{"id":14987,"date":"2015-12-21T00:00:00","date_gmt":"2015-12-21T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-moeda-no-brasil-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:18:54","modified_gmt":"2026-08-31T23:18:54","slug":"historia-da-moeda-no-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/historia-da-moeda-no-brasil-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil"},"content":{"rendered":"\nO\u00a0<strong>real<\/strong>\u00a0\u00e9 a moeda legal no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0desde 1994 e atualmente \u00e9 a moeda mais forte de toda a Am\u00e9rica Latina.\n\nEssa moeda sofreu muitas mudan\u00e7as devido \u00e0s crises econ\u00f4micas que o pa\u00eds passou.\n\n<strong>Origem e hist\u00f3ria<\/strong>\n\nAo longo da hist\u00f3ria o Brasil teve diferentes moedas, como consequ\u00eancia dos diversos problemas econ\u00f4micos que o pa\u00eds sofreu.\n\nDe meados do s\u00e9culo XVII at\u00e9 1942, o real era a moeda \u00fanica, at\u00e9 que uma reforma monet\u00e1ria o retirou de circula\u00e7\u00e3o. Na \u00e9poca era conhecido como \u201cr\u00e9is\u201d, o ap\u00f3cope da forma plural \u201creais\u201d.\n\nEnt\u00e3o foi imposto o cruzeiro, que foi dividido em 100 centavos e ficou em circula\u00e7\u00e3o at\u00e9 1986. Nesse ano foi estabelecido o cruzado, em circula\u00e7\u00e3o at\u00e9 1989, igualando 1.000 dos cruzeiros antigos e tamb\u00e9m dividido em 100 centavos.\n\nO cruzeiro real, equivalente a 1.000 cruzeiros, voltou em 1993 por um ano inteiro, at\u00e9 que o pa\u00eds voltou ao real, depois de muitos anos de infla\u00e7\u00e3o. Desta vez o real voltou para ficar, pela m\u00e3o de Itamar Franco, ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica, para dar ao pa\u00eds uma moeda est\u00e1vel.\n\nNa \u201cCasa de la Moneda\u201d, no Rio de Janeiro, foram impressas c\u00e9dulas de reais e distribu\u00eddas 900 milh\u00f5es de moedas, com o Governo investindo dez milh\u00f5es de d\u00f3lares para colocar essa nova moeda em circula\u00e7\u00e3o.\n\nNos anos de 1998 e 2010 foram emitidas novas s\u00e9ries com novos desenhos para melhorar a seguran\u00e7a das notas e evitar a falsifica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil &#8211; Valor<\/strong>\n\nAs primeiras transa\u00e7\u00f5es consistiam no interc\u00e2mbio de produtos (troca). posteriormente apareceu uma unidade-medida de valor.\n\n<strong>Essa moeda n\u00e3o-met\u00e1lica mudou segundo os povos:\u00a0<\/strong>gr\u00e3os, cabe\u00e7as de gado, sal, etc.\n\nA possibilidade de deteriora\u00e7\u00e3o fez com que se realizassem equival\u00eancias em pe\u00e7as met\u00e1licas (ouro, prata. bronze. cobre), que se tornaram a nova unidade-medida de valor.\n\nO valor provinha de seu peso e n\u00e3o de sua pureza nem forma.\n\nMais tarde imprimiu-se nos metais uma marca ou selo que garantia seu peso e valor; foi o nascimento da moeda, Ao que parece, teve lugar nas col\u00f4nias gregas das ilhas J\u00f4nica \u00c1sia Menor aproximadamente no s\u00e9culo VII a.C e propagou-se por todo o \u00e2mbito grego o padr\u00e3o monet\u00e1rio do dracma. Cada cidade tinha seu pr\u00f3prio sistema monet\u00e1rio.\n\nNos territ\u00f3rios asi\u00e1ticos, o padr\u00e3o monet\u00e1rio era o siclo. Na Sic\u00edlia e no sul da It\u00e1lia era o nomos em unidade superior e a on\u00e7a a unidade inferior. Na It\u00e1lia central utilizouse como padr\u00e3o a libra romana (327 g).\n\nDurante o Imp\u00e9rio romano. as moedas mas correntes foram e o aureus e o quin\u00e1ria de ouro, o den\u00e1r\u00eco e o quin\u00e1rio de prata e sest\u00e9rcio de cobre. O imperador Constantino reformo o sistema monet\u00e1rio e emitiu o solidus (soldo). O sistema monet\u00e1rio romano se estendeu no Imp\u00e9rio Bizantino e aos povos germ\u00e2nicos.\n\nNo tempo dos carolingios se centralizou a cunhagem e foram abolidas as emiss\u00f5es em ouro no s\u00e9culo X outorgo-se \u00e1s casas feudais o privil\u00e9gio da cunhagem, o que desequilibrou o mercado monet\u00e1rio.\n\nA reativa\u00e7\u00e3o comercial do s\u00e9culo XIII promove a necessidade de criar moeda solventes. Assim, Floren\u00e7a emitiu o florim de ouro, e Veneza o ducado de ouro.\n\nNos principados alem\u00e3es se estendeu o t\u00e1lero.\n\nNo final do s\u00e9culo XV e no s\u00e9culo XVI cunharam-se as primeiras moedas de cobre. Mas o ouro n\u00e3o substituiu a prata como metal monet\u00e1rio at\u00e9 o s\u00e9culo XIX. Em 1816. a Inglaterra introduziu a moeda de ouro, e seu exemplo foi seguido pela maioria dos Estados. Mas durante a Primeira Guerra Mundial, quase todas as na\u00e7\u00f5es participantes tiveram de abandonar o c\u00e2mbio em ouro A moeda met\u00e1lica em ouro e prata foi substitu\u00edda por papel moeda depois da Segunda Guerra Mundial tiveram as tentativas a partir do acordo de Brentton Woods, de conseguir a livre conversibilidade das diferentes moedas.\n\nMediante um sistema de valoriza\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o manteve-se a rela\u00e7\u00e3o das diferentes moedas com o d\u00f3lar norte-americano, que nos pa\u00edses ocidentais tomou a posi\u00e7\u00e3o de moeda base substituiu o padr\u00e3o-ouro.\n\n<strong>Cunhagem da moeda<\/strong>\n\nAt\u00e9 fins da Idade m\u00e9dia. as moedas eram cunhadas a m\u00e3o, com um troquel gravado. A cunhagem fazia-se dando uma ou mais marteladas sobre o anverso.\n\nAs primeiras m\u00e1quinas de cunhagem foram introduzidas no s\u00e9culo XV. A partir do s\u00e9culo XVII! passou-se a trabalhar tamb\u00e9m o canto da moeda, para evitar que fosse recortada.\n\n<strong>A Evolu\u00e7\u00e4o da Moeda no Brasil<\/strong>\n\n<strong>Do Descobrimento ao Reino Unido<\/strong>\n\n<strong>As Primeiras Moedas<\/strong>\n\nNo in\u00edcio do per\u00edodo colonial, o meio circulante brasileiro foi sendo formado de modo aleat\u00f3rio, com as moedas trazidas pelos colonizadores, invasores e piratas que comercializavam na costa brasileira. Assim, ao lado das moedas portuguesas, circularam tamb\u00e9m moedas das mais diversas nacionalidades, cuja equival\u00eancia era estabelecida em fun\u00e7\u00e3o do seu conte\u00fado met\u00e1lico.\n\nA partir de 1580, com a forma\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Ib\u00e9rica, verificou-se uma grande aflu\u00eancia de moedas de prata espanholas (reales), provenientes do Peru, gra\u00e7as ao com\u00e9rcio que se desenvolveu atrav\u00e9s do Rio da Prata.\n\nAt\u00e9 o final do s\u00e9culo XVII, os reales (ou reaes ou reais) espanh\u00f3is constitu\u00edram a parcela mais expressiva do dinheiro em circula\u00e7\u00e3o no Brasil.\n\nAs moedas portuguesas que aqui circulavam eram as mesmas da Metr\u00f3pole, oriundas de diversos reinados. Cunhadas em ouro, prata e cobre, essas moedas tinham os seus valores estabelecidos em r\u00e9is e possu\u00edam \u00e0s vezes denomina\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, como Portugu\u00eas, Cruzado, S\u00e3o Vicente, Tost\u00e3o, Vint\u00e9m.\n\n<strong>Moedas Contramarcadas<\/strong>\n\nA longa guerra mantida contra os espanh\u00f3is, ap\u00f3s a restaura\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia de Portugal, custou elevadas somas \u00e0 coroa portuguesa. Para conseguir os recursos necess\u00e1rios, D. Jo\u00e3o IV (1640-1656) e D. Afonso VI (1656-1667) recorreram a sucessivas altera\u00e7\u00f5es no padr\u00e3o monet\u00e1rio, determinando redu\u00e7\u00f5es nos pesos das novas moedas fabricadas e procedendo a aumentos no valor das moedas em circula\u00e7\u00e3o.\n\nPosteriormente, durante o reinado de D. Pedro II (1667-1706), tamb\u00e9m foram efetuados aumentos nos valores correntes das moedas.\n\nEm algumas ocasi\u00f5es esses aumentos foram praticados sem que fossem efetuadas altera\u00e7\u00f5es nas moedas; em outras, foram concretizados mediante a aposi\u00e7\u00e3o de contramarcas (carimbos).\n\n<strong>Marcas para Evitar o Cerceio<\/strong>\n\nA adultera\u00e7\u00e3o das moedas de ouro e prata, pela pr\u00e1tica ilegal de raspagem dos bordos para retirada do metal (cerceio), assumira propor\u00e7\u00f5es calamitosas em Portugal e nos seus dom\u00ednios, levando o rei portugu\u00eas D. Pedro II (1667-1706) a adotar v\u00e1rias medidas para impedir a sua continuidade. Dentre essas medidas encontram-se a coloca\u00e7\u00e3o de cord\u00e3o (esp\u00e9cie de serrilha em forma de cord\u00e3o) e de marca (esfera armilar coroada, aplicada junto \u00e0 orla) e a cunhagem de novas orlas nas moedas de cunhos antigos.\n\n<strong>Moedas-Mercadorias<\/strong>\n\nNos dois primeiros s\u00e9culos ap\u00f3s o descobrimento, face \u00e0 inexist\u00eancia de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria especial para a Col\u00f4nia, a quantidade de moedas em circula\u00e7\u00e3o era insuficiente para atender \u00e0s necessidades locais.\n\nPor esse motivo, diversas mercadorias foram utilizadas como dinheiro, inclusive pelo pr\u00f3prio governo, sendo comuns os pagamentos realizados em a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o, fumo, ferro, cacau e cravo, entre outros.\n\nOs escravos africanos chegados ao Brasil utilizaram em suas trocas o zimbo, concha de um molusco encontrada nas praias brasileiras e que circulava como dinheiro no Congo e em Angola.\n\n<strong>As Moedas Holandesas<\/strong>\n\nCercados pelos portugueses no litoral de Pernambuco e n\u00e3o dispondo de dinheiro para pagar seus soldados e fornecedores, os holandeses realizaram a primeira cunhagem de moedas em territ\u00f3rio brasileiro.\n\nConhecidas como \u201cmoedas obsidionais\u201d ou \u201cmoedas de cerco\u201d, estas foram tamb\u00e9m as primeiras moedas a trazerem o nome do Brasil. Face \u00e0 inexist\u00eancia de ferramentas e materiais adequados e \u00e0 urg\u00eancia do trabalho, as moedas foram feitas de forma bastante rudimentar.\n\n<strong>As Primeiras Casas da Moeda<\/strong>\n\nNas duas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XVII agravou-se a situa\u00e7\u00e3o de falta de moeda no Brasil, comprometendo o funcionamento da economia e provocando dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o nas rendas da Coroa.\n\nIn\u00fameras representa\u00e7\u00f5es, pedindo solu\u00e7\u00e3o para o problema, foram encaminhadas ao rei pelos governadores gerais e das capitanias, representantes das c\u00e2maras e membros da igreja e da nobreza. Em 1694, finalmente, D. Pedro II (1667-1706) resolveu criar uma casa da moeda na Bahia, para a cunhagem de moeda provincial para o Brasil.\n\nEm fun\u00e7\u00e3o das dificuldades e riscos do transporte, a Casa da Moeda foi transferida em 1699 para o Rio de Janeiro e no ano seguinte para Pernambuco, onde funcionou at\u00e9 1702. Em 1703, por ordem de D. Pedro II, foi instalada novamente no Rio de Janeiro, n\u00e3o mais com a finalidade de cunhar moedas provinciais, mas para transformar o ouro em moedas para o reino.\n\nForam cunhadas moedas de ouro, nos valores de 4.000, 2.000 e 1.000 r\u00e9is, e de prata, nos valores de 640, 320, 160, 80, 40 e 20 r\u00e9is. O conjunto de moedas de prata \u00e9 conhecido como s\u00e9rie das patacas, em fun\u00e7\u00e3o da denomina\u00e7\u00e3o \u201cpataca\u201d, atribu\u00edda ao valor de 320 r\u00e9is.\n\n<strong>Moedas de Cobre Angolanas<\/strong>\n\nComo as casas da moeda n\u00e3o cunharam moedas de cobre, foi autorizada a circula\u00e7\u00e3o no Brasil de moedas destinadas a Angola, fabricadas na cidade do Porto, nos valores de 10 e 20 r\u00e9is.\n\nEssas moedas eram necess\u00e1rias para as transa\u00e7\u00f5es de pequeno valor.\n\n<strong>O Ouro se Transforma em Moeda<\/strong>\n\nNa primeira metade do s\u00e9culo XVIII, a elevada produ\u00e7\u00e3o de ouro possibilitou o funcionamento simult\u00e2neo de tr\u00eas casas da moeda e a cunhagem de grande quantidade de pe\u00e7as, cujos valores e beleza testemunham a opul\u00eancia que caracterizou o per\u00edodo do reinado de D. Jo\u00e3o V (1706-1750).\n\n<strong>Inicialmente foram cunhadas, nas casas da moeda do Rio de Janeiro (1703) e da Bahia (1714), moedas id\u00eanticas \u00e0s do Reino:<\/strong>\u00a0moeda, meia moeda e quartinho, com valores faciais de 4.000, 2.000 e 1.000 r\u00e9is.\n\nO estabelecimento de uma casa da moeda em Minas Gerais foi determinado em 1720, quando da proibi\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o do ouro em p\u00f3 dentro da capitania.\n\nAl\u00e9m de moedas iguais \u00e0s cunhadas no Reino, no Rio e na Bahia, a nova casa da moeda deveria fabricar pe\u00e7as com valores nominais de 20.000 e 10.000 r\u00e9is, as quais circulariam com os valores efetivos de 24.000 e 12.000 r\u00e9is. Instalada em Vila Rica, a casa da moeda de Minas funcionou no per\u00edodo de 1724 a 1734.\n\nEm 1722 D. Jo\u00e3o V alterou a forma e o valor das moedas de ouro portuguesas, criando a s\u00e9rie dos escudos, com os valores de 12.800 r\u00e9is (dobra de 8 escudos), 6.400 r\u00e9is (dobra de 4 escudos), 3.200 r\u00e9is (dobra de 2 escudos), 1.600 r\u00e9is (escudo) e 800 r\u00e9is (1\/2 escudo). Cunhadas no Brasil a partir de 1727, essas moedas trazem no anverso a ef\u00edgie do rei. Dentro dessa s\u00e9rie foi introduzida, em 1730, a pe\u00e7a de 400 r\u00e9is (cruzadinho).\n\n<strong>Moedas de Ouro de D. Jos\u00e9 I e D. Maria I<\/strong>\n\nNos reinados de D. Jos\u00e9 I (1750-1777) e de D. Maria I (1777-1805), continuou sendo cunhada a s\u00e9rie dos escudos, com exce\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a de 12.800 r\u00e9is, cuja cunhagem havia sido suspensa por D. Jo\u00e3o V, em 1732.\n\nVoltaram tamb\u00e9m a ser fabricadas as moedas provinciais de ouro, nos valores de 4.000, 2.000 e 1.000 r\u00e9is, que n\u00e3o eram cunhadas desde 1702.\n\n<strong>Moedas da S\u00e9rie \u201cJ\u201d<\/strong>\n\nEm 1750 D. Jos\u00e9 proibiu a circula\u00e7\u00e3o de moedas de ouro nas regi\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o, considerando que as transa\u00e7\u00f5es comerciais naquelas comarcas poderiam ser realizadas com barras de ouro marcadas e ouro em p\u00f3.\n\nPara atender \u00e0s necessidades do com\u00e9rcio mi\u00fado na regi\u00e3o, mandou que as casas da moeda do Rio de Janeiro e da Bahia cunhassem moedas provinciais de prata e cobre.\n\nEm 1752, atendendo \u00e0 sugest\u00e3o do governador da capitania de Minas, determinou que fossem cunhadas tamb\u00e9m moedas de prata com os valores de 600, 300, 150 e 75 r\u00e9is, tendo em vista que os pre\u00e7os nas regi\u00f5es das minas eram estabelecidos em termos de oitavas e de seus subm\u00faltiplos, valendo a oitava de ouro 1.200 r\u00e9is. Para evitar confus\u00e3o com as moedas provinciais de prata de 640, 320, 160 e 80 r\u00e9is, em fun\u00e7\u00e3o da proximidade dos valores, nas novas moedas o escudo com as armas de Portugal foi substitu\u00eddo por um \u201cJ\u201d com uma coroa em cima.\n\n<strong>Moedas de Cobre no S\u00e9culo XVIII<\/strong>\n\nDurante o reinado de D. Jo\u00e3o V, a Casa da Moeda de Lisboa fabricou moedas de cobre de 10 e 20 r\u00e9is, especialmente destinadas ao Brasil.\n\nMoedas com esses mesmos valores foram cunhadas tamb\u00e9m pela Casa da Moeda da Bahia, que em 1729 realizou a primeira cunhagem de moedas de cobre no Brasil. Em 1730 foram enviadas para Minas moedas de cobre cunhadas em Lisboa em 1722, nos valores de 20 e 40 r\u00e9is, com pesos bastante reduzidos, as quais deveriam circular apenas naquela capitania.\n\nNo reinado de D. Jos\u00e9 I, entraram em circula\u00e7\u00e3o moedas provinciais de cobre nos valores de 5, 10, 20 e 40 r\u00e9is, cunhadas em Lisboa e no Brasil.\n\nSob o reinado de D. Maria I, n\u00e3o houve cunhagem de cobre no Brasil. As moedas foram feitas em Lisboa, mantendo inicialmente os mesmos pesos e valores do per\u00edodo anterior. Em 1799, j\u00e1 sob a reg\u00eancia de D. Jo\u00e3o, as moedas de cobre tiveram seus pesos reduzidos em cerca de 50%.\n\n<strong>Bilhetes da Extra\u00e7\u00e3o \u2013 Primeira Moeda-Papel<\/strong>\n\nA partir de 1772, a extra\u00e7\u00e3o de diamantes na regi\u00e3o do Tejuco do Serro Frio (atual Diamantina) passou a ser feita diretamente pela Coroa Portuguesa, que para isso criou a Real Extra\u00e7\u00e3o dos Diamantes.\n\nQuando havia insufici\u00eancia de recursos para o custeio das despesas, a Administra\u00e7\u00e3o dos Diamantes emitia bilhetes que eram resgatados quando chegavam os suprimentos em moeda remetidos pela Fazenda Real.\n\nNo in\u00edcio esses bilhetes tinham grande credibilidade, sendo aceitos em todas as transa\u00e7\u00f5es comerciais da regi\u00e3o.\n\n<strong>Moedas para o Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1<\/strong>\n\nEm 1748 D. Jo\u00e3o V determinou a cunhagem de moedas provinciais de ouro, prata e cobre para o Estado do Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1, no total de 80 contos de r\u00e9is. Cunhadas em 1749, pela Casa da Moeda de Lisboa, essas moedas tinham as mesmas denomina\u00e7\u00f5es e pesos das moedas provinciais brasileiras. Segundo depoimentos da \u00e9poca, a introdu\u00e7\u00e3o dessa moeda provocou grande confus\u00e3o no Estado, uma vez que os pre\u00e7os dos sal\u00e1rios e de todos os produtos estavam fixados em termos de algod\u00e3o e especiarias.\n\n<strong>Barras de Ouro e Certificados<\/strong>\n\nCom o fito de garantir a cobran\u00e7a do imposto do quinto, foram estabelecidas casas de fundi\u00e7\u00e3o nas principais regi\u00f5es aur\u00edferas do pa\u00eds, para as quais deveria ser levado todo o ouro extra\u00eddo.\n\nDepois de deduzida a quinta parte, o ouro era fundido e transformado em barras, nas quais eram registrados o ano, a marca oficial da casa de fundi\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de ordem, o t\u00edtulo e o peso do ouro. Assim legalizado, o ouro era devolvido a seu propriet\u00e1rio, acompanhado de um certificado.\n\nEssas barras tiveram ampla circula\u00e7\u00e3o no Brasil, desempenhando a fun\u00e7\u00e3o de moeda, particularmente nas capitanias do interior.\n\n<strong>A Moeda de 960 R\u00e9is<\/strong>\n\nO decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de ouro no Brasil levou D. Jo\u00e3o a proibir, em 1808, a circula\u00e7\u00e3o do ouro em p\u00f3, com o objetivo de impedir seu desvio, que acarretava grandes preju\u00edzos \u00e0 Coroa.\n\nTodo o ouro em p\u00f3 deveria ser levado \u00e0s casas de fundi\u00e7\u00e3o; as parcelas de peso equivalente ou superior a 1 on\u00e7a (28,6875 g) seriam fundidas em barras e as de peso inferior, resgatadas em moedas.\n\nPara suprir o meio circulante das regi\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o, foi autorizada a circula\u00e7\u00e3o de moedas de ouro, que estava proibida desde 1750, e a nacionaliza\u00e7\u00e3o de moedas hispano-americanas de prata.\n\nOs pesos espanh\u00f3is (8 reales), que valiam entre 750 e 800 r\u00e9is, receberam carimbo de 960 r\u00e9is, inicialmente na capitania de Minas Gerais (1808) e mais tarde na do Mato Grosso (1818). Em 1809 foi criada a moeda provincial de 960 r\u00e9is, cuja cunhagem teve in\u00edcio em 1810.\n\n<strong>Carimbos de Escudete<\/strong>\n\nPara uniformizar o meio circulante brasileiro, onde moedas do mesmo metal e do mesmo peso tinham valores diferentes, D. Jo\u00e3o determinou, em 1809, a aposi\u00e7\u00e3o de carimbo em forma de escudete nas moedas da s\u00e9rie \u201cJ\u201d, para equipar\u00e1-las \u00e0s da s\u00e9rie das \u201cpatacas\u201d, e nas moedas de cobre cunhadas antes de 1799, para duplicar seus valores.\n\n<strong>D. Jo\u00e3o, Pr\u00edncipe Regente e Rei<\/strong>\n\nD. Jo\u00e3o assumiu a reg\u00eancia em 1799, mas durante alguns anos as moedas continuaram sendo cunhadas com o nome de D. Maria I. As primeiras moedas de ouro cunhadas com a legenda \u201cJo\u00e3o Pr\u00edncipe Regente\u201d foram produzidas em 1805, antes de sua chegada ao Brasil. A eleva\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Reino Unido foi registrada nas pe\u00e7as em ouro, prata e cobre cunhadas em 1816 com a legenda \u201cJo\u00e3o, por Gra\u00e7a de Deus, Pr\u00edncipe Regente de Portugal, Brasil e Algarves\u201d.\n\nCom a aclama\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o como D. Jo\u00e3o VI, em 1818, as moedas passaram a ter as armas do Reino Unido e a legenda \u201cJo\u00e3o VI, por Gra\u00e7a de Deus, Rei de Portugal, Brasil e Algarves\u201d.\n\n<strong>Troco do Ouro em P\u00f3<\/strong>\n\nFace \u00e0 inexist\u00eancia de moedas de pequeno valor que se ajustassem ao troco de pequenas quantidades de ouro em p\u00f3, D. Jo\u00e3o estabeleceu que o mesmo fosse feito tamb\u00e9m com bilhetes impressos nos valores de 1, 2, 4, 8, 12 e 16 vint\u00e9ns de ouro, correspondendo cada vint\u00e9m a 37 e 1\/2 r\u00e9is. Emitidos em grande quantidade, esses bilhetes tiveram ampla circula\u00e7\u00e3o na capitania de Minas, integrando o seu meio circulante.\n\nPosteriormente, em fun\u00e7\u00e3o do aparecimento de grande n\u00famero de bilhetes falsificados, sua emiss\u00e3o foi suspensa. Em 1818 foram cunhadas moedas de cobre nos valores de 75 r\u00e9is e 37 e 1\/2 r\u00e9is, para a realiza\u00e7\u00e3o do troco do ouro em p\u00f3.\n\n<strong>Notas do Banco do Brasil<\/strong>\n\nA cria\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil, por meio de Alvar\u00e1 de 12 de outubro de 1808, teve por objetivo dotar a Coroa de um instrumento para capta\u00e7\u00e3o dos recursos necess\u00e1rios \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da corte. De acordo com seus estatutos, o banco deveria emitir bilhetes pag\u00e1veis ao portador, com valores a partir de 30 mil r\u00e9is. As emiss\u00f5es do Banco tiveram in\u00edcio em 1810 e a partir de 1813 foram emitidos bilhetes com valores abaixo do limite m\u00ednimo inicialmente estabelecido.\n\nEntre 1813 e 1820, as emiss\u00f5es atingiram 8.566 contos de r\u00e9is, em grande parte determinadas pelo fornecimento de moeda-papel para fazer face \u00e0s crescentes despesas da corte e da administra\u00e7\u00e3o r\u00e9gia, que anualmente excediam a receita arrecadada. A partir de 1817, os bilhetes do Banco come\u00e7aram a perder a credibilidade, sofrendo grande desvaloriza\u00e7\u00e3o.\n\nEm abril de 1821, antes de regressar a Portugal, o rei e toda a sua corte resgataram todas as notas em seu poder, trocando-as por moedas, metais e j\u00f3ias depositados no Banco, obrigando a institui\u00e7\u00e3o a suspender, a partir de julho, a conversibilidade dos bilhetes.\n\n<strong>Do Reino Unido ao Plano Real<\/strong>\n\nQuando da chegada do futuro D. Jo\u00e4o VI ao Brasil (ent\u00e3o pr\u00edncipe regente do reino de Portugal), todo o meio circulante era constitu\u00eddo de pe\u00e7as met\u00e1licas.\n\nHavia, por\u00e9m, um primeiro vest\u00edgio de papel-moeda, denominado bilhete de permuta, que era recibo de recolhimentos met\u00e1licos na Casa da Moeda, aceito para liquida\u00e7\u00e4o de transa\u00e7\u00f6es e transfer\u00edvel por endosso.\n\nA cria\u00e7\u00e4o do primeiro Banco do Brasil, em 1808, foi inspirada nas exig\u00eancias de fortalecimento dos sistemas monet\u00e1rio e financeiro. A esse Banco foi facultado o privil\u00e9gio de emitir notas representativas, com garantia de conversibilidade de 100%. Mas, para atender a exig\u00eancias da Corte, notadamente os decorrentes do financiamento de gastos militares (para sufocar movimentos revolucion\u00e1rios em Pernanbuco, em 1817, depois na Bahia e, por fim, para sustentar as lutas contra as Prov\u00edncias do Rio da Prata), o regente D. Jo\u00e4o recorreu \u00e0s facilidades de empr\u00e9stimo junto ao Banco do Brasil, de tal forma que as emiss\u00f6es se tornaram preponderantemente fiduci\u00e1rias.\n\n<strong>Moedas de Cobre<\/strong>\n\n<strong>Com a volta de D. Jo\u00e4o VI a Portugal, o pr\u00edncipe regente D. Pedro deparou-se com uma situa\u00e7\u00e4o cr\u00edtica:<\/strong>\u00a0o Tesouro achava-se em bancarrota e o Banco do Brasil encontrava-se \u00e0 beira de uma crise, que levaria posteriormente \u00e0 perda do seu direito de emiss\u00e3o. E n\u00e3o havia outras fontes de recursos para financiar as despesas governamentais.\n\nUma das medidas tomadas pelo regente foi a cunhagem de moedas de cobre pela Casa da Moeda, que ent\u00e3o se transfomaram, juntamente com notas banc\u00e1rias ainda em circula\u00e7\u00e3o, nas \u00fanicas formas de moeda no Brasil. Mas crescentes exig\u00eancias de recursos pelo Tesouro, somadas \u00e0s flex\u00edveis regras que regulavam o processo de cunhagem, conduziram \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o dessa segunda tentativa de implanta\u00e7\u00e3o de um sistema monet\u00e1rio s\u00f3lido no Pa\u00eds.\n\n<strong>Notas do Tesouro Nacional<\/strong>\n\nEm 1827, era falsa a maior parte das moedas de cobre em circula\u00e7\u00e3o, o que motivou um decreto imperial, de 27 de novembro, ordenando a troca de moedas de cobre por notas emitidas pelo Tesouro.\n\nO decreto foi de extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia, sendo a primeira autoriza\u00e7\u00e3o legal para a emiss\u00e3o de papel-moeda pelo governo. Posteriormente, o papel-moeda do Tesouro Nacional substituiria completamente as notas do Banco do Brasil. Em 1829 foi decretada a liquida\u00e7\u00e4o do primeiro Banco do Brasil e criado um novo sistema monet\u00e1rio, com notas assinadas pelo Governo, sendo proibidos todos os tipos de emiss\u00e4o.\n\n<strong>Bancos de Emiss\u00e3o e Padr\u00e3o-Ouro<\/strong>\n\n<strong>O passo seguintes foi, a partir de 1836, a cria\u00e7\u00e4o de bancos de emiss\u00e4o em v\u00e1rios Estados, sujeitos a um sistema misto definido em lei:<\/strong>\u00a0teto m\u00e1ximo e cobertura integral.\n\nA partir de 1846, sob forte inspira\u00e7\u00e4o metalista, o sistema monet\u00e1rio brasileiro retornou ao padr\u00e4o-ouro, tendo sido fixada em 1:15,625 a rela\u00e7\u00e3o legal entre o ouro e a prata. Em 1849, fortaleceu-se ainda mais a corrente metalista, implantando-se o regime monomet\u00e1lico e reduzindo as pe\u00e7as monet\u00e1rias de prata \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de moeda auxiliar. Como registra Hugon, a reforma de 1846 preparou as condi\u00e7\u00f6es favor\u00e1veis \u00e0 retomada do desenvolvimento econ\u00f4mico, que ganhou consider\u00e1vel impulso na segunda metade de s\u00e9culo e inaugurou novo per\u00edodo na hist\u00f3ria econ\u00f4mica do Pa\u00eds.\n\nO com\u00e9rcio exterior desenvolveu-se e a balan\u00e7a comercial tornou-se favor\u00e1vel, a partir de 1854 at\u00e9 o final do Imp\u00e9rio, com exce\u00e7\u00e4o de apenas quatro anos.\n\n<strong>Novo Banco do Brasil<\/strong>\n\nNo decurso deste mesmo per\u00edodo, o Banco Comercial do Rio de Janeiro e o Banco de Mau\u00e1 fundiram-se, dando origem, em 1851, a um segundo Banco do Brasil.\n\nEste adquiriu os direitos de emiss\u00e4o dos outros bancos privados, restabelecendo-se o monop\u00f3lio para a emiss\u00e4o de notas banc\u00e1rias.\n\nEste novo Banco do Brasil foi encarregado de substituir por suas notas as do Tesouro. Seu limite de emiss\u00e3o foi fixado no dobro do capital dispon\u00edvel.\n\nCom a Guerra do Paraguai (1864-70), as finan\u00e7as p\u00fablicas voltaram a se enfraquecer. O financiamento se fez atrav\u00e9s do processo emissor.\n\nO teto para emiss\u00e3o do Banco do Brasil foi elevado at\u00e9 cinco vezes em rela\u00e7\u00e3o ao capital. Em 1866, o direito de emiss\u00e3o retornou ao Tesouro. Com o fim da guerra, o ritmo de emiss\u00f6es diminuiu. Somente em 1888, restabeleceram-se condi\u00e7\u00f6es para a conversibilidade plena, com a abund\u00e2ncia de ouro. Outra reforma monet\u00e1ria foi ent\u00e3o implantada, retornando o Pa\u00eds ao regime de pluralidade de emiss\u00f5es, novamente regido pelo sistema de teto m\u00e1ximo.\n\n<strong>Voltam os Bancos de Emiss\u00e3o<\/strong>\n\nEm 1890, reimplantaram-se quatro bancos de emiss\u00e4o. Autoriza\u00e7\u00f6es para a expans\u00e4o dos empr\u00e9stimos \u00e0 ind\u00fastria, aliadas \u00e0s dificuldades econ\u00f4micas da Primeira Rep\u00fablica, ensejaram o encilhamento, que foi um per\u00edodo de forte especula\u00e7\u00e4o, cr\u00e9dito f\u00e1cil, tetos de emiss\u00e4o frequentemente ultrapassados e, em consequ\u00eancia, ampla desconfian\u00e7a p\u00fablica em rela\u00e7\u00e4o ao meio circulante.\n\nOs pre\u00e7os subiram em ritmo inusitado (Lopes, Rossetti, p.37). O ouro evadiu-se. Foi uma \u00e9poca de atividade comercial febril, criadora de riquezas ilus\u00f3rias e de nocivas especula\u00e7\u00f5es em bolsas, que lembravam as da Rua Quincampoix na \u00e9poca cr\u00edtica do sistema de Law, na Fran\u00e7a. Terminou igualmente em crise, que atingiu duramente o sistema banc\u00e1rio, com a fal\u00eancia do segundo Banco do Brasil e de outros estabelecimentos.\n\n<strong>Volta a Emiss\u00e3o ao Tesouro<\/strong>\n\nEm 1898, na virada para o s\u00e9culo XX, implantou-se importante contra-reforma, dirigida pelo metalista Joaquim Murtinho. Incineraram-se c\u00e9dulas monet\u00e1rias, a taxa de c\u00e2mbio foi valorizada e o processo emissor foi contido. Em 1900, a cobertura met\u00e1lica das emiss\u00f6es do Tesouro era de apenas 2,14%, mas, progressivamente, chegou a 32,5% em 1913. Mas, com a Primeira Guerra Mundial, interromperam-se bruscamente as condi\u00e7\u00f6es subjacentes ao fortalecimento monet\u00e1rio e ao equil\u00edbrio cambial. Entre 1914-20, as emiss\u00f6es de notas do Tesouro aumentaram 88%, enquanto o encaixe met\u00e1lico voltou a sofrer redu\u00e7\u00f6es, recuando \u00e0 taxa de 9,5% em 1920. Nova reforma monet\u00e1ria se aproximava.\n\n<strong>Volta o Banco do Brasil<\/strong>\n\n<strong>A partir de julho de 1923, o Banco do Brasil, cujas opera\u00e7\u00f6es haviam sido reativadas em 1906, reassumiu o monop\u00f3lio das emiss\u00f6es e, em 1926, para compatibiliz\u00e1-lo com as reservas met\u00e1licas do Pa\u00eds, o padr\u00e4o monet\u00e1rio foi novamente modificado:<\/strong>\u00a0o mil-r\u00e9is passou a corresponder a 200 mg de ouro.\n\nCriou-se ent\u00e3o uma Caixa de Estabiliza\u00e7\u00e3o, encarregada de operar os processos de convers\u00e3o de notas em ouro e de ouro em notas.\n\nTratava-se de um \u00f3rg\u00e3o encarregado de manter est\u00e1vel a \u00faltima decis\u00e3o do governo quanto ao lastro do sistema monet\u00e1rio. Dado o volume do meio circulante, a garantia de 200 mg de ouro por mil-r\u00e9is correspondia a uma cobertura, nos termos do sistema de reserva proporcional, de 37%.\n\nA estabiliza\u00e7\u00e4o do lastro e da garantia de convers\u00e4o durou novamente muito pouco. O sistema foi desarticulado com a Grande Depress\u00e4o dos anos 30, iniciada no final de 1929.\n\nCom a brusca queda do com\u00e9rcio mundial de caf\u00e9 e de suas cota\u00e7\u00f5es (o valor-ouro da saca de caf\u00e9 caiu 80%), tornaram-se inevit\u00e1veis o d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial e a desvaloriza\u00e7\u00e3o da taxa cambial.\n\nEsta recuou a n\u00edveis inferiores aos da taxa de convers\u00e3o, de tal forma que as reservas em ouro e em divisas da Caixa de Estabiliza\u00e7\u00e3o reduziram-se de 37% (1926) para menos de 0,5% (1931), tendo sido absorvidas pelos pa\u00edses credores ou com super\u00e1vit nas rela\u00e7\u00f5es bilaterais. A Caixa de Estabiliza\u00e7\u00e3o foi liquidada. A recomposi\u00e7\u00e1o das reservas somente ocorreria durante a Segunda Guerra Mundial, com a redu\u00e7\u00e4o das importa\u00e7\u00f6es e expans\u00e4o das exporta\u00e7\u00f6es, possibilitando a expans\u00e4o da cobertura met\u00e1lica para 45%, apesar do crescimento, na \u00e9poca, das emiss\u00f6es de papel-moeda pelo Tesouro Nacional.\n\n<strong>Surge o Cruzeiro<\/strong>\n\nNo decurso desse novo cap\u00edtulo da hist\u00f3ria da moeda no Brasil, o governo instituiu o cruzeiro, em 1942, como unidade monet\u00e1ria, no lugar do mil-r\u00e9is, mantendo por\u00e9m a equival\u00eancia entre as duas unidades monet\u00e1rias, durante o per\u00edodo de substitui\u00e7\u00e4o do meio circulante. N\u00e4o obstante o cruzeiro fosse declarado inconvers\u00edvel, o processo emissor passou a ter como freio uma garantia em ouro e em divisas convers\u00edveis de 25% do total do meio circulante. Mas este limite proporcional n\u00e4o foi respeitado e, em 1945, estabeleceu-se a liberdade de emiss\u00e4o sem limita\u00e7\u00e4o de lastro.\n\n<strong>Em 1948, o Brasil comunicou ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional, o valor do cruzeiro:<\/strong>\u00a0esse valor correspondia a Cr$18,50 por US$1.00. A partir de 1961 este padr\u00e4o foi definitivamente suspenso, ap\u00f3s sucessivas e constantes desvaloriza\u00e7\u00f6es cambiais. O sistema monet\u00e1rio tornou-se ent\u00e4o totalmente fiduci\u00e1rio, sem lastro met\u00e1lico e inconvers\u00edvel.\n\nA emiss\u00e3o do cruzeiro, desatrelada de lastros met\u00e1licos, permaneceu unificada, confiada ao Tesouro Nacional. A SUMOC, Superintend\u00eancia da Moeda e do Cr\u00e9dito, foi criada na \u00e9poca como \u00f3rg\u00e3o para implementar a pol\u00edtica monet\u00e1ria. O Banco do Brasil manteve a tradi\u00e7\u00e3o de atuar, em parte, como autoridade monet\u00e1ria e, em parte, como agente financeiro do Tesouro Nacional.\n\n<strong>Surge o Bacen<\/strong>\n\nEm 1964, foi criado o Banco Central do Brasil, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 SUMOC. Passou a ser sua privativa compet\u00eancia a emiss\u00e3o de moeda, bem como a execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os do meio circulante. O Tesouro Nacional, todavia, n\u00e3o perdeu o controle do processo emissor. O Banco Central permaneceu de fato atrelado \u00e0s autoridades fiscais, n\u00e3o conquistando independ\u00eancia operacional.\n\nO meio circulante e a emiss\u00e3o de moeda prim\u00e1ria permaneceram subordinados \u00e0s exig\u00eancias de cobertura de d\u00e9ficits resultantes das opera\u00e7\u00f5es do complexo constitu\u00eddo pelas autoridades fiscais e monet\u00e1rias.\n\n<strong>O Cruzado e a Volta do Cruzeiro<\/strong>\n\nEm fevereiro de 1986 (Decreto-lei n\u00ba 2.283) nova reforma monet\u00e1ria foi implantada no Pa\u00eds, com a cria\u00e7\u00e4o de uma nova moeda, o cruzado (Cz$). Esta reforma monet\u00e1ria, todavia, n\u00e4o implicou mudan\u00e7as substantivas no processo de aumento do meio circulante. O Banco Central n\u00e4o foi proibido de financiar o Tesouro Nacional. Este ainda continuou descarregando sobre as autoridades monet\u00e1rias as exig\u00eancias de nivelamento dos or\u00e7amentos p\u00fablicos como um todo. A austeridade emissora, requerida para a sustenta\u00e7\u00e3o de uma nova moeda forte, o cruzado, permaneceu comprometida pela n\u00e3o-extens\u00e3o da reforma monet\u00e1ria \u00e0 estrutura institucional e \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre o Banco Central e os demais centros de poder do governo central. O cruzado teve vida curta. Em 1990, foi reinstitu\u00eddo o cruzeiro.\n\n<strong>O Cruzeiro Real e o Real<\/strong>\n\nEm 1993 surgiu o cruzeiro real e, finalmente, em julho de 1994, entrou em cena o real, voltando-se a usar, no Brasil, a denomina\u00e7\u00e3o da primeira moeda que por aqui circulou.\n\n<strong>TABELA DAS ALTERA\u00c7\u00d5ES DA MOEDA BRASILEIRA<\/strong>\n\nQuadro sin\u00f3tico com hist\u00f3rico de todas as transforma\u00e7\u00f5es que passou o nosso sistema monet\u00e1rio desde 1942 (o que n\u00e3o ocorre em pa\u00edses de primeiro mundo).\n<table border=\"0\" width=\"80%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"85\" height=\"18\"><strong>Denomina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"45\" height=\"18\"><strong>S\u00edmbolo<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"87\" height=\"18\"><strong>Per\u00edodo de Vig\u00eancia<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"134\" height=\"18\"><strong>Paridade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda anterior<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"159\" height=\"18\"><strong>Extin\u00e7\u00e3o de centavos<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"232\" height=\"18\"><strong>Fundamento Legal<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"19\"><strong>Cruzeiro<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"19\">Cr$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"19\">01.11.1942 a 12.02.1967<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"19\">1.000 r\u00e9is = 1,00 cruzeiro (1 conto de r\u00e9is = 1.000 cruzeiros)<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"19\">Fra\u00e7\u00e3o do cruzeiro denominada \u201ccentavos\u201d\nfoi extinta a partir de\n01.12.1964<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"19\">Decreto-Lei n\u00ba. 4.791 de\n05.10.1942\nLei n\u00ba. 4.511 de 01.12.1964<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Cruzeiro Novo<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">NCr$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">13.02.1967 a 14.05.1970<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">1.000 cruzeiros = 1,00 cruzeiro novo<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">\u2013<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">Decreto-Lei n\u00ba. 1 de 13.11.1965Resolu\u00e7\u00e3o do BC n\u00ba. 47 de 13.02.1967<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Cruzeiro<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">Cr$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">15.05.1970 a 27.02.1986<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">1,00 cruzeiro novo = 1,00 cruzeiro<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">Fra\u00e7\u00e3o do cruzeiro denominada \u201ccentavo\u201d\nfoi extinta a partir de\n16.08.1984<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">Resolu\u00e7\u00e3o do BC n\u00ba. 144 de 31.03.1970Lei n\u00ba. 7.214 de 15.08.1984<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Cruzado<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">Cz$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">28.02.1986 a 15.01.1989<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">1.000 cruzeiros = 1,00 cruzado<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">\u2013<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">Decreto-Lei n\u00ba. 2.283 de\n27.02.1986<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Cruzado novo<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">NCz$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">16.01.1989 a 15.03.1990<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">1.000 cruzados = 1,00 cruzado novo<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">\u2013<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">MP n\u00ba. 32 de 15.01.1989,\nconvertida na Lei n\u00ba. 7.730 de 31.01.1989<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Cruzeiro<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">Cr$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">16.03.1990 a 31.07.1993<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">1,00 cruzado novo = 1,00 cruzeiro<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">\u2013<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">MP n\u00ba. 168 de 15.03.1990, convertida na Lei n\u00ba. 8.024 de 12.04.1990<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Cruzeiro Real<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">CR$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">01.08.1993 a 30.06.1994<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">1.000 cruzeiros = 1,00 cruzeiro real<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">\u2013<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">MP n\u00ba. 336 de 28.07.1993, convertida na Lei n\u00ba. 8.697 de 27.08.1993, e Resolu\u00e7\u00e3o BACEN\nn\u00ba. 2.010 de 28.07.1993<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"85\" height=\"22\"><strong>Real<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"45\" height=\"22\">R$<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"87\" height=\"22\">Desde 01.07.1994<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"134\" height=\"22\">vide notas *<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"159\" height=\"22\">\u2013<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"232\" height=\"22\">Lei n\u00ba. 8.880 de 27.05.1994 e Lei\nn\u00ba. 9.069 de 29.06.1995<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Notas<\/strong>\n\nA paridade entre o real e o cruzeiro real, a partir de 01.07.1994, \u00e9 igual \u00e0 paridade entre a URV (Unidade Valor de Real) e o cruzeiro real fixada pelo Banco Central do Brasil para o dia 30.06.1994 (CR$ 2.750,00).\n\nPortanto a convers\u00e3o de cruzeiros reais em reais deve ser feita mediante a divis\u00e3o do valor em CR$ pelo valor da URV de 2.750,00.\n\nNo caso de Convers\u00f5es de valores mais antigos (antes de 1993 \u2013 Cruzeiro Real), \u00e9 necess\u00e1rio aplica\u00e7\u00e3o de outras regras.\n\nDe qualquer forma (dependendo do caso), deve-se proceder al\u00e9m da convers\u00e3o, a atualiza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s os \u00edndices do IGP-DI \u2013 primeiro se atualiza, e depois se converte.\n\n<strong>EXEMPLO (no caso de Cruzeiro Real para o atual Real):<\/strong>\n<blockquote><strong>CR$ 2.750,00\/2.750,00\u00a0<\/strong>= R$ 1,00\n<strong>CR$ 1.000.000,00\/<\/strong>\n\n<strong>2.750,00\u00a0<\/strong>= R$ 363,64\n<strong>CR$ 2.750.000,00\/2.750,00<\/strong>\u00a0= R$ 1.000,00<\/blockquote>\nAssim, quem tinha Dois milh\u00f5es e setecentos e cinq\u00fcenta mil cruzeiros reais, passou a ter, Um mil reais.\n\n<strong>Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil &#8211; Resumo<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor192.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil\" width=\"232\" height=\"232\" \/><strong>\nHist\u00f3ria da Moeda no Brasil<\/strong><\/p>\nNo in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o, pouco se falava em\u00a0<strong>dinheiro<\/strong>, o reduzido com\u00e9rcio interno era feito na base de trocas e por isso era m\u00ednima a circula\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>moedas<\/strong>.\n\nA<strong>\u00a0unidade monet\u00e1ria<\/strong>\u00a0usada era o real portugu\u00eas, mas a primeira \u201cmoeda\u201d brasileira de fato foi o a\u00e7\u00facar, que em 1614 passou a valer como dinheiro, por ordem do governador Constantino Menelau. O valor da arroba (15 kg) de a\u00e7\u00facar branco foi fixado em 1.000 r\u00e9is, o do mascavo em 640 r\u00e9is, e o das outras esp\u00e9cies em 320 r\u00e9is. S\u00f3 os funcion\u00e1rios da administra\u00e7\u00e3o portuguesa \u00e9 que recebiam sal\u00e1rios em moeda sonante.\n\nO dinheiro vinha de Portugal, mas sua origem na verdade era a Espanha, muito mais rica em reservas met\u00e1licas devido \u00e0 maior abund\u00e2ncia de ouro e prata em seu imp\u00e9rio colonial.\n\nDurante a domina\u00e7\u00e3o de Portugal pela Espanha, de 1580 a 1640, a moeda utilizada na Col\u00f4nia brasileira era o real hispano-americano, cunhado em Potosi (Bol\u00edvia). Havia moedas de 8, 4, 2, 1 e meio reales, que correspondiam respectivamente a 160, 80, 40 e 20 r\u00e9is.\n\nEm 1624, a Holanda ocupou o nordeste brasileiro; sob seu dom\u00ednio foi realizada a primeira cunhagem de moedas em territ\u00f3rio nacional. Quadradas, pequenas, feitas em ouro e prata, surgiram em Pernambuco, em 1645. Serviam principalmente para pagar os soldados holandeses aqui estabelecidos. Expulsos os holandeses, em 1654, e j\u00e1 restaurado o reino de Portugal voltou a valer na Col\u00f4nia sua pol\u00edtica monet\u00e1ria. A partir de 1669, moedas de prata portuguesas passaram a circular no Brasil, carimbadas com um sinete real, nos valores de 80, 160, 320 e 640 r\u00e9is.\n\n<strong>A confus\u00e3o de v\u00e1rios tipos de moedas, com diversas origens e valores inst\u00e1veis, persistia, mas n\u00e3o tinha grande import\u00e2ncia, pois no per\u00edodo colonial, comerciava-se pouco:<\/strong>\u00a0o mercado interno era muito pequeno.\n\n<strong>A maioria da popula\u00e7\u00e3o era composta de escravos e colonos livres:<\/strong>\u00a0os escravos n\u00e3o podiam comprar nem vender, por sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o social, enquanto que os colonos recebiam seus pagamentos em mercadoria.\n\n<strong>Cria\u00e7\u00e3o das Casas da Moeda<\/strong>\n\nMoedas propriamente brasileiras s\u00f3 vieram a surgir no final do s\u00e9culo XVII. Salvador era ent\u00e3o a principal cidade da Col\u00f4nia, sua capital e o mais importante centro de neg\u00f3cios. Por isso foi l\u00e1 que, em 1694, os portugueses instalaram a primeira Casa da Moeda do Brasil. As moedas eram cunhadas em ouro e prata. As de ouro valiam I, 2 e 4 mil r\u00e9is.\n\n<strong>As de prata observavam uma progress\u00e3o aritm\u00e9tica de valores mais original:<\/strong>\u00a020, 40, 80, 160, 320 e 640 r\u00e9is. O povo logo Ihes deu o nome de patac\u00f5es, que tinha um certo sentido depreciativo, pois ningu\u00e9m acreditava muito no valor das moedas cunhadas no Brasil. De 1695 a 1702, foram postas em circula\u00e7\u00e3o pe\u00e7as de cobre ( 10 e 20 r\u00e9is), cunhadas na Casa do Porto e destinadas a Angola, mas aqui introduzidas por determina\u00e7\u00e3o r\u00e9gia.\n\nLogo deixou de ser vantagem para a Coroa manter a Casa da Moeda em Salvador. Com a descoberta de jazidas de ouro pelos bandeirantes e a intensa explora\u00e7\u00e3o das \u201cMinas Gerais\u201d, a fabrica\u00e7\u00e3o do dinheiro foi transferida para o Rio de Janeiro, em 1698, a\u00ed se cunhando ouro e prata nos valores j\u00e1 mencionados.\n\nEm 1700 a Casa da Moeda mudou para Pernambuco, voltando por\u00e9m ao Rio dois anos depois.\n\n<strong>Em 1714, havia duas casas da Moeda:\u00a0<\/strong>no Rio e novamente na Bahia.\n\nEm 1724 criou-se a terceira, em Vila Rica, que foi extinta dez anos mais tarde. A falta de troco era tanta que o Maranh\u00e3o chegou at\u00e9 a ter sua pr\u00f3pria moeda, fabricada em Portugal. Era feita em ouro e prata, nos valores usuais, e em cobre, valendo 5, 10 e 20 r\u00e9is.\n\nO uso do dinheiro se restringia \u00e0 faixa litor\u00e2nea, onde se situavam quase todas as cidades e se realizavam as grandes transa\u00e7\u00f5es. Nos distritos mineiros, que s\u00f3 produziam ouro e importavam tudo o que consumiam, o pr\u00f3prio ouro, cuidadosamente pesado, funcionava como moeda para o com\u00e9rcio. A economia de troca continuava prevalecendo em todo o interior brasileiro.\n\nJ\u00e1 as regi\u00f5es agr\u00edcolas apresentavam um sistema econ\u00f4mico peculiar. As fazendas, com suas legi\u00f5es de escravos, eram praticamente auto-suficientes, produzindo quase tudo que necessitavam. Nelas, o dinheiro mesmo tinha pouca import\u00e2ncia. A riqueza era avaliada com base na propriedade imobili\u00e1ria e o gado era visto como um meio de interc\u00e2mbio t\u00e3o bom como qualquer outro.\n\nAt\u00e9 a vinda da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808, o valor total das moedas que aqui circulavam n\u00e3o ultrapassava a irris\u00f3ria cifra de 10.000 contos (ou 10 milh\u00f5es de r\u00e9is).\n\n<strong>O sistema monet\u00e1rio, irracional, complicava-se cada vez mais:<\/strong>\u00a0chegaram a circular, ao mesmo tempo, seis diferentes rela\u00e7\u00f5es legais de moedas intercambi\u00e1veis. Al\u00e9m disso, ouro em barra e em p\u00f3 passava livremente de m\u00e3o em m\u00e3o, e moedas estrangeiras, algumas falsas, eram encontradas com a maior facilidade.\n\n<strong>Do Imp\u00e9rio \u00e0 Rep\u00fablica<\/strong>\n\nAo transferir-se para o Rio de Janeiro, a Corte acelerou consideravelmente o processo econ\u00f4mico. Crescendo a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio, tornou-se imprescind\u00edvel colocar mais dinheiro em circula\u00e7\u00e3o.\n\nFundou-se ent\u00e3o o Banco do Brasil, que iniciou a emiss\u00e3o de papel-moeda, cujo valor era garantido pelo seu lastro, ou seja, por reservas correspondentes em ouro. Entretanto, quando D. Jo\u00e3o VI retornou a Portugal, levou n\u00e3o s\u00f3 a Corte mas tamb\u00e9m o tesouro nacional.\n\n<strong>Golpe grave:\u00a0<\/strong>as reservas banc\u00e1rias da Col\u00f4nia reduziram-se a 20 contos de r\u00e9is. No dia 28 de julho de 1821, todos os pagamentos foram suspensos.\n\nPassou-se a emitir papel-moeda sem lastro met\u00e1lico suficiente, ocasionando a progressiva desvaloriza\u00e7\u00e3o do dinheiro.\n\nAssim, quando D. Pedro I se tornou imperador do Brasil em 1822, encontrou os cofres vazios e uma enorme d\u00edvida p\u00fablica. A independ\u00eancia brasileira come\u00e7ava praticamente sem fundos. Sob D. Pedro II a situa\u00e7\u00e3o melhorou um pouco, devido ao aumento da produ\u00e7\u00e3o industrial, ao caf\u00e9, e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de ferrovias e estradas, que permitiam um escoamento mais eficiente das riquezas.\n\nA desvaloriza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, j\u00e1 era um mal cr\u00f4nico e as crises financeiras se sucediam. S\u00f3 em 1911 \u2013 em plena Rep\u00fablica \u2013 \u00e9 que o dinheiro brasileiro registrou sua primeira alta no mercado internacional.\n\n<strong>De l\u00e1 para c\u00e1, muita coisa mudou na economia brasileira, inclusive a moeda, que trocou v\u00e1rias vezes de nome:\u00a0<\/strong>ao r\u00e9is sucedeu, em 1942, o cruzeiro (e as subdivis\u00f5es em centavos), que em 1967 se transformou em cruzeiro novo, valendo mil vezes o antigo. Tr\u00eas anos depois. voltou a ser apenas cruzeiro, que 1986 passou a chamar-se cruzado, que em 1989 passou a chamar-se cruzado novo, que em 1990 voltou a chamar-se cruzeiro, que em 1993 passou a chamar-se cruzeiro real, que por sua vez passou a chamar-se em 1994 real.\n\n<strong>MOEDAS DO MUNDO<\/strong>\n\nQuando a divis\u00e3o social do trabalho ainda n\u00e3o havia atingido grandes propor\u00e7\u00f5es e as sociedades eram menores, os homens podiam trocar diretamente sua mercadoria por outra de que necessitassem. Assim, se algu\u00e9m tinha l\u00e3 e precisava de couro, procurava quem possu\u00edsse couro e quisesse troc\u00e1-lo por l\u00e3. Como a possibilidade de troca dependia do grau de utilidade da mercadoria para cada pessoa, as trocas tornavam-se mais dif\u00edceis com o crescimento das comunidades. Era preciso encontrar um meio de troca, uma mercadoria que fosse aceita por todos. Esse meio de troca \u00e9 a moeda.\n\nPara que uma mercadoria seja aceita como moeda \u00e9 preciso que haja um acordo entre os participantes do mercado. Conchas, peles, sal, gado, cereais, metais, serviram como moeda em \u00e9pocas diferentes.\n\nSempre que uma mercadoria passava a ter valor de dinheiro, sua Procura aumentava. Ela devia ser acumulada para pagar d\u00edvidas, sal\u00e1rios, etc. Por isso devia ter certas caracter\u00edsticas f\u00edsicas, como n\u00e3o se deteriorar e ser f\u00e1cil de transportar e dividir. Dentre todas as mercadorias-moeda usadas, o ouro e a prata foram as que melhor se prestaram a essa finalidade.\n\nDurante muito tempo os metais preciosos foram usados como meio de troca em forma de barras, lingotes, ou em p\u00f3, sem nenhum controle exterior ao dos participantes do mercado.\n\nEm \u00e9pocas que variaram para cada sociedade, o Estado passou a afixar seu selo na unidade monet\u00e1ria, de modo a torn\u00e1-la oficial. Essa pr\u00e1tica \u2013 a cunhagem da moeda \u2013 evitava sua falsifica\u00e7\u00e3o.\n\nO primeiro povo a usar moedas cunhadas foram os l\u00eddios, da \u00c1sia Menor, por volta do s\u00e9culo VII a.C.\n\nMas, segundo alguns autores, os chineses teriam utilizado moedas em tempos anteriores. As moedas primitivas tinham formas irregulares e eram cunhadas com estampas r\u00fasticas. Em certo per\u00edodo de sua hist\u00f3ria, os chineses adaptavam a forma de suas moedas \u00e0 mercadoria que precisava ser comprada. Assim, a moeda destinada a comprar roupa era cunhada com a forma do corpo humano.\n\nAt\u00e9 recentemente, o valor da moeda dependia do valor do metal de que era feita.\n\n<strong>Atualmente, a maioria dos pa\u00edses usa moedas nominais<\/strong>: elas trazem estampado no metal seu valor e este n\u00e3o equivale ao valor do metal de que s\u00e3o feitas. Mas o governo garante seu valor de troca.\n\nAs moedas de metal s\u00e3o hoje substitu\u00eddas, em grande escala, pelo papel-moeda, mais f\u00e1cil de se carregar. Os pagamentos podem ser feitos tamb\u00e9m com cheques, emitidos por bancos autorizados pelo governo.\n\nAs pessoas depositam o dinheiro de que n\u00e3o necessitam imediatamente nos bancos e, atrav\u00e9s de cheques, podem efetuar pagamentos ou retirar seu dinheiro.\n\nAtualmente o uso das moedas \u00e9 controlado pelo governo de cada pa\u00eds. Cabe-lhe decidir qual a unidade b\u00e1sica de moeda em circula\u00e7\u00e3o, que papel-moeda deve ser feito e que metal deve ser empregado para fabricar moedas. O valor nominal da moeda est\u00e1 relacionado ao seu valor de compra.\n\nO seu valor real depende da quantidade de mercadoria que pode ser comprada com ela. Se esse valor real cai, isto \u00e9, se a quantidade de mercadorias que se compra com ela \u00e9 menor do que em tempos normais, diz-se que h\u00e1 infla\u00e7\u00e3o.\n\nMercadoria que serve de equivalente geral para todas as mercadorias. Bem de troca aceito numa comunidade de pagamentos. Reserva de valor. Liga\u00e7\u00e3o entre o presente e o futuro.\n\nEsta s\u00e9rie de defini\u00e7\u00f5es reflete a dificuldade em conceituar a \u201cmoeda\u201d (do latim, moneta) ou seu sin\u00f4nimo \u201cdinheiro? (da express\u00e3o denarius, uma das moedas romanas).\n\n<strong>A moeda desempenha v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es na economia de um pa\u00eds:<\/strong>\u00a0instrumento de troca, reserva de valor, medida comum do calor dos bens, padr\u00e3o de pagamentos futuros.\n\nSeu aparecimento foi uma conseq\u00fc\u00eancia do desenvolvimento do fen\u00f4meno da troca ou permuta de bens e servi\u00e7os.\n\n<strong>Do boi ao ouro<\/strong>\n\n<strong>Antes que a moeda aparecesse. os povos escolhiam, para suas transa\u00e7\u00f5es comerciais, produtos naturais ou fabricados que lhes eram familiares:\u00a0<\/strong>assim, serviam de dinheiro as peles de animais entre os ca\u00e7adores, peixe entre os pecadores, produtos da terra entre os agricultores.\n\n<strong>Na \u201cIl\u00edada\u201d de Homero \u00e9 citado o boi como moeda da \u00e9poca:<\/strong>\u00a0s\u00e9culo VIII a.C.\n\nE foi do gado (em latim, pecus) que vieram as palavras pec\u00fania e pec\u00falio.\n\nQuando se tornou necess\u00e1rio adotar um instrumento de troca menos perec\u00edvel e menos volumoso que as mercadorias e objetos de uso Pensou-se logo num artigo apreciado por todos.\n\n<strong>Assim o ouro passou a ser o metal monet\u00e1rio por excel\u00eancia, embora outros tamb\u00e9m tivessem curdo como moeda:<\/strong>\u00a0a prata o cobre, o n\u00edquel, etc.\n\nEssas moedas eram, de in\u00edcio unidades de peso. Tinham a forma de barras irregulares e, para serem utilizadas nas transa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o dispensavam a balan\u00e7a.\n\nMuitas das moedas atuais lembram essa particularidade no pr\u00f3prio nome. libra, peso, peseta\u2026\n\nAlguns comerciantes, entretanto para evitar o trabalho de pesagem, come\u00e7aram gravar nas barras as suas marcas e o peso de cada uma, de tal modo que pudessem ser reconhecidas e recebidas em confian\u00e7a.\n\nEssa origem da moeda Fiduci\u00e1ria, ou dinheiro de confian\u00e7a, como diz a palavra fiduci\u00e1ria (confian\u00e7a).\n\nAs Falsifica\u00e7\u00f5es no peso marcado levaram as autoridades a fazer a moeda em forma de discos cunhados dos lados e em toda a superf\u00edcie. A cunhagem da moeda pelo Estada data provavelmente do s\u00e9culo VII a.C., mas n\u00e3o se sabe a quem atribuir essa iniciativa. Talvez a Giges, rei da L\u00eddia \u2013 grande,reino da \u00c1sia Menor.\n\n<strong>Do ouro ao papel<\/strong>\n\nAos poucos a moeda oficial se expandiu por toda parte e, no s\u00e9culo III a.C., era de uso corrente em todo o mundo o civilizado. Mais tarde os primeiros grandes comerciantes \u2013 especialmente os grandes ourives da Idade M\u00e9dia \u2013 e tamb\u00e9m os primeiros banqueiros passaram a fornecer um bilhete (ou recibo) \u00e0s pessoas que depositavam valores e moedas de ouro em seus cofres. Com o tempo, notaram que esses bilhetes circulavam livremente. Quase ningu\u00e9m retirava o ouro depositado. Surgiram ent\u00e3o outros bilhetes que emitidos como promessa de pagamento, pois podiam ser trocados por ouro quando desejasse seu possuidor. A esse recibo convers\u00edvel se d\u00e1 o nome de moeda-papel.\n\nMuitos banqueiros, por\u00e9m, abusando da confian\u00e7a e raciocinando que n\u00e3o era necess\u00e1rio ter 100% da reserva em ouro passaram a emitir em quantidade, de sorte que os bilhetes n\u00e3o mais ofereciam garantia de convers\u00e3o em ouro. Essa nota desvalorizada chama-se modernamente de papel-moeda, cuja circula\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o s\u00e3o asseguradas por lei. Possui, pois, um valor legal, sem qualquer direito de conversibilidade em metal.\n\n<strong>A teoria econ\u00f4mica distingue, portanto, em resumo, dois tipos de moedas:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. Moeda met\u00e1lica:\u00a0<\/strong>Moedas de ouro ou prata (ou moeda-mercadoria); e moedas division\u00e1rias (ou moedas de troco).<strong>\n2. Moeda fiduci\u00e1ria:\u00a0<\/strong>Moeda-papel (ou bilhete de banco), convers\u00edvel em metal; moeda escritural (ou moeda banc\u00e1ria), constitu\u00edda por cheques, ordens de pagamentos, t\u00edtulos de cr\u00e9dito, etc.<\/blockquote>\nO valor da moeda est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o com a quantidade de bens e servi\u00e7os que ela pode pagar, uma vez que os valores monet\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o mais medidos pelo padr\u00e3o-ouro.\n\n<strong>Eis algumas das moedas do mundo:<\/strong>\n<blockquote><strong>Libra esterlina:<\/strong>\u00a0\u00c9 a moeda inglesa que, ao contr\u00e1rio das outras, n\u00e3o seguia o sistema decimal at\u00e9 1970, ano em que passou a ser dividida em cents, ao inv\u00e9s de 20 xelins (shillings) e 12 pence (Plural de penny). Provavelmente, a primeira cunhagem de libras esterlinas remonta ao reinado de Ricardo II, em 1190. A palavra \u201cesterlina\u201d vem de steora ou star (estrela), ou talvez do nome da fam\u00edlia Esterlings, habilidosos na cunhagem de ouro.<strong>\nD\u00f3lar:<\/strong>\u00a0\u00c9 a moeda norte-americana, de fundamental import\u00e2ncia no mercado internacional. Seu nome deriva da palavra alem\u00e3 taler, moeda mandada cunhar na Bo\u00eamia em 1517, com prata da mina de Saint Joachimsthal (vale de S\u00e3o Joaquim), e que de in\u00edcio eram chamadas de Joachimstaler.<strong>\nLira:<\/strong>\u00a0O dinheiro italiano \u00e9 um dos mais antigos em circula\u00e7\u00e3o. Seu nome vem do latim libra, equivalente ao peso de 8 on\u00e7as (1 on\u00e7a = 30 g). A primeira cunhagem foi ordenada por Carlos Magno, em 790. Naquela \u00e9poca tinha tanto valor que era poss\u00edvel viver com uma lira por todo um ano. Depois esse valor se foi depreciando enquanto o uso se estendia por toda a It\u00e1lia. Napole\u00e3o Bonaparte l\u00e1 chegou, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado decidiu unificar a moeda, pois existiam liras romanas, florentinas, v\u00eanetas, etc. Assim, em 1806 surge a primeira lira italiana, com o peso de 5 g de prata.<strong>\nFranco:<\/strong>\u00a0Tem mais de 600 anos, pois foi em 1360 que o Rei Jo\u00e3o II, da Fran\u00e7a, fez cunhar uma moeda que representava o soberano a cavalo e armado. Foi chamada de franc a cheval, isto \u00e9, Franco a cavalo, por causa da inscri\u00e7\u00e3o Francorum Rex (Rei dos Francos) que trazia gravada. Existiam tamb\u00e9m os franc a pied, que representavam o rei a p\u00e9.<strong>\nRublo:<\/strong>\u00a0A primeira cunhagem de moedas met\u00e1licas na R\u00fassia remonta ao s\u00e9culo Xll. Um s\u00e9culo depois, foi adotada uma moeda de prata chamada rublo, nome provavelmente derivado da palavra russa rubl (do verbo rubitj, cortar). De fato, o antigo rublo era um peda\u00e7o de prata sem cunhagem, que servia para o c\u00e1lculo do valor das transa\u00e7\u00f5es. A primeira cunhagem regular do rublo (o chamado rublo-escudo) foi no s\u00e9culo XVII.<strong>\nMarco<\/strong>: O nome da moeda alem\u00e3 procede da palavra medieval marc, que significa sinal (marco ou marca). Inicialmente foi uma unidade de peso, com o valor de 8 on\u00e7as. Nos fins do s\u00e9culo X, o marco surge como moeda nos pa\u00edses da Europa ocidental, especialmente na Inglaterra. Na Alemanha, fala-se dele pela primeira vez num documento de 1088-1092, mas \u00e9 muito prov\u00e1vel que tenha sido adotado antes disso. A partir do s\u00e9culo XIII, o dinheiro de ouro ou prata mais usado nos reinos germ\u00e2nicos foi o marco de Col\u00f4nia ou marco imperial.<strong>\nZloty:<\/strong>\u00a0Este \u00e9 o nome da moeda polonesa. \u00c9 \u00fanico que faz refer\u00eancia ao ouro. Pois a palavra significa literalmente dourado.<\/blockquote>\nPe\u00e7a met\u00e1lica (ouro, prata. cobre e. atualmente. metais de pouco valor) cunhada pela autoridade monet\u00e1ria de um pa\u00eds. cujo valor (seja intr\u00ednseco ou convencionado) serve como medida para fixar o pre\u00e7o dos bens e como meio de pagamento nos interc\u00e2mbios comerciais.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.globalexchange.es\/www.ufrgs.br\/www.globalexchangebrasil.com.br\/www.jcpaes.hpg.ig.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil, Dinheiro, Mundo, Unidade, Monet\u00e1ria, Evolu\u00e7\u00e3o, Tipos, Casas, Mundo, Valor, Banco, Origem, Hist\u00f3ria da Moeda no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9552,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14987","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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