{"id":14673,"date":"2015-12-15T00:00:00","date_gmt":"2015-12-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/tempestade-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:12:30","modified_gmt":"2026-08-31T23:12:30","slug":"tempestade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/tempestade-2\/","title":{"rendered":"Tempestade"},"content":{"rendered":"\n<strong>Tempestade &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nUma\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0\u00e9 qualquer perturba\u00e7\u00e3o na atmosfera que tenha efeitos percept\u00edveis na superf\u00edcie da Terra. O termo sugere condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desagrad\u00e1veis que podem trazer desconforto, inconveni\u00eancia, desastre econ\u00f4mico e perda de vidas humanas.\n\nApesar disso, as\u00a0<strong>tempestades<\/strong>\u00a0t\u00eam um efeito geralmente positivo no meio ambiente e nas sociedades humanas porque s\u00e3o a fonte da maior parte da chuva e da neve de que o planeta depende.\n\nEntre os muitos tipos de tempestades que existem est\u00e3o trovoadas, furac\u00f5es, tornados, nevascas e tempestades de gelo e granizo. Por mais diferentes que esses tipos de tempestades possam ser, eles possuem algumas caracter\u00edsticas comuns.\n\nTodos eles resultam de instabilidades atmosf\u00e9ricas significativas e todos envolvem correntes de convec\u00e7\u00e3o dram\u00e1ticas nas quais as massas de ar viajam para cima em altas taxas de velocidade.\n\nA\u00a0<strong>forma\u00e7\u00e3o de uma tempestade<\/strong>\u00a0\u00e9 t\u00edpica da forma como muitas tempestades se desenvolvem. Imagine que uma grande massa de ar encontra condi\u00e7\u00f5es que a for\u00e7am a se mover para cima.\n\nUma frente de aproxima\u00e7\u00e3o ou algum tipo de barreira geogr\u00e1fica pode produzir tal efeito. A massa de ar continuar\u00e1 a subir enquanto estiver mais quente do que a atmosfera ao seu redor.\n\nO movimento ascendente de tal massa de ar constitui uma corrente de convec\u00e7\u00e3o.\n\nEm algum momento, a umidade dentro da massa de ar pode come\u00e7ar a condensar, liberando calor ao faz\u00ea-lo. Quando isso acontece, a corrente de convec\u00e7\u00e3o pode come\u00e7ar a se mover ainda mais rapidamente.\n\nO movimento ascendente do ar em uma nuvem de trov\u00e3o foi medido a mais de 50 mph (80 km\/h). \u00c0 medida que o movimento ascendente do ar continua, mais umidade se condensa da massa de ar e uma grande nuvem come\u00e7a a se formar. Dependendo das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas, uma nuvem de trovoada desse tipo pode atingir uma altura de 10 a 15 km. Eventualmente, os cristais de gelo dentro da nuvem de trovoada come\u00e7ar\u00e3o a se condensar como chuva, neve ou alguma outra forma de precipita\u00e7\u00e3o e ocorrer\u00e1 uma tempestade.\n\nAlguns dos tipos mais severos de tempestades (tornados e furac\u00f5es, por exemplo) ocorrem quando a corrente de conven\u00e7\u00e3o ascendente recebe um impulso rotacional.\n\nEsse empurr\u00e3o converte um movimento a\u00e9reo puramente vertical em um movimento espiralado caracter\u00edstico dessas grandes tempestades tropicais e de latitudes m\u00e9dias.\n\n<strong>Tempestade &#8211; Tipos<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes9.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"372\" height=\"240\" \/><strong>Tempestade<\/strong><\/p>\n<strong>Tempestades<\/strong>\u00a0s\u00e3o caracterizadas por rel\u00e2mpagos e trov\u00f5es. Elas s\u00e3o produzidas por uma ou mais nuvens cumulonimbus (Cb), tamb\u00e9m conhecidas como nuvens de tempestade.\n\nUma t\u00edpica nuvem de tempestade tem um di\u00e2metro de 10-20 km, alcan\u00e7a altitudes de 10-20 km, dura em m\u00e9dia 30-90 minutos e move-se com uma velocidade de 40-50 km\/h.\n\nNormalmente elas podem ser identificadas por seu largo e brilhante topo esbranqui\u00e7ado, que projeta-se na dire\u00e7\u00e3o dos ventos formando uma sali\u00eancia denominada anvil. Cerca de 2000 tempestades est\u00e3o sempre ocorrendo, o que significa que 16 milh\u00f5es ocorrem anualmente em nosso planeta. A freq\u00fc\u00eancia de tempestades em um dado local depende de v\u00e1rios fatores, entre eles a topografia, a latitude, a proximidade de massas de \u00e1gua e a continentalidade.\n\n<strong>Uma pequena percentagem das tempestades que ocorrem todo ano s\u00e3o consideradas tempestades severas, isto \u00e9, produzem ao menos uma das seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong>\u00a0granizo com di\u00e2metro igual ou maior que 2 cm, ventos de ao menos 90 km\/h ou tornados. Um tornado \u00e9 uma coluna de ar girando violentamente que se estende da base da nuvem at\u00e9 o solo.\n\n<strong>Tempestades severas<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m costumam produzir ventos de alta intensidade conhecidos como rajadas e microrajadas, que s\u00e3o rajadas de curta dura\u00e7\u00e3o e que afetam regi\u00f5es menores que 4 km de extens\u00e3o.\n\n<strong>Nuvens de tempestade<\/strong>\u00a0s\u00e3o formadas sempre que existir bastante movimento vertical, instabilidade vertical e umidade, de modo a produzir uma nuvem que alcance altitudes com temperaturas abaixo do n\u00edvel de congelamento. Estas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais frequentemente encontradas no ver\u00e3o e durante a tarde e in\u00edcio da noite, mas podem ser encontradas em todas as esta\u00e7\u00f5es e em todas as horas do dia. O movimento vertical pode ser causado por um gradiente no perfil de temperatura ou por processos de levantamento, tais como as brisas ao longo das costas, frentes frias ou quentes, \u00e1reas de baixa press\u00e3o com converg\u00eancia horizontal de ventos e montanhas. No primeiro caso, o ar mais quente (mais leve) pr\u00f3ximo a superf\u00edcie da terra tende a deslocar-se para cima trocando de posi\u00e7\u00e3o com o ar mais frio (mais pesado) nos n\u00edveis mais altos, que tende a deslocar-se para baixo.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes8.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"382\" height=\"290\" \/><strong>\nTempestade<\/strong><\/p>\n<strong>Tempestades<\/strong>\u00a0formadas por este processo s\u00e3o geralmente chamadas tempestades associadas a massas de ar. Elas tendem a ser menos severas do que os outros tipos de tempestades, embora sejam ainda capazes de produzir rajadas. No processo de levantamento, o ar pr\u00f3ximo a superf\u00edcie da terra \u00e9 empurrado para cima por outra massa de ar ou ao se chocar com uma montanha.\n\nAlgumas vezes mais de um processo de levantamento pode ocorrer simultaneamente.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes12.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"174\" height=\"268\" \/>\nNuvem de tempestade com uma \u00fanica c\u00e9lula no est\u00e1gio maduro, apresentando dois centros de cargas el\u00e9tricas.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes13.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"173\" height=\"260\" \/>\nNuvem de tempestade com uma \u00fanica c\u00e9lula no est\u00e1gio dissipativo. Em geral, somente cargas positivas permanecem dentro da nuvem neste est\u00e1gio.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes14.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"174\" height=\"253\" \/>\nAp\u00f3s a nuvem de tempestade com uma \u00fanica c\u00e9lula se dissipar, o anvil permanece na forma de nuvens cirrostratus e altostratus.\n<\/strong><\/p>\n<strong>Aglomerados de tempestades<\/strong>\u00a0s\u00e3o um fen\u00f4meno muito comum. Eles s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de sistemas convectivos de mesoescala.\n\nAlguns tipos particulares destes sistemas s\u00e3o as linhas de instabilidade e os complexos convectivos de mesoescala. Linhas de instabilidade s\u00e3o sistemas de nuvens de tempestade arranjadas segundo uma linha.\n\nDiferentemente de uma linha de nuvens de tempestade individuais, as nuvens de tempestade em uma linha de instabilidade interagem entre si, sendo conectadas por uma regi\u00e3o estratiforme semelhante a um largo anvil.\n\nLinhas de instabilidade por se estender por v\u00e1rias centenas de quil\u00f4metros, normalmente produzem ventos muito fortes e algumas vezes fracos tornados. Linhas de instabilidade s\u00e3o, geralmente, formadas perto da interface entre uma massa de ar \u00famida e quente e uma massa de ar fria. Complexos convectivos de mesoescala s\u00e3o os maiores membros dos sistemas convectivos de mesoescala.\n\nEles s\u00e3o aglomerados de\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0quase circulares com t\u00edpicas dimens\u00f5es de 300 km ou mais e dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 15 horas, muito embora em certas ocasi\u00f5es possam durar por v\u00e1rios dias.\n\n<strong>Uma nuvem de tempestade composta por uma \u00fanica c\u00e9lula tem um ciclo de vida que consiste de tr\u00eas est\u00e1gios<\/strong>: desenvolvimento ou c\u00famulos, maduro e dissipativo. No est\u00e1gio de desenvolvimento, as correntes de ar ascendentes predominam dentro da c\u00e9lula. Em geral pouca chuva e poucos ou mesmo nenhum rel\u00e2mpago ocorrem. No est\u00e1gio maduro, ambos movimentos de ar ascendentes e descendentes ocorrem.\n\nO anvil \u00e9 em geral um aspecto proeminente, formado basicamente por cristais de gelo. \u00c9 neste est\u00e1gio que a maioria da chuva, rel\u00e2mpagos, granizo, ventos fortes e tornados ocorrem.\n\nA chuva e o granizo em precipita\u00e7\u00e3o arrastam o ar consigo para baixo, intensificando as correntes de ar descendentes e produzindo frentes de rajadas, a medida que o ar espalha-se ao alcan\u00e7ar o solo. Finalmente, no est\u00e1gio dissipativo, o movimento do ar \u00e9 predominantemente descendente e a intensidade da chuva e da atividade de rel\u00e2mpagos diminui, embora permane\u00e7a significante. A nuvem gradualmente se dissipa.\n\nOs ventos nos n\u00edveis superiores espalham os cristais de gelo, de modo que o anvil \u00e9 a \u00faltima parte que resta da nuvem, tomando uma forma semelhante a nuvens cirrostratus e altostratus. Cada est\u00e1gio dura em m\u00e9dia de 10 a 30 minutos.\n\nEm setembro de 1752, Benjamin Franklin realizou um experimento para examinar a natureza el\u00e9trica das\u00a0<strong>tempestades<\/strong>. Ele colocou uma haste met\u00e1lica em cima da sua casa, conectada a um longo fio aterrado.\n\nEle cortou o fio e separou suas extremidades por cerca de 15 cm colocando um sino preso a cada uma delas.\n\nUma esfera met\u00e1lica isolada foi suspensa entre os sinos, movendo-se entre eles e batendo neles quando uma nuvem de tempestade passava pr\u00f3ximo.\n\nComparando a carga no fio com uma carga conhecida, Franklin determinou que a base da nuvem de tempestade era carregada negativamente. A estrutura b\u00e1sica de uma nuvem de tempestade, entretanto, s\u00f3 foi proposta no come\u00e7o do s\u00e9culo 20. Ela pode ser descrita como um dipolo el\u00e9trico positivo, composto por uma regi\u00e3o carregada positivamente acima de uma regi\u00e3o carregada negativamente.\n\nUma regi\u00e3o de cargas positivas mais fraca pode tamb\u00e9m existir perto da base da nuvem. O centro positivo superior ocupa a metade superior do volume da nuvem, enquanto que o centro negativo est\u00e1 localizado no meio da nuvem, em uma altura onde a temperatura \u00e9 em torno de\u00a0 10 a 0 graus Celsius.\n\nA carga nestes centros pode variar consideravelmente com a geografia e de nuvem para nuvem, com valores entre uma dezena a algumas centenas de Coulombs.\n\nCarga negativa tamb\u00e9m esta presente em uma fina camada envolvendo a parte superior da nuvem de tempestade, incluindo o anvil, denominada camada de blindagem.\n\nEsta carga \u00e9 produzida pelo aprisionamento de ions negativos, gerados por raios c\u00f3smicos na atmosfera, \u00e0s part\u00edculas da nuvem na sua regi\u00e3o superior.\n\nN\u00e3o se conhece exatamente como as nuvens de\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0tornam-se carregadas. A teoria mais aceita para explicar a produ\u00e7\u00e3o de cargas requerida para eletrificar uma nuvem de tempestade assume que as part\u00edculas carregadas s\u00e3o produzidas por colis\u00f5es de diferentes part\u00edculas de gelo no interior da nuvem.\n\n<strong>Os detalhes do processo de colis\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o muito bem conhecidos mas, em termos gerais, dois tipos de processos tem sido considerados:\u00a0<\/strong>processos indutivos e n\u00e3o-indutivos.\n\nO processo indutivo considera que o campo el\u00e9trico tem um papel preponderante sobre a forma\u00e7\u00e3o das cargas, enquanto que o processo n\u00e3o-indutivo considera que outros par\u00e2metros s\u00e3o preponderantes, tais como temperatura, potencial de contato, tamanho das part\u00edculas ou conte\u00fado de \u00e1gua. \u00c9 prov\u00e1vel que mais de um par\u00e2metro sejam relevantes e, tamb\u00e9m, que diferentes par\u00e2metros devam ser considerados em diferentes casos. Ap\u00f3s as part\u00edculas carregadas serem formadas, elas s\u00e3o separadas pelo efeito de correntes de ar ascendentes e descendentes e pela a\u00e7\u00e3o gravitacional.\n\n<strong>Nuvens de Tempestade<\/strong>\n\n<strong>Cumulonimbus<\/strong>, ou nuvem de\u00a0<strong>tempestade<\/strong>, \u00e9 uma nuvem convectiva que produz chuva e rel\u00e2mpagos. Geralmente produz granizos, fortes frentes de rajada, tornados, e precipita\u00e7\u00e3o severa.\n\nMuitas regi\u00f5es da Terra dependem quase totalmente das nuvens cumulonimbus para precipita\u00e7\u00e3o. Elas tamb\u00e9m apresentam um papel importante no ciclo energ\u00e9tico e na circula\u00e7\u00e3o global da atmosfera pelo seu eficiente transporte de umidade e calor sens\u00edvel e latente nas por\u00e7\u00f5es superiores da troposfera e inferiores da estratosfera.\n\nElas tamb\u00e9m afetam o saldo radiativo da troposfera. Al\u00e9m disso, influenciam a qualidade do ar e a qu\u00edmica de precipita\u00e7\u00e3o.\n\nComo definido por Byers &amp; Braham (1949) e Browing (1977), a unidade b\u00e1sica de um Cumulonimbus \u00e9 a c\u00e9lula. Normalmente vista no radar como um volume de intensa precipita\u00e7\u00e3o ou m\u00e1ximo de refletividade, a c\u00e9lula tamb\u00e9m pode ser descrita como a regi\u00e3o de correntes ascendentes relativamente fortes.\n\n<strong>Os Cumulonimbus comuns em tempestades se destacam pelo ciclo de vida bem definido que duram de 45 min \u00e0 1 hora. Byers &amp; Braham (1949) identificaram tr\u00eas est\u00e1gios de evolu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>a fase Cumulus, a fase madura e a fase de dissipa\u00e7\u00e3o.\n\nDurante a fase Cumulus, ou fase inicial, as correntes ascendentes caracterizam o sistema. Composto de uma ou mais nuvens do tipo congestus (towering cumulus), podem vir a se fundir umas com as outras ou se expandir em um sistema maior. S\u00e3o alimentadas por converg\u00eancia de vapor na camada limite numa regi\u00e3o onde ar quente e \u00famido convergem em superf\u00edcie.\n\nApesar de prevalecerem as correntes ascendentes, correntes descendentes pr\u00f3ximas ao topo e \u00e0 base frontal da nuvem podem ocorrer.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes17.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"279\" height=\"224\" \/>\nFigura 1: Est\u00e1gio Cumulus<\/strong><\/p>\nA fus\u00e3o de v\u00e1rios elementos num sistema convectivo caracteriza a transi\u00e7\u00e3o para o est\u00e1gio maduro.\n\nO processo de fus\u00e3o est\u00e1 associado com o encontro de correntes descendentes induzidas por frentes de rajadas da adjac\u00eancia das nuvens. Al\u00e9m do mais, o come\u00e7o da precipita\u00e7\u00e3o na camada inferior da nuvem tamb\u00e9m \u00e9 caracter\u00edstica da transi\u00e7\u00e3o dos est\u00e1gios. A precipita\u00e7\u00e3o ocorre uma vez que a nuvem passa al\u00e9m do n\u00edvel de congelamento. Ap\u00f3s um certo per\u00edodo, a acumula\u00e7\u00e3o de precipita\u00e7\u00e3o na nuvem \u00e9 muito grande para a corrente de ar ascendente suportar.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes18.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"294\" height=\"234\" \/>\n<strong>Figura 2: Est\u00e1gio maduro<\/strong><\/p>\nA precipita\u00e7\u00e3o caindo causa um arrastamento no ar, iniciando uma corrente de ar descendente. A cria\u00e7\u00e3o da corrente de ar descendente \u00e9 ajudada pelo influxo do ar frio e seco rodeando a nuvem, um processo chamado entranhamento. Este processo intensifica a corrente de ar descendente, porque o ar acumulado \u00e9 frio e seco e sendo assim, mais pesado.\n\nAt\u00e9 o encontro com a superf\u00edcie, as correntes descendentes se espalham horizontalmente onde podem erguer o ar quente e \u00famido para junto do sistema. Na interface entre a corrente descendente fria e densa, e o ar quente e \u00famido forma-se a frente de rajada. Os ventos em superf\u00edcie da frente de rajada s\u00e3o amea\u00e7adores, e mudam rapidamente de dire\u00e7\u00e3o e velocidade.\n\nO ar quente e \u00famido erguido pela frente de rajada fornece o combust\u00edvel para a manuten\u00e7\u00e3o das correntes ascendentes. At\u00e9 o encontro com a estabilidade da tropopausa, as correntes ascendentes se espalham lateralmente emitindo cristais de gelo e outras part\u00edculas horizontalmente formando a bigorna.\n\nEm alguns casos essa corrente \u00e9 t\u00e3o forte que penetra a estratosfera criando um domo de nuvem (overshottings).\n\nAs correntes ascendentes frequentemente formam uma fina camada de nuvem acima da nuvem, chamada pileus. A presen\u00e7a de pileus \u00e9 uma evidencia de fortes correntes ascendentes.\n\nPrecipita\u00e7\u00e3o muito intensa e localizada tamb\u00e9m \u00e9 caracter\u00edstica deste estagio.\n\nO abaixamento da press\u00e3o nos n\u00edveis m\u00e9dios como resultado do aquecimento pela libera\u00e7\u00e3o de calor latente e o fluxo de ar divergente resulta numa for\u00e7a de gradiente de press\u00e3o direcionada para cima que ajuda a sugar ar quente e \u00famido erguido pela frente de rajada at\u00e9 a altura do n\u00edvel de convec\u00e7\u00e3o livre.\n\nEnt\u00e3o a\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0se torna uma m\u00e1quina eficiente onde o aquecimento no alto e o resfriamento nos baixos n\u00edveis sustentam o vigor do ciclo convectivo.\n\nA velocidade de propaga\u00e7\u00e3o da frente de rajada aumenta \u00e0 medida que a profundidade do fluxo de ar de sa\u00edda aumenta e a temperatura do mesmo diminui.\n\nO sistema \u00f3timo \u00e9 aquele em que a velocidade da frente de rajada \u00e9 pr\u00f3xima \u00e0 velocidade da\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0em si.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes19.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"293\" height=\"234\" \/>\n<\/strong><strong>Est\u00e1gio de dissipa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Uma vez que a frente de rajada se distancia do sistema, o ar erguido n\u00e3o entra mais na corrente ascendente, deixando de alimentar o sistema, formando apenas Cumulus de tempo bom adiante.<\/p>\n<p align=\"left\">Este \u00e9 o come\u00e7o do est\u00e1gio de dissipa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 caracterizado por correntes descendentes nas por\u00e7\u00f5es inferiores.<\/p>\n<p align=\"left\">As correntes ascendentes enfraquecem mas podem continuar existindo principalmente na metade superior da nuvem. H\u00e1 entranhamento lateral e turbul\u00eancia, a intensidade da chuva diminui, remanescendo chuva leve de car\u00e1ter estratiforme.<\/p>\n<strong>Tempestades segundo suas classifica\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nSegundo McNulty (1995), o National Weather Service (NWS) dos Estados Unidos define\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0severa como aquelas que t\u00eam ocorr\u00eancia de tornados, ventos acima de 26 m\/s (50kt) ou mais, danos associados \u00e0 rajadas e\/ou granizos de 1,9 cm de di\u00e2metro ou mais.\n\nExistem muitas tentativas de classificar\u00a0<strong>tempestades<\/strong>, Browning (1977) usa o termo ordin\u00e1rias (simples) para se referir \u00e0 tempestades que n\u00e3o completam o ciclo de tr\u00eas est\u00e1gios no per\u00edodo de 45-60 min e que o est\u00e1gio maduro dura apenas 15-30 min. Fazendo assim, distin\u00e7\u00e3o deste tipo com um tipo mais vigoroso de convec\u00e7\u00e3o normalmente chamado Superc\u00e9lula.\n\n<strong>Superc\u00e9lulas<\/strong>\n\n<strong>Tempestades<\/strong>\u00a0em forma de Superc\u00e9lulas, segundo Weisman &amp; Klemp (1986) s\u00e3o o tipo de\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0potencialmente mais destruidor dentre todos.\n\nSuperc\u00e9lulas podem produzir fort\u00edssimos ventos, downbursts, microbursts, e tornados de longa dura\u00e7\u00e3o.\n\nAs correntes ascendentes e descendentes coexistem em um estado quase est\u00e1vel por per\u00edodos de 30 min ou mais.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes20.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"393\" height=\"249\" \/>\n<\/strong><strong>Esquema de uma Superc\u00e9lula<\/strong><\/p>\nEste tipo de\u00a0<strong>tempestade<\/strong>\u00a0est\u00e1 associada com um forte giro do vetor cisalhamento do vento com a altura nos primeiros 4km acima da superf\u00edcie e pode originar-se com o redesenvolvimento de c\u00e9lulas ordin\u00e1rias (simples) iniciais. Ao observar uma Superc\u00e9lula pelo radar pode-se perceber uma regi\u00e3o vazia, chamada bounded weak-echo region ou (BWER), onde as correntes ascendentes s\u00e3o t\u00e3o fortes que n\u00e3o h\u00e1 tempo suficiente de formar precipita\u00e7\u00e3o detect\u00e1vel no radar.\n\nA maioria das\u00a0<strong>tempestades severas\u00a0<\/strong>s\u00e3o superc\u00e9lulas. Destacam-se pela sua persist\u00eancia, 2 \u00e0 6 horas, em um sistema de uma \u00fanica c\u00e9lula. As correntes ascendentes podem exceder 40m\/s, capazes de sustentar pedras de gelo do tamanho de um grapefruit.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes21.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"388\" height=\"280\" \/>\n<strong>Corte vertical de uma Superc\u00e9lula<\/strong><\/p>\n<strong>Multic\u00e9lulas<\/strong>\n\nUm outro tipo de\u00a0<strong>tempestade severa<\/strong>\u00a0\u00e9 a chamada Multic\u00e9lula, tipicamente composta de duas \u00e0 quatro c\u00e9lulas que podem encontrar-se em diferentes est\u00e1gios de evolu\u00e7\u00e3o.\n\nAlguns estudos se referem aos cumulus congestus perif\u00e9ricos como nuvem-alimento, pois se deslocam em dire\u00e7\u00e3o ao sistema de tempestade e se fundem com a c\u00e9lula m\u00e3e.\n\nOutros, como Browning (1977), se referem \u00e0 esta linha de cumulus como c\u00e9lulas filhas, sendo que essas novas c\u00e9lulas n\u00e3o se fundem com as c\u00e9lulas m\u00e3es, mas crescem rapidamente para serem o novo centro da tempestade. As c\u00e9lulas novas se formam tipicamente em intervalos de 5-10 min e apresentam tempo de vida caracter\u00edsticos de 20-30 min.\n\nTamb\u00e9m apresentam regi\u00f5es fraco sinal detect\u00e1vel pelo radar (weak-echo region \u2013 WER), por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bem delimitadas como as BWERs das Superc\u00e9lulas.\n\nA maioria das precipita\u00e7\u00f5es de granizo s\u00e3o geradas em\u00a0<strong>tempestades<\/strong>\u00a0de v\u00e1rias c\u00e9lulas, cada uma com um ciclo de vida de 45 \u00e0 60 min. O sistema de tempestade, pode ter tempo de vida de v\u00e1rias horas.\n\nSistemas multic\u00e9lulas, onde as correntes ascendentes atingem 25 \u00e0 35 m\/s, produzem pedras de gelo do tamanho de uma bola de golfe.\n\nElas ocorrem onde h\u00e1 instabilidade atmosf\u00e9rica e onde h\u00e1 intenso cisalhamento vertical.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Tempestade\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/tempes23.jpg\" alt=\"Tempestade\" width=\"391\" height=\"252\" \/>\n<strong>Esquema de uma Multic\u00e9lula<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">H\u00e1 diverg\u00eancias quanto ao crit\u00e9rio de distin\u00e7\u00e3o entre Superc\u00e9lulas e Multic\u00e9lulas. Pode-se levar em considera\u00e7\u00e3o a apar\u00eancia visual das c\u00e9lulas filhas, ou alegar que a Superc\u00e9lula \u00e9 nada mais que uma Multic\u00e9lula onde as c\u00e9lulas filhas est\u00e3o agregadas \u00e0 nuvem, ou mesmo que Multic\u00e9lulas podem se desenvolver em Superc\u00e9lulas. Al\u00e9m do mais, existe uma continua faixa de tipos de\u00a0<strong>tempestades<\/strong>, que vai desde \u00e0s multic\u00e9lulas menos organizadas, \u00e1s mais organizadas, e \u00e0s Superc\u00e9lulas mais firmes. Vasiloff et al. (1986) prop\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o onde a distancia L entre c\u00e9lulas com corrente ascendente deve ser muito menor que o di\u00e2metro da corrente D para ser classificada como Superc\u00e9lula. J\u00e1 Weisman &amp; Klemp (1984) prop\u00f5em uma classifica\u00e7\u00e3o baseada na press\u00e3o de baixos n\u00edveis, nos gradientes verticais de press\u00e3o que intensificam as correntes ascendentes, grau de correla\u00e7\u00e3o entre a corrente ascendente e a vorticidade vertical, e caracter\u00edsticas de propaga\u00e7\u00e3o. Eles tamb\u00e9m afirmam que forte cisalhamento nos primeiros 6 km ou uma certa faixa do numero de Richardson, que relaciona o empuxo com a diferen\u00e7a entre o vento dos baixos e m\u00e9dios n\u00edveis, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a forma\u00e7\u00e3o de uma superc\u00e9lula.<\/p>\n<strong>Raios e Rel\u00e2mpagos<\/strong>\n\nComo em qualquer descarga el\u00e9trica, os Raios s\u00e3o resultado do desenvolvimento de intensos centros de cargas na nuvem, que eventualmente alcan\u00e7am excedem a capacidade de isolamento el\u00e9trico do ar, resultando na dissipa\u00e7\u00e3o dos centros de carga.\n\n<strong>At\u00e9 o presente momento existem duas correntes que tentam explicar a distribui\u00e7\u00e3o de cargas em tempestades:<\/strong>\u00a0Hip\u00f3tese de carregamento por convec\u00e7\u00e3o e Carregamento por processos de precipita\u00e7\u00e3o.Ambas hip\u00f3teses baseiam-se em um modelo simples de dipolo, aonde existem regi\u00f5es distintas de carga positiva e negativa em uma nuvem.\n\n<strong>Gelo<\/strong>\n\n<strong>Tempestades de granizo<\/strong>\u00a0geralmente ocorrem em ambientes com instabilidade convectiva. Nestes ambientes as tempestades desenvolvem significante empuxo positivo, as correntes ascendentes s\u00e3o capazes de suspender pedras de gelo caindo \u00e0 velocidades de 15 25m\/s. As\u00a0<strong>tempestades de granizo<\/strong>\u00a0se desenvolvem na presen\u00e7a de forte cisalhamento, favorecendo a forma\u00e7\u00e3o de Superc\u00e9lulas.\n\nA altura do n\u00edvel de derretimento \u00e9 importante para determinar o tamanho dos granizos que chegar\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie. Observa\u00e7\u00f5es indicam que a frequ\u00eancia de granizo \u00e9 maior em latitudes mais altas.\n\nO crescimento de gelo se d\u00e1 inicialmente pela cole\u00e7\u00e3o de got\u00edculas super-resfriadas e gotas de chuva. Em temperaturas mais frias que 0\u00baC muitas got\u00edculas n\u00e3o congelam e podem permanecer liquidas a temperaturas mais frias que -40\u00baC. Dessas got\u00edculas algumas congelam, possivelmente pela aglutina\u00e7\u00e3o com um aerossol que serve de n\u00facleo de congelamento. Se as got\u00edculas congeladas s\u00e3o pequenas, ela crescer\u00e1 primeiro por deposi\u00e7\u00e3o de vapor, formando flocos de neve.\n\nAp\u00f3s algum tempo (5-10 min), os cristais de gelo se tornam grandes o suficiente para fixar pequenas got\u00edculas, que congelam imediatamente ap\u00f3s o impacto com a part\u00edcula de gelo.\n\nSe existirem got\u00edculas suficientes ou o conte\u00fado de \u00e1gua liquida da nuvem for alto, as part\u00edculas de gelo podem coletar got\u00edculas suficientes tal que a forma original do cristal crescido por deposi\u00e7\u00e3o de vapor se perde, gerando uma part\u00edcula de graupel de v\u00e1rios mil\u00edmetros de di\u00e2metro. A densidade inicial do graupel \u00e9 baixa, pois as got\u00edculas congeladas na superf\u00edcie do cristal de gelo s\u00e3o fracamente compactadas.\n\n\u00c0 medida que o graupel cresce, ele cai mais r\u00e1pido, varrendo uma sec\u00e7\u00e3o maior, aumentando o crescimento por cole\u00e7\u00e3o de got\u00edculas super-resfriadas, que podem n\u00e3o mais congelar com o impacto, preenchendo os v\u00e3o entre as got\u00edculas que congelaram.\n\nO tamanho final da pedra de gelo \u00e9 determinado pela quantidade de \u00e1gua super-resfriada na nuvem e pelo tempo em que a pedra de gelo pode permanecer na regi\u00e3o de alto conte\u00fado de \u00e1gua liquida da nuvem, que depende da corrente ascendente e da velocidade e queda da pedra de gelo. Se a corrente ascendente \u00e9 forte (35-40 m\/s) e a velocidade de queda da part\u00edcula \u00e9 baixa (1-2 m\/s), a part\u00edcula \u00e9 rapidamente transportada para a bigorna da nuvem antes de aproveitar do conte\u00fado de \u00e1gua liquida da regi\u00e3o.\n\nA circunstancia ideal para o crescimento de gelo \u00e9 aquela em que a part\u00edcula atinge um certo tamanho de forma que a sua velocidade de queda \u00e9 suficiente para equilibrar com a corrente ascendente, podendo ent\u00e3o coletar got\u00edculas de nuvem numa taxa alta. As maiores pedras de gelo que atingem a superf\u00edcie s\u00e3o aquelas que penetram em uma forte corrente descendente, permanecendo pouco tempo abaixo do n\u00edvel de 0\u00baC, causando menor derretimento.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.atmosphere.mpg.de\/www.encyclopedia.com\/earaios.vilabol.uol.com.br\/www.master.iag.usp.br(Maria Eug\u00eania Baruzzi Frediani)\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempestade, Tipo, Tormenta, Nuvens, O que \u00e9, Temporal, Raios, Classifica\u00e7\u00e3o, Rel\u00e2mpago, Est\u00e1gio, Evolu\u00e7\u00e3o, Fen\u00f4meno, Caracter\u00edstica, Tempestade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8172,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-14673","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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