{"id":14446,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/estiagem-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:08:47","modified_gmt":"2026-08-31T23:08:47","slug":"estiagem-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/estiagem-2\/","title":{"rendered":"Estiagem"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Estiagem &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nN\u00e3o existe uma defini\u00e7\u00e3o universal de\u00a0<strong>estiagem ou seca<\/strong>\u00a0com base na quantidade de chuva, pois o que \u00e9 considerado usual varia de regi\u00e3o para regi\u00e3o e de clima para clima.\n\nA gravidade de uma seca \u00e9 determinada pela quantidade de chuvas, pelos n\u00edveis de \u00e1gua em rios e lagos, pela dura\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de seca e pelo tamanho da \u00e1rea afetada.\n\nAs\u00a0<strong>secas<\/strong>\u00a0levam a perdas de colheitas, eros\u00e3o do solo, morte de gado e at\u00e9 fome (escassez de alimentos a longo prazo que pode levar \u00e0 fome, desnutri\u00e7\u00e3o e morte). Os seres humanos \u00e0s vezes pioram as condi\u00e7\u00f5es de seca, desnudando a terra da vegeta\u00e7\u00e3o e colocando grandes demandas no abastecimento de \u00e1gua.\n\n<strong>Estiagem &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nUma\u00a0<strong>estiagem<\/strong>, tamb\u00e9m \u00e9 conhecida vulgarmente como per\u00edodo de\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0e \u00e9 uma cat\u00e1strofe natural com propriedades bem caracter\u00edsticas e distintas das demais.\n\nDe uma maneira geral \u00e9 entendida como uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica transit\u00f3ria caracterizada pela escassez de \u00e1gua, associada a per\u00edodos extremos de reduzida precipita\u00e7\u00e3o mais ou menos longos, com repercuss\u00f5es negativas e significativas nos ecossistemas e nas atividades s\u00f3cio-econ\u00f4micas.\n\nDistingue-se das outras formas de cat\u00e1strofes pelo seu desencadeamento se processar de maneira menos percept\u00edvel, a sua progress\u00e3o ser verificada mais lentamente, a ocorr\u00eancia arrastar-se por um maior per\u00edodo de tempo, poder atingir extens\u00f5es superficiais de muito maior propor\u00e7\u00e3o e a sua recupera\u00e7\u00e3o ser processada de um modo tamb\u00e9m mais lento.\n\nO\u00a0<strong>conceito de seca\u00a0<\/strong>n\u00e3o possui uma defini\u00e7\u00e3o rigorosa e universal. \u00c9 interpretado de modo diferente em regi\u00f5es com caracter\u00edsticas distintas, dependendo da sua defini\u00e7\u00e3o e da inter-rela\u00e7\u00e3o entre os sistemas naturais, sujeitos a flutua\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, e os sistemas constru\u00eddos pelo homem, com exig\u00eancias e vulnerabilidades pr\u00f3prias. Conforme a perspectiva de an\u00e1lise, ou vulnerabilidade considerada, este fen\u00f4meno pode ser distinguido entre\u00a0<strong>secas<\/strong>\u00a0meteorol\u00f3gicas (clim\u00e1ticas e hidrol\u00f3gicas), agr\u00edcolas e urbanas.\n\nSe, por um lado, o conceito de\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0depende das caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas e hidrol\u00f3gicas da regi\u00e3o abrangida, por outro, depende do tipo de impactos inerentes.\n\nAssim, em regi\u00f5es de clima \u00famido, um per\u00edodo relativamente curto sem precipita\u00e7\u00e3o pode ser considerado uma\u00a0<strong>seca<\/strong>, enquanto que em regi\u00f5es \u00e1ridas considera-se normal uma prolongada esta\u00e7\u00e3o sem precipita\u00e7\u00e3o.\n\nA aus\u00eancia prolongada de precipita\u00e7\u00e3o n\u00e3o determina obrigatoriamente a ocorr\u00eancia de uma\u00a0<strong>seca<\/strong>.\n\nSe a situa\u00e7\u00e3o antecedente de umidade no solo for suficiente para n\u00e3o esgotar a capacidade de suporte dos ecossistemas agr\u00edcolas, ou se existirem medidas estruturais com capacidade de armazenamento superficial ou subterr\u00e2neo suficiente para suprir as necessidades de \u00e1gua indispens\u00e1veis \u00e0s atividades s\u00f3cio-econ\u00f4micas, n\u00e3o se considera estar perante uma\u00a0<strong>seca<\/strong>.\n\n<strong>Estiagem &#8211; Causas<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160619 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Estiag6-300x163.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"163\" \/><strong>Estiagem ou Seca<\/strong><\/p>\nAs\u00a0<strong>secas<\/strong>\u00a0iniciam-se sem que nenhum fen\u00f4meno clim\u00e1tico ou hidrol\u00f3gico as anuncie, e s\u00f3 se tornam percept\u00edveis quando est\u00e1 efetivamente instalada, ou seja, quando as suas consequ\u00eancias s\u00e3o j\u00e1 vis\u00edveis.\n\nAs\u00a0<strong>causas das secas<\/strong>\u00a0enquadram-se nas anomalias da circula\u00e7\u00e3o geral da atmosfera, a que correspondem flutua\u00e7\u00f5es do clima numa escala local ou regional, gerando condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas desfavor\u00e1veis, com situa\u00e7\u00f5es de nula ou fraca pluviosidade, durante per\u00edodos mais ou menos prolongados.\n\nAs condi\u00e7\u00f5es para que uma\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0se instale est\u00e3o tamb\u00e9m relacionadas com outros fatores como, por exemplo, o incorreto ordenamento do territ\u00f3rio, insuficientes infraestruturas de armazenamento de \u00e1gua, uma sobre utiliza\u00e7\u00e3o das reservas h\u00eddricas subterr\u00e2neas, uma gest\u00e3o incorreta do consumo de \u00e1gua, e at\u00e9 o desmatamento sem controle do territ\u00f3rio.\n\n<strong>Estiagem &#8211; Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA dura\u00e7\u00e3o de uma\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0corresponde ao tempo que a vari\u00e1vel selecionada para a caracterizar (precipita\u00e7\u00e3o, escoamento, umidade do solo, \u00e1gua armazenada nos a\u00e7udes, etc.) se encontra em defici\u00eancia proporcional a um n\u00edvel de refer\u00eancia (limiar da seca). Ou seja, corresponde ao intervalo de tempo em que os problemas de escassez de \u00e1gua s\u00e3o cr\u00edticos para determinados fins.\n\nAssim, se em termos climatol\u00f3gicos a\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0tiver in\u00edcio no semestre seco, em termos agr\u00edcolas, por exemplo, ela s\u00f3 \u00e9 reconhecida se persistir no per\u00edodo cr\u00edtico, determinado em fun\u00e7\u00e3o do tipo de cultura.\n\nSob outra perspectiva, pode-se considerar como per\u00edodo cr\u00edtico, por exemplo, a \u00e9poca tur\u00edstica de Ver\u00e3o para os sistemas de abastecimento das regi\u00f5es de veraneio.\n\nUm sistema de recursos h\u00eddricos s\u00f3 se recupera de uma situa\u00e7\u00e3o de escassez de \u00e1gua quando uma fra\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia total \u00e9 compensada por um excedente, estimado em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de recupera\u00e7\u00e3o (limiar da seca).\n\nAssim, complementar ao conceito de dura\u00e7\u00e3o de uma\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0\u00e9 o conceito de resili\u00eancia, que traduz uma medida do tempo de recupera\u00e7\u00e3o de um sistema desde o seu colapso, durante a crise, at\u00e9 um estado aceit\u00e1vel de operacionalidade. Um exemplo pode ser o volume de armazenamento de um a\u00e7ude, que se considera recuperado quando atinge o n\u00edvel m\u00e9dio anual e n\u00e3o apenas quando ultrapassou o limiar da seca.\n\nA quest\u00e3o da dura\u00e7\u00e3o de uma\u00a0<strong>estiagem<\/strong>\u00a0coloca-se pela severidade dos seus efeitos em caso de persist\u00eancia. Os impactos acumulados resultantes de per\u00edodos c\u00edclicos de\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0afetam significativamente o tecido s\u00f3cio-econ\u00f4mico da regi\u00e3o, podendo promover a redu\u00e7\u00e3o progressiva da produ\u00e7\u00e3o de culturas, da ind\u00fastria, de energia hidro-el\u00e9trica e do pr\u00f3prio bem-estar das popula\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Estiagem &#8211; Previs\u00e3o<\/strong>\n\nA previs\u00e3o de uma\u00a0<strong>estiagem<\/strong>\u00a0\u00e9 essencialmente climatol\u00f3gica.\n\n<strong>Existem dois m\u00e9todos reconhecidos para a previs\u00e3o de estiagens:<\/strong>\u00a0Estat\u00edsticos, baseados no estudo da intera\u00e7\u00e3o oceano-atmosfera; e os Din\u00e2micos, baseados em modelos de circula\u00e7\u00e3o global da atmosfera.\n\nApesar de serem bem conhecidos os mecanismos atmosf\u00e9ricos que d\u00e3o origem \u00e0s\u00a0<strong>secas<\/strong>, a sua previs\u00e3o antecipada \u00e9 geralmente dif\u00edcil, uma vez que se relaciona com a previs\u00e3o meteorol\u00f3gica a longo prazo.\n\nO mesmo se passa na an\u00e1lise de situa\u00e7\u00f5es de\u00a0<strong>estiagem<\/strong>, em que a previs\u00e3o das suas dura\u00e7\u00f5es e intensidades \u00e9 complicada, dada a enorme aleatoriedade existente, Contudo, as adversidades clim\u00e1ticas conferidas em fases de atividade pluviom\u00e9trica diferenciada em que as enchentes e inunda\u00e7\u00f5es com precipita\u00e7\u00e3o superior \u00e0 240 mm para uma mesma regi\u00e3o, permitiram perceber estados c\u00edclicos para estes fen\u00f4menos no territ\u00f3rio brasileiro, algo que nos confere a possibilidade de observar longos per\u00edodos de uma esta\u00e7\u00e3o chuvosa ser precedida e postergada por um per\u00edodo prolongado de aus\u00eancia n\u00e3o apenas das a\u00e7\u00f5es de volume proporcionado, como tamb\u00e9m da atividade pluviom\u00e9trica considerada normal. Dentro destas caracter\u00edsticas ativas de um per\u00edodo c\u00edclico, \u00e9 poss\u00edvel prever a maior percep\u00e7\u00e3o de anos prolongados de maior calor do que o consider\u00e1vel para o per\u00edodo em que as a\u00e7\u00f5es chuvosas tenham sido registradas..\n\n<strong>M\u00e9todos Estat\u00edsticos e Din\u00e2micos de Previs\u00e3o de Estiagens<\/strong>\n\nOs m\u00e9todos estat\u00edsticos baseiam-se no estudo da intera\u00e7\u00e3o oceano-atmosfera, relacionando a variabilidade atmosf\u00e9rica com a variabilidade da temperatura superficial dos oceanos.\n\nTrata-se de um m\u00e9todo emp\u00edrico que apresenta correla\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de 0,6 a 0,8 para antecipa\u00e7\u00f5es sazonais de 3 meses.\n\nOs m\u00e9todos din\u00e2micos apoiam-se na utiliza\u00e7\u00e3o de modelos de circula\u00e7\u00e3o global da atmosfera para vastas \u00e1reas, com integra\u00e7\u00f5es espaciais de semanas a meses, permitindo a incorpora\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es clim\u00e1ticos de larga escala, gradualmente vari\u00e1veis, que escapam \u00e0 detec\u00e7\u00e3o nas cartas sin\u00f3pticas di\u00e1rias.\n\n<strong>Seca &#8211;<\/strong>\u00a0<strong>O que \u00e9<\/strong>\n\nUma\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0\u00e9 um per\u00edodo prolongado em que a quantidade de chuva ou neve que cai em uma \u00e1rea \u00e9 muito menor do que o normal. Uma seca geralmente dura pelo menos uma temporada e \u00e0s vezes continua por anos.\n\nPode afetar uma \u00e1rea do tamanho de v\u00e1rios estados ou mais. Durante uma seca, a quantidade de \u00e1gua usada por plantas, animais e pessoas \u00e9 muito maior do que a precipita\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a quantidade de \u00e1gua que cai no solo na forma de chuva ou neve. Rios e lagos podem secar. As secas acontecem em quase todos os lugares do mundo, embora algumas \u00e1reas sofram secas com mais frequ\u00eancia do que outras.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160618 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Estiag5-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" \/><strong>Estiagem ou Seca<\/strong><\/p>\nAs\u00a0<strong>secas<\/strong>\u00a0ou\u00a0<strong>estiagens\u00a0<\/strong>s\u00e3o fen\u00f4menos clim\u00e1ticos causados pela insufici\u00eancia de precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica, ou chuva numa determinada regi\u00e3o por um per\u00edodo de tempo muito grande.\n\nEste fen\u00f4meno provoca desequil\u00edbrios hidrol\u00f3gicos importantes. Normalmente a ocorr\u00eancia da\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0se d\u00e1 quando a evapotranspira\u00e7\u00e3o ultrapassa por um per\u00edodo de tempo a precipita\u00e7\u00e3o de chuvas.\n\nA\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0\u00e9 uma cat\u00e1strofe natural com propriedades bem caracter\u00edsticas e distintas dos restantes tipos de cat\u00e1strofes.\n\nDe uma maneira geral \u00e9 entendida como uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica transit\u00f3ria caracterizada pela escassez de \u00e1gua, associada a per\u00edodos extremos de reduzida precipita\u00e7\u00e3o mais ou menos longos, com repercuss\u00f5es negativas significativas nos ecossistemas e nas atividades s\u00f3cio-econ\u00f4micas.\n\nDistingue-se das restantes cat\u00e1strofes por o seu desencadeamento se processar de forma mais impercept\u00edvel, a sua progress\u00e3o verificar-se de forma mais lenta, a ocorr\u00eancia arrastar-se por um maior per\u00edodo de tempo, poder atingir extens\u00f5es superficiais de muito maiores propor\u00e7\u00f5es e a sua recupera\u00e7\u00e3o processar-se de um modo tamb\u00e9m mais lento.\n\nO\u00a0<strong>conceito de seca<\/strong>\u00a0n\u00e3o possui uma defini\u00e7\u00e3o rigorosa e universal. \u00c9 interpretado de modo diferente em regi\u00f5es com caracter\u00edsticas distintas, dependendo a sua defini\u00e7\u00e3o da inter-rela\u00e7\u00e3o entre os sistemas naturais, sujeitos a flutua\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, e os sistemas constru\u00eddos pelo homem, com exig\u00eancias e vulnerabilidades pr\u00f3prias. Conforme a perspectiva de an\u00e1lise, ou vulnerabilidade considerada, este fen\u00f4meno pode ser distinguido entre\u00a0<strong>secas meteorol\u00f3gicas\u00a0<\/strong>(clim\u00e1ticas e hidrol\u00f3gicas), agr\u00edcolas e urbanas.\n\nSe, por um lado, o\u00a0<strong>conceito de seca<\/strong>\u00a0depende das caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas e hidrol\u00f3gicas da regi\u00e3o abrangida, por outro, depende do tipo de impactos inerentes. Assim, em regi\u00f5es de clima h\u00famido, um per\u00edodo relativamente curto sem precipita\u00e7\u00e3o pode ser considerado uma\u00a0<strong>seca<\/strong>, enquanto que em regi\u00f5es \u00e1ridas considera-se normal uma prolongada esta\u00e7\u00e3o sem precipita\u00e7\u00e3o.\n\nA aus\u00eancia prolongada de precipita\u00e7\u00e3o n\u00e3o determina obrigatoriamente a ocorr\u00eancia de uma\u00a0<strong>seca<\/strong>.\n\nSe a situa\u00e7\u00e3o antecedente de humidade no solo for suficiente para n\u00e3o esgotar a capacidade de suporte dos ecossistemas agr\u00edcolas, ou se existirem medidas estruturais com capacidade de armazenamento superficial ou subterr\u00e2neo suficiente para colmatar as necessidades de \u00e1gua indispens\u00e1veis \u00e0s atividades s\u00f3cio-econ\u00f4micas, n\u00e3o se considera estar perante uma\u00a0<strong>seca<\/strong>.\n\nNa perspectiva da Prote\u00e7\u00e3o Civil, a\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0caracteriza-se pelo d\u00e9fice entre as disponibilidades h\u00eddricas do Pa\u00eds e as necessidades de \u00e1gua para assegurar o normal abastecimento p\u00fablico.\n\n<strong>Estiagem &#8211; Tipos<\/strong>\n\n<strong>Quatro tipos de estiagem ou seca podem ser identificados, a saber:<\/strong>\u00a0permanente, sazonal, contingente e invis\u00edvel.\n<blockquote><strong>Seca Permanente:<\/strong>\u00a0Ocorre em regi\u00f5es \u00e1ridas onde nenhuma esta\u00e7\u00e3o de precipita\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente para satisfazer as necessidades h\u00eddricas das plantas.<strong>\nSeca Sazonal:<\/strong>\u00a0Ocorre em regi\u00f5es com esta\u00e7\u00f5es\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0e \u00famida bem definidas, como na maior parte dos tr\u00f3picos. Todos os anos a\u00a0<strong>seca<\/strong>\u00a0pode ser esperada, pois esta se deve \u00e0s varia\u00e7\u00f5es sazonais nos padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica.<strong>\nSeca Contingente:\u00a0<\/strong>Ocorre regularmente em \u00e1reas sub-\u00famidas e \u00famidas e ocorre quando a chuva deixa de cair num dado per\u00edodo de tempo. Constitui um s\u00e9rio risco para a agricultura devido a sua imprevisibilidade.<strong>\nSeca Invis\u00edvel:<\/strong>\u00a0Ocorre sempre que o suprimento de \u00e1gua ou armazenamento de \u00e1gua no solo deixa de ser igual \u00e0s necessidades h\u00eddricas di\u00e1rias das plantas. Disso resulta uma lenta\u00a0<strong>secagem do solo<\/strong>, impedindo um crescimento \u00f3timo das planta\u00e7\u00f5es. A necessidade de planejar a irriga\u00e7\u00e3o torna-se dif\u00edcil porque os cultivos n\u00e3o murcham.<\/blockquote>\n<strong>Consumo de \u00e1gua<\/strong>\n\nUm dos fatores de origem antropog\u00eanica de maior relev\u00e2ncia resulta do aumento da procura e do consumo de \u00e1gua que, genericamente, se pode atribuir ao crescimento socio-econ\u00f4mico e demogr\u00e1fico, verificado um pouco por todo o mundo.\n\nDele resultou uma maior procura de \u00e1gua para consumo dom\u00e9stico, a que h\u00e1 que acrescer a racionaliza\u00e7\u00e3o das atividades do setor prim\u00e1rio, cada vez mais exigente de irriga\u00e7\u00e3o, o crescimento dos ramos industriais, que t\u00eam a \u00e1gua como componente subsidi\u00e1ria dos seus processos de produ\u00e7\u00e3o, e ainda a degrada\u00e7\u00e3o dos cursos de \u00e1gua causado pelo aumento do volume de efluentes.\n\nEstes aspectos contribuem para a diminui\u00e7\u00e3o das margens de flexibilidade entre as disponibilidades e as necessidades de \u00e1gua, tornando as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis \u00e0 car\u00eancia de recursos h\u00eddricos e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es de\u00a0<strong>seca<\/strong>.\n\n<strong>Medidas preventivas contra a estiagem na agricultura:<\/strong>\n\n<strong>Atualmente o homem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de influenciar na redu\u00e7\u00e3o da magnitude deste fen\u00f4meno adverso, por\u00e9m, medidas preventivas podem ser tomadas visando minimizar os danos:<\/strong>\n\nControle de ervas daninhas, uma vez que aceleram a perda de \u00e1gua pela transpira\u00e7\u00e3o, em detrimento das culturas\n\nUtiliza\u00e7\u00e3o de cobertura morta, como palhada, casca de arroz e serragem, bem como \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o ao solo, dos restos culturais anteriores, diminuindo o efeito da evapora\u00e7\u00e3o e conservando a umidade natural do solo\n\nAdo\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de plantio direto, reduzindo em aproximadamente 30% a perda de umidade\n\nAdu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua artificialmente ou pela irriga\u00e7\u00e3o. Entretanto, a pr\u00e1tica da irriga\u00e7\u00e3o apresenta problemas, sendo os principais, a disponibilidade de \u00e1gua, superficial ou subterr\u00e2nea e o custo de explora\u00e7\u00e3o e adu\u00e7\u00e3o da \u00e1gua nos campos cultivados. Tendo em vista que as necessidades h\u00eddricas das culturas diferem entre as fases fenol\u00f3gicas, a irriga\u00e7\u00e3o excessiva pode reduzir a utiliza\u00e7\u00e3o de nutrientes pela planta por causa da dilui\u00e7\u00e3o, causar a dispers\u00e3o de nutrientes para fora da \u00e1rea de cultivo e supersaturar o solo com a umidade, podendo resultar em falta de oxig\u00eanio.\n\n<strong>Seca no Nordeste Brasileiro<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160620 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Estiag7-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" \/><strong>Seca no Nordeste Brasileiro<\/strong><\/p>\n<strong>Regi\u00e3o da Seca<\/strong>\u00a0<strong>no Nordeste Brasileiro<\/strong>, \u00e1rea que abrange a maioria dos oito estados do Nordeste do Brasil; politicamente definido como o pol\u00edgono das secas ou pol\u00edgono da seca. Historicamente, a designa\u00e7\u00e3o tem mais a ver com estrutura social, pol\u00edtica e psicologia do que com clima; gera\u00e7\u00f5es de brasileiros foram condicionadas por meio de debates pol\u00edticos, ensaios, novelas, can\u00e7\u00f5es e filmes para definir o interior nordestino e seus problemas sociais em termos de seca. Meteorologicamente, as secas s\u00e3o produzidas pelos sistemas clim\u00e1ticos do Caribe e do Atl\u00e2ntico Sul, cuja instabilidade pode causar grandes varia\u00e7\u00f5es nas chuvas sazonais. No entanto, os efeitos humanos desses fen\u00f4menos naturais pouco compreendidos derivam historicamente da estrutura social e pol\u00edtica da regi\u00e3o.\n\nAs\u00a0<strong>secas<\/strong>\u00a0entraram para o registro hist\u00f3rico em 1584, quando Frei Fern\u00e3o Cardim relatou que mais de quatro mil ind\u00edgenas fugiram do interior para o litoral pernambucano por causa de uma seca.\n\nA mistura de fatores meteorol\u00f3gicos, sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos na mem\u00f3ria hist\u00f3rica e percep\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas levou a discord\u00e2ncia sobre o padr\u00e3o hist\u00f3rico preciso das secas, mas a maioria concorda que secas severas ocorreram em 1639, 1724-1725, 1736-1737, 1745- 1746, 1777-1778, 1791-1793, 1825-1827, 1845-1847, 1877-1880, 1888-1889, 1906, 1915, 1936, 1953, 1958 e 1979-1983.\n\nAs consequ\u00eancias sociais e econ\u00f4micas de v\u00e1rios deles valeram-lhes o r\u00f3tulo de grandes secas (grandes secas).\n\n<b>O fim dos grandes reinos pecu\u00e1rios coloniais nordestinos, a &#8220;Civiliza\u00e7\u00e3o do Couro&#8221;, \u00e9 tradicionalmente marcado pela grande seca\u00a0de 1793, e as secas excepcionalmente severas desde aquela \u00e9poca tendem a ser associadas a per\u00edodos de estresse econ\u00f4mico e pol\u00edtico ou de mudan\u00e7as r\u00e1pidas:<\/b>\u00a0a seca de 1825-1827 coincidiu com a confus\u00e3o pol\u00edtica da independ\u00eancia brasileira e suas consequ\u00eancias; a seca de 1845-1847 acompanhou as transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas de meados do s\u00e9culo; o Imp\u00e9rio do Brasil foi inaugurado pela seca de 1888-1889; a seca de 1958 acompanhou a crise de desenvolvimento regional dos anos 1950.\n\nA pior seca da hist\u00f3ria brasileira, que influenciou profundamente a imagem regional e a percep\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o \u00e0s secas no Brasil desde ent\u00e3o, foi a Grande Seca de 1877-1880.\n\nEste evento seguiu duas d\u00e9cadas de crescimento populacional e desenvolvimento incipiente estimulado por um boom ilus\u00f3rio do algod\u00e3o associado \u00e0 Guerra Civil dos EUA, depois d\u00edvida, retra\u00e7\u00e3o e estresse durante meados da d\u00e9cada de 1870. O despreparo pr\u00e1tico e psicol\u00f3gico, combinado com a falta de coes\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica, levou a pelo menos um quarto de milh\u00e3o de mortes, for\u00e7ou a migra\u00e7\u00e3o permanente da regi\u00e3o talvez em n\u00famero igual e deslocou t\u00e3o profundamente a vida dos sobreviventes que seus efeitos, nos indiv\u00edduos, nas fam\u00edlias e no Nordeste como um todo, foram sentidos por gera\u00e7\u00f5es posteriores. A crise convenceu o governo imperial a tratar pela primeira vez as secas como um problema nacional e acrescentou um novo fator importante \u00e0 equa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica brasileira.\n\nPol\u00edticos dos estados da seca, divididos em outras quest\u00f5es, se uniram para for\u00e7ar os governos centrais a emitirem ajuda para a seca.\n\nOs fundos imperiais injetados nas prov\u00edncias do Nordeste durante a grande seca de 1877-1880 e na d\u00e9cada seguinte levaram a &#8220;combate \u00e0 seca&#8221; a uma posi\u00e7\u00e3o central na pol\u00edtica regional. As &#8220;solu\u00e7\u00f5es&#8221; para a seca que surgiram &#8211; realoca\u00e7\u00e3o de refugiados, obras p\u00fablicas para emprego emergencial e melhoria de infraestrutura e obras hidr\u00e1ulicas &#8211; persistiram at\u00e9 o presente. O discurso de combate \u00e0 seca que ent\u00e3o engajou os intelectuais continha subtemas duradouros que ajudam a explicar por que a regi\u00e3o e a na\u00e7\u00e3o nunca resolveram os problemas sociais subjacentes aos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, como a afirma\u00e7\u00e3o de que o clima do Nordeste poderia de alguma forma ser restaurado por meio da constru\u00e7\u00e3o de grandes reservat\u00f3rios e reflorestamento, ou que o sert\u00e3o foi moldado permanentemente pelo clima em uma ra\u00e7a inferior, incapaz de a\u00e7\u00e3o racional e moderna.\n\n<strong>Ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da rep\u00fablica em 1889, os projetos mal administrados iniciados pelo governo imperial reencarnaram como uma s\u00e9rie de ag\u00eancias federais:<\/strong>\u00a0o Instituto Federal de Obras Anti-Secas (IFOCS), fundado em 1909, desenvolvido por meio de uma s\u00e9rie de secas, a forte press\u00e3o regional e a pol\u00edtica dos anos Vargas no Departamento Nacional de Obras de Combate \u00e0 Seca (DNOCS) em 1949.\n\nAs constitui\u00e7\u00f5es brasileiras de 1934 e 1946 estipulavam que percentuais fixos das receitas nacionais, estaduais e municipais fossem reservados para o combate \u00e0 seca obras e ajuda de emerg\u00eancia para as v\u00edtimas da seca. Embora essa obriga\u00e7\u00e3o financeira com o pol\u00edgono da seca esteja ausente da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, a montagem de uma &#8220;defesa permanente&#8221; contra calamidades naturais est\u00e1 listada entre as vinte e cinco responsabilidades enumeradas do governo federal.\n\nNa d\u00e9cada de 1950, o planejamento regional abrangente come\u00e7ou a substituir a &#8220;abordagem hidr\u00e1ulica&#8221; obstinada que via a constru\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios como a resposta.\n\nA corrup\u00e7\u00e3o e a inefici\u00eancia reveladas no DNOCS durante a severa seca de 1958 desacreditaram (mas n\u00e3o encerraram) a abordagem de combate \u00e0 seca e favoreceram a abordagem integrada de desenvolvimento regional consubstanciada na gigante Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Depois de 1958, o foco do DNOCS mudou da constru\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios para projetos de irriga\u00e7\u00e3o, que muitas vezes for\u00e7aram os camponeses a abandonar suas terras nos fundos f\u00e9rteis dos rios. Desde 1970, a solu\u00e7\u00e3o preferida para os problemas da regi\u00e3o da seca tem sido a integra\u00e7\u00e3o na economia nacional, incluindo transporte melhorado e incentivo renovado \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o para o centro-sul mais desenvolvido e bacia amaz\u00f4nica em desenvolvimento, pagando um pouco mais, mas ainda muito insuficiente, aten\u00e7\u00e3o aos problemas sociais b\u00e1sicos e ao desenvolvimento sustent\u00e1vel na regi\u00e3o. Perto do final do s\u00e9culo XX, com a superpopula\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social e uma base inadequada de recursos continuam a transformar epis\u00f3dios clim\u00e1ticos recorrentes em desastres sociais, a solu\u00e7\u00e3o social para o problema da seca parece t\u00e3o remota quanto era em 1877.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0ilhadeatlantida.vilabol.uol.com.br\/www.encyclopedia.com\/www.prociv.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estiagem, Seca, Causa, Dura\u00e7\u00e3o, O que \u00e9, Brasil, Nordeste, Tipo, Previs\u00e3o, Conceito, \u00c1gua, Agricultura, Caracter\u00edstica, Estiagem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7165,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-14446","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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