{"id":15160,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolta-de-ibicaba-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:20:39","modified_gmt":"2026-08-31T23:20:39","slug":"revolta-de-ibicaba-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/revolta-de-ibicaba-2\/","title":{"rendered":"Revolta de Ibicaba"},"content":{"rendered":"\nO regime de semi-escravid\u00e3o era uma amea\u00e7a concreta para os cerca de 2 mil su\u00ed\u00e7os que vieram trabalhar nas planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9, entre 1852 e 1857.\n\n<strong>Revolta de Ibicaba de 1851<\/strong>\n\nEm 1856, a\u00a0<strong>Revolta de Ibicaba<\/strong>, um protesto de colonos su\u00ed\u00e7os contra as condi\u00e7\u00f5es de vida na fazenda Ibicaba, em Limeira (SP), criou um incidente diplom\u00e1tico entre Brasil e Su\u00ed\u00e7a. Pouco depois, era extinta a migra\u00e7\u00e3o em massa para o Brasil.\n\nColonos das fazendas de caf\u00e9 se revoltam contra o alto pre\u00e7o das mercadorias que lhes eram vendidas, contra os pesos e medidas utilizados e contra os juros.\n\nEm 1856, a\u00a0<strong>Revolta de Ibicaba<\/strong>, um protesto de colonos su\u00ed\u00e7os contra as condi\u00e7\u00f5es de vida na fazenda Ibicaba, em Limeira (SP), criou um incidente diplom\u00e1tico entre Brasil e Su\u00ed\u00e7a.\n\nPouco depois, era extinta a migra\u00e7\u00e3o em massa para o Brasil.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Revolta de Ibicaba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrevolt2.jpg\" alt=\"Revolta de Ibicaba\" width=\"492\" height=\"254\" \/>\nTerreiro de Caf\u00e9 da fazenda Ibicaba destacando-se a Casa de M\u00e1quinas, 1904<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Revolta de Ibicaba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrevolt31.jpg\" alt=\"Revolta de Ibicaba\" width=\"489\" height=\"256\" \/>\n<strong>Tulha de caf\u00e9 da fazenda Ibicaba. Foto do in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/strong><\/p>\n<strong>Revolta de Ibicaba = Fam\u00edlias<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>revolta de Ibicaba\u00a0<\/strong>aconteceu por causa do descontentamento das 177 fam\u00edlias &#8220;exportadas&#8221; da Europa para Ibicaba.\n\nO propriet\u00e1rio de um grande cafezal, senador Nicolau de Campos Vergueiro, havia contratado as fam\u00edlias para trabalhar na sua fazenda de caf\u00e9 depois de assinar um documento que certificava que ambos estavam trabalhando no sistema de parceria, na qual o lucro obtido pelo caf\u00e9 seria igualmente dividido entre o trabalhador e o propriet\u00e1rio.\n\nO documento quando assinado, afirmava que o trabalhador havia de pagar as suas despesas da viagem.\n\nE j\u00e1 na fazenda, o trabalhador era obrigado a comprar os produtos do propriet\u00e1rio, afundando-se cada vez mais nas d\u00edvidas.\n\nEnt\u00e3o, liderados por Thomas Davatz, os trabalhadores acabaram revoltando-se contra o grande fazendeiro.\n\nA lei que proibe o trabalho escravo no Brasil est\u00e1 apenas no papel.\n\nVira e mexe, encontramos trabalho escravo por a\u00ed.\n\nO que as pessoas podem fazer \u00e9 contratar fiscais mais honestos, que &#8220;n\u00e3o pedem um cafezinho&#8221;.\n\nEles podem aumentar o sal\u00e1rio dos escravos e melhorar a condi\u00e7\u00e3o do trabalho, logicamente acabando com o crime.\n\nTamb\u00e9m, n\u00f3s, sem a ajuda do governo, podemos tomar atitude.\n\nPodemos ficar atentos ao trabalho escravo, denunciando o crime para o n\u00famero 190 da pol\u00edcia para registrar o fato e parar com a escravid\u00e3o que nunca sai do papel.\n\n<strong>Fazenda Ibicaba<\/strong>\n\nEm 1817, foi fundada, pelo Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, a\u00a0<strong>Fazenda Ibicaba<\/strong>\u00a0foi umas das mais importantes a \u00e9poca.\n\nFoi a primeira em substituir m\u00e3o-de-obra escrava por imigrantes Alem\u00e3es e Su\u00ed\u00e7os, principalmente.\n\nPassaram-se anos, e os europeus imigrantes sentiram-se oprimidos pelas in\u00fameras d\u00edvidas (chegavam ao Brasil endividados por terem que pagar a viagem).\n\nPela causa das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vida, foi gerada a revolta dos Colonos em 1856, liderada pelo Su\u00ed\u00e7o Thomaz Davatz. Isso fez com que as for\u00e7as su\u00ed\u00e7as reconhecessem as condi\u00e7\u00f5es dos colonos.\n\n<strong>Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA fazenda \u00e9 localizada no munic\u00edpio de Cordeir\u00f3polis, interior do estado de S\u00e3o Paulo.\n\nEla retrata toda a hist\u00f3ria da evolu\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 no pa\u00eds, toda \u00e0 chegada de imigrantes no Brasil, assim como toda campanha fora do Brasil, para recrutar imigrantes para trabalhar em Ibicaba.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159804 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Revolt12-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><strong>Fazenda Ibicaba<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>Fazenda Ibicaba<\/strong>, localizada no munic\u00edpio de Cordeir\u00f3polis, interior de S\u00e3o Paulo, conserva um importante conjunto arquitet\u00f4nico da \u00e9poca do ciclo do caf\u00e9. No local encontramos preservadas a sede centen\u00e1ria, a capela, a senzala, a tulha, os terreiros e aquedutos constru\u00eddos pelos escravos, o pr\u00e9dio da escola, a torre do rel\u00f3gio com seu mirante e as m\u00e1quinas antigas que produziam caf\u00e9. Mediante agendamento, escolas e universidades podem visitar a Fazenda, que guarda um verdadeiro tesouro hist\u00f3rico e cultural do Pa\u00eds.\n\nA Fazenda Ibicaba recebeu grandes personalidades, entre elas Dom Pedro II, a Princesa Isabel e o Conde D\u2019eu, e foi usada durante a Guerra do Paraguai como esta\u00e7\u00e3o militar.\n\nFundada em 1817 pelo Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, a Fazenda Ibicaba foi sede de uma das primeiras col\u00f4nias do Brasil.\n\nTamb\u00e9m foi pioneira em substituir a m\u00e3o-de-obra escrava pelo trabalho de imigrantes europeus, principalmente su\u00ed\u00e7os e slem\u00e3es, 30 anos depois de sua funda\u00e7\u00e3o.\n\nO Senador Vergueiro foi o respons\u00e1vel pela vinda dos primeiros imigrantes da Europa, muito antes da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. Cerca de mil pessoas, entre portugueses, su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es, viviam em Ibicaba.\n\nA fazenda era quase independente e havia at\u00e9 circula\u00e7\u00e3o interna de moeda pr\u00f3pria.\n\nSua empresa, chamada \u201cVergueiro e Companhia\u201d, financiava a viagem e recrutava os imigrantes que, depois, tinham que quitar sua d\u00edvida trabalhando por, pelo menos, quatro anos.\n\nA oficina de Ibicaba fornecia m\u00e1quinas e instrumentos para a regi\u00e3o, j\u00e1 que muitos imigrantes n\u00e3o tinham voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas eram excelentes artes\u00e3os.\n\nUm dos primeiros motores a vapor de S\u00e3o Paulo foi importado pela Ibicaba e hoje encontra-se num museu em Limeira, interior de S\u00e3o Paulo.\n\nEm 1856, por conta de dificuldades enfrentadas pelos colonos na adapta\u00e7\u00e3o ao clima e culturas locais, aliadas \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos empregados aos fazendeiros, criou-se uma crise que culminou na \u201cRevolta dos Parceiros\u201d \u2013 ou insurrei\u00e7\u00e3o dos imigrantes europeus -, tendo como palco a Fazenda Ibicaba, que era a maior produtora de caf\u00e9 da \u00e9poca.\n\nA revolta foi comandada pelo su\u00ed\u00e7o Thomaz Davatz, que conseguiu inclusive que as autoridades su\u00ed\u00e7as tomassem conhecimento das condi\u00e7\u00f5es em que viviam os colonos. Davatz, ao retornar \u00e0 Europa, escreveu o livro \u201cMem\u00f3rias de um colono no Brasil\u201d, cujo teor inibiu o ciclo da imigra\u00e7\u00e3o e que, at\u00e9 hoje, nos ajuda a compreender este per\u00edodo hist\u00f3rico.\n\n<strong>ESCRAVID\u00c3O BRANCA NO BRASIL &#8211; REVOLTA DE IBICABA<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159805 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Revolt11-300x186.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"186\" \/><strong>Escravid\u00e3o Branca no Brasil<\/strong><\/p>\nMeu nome \u00e9 Heinrich Schlittler. Nasci do Cant\u00e3o de Glarus na Su\u00ed\u00e7a, em plena primavera de 1829, numa casa modesta de um vilarejo de onde se avista os Alpes. Meu pai era alfaiate, profiss\u00e3o que herdara do seu av\u00f4, of\u00edcio no qual eu tamb\u00e9m era aprendiz, desde os meus 14 anos. Fui educado dentro dos padr\u00f5es e da \u00e9tica da religi\u00e3o presbiteriana.\n\nO nosso racionalismo com rela\u00e7\u00e3o ao conv\u00edvio social \u00e9 a capacidade protestante de associa\u00e7\u00e3o para fins do interesse comum.\n\n\u00c9 precisamente essa qualidade que possibilita a associa\u00e7\u00e3o de pessoas para ir al\u00e9m do conv\u00edvio familiar, sem que haja conflito ou confus\u00e3o entre as rela\u00e7\u00f5es afetivas e com as de interesse.\n\nNossa norma moral pressup\u00f5e que, antes de obedecer aos homens, devemos obedecer a Deus. Assim, nossa sociedade encontra harmonia, pois permite que as rela\u00e7\u00f5es sejam entre iguais, em contraponto com as rela\u00e7\u00f5es entre pessoas de um modelo puramente hierarquizado.\n\nA Su\u00ed\u00e7a passava por um profunda crise econ\u00f4mica associada ao uma explos\u00e3o demogr\u00e1fica.\n\nUma praga, conhecida com &#8220;a doen\u00e7a da batata&#8221;, alastrou-se pelas planta\u00e7\u00f5es reduzindo em mais de 50% das colheitas da batata, nosso principal alimento naquela \u00e9poca.\n\nNessa escassez de alimentos, pass\u00e1vamos fome.\n\nA situa\u00e7\u00e3o obrigou a muitos jovens, desempregados, soldados que voltavam das intermin\u00e1veis guerras da Europa a procurarem uma sa\u00edda na emigra\u00e7\u00e3o para outros pa\u00edses.\n\n<strong>A propaganda de ent\u00e3o falava de um novo eldorado:<\/strong>\u00a0o Brasil, onde havia muita comida, terra em abund\u00e2ncia e grandes oportunidades. Formamos um grupo e viajamos com destino \u00e0 terra prometida.\n\nDeste grupo composto por 87 pessoas somente 13 conheciam e tinham trabalhado em atividades agr\u00edcolas.\n\nOs demais eram oper\u00e1rios de f\u00e1bricas, sapateiros, carpinteiros, pedreiros, pintor, mestre-escola e alfaiate como eu. Enfim, n\u00e3o t\u00ednhamos muitas alternativas, e o governo de certa forma nos incentivava a emigrar.\n\n<strong>Do porto de Santos partimos para o nosso destino:<\/strong>\u00a0a Fazenda Ibicaba, situada Limeira no Estado de S\u00e3o Paulo, de propriedade do senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, cuja empresa levava o seu nome.\n\nO senador Vergueiro foi quem promoveu a vinda de imigrantes su\u00ed\u00e7os para o Brasil, mas era contra as col\u00f4nias de povoamento com doa\u00e7\u00e3o das terras aos imigrantes, alegando que esse procedimento n\u00e3o atendia \u00e0s necessidades do Imp\u00e9rio que na \u00e9poca estava em busca de m\u00e3o de obra livre para substituir a escrava.\n\n<strong>A FAZENDA IBICABA entre 1852\/1856 e atualmente<\/strong>\n\nAssim, para cultivar as suas fazendas de caf\u00e9, o senador estabeleceu um sistema de parceria, atrav\u00e9s de contrato firmando atrav\u00e9s de um agente no pais de origem dos imigrantes.\n\nEste documento estabelecia o n\u00famero de p\u00e9s de caf\u00e9 que recaia sobre a responsabilidade da fam\u00edlia imigrante. Ao finalizar a colheita, os lucros auferidos com a venda das sacas de caf\u00e9 seriam divididos entre os imigrantes e o propriet\u00e1rio da fazenda. No entanto, o contrato inclu\u00eda uma s\u00e9rie de exig\u00eancias que indicavam a explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, clausulas t\u00edpicas de uma \u00e9poca na qual os trabalhadores bra\u00e7ais n\u00e3o contavam com nenhum tipo de garantia e estavam sob o jugo dos grandes propriet\u00e1rios de terras.\n\nO regime de semi-escravid\u00e3o ficava evidente no compromisso de cada fam\u00edlia imigrante em pagar os custos da sua viagem com um acr\u00e9scimo de juros \u00e0 taxa de 6% ao ano. Adicionalmente, os imigrantes contratados pelo senador ficavam respons\u00e1veis por cuidar de cafezais localizados em \u00e1reas de baixa produtividade e s\u00f3 podiam comprar g\u00eaneros aliment\u00edcios fornecidos pela pr\u00f3pria fazenda, aumentando por um longo per\u00edodo os v\u00ednculos com o propriet\u00e1rio. Atrav\u00e9s desse contrato, n\u00f3s imigrantes fomos reduzidos a uma condi\u00e7\u00e3o similar a dos escravos negros.\n\nEsses \u00faltimos mantinham-se cativos pela for\u00e7a do seu dono, enquanto que n\u00f3s hav\u00edamos perdido a liberdade pela obriga\u00e7\u00e3o jur\u00eddica totalmente desigual entre as partes.\n\nO nosso grupo era integrado por um mestre-escola, Thomaz Davatz, que tinha como miss\u00e3o oficial enviar \u00e0 Su\u00ed\u00e7a um relat\u00f3rio acerca das condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho na col\u00f4nia, que servisse de orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s autoridades su\u00ed\u00e7as quanto \u00e0 pol\u00edtica de emigra\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m ministrava aulas e realizava cerim\u00f4nias religiosas nos cultos protestantes.\n\nN\u00e3o demorou muito tempo para percebemos os problemas do dia a dia no &#8220;novo eldorado&#8221;. O clima quente, os insetos, os desconforto causado por uma cultura t\u00e3o diferente da nossa, na qual a educa\u00e7\u00e3o e a discri\u00e7\u00e3o nos cultos presbiterianos eram priorit\u00e1rios, contrastando o modo inculto de viver dos brasileiros da \u00e9poca.\n\nDia ap\u00f3s dia o nosso entusiasmo inicial com a nova terra ia diminuindo e perceb\u00edamos que est\u00e1vamos numa terra onde n\u00e3o se respeitavam os contratos firmados.\n\nEm virtude das arbitrariedades e da interpreta\u00e7\u00e3o pessoal da lei pelos propriet\u00e1rios e os seus prepostos, hav\u00edamos nos tornado t\u00e3o escravos como os pr\u00f3prios negros.\n\nN\u00e3o demoraria muito para come\u00e7arem as agress\u00f5es corporais, j\u00e1 nos castigavam com multas, pris\u00f5es, restri\u00e7\u00f5es de liberdade, etc.\n\n<strong>E Davatz acrescentava:\u00a0<\/strong>ser\u00e1 exagero entender que os colonos est\u00e3o sujeitos a novas formas de escravid\u00e3o?\n\n<strong>Os pr\u00f3prios filhos de certo fazendeiro n\u00e3o hesitaram em apoiar essa convic\u00e7\u00e3o, dizendo que:\u00a0<\/strong>os colonos eram os escravos brancos (de seu pai), e os pretos seus escravos negros.\n\n<strong>E outro fazendeiro enunciou a mesma cren\u00e7a, quando declarou abertamente aos seus colonos:<\/strong>\u00a0comprei-os ao Sr. Vergueiro. Os senhores me pertencem?\n\nEm virtude de a situa\u00e7\u00e3o ter se tornado insuport\u00e1vel, Thomaz Davatz conseguiu, atrav\u00e9s de manobras &#8211; j\u00e1 que toda correspond\u00eancia era censurada pelo todo poderoso senador Vergueiro &#8211; enviar um relat\u00f3rio ao c\u00f4nsul su\u00ed\u00e7o no Rio de Janeiro uma carta destinada \u00e0s autoridades su\u00ed\u00e7as explicando a situa\u00e7\u00e3o dos colonos, denunciando o engodo representado pelo sistema de parceria.\n\nExposto ao publico e, portanto ao senador Vergueiro, Thomaz Davatz foi chamado, na manh\u00e3 de 24 de dezembro de 1856, \u00e0 sede da fazenda Ibicaba para dar explica\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s de um int\u00e9rprete, pois s\u00f3 falava alem\u00e3o. Nessas circunst\u00e2ncias, totalmente descontentes com a dura realidade em que viv\u00edamos e ainda muito mais com o pagamento do primeiro ano trabalhado, decidimos reagir em apoio ao mestre-escola. No levante armado somente dois tiros foram disparados sem que houvesse mortes, mas a repercuss\u00e3o foi tamanha que as autoridades su\u00ed\u00e7as proibiram novas emigra\u00e7\u00f5es e acabou fazendo com que o imp\u00e9rio do Brasil viesse a remodelar as rela\u00e7\u00f5es entre grandes propriedades e os imigrantes.\n\nThomaz Davatz voltou para a Su\u00ed\u00e7a, j\u00e1 com a sa\u00fade bastante abalada. Mas muitos de n\u00f3s permanecemos no Brasil, na esperan\u00e7a de nos tornarmos pequenos propriet\u00e1rios de terras ou praticamos livremente os nossos of\u00edcios. Casei com Christine Beck, que conheci na viagem da Su\u00ed\u00e7a ao Brasil e, no ano de 1877 em que escrevo essas mem\u00f3rias, j\u00e1 temos seis filhos brasileiros e vemos que o nosso trabalho e cultura influenciaram positivamente o futuro do pais que escolhemos para viver.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.faap.br\/www.suicosdobrasil.com.br\/www.almacarioca.net\/deportesus.terra.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revolta de Ibicaba, Brasil, Hist\u00f3ria, Fazenda, Su\u00ed\u00e7a, Colonos, Su\u00ed\u00e7os, Imigrantes, Escravid\u00e3o, Caf\u00e9, Protesto, Revolta de Ibicaba<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10108,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-15160","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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