{"id":14979,"date":"2015-12-21T00:00:00","date_gmt":"2015-12-21T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/producao-de-borracha-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:18:49","modified_gmt":"2026-08-31T23:18:49","slug":"producao-de-borracha-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/producao-de-borracha-2\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Extra\u00e7\u00e3o de seringueiras, coleta de l\u00e1tex e processamento de borracha bruta<\/strong>\n\nMuitas plantas produzem\u00a0<strong>l\u00e1tex<\/strong>, que escorre de cortes e ferimentos como uma seiva leitosa. C\u00e9lulas especiais chamadas latic\u00edferos produzem l\u00e1tex. Em geral, os l\u00e1tex t\u00eam fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica na defesa de herb\u00edvoros e\/ou latic\u00edferos s\u00e3o um dep\u00f3sito de subprodutos metab\u00f3licos ou reservat\u00f3rios de materiais biossint\u00e9ticos. Todos os l\u00e1tex s\u00e3o emuls\u00f5es, suspens\u00f5es aquosas de materiais insol\u00faveis que podem incluir alcal\u00f3ides, terpenos, resinas, fen\u00f3licos, prote\u00ednas, a\u00e7\u00facares e hidrocarbonetos de cadeia longa. Nem todos os l\u00e1tex s\u00e3o el\u00e1sticos; aqueles que cont\u00eam hidrocarbonetos de cadeia longa. Alguns l\u00e1tex s\u00e3o coletados por suas resinas ou seus alcal\u00f3ides (\u00f3pio).\n\nA\u00a0<strong>borracha<\/strong>\u00a0\u00e9 um l\u00e1tex coagulado e el\u00e1stico. As plantas que produzem l\u00e1tex el\u00e1stico s\u00e3o em grande parte neotropicais. A borracha comercial \u00e9 produzida a partir do l\u00e1tex da Hevea brasiliensis.\n\nAs propriedades impermeabilizantes e el\u00e1sticas (bolas de borracha) de v\u00e1rias plantas produtoras de borracha foram descobertas por culturas nativas americanas, os astecas ou mesoamericanos anteriores e tribos sul-americanas.\n\nOriginalmente coletado de \u00e1rvores silvestres na Am\u00e9rica do Sul, agora 90% da produ\u00e7\u00e3o de borracha vem de planta\u00e7\u00f5es de seringueiras no Sudeste Asi\u00e1tico.\n\n<strong>Soldados da Borracha<\/strong>\n\n<strong>(PARA QUE N\u00c3O SEJAM ESQUECIDOS)<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159407 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Produc21-300x285.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"285\" \/><strong>Produ\u00e7\u00e3o de Borracha<\/strong><\/p>\nMuito j\u00e1 foi escrito sobre esse assunto, verdadeiro atestado de incompet\u00eancia e irresponsabilidade que foi perpetrado pelas autoridades brasileiras por ocasi\u00e3o da Segunda Guerra Mundial, quando mandaram para a Amaz\u00f4nia, entre 1942 e 1945, cerca de 60000 trabalhadores, a pedido do governo americano, em raz\u00e3o da car\u00eancia de borracha, material estrat\u00e9gico e vital para os ex\u00e9rcitos aliados, cuja linha de suprimento fora cortada aos americanos pelos japoneses quando dominaram as planta\u00e7\u00f5es da Mal\u00e1sia e da Indon\u00e9sia.\n\nEram os famosos soldados da borracha atra\u00eddos pela propaganda oficial que prometia fartura e gl\u00f3ria a quem fosse para a Amaz\u00f4nia.\n\nAo serem recrutados os soldados recebiam um enxoval improvisado, uma cal\u00e7a de mescla azul, uma blusa de morim branco, um chap\u00e9u de palha, um par de alparcatas de rabicho, uma caneca de flandres, um prato fundo, um talher, uma rede, uma carteira de cigarros Colomy e um saco de estopa \u00e0 guisa de mala.\n\nNa \u00e9poca, a produ\u00e7\u00e3o de borracha nos seringais da Amaz\u00f4nia era de cerca de 17000 toneladas (safra de 1940 -1941). Para alcan\u00e7aar a meta contratada pelos americanos, 70 mil toneladas por ano, seria necess\u00e1rio enviar para os seringais mais 100000 trabalhadores.\n\nEsses homens, muitos acompanhados de suas fam\u00edlias, a maioria flagelados fugidos da seca 1941\/1942, embarcavam nos navios do Lloyd Brasileiro no porto de Fortaleza para os seringais da Amaz\u00f4nia.\n\nEm Fortaleza, os navios, ap\u00f3s as opera\u00e7\u00f5es de descarga e carregamento, arriavam os paus de carga no conv\u00e9s e armavam toldos de vergueiro por sobre eles, para acomodar os soldados que eram trazidos em chatas (na \u00e9poca Fortaleza n\u00e3o tinha cais) e embarcavam com dificuldade pela escada de portal\u00f3.\n\nEssas pessoas j\u00e1 embarcavam debilitadas. \u00c0 primeira refei\u00e7\u00e3o, geralmente feij\u00e3o, arroz, carne ou peixe e farinha de mandioca, uma vez em alto mar, ficavam prostradas em suas redes, armadas \u00e0s vezes em duas e at\u00e9 tr\u00eas camadas, e vomitavam uns nos outros, obrigando o contra-mestre a baldear o conv\u00e9s duas a tr\u00eas vezes por dia.\n\nApesar de toda a dedica\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico e do enfermeiro de bordo, muitos morriam, principalmente crian\u00e7as. O doutor invariavelmente escrevia no atestado de \u00f3bito, como causa mortis, disenteria.\n\nOs mortos eram costurados em peda\u00e7os de lona com restos de grelha de fornalha e tijolos refrat\u00e1rios das caldeiras. Parava-se o navio, o Comandante lia um salmo de David e ordenava lan\u00e7\u00e1-los ao mar.\n\nDavam-se tr\u00eas apitos longos e o navio prosseguia viagem. Isso no princ\u00edpio, porque depois os corpos eram lan\u00e7ados com o navio em movimento. Nas viagens de Fortaleza para Bel\u00e9m ia-se a escoteiro, por isso, n\u00e3o era aconselh\u00e1vel ficar parado por causa dos submarinos.\n\nEm Bel\u00e9m, essas fam\u00edlias eram encaminhadas para alojamentos em um lugar que, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria, chamava-se Tapan\u00e3, onde os seringalistas ou seus prepostos escolhiam aqueles que lhes convinham.\n\nEm seguida eram embarcados em barcos tradicionais da Amaz\u00f4nia, conhecidos como gaiolas, que os levavam para os seringais.\n\n<strong>Cabe aqui uma observa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0aquela gente era tirada do sert\u00e3o \u00e1rido do nordeste e enviada para a floresta amaz\u00f4nica, dois biomas completamente diferentes, caatinga e floresta tropical pluvial (floresta amaz\u00f4nica), com as previs\u00edveis conseq\u00fc\u00eancias de adapta\u00e7\u00e3o.\n\nMuitos morreram de mol\u00e9stias por absoluta falta de assist\u00eancia m\u00e9dica, outros assassinados pelos jagun\u00e7os dos donos do seringal quando tentavam fugir, alguns comidos por feras ou ainda mortos pelos \u00edndios.\n\nO sistema de trabalho (escravo) era aquele conhecido em que o seringalista, dono do armaz\u00e9m, e somente ele, fornecia tudo que o seringueiro precisava em troca da produ\u00e7\u00e3o da borracha.\n\nClaro que o seringueiro estava sempre devendo.\n\nPoder-se-ia escrever muito mais sobre o Ex\u00e9rcito da Borracha, seus soldados e suas desventuras, sobre o acordo Brasil,\n\nEstados Unidos para o incremento daquele material estrat\u00e9gico e sobre muitos outros fatos e acontecimentos, n\u00e3o fosse a exiguidade do nosso espa\u00e7o.\n\n<strong>Somente mais uns n\u00fameros marcantes:<\/strong>\u00a0dos 60000\u00a0<strong>soldados da borracha\u00a0<\/strong>cerca da metade desapareceu na selva amaz\u00f4nica ou a caminho de l\u00e1, n\u00famero infinitamente maior aos mortos das for\u00e7as armadas na Segunda Guerra Mundial.\n\nDurante muitos anos esses pobres coitados foram esquecidos. Somente por ocasi\u00e3o da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o relator, ex-senador Bernardo Cabral, bom amazonense, conseguiu introduzir o artigo 54 do ADCT (Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias), que conferiu aos seringueiros recrutados nos termos do Decreto Lei 5.813 de 14\/09\/1943, amparados pelo Decreto Lei 9.882 de 16\/09\/1946, uma pens\u00e3o vital\u00edcia de dois sal\u00e1rios m\u00ednimos.\n\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o de Borracha &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pproduc3.jpg\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha\" width=\"391\" height=\"295\" \/><strong>Seringueira<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>borracha<\/strong>\u00a0\u00e9 uma subst\u00e2ncia em part\u00edculas contida no l\u00e1tex de muitas plantas, sendo que 90% da produ\u00e7\u00e3o mundial vem das planta\u00e7\u00f5es da \u00e1rvore brasileira Hevea brasiliensis no sudeste da \u00c1sia, principalmente na Mal\u00e1sia, a borracha \u00e9 obtida pelo aquecimento at\u00e9 a coagula\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex parecido com o leite e com a cor predominante branca produzido pela seringueira.\n\nA\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>\u00a0n\u00e3o tinha muita utilidade at\u00e9 que o norte americano Charles Goodyear inventou o processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o, o qual era feito adicionando enxofre \u00e0 borracha e aquecendo a mistura.\n\nEsse processo evitava que a borracha se tornasse pegajosa quando aquecida e dura quando resfriada, ou seja, era obtida uma goma el\u00e1stica que n\u00e3o se esfarelava e nem colava.\n\nFoi esse o ponto de partida para as aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da borracha.\n\nA borracha sint\u00e9tica produzida por processos qu\u00edmicos industriais, n\u00e3o substitui inteiramente as aplica\u00e7\u00f5es da borracha org\u00e2nica, superior por sua elasticidade e densidade.\n\n<strong>Borracha Natural:\u00a0<\/strong>\u00c9 o elast\u00f4mero natural obtido do l\u00e1tex. Pode tamb\u00e9m ser obtida a partir de v\u00e1rias outras plantas.\n\nA\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>, a qual prov\u00e9m da coagula\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex, cont\u00e9m ao lado de outras subst\u00e2ncias secund\u00e1rias, um hidrocarboneto respons\u00e1vel pelas propriedades caracter\u00edsticas do produto.\n\nEsse hidrocarboneto \u00e9 a mol\u00e9cula do polipreno e pode ser considerada como uma cadeia formada pela jun\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de elos do mon\u00f4mero isopreno, C<sub>5<\/sub>H<sub>8.<\/sub>\n\n\u00c9 por isso que a borracha crua n\u00e3o vulcanizada, se torna pl\u00e1stica pela a\u00e7\u00e3o do calor. A borracha crua esticada e esfriada a temperatura muito baixa \u00e9 quebradi\u00e7a e, quando martelada, fragmenta-se em filamentos.\n\nSuas propriedades s\u00e3o semelhantes aos dos pl\u00e1sticos termopl\u00e1sticos. A borracha deteriora-se na presen\u00e7a de luz solar direta por causa da sua rea\u00e7\u00e3o com o oxig\u00eanio.\n\nPara evitar que isso aconte\u00e7a, \u00e9 introduzido um pigmento negro carb\u00f4neo que desacelera este processo. Isso n\u00e3o impede que a borracha se deteriore, ela continua a se deteriorar, mas lentamente, especialmente na presen\u00e7a de \u00f3leo ou graxa. Como a borracha \u00e9 um termofixo (torna-se flex\u00edvel ao ser aquecida), pode adquirir forma por extrus\u00e3o e moldagem.\n\n\u00c9 utilizada em grande escala na produ\u00e7\u00e3o de pneus e tamb\u00e9m na fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos imperme\u00e1veis utilizados na confec\u00e7\u00e3o de capas de chuva,forros de superf\u00edcies.\n\nN\u00e3o podemos esquecer tamb\u00e9m de sua import\u00e2ncia como componente principal na fabrica\u00e7\u00e3o de mangueiras (setor automotivo). O l\u00e1tex \u00e9 o leite colhido e preservado. Sob o ponto de vista f\u00edsico-qu\u00edmico, \u00e9 um sistema coloidal. Sua estabilidade \u00e9 conservada com a adi\u00e7\u00e3o de amon\u00edaco. A sua preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 auxiliada com fen\u00f3is.\n\nO paranitrofenol \u00e9 o de maior emprego. Os agentes biol\u00f3gicos costumam manchar a borracha muitas vezes. O oxig\u00eanio \u00e9 o principal causador da deteriora\u00e7\u00e3o da borracha. A luz ultravioleta, em tempo muito curto, torna a borracha \u201cmelada\u201d, principalmente quando n\u00e3o defumada. Portanto, deve-se proteger a borracha crua da a\u00e7\u00e3o da luz, principalmente.\n\n<strong>Borracha Sint\u00e9tica:\u00a0<\/strong>\u00c9 o conjunto de compostos produzidos com a finalidade de reproduzir as propriedades da\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>.\n\nA primeira\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>\u00a0foi um pol\u00edmero de dimetil butadieno (C4H6), fabricado na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Mas esta borracha era de qualidade muito inferior \u00e0\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>.\n\nMuitos tipos diferentes de borrachas sint\u00e9ticas est\u00e3o agora em uso, sendo a mais difundida a borracha produzida pela polimeriza\u00e7\u00e3o do butadieno com o estireno.\n\nEm muitos casos esta borracha pode substituir a\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>\u00a0j\u00e1 que resiste melhor ao envelhecimento, \u00e0s rachaduras e \u00e0 abras\u00e3o do que o produto natural.\n\nEntretanto, sua resist\u00eancia e flexibilidade s\u00e3o pobres e em algumas aplica\u00e7\u00f5es, principalmente bandas de rodagem de pneus, \u00e9 misturada \u00e0\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>.\n\nUma outra\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>\u00a0\u00e9 aquela obtida a partir do butilo. \u00c9 imperme\u00e1vel aos gases e \u00e9 utilizada nas c\u00e2maras de ar e no revestimento interno dos pneus sem c\u00e2mara.\n\nOutros exemplos de borrachas sint\u00e9ticas incluem o policloropreno (neoprene), utilizado na ind\u00fastria de fios e cabos, e borrachas derivadas de nitrilos resistentes ao \u00f3leo, utilizadas em juntas de veda\u00e7\u00e3o e nos cilindros que espalham a tinta das m\u00e1quinas impressoras.\n\nAlgumas formas de silicone, poliuretano e PTFE (politetrafluoretano) s\u00e3o utilizadas como borrachas sint\u00e9ticas. As borrachas sint\u00e9ticas, assim como as borrachas naturais, s\u00e3o compostas por pigmento negro, carbono e outros aditivos, tais como agentes corantes, plasticizadores, amaciantes e agentes vulcanizadores, para alterar ou melhorar as suas qualidades.\n\n<strong>Vulcaniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>vulcaniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0da borracha \u00e9 a sua combina\u00e7\u00e3o qu\u00edmica com certos corpos que chamamos de agentes vulcanizantes, em virtude da qual a borracha adquire a propriedade de poder sofrer deforma\u00e7\u00f5es, e cessadas as causas determinantes, retomar suas dimens\u00f5es iniciais. Dos agentes vulcanizantes, o mais importante \u00e9 o enxofre.\n\n\u00c9 atrav\u00e9s da vulcaniza\u00e7\u00e3o que conseguimos transformar as propriedades pl\u00e1sticas da borracha, eliminar a sua sensibilidade ao calor, e obter um corpo el\u00e1stico capaz de retomar as suas dimens\u00f5es iniciais depois de uma deforma\u00e7\u00e3o, mesmo em condi\u00e7\u00f5es extremas de temperatura.\n\nO mecanismo pelo qual se d\u00e1 a vulcaniza\u00e7\u00e3o da borracha pode ser imaginado como sendo a interliga\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas do hidrocarboneto atrav\u00e9s de \u00e1tomos ou mol\u00e9culas do agente vulcanizante, ligados a \u00e1tomos de carbono que inicialmente apresentavam dupla liga\u00e7\u00e3o.\n\nA espuma de borracha produzida com espuma de l\u00e1tex e vulcaniza\u00e7\u00e3o, \u00e9 utilizada como estofamento na fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis e em outras aplica\u00e7\u00f5es. A vulcaniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.\n\nA combina\u00e7\u00e3o do enxofre \u00e9 irrevers\u00edvel, atingindo o teor m\u00e1ximo de 32% que \u00e9 o valor te\u00f3rico para saturar todas as duplas liga\u00e7\u00f5es. N\u00e3o existe ainda nenhum processo que permita a desvulcaniza\u00e7\u00e3o da borracha.\n\nA vulcaniza\u00e7\u00e3o pode ser processada a frio e a quente.\n\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o de Borracha &#8211; L\u00e1tex<\/strong>\n\nSubst\u00e2ncia el\u00e1stica e imperme\u00e1vel obtida pela coagula\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex de diversas plantas da Am\u00e9rica, da \u00c1sia e da Oceania ou mediante processos qu\u00edmico-industriais.\n\nEsse material ret\u00e9m o ar, impede a entrada de umidade e n\u00e3o conduz eletricidade (\u00e9 isolante).\n\nA\u00a0<strong>borracha<\/strong>\u00a0\u00e9 uma das mat\u00e9rias-primas mais utilizadas pela ind\u00fastria, sendo empregada na impermeabiliza\u00e7\u00e3o de tecidos, na fabrica\u00e7\u00e3o de pneus, roupas, cal\u00e7ados e de centenas de outros objetos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pproduc8.jpg\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha\" width=\"389\" height=\"264\" \/><strong>\nTrabalhador faz cortes nas seringueiras para a extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex, uma seiva branca e leitosa<\/strong><\/p>\n<strong>Primeiros Usos<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>\u00a0era conhecida dos nativos das Am\u00e9ricas do Sul e Central desde antes da chegada dos europeus.\n\nRelatos de exploradores que estiveram na regi\u00e3o nos s\u00e9c. XVI e XVII mostram que os \u00edndios brincavam com bolas que tocavam o ch\u00e3o e pulavam ou faziam sapatos \u00e0 prova de \u00e1gua com l\u00e1tex, espalhando o suco leitoso da seringueira nos p\u00e9s e deixando-o secar.\n\nEm 1735, o explorador franc\u00eas Charles Marie de la Condamine (1701-1774) recolheu no Peru amostras de borracha endurecida e levou-as para a Fran\u00e7a.\n\nEm 1770, o qu\u00edmico ingl\u00eas Joseph Priestley descobriu que o material podia ser usado para apagar riscos feitos a l\u00e1pis.\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9c. XVIII, os cientistas inventaram novos usos para a borracha.\n\nEm 1839, o norte-americano Charles Goodyear descobriu o processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o, tornando a borracha mais forte e resistente ao calor e ao frio, a partir do aquecimento dessa subst\u00e2ncia misturada com enxofre.\n\nA partir da\u00ed, a borracha passou a ser usada como mat\u00e9ria-prima para diversos produtos industrializados.\n\n<strong>Expans\u00e3o da Cultura<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>seringais<\/strong>\u00a0nativos da Amaz\u00f4nia forneceram l\u00e1tex para a ind\u00fastria durante o final do s\u00e9c. XIX e in\u00edcio do s\u00e9c. XX. O monop\u00f3lio dessa mat\u00e9ria-prima, tamb\u00e9m denominada ouro branco, proporcionou grande desenvolvimento para a Regi\u00e3o Norte do Brasil. As divisas geradas com a exporta\u00e7\u00e3o da borracha fizeram de Manaus uma das capitais mais ricas do mundo. Na d\u00e9cada de 1910, por\u00e9m, pa\u00edses asi\u00e1ticos entraram no mercado, derrubando os pre\u00e7os da borracha e dando in\u00edcio \u00e0 decad\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o brasileira, conclu\u00edda com o desenvolvimento da\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>.\n\nEm 1876, o ingl\u00eas Henry A. Wickham (1846-1928) havia levado sementes da Hevea brasiliensis (seringueira) do Brasil para a Inglaterra, de onde mudas foram enviadas para as col\u00f4nias brit\u00e2nicas na \u00c1sia, como o Ceil\u00e3o (atual Sri Lanka), a Mal\u00e1sia e Born\u00e9u. Em 1914, a produ\u00e7\u00e3o anual de borracha das fazendas j\u00e1 excedia a de origem nativa.\n\nOs pa\u00edses do Extremo Oriente, como Mal\u00e1sia, Indon\u00e9sia, Birm\u00e2nia, \u00cdndia, Vietn\u00e3, Sri Lanka e Tail\u00e2ndia, tornaram-se os principais produtores dessa mat\u00e9ria-prima, respondendo por cerca de 90% da\u00a0<strong>produ\u00e7\u00e3o de borracha<\/strong>\u00a0natural do mundo.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pproduc10.jpg\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3o de Borracha\" width=\"350\" height=\"268\" \/><strong>Seringueiro seca a seiva do l\u00e1tex na fuma\u00e7a de uma\nfogueira para extrair a borracha<\/strong><\/p>\n<strong>A Transforma\u00e7\u00e3o do L\u00e1tex<\/strong>\n\nPara extrair o l\u00e1tex da seringueira, faz-se um corte cuidadoso no tronco dessa \u00e1rvore, por onde a seiva branca e leitosa flui. Cerca de 30% a 35% do l\u00e1tex \u00e9 borracha pura.\n\nO restante \u00e9 formado por \u00e1gua e outras subst\u00e2ncias. Depois de recolhida, a seiva \u00e9 transformada em borracha crua pelo processo de coagula\u00e7\u00e3o.\n\nO l\u00e1tex recebe subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que fazem com que as part\u00edculas de borracha se separem dos outros materiais. Essa borracha \u00e9 macia, sem elasticidade e inodora, mas pode deteriorar-se rapidamente em contato com o ar. Por meio da vulcaniza\u00e7\u00e3o, o material ganha elasticidade e resist\u00eancia. Esse processo \u00e9 obtido com a mistura de enxofre \u00e0 borracha.\n\nDe acordo com o grau e o tempo de aquecimento do composto, a borracha adquire flexibilidade ou enrijecimento, tornando-se, ent\u00e3o, invari\u00e1vel \u00e0s mudan\u00e7as de temperatura.\n\nAlguns seringueiros ainda utilizam um m\u00e9todo primitivo de extrair a borracha crua do l\u00e1tex, secando a seiva na fuma\u00e7a de uma fogueira.\n\n<strong>A Qu\u00edmica da Borracha<\/strong>\n\nNa\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>, milhares de min\u00fasculas mol\u00e9culas de isopreno ligam-se para formar uma mol\u00e9cula gigante em forma de cadeia. Os qu\u00edmicos chamam essas mol\u00e9culas em cadeia de pol\u00edmeros, o que quer dizer muitas partes. As mol\u00e9culas simples, como a de isopreno, s\u00e3o chamadas de mon\u00f4meros.\n\nA estrutura particular do pol\u00edmero da borracha em forma de cadeia explica por que esta subst\u00e2ncia \u00e9 el\u00e1stica. As mol\u00e9culas do pol\u00edmero de uma borracha n\u00e3o esticada permanecem dobradas sobre si mesmas, como molas irregulares. Ao esticar-se a borracha, as mol\u00e9culas distendem-se. Ao soltar-se a borracha, a cadeia de mol\u00e9culas volta \u00e0 posi\u00e7\u00e3o anterior.\n\nO enxofre estabelece liga\u00e7\u00f5es cruzadas entre as cadeias da borracha, dando-lhe elasticidade. Na borracha n\u00e3o-vulcanizada, as cadeias podem mover-se. Por essa raz\u00e3o, essa borracha n\u00e3o tem elasticidade.\n\nDurante a vulcaniza\u00e7\u00e3o, obtida com a introdu\u00e7\u00e3o de \u00e1tomos de enxofre na cadeia do pol\u00edmero natural, as linhas cruzadas ligam as cadeias entre si, de forma que elas n\u00e3o podem mais passar de um lugar para outro.\n\nIsso d\u00e1 elasticidade e resist\u00eancia ao produto vulcanizado. O n\u00famero de liga\u00e7\u00f5es aumenta de acordo com a quantidade de enxofre adicionada ao composto. Com grandes quantidades, a borracha torna-se mais rija e menos el\u00e1stica, at\u00e9 transformar-se em borracha dura.\n\n<strong>Borracha Sint\u00e9tica<\/strong>\n\nOs materiais semelhantes \u00e0 borracha obtidos a partir de produtos qu\u00edmicos s\u00e3o denominados\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>. As pesquisas para criar um substituto para a\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>\u00a0tiveram in\u00edcio nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9c. XX, em virtude dos altos pre\u00e7os e do temor de desabastecimento desse produto.\n\nA primeira\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>\u00a0surgiu na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Era um pol\u00edmero de dimetil butadieno (C4H6), muito inferior \u00e0 borracha natural. Entre 1930 e 1935, os alem\u00e3es produziram v\u00e1rias borrachas sint\u00e9ticas de boa qualidade.\n\n<strong>Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Alemanha j\u00e1 fabricava dois tipos principais de borracha sint\u00e9tica:<\/strong>\u00a0buna S, feita de butadieno (um g\u00e1s) e estireno (um l\u00edquido feito de alcatr\u00e3o de hulha e petr\u00f3leo); e buna N, feita de butadieno e acrilonitrila (um l\u00edquido obtido a partir do acetileno e do \u00e1cido cian\u00eddrico).\n\nAntes de 1939, os norte-americanos produziam pequenas quantidades de v\u00e1rios tipos de\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>.\n\nQuando os japoneses ocuparam as regi\u00f5es produtoras de borracha natural do Extremo Oriente, em 1942, e cortaram o fornecimento dessa mat\u00e9ria-prima, os EUA desenvolveram uma grande ind\u00fastria de\u00a0<strong>borracha sint\u00e9tica<\/strong>\u00a0praticamente da noite para o dia.\n\nAp\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a\u00a0<strong>produ\u00e7\u00e3o de borracha sint\u00e9tica<\/strong>\u00a0expandiu-se para outros pa\u00edses, substituindo a\u00a0<strong>borracha natural<\/strong>.\n\nO tipo mais utilizado \u00e9 o obtido a partir de butadieno e estireno.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0biology.illinoisstate.edu\/www.centrodoscapitaes.org.br\/meusite.mackenzie.com.br\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o de Borracha, Brasil, Usos, Natural, Subst\u00e2ncia, L\u00e1tex, Descoberta, Extra\u00e7\u00e3o, Seringueira, Sint\u00e9tica, Cultivo, Produ\u00e7\u00e3o de Borracha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9516,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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