{"id":15040,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:19:36","modified_gmt":"2026-08-31T23:19:36","slug":"historia-do-samba-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/historia-do-samba-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Samba"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>SAMBA:\u00a0<\/strong>DO BATUQUE \u00c0 BATUCADA\n<p align=\"left\"><strong>Identidade<\/strong><\/p>\nDa mesma forma que o jazz nos Estados Unidos e a salsa (derivada do mambo e da rumba) em muitos dos pa\u00edses caribenhos, o samba \u00e9 indiscutivelmente o g\u00eanero musical que confere identidade ao Brasil.\n\nNascido da influ\u00eancia de ritmos africanos para c\u00e1 transplantados, sincretizados e adaptados, foi sofrendo in\u00fameras modifica\u00e7\u00f5es por conting\u00eancias das mais diversas \u2013 econ\u00f4micas, sociais, culturais e musicais \u2013 at\u00e9 chegar no ritmo que conhecemos.\n\nE a hist\u00f3ria \u00e9 mais ou menos a mesma para os similares caribenho e americano.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"113\" height=\"167\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\nSimbolizando primeiramente a dan\u00e7a para anos mais tarde se transformar em composi\u00e7\u00e3o musical, o samba \u2013 antes denominado \u201csemba\u201d \u2013 foi tamb\u00e9m chamado de umbigada, batuque, dan\u00e7a de roda, lundu, chula, maxixe, batucada e partido alto, entre outros, muitos deles convivendo simultaneamente!\n\nDo ritual coletivo de heran\u00e7a africana, aparecido principalmente na Bahia, ao g\u00eanero musical urbano, surgido no Rio de Janeiro no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, muitos foram os caminhos percorridos pelo samba, que esteve em gesta\u00e7\u00e3o durante pelo menos meio s\u00e9culo.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor3.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"122\" height=\"165\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Samba : palavra de bamba:\u00a0<\/strong>\u00c9 quase consenso entre especialistas que a origem prov\u00e1vel da palavra samba esteja no desdobramento ou na evolu\u00e7\u00e3o do voc\u00e1bulo \u201csemba\u201d, que significa umbigo em quimbundo (l\u00edngua de Angola). A maioria desses autores registra primeiramente a dan\u00e7a, forma que teria antecedido a m\u00fasica.\n\nDe fato, o termo \u201csemba\u201d \u2013 tamb\u00e9m conhecido por umbigada ou batuque \u2013 designava um tipo de dan\u00e7a de roda praticada em Luanda (Angola) e em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil, principalmente na Bahia.\n\nDo centro de um c\u00edrculo e ao som de palmas, coro e objetos de percuss\u00e3o, o dan\u00e7arino solista, em requebros e volteios, dava uma umbigada num outro companheiro a fim de convid\u00e1-lo a dan\u00e7ar, sendo substitu\u00eddo ent\u00e3o por esse participante. A pr\u00f3pria palavra samba j\u00e1 era empregada no final do s\u00e9culo XIX dando nome ao ritual dos negros escravos e ex-escravos.\n\n<strong>Assim se pronuncia Henrique Alves:\u00a0<\/strong>\u00a0\u201cNos primeiros tempos da escravid\u00e3o, a dan\u00e7a profana dos negros escravos era o s\u00edmile perfeito do primitivo batuque africano, descrito pelos viajantes e etn\u00f3grafos.\n\n<strong>De uma antiga descri\u00e7\u00e3o de Debret, vemos que no Rio de Janeiro os negros dan\u00e7avam em c\u00edrculo, fazendo pantomimas e batendo o ritmo no que encontravam:<\/strong>\u00a0palmas das m\u00e3os, dois pequenos peda\u00e7os de ferro, fragmentos de lou\u00e7a, etc.. \u201cBatuque\u201d ou \u201cSamba\u201d tornaram-se dois termos generalizados para designarem a dan\u00e7a profana dos negros no Brasil.\n\n\u201d<strong>H\u00e1 no entanto vozes discordantes, que d\u00e3o margem a outras vers\u00f5es etimol\u00f3gicas:<\/strong>\u00a0A autora de S\u00e3o Ismael do Est\u00e1cio menciona a possibilidade de o voc\u00e1bulo ter-se derivado da palavra \u201cmu\u00e7umba\u201d, uma esp\u00e9cie de chocalho.\n\nTamb\u00e9m M\u00e1rio de Andrade assinala outras origens poss\u00edveis para o termo e para a dan\u00e7a. Segundo ele, bem poderia vir de \u201czamba\u201d, tipo de dan\u00e7a encontrada na Espanha do s\u00e9culo XVI, al\u00e9m de mencionar o fato de que \u201czambo\u201d (ou \u201czamba\u201d) significa o mesti\u00e7o de \u00edndio e negro.\n\nA tese defendida por Teodoro Sampaio de que a g\u00eanese pudessem advir de termos como \u201c\u00e7ama\u201d ou \u201c\u00e7amba\u201d significando corda (ou a dan\u00e7a da corda) e de que este pudesse ser um ritmo g\u00eameo do brasileiro samba \u00e9 totalmente refutada por Henrique Alves, \u201cdada a falta de consist\u00eancia de influ\u00eancias ind\u00edgenas no teor da m\u00fasica e da dan\u00e7a, cuja caracter\u00edstica \u00e9 eminentemente africana\u201d.\n\nAinda de acordo com M\u00e1rio de Andrade, a palavra \u201csamba\u201d viveu um verdadeiro per\u00edodo de \u201costracismo\u201d no in\u00edcio do s\u00e9culo, conhecendo variantes coreogr\u00e1ficas cultivadas por \u201cbrancos rurais\u201d (o coco), para depois ser ressuscitada com vigor pelos f\u00e3s do maxixe.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor4-2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"141\" height=\"249\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Geografia do samba: no tabuleiro da baiana samba tamb\u00e9m tem<\/strong>:\u00a0<strong>Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital federal<\/strong>: a transfer\u00eancia da m\u00e3o-de-obra escrava da Bahia (onde se cultivava a cana, o algod\u00e3o e o fumo) para o Vale do Para\u00edba (onde se plantava o caf\u00e9), a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura e o posterior decl\u00ednio do caf\u00e9 acabaram liberando grande leva de trabalhadores bra\u00e7ais em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Corte; al\u00e9m disso, a volta dos soldados em campanha na Guerra de Canudos tamb\u00e9m elevou o n\u00famero de trabalhadores na capital federal.\n\nMuitos desses soldados trouxeram consigo as mulheres baianas, com as quais haviam se casado. Essa comunidade baiana \u2013 formada por negros e mesti\u00e7os em sua maioria \u2013 fixou resid\u00eancia em bairros pr\u00f3ximos \u00e0 zona portu\u00e1ria (Sa\u00fade, Cidade Nova, Morro da Provid\u00eancia), onde havia justamente a demanda do trabalho bra\u00e7al e por consequ\u00eancia, a possibilidade de emprego.\n\nN\u00e3o demorou muito para que no quintal dessas casas as festas, as dan\u00e7as e as tradi\u00e7\u00f5es musicais fossem retomadas, incentivadas sobretudo pelas mulheres.\n\nDe acordo com Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o, \u201cmais importante do que os homens, foram essas mulheres\u201d \u2013 quituteiras em sua maioria e versadas no ritual do candombl\u00e9 \u2013 as grandes respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o dos festejos africanos cultivados naquela redondeza, onde predominavam lundus, chulas, improvisos e estribilhos.\n\nEntre essas doceiras estavam tia Am\u00e9lia (m\u00e3e de Donga), tia Prisciliana (m\u00e3e de Jo\u00e3o de Baiana), tia Veridiana (m\u00e3e de Chico da Baiana), tia M\u00f4nica (m\u00e3e de Pendengo e Carmen do Xibuca) e a mais famosa de todas, tia Ciata, pois justamente de sua casa, \u00e0 rua Visconde de Ita\u00fana 117 (Cidade Nova), \u00e9 que \u201cviria a ganhar forma o samba destinado a tornar-se, quase simultaneamente um g\u00eanero de m\u00fasica popular do morro e da cidade\u201d.\n\nSe por um lado o samba como dan\u00e7a e festa coletiva explodia nos quintais, tomava as ruas e se exibia nos desfiles de cord\u00f5es, por outro, o samba como m\u00fasica e composi\u00e7\u00e3o autoral dava os seus primeiros passos em casa de tia Ciata. O elemento comum eram os estribilhos, cantados e dan\u00e7ados tanto num lugar como no outro.\n<blockquote>\n<p align=\"left\">\u201cAssim nasceu o samba carioca, ap\u00f3s longa gesta\u00e7\u00e3o, da \u00c1frica \u00e0 Bahia, de onde veio para ser batucado nos terreiros da Sa\u00fade e finalmente, tomando nova forma r\u00edtmica a fim de adaptar-se ao compasso do desfile de um bloco carnavalesco.\u201d 9<\/p>\n<\/blockquote>\nDe fato, nos quintais da casa de tia Ciata reuniam-se bons ritmistas, compositores e verdadeiros mestres da m\u00fasica popular, muitos deles profissionais como Sinh\u00f4, Pixinguinha, Donga, Caninha, Jo\u00e3o da Baiana, Heitor dos Prazeres, Hil\u00e1rio Jovino Ferreira e outros. N\u00e3o foi \u00e0 toa que de l\u00e1 saiu o primeiro samba da m\u00fasica popular brasileira.\n\n<strong>Assim se pronuncia Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u201cAo contr\u00e1rio do que se imagina, o samba nasceu no asfalto; foi galgando os morros \u00e0 medida em que as classes pobres do Rio de Janeiro foram empurradas do Centro em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s favelas, v\u00edtimas do processo de reurbaniza\u00e7\u00e3o provocado pela invas\u00e3o da classe m\u00e9dia em seus antigos redutos.\u201d\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor5-2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"126\" height=\"205\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Samba: o que foi, o que \u00e9\u2026 \u201cPergunta: Qual \u00e9 o verdadeiro samba?<\/strong>\n\n<strong>Donga:<\/strong>\u00a0<strong>U\u00e9, samba \u00e9 isso h\u00e1 muito tempo<\/strong>:\n<p align=\"left\">O chefe da pol\u00edcia Pelo telefone Mandou me avisar Que na Carioca Tem uma roleta para se jogar\u2026<\/p>\n<strong>Ismael: Isso \u00e9 maxixe! Donga: Ent\u00e3o o que \u00e9 samba?<\/strong>\n\n<strong>Ismael:<\/strong>\n<p align=\"left\">Se voc\u00ea jurar Que me tem amor Eu posso me regenerar Mas se \u00e9 Para fingir, mulher A orgia, assim n\u00e3o vou deixar<\/p>\n<strong>Donga: Isso \u00e9 marcha!\u201d<\/strong>\u00a0O samba n\u00e3o nasceu por acaso. A sua apari\u00e7\u00e3o se deve \u00e0 acomoda\u00e7\u00e3o de diversos g\u00eaneros musicais que se sucederam ou se \u201ccomplementaram\u201d ao longo do tempo.\n\nO exemplo da discuss\u00e3o acima ilustra claramente o tipo de confus\u00e3o gerada pelos novos ritmos populares (a maioria bin\u00e1rios) que emergiram nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX.\n\nPara se conhecer um pouco de sua trajet\u00f3ria \u00e9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7a uma viagem por esses estilos que acabaram dando no que deu, ou seja, no pr\u00f3prio samba.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor6-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"125\" height=\"206\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Lundu:\u00a0<\/strong>Origin\u00e1ria de Angola e do Congo, o lundu \u00e9 um tipo de dan\u00e7a africana \u2013 na \u00e9poca considerada at\u00e9 obscena \u2013 , que tinha como passo coreogr\u00e1fico a pr\u00f3pria umbigada. Apareceu no Brasil por volta de 1780.\n\nAlguns autores o comparam com o batuque praticado nas senzalas. No final do s\u00e9culo XVIII, surgiu como can\u00e7\u00e3o, tanto no Brasil, quanto em Portugal.\n\nJos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o, citando o maestro Batista Siqueira, distingue as duas manifesta\u00e7\u00f5es (coreogr\u00e1fica e musical), afirmando que at\u00e9 hoje n\u00e3o foi poss\u00edvel \u201csaber se, de fato, a dan\u00e7a lundu inspirou o tipo de cantiga do mesmo nome, e de como se deu essa passagem daquilo que era ritmo e coreografia \u2013 para o que viria a ser can\u00e7\u00e3o solista.\u201d Acolhido por todas as camadas sociais, inclusive os aristocratas, o lundu acabou ganhando a simpatia dos centros urbanos a partir de 1820, invadindo os teatros do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, onde seus n\u00fameros eram apresentados no entremez, esp\u00e9cie de quadro c\u00f4mico e musical realizado durante os entreatos de dramas e trag\u00e9dias.\n\n<strong>Em 1844, por\u00e9m, o pa\u00eds foi tomado de assalto por outro tipo de ritmo \u2013 tamb\u00e9m de compasso bin\u00e1rio e dan\u00e7ado em pares \u2013 que na Europa estaria causando um tremendo furor:<\/strong>\u00a0este ritmo nada mais era do que a polca.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor7-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"117\" height=\"191\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Polca:<\/strong>\u00a0<strong>De acordo com defini\u00e7\u00e3o contida no Dicion\u00e1rio de M\u00fasica Popular Brasileira<\/strong>: erudita, folcl\u00f3rica e popular, a polca \u00e9 um tipo de dan\u00e7a r\u00fastica origin\u00e1ria da regi\u00e3o da Bo\u00eamia (parte do imp\u00e9rio austro-h\u00fangaro), tendo chegado \u00e0 cidade de Praga em 1837, quando se transformou em dan\u00e7a de sal\u00e3o. De ritmo alegre e saltitante, espalhou-se rapidamente pela Europa, tornando-se a coqueluche dan\u00e7ante da \u00e9poca.\n\nNo Brasil veio trazida por companhias teatrais francesas, fazendo sua estr\u00e9ia oficial em 3 de julho de 1845 no Teatro S\u00e3o Pedro.\n\n<strong>Tornou-se t\u00e3o popular que uma agremia\u00e7\u00e3o foi fundada em seu nome:<\/strong>\n\n<strong>A Sociedade Constante Polca. Segundo Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o, o g\u00eanero obteve o sucesso que o lundu, sozinho, jamais havia conseguido realizar:\u00a0<\/strong>\u201c\u2026 a semelhan\u00e7a de ritmo com o lundu permite uma fus\u00e3o que poderia \u00e0s vezes ser nominal, mas que garante ao g\u00eanero de dan\u00e7a sa\u00eddo do batuque a possibilidade de ser, afinal, admitido livremente nos sal\u00f5es sob o nome m\u00e1gico de polca-lundu.\u201d\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor8-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"132\" height=\"197\" \/><\/p>\n<strong>Chula<\/strong> A chula \u00e9 um g\u00eanero de dan\u00e7a ou de can\u00e7\u00e3o de origem portuguesa surgida no final do s\u00e9culo XVII. Tamb\u00e9m herdeira da umbigada &#8211; com seus requebros, volteios e sapateados &#8211; adquire entre n\u00f3s uma forma maliciosa e er\u00f3tica. O termo reapareceu entre os sambistas no in\u00edcio do s\u00e9culo. Assim o define Jo\u00e3o da Baiana 15:\n<p align=\"center\">&#8220;Antes de fal\u00e1 samba, a gente falava chula. Chula era qualquer verso cantado. Por exemplo. Os versos que os palha\u00e7o cantava era chula de palha\u00e7o. Os que sa\u00eda vestido de palha\u00e7o nos cord\u00e3o-de-velho tinha chula de palha\u00e7o de guizo. Agora, tinha a chula raiada, que era o samba do partido alto. Podia cham\u00e1 chula raiada ou samba raiado. Era a mesma coisa. Tudo era samba de partido-alto. E tinha samba corrido&#8221;.<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor9-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"98\" height=\"168\" \/><\/p>\n<strong>Maxixe<\/strong> Primeira dan\u00e7a considerada autenticamente brasileira, tendo como ancestrais diretos a umbigada, o batuque e o lundu, o maxixe tem sua origem nos bairros de contingentes negros e mesti\u00e7os do Rio de Janeiro, como Sa\u00fade e Cidade Nova.\n\nSua apari\u00e7\u00e3o, por volta de 1870, deveu-se principalmente \u00e0 vontade de se dan\u00e7ar, de forma mais livre, os ritmos em voga na \u00e9poca, principalmente a polca. O maxixe, na opini\u00e3o de Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o 16, foi sobretudo obra do &#8220;esfor\u00e7o dos m\u00fasicos de choro em adaptar o ritmo das musicas \u00e0 tend\u00eancia dos volteios e requebros de corpo com que mesti\u00e7os, negros e brancos do povo teimavam em complicar os passos das dan\u00e7as de sal\u00e3o&#8221;.\n\nPara M\u00e1rio de Andrade 17, no entanto, o maxixe seria a s\u00edntese do tango e da habanera (pelo lado r\u00edtmico) com o andamento da polca, aliado a s\u00edncopa portuguesa. E ainda, na interpreta\u00e7\u00e3o de Tinhor\u00e3o 18, a &#8220;transforma\u00e7\u00e3o da polca via lundu&#8221;.\n\nAli\u00e1s, como o lundu, apresentado nos intervalos de pe\u00e7as teatrais 50 anos antes, o malicioso maxixe, com o passar do tempo e com a popularidade alcan\u00e7ada pelos chor\u00f5es, ganhou os palcos do Rio de Janeiro, sendo saboreado pelos frequentadores das revistas teatrais: &#8220;N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que num palco e com o incentivo da plat\u00e9ia, o lundu tivesse o seu aspecto er\u00f3tico exacerbado. Mais curioso \u00e9 que esse mesmo processo de teatraliza\u00e7\u00e3o de uma dan\u00e7a de origem negra se repetiu meio s\u00e9culo depois no Rio de Janeiro, com o maxixe.&#8221; 19\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor10-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"105\" height=\"137\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>O pol\u00eamico &#8220;Pelo telefone&#8221;<\/strong> Um dos primeiros coment\u00e1rios que se pode adiantar sobre a m\u00fasica Pelo telefone diz respeito \u00e0 quest\u00e3o dos direitos autorais da composi\u00e7\u00e3o, ainda hoje objeto de discuss\u00e3o n\u00e3o totalmente esclarecido.\n\nMaria Theresa Mello Soares 20, revela-nos o seguinte: &#8220;Historicamente o primeiro caso &#8211; que foi muito comentado no Rio de Janeiro &#8211; de posse ind\u00e9bita de composi\u00e7\u00e3o musical teve como protagonista Ernesto dos Santos, ou melhor, o Donga, violonista que tocava de ouvido, &#8216;nem sabia tra\u00e7ar as notas de m\u00fasica&#8217;. Pelo telefone &#8211; tango, maxixe ou samba, nunca ficou bem definida a sua classifica\u00e7\u00e3o &#8211; foi a composi\u00e7\u00e3o que gerou pol\u00eamica ruidosa no meio art\u00edstico carioca, provocando atritos e discuss\u00f5es, principalmente pela imprensa que tomou partido de um jornalista envolvido no &#8216;affaire'&#8221;.\n\nProblemas \u00e0 parte, 1917 \u00e9 de fato considerado um ano-chave para a hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira de ra\u00edzes populares e urbanas, justamente devido ao lan\u00e7amento de Pelo telefone, considerado o primeiro samba oficialmente registrado no Brasil. A partir de ent\u00e3o, o samba &#8211; que j\u00e1 se prenunciava anteriormente atrav\u00e9s de formas variantes como o lundu, o maxixe, a polca e a habanera &#8211; individualizou-se, adquiriu vida pr\u00f3pria, tornando-se definitivamente um g\u00eanero musical: &#8220;Um fato at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito acontece: os clubes carnavalescos, que nunca tocavam a mesma m\u00fasica em seus desfiles, entraram na Av. Central tocando Pelo telefone&#8221;. 21 Outra grande d\u00favida mencionada por pesquisadores recai sobre a data da composi\u00e7\u00e3o. Embora tenha sido lan\u00e7ada no carnaval de 1917 com \u00eaxito extraordin\u00e1rio, o registro da partitura para piano, feito por Donga na biblioteca nacional, \u00e9 de 16 de dezembro de 1916.\n\nA quest\u00e3o sobre a autoria, levantada anteriormente, \u00e9 tamb\u00e9m outro aspecto importante nessa discuss\u00e3o. Sabe-se que muitas reuni\u00f5es de samba de partido alto ocorriam no terreiro de tia Ciata, frequentado por sambistas, m\u00fasicos, curiosos e jornalistas, tais como: Donga, Sinh\u00f4, Pixinguinha, Jo\u00e3o da Mata, Mestre Germano, Hil\u00e1rio Jovino e Mauro de Almeida. Este \u00faltimo &#8211; Mauro de Almeida &#8211; teria escrito os versos para a m\u00fasica de cria\u00e7\u00e3o coletiva intitulada Roceiro, executada pela primeira vez como tango em um teatro da rua Haddock Lobo, em 25 de outubro de 1916. Valendo-se da repercuss\u00e3o imediata da m\u00fasica, Donga n\u00e3o hesitou em registr\u00e1-la com o t\u00edtulo de Pelo telefone, aparecendo ent\u00e3o como o \u00fanico autor, omitindo a letra do jornalista Mauro de Almeida. Houve rea\u00e7\u00f5es e protestos, principalmente daqueles que se sentiram diretamente atingidos. Assim comenta Edigar de Alencar 22: &#8220;O registro do samba (n\u00ba 3295) n\u00e3o teve a repercuss\u00e3o que teria hoje. M\u00fasica de muitos n\u00e3o era de ningu\u00e9m. N\u00e3o tinha dono, como mulher de b\u00eabado&#8230;&#8221;<strong>Renato Vivacqua \u00e9 quem afirma:<\/strong> &#8220;Mesmo assim, o Jornal do Brasil de 04.02.1917 trazia o seguinte coment\u00e1rio: &#8216;Do Gr\u00eamio Fala Gente recebemos a seguinte nota: Ser\u00e1 cantado domingo, na av. Rio Branco, o verdadeiro tango Pelo telefone, dos inspirados carnavalescos, o imortal Jo\u00e3o da Mata, o mestre Germano, a nossa velha amiguinha Ciata e o inesquec\u00edvel bom Hil\u00e1rio; arranjo exclusivamente pelo bom e querido pianista J. Silva (Sinh\u00f4), dedicado ao bom e amigo Mauro, rep\u00f3rter da Rua, em 6 de agosto de 1916, dando ele o nome de Roceiro&#8217;.\n<p align=\"center\">Pelo telefone A minha boa gente Mandou me avisar Que o meu bom arranjo Era oferecido Para se cantar.<\/p>\n<p align=\"center\">Ai, ai, ai Leva a m\u00e3o na consci\u00eancia, meu bem. Ai, ai, ai Mas pra que tanta presen\u00e7a, meu bem? \u00d3 que cara dura De dizer nas rodas Que este arranjo \u00e9 teu! \u00c9 do bom Hil\u00e1rio \u00c9 da velha Ciata Que o Sinh\u00f4 escreveu Tomara que tu apanhes Pra n\u00e3o tornar a fazer isso, Escrever o que \u00e9 dos outros Sem olhar o compromisso&#8221; 23<\/p>\nTudo indica que a composi\u00e7\u00e3o seja mesmo de car\u00e1ter coletivo, cantarolada com versos variados em alguns pontos da cidade, tendo sido mais tarde reformulados por Donga e Mauro de Almeida.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor11.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"121\" height=\"170\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Teria sido &#8220;Pelo telefone&#8221; o primeiro samba realmente registrado no Brasil?<\/strong> H\u00e1 contesta\u00e7\u00f5es e controv\u00e9rsias. Hoje n\u00e3o mais se acredita que este tenha sido o primeiro registro do g\u00eanero samba no selo de um disco. Alguns pesquisadores, entre eles Renato Vivacqua 24, mencionam pelo menos tr\u00eas outras composi\u00e7\u00f5es designando o g\u00eanero: Um samba na Penha (interpretado por Pepa Delgado e lan\u00e7ado pela Casa Edison em 1909); Em casa da Baiana (de 1911); e por \u00faltimo A viola est\u00e1 magoada (de autoria de Catulo da Paix\u00e3o Cearense, composto em 1912 e gravado em 1914). Edigar de Alencar tamb\u00e9m menciona um outro samba denominado Samba roxo (de Eduardo da Neves, de 1915).\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor12.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"97\" height=\"195\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Afinal, qual a verdadeira letra de &#8220;Pelo telefone&#8221;?<\/strong> Uma outra pol\u00eamica at\u00e9 hoje n\u00e3o totalmente desvendada diz respeito \u00e0 letra original do samba &#8211; que teria recebido in\u00fameras altera\u00e7\u00f5es e par\u00f3dias ao longo do tempo, gerando confus\u00f5es.\n\nDonga chegou a afirmar que a verdadeira letra da 1\u00aa estrofe seria iniciada pelo verso O chefe da folia, mas por diversas vezes caiu em contradi\u00e7\u00e3o, dizendo que o 1\u00ba verso da m\u00fasica era de fato O chefe da pol\u00edcia.\n\nSobre essa estrofe, comenta Edigar de Alencar 25: &#8220;Os versos expressivos e bem feitos eram uma glosa sutil a um fato importante. O ent\u00e3o chefe da pol\u00edcia Aurelino Leal determinara em fins de outubro daquele ano (1916), em of\u00edcio publicado amplamente na imprensa, que os delegados distritais lavrassem auto de apreens\u00e3o de todos os objetos de jogatina encontrados nos clubes. Antes de qualquer provid\u00eancia, por\u00e9m, ordenara que lhe fosse dado aviso pelo telefone oficial.&#8221;<strong>Portanto, duas hip\u00f3teses s\u00e3o aceitas para esta primeira estrofe:<\/strong>\n<p align=\"center\">O chefe da folia Pelo telefone Manda me avisar Que com alegria N\u00e3o se questione Para se brincar Para se brincar<\/p>\n<p align=\"center\">O chefe da pol\u00edcia Pelo telefone Manda me avisar Que na Carioca Tem uma roleta Para se jogar<\/p>\nA Donga se deve pelo menos o fato de ter percebido que o samba, ainda em seu nascedouro, surgiria a partir daquela data n\u00e3o mais como uma dan\u00e7a ou festa coletiva, mas como um bem cultural digno de ser comercializado e divulgado no r\u00e1dio, ent\u00e3o \u00fanico meio de comunica\u00e7\u00e3o de massa, \u00e1vido para ter o que tocar. Os \u00faltimos coment\u00e1rios a esse respeito s\u00e3o de Almirante, citado no livro de Edigar de Alencar 26: &#8220;Em resumo, o Pelo telefone teve um autor indiscut\u00edvel: Mauro de Almeida, criador de seus versos e cujo nome permaneceu sempre sonegado. Jamais recebeu quaisquer direitos autorais, como seria just\u00edssimo. Mauro de Almeida, com 74 anos de idade, morreu a 19 de junho de 1956. E quais foram os parceiros da melodia do Pelo telefone? Segundo a imprensa, conforme citamos: Jo\u00e3o da Mata, mestre Germano, tia Ciata, Hil\u00e1rio Jovino, Sinh\u00f4 e Donga. Mas todos eles&#8230;&#8221; Cabe assinalar ainda que a m\u00fasica recebeu uma vers\u00e3o teatral de Henrique J\u00fanior com o mesmo t\u00edtulo, que teve sua estr\u00e9ia em 7 de agosto de 1917 no Teatro Carlos Gomes, ficando menos de uma semana em cartaz.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor13.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"169\" height=\"245\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>Apenas m\u00fasica para se brincar no carnaval<\/strong> Assim como a marcha, o &#8220;samba an\u00f4nimo&#8221; &#8211; batucado e gingado coletivamente &#8211; surgiu com o desenvolvimento do carnaval, para atender \u00e0s camadas subalternas que ainda n\u00e3o possu\u00edam um tipo de m\u00fasica pr\u00f3pria que as representasse durante os desfiles e comemora\u00e7\u00f5es do Rei Momo. Aos poucos, foi atraindo m\u00fasicos da classe m\u00e9dia que tinham acesso \u00e0 &#8220;m\u00eddia&#8221; da \u00e9poca &#8211; o r\u00e1dio, tamb\u00e9m em sua fase inicial &#8211; e acabou perpetuando-se no tempo gra\u00e7as aos foli\u00f5es de rua.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor14.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"134\" height=\"250\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>A origem das escolas de samba<\/strong> &#8220;O estilo (antigo) n\u00e3o dava para andar. Eu comecei a notar que havia uma coisa. O samba era assim: tan tantan tan tantan. N\u00e3o dava. Como \u00e9 que um bloco ia andar na rua assim? A\u00ed a gente come\u00e7ou a fazer um samba assim: bumbum paticumbumpruburundum.&#8221; 27 A primeira escola de samba nasceu no Est\u00e1cio &#8211; portanto no asfalto e n\u00e3o no morro &#8211; fez a sua primeira apari\u00e7\u00e3o oficial no desfile da Pra\u00e7a Onze em 1929, chamava-se Deixa falar e surgiu como um &#8220;ato de malandragem&#8221;. 28 At\u00e9 essa data o que se via nas ruas durante o carnaval era o desfile das Grandes Sociedades, dos ranchos carnavalescos (tamb\u00e9m conhecidos como blocos de cordas, pois possu\u00edam um cord\u00e3o de isolamento e prote\u00e7\u00e3o) e dos blocos propriamente ditos (mais modestos em sua administra\u00e7\u00e3o). A diferencia\u00e7\u00e3o entre esses dois \u00faltimos \u00e9 pequena. De acordo com a autora Eneida Moraes 28, citando Renato de Almeida, &#8220;os ranchos eram cord\u00f5es civilizados e os blocos, mistos de cord\u00f5es e ranchos&#8221;.\n\nA tradi\u00e7\u00e3o da brincadeira de rua j\u00e1 existia h\u00e1 muito tempo no Distrito Federal (desde o entrudo e mais tarde, o Z\u00e9 Pereira), mas sem nenhum tipo de organiza\u00e7\u00e3o musical. Foram justamente os blocos, ranchos e cord\u00f5es que deram unidade musical a um desfile at\u00e9 ent\u00e3o ca\u00f3tico.\n<p align=\"center\">&#8220;As escolas de samba surgiram no Rio de Janeiro por volta de 1920. A cr\u00f4nica do carnaval descreve o cen\u00e1rio ent\u00e3o existente na cidade de forma nitidamente estratificada: a cada camada social, um grupo carnavalesco, uma forma particular de brincar o carnaval. As Grandes Sociedades, nascidas na segunda metade do s\u00e9culo XIX, desfilavam com enredos de cr\u00edtica social e pol\u00edtica apresentados ao som de \u00f3peras, com luxuosas fantasias e carros aleg\u00f3ricos e eram organizadas pelas camadas sociais mais ricas. Os ranchos, surgidos em fins do s\u00e9culo XIX, desfilavam tamb\u00e9m com um enredo, fantasias e carros aleg\u00f3ricos ao som de sua marcha caracter\u00edstica e eram organizados pela pequena burguesia urbana. Os blocos, de forma menos estruturada, abrigavam grupos cujas bases se situavam nas \u00e1reas de moradia das camadas mais pobres da popula\u00e7\u00e3o: os morros e sub\u00farbios cariocas. O surgimento das escolas de samba veio desorganizar essas distin\u00e7\u00f5es.&#8221; 29<\/p>\nDe todas as agremia\u00e7\u00f5es populares, o Rancho era o mais aceito pelas autoridades, pela sua forma de organiza\u00e7\u00e3o. Nascido no bairro suburbano da Sa\u00fade, tradicional regi\u00e3o de imigrantes nordestinos, o Rancho carnavalesco, derivado do Rancho de Reis, existente em sua forma pag\u00e3 desde 1873, foi a grande fonte inspiradora para as primeiras escolas de samba. Lembrando ainda as prociss\u00f5es religiosas, a sua m\u00fasica, voltada para as tradi\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas, principalmente o maracatu, trazia um andamento dolente, arrastado, nada adaptado para a euforia dos primeiros sambistas que tamb\u00e9m despontavam nesses mesmos espa\u00e7os culturais:\n<p align=\"center\">&#8220;Essa lentid\u00e3o, que permitia um desfilar sem vibra\u00e7\u00e3o, quase mon\u00f3tono, causava irrita\u00e7\u00e3o aos carnavalescos da nova gera\u00e7\u00e3o, que se mostravam desejosos de dan\u00e7ar com um ritmo mais alegre e de acordo com a folia do carnaval. Esse foi o motivo que levou sambistas &#8211; como Ismael Silva e seus companheiros &#8211; compositores que viviam no Est\u00e1cio e periferia, a criar um novo ritmo que permitisse cantar, dan\u00e7ar e desfilar, ao mesmo tempo.&#8221; 30<\/p>\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor15.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"132\" height=\"259\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>E por que no Est\u00e1cio?<\/strong> O Est\u00e1cio, tradicional bairro de bambas, bo\u00eamios e tipos perigosos &#8211; o \u00edndice de vadiagem na regi\u00e3o era grande devido ao excesso de m\u00e3o de obra e a escassez da oferta de trabalho &#8211; situava-se geograficamente perto do morro de S\u00e3o Carlos e tamb\u00e9m da Pra\u00e7a Onze, local dos desfiles, o que facilitava a troca cultural.\n\n&#8220;Esses bambas, como eram conhecidos na \u00e9poca os l\u00edderes dessa massa de desocupados ou trabalhadores prec\u00e1rios, eram, pois, os mais visados no caso de qualquer a\u00e7\u00e3o policial. Assim, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que tenha partido de um grupo desses representantes t\u00edpicos das camadas mais baixas da \u00e9poca &#8211; Ismael Silva, Rubens e Alceb\u00edades Barcellos, S\u00edlvio Fernandes, o Brancura, e Edgar Marcelino dos Santos &#8211; a id\u00e9ia de criar uma agremia\u00e7\u00e3o carnavalesca capaz de gozar da mesma prote\u00e7\u00e3o policial conferida aos ranchos e \u00e0s chamadas grandes Sociedades, no desfile pela Avenida, na ter\u00e7a-feira gorda.&#8221; 31 De fato, foi um drible de craque, ou, como queiram, um verdadeiro golpe de bamba nas autoridades, realiz\u00e1vel apenas por aqueles que cedo aprenderam a conviver com a repress\u00e3o, tendo que buscar solu\u00e7\u00f5es vi\u00e1veis para a sua exist\u00eancia cultural. Assim, a Deixa falar do Est\u00e1cio entrou na avenida naquele ano de 1929 como um &#8220;bloco de corda&#8221;, totalmente legitimada e protegida pela pol\u00edcia, ao som de um ritmo saltitante e uma nova batida, capaz de provocar a euforia de qualquer foli\u00e3o: a batucada.\n\nUm ano mais tarde, cinco outras escolas apareceram para o desfile da Pra\u00e7a Onze: a Cada ano sai melhor (do Morro do S\u00e3o Carlos); a Esta\u00e7\u00e3o primeira de Mangueira; a Vai como pode (mais tarde, Portela), a Para o ano sai melhor (tamb\u00e9m do Est\u00e1cio) e a Vizinha faladeira (das imedia\u00e7\u00f5es da Pra\u00e7a Onze).\n\nSurgida na Largo do Est\u00e1cio, a novidade repercutiu rapidamente para v\u00e1rios morros e sub\u00farbios. Desta forma, as escolas foram se espalhando e a cada ano nasciam outras agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas que faziam suas evolu\u00e7\u00f5es na Pra\u00e7a Onze, cantando sambas com tem\u00e1ticas que abordavam acontecimentos locais ou nacionais, tanto no domingo quanto na ter\u00e7a-feira gorda. Estava definitivamente consolidado o samba carioca.\n\n&#8220;Criou um territ\u00f3rio, pequeno, mas s\u00f3 dele. Mandava num quadril\u00e1tero que ia da Sa\u00fade ao Est\u00e1cio, e da Pra\u00e7a da Bandeira \u00e0 Onze. Esta sempre servindo de sede para os acontecimentos mais importantes de sua vida. Na pra\u00e7a a aglomera\u00e7\u00e3o cresceu, sempre em torno dele. Era o pessoal descendo o morro para brinc\u00e1-lo no carnaval, eram os ranchos, blocos e cord\u00f5es se chegando para a festa. Samba fora da Pra\u00e7a Onze n\u00e3o tinha gra\u00e7a. N\u00e3o podia ser. A pra\u00e7a-m\u00e3e devia ter calor maior. Enfim, feiti\u00e7o de ber\u00e7o.&#8221; 32\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Samba\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor16.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Samba\" width=\"90\" height=\"167\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Samba<\/strong><\/p>\n<strong>O samba e suas varia\u00e7\u00f5es<\/strong>\n<blockquote><strong>Samba carnavalesco :\u00a0<\/strong>designa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica dada aos sambas criados e lan\u00e7ados exclusivamente para o carnaval. Os compositores tinham uma certa queda por este \u201cg\u00eanero\u201d (neste incluem-se as marchinhas) por visarem os gordos pr\u00eamios oferecido pela Prefeitura em seus concursos anuais de m\u00fasicas carnavalescas.<strong>\nSamba de meio-de-ano :<\/strong>\u00a0qualquer samba despretensioso aos festejos carnavalescos.<strong>\nSamba raiado:\u00a0<\/strong>uma das primeiras designa\u00e7\u00f5es recebidas pelo samba. Segundo Jo\u00e3o da Baiana 1, o samba raiado era o mesmo que chula raiada ou samba de partido-alto. Para o sambista Caninha, este foi o primeiro nome teria ouvido em casa de tia Dad\u00e1.<strong>\nSamba de partido-alto:\u00a0<\/strong>um dos primeiros estilos de samba de que se tem not\u00edcia. Surgiu no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, mesclando formas antigas (o partido-alto baiano) a outras mais modernas (como o samba-dan\u00e7a-batuques). Era dan\u00e7ado e cantado. Caracterizava-se pela improvisa\u00e7\u00e3o dos versos em rela\u00e7\u00e3o a um tema e pela riqueza r\u00edtmica e mel\u00f3dica. Cultivado apenas pelos sambistas de \u201calto gabarito\u201d (da\u00ed a express\u00e3o partido-alto), foi retomado na d\u00e9cada de 40 pelos moradores dos morros cariocas, j\u00e1 n\u00e3o mais ligado \u00e0s dan\u00e7as de roda.<strong>\nSamba-batido:\u00a0<\/strong>variante coreogr\u00e1fica do samba existente na Bahia.<strong>\nSamba de morro:<\/strong>\u00a0tradicionalmente conhecido como o samba autenticamente popular surgido no bairro do Est\u00e1cio e que teve na Mangueira, um dos seus redutos mais importantes a partir da d\u00e9cada de\u00a0<strong>Samba de terreiro:<\/strong>\u00a0composi\u00e7\u00e3o de meio de ano n\u00e3o inclu\u00edda nos desfiles carnavalescos. \u00c9 cantado fora do per\u00edodo dos ensaios de samba-enredo, servindo para animar as festas de quadra, durante as reuni\u00f5es dos sambistas, festas de anivers\u00e1rio ou confraterniza\u00e7\u00f5es.<strong>\nSamba-can\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0estilo nascido na d\u00e9cada de 30, tendo por caracter\u00edstica um ritmo lento, cadenciado, influenciado mais tarde pela m\u00fasica estrangeira. Foi lan\u00e7ado por Aracy Cortes em 1928 com a grava\u00e7\u00e3o Ai, Ioi\u00f4 de Henrique Vogeler. Foi o g\u00eanero da classe m\u00e9dia por excel\u00eancia e a tem\u00e1tica de suas letras era quase sempre rom\u00e2ntica, quando n\u00e3o assumindo um tom queixoso. A partir de 1950, teve grande influ\u00eancia do bolero e de outros ritmos estrangeiros.<strong>\nSamba-enredo:<\/strong>\u00a0estilo criado pelos compositores das escolas de samba cariocas em 1930, tendo como fonte inspiradora um fato hist\u00f3rico, liter\u00e1rio ou biogr\u00e1fico, amarrados por uma narrativa. \u00c9 o tema do samba-enredo que d\u00e1 o tom do desfile em suas cores, alegorias, adere\u00e7os e evolu\u00e7\u00f5es, pois este \u00e9 o assunto que ser\u00e1 desenvolvido pela escola durante a sua evolu\u00e7\u00e3o na avenida.<strong>\nSamba-choro:\u00a0<\/strong>variante do samba surgida em 1930 que utiliza o fraseado instrumental do choro. Entre as primeiras composi\u00e7\u00f5es no estilo, figuram Amor em excesso (Gad\u00e9 e Walfrido Silva\/1932) e Amor de parceria (Noel Rosa\/1935).<strong>\nSamba carnavalesco:<\/strong>\u00a0designa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica dada aos sambas criados e lan\u00e7ados exclusivamente para o carnaval.<strong>\nSamba de breque:<\/strong>\u00a0variante do samba-choro, caracterizado por um ritmo acentuadamente sincopado com paradas bruscas chamadas breques (do ingl\u00eas \u201cbreak\u201d), designa\u00e7\u00e3o popular para os freios de autom\u00f3veis. Essa paradas servem para o cantor encaixar as frases apenas faladas, conferindo gra\u00e7a e malandragem na narrativa. Luiz Barbosa foi o primeiro a trabalhar este tipo de samba que conheceu em Moreira da Silva o seu expoente m\u00e1ximo.<strong>\nSamba-exalta\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0samba de melodia longa e letra abordando um tema patri\u00f3tico. Desenvolveu-se a partir de 1930, durante o governo de Get\u00falio Vargas. Foi cultivado por profissionais do teatro musicado, do r\u00e1dio e do disco depois do sucesso de Aquarela do Brasil (1939) de Ary Barroso. A \u00eanfase musical recai sobre o arranjo orquestral que deve conter elementos grandiloquentes, conferindo for\u00e7a e vigor ao nacionalismo que se quer demonstrar.<strong>\nSamba de gafieira:<\/strong>\u00a0modalidade que se caracteriza por um ritmo sincopado, geralmente apenas tocado e tendo nos metais (trombones, saxofones e trompetes) a for\u00e7a de apoio para o arranjo instrumental da orquestra. Criado na d\u00e9cada de 40, o estilo, influenciado pelas \u201cbig-bands\u201d americanas, serve sobretudo para se dan\u00e7ar.<strong>\nSambalada:<\/strong>\u00a0estilo de ritmo lento, surgido nas d\u00e9cadas de 40 e 50, similar ao das m\u00fasicas estrangeiras lan\u00e7adas na \u00e9poca (como o bolero e a balada, por exemplo) tido como um produto da manipula\u00e7\u00e3o das grandes gravadoras que tinham apenas finalidade comercial.<strong>\nSambalan\u00e7o:<\/strong>\u00a0modalidade que se caracteriza pelo deslocamento da acentua\u00e7\u00e3o r\u00edtmica, inventado na metade da d\u00e9cada de 50, por m\u00fasicos influenciados por orquestras de bailes e boates do Rio e de S\u00e3o Paulo que tinham como base os g\u00eaneros musicais norte-americanos, principalmente o jazz. Pode ainda ser definido como o estilo intermedi\u00e1rio entre o samba tradicional e a bossa-nova, do qual Jorge Ben (Jor) foi o grande expoente.<strong>\nSambolero:<\/strong>\u00a0tipo de samba-can\u00e7\u00e3o comercial fortemente influenciado pelo bolero, que teve o seu apogeu tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 50. Imposto pelas grandes companhias de disco.<strong>\nSamba-jazz:<\/strong>\u00a0g\u00eanero comandado por Carlos Lyra e Nelson Luiz Barros e mais tarde cultivado por outros compositores ligados \u00e0 Bossa-Nova que buscavam solu\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas mais populares como resposta ao car\u00e1ter demasiadamente intimista de Jo\u00e3o Gilberto. Abriu espa\u00e7o para o nascimento da MPB, atrav\u00e9s dos festivais de m\u00fasica promovidos pela TV Record de S\u00e3o Paulo, durante os anos 60.<strong>\nSamb\u00e3o:<\/strong>\u00a0considerado extremamente popular e comercial, o g\u00eanero conheceu seu momento de gl\u00f3ria a partir dos anos 70, quando se pregava a volta do aut\u00eantico samba tradicional. Nada mais \u00e9 do que uma apropria\u00e7\u00e3o muitas vezes indevida e descaracterizada do conhecido samba do morro.<strong>\nSamba de moderno partido:<\/strong>\u00a0modalidade contempor\u00e2nea do g\u00eanero liderada pelo compositor Martinho da Vila, que mant\u00e9m a vivacidade da percuss\u00e3o tradicional do samba aliada a uma veia ir\u00f4nica na tem\u00e1tica de suas letras.<strong>\nSamba de embolada:<\/strong>\u00a0modalidade de samba entoado de improviso. Segundo C\u00e2mara Cascudo, citado no Dicion\u00e1rio Musical Brasileiro de M\u00e1rio de Andrade, os melhores sambas de embolada est\u00e3o em tonalidades menores.<strong>\nSamba-rumba:<\/strong>\u00a0tipo de samba influenciado pela rumba, ritmo caribenho em voga no Brasil na d\u00e9cada de 50.<strong>\nSamba-reggae :\u00a0<\/strong>misturado aos ritmos da Bahia, com forte influ\u00eancia da divis\u00e3o r\u00edtmica do reggae.<\/blockquote>\n<strong>Samba &#8211; Origem<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>samba<\/strong>\u00a0\u00e9 uma dan\u00e7a animada com um ritmo forte e caracter\u00edstico.\n\nOriginou da \u00c1frica e foi levado para a Bahia pelos escravos enviados para trabalhar nas planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar.\n\nA dan\u00e7a gradualmente perdeu sua natureza ritualista e eventualmente se tornou a dan\u00e7a nacional brasileira.\n\nNa \u00e9poca de carnaval no Rio de Janeiro que colocou o samba no mapa ocidental, os baianos das planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7ucar viajavam das aldeias at\u00e9 o Rio para as festas anuais.\n\nGradualmente a batida sutil e a nuan\u00e7a interpretativa do samba levavam-nos rua acima dan\u00e7ando nos caf\u00e9s e eventualmente at\u00e9 nos sal\u00f5es de baile, tornou-se a alma dan\u00e7a do Brasil.\n\nOriginalmente a dan\u00e7a teve movimentos de m\u00e3o muito caracter\u00edstico, derivados de sua fun\u00e7\u00e3o ritualista, quando eram segurados pequenos recipientes de ervas arom\u00e1ticas em cada uma das m\u00e3os e eram aproximadas do nariz do dan\u00e7arino cuja fragr\u00e2ncia excitava.\n\nHavia muito trabalho de solo e antes de se tornar uma dan\u00e7a de sal\u00e3o, teve passos incorporados do maxixe. Os grandes dan\u00e7arinos americanos, Irene e Castelo de Vernou, usou o samba nas suas rotinas profissionais, e assim come\u00e7ou a se espalhar.\n\nMas provavelmente foi Carmem Miranda, a brasileira mais conhecida de todos, que com tremenda vitalidade e per\u00edcia de atriz, colocou o samba como o mais excitante e contagiante do mundo.\n\nNo Brasil o desfile das escolas de samba, cresceu e o Pa\u00eds desenvolveu seu pr\u00f3prio ballet art\u00edstico com ritmo de samba e movimentos b\u00e1sicos\n\n<strong>Samba &#8211; Nascimento<\/strong>\n\nAs marchinhas faziam sucesso nos carnavais das primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Ao mesmo tempo, outras fus\u00f5es de ritmos eram experimentadas. Buscava-se uma m\u00fasica genuinamente brasileira, sem desconsiderar as influ\u00eancias europ\u00e9ias, mas valorizando os cantos e dan\u00e7as da cultura africana.\n\nO sucesso Vem c\u00e1, mulata (de Arquimedes de Oliveira e Bastos Tigre), do Carnaval de 1906, foi composto com base no g\u00eanero lundu, e homenageava, al\u00e9m da mulata \u00e9 claro, a sociedade carnavalesca Democr\u00e1ticos.\n\nEm \u00e9poca de experimentalismos, a m\u00fasica foi depois gravada como \u201ctango brasileiro\u201d, que passou a ser chamado de choro, para diferenci\u00e1-lo do g\u00eanero argentino.\n\n<strong>O primeiro samba de que se tem not\u00edcia foi composto em 1916, por Donga e Mauro de Almeida:\u00a0<\/strong>Pelo telefone. Fez grande sucesso a partir do Carnaval do ano seguinte.\n\nA inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do telefone inspirou a composi\u00e7\u00e3o, que ganhou depois v\u00e1rias vers\u00f5es satirizando pol\u00edticos e autoridades da \u00e9poca.\n\nNa d\u00e9cada de 20, o samba consolidou-se com um formato mais definido, nos morros e sub\u00farbios cariocas, afastando-se de g\u00eaneros como a marcha e o maxixe.\n\nBlocos carnavalescos ganhavam nome e import\u00e2ncia nos bairros, prenunciando as escolas de samba que conhecemos hoje.\n\nGrandes compositores come\u00e7avam a gravar seus nomes na m\u00fasica popular brasileira, como Ernesto Nazareth, Catulo da Paix\u00e3o Cearense, Sinh\u00f4, Pixinguinha, Ismael Silva, Lamartine Babo, Ary Barroso e o genial Noel Rosa, que em apenas 27 anos de vida deixou dezenas de obras-primas do samba e sucessos do Carnaval, verdadeiras cr\u00f4nicas dos costumes do Rio.\n\nApesar de apaixonado pela Vila Isabel, na m\u00fasica Palpite infeliz (1936) ele homenageia outras agremia\u00e7\u00f5es \u2013 \u201cEst\u00e1cio, Salgueiro, Mangueira, Oswaldo Cruz e Matriz\u201d \u2013 e conclama a uni\u00e3o no mundo do samba.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.carlinhosaraujo.com\/www.educacaopublica.rj.gov.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Samba, Nascimento, Origem, Principais, Sambistas, Tipos, Carnaval, Escolas, Ritmo, Escolas, Alegorias, Fantasias, Enredo, Hist\u00f3ria do Samba<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9559,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-15040","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria do Samba - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria do Samba - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Hist\u00f3ria do Samba, Nascimento, Origem, Principais, Sambistas, Tipos, Carnaval, Escolas, Ritmo, Escolas, Alegorias, Fantasias, Enredo, Hist\u00f3ria do Samba\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-12-22T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-08-31T23:19:36+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"348\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"188\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"31 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Hist\u00f3ria do Samba\",\"datePublished\":\"2015-12-22T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T23:19:36+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/\"},\"wordCount\":6212,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/Histor1.jpg\",\"articleSection\":[\"Hist\u00f3ria do Brasil\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/\",\"name\":\"Hist\u00f3ria do Samba - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/Histor1.jpg\",\"datePublished\":\"2015-12-22T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-08-31T23:19:36+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/Histor1.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/Histor1.jpg\",\"width\":348,\"height\":188},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/uncategorized\\\/historia-do-samba-2\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Hist\u00f3ria do Samba\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Hist\u00f3ria do Samba - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Hist\u00f3ria do Samba - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Hist\u00f3ria do Samba, Nascimento, Origem, Principais, Sambistas, Tipos, Carnaval, Escolas, Ritmo, Escolas, Alegorias, Fantasias, Enredo, Hist\u00f3ria do Samba","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-12-22T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-08-31T23:19:36+00:00","og_image":[{"width":348,"height":188,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"31 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Hist\u00f3ria do Samba","datePublished":"2015-12-22T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T23:19:36+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/"},"wordCount":6212,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1.jpg","articleSection":["Hist\u00f3ria do Brasil"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/","name":"Hist\u00f3ria do Samba - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1.jpg","datePublished":"2015-12-22T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-08-31T23:19:36+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1.jpg","width":348,"height":188},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-samba-2\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Hist\u00f3ria do Samba"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15040"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15040\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15041,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15040\/revisions\/15041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9559"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}