuem diversos arqu\u00e9tipos pelos quais se apresentam na mec\u00e2nica da incorpora\u00e7\u00e3o. Cada arqu\u00e9tipo est\u00e1 numa determinada Linha Vibracional dentre os 7 Orix\u00e1s essenciais ou 7 Linhas.\n\n<strong>Como exemplos desses arqu\u00e9tipos podemos citar:<\/strong>\u00a0os Pretos Velhos, os Caboclos, os Baianos, os Boiadeiros e os Er\u00eas (Crian\u00e7as).\n\nOs arqu\u00e9tipos s\u00e3o apenas roupagens utilizadas pelos guias para se apresentarem nos terreiros e n\u00e3o entidades que necessariamente foram escravos, \u00edndios ou crian\u00e7as.\n\nCada terreiro tem a sua forma de interpretar a Umbanda; os ritos tamb\u00e9m diferem de casa para casa. A maioria utiliza atabaques e outros instrumentos musicais para acompanhar os seus pontos cantados, mas alguns s\u00f3 cantam mantras.\n\nToda gira de umbanda tem como base o processo de defuma\u00e7\u00e3o \u2013 elemento caracter\u00edstico das giras \u2013 que consiste na queima de ervas essenciais, com o fundamento de limpeza do campo \u00e1urico energ\u00e9tico das pessoas e do ambiente para que a faixa vibracional seja ajustada para o recebimento das entidades que ali trabalhar\u00e3o.\n\nAs giras se iniciam com os pontos cantados, defuma\u00e7\u00e3o e a incorpora\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a incorpora\u00e7\u00e3o do m\u00e9diuns (cavalos) pelos seus respectivos guias, inicia-se o atendimento espiritual para o p\u00fablico, em que a todos s\u00e3o convidados a tomar um \u201cpasse\u201d com os guias que est\u00e3o em terra, que trabalham exclusivamente para a caridade e se utilizam de alguns mat\u00e9rias como velas, ervas, pedras, pembas (giz) para riscar seus pontos riscados ou mandalas.\n\nA\u00a0<strong>Umbanda<\/strong>\u00a0\u00e9 genuinamente brasileira. A Pr\u00e1tica da Umbanda nada tem a ver com o Candombl\u00e9 ou com a Kiumbanda.\n\nTrata-se de uma religi\u00e3o que trabalha diretamente com entidades do Plano Astral ou com seres da natureza (os elementais) e utiliza a mec\u00e2nica da incorpora\u00e7\u00e3o para trabalhar as necessidades emergenciais do homem, trazendo a for\u00e7a e a sabedoria dos mestres da Aruanda para a cura e a energiza\u00e7\u00e3o do campo astral humano, com a atua\u00e7\u00e3o nos centros de for\u00e7a dos corpos e nos campos energ\u00e9ticos das pessoas que \u201c\u2026v\u00eam em busca de socorro, alivio e cura para suas dores morais e f\u00edsicas\u201d, e tamb\u00e9m traz muito ensinamento das verdades da espiritualidade maior.\n\n<strong>Umbanda &#8211; Origem no Brasil<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Umbanda<\/strong>\u00a0nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1908, atrav\u00e9s do m\u00e9dium Z\u00e9lio Fernendino de Moraes.\n\nTeve-se inicio com o Cabloco da 7 Encruzilhadas, que afirmou que estava vindo naquele momento para oficializar uma nova religi\u00e3o que se chamaria Umbanda (para todas as bandas), ou seja, \u201cpara todos\u201d, onde n\u00e3o existiria nenhum tipo de discrimina\u00e7\u00e3o e onde todos seriam bem-vindos.\n\nA partir daquele momento foi fundado o 1\u00b0 terreiro de Umbanda, denominado \u201cCentro de Umbanda Nossa Senhora da Piedade\u201d, em homenagem \u00e0 Maria, m\u00e3e de Jesus.\n\nTamb\u00e9m h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es que a Umbanda \u00e9 t\u00e3o antiga quanto o candombl\u00e9 e veio junto com os negros da \u00c1frica, mas n\u00e3o se tem provas suficientes.\n\n<strong>Sincretismo<\/strong>\n\nOs negros nas senzalas cantavam e dan\u00e7avam em louvor aos Orix\u00e1s, entretanto seus senhores n\u00e3o gostavam, e tentavam convert\u00ea-los a f\u00e9 crist\u00e3. Aqueles que n\u00e3o se convertiam eram cruelmente castigados.\n\nFoi ent\u00e3o que nasceu o sincretismo em que os negros africanos associaram os Orix\u00e1s aos santos cat\u00f3licos de seus senhores. Embora aos olhos dos brancos eles estavam comemorando os santos cat\u00f3licos, na verdade estavam cultuando seus amados Orix\u00e1s.\n\n<strong>Em meio a essas comemora\u00e7\u00f5es eles come\u00e7aram a incorporar os esp\u00edritos ditos Pretos-Velhos (esp\u00edritos de ancestrais, sejam de antigos Babala\u00f4s, Babalorix\u00e1s, Yalorix\u00e1s e antigos \u201cPais e M\u00e3es de Senzala\u201d:\u00a0<\/strong>escravos mais velhos que sobreviveram \u00e0 senzala e que, em vida, eram conselheiros e sabiam as antigas artes da religi\u00e3o da distante \u00c1frica), que iniciaram a ajuda espiritual e o al\u00edvio do sofrimento material daqueles que estavam no cativeiro.\n\nEmbora houvesse uma certa resist\u00eancia por parte de alguns, pois consideravam os esp\u00edritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (esp\u00edrito de pessoas que j\u00e1 morreram e n\u00e3o s\u00e3o cultuados no candombl\u00e9), tamb\u00e9m houve admira\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o.\n\nCom os escravos foragidos, forros e libertados pelas leis do Ventre Livre, Sexagen\u00e1rio e posteriormente a Lei \u00c1urea, come\u00e7ou-se a montagem das tendas, posteriormente terreiros.\n\nEm alguns Candombl\u00e9s tamb\u00e9m come\u00e7aram a incorporar Caboclos (\u00edndios das terras brasileiras como Paj\u00e9s e Caciques) que foram elevados \u00e0 categoria de ancestral e passaram a ser louvados.\n\nO exemplo disso s\u00e3o os ditos \u201cCandombl\u00e9s de Caboclo\u201d. Muito comuns no norte e nordeste do Brasil at\u00e9 hoje.\n\n<strong>No in\u00edcio do sec. XX com o surgimento da Umbanda, esta que muitas vezes era realizada nas praias come\u00e7ou a ser conhecida pelo termo macumba, pois macumba nada mais \u00e9 que um determinado tipo de madeira usada para produzir o atabaque usado durante as giras; por ser um instrumento musical, as pessoas referiam-se da seguinte forma:<\/strong>\u00a0\u201cEst\u00e3o batendo a macumba na praia\u201d, ficando ent\u00e3o conhecidas as giras como macumbas. Com o passar do tempo, tudo que envolvia algo que n\u00e3o se enquadrava nos ensinamentos impostos pelo catolicismo, protestantismo, juda\u00edsmo, etc, era considerado macumba.\n\nCom isso, acabou por virar um termo pejorativo.\n\nA mais antiga refer\u00eancia liter\u00e1ria e denotativa ao termo Umbanda \u00e9 de Heli Chaterlain, Contos Populares de Angola, de 1889. L\u00e1 aparece a refer\u00eancia \u00e0 palavra Umbanda.\n\n<strong>Umbanda &#8211; Origem<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157099 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Umband6-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Umbanda<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>origem<\/strong>\u00a0do voc\u00e1bulo est\u00e1 na raiz s\u00e2nscrita AUM que, na defini\u00e7\u00e3o de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Gloss\u00e1rio Teos\u00f3fico, significa a s\u00edlaba sagrada; a unidade de tr\u00eas letras; da\u00ed a trindade em um.\n\n\u00c9 uma s\u00edlaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O). \u00c9 a s\u00edlaba m\u00edstica, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o A representa o nome de Vishnu; U, o nome de Shiva, e M, o de Brahm\u00e2); \u00e9 o mist\u00e9rio dos mist\u00e9rios; o nome m\u00edstico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na \u00cdndia, a express\u00e3o laudat\u00f3ria ou glorificadora com que come\u00e7am os Vedas e todos os livros sagrados ou m\u00edsticos. J\u00e1 a palavra Bandha, tamb\u00e9m de origem s\u00e2nscrita, no mesmo gloss\u00e1rio significa la\u00e7o, ligadura, sujei\u00e7\u00e3o, escravid\u00e3o. A vida nesta terra. Assim, analisando as duas palavras, podemos definir a Umbanda como sendo o elo de liga\u00e7\u00e3o entre os planos divino e terreno. Infelizmente, na \u00e9poca da revela\u00e7\u00e3o da Umbanda em terras brasileiras, n\u00e3o houve a preocupa\u00e7\u00e3o em se manter a integridade do voc\u00e1bulo.\n\nA palavra m\u00e2ntrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega at\u00e9 n\u00f3s como Umbanda.\n\nCom o passar do tempo as pessoas foram agregando metodologias, voc\u00e1bulos e detalhes de praticas provindas de outras religi\u00f5es como candombl\u00e9, por exemplo.\n\nEsta fus\u00e3o vem distanciando a verdadeira Umbanda dos seus fundamentos iniciais. Hoje ouve-se falar de Umbandomble (mistura de umbanda com candombl\u00e9) e outras \u201cumbandas\u201d como descrito abaixo, mas a verdadeira Umbanda, aquela nascida no Brasil em 1908 ainda continua sendo praticada em muitos terreiros e em casas nesse pais.\n\nA incorpora\u00e7\u00e3o de guias tamb\u00e9m ocorreu em outras religi\u00f5es como no Candombl\u00e9 de Caboclos ( desde de 1865 \u2013 as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es de Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros, Crian\u00e7as e Pretos-velhos aconteceram dentro do Candombl\u00e9 de Caboclos ), no Catimb\u00f3, no Espiritismo. Em 1908, na Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, em Niter\u00f3i, um jovem de 17 anos, Z\u00e9lio Fernandino de Moraes, foi convidado a participar da Mesa Esp\u00edrita. Ao serem iniciados os trabalhos, manifestaram-se em Z\u00e9lio esp\u00edritos que diziam ser de \u00edndio e escravo. O dirigente da Mesa pediu que se retirassem, por acreditar que n\u00e3o passavam de esp\u00edritos atrasados (sem doutrina).\n\nAs entidades deram seus nomes como Caboclo das Sete encruzilhadas e Pai Ant\u00f4nio. No dia seguinte, as entidades come\u00e7aram a atender na resid\u00eancia de Z\u00e9lio todos \u00e0queles que necessitavam, e, posteriormente, fundaram a Tenda esp\u00edrita Nossa Senhora da Piedade.\n\nZ\u00e9lio foi o precursor de um \u201ctrabalho Umbandista B\u00e1sico\u201d (voltado \u00e0 caridade, assistencial, sem cobran\u00e7a e sem fazer o mal e priorizando o bem), uma forma \u201cb\u00e1sica de culto\u201d (muito simples), mas aberta \u00e0 jun\u00e7\u00e3o das formas j\u00e1 existentes (ao pr\u00f3prio Candombl\u00e9 nos cultos Nag\u00f4s e Bantos, que deram origem \u00e0s religioes mais africanas \u2013 Umbanda Omoloko, Umbanda de pretos-velhos-; ou aquelas formas mais vinculadas ao espiritismo Kardecista \u2013 Umbanda Branca-; ou aquelas formas oriundas da Pajelan\u00e7a do \u00edndio brasileiro \u2013 Umbanda de Caboclo -; ou mesmo formas mescladas com o esoterismo de Papus \u2013 G\u00e9rard Anaclet Vincent Encausse -, esoterismo teos\u00f3fico de Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), de Joseph Alexandre Saint-Yves d\u00b4Alveydre \u2013 Umbanda Esot\u00e9rica, Umbanda Inici\u00e1tica, entre outras) que foram se mesclando e originando diversas correntes ou ramifica\u00e7\u00f5es da Umbanda com suas pr\u00f3prias doutrinas, ritos, preceitos, cultura e caracter\u00edsticas pr\u00f3prias dentro ou inerentes \u00e0 pr\u00e1tica de seus fundamentos.\n\nHoje temos v\u00e1rias religi\u00f5es com o nome \u201cUmbanda\u201d ( Linhas Doutrin\u00e1rias ) que guardam ra\u00edzes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se absorveram caracter\u00edsticas de outras religi\u00f5es, mas que mant\u00e9m a mesma ess\u00eancia nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e f\u00e9.\n\n<strong>Alguns exemplos dessas ramifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Umbanda Popular \u2013<\/strong>\u00a0Que era praticada antes de Z\u00e9lio e conhecida como Macumbas ou Candombl\u00e9s de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo \u2013 Santos Cat\u00f3licos associados aos Orixas Africanos;<strong>\nUmbanda tradicional \u2013<\/strong>\u00a0Oriunda de Z\u00e9lio Fernandino de Moraes;<strong>\nUmbanda Branca e\/ou de Mesa \u2013<\/strong>\u00a0Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, n\u00e3o encontramos elementos Africanos \u2013 Orix\u00e1s -, nem o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utiliza\u00e7\u00e3o de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crian\u00e7as. Tamb\u00e9m podemos encontrar a utiliza\u00e7\u00e3o de livros esp\u00edritas como fonte doutrin\u00e1ria;<strong>\nUmbanda Omolok\u00f4 \u2013\u00a0<\/strong>Trazida da \u00c1frica pelo Tat\u00e1 Trancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orix\u00e1s e o trabalho direcionado dos Guias;<strong>\nUmbanda Tra\u00e7ada ou Umbandombl\u00e9 \u2013<\/strong>\u00a0Onde existe uma diferencia\u00e7\u00e3o entre Umbanda e Candombl\u00e9, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candombl\u00e9 em sess\u00f5es diferenciadas. N\u00e3o \u00e9 feito tudo ao mesmo tempo. As sess\u00f5es s\u00e3o feitas em dias e hor\u00e1rios diferentes;<strong>\nUmbanda Esot\u00e9rica \u2013<\/strong>\u00a0<strong>\u00c9 diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan:\u00a0<\/strong>\u201cconjunto de leis divinas\u201d;<strong>\nUmbanda Inici\u00e1tica \u2013<\/strong>\u00a0\u00c9 derivada da Umbanda Esot\u00e9rica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de S\u00edntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde h\u00e1 a busca de uma converg\u00eancia doutrin\u00e1ria (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Converg\u00eancia e S\u00edntese. Existe uma grande influ\u00eancia Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utiliza\u00e7\u00e3o do sanscrito;<strong>\nUmbanda de Caboclo \u2013<\/strong>\u00a0influ\u00eancia do cultura ind\u00edgena brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como \u201cCaboclos\u201d;<strong>\nUmbanda de pretos-velhos \u2013<\/strong>\u00a0influ\u00eancia da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincr\u00e9ticos, o culto aos Orix\u00e1s, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;<\/blockquote>\nOutras formas existem, mas n\u00e3o t\u00eam uma denomina\u00e7\u00e3o apropriada. Se diferenciam das outras formas de Umbanda por diversos aspectos peculiares, mas que ainda n\u00e3o foram classificadas com um adjetivo apropriado para ser colocado depois da palavra Umbanda.\n<h4><strong>Umbanda &#8211;\u00a0<\/strong>Os Fundamentos<\/h4>\n<strong>A Umbanda se fundamenta nos seguintes conceitos:<\/strong>\u00a0A caridade \u00e9 a base da umbanda, e ela pode se dar tanto por meio de aux\u00edlio espiritual com as consultas tanto como caridade que todos conhecemos.\n<blockquote>Acelera\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o do ser atrav\u00e9s de ensinamentos assistem\u00e1ticos e posteriormente sistem\u00e1ticos.\nAux\u00edlio religioso e imag\u00edstico.\nCulto aos Sagrados Orix\u00e1s.\nIntegra\u00e7\u00e3o do ser \u00e0s hierarquias divinas.\nEsgotamento e acelera\u00e7\u00e3o c\u00e1rmica do ser.<\/blockquote>\n<strong>Umbanda &#8211; Um Deus \u00fanico e superior<\/strong>\n\nZ\u00e2mbi, Olorum ou simplesmente Deus \u2013 Em sua benevol\u00eancia e em sua for\u00e7a emanada atrav\u00e9s dos Orix\u00e1s e dos Guias, auxiliando os homens em sua caminhada para a eleva\u00e7\u00e3o espiritual e social.Infelizmente deve-se aos limites da linguagem humana a falta de precis\u00e3o em conceituar o que seria Deus.\n\nIsto por que uma das caracter\u00edsticas da Divindade Suprema \u00e9 ser Infinito, sem medidas, o que remete apenas conhecer parcialmente sua Natureza.\n\nMormente cabe ao homem a aventura de tentar decifrar a Divindade, pela f\u00e9, pelo amor e pela raz\u00e3o e \u00e9 sobre esta Grande Aventura Humana \u00e9 que pretendemos falar.\n\n<strong>Umbanda &#8211; Os Orix\u00e1s<\/strong>\n\n<strong>Os Orix\u00e1s n\u00e3o s\u00e3o deuses como muitas pessoas podem conceber, assim como em outras religi\u00f5es, mas sim divindades criadas por um \u00fanico Deus:<\/strong>\u00a0Olorun (dentro da corrente Nag\u00f4) ou Zambi (dentro da corrente Bantu).\n\nUma interpreta\u00e7\u00e3o mais objetiva coloca os Orix\u00e1s como manifesta\u00e7\u00f5es de diferentes arqu\u00e9tipos universais, que seriam uma s\u00edntese de leis e princ\u00edpios c\u00f3smicos e naturais, que representariam as diferentes manifesta\u00e7\u00f5es da for\u00e7as naturais expressos na forma de s\u00edmbolos. Cada pessoa est\u00e1 ligada a um desses arqu\u00e9tipos(Orix\u00e1s) e sua evolu\u00e7\u00e3o deve seguir os padr\u00f5es dessa s\u00edntese simb\u00f3lica a qual a pessoa est\u00e1 relacionada.\n\n<strong>Na Umbanda Esot\u00e9rica e Inici\u00e1tica temos a seguinte interpreta\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n\nOs Orix\u00e1s s\u00e3o vibra\u00e7\u00f5es de Deus, vem Dele, mas n\u00e3o s\u00e3o Ele, s\u00e3o princ\u00edpios irradiados da Suprema Intelig\u00eancia, regem a Cria\u00e7\u00e3o e a Evolu\u00e7\u00e3o em todo o Cosmos. Sete s\u00e3o as vibra\u00e7\u00f5es, que imprimem na natureza um ritmo seten\u00e1rio que pode ser visto nas cores, no som, nas formas, nos seres e em todos os elementos da natureza.\n\n<strong>Na Umbanda (de uma maneira geral, pois existem varia\u00e7\u00f5es referentes \u00e0s diversas ramifica\u00e7\u00f5es existentes), os Orix\u00e1s s\u00e3o cultuados como divindades de um plano astral superior, que na Terra representam \u00e0s for\u00e7as da natureza (muitas vezes confunde-se a for\u00e7a da natureza com o pr\u00f3prio Orix\u00e1):<\/strong>\n<blockquote><strong>Oxum:<\/strong>\u00a0As \u00e1guas doces.<strong>\nIemanj\u00e1:\u00a0<\/strong>As \u00e1guas salgadas.<strong>\nIans\u00e3:\u00a0<\/strong>Os ventos, chuvas fortes, os rel\u00e2mpagos.<strong>\nXang\u00f4:\u00a0<\/strong>A for\u00e7a das pedreiras.<strong>\nOx\u00f3ssi:\u00a0<\/strong>A energia das matas.<strong>\nOgum:<\/strong>\u00a0Dos metais.<\/blockquote>\n<strong>S\u00e3o 7 os Orix\u00e1s ou Linhas na Umbanda, em ordem:<\/strong>\n<blockquote><strong>Oxal\u00e1:\u00a0<\/strong>Representado por Jesus.<strong>\nOxossi:\u00a0<\/strong>Representado pelos caboclos ou \u00edndios brasileiros ou n\u00e3o.<strong>\nOgum:\u00a0<\/strong>Os chamados guerreiros.<strong>\nIbeji Bejada:<\/strong>\u00a0A linha das crian\u00e7as.<strong>\nOxum:\u00a0<\/strong>Representada pela for\u00e7a da \u00e1gua doce, rios e cachoeiras.<strong>\nXang\u00f4:\u00a0<\/strong>Representa a justi\u00e7a e a for\u00e7a das pedreiras.<strong>\nYemanj\u00e1:\u00a0<\/strong>Representa a \u00e1gua salgada, o mar.<\/blockquote>\nA cada Orix\u00e1 est\u00e1 associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais s\u00e3o seus protegidos e uma parte das emana\u00e7\u00f5es do Orix\u00e1 presentes no Or\u00ed ou Camatu\u00ea (Camatua) desses filhos.\n\nExiste a compreens\u00e3o do trabalho dos Orix\u00e1s na Umbanda em 7 Linhas.\n\n<strong>Rubens Saraceni as divide da seguinte forma:<\/strong>\u00a0F\u00e9, Amor, Conhecimento, Justi\u00e7a, Lei, Evolu\u00e7\u00e3o, Gera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Ainda, segundo Saraceni, os 14 orix\u00e1s de Umbanda colocados pela ordem das linhas que trabalham:<\/strong>\n<blockquote><strong>F\u00e9:<\/strong>\u00a0Oxal\u00e1 e Oya.<strong>\nAmor:\u00a0<\/strong>Oxum e Oxumar\u00e9.<strong>\nConhecimento:<\/strong>\u00a0Ox\u00f3ssi e Ob\u00e1.<strong>\nJusti\u00e7a:<\/strong>\u00a0Xang\u00f4 e Eugunit\u00e1.<strong>\nLei:<\/strong>\u00a0Ogum e Ians\u00e3.<strong>\nEvolu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Obaluay\u00ea e Nan\u00e3 Buroqu\u00ea.<strong>\nGera\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Yemanj\u00e1 e Omulu.<\/blockquote>\n<strong>Refer\u00eancias<\/strong>\n\nAfricanas, Ind\u00edgenas, Europeias e Indianas. A Umbanda \u00e9 uma jun\u00e7\u00e3o de elementos Africanos (Orix\u00e1s e culto aos antepassados), Ind\u00edgenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Brancos (o europeu que trouxe seus Santos e a doutrina crist\u00e3 que foram siscretizados pelos Negros Africanos) e de uma doutrina Indiana de reencarna\u00e7\u00e3o, Kharma e Dharma, associada a concep\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito empregada nas tr\u00eas Ra\u00e7as que se fundiram (Negro, Branco e \u00cdndio).\n\nA Umbanda prega a exist\u00eancia pac\u00edfica e o respeito ao ser humano, a natureza e a Deus. Respeitando todas as manifesta\u00e7\u00f5es de f\u00e9, independentes da religi\u00e3o.\n\nA m\u00e1xima dentro da Umbanda \u00e9 \u201c<strong>D\u00ea de gra\u00e7a, o que de gra\u00e7a recebestes:\u00a0<\/strong>com amor, humildade, caridade e f\u00e9\u201d.\n\n<strong>O culto umbandista<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Umbanda<\/strong>\u00a0tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que \u00e9 o local onde os Umbandistas se encontram para realiza\u00e7\u00e3o de suas giras, sess\u00f5es.\n\nO chefe do culto no Centro \u00e9 o Sacerdote (a B\u00e1, ou Iyalorix\u00e1, ou a Diretora de culto, ou Mestra, ou a M\u00e3e de Santo \u2013 para o Sacerdote feminino; ou o Bab\u00e1, Babalorix\u00e1, os Diretor de culto, ou o Mestre, ou o Pai de Santo \u2013 para o Sacerdote masculino) ] que \u00e9 quem coordena as sess\u00f5es\/giras e que ir\u00e1 incorporar o guia chefe que comandar\u00e1 a espiritualidade e a materialidade do local dos trabalhos.\n\nNormalmente esse guia, que comanda, \u00e9 um Preto-Velho ou Caboclo (varia de casa para casa, de Linha Doutrin\u00e1ria para Linha Doutrin\u00e1ria).\n\nOs templos onde os \u201ccomandantes\u201d s\u00e3o Pretos-Velhos seguem a corrente africana e os que t\u00eam os Caboclos como \u201ccomandantes\u201d seguem a linha ind\u00edgena. Mas, isso n\u00e3o \u00e9 regra e pode variar de templo para templo.\n\nAs pessoas que recebem, incorporam entidades dentro dos terreiros, s\u00e3o ditos m\u00e9diuns, cavalos ou \u201cburros\u201d. Pessoas que t\u00eam o Dom de incorporar os Orix\u00e1s e Guias.\n\n<strong>As entidades\u201d que s\u00e3o incorporadas pelos m\u00e9diuns podem ser divididas entre:<\/strong>\n<blockquote><strong>Falangeiros de Orix\u00e1s:\u00a0<\/strong>Xang\u00f4, Ogum, Oxum, Nan\u00e3, Iemanj\u00e1, Ians\u00e3, Obaluay\u00ea, Oxumar\u00e9, entre outros.<strong>\nGuias:<\/strong>\u00a0Pretos- velhos, Caboclos, Boiadeiros, Crian\u00e7as, Exus, Marinheiros e Orientais.<strong>\nKiumbas, esp\u00edritos sem luz:\u00a0<\/strong>esses, normalmente, s\u00e3o incorporados quando se est\u00e1 fazendo algum descarrego ou quando existe algum obsediado no local.<\/blockquote>\n<strong>Umbanda &#8211; As sess\u00f5es<\/strong>\n\nO culto nos terreiros \u00e9 dividido em sess\u00f5es, normalmente de desenvolvimento e de consulta, e essas, s\u00e3o sub-divididas em giras.\n\nOs dias da semana que acontecem as sess\u00f5es variam de Centro para Centro. No nosso, elas se d\u00e3o \u00e0s segundas e sextas-feiras.\n\nNas segundas, s\u00e3o feitas as sess\u00f5es de consulta com Pretos-Velhos, onde as pessoas conversam com nossas entidades, afim de obter ajuda e conselhos para suas vidas, curas, desobsess\u00f5es e para resolver problemas espirituais diversos. As ocorr\u00eancias mais comuns nestas sess\u00f5es s\u00e3o o passe e o descarrego. No passe, os Pretos-Velhos, rezam a pessoa energizando-a e retirando toda a parte flu\u00eddica negativa que nela possa estar. O descarrego, \u00e9 feito com o aux\u00edlio de um m\u00e9dium, o qual, ir\u00e1 incorporar o obsessor, ou captar a energia negativa da pessoa.\n\nEnt\u00e3o, o Preto-Velho faz com que essa energia seja deslocada para o astral.\n\nCaso seja um obsessor, o esp\u00edrito obsediador \u00e9 retirado e encaminhado para a luz ou para um lugar mais adequado no astral inferior; caso ele n\u00e3o aceite a luz que lhe \u00e9 dada.\n\nNesses casos pode-se pedir a presen\u00e7a de um ou mais Exus para auxiliar o Preto-Velho.\n\nNas sextas-feiras, ocorrem as giras de Caboclos, Boiadeiros, Orix\u00e1s, Marinheiros, Pretos-Velhos, Crian\u00e7as e Exus. Nessas giras s\u00e3o feitos os desenvolvimentos dos m\u00e9diuns do terreiro. Nelas, s\u00e3o cantados os pontos e tocados os atabaques. As giras de Marinheiros e Exus s\u00e3o festivas, e, al\u00e9m de serem feitos os desenvolvimentos dos m\u00e9diuns, s\u00e3o realizadas consultas com esses guias. Existem terreiros onde, al\u00e9m dos Pretos-Velhos, Marinheiros e Exus, tamb\u00e9m os Caboclos e Boiadeiros d\u00e3o consultas e trabalham com o descarrego e a desobsess\u00e3o.\n\nOs dias de Consulta e\/ou Desenvolvimento podem variar de casa para casa, de Linha Doutrin\u00e1ria para Linha Doutrin\u00e1ria. Normalmente s\u00e3o feitos as segundas-feiras e nas sextas-feiras; n\u00e3o sendo este par\u00e2metro contado como regra.\n\n<strong>Umbanda &#8211; M\u00e9diuns<\/strong>\n\nM\u00e9dium \u00e9 toda pessoa que t\u00eam a qualidade de se comunicar com entidades desencarnadas ou esp\u00edritos, seja pela mec\u00e2nica da incorpora\u00e7\u00e3o, pela vid\u00eancia (ver), pela audi\u00e7\u00e3o (ouvir) ou pela pscicografia (escrever movido pelos esp\u00edritos).\n\nO m\u00e9dium veio com a responsabilidade e com o compromisso de servir como um instrumento de guias ou entidades espirituais superiores. Para tanto, deve se preparar atrav\u00e9s do estudo, desenvolvendo a sua mediunidade sempre prezando a eleva\u00e7\u00e3o moral e espiritual, a aprendizagem conceitual e pr\u00e1tica da Umbanda, respeitar os guias e Orix\u00e1s, ter assiduidade e compromisso com sua casa, ter caridade em seu cora\u00e7\u00e3o, amor e f\u00e9 em sua mente e esp\u00edrito, e saber que a Umbanda \u00e9 uma pr\u00e1tica que deve ser vivenciada no dia-a-dia e n\u00e3o apenas no terreiro.\n\nA mediunidade n\u00e3o deve ser vista ou vivenciada como um dom ou poder maior concedido ao m\u00e9dium, e sim como um compromisso e uma oportunidade que lhe foi dada antes mesmo da pessoa reencarnar.\n\nPor isso n\u00e3o deve ser encarada como um fardo ou um forma de ganhar dinheiro, mas como uma oportunidade valiosa para praticar o bem e a caridade.\n\nExistem m\u00e9diuns que acabam distorcendo o verdadeiro papel que lhes foi dado, e se envaidecem agindo de forma leviana em suas vidas. O m\u00e9dium deve tangir sua vida como um mensageiro de Deus, dos Orix\u00e1s e Guias. Ter um comportamento moral e profissional dignos, ser honesto e \u00edntegro em suas atitudes, pois do contr\u00e1rio acaba atraindo for\u00e7as negativas, obsessores ou esp\u00edritos revoltados que vagam pelo mundo espiritual atr\u00e1s de encarnados desequilibrados que est\u00e3o na mesma faixa vibracional que eles. Por isso, desenvolver a mediunidade \u00e9 um processo que deve ser encarado de forma s\u00e9ria a regido atrav\u00e9s de um profundo estudo da religi\u00e3o e seguido pelo conceitos morais e \u00e9ticos.\n\nSer orientado e iniciado por uma casa que pratica o bem \u00e9 essencial.\n\nAs pessoas que s\u00e3o m\u00e9diuns devem levar sempre a s\u00e9rio suas miss\u00f5es e ter muito amor e dar valor ao que fazem, ter sempre boa vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida do dia-a-dia.\n\nO m\u00e9dium deve tomar, sempre que necess\u00e1rio, os banhos de descarrego adequados aos seus Orix\u00e1s e Guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma d\u00favida, problema espiritual ou material.\n\n<strong>Umbanda &#8211; Hist\u00f3ria e Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>umbanda<\/strong>, uma religi\u00e3o afro-brasileira, pode remontar muito de sua funda\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas tradicionais da \u00c1frica Ocidental; os escravos trouxeram consigo suas tradi\u00e7\u00f5es para o Brasil e, ao longo dos anos, mesclaram essas pr\u00e1ticas com as da popula\u00e7\u00e3o nativa sul-americana. \u00c0 medida que os escravos de ascend\u00eancia africana passaram a ter mais contato com os colonos, eles tamb\u00e9m come\u00e7aram a incorporar o catolicismo em sua pr\u00e1tica. Isso formou o que chamamos de religi\u00e3o sincr\u00e9tica, que \u00e9 uma estrutura espiritual formada quando diferentes culturas s\u00e3o assimiladas juntas, combinando suas cren\u00e7as para trabalharem juntas em um sistema coeso.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157098 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Umband5-202x300.jpg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"300\" \/><strong>Umbanda<\/strong><\/p>\nNa mesma \u00e9poca, outras religi\u00f5es evolu\u00edram no mundo caribenho. Pr\u00e1ticas como a santeria e o candombl\u00e9 se espalharam por v\u00e1rios lugares onde os escravos tinham uma grande popula\u00e7\u00e3o. Em Trinidad e Tobago, as cren\u00e7as crioulas tornaram-se populares, resistindo \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3 dominante. Todas essas pr\u00e1ticas religiosas da di\u00e1spora africana t\u00eam suas origens nas pr\u00e1ticas tradicionais de v\u00e1rios grupos \u00e9tnicos africanos, incluindo os ancestrais dos Bakongo, do povo Fon, dos Hausa e dos Yoruba.\n\nA pr\u00e1tica da\u00a0<strong>umbanda<\/strong>\u00a0tal como se apresenta hoje provavelmente evoluiu no Brasil em algum momento do final do s\u00e9culo XIX, mas realmente decolou no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, no Rio de Janeiro.\n\n<strong>Com o passar dos anos, ela se espalhou para outras partes da Am\u00e9rica do Sul, incluindo Argentina e Uruguai, e formou v\u00e1rios ramos semelhantes, mas distintamente \u00fanicos:\u00a0<\/strong>Umbanda Esot\u00e9rica, Umbanda d&#8217;Angola, Umbanda Jej\u00ea e Umbanda Ketu. A pr\u00e1tica \u00e9 pr\u00f3spera e estima-se que haja pelo menos meio milh\u00e3o de pessoas no Brasil praticando umbanda; esse n\u00famero \u00e9 apenas um palpite, porque muitas pessoas n\u00e3o discutem publicamente suas pr\u00e1ticas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.conhecimentosgerais.com.br\/www.learnreligions.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Umbanda, Religi\u00e3o, Brasil, Origem, Hist\u00f3ria, Orix\u00e1s, Brasileira, Africana, Conceitos, Caboclo, Pr\u00e1tica, Deus, O que \u00e9, Umbanda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10275,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-15212","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Umbanda - 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