{"id":15102,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/periodo-colonial-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:20:07","modified_gmt":"2026-08-31T23:20:07","slug":"periodo-colonial-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/periodo-colonial-2\/","title":{"rendered":"Per\u00edodo Colonial"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Per\u00edodo Colonial &#8211; O que foi<\/strong>\n\nPedro \u00c1lvares Cabral, o navegador portugu\u00eas que descobriu o Brasil em 1500, logo foi seguido por outros exploradores portugueses que elogiaram a terra e sua vegeta\u00e7\u00e3o abundante.\n\nDe especial interesse foi o pau-brasil (pau brasil), usado pela popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena para produzir tinturas vermelhas e roxas \u2013 cores muito apreciadas na Europa. Em pouco tempo, a explora\u00e7\u00e3o do pau-brasil iniciou o primeiro ciclo econ\u00f4mico da hist\u00f3ria da nova col\u00f4nia.\n\nO segundo ciclo econ\u00f4mico, de maior dura\u00e7\u00e3o, teve in\u00edcio com a introdu\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar. As plantas vieram originalmente da ilha portuguesa da Madeira, mas se adaptaram bem ao solo f\u00e9rtil e clima quente da costa nordeste do Brasil. Por mais de um s\u00e9culo, o Brasil foi o maior exportador de a\u00e7\u00facar do mundo.\n\n<strong>Desenvolveu-se um florescente &#8220;com\u00e9rcio triangular&#8221;:\u00a0<\/strong>m\u00e3o de obra escrava importada da \u00c1frica Ocidental trabalhava nas planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar no Brasil; a\u00e7\u00facar e produtos de a\u00e7\u00facar foram exportados do Brasil para a Europa; e os lucros do a\u00e7\u00facar foram usados para produtos manufaturados europeus com os quais comprar mais escravos nos mercados de escravos da costa africana.\n\nCom a morte do rei Sebasti\u00e3o (1554-1578) de Portugal, Filipe II (1527-1598) da Espanha uniu os dois reinos em 1580. De 1580 a 1640, toda a Am\u00e9rica do Sul fez parte do mundo espanhol \u2013 por sessenta anos, as antigas fronteiras entre os enclaves espanhol e portugu\u00eas n\u00e3o existiam.\n\nEnquanto isso, portugueses e brasileiros penetravam no vasto interior da Am\u00e9rica do Sul. Essa expans\u00e3o come\u00e7ou j\u00e1 em meados de 1600, quando expedi\u00e7\u00f5es conhecidas como bandeiras (literalmente, bandeiras) partiram de sua base em S\u00e3o Paulo em busca de minerais. As expedi\u00e7\u00f5es cortaram florestas, atravessaram rios poderosos e abriram o planalto interior. As circunst\u00e2ncias \u00e0s vezes for\u00e7avam uma bandeira a acampar por meses, e alguns dos homens muitas vezes optavam por permanecer naquele local. Dessa forma, muitas cidades foram fundadas no interior do Brasil.\n\nAs explora\u00e7\u00f5es da bandeira estenderam, sem um plano ou des\u00edgnio consciente, a fronteira ocidental do Brasil.\n\nEm 1640, Dom Jo\u00e3o IV (1604-1656) tornou-se rei de Portugal, pondo fim \u00e0 domina\u00e7\u00e3o espanhola sobre a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Como consequ\u00eancia, a defini\u00e7\u00e3o de limites territoriais voltou a ter foco. No entanto, os exploradores luso-brasileiros recusaram-se a abandonar as terras que haviam ocupado e colonizado a oeste da Linha de Tordesilhas original. Al\u00e9m disso, com o enfraquecimento gradual da economia a\u00e7ucareira, houve um afastamento das regi\u00f5es a\u00e7ucareiras \u00e0 medida que cada vez mais luso-brasileiros se aventuravam nos territ\u00f3rios inexplorados em busca de novas fontes de riqueza.\n\nA consequ\u00eancia mais importante desse movimento foi a descoberta de ouro em Minas Gerais em 1695, desdobramento que afetou o curso dos acontecimentos n\u00e3o s\u00f3 na col\u00f4nia, mas tamb\u00e9m na Europa.\n\nA minera\u00e7\u00e3o do ouro era controlada pelos portugueses, que enviavam o ouro para Lisboa. Sob o Tratado de Methuen de 1703, a Inglaterra forneceu a Portugal produtos t\u00eaxteis que foram pagos com ouro das minas brasileiras.\n\nO ouro brasileiro que foi parar em Londres teve um papel importante no financiamento da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial na Europa.\n\nMais tarde, no s\u00e9culo XIX, a prosperidade baseada no ouro, como a do pau-brasil e do a\u00e7\u00facar antes dele, foi seguida por outro boom, desta vez do caf\u00e9. A planta do caf\u00e9 foi introduzida no Brasil j\u00e1 em 1727, mas somente no s\u00e9culo XIX tornou-se economicamente significativa. As planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 se desenvolveram no Rio de Janeiro e depois se espalharam para S\u00e3o Paulo, que se tornou a maior regi\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o, e outras prov\u00edncias vizinhas. Foi a principal exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds at\u00e9 1930.\n\n<strong>Per\u00edodo Colonial &#8211; Hist\u00f3ria do Brasil<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159666 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Period2-300x147.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\" \/><strong>Per\u00edodo Colonial<\/strong><\/p>\n<strong>A hist\u00f3ria brasileira pode ser dividida em tr\u00eas partes:<\/strong>\u00a0quando foi col\u00f4nia, depois, como imp\u00e9rio, e anos depois, como rep\u00fablica.\n\nDenomina-se\u00a0<strong>Brasil Col\u00f4nia<\/strong>\u00a0per\u00edodo da hist\u00f3ria entre a chegada dos primeiros portugueses em 1500, e a independ\u00eancia, em 1822, quando o Brasil estava sob dom\u00ednio socioecon\u00f4mico e pol\u00edtico de Portugal.\n\nEventualmente Fran\u00e7a e Holanda conquistaram o dom\u00ednio de regi\u00f5es estrat\u00e9gicas como, por exemplo, a ilha de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o (Fran\u00e7a Equinocial), a cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro (Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica) a cidade de Recife e parte dos atuais estados de Pernambuco, Para\u00edba e Rio Grande do Norte (Nova Holanda).\n\nA despeito destas ocupa\u00e7\u00f5es, manteve-se, no per\u00edodo colonial, a unidade lingu\u00edstica e cultural do Brasil.\n\n<strong>O per\u00edodo colonial pode ser subdividido nas seguintes categorias:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.<\/strong>\u00a0Per\u00edodo pr\u00e9-povoamento (do descobrimento at\u00e9 1530)\n<strong>2.<\/strong>\u00a0Ciclo da cana de a\u00e7\u00facar\n<strong>3.<\/strong>\u00a0Ciclo do ouro.<\/blockquote>\nA economia do per\u00edodo \u00e9 caracterizada pelo trip\u00e9 monocultura, latif\u00fandio e m\u00e3o de obra escrava.\n\n<strong>Antes da Descoberta (1492)<\/strong>\n\nQuando o Novo Mundo foi descoberto pelo navegador italiano Crist\u00f3v\u00e3o Colombo em 1492, os dois pa\u00edses poderosos da \u00e9poca eram Portugal e Espanha. Assim que foi confirmada a exist\u00eancia do Novo Mundo, os dois pa\u00edses decidiram dividir entre si cada peda\u00e7o de terra que pudesse pertencer \u00e0 Am\u00e9rica \u2013 mesmo n\u00e3o tendo ideia do tamanho do continente.\n\nEm 1494, portugueses e espanh\u00f3is fecharam o Tratado de Tordesilhas, documento que estabelecia uma linha imagin\u00e1ria que separaria as terras do Novo Mundo que pertenceriam a Portugal (a leste) e \u00e0 Espanha (a oeste). Foi isso que praticamente determinou que a terra depois chamada Brasil se tornasse uma col\u00f4nia portuguesa, enquanto o resto do continente falaria espanhol.\n\n<strong>Descoberta (1500)<\/strong>\n\nEmbora esta vers\u00e3o seja posta em d\u00favida pelas circunst\u00e2ncias que indicam que um navegador chamado Vicente Pinz\u00f3n pisou no Brasil em janeiro de 1500, a terra foi descoberta oficialmente em abril de 1500 pelo navegador e fidalgo portugu\u00eas Pedro \u00c1lvares Cabral. Quando desembarcou no Brasil, os \u00fanicos habitantes da terra sem nome eram, segundo estimativas imprecisas, entre 1 e 10 milh\u00f5es de ind\u00edgenas.\n\nA maioria deles foi exterminada pela intera\u00e7\u00e3o direta ou indireta dos portugueses, como novas doen\u00e7as trazidas do Velho Mundo, os portugueses matando os ind\u00edgenas, ou ind\u00edgenas que venderam outros ind\u00edgenas aos portugueses em troca de especiarias e outros produtos.\n\n<strong>Estabelecendo-se no Brasil (1530)<\/strong>\n\nPortugal era diferente da Espanha, pois n\u00e3o tinha um plano para desenvolver as terras do novo continente. Durante anos, os portugueses tiveram problemas para colonizar o Brasil porque ningu\u00e9m queria sair da Europa e come\u00e7ar uma nova vida em um lugar que n\u00e3o tinha nada a oferecer (exceto as riquezas que j\u00e1 haviam sido tiradas \u2013 como o pau-brasil, uma \u00e1rvore brasileira \u2013 ou os que seriam descobertos em 200 anos, como o ouro).\n\nFoi somente quando outras na\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a amea\u00e7ar a supremacia de Portugal no lado leste da Am\u00e9rica que o governo come\u00e7ou a enviar pessoas para morar no Brasil.\n\nEm 1530 foi organizada a primeira expedi\u00e7\u00e3o colonizadora ao Brasil, e em 1534 a terra foi dividida em 15 capitanias heredit\u00e1rias para povoar o pa\u00eds e desenvolver o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar, que era um dos produtos mais importantes no mercado internacional da \u00e9poca. As capitanias foram doadas aos portugueses, os donat\u00e1rios, que iriam ao Brasil e investiriam seu pr\u00f3prio dinheiro na terra.\n\nO sistema falhou por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es, uma das quais foi o fato de quatro dos donat\u00e1rios nunca terem ido ao Brasil para explorar suas partes de terra, e alguns dos que foram tiveram problemas com ataques dos nativos das terras. Al\u00e9m disso, o governo nunca forneceu ajuda financeira aos donat\u00e1rios, que, por sua vez, ainda tinham que pagar impostos \u00e0 Coroa portuguesa, relativos \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Apenas duas das 15 capitanias prosperaram:\u00a0<\/strong>S\u00e3o Vicente e Pernambuco. Ambos por causa da planta\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar.\n\n<strong>O Ciclo da Cana-de-A\u00e7\u00facar (1532 \u2013 1700)<\/strong>\n\nA Espanha havia encontrado prata e ouro nas \u00e1reas que estavam colonizando na Am\u00e9rica, e Portugal tentou encontr\u00e1-los tamb\u00e9m nas terras que possu\u00edam. Como nem prata nem ouro foram encontrados, a economia da col\u00f4nia baseava-se em produtos agr\u00edcolas, que eram exportados para a Europa. Em 1532, quando a cana-de-a\u00e7\u00facar foi introduzida no Brasil, j\u00e1 existiam planta\u00e7\u00f5es em Cabo Verde, A\u00e7ores e Madeira, todas possess\u00f5es de Portugal.\n\nA cana-de-a\u00e7\u00facar se adaptou bem \u00e0s terras do Novo Mundo, logo se tornou o produto mais importante do Brasil e fez prosperar as duas \u00fanicas capitanias bem-sucedidas da \u00e9poca.\n\nO Brasil tornou-se o principal produtor de a\u00e7\u00facar a partir da d\u00e9cada de 1580 e, por quase um s\u00e9culo, foi o maior produtor e protagonista nos mercados europeus com seu a\u00e7\u00facar, at\u00e9 que os holandeses deixaram o pa\u00eds, levando os canaviais para suas col\u00f4nias na Am\u00e9rica Central. Com a concorr\u00eancia do mercado, o a\u00e7\u00facar brasileiro come\u00e7ou a perder terreno em 1660, e em 1700 j\u00e1 n\u00e3o era um grande player nas vendas de cana-de-a\u00e7\u00facar.\n\n<strong>Governadoria Geral do Brasil (1548)<\/strong>\n\nComo o sistema de capitanias havia falhado, em 1548, os reis de Portugal estabeleceram o primeiro governo centralizado no Brasil para gerenci\u00e1-los. Conhecido como Governo-Geral ou Governorate General, durou at\u00e9 1808, quando a Fam\u00edlia Real chegou ao Brasil. O primeiro governador geral estabeleceu Salvador como capital da col\u00f4nia. Em 1720, os governadores gerais passaram a ser chamados de vice-reis.\n\nTamb\u00e9m nessa \u00e9poca, Portugal criou uma s\u00e9rie de leis, definidas por um Pacto Colonial, que estabelecia a depend\u00eancia brasileira de Portugal.\n\nFazia o Brasil comprar e vender produtos apenas de e para a metr\u00f3pole e para alguns de seus parceiros econ\u00f4micos se Portugal permitisse.\n\nO exclusivismo econ\u00f4mico garantiu que a maior parte da riqueza brasileira acabasse com o governo portugu\u00eas.\n\n<strong>Os Jesu\u00edtas<\/strong>\n\nOs jesu\u00edtas tamb\u00e9m fazem parte da hist\u00f3ria colonial do Brasil. Chegando ao pa\u00eds em 1549, os cl\u00e9rigos foram para a terra, dedicando-se a pregar a f\u00e9 crist\u00e3 aos nativos e educ\u00e1-los segundo os padr\u00f5es europeus, consequentemente impondo a cultura europeia aos ind\u00edgenas. A cria\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o formal no Brasil \u00e9 atribu\u00edda aos jesu\u00edtas, pois muitas escolas foram abertas no territ\u00f3rio.\n\nOs jesu\u00edtas n\u00e3o aprovavam a escraviza\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas, pois estes eram considerados pessoas que precisavam de orienta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o interferiam na escraviza\u00e7\u00e3o dos africanos, considerados sem alma.\n\nA m\u00e3o de obra ind\u00edgena &#8211; n\u00e3o s\u00f3 de escravos, mas tamb\u00e9m de assalariados &#8211; foi utilizada principalmente no s\u00e9culo XVI e in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, quando o tr\u00e1fico de escravos vindos da \u00c1frica se intensificou e se tornou a principal for\u00e7a de trabalho.\n\nEm 1720 pelo 1\u00ba Marqu\u00eas de Pombal, que queria fazer reforma mercantil e libertar os ind\u00edgenas dos ensinamentos religiosos, permitindo-lhes casar com portugueses e ter filhos, ajudando a consolidar a domina\u00e7\u00e3o portuguesa no Brasil. Os jesu\u00edtas, contr\u00e1rios \u00e0 medida, acabaram tendo todos os seus col\u00e9gios fechados e expulsos do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas em 1759.\n\nEles foram autorizados a voltar em 1800, expulsos novamente durante o Imp\u00e9rio Brasileiro e novamente autorizados em 1858. Desde ent\u00e3o, abriram faculdades no Brasil e hoje existe uma institui\u00e7\u00e3o jesu\u00edta centralizada no pa\u00eds.\n\n<strong>A Uni\u00e3o Ib\u00e9rica (1580 \u2013 1640)<\/strong>\n\nEm 1578, o ent\u00e3o Rei de Portugal Dom Sebasti\u00e3o desapareceu na guerra de Alc\u00e1cer-Quibir, um conflito entre Portugal e os mouros em Marrocos. O rei havia entrado na guerra sem o apoio de seu tio, o rei da Espanha Filipe II, e os recursos necess\u00e1rios para lutar adequadamente. Com o seu desaparecimento, e n\u00e3o tendo herdeiros diretos, o rei Filipe assumiu o controle das terras portuguesas, e assim permaneceu at\u00e9 1640, na chamada Uni\u00e3o Ib\u00e9rica. Sebasti\u00e3o nunca foi encontrado, nem seu corpo, o que fez os portugueses acreditarem que um dia ele voltaria e tiraria Filipe do governo. Ele nunca o fez e, enquanto isso, o Brasil sofreu as consequ\u00eancias.\n\nA Espanha tinha, al\u00e9m de seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio e tamb\u00e9m de Portugal, muitas col\u00f4nias para manter \u2013 as suas e as de Portugal, de modo que a grande costa brasileira permaneceu desprotegida e tornou-se alvo dos inimigos espanh\u00f3is. Al\u00e9m disso, o novo governo proibiu a Holanda de se engajar no com\u00e9rcio com a col\u00f4nia, e os holandeses n\u00e3o apreciaram essa medida.\n\n<strong>De 1624 em diante:\u00a0<\/strong>as invas\u00f5es holandesas\n\nAntes da forma\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Ib\u00e9rica, Portugal mantinha rela\u00e7\u00f5es comerciais com os holandeses, que seriam os respons\u00e1veis pelo financiamento da produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar no Nordeste do Brasil. A Espanha, no entanto, proibiu qualquer tipo de com\u00e9rcio entre a Holanda e o Brasil para enfraquecer a na\u00e7\u00e3o europeia, que estava em guerra com os espanh\u00f3is.\n\nComo resultado, o Nordeste brasileiro foi invadido pelos holandeses. Houve uma tentativa em 1624 em Salvador, mas os holandeses foram expulsos do territ\u00f3rio um ano depois. A invas\u00e3o bem-sucedida aconteceu em 1630, quando Recife foi tomada e controlada pelos Pa\u00edses Baixos at\u00e9 1654, ap\u00f3s dez anos de guerra entre brasileiros e portugueses e holandeses, na chamada Insurrei\u00e7\u00e3o Pernambucana.\n\nO pre\u00e7o da liberdade nordestina, por\u00e9m, foi que os holandeses j\u00e1 sabiam tudo sobre o processo de plantio da cana-de-a\u00e7\u00facar e decidiram aplicar esse conhecimento no arquip\u00e9lago das Antilhas, levando algumas usinas brasileiras para as Antilhas e tornando a cana brasileira menos competitiva no mercado.\n\nOficialmente, os holandeses s\u00f3 reconheceram a perda dos territ\u00f3rios litor\u00e2neos brasileiros em 1661, quando um tratado de paz em Haia foi assinado pelos dois pa\u00edses, e depois em 1669, quando a Holanda recebeu de Portugal uma grande indeniza\u00e7\u00e3o pelas terras perdidas &#8211; 8 milh\u00f5es de florins, que equivale a 63 toneladas de ouro.\n\nEntretanto, Portugal ficou livre da domina\u00e7\u00e3o espanhola num golpe de Estado em 1640, quando ambos os pa\u00edses iniciaram a Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o. Terminou em 1668 e determinou o fim da domina\u00e7\u00e3o espanhola sobre os portugueses.\n\n<strong>Escravid\u00e3o no Brasil<\/strong>\n\nA m\u00e3o de obra escrava sempre foi a primeira (e geralmente a \u00fanica) op\u00e7\u00e3o quando se tratava do Brasil Colonial. Come\u00e7ou com os ind\u00edgenas e depois aconteceu tamb\u00e9m com os africanos.\n\nOs africanos come\u00e7aram a ser escravizados anos antes da entrada dos europeus no continente e, no Novo Mundo, os africanos eram a principal for\u00e7a de trabalho utilizada pelos colonizadores, no que foi chamado de tr\u00e1fico atl\u00e2ntico de escravos. A escravid\u00e3o africana no Brasil come\u00e7ou em algum momento por volta de 1538 e durou mais de tr\u00eas s\u00e9culos, terminando oficialmente em 1888.\n\nNo Brasil Colonial, os escravos africanos que conseguiram fugir de seus donos passaram a constituir comunidades escondidas nas matas, conhecidas como quilombos. Havia muitos quilombos nos s\u00e9culos XVII e XVIII, mas o principal deles era o quilombo Palmares, ou Quilombo dos Palmares. Contando com mais de 50.000 escravos em 1670, o Quilombo dos Palmares foi suprimido em 1695 pelos bandeirantes e seu \u00faltimo l\u00edder, Zumbi, foi morto.\n\nOs escravos ind\u00edgenas foram utilizados desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, principalmente na extra\u00e7\u00e3o e transporte de madeira para os navios que se dirigiam a Portugal. Os escravos africanos eram usados principalmente na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, minera\u00e7\u00e3o, e algumas mulheres trabalhavam tamb\u00e9m com servi\u00e7os dom\u00e9sticos.\n\n<strong>Bandeirantes<\/strong>\n\nOs bandeirantes eram pessoas que faziam expedi\u00e7\u00f5es (chamadas bandeiras, que em ingl\u00eas significa \u201cbandeiras\u201d), primeiro para capturar e escravizar nativos, e segundo, para encontrar minas de ouro e prata no interior do Brasil, explorando as terras mais distantes. Os bandeirantes foram considerados her\u00f3is por muito tempo, principalmente em S\u00e3o Paulo, pois foram os pioneiros exploradores do Brasil e geralmente iniciavam suas viagens a partir da cidade de S\u00e3o Paulo. Depois de algum tempo, por\u00e9m, passaram a ser considerados \u201cvil\u00f5es\u201d, pois suas expedi\u00e7\u00f5es serviam tamb\u00e9m para escravizar ind\u00edgenas, buscar escravos africanos e destruir quilombos, al\u00e9m de saquear aldeias, matar pessoas e estuprar mulheres. bandidos, eles s\u00e3o uma parte importante da hist\u00f3ria brasileira.\n\n<strong>Mudan\u00e7as na Divis\u00e3o do Territ\u00f3rio<\/strong>\n\n<strong>Em 1621, quando o Brasil ainda estava sob o poder da Espanha, a col\u00f4nia foi dividida em dois peda\u00e7os de terra na tentativa de aumentar a domina\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0o Estado do Brasil, no centro-sul, e o Estado do Maranh\u00e3o. ou Estado do Maranh\u00e3o, ao norte, abrangendo partes da floresta amaz\u00f4nica.\n\nO Estado do Maranh\u00e3o foi extinto em 1652 e em 1654 reconstitu\u00eddo como Estado do Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1, ou Estado do Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1. Em 1751, o Estado do Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1 teve seu nome alterado para Estado do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, e sua capital foi transferida de S\u00e3o Lu\u00eds para Bel\u00e9m.\n\nEm 1680 foi fundada a col\u00f4nia de Sacramento, que foi disputada por portugueses e espanh\u00f3is por muitos anos e hoje \u00e9 uma cidade uruguaia chamada Col\u00f4nia do Sacramento. Em 1763, a capital da col\u00f4nia foi mudada de Salvador para o Rio de Janeiro, que ficava mais pr\u00f3xima das minas de ouro de Minas Gerais do que a capital anterior.\n\nEm 1772, foram criados dois governos aut\u00f4nomos, o Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Rio Negro e o Maranh\u00e3o e Piau\u00ed. Em 1789, o Brasil foi dividido em mais territ\u00f3rios, passando a se assemelhar \u00e0 atual configura\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio.\n\n<strong>O Ciclo do Ouro (1700)<\/strong>\n\nQuando a cana-de-a\u00e7\u00facar n\u00e3o era exportada do Brasil como antigamente, os principais produtos da col\u00f4nia eram prata e ouro. Eles foram finalmente encontrados na regi\u00e3o central de Minas Gerais em 1697 pelos bandeirantes.\n\nMais de 2 milh\u00f5es de km2 do Brasil foram povoados devido \u00e0 descoberta de ouro e prata. Portugal manteve grande parte da riqueza brasileira, cobrando altos tributos e contribui\u00e7\u00f5es sobre os valores descobertos, como o quinto e a derrama. O Brasil foi o maior produtor de ouro, com 40% do volume total produzido entre 1701 e 1800. Com o passar dos anos, por\u00e9m, as contribui\u00e7\u00f5es s\u00f3 diminu\u00edram, pois o ouro e a prata das minas estavam acabando. O ciclo do ouro terminou no final dos anos 1700.\n\nH\u00e1 registros de que regi\u00f5es mais ao sul, como S\u00e3o Paulo, Curitiba e at\u00e9 Rio Grande do Sul, possu\u00edam quantidades de ouro e prata antes mesmo dos minerais serem descobertos em Minas Gerais.\n\n<strong>Diamantes:\u00a0<\/strong>No in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, diamantes tamb\u00e9m eram encontrados em algumas regi\u00f5es do estado de Minas Gerais. O ano oficial da descoberta \u00e9 1729, mas h\u00e1 registros que mostram que a pedra j\u00e1 havia sido encontrada em 1714.\n\n<strong>Agricultura:\u00a0<\/strong>Os caminhos que levavam \u00e0s jazidas minerais logo come\u00e7aram a ser explorados agropecuariamente, e alguns produtos passaram a ser cultivados. Algod\u00e3o, fumo e cacau tornaram-se importantes itens de exporta\u00e7\u00e3o at\u00e9 que o caf\u00e9 recolocou o Brasil no mercado internacional.\n\n<strong>Conflitos coloniais<\/strong>\n\nO Brasil Colonial teve outros conflitos al\u00e9m das invas\u00f5es holandesas. Os ingleses ocuparam as cidades de S\u00e3o Vicente e Santos em 1591, sob o comando de um cors\u00e1rio.\n\n<strong>Os franceses tamb\u00e9m invadiram o nordeste do Brasil:<\/strong>\u00a0entre 1554 e 1555 ocuparam uma ilha no Rio de Janeiro, e entre 1612 e 1615 foi estabelecida uma col\u00f4nia francesa na capitania do Maranh\u00e3o, denominada Fran\u00e7a Equinocial.\n\n<strong>Os outros principais conflitos neste per\u00edodo s\u00e3o os seguintes:<\/strong>\n<blockquote><strong>Revolta dos Beckman\/Revolta Beckman (1684) &#8211;<\/strong>\u00a0um conflito iniciado pelos irm\u00e3os Beckman (um dos quais era propriet\u00e1rio de terras), exigindo que as rela\u00e7\u00f5es comerciais entre Maranh\u00e3o e Portugal fossem aprimoradas.\n<strong>Guerra dos Emboabas\/Guerra dos Emboabas (1707 &#8211; 1709) &#8211;<\/strong>\u00a0conflito entre portugueses e paulistas, pelo controle da regi\u00e3o do ouro em Minas Gerais.\n<strong>Guerra dos Mascates\/Guerra dos Marcates (1710 &#8211; 1711) &#8211;<\/strong>\u00a0no estado de Pernambuco, Recife fazia parte da cidade de Olinda, que passava por uma crise econ\u00f4mica. Uma vez que o governo fez de Recife uma vila independente, os propriet\u00e1rios de terras de Olinda ficaram insatisfeitos e come\u00e7ou o conflito entre eles e os comerciantes do Recife. Portugal teve que interferir na guerra, e enquanto Recife foi escolhida como capital de Pernambuco.\n<strong>Revolta de Vila Rica\/Rebeli\u00e3o de Vila Rica (1720) &#8211;<\/strong>\u00a0foi o primeiro movimento contra os impostos, puni\u00e7\u00f5es e a fiscaliza\u00e7\u00e3o de Portugal sobre o ouro encontrado em Minas Gerais, mais especificamente em Vila Rica, que hoje \u00e9 a cidade de Ouro Preto.\n<strong>Inconfid\u00eancia Mineira (1789) &#8211;<\/strong>\u00a0um dos mais importantes movimentos separatistas, que aconteceu no estado de Minas Gerais e \u00e9 considerado uma tentativa de libertar o Brasil da domina\u00e7\u00e3o de Portugal. Tem como s\u00edmbolo e m\u00e1rtir um homem chamado Tiradentes, que foi o l\u00edder do movimento.\n<strong>Conjura\u00e7\u00e3o Baiana ou Revolta dos Alfaiates\/Revolta dos Alfaiates (1798) &#8211;<\/strong>\u00a0outro importante movimento separatista ocorrido na Bahia. Tamb\u00e9m defendeu mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas na sociedade.<\/blockquote>\n<strong>A Fam\u00edlia Real Chega e os Portos S\u00e3o Abertos (1808)<\/strong>\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, Portugal encontrava-se num beco sem sa\u00edda quando a Fran\u00e7a determinou que qualquer pa\u00eds europeu que comercializasse com a Inglaterra sofreria uma invas\u00e3o napole\u00f3nica \u2013 numa tentativa de p\u00f4r em perigo os brit\u00e2nicos. Inglaterra e Portugal eram aliados desde as cruzadas do s\u00e9culo XII, mas Napole\u00e3o n\u00e3o estava brincando quando disse que ia invadir pa\u00edses (It\u00e1lia, Espanha e Su\u00ed\u00e7a, s\u00f3 para citar alguns, estavam l\u00e1 para provar isso). Enquanto todos os outros pa\u00edses europeus deixaram de ter rela\u00e7\u00f5es comerciais com os brit\u00e2nicos, Portugal continuou negociando com eles, e a Fran\u00e7a invadiu a capital Lisboa para tomar o poder.\n\n\u00c0 \u00e9poca da invas\u00e3o no final de 1807, Dom Jo\u00e3o, pr\u00edncipe regente de Portugal, seguido por outros membros da realeza, j\u00e1 estava no navio fugindo de Portugal para o Brasil. Uma vez que a Fam\u00edlia Real chegou \u00e0s terras brasileiras, foi estabelecido o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, um reino unido de Portugal e Brasil que foi comandado diretamente da col\u00f4nia.\n\nOs historiadores dizem que esse foi o primeiro passo para a independ\u00eancia do Brasil em 1822. Considerando que os governadores estavam no Brasil, acabou o bloqueio econ\u00f4mico aos produtos de Portugal, num epis\u00f3dio conhecido como abertura dos portos \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas &#8211; que praticamente acabou com o per\u00edodo colonial pacto e fez da col\u00f4nia uma na\u00e7\u00e3o independente at\u00e9 1821, quando Dom Jo\u00e3o retornou a Portugal.\n\n<strong>Mudan\u00e7as na col\u00f4nia<\/strong>\n\nA chegada da Coroa portuguesa ao Brasil aumentou o desenvolvimento da col\u00f4nia, pois ali foram sendo feitas melhorias. O Banco do Brasil, o banco do Brasil, foi fundado em 1808, ano em que foi criada a imprensa brasileira e permitida a publica\u00e7\u00e3o de jornais. Universidades foram introduzidas no pa\u00eds, incluindo cursos de Medicina; ind\u00fastrias de ferro foram abertas, bem como uma f\u00e1brica de p\u00f3lvora. A primeira biblioteca e museu foram estabelecidos na col\u00f4nia, com a Biblioteca Real em 1810 e o Museu Real em 1818. Al\u00e9m disso, as capitanias tornaram-se prov\u00edncias.\n\nPortugal e Espanha lutaram contra a invas\u00e3o da Fran\u00e7a de 1807 a 1814 na Guerra Peninsular, e Napole\u00e3o foi finalmente derrotado na Batalha de Waterloo em 1815. Um ano depois, o pr\u00edncipe regente Jo\u00e3o tornou-se rei Dom Jo\u00e3o VI depois de sua m\u00e3e D. Maria I, conhecida como Maria a Louca, morreu &#8211; mas, na pr\u00e1tica, ele j\u00e1 era o rei desde que ela foi considerada mentalmente insana em 1792.\n\nDom Jo\u00e3o s\u00f3 voltou a Portugal porque o pa\u00eds enfrentava uma crise econ\u00f4mica que resultou na Revolu\u00e7\u00e3o Liberal do Porto, o Partido Liberal Revolu\u00e7\u00e3o de 1820. Em 1821, foi para Portugal e deixou seu filho, Pedro, para ser o pr\u00edncipe regente do Brasil.\n\nA independ\u00eancia do Brasil era ineg\u00e1vel. A col\u00f4nia ganhou muita autonomia desde que a fam\u00edlia real se estabeleceu no Rio de Janeiro e n\u00e3o continuaria se submetendo a Portugal por muito tempo. No entanto, Dom Jo\u00e3o VI ainda sonhava em ter Pedro como seu sucessor, para que Brasil e Portugal permanecessem no mesmo reino. Pedro, no entanto, n\u00e3o concordou com as medidas tomadas pelos pol\u00edticos portugueses e, no final, foi ele quem declarou a independ\u00eancia do Brasil de Portugal.\n\n<strong>Lutas no per\u00edodo colonial<\/strong>\n\nDurante o<strong>\u00a0per\u00edodo colonial<\/strong>\u00a0(1500-1822), os movimentos sociais mais significativos foram os dos ind\u00edgenas e os dos africanos escravizados. Al\u00e9m disso, ocorreram v\u00e1rios movimentos pol\u00edticos, dois deles pela independ\u00eancia do Brasil.\n\nOs povos ind\u00edgenas lutaram do s\u00e9culo XVI ao s\u00e9culo XVIII para n\u00e3o ser escravizados e para manter suas terras e seu modo de vida. Veja abaixo, no mapa \u00e0 esquerda, alguns dos principais movimentos.\n\nOs escravos africanos tamb\u00e9m n\u00e3o ficaram passivos diante das condi\u00e7\u00f5es em que viviam. A principal forma de resist\u00eancia eram as revoltas localizadas e a forma\u00e7\u00e3o de quilombos, que existiram do s\u00e9culo XVII at\u00e9 o fim da escravid\u00e3o.\n\nOs quilombos se estruturaram em v\u00e1rias partes do Brasil. O maior e mais significativo foi o dos Palmares, que se localizava no atual estado de Alagoas. Ele come\u00e7ou a se formar por volta de 1630 e foi mantido at\u00e9 1694, e teve de 20 a 30 mil habitantes. Mas outros grandes quilombos se formaram em diferentes \u00e9pocas e lugares da col\u00f4nia.\n\n<strong>Al\u00e9m dos movimentos dos ind\u00edgenas e dos escravos, ocorreram no Brasil colonial dois movimentos pela independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a Portugal:<\/strong>\u00a0a Inconfid\u00eancia Mineira (1789-1792) e a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana (1796-1799). Ambos tinham por base as ideias disseminadas pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, mas havia diferen\u00e7as em seus objetivos. Os inconfidentes mineiros propunham a in\u00addepend\u00eancia e um governo republicano, mas n\u00e3o o fim da escravid\u00e3o. J\u00e1 os conjurados baianos defendiam a independ\u00eancia e o fim da escravid\u00e3o, um governo republicano, democr\u00e1tico, com liberdades plenas, o livre com\u00e9rcio e a abertura dos portos.\n\nEsses movimentos foram reprimidos de modo violento e seus l\u00edderes, presos, degredados ou enforcados.\n\n<strong>Per\u00edodo Colonial &#8211; Tipo de\u00a0<\/strong><b>Coloniza\u00e7\u00e3o<\/b>\n\nO\u00a0<strong>per\u00edodo colonial<\/strong>\u00a0come\u00e7a com a expedi\u00e7\u00e3o de Martim Afonso de Souza, em 1530, e vai at\u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia por dom Pedro I em 7 de setembro de 1822.\n\nO\u00a0<strong>Per\u00edodo colonial<\/strong>\u00a0aqui no brasil foi quando os portugueses na \u00e9poca tiravam as riquezas da nossa terra (ouro, mat\u00e9ria prima etc) para levar p\/ Portugal e com isso gerar mais riquezas para eles.\n\nO tipo de coloniza\u00e7\u00e3o foi a explora\u00e7\u00e3o do nosso Brasil.\n\nQuando a organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o geogr\u00e1fico era determino a uma pessoa ligada a corte para cuidar de determinada regi\u00e3o e assim foi dividindo as terras no Brasil (mas parece que essa decis\u00e3o n\u00e3o deu certo, pois mas tarde o estado come\u00e7ou a tomar conta das terra).\n\n<strong>Expedi\u00e7\u00e3o de Martim Afonso<\/strong>\n\nMartim Afonso de Souza, militar e primeiro administrador colonial, parte de Lisboa em 3 de dezembro de 1530 com cinco navios e 400 homens.\n\n<strong>Sua miss\u00e3o:<\/strong>\u00a0combater os piratas franceses, fazer um reconhecimento da costa brasileira e indicar os melhores locais para iniciar o povoamento. Seus poderes s\u00e3o definidos em cartas r\u00e9gias. Pode doar terras, nomear capit\u00e3es-mores e oficiais de justi\u00e7a e, onde for poss\u00edvel, organizar n\u00facleos de povoados.\n\n<strong>Explora\u00e7\u00e3o do rio da Prata<\/strong>\n\nEm 30 de abril de 1531, depois de deixar soldados no litoral de Pernambuco, Martim Afonso chega \u00e0 regi\u00e3o da Guanabara. Depois navega at\u00e9 o rio da Prata, que, pelo Tratado de Tordesilhas, est\u00e1 em territ\u00f3rio espanhol. Mesmo assim, manda uma de suas naus navegar rio acima para explorar o interior e toma posse da regi\u00e3o em nome de dom Jo\u00e3o III, rei de Portugal.\n\n<strong>Funda\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Vicente<\/strong>\n\nAo retornar do Prata, Martim Afonso aporta na regi\u00e3o de S\u00e3o Vicente, que j\u00e1 \u00e9 um centro de com\u00e9rcio de \u00edndios escravizados. Com a ajuda de Jo\u00e3o Ramalho, funda a vila de S\u00e3o Vicente, a primeira oficialmente criada na col\u00f4nia, em 22 de janeiro de 1532. Do litoral, sobe em dire\u00e7\u00e3o ao planalto e organiza o povoamento de Santo Andr\u00e9 da Borda do Campo. Regressa a Portugal no ano seguinte.\n\n<strong>Martim Afonso de Souza (1500-1571)<\/strong>\n\nFilho de nobres portugueses, vive na corte desde muito jovem. Estuda matem\u00e1tica, cosmografia e navega\u00e7\u00e3o. \u00c9 nomeado pajem do duque de Bragan\u00e7a e, mais tarde, do infante dom Jo\u00e3o, o pr\u00edncipe herdeiro.\n\nAo subir ao trono, dom Jo\u00e3o III garante a Martim Afonso posi\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio. Recebe o comando da primeira expedi\u00e7\u00e3o colonizadora ao Brasil e, quando a col\u00f4nia \u00e9 dividida em capitanias, \u00e9 nomeado donat\u00e1rio de S\u00e3o Vicente e do Rio de Janeiro. N\u00e3o fica no Brasil para administrar suas possess\u00f5es.\n\nEm 1533 \u00e9 nomeado capit\u00e3o-mor do mar das \u00cdndias, onde as feitorias portuguesas v\u00eam sofrendo v\u00e1rios ataques. Defende a feitoria de Diu contra os mouros e hindus, derrota o raj\u00e1 de Calicute, ataca e ocupa a ilha de Repelina, destr\u00f3i a fortaleza de Dam\u00e3o e combate os cors\u00e1rios que saqueiam as embarca\u00e7\u00f5es portuguesas. Vitorioso, \u00e9 nomeado vice-rei das \u00cdndias por dom Jo\u00e3o III em 1542.\n\nO fim de sua carreira \u00e9 controverso. Alguns historiadores dizem que Martim Afonso volta a Portugal em 1545 e assume um lugar no Conselho de Estado, onde fica at\u00e9 morrer.\n\nOutros afirmam que ele \u00e9 chamado de volta a Portugal sob acusa\u00e7\u00e3o de desvio de dinheiro da Coroa e enriquecimento il\u00edcito, mantendo-se afastado da vida p\u00fablica at\u00e9 morrer.\n\n<strong>Cultura colonial<\/strong>\n\nAt\u00e9 o s\u00e9culo XVII, a escassa vida cultural da col\u00f4nia gira em torno dos col\u00e9gios jesu\u00edtas. A literatura e o teatro, influenciados pelo universo religioso, trazem um discurso ret\u00f3rico e moralizante.\n\nOs primeiros sinais de uma produ\u00e7\u00e3o cultural de car\u00e1ter nativista aparecem no livro de poemas M\u00fasica no Parnaso, de Manoel Botelho de Oliveira (1636-1711).\n\nSignificativa \u00e9 tamb\u00e9m a obra sat\u00edrica de Greg\u00f3rio de Matos e Guerra, que tra\u00e7a amplo painel da vida na Bahia.\n\n<strong>Gr\u00eamios liter\u00e1rios<\/strong>\n\nEm meados do s\u00e9culo XVIII come\u00e7am a proliferar no Rio de Janeiro e na Bahia os gr\u00eamios liter\u00e1rios e art\u00edsticos. Integrados por m\u00e9dicos, funcion\u00e1rios p\u00fablicos, militares, magistrados e cl\u00e9rigos, impulsionam pesquisas e obras com temas nacionais.\n\n<strong>Arte e literatura mineiras<\/strong>\n\n<strong>O desenvolvimento urbano e a concentra\u00e7\u00e3o de riquezas na regi\u00e3o das minas permite o florescimento de um excepcional movimento arquitet\u00f4nico e pl\u00e1stico:<\/strong>\u00a0o barroco mineiro. Na literatura, a regi\u00e3o v\u00ea nascer o arcadismo, primeira escola liter\u00e1ria da col\u00f4nia.\n\n<strong>Barroco mineiro<\/strong>\n\nO maior expoente do barroco mineiro \u00e9 Ant\u00f4nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Escultor, entalhador e arquiteto, Aleijadinho trabalha principalmente em Vila Rica, atual Ouro Preto, e Congonhas do Campo.\n\nTem obras espalhadas em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rey, Sabar\u00e1 e Mariana.\n\n<strong>Arcadismo<\/strong>\n\nPor volta de 1757, surge um movimento liter\u00e1rio espec\u00edfico da regi\u00e3o das minas, o arcadismo. Privilegia o buc\u00f3lico e a simplicidade, utiliza imagens da mitologia e modelos liter\u00e1rios greco-romanos.\n\nDestacam-se a obra l\u00edrica de Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga e os poemas \u00e9picos de Cl\u00e1udio Manuel da Costa. Os \u00e1rcades mineiros criticam a opress\u00e3o colonial e participam da Inconfid\u00eancia Mineira.\n\n<strong>Crise do sistema colonial<\/strong>\n\nA efervesc\u00eancia cultural e as grandes transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas em curso no mundo ocidental na passagem do s\u00e9culo XVIII para o XIX t\u00eam repercuss\u00e3o no Brasil.\n\nNa Fran\u00e7a, \u00e9 a \u00e9poca do iluminismo, quando o pensamento liberal se rebela contra as institui\u00e7\u00f5es do antigo regime. Na Inglaterra, a revolu\u00e7\u00e3o industrial transforma rapidamente as tradicionais estruturas econ\u00f4micas.\n\nA independ\u00eancia dos Estados Unidos, em 4 de julho de 1776, primeira grande ruptura do sistema colonial europeu, torna-se um modelo para as elites nativas das demais col\u00f4nias do continente. No Brasil, os pesados impostos, as restri\u00e7\u00f5es ao livre com\u00e9rcio e as proibi\u00e7\u00f5es \u00e0s atividades industriais v\u00e3o acirrando os conflitos entre as elites locais e o poder metropolitano.\n\n<strong>Eclodem as primeiras rebeli\u00f5es claramente emancipat\u00f3rias:\u00a0<\/strong>a Inconfid\u00eancia Mineira (1788\/1789) e a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana, ou dos Alfaiates (1798).\n\n<strong>Absolutismo portugu\u00eas<\/strong>\n\nCentraliza\u00e7\u00e3o do poder na figura do governante atinge seu apogeu durante o reinado de dom Jos\u00e9 I, reconhecido como \u201cd\u00e9spota esclarecido\u201d, e de seu ministro, o marqu\u00eas de Pombal. Para fortalecer o poder real, eles reformam o Ex\u00e9rcito e a burocracia estatal, subjugam a nobreza e reduzem o poder do clero. Sua pol\u00edtica gera crises internas e nas col\u00f4nias. O ministro \u00e9 obrigado a demitir-se em 4 de mar\u00e7o de 1777.\n\nNo mesmo ano morre o rei dom Jos\u00e9 e o trono portugu\u00eas \u00e9 ocupado por sua filha, dona Maria.\n\n<strong>Restri\u00e7\u00f5es ao com\u00e9rcio e \u00e0 ind\u00fastria<\/strong>\n\nA pol\u00edtica econ\u00f4mica de Pombal resulta em maior controle da metr\u00f3pole sobre a col\u00f4nia. O ministro tenta limitar as brechas no monop\u00f3lio comercial portugu\u00eas, abertas pelos tratados com a Inglaterra.\n\nAs elites brasileiras percebem que t\u00eam mais a lucrar com o livre com\u00e9rcio e encontram no liberalismo a base te\u00f3rica para defender seus interesses.\n\nO governo portugu\u00eas tamb\u00e9m tenta evitar a diversifica\u00e7\u00e3o da economia na col\u00f4nia.\n\nEm 1785 manda fechar as oficinas de metalurgia, ourivesaria e as manufaturas t\u00eaxteis no territ\u00f3rio brasileiro. O afastamento de Pombal n\u00e3o diminui os conflitos da elite brasileira com a metr\u00f3pole.\n\n<strong>Inconfid\u00eancia mineira<\/strong>\n\nOs inconfidentes querem a independ\u00eancia do Brasil e instaurar a Rep\u00fablica. Pretendem incentivar as manufaturas, proibidas desde 1785, e fundar uma universidade em Vila Rica, atual Ouro Preto.\n\n<strong>Integrado por membros da elite intelectual e econ\u00f4mica da regi\u00e3o\u00a0 fazendeiros e grandes comerciantes , o movimento reflete as contradi\u00e7\u00f5es desses segmentos:<\/strong>\u00a0sua bandeira traz o lema Libertas quae sera tamem (Liberdade ainda que tardia), mas n\u00e3o se prop\u00f5e a abolir a escravid\u00e3o.\n\n<strong>Conspiradores:\u00a0<\/strong>Entre os conspiradores est\u00e3o In\u00e1cio Jos\u00e9 de Alvarenga Peixoto, ex-ouvidor de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rey; Cl\u00e1udio Manoel da Costa, poeta e jurista; tenente-coronel Francisco Freire de Andrada; Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga, portugu\u00eas, poeta, jurista e ouvidor de Vila Rica; Jos\u00e9 \u00c1lvares Maciel, estudante de Qu\u00edmica em Coimbra que, junto com Joaquim Jos\u00e9 Maia, procura o apoio do presidente americano Thomas Jefferson; Francisco Ant\u00f4nio de Oliveira, Jos\u00e9 Lopes de Oliveira, Domingos Vidal Barbosa, Salvador Amaral Gurgel, o c\u00f4nego Lu\u00eds Vieira da Silva; os padres Manoel Rodrigues da Costa, Jos\u00e9 de Oliveira Rolim e Carlos Toledo; e o alferes Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier, o Tiradentes.\n\n<strong>Derrama<\/strong>\n\nO momento escolhido para a eclos\u00e3o da revolta \u00e9 o da cobran\u00e7a da derrama, imposto adotado por Portugal no per\u00edodo de decl\u00ednio da minera\u00e7\u00e3o do ouro.\n\nA Coroa fixa um teto m\u00ednimo de 100 arrobas para o valor do quinto. Se ele n\u00e3o \u00e9 atingido, os mineradores ficam em d\u00edvida com o fisco. Na \u00e9poca, essa d\u00edvida coletiva chega a 500 arrobas de ouro, ou 7.500 quilos.\n\nNa derrama, a popula\u00e7\u00e3o das minas \u00e9 obrigada a entregar seus bens para integralizar o valor da d\u00edvida.\n\n<strong>A devassa<\/strong>\n\nO movimento \u00e9 denunciado pelos portugueses Joaquim Silv\u00e9rio dos Reis, Brito Malheiros e Correia Pamplona, em 5 de mar\u00e7o de 1789. Devedores de grandes somas ao tesouro real, eles entregam os parceiros em troca do perd\u00e3o de suas d\u00edvidas. Em 10 de maio de 1789 Tiradentes \u00e9 preso. Instaura-se a devassa\u00a0 processo para estabelecer a culpa dos conspiradores , que dura tr\u00eas anos.\n\n<strong>Em 18 de abril de 1792 s\u00e3o lavradas as senten\u00e7as:\u00a0<\/strong>11 s\u00e3o condenados \u00e0 forca, os demais \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua em degredo na \u00c1frica e ao a\u00e7oite em pra\u00e7a p\u00fablica.\n\nAs senten\u00e7as dos sacerdotes envolvidos na conspira\u00e7\u00e3o permanecem secretas. Cl\u00e1udio Manoel da Costa morre em sua cela.\n\n<strong>Tiradentes tem execu\u00e7\u00e3o p\u00fablica:\u00a0<\/strong>enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792, seu corpo \u00e9 levado para Vila Rica, onde \u00e9 esquartejado e os peda\u00e7os expostos em vias p\u00fablicas.\n\nOs demais conspiradores s\u00e3o degredados.\n\n<strong>Joaquim Jos\u00e9 da Silva Xavier (1746-1792)<\/strong>\n\nTiradentes, entra para a hist\u00f3ria como principal l\u00edder do movimento. Filho de um propriet\u00e1rio rural sem fortuna, aprende as primeiras letras com um de seus irm\u00e3os. Mais tarde, trabalha com um cirurgi\u00e3o, seu padrinho, e aprende no\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de medicina e odontologia.\n\n<strong>Antes de se tornar soldado, exerce v\u00e1rios of\u00edcios:<\/strong>\u00a0tropeiro, minerador e dentista, origem do apelido Tiradentes. Oficial do Regimento dos Drag\u00f5es das Minas Gerais, sem ra\u00edzes na aristocracia local, \u00e9 sistematicamente preterido nas promo\u00e7\u00f5es. Para alguns historiadores, Tiradentes \u00e9 apenas um idealista ing\u00eanuo, manipulado pela elite que articula e dirige a Inconfid\u00eancia. Entre todos os condenados \u00e0 morte, \u00e9 o \u00fanico executado.\n\n<strong>Imagens de Tiradentes<\/strong>\n\nPesquisas nos Autos da Devassa iniciadas em 1958 e divulgadas em 1992, ano do bicenten\u00e1rio da morte de Tiradentes, indicam que todas as suas imagens conhecidas s\u00e3o fict\u00edcias. Ele nunca teria usado barba, proibida para os integrantes do corpo militar onde servia. Consta nos autos que ele tinha em casa duas navalhas de barbear e um espelho, e que mant\u00e9m esses objetos em sua cela durante os tr\u00eas anos de pris\u00e3o.\n\nAl\u00e9m disso, os presos s\u00e3o proibidos de usar barba e cabelos longos.\n\n<strong>Conjura\u00e7\u00e3o baiana<\/strong>\n\nDe car\u00e1ter social e popular, a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana, ou Revolta dos Alfaiates, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida, explode em Salvador em 1798. Inspira-se nas ideias da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e da Inconfid\u00eancia Mineira, divulgadas na cidade pelos integrantes da loja ma\u00e7\u00f4nica Cavaleiros da Luz, todos membros da elite local\u00a0 Bento de Arag\u00e3o, professor, Cipriano Barata, m\u00e9dico e jornalista, o padre Agostinho Gomes e o tenente Aguilar Pantoja.\n\nO movimento \u00e9 radical e dirigido por pessoas do povo, como os alfaiates Jo\u00e3o de Deus e Manoel dos Santos Lira, os soldados Lucas Dantas e Lu\u00eds Gonzaga das Virgens. Prop\u00f5e a independ\u00eancia, a igualdade racial, o fim da escravid\u00e3o e o livre com\u00e9rcio entre os povos.\n\n<strong>Rep\u00fablica baiense<\/strong>\n\nA conjura\u00e7\u00e3o baiana tem a participa\u00e7\u00e3o de escravos, negros libertos e pequenos artes\u00e3os da capital baiana.\n\n<strong>Seu manifesto, afixado nas ruas em 12 de agosto de 1798, conclama o povo a um levante em defesa da Rep\u00fablica Baiense<\/strong>: \u201cEst\u00e1 para chegar o tempo feliz da nossa liberdade; o tempo em que seremos irm\u00e3os; o tempo em que seremos iguais\u201d.\n\n<strong>O movimento \u00e9 delatado e reprimido:<\/strong>\u00a049 pessoas s\u00e3o presas, inclusive tr\u00eas mulheres. Seis integrantes da fac\u00e7\u00e3o mais popular s\u00e3o condenados \u00e0 morte e outros ao ex\u00edlio. Os Cavaleiros da Luz s\u00e3o absolvidos.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.conhecimentosgerais.com.br\/memory.loc.gov\/thebrazilbusiness.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Per\u00edodo Colonial, Brasil, Col\u00f4nia, Hist\u00f3ria, Lutas, Territ\u00f3rio, Brasileiro, Popula\u00e7\u00e3o, Revoltas, Conflitos, O que foi, Per\u00edodo Colonial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9971,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-15102","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Per\u00edodo Colonial - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Per\u00edodo Colonial - 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