{"id":14832,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/rapadura-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:17:19","modified_gmt":"2026-08-31T23:17:19","slug":"rapadura-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/rapadura-2\/","title":{"rendered":"Rapadura"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu27.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"235\" height=\"269\" \/><strong>\nRapadura <\/strong><\/p>\n\n<h4>O que \u00e9<\/h4>\nA <strong>rapadura <\/strong>\u00e9 um produto s\u00f3lido, de sabor doce, obtido pela concentra\u00e7\u00e3o a quente do caldo da cana-de-a\u00e7\u00facar (Saccharum officinarum), sua principal mat\u00e9ria-prima.\n\nTradicionalmente consumida pela popula\u00e7\u00e3o do Nordeste do Brasil, especialmente no sert\u00e3o, formado por camadas sociais de baixo poder aquisitivo e, ao mesmo tempo, reduzidas exig\u00eancias em qualidade, a <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 rica em vitaminas, ferro e fl\u00faor, possui grande teor energ\u00e9tico e pre\u00e7o baixo, al\u00e9m de ter caracter\u00edsticas de produto natural e org\u00e2nico.\n\nO produto, feito de mel de engenho dado certo ponto, algumas vezes tamb\u00e9m chamado de &#8220;raspadura&#8221; (palavra provinda do verbo raspar), originou-se das crostas de a\u00e7\u00facar presas as paredes das tachas, durante a fabrica\u00e7\u00e3o do mesmo, retiradas pela raspagem e moldadas como tijolos. Com o passar do tempo, recebeu alguns reguintes como a adi\u00e7\u00e3o de castanhas de caj\u00fa, amendoim, cabe\u00e7as-de-cravos e cascas de laranja.\n\nA fabrica\u00e7\u00e3o da <strong>rapadura<\/strong> iniciou-se nas Can\u00e1rias, ilhas espanholas do Atl\u00e2ntico, possivelmente no s\u00e9culo XVI, constituindo-se n\u00e3o apenas guloseimas, mas uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de transporte de alimento em pequena quantidade para uso individual.\n\nComo o a\u00e7\u00facar comumente umedecia-se e melava, o ladrilho de <strong>rapadura<\/strong> acompanhava o viajante carregados nas sacolas, devido ser de f\u00e1cil transporte e possibilitar pr\u00e1tica acomoda\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de resistir durante meses \u00e0s mudan\u00e7as atmosf\u00e9ricas.\n\nA iguaria, que ficou conhecida por andar junto com a farinha do sertanejo, ganhou status.\n\nDas mochilas de personagens famosos como Lampi\u00e3o, o Rei do Canga\u00e7o, a <strong>rapadura<\/strong> ganhou as prateleiras dos supermercados e serviu de tema para uma feira nordestina em Santa Cruz da Baixa Verde, a 444 km do Recife.\n\nA antiga comida dos escravos, e que s\u00f3 vez por outra frequentava a mesa das fam\u00edlias abastadas, teve as aten\u00e7\u00f5es voltadas sobre si, sobretudo depois que o LAFEPE (Laborat\u00f3rio Farmac\u00eautico de Pernambuco) levou em conta o poder nutritivo da <strong>rapadura<\/strong> para a produ\u00e7\u00e3o de pastilhas, de 1 a 4 miligramas, distribu\u00eddas na rede oficial de ensino do Estado de Pernambuco.\n<h4>Produ\u00e7\u00e3o da Rapadura<\/h4>\nA produ\u00e7\u00e3o de <strong>rapadura<\/strong> tem como insumo b\u00e1sico a cana-de-a\u00e7\u00facar, que deve ser cultivada sem defensivos agr\u00edcolas t\u00f3xicos ou adubos qu\u00edmicos, colhida manualmente sem o recurso da queimada (utilizada normalmente para facilitar a colheita) e colocada nos caminh\u00f5es transportadores sem mecaniza\u00e7\u00e3o.\n\nEstas condi\u00e7\u00f5es, nem sempre satisfeitas no processo real de produ\u00e7\u00e3o, s\u00e3o necess\u00e1rias para assegurar a qualidade adequada do produto natural compat\u00edvel com as exig\u00eancias do mercado.\n\nTendo a mesma base comum da produ\u00e7\u00e3o do mel de engenho e do a\u00e7\u00facar mascavo, o processo produtivo da <strong>rapadura<\/strong> deferencia-se apenas pelo processamento ap\u00f3s a concentra\u00e7\u00e3o do caldo.\n\n<strong>Ap\u00f3s o tratamento da mat\u00e9ria-prima, o processo de produ\u00e7\u00e3o do mela\u00e7o, a\u00e7\u00facar mascavo e rapadura segue etapas comuns at\u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o e cozimento do caldo, composto de tr\u00eas fases:<\/strong> lavagem e desfibramento da cana, moagem e coagem, e concentra\u00e7\u00e3o e cozimento do caldo.\n\n<strong>Para a produ\u00e7\u00e3o da rapadura, al\u00e9m destas tr\u00eas fases, o processo se desdobra em mais seis est\u00e1gios adicionais, ap\u00f3s a concentra\u00e7\u00e3o e cozimento:<\/strong> apura\u00e7\u00e3o do ponto do melado; batida do melado, para atingir o ponto a\u00e7ucarado; enformamento da massa; secagem, desenformamento e embalagem.\n\nComo observa-se, a l\u00f3gica da produ\u00e7\u00e3o segue os mesmos passos at\u00e9 a fase de concentra\u00e7\u00e3o do caldo. Neste momento, est\u00e1 pronto o mel de engenho, primeiro produto gerado pela interrup\u00e7\u00e3o do processo para deix\u00e1-lo em estado l\u00edquido. A diferen\u00e7a do mel para os outros produtos decorre do momento do &#8220;meximento&#8221;, encontrando o ponto de cozimento do mel.\n\nDeste momento em diante, \u00e9 poss\u00edvel, conforme o ponto de cozimento, chegar \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da <strong>rapadura<\/strong> (pela moldagem e secagem do caldo) e do a\u00e7\u00facar mascavo (avan\u00e7ando at\u00e9 a cristaliza\u00e7\u00e3o do caldo).\n\nO processo produtivo da <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 t\u00edpico da pequena produ\u00e7\u00e3o agroindustrial, adotando t\u00e9cnicas, m\u00e1quinas e equipamentos e modo de produ\u00e7\u00e3o quase em sua totalidade arcaicos, originando um produto de baixa qualidade. Todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o realizadas de forma bastante artesanal, com pouqu\u00edssima incorpora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, recorrendo a processos manuais e, normalmente, com poucos cuidados com a qualidade e higiene.\n\n<strong>Na produ\u00e7\u00e3o da rapadura e parte da prepara\u00e7\u00e3o do mel s\u00e3o utilizados m\u00e1quinas e equipamentos rudimentares, entre os quais se destacam:<\/strong>\n<blockquote>Machados para desfibrar a cana\nUm ou dois pares de terno (moendas), para a moagem da cana\nPeneiras para coar o caldo da cana\nTachos para concentrar e cozer o caldo\nFornalha, alimentada pelo pr\u00f3prio baga\u00e7o da cana, para concentra\u00e7\u00e3o e cozimento do caldo e obten\u00e7\u00e3o do melado\nTachos de madeira ou cobre para bater o melado e atingir a massa da rapadura\nF\u00f4rmas de madeira para enformar a rapadura\nM\u00e1quina de cortar e selar o papel filme para as embalagens\nP\u00e1s e esp\u00e1tulas<\/blockquote>\nEstas m\u00e1quinas e equipamentos utlizadas para a produ\u00e7\u00e3o da <strong>rapadura<\/strong> s\u00e3o adquiridas, geralmente, em sucatas e adaptadas \u00e0s necessidades dos engenhos em pequenas metal\u00fargicas. Sua manuten\u00e7\u00e3o de rotina \u00e9 realizada pelos pr\u00f3prios funcion\u00e1rios do engenho, quase sempre sem qualifica\u00e7\u00e3o adequada para a atividade.\n\nTodo o processo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9, em geral, realizado em um \u00fanico galp\u00e3o, de ch\u00e3o batido ou cimentado, quase sempre sem paredes externas, cobertos por telhados de telhas cer\u00e2micas ou zinco e sustentados por colunas.\n\nA secagem da <strong>rapadura<\/strong> se d\u00e1 em temperatura ambiente, sem prote\u00e7\u00e3o dos produtos.\n\nO embalo algumas vezes \u00e9 realizado em uma sala separada, mas tamb\u00e9m sem nenhum tipo de preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade do produto.\n<h4>Engenho<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu28.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"339\" height=\"180\" \/><strong>\nEngenho<\/strong><\/p>\nA visita a um engenho de <strong>rapadura<\/strong> representa uma viagem a um passado colonial onde, a maioria, se caracteriza por um baixo n\u00edvel tecnol\u00f3gico. O transporte da cana entre as planta\u00e7\u00f5es e o engenho \u00e9 feito no lombo do burro e a fonte energ\u00e9tica mais utilizada \u00e9 a lenha. Os equipamentos utilizados na produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m representam uma volta no tempo. Moendas, tanques, fornalhas, tachos, gamelas e formas n\u00e3o s\u00e3o substitu\u00eddas h\u00e1 muito tempo apesar de haver quem dedique-se ao fabrico dessas pe\u00e7as.\n\nEstes engenhos, passados de pai para filhos, existem h\u00e1 mais de cem anos e conserva suas caracter\u00edsticas originais, embora a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria n\u00e3o justifique o atraso no qual a <strong>rapadura<\/strong> ainda vive mergulhada. Os trabalhadores enfrentam jornadas de at\u00e9 14 hs, por baixos sal\u00e1rios, e os propriet\u00e1rios, por sua vez, nem sempre t\u00eam garantida a comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.\n\nComo se n\u00e3o bastasse, os donos de engenhos mais rudimentares ainda convivem com a concorr\u00eancia desleal por parte daqueles que produzem a <strong>rapadura<\/strong> do a\u00e7\u00facar, feitas em fornalhas montadas em qualquer ambiente.\n\nEssas <strong>rapaduras<\/strong>, que imitam as tradicionais feitas com cana, saem bem mais rent\u00e1vel porque n\u00e3o precisa de tanta gente para fabric\u00e1-la al\u00e9m de consumir um tempo do que a de cana.\n\nOs engenhos tradicionais, al\u00e9m da <strong>rapadura<\/strong>, fabricam tamb\u00e9m o alfinin, mel e batida (rapadura temperada com canela e cravo).\n\nSegundo estudos anteriores, existem atualmente, em Pernambuco, perto de 300 engenhos de <strong>rapadura<\/strong> (grande parte desativados), em sua maioria origin\u00e1rios do s\u00e9culo passado e mantendo as mesmas caracter\u00edsticas b\u00e1sicas.\n\nA maior parte destes engenhos de <strong>rapadura<\/strong> est\u00e3o localizados no sert\u00e3o, mais precisamente na regi\u00e3o de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, em Pernambuco, enfrentando forte decl\u00ednio de produ\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia das prolongadas estiagens, do tipo da cana cultivada (impr\u00f3pria a regi\u00e3o) e das t\u00e9cnicas obsoletas e inadequadas de cultivo e produ\u00e7\u00e3o.\n\nComo consequ\u00eancia, surgiram na regi\u00e3o diversas fornalhas de a\u00e7\u00facar que s\u00e3o utilizadas para a fabrica\u00e7\u00e3o de uma &#8220;<strong>rapadura<\/strong>&#8221; derivada do pr\u00f3prio a\u00e7\u00facar, com produtividade e rentabilidade muito superior \u00e0 produzida nos engenhos tradicionais.\n\nApesar de n\u00e3o poder ser considerada um produto original, esta <strong>rapadura<\/strong> preenche o mercado regional de baixa exig\u00eancia.\n\nAo mesmo tempo que o setor rapadureiro de Pernambuco entra em decl\u00ednio no sert\u00e3o, come\u00e7am a surgir novos produtores de <strong>rapadura<\/strong> e mel de engenho na Zona da Mata, respondendo, por seu turno, \u00e0 crise do grande segmento produtor de a\u00e7\u00facar.\n<h4>Comercializa\u00e7\u00e3o da Rapadura<\/h4>\nA <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 comercializada na pr\u00f3pria unidade de produ\u00e7\u00e3o e em cidades pr\u00f3ximas, atrav\u00e9s de intermedi\u00e1rios que a revendem para negocia\u00e7\u00e3o em feiras e mercearias de pequenas cidades do interior e para supermercados das cidades p\u00f3lo e da capital. Parte da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m comercializada em lojas de produtos naturais ou regionais, restaurantes e, em pouqu\u00edssimos casos, negociadas e vendidas em outros estados ou a institui\u00e7\u00f5es governamentais.\n\nO segmento de <strong>rapadura<\/strong> opera num mercado concorrencial com muito baixa barreira \u00e0 entrada, particularmente devido \u00e0 pequena escala de produ\u00e7\u00e3o &#8211; baixo investimento inicial &#8211; e perfil do consumidor regional, com baixa exig\u00eancia de qualidade. Como um produto artesanal e de pequena escala, utiliza tecnologias simplificadas e de baixo custo, constituindo fator de competitividade o dom\u00ednio do conhecimento do ponto de cozimento e processamento do produto.\n\nPara explorar o mercado internacional, altamente competitivo, muito exigente e com grande depend\u00eancia dos intermedi\u00e1rios da exporta\u00e7\u00e3o, os produtores locais ter\u00e3o que introduzir mudan\u00e7as no processo produtivo, principalmente para assegurar qualidade, padroniza\u00e7\u00e3o do produto, higiene nas unidades produtivas e cuidados na qualidade da mat\u00e9ria.\n\nFonte: br.geocities.com\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<h4>O que \u00e9<\/h4>\nA <strong>rapadura <\/strong>\u00e9 feita com o caldo da cana-de-a\u00e7\u00facar (Saccharum officinarum) e sua fabrica\u00e7\u00e3o iniciou-se no s\u00e9culo XVI, nas Ilhas Can\u00e1rias, ilhas espanholas do oceano Atl\u00e2ntico. No mesmo s\u00e9culo come\u00e7ou a produ\u00e7\u00e3o no Brasil. A rapadura era servida de alimento para os escravos dos engenhos.\n\nPelo sabor agrad\u00e1vel, tornou-se parte da dieta do sertanejo. Antigamente as camadas de a\u00e7\u00facar que ficavam grudadas nos tachos davam origem \u00e0 rapadura.\n\nO caldo de cana-de-a\u00e7\u00facar era fervido, depois moldado e submetido a secagem. Ao longo dos anos castanhas, amendoim, cravos e cascas de laranja foram acrescentados no preparo.\n\nA <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 bastante consumida no Brasil, principalmente no Nordeste.\n\n<strong>Na \u00cdndia e em outras regi\u00f5es da Am\u00e9rica Latina recebe diferentes nomes:<\/strong> panela, piloncillo, panel\u00f3n, chancaca, empanizao e tapa de dulce.\n\nO seu consumo varia considerando os h\u00e1bitos alimentares e culturais de cada regi\u00e3o.\n\nNo Brasil \u00e9 utilizada para substituir o a\u00e7\u00facar, consumida pura ou com queijo. Em outras regi\u00f5es \u00e9 usada como medicamento, na receita de drinks e molhos que acompanham pratos salgados.\n\nAtualmente ela \u00e9 produzida em mais de 30 pa\u00edses e a \u00cdndia \u00e9 respons\u00e1vel por 67% dessa produ\u00e7\u00e3o; seguida pela Col\u00f4mbia, que \u00e9 o maior consumidor mundial (cerca de 32 quilos por habitante\/ano).\n\nO Brasil encontra-se em s\u00e9timo lugar na produ\u00e7\u00e3o, com 80 mil toneladas por ano e consumo de 1,4 quilos por habitante\/ano.\n\nNo Brasil, a regi\u00e3o Nordeste produz 67% da rapadura nacional e o Cear\u00e1 \u00e9 o principal\u00a0 produtor. O Estado de Minas Gerais fica em segundo lugar nesse ranking de\u00a0produ\u00e7\u00e3o, correspondendo a 27%.\n\nO sistema de produ\u00e7\u00e3o da rapadura \u00e9 de baixo custo, sendo vinculado \u00e0s pequenas propriedades familiares e, muitas vezes, sem interesses comerciais. Assim, a padroniza\u00e7\u00e3o da rapadura torna-se dif\u00edcil.\n\nA fabrica\u00e7\u00e3o da rapadura inicia-se com o corte e r\u00e1pido transporte da cana-de a\u00e7\u00facar, para que n\u00e3o haja perdas na qualidade do produto final.\u00a0 A cana \u00e9 mo\u00edda e seu caldo \u00e9 levado para a decanta\u00e7\u00e3o, para que\u00a0impurezas sejam separadas. Esse caldo passa por um processo de clarifica\u00e7\u00e3o e depois \u00e9 fervido at\u00e9 atingir o ponto para batimento. O caldo concentrado \u00e9 moldado e, ap\u00f3s o resfriamento, \u00e9 desenformado e embalado.\n\nNutricionalmente, a rapadura \u00e9 rica em carboidratos como sacarose, frutose e glucose, sendo uma \u00f3tima fonte de energia. Possui prote\u00ednas, \u00e1gua e minerais como pot\u00e1ssio, c\u00e1lcio, magn\u00e9sio, f\u00f3sforo, s\u00f3dio, ferro, mangan\u00eas, zinco, fl\u00faor e cobre. Al\u00e9m disso, cont\u00e9m pr\u00f3-vitamina A, vitaminas B1, B2, B5, B6, C, D2, E e PP.\n\nA rapadura \u00e9 diferente do a\u00e7\u00facar convencional pelo seu valor nutricional, que \u00e9 mais consider\u00e1vel; contudo, possui valor comercial mais elevado, o per\u00edodo de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 menor e \u00e9 de dif\u00edcil dissolu\u00e7\u00e3o e dosagem.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu34.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"292\" height=\"201\" \/><strong>\nRapadura<\/strong><\/p>\n\n<h4>VALOR NUTRITIVO DA RAPADURA<\/h4>\nA <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 famosa pelo seu alto valor cal\u00f3rico, sendo rica tamb\u00e9m em vitaminas, minerais e prote\u00ednas.\n<table id=\"customers2\" border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th colspan=\"2\"><strong>Por\u00e7\u00e3o: 100g <\/strong><\/th>\n<th class=\"centro\">\n<p class=\"imagem\">% VD*<\/p>\n<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Valor energ\u00e9tico<\/td>\n<td>352.0kcal<\/td>\n<td>18%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Carboidratos<\/td>\n<td>90.8g<\/td>\n<td>30%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Prote\u00ednas<\/td>\n<td>1.0g<\/td>\n<td>1%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Fibras sol\u00faveis<\/td>\n<td>0.0g<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>C\u00e1lcio<\/td>\n<td>30.5mg<\/td>\n<td>3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Piridoxina B6<\/td>\n<td>0.0mg<\/td>\n<td>0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Mangan\u00eas<\/td>\n<td>1.7mg<\/td>\n<td>74%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Magn\u00e9sio<\/td>\n<td>47.2mg<\/td>\n<td>18%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Lip\u00eddios<\/td>\n<td>0.1g<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>F\u00f3sforo<\/td>\n<td>21.3mg<\/td>\n<td>3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Ferro<\/td>\n<td>4.4mg<\/td>\n<td>31%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Pot\u00e1ssio<\/td>\n<td>458.9mg<\/td>\n<td>&#8211;<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Cobre<\/td>\n<td>0.2ug<\/td>\n<td>0%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Zinco<\/td>\n<td>0.6mg<\/td>\n<td>9%<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>S\u00f3dio<\/td>\n<td>21.7mg<\/td>\n<td>1%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Rapadura &#8211; Tabela Brasileira de Composi\u00e7\u00e3o de Alimentos &#8211; TACO <\/strong>\n\nFonte: www.nutricaoemfoco.com.br\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<h4><strong>Os benef\u00edcios da rapadura<\/strong><\/h4>\n<blockquote>Previne v\u00e1rias doen\u00e7as\nEstimula o crescimento\nAuxilia no combate a anemia\n\u00c9 fonte de energia para o ser humano\nFonte natural de ferro, c\u00e1lcio e f\u00f3sforo\nVitaminas que protegem o sistema nervoso.<\/blockquote>\n<p class=\"pClass\">A <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 um produto integral, sem refino, puro e com a mesma utiliza\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar. Disp\u00f5e de vitaminas essenciais que complementam a alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria.<\/p>\nAntigamente a <strong>rapadura<\/strong> era o produto s\u00f3lido originado da raspagem das camadas de a\u00e7\u00facar que ficavam grudadas nos tachos de fabrica\u00e7\u00e3o do produto.\n\nA <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 fabricada a partir da fervura do caldo de cana, e em seguida, \u00e9 moldada e seca.\n\nSua fabrica\u00e7\u00e3o iniciou-se no s\u00e9culo XVI nas Ilhas Can\u00e1rias, territ\u00f3rio espanhol. No mesmo s\u00e9culo, teve in\u00edcio a produ\u00e7\u00e3o no Brasil, nos primeiros engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar, servindo de alimento para os escravos. Pela praticidade de transporte e sabor agrad\u00e1vel, tornou-se parte da dieta alimentar do sertanejo, e ainda hoje, \u00e9 considerada &#8220;comida de pobre\u0094.\n<p class=\"pClass\">Sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 rica em vitaminas como A, B, C, D e E, e sais minerais como ferro, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, pot\u00e1ssio e magn\u00e9sio.<\/p>\n<p class=\"pClass\">\u00c9 um produto energ\u00e9tico e de boa aceitabilidade, sendo recomendada como alimento essencial ao desenvolvimento humano. Ela fornece as calorias necess\u00e1rias que o organismo exige, al\u00e9m do que, apresenta uma grande vantagem em rela\u00e7\u00e3o a outros alimentos industrializados que \u00e9 o baixo custo. \u00c9 um alimento bem tolerado por rec\u00e9m nascidos, porque ajuda a evitar a forma\u00e7\u00e3o de gazes e previne a constipa\u00e7\u00e3o, por apresentar a\u00e7\u00e3o laxante. O ferro contido na rapadura previne a anemia e por ser facilmente assimil\u00e1vel, contribui para manter est\u00e1vel o n\u00edvel de hemoglobina, que \u00e9 primordial no transporte de oxig\u00eanio para as c\u00e9lulas.<\/p>\n<p class=\"pClass\">O ferro tamb\u00e9m fortalece o sistema imunol\u00f3gico da crian\u00e7a e previne enfermidades do sistema respirat\u00f3rio e urin\u00e1rio; o magn\u00e9sio fortalece o sistema nervoso infantil. O pot\u00e1ssio \u00e9 indispens\u00e1vel para uma boa atividade celular, mant\u00e9m o equil\u00edbrio \u00e1cido-base e combate a acidez excessiva; o c\u00e1lcio contido na rapadura ajuda na forma\u00e7\u00e3o de boa denti\u00e7\u00e3o, ossos mais fortes, assim como na preven\u00e7\u00e3o de c\u00e1ries nas crian\u00e7as, ajudando ainda a evitar enfermidades articulares, como osteoporose que se apresenta na fase adulta.<\/p>\n\n<h4 class=\"pClass\"><b>PROPRIEDADES<\/b><\/h4>\n<p class=\"pClass\" align=\"center\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu42.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"342\" height=\"242\" \/><\/b><strong>\nRapadura<\/strong><\/p>\n\n<h4 class=\"pClass\">Rapadura (e mela\u00e7o de cana)<\/h4>\n<p class=\"pClass\">A <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 rica em pot\u00e1ssio, ferro, c\u00e1lcio e f\u00f3sforo, possuindo grande teor energ\u00e9tico.<\/p>\n<p class=\"pClass\"><strong>Em duas colheres dissolvidas em \u00e1gua, tem:<\/strong><\/p>\n\n<table id=\"table8122\" border=\"0\" width=\"280\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">\u00c1gua (%)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">24<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Calorias<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">85<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Prote\u00edna (g)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Gordura (g)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">\u00c1cido Graxo Saturado (g)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">\u00c1cido Graxo Monoinsaturado (g)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">\u00c1cido Graxo Poliinsaturado (g)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Colesterol (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Carboidrato (g)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">22<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">C\u00e1lcio (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">274<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">F\u00f3sforo (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">34<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Ferro (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">10,1<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Pot\u00e1ssio (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">1.171<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">S\u00f3dio (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">38<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Vitamina A (UI)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Vitamina A (Retinol Equivalente)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Tiamina (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0.04<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Riboflavina (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0,08<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">Niacina (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td height=\"18\">\u00c1cido Asc\u00f3rbico (mg)<\/td>\n<td align=\"center\" height=\"18\">0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\nFonte: www.rapadurascastilho.com.br\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu29.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"317\" height=\"186\" \/><strong>\nRapadura<\/strong><\/p>\n\n<h4>Como Produzir Rapadura, Melado e A\u00e7\u00facar Mascavo<\/h4>\nA fabrica\u00e7\u00e3o dos diversos derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar j\u00e1 s\u00e3o velhos conhecidos nossos.\n\nProdutos como melado, <strong>rapadura<\/strong> e a\u00e7\u00facar mascavo s\u00e3o iguarias que apresentam boa aceita\u00e7\u00e3o no mercado.\n\nO crescimento de movimentos que divulgam o consumo de alimentos naturais fez com que esse mercado voltasse a crescer e o que antes havia ficado esquecido voltar a ganhar espa\u00e7o no mercado. Outro ponto a ser observado \u00e9 o mercado institucional, como \u00e9 o caso da merenda escolar.\n\nDiversos munic\u00edpios brasileiros inclu\u00edram a <strong>rapadura<\/strong> na merenda escolar. O produto est\u00e1 sendo inclu\u00eddo tamb\u00e9m entre os itens das cestas b\u00e1sicas distribu\u00eddas pela administra\u00e7\u00e3o nacional do programa de cestas b\u00e1sicas. Esses fatos devem ser bem analisados pelo fabricante do produto, pois pode ser uma \u00e1rea a ser explorada.\n\nA import\u00e2ncia de se trabalhar com efici\u00eancia e manter a qualidade e a produtividade se devido ao fato de que a defici\u00eancia na qualidade afasta os consumidores dos produtos e baixa a produtividade, o que prejudica a capacidade de competi\u00e7\u00e3o.\n\nPara manter sempre a qualidade da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 sugerido que o produtor esteja atento aos fatores que fazem diferen\u00e7a na melhoria do empreendimento, que s\u00e3o a qualidade da mat\u00e9ria-prima, as instala\u00e7\u00f5es, a qualidade da \u00e1gua utilizada e da m\u00e3o-de-obra e a observa\u00e7\u00e3o nas tend\u00eancias do mercado.\n\nO treinamento e a conscientiza\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios da f\u00e1brica sobre o que \u00e9 a import\u00e2ncia da qualidade para a empresa e para eles pr\u00f3prios \u00e9 a base para o sucesso no processo de fabrica\u00e7\u00e3o, uma vez que esse processo \u00e9 artesanal.\n<h4>Os produtos<\/h4>\n<h4><strong>Rapadura<\/strong><\/h4>\nA <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 um produto rico em vitaminas, ferro e fl\u00faor, al\u00e9m de possuir um elevado teor energ\u00e9tico. A guloseima teve sua origem nas Ilhas Can\u00e1rias, ilhas espanholas do Atl\u00e2ntico, e surgiu das crostas de a\u00e7\u00facar presas \u00e0s paredes das tachas durante a fabrica\u00e7\u00e3o de mel de engenho.\n<h4>A\u00e7\u00facar Mascavo<\/h4>\nPara se obter a a\u00e7\u00facar, o caldo de cana passa por v\u00e1rias etapas de cristaliza\u00e7\u00e3o e o a\u00e7\u00facar mascavo \u00e9 obtido logo no in\u00edcio desse processo. Esse a\u00e7\u00facar n\u00e3o passa pelo processo de refinamento e, por isso, mant\u00e9m as vitaminas e sais minerais da cana-de-a\u00e7\u00facar.\n\n&nbsp;\n<h4>Melado<\/h4>\nO melado \u00e9 um liquido xaroposo obtido por meio da evapora\u00e7\u00e3o do caldo de cana ou da <strong>rapadura<\/strong> e \u00e9 considerado um alimento de grande import\u00e2ncia em determinadas regi\u00f5es do pa\u00eds. Seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o difere nas regi\u00f5es do pa\u00eds, podendo ser consumido puro ou misturado a outros alimentos como queijo, farinha, biscoitos, al\u00e9m de ser muito utilizado como ingrediente na ind\u00fastria de confeitaria, bebida, balas e outras.\n\nO melado \u00e9 tamb\u00e9m chamado mel de engenho e corresponde ao caldo de cana filtrado, decantado e limpo, evaporado e concentrado at\u00e9 a consist\u00eancia de xarope n\u00e3o cristaliz\u00e1vel.\n<h4>Prepara\u00e7\u00e3o<\/h4>\nPara se obter produtos de qualidade \u00e9 preciso se ter mat\u00e9ria-prima de qualidade tamb\u00e9m. Os cuidados ao adquirir a cana s\u00e3o fundamentais. A melhor mat\u00e9ria-prima \u00e9 aquela que tem maior teor e pureza de a\u00e7\u00facar.\n\nO a\u00e7\u00facar, a <strong>rapadura<\/strong> e o melado s\u00e3o produzidos por meio da moagem da cana e por isso essa etapa deve ser feita com bastante cuidado. Ao sair das moendas o caldo cont\u00e9m goma, graxa e cera, al\u00e9m de corantes.\n\nEsse material deve ser retirado, primeiramente, pelo aquecimento do mesmo, por\u00e9m existem algumas subst\u00e2ncias que necessitam de tratamento mais efetivo para tratamento necess\u00e1rio at\u00e9 que chegue ao ponto de produ\u00e7\u00e3o da <strong>rapadura<\/strong>, do melado e do a\u00e7\u00facar mascavo.\n\nAp\u00f3s a prepara\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, encontra-se o \u0093ponto\u0094, que deve ser atingido com baixo aquecimento para evitar a queima do caldo.\n\n<strong>Abaixo mostramos alguns cuidados que devem ser observados durante a etapa de concentra\u00e7\u00e3o do caldo de cana.<\/strong>\n<blockquote>A cana deve estar sempre madura e rec\u00e9m cortada\nEfetuar a corre\u00e7\u00e3o da acidez do caldo\nA limpeza deve ser eficiente em todas as fases de concentra\u00e7\u00e3o do caldo\nManter sempre a higieniza\u00e7\u00e3o no ambiente de produ\u00e7\u00e3o\nManter uniformidade de distribui\u00e7\u00e3o de calor entre as tachas<\/blockquote>\n<strong>Ponto para rapadura<\/strong>\n\nAo se aproximar do ponto, o xarope se transforma em melado com aspecto de borbulhamento.\n\nNesse ponto devem-se retirar amostras e coloc\u00e1-las em vasilha com \u00e1gua fria e, com os dedos, tenta-se formar uma bola, que quando for formada representa o ponto certo.\n\n<strong>Rapadura<\/strong> mais macia, bola mais mole. Outra maneira de conferir o ponto \u00e9 deixar escorrer o melado em um len\u00e7ol. Fios finos e esvoa\u00e7antes com ligeiro vapor formado, melado no ponto correto.\n\n<strong>Ponto para a\u00e7\u00facar mascavo<\/strong>\n\nOs fios sobrenadantes do len\u00e7ol sobre a \u00e1gua fria, quando puxados \u00e0 m\u00e3o, n\u00e3o esticam, quebrando-se. A amostragem em \u00e1gua fria, moldando-a com os dedos, forma uma rede e, se atirada \u00e0 parede, quebra-se como vidro.\n\n<strong>Ponto para o melado<\/strong>\n\nA melhor maneira de encontrar o ponto do melado \u00e9 medindo o Brix do mesmo. Quanto maior o Brix, mais longo \u00e9 o seu per\u00edodo de validade, por\u00e9m, menor o seu rendimento.\n<h4>Descarga, moldagem e armazenamento<\/h4>\n<h4><strong>Rapadura<\/strong><\/h4>\nDepois de obter o ponto, a massa deve ser imediatamente transferida para coxos de madeira at\u00e9 resfriar. Nesse local, a massa deve ser mexida constantemente at\u00e9 resfriar. O ponto da moldagem nas formas se d\u00e1 quando a massa estiver brilhante, mais clara e espessa. O produto deve permanecer em formas at\u00e9 o seu endurecimento (o que leva entre 20 e 60 minutos).\n\nAp\u00f3s a retirada, \u00e9 recomend\u00e1vel deixar a <strong>rapadura<\/strong> em local arejado por 24 horas para completar o endurecimento. Ela deve ser embalada individualmente em papel manteiga.\n\nPara o armazenamento \u00e9 preciso prevenir que a <strong>rapadura<\/strong> n\u00e3o mele. Para isso, al\u00e9m das preven\u00e7\u00f5es durante a prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso armazen\u00e1-la em local seco e evitar a forma\u00e7\u00e3o de blocos compactos. O dep\u00f3sito deve ter paredes grossas e janelas bem vedadas, laje e telha de barro como cobertura. A constru\u00e7\u00e3o deve ser pr\u00f3xima \u00e0 f\u00e1brica.\n\n<strong>A\u00e7\u00facar mascavo<\/strong>\n\nAp\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o do ponto, o xarope deve ser removido como a <strong>rapadura<\/strong> para ser resfriado.\n\nA massa deve ser batida em todos os sentidos at\u00e9 transformar-se em a\u00e7\u00facar. Se o produtor mesmo for respons\u00e1vel pela embalagem, com sua pr\u00f3pria marca, ele ser\u00e1 muito beneficiado comercialmente. Observar as tend\u00eancias do mercado \u00e9 muito importante. Por exemplo, comercializar o produto em cubinhos compactados \u00e9 uma forma de atrair clientes como donos de restaurantes, transportes a\u00e9reos e caf\u00e9s.\n\nO processo de estocagem \u00e9 semelhante ao da <strong>rapadura<\/strong>.\n\n<strong>Melado<\/strong>\n\nAs opera\u00e7\u00f5es com o melado est\u00e3o ligadas \u00e0 maneira como ele vai ser embalado. Se a embalagem for de vidro, o melado \u00e9 resfriado na pr\u00f3pria taxa e depois colocado na embalagem, hermeticamente fechada, e, de boca para baixo, \u00e9 submetida a jatos de \u00e1gua fria. No caso do sach\u00ea, o produto deve ser resfriado antes de acondicionado.\n\nFonte: www.nordesteweb.com\n<h6>Rapadura<\/h6>\nA <strong>rapadura<\/strong> teve origem nas Ilhas Can\u00e1rias, no s\u00e9culo XVI como\u00a0 uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de transporte de alimento em pequena quantidade para uso individual.\n\nComo o a\u00e7\u00facar comumente umedecia e melava, o ladrilho de rapadura acompanhava o viajante carregados nas sacolas, devido ser de f\u00e1cil transporte e possibilitar pr\u00e1tica acomoda\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de resistir durante meses \u00e0s mudan\u00e7as atmosf\u00e9ricas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu30.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"306\" height=\"221\" \/>\nMoenda<\/strong><\/p>\nNo Brasil, a cana chegou em 1532. Logo ap\u00f3s teve in\u00edcio a produ\u00e7\u00e3o da rapadura nos primeiros engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar. Aqui a rapadura servia de alimento para os escravos. A iguaria, que ficou conhecida por andar junto com a farinha do sertanejo e tamb\u00e9m considerada como &#8220;comida de pobre&#8221;, ganhou status.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu31.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"338\" height=\"242\" \/>\nEngenho<\/strong><\/p>\n\n<h4><strong>Fabrica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\nA cana \u00e9 mo\u00edda para extrair o caldo de cana, depois o l\u00edquido \u00e9 colocado no tacho para ser fervido. Nesta etapa com a elevada temperatura do caldo, as impurezas v\u00e3o para cima do tacho e s\u00e3o retiradas. O caldo \u00e9 colocado em uma caixa de dep\u00f3sito, \u00e9 fervido mais uma vez e se torna melado.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu32.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"244\" height=\"370\" \/>\nMelado<\/strong><\/p>\nO melado \u00e9 retirado, coado e colocado em canoas onde \u00e9 batido para que fique bem grosso.\n\nAo ser retirado das canoas \u00e9 colocado no estandarte para ganhar a forma de rapadura. Depois de frio a rapadura \u00e9 retirada do estandarte.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu33.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"335\" height=\"246\" \/>\nRapadura<\/strong><\/p>\nFonte: modadecomidachefcrisleite.com\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu35.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"200\" height=\"290\" \/><strong>\nCana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\nA <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>, Saccharum Officinarum, \u00e9 uma das seis esp\u00e9cies do g\u00eanero Saccharum, gram\u00edneas altas, provenientes do Sudeste Asi\u00e1tico. \u00c9 uma planta da fam\u00edlia Poaceae, com as quais se relaciona com a forma da infloresc\u00eancia (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com l\u00e2minas de s\u00edlica em suas bordas e bainha aberta.\n\nA cana colhida \u00e9 processada, com a retirada do caule, que \u00e9 esmagado, libertando os sucos (garapa) que s\u00e3o fervidos, resultando da\u00ed o mela\u00e7o, do qual o a\u00e7\u00facar \u00e9 cristalizado.\n\nPode ser utilizado na produ\u00e7\u00e3o de rum, aguardente &#8211; popular cacha\u00e7a, a\u00e7\u00facar mascavo, <strong>rapadura<\/strong>, papel e papel\u00e3o, \u00e1lcool combust\u00edvel e ultimamente o Biodiesel.\n\n<strong>Mas a hist\u00f3ria da Rapadura de Cana-de-A\u00e7\u00facar \u00e9:<\/strong>\n\nConhecidos como caldeireiros, eles esperam a ordem do chefe para despejar a cana-de-a\u00e7\u00facar nas m\u00e1quinas de moer. Primeira etapa de um longo processo.\n\n<strong>Um ritual bastante comum e praticado h\u00e1 centenas de anos:<\/strong> M\u00e9todo artesanal de produ\u00e7\u00e3o da <strong>Rapadura<\/strong> de Cana-de-A\u00e7\u00facar.\n\nTal como o conhecemos hoje, o doce teve sua origem na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar mascavo, que chegou ao Brasil com os portugueses no s\u00e9culo 16.\n\n<strong>O caldo da cana-de-a\u00e7\u00facar, garapa, era cozido e depositado (melado) num recipiente chamado p\u00e3o-de-a\u00e7\u00facar:<\/strong> um cone de madeira cujo formato iria nomear o morro carioca, o mais famoso cart\u00e3o-postal brasileiro.\n\nAntes do s\u00e9culo 19 &#8211; momento em que a produ\u00e7\u00e3o se intensifica, os primeiros produtores de cana no Nordeste Brasileiro mo\u00edam a planta em engenhos de almanjarra, nome que caracteriza as moendas puxadas por bois. Muitas vezes, no entanto, eram os escravos que faziam o servi\u00e7o.\n\nNo decorrer do processo, depois que a garapa era cristalizada, uma massa com diversas tonalidades era concebida. Na camada inferior, por onde o restante do l\u00edquido escorria, acumulava-se uma parte escura. Em cima, a massa tinha um tom alvo. Os senhores-de-engenho faziam quest\u00e3o de ficar com a por\u00e7\u00e3o clara do a\u00e7\u00facar, considerada na \u00e9poca a mais nobre. Aos escravos, por sua vez, restava o trecho pardacento do doce. Ironicamente, o mais rico em nutrientes.\n\n\u00c9 um alimento t\u00edpico da culin\u00e1ria brasileira, 100% natural. Alto teor nutritivo, altamente rica em ferro, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, s\u00f3dio e pot\u00e1ssio. Indicada na preven\u00e7\u00e3o de anemias, com vitaminas do complexo B, Tiamina, Riboflavina e Niacina, que atuam na defesa do sistema nervoso, evitando irritabilidade e depress\u00e3o.\n\nNo p\u00e3o-de-a\u00e7\u00facar, o utens\u00edlio portugu\u00eas, a massa escura, melado, permanecia em depura\u00e7\u00e3o durante seis dias, per\u00edodo no qual o caldo vertia por meio de um \u00fanico orif\u00edcio, at\u00e9 que restasse somente o a\u00e7\u00facar cristalizado. Em seguida, os escravos quebravam o bloco para fazer o a\u00e7\u00facar mascavo.\n\nFoi s\u00f3 no s\u00e9culo 17 que a rapadura ganhou o formato de tabletes. E h\u00e1 quem diga que essa forma de produ\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio aqui, no Brasil, no Nordeste, estado da Para\u00edba, atual munic\u00edpio de Areias, localizado na regi\u00e3o serrana do estado, uma zona de clima ameno conhecida pelo nome de Brejo Paraibano. Fundado em 1605 como vila e elevado ao status de cidade em 1846, o lugar comemora a declara\u00e7\u00e3o de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Nacional. Na inten\u00e7\u00e3o de manter viva a fabrica\u00e7\u00e3o tradicional e o seu significado popular, a Universidade Federal da Para\u00edba criou, em Areia, na Fazenda da V\u00e1rzea, o Museu da Rapadura, o \u00fanico do pa\u00eds.\n\nDe qualquer maneira, mais tarde, passaram a ser utilizados mecanismos movidos a rodas-d&#8217;\u00e1gua e, finalmente, no s\u00e9culo 19, chegaram as primeiras m\u00e1quinas inglesas a vapor. S\u00f3 por volta de 1930, quando a Inglaterra enviou motores a diesel para o Brasil, a rapadura come\u00e7ou a ser produzida em larga escala. Um \u00fanico engenho passaria, ent\u00e3o, de uma m\u00e9dia de 200 tabletes de 500 gramas por dia para 2 mil unidades.&#8221;\n\nAinda que tenha por mat\u00e9ria-prima somente a cana-de-a\u00e7\u00facar, a <strong>rapadura<\/strong> tem um alto valor nutritivo, superando em quase dez vezes os sais minerais presentes no a\u00e7\u00facar branco refinado. \u00c9 exatamente esse alto teor de ferro, magn\u00e9sio, c\u00e1lcio, mangan\u00eas e outros minerais que ajuda a combater doen\u00e7as como a anemia e a osteoporose.\n\nCuriosamente, em termos nacionais, ela ainda sofre com o estigma de ser um primo pobre na alimenta\u00e7\u00e3o, talvez por seu aspecto escuro e artesanal.\n\nCada vez mais, a <strong>rapadura<\/strong> feita por m\u00e9todos tradicionais perde espa\u00e7o para os produtos industrializados.\n\nO fato \u00e9 que, mesmo nos \u00f3rg\u00e3os governamentais ligados aos derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar n\u00e3o h\u00e1 estimativas de produ\u00e7\u00e3o e consumo desse g\u00eanero, mesmo sendo o Brasil o principal produtor de cana-de-a\u00e7\u00facar do mundo, e, curiosamente, diga-se de passagem, em 2006, uma companhia alem\u00e3 patenteou o doce &#8220;<strong>Rapadura<\/strong>&#8220;, no Velho Continente Europeu e nos Estados Unidos.\n\nEm suma, as empresas do Brasil teriam que pagar royalties para vender &#8220;<strong>rapadura<\/strong>&#8221; a esses mercados. Ainda indefinida, a quest\u00e3o envolve o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e a empresa, que por sinal, promete n\u00e3o recuar.\n\nFonte: ww.viaintegral.com\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu38.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"338\" height=\"227\" \/><\/p>\n\n<h4>Do doce simples \u00e0 sofistica\u00e7\u00e3o<\/h4>\nSobremesa predileta nas mesas nordestinas, a <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 um doce obtido pelo aquecimento e desidrata\u00e7\u00e3o em caldeiras do caldo da cana-de-a\u00e7\u00facar.\n\nUm processo artesanal e secular que teve in\u00edcio nos engenhos de a\u00e7\u00facar.\n\nComercializada em barras, de formatos e pesos diversos, a guloseima possui vers\u00f5es sofisticadas, temperada com especiarias (cravo, gengibre e erva-doce) e frutas.\n\n<strong>Ensinando ao leitor franc\u00eas o que era rapadura, disse Saint-Hilaire:<\/strong> &#8220;S\u00e3o quadril\u00e1teros que podem ter cinco ou seis polegadas e s\u00e3o muito espessos; sua cor, seu gosto e seu odor s\u00e3o quase os do a\u00e7\u00facar queimado de nossas refinarias, mas nelas se sente mais o xarope.\n\nPara fazer <strong>rapadura<\/strong>, n\u00e3o se p\u00f5e \u00e1gua alcalina no suco; cozem-no bastante para que n\u00e3o lhe escape nenhum xarope, e lancam-no em moldes, dos quais se pode retirar prontamente as rapaduras resfriadas&#8221;.\n\nVoyage dans Les Provinces de Rio de Janeiro et de Minas Geraes, I, 126\n\nA cana-de-a\u00e7\u00facar (saccharum officinarum) integra a seleta lista de mat\u00e9rias-primas de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica e vasta aplica\u00e7\u00e3o industrial, com aproveitamento quase integral.\n\n\u00c9 utilizada na gera\u00e7\u00e3o de energia, na extra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, na ind\u00fastria de aguardentes e na produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel veicular.\n\nH\u00e1, no entanto, um outro c\u00e9lebre derivado da planta, de not\u00e1vel import\u00e2ncia cultural e alimentar para o Nordeste &#8211; a <strong>rapadura<\/strong>.\n\nComercializado em barras, de formatos e pesos diversos, o doce \u00e9 obtido pelo aquecimento e desidrata\u00e7\u00e3o em caldeiras do caldo da cana-de-a\u00e7\u00facar. Um processo artesanal e secular, herdado dos engenhos coloniais.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu39.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"227\" height=\"303\" \/><\/p>\nDurante a fervura, o l\u00edquido se converte em mel, sendo depois coado e removido para outro tacho, at\u00e9 se transformar numa massa consistente.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu40.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"194\" height=\"298\" \/><\/p>\nEsta \u00e9 removida para as f\u00f4rmas de secagem e solidifica\u00e7\u00e3o, etapa final que antecede a embalagem para consumo.\n\nSua vers\u00e3o mais c\u00e9lebre, acrescida de coco, tem presen\u00e7a certa no card\u00e1pio cearense.\n\nFonte: www.arara.fr\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu41.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"306\" height=\"226\" \/><strong>\nRapadura <\/strong><\/p>\nA <strong>Rapadura<\/strong> \u00e9 excelente para escolas p\u00fablicas, merenda escolar e consumidores em geral por ser rica em nutrientes.\n\nA <strong>Rapadura<\/strong> \u00e9 um alimento t\u00edpico da culin\u00e1ria brasileira, obtido da cana de a\u00e7\u00facar, 100% natural. Produto de alto teor nutritivo, altamente rico em ferro, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo, s\u00f3dio e pot\u00e1ssio.\n\nIndicado na preven\u00e7\u00e3o de anemias, com vitaminas do complexo B que atua na defesa do sistema nervoso, evitando irritabilidade e depress\u00e3o.\n\nPor ser uma fonte de energia natural, a <strong>rapadura<\/strong> \u00e9 importante alimento para pessoas com intensa atividade muscular.\n\nSaboreie esta del\u00edcia 100% natural.\n<h4>Ecologicamente correto<\/h4>\nDa cultura da cana de a\u00e7\u00facar, aproveitamos tudo de uma maneira ecologicamente correta. Produzimos cacha\u00e7a, <strong>rapadura<\/strong>, melado e a\u00e7\u00facar mascavo. A ponta da cana utilizamos como forrageira para alimenta\u00e7\u00e3o do gado.\n\nO baga\u00e7o utilizamos para queima na caldeira, e o excedente misturamos ao vinhoto para adubo (aduba\u00e7\u00e3o de soqueira).Todos produtos, e subprodutos da cana t\u00eam grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica e social gerando empregos diretos e indiretos.\n\nFonte: www.montealvao.com.br\n<h6>Rapadura<\/h6>\n<h4><strong>Qu\u00e9 \u00e9 a rapadura?<\/strong><\/h4>\nA<strong> rapadura<\/strong> \u00e9 basicamente o a\u00e7\u00facar sem refinamento algum \u0096 apenas o caldo de cana cozido at\u00e9 reduzir e se transformar numa barra s\u00f3lida con uma gran cantidad de nutrientes.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu36.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"415\" height=\"270\" \/><strong>\nRapadura <\/strong><\/p>\nO melado \u00e9 obtido da fervura do caldo de cana at\u00e9 ficar consistente, ao mesmo tempo em que \u00e9 purificado com a retirada constante da espuma. Mais concentrado, batido at\u00e9 come\u00e7ar a cristalizar e moldado em formas de madeira, ele se transforma na rapadura.\n\nPode ser usado como calda para panquecas e em p\u00e3es e bolos, combinado com canela, raspas de lim\u00e3o, cravo, gengibre, alcaravia, erva-doce, noz-moscada, frutas cristalizadas, banana, uvas passas, am\u00eandoas e nozes. A cozinha cajun, do sul dos Estados Unidos, lan\u00e7a m\u00e3o dele para besuntar assados e preparar molhos para carnes e frutos do mar.\n\nAl\u00e9m dos usos sertanejos \u0096 sobre mandioca cozida, batata-doce, queijos ou misturado com farinha de milho ou de mandioca &#8211; pode entrar numa infinidade de pratos, incluindo grande parte das receitas que levam mel o sencilhamente para endol\u00e7ar o caf\u00e9 da manh\u00e3 ou acompanhar a um panecilho.\n<h4><b>Qual \u00e9 o origem da rapadura?<\/b><\/h4>\n<p class=\"imagem\"><b><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Rapadura\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/rrapadu37.jpg\" alt=\"Rapadura\" width=\"377\" height=\"262\" \/>\nMoinho de cana-de-a\u00e7\u00facar &#8211; Minas Gerais (Rugendas)<\/b><\/p>\nO produto, feito de mel de engenho dado certo ponto, algumas vezes tamb\u00e9m chamado de &#8220;raspadura&#8221; (palavra provinda do verbo raspar), originou-se das crostas de a\u00e7\u00facar presas as paredes das tachas, durante a fabrica\u00e7\u00e3o do mesmo, retiradas pela raspagem e moldadas como tijolos. Com o passar do tempo, recebeu alguns requintes como a adi\u00e7\u00e3o de castanhas de caju, amendoim, cabe\u00e7as-de-cravos e cascas de laranja.\n\nH\u00e1 cerca de 3000 anos, os indianos descobriram que, fervendo o caldo da cana (Saccharum officinarum), origin\u00e1ria da Nova Guin\u00e9, se obt\u00e9m um xarope que, batido, d\u00e1 um a\u00e7\u00facar r\u00fastico hoje conhecido como mascavo. Foi a primeira tentativa de substituir o mel como ado\u00e7ante. Vem da\u00ed a express\u00e3o \u0093mel sem abelhas\u0094, cunhada pelo rei persa Dario I (550-486 a.C.), que invadiu a \u00cdndia e descobriu a iguaria. O segredo do a\u00e7\u00facar escuro se espalharia pelo mundo ap\u00f3s o s\u00e9culo VII, com a invas\u00e3o da P\u00e9rsia pelos \u00e1rabes.\n\nA fabrica\u00e7\u00e3o da rapadura iniciou-se nas Can\u00e1rias, ilhas espanholas do Atl\u00e2ntico, possivelmente no s\u00e9culo XVI, constituindo-se n\u00e3o apenas guloseimas, mas uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de transporte de alimento em pequena quantidade para uso individual. Como o a\u00e7\u00facar comumente umedecia-se e melava, o ladrilho de rapadura acompanhava o viajante carregados nas sacolas, devido ser de f\u00e1cil transporte e possibilitar pr\u00e1tica acomoda\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de resistir durante meses \u00e0s mudan\u00e7as atmosf\u00e9ricas. No mesmo s\u00e9culo, tamb\u00e9m teve in\u00edcio no Brasil a produ\u00e7\u00e3o da rapadura nos primeiros engenhos de cana-de-a\u00e7\u00facar, entretanto, aqui a rapadura servia de alimento para os escravos.\n\nA iguaria, que ficou conhecida por andar junto com a farinha do sertanejo e tamb\u00e9m considerada como &#8220;comida de pobre&#8221;, ganhou status. Das mochilas de personagens famosos como Lampi\u00e3o, o Rei do Canga\u00e7o, a rapadura ganhou as prateleiras dos supermercados e serviu de tema para uma feira nordestina em Santa Cruz da Baixa Verde, a 444 km do Recife.\n\nAo Brasil, a cana chegou em 1532. Seus subprodutos logo entraram na dieta local, dando origem a enorme variedade de doces. A antiga comida dos escravos, e que s\u00f3 vez por outra freq\u00fcentava a mesa das fam\u00edlias abastadas, teve as aten\u00e7\u00f5es voltadas sobre si, sobretudo depois que o LAFEPE (Laborat\u00f3rio Farmac\u00eautico de Pernambuco) levou em conta o poder nutritivo da rapadura para a produ\u00e7\u00e3o de pastilhas, de 1 a 4 miligramas, distribu\u00eddas na rede oficial de ensino do Estado de Pernambuco pois a rapadura \u00e9 puro nutriente!!!\n<h4><strong>Qual \u00e9 o valor nutricional da rapadura?<\/strong><\/h4>\nDiversas especialidades da medicina reputam a rapadura como um alimento riqu\u00edssimo em calorias. Alem disso, cont\u00e9m gordura, prote\u00ednas, carboidratos, ferro, f\u00f3sforo, mais vitaminas B1 e B12.\n\nSegondo os dados, pode-se falar que a rapadura \u00e9 rica em c\u00e1lcio, nutriente essencial na forma\u00e7\u00e3o dos ossos e dentes. al\u00e9m de ser respons\u00e1vel pela coagula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e batimentos card\u00edacos, auxiliando no trabalho muscular e nervoso. Gra\u00e7as ao ferro que cont\u00e9m, a rapadura \u00e9 um \u00f3timo alimento para os an\u00eamicos. O ferro \u00e9 um alimento mineral essencial na forma\u00e7\u00e3o da hemoglobina, que \u00e9 alimento primordial do sangue, carregando oxig\u00eanio para as c\u00e9lulas. Por conter vitaminas e subst\u00e2ncias mineralizantes, a rapadura promove o crescimento \u00f3sseo interferindo nos ossos e dentes, vis\u00e3o, resist\u00eancia a infec\u00e7\u00f5es e estabelecendo o equil\u00edbrio b\u00e1sico do organismo.\n\nFinalmente, a rapadura \u00e9 um \u00f3timo alimento e de f\u00e1cil disponibilidade, principalmente nas localidades do interior onde s\u00e3o comuns os pequenos engenhos e engenhocas, onde ela \u00e9 produzida contribuyendo para uma economia local e sostenivel.\n\nFonte: rapadurareformaagrariamariolago.com\n<h6>Rapadura<\/h6>\nA <strong>rapadura<\/strong>, algumas vezes tamb\u00e9m chamada de &#8220;raspadura&#8221; (palavra provinda do verbo raspar), origina-se da crosta de a\u00e7\u00facar presa \u00e0s paredes das tachas, retirada pela raspagem e moldada como tijolos.\n\nA fabrica\u00e7\u00e3o da rapadura iniciou-se nas Can\u00e1rias, ilhas espanholas do Atl\u00e2ntico, possivelmente no s\u00e9culo XVI, constituindo-se n\u00e3o apenas em guloseimas, mas em uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de transporte de alimento em pequena quantidade para uso individual.\n\nComo o a\u00e7\u00facar comumente ficava \u00famido e com aspecto melado, o ladrilho de rapadura acompanhava o viajante carregado na sacola, por ser de f\u00e1cil transporte e possibilitar pr\u00e1tica acomoda\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de resistir durante meses \u00e0s mudan\u00e7as atmosf\u00e9ricas.\n\nA rapadura \u00e9 um produto muito procurado por consumidores que apreciam seu sabor e suas qualidades nutricionais. Contudo, poucos produtores ainda exploram este subproduto da cana-de-a\u00e7\u00facar, sendo que a maioria deles desenvolve esta atividade de maneira r\u00fastica.\n\nEm fun\u00e7\u00e3o de suas qualidades nutricionais, a rapadura tem sido utilizada como complemento da alimenta\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es mais carentes, a partir de sua adi\u00e7\u00e3o nas cestas b\u00e1sicas de alimenta\u00e7\u00e3o e na merenda escolar, principalmente na regi\u00e3o nordeste do Brasil.\n\nSegondo os dados, pode-se falar que a rapadura \u00e9 rica em c\u00e1lcio, nutriente essencial na forma\u00e7\u00e3o dos ossos e dentes. al\u00e9m de ser respons\u00e1vel pela coagula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea e batimentos card\u00edacos, uxiliando no trabalho muscular e nervoso.\n\nGra\u00e7as ao ferro que cont\u00e9m, a rapadura \u00e9 um \u00f3timo alimento para os n\u00eamicos. O ferro \u00e9 um alimento mineral essencial na forma\u00e7\u00e3o da hemoglobina, que \u00e9 alimento rimordial do sangue, carregando oxig\u00eanio para as c\u00e9lulas.\n\nPor conter vitaminas e subst\u00e2ncias ineralizantes, a rapadura promove o crescimento \u00f3sseo interferindo nos ossos e dentes, vis\u00e3o, resist\u00eancia a infec\u00e7\u00f5es e estabelecendo o equil\u00edbrio b\u00e1sico do organismo.\n\nFinalmente, a rapadura \u00e9 um \u00f3timo alimento e de f\u00e1cil disponibilidade, principalmente nas localidades do interior onde s\u00e3o comuns os pequenos engenhos e engenhocas, onde ela \u00e9 produzida contribuyendo para uma economia local e sostenivel.\n\nFonte: www.sebrae.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rapadura, Doce, Benef\u00edcio, Propriedade, Alimento, Brasil, Produ\u00e7\u00e3o, Produto, Processo, Origem, Hist\u00f3ria, Prepara\u00e7\u00e3o, O que \u00e9, Rapadura<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8854,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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