{"id":14985,"date":"2015-12-21T00:00:00","date_gmt":"2015-12-21T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-industria-brasileira-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:18:53","modified_gmt":"2026-08-31T23:18:53","slug":"historia-da-industria-brasileira-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/historia-da-industria-brasileira-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira"},"content":{"rendered":"\n<strong>Primeiras Ind\u00fastrias<\/strong>\n\nDesde o in\u00edcio as atividades industriais come\u00e7aram a surgir, traduzidas em diversas pequenas empresas produtoras de materiais de constru\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Essas primeiras ind\u00fastrias apresentavam tr\u00eas caracter\u00edsticas principais:<\/strong>\u00a0sua produ\u00e7\u00e3o era voltada para o mercado local; utilizavam mat\u00e9rias primas provenientes do setor prim\u00e1rio, e, possu\u00edam um baixo grau de mecaniza\u00e7\u00e3o, estando portanto mais pr\u00f3ximas da manufatura do que propriamente da ind\u00fastria que conhecemos hoje.\n\nAssim, surgiram grandes estabelecimentos que fabricavam uma ampla gama de produtos, que iam da cer\u00e2mica \u00e0s bebidas e cart\u00f5es postais, do processamento de fumos \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de balas e bombons.\n\nT\u00edpicas representantes dessa fase foram as empresas Lunardi &amp; Machado, o Estabelecimento Industrial Mineiro, de Paulo Simoni, e o Emp\u00f3rio Industrial, de Ant\u00f4nio Teixeira Rodrigues, Conde de Santa Marinha.\n\nPara atender \u00e0 demanda da popula\u00e7\u00e3o que chegava, atra\u00edda pelo gigantesco empreendimento e pelas possibilidades econ\u00f4micas da nova Capital, proliferaram os pequenos empreendimentos industriais voltados para o consumo popular.\n\nEram pequenas f\u00e1bricas de carro\u00e7as, artigos de vestu\u00e1rio, padarias, cer\u00e2micas, f\u00e1bricas de arreios, curtumes, tipografias, caldeirarias, funilarias, cervejarias, enfim, tudo que suprisse as necessidades da crescente popula\u00e7\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor111.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"357\" height=\"397\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira<\/strong><\/p>\n<strong>O mercado consumidor era promissor:<\/strong>\u00a0as centenas de funcion\u00e1rios p\u00fablicos e suas fam\u00edlias, com n\u00edvel salarial relativamente alto, garantidos pelo er\u00e1rio p\u00fablico.\n\nNa medida que a cidade se estruturava e os meios de transporte e comunica\u00e7\u00f5es tornavam poss\u00edvel o interc\u00e2mbio entre Belo Horizonte e as demais regi\u00f5es do Estado e do Pa\u00eds, o setor industrial foi se desenvolvendo, baseado principalmente no pequeno capital duramente amealhado pelos imigrantes \u2013 italianos, portugueses, espanh\u00f3is e de outras nacionalidades (em menor escala ) \u2013 e nos incentivos oferecidos pela Prefeitura.\n\nOs Prefeitos Municipais cuidaram de incentivar o estabelecimento de ind\u00fastrias para fortalecer a economia da cidade e concretizar o objetivo do governo mineiro de transformar a nova Capital no centro din\u00e2mico da economia estadual.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor110.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"320\" height=\"188\" \/>\n<strong>Emp\u00f3rio Industrial, de Ant\u00f4nio Teixeira Rodrigues,\nConde de Santa Marinha (1895)\nCol. Prof. Martin Francisco<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"355\" height=\"227\" \/>\n<strong>Cart\u00e3o Postal da F\u00e1brica de Ladrlhos Lunardi, \u00e0 rua dos Caet\u00e9s, 137<\/strong><\/p>\nJ\u00e1 em 1902, o Prefeito Bernardo Monteiro baixou o Decreto n.\u00ba 1.516, \u201cregulando a concess\u00e3o de terrenos a ind\u00fastrias, associa\u00e7\u00f5es e a venda a particulares\u201d.\n\n<strong>Na apresenta\u00e7\u00e3o do Decreto ao Conselho Consultivo, o Prefeito, numa inspira\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica, augura um pr\u00f3spero futuro industrial para Belo Horizonte:<\/strong>\n<blockquote>\u201cA necessidade de desenvolver ind\u00fastrias incipientes e de criar novas, imp\u00f5e-se ao esp\u00edrito dos que desejam o engrandecimento da Capital, e assim obedecem ao pensamento do legislador, que decretou a sua edifica\u00e7\u00e3o, desejoso de abrir um novo centro de trabalho, onde o com\u00e9rcio e a ind\u00fastria encontrassem campo vasto para se auxiliarem numa reciprocidade de favores, que oferecesse garantias eficazes de futuro certo e seguro.\n\nAl\u00e9m do concurso permanente que nela mora \u2013 o funcionalismo p\u00fablico \u2013 para o seu aformoseamento e valoriza\u00e7\u00e3o, entendi de meu dever atrair o capital estrangeiro, para isso fazendo concess\u00f5es, que surtindo o desejado efeito, me permitem anunciar o pr\u00f3ximo estabelecimento de uma importante f\u00e1brica, o in\u00edcio portanto de um novo per\u00edodo de esfor\u00e7os e engrandecimento da cidade, que com verdadeiro prazer, verifico todos os dias.\n\nEmbora n\u00e3o seja a Capital um n\u00facleo bastante populoso, a sua situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a diversas zonas do Estado, j\u00e1 consider\u00e1veis mercados de consumo, legitima a possibilidade de ser ela um centro industrial.\u201d<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"284\" height=\"169\" \/>\n<strong>A Industrial de Garcia de Paiva e Pinto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor5.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"263\" height=\"162\" \/>\n<strong>Serraria Souza Pinto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor6.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"256\" height=\"156\" \/>\n<strong>Companhia Industrial Belo Horizonte<\/strong><\/p>\nCom a mudan\u00e7a da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, quando a minera\u00e7\u00e3o estava em franca decad\u00eancia, foram tomadas v\u00e1rias medidas com o objetivo de aumentar a riqueza nacional, inclusive incentivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial. A abertura dos portos \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, a concess\u00e3o de privil\u00e9gios industriais a quem criasse inventos e maquinismos, o estabelecimento de um C\u00f3digo de Minas e at\u00e9 mesmo investimentos diretos da Coroa foram feitos.\n\nTodas as atividades econ\u00f4micas continuavam a ser feitas pelos escravos africanos e seus descendentes, enquanto o tr\u00e1fico se ampliava.\n\n<strong>A necessidade de instrumentos para a minera\u00e7\u00e3o e a lavoura, e o min\u00e9rio de ferro abundante levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas f\u00e1bricas de ferro<\/strong>: Morro Pilar, no Distrito Diamantino, F\u00e1brica de Ferro de S. Jo\u00e3o de Ipanema, perto de Sorocaba e a F\u00e1brica Patri\u00f3tica, em Congonhas, MG. Seus criadores \u2013 Manoel Ferreira da C\u00e2mara, o Intendente dos Diamantes, o Bar\u00e3o Willelm von Eschwege, e Francisco Adolfo de Varnhagen \u2013 lan\u00e7aram as sementes da ind\u00fastria sider\u00fargica no Brasil.\n\n<strong>O Problema Energ\u00e9tico<\/strong>\n\nAl\u00e9m dos fatores mercado e capital, tamb\u00e9m a oferta de energia el\u00e9trica era fundamental para que se cumprisse a profecia de Bernardo Monteiro.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor7.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"319\" height=\"197\" \/>\n<strong>Edif\u00edcio da Distribuidora de Eletricidade &#8211; Belo Horizonte<\/strong><\/p>\nA primeira iniciativa partiu da Comiss\u00e3o Construtora, j\u00e1 ent\u00e3o sob a lideran\u00e7a do Eng.\u00ba Francisco Bicalho, que em fins de 1896 deu in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Freitas, aproveitando uma queda d`\u00e1gua do Ribeir\u00e3o Arrudas.\n\nO Governo contratou a Cia. Mineira de Eletricidade, de Bernardo Mascarenhas, pioneiro na eletrifica\u00e7\u00e3o urbana em Minas Gerais, iniciando-se as obras em mar\u00e7o de 1897.\n\nEssa primeira Usina aproveitava uma queda d\u00b4\u00e1gua muito reduzida, o que condicionava sua pequena produ\u00e7\u00e3o.\n\nEm 1905, com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto n.\u00ba 1.833, teve in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o de uma nova Usina, a do Rio das Pedras, localizada no munic\u00edpio de Itabirito, \u00e0s margens do Rio das Velhas.\n\nEssas duas unidades supriram Belo Horizonte de energia el\u00e9trica p\u00fablica, residencial e industrial at\u00e9 1911.\n\nDe 1912 a 1928 os servi\u00e7os de eletricidade estiveram arrendados \u00e0 Empresa de Eletricidade e Via\u00e7\u00e3o Urbana de Minas Gerais, quando passaram para a esfera do Departamento de Eletricidade.\n\n<strong>A Prefeitura forneceu energia gratuita a diversas ind\u00fastrias durante um longo per\u00edodo:<\/strong>\u00a0de 1902 a 1916.\n\n<strong>Os contratos de doa\u00e7\u00e3o de terrenos, isen\u00e7\u00e3o de impostos e taxas e fornecimento gratuito de energia el\u00e9trica foram firmados com as mais importantes ind\u00fastrias da cidade, como:<\/strong>\u00a0F\u00e1brica de Punhos e Colarinhos, de Jo\u00e3o Idelfonso da Silva 1, Cia. Industrial Belo Horizonte, Tavares &amp; Cia, Carlos Fornaciari &amp; Filhos, Cia. Minas Fabril, Jayme Salse, Estabelecimento Industrial Mineiro, Lunardi &amp; Machado, Domingos Mucelli, e in\u00fameros outros.\n\nOs contratos, com dura\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de 10 anos, chegaram a representar 20% da arrecada\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio.\n\nEm 1916 o Prefeito Corn\u00e9lio Vaz de Melo decide encerrar essa era de benesses aos empres\u00e1rios industriais, denunciando contratos e n\u00e3o mais renovando-os.\n\n\u201cOs favores concedidos \u00e0s ind\u00fastrias n\u00e3o correspondem, segundo penso, aos sacrif\u00edcios que com eles faz a Prefeitura. (\u2026) Com a energia el\u00e9trica \u00e0s ind\u00fastrias, despende a Prefeitura quantia superior \u00e0 or\u00e7ada.\u201d (\u2026)\n\n\u201cA for\u00e7a motriz para ind\u00fastrias continua a ser em n\u00famero de 106 liga\u00e7\u00f5es, sendo 26 por concess\u00e3o da Prefeitura e 80 liga\u00e7\u00f5es particulares.\u201d\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor81.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"249\" height=\"156\" \/>\n<strong>F\u00e1brica de Punhos e Colarinhos<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor91.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"318\" height=\"153\" \/>\n<strong>F\u00e1brica de Malhas Tavares e Cia.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor101.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira\" width=\"321\" height=\"183\" \/>\n<strong>Grande F\u00e1brica de Cerveja Polar, hoje, Antartica Mineira<\/strong><\/p>\n<strong>IND\u00daSTRIA:<\/strong>\u00a0A FOR\u00c7A DO BRASIL\n\nA\u00a0<strong>Revolu\u00e7\u00e3o de 1930\u00a0<\/strong>foi um divisor de \u00e1guas no processo brasileiro de industrializa\u00e7\u00e3o. Com Get\u00falio Vargas na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica tem in\u00edcio o reconhecimento de uma realidade industrial, traduzida na cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho, das leis sociais e de sindicaliza\u00e7\u00e3o.\n\nO Presidente Get\u00falio Vargas prestigiava as lideran\u00e7as do setor industrial, como Euvaldo Lodi, Roberto Simonsen e Am\u00e9rico Ren\u00ea Giannetti, que colaboraram com o governo na elabora\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o reguladora do trabalho, na montagem da estrutura sindical e na defini\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica.\n\nAtrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o em \u00f3rg\u00e3os como o Conselho Federal de Com\u00e9rcio Exterior (1934) e o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Industrial e Comercial (1944), essas lideran\u00e7as participaram do planejamento econ\u00f4mico do pa\u00eds e, pela primeira vez, o desenvolvimento industrial passou a ser considerado essencial \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da soberania nacional.\n\nEm 1933, pela primeira vez na hist\u00f3ria do Brasil, o valor da produ\u00e7\u00e3o industrial superou o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Embora esse resultado fosse influenciado pela Grande Depress\u00e3o norte americana, o maior dinamismo do setor industrial nunca mais foi suplantado pelo agr\u00edcola. A d\u00e9cada de 1930 foi o in\u00edcio da transforma\u00e7\u00e3o do Brasil, de pa\u00eds essencialmente agr\u00edcola numa na\u00e7\u00e3o industrializada.\n\nDurante o Estado Novo foram freq\u00fcentes as manifesta\u00e7\u00f5es trabalhistas em apoio ao governo e sua pol\u00edtica sindical. O regime autorit\u00e1rio controlava as entidades sindicais de trabalhadores, que realizavam grandes manifesta\u00e7\u00f5es nos principais centros urbanos do pa\u00eds.\n\nCom a entrada do Brasil na II Guerra Mundial, o governo Vargas incentivou o empres\u00e1rio mineiro Am\u00e9rico Ren\u00ea Giannetti, dono da ELQUISA, a produzir alum\u00ednio, cujo consumo no Brasil era totalmente importado.\n\nLutando com enormes dificuldades, Giannetti conseguiu superar os in\u00fameros obst\u00e1culos, agravados pala guerra, fazendo a primeira corrida do metal em Saramenha, no dia 25 de mar\u00e7o de 1945. Em 1950 a empresa foi comprada pelo grupo canadense ALCAN, que atua no setor, no Brasil, h\u00e1 50 anos.\n\nCom o final da Guerra e a vit\u00f3ria dos Aliados, a ditadura do Estado Novo termina. Empres\u00e1rios da ind\u00fastria, com\u00e9rcio, bancos e servi\u00e7os se re\u00fanem em Teres\u00f3polis, RJ, e prop\u00f5em uma nova ordem econ\u00f4mica e social, menos centralizadora, e expurgada do excessivo intervencionismo estatal.\n\nNo segundo governo Vargas (1950-1954) a industrializa\u00e7\u00e3o se consolidou, fortalecida por uma pol\u00edtica nacionalista. A campanha \u201cO Petr\u00f3leo \u00e9 Nosso\u201d garantiu o monop\u00f3lio estatal e a cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s (1953).\n\nEm Minas foi inaugurada a Cia. Sider\u00fargica Mannesmann (agosto de 1954), com a presen\u00e7a do Presidente Get\u00falio Vargas, a \u00faltima solenidade a que compareceu antes de morrer.\n\nA vit\u00f3ria do Governador de Minas, Juscelino Kubitschek nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, levou ao plano federal um estilo din\u00e2mico e moderno de fazer pol\u00edtica, amplamente aprovado em seu Estado de origem.\n\nJK governou o pa\u00eds com grande habilidade pol\u00edtica durante cinco anos, realizando um plano de desenvolvimento econ\u00f4mico conhecido como Programa de Metas, cujo slogan era \u201c50 anos em 5\u201d.\n\nA maior parte dos investimentos foi direcionada para os setores de transportes e gera\u00e7\u00e3o de energia, conferindo ao pa\u00eds a infra-estrutura necess\u00e1ria \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o.\n\nAproveitou a conjuntura internacional favor\u00e1vel para atrair investimentos estrangeiros diretos na produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis, implantando a ind\u00fastria automobil\u00edstica.\n\nEm 1958 o Presidente da CNI, o mineiro L\u00eddio Lunardi, promoveu em Belo Horizonte a Confer\u00eancia Internacional de Investimentos, com a participa\u00e7\u00e3o de diversos empres\u00e1rios europeus, norte americanos e japoneses, com o objetivo de divulgar as potencialidades do pa\u00eds e atrair novos investimentos. O Brasil crescia e se industrializava e parecia que \u00edamos \u201cchegar l\u00e1\u201d, deixando para tr\u00e1s o subdesenvolvimento.\n\nA produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores foi impulsionada na d\u00e9cada de 1950, com a instala\u00e7\u00e3o de diversas montadoras, produzindo autom\u00f3veis, \u00f4nibus, caminh\u00f5es e tratores. \u00c0 medida que a ind\u00fastria crescia, a urbaniza\u00e7\u00e3o se acelerava e novas transforma\u00e7\u00f5es sociais mudavam a \u201ccara\u201d do Brasil.\n\nA constru\u00e7\u00e3o de uma grande sider\u00fargica, a carv\u00e3o vegetal, em Minas, onde se localizavam as principais jazidas de min\u00e9rio de ferro, era h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas um grande sonho dos mineiros.\n\nA constru\u00e7\u00e3o da CSN em Volta Redonda foi uma grande decep\u00e7\u00e3o para suas principais lideran\u00e7as pol\u00edticas e empresariais.\n\nEm meados da d\u00e9cada de 1950 essas lideran\u00e7as, sob o comando da FIEMG iniciaram uma campanha bem sucedida que resultou na cria\u00e7\u00e3o da USIMINAS, reunindo capitais nacionais estatais, privados e japoneses.\n\nA USIMINAS foi inaugurada em 1962, em Ipatinga, durante o governo de Jo\u00e3o Goulart.\n\nAp\u00f3s o per\u00edodo de crescimento acelerado do governo JK o pa\u00eds entrou numa grande crise pol\u00edtica, com crescentes mobiliza\u00e7\u00f5es da esquerda e da direita, que desaguaram no golpe militar de 1964. Iniciava-se um regime autorit\u00e1rio que se prolongaria por duas d\u00e9cadas.\n\nDurante o regime militar foram feitos grandes investimentos no setor industrial. A economia brasileira viveu um per\u00edodo de grandes entradas de capital estrangeiro, que possibilitou o chamado \u201cMilagre econ\u00f4mico\u201d, quando o Produto Interno Bruto crescia a taxas superiores a 10% ao ano, no per\u00edodo 1968-1973.\n\nNa d\u00e9cada de 1970 o Brasil entra na era nuclear com a constru\u00e7\u00e3o da Usina de Angra dos Reis, RJ, e desenvolve uma ind\u00fastria de inform\u00e1tica, protegida pela reserva de mercado.\n\nA economia brasileira, at\u00e9 a d\u00e9cada de 1980 caracterizou-se pelo relativo equil\u00edbrio entre os setores estatal, nacional privado e estrangeiro. Com o mercado interno fechado \u00e0 concorr\u00eancia externa, a ind\u00fastria brasileira ressentia-se de baixa produtividade e altos custos de produ\u00e7\u00e3o, principalmente devido ao excesso de taxas e impostos onerando a produ\u00e7\u00e3o.\n\nO processo de globaliza\u00e7\u00e3o precisava ser encarado com determina\u00e7\u00e3o e amplas mudan\u00e7as institucionais.\n\n<strong>A D\u00e9cada de 1920:\u00a0<\/strong>crescimento e progresso\n\nTerminado o conflito mundial a cidade voltou a crescer, atingindo na d\u00e9cada de 1920 um dos per\u00edodos \u00e1ureos da industrializa\u00e7\u00e3o municipal.\n\nO crescimento econ\u00f4mico nessa etapa decorre principalmente da expans\u00e3o do setor sider\u00fargico, capitaneado pela Cia. Sider\u00fargica Belgo Mineira, e fortalecido por algumas empresas localizadas na regi\u00e3o metal\u00fargica, especialmente nos munic\u00edpios de Caet\u00e9, Rio Acima e Belo Horizonte.\n\nEm 1925 inaugura-se a duplica\u00e7\u00e3o da Usina do Rio das Pedras, com a montagem de um novo gerador de 2.200 kwatts, batizada de Usina Mello Vianna, dobrando a capacidade daquela planta.\n\nRio das Pedras seria ainda ampliada em 1929, e, continua at\u00e9 hoje a gerar energia el\u00e9trica, sob a dire\u00e7\u00e3o da CEMIG.\n\nA d\u00e9cada de 1920, apesar das crises pol\u00edticas \u2013 movimento dos tenentes e Coluna Prestes, que culminaram com a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1930 -, foi um per\u00edodo de pujante crescimento econ\u00f4mico.\n\nO aumento da produ\u00e7\u00e3o sider\u00fargica refletiu-se sobre a economia regional, contribuindo para o fortalecimento da ind\u00fastria em Belo Horizonte.\n\nA economia da cidade passou a contar com v\u00e1rios empreendimentos sider\u00fargicos nas redondezas, representando n\u00e3o s\u00f3 muitos empregos, como tamb\u00e9m a dinamiza\u00e7\u00e3o do mercado local.\n\nNo final dos anos 20 tem in\u00edcio a constru\u00e7\u00e3o de estradas de rodagem ligando Belo Horizonte a S\u00e3o Paulo e ao Rio de Janeiro.\n\nOs servi\u00e7os de energia el\u00e9trica da Capital mineira passaram ao controle de uma empresa estrangeira, a Bond &amp; Share.\n\n<strong>O Presidente do Estado assim se manifestou sobre o assunto:<\/strong>\n<blockquote>\u201cPor contrato de 5 de outubro de 1929, os servi\u00e7os de energia el\u00e9trica desta Capital passaram \u00e0 Companhia de For\u00e7a e Luz de Minas Gerais, filiada \u00e0 Empresa El\u00e9trica Brasileira S.A., do Rio de Janeiro, e esta, por sua vez, incorporada \u00e0 Bond &amp; Share. Vale dizer, foram entregues a uma empresa de indiscut\u00edvel idoneidade t\u00e9cnica e financeira.\u201d (Mensagem apresentada pelo Presidente do Estado de Minas Gerais ao Congresso Mineiro e lida na Abertura da 4\u00aa Se\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria da 10\u00aa Legislatura. Belo Horizonte, Imprensa Oficial de Minas, 1930.)<\/blockquote>\nApesar da crise econ\u00f4mica mundial, com a quebra da bolsa de Nova York, em 1929, a produ\u00e7\u00e3o industrial do Estado j\u00e1 se aproximava da agr\u00edcola, em valores de produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>REVOLU\u00c7\u00c3O DE 1964 E O CAPITAL ESTRANGEIRO<\/strong>\n\nA d\u00e9cada de 1960 traz grandes transforma\u00e7\u00f5es no panorama industrial de Belo Horizonte, com a entrada do grande capital internacional, que provoca o fechamento de in\u00fameras pequenas e m\u00e9dias empresas industriais de bens de consumo, voltadas para o mercado interno.\n\nA partir do t\u00e9rmino da II Guerra Mundial, e mais intensamente com o Governo Kubitschek (1955 \u2013 1960), come\u00e7a a se instalar no Brasil o capitalismo monopolista, caracterizado pela busca de novos mercados para as economias centrais.\n\nEm contraposi\u00e7\u00e3o ao nacionalismo que caracterizou o segundo Governo Vargas (1950-1954), o capital estrangeiro passa a ser visto como um aliado no processo de supera\u00e7\u00e3o do subdesenvolvimento, e n\u00e3o como um recrudescimento da depend\u00eancia. Regionalmente, empresas tradicionais fabricantes de bens dur\u00e1veis perdem a competitividade e saem do mercado, substitu\u00eddas pelas suas concorrentes localizadas principalmente no eixo Rio-S\u00e3o Paulo.\n\nIntensifica-se o movimento centr\u00edpeto de transfer\u00eancia de ind\u00fastrias da Zona Urbana de Belo Horizonte, para os munic\u00edpios vizinhos, que viriam a se constituir na Regi\u00e3o Metropolitana.\n\n<strong>D\u00c9CADA DE 1970:\u00a0<\/strong>MILAGRE ECON\u00d4MICO\n\nUma nova transforma\u00e7\u00e3o ocorre nos anos 70 1, com a chegada de grandes empresas multinacionais de bens de capital, e com a migra\u00e7\u00e3o de in\u00fameras ind\u00fastrias para a regi\u00e3o receptora de incentivos na \u00e1rea mineira da SUDENE.\n\nO marco principal dos anos 70 foi a instala\u00e7\u00e3o da FIAT Autom\u00f3veis, de capital italiano, a primeira montadora a ser implantar fora do eixo Rio \u2013 S\u00e3o Paulo. O vulto do empreendimento, localizado nas proximidades de Belo Horizonte, e seu sucesso empresarial h\u00e1 mais de 20 anos, representou o maior ganho da d\u00e9cada para a economia do Estado.\n\n<strong>Final de S\u00e9culo<\/strong>\n\nA d\u00e9cada de 1990 foi marcada por profundas mudan\u00e7as na economia brasileira. Ocorreu uma brusca abertura do mercado interno, grande parte do setor estatal foi privatizado, e as ind\u00fastrias passaram por um grande processo de desnacionaliza\u00e7\u00e3o, aumento da automa\u00e7\u00e3o e da produtividade industrial, buscando a inser\u00e7\u00e3o no mercado globalizado.\n\nEsse processo vem sendo dif\u00edcil para os brasileiros, especialmente em fun\u00e7\u00e3o do crescimento do desemprego industrial.\n\nA abertura do mercado interno brasileiro \u00e0 concorr\u00eancia internacional trouxe profundas transforma\u00e7\u00f5es ao setor industrial do pa\u00eds.\n\nA consolida\u00e7\u00e3o do processo democr\u00e1tico no Brasil e o processo de globaliza\u00e7\u00e3o mostraram a import\u00e2ncia da responsabilidade social das empresas, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o a seus empregados, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades onde atuam. Investimentos nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, cultura cidadania e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente passaram a ser priorit\u00e1rios, demonstrando o compromisso empresarial com o desenvolvimento do pa\u00eds e de seu povo.\n\nEmpresas como a USIMINAS e o Grupo Belgo-Mineira v\u00eam desenvolvendo projetos relevantes, com recursos pr\u00f3prios e trazendo reais benef\u00edcios para as comunidades.\n\nA implanta\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, Minas Gerais, representou um marco no processo mineiro de industrializa\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de noventa. Inaugurada em 1998, a f\u00e1brica de Juiz de Fora \u00e9 a mais moderna da Am\u00e9rica Latina, reunindo os melhores processos produtivos existentes na Europa, nos Estados Unidos e no Jap\u00e3o.\n\nEla possui um Parque de Fornecedores dentro de sua \u00e1rea e utiliza o processo de pintura hidrossol\u00favel \u00fanico no Brasil. Atrav\u00e9s desse processo a f\u00e1brica alcan\u00e7a uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 75% do n\u00edvel de poluentes jogados na atmosfera. Todos esses avan\u00e7os no entanto, apenas estimulam a Mercedes-Benz a buscar novas tecnologias, que permitam baixar ainda mais os n\u00edveis de emiss\u00e3o de gases nocivos na atmosfera.\n\nO processo de globaliza\u00e7\u00e3o e a abertura do mercado brasileiro impulsionaram a ind\u00fastria a se modernizar tecnologicamente, buscando maior produtividade e qualidade dos produtos para enfrentar a concorr\u00eancia no pa\u00eds e no exterior.\n\nO Projeto Cresce Minas, concebido e coordenado pela FIEMG tem por objetivo fomentar o crescimento de Minas Gerais, captando investimentos e reunindo os talentos capazes de colocar o Estado num eixo de desenvolvimento.\n\nRefor\u00e7ar a din\u00e2mica do desenvolvimento auto-sustentado de setores e regi\u00f5es geogr\u00e1ficas de Minas Gerais, reduzindo as disparidades e viabilizando o crescimento das ind\u00fastrias existentes.\n\nIncentivar a competitividade inter-regional, a atra\u00e7\u00e3o de investimentos complementares, o implemento de atividades de suporte t\u00e9cnico e de produtos de padr\u00e3o internacional. Estes s\u00e3o os grandes desafios do Projeto.\n\nO Cresce Minas implica decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, j\u00e1 que trata do desenvolvimento do Estado. A FIEMG assume o desafio, certa de que \u00e0 iniciativa privada cabe um novo papel na constru\u00e7\u00e3o dos destinos de uma na\u00e7\u00e3o.\n\nPor isso, partiu para o planejamento de uma pol\u00edtica de crescimento regional, que vem acumulando sucessos em todo o mundo com a organiza\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de clusters.\n\nO que significa criar e ampliar os neg\u00f3cios regionais, atrair novas empresas e incentivar a integra\u00e7\u00e3o nas cadeias de valores, onde as pequenas e m\u00e9dias empresas possam Ter destaque, dentro de uma pol\u00edtica respaldada pelo governo federal para a promo\u00e7\u00e3o e financiamento de seus projetos.\n\n<strong>PERFIL ATUAL:\u00a0<\/strong>MEIO AMBIENTE E TECNOLOGIA\n\nAs d\u00e9cadas de 1980 e 1990, marcadas por um longo per\u00edodo de recess\u00e3o e estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, foram paradoxalmente caracterizadas pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds e pelo processo da revigoramento da cidadania.\n\nAmplia-se a participa\u00e7\u00e3o popular e a discuss\u00e3o sobre o perfil da ind\u00fastria localizada na \u00e1rea urbana.\n\nEmpresas que foram recebidas com entusiasmo nos anos 30, s\u00e3o obrigadas a se transferir para \u00e1reas industriais.\n\nA popula\u00e7\u00e3o passa a exigir maior qualidade de vida nas cidades e medidas de prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente. Essa tend\u00eancia vai sinalizar um perfil industrial novo, moderno, baseado nas ind\u00fastrias n\u00e3o-poluentes e de alta tecnologia.\n\n\u00c9 nesse contexto que a centen\u00e1ria Belo Horizonte passa a se constituir, hoje, num dos mais importantes p\u00f3los industriais do Pa\u00eds, com empresas de ponta nas \u00e1reas de confec\u00e7\u00e3o, cal\u00e7ados, inform\u00e1tica, alimenta\u00e7\u00e3o, aparelhos el\u00e9tricos e eletr\u00f4nicos, perfumaria e turismo de neg\u00f3cios, detentoras de marcas de renome nacional, com estruturas produtivas leves, ampla terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades e grandes investimentos em marketing e publicidade.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas da Industrializa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAo analisar o processo de industrializa\u00e7\u00e3o brasileira, observamos um processo caracterizado como tardio, concentrado espacialmente.\n\n<strong>Motivos para o atraso Industrial Brasileiro:<\/strong>\n<blockquote><strong>Hist\u00f3rico de col\u00f4nia:<\/strong>\u00a0Pacto colonial e Impossibilidade de moderniza\u00e7\u00e3o<strong>\nEconomia agro exportadora: Economia baseada em produtos agr\u00edcolas:<\/strong>\u00a0Cana, borracha, drogas do sert\u00e3o, charque e caf\u00e9<strong>\nElite agr\u00edcola:<\/strong>\u00a0Pol\u00edtica para manuten\u00e7\u00e3o da hegemonia<strong>\nM\u00e3o de obra escrava:\u00a0<\/strong>Aus\u00eancia de um mercado consumidor e M\u00e3o de obra qualificada para o trabalho industrial.<\/blockquote>\n<strong>Em s\u00edntese:<\/strong>\n<blockquote>O passado de coloniza\u00e7\u00e3o brasileira, submetido as pol\u00edticas do pacto colonial imposto pela metr\u00f3pole gerou uma impossibilidade de moderniza\u00e7\u00e3o.\nSomado a esse fator, uma economia que sempre foi baseada em g\u00eaneros agr\u00edcolas constituindo assim uma elite econ\u00f4mica e pol\u00edtica que n\u00e3o almejavam a industrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.\nUma prova disso foi a manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra escrava at\u00e9 1888, que tamb\u00e9m gerava um empecilho a moderniza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que limitava o mercado consumidor brasileiro.<\/blockquote>\n<strong>O CAF\u00c9:\u00a0<\/strong>A BASE PARA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA\n\n<strong>Vantagens do caf\u00e9<\/strong>\n<blockquote>Produto altamente valorizado no mercado internacional.\nExcelente condi\u00e7\u00f5es naturais na regi\u00e3o sudeste para o plantio.\nManuten\u00e7\u00e3o da ordem social vigente<\/blockquote>\n<strong>Organiza\u00e7\u00e3o das propriedades semelhantes \u00e0s de cana:<\/strong>\n<blockquote>Grandes propriedades;\nMonocultura;\nInicialmente m\u00e3o de obra escrava;<\/blockquote>\n<strong>CURIOSIDADE<\/strong>\n\n\u00c9 poss\u00edvel relacionar a expans\u00e3o da atividade cafeeira na paisagem brasileira como conseq\u00fc\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o industrial.\n\nA partir do momento que o trabalho nas f\u00e1bricas passou a exigir cada vez mais o uso de estimulantes, tornando o produto do caf\u00e9 economicamente atraente.\n\n<strong>O CAF\u00c9:\u00a0<\/strong>A BASE PARA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA\n\n<strong>1\u00ba Ciclo<\/strong>\n<blockquote>Vale do Para\u00edba (RJ)\nCultivado em \u00e1reas de encostas (Gerando in\u00fameros impactos ambientais)\nM\u00e3o de obra escrava\nEscoamento realizado por meios de transportes prec\u00e1rios<\/blockquote>\n<strong>2\u00ba Ciclo<\/strong>\n<blockquote>Cultivado em \u00e1reas planas (Manuten\u00e7\u00e3o dos problemas ambientais, como a redu\u00e7\u00e3o da biodiversidade)\nM\u00e3o de obra imigrante (iniciando a forma\u00e7\u00e3o de um mercado consumidor);\nEscoamento realizado por meio de transporte ferrovi\u00e1rio;\nClima muito favor\u00e1vel (tropical);\nCrescimento urbano pr\u00f3ximo das regi\u00f5es cafeicultoras;<\/blockquote>\n<strong>O CAF\u00c9:<\/strong>\u00a0A BASE PARA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA\n\n<strong>A atividade cafeicultora cria bases para o processo industrial no Brasil:<\/strong>\n<blockquote>M\u00e3o de obra assalariada potencialmente qualificada\nCria\u00e7\u00e3o de um mercado consumidor\nEstimulou o crescimento urbano e a forma\u00e7\u00e3o de uma classe m\u00e9dia urbana\nAc\u00famulo de capitais\nExcelente infra estrutura de transporte\nFatores concentrados na regi\u00e3o sudeste<\/blockquote>\n<strong>A CRISE DE 29<\/strong>\n\nA crise econ\u00f4mica que abalou a economia capitalista em 1929 abalou o com\u00e9rcio mundial e atingiu em cheio a economia agr\u00edcola brasileira.\n\nA quebra da bolsa de New York significou a crise da atividade cafeicultora, lan\u00e7ando a economia brasileira em uma profunda crise.\n\nA crise do caf\u00e9 vai significar a busca por uma nova atividade que venha fortalecer a economia nacional.\n\n<strong>Governo Vargas e as implanta\u00e7\u00f5es das bases<\/strong>\n\nO primeiro momento que de fato caracterizou a implanta\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria de base nacional, se deu com a revolu\u00e7\u00e3o de 30. Esse processo teve como base o discurso nacionalista do estado, ent\u00e3o chefiado pela figura de Get\u00falio Vargas, que priorizava a implanta\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria de base no pa\u00eds, para que posteriormente pudesse se consolidar uma ind\u00fastria de bens de consumo.\n\n<strong>Tipos de ind\u00fastrias<\/strong>\n<blockquote><strong>1) As ind\u00fastrias de base:<\/strong>\u00a0S\u00e3o respons\u00e1veis pela transforma\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas brutas em mat\u00e9rias-primas elaborada.\u00a0<strong>Ex.:<\/strong>\u00a0Petrol\u00edfera, Metal\u00fargica e sider\u00fargica\n<strong>2) As ind\u00fastrias de bens intermedi\u00e1rios<\/strong>: S\u00e3o respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos que ser\u00e3o utilizados nos diversos segmentos das ind\u00fastrias de bens de consumo.\u00a0<strong>Ex.<\/strong>: Mec\u00e2nica (m\u00e1quinas industriais, motores automotivos, etc)\n<strong>3)\u00a0<\/strong>As ind\u00fastrias de bens de consumo t\u00eam sua produ\u00e7\u00e3o direcionada diretamente para o mercado consumidor, ou seja, para a popula\u00e7\u00e3o em geral. S\u00e3o divididas em ind\u00fastrias de bens dur\u00e1veis e de bens n\u00e3o dur\u00e1veis.<\/blockquote>\n<strong>Consolida\u00e7\u00e3o da Base<\/strong>\n\nAp\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es, em 1941, Vargas conseguiu tecnologia e financiamento dos estados unidos para a constru\u00e7\u00e3o da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN), em Volta Redonda, Rio de Janeiro, que foi um marco importante para a industrializa\u00e7\u00e3o do Brasil. A cria\u00e7\u00e3o, em 1942, da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), para explorar e exportar min\u00e9rio de ferro de Minas Gerais.\n\nNa d\u00e9cada de 1950, a escassez de energia el\u00e9trica, baixa produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e a rede de transporte e comunica\u00e7\u00f5es deficientes representavam s\u00e9rios obst\u00e1culos ao desenvolvimento industrial no Brasil.\n\nPara enfrentar, pelo menos parcialmente, esses problemas, o novo governo Vargas inaugurou, em 1951, a Companhia Hidrel\u00e9trica do S\u00e3o Francisco (Usina de Paulo Afonso) e, em 1953, a Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. (Petrobras).\n\n<strong>Substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nNo Brasil, ap\u00f3s a Crise de 1929, a pol\u00edtica de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es foi implementada com o objetivo de desenvolver o setor manufatureiro e resolver os problemas de depend\u00eancia de capitais externos.\n\nO pa\u00eds passou a dinamizar sua economia industrial produzindo produtos que antes eram importados.\n\n<strong>Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho<\/strong>\n\nEm 1\u00ba de maio de 1943, o presidente getulio Vargas decretou a consolida\u00e7\u00e3o das leis do trabalho, uma vasta legissla\u00e7\u00e3o trabalhista que conferiu ao presidente um grande prest\u00edgio popular, fortalecendo sua imagem de protetor da classe trabalhadora.\n<blockquote>Contrato de trabalho presente na carteira de trabalho;\nCarga hor\u00e1ria m\u00e1xima;\nF\u00e9rias;\n13\u00ba sal\u00e1rio;\nDescanso remunerado;\nF\u00e9rias;\nAposentadoria;\nMelhoria nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho ;<\/blockquote>\n<strong>IMPACTOS DA INDUSTRIALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n<blockquote>Concentra\u00e7\u00e3o do processo industrial na regi\u00e3o sudeste;\nIndustrializa\u00e7\u00e3o nas cidades brasileira, principalmente nas cidades de RJ e SP;\nGrande fluxo populacional para essas cidades;\nMaior distin\u00e7\u00e3o entre classes sociais;\nMaior distin\u00e7\u00e3o de bairros (Bairros industriais, residenciais de classe alta, m\u00e9dia e baixa) ;\nAmplia\u00e7\u00e3o dos problemas ambientais ;\nAmplia\u00e7\u00e3o dos problemas urbanos;<\/blockquote>\nO Brasil tem o terceiro setor industrial mais avan\u00e7ado da Am\u00e9rica, sendo a regi\u00e3o sul e sudeste do pa\u00eds respons\u00e1veis por essa marca.\n\nContudo, seu desenvolvimento industrial s\u00f3 pode ser considerado efetivo a partir da d\u00e9cada de 30 e 40.\n\nEnquanto o Brasil era col\u00f4nia de Portugal, de 1500 a 1822, n\u00e3o houve nenhum incentivo para que a ind\u00fastria brasileira se desenvolvesse.\n\nO Reino proibiu o estabelecimento de f\u00e1bricas no territ\u00f3rio, para que os brasileiros consumissem os produtos manufaturados pelos portugueses. Mesmo com a chegada da fam\u00edlia real em 1808 e a abertura dos portos \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, o Brasil continuou dependente do exterior, comprando produtos ingleses.\n<p class=\"western\">Apenas no final do s\u00e9culo XIX surgiram os primeiros ind\u00edcios de atividades industrias no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"western\">Muitos cafeicultores passaram a investir parte dos lucros obtidos com a exporta\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 na instala\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias principalmente em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"western\">As f\u00e1bricas eram voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de tecidos, cal\u00e7ados e outros produtos mais simples, e sua m\u00e3o de obra era de imigrantes italianos.<\/p>\nNo primeiro governo de Get\u00falio Vargas, de 1930 a 1945, que o movimento industrial foi impulsionado, pois o ent\u00e3o presidente brasileiro tinha como objetivo principal privilegiar as ind\u00fastrias nacionais para n\u00e3o deixar o Brasil cair na depend\u00eancia externa.\n\nCom leis voltadas para a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, medidas protecionistas e investimentos em infraestrutura, a ind\u00fastria nacional cresceu significativamente durante seu governo. Contudo, o crescimento do setor continuou restrito aos grandes centros urbanos da regi\u00e3o sudeste.\n<p class=\"western\">Em momentos cr\u00edticos da hist\u00f3ria mundial, a Crise Econ\u00f4mica Mundial de 1929, a Quebra da Bolsa de Nova Iorque e a 2\u00aa Guerra Mundial, a exporta\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 foi prejudicada e surgiu no pa\u00eds dificuldade em importar bens industrializados, estimulando dessa forma os investimentos e a produ\u00e7\u00e3o interna, com a ind\u00fastria de bens de consumo.<\/p>\n<p class=\"western\">A Revolu\u00e7\u00e3o de 1930 foi outro marco para o processo de desenvolvimento brasileiro, pois nessa \u00e9poca aconteceu a extin\u00e7\u00e3o do federalismo da Rep\u00fablica Velha e a implanta\u00e7\u00e3o de um Estado fortemente centralizado, o que acarretou na institui\u00e7\u00e3o da ditadura de Vargas. Nesse novo contexto, formou-se um mercado verdadeiramente nacional para a ind\u00fastria, devido a quebra de barreiras entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, que facilitou a livre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias, e \u00e0 fus\u00e3o dos mercados isolados e locais.<\/p>\n<p class=\"western\">A constru\u00e7\u00e3o de portos, ferrovias e rodovias tamb\u00e9m facilitou essa integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">Get\u00falio Vargas afastou as oligarquias tradicionais que representavam os interesses agr\u00e1rios-comerciais e substituiu a m\u00e3o-de-obra imigrante pela nacional. Os trabalhadores foram provenientes do \u00eaxodo rural, em virtude da decad\u00eancia cafeeira, e dos movimentos migrat\u00f3rios nordestinos.<\/p>\n<p class=\"western\">Na d\u00e9cada de 50, a cria\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s trouxe ao pa\u00eds um grande desenvolvimento das ind\u00fastrias ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de derivados do petr\u00f3leo, como a borracha sint\u00e9tica, tintas, pl\u00e1sticos e fertilizantes.<\/p>\n<p class=\"western\">No governo de Juscelino Kubitschek, de 1956 a 1960, o crescimento industrial brasileiro trilhou novos caminhos, pois o presidente abriu a economia para o capital internacional, atraindo empresas multinacionais, como as de montadoras de ve\u00edculos.<\/p>\n<p class=\"western\">Ap\u00f3s 1960, entretanto, o ritmo da expans\u00e3o diminuiu, tendo em vista o fato de que a infra-estrutura econ\u00f4mica existente n\u00e3o mais sustentava a mesma alta taxa de crescimento.<\/p>\n<p class=\"western\">No intuito de superar esses obst\u00e1culos as autoridades federais adotaram um programa abrangente que proporcionasse uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica voltada \u00e0 renova\u00e7\u00e3o do setor industrial, p\u00fablico e privado.<\/p>\n<p class=\"western\">A industrializa\u00e7\u00e3o do Brasil continuou a crescer, embora, tenha passado por momentos de crise, e atualmente, possui uma grande base industrial, produzindo em diversos mercados. Nos \u00faltimos anos, o pa\u00eds estabeleceu ind\u00fastrias tecnologicamente sofisticadas, especialmente no campo das telecomunica\u00e7\u00f5es, processamento eletr\u00f4nico de dados, biotecnologia e novos materiais.<\/p>\n<p class=\"western\">Entretanto o crescimento de setores como o do a\u00e7o, o automotivo, o petroqu\u00edmico e o de servi\u00e7os p\u00fablicos, teve um papel decisivo n\u00e3o s\u00f3 no desenvolvimento do setor industrial, mas tamb\u00e9m na expans\u00e3o da economia como um todo.<\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0\u00a0www2.fiemg.com.br\/www.geocities.com\/Governo Federal do Brasil\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira, Brasil, Industrializa\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Progresso, Crise, Crescimento, Revolu\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria da Ind\u00fastria Brasileira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9539,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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