{"id":14905,"date":"2015-12-18T00:00:00","date_gmt":"2015-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/economia-do-brasil-2\/"},"modified":"2015-12-18T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-18T00:00:00","slug":"economia-do-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/economia-do-brasil-2\/","title":{"rendered":"Economia do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>A economia brasileira<\/h4>\nA <strong>economia brasileira<\/strong>, desde o abandono do II PND &#8211;II Plano Nacional de Desenvolvimento&#8211; em 1976, est\u00e1 &#8217;em ponto de bala&#8217;. Faz parte de um reduzido grupo de economias, de pa\u00edses como a China e a \u00cdndia, que, rec\u00e9m-sa\u00eddos do est\u00e1gio de desenvolvimento extensivo, mesmo num contexto de recess\u00e3o e crise da economia mundial, tem um potencial de crescimento m\u00e9dio em torno de 5% ao ano, durante um per\u00edodo prolongado, da ordem de 10 a 20 anos. At\u00e9, digamos, o bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia&#8230;\n\nAs implica\u00e7\u00f5es concretas de tal crescimento s\u00e3o dif\u00edceis de se imaginar. Mas pode-se fazer uma id\u00e9ia lembrando-se que nesse per\u00edodo o PIB per c\u00e1pita quase duplicaria na primeira d\u00e9cada, para US$ 9000 e triplicaria at\u00e9 ao final da segunda d\u00e9cada alcan\u00e7ando da ordem de US$ 15 000.\n\nOs efeitos para as camadas de popula\u00e7\u00e3o de baixa renda seriam ainda mais contundentes, dado que tal desenvolvimento implicaria necess\u00e0riamente em uma concentra\u00e7\u00e3o de renda menor, vale dizer, em alguma medida de redistribui\u00e7\u00e3o de renda, a permitir a necess\u00e1ria eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, assim como o escoamento dos bens de consumo.\n\nAssim, se o Brasil n\u00e3o toma esse caminho do crescimento\/ desenvolvimento, \u00e9 porque algo o impede. Tal impedimento, ou bem \u00e9 imposta por for\u00e7as externas ao pa\u00eds, ou pelo contr\u00e1rio, origina-se na pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o social brasileira.\n\nAqui se prop\u00f5e que as raz\u00f5es da perpetua\u00e7\u00e3o do n\u00e3o-desenvolvimento s\u00e3o internas e inerentes \u00e0 sociedade brasileira. Que nessa se d\u00e1 um processo de reprodu\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma da forma\u00e7\u00e3o social de origem colonial, a sociedade de elite. A base de sustenta\u00e7\u00e3o dessa sociedade \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o, como nos tempos coloniais, da expatria\u00e7\u00e3o de uma por\u00e7\u00e3o do excedente produzido por ela, e que de fato essa expatria\u00e7\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio princ\u00edpio e for\u00e7a motriz da organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da sociedade, em um processo que podemos chamar de acumula\u00e7\u00e3o entravada (De\u00e1k, 1991) ou simplesmente, desenvolvimento entravado.\n<h4>Os entraves<\/h4>\n<strong>Entre os principais meios de manuten\u00e7\u00e3o dos entraves ao desenvolvimento est\u00e3o: <\/strong>\n<blockquote><strong>1. Sistema financeiro:<\/strong> aus\u00eancia de cr\u00e9dito e juros altos\n\n<strong>2.<\/strong> Fragmenta\u00e7\u00e3o deliberada e precariedade cr\u00f4nica das infraestruturas espaciais ou da produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>3.<\/strong>A produ\u00e7\u00e3o nacional necess\u00e1ria pela restri\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a de pagamentos ser\u00e1 restrita aos bens de consumo. O progresso t\u00e9cnico, que se d\u00e1 (~ria) nos ramos de m\u00e1quinas, fica assim eliminado mesmo com o aumento do volume de produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>4.<\/strong> Se alguns &#8216;setores-chave&#8217; s\u00e3o ainda assim necess\u00e1rios para o apoio da produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo, estes ser\u00e3o delagados ao Estado ou ao capital estrangeiro, impedindo, em ambos os casos, o desenvolvimento de for\u00e7as sociais internas com interesses vinculados ao desenvolvimento e notadamente, a transforma\u00e7\u00e3o da elite em burguesia.\n\n<strong>5.<\/strong> Os meios de reprodu\u00e7\u00e3o dos entraves ser\u00e3o apresentados como sendo resultado de atrazo ou de domina\u00e7\u00e3o &#8211;qualquer for\u00e7a externa contra a qual seria impens\u00e1vel a sociedade brasileira se rebelar, formando a ideologia do subdesenvolvimento, depend\u00eancia ou globaliza\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<h4>A quest\u00e3o pol\u00edtica<\/h4>\nN\u00e3o pode haver &#8216;consenso&#8217; entre entreguistas (advogados da &#8216;voca\u00e7\u00e3o agr\u00edcola&#8217;, neo-liberais, monetaristas etc) e nacionalistas (desenvolvimentistas, &#8216;protecionistas&#8217; etc.), uma vez que os primeiros trabalham (conscientemente ou n\u00e3o) a favor, e os segundos, contra, a reprodu\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira em sua forma atual. Participam assim do pr\u00f3prio antagonismo fundamental que move as transforma\u00e7\u00f5es sociais.\n\nO posicionamento pol\u00edtico e a avalia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas econ\u00f4micas praticadas e propostas, podem ser instrumentados por esse quadro referencial que permite avaliar seu efeito como sendo a favor ou contra a manuten\u00e7\u00e3o do status quo, vale dizer, dos entraves ao desenvolvimento nacional. A tarefa de detectar as correntes de for\u00e7as pol\u00edticas \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto necess\u00e1ria. Como dizia L\u00eanin, &#8220;o verdadeiro homem pol\u00edtico ouve at\u00e9 a grama crescer&#8221;.\n\nFonte: www.usp.br\n<h6>Economia do Brasil<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nConsiderando-se o crescimento do produto, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dias de vida e a altera\u00e7\u00e3o da estrutura produtiva no sentido de se fornecer bens mais completos e com maior produtividade dos fatores de produ\u00e7\u00e3o, podemos perceber que o Brasil se constituiu num dos exemplos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econ\u00f4mico no per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, pelo menos at\u00e9 a d\u00e9cada de 80.\n\nO pa\u00eds apresentou taxas m\u00e9dias de crescimento em torno de 7% a.a., com ampla transforma\u00e7\u00e3o na base produtiva e nas condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o, a partir da passagem de uma economia agr\u00e1rio-exportadora para uma economia industrial, com o conseq\u00fcente aumento da urbaniza\u00e7\u00e3o. Estas transforma\u00e7\u00f5es necessitaram de altera\u00e7\u00f5es no quadro institucional e nas formas de organiza\u00e7\u00e3o social.\n<p class=\"negrito\"><strong>O per\u00edodo foi marcado por algumas descontinuidades e rupturas, podendo ser dividido em alguns subper\u00edodos:<\/strong><\/p>\n\n<blockquote>&#8211; O Processo de Substitui\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00f5es (PSI) &#8211; 1930\/61\n&#8211; A crise do PSI e as reformas institucionais no PAEG &#8211; 1962\/67\n&#8211; O crescimento com endividamento externo\n&#8211; Milagre Econ\u00f4mico, 1968-1973\n&#8211; II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), 1974-79\n<strong>&#8211; A crise da d\u00e9cada de oitenta: <\/strong>o processo de ajuste externo\n&#8211; As pol\u00edticas de combate a infla\u00e7\u00e3o da Nova Rep\u00fablica<\/blockquote>\nFaremos a seguir, uma an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o da economia brasileira com base nesta cronologia, destacando os principais aspectos em termos de modelo de desenvolvimento e mudan\u00e7as institucionais, bem como os principais determinantes dos ciclos econ\u00f4micos.\n<h4>O Processo de Substitui\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00f5es<\/h4>\nAt\u00e9 a Rep\u00fablica Velha, a economia brasileira dependia quase exclusivamente do bom desempenho das exporta\u00e7\u00f5es, que na \u00e9poca se restringiam a algumas poucas commodities agr\u00edcolas, notadamente o caf\u00e9 plantado na regi\u00e3o Sudeste, o que caracterizava a economia brasileira como agroexportadora.\n\nO bom desempenho dependia das condi\u00e7\u00f5es do mercado internacional de caf\u00e9, sendo a vari\u00e1vel-chave nesta \u00e9poca o pre\u00e7o internacional do caf\u00e9. As condi\u00e7\u00f5es deste mercado n\u00e3o eram totalmente controladas pelo Brasil.\n\nApesar de ser o principal produtor de caf\u00e9, outros pa\u00edses tamb\u00e9m influ\u00edam na oferta, e boa parte do mercado era controlado por grandes companhias atacadistas que especulavam com estoques.\n\nA demanda dependia das oscila\u00e7\u00f5es no crescimento mundial, aumentando em momentos de prosperidade econ\u00f4mica e retraindo-se quando os pa\u00edses ocidentais (especialmente EUA e Inglaterra) entravam em crise ou em guerra.\n\nDeste modo, as crises internacionais causavam problemas muito grandes nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de caf\u00e9, criando s\u00e9rias dificuldades para toda economia brasileira, dado que praticamente todas as outras atividades dentro do pa\u00eds dependiam direta ou indiretamente do desempenho do setor exportador cafeeiro.\n\nAs condi\u00e7\u00f5es do mercado internacional de caf\u00e9 tendiam a tornar-se mais problem\u00e1ticas \u00e0 medida que as planta\u00e7\u00f5es do produto no Brasil se expandiam. Nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, a produ\u00e7\u00e3o brasileira cresceu desmesuradamente.\n\nO Brasil chegou a produzir sozinho mais caf\u00e9 do que o consumo mundial, obrigando o governo a intervir no mercado, estocando e queimando caf\u00e9. Neste per\u00edodo, as crises externas sucederam-se em fun\u00e7\u00e3o tanto de oscila\u00e7\u00f5es na demanda (crises internacionais), como em decorr\u00eancia da superprodu\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nEm 1930, estes dois elementos se conjugaram, a produ\u00e7\u00e3o nacional era enorme e a economia mundial entrou numa das maiores crises de sua hist\u00f3ria. A depress\u00e3o no mercado internacional de caf\u00e9 logo se fez sentir e os pre\u00e7os vieram abaixo.\n\nIsto obrigou o governo a intervir fortemente, comprando e estocando caf\u00e9 e desvalorizando o c\u00e2mbio com o objetivo de proteger o setor cafeeiro e ao mesmo tempo sustentar o n\u00edvel de emprego, de renda e demanda. Ficava, por\u00e9m, claro que a situa\u00e7\u00e3o da economia brasileira, dependente das exporta\u00e7\u00f5es de um \u00fanico produto agr\u00edcola, era insustent\u00e1vel.\n\nA crise dos anos 30 foi um momento de ruptura no desenvolvimento econ\u00f4mico brasileiro; a fragiliza\u00e7\u00e3o do modelo agr\u00e1rio-exportador trouxe \u00e0 tona a consci\u00eancia sobre a necessidade da industrializa\u00e7\u00e3o como forma de superar os constrangimentos externos e o subdesenvolvimento.\n\nN\u00e3o foi o in\u00edcio da industrializa\u00e7\u00e3o brasileira (esta j\u00e1 havia se iniciado desde o final do s\u00e9culo XIX), mas o momento em que esta passou a ser meta priorit\u00e1ria da pol\u00edtica econ\u00f4mica.\n\nEste objetivo, por\u00e9m, envolvia grandes esfor\u00e7os em termos de gera\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a e sua transfer\u00eancia para a atividade industrial. Isto s\u00f3 seria poss\u00edvel com uma grande altera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que rompesse com o Estado olig\u00e1rquico e descentraliza\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Velha e centralizasse o poder e os instrumentos de pol\u00edtica econ\u00f4mica no Governo Federal.\n\nEste foi o papel desempenhado pela Revolu\u00e7\u00e3o de 30. Dela decorreram o fortalecimento do Estado Nacional e a ascens\u00e3o de novas classes econ\u00f4micas ao poder, que permitiu colocar a industrializa\u00e7\u00e3o como meta priorit\u00e1ria, como um projeto nacional de desenvolvimento.\n\nA forma assumida pela industrializa\u00e7\u00e3o foi o chamado Processo de Substitui\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00f5es (PSI). Devido ao estrangulamento externo, gerado pela crise internacional de corrente da quebra da Bolsa de Nova York, houve a necessidade de produzir internamente o que antes era importado, defendendo-se dessa forma o n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica. A industrializa\u00e7\u00e3o feita a partir deste processo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es \u00e9 uma industrializa\u00e7\u00e3o voltada para dentro, isto \u00e9, que visa atender o mercado interno.\n<h4>Caracter\u00edsticas do Processo de Substitui\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p class=\"negrito\"><strong>O PSI enquanto modelo de desenvolvimento pode ser caracterizado pela seguinte seq\u00fc\u00eancia:<\/strong><\/p>\n\n<blockquote>&#8211; Estrangulamento externo &#8211; a queda do valor das exporta\u00e7\u00f5es com manuten\u00e7\u00e3o da demanda interna, mantendo a demanda por importa\u00e7\u00f5es, gera escassez de divisas.\n\n&#8211; Desvaloriza-se a taxa de c\u00e2mbio, aumentando a competitividade e a rentabilidade da produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica, dado o encarecimento dos produtos importados.\n\n&#8211; Gera-se uma onda de investimentos nos setores substituidores de importa\u00e7\u00e3o, produzindo-se internamente parte do que antes era importado aumentando a renda e conseq\u00fcentemente a demanda.\n\n&#8211; Observa-se novo estrangulamento externo, dado que parte dos investimento e do aumento de renda se traduziram em importa\u00e7\u00f5es, retomando-se o processo.<\/blockquote>\nNeste sentido, percebe-se que o setor din\u00e2mico do PSI era o estrangulamento externo, recorrente e relativo. Este funciona como est\u00edmulo e limite ao investimento industrial. Tal investimento, substituindo as importa\u00e7\u00f5es, passou a ser a vari\u00e1vel chave para determinar o crescimento econ\u00f4mico.\n\nTodavia, conforme o investimento e a produ\u00e7\u00e3o avan\u00e7ava em determinado setor, geravam pontos de estrangulamento em outros. A demanda pelos bens destes outros setores era atendida atrav\u00e9s de importa\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Com o correr do tempo, estes bens passam a ser objeto de novas ondas de investimentos no Brasil, substituindo as importa\u00e7\u00f5es ditaria a seq\u00fc\u00eancia dos setores objeto dos investimentos industriais que, grosso modo, foi a seguinte:<\/strong>\n<blockquote>&#8211; Bens de consumo leve;\n&#8211; Bens de consumo dur\u00e1veis;\n&#8211; Bens intermedi\u00e1rios;\n&#8211; Bens de capital;<\/blockquote>\nPercebe-se assim que o PSI se caracterizava pela id\u00e9ia de \u0093constru\u00e7\u00e3o nacional\u0094, ou seja, alcan\u00e7ar o desenvolvimento e a autonomia com base na industrializa\u00e7\u00e3o, de forma a superar as restri\u00e7\u00f5es externas e a tend\u00eancia \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o na exporta\u00e7\u00e3o de produtos prim\u00e1rios.\n<h4>Principais Dificuldades na Implementa\u00e7\u00e3o do PSI no Brasil<\/h4>\nAo longo de tr\u00eas d\u00e9cadas, este processo foi implementado, modificando-se substancialmente as caracter\u00edsticas da economia brasileira, industrializando e urbanizando-a. Isto, por\u00e9m, foi feito com in\u00fameros percal\u00e7os e algumas dificuldades.\n\n<strong>As principais dificuldades na implementa\u00e7\u00e3o do PSI no Brasil foram as seguintes:<\/strong>\n<h4>Tend\u00eancia ao Desequil\u00edbrio Externo<\/h4>\n<p class=\"negrito\"><strong>A tend\u00eancia ao desequil\u00edbrio externo aparecia por v\u00e1rias raz\u00f5es:<\/strong><\/p>\n\n<blockquote>&#8211; <strong>Valoriza\u00e7\u00e3o cambial<\/strong> &#8211; visava estimular e baratear o investimento industrial; significava uma transfer\u00eancia de renda da agricultura para ind\u00fastria &#8211; o chamado \u0093confisco cambial\u0094- desestimulando as exporta\u00e7\u00f5es de produtos agr\u00edcolas;\n\n&#8211; <strong>Ind\u00fastria sem competitividade<\/strong>, devido ao protecionismo, visava atender apenas ao mercado interno, sem grandes possibilidades no mercado internacional;\n\n&#8211; Elevada demanda por importa\u00e7\u00f5es devido ao investimento industrial e ao aumento de renda.<\/blockquote>\nAssim, como a gera\u00e7\u00e3o de divisas ia sendo dificultada, o PSI, colocado como um projeto nacional s\u00f3 se tornava vi\u00e1vel com o recurso ao capital estrangeiro, quer na forma de d\u00edvida externa quer na forma de investimento direto, para eliminar o chamado \u0093hiato de divisas\u0094.\n<h4>Aumento da participa\u00e7\u00e3o do Estado<\/h4>\n<p class=\"negrito\"><strong>Ao Estado caberiam as seguintes fun\u00e7\u00f5es principais: <\/strong><\/p>\nA adequa\u00e7\u00e3o do arcabou\u00e7o institucional \u00e0 industria. Isto foi feito atrav\u00e9s da Legisla\u00e7\u00e3o Trabalhista que visava a forma\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o de um mercado de trabalho urbano, definindo os direitos e deveres dos trabalhadores e a rela\u00e7\u00e3o empregado-empregador. Tamb\u00e9m criam-se mecanismos para direcionar capitais da aitividade agr\u00edcola para a industrial, dada a aus\u00eancia de um mercado de capitais organizado. Al\u00e9m disso foram criadas ag\u00eancias estatais e uma burocracia para gerir o processo.\n\n<strong>Destacam-se os seguintes \u00f3rg\u00e3os: <\/strong>o DASP (Departamento Administrativo do Setor P\u00fablico), o CTEF (Conselho T\u00e9cnico de Economia e Finan\u00e7as), a CPF (Comiss\u00e3o de Financiamento da Produ\u00e7\u00e3o), a CPA (Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Aduaneira), o BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico) etc.\n\nA gera\u00e7\u00e3o de infra-estrutura b\u00e1sica. As principais \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o foram os transportes e a energia. At\u00e9 a Segunda Guerra Mundial, destacou-se o car\u00e1ter emergencial dessa atua\u00e7\u00e3o, procurando eliminar os pontos de estrangulamento que aparecessem.\n\nNo p\u00f3s-guerra, buscou-se alguma forma de planejamento, ou seja, evitar o aparecimento de estrangulamentos. Destacam-se neste sentido os trabalhos da Comiss\u00e3o Mista Brasil-Estados Unidos, cujos projetos n\u00e3o foram plenamente realizados por aus\u00eancia de financiamento.\n\nO fornecimento dos insumos b\u00e1sicos. O Estado devia atuar de forma complementar ao setor privado, entrando em \u00e1reas cuja necesidade de capital e riscos envolvidos inviabilizam a presen\u00e7a da atividade privada, naquele momento.\n\n<strong>Neste sentido, foi criado todo o Setor Produtivo Estatal (SPE):<\/strong> CSN (Companhia Sider\u00fargica Nacional), CVRD (Companhia Vale do Rio Doce), CNA (Companhia Nacional de \u00c1lcalis), a Petrobr\u00e1s, v\u00e1rias hidrel\u00e9tricas etc.\n\nEsta ampla participa\u00e7\u00e3o estatal gerava uma tend\u00eancia ao d\u00e9ficit p\u00fablico e for\u00e7ava o recurso ao financiamento inflacion\u00e1rio, na aus\u00eancia de fontes adequadas de financiamento.\n<h4>Aumento do grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda<\/h4>\n<p class=\"negrito\"><strong>O processo de substitui\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00f5es era concentrador em termos de renda em fun\u00e7\u00e3o do: <\/strong><\/p>\n\u00caxodo rural decorrente do desincentivo \u00e0 agricultura, com falta de investimentos no setor, associado \u00e0 estrutura fundi\u00e1ria, que n\u00e3o gerava empregos suficientes no setor rural, e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, restrita ao trabalhador urbano, constituindo um forte est\u00edmulo a vir para a cidade;\n\nCar\u00e1ter capital intensivo do investimento industrial, que n\u00e3o permitia grande gera\u00e7\u00e3o de emprego no setor urbano.\n\nEsses dois pontos geravam excedente de m\u00e3o-de-obra e, conseq\u00fcentemente, baixos sal\u00e1rios. Por outro lado, o protecionismo (aus\u00eancia de concorr\u00eancia) permitia pre\u00e7os elevados e altas margens de lucro para as ind\u00fastrias.\n<h4>Escassez de fontes de financiamento<\/h4>\nA quarta caracter\u00edstica foi a dificuldade de financiamento dos investimentos, dado ao grande volume de poupan\u00e7a necess\u00e1rio para viabilizar os investimentos, em especial os estatais.\n\n<strong>Este fato se deve \u00e0: <\/strong>\n\nQuase inexist\u00eancia de um sistema financeiro em decorr\u00eancia, principalmente, da \u0093Lei da Usura\u0094, que desestimulava a poupan\u00e7a. O sistema restringia-se aos bancos comerciais, a algumas financeiras e aos agentes financeiros oficiais, com destaque para o Banco do Brasil e ao BNDE, sendo que este \u00faltimo operava com recursos de empr\u00e9stimos compuls\u00f3rios (um adicional de 10% sobre o Imposto de Renda, institu\u00eddo para sua cria\u00e7\u00e3o);\n\nAus\u00eancia de uma reforma tribut\u00e1ria ampla. A arrecada\u00e7\u00e3o continuava centrada nos impostos de com\u00e9rcio exterior e era dificil ampliar a base tribut\u00e1ria; j\u00e1 que a ind\u00fastria deveria ser estimulada, a agricultura n\u00e3o poderia ser mais penalizada, e os trabalhadores, al\u00e9m de sua baixa remunera\u00e7\u00e3o, eram parte da base de apoio dos governos do per\u00edodo.\n\nNeste quadro, n\u00e3o restava alternativa de financiamento ao Estado, que teve que se valer das poupan\u00e7as compuls\u00f3rias, dos recursos provenientes da rec\u00e9m-criada Previd\u00eancia Social, dos ganhos no mercado de c\u00e2mbio com a introdu\u00e7\u00e3o das taxas de c\u00e2mbio m\u00faltiplas, al\u00e9m do financiamento inflacion\u00e1rio e do endividamento externo, feito a partir de ag\u00eancias oficiais.\n<h4>O Plano de Metas (1956-1960)<\/h4>\nO Plano de Metas adotado no governo Juscelino Kubitschek pode ser considerado o auge deste modelo de desenvolvimento; o r\u00e1pido crescimento do produto e da industrializa\u00e7\u00e3o no per\u00edodo acentuou as contradi\u00e7\u00f5es mencionadas.\n\nO principal objetivo do plano era estabelecer as bases de uma economia industrial madura no pa\u00eds, introduzindo de \u00edmpeto o setor produtor de bens de consumo dur\u00e1veis.\n\nA racionalidade do plano estava baseada nos estudos do grupo BNDE-CEPAL que identificara a exist\u00eancia de uma demanda reprimida por bens de consumo dur\u00e1veis e viam neste setor importante fonte de crescimento pelos efeitos interindustriais que gera ao pressionar a demanda por bens intermedi\u00e1rios e, atrav\u00e9s do emprego, sobre os bens de consumo leves.\n\nAl\u00e9m disso, estimularia o desenvolvimento de novos setores na economia, principalmente os fornecedores de componentes para o setor de bens de consumo dur\u00e1veis, por exemplo, o setor de autope\u00e7as.\n\nA demanda por estes bens vinha da pr\u00f3pria concentra\u00e7\u00e3o de renda anterior que elevava os padr\u00f5es de consumo de determinadas categorias sociais.\n\nPara viabilizar o projeto, dever-se-ia readequar a infra-estrutura e eliminar os pontos de estrangulamento existentes, os quais j\u00e1 haviam sido identificados nos estudos da CMBEU (Comiss\u00e3o Mista Brasil-Estados Unidos), al\u00e9m de criar incentivos para a vinda do capital estrangeiro nos setores que se pretendia implementar (este era uma necessidade tanto financeira como tecnol\u00f3gica).\n<h4>OBJETIVOS DO PLANO DE METAS<\/h4>\n<p class=\"negrito\"><strong>O plano pode ser dividido nos seguintes objetivos principais: <\/strong><\/p>\nUma s\u00e9rie de investimentos estatais em infra-estrutura com destaque para os setores de transporte e energia el\u00e9trica. No que diz respeito aos transportes, cabe destacar a mudan\u00e7a de prioridade que at\u00e9 no governo Vargas se centrava no setor ferrovi\u00e1rio e no governo jk passou para o rodovi\u00e1rio, que estava em conson\u00e2ncia com o objetivo de introduzir o setor automobil\u00edstico no pa\u00eds\n\nEst\u00edmulo ao aumento da produ\u00e7\u00e3o de bens intermedi\u00e1rios, como o a\u00e7o, o carv\u00e3o, o cimento, o zinco etc., que foram objetos de planos espec\u00edficos\n\nIncentivos \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o dos setores de bens de consumo dur\u00e1veis e bens de capital\n<h4>Constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia<\/h4>\n\u00c9 interessante observar a coer\u00eancia que existia entre as metas do plano, em que se visava impedir o aparecimento de pontos de estrangulamento na oferta de infra-estrutura e bens intermedi\u00e1rios para os novos setores, bem como, atrav\u00e9s dos investimentos estatais, garantir a demanda necess\u00e1ria para produ\u00e7\u00e3o adicional.\n\nO plano foi implementado atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de comiss\u00f5es setoriais que administravam e criavam os incentivos necess\u00e1rios para atingir as metas setoriais.\n\nOs incentivos dados ao capital estrangeiro iam desde a Instru\u00e7\u00e3o 113 da SOMOC (Superintend\u00eancia da Moeda e do Cr\u00e9dito) que permitia o investimento direto sem cobertura cambial, at\u00e9 uma s\u00e9rie de isen\u00e7\u00f5es fiscais e garantias de mercado (protecionismo para os novos setores).\n\nO cumprimento das metas estabelecidas foi bastante satisfat\u00f3rio, sendo que em alguns setores estas foram superadas, mas em outros ficou aqu\u00e9m. Com isso, observou-se r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico no per\u00edodo com profundas mudan\u00e7as estruturais, em termos de base produtiva.\n\nPercebe-se o pior desempenho da agricultura no per\u00edodo, o que est\u00e1 totalmente de acordo com as metas do plano que praticamente desconsideram a agricultura e a quest\u00e3o social. O objetivo \u00e9 simplesmente a r\u00e1pida industrializa\u00e7\u00e3o, o que foi atingido, principalmente a partir de 1958.\n<h4>Principais problemas do plano de metas<\/h4>\nOs principais problemas do plano colocavam-se do lado do financiamento. O financiamento dos investimentos p\u00fablicos, na aus\u00eancia de uma reforma fiscal condizente com as metas e os gastos estipulados, teve que valer-se principalmente da emiss\u00e3o monet\u00e1ria, com que se observou no per\u00edodo uma acelera\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria. Do ponto de vista externo, observou-se uma deteriora\u00e7\u00e3o do saldo em transa\u00e7\u00f5es correntes e o crescimento da d\u00edvida externa.\n\n<strong>A concentra\u00e7\u00e3o da renda ampliou-se pelos motivos j\u00e1 levantados: <\/strong>desest\u00edmulo \u00e0 agricultura e investimento de capital intensivo na ind\u00fastria. Esta concentra\u00e7\u00e3o pode ser verificada pelo comportamento do sal\u00e1rio m\u00ednimo real no per\u00edodo.\n\nPelo exposto, percebe-se que, apesar das r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es ocorridas, o Plano de Metas aprofundou todas as contradi\u00e7\u00f5es existentes no PSI, tornando claros os limites do modelo dentro do arcabou\u00e7o institucional vigente.\n\nFonte: www.geniodalampada.com\n<h6>Economia do Brasil<\/h6>\n<h4>Os Tr\u00eas Primeiros S\u00e9culos<\/h4>\n<blockquote><strong>A Empresa Portuguesa: <\/strong>Monocultura e Escravid\u00e3o. Latif\u00fandio. Impossibilidade do Trabalho Assalariado. A\u00e7\u00facar e Minera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O A\u00e7\u00facar: <\/strong>A Empresa dos A\u00e7ores. Fatores Explicativos do Sucesso da Atividade A\u00e7ucareira. O Engenho. Alta Renda per Capita. Produ\u00e7\u00e3o e Comercializa\u00e7\u00e3o. Pecu\u00e1ria . Economia de Subsist\u00eancia. A Decad\u00eancia do Neg\u00f3cio do A\u00e7\u00facar.\n\n<strong>O Ouro: <\/strong>Minera\u00e7\u00e3o. Popula\u00e7\u00e3o. Semelhan\u00e7as com a Empresa A\u00e7ucareira. Diferen\u00e7as em Rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Empresa A\u00e7ucareira. Mobilidade Social. Pecu\u00e1ria. A Influ\u00eancia da Empresa Mineradora. Impossibilidade do Surgimento da Ind\u00fastria. Auge e Decl\u00ednio do Neg\u00f3cio do Ouro.\n\n<strong>O In\u00edcio do S\u00e9culo Dezenove: <\/strong>Estagna\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica. O Caf\u00e9 Entra em Cena. Independ\u00eancia Pol\u00edtica.<\/blockquote>\n<h4>O Caf\u00e9 e a Origem da Ind\u00fastria<\/h4>\n<blockquote><strong>A Recupera\u00e7\u00e3o no Final do S\u00e9culo Dezenove: <\/strong>Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica e Com\u00e9rcio Exterior. A Borracha.\n\n<strong>O Caf\u00e9: <\/strong>O Come\u00e7o. A Montagem da Empresa.\n\n<strong>O Fim da M\u00e3o-de-Obra Escrava: <\/strong>Aumenta a Demanda por M\u00e3o-de-Obra. Limita\u00e7\u00f5es Internas de Oferta de M\u00e3o-de-Obra. Limita\u00e7\u00e3o Externa de Oferta de M\u00e3o-de-Obra. M\u00e3o-de-Obra Europ\u00e9ia. Final Antecipado.\n\n<strong>Caf\u00e9 e Mercado Interno: <\/strong>Distribui\u00e7\u00e3o de Renda do Caf\u00e9. Exporta\u00e7\u00f5es de Caf\u00e9 e Gastos Dom\u00e9sticos.\n\n<strong>O Nascimento da Ind\u00fastria: <\/strong>Diversifica\u00e7\u00e3o da Produ\u00e7\u00e3o Dom\u00e9stica. As Primeiras F\u00e1bricas. Caf\u00e9 e Ind\u00fastria Nascente. Os Primeiros Industriais. Caf\u00e9 e Rep\u00fablica.\n\n<strong>A Superprodu\u00e7\u00e3o de Caf\u00e9: <\/strong>Desvaloriza\u00e7\u00f5es Cambiais. Monop\u00f3lio Brasileiro. Armazenando Caf\u00e9. A Expans\u00e3o Econ\u00f4mica dos Anos Vinte. Aumento de Produ\u00e7\u00e3o sem Aumento de Exporta\u00e7\u00e3o. Novos Fornecedores e Queda do Pre\u00e7o. Grande Depress\u00e3o e Interrup\u00e7\u00e3o dos Empr\u00e9stimos. Queimando Caf\u00e9.<\/blockquote>\n<h4>A Industrializa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<blockquote><strong>Substitui\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00f5es: <\/strong>D\u00e9ficit Comercial. Mercado Interno. Importa\u00e7\u00e3o de M\u00e1quinas. Fatores Favor\u00e1veis e Desfavor\u00e1veis ao Desenvolvimento Industrial. Ind\u00fastria de Bens de Consumo. Reserva de Mercado. Crescendo sem Tecnologia. Aumento da Capacidade de Importar.\n\n<strong>A Ind\u00fastria de Bens Dur\u00e1veis: <\/strong>A Ind\u00fastria no P\u00f3s-Guerra. Restringindo as Importa\u00e7\u00f5es. Protecionismo Cambial. Efeitos do C\u00e2mbio Valorizado. O Banco do Brasil na Fun\u00e7\u00e3o de Banco Central. Expans\u00e3o do Cr\u00e9dito. Liberando a Taxa de C\u00e2mbio. Leil\u00f5es de Importa\u00e7\u00e3o. Gastos em Infra-Estrutura . Implantada a Ind\u00fastria de Bens Intermedi\u00e1rios.\n\n<strong>O Plano de Metas: <\/strong>Diversifica\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria. Reserva de Mercado para Empresas Estrangeiras. Imposto Inflacion\u00e1rio. Novas Ind\u00fastrias. Financiamento do Crescimento. D\u00e9ficit do Balan\u00e7o de Pagamentos. Desacelera\u00e7\u00e3o do Crescimento e Infla\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<h4>O Milagre Econ\u00f4mico<\/h4>\n<blockquote><strong>PAEG: <\/strong>Plano Trienal. Infla\u00e7\u00e3o e PAEG. As Reformas do PAEG. Sucesso do Plano.\n\n<strong>&#8220;Milagre&#8221;: <\/strong>Crescimento Explosivo e Aumento de Reservas. Plano Estrat\u00e9gico de Desenvolvimento. Papel da Ind\u00fastria . Financiamento da Demanda Pleno Emprego e Concentra\u00e7\u00e3o de Renda. Primeiro PND.\n\n<strong>Os Dois Choques do Petr\u00f3leo: <\/strong>Primeiro Choque. Economia em Marcha For\u00e7ada. Petrod\u00f3lares. Segundo PND. Aumento do Governo. D\u00edvida Externa. Rela\u00e7\u00e3o Entre D\u00edvida Externa e Interna . Estatiza\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Externa. Infla\u00e7\u00e3o e D\u00e9ficit do Balan\u00e7o de Pagamentos. Infla\u00e7\u00e3o de Custos. Segundo Choque.<\/blockquote>\n<h4>A D\u00e9cada Perdida<\/h4>\n<blockquote><strong>O Ajustamento do Balan\u00e7o de Pagamentos: <\/strong>Problemas no Com\u00e9rcio Exterior. Interrup\u00e7\u00e3o dos Empr\u00e9stimos. Recess\u00e3o e Infla\u00e7\u00e3o. Super\u00e1vit Comercial. Efeitos do C\u00e2mbio Desvalorizado. Combate \u00e0 Infla\u00e7\u00e3o. A Vinda do FMI. O Efeito da Recess\u00e3o.\n\n<strong>Nova Rep\u00fablica e Plano Cruzado: <\/strong>Fim da Recess\u00e3o. Perman\u00eancia das Desvaloriza\u00e7\u00f5es Cambiais. Nova Rep\u00fablica. Controle de Pre\u00e7os. Plano Cruzado. De Volta \u00e0 Realidade.\n\n<strong>Fracasso dos Planos de Estabiliza\u00e7\u00e3o: <\/strong>Plano Bresser. Um Ano Sem Planos. Plano Ver\u00e3o. Infla\u00e7\u00e3o Fora de Controle. Plano Collor. D\u00e9cada Perdida.<\/blockquote>\n<h4>O Final do S\u00e9culo Vinte<\/h4>\n<strong>Plano Real: <\/strong>O programa brasileiro de estabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 considerado o mais bem-sucedido de todos os planos lan\u00e7ados nos \u00faltimos anos para combater casos de infla\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica. Combinaram-se condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, hist\u00f3ricas e econ\u00f4micas para permitir que o Governo brasileiro lan\u00e7asse, ainda no final de 1993, as bases de um programa de longo prazo.\n\nOrganizado em etapas, o plano resultaria no fim de quase tr\u00eas d\u00e9cadas de infla\u00e7\u00e3o elevada e na substitui\u00e7\u00e3o da antiga moeda pelo Real, a partir de primeiro de julho de 1994.A partir da\u00ed, a infla\u00e7\u00e3o foi dominada sem congelamentos de pre\u00e7os, confisco de dep\u00f3sitos banc\u00e1rios ou outros artificialismos da heterodoxia econ\u00f4mica.\n\nEm consequ\u00eancia do fim da infla\u00e7\u00e3o, a economia brasileira voltou a crescer rapidamente, obrigando o Minist\u00e9rio da Fazenda a optar por uma pol\u00edtica de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o da moeda e do cr\u00e9dito, de forma a garantir que, na etapa seguinte, o Brasil possa registrar taxas de crescimento econ\u00f4mico auto-sustent\u00e1veis, viabilizando a retomada do crescimento com distribui\u00e7\u00e3o da renda.\n\n<strong>Patricia Bonini <\/strong>\n\n<strong>Sergio Da Silva <\/strong>\n\nFonte: www.angelfire.com\n<h6>Economia do Brasil<\/h6>\nBrasil tem um mercado livre e uma economia exportadora. Medido por paridade de poder de compra, seu produto interno bruto ultrapassa 1.6 trilh\u00e3o de d\u00f3lares, fazendo-lhe a oitava maior economia do mundo e a maior da Am\u00e9rica Latina em 2006.\n\nO Brasil possui uma economia s\u00f3lida, constru\u00edda nos \u00faltimos anos, ap\u00f3s a crise de confian\u00e7a que o pa\u00eds sofreu em 2002, a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 controlada, as exporta\u00e7\u00f5es sobem e a economia cresce em ritmo moderado. Em 2007, o PIB brasileiro demonstrou um crescimento superior ao que se pensava, mostrando uma economia muito mais saud\u00e1vel e pronta para estrelar junto \u00e0s outras economias BRICs. O Brasil \u00e9 considerado uma das futuras pot\u00eancias do mundo junto \u00e0 R\u00fassia, \u00cdndia e China.\n\nDesde a crise em 2002 os fundamentos macro-econ\u00f4micos do pa\u00eds melhoraram. O real vem se valorizando fortemente frente ao d\u00f3lar desde 2004, o risco pa\u00eds tamb\u00e9m vem renovando suas m\u00ednimas hist\u00f3ricas desde o come\u00e7o de 2007, e a Bovespa bate recordes de pontos a cada dia.\n\nApesar de sua estabilidade macro-econ\u00f4mica que reduziu as taxas de infla\u00e7\u00e3o e de juros e aumentou a renda per capita, diferen\u00e7as remanescem ainda entre a popula\u00e7\u00e3o urbana e rural, os estados do norte e do sul, os pobres e os ricos. Alguns dos desafios dos governos incluem a necessidade de promover melhor infra-estrutura, modernizar o sistema de impostos, as leis de trabalho e reduzir a desigualdade de renda.\n\nA economia cont\u00e9m uma ind\u00fastria e agricultura mista, que s\u00e3o cada vez mais dominadas pelo setor de servi\u00e7os. As recentes administra\u00e7\u00f5es expandiram a competi\u00e7\u00e3o em portos mar\u00edtimos, estradas de ferro, em telecomunica\u00e7\u00f5es, em gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, em distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural e em aeroportos (embora a crise \u00e1rea tenha atormentado o pa\u00eds) com o alvo de promover o melhoramento da infra-estrutura.\n\nO Brasil come\u00e7ou \u00e0 voltar-se para as exporta\u00e7\u00f5es em 2004, atingindo em 2006 exporta\u00e7\u00f5es de US$ 137.5 bilh\u00f5es, importa\u00e7\u00f5es de US$ 91.4 bilh\u00f5es e um saldo comercial de quase US$ 46 bilh\u00f5es.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nA economia brasileira viveu v\u00e1rios ciclos ao longo da Hist\u00f3ria do Brasil. Em cada ciclo, um setor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudan\u00e7as sociais, populacionais, pol\u00edticas e culturais dentro da sociedade brasileira.\n\nO primeiro ciclo econ\u00f4mico do Brasil foi a extra\u00e7\u00e3o do pau-brasil, madeira avermelhada utilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileiro na \u00e9poca do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte).\n\nOs portugueses instalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de \u00edndios para o corte e carregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Al\u00e9m do pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa \u00e9poca, como a coleta de drogas do sert\u00e3o na Amaz\u00f4nia.\n\nO segundo ciclo econ\u00f4mico brasileiro foi o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar, utilizada na Europa para a manufatura de a\u00e7\u00facar em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 beterraba. O processo era centrado em torno do engenho, composto por uma moenda de tra\u00e7\u00e3o animal (bois, jumentos) ou humana. O plantio de cana adotou o latif\u00fandio como estrutura fundi\u00e1ria e a monocultura como m\u00e9todo agr\u00edcola.\n\nA agricultura da cana introduziu a modo de produ\u00e7\u00e3o escravista, baseado na importa\u00e7\u00e3o e escraviza\u00e7\u00e3o de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tr\u00e1fico negreiro. A pecu\u00e1ria extensiva ajudou a expandir a ocupa\u00e7\u00e3o do Brasil pelos portugueses, levando o povoamento do litoral para o interior.\n\nDurante todo o s\u00e9culo XVII, expedi\u00e7\u00f5es chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do territ\u00f3rio em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de S\u00e3o Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nas \u00e1reas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goi\u00e1s e Mato Grosso, dando in\u00edcio ao ciclo do ouro.\n\nOutra importante atividade impulsionada pela minera\u00e7\u00e3o foi o com\u00e9rcio interno entre as diferentes vilas e cidades da col\u00f4nia, propicionada pelos tropeiros.\n\nO caf\u00e9 foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XIX at\u00e9 a d\u00e9cada de 1930. Concentrado a princ\u00edpio no Vale do Para\u00edba (entre Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de S\u00e3o Paulo e do Paran\u00e1, o gr\u00e3o foi o principal produto de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no s\u00e9culo XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.\n\nEm meados do s\u00e9culo XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma \u00e1rvore nativa da Amaz\u00f4nia, servia para a fabrica\u00e7\u00e3o de borracha, material que come\u00e7ava ent\u00e3o a ser utilizado industrialmente na Europa e na Am\u00e9rica do Norte. Com isso, teve in\u00edcio o ciclo da borracha no Amazonas (ent\u00e3o Prov\u00edncia do Rio Negro) e na regi\u00e3o que viria a ser o Acre brasileiro (ent\u00e3o parte da Bol\u00edvia e do Peru).\n\nO chamado desenvolvimentismo (ou nacional-desenvolvimentismo) foi a corrente econ\u00f4mica que prevaleceu nos anos 1950, do segundo governo de Get\u00falio Vargas at\u00e9 o Regime Militar, com especial \u00eanfase na gest\u00e3o de Juscelino Kubitschek.\n\nValendo-se de pol\u00edticas econ\u00f4micas desenvolvimentista desde a Era Vargas, na d\u00e9cada de 1930, o Brasil desenvolveu grande parte de sua infra-estrutura em pouco tempo e alcan\u00e7ou elevadas taxas de crescimento econ\u00f4mico.\n\nTodavia, o governo muitas vezes manteve suas contas em desequil\u00edbrio, multiplicando a d\u00edvida externa e desencadeando uma grande onda inflacion\u00e1ria. O modelo de transporte adotado foi o rodovi\u00e1rio, em detrimento de todos os demais (ferrovi\u00e1rio, hidrovi\u00e1rio, naval, a\u00e9reo).\n\nDesde a d\u00e9cada de 1970, o novo produto que impulsionou a economia de exporta\u00e7\u00e3o foi a soja, introduzida a partir de sementes trazidas da \u00c1sia e dos Estados Unidos. O modelo adotado para o plantio de soja foi a monocultura extensiva e mecanizada, provocando desemprego no campo e alta lucratividade para um novo setor chamado de &#8220;agro-neg\u00f3cio&#8221;.\n\nO crescimento da cultura da soja se deu \u00e0s custas da &#8220;expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola&#8221; na dire\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o que por sua vez vem provocando desmatamentos em larga escala. A crise da agricultura familiar e o desalojamento em massa de lavradores e o surgimento dos movimentos de sem-terra (MST, Via Campesina).\n\nEntre 1969 e 1973, o Brasil viveu o chamado Milagre Econ\u00f4mico, quando um crescimento acelerado da ind\u00fastria gerou empregos n\u00e3o-qualificados e ampliou a concentra\u00e7\u00e3o de renda. Em paralelo, na pol\u00edtica, o regime militar endureceu e a repress\u00e3o \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o (tanto institucional quanto revolucion\u00e1ria\/subversiva) viveu o seu auge.\n\nA industrializa\u00e7\u00e3o, no entanto, continuou concentrada no eixo Rio de Janeiro-S\u00e3o Paulo e atraiu para esta regi\u00e3o uma imigra\u00e7\u00e3o em massa das regi\u00f5es mais pobres do pa\u00eds, principalmente o Nordeste.\n\nDa Crise do Petr\u00f3leo at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1990, o Brasil viveu um per\u00edodo prolongado de instabilidade monet\u00e1ria e de recess\u00e3o, com alt\u00edssimos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o (hiperinfla\u00e7\u00e3o) combinados com arrocho salarial, crescimento da d\u00edvida externa e crescimento p\u00edfio.\n\nJ\u00e1 na d\u00e9cada de 80, o governo brasileiro desenvolveu v\u00e1rios planos econ\u00f4micos que visavam o controle da infla\u00e7\u00e3o, sem nenhum sucesso. O resultado foi o n\u00e3o pagamento de d\u00edvidas com credores internacionais (morat\u00f3ria), o que resultou em graves problemas econ\u00f4micos que perdurariam por anos. N\u00e3o foi por acaso que os anos 80, na economia brasileira, ganharam o apelido de &#8220;d\u00e9cada perdida&#8221;.\n\nNo governo Itamar Franco o cen\u00e1rio come\u00e7a a mudar. Com um plano que ganhou o nome de Plano Real a economia come\u00e7a a se recuperar. Pelas m\u00e3os do ent\u00e3o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que elegeria-se presidente nas elei\u00e7\u00f5es seguintes por causa disso, alija o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds em nome do fortalecimento das institui\u00e7\u00f5es nacionais com o prop\u00f3sito de controlar a infla\u00e7\u00e3o e atrair investidores internacionais.\n\nReconhecendo os ganhos dessa estrat\u00e9gia, o governo do presidente Lula, que tanto o havia criticado quando na oposi\u00e7\u00e3o, mant\u00e9m suas linhas gerais, adaptando apenas alguns conceitos ao racioc\u00ednio esquerdista moderado do Partido dos Trabalhadores.\n<h4>Indicadores macro-econ\u00f4micos e financeiros<\/h4>\n<strong>Principais indicadores<\/strong>\n\nO Produto interno bruto (PIB) do Brasil (GDP) medido por Paridade de poder de compra (PPC) foi estimado em 1.616 trilh\u00f5es de dol\u00e1res em 2006, e em 943.6 bilh\u00f5es em termos nominais. Seu padr\u00e3o de vida, medido no PIB per capita (PPC) era de 8.600 dol\u00e1res.\n\nO Banco Mundial relatou que renda nacional bruta do pa\u00eds era a segunda maior da Am\u00e9rica Latina e renda per capita em termos nominais de mercado era a oitava maior, sendo US$ 644.133 bilh\u00f5es e US$ 3.460 respectivamente, com isso, o Brasil \u00e9 estabelecido como um pa\u00eds de classe m\u00e9dia.\n\nDepois da desacelera\u00e7\u00e3o de 2002 o pa\u00eds se recuperou e cresceu 5.7, 2.9 e 3.7 por cento em 2004, em 2005 e em 2006, mesmo que se considere estar bem abaixo do crescimento potencial do Brasil.\n\nA moeda corrente brasileira \u00e9 o real (ISO 4217: BRL; s\u00edmbolo: R$). Um real \u00e9 dividido em 100 centavos. O real substituiu o cruzeiro real em 1994 em uma taxa de 2.750 cruzeiros por 1 real. A taxa trocada remanesceu est\u00e1vel, oscilando entre 1 e 2.50 R$ por US$. As taxas de juros em 2007 situam-se em torno 13%, .\n\nAs taxas de infla\u00e7\u00e3o est\u00e3o em baixos n\u00edveis tamb\u00e9m, a registrada em 2006 foi de 3.1%] e as taxas de desemprego de 9.6 por cento.\n\nO \u00cdndice de desenvolvimento humano (IDH) do pa\u00eds foi relatado em 0.792, considerado m\u00e9dio, mas bem pr\u00f3ximo do n\u00edvel elevado.\n<h4><strong>Economias regionais<\/strong><\/h4>\nAs disparidades e as desigualdades regionais continuam a ser um problema no Brasil. Retirando a regi\u00e3o Nordeste, todos os estados do Brasil possuem um \u00edndice de desenvolvimento humano (IDH) superior a 0.80 (elevado), lembrado que os dados s\u00e3o relativos ao ano 2000.\n<blockquote><strong>As desigualdades regionais do Brasil se dividem simplesmente em: <\/strong>sul rico e norte pobre. A regi\u00e3o Sul sempre se destaca quando o assunto \u00e9 qualidade de vida, os padr\u00f5es da regi\u00e3o s\u00e3o similares aos europeus, enquanto o nordeste possui qualidade de vida muito inferior, similar \u00e0 pa\u00edses como \u00cdndia e \u00c1frica do Sul.\n\n<strong>Em n\u00edvel municipal, as disparidades s\u00e3o maiores:<\/strong> Campinas em S\u00e3o Paulo tem um IDH similar ao da Alemanha, enquanto, Manari em Pernambuco, teria um IDH similar ao do Haiti. A maioria das unidades federais com desenvolvimento elevado (superior a 0.80) est\u00e1 situada na regi\u00e3o sul. Os estados menos desenvolvidos (com desenvolvimento m\u00e9dio nos termos de IDH) s\u00e3o situados no nordeste.<\/blockquote>\n<h4><strong>Com\u00e9rcio exterior<\/strong><\/h4>\nOs maiores parceiros do Brasil no com\u00e9rcio exterior s\u00e3o a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, os Estados Unidos da Am\u00e9rica, o Mercosul e a Rep\u00fablica Popular da China.\n\nO Brasil \u00e9 a 10\u00b0 maior economia mundial, de acordo com os crit\u00e9rios de Produto Interno Bruto diretamente convertido a d\u00f3lares estadunidenses, e est\u00e1 entre as 10 maiores economias mundiais em crit\u00e9rios de &#8220;purchasing power parity&#8221;, sendo a maior da Am\u00e9rica Latina, e est\u00e1 na 63\u00b0 posi\u00e7\u00e3o no ranking do IDH (\u00cdndice de desenvolvimento humano).\n\nO primeiro produto que moveu a economia do Brasil foi o a\u00e7\u00facar, durante o per\u00edodo de col\u00f4nia, seguindo pelo ouro na regi\u00e3o de Minas Gerais. J\u00e1 independente, um novo ciclo econ\u00f4mico surgiu, agora com o caf\u00e9. Esse momento foi fundamental para o desenvolvimento do Estado de S\u00e3o Paulo, que acabou por tornar-se o mais rico do pa\u00eds.\n\nApesar de ter, ao longo da d\u00e9cada de 90, um salto qualitativo na produ\u00e7\u00e3o de bens agr\u00edcolas, alcan\u00e7ando a lideran\u00e7a mundial em diversos insumos, com reformas comandadas pelo governo federal, a pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira foi diversificada, com uma enorme inclus\u00e3o de bens de alto valor agregado como j\u00f3ias, avi\u00f5es, autom\u00f3veis e pe\u00e7as de vestu\u00e1rio.\n\nAtualmente o pa\u00eds est\u00e1 entre os 20 maiores exportadores do mundo, com US$ 137,6 bilh\u00f5es (em 2006) vendidos entre produtos e servi\u00e7os a outros pa\u00edses. Mas com um crescimento vegetativo de dois d\u00edgitos ao ano desde o governo Fernando Henrique, em poucos anos a expectativa \u00e9 que o Brasil esteja entre as principais plataformas de exporta\u00e7\u00e3o do mundo.\n\nEm 2004 o Brasil come\u00e7ou a crescer, acompanhando a economia mundial. O governo diz que isto se deve a pol\u00edtica adotada pelo presidente Lula, grande parte da imprensa reclama das altas taxas de juros adotadas pelo governo. No final de 2004 o PIB cresceu 5,7%, a industria cresceu na faixa de 8% e as exporta\u00e7\u00f5es superaram todas as expectativas.\n\nO Brasil \u00e9 visto pelo mundo como um pa\u00eds com muito potencial assim como a \u00cdndia, R\u00fassia e China. A pol\u00edtica externa adotada pelo Brasil prioriza a alian\u00e7a entre pa\u00edses sub-desenvolvidos para negociar com os pa\u00edses ricos. O Brasil, assim como a Argentina e a Venezuela v\u00eam mantendo o projeto da ALCA em discuss\u00e3o, apesar das press\u00f5es dos EUA. Existem tamb\u00e9m iniciativas de integra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul, coopera\u00e7\u00e3o na economia e nas \u00e1reas sociais.\n<h4>Setores<\/h4>\nNo Brasil, o setor prim\u00e1rio (agricultura, explora\u00e7\u00e3o mineral e vegetal) ainda \u00e9 muito importante, mas se observa um lento crescimento proporcional do setor secund\u00e1rio (ind\u00fastria) em rela\u00e7\u00e3o aos demais. Cabe observar, no entanto, que a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda nacional, ocorrida em 1999, estimulou bastante as exporta\u00e7\u00f5es e, consequentemente, o setor agr\u00edcola.\n<h4>Mercado financeiro<\/h4>\nNa base do sistema financeiro basileiro est\u00e1 o Conselho Monet\u00e1rio Nacional, que \u00e9 controlado pelo governo federal. O mais importante agente \u00e9 o Banco Central do Brasil, que define a taxa de juros e pode influenciar o c\u00e2mbio por a\u00e7\u00f5es de open market. A principal bolsa de valores do Brasil \u00e9 a Bovespa que movimenta t\u00edtulos e outros pap\u00e9is das 316 empresas brasileiras de capital aberto. O maior banco do Brasil \u00e9 o do governo federal Banco do Brasil. O maior banco privado \u00e9 o Bradesco.\n<h4>Economia por regi\u00e3o<\/h4>\n<blockquote><strong>Centro-Oeste: <\/strong>Baseia-se principalmente na agroind\u00fastria.\n\n<strong>Nordeste: <\/strong>Baseia-se normalmente em ind\u00fastrias, petr\u00f3leo e agroneg\u00f3cio. Pol\u00edticas de incentivos fiscais levaram v\u00e1rias ind\u00fastrias para a regi\u00e3o. O turismo \u00e9 bastante forte.\n\n<strong>Norte: <\/strong>Baseia-se principalmente em extrativismo vegetal e mineral. Merece destaque tamb\u00e9m a Zona Franca de Manaus, p\u00f3lo industrial.\n\n<strong>Sudeste: <\/strong>Possui parque industrial diversificado e sofisticado com com\u00e9rcio e servi\u00e7os bem desenvolvidos. Destacam-se as regi\u00f5es metropolitanas de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte como os principais centros econ\u00f4micos do Brasil.\n\n<strong>Sul: <\/strong>A maior parte das riquezas prov\u00e9m do setor de servi\u00e7os, mas possui tamb\u00e9m ind\u00fastria e agropecu\u00e1ria bem desenvolvidas. Destacam-se as regi\u00f5es metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre.<\/blockquote>\nFonte: www.revistatoaqui.com.br\n<h6>Economia do Brasil<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria econ\u00f4mica do Brasil<\/h4>\nO caf\u00e9 j\u00e1 foi o grande produto do Brasil.Os maiores parceiros do Brasil no com\u00e9rcio exterior s\u00e3o a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, os Estados Unidos da Am\u00e9rica, o Mercosul e a Rep\u00fablica Popular da China.\n\nO Brasil \u00e9 a 10\u00b0 maior economia mundial, de acordo com os crit\u00e9rios de Produto Interno Bruto diretamente convertido a d\u00f3lares estadunidenses, e est\u00e1 entre as 10 maiores economias mundiais em crit\u00e9rios de &#8220;purchasing power parity&#8221;, sendo a maior da Am\u00e9rica Latina, e est\u00e1 na 63\u00b0 posi\u00e7\u00e3o no ranking do IDH (\u00cdndice de desenvolvimento humano).\n\nO primeiro produto que moveu a economia do Brasil foi o a\u00e7\u00facar, durante o per\u00edodo de col\u00f4nia, seguindo pelo ouro na regi\u00e3o de Minas Gerais. J\u00e1 independente, um novo ciclo econ\u00f4mico surgiu, agora com o caf\u00e9. Esse momento foi fundamental para o desenvolvimento do Estado de S\u00e3o Paulo, que acabou por tornar-se o mais rico do pa\u00eds.\n\nApesar de ter, ao longo da d\u00e9cada de 90, um salto qualitativo na produ\u00e7\u00e3o de bens agr\u00edcolas, alcan\u00e7ando a lideran\u00e7a mundial em diversos insumos, com reformas comandadas pelo governo federal, a pauta de exporta\u00e7\u00e3o brasileira foi diversificada, com uma enorme inclus\u00e3o de bens de alto valor agregado como j\u00f3ias, avi\u00f5es, autom\u00f3veis e pe\u00e7as de vestu\u00e1rio.\n\nHoje, a pauta do Brasil \u00e9 considerada moderna e diversificada, incluindo avi\u00f5es.Atualmente o pa\u00eds est\u00e1 entre os 20 maiores exportadores do mundo, com US$ 118 bilh\u00f5es (em 2005) vendidos entre produtos e servi\u00e7os a outros pa\u00edses. Mas com um crescimento vegetativo de dois d\u00edgitos ao ano desde o governo Fernando Henrique, em poucos anos a expectativa \u00e9 que o Brasil esteja entre as principais plataformas de exporta\u00e7\u00e3o do mundo.\n\nEm 2004 o Brasil come\u00e7ou a crescer, acompanhando a economia mundial. O governo diz que isto se deve a pol\u00edtica adotada pelo presidente Lula, grande parte da imprensa reclama das altas taxas de juros adotadas pelo governo. No final de 2004 o PIB cresceu 4,9%, a industria cresceu na faixa de 8% e as exporta\u00e7\u00f5es superaram todas as expectativas.\n\nO Brasil \u00e9 visto pelo mundo como um pa\u00eds com muito potencial assim como a \u00cdndia, R\u00fassia e China. A pol\u00edtica externa adotada pelo Brasil prioriza a alian\u00e7a entre pa\u00edses sub-desenvolvidos para negociar com os pa\u00edses ricos. O Brasil, assim como a Argentina e a Venezuela v\u00eam mantendo o projeto da ALCA em discuss\u00e3o, apesar das press\u00f5es dos EUA. Existem tamb\u00e9m iniciativas de integra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul, coopera\u00e7\u00e3o na economia e nas \u00e1reas sociais.\n\n<strong>Setores<\/strong>\n\nNo Brasil, o setor prim\u00e1rio (agricultura, explora\u00e7\u00e3o mineral e vegetal) ainda \u00e9 muito importante, mas se observa um lento crescimento proporcional do setor secund\u00e1rio (ind\u00fastria) em rela\u00e7\u00e3o aos demais. Cabe observar, no entanto, que a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda nacional, ocorrida em 1999, estimulou bastante as exporta\u00e7\u00f5es e, conseq\u00fcentemente, o setor agr\u00edcola.\n\n<strong>Mercado financeiro<\/strong>\n\nNa base do sistema financeiro est\u00e1 o Conselho Monet\u00e1rio Nacional, que \u00e9 controlado pelo governo federal. O mais importante agente \u00e9 o Banco Central do Brasil, que define a taxa de juros e pode influenciar o c\u00e2mbio por a\u00e7\u00f5es de open marketing.\n\n<strong>Economia por regi\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Centro-Oeste: <\/strong>baseia-se principalmente na agroind\u00fastria.\n\n<strong>Nordeste:<\/strong> baseia-se mormente em ind\u00fastrias, petr\u00f3leo e agro-neg\u00f3cio. Pol\u00edticas de incentivos fiscais levaram v\u00e1rias ind\u00fastrias para a regi\u00e3o. O turismo \u00e9 bastante forte.\n\n<strong>Norte: <\/strong>baseia-se principalmente em extrativismo vegetal e mineral. Merece destaque tamb\u00e9m a Zona Franca de Manaus.\n\n<strong>Sudeste: <\/strong>possui parque industrial diversificado e sofisticado e com\u00e9rcio e servi\u00e7os bem desenvolvidos.\n\n<strong>Sul: <\/strong>a maior parte das riquezas prov\u00e9m do setor de servi\u00e7os, mas possui tamb\u00e9m ind\u00fastria e agropecu\u00e1ria bem desenvolvidas.\n\n<strong>Parceiros comerciais<\/strong>\n\n<strong>Os principais importadores de mercadorias produzidas no Brasil s\u00e3o: <\/strong>EUA, Argentina, China, Pa\u00edses Baixos, Alemanha, M\u00e9xico, Chile, Jap\u00e3o, It\u00e1lia e R\u00fassia.\n\n<strong>Os maiores exportadores de produtos para o Brasil s\u00e3o:<\/strong> EUA, Argentina, Alemanha, China, Jap\u00e3o, Arg\u00e9lia, Fran\u00e7a, Nig\u00e9ria, Cor\u00e9ia do Sul e It\u00e1lia.\n\n<strong>Mozart Garcia\n<\/strong><strong>Ana Carolina Alves\n<\/strong><strong>Karollina Bastos\n<\/strong><strong>Leonardo Furtado\n<\/strong><strong>Luiz Felipe Pereira\n<\/strong><strong>Guilherme Ventura\n<\/strong><strong>Daniel Reis<\/strong>\n\nFonte: www.fat.uerj.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia do Brasil, Brasileira, Hist\u00f3ria, Resumo, Com\u00e9rcio, Mercado Financeiro, Planos, Metas, Caracter\u00edsticas, Economia do Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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