{"id":15032,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/agremiacoes-carnavalescas-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:19:29","modified_gmt":"2026-08-31T23:19:29","slug":"agremiacoes-carnavalescas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/agremiacoes-carnavalescas-2\/","title":{"rendered":"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas"},"content":{"rendered":"\n<strong>Clubes, Sociedades e Cord\u00f5es<\/strong>\n\nO primeiro Clube Carnavalesco do Rio de Janeiro foi o Congresso das Sumidades Carnavalescas, que saiu \u00e0s ruas em 1855. Contava com 80 s\u00f3cios, entre eles o escritor Jos\u00e9 de Alencar.\n\nAs fantasias, os carros, os cavalos\u2026 foi um desfile monumental, prestigiado pelo imperador.\n\nApesar de abrigar apenas membros da elite, o desfile impressionou toda a popula\u00e7\u00e3o, marcando mais um cap\u00edtulo importante em nossa hist\u00f3ria de Carnaval, pois deu origem \u00e0s primeiras sociedades carnavalescas.\n\n<strong>No dia seguinte, os jornais noticiavam:<\/strong>\u00a0\u201cRegistrou-se a maior transforma\u00e7\u00e3o do carnaval fluminense e que o tornou c\u00e9lebre e rival do carnaval de Nice, Veneza e Roma\u201d.\n\nEntre as sociedades carnavalescas destacavam-se os clubes dos Fenianos, dos Tenentes, dos Democr\u00e1ticos e dos Pierr\u00f4s da Caverna. Os bailes multiplicavam-se e ficavam cada vez mais animados.\n\nNas ruas, a cultura popular dos negros alforriados mudava a cara da cidade.\n\nOs pobres e biscateiros n\u00e3o agradavam \u00e0 elite, que os considerava \u201cvadios e sujos\u201d (ser\u00e1 que n\u00e3o aprendemos nada em um s\u00e9culo?), mas sua originalidade de buscar novos modos de ganhar a vida e a miscigena\u00e7\u00e3o cultural que promoviam foram detectados por olhos mais atentos.\n\nEles eram os pais do malandro, do homem que tem que se virar para sobreviver, personagem brasileir\u00edssimo que iria contribuir, e muito, com a nossa cultura.\n\nOs diversos tipos humanos que \u201cflanavam\u201d pelas ruas do Rio de Janeiro conferiam uma nova \u201calma\u201d \u00e0 cidade, maravilhosamente descrita pelo cronista Jo\u00e3o do Rio (pseud\u00f4nimo de Paulo Barreto, 1881-1921) no livro A alma encantadora das ruas (1908).\n\nOs cord\u00f5es carnavalescos, de ricos e pobres, traduziam essa nova alma.\n\nColoriam as ruas no Carnaval com suas fantasias, m\u00fasica, dan\u00e7a, brincadeiras e rivalidades.\n\n<strong>\u00c9 Jo\u00e3o do Rio quem os descreve:\u00a0<\/strong>Os cord\u00f5es s\u00e3o os n\u00facleos irredut\u00edveis da folia carioca, brotam como um fulgor mais vivo e s\u00e3o antes de tudo bem do povo, bem da terra, bem da alma encantadora e b\u00e1rbara do Rio.\n\n<strong>Quantos cord\u00f5es julgas que h\u00e1 da Urca ao Caju?<\/strong>\n\nMais de duzentos! E todos, mais de duas centenas de grupos, s\u00e3o inconscientemente os sacr\u00e1rios da tradi\u00e7\u00e3o religiosa da dan\u00e7a, de um costume hist\u00f3rico e de um h\u00e1bito infiltrado em todo o Brasil.\n\nA leg\u00edtima m\u00fasica de Carnaval nasceu dos cord\u00f5es.\n\nA primeira marchinha da Hist\u00f3ria foi feita sob encomenda para o cord\u00e3o Rosa de Ouro.\n\n<strong>O in\u00e9dito ritmo inspirava-se na m\u00fasica dos negros que compunham o cord\u00e3o, mas foi criado por uma mulher, branca e \u201cde boa forma\u00e7\u00e3o\u201d:<\/strong>\u00a0Chiquinha Gonzaga.\n\nA marchinha \u00d3 Abre Alas fez furor em 1899, e pode ser considerada o grande marco da virada musical que deu origem \u00e0 m\u00fasica brasileira do s\u00e9culo XX.\n\nO cord\u00e3o mais antigo a sobreviver at\u00e9 hoje \u00e9 o Cord\u00e3o do Bola Preta, fundado em 1926.\n\n<strong>Maracatu de Baque Virado ou Na\u00e7\u00e3o &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nSegundo Ascenso Ferreira, as festas em honra dos Reis Magos foram institu\u00eddas no Brasil pelos mission\u00e1rios catequistas, que encontraram nas cores distintas que caracterizavam aquelas figuras da hist\u00f3ria do Nascimento de Jesus, um ponto para a convers\u00e3o dos elementos ind\u00edgenas e negros \u00e0 f\u00e9 crist\u00e3. O Rei Bronzeado para os caboclos, o Rei Negro para os negros importados da \u00c1frica e o Rei Branco como elemento de adora\u00e7\u00e3o dos portugueses.\n\nO Rei negro era Baltazar e a ele seguiram-se adeptos, em sua grande maioria da ra\u00e7a negra, e nos seus cortejos s\u00e3o encontradas as origens do nosso atual Maracatu de Baque Virado ou Na\u00e7\u00e3o. A partir de 1888, a coroa\u00e7\u00e3o dos Reis do Congo, perdeu a sua raz\u00e3o de ser, pois, n\u00e3o existia mais a necessidade daquela \u201cautoridade\u201d para manter a ordem e a subordina\u00e7\u00e3o entre os negros que lhe eram sujeitos.\n\nEra no p\u00e1tio das igrejas que se realizava a coroa\u00e7\u00e3o dos Reis Negros, cujo cortejo, evoluindo atrav\u00e9s dos tempos, chegou at\u00e9 nossos dias, destacando-se do grupo das festas de Reis Magos (bumbas-meu-boi, chegan\u00e7as e pastoris) e entrando para os festejos carnavalescos.\n\n<strong>A palavra Maracatu, provavelmente, origina-se de uma senha combinada para anunciar a chegada de policiais, que vinham reprimir a brincadeira, a senha era anunciada pelos toque dos tambores emitindo o som:\u00a0<\/strong>maracatu\/maracatu\/maracatu. Na linguagem popular, a palavra maracatu \u00e9 empregada para expressar confus\u00e3o; desarruma\u00e7\u00e3o; fora de ordem, dando respaldo ao pressuposto da origem dessa palavra.\n\nNa \u00c1frica n\u00e3o existe nada parecido com o nosso maracatu.\n\n<strong>FORMA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nMaracatu de Baque Virado ou Na\u00e7\u00e3o, tem como seguidores os devotos dos Cultos Afro-brasileiro da linha Nag\u00f4. A boneca usada nos cortejos chama-se Calunga, ela encarna a divindade dos orix\u00e1s, recebendo em sua cabe\u00e7a os ax\u00e9s e a venera\u00e7\u00e3o do grupo. A m\u00fasica vocal denomina-se toadas e inclui versos com proced\u00eancia africana. Seu in\u00edcio e fim s\u00e3o determinados pelo som de um apito.\n\nO tirador de loas \u00e9 o cantador das toadas, que os integrantes respondem ou repetem ao seu comando. O instrumental, cuja execu\u00e7\u00e3o se denomina toque, \u00e9 constitu\u00eddo pelo gongu\u00ea, tarol, caixa de guerra e zabumbas.\n\n<strong>PERSONAGENS<\/strong>\n\n<strong>\u00c9 formado pelas seguintes figuras:<\/strong>\u00a0rei, rainha, dama-de-honra da rainha, dama-de-honra do rei, pr\u00edncipe, princesa, ministro, embaixador, duque, duquesa, conde, condessa, vassalos, damas-de-pa\u00e7o (que portam as calungas durante o desfile do maracatu), porta-estandarte, escravo sustentando a umbrela ou p\u00e1lio (chap\u00e9u-de-sol que protege o casal real e que esta sempre em movimento), figuras de animais, guarda-coroa, corneteiro, baliza, secret\u00e1rio, lanceiros, brasabundo (uma esp\u00e9cie de guarda costa do grupo), batuqueiros (percurssionistas), caboclos de pena e baianas.\n\n<strong>NOITE DOS TAMBORES SILENCIOSOS<\/strong>\n\n\u00c9 a reuni\u00e3o dos Maracatus de Tradi\u00e7\u00e3o de Baque Virado ou Na\u00e7\u00e3o, em frente a Igreja do Ter\u00e7o, no P\u00e1tio do mesmo nome. A meia noite, a um sinal os tambores param, o sil\u00eancio por si s\u00f3 j\u00e1 reverencia o momento. E, de repente, se ouve uma voz lamuriosa tirar loas em louvor a rainha dos negros NOSSA SENHORA DO ROS\u00c1RIO.\n\nEm meio ao contagiante movimento das m\u00edsticas figuras, o povo vai envolvendo-se nos passos marcados pelos tambores a atabaques. Esta tradi\u00e7\u00e3o data mais de tr\u00eas s\u00e9culos, tem em nossos dias o calor e as cores vivas de outrora.\n\nA origem desse ritual se encontra encravado nos idos do per\u00edodo colonial. Distante da terra natal, os negros pediam a prote\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora na tentativa desesperada de amenizar as dores do cativeiro cruel.\n\nA cerim\u00f4nia ritual\u00edstica da noite dos tambores silnciosos sempre acontece na segunda-feira de carnaval, a partir das vinte e tr\u00eas horas, na Igreja do P\u00e1tio do Ter\u00e7o, no bairro de S\u00e3o Jos\u00e9, no Recife.\n\n<strong>MARACATU NA\u00c7\u00c3O PERNAMBUCO<\/strong>\n\nSurge em Pernambuco uma nova gera\u00e7\u00e3o de maracatu. Foi fundado no dia 15 de dezembro de 1989, numa festa organizada no Clube Vassourinhas de Olinda, com o objetivo de difundir o maracatu.\n\nO Na\u00e7\u00e3o Pernambuco \u00e9 atualmente o grupo cultural de maior proje\u00e7\u00e3o no Estado. O Grupo gravou v\u00e1rios discos, os quais contendo apenas m\u00fasicas de maracatu, sendo os \u00fanicos no mundo.\n\nDivulgam e resgatam a hist\u00f3ria da cultura pernambucana dentro e fora do Brasil.\n\nApresentam-se durante todo ano, no segundo domingo de cada m\u00eas, com grupos convidados, no Mercado Popular Eufr\u00e1sio Barbosa no bairro do Varadouro na entrada da cidade de Olinda\n\n<strong>MARACATU DE BAQUE SOLTO OU RURAL &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nAo contr\u00e1rio dos Maracatus de Baque Virado ou Na\u00e7\u00e3o, que t\u00eam suas origens em cortejos de reis africanos, o Maracatu de Baque Solto, tamb\u00e9m chamado de Maracatu de Orquestra ou Rural, tem suas origens na segunda metade do s\u00e9culo passado e deve ser uma transfigura\u00e7\u00e3o dos grupos chamados Cambindas (brincadeira masculina, homens travestidos de mulher).\n\n<strong>Os Maracatus de Baque Solto s\u00e3o uma esp\u00e9cie de fus\u00e3o de elementos dos v\u00e1rios folguedos populares, que v\u00eam \u00e0s ruas das cidades pr\u00f3ximas aos engenhos de a\u00e7\u00facar como:<\/strong>\u00a0Goiana, Nazar\u00e9 da Mata, Carpina, Palmares, Timba\u00faba, Vic\u00eancia, etc., durante o carnaval, com caracter\u00edsticas e colorido pr\u00f3prio, garantindo sempre a presen\u00e7a nos carnavais do Recife. O cortejo do Maracatu de Baque Solto, diferencia-se primeiramente do maracatu tradicional, pela aus\u00eancia do rei e da rainha.\n\n<strong>FORMA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nUm ritmo r\u00e1pido de chocalhos, percuss\u00e3o unissonora e acelerada do surdo, acompanhada da marca\u00e7\u00e3o do tarol, do ronco da cu\u00edca, da batida cadenciada do gongu\u00ea, do barulho caracter\u00edstico dos ganz\u00e1s, um solo de trombone, e outros instrumentos de sopro que, juntos, d\u00e3o ao conjunto caracter\u00edsticas musicais pr\u00f3prias e bem diferenciadas dos maracatus tradicionais.\n\nO maracatu desfila num c\u00edrculo compacto, tendo ao centro o estandarte, rodeado por baianas, damas-de-buqu\u00ea com ramos de flores de goma, boneca (calunga) de pano ou pl\u00e1stico e caboclos de pena.\n\nRodeando este primeiro c\u00edrculo vem os caboclos de lan\u00e7a, que se encarregam de abrir espa\u00e7o na multid\u00e3o, com seus saltos e malabarismos, com as compridas lan\u00e7as, como a proteger o grupo e as lanternas de papel celofane que, geralmente vem representando o s\u00edmbolo da agremia\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>PERSONAGEM PRINCIPAL<\/strong>\n\nCom suas lan\u00e7as de mais de dois metros de comprimento, feitas de madeira com uma ponta fina e uma enorme cabeleira de papel celofane cobrindo o chap\u00e9u-de-palha, o rosto tingido de urucum ou por outras tintas, len\u00e7o estampado cobrindo a testa, camisas e cal\u00e7as de chit\u00e3o, mei\u00f5es e sapatos de lona, o Caboclo de lan\u00e7a tem o destaque de sua indument\u00e1ria na gola bordada e no surr\u00e3o.\n\nA gola de sua fantasia, feita em tecido brilhante, de cores vivas, \u00e9 totalmente rebordada com vidrilhos e lantejoulas. A gola representa o maior orgulho e a vaidade do caboclo de lan\u00e7a, sendo quase sempre confeccionado por sua companheira, durante o ano inteiro, sendo fruto de todas as suas economias.\n\nO Surr\u00e3o \u00e9 como se fosse uma bolsa, \u00e9 confeccionado em couro de carneiro, cobrindo uma estrutura de madeira, onde s\u00e3o presos chocalhos, sendo colocado na altura das n\u00e1degas, da\u00ed tamb\u00e9m chamar-se estas figuras de Bunda-alegre e Bunda-de-guiso, provocando um barulho forte e primitivo quando da evolu\u00e7\u00e3o dos caboclos de lan\u00e7a.\n\n<strong>Galo da Madrugada<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/agremi12.jpg\" alt=\"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas\" width=\"316\" height=\"188\" \/><\/strong><strong>Galo da Madrugada<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>Clube de Alegoria Galo da Madrugada<\/strong>, foi criado em dezembro de 1977, numa reuni\u00e3o de amigos do bairro de S\u00e3o Jos\u00e9 no carnaval. O assunto primordial era a diferen\u00e7a entre os carnavais antigos e o atual (daquela \u00e9poca).\n\nSegundo En\u00e9as Freire, presidente perp\u00e9tuo da agremia\u00e7\u00e3o a ideia inicial foi de se formar um clube de frevo.\n\nO clube foi fundado oficialmente em 24 de janeiro de 1978, na Rua Padre Floriano, 43, no bairro de S\u00e3o Jos\u00e9, O seu principal objetivo \u00e9 reviver as verdadeiras origens e tradi\u00e7\u00f5es do carnaval de rua. Para isso,\u00a0<strong>O Galo<\/strong>\u00a0convoca e congrega todos os seus foli\u00f5es em um grandioso e sensacional desfile, atrav\u00e9s das manifesta\u00e7\u00f5es mais espont\u00e2neas e populares, unindo clubes de frevo e grupos de mascarados, nessa grandiosa festa que se realiza todos os anos com \u00eaxito.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/agremi13.jpg\" alt=\"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas\" width=\"434\" height=\"303\" \/>\nGalo da Madrugada<\/strong><\/p>\nO desfile do\u00a0<strong>Galo da Madrugada<\/strong>\u00a0vem sendo realizado todos os anos na manh\u00e3 do s\u00e1bado de Z\u00e9 Pereira. Por tradi\u00e7\u00e3o, O Galo come\u00e7a a concentra\u00e7\u00e3o deste dia, a partir das 5:30 da madrugada, com toques de clarins anunciando a alvorada do carnaval pernambucano, al\u00e9m de uma batalha de confetes, serpentinas e uma salva de fogos, O Galo desfila pelos bairros de S\u00e3o Jos\u00e9 e Santo Ant\u00f4nio, reverenciando o frevo, juntamente com milhares de foli\u00f5es.\n\nV\u00e1rios blocos se aliam a grandiosa festa, na v\u00e9spera da sa\u00edda do Galo. O Bloco Azul\u00e3o, formado por funcion\u00e1rios do Bandepe (Banco do Estado de Pernambuco), realizam um Acorda Povo na noite de sexta-feira para a madrugada de Z\u00e9 Pereira.\n\n<strong>Outros blocos e grupos aderem ao cortejo no final do desfile do Galo, como:\u00a0<\/strong>O Rabo do Galo, a Galinha do Galo, entre outros.\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/agremi14.jpg\" alt=\"Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas\" width=\"171\" height=\"316\" \/>\nGalo da Madrugada<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>Galo da Madrugada\u00a0<\/strong>\u00e9 considerado o Maior Bloco Carnavalesco do Planeta, conforme o GUINESS BOOK, o livro dos recordes, de 1995.\n\n<strong>CLUBES DE FREVO &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nSeu cortejo muito assemelha-se as prociss\u00f5es quaresmais, de Cinzas e Fogar\u00e9us, comuns ao Recife do s\u00e9culo XVIII, trazendo o estandarte (bandeira) pr\u00f3prio das corpora\u00e7\u00f5es medievais, com seus integrantes vestindo seda, cal\u00e7as de flanela e cord\u00f5es com o distintivo da profiss\u00e3o.\n\nAs corpora\u00e7\u00f5es profissionais existentes no s\u00e9culo passado, remanescentes dos primeiros s\u00e9culos de nossa coloniza\u00e7\u00e3o, deram origem aos Clubes de Frevo ou Clubes Carnavalescos, que durante o carnaval saiam \u00e0s ruas para passear, cantando e dan\u00e7ando em visitas a casas de pessoas amigas onde comiam e bebiam, numa euforia comum \u00e0quela \u00e9poca.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159410 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Agremi3-1-300x194.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"194\" \/><strong>Clubes de Frevo<\/strong><\/p>\n<strong>FORMA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Clube Carnavalesco<\/strong>\u00a0tem o seu cortejo aberto pelos clarins, seguindo-se da diretoria, ala dos diabos, ala dos morcegos, os porta-estandartes vestidos \u00e0 Luiz XV, que se revezam empunhando o s\u00edmbolo maior da agremia\u00e7\u00e3o, presidente e dama-de-honra, damas-de-frente, fantasias de destaque do enredo, ala de passistas dois cord\u00f5es que evoluem \u201cfazendo passo\u201d em torno de todo conjunto, diretor de orquestra e orquestra.\n\n<strong>O FREVO<\/strong>\n\nA marcha que tinha em seus prim\u00f3rdios um andamento mais parecido com o dobrado, ganhou elementos inovadores da polca e da marcha militar e foi, com o passar dos anos, transformando-se no frevo pernambucano, transfigurando as antigas agremia\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XIX nos Clubes Carnavalescos dos nossos dias.\n\nO Clube chamou para si a aten\u00e7\u00e3o dos capoeiras, comuns nos desfiles das bandas militares que, fazendo complicados passos, criaram a coreografia do nosso frevo, a qual, o pernambucano denomina de passo.\n\n<strong>TRO\u00c7AS CARNAVALESCAS MISTAS<\/strong>\u00a0<strong>&#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Tro\u00e7a Carnavalesca Mista<\/strong>\u00a0\u00e9 um Clube de Frevo em menor dimens\u00e3o que sai logo no in\u00edcio da manh\u00e3, se apresenta nas ruas do centro ou do sub\u00farbio, at\u00e9 as primeiras horas da tarde.\n\n<strong>Originam-se esses grupos carnavalescos de simples brincadeiras, onde est\u00e1 impl\u00edcito o esp\u00edrito cr\u00edtico dos pr\u00f3prios foli\u00f5es, como demonstra o significado do verbo tro\u00e7ar:<\/strong>\u00a0escarnear, zombar, ridicularizar; vindo assim caracterizar a psicologia desses agrupamentos.\n\nAs Tro\u00e7as s\u00e3o divididas, pela Federa\u00e7\u00e3o Carnavalesca Pernambucana em primeira, segunda e terceira categorias, havendo outras que, por n\u00e3o estarem filiadas, n\u00e3o pertencem a quaisquer divis\u00f5es.\n\nS\u00e3o a alegria dos sub\u00farbios, chamadas por vezes de \u201clevanta poeira\u201d. Alegram o carnaval de rua, durante o dia, e, por vezes, se apresentam com mais luxo e melhores orquestras, que os pr\u00f3prios clubes carnavalescos.\n\n<strong>BLOCOS CARNAVALESCOS &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nDas manifesta\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o grande mosaico folcl\u00f3rico do carnaval do Recife, nenhum supera o lirismo dos Blocos. Ao contr\u00e1rio dos Clubes Carnavalescos, que tiveram suas origens nas corpora\u00e7\u00f5es profissionais, O Bloco Carnavalesco surgiu das reuni\u00f5es familiares dos bairros de S\u00e3o Jos\u00e9, Santo Ant\u00f4nio e Boa Vista, entre outros, como uma extens\u00e3o dos pres\u00e9pios e ranchos de reis, nos idos da d\u00e9cada de vinte, na cidade do Recife.\n\nO primeiro bloco fundado foi o Flores Brancas, em 1921, que aos dois anos de vida mudou o nome para Bloco das Flores, sua sede ficava na Pra\u00e7a S\u00e9rgio Loreto, na casa do seu fundador Salgado Filho e como diretor de sua orquestra Raul Moraes.\n\nO Bloco veio proporcionar condi\u00e7\u00f5es ao elemento feminino de participar do carnaval de rua do Recife, longe de se misturar com a massa acostumada a acompanhar os clubes de frevo.\n\nEra formado geralmente, por mo\u00e7as e senhoras da chamada classe m\u00e9dia, que, n\u00e3o podendo participar do carnaval de sal\u00e3o do Clube Recreativo Internacional e do J\u00f3quei Clube, ent\u00e3o um privil\u00e9gio das elites, sa\u00edam \u00e0s ruas protegidas por uma corda, sob severa vigil\u00e2ncia de pais, maridos, filhos, genros, noivos, amigos e familiares.\n\n<strong>FORMA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nJ\u00e1 acostumadas \u00e0s jornadas dos pastoris, dos pres\u00e9pios e das prociss\u00f5es de queima de lapinhas, o sexo feminino formava tamb\u00e9m, o coral do Bloco Carnavalesco, enquanto os homens encarregavam-se da orquestra, bem t\u00edpicas aos saraus e serenatas de ent\u00e3o, formada por viol\u00f5es, violinos, cavaquinho, banjos, bandolins, flautas, clarinetes, contrabaixo, gaitas de boca, pandeiros e percuss\u00e3o.\n\nUm apito seguido de um acorde unissonoro de toda a orquestra, anunciava o in\u00edcio da execu\u00e7\u00e3o da marcha de bloco, com sua introdu\u00e7\u00e3o instrumental, de andamento frevolento, que se seguia da parte cantada pelo coro de vozes, num andamento bem semelhante ao nosso pastoril.\n\n<strong>EVOLU\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nO Conjunto \u00e9 aberto por um cartaz (flabelo), cuja alegoria traz o nome e o s\u00edmbolo do bloco, sendo seguido da diretoria, das damas-de-frente, das fantasias de destaque, do cord\u00e3o de homens e mulheres que fazem evolu\u00e7\u00e3o procurando abrir a multid\u00e3o, coral de vozes e orquestra.\n\nGeralmente o Bloco traz um enredo no seu conjunto de fantasias, mas ao contr\u00e1rio das Escolas de Samba, as composi\u00e7\u00f5es entoadas pelo conjunto nada tem haver com a est\u00f3ria, que \u00e9 contada atrav\u00e9s das fantasias.\n\n<strong>No resgate do lirismo dos antigos blocos entre outros encontram-se:<\/strong>\u00a0Bloco da Saudade, Bloco das Ilus\u00f5es e Bloco Aurora de Amor.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.educacaopublica.rj.gov.br\/www.fundaj.gov.br\/www.artes.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas, Carnaval, Cultura, Ritmos, Desfile, Maracatu, Frevo, Clubes, Sociedade, Cord\u00f5es, Caboclinhos, Personagens, Forma\u00e7\u00e3o, Agremia\u00e7\u00f5es Carnavalescas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9742,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-15032","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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