{"id":14815,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/brasil-imperio-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:17:03","modified_gmt":"2026-08-31T23:17:03","slug":"brasil-imperio-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/brasil-imperio-2\/","title":{"rendered":"Brasil Imp\u00e9rio"},"content":{"rendered":"\n<strong>Brasil Imp\u00e9rio &#8211; Cronologia<\/strong>\n\n<strong>1822<\/strong>\n\nOs portugueses anulam a convoca\u00e7\u00e3o da Assembleia Constituinte\u00a0<strong>brasileira\u00a0<\/strong>e exigem, com amea\u00e7a do envio de tropas, o retorno imediato de dom Pedro. Ele n\u00e3o acata as exig\u00eancias das Cortes e, no dia 7 de setembro, proclama a\u00a0<strong>independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\u00a0com declara\u00e7\u00e3o oficial de separa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica entre a col\u00f4nia e a metr\u00f3pole portuguesa. Dom Pedro \u00e9 aclamado imperador em outubro e, dois meses depois, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, com o t\u00edtulo de dom Pedro I.\n\n<strong>INDEPEND\u00caNCIA OU MORTE<\/strong>\n\nVoltando a S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s viagem a Santos, dom Pedro recebe not\u00edcias vindas de Portugal quando se aproximava da cidade, junto ao riacho do Ipiranga, e elas s\u00e3o desanimadoras.\n\nConvencido da necessidade de separa\u00e7\u00e3o entre col\u00f4nia e metr\u00f3pole, ele arranca do chap\u00e9u as cores de Portugal e, aclamado pelo s\u00e9quito, grita Independ\u00eancia ou morte.\n\n\u00c9 assim que tradicionalmente \u00e9 contada a independ\u00eancia do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, com base em relatos de pessoas que acompanhavam a comitiva.\n\nAs origens desse processo est\u00e3o ligadas ao agravamento da crise do sistema colonial, sobretudo em determinados setores econ\u00f4micos e em algumas regi\u00f5es, sinalizada pelas revoltas do final do s\u00e9culo XVIII e come\u00e7o do XIX, como a Inconfid\u00eancia Mineira, a Conjura\u00e7\u00e3o Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817.\n\nAs ideias liberais s\u00e3o refor\u00e7adas pela independ\u00eancia dos Estados Unidos, declarada em 1776, e pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, de 1789 a 1799.\n\nCrescia a condena\u00e7\u00e3o ao absolutismo mon\u00e1rquico e aumentavam as press\u00f5es contra o monop\u00f3lio comercial portugu\u00eas e o excesso de impostos.\n\nTamb\u00e9m concorre para a independ\u00eancia a instala\u00e7\u00e3o da Corte portuguesa no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, em 1808, que toma medidas como a abertura dos portos e a cria\u00e7\u00e3o do Reino Unido do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>.\n\nNa pr\u00e1tica come\u00e7am a ser cortados os v\u00ednculos coloniais.\n\n<strong>1823<\/strong>\n\nRealizam-se as elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte da primeira Carta do imp\u00e9rio\u00a0<strong>brasileiro<\/strong>, instalada e dissolvida pelo imperador no mesmo ano no Rio de Janeiro, como resultado de diverg\u00eancias com deputados\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>. Dom Pedro I exigia a preserva\u00e7\u00e3o de seu poder pessoal, acima do poder do Legislativo e do Judici\u00e1rio.\n\n<strong>1824<\/strong>\n\nElaborada pelo Conselho de Estado, a primeira Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>brasileira\u00a0<\/strong>\u00e9 outorgada por dom Pedro I no dia 25 de mar\u00e7o. Conclui-se o processo de separa\u00e7\u00e3o entre col\u00f4nia e metr\u00f3pole.\n\n<strong>CONSTITUI\u00c7\u00c3O DE 1824<\/strong>\n\nA Constitui\u00e7\u00e3o de 1824 mant\u00e9m os princ\u00edpios do liberalismo moderado e fortalece o poder pessoal do imperador, com a cria\u00e7\u00e3o do Poder Moderador acima dos poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio.\n\nEla estabelece que as prov\u00edncias passem a ser governadas por presidentes nomeados pelo imperador e divide o Legislativo em Senado vital\u00edcio, na pr\u00e1tica escolhido pelo imperador, e C\u00e2mara dos Deputados, eleita por voto indireto e censit\u00e1rio. Os eleitores votam em suas prov\u00edncias num col\u00e9gio eleitoral que escolhe os deputados. Apenas os homens livres que cumprem algumas condi\u00e7\u00f5es, inclusive de renda, participam das elei\u00e7\u00f5es.\n\nEsses requisitos s\u00e3o apurados nos censos.\n\n<strong>1824<\/strong>\n\nNo final de 1823 chega a Pernambuco a not\u00edcia da dissolu\u00e7\u00e3o da Assembleia Constituinte por dom Pedro I, no Rio de Janeiro. Os l\u00edderes provinciais reagem imediatamente \u00e0 decis\u00e3o autorit\u00e1ria do imperador.\n\nO movimento cresce quando dom Pedro outorga a Constitui\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio, em mar\u00e7o de 1824, sem convocar elei\u00e7\u00f5es para a nova Constituinte.\n\nAs elites pernambucanas contestam a legitimidade dessa Carta e, com a ades\u00e3o da Para\u00edba, do Rio Grande do Norte e do Cear\u00e1, anunciam a forma\u00e7\u00e3o de uma Rep\u00fablica, a Confedera\u00e7\u00e3o do Equador.\n\nA revolta \u00e9 violentamente reprimida pelas tropas imperiais.\n\nEm setembro, os rebeldes s\u00e3o derrotados na capital e fogem para o interior, onde muitos acabam aprisionados ou mortos. Em 1825, frei Caneca, um dos principais ide\u00f3logos da revolta, \u00e9 executado.\n\n<strong>1825 \u2013 1828<\/strong>\n\nTropas uruguaias lideradas por Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera e apoiadas pela Argentina cercam Montevid\u00e9u em 1825 e declaram a independ\u00eancia do Uruguai. \u00c9 o in\u00edcio da Guerra da Cisplatina.\n\nO territ\u00f3rio havia sido anexado pelo\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em 1821 com o nome de Prov\u00edncia Cisplatina. A regi\u00e3o tem import\u00e2ncia estrat\u00e9gica na navega\u00e7\u00e3o e no com\u00e9rcio de todo o rio da Prata.\n\nDom Pedro I envia tropas para a Cisplatina, mas elas s\u00e3o derrotadas em 1827 na Batalha de Passo do Ros\u00e1rio. Em 1828, depois de negocia\u00e7\u00f5es intermediadas pela Inglaterra,\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0e Argentina reconhecem a independ\u00eancia do Uruguai.\n\n<strong>1826<\/strong>\n\nDom Pedro I renuncia ao trono de Portugal em favor da filha Maria da Gl\u00f3ria. Ap\u00f3s a morte de dom Jo\u00e3o VI, dom Pedro I envolvera-se cada vez mais com a sucess\u00e3o em Portugal. Para os portugueses, ele continuava herdeiro da Coroa, mas, para os\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>, o imperador n\u00e3o tinha mais v\u00ednculo com a metr\u00f3pole.\n\n<strong>1830<\/strong>\n\nO apoio que dom Pedro I busca entre os portugueses instalados na burocracia civil-militar e no com\u00e9rcio desagrada \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o liberal\u00a0<strong>brasileira<\/strong>. Incidentes pol\u00edticos graves, como morte do jornalista oposicionista L\u00edbero Badar\u00f3, em S\u00e3o Paulo, a mando de autoridades ligadas ao governo imperial, refor\u00e7am o afastamento dos liberais\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>.\n\nDom Pedro \u00e9 responsabilizado pelo assassinato.\n\n<strong>1831<\/strong>\n\nA abdica\u00e7\u00e3o de dom Pedro I do trono\u00a0<strong>brasileiro\u00a0<\/strong>ocorre no dia 7 de abril. A queda de sua popularidade fica exposta quando \u00e9 recebido com frieza em Minas Gerais, numa visita que era sua \u00faltima tentativa de recuperar prest\u00edgio pol\u00edtico. O apoio p\u00fablico dos portugueses que viviam no Rio de Janeiro desencadeara a retalia\u00e7\u00e3o dos setores antilusitanistas.\n\nO imperador tenta reagir aos tumultos, mas termina por desistir ao ver que n\u00e3o tem mais sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\n\n<strong>Reg\u00eancia<\/strong>\n\n1831-1840 \u2013 Ap\u00f3s a abdica\u00e7\u00e3o de dom Pedro I, pol\u00edticos governam o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em nome do imperador, j\u00e1 que o herdeiro do trono, seu filho dom Pedro II, tem apenas 5 anos.\n\n<strong>Essa fase, de grande agita\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, vai de abril de 1831 a julho de 1840 e divide-se em quatro reg\u00eancias consecutivas:<\/strong>\u00a0a Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria (1831), a Reg\u00eancia Trina Permanente (1831 a 1835), a 1\u00aa Reg\u00eancia Una (1835 a 1838) e a 2\u00aa Reg\u00eancia Una (1838 a 1840).\n\n<strong>Regentes<\/strong>\n<blockquote><strong>Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria (1831):\u00a0<\/strong>senadores Joaquim Carneiro de Campos, marqu\u00eas de Caravelas, e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.<strong>\nReg\u00eancia Trina Permanente (1831-1835):\u00a0<\/strong>deputados Jos\u00e9 da Costa Carvalho e Jo\u00e3o Br\u00e1ulio Muniz e brigadeiro Francisco de Lima e Silva.<strong>\n1\u00aa Reg\u00eancia Una (1835-1838):<\/strong>\u00a0senador padre Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3 e senador Pedro de Ara\u00fajo Lima.<strong>\n2\u00aa Reg\u00eancia Una (1838-1840):\u00a0<\/strong>senador Pedro de Ara\u00fajo Lima.<\/blockquote>\n<strong>1831<\/strong>\n\nA Reg\u00eancia Trina Provis\u00f3ria \u00e9 composta de um senador restaurador, um moderador e um membro da oficialidade conservadora (tr\u00eas regentes, por isso trina). Ela dura pouco mais de dois meses.\n\nNas duas primeiras reg\u00eancias s\u00e3o assinaladas diverg\u00eancias entre as principais correntes pol\u00edticas.\n\n<strong>QUEM \u00c9 QUEM NA REG\u00caNCIA<\/strong>\n\nA abdica\u00e7\u00e3o de dom Pedro I aprofunda as divis\u00f5es entre os grupos que se opunham a seu governo. Os liberais moderados, tamb\u00e9m chamados de chimangos, atingem o poder e tentam pacificar o pa\u00eds.\n\nOs liberais exaltados, farroupilhas, permanecem fora do governo regencial e mant\u00eam a reivindica\u00e7\u00e3o de maior autonomia para as prov\u00edncias. \u00c0 medida que as diverg\u00eancias pol\u00edticas se acentuam no\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>, surge outro grupo pol\u00edtico de oposi\u00e7\u00e3o, os restauradores, ou caramurus, que pedem a volta de dom Pedro I ao trono.\n\n<strong>O nome vem de um dos jornais do grupo:<\/strong>\u00a0O Caramuru.\n\n<strong>1831<\/strong>\n\nCumprindo acordos firmados com a Inglaterra, o governo regencial declara suspenso o tr\u00e1fico de escravos ilegal no territ\u00f3rio\u00a0<strong>brasileiro<\/strong>. A entrada de escravos africanos, no entanto, permanece em grande escala.\n\nMuitos liberais\u00a0<strong>brasileiros\u00a0<\/strong>do\u00a0<strong>imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0se declaram contr\u00e1rios ao tr\u00e1fico e \u00e0 escravid\u00e3o, mas de modo geral o regime escravista \u00e9 visto como necess\u00e1rio ao funcionamento da economia.\n\nDurante a reg\u00eancia come\u00e7a a expans\u00e3o da cultura cafeeira, aumentando a necessidade de m\u00e3o-de-obra. E \u00e9 o trabalho escravo que garante a produ\u00e7\u00e3o e bons pre\u00e7os no mercado externo.\n\n<strong>1831-1835<\/strong>\n\nA Reg\u00eancia Trina Permanente \u00e9 eleita pela Assembleia Geral do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0em 17 de junho de 1831. Ela reflete os interesses regionais da oligarquia agr\u00e1ria e das fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas urbanas. Nesse per\u00edodo, de lutas entre diferentes grupos pol\u00edticos, se consolida a base liberal da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos com Portugal.\n\nA agita\u00e7\u00e3o nas ruas de v\u00e1rias cidades e em in\u00fameras prov\u00edncias provoca a interven\u00e7\u00e3o en\u00e9rgica do ministro da Justi\u00e7a, padre Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3. Ele forma a Guarda Nacional, composta de tropas dos grandes fazendeiros, que recebem a patente de coronel.\n\n<strong>1834<\/strong>\n\nUm ato adicional \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1824 institui a Reg\u00eancia Una, eleita pelo voto censit\u00e1rio, cria assembleias legislativas provinciais para atender \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es federalistas e extingue o Conselho de Estado, \u00f3rg\u00e3o do Poder Moderador.\n\n<strong>1835-1838<\/strong>\n\nO padre Diogo Ant\u00f4nio Feij\u00f3, ministro da Justi\u00e7a e chefe liberal paulista, \u00e9 eleito regente com o apoio dos chimangos (liberais moderados). Tem in\u00edcio a I Reg\u00eancia Una. Logo a seguir come\u00e7am as insurrei\u00e7\u00f5es pelo pa\u00eds.\n\n<strong>1835 \u2013 1845<\/strong>\n\nA rebeli\u00e3o mais significativa ocorrida no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0durante a Reg\u00eancia, a Revolta dos Farrapos, estende-se do Rio Grande do Sul at\u00e9 Santa Catarina.\n\n<strong>Os farrapos \u2013<\/strong>\u00a0liberais exaltados e muitos deles partid\u00e1rios do regime federativo e republicano \u2013 insurgem-se contra o governo central e defendem maior autonomia para as prov\u00edncias.\n\nA revolta tem in\u00edcio quando o deputado federalista e coronel das mil\u00edcias Bento Gon\u00e7alves da Silva destitui, em 1835, o presidente da prov\u00edncia e, com a ajuda popular, neutraliza as rea\u00e7\u00f5es legalistas.\n\nPorto Alegre \u00e9, em seguida, retomada pelas for\u00e7as imperiais, e os revoltosos avan\u00e7am para o interior do Rio Grande do Sul e para Santa Catarina, onde contam com o apoio de Giuseppe Garibaldi. Em 1842, Lu\u00eds Alves de Lima e Silva (futuro duque de Caxias) reorganiza as tropas legalistas e come\u00e7a a negociar com os insurretos, que, depois de sucessivas derrotas e desentendimentos entre suas lideran\u00e7as, aceitam a paz em fevereiro de 1845.\n\n<strong>1835-1840<\/strong>\n\nA Cabanagem. Nos primeiros dez anos, o regime mon\u00e1rquico estabiliza-se. A derrota das insurrei\u00e7\u00f5es nascidas durante a Reg\u00eancia pacifica as prov\u00edncias, e o governo central passa a contar de novo com o Poder Moderador, que d\u00e1 ao monarca a palavra final, e com o Conselho de Estado. No ano seguinte, dom Pedro II \u00e9 coroado imperador do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>.\n\n<strong>1844<\/strong>\n\nO governo estabelece novas al\u00edquotas de impostos de importa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o renova o acordo comercial que favorece os produtos ingleses.\n\nAs novas regras aumentam a arrecada\u00e7\u00e3o e estimulam a implanta\u00e7\u00e3o de pequenas ind\u00fastrias.\n\n<strong>1845<\/strong>\n\nAp\u00f3s o fim do acordo que concedia privil\u00e9gios aos produtos ingleses que entravam no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, o Parlamento brit\u00e2nico aprova a Bill Aberdeen, lei que d\u00e1 \u00e0 Marinha de Guerra inglesa o direito de perseguir e aprisionar os navios negreiros, chamados de tumbeiros, em qualquer ponto do Atl\u00e2ntico. A partir da\u00ed, o tr\u00e1fico para o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0torna-se muito arriscado e pouco lucrativo.\n\n<strong>1847<\/strong>\n\nNum per\u00edodo de pouca contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 Monarquia \u00e9 institu\u00eddo o parlamentarismo, e o governo passa a ser exercido pelo minist\u00e9rio com base na maioria parlamentar.\n\n\u00c9 criado o cargo de presidente do Conselho de Ministros, que, indicado por dom Pedro II, organiza o minist\u00e9rio e torna-se respons\u00e1vel pelo Poder Executivo.\n\nO minist\u00e9rio \u00e9 substitu\u00eddo se o partido perder a maioria das cadeiras na C\u00e2mara dos Deputados. Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o \u00e9 do imperador, que a qualquer momento pode dissolver a C\u00e2mara e convocar novas elei\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>1848 \u2013 1850<\/strong>\n\nA Revolta Praieira tem in\u00edcio quando setores radicais do Partido Liberal pernambucano, reunidos em torno do jornal Di\u00e1rio Novo, na rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros, condenam a destitui\u00e7\u00e3o do governador da prov\u00edncia, Ant\u00f4nio Chimorro da Gama. Ele \u00e9 opositor dos guabirus, o mais poderoso grupo da aristocracia e da burguesia mercantil ligado ao Partido Conservador.\n\nCom inspira\u00e7\u00e3o liberal e federalista e liderados por militares e pol\u00edticos, os praieiros come\u00e7am em Olinda uma rebeli\u00e3o contra o novo governo provincial.\n\nO movimento espalha-se rapidamente por toda a Zona da Mata pernambucana.\n\nEm 1849 lan\u00e7am o Manifesto ao Mundo e defendem o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, a independ\u00eancia dos poderes constitu\u00eddos, a extin\u00e7\u00e3o do Poder Moderador, o federalismo e a nacionaliza\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio de varejo.\n\nChegam a receber a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o urbana pobre e atacam o Recife com quase 2,5 mil combatentes, mas s\u00e3o recha\u00e7ados. A rebeli\u00e3o \u00e9 derrotada no come\u00e7o de 1850.\n\n<strong>1850<\/strong>\n\nO governo de dom Pedro II extingue definitivamente o tr\u00e1fico de escravos com a Lei Eus\u00e9bio de Queir\u00f3s, ministro da Justi\u00e7a e seu autor. Esse ato fortalece o\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0e faz diminuir as press\u00f5es internas. Aos poucos, os imigrantes europeus assalariados passam a substituir os escravos no mercado de trabalho, principalmente nas fazendas de caf\u00e9 em expans\u00e3o.\n\nAs primeiras mudas de caf\u00e9 chegam ao\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0contrabandeadas da Guiana Francesa por Francisco de Melo Palheta em 1727. As planta\u00e7\u00f5es multiplicam-se e, em meados do s\u00e9culo XIX, o produto ocupa parte das terras de antigas lavouras de cana-de-a\u00e7\u00facar e de algod\u00e3o e grande por\u00e7\u00e3o do chamado Oeste Paulista.\n\nEssa vigorosa expans\u00e3o da cafeicultura \u00e9 resultado do crescimento do consumo nos Estados Unidos e na Europa e da crise que atinge importantes regi\u00f5es produtoras, como Haiti, Ceil\u00e3o (atual Sri Lanka) e Java, na Indon\u00e9sia.\n\nCom o pre\u00e7o em alta nos mercados consumidores, o produto torna-se muito atraente e h\u00e1, no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, terras e escravos subutilizados em outras lavouras, al\u00e9m de solos novos e f\u00e9rteis, como a terra roxa do interior paulista.\n\n<strong>Com a interrup\u00e7\u00e3o definitiva do tr\u00e1fico de escravos africanos, em 1850, surge o primeiro grande problema:<\/strong>\u00a0escassez de m\u00e3o-de-obra. A solu\u00e7\u00e3o encontrada \u00e9 promover a vinda de imigrantes estrangeiros.\n\n<strong>1865 \u2013 1870<\/strong>\n\nIrrompe a Guerra do Paraguai entre a alian\u00e7a formada por\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, Argentina e Uruguai e o Paraguai. Os conflitos na regi\u00e3o ocorrem por causa da disputa pela estrat\u00e9gica regi\u00e3o do rio do Prata.\n\nO presidente paraguaio Francisco Solano L\u00f3pez ordena a invas\u00e3o da prov\u00edncia de Mato Grosso em dezembro de 1864.\n\nO primeiro ano da guerra \u00e9 de ofensiva paraguaia, que abre v\u00e1rias frentes na fronteira com o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, de Mato Grosso ao Rio Grande do Sul. Contando com a neutralidade da Argentina, Solano L\u00f3pez avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o ao Uruguai. Mas, em 1865,\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, Argentina e Uruguai firmam o Tratado da Tr\u00edplice Alian\u00e7a.\n\nDa\u00ed em diante, o\u00a0<strong>imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0<strong>brasileiro\u00a0<\/strong>e seus aliados contra-atacam. Solano L\u00f3pez recua, e o Paraguai \u00e9 invadido em 1866 sob o comando do general argentino Bartolomeu Mitre.\n\nNos dois anos seguintes a contra-ofensiva cresce, liderada pelos\u00a0<strong>brasileiros\u00a0<\/strong>Manuel Lu\u00eds Os\u00f3rio e Lu\u00eds Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias.\n\nEm 1869, os soldados da alian\u00e7a entram em Assun\u00e7\u00e3o, capital do Paraguai. Solano L\u00f3pez \u00e9 morto em mar\u00e7o do ano seguinte em Cerro Cor\u00e1, no norte paraguaio.\n\nQuase dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o do Paraguai s\u00e3o dizimados nessa que foi a maior guerra da Am\u00e9rica do Sul.\n\n<strong>VOLUNT\u00c1RIOS DA P\u00c1TRIA<\/strong>\n\nHomens pobres, mulatos e negros formam os batalh\u00f5es de volunt\u00e1rios da p\u00e1tria, convocados para combater como soldados na Guerra do Paraguai. Participam tamb\u00e9m os escravos da na\u00e7\u00e3o \u2013 africanos trazidos ilegalmente para o pa\u00eds ap\u00f3s a lei de extin\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico, que estavam sob a guarda do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0e recebem alforria para ser transformados em soldados. Esse esfor\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, j\u00e1 que o Paraguai tem, a princ\u00edpio, efetivos maiores que as for\u00e7as\u00a0<strong>brasileiras\u00a0<\/strong>e aliadas. Terminada a guerra com o triunfo da alian\u00e7a, os negros\u00a0<strong>brasileiros\u00a0<\/strong>vitoriosos recusam-se a permanecer na condi\u00e7\u00e3o de escravos.\n\nIsso d\u00e1 grande impulso ao movimento abolicionista. E muitos militares, descontentes com a monarquia, aderem ao movimento republicano.\n\n<strong>1870<\/strong>\n\nFazendeiros, pol\u00edticos, jornalistas e intelectuais lan\u00e7am no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano, defendendo um regime presidencialista, representativo e federativo. Apesar da vit\u00f3ria na Guerra do Paraguai, o \u00f4nus econ\u00f4mico, social e pol\u00edtico fortalece as rea\u00e7\u00f5es ao regime. A monarquia entra em decl\u00ednio, e as ideias republicanas disseminam-se, mesmo com o pouco sucesso eleitoral de seus candidatos.\n\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0incompatibiliza-se com a aristocracia escravista ao aprovar as leis abolicionistas, mas os partid\u00e1rios da extin\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, que consideram as medidas muito t\u00edmidas, se unem aos republicanos.\n\n<strong>1870 \u2013 1875<\/strong>\n\nUm choque entre a hierarquia cat\u00f3lica e a ma\u00e7onaria, conhecido como Quest\u00e3o Religiosa, provoca conflito entre o governo\u00a0<strong>brasileiro\u00a0<\/strong>e a Igreja Cat\u00f3lica. No\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>, a ma\u00e7onaria, sociedade secreta ligada a ideias liberais na Inglaterra e na Fran\u00e7a, mant\u00e9m forte presen\u00e7a na estrutura do poder. Participa de decis\u00f5es administrativas e exerce forte influ\u00eancia nos partidos pol\u00edticos.\n\nEsse poder, n\u00e3o s\u00f3 no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0como em muitos outros pa\u00edses, contraria a Igreja Cat\u00f3lica, e o Vaticano passa a impor regras mais restritivas \u00e0s sociedades secretas. Os bispos\u00a0<strong>brasileiros<\/strong>, acatando as novas diretrizes, expulsam os ma\u00e7ons das irmandades cat\u00f3licas.\n\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0defende a ma\u00e7onaria, a cujos quadros pertence parte da elite do pa\u00eds. Dois bispos s\u00e3o presos e condenados. A crise termina depois de negocia\u00e7\u00f5es entre 1874 e 1875 que levam \u00e0 anistia dos bispos e \u00e0 suspens\u00e3o das puni\u00e7\u00f5es eclesi\u00e1sticas aplicadas aos ma\u00e7ons.\n\n<strong>1871<\/strong>\n\nO Partido Liberal, de oposi\u00e7\u00e3o, compromete-se publicamente com o fim da escravid\u00e3o, mas \u00e9 o gabinete do visconde do Rio Branco, do Partido Conservador, que promulga a primeira lei abolicionista, a Lei do Ventre Livre. Ela d\u00e1 liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir da data da assinatura, em 28 de setembro, mas os mant\u00e9m sob a tutela de seus senhores at\u00e9 os 21 anos. Em defesa da lei, o visconde do Rio Branco apresenta a escravid\u00e3o como institui\u00e7\u00e3o injuriosa, que prejudica a imagem externa do pa\u00eds.\n\n<strong>A sociedade e a escravid\u00e3o \u2013\u00a0<\/strong>N\u00e3o precisar trabalhar. Esse era o s\u00edmbolo maior de status social no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0col\u00f4nia. O homem livre, de posses, podia viver apenas do trabalho do escravo. Nas fazendas, o plantio, a colheita, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e caf\u00e9 eram feitos por escravos. Nas casas-grandes eles executavam todo o servi\u00e7o dom\u00e9stico. Nas cidades, quem possu\u00eda ao menos um escravo podia ficar livre dessa e de outras tarefas.\n\n<strong>E, muitas vezes, os cativos realizavam servi\u00e7os extras cujos rendimentos eram entregues ao senhor:<\/strong>\u00a0os chamados escravos de ganho podiam ser ca\u00e7adores, sapateiros, cozinheiras, costureiras ou mesmo, no caso das mulheres, prostitutas. Romper com essa mentalidade foi um dos grandes desafios dos abolicionistas.\n\n<strong>1880<\/strong>\n\nPol\u00edticos e intelectuais importantes, como Joaquim Nabuco e Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, criam no Rio de Janeiro a Sociedade\u00a0<strong>Brasileira\u00a0<\/strong>contra a Escravid\u00e3o, que estimula a forma\u00e7\u00e3o de dezenas de agremia\u00e7\u00f5es similares pelo pa\u00eds. O jornal O Abolicionista, de Nabuco, e a Revista Ilustrada, de \u00c2ngelo Agostini, servem de modelo para outras publica\u00e7\u00f5es que defendem a mesma causa. Advogados, artistas, intelectuais, jornalistas e parlamentares entram no movimento e arrecadam fundos para o pagamento de cartas de alforria, documento que concedia liberdade aos escravos. O pa\u00eds \u00e9 tomado pela causa abolicionista.\n\n<strong>1883<\/strong>\n\nOcorre o primeiro de uma sucess\u00e3o de conflitos entre o governo imperial e a oficialidade militar que se tornam conhecidos como Quest\u00e3o Militar.\n\nO governo anuncia a eleva\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es dos militares para o Montepio Militar (esp\u00e9cie de fundo de pens\u00e3o e aposentadoria do Ex\u00e9rcito). Oficiais, professores e alunos da Escola Militar do Rio de Janeiro, liderados pelo tenente-coronel Sena Madureira, reagem com cr\u00edticas p\u00fablicas.\n\nO governo abandona a proposta, mas pro\u00edbe as manifesta\u00e7\u00f5es de oficiais sobre quest\u00f5es internas do Ex\u00e9rcito na imprensa. O segundo conflito acontece em 1884, quando Sena Madureira perde o comando da Escola de Tiro do Campo Grande e \u00e9 transferido para Rio Pardo, no interior do Rio Grande do Sul.\n\nO ato \u00e9 uma puni\u00e7\u00e3o por ele ter recebido festivamente o jangadeiro e l\u00edder abolicionista cearense Francisco do Nascimento, o Drag\u00e3o do Mar.\n\nUma inspe\u00e7\u00e3o de rotina a unidades do Ex\u00e9rcito no Piau\u00ed, em 1885, leva ao terceiro confronto. O coronel Cunha Matos apura desvio de material militar e acusa o comandante local, capit\u00e3o Pedro Jos\u00e9 de Lima.\n\nCensurado da tribuna da C\u00e2mara dos Deputados por amigos do comandante denunciado, Matos reage publicamente e \u00e9 preso e processado por indisciplina.\n\n<strong>INSATISFA\u00c7\u00c3O NA CASERNA<\/strong>\n\nOs sucessivos conflitos envolvendo o Ex\u00e9rcito e o\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0crescem com o fim da Guerra do Paraguai. Apesar de sair vitorioso e fortalecido do embate, o Ex\u00e9rcito n\u00e3o encontra espa\u00e7o pol\u00edtico no governo.\n\nSem autonomia nem reconhecimento, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o quase marginalizada na Monarquia. Sob influ\u00eancia das ideias positivistas, a oficialidade come\u00e7a a aderir ao abolicionismo e ao republicanismo.\n\nEm 1887, o Clube Militar \u00e9 fundado para ser a entidade de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Ex\u00e9rcito. Seu primeiro presidente \u00e9 o marechal Deodoro da Fonseca, e uma de suas primeiras reivindica\u00e7\u00f5es atendidas \u00e9 o afastamento do Ex\u00e9rcito das opera\u00e7\u00f5es de persegui\u00e7\u00e3o e captura de escravos fugitivos.\n\n<strong>1885<\/strong>\n\nO governo cede mais um pouco \u00e0 press\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica, aumentada pela decis\u00e3o do Cear\u00e1 de decretar o fim da escravid\u00e3o em seu territ\u00f3rio, em 1884, e promulga a Lei Saraiva-Cotegipe.\n\nConhecida como Lei dos Sexagen\u00e1rios, ela liberta os escravos com mais de 60 anos mediante compensa\u00e7\u00f5es aos seus propriet\u00e1rios. A lei tem pouca aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, j\u00e1 que raros escravos atingem essa idade.\n\nDo exterior, principalmente da Europa, chegam apelos e manifestos favor\u00e1veis ao fim da escravid\u00e3o.\n\n<strong>1888<\/strong>\n\nA princesa Isabel, filha de dom Pedro II, assina a lei que extingue definitivamente a escravid\u00e3o no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0em 13 de maio de 1888. Chamada de Lei \u00c1urea, ela encerra um movimento social e pol\u00edtico que se fortaleceu a partir de 1870. Embora a escravid\u00e3o tenha come\u00e7ado a declinar em 1850, com o fim do tr\u00e1fico de escravos, \u00e9 a partir da Guerra do Paraguai (1865-1870) que o movimento abolicionista ganha impulso, com o retorno de milhares de ex-escravos vitoriosos, muitos at\u00e9 condecorados, que se recusam a voltar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o anterior e reagem \u00e0s press\u00f5es de seus antigos donos.\n\nO problema social transforma-se em quest\u00e3o pol\u00edtica para a elite dirigente do Segundo Reinado. A aboli\u00e7\u00e3o desagrada aos fazendeiros, que exigem indeniza\u00e7\u00f5es pela perda do que consideram ser sua propriedade.\n\nComo n\u00e3o s\u00e3o bem-sucedidos, aderem ao movimento republicano como forma de press\u00e3o. Ao abandonar o regime escravista e os propriet\u00e1rios de escravos, o\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0perde sua \u00faltima base de sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\n\n<strong>1889<\/strong>\n\n\u00c9 proclamada a Rep\u00fablica, pelo marechal alagoano Manuel Deodoro da Fonseca, no Rio de Janeiro, em 15 de novembro.\n\nEsse movimento pol\u00edtico-militar acaba com a Monarquia e instaura no pa\u00eds uma Rep\u00fablica federativa. A campanha pol\u00edtica que resultou na implanta\u00e7\u00e3o do novo sistema de governo durou quase 20 anos.\n\nA fam\u00edlia imperial \u00e9 desterrada para a Europa e o marechal Deodoro assume a chefia do governo provis\u00f3rio.\n\n<strong>Brasil Imp\u00e9rio &#8211; Dois Reinados<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"Brasil Imp\u00e9rio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bbrasil20.jpg\" alt=\"Brasil Imp\u00e9rio\" width=\"398\" height=\"301\" \/><strong>\nBandeira do Brasil Imp\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<strong>1\u00ba Reinado: 12\/10\/1822 at\u00e9 07\/04\/1831<\/strong>\n\n<strong>1\u00ba Imperador D. Pedro I<\/strong>\n\n<strong>Pedro de Alc\u00e2ntara de Bragan\u00e7a e Bourbon, (12\/10\/1798-24\/9\/1834), filho de D. Jo\u00e3o VI, (1767-1826), da Dinastia Bragan\u00e7a, 3a Dinastia Real Portuguesa iniciada em 1640, 27o Rei de Portugal, 1o Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e de Carlota Joaquina de Bourbon, (25\/4\/1777-7\/1\/1830), filha de Carlos IV, Rei de Espanha, que \u00e9 descendente de Hugo Capeto, (940-996), Rei de Fran\u00e7a em 987, Fundador da 3a Dinastia Real Francesa (a 1a \u00e9 a Merov\u00edngea e a 2a \u00e9 a de Carlos Magno) que engloba, desde 987, em seq\u00fc\u00eancia continua:<\/strong>\u00a0os Capetos, os Valois, os Bourbons e os Orle\u00e3ns. D. Pedro I casou-se a 1a vez, a 6\/11\/1817, com de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburgo, (22\/1\/1797-11\/12\/1826), filha de Francisco I, Imperador da Austria-Hungria, tiveram 7 filhos entre eles D. Pedro II. D. Pedro I casa-se a 2a vez, a 2\/8\/1829, com Am\u00e9lia Napole\u00e3o Beauharnais, (31\/7\/1812-26\/1\/1873), sobrinha de Napole\u00e3o e neta de Maximiliano I Rei da Baviera. A 16\/4\/1822 lhe oferecem a Coroa da Gr\u00e9cia, rec\u00e9m liberada do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0Turco. \u00c9 aclamado Imperador do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0a 12\/10\/1822. D. Pedro sucede D. Jo\u00e3o VI no trono Portugu\u00eas, a 10\/3\/1826, como D. Pedro IV de Portugal, seu 28o Rei, outorga a Carta Constitucional aos portugueses a 29\/4\/1826, e abdica a 2\/5\/1826, em favor de sua filha Maria.\n\nA 24\/8\/1826 os liberais de Espanha lhe oferecem a tr\u00edplice Coroa do\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, Espanha e Portugal. A 7\/4\/1831 abdica da coroa Imperial\u00a0<strong>Brasileira\u00a0<\/strong>para seu filho Pedro e embarca para Portugal, com o t\u00edtulo de 22o Duque de Bragan\u00e7a para defender Dona Maria da Gl\u00f3ria do seu tio Miguel (irm\u00e3o de D. Pedro) que disputa a coroa portuguesa com o apoio dos absolutistas e do dinheiro de Dona Carlota Joaquina que, com a morte de D. Jo\u00e3o VI, herdou 50 milh\u00f5es de cruzados em dinheiro e 4 milh\u00f5es em ouro al\u00e9m de uma fortuna em brilhantes. D. Pedro proclama a Reg\u00eancia em Portugal, a 3\/3\/1832, e assume como Regente at\u00e9 as Cortes Geraes da Na\u00e7\u00e3o proclamarem a maioridade de Maria da Gl\u00f3ria, a 19\/9\/1834, que assume o trono como Dona Maria II, 29o rainha de Portugal.\n\n<strong>Reg\u00eancia: 1831-1840<\/strong>\n\n<strong>2\u00ba Reinado: 23\/7\/1840 at\u00e9 15\/11\/1889<\/strong>\n\n<strong>2\u00ba Imperador D. Pedro II<\/strong>\n\nPedro de Alc\u00e2ntara de Bragan\u00e7a e Bourbon e Habsburgo, (2\/12\/1825-5\/12\/1891), filho de D. Pedro I e de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburg-\u00d6sterreich, (1797-1826), filha de Francisco II, (1768-1835), Imperador da Austria-Hungria e de Maria Teresa de Bourbon-Sic\u00edlias, (1772-1807). D. Pedro II assume o trono com 14 anos em 1840.\n\n<strong>Casou-se por procura\u00e7\u00e3o, a 30\/5\/1843, com Thereza Christina de Bourbon-Sic\u00edlias, (14\/3\/1822-28\/12\/1889), filha de Francisco I, Rei das 2 Sic\u00edlias e de Maria Izabel de Bourbon, que era filha de Carlos IV, Rei de Espanha. D. Pedro II descende das 2 fam\u00edlias reais mais importantes da Europa:<\/strong>\u00a0os Bourbons, que \u00e9 a 2a fam\u00edlia real mais antiga da Europa, (a 1a \u00e9 a da Dinamarca que descende de Harald I, 940-986), e os Habsburgos, de origem bem mais recente, por\u00e9m cujas importantes alian\u00e7as de casamento criam um\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0que chega ao apogeu sob Carlos V (1500-1558) senhor de terras nos 4 cantos do mundo e onde o sol nunca se punha.\n\n<strong>Brasil Imp\u00e9rio &#8211; Per\u00edodo Imperial<\/strong>\n\nDom Pedro I (1798-1834) proclamou a independ\u00eancia do Brasil de Portugal em 7 de setembro de 1822. Em contraste com os acontecimentos na Am\u00e9rica espanhola, a independ\u00eancia n\u00e3o levou o Brasil a se fragmentar em v\u00e1rios pa\u00edses com formas republicanas de governo. O Brasil permaneceu territorialmente unido sob uma monarquia, com nada mais do que pequenos confrontos entre os que apoiavam Portugal e os leais a Dom Pedro I. Em dezembro de 1824, apesar de sua prefer\u00eancia pelo governo republicano, os Estados Unidos foram o primeiro pa\u00eds a reconhecer o Brasil. independ\u00eancia. No mesmo ano, Jos\u00e9 Silvestre Rabello (1807-1891) tornou-se o primeiro enviado do Brasil a Washington.\n\nQuando D. Pedro I abdicou do trono e regressou a Portugal em 1831, seu filho Pedro de Alc\u00e2ntara (1825-1891) foi proclamado imperador D. Pedro II. Como Pedro mal tinha cinco anos, houve um per\u00edodo em que regentes governaram o Brasil. A reg\u00eancia foi o sistema pol\u00edtico adotado para governar o Brasil antes de Dom Pedro atingir a maioridade. A Reg\u00eancia Trina durou de 1831 at\u00e9 1834, e foi seguida pela Reg\u00eancia Una (Reg\u00eancia \u00danica) que durou at\u00e9 1841. O sistema seria encerrado quando D. Pedro II fizesse dezoito anos, mas a inquieta\u00e7\u00e3o nas prov\u00edncias o levou a assumir plenos poderes antes, em 1840, a fim de fortalecer o governo central.\n\nO per\u00edodo de sua monarquia, conhecido como Segundo Reinado, estendeu-se de 1840 a 1889 e foi marcado pela expans\u00e3o do territ\u00f3rio nacional, cont\u00ednua extens\u00e3o da fronteira nacional para o oeste e relativa estabilidade e progresso. Outros acontecimentos importantes inclu\u00edram o crescimento das ind\u00fastrias do caf\u00e9 e da borracha e uma guerra na qual Argentina, Brasil e Uruguai derrotaram o Paraguai.\n\nEmbora houvesse muitos aspectos positivos no reinado de Dom Pedro II, um grande e antigo problema girava em torno da quest\u00e3o da escravid\u00e3o.\n\nOs escravos desempenhavam um papel importante na economia do Brasil. Eles n\u00e3o apenas forneciam m\u00e3o-de-obra nas planta\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00facar, mas eram a espinha dorsal de quase todos os empreendimentos econ\u00f4micos e sociais, desde o trabalho nas planta\u00e7\u00f5es e nas minas de ouro at\u00e9 o desempenho de tarefas rotineiras e di\u00e1rias em casas e cidades.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-159020 \" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Brasil16.jpg\" alt=\"\" width=\"648\" height=\"276\" \/><strong>Imperador Dom Pedro II (centro) com sua fam\u00edlia<\/strong><\/p>\nUm governante esclarecido e um grande admirador de Abraham Lincoln (1809-1865), Dom Pedro II reconheceu que os escravos n\u00e3o podiam continuar a ser o esteio da for\u00e7a de trabalho da na\u00e7\u00e3o emergente, mas temia mergulhar o pa\u00eds na guerra civil. Abordando o problema de forma gradativa, ele passou a estimular os imigrantes da Europa a trabalhar nas fazendas, principalmente no sudeste, e deu in\u00edcio a a\u00e7\u00f5es para a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o, a partir da Lei Queir\u00f3z de 1850 que proibia o com\u00e9rcio de escravos. Seu segundo grande passo para a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o foi a proclama\u00e7\u00e3o, em 1871, da Lei do Ventre Livre, que declarava que da\u00ed em diante todos os filhos de escravos seriam livres. A Lei Saraiva-Cotegipe de 1885 libertou todos os escravos aos sessenta anos.\n\nEnquanto o imperador estava na Europa por motivos de sa\u00fade, sua filha, a Princesa Regente Isabel (1846-1921), assinou a Lei \u00c1urea, a Lei \u00c1urea, que aboliu a escravid\u00e3o em 13 de maio de 1888.\n\nCom o fim da escravid\u00e3o, os dias do imp\u00e9rio estavam contados. N\u00e3o houve guerra civil, mas as prov\u00edncias que dependiam da escravid\u00e3o para seu sustento econ\u00f4mico retiraram o apoio do imperador.\n\nA rep\u00fablica foi proclamada em 15 de novembro de 1889, e Dom Pedro II e sua fam\u00edlia partiram para a Fran\u00e7a.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0geocities.yahoo.com.br\/www.jbcultura.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil Imp\u00e9rio, Reinado, Per\u00edodo, Hist\u00f3ria, Portugal, Reg\u00eancia, Primeiro, Segundo, Brasileira, Ex\u00e9rcito, Estrutura, Governo, Brasil Imp\u00e9rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8758,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-14815","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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