{"id":14842,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/costa-do-ouro-e-da-prata-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:17:30","modified_gmt":"2026-08-31T23:17:30","slug":"costa-do-ouro-e-da-prata-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/costa-do-ouro-e-da-prata-2\/","title":{"rendered":"Costa do Ouro e da Prata"},"content":{"rendered":"\n<p>No s\u00e9culo XV os territ\u00f3rios descobertos e conquistados pelos portugueses      eram batizados com os nomes das principais mercadorias que podiam ser obtidas      na regi\u00e3o, desta forma surgiram as designa\u00e7\u00f5es Costa do Marfim, Costa da Malagueta,      Costa dos Escravos e Costa da Mina, por isto Dom Jo\u00e3o III em 20 de Novembro      de 1530 chamou ao Pa\u00e7o de \u00c9vora o fidalgo Martins Afonso de Souza para uma      reuni\u00e3o onde foi elaborado os planos para a miss\u00e3o de descobrir uma misteriosa      serra de prata e tentar conquistar o territorio do lend\u00e1rio rei branco, com      trinta anos de idade Martins Afonso de Souza at\u00e9 ent\u00e3o nunca tinha sido incumbido      de miss\u00e3o t\u00e3o importante quanto aquela para a qual estava sendo designado,      que seria a Costa do Ouro e da Prata.<\/p>\n   \n<p>Ao longo de tr\u00eas d\u00e9cadas que se seguiram \u00e0 descoberta do Brasil, os lusos      tinham deixado virtualmente abandonado as suas terras pois estavam mais interessados      em conquistar a \u00cdndia e em manter em funcionamento as varias feitorias instaladas      na Costa Ocidental da \u00c1frica, por\u00e9m com o ass\u00e9dio dos traficantes franceses      de pau-brasil ao desguarnecido litoral do nordeste do Brasil que cada vez      mais estava se tornando mais ostensivos, por isto a coroa portuguesa percebeu      que seria preciso enfrentar imediatamente o inimigo. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m o principal objetivo da expedi\u00e7\u00e3o era muito mais ousado e ambicioso      do que a mera expuls\u00e3o dos franceses, pois a partir de 1515 com Jo\u00e3o de Lisboa      e em 1516 com Juan Diaz de Solis estes navegadores haviam dado noticia na      Europa que em um certo lugar do oeste da Am\u00e9rica do Sul havia um riqu\u00edssimo      reino ind\u00edgena, em um estu\u00e1rio que foi batizado com o nome de Rio de Santa      Maria e logo a seguir passou a ser chamado de Rio da Prata e que os portugueses      passaram a chamar as por\u00e7\u00f5es meridionais do litoral sul americano de Costa      do Ouro e da Prata.<\/p>\n   \n<p>Se a costa do Brasil n\u00e3o despertava o interesse dos portugueses, o inverso      ocorreu com a misteriosa<strong> Costa do Ouro e da Prata<\/strong> cuja conquista      se tornou uma obsess\u00e3o para Portugal e Espanha. <\/p>\n   \n<p>Apesar de o Rio da Prata ter sido descoberto por Jo\u00e3o de Lisboa, coube a      integrantes da expedi\u00e7\u00e3o de Juan Diaz de Solis obter a confirma\u00e7\u00e3o da descoberta,      Solis fora morto pelos nativos logo ter chegado ao Estu\u00e1rio do Prata e quando      as duas caravelas que ele comandava iniciaram a viagem de volta a Europa,      um dos navios naufragou na ponta sul da Ilha de Santa Catarina, onde os sobreviventes      se instalaram em um pequeno vilarejo que ficou conhecido como Porto dos Patos.<\/p>\n   \n<h4>DOM JO\u00c3O III<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita21.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"235\" height=\"303\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><strong><br \/>\n     DOM JO\u00c3O III<\/strong><\/p>\n   \n<p>Rei de Portugal que nasceu em 1502 em Lisboa onde faleceu em 1557 era filho      de Dom Manoel I subiu ao trono em 1521 decidido a colonizar o Brasil com o      objetivo de extrair dessa col\u00f4nia, atrav\u00e9s da agricultura os lucros que n\u00e3o      mais conseguia obter com o comercio da \u00cdndia, sem recursos financeiras suficientes      para o financiamento de novas expedi\u00e7\u00f5es colonizadoras, ele tomou a decis\u00e3o      de aplicar no Brasil em 1534 o sistema de <strong>Capitania Heredit\u00e1ria<\/strong>      e no ano de 1548 criou o sistema de <strong>Governo Geral para o Brasil<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita22.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"278\" height=\"411\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><\/p>\n   \n<p>E em 1524 um dos sobreviventes o portugu\u00eas Aleixo Garcia acompanhado por      cerca de duzentos ind\u00edgenas realizou uma expedi\u00e7\u00e3o por uma antiga trilha ind\u00edgena      chamada Peabirco at\u00e9 o planalto boliviano onde atacaram e saquearam as cidades      fronteiri\u00e7as do Imp\u00e9rio Inca, a expedi\u00e7\u00e3o comprovou que o rei branco de fato      existia e chamava-se <strong>Huayana Capac<\/strong> e na viagem de volta a      Santa Catarina, Aleixo Garcia foi morto as margens do Rio Paraguai pelos tem\u00edveis      Payagua, e no ano de 1526 o navegador veneziano Sebasti\u00e3o Caboto junto com      o naufrago Henrique Montes viajaram durante dois anos percorrendo a bacia      do prata e nada encontraram e no ano de 1528 Diego Garcia junto com navegador      Sebasti\u00e3o Cobato subiram o Rio Paran\u00e1 guiados pelo portugu\u00eas Gon\u00e7alo da Costa      onde foram atacados pelos nativos; lutaram contra as correntes, as febres      palustres e a fome e n\u00e3o acharam nada de valor por isto em 1529 Diego Garcia      resolveu desistir e iniciar sua jornada de volta a Europa, quando aportou      em Sevilha em companhia de Henrique Montes derrotado pelo fracasso obtido      a sua chegada repercutiu intensamente em Lisboa pois a sua evidente derrota      foi saudada por Simao Afonso que era um agente portugu\u00eas que se encontrava      em Sevilha, que escreveu para Dom Jo\u00e3o III relatando que Sebasti\u00e3o Cobato      havia desembarcado muito desbaratado e pobre, sem ouro e prata ou qualquer      coisa de proveito para os que haviam armado sua esquadra, porem assegurava      que os sobreviventes da expedi\u00e7\u00e3o de Sebasti\u00e3o Caboto continuavam acreditando      que a regi\u00e3o era muito rica em prata e ouro, por isto recomendava que o rei      Dom Jo\u00e3o III tratasse de enviar o mais breve poss\u00edvel uma expedi\u00e7\u00e3o para o      Prata.<\/p>\n   \n<p>Em Portugal o Rei Dom Jo\u00e3o III desde 1529 j\u00e1 havia iniciado o projeto para      o envio de uma expedi\u00e7\u00e3o ao Brasil e ao ser informado que as explora\u00e7\u00f5es de      Sebasti\u00e3o Caboto e Diego Garcia haviam sido feitas sob a orienta\u00e7\u00e3o de n\u00e1ufragos      e degredados portugueses, por este motivo determinou que Simao Afonso atra\u00edsse      Gon\u00e7alo da Costa e Henrique Montes para Lisboa. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 em Outubro de 1530 Gon\u00e7alo da Costa se avistou com o Rei Dom Jo\u00e3o III para      que guiasse uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o, apesar dos oferecimentos do rei, acabou      n\u00e3o havendo acordo entre o monarca e o degredado, por\u00e9m em Novembro de 1530      Henrique Montes que j\u00e1 havia morado por mais de quinze anos em Porto dos Patos      aceitou a oferta de Dom Jo\u00e3o III, por isto foi feito Cavaleiro da Casa Real      e o nomeou como Provedor da Armada de Martins Afonso de Souza. <\/p>\n   \n<p>Ao longo de todo o segundo semestre de 1530 Dom Ant\u00f4nio de Ataide &#8211; Conde      de Castanheira conduziu tensas negocia\u00e7\u00f5es diplomatas com os representantes      do Rei Francisco I da Fran\u00e7a sobre os ass\u00e9dios dos traficantes franceses no      Brasil, e tendo se convencido de que a a\u00e7\u00e3o dos contrabandistas n\u00e3o iria cessar      apenas em fun\u00e7\u00e3o dos fr\u00e1geis acordos diplomatas que fora capaz de obter, Dom      Ant\u00f4nio Ataide por isto empenhou-se em convencer Dom Jo\u00e3o III a enviar uma      poderosa armada com a miss\u00e3o de vigiar e punir os invasores franceses.<\/p>\n   \n<p> Francisco I estava de tal forma disposta a ignorar as estipula\u00e7\u00f5es do Tratado      de Tordesilhas que ele nunca se preocupou em reprimir o trafico do pau-brasil      que era um vultoso negocio que tinha como principal financiador o mercador      Jean Ango o poderoso Visconde de Dieppe, e o choque de interesses precipitara-se      em fins de 1529 quando a barca e um gale\u00e3o de Jean Ango foram capturados pela      armada portuguesa nos A\u00e7ores, em vista disto o Visconde de Dieppe amea\u00e7ou      declarar pessoalmente guerra a Portugal e bloquear o porto de Lisboa, e para      isto em 27 de Junho de 1530 devido as press\u00f5es exercidas por Jean Ango sobre      o rei Francisco I ele acabou recebendo uma autoriza\u00e7\u00e3o oficial para o exerc\u00edcio      da atividade cors\u00e1ria onde poderia atacar embarca\u00e7\u00f5es lusos at\u00e9 se ressarcir      do seu preju\u00edzo. <\/p>\n   \n<p>A atitude do Rei Francisco I deixou Dom Jo\u00e3o III indignado por isto em Julho      de 1530 ele escreveu para o Rei da Fran\u00e7a uma carta na qual manifestou que      considerava a concess\u00e3o da carta de marca ao Visconde de Dieppe uma guerra      manifesta, e aproveitando a estada de Dom Ant\u00f4nio Ataide na Fran\u00e7a para assistir      o casamento de Dona Leonor com o Rei Francisco I e em companhia de Dom Diogo      de Gouveia, Dom Ant\u00f4nio de Ataide manteve in\u00fameras reuni\u00f5es com os representantes      do Rei da Fran\u00e7a a respeito do litigo entre as duas coroas e ap\u00f3s quase um      ano de negocia\u00e7\u00f5es, ele conseguiu contornar o lit\u00edgio com Jean Ango lhe indenizando      o preju\u00edzo causado pela apreens\u00e3o de seus barcos e na ocasi\u00e3o subornou o Almirante      Phillipe Chabot que era o comandante da frota francesa do Atl\u00e2ntico do qual      obteve a promessa de que os traficantes de pau-brasil n\u00e3o mais iriam empreender      viagens do Brasil e em Novembro de 1530 Martins Afonso de Souza recebeu no      Pa\u00e7o de \u00c9vora das m\u00e3os de Dom Jo\u00e3o III a carta que lhe concedia amplos poderes      para a realiza\u00e7\u00e3o de sua miss\u00e3o que constitu\u00edam a autoriza\u00e7\u00e3o a doar terras      em sesmarias para os fidalgos que o acompanhava estava encarregado de nomear      tabeli\u00e3es e oficiais de justi\u00e7a, lavrar autos e tomar posse de todo o territorio      brasileiro situado dentro da linha demarcatoria de Tordesilhas. <\/p>\n   \n<p>Gon\u00e7alo da Costa ap\u00f3s recusar o oferecimento de tomar parte na expedi\u00e7\u00e3o      que estava sendo armada em Lisboa, ao chegar na Espanha relatou as dimens\u00f5es      da expedi\u00e7\u00e3o a Imperatriz Dona Isabel que de imediato enviou os seus protestos      formais ao seu irm\u00e3o o Rei Dom Jo\u00e3o III, pois a regi\u00e3o da prata estava localizada      dentro da zona espanhola da demarca\u00e7\u00e3o estabelecida em Tordesilhas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita23.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"341\" height=\"169\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><\/p>\n   \n<p>Enquanto as duas coroas travavam uma guerra diplom\u00e1tica a respeito da expedi\u00e7\u00e3o      de Martins Afonso de Souza a mesma partia de Lisboa para o Brasil em Dezembro      de 1530 com duas na\u00fas, duas caravelas um gale\u00e3o e mais de quatrocentos homens.<\/p>\n   \n<p>Com objetivo de combater os franceses, fundar fortalezas e explorar o Rio      da Prata e de enviar uma miss\u00e3o de reconhecimento ao imenso e misterioso rio      que os espanh\u00f3is haviam descoberto no norte do Brasil que o havia chamado      de Maranon no ano de 1500 e que Francisco de Orellana foi capaz de navegar      da nascente \u00e0 foz e que reabitou de o Rio das Amazonas. <\/p>\n   \n<p>Entre os homens que se fizeram ao mar trinta dois eram fidalgos e muitos      mercen\u00e1rios e aventureiros alem\u00e3es, franceses e italianos e entre eles estava      o Capit\u00e3o Pero Lopes de Souza irm\u00e3o mais mo\u00e7o de Martins Afonso de Souza em      era o respons\u00e1vel pelo di\u00e1rio da expedi\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o de Souza, Pero Lobo, Diogo      Leite, Baltazar Gon\u00e7alves e Vicente Loure\u00e7o e outros. <\/p>\n   \n<p>A travessia do Atl\u00e2ntico transcorreu sem nenhum incidente, com a expedi\u00e7\u00e3o      fazendo as escadas habituais nas Can\u00e1rias e na Ilha do Sal onde aportou em      25 de Dezembro de 1530 e neste porto do arquip\u00e9lago de Cabo Verde Martins      Afonso de Souza deparou com duas embarca\u00e7\u00f5es espanholas que se dirigiam para      o Rio Maran\u00f3n, o comandante exortou os tripulantes a desistirem da miss\u00e3o      afirmando que aquele rio ficava dentro da demarca\u00e7\u00e3o do Rei de Portugal e      em 31 de Janeiro de 1531 ap\u00f3s ter cruzado o oceano Martins Afonso de Souza      e seus homens puderam vislumbrar os verdejantes contornos do litoral do Brasil,      o Cabo de Santo Agostinho em Pernambuco onde Duarte Coelho viria fundar a      Vila de Olinda e tamb\u00e9m avistaram dois navios franceses que Martins Afonso      de Souza tratou de dar combate aos intrusos, sendo que um foi apresado e outro      apreendeu fuga para o norte, e sendo perseguido por Pero Lopes que ao amanhecer      do dia 2 de Fevereiro ap\u00f3s violento combate noturno que avariou seriamente      o seu navio, Pero Lopes pode capturar os franceses que se renderam ap\u00f3s terem      ficado sem muni\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Depois da refrega Pero Lopes quis desembarcar para se reabastecer, porem      foi impedido pelos \u00edndios Potiguar que eram grandes aliados dos franceses,      por isto seguiu para o sul e encontrou-se com Martins Afonso de Souza que      estava ancorado na feitoria de Igara\u00e7u que fora fundada em 1516 pelo Guarda      Costa Crist\u00f3v\u00e3o Jaques, e que fora saqueada pelos franceses que colocaram      em fuga o feitor respons\u00e1vel, os iramos Souza reergueram o entreposto e deixaram      ali, os homens que tinha, sido feridos em combates durante a captura das naus      francesas junto com alguns \u00edndios Tabajara que eram muitos aliados dos portugueses      se restabelecendo, e em Fevereiro um dos capit\u00e3es da frota Jo\u00e3o de Souza foi      enviado de volta para Portugal, a bordo de uma das naus tomadas aos franceses      que levou em seus por\u00f5es cerca de trinta contrabandistas aprisionado e dois      mil setecentos sessenta oito toras de pau-brasil que eles haviam recolhidos      no Brasil e no inicio de Junho de 1531 a frota aportou em Portugal aonde as      toras de pau-brasil foram a leil\u00e3o e os traficantes franceses encarcerados      na pris\u00e3o de Limoeiro em Lisboa. <\/p>\n   \n<p>E se aproveitando da situa\u00e7\u00e3o Dom Diogo de Gouveia o principal representante      diplom\u00e1tico de Portugal na Fran\u00e7a enviou uma carta para o Rei Dom Jo\u00e3o III      intercedendo pela libera\u00e7\u00e3o daqueles homens, de modo a facilitar suas negocia\u00e7\u00f5es      com o Rei de Fran\u00e7a Francisco I. <\/p>\n   \n<p>No mesmo dia em Jo\u00e3o de Souza partira para o reino levando os traficantes      franceses como prisioneiros, Martins Afonso de Souza determinou que o Capit\u00e3o      Diogo Leite zarpasse para o norte com a miss\u00e3o de explorar o Rio Maran\u00f3n na      chamada Costa Leste-Oeste que se estendia desde o Cabo S\u00e3o Roque no Rio Grande      at\u00e9 a Ilha de Maraj\u00f3 no Par\u00e1, e em Mar\u00e7o de 1531 ap\u00f3s ter enviado Diogo Leite      em dire\u00e7\u00e3o ao Amazonas e Jo\u00e3o de Souza de volta a Portugal, Martins Afonso      de Souza deu prosseguimento a sua miss\u00e3o, ele que j\u00e1 havia lutado contra os      franceses na Costa do pau-brasil e iniciado a explora\u00e7\u00e3o da Costa Leste-Oeste      e agora iria percorrer a Costa do Ouro e da Prata a bordo do Gale\u00e3o S\u00e3o Vicente      e em 13 de Mar\u00e7o entrou na Baia de Todos os Santos que era freq\u00fcentada por      naus francesas e espanhola. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita24.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"371\" height=\"184\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><\/p>\n   \n<p>E t\u00e3o logo puseram os p\u00e9s em terra, Martins Afonso de Souza e seus soldados      encontraram um misterioso homem branco a quem os nativos o chamavam de Caramuru      e que h\u00e1 mais de vinte anos vivia entre os \u00edndios Tupinambas fornecendo viveres      e auxilio a traficantes franceses e a exploradores espanh\u00f3is.<\/p>\n   \n<p>Essa liga\u00e7\u00e3o era t\u00e3o explicita que em 1528, Caramuru interrompeu seu ex\u00edlio      tropical para visitar a Fran\u00e7a junto com o italiano Girolamo Verrazano que      era comandante de um dos navios de Jean Ango &#8211; Visconde de Dieppe. <\/p>\n   \n<p>Uma vez na Fran\u00e7a Diogo Alvares &#8220;Caramuru&#8221; se casou com Paragua\u00e7u      que era filha que era filha do Cacique Itaparica o l\u00edder dos Tupinambas, que      logo ap\u00f3s ser batizada recebeu o nome de Catarina no dia 30 de Julho de 1528      na cerimonia realizada pelo vig\u00e1rio Lancet Ruffer em Saint Mal\u00f4. Por um m\u00eas,      Martins Afonso de Souza permaneceu na Bahia, onde os ind\u00edgenas o receberam      muito bem, devido a solida alian\u00e7a entre Caramur\u00fa e os Tupinambas, ainda assim      o capit\u00e3o-mor quando partiu em 27 de Mar\u00e7o em prosseguimento de sua jornada      rumo \u00e0 Costa do Ouro e da Prata se limitou em deixar poucos homens, e ap\u00f3s      um m\u00eas de luta permanente contra o mau tempo e as correntes contrarias, a      frota de Martins Afonso de Souza entrou na Baia da Guanabara, embora soubesse      que o Rio de Janeiro se localizava ao norte da regi\u00e3o que deveria explorar      Martins Afonso de Souza decidiu estabelecer ali sua primeira base no Brasil      com uma Casa Forte, um estaleiro rudimentar e uma ferraria no mesmo local      onde antes funcionara a Feitoria da Carioca que fora fundada por Gon\u00e7alo Coelho      em 1504 e desativada por Crist\u00f3v\u00e3o Jaques em 1516.<\/p>\n   \n<p>Enquanto o novo forte era constru\u00eddo, os marinheiros fabricavam um bergantim      e o Provedor da Armada Henrique Montes foi encarregado de obter mantimentos      suficientes para uma viagem prevista para durar mais de dois anos, enquanto      Henrique Montes convencia aos nativos a fornecer grandes quantidades de alimentos,      Martins Afonso de Souza decidiu enviar um pequeno destacamento com a miss\u00e3o      de explorar o interior da regi\u00e3o, que ap\u00f3s uma \u00e1rdua jornada de sessenta l\u00e9guas      pelas escarpadas de uma grande serra os expedicion\u00e1rios chegaram a uma aldeia      de um grande rei que recebeu os estrangeiros com grandes honras e concordou      em acompanha-los na jornada de volta at\u00e9 ao Rio de Janeiro, e que ao ser apresentado      com todas as formalidades a Martins Afonso de Souza, o chefe ind\u00edgena deu      preciosas informa\u00e7\u00f5es de que no Paraguai havia muito ouro e prata, e ap\u00f3s      tr\u00eas meses de perman\u00eancia no Rio de Janeiro, Martins Afonso de Souza zarpou      para o sul ao raiar do dia 1 de Agosto de 1531 e que por sugest\u00e3o de Henrique      Montes, seus navios fundearam em frente a Ilha de Cananeia no litoral sul      de S\u00e3o Paulo quase na fronteira com o Paran\u00e1, onde o marujo Pedro Annes que      vivia de longo data no Brasil foi enviado para vistoriar a regi\u00e3o e que ap\u00f3s      alguns dias retornou trazendo para bordo da nau-capitaneia o misterioso Bacharel      de Cananeia e alguns de seus homens que haviam desertado da expedi\u00e7\u00e3o comandada      por Dom Rodrigo de Acu\u00f1a em 1526. <\/p>\n   \n<p>E do encontro entre Martins Afonso de Souza e os homens do Bacharel de Cananeia,      um marinheiro espanhol chamado Francisco Chaves assegurou ao Comandante Martins      Afonso de Souza que caso lhe fossem fornecido alguns homens, ele voltaria      para aquele porto com alguns escravos carregados de prata e ouro, assim sendo      em 1 de Setembro de 1531 Francisco Chaves partiu de Cananeia pela trilha de      Peabiru em busca das riquezas do Imp\u00e9rio Inca em uma expedi\u00e7\u00e3o chefiada pelo      Capit\u00e3o Pero Lobo.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita25.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"367\" height=\"157\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><\/p>\n   \n<p>E logo ap\u00f3s a partida da expedi\u00e7\u00e3o Martins Afonso de Souza mandou colocar      um padr\u00e3o de pedra que eram usados pelos portugueses para sinalizar a posse      de territ\u00f3rios conquistados em al\u00e9m mar e partiu de Cananeia em dire\u00e7\u00e3o ao      Rio da Prata que em viagem cruzaram ao largo com o Porto dos Patos e passaram      por Porto de Dom Rodrigo e ap\u00f3s suplantar as correntes trai\u00e7oeiras a frota      ancorou no Cabo de Santa Maria, onde se estabelece o inicio do Estu\u00e1rio do      Prata onde a armada permaneceu ancorada durante oito dias e dali a expedi\u00e7\u00e3o      segui viagem atrav\u00e9s do Rio do Prata onde encontrou in\u00fameras dificuldades      devido as terr\u00edveis tormentas meridionais que abateram sobre os navios, a      na\u00fa-capitaneia na qual viajava Martins Afonso de Souza veio a naufragar matando      v\u00e1rios homens e perdendo muitas armas e os mantimentos armazenados em seus      por\u00f5es que seriam suficientes para a explora\u00e7\u00e3o da Bacia do Prata, por\u00e9m o      infort\u00fanio o for\u00e7ou a modificar os seus planos, pois ao depararem com um bergantim      de cedro que pertencera a expedi\u00e7\u00e3o de Sebasti\u00e3o Caboto encalhado na praia      e de terem recebido auxilio e mantimentos dos nativos Charrua, Martins Afonso      de Souza reuniu seus principais pilotos e assessores e decidiu que apenas      um pequeno grupo subiria o Rio da Prata sob o comando de Pero Lopes onde ali      deveria fincar dois padr\u00f5es de pedra. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita26.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"319\" height=\"427\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><strong><br \/>\n     Rota da Expedi\u00e7\u00e3o de Martins Afonso ao Brasil<\/strong><\/p>\n   \n<p>E ao longo da espera do retorno da expedi\u00e7\u00e3o de Pero Lopes, Martins Afonso      de Souza explorou o Estu\u00e1rio do Prata percorrendo a vasta extens\u00e3o de praias      baixa e arenosas quando realizou uma serie de medi\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas, e quanto      Martins Afonso de Souza explorava a in\u00f3spita Costa do Uruguai e do Rio Grande      do Sul, Pero Lopes subia o Rio da Prata com seus homens guiados por Henrique      Montes at\u00e9 as nascentes do Rio Paran\u00e1 onde ficaram dois padr\u00f5es de pedra com      os Bras\u00f5es de Portugal, a jornada de retorno foi muito atribulada, devido      as cheias de ver\u00e3o que tinham deixado o rio caudaloso e com muitos redemoinhos      que em um dado momento lan\u00e7ou o bergantim em que viajavam contra os rochedos,      depois de resgatarem o barco com muita dificuldade, e com um grande atraso      em rela\u00e7\u00e3o ao prazo combinado Pero Lopes reencontrou Martins Afonso de Souza      e o restante da expedi\u00e7\u00e3o em 27 de Dezembro na Ilha das Palmas na foz do estu\u00e1rio      de onde partiram de volta para o litoral do Brasil, passando ao largo de Imbituba      no sul de Santa Catarina e aportaram em Cananeia e ap\u00f3s duas semanas ancorados      zarparam para o norte prontos para concretizarem aquela que iria se tornar      a principal realiza\u00e7\u00e3o de sua expedi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Em 22 de Janeiro de 1532 Martins Afonso de Souza chegou em um vasto lagamar,      em meio ao qual havia diversas ilhas e onde desaguavam v\u00e1rios rios, ali ficava      o Porto dos Escravos em S\u00e3o Vicente um ponto estrat\u00e9gico da costa brasileira      j\u00e1 h\u00e1 muito conhecido por exploradores portugueses e espanh\u00f3is e alguns n\u00e1ufragos      e degredados portugueses que viviam explorando o tr\u00e1fico de escravos que na      maioria eram da na\u00e7\u00e3o Carij\u00f3 e prisioneiros de guerra dos Tupiniquim, grandes      aliados dos portugueses que chamavam S\u00e3o Vicente de Tumiaru ou lugar de mantimentos      em Tupi. <\/p>\n   \n<p>E assim que desembarcou na Ilha de S\u00e3o Vicente, Martins Afonso de Souza foi      recebido por dois homens brancos que se chamavam Jo\u00e3o Ramalho e o outro Ant\u00f4nio      Rodrigues e de alguns guerreiros bem armados que entre eles se encontravam      tr\u00eas caciques Tibiri\u00e7a e Caiubi que de imediato firmaram uma alian\u00e7a com Martins      Afonso de Souza e de Piquerobi que se manteve arredio e desconfiado com os      estrangeiros, eles eram lideres de cerca de vinte e cinco mil Tupiniquim (Tupim-iki      ou parentes dos Tupi) cujo territ\u00f3rios tribal se estendiam desde os arredores      de Cananeia at\u00e9 Bertioga, Tibiri\u00e7a o l\u00edder da tribo vivia na aldeia de Piratininga      na conflu\u00eancia do C\u00f3rrego Anhangaba\u00fa com o Riacho Tamanduatei, Caiubi liderava      a aldeia de Jerubatuba ao sul de Piratinga e a leste ficava Ururai a aldeia      comandada por Piquerobi e por seu filho Jaguaranho. <\/p>\n   \n<p>L\u00edder de uma vasto exercito particular, destemido e desafiador Jo\u00e3o Ramalho      por isto passou a ser consultado por Matins Afonso de Souza e seus assessores      a respeito de todo territorio e de todas tribos ind\u00edgenas que partiam de S\u00e3o      Vicente e de Cananeia, e da lenda do Rei Branco e da Serra da Prata.<\/p>\n   \n<p>Martins Afonso de Souza junto com Ant\u00f4nio Rodrigues e Jo\u00e3o Ramalho partiram      a bordo de bergantim em Tumiaru ingressando no vasto lagamar de Morpion at\u00e9      aportarem no ancoradouro de Pia\u00e7aguera de Cima na raiz da Serra de Paranapiacaba      de onde deram inicio \u00e0 uma jornada \u00e1rdua na subida da serra pela trilha dos      Tupiniquim at\u00e9 chegarem \u00e0s nascentes do Rio Tamanduate\u00ed sempre guiados por      Jo\u00e3o Ramalho e seus batedores ind\u00edgenas chegaram \u00e0 colina no topo da qual      se erguia Piratinga; a aldeia de Tibiri\u00e7\u00e1. <\/p>\n   \n<p>E no retorno de Martins Afonso de Souza para S\u00e3o Vicente ele j\u00e1 estava determinado      n\u00e3o s\u00f3 a fundar uma vila \u00e0 beira mar como a estabelecer um posto avan\u00e7ado      no topo do planalto justamente em Piratinga na aldeia de seu aliado Tibiri\u00e7\u00e1      de onde ele pretendia atingir o territ\u00f3rio do Rei Branco, e para primeira      tentativa de implantar a lei e a ordem lusitana no territorio, ele fez diversas      distribui\u00e7\u00e3o de terras entre os seus homens para constitu\u00edrem fazendas, criou      uma vila na Ilha de S\u00e3o Vicente e outra dentro do sert\u00e3o e fez nelas oficias      e p\u00f4s tudo em boa obra de justi\u00e7a, tamb\u00e9m iniciou a distribui\u00e7\u00e3o de amplas      sesmarias tanto no litoral como no sert\u00e3o cuja cerim\u00f4nias de doa\u00e7\u00e3o foram      feitas com toda a formalidade. <\/p>\n   \n<p>Apesar de, naquele momento estarem sendo destitu\u00eddos de largas por\u00e7\u00f5es de      seus primitivos territ\u00f3rios tribais, Martins Afonso de Souza mandou erguer      uma fortaleza na Barra de Bertioga no recanto dos Macacos, exatamente nos      dom\u00ednios dos Tupiniquim onde se confrontavam com o territorio dos Tamoios,      seus inimigos tradicionais que eram aliados dos franceses. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o Vicente e Piratinga n\u00e3o foram apenas as principais vilas fundadas pelos      portugueses no Brasil; foram tamb\u00e9m os dois primeiros estabelecimentos constru\u00eddos      pelos Europeus na Am\u00e9rica ao Sul do Equador, suas localiza\u00e7\u00f5es eram estrategicamente      perfeita era a porta de entrada para o sert\u00e3o, elas ficavam na demarca\u00e7\u00e3o      de Portugal, quase no limite com a zona que pertencia a Castela e ao fundar      Martins Afonso de Souza estava lan\u00e7ando a base a partir da qual os portugueses      poderiam tentar a conquista da Costa do Ouro e da Prata <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Capita27.jpg\" alt=\"Costa do Ouro e da Prata\" width=\"342\" height=\"285\" title=\"Costa do Ouro e da Prata\" \/><br \/>\n     Funda\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Vicente, SP<\/strong><\/p>\n   \n<p>E em 22 de Maio de 1532 ap\u00f3s quatro meses ajudando Martins Afonso de Souza      a se estabelecer em S\u00e3o Vicente e fundar Piratinga &#8211; Pero Lopes foi autorizado      a iniciar a viagem de voltar para Portugal; assim sendo com um gale\u00e3o e uma      na\u00fa e cinq\u00fcenta e seis homens a bordo Pero Lopes partiu de S\u00e3o Vicente e em      25 de Maio a pequena frota chegou ao Rio de Janeiro e dali seguiu para a Baia      de Todos os Santos de onde rumou para a Ilha de Santo Aleixo no litoral de      Pernambuco em frente a foz do Rio Sirinha\u00e9m, que ao chegar avistou fundeada      entre aquela ilha e o continente a qual foi imediatamente atacada, e ap\u00f3s      cinco horas de intensos combates, Pero Lopes venceu o inimigo que ao serem      capturados revelaram que um outro grupo de traficantes franceses de pau-brasil      haviam tomado e se instalados na Feitoria de Iguara\u00e7u em a\u00e7\u00e3o comandada por      Jean Duperet comerciante e capit\u00e3o da na\u00fa Peregrina, que na verdade se chamava      S\u00e3o Tom\u00e9, que havia sido roubada do armador portugu\u00eas Andr\u00e9 Afonso em fins      de 1530 na Costa da Guin\u00e9 e agora pertencia ao nobre franc\u00eas Berttrand d`Ornesan,      Bar\u00e3o de Saint Blanchard, almirante que chefiava a esquadra francesa do mediterr\u00e2neo      e que estava indignado por ter sido deixado de fora das propinas que o Bar\u00e3o      Saint Blanchard obtivera do Rei Francisco I, e no dia 11 de Agosto Pero Lopes      chegou \u00e0 feitoria ocupada pelos franceses onde por tr\u00eas semanas combateu e      venceu fragosamente o inimigo, e que logo ap\u00f3s tomar o forte mandou enforcar      o capit\u00e3o franc\u00eas, o Senhor de La Motte sendo que os seus vinte e os quarenta      e sete sobreviventes foram levados como prisioneiros para Portugal. <\/p>\n   \n<p><strong>Enquanto Pero Lopes e os franceses combatiam ferozmente em Pernambuco,      e a na\u00fa Peregrina estava sendo aprisionada no Mar do Mediterr\u00e2neo pela frota      de Ant\u00f4nio Correia, e devido a estes fatos Portugal suspendeu as negocia\u00e7\u00f5es      diplom\u00e1ticas que mantinha com a Fran\u00e7a a respeito ao Brasil, e com as noticias      enviadas pelo Bispo Dom Martinho para o Rei Dom Jo\u00e3o III e para Dom Ant\u00f4nio      de Ataide relatando-lhe todo o caso da captura da na\u00fa Peregrina, deixaram      os dois principais mandat\u00e1rios de Portugal indignados e por isto conclu\u00edram      que nem subornos e amea\u00e7as, nem a compra das Cartas de Corso eram artif\u00edcios      fortes e bastante para impedir o ass\u00e9dio dos franceses no litoral brasileiro,      para isto parecia restar uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Colonizar o Brasil.<\/p>\n   \n<h4>CRIST\u00d3V\u00c3O JACQUES<\/h4>\n   \n<p>Nasceu em 1480 no Algarve, navegante portugu\u00eas, fidalgo da Casa Real do Rei      Dom Manoel I, em 1516 foi encarregado do policiamento das costas brasileiras      em Pernambuco fundou a Feitoria de Itamarac\u00e1 em Novembro de 1516 quando aportou      em uma grande baia ele deu o nome de Baia de Todos os Santos, no Rio da Prata      combateu venceu e aprisionou grande n\u00famero de franceses, foi nomeado por Dom      Jo\u00e3o III como Governador das Partes do Brasil, em 1527 aprisionou tr\u00eas gale\u00f5es      franceses no rec\u00f4ncavo e devido a selvajaria praticada contra os prisioneiros,      acabou lhe causando grandes embara\u00e7os junto ao Rei Dom Jo\u00e3o III.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.geocities.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costa do Ouro e da Prata, Brasil, Capitanias, Heredit\u00e1rias, Jo\u00e3o III, Martins Afonso de Souza, Governo, Hist\u00f3ria, Costa do Ouro e da Prata<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14842","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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