{"id":15056,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/indios-brasileiros-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:19:43","modified_gmt":"2026-08-31T23:19:43","slug":"indios-brasileiros-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/indios-brasileiros-2\/","title":{"rendered":"\u00cdndios Brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<strong>\u00cdndios Brasileiros &#8211; Hist\u00f3ria do Brasil<\/strong>\n\nA express\u00e3o descobrimento do Brasil; tornou-se comum nos livros de hist\u00f3ria. Ela se refere ao fato de os portugueses terem encontrado uma terra que era at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida dos europeus.\n\nMas o Brasil n\u00e3o era uma terra desconhecida e sem donos! Ela era habitada e sua posse distribu\u00edda entre diversos grupos ind\u00edgenas que a ocupavam!\n\nA ideia de posse e propriedade dos ind\u00edgenas logicamente n\u00e3o \u00e9 a mesma da dos portugueses, n\u00e3o tem o mesmo sentido o de propriedade privada.\n\nA posse era coletiva, isto \u00e9, n\u00e3o havia um peda\u00e7o de terra para cada um ou para cada fam\u00edlia, as vastas regi\u00f5es do Brasil eram ocupadas por na\u00e7\u00f5es e tribos.\n\nHavia limites mais ou menos estabelecidos, mas n\u00e3o definidos. As tribos mudavam de lugar de acordo com sua necessidade.\n\nA presen\u00e7a portuguesa foi ent\u00e3o uma ocupa\u00e7\u00e3o, pois julgavam os povos n\u00e3o civilizados como desprovidos dos direitos que eles europeus tinham.\n\nOs europeus se julgavam os donos da civiliza\u00e7\u00e3o e das leis, todos os outros povos deveriam portanto, reger-se pelas normas e leis vigentes na Europa (ser\u00e1 que isso mudou hoje em dia ou respeitamos o modo de vida diferente de outras culturas?) H\u00e1 cinco s\u00e9culos, os portugueses chegaram ao litoral brasileiro, dando in\u00edcio ao processo de migra\u00e7\u00e3o que se estenderia at\u00e9 o inicio do s\u00e9culo XX, e pouco a pouco foram estabelecendo-se nas terras que eram ocupadas pelos povos ind\u00edgenas.\n\n<strong>Com os \u00edndios civilizados e amigos os portugueses formaram uma nova etnia:<\/strong>\u00a0os mamelucos.\n\n<strong>REA\u00c7\u00d5ES DOS INDIOS NO BRASIL COL\u00d4NIA<\/strong>\n\nA confedera\u00e7\u00e3o dos Tamoios Em 1555, os franceses tomaram a Ba\u00eda de Guanabara, l\u00e1 se instalara com seus comandados, o almirante Nicolau Durand de Villegaignon, que conseguiu uma alian\u00e7a com os \u00edndios da regi\u00e3o, os tamoios, inimigos tradicionais dos tupiniquins.\n\nN\u00e3o fora dif\u00edcil aos franceses conquistar os tamoios, homens altivos, que h\u00e1 tempos lutavam contra portugueses, que pretendiam escraviza-los. No come\u00e7o da d\u00e9cada de 60 estremecia o planalto paulista diante das amea\u00e7as dos tamoios, quando algumas tribos tupiniquins nos arredores de S\u00e3o Paulo unem-se a eles.\n\nAs coisas ficaram dif\u00edceis a ponto de obrigar at\u00e9 a transfer\u00eancia dos jesu\u00edtas do seu col\u00e9gio para S\u00e3o Vicente. S\u00e3o Paulo j\u00e1 era uma regi\u00e3o cobi\u00e7ada onde se assentavam muitas hortas, pomares, lavouras de mandioca milho trigo e alguma cana.\n\nOs \u00edndios atacam a vila da S\u00e3o Paulo sem conseguir toma-la.\n\n<strong>A presen\u00e7a dos francesas aliada aos saques que os colonos faziam as aldeias e tabas dos \u00edndios, acabou por estimular uma alian\u00e7a entre as tribos de Bertioga a Cabo Frio, que reunia tamb\u00e9m tribos do interior do Vale do Para\u00edba:<\/strong>\u00a0era a Confedera\u00e7\u00e3o dos Tamoios. As investidas dos confederados se multiplicaram.\n\n\u00c9 quando interv\u00e9m a experi\u00eancia do padre Manuel da N\u00f3brega, que desde 1561 se encontrava em S\u00e3o Vicente, vindo da Bahia. N\u00f3brega, inimigo da escraviza\u00e7\u00e3o do \u00edndio, sente desde logo que h\u00e1 raz\u00f5es de justi\u00e7a do lado da confedera\u00e7\u00e3o das tribos e que s\u00f3 uma miss\u00e3o de paz poder\u00e1 aplaca-la.\n\nDecide, pois, ir em pessoa tentar a paz, para a miss\u00e3o convida o padre Anchieta. Anchieta e N\u00f3brega ouviram por dias e dias o chefe tamoio Caoquira contar os feitos dos bravos guerreiros de sua tribo, vivos e mortos como era costume entre os \u00edndios e fazer suas reclama\u00e7\u00f5es.\n\nCaoquirra manda chamar todos os caciques da regi\u00e3o. Nos sete meses passados com os \u00edndios os jesu\u00edtas conseguiram conquistar a paz.\n\n<strong>A paz n\u00e3o \u00e9 duradoura e os tamoios voltam a se confederar e vencem muitas batalhas contra os portugueses, que s\u00f3 conseguem subjuga-los em 1567, quando Est\u00e1cio de S\u00e1 expulsa os franceses e funda um n\u00facleo de povoamento bem fortificado:<\/strong>\u00a0\u00e9 S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro que ali nasce.\n\n<strong>CIVILIZA\u00c7\u00c3O E COSTUMES<\/strong>\n\nOs espanh\u00f3is como os portugueses encontraram no continente americano, povos diversos, com costumes v\u00e1rios e em diferentes est\u00e1gios de civiliza\u00e7\u00e3o. Os mais atrasados eram os que povoavam a regi\u00e3o do Brasil.\n\nOs \u00edndios, que foram os primeiros donos do Brasil, agora s\u00e3o s\u00f3 344 mil, perdidos em reservas espalhadas pelo pa\u00eds.\n\nAs primeiras not\u00edcias sobre os \u00edndios brasileiros chegaram na Europa na primeira metade do s\u00e9culo XVI.\n\nEram hist\u00f3rias de viajantes, n\u00e1ufragos e mission\u00e1rios que viveram nas aldeias ind\u00edgenas do litoral, basicamente entre grupos do tronco lingu\u00edstico tupi (tupiniquins, tupinamb\u00e1s, etc)\n\nOs tra\u00e7os culturais destas tribos foram generalizados para todas as tribos do Brasil. Assim durante muito tempo os \u00edndios foram considerados como se fossem todos iguais.\n\nHoje sabemos que os ind\u00edgenas brasileiros n\u00e3o formam um grupo homog\u00eaneo.\n\nAssim como a l\u00edngua, tamb\u00e9m os costumes, as cren\u00e7as, as formas de organiza\u00e7\u00e3o familiar e social, as t\u00e9cnicas artesanais, a cultura, enfim, variam muito de um grupo para outro.\n\nPodemos encontrar um numero de caracter\u00edsticas mais gerais que se aplicam a muitas tribos mas devemos ter em mente que mesmo tais caracter\u00edsticas n\u00e3o podem ser generalizadas para todos os grupos ind\u00edgenas do Brasil.\n\n<strong>COMO VIVIAM<\/strong>\n\nA organiza\u00e7\u00e3o social b\u00e1sica dos \u00edndios \u00e9 a tribo. Trata-se de um grupo de indiv\u00edduos cujas aldeias ocupam uma \u00e1rea pr\u00f3xima, que falam a mesma l\u00edngua, tem os mesmos costumes e est\u00e3o ligados uns aos outros por um forte sentimento de unidade.\n\nTal sentimento \u00e9 t\u00e3o forte que se mant\u00e9m unidos mesmo quando n\u00e3o existe nenhum chefe ou conselheiro cuja autoridade se estenda a toda a tribo. O formato das aldeias varia conforme a tribo.\n\nAlguns grupos constroem aldeias em forma de c\u00edrculo, alguns em forma de ferradura, alguns ainda cuja aldeia se comp\u00f5e de uma \u00fanica habita\u00e7\u00e3o coletiva.\n\nPor necessidades b\u00e1sicas de sobreviv\u00eancia os \u00edndios se deslocam periodicamente para locais onde podem encontrar recursos mais facilmente.\n\nOs povos mais n\u00f4mades n\u00e3o disp\u00f5em de agricultura, nem cer\u00e2mica, nem tecidos e n\u00e3o criam animais dom\u00e9sticos.\n\nA economia dos \u00edndios era principalmente desenvolvida com instrumentos simples visando \u00e0 pr\u00e1tica da ca\u00e7a usando o arco e a flecha e seu cozimento, em artefatos de barro de barro.\n\nA alimenta\u00e7\u00e3o dos \u00edndios era principalmente constitu\u00edda de peixes, tanto \u00e9 que foram considerados \u00f3timos nadadores e existem muitas lendas que se referem a lutas entre \u00edndios e peixes e muitos mitos que vem das \u00e1guas. Mas os \u00edndios n\u00e3o comiam somente peixes, comiam tamb\u00e9m bichos e uma das lendas mais engra\u00e7adas \u00e9 que eles n\u00e3o comiam bichos lerdos, pois achavam que estariam comendo a alma deles tamb\u00e9m e isso faria com que se tornassem lerdos tamb\u00e9m.\n\nA agricultura tamb\u00e9m fazia em algumas tribos parte de dos costumes ind\u00edgenas. Eles cultivavam a mandioca, milho, amendoim e o feij\u00e3o.\n\n<strong>Pensem:<\/strong>\u00a0eles tamb\u00e9m conheciam as fibras como o algod\u00e3o para produzir tecidos.\n\nA organiza\u00e7\u00e3o social do \u00edndio se baseava principalmente nas tarefas relacionadas ao trabalho, divididas por idade e sexo. As mulheres cuidavam da casa, das crian\u00e7as, da ro\u00e7a, fabrica\u00e7\u00e3o de farinha, a fia\u00e7\u00e3o de telagens.\n\nOs homens jovens eram respons\u00e1veis pela defesa da tribo e expedi\u00e7\u00f5es guerreiras e pela coleta dos alimentos na ca\u00e7a e pesca, pela derrubada da mata e prepara\u00e7\u00e3o da terra para o plantio, constru\u00e7\u00e3o de canoas e armas, constru\u00e7\u00e3o das casas enquanto que os idosos, tanto os homens quanto as mulheres, ficavam sentados dando conselhos e passando aos mais jovens a sabedoria das tradi\u00e7\u00f5es da tribo.\n\nUma observa\u00e7\u00e3o importante a se fazer \u00e9 que os \u00edndios j\u00e1 usavam a queimada para abrir espa\u00e7os na mata que seriam usados para o cultivo de alimentos. Esta pratica era denominada coivara.\n\nTal sistema \u00e9 ainda muito utilizado no interior do Brasil.\n\nGeralmente as ro\u00e7as pertencem a toda a tribo e o fruto do trabalho \u00e9 distribu\u00eddo entre todos, ou seja os \u00edndios faziam parte de um comunismo primitivo. J\u00e1 os instrumentos de ca\u00e7a e pesca, machados, arcos, flechas, fac\u00f5es, enxadas, etc.. costumam ser propriedades individuais.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o dos \u00edndios podemos ressaltar que eles gostavam de rituais, por exemplo, comemoravam a passagem de um grupo ou indiv\u00edduo da vida para a morte. Era comemorada a gesta\u00e7\u00e3o, o nascimento o casamento, a inicia\u00e7\u00e3o da vida adulta, etc.\n\nA coisa mais interessante de religi\u00e3o dos \u00edndios \u00e9 que eles n\u00e3o gostavam muito de acreditar em um deus supremo, eles preferiam acreditar em mitos her\u00f3is e for\u00e7as da natureza.\n\nTodas as cren\u00e7as eram passadas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.\n\nLigado com a religi\u00e3o era a medicina dos \u00edndios tanto que o paj\u00e9 que era o mais s\u00e1bio da tribo ele era o elo de liga\u00e7\u00e3o entre a religi\u00e3o e os homens. Praticamente ele era \u201csacerdote e atrav\u00e9s da magia era \u201cmedico\u201d.\n\nO principal rem\u00e9dio que ele usava era a auto- sugest\u00e3o e o carisma dele que atuava atrav\u00e9s da auto sugest\u00e3o como rem\u00e9dio para cura das principais doen\u00e7as ind\u00edgenas.\n\nClaramente essa n\u00e3o era a \u00fanico m\u00e9todo usado pelo paj\u00e9 enquanto os \u00edndios conheciam muito bem as plantas medicinais e os poderes medicinais delas e muitos medicamentos vegetais que apresentam resultados surpreendentes, como no caso de picadas de cobra, infec\u00e7\u00e3o, picadas de mosquito, feridas etc.\n\nTinham conhecimento de algumas mat\u00e9rias primas como por exemplo na extra\u00e7\u00e3o do sal, da borracha, do tecido e at\u00e9 de gases asfixiantes.\n\n<strong>COMO OS INDIOS QUASE DESAPARECERAM<\/strong>\n\nO processo de coloniza\u00e7\u00e3o levou \u00e1 extin\u00e7\u00e3o de muitas sociedades ind\u00edgenas que viviam no territ\u00f3rio dominado, seja pela a\u00e7\u00e3o das armas seja pelo cont\u00e1gio de doen\u00e7as trazidas dos pa\u00edses europeus para as quais os \u00edndios n\u00e3o tinham anticorpos ou ainda, pela aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas visando a \u201cassimila\u00e7\u00e3o\u201d dos \u00edndios \u2018a nova sociedade implantada, com forte influencia europeia.\n\nEmbora n\u00e3o se saiba exatamente quantas sociedades ind\u00edgenas existissem no Brasil \u2018a \u00e9poca da chegada dos europeus, h\u00e1 estimativas sobre o n\u00famero de habitantes nativos naquele tempo que variam de 1 a 10 milh\u00f5es de indiv\u00edduos.\n\nEstes n\u00fameros nos d\u00e3o uma ideia da imensa quantidade de pessoas e sociedades ind\u00edgenas inteiras exterminadas ao longo destes mais de 500 anos, como resultado de um processo de coloniza\u00e7\u00e3o baseado no uso da for\u00e7a, por meio das guerras e da pol\u00edtica de assimila\u00e7\u00e3o.\n\nDa mesma que os brancos procuraram a explica\u00e7\u00e3o para a origem dos \u00edndios estes tamb\u00e9m elaboraram explica\u00e7\u00e3o para a origem do homem branco.\n\n<strong>O processo do colonizador do qual os \u00edndios brasileiros foram v\u00edtimas ocorreu assim:<\/strong>\u00a0primeiro foram cativados para o trabalho de explora\u00e7\u00e3o do pau Brasil em troca de objetos que exerciam fasc\u00ednio sobre eles; depois veio a escraviza\u00e7\u00e3o e a tentativa de faze-los trabalhar na lavoura da cana de a\u00e7\u00facar; suas terras foram sendo tomadas e os que n\u00e3o se submeteram ao colonizador e n\u00e3o conseguiram fugir Brasil adentro, morreram ap\u00f3s lutar corajosamente pela sua terra e pela liberdade.\n\nOs \u00edndios que conseguiram sobreviver eram descaracterizados pela catequese feita pelos jesu\u00edtas e da pr\u00f3pria conviv\u00eancia com o homem branco.\n\nCom isso muitos foram perdendo sua identidade cultural substituindo suas cren\u00e7as e costumes pelos valores dos colonizadores.\n\nTransformaram-se assim em seres marginalizados e explorados dentro da sociedade branca.\n\n<strong>\u00cdndios Brasileiros &#8211; Origem<\/strong>\n\nDesde a \u00e9poca em que os primeiros europeus chegaram ao continente americano que a pergunta sobre a origem dos povos aqui encontrados vem desafiando os pesquisadores e muitas hip\u00f3teses j\u00e1 foram levantadas, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 uma resposta satisfat\u00f3ria e definitiva.\n\nOs\u00a0<strong>\u00cdndios Brasileiros\u00a0<\/strong>s\u00e3o considerados de origem asi\u00e1tica.\n\nA hip\u00f3tese mais aceita \u00e9 que os primeiros habitantes da Am\u00e9rica tenham vindo da \u00c1sia e atravessado a p\u00e9 o Estreito de Bering, na glacia\u00e7\u00e3o de 62 mil anos atr\u00e1s.\n\nPesquisas arqueol\u00f3gicas em S\u00e3o Raimundo Nonato, no interior do Piau\u00ed, registram ind\u00edcios da presen\u00e7a humana, datados de 48 mil anos.\n\n<strong>O primeiro invent\u00e1rio dos nativos brasileiros s\u00f3 \u00e9 feito em 1884, pelo viajante alem\u00e3o Karl von den Steinen, que registra a presen\u00e7a de quatro grupos ou na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas:<\/strong>\u00a0tupi-guarani, j\u00ea ou tapuia, nuaruaque ou maipur\u00e9 e cara\u00edba ou cariba.\n\n<b>Von den Steinen tamb\u00e9m assinala quatro grupos lingu\u00edsticos:<\/b>\u00a0tupi, macro-j\u00ea, caribe e aruaque. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 l\u00ednguas ind\u00edgenas no Brasil.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"\u00cdndios Brasileiros\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iindios2.jpg\" alt=\"\u00cdndios Brasileiros\" width=\"201\" height=\"295\" \/><strong>Jesu\u00edta catequizando \u00edndios<\/strong><\/p>\nEstima-se que, em 1500, existiam de 1 milh\u00e3o a 3 milh\u00f5es de ind\u00edgenas no Brasil. Em cinco s\u00e9culos, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena reduz-se aos atuais 270 mil \u00edndios, o que representa 0,02% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nS\u00e3o encontrados em quase todo o pa\u00eds, mas a concentra\u00e7\u00e3o maior \u00e9 nas regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste.\n\nA Funai registra a exist\u00eancia de 206 povos ind\u00edgenas, alguns com apenas uma d\u00fazia de indiv\u00edduos. Somente dez povos t\u00eam mais de 5 mil pessoas.\n\nAs 547 \u00e1reas ind\u00edgenas cobrem 94.091.318 ha, ou 11% do pa\u00eds. H\u00e1 ind\u00edcios da exist\u00eancia de 54 grupos de \u00edndios isolados, ainda n\u00e3o contatados pelo homem branco.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"\u00cdndios Brasileiros\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iindios3.jpg\" alt=\"\u00cdndios Brasileiros\" width=\"265\" height=\"197\" \/><strong>\u00cdndios kaiap\u00f3 defendem suas terras no Par\u00e1<\/strong><\/p>\nNo in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, os \u00edndios s\u00e3o escravizados.\n\nO aprisionamento \u00e9 proibido em 1595, mas a escraviza\u00e7\u00e3o, a acultura\u00e7\u00e3o e o exterm\u00ednio deliberado continuam e resultam no desaparecimento de v\u00e1rios grupos.\n\nA primeira vez em que \u00e9 feita alus\u00e3o ao direito dos \u00edndios \u00e0 posse da terra e ao respeito a seus costumes \u00e9 em 1910, com a cria\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao \u00cdndio (SPI) pelo marechal C\u00e2ndido Rondon. Em 1967, o SPI \u00e9 substitu\u00eddo pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai).\n\nNa d\u00e9cada de 70, surgem Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o-Governamentais (ONGs), que defendem os direitos ind\u00edgenas.\n\n<strong>\u00cdndios Brasileiros &#8211; Portugueses<\/strong>\n\nEm 1500, quando os portugueses chegaram ao Brasil, estima-se que havia por aqui cerca de 6 milh\u00f5es de \u00edndios. Passados os tempos de matan\u00e7a, escravismo e catequiza\u00e7\u00e3o for\u00e7ada. Nos anos 50, segundo o antrop\u00f3logo Darcy Ribeiro, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira estava entre 68.000 e 100.000 habitantes.\n\nAtualmente h\u00e1 cerca de 280.000 \u00edndios no Brasil. Contando os que vivem em centros urbanos, ultrapassam os 300.000.\n\nNo total, quase 12% do territ\u00f3rio nacional, pertence aos \u00edndios.\n\nQuando os portugueses chegaram ao Brasil, havia em torno de 1.300 l\u00ednguas ind\u00edgenas. Atualmente existem apenas 170. O pior \u00e9 que cerca de 35% dos 210 povos com culturas diferentes t\u00eam menos de 200 pessoas.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"\u00cdndios Brasileiros\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iindios4.jpg\" alt=\"\u00cdndios Brasileiros\" width=\"319\" height=\"215\" \/><strong>\n\u00cdndio Brasileiro<\/strong><\/p>\n<strong>Ser\u00e1 o fim dos \u00edndios?<\/strong>\n\nApesar do \u201cDia do \u00cdndio\u201d, que \u00e9 comemorado no dia 19 de Abril, n\u00e3o tem nada para se comemorar. Algumas tribos ind\u00edgenas foram quase executadas por inteiro na d\u00e9cada de 70 em diante, enquanto estavam fora de seu habitat, quase chegaram a extin\u00e7\u00e3o, foram amea\u00e7ados por epidemias, diarreia e estradas.\n\n<strong>Mas hoje, o que parecia imposs\u00edvel est\u00e1 acontecendo:\u00a0<\/strong>o n\u00famero de \u00edndios no Brasil e na Amaz\u00f4nia est\u00e1 aumentando cada vez mais. A taxa de crescimento da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00e9 de 3,5% ao ano, superando a m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 1,3%.\n\nEm melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, alguns \u00edndios recuperaram a sua auto-estima, reintroduziram os antigos rituais e aprenderam novas t\u00e9cnicas, como pescar com anzol. Muitos j\u00e1 voltaram para a mata fechada, com uma grande quantidade de crian\u00e7as ind\u00edgenas.\n\n\u201cO fen\u00f4meno \u00e9 semelhante ao baby boom do p\u00f3s-guerra, em que as popula\u00e7\u00f5es, depois da matan\u00e7a geral, tendem a recuperar as perdas reproduzindo-se mais rapidamente\u201d, diz a antrop\u00f3loga Marta Azevedo, respons\u00e1vel por uma pesquisa feita pelo N\u00facleo de Estudos em Popula\u00e7\u00e3o da Universidade de Campinas.\n\nCom terras garantidas e popula\u00e7\u00e3o crescente, pode parecer que a situa\u00e7\u00e3o dos \u00edndios se encontra agora sob controle. Mas n\u00e3o! O maior desafio da atualidade \u00e9 manter viva sua riqueza cultural.\n\n<strong>Organiza\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia do grupo<\/strong>\n\nOs \u00edndios brasileiros sobrevivem utilizando os recursos naturais oferecidos pelo meio ambiente com a ajuda de processos rudimentares. Eles ca\u00e7am, plantam, pescam, coletam e produzem os instrumentos necess\u00e1rios a estas atividades.\n\nA terra pertence a todos os membros do grupo e cada um tira dela seu pr\u00f3prio sustento.\n\n<strong>Existe uma divis\u00e3o de tarefa por idade e por sexo:\u00a0<\/strong>em geral cabe a mulher o cuidado com a casa, das crian\u00e7as e das ro\u00e7as; o homem \u00e9 respons\u00e1vel pela defesa, pela ca\u00e7a (que pode ser individual ou coletiva), e pela colheita de alimentos na floresta.\n\nOs mais velhos \u2013 homens e mulheres \u2013 adquirem grande respeito da parte de todos. A experi\u00eancia conseguida pelos anos de vida transforma-os em s\u00edmbolos de tradi\u00e7\u00f5es da tribo.\n\nO paj\u00e9 \u00e9 uma esp\u00e9cie de curandeiro e conselheiro espiritual.\n\n<strong>Garimpeiros invadem as terras ind\u00edgenas<\/strong>\n\nEntre os povos amea\u00e7ados est\u00e3o os Ianom\u00e2mis, que foram os \u00faltimos a ter contato com a civiliza\u00e7\u00e3o. Sua popula\u00e7\u00e3o atual chega a pouco mais de 8.000 pessoas.\n\nO encontro com garimpeiros, que invadem suas terras, trazem doen\u00e7as, viol\u00eancia e alcoolismo.\n\n<strong>Entre os \u00edndios, os garimpeiros s\u00e3o conhecidos por outro nome:<\/strong>\u00a0os \u201ccomedores de terras\u201d. Calcula-se que 300.000 garimpeiros entraram ilegalmente em terras ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia.\n\nMas o problema n\u00e3o \u00e9 insol\u00favel. Na aldeia Nazar\u00e9, onde moram 78 Ianom\u00e2mis, foram expulsos pela Pol\u00edcia Federal.\n\nPermanece a quest\u00e3o de como ficar\u00e1 o \u00edndio num mundo globalizado, mas pelo menos j\u00e1 se sabe o que \u00e9 preciso preservar.\n\n<strong>O chefe da tribo<\/strong>\n\nOs \u00edndios vivem em aldeias e, muitas vezes, s\u00e3o comandados por chefes, que s\u00e3o chamados de cacique, tux\u00e1nas ou morubixabas.\n\nA transmiss\u00e3o da chefia pode ser heredit\u00e1ria (de pai para filho) ou n\u00e3o. Os chefes devem conduzir a aldeia nas mudan\u00e7as, na guerra, devem manter a tradi\u00e7\u00e3o, determinar as atividades di\u00e1rias e responsabilizar-se pelo contato com outras aldeias ou com os civilizados.\n\nMuitas vezes ele \u00e9 assessorado por um conselho de homens que o auxiliam em suas decis\u00f5es.\n\n<strong>Alimento \u2013 pesca<\/strong>\n\nAl\u00e9m de um conhecimento profundo da vida e dos h\u00e1bitos dos animais, os \u00edndios possuem t\u00e9cnicas que variam de povo para povo. Na pesca, \u00e9 comum o uso de subst\u00e2ncias vegetais (tingui e timb\u00f3, entre outras) que intoxicam e atordoam os peixes, tornando-os presas mais f\u00e1ceis. H\u00e1 tamb\u00e9m armadilhas para pesca, como o pari dos teneteharas \u2013 um cesto fundo com uma abertura pela qual o peixe entra atr\u00e1s da isca, mas n\u00e3o consegue sair. A maioria dos \u00edndios no Brasil pratica agricultura.\n\n<strong>Tribos Ind\u00edgenas<\/strong>\n\n<strong>ARARA<\/strong>\n<blockquote>As mulheres dessa tribo usam, como roupa, apenas uma esp\u00e9cie de cinto chamado uluri, feito de entrecasca de \u00e1rvore. Se esse cinto se romper (por acaso), a mulher se sente desprotegida e nua.\nA presen\u00e7a deste cinto significa que a mulher n\u00e3o est\u00e1 sexualmente dispon\u00edvel, e a aproxima\u00e7\u00e3o s\u00f3 acontece quando ela o retira.\nAlguns desses povos j\u00e1 est\u00e3o extintos. Sua l\u00edngua \u00e9 a tupi.\nNo ritual de transi\u00e7\u00e3o entre a inf\u00e2ncia e a vida adulta, os meninos ficam reclusos na casa dos homens e t\u00eam que passar por sofrimentos f\u00edsicos e dar provas de for\u00e7a.\nEmbora n\u00e3o haja um espa\u00e7o f\u00edsico determinado, as meninas tamb\u00e9m t\u00eam que cumprir alguns rituais de passagem.<\/blockquote>\n<strong>BORORO<\/strong>\n<blockquote>O funeral \u00e9 o que mais chama aten\u00e7\u00e3o pela complexidade, podendo durar at\u00e9 dois meses. A morte de algu\u00e9m pode provocar mudan\u00e7as ou refor\u00e7ar as alian\u00e7as.\nMas a tribo obedece a uma organiza\u00e7\u00e3o social r\u00edgida. S\u00e3o de l\u00edngua tronco macro-j\u00e9, autodenominado boe.\nA aldeia \u00e9 dividida em duas partes \u2013 exare e tugaregue \u2013 que, por sua vez, se subdividem em cl\u00e3s com deveres muito bem definidos.\nEles reconhecem a lideran\u00e7a de dois chefes heredit\u00e1rios que sempre pertencem \u00e0 metade exare, conforme determinam seus mitos.\nOs antigos Bororo destribu\u00edam-se por extensa regi\u00e3o, compreendida entre a Bol\u00edvia, a Oeste, o rio Araguaia, o rio das Mortes, ao Norte, e o rio Taquari, ao Sul.<\/blockquote>\n<strong>GAVI\u00c3O<\/strong>\n<blockquote>Esse nome foi atribu\u00eddo a diferentes grupos Timbira da regi\u00e3o do m\u00e9dio Tocantins por viajantes do s\u00e9culo XIX, que sempre falavam do car\u00e1ter guerreiro desses \u00edndios.\nA denomina\u00e7\u00e3o vem das penas de gavi\u00e3o usadas em suas flechas. Esses \u00edndios foram muito reduzidos pelo cont\u00e1gio de doen\u00e7as em seus primeiros contatos com os brancos.<strong>\nUma das maiores tradi\u00e7\u00f5es \u00e9 a corrida de toras:<\/strong>\u00a0as equipes de revezamento (formada somente por homens), carregam troncos de buriti nos ombros. O mais importante n\u00e3o \u00e9 quem chega primeiro, o que vale mais \u00e9 o divertimento. A comemora\u00e7\u00e3o \u00e9 maior quando as equipes chegam juntas ou quase juntas.\nCada indiv\u00edduo recebe dois nomes e um deles n\u00e3o pode ser divulgado. Mostrar ao outro este segredo, significa transferir poder.\nQuando algu\u00e9m recebe o nome de um parente que j\u00e1 morreu carrega a responsabilidade de manter as caracter\u00edsticas do antepassado e quem o escolhe assume o papel de padrinho com a fun\u00e7\u00e3o de transmitir a cultura.\nDepois do casamento, por um per\u00edodo determinado, entre genro e sogra, nora e sogro, ficam proibidos de chamar o outro pelo nome.<\/blockquote>\n<strong>KATUKINA<\/strong>\n<blockquote>Designa dois grupos ind\u00edgenas, da fam\u00edlia Katukina, que autodenominam-se Peda Djap\u00e1 (\u201cGente da On\u00e7a\u201d). Vivem em diversos grupos no rio Bi\u00e1, afluente do Jata\u00ed e Amazonas. Existem aproximadamente 220 \u00edndios.\nOs Katukina de l\u00edngua da Fam\u00edlia Pano, vivem no rio Envira, nas margens do rio Greg\u00f3rio, juntamente com os Yawanaw\u00e1, na \u00e1rea ind\u00edgena Rio Greg\u00f3rio, Acre, e na \u00e1rea ind\u00edgena de Campinas.\nOs Katukina j\u00e1 foram chamados, por muitos viajantes, como \u201c\u00edndios barbados\u201d por causa do costume de pintar a boca de preto.\nA troca de c\u00f4njuges \u00e9 bastante comum, mas os filhos sempre ficam com a m\u00e3e.<\/blockquote>\n<strong>KAYAP\u00d3<\/strong>\n<blockquote><strong>Tamb\u00e9m chamados de Caiap\u00f3, \u00e9 um povo de l\u00edngua da fam\u00edlia J\u00ea. Distribui-se por 14 grupos:<\/strong>\u00a0Gorotire, Xikrin do Catet\u00e9, Xikrin do Bacaj\u00e1, A\u2019Ukre, Karara\u00f4, Kikretum, Metuktire (Txu-karram\u00e3e), Kokraimoro, Kubenkran-k\u00e9n e Mekragnot\u00ed. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de pelo menos tr\u00eas outros grupos ainda sem contato com a sociedade nacional.<strong>\nAs aldeias, identificadas pelo nome do grupo a que pertencem, s\u00e3o grandes para os padr\u00f5es da Amaz\u00f4nia:<\/strong>\u00a0a dos Gorotire tem 920 pessoas, e h\u00e1 refer\u00eancias hist\u00f3ricas de aldeias com 1500 \u00edndios.\nEles mant\u00eam pouco contato entre as tribos e possuem uma estrutura cultural e social bastante homogenia, com poucas diferen\u00e7as locais.\nA forma tradicional da aldeia \u00e9 um c\u00edrculo de casas formando um p\u00e1tio. No centro, fica uma casa que s\u00f3 \u00e9 utilizada para a reuni\u00e3o dos homens.<\/blockquote>\n<strong>KULINA<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o tamb\u00e9m chamados de Kur\u00edna, Kol\u00edna, Curina ou Colina, e vivem em pequenos grupos.\nQuando se casa, o homem vive na casa da fam\u00edlia da esposa e tem que trabalhar para retribuir a mulher.\nCada casal tem a obriga\u00e7\u00e3o de gerar pelo menos tr\u00eas filhos, ganhando o direito de construir uma casa separada e continuando juntos se desejar.\nEles acreditam que a concep\u00e7\u00e3o acontece sem qualquer contribui\u00e7\u00e3o feminina, e para engravidar, a mulher tanto pode relacionar-se apenas com o marido ou ter v\u00e1rios parceiros.\nEm qualquer dos casos, ela \u00e9 a \u00fanica respons\u00e1vel pelos cuidados com a crian\u00e7a.<\/blockquote>\n<strong>MARUBO<\/strong>\n<blockquote>Eles est\u00e3o em contato com a sociedade nacional desde 1870 e foram incorporados ao trabalho de explora\u00e7\u00e3o da borracha.\nO homem pode se casar com v\u00e1rias mulheres (poligamia), e cada uma delas ocupa um espa\u00e7o bem definido na maloca.\nPor influ\u00eancia dos mission\u00e1rios, hoje, os mortos s\u00e3o sepultados em cemit\u00e9rios, mas a crema\u00e7\u00e3o fazia parte dos antigos costumes desses \u00edndios, eles comiam as cinzas com mingau para que o morto pudesse continuar entre eles.\nA \u00fanica exce\u00e7\u00e3o ocorre com as crian\u00e7as de colo, que s\u00e3o enterradas geralmente entre as \u00e1rvores.\n\u00c9 uma popula\u00e7\u00e3o de 600 pessoas, que falam a l\u00edngua da fam\u00edlia Pano e vivem ao longo dos rios Itu\u00ed e Curu\u00e7\u00e1, na Amaz\u00f4nia, junto \u00e0 fronteira com o Peru.<\/blockquote>\n<strong>SATER\u00c9-MAW\u00c9<\/strong>\n<blockquote>Os Sater\u00e9-Maw\u00e9 ou Sater\u00e9-Mau\u00e9, vivem na regi\u00e3o dos vales dos rios Marau e Andir\u00e1 (Amazonas), distribu\u00eddos por aldeias, com uma popula\u00e7\u00e3o de 5.800 pessoas.\nEles s\u00e3o conhecidos como os introdutores do guaran\u00e1 na regi\u00e3o. T\u00eam uma forte tradi\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e comemoram o fim da colheita com o tarub\u00e1, uma bebida fermentada t\u00e3o forte que pode causar embriaguez por at\u00e9 um m\u00eas.\nA formiga tem um significado especial e \u00e9 muito respeitada por esses \u00edndios. Uma das esp\u00e9cies, a tocandira, \u00e9 considerada como divindade e usada nos rituais de passagem.\nA picada \u00e9 extremamente dolorosa, mas para demonstrar coragem, os meninos tem que colocar a m\u00e3o dentro de uma esp\u00e9cie de luva cheia dessas formigas e resistir \u00e0 dor, para depois disso, serem considerados adultos.<\/blockquote>\n<strong>TENHARIM<\/strong>\n<blockquote>Povo ind\u00edgena de l\u00edngua Tupi-Guarani, que costumam enterrar os mortos debaixo dos pisos das casas. Acreditam que o esp\u00edrito permanece morando no local e usando os utens\u00edlios que possu\u00eda quando era vivo.\nPara pescar, eles colocam dentro d \u00e1gua um peda\u00e7o de madeira com desenho dos peixes que querem capturar. Fazem isso sempre debaixo de \u00e1rvores frut\u00edferas, mas acreditam que a fartura da pescaria \u00e9 explicada unicamente pelos desenhos. Eles s\u00f3 n\u00e3o pescam o boto e o peixe-boi por serem considerados alimentos sagrados (tabu).<\/blockquote>\n<strong>TIKUNA<\/strong>\n<blockquote>Maior etnia da Amaz\u00f4nia brasileira, conta com uma popula\u00e7\u00e3o de 20.135 indiv\u00edduos, que ocupam cerca de 70 aldeias \u00e0s margens do rio Solim\u00f5es, no Estado do Amazonas. Outra parte do grupo vive no Peru.\nAs meninas, quando ficam menstruadas, s\u00e3o submetidas a um ritual de inicia\u00e7\u00e3o, que sempre acontece na lua cheia, representando a bondade, a beleza e a sabedoria. Nesta festa, os \u00edndios fabricam m\u00e1scaras de macacos e monstros e enfeites para as virgens.\nUm dos \u00edndios usa uma m\u00e1scara com cara de serpente e incorpora o esp\u00edrito do principal personagem do ritual, um monstro que vivia na \u00e1gua.\nDurante os festejos, o monstro faz gestos obscenos que divertem a tribo. Ele tamb\u00e9m ronda o cub\u00edculo onde fica a menina, batendo com um bast\u00e3o no ch\u00e3o.<strong>\nDurante tr\u00eas dias e tr\u00eas noites, essa garota \u00e9 protegida por duas tias que aproveitam o tempo dando conselhos de como ser uma boa mulher Tikuna:<\/strong>\u00a0respeitar o marido, ser ativa e trabalhadeira.<\/blockquote>\n<strong>TAK\u00c2NO<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o tamb\u00e9m chamados de Tucano, e a fam\u00edlia ling\u00fc\u00edstica Tuk\u00e2no \u00e9 dividida nos ramos ocidental, que compreende l\u00ednguas faladas no Peru, Equador e Bol\u00edvia; e oriental, com as l\u00ednguas Baras\u00e2na, Des\u00e2na, Karapan\u00e3, Kub\u00e9wa, Pir\u00e1-Tup\u00faya, Suri\u00e2na, Tuk\u00e2no e Wan\u00e2no, faladas desde a Col\u00f4mbia at\u00e9 o Brasil, no Noroeste da bacia Amaz\u00f4nica.\nS\u00e3o extremamente vaidosos, gastam dias e esfor\u00e7os para capturar aves de plumagens belas, coloridas e variadas para fazer adornos.\nEles tamb\u00e9m gostam de modificar as cores originais dando comidas especiais para as aves ou aquecendo as penas, processo conhecido como tapiragem.\nUsam at\u00e9 duas dezenas de aves para um \u00fanico adorno. Estes enfeites s\u00e3o usados em rituais e aqueles que usam as pe\u00e7as mais bonitas s\u00e3o muito prestigiados pela tribo.<\/blockquote>\n<strong>WAI-WAI<\/strong>\n<blockquote>Grupo de aproximadamente 1250 \u00edndios que vivem nas \u00e1reas ind\u00edgenas Nhamund\u00e1-Mapuera, no oeste do Par\u00e1, e Wai-Wai em Roraima.\nFazia parte da cultura deles a troca de mulheres capturadas de outras aldeias, consideradas como trof\u00e9us de guerra.\nCom a chegada dos holandeses que colonizaram o Suriname, antiga col\u00f4nia nas Guianas, os \u00edndios estabeleceram este mesmo tipo de rela\u00e7\u00e3o, trocando mulheres por artigos europeus.\nOs holandeses se utilizaram desta pr\u00e1tica para conseguir com que os \u00edndios, ao inv\u00e9s de trazer mulheres, capturassem os escravos negros fugidos.<\/blockquote>\n<strong>YANOMAMI<\/strong>\n<blockquote>\u00c9 o \u00faltimo povo ind\u00edgena das Am\u00e9ricas que conseguiu sobreviver mantendo seu patrim\u00f4nio cultural e social. Seus membros, 7822 indiv\u00edduos, vivem dos dois lados da fronteira entre o Brasil e a Venezuela, pr\u00f3ximo ao Pico da Neblina.\nOs Yanomami abrem v\u00e1rias trilhas para ligar as diferentes aldeias com as \u00e1reas de ca\u00e7a, os acampamentos de ver\u00e3o e as ro\u00e7as recentes e antigas.\nEles fazem um constante rod\u00edzio entre esses lugares e com isso, a floresta se recupera com rapidez.\nTodos da tribo moram numa imensa casa coletiva e as crian\u00e7as ocupam um lugar de destaque, suas necessidades s\u00e3o prontamente atendidas e seus pedidos sempre levados em conta.\nEmbora haja um interc\u00e2mbio frequente de mulheres e produtos, cada uma das aldeias tem completa autonomia pol\u00edtica e administrativa.\nEsses \u00edndios queimam os seus mortos e comem as cinzas. Eles acreditam que os esp\u00edritos, que podem ser bons ou maus, habitam as plantas e animais.\nOs garimpeiros disputavam suas terras desde 1987, atra\u00eddos pelas grandes reservas de diamante, ouro, cassiterita e ur\u00e2nio, colocando em risco a sobreviv\u00eancia do povo Yanomami.\nEm 1990, o governo brasileiro adotou medidas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s terras ind\u00edgenas, iniciando a retirada dos garimpeiros.<\/blockquote>\n<h4>Cultura ind\u00edgena<\/h4>\n<blockquote>O esfor\u00e7o das autoridades para manter a diversidade cultural entre os \u00edndios pode evitar o desaparecimento de muita coisa interessante.\nUm quarto de todas as drogas prescritas pela medicina ocidental vem das plantas das florestas, e tr\u00eas quartos foram colhidos a partir de informa\u00e7\u00f5es de povos ind\u00edgenas.\nNa \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, a l\u00edngua tucana, apesar do pequeno n\u00famero de palavras, \u00e9 comparada por ling\u00fcistas como a l\u00edngua grega, por sua riqueza estrutural \u2013 possui, por exemplo, doze formas diferentes de conjugar o verbo no passado.<\/blockquote>\n<strong>Ritos e mitos<\/strong>\n\nNo Brasil, muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indiv\u00edduo de uma situa\u00e7\u00e3o para outra.\n\nEstes ritos se ligam a gesta\u00e7\u00e3o e ao nascimento, \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o na vida adulta, ao casamento, \u00e0 morte e a outras situa\u00e7\u00f5es.\n\nPoucos povos acreditam na exist\u00eancia de um ser superior (supremo), a maior parte acredita em her\u00f3is m\u00edsticos, muitas vezes em dois g\u00eameos, respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de animais, plantas e costumes.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\u00cdndios Brasileiros\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iindios1.jpg\" alt=\"\u00cdndios Brasileiros\" width=\"333\" height=\"270\" \/>\n<strong>\u00cdndios Brasileiros<\/strong><\/p>\n<strong>Arte<\/strong>\n\nA arte se mistura a vida cotidiana. A pintura corporal, por exemplo, \u00e9 um meio de distinguir os grupos em que uma sociedade ind\u00edgena se divide, como pode ser utilizada como enfeite.\n\nA tinta vermelha \u00e9 extra\u00edda do urucum e a azul, quase negro, do jenipapo. Para a cor branca, os \u00edndios utilizam o calc\u00e1rio.\n\nOs trabalhos feitos com penas e plumas de p\u00e1ssaros constituem a arte plum\u00e1ria ind\u00edgena.\n\nAlguns \u00edndios realizam trabalhos em madeira. A pintura e o desenho ind\u00edgena est\u00e3o sempre ligados \u00e0 cer\u00e2mica e \u00e0 cestaria.\n\nOs cestos s\u00e3o comuns em todas as tribos, variando a forma e o tipo de palha de que s\u00e3o feitos. Geralmente, os \u00edndios associam a m\u00fasica instrumental ao canto e \u00e0 dan\u00e7a.\n\n<strong>Ind\u00edgenas Brasileiros<\/strong>\n\nN\u00e3o podemos ser coniventes com pol\u00edticas contr\u00e1rias aos interesses de nossos indios. \u00c9 preciso que a sociedade brasileira se manifeste juntos \u00e0s autoridades no sentido de que se demarque as terras ind\u00edgenas, bem como na aprova\u00e7\u00e3o do Estatuto do \u00cdndio.\n\nDe uns tempos para c\u00e1 iniciou-se uma preocupante mudan\u00e7a de postura dos adolescentes ind\u00edgenas.\n\nMuitos desses j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o dispostos a manter seus costumes e tradi\u00e7\u00f5es antigas que eram passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.\n\nAtualmente os rapazes fazem de tudo para incorporar em sua cultura costumes e modismos dos brancos. Grandes chefes ind\u00edgenas, como Raoni e tantos outros, t\u00eam demonstrado, em entrevistas televisivas, grande preocupa\u00e7\u00e3o com esses sinais. Segundo esses, at\u00e9 as mulheres nas aldeias n\u00e3o querem mais dispensar os vestidos. A mo\u00e7ada quer saber mesmo \u00e9 de t\u00eanis bonito e roupas dos brancos.\n\nEst\u00e3o at\u00e9 dan\u00e7ando o forr\u00f3 em algumas aldeias, numa clara demonstra\u00e7\u00e3o desagregadora que poder\u00e1 colocar em riscos suas dan\u00e7as e rituais sagrados.\n\nN\u00e3o bastasse isto, outro fator preocupante \u00e9 o ami\u00fade contato com a sociedade branca em consequ\u00eancia da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, cujos desmatamentos chegam cada vez mais pr\u00f3ximos de suas aldeias diminuindo substancialmente a ca\u00e7a de animais que outrora era abundante em suas terras.\n\nAl\u00e9m disso, os chefes ind\u00edgenas est\u00e3o preocupad\u00edssimos tamb\u00e9m com a constru\u00e7\u00e3o de hidroel\u00e9tricas nos rios que banham suas terras e que, segundo eles, atrapalhar\u00e3o a desova dos peixes, diminuindo com isso, mais uma de suas bases de alimenta\u00e7\u00e3o.\n\nA sociedade brasileira como um todo, precisa se conscientizar de que os \u00edndios t\u00eam certamente alguma tipo de liga\u00e7\u00e3o umbilical com nosso pa\u00eds, alguma coisa de sagrado.\n\nAfirma-se isso com base num fato ocorrido em mar\u00e7o de 1.998, quando houve um inc\u00eandio florestal no Estado de Roraima,que apesar dos esfor\u00e7os dos 130 homens do Ex\u00e9rcito, 169 policiais de Roraima, 180 bombeiros do DF, 127 bombeiros argentinos, 56 bombeiros de Minas Gerais, com um aparato de 1 helic\u00f3ptero brasileiro, 4 helic\u00f3pteros argentinos, 2 helic\u00f3pteros venezuelanos e 1 avi\u00e3o venezuelano, n\u00e3o conseguiram debelar esse inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es que amea\u00e7ava alastrar-se por v\u00e1rias cidades, foi preciso ent\u00e3o que a FUNAI conduzisse 2 paj\u00e9s Caiap\u00f3s para fazerem pajelan\u00e7a com a finalidade de se fazer chover em Roraima. N\u00e3o deu outra, no dia 30 de mar\u00e7o os paj\u00e9s fizeram seus rituais e afirmaram categoricamente que no pr\u00f3ximo dia choveria e a situa\u00e7\u00e3o estaria resolvida.\n\nDito e feito, j\u00e1 na madrugada do dia 31 choveu como previra os paj\u00e9s, acabando de vez com aquele inc\u00eandio que j\u00e1 durava 63 dias. Na \u00e9poca, a Rede Globo de Televis\u00e3o mostrou no Jornal Nacional os 2 paj\u00e9s sorrindo, com as palmas das m\u00e3os estendidas para cima e as gotas da chuva caindo nelas.\n\nSe destru\u00edrem as na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, todos n\u00f3s, brasileiros, que tamb\u00e9m temos o gene ind\u00edgena, estaremos presenciando o fim de nossa ancestralidade.\n\nA sociedade organizada precisa com urg\u00eancia adotar medidas de apoio ao que sobrou das na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas no sentido de se lhes respeitar seus direitos, principalmente a demarca\u00e7\u00e3o de suas terras e a aprova\u00e7\u00e3o do Estatuto do \u00cdndio.\n\n<strong>Reservas ind\u00edgenas<\/strong>\n\nAs reservas ind\u00edgenas foram criadas, inclusive no Brasil, um pouco para compensar a apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita de tudo quanto eles possu\u00edam neste pa\u00eds por parte do homem branco, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o homem branco assim.\n\nAs not\u00edcias relativas \u00e0 Reserva Raposa Serra do Sol mostram que ainda subsiste por aqui o mesmo esp\u00edrito infernal de outros s\u00e9culos que prop\u00f4s ca\u00e7ar e liquidar os gentios, tema de muita revolta entre os padres Jesu\u00edtas, inclusive o venerado Padre Ant\u00f4nio Vieira.\n\nEmbora demonstre o Governo estar disposto a defender a reserva ind\u00edgena, fica dif\u00edcil entender porque coisas como essas ainda acontecem.\n\nOs milh\u00f5es de quil\u00f4metros de terras de que dispomos deveriam permitir que as reservas fossem intoc\u00e1veis. No entanto, no caso da Raposa Serra do Sol s\u00e3o vis\u00edveis os sinais de deforma\u00e7\u00e3o cultural, posto que h\u00e1 \u00edndios estranhamente favor\u00e1veis \u00e0 presen\u00e7a dos arrozeiros no territ\u00f3rio demarcado.\n\nAs reservas existem n\u00e3o apenas por quest\u00e3o de territorialidade. Os \u00edndios n\u00e3o s\u00e3o todos iguais. \u00c9 incr\u00edvel a variedade de culturas, modos de vida, costumes, l\u00ednguas e rituais entre as tribos que restaram.\n\nTamb\u00e9m por isso eles precisam de espa\u00e7o.\n\nComo explica o estudioso franc\u00eas Jacques Leclerc, em tradu\u00e7\u00e3o da linguista Maria Cl\u00e1udia Fitipaldi, antes da chegada dos europeus os \u00edndios no Brasil formavam uma popula\u00e7\u00e3o entre 5 e 6 milh\u00f5es de habitantes.\n\nDepois de massacrados, submetidos \u00e0 escravid\u00e3o e epidemias, em torno de 1950 essa popula\u00e7\u00e3o estava reduzida a pouco mais de 100 mil indiv\u00edduos. Um genoc\u00eddio digno do holocausto judeu.\n\nA presen\u00e7a econ\u00f4mica do homem branco nas reservas \u00e9 o melhor caminho para a liquida\u00e7\u00e3o total do g\u00eanero ind\u00edgena.\n\nEstima-se que cerca de 12 tribos desapareceram por m\u00eas somente no decorrer do s\u00e9culo XX. Foi, certamente, o alerta das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e da comunidade internacional para esse fato, que fez o governo brasileiro oferecer melhores condi\u00e7\u00f5es \u00e0s suas popula\u00e7\u00f5es aut\u00f3ctones. Diz Jacques Leclerc que foi preciso esperar mais de 5 s\u00e9culos para que o Brasil reconhecesse nos \u00edndios a condi\u00e7\u00e3o de seres humanos.\n\nHoje s\u00e3o muitas as leis no Brasil que protegem as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Seus direitos s\u00e3o reconhecidos at\u00e9 na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Entretanto, o Brasil ainda n\u00e3o \u00e9 signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o Relativa aos Povos Ind\u00edgenas e Tribais da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, j\u00e1 ratificada por numerosos pa\u00edses latino-americanos.\n\nO exemplo de Raposa Serra do Sol indica que os brasileiros ainda n\u00e3o aprenderam que as leis precisam ser respeitadas. N\u00e3o totalmente.\n\nJ\u00e1 h\u00e1 not\u00edcias de manifestantes atacando posto da pol\u00edcia em \u00e1rea de reserva e de confronto entre \u00edndios e a Pol\u00edcia Federal em Roraima.\n\nPara que se compreenda ainda menos a invas\u00e3o de reservas no Brasil, \u00e9 preciso dizer que este pa\u00eds tem 8 milh\u00f5es e 500 mil km2 e que as 554 reservas existentes ocupam apenas 964.452 km2.\n\nSe pensarmos nisso entendendo que eles eram os donos deste pa\u00eds, concluiremos que j\u00e1 tomamos demais deles.\n\nN\u00e3o custa nada permitir que os que escaparam ao genoc\u00eddio sobrevivam com dignidade no que sobrou de suas terras.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.pimenet.org.br\/Web Ci\u00eancia\/www.culturalsurvival.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdndios Brasileiros, Brasil, Ind\u00edgena, Cultura, Hist\u00f3ria, Hoje, Sociedade, Terras, Tribos, Religi\u00e3o, Arte, Reservas, L\u00edngua, Tipo, Origem, \u00cdndios Brasileiros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9825,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-15056","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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