{"id":14319,"date":"2015-12-10T00:00:00","date_gmt":"2015-12-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/terremotos-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:07:03","modified_gmt":"2026-08-31T23:07:03","slug":"terremotos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/terremotos-2\/","title":{"rendered":"Terremotos"},"content":{"rendered":"\n<strong>Terremoto<\/strong>\u00a0\u00e9 um termo usado para descrever o deslizamento repentino em uma falha e o tremor do solo resultante e a energia s\u00edsmica irradiada causada pelo deslizamento, ou por atividade vulc\u00e2nica ou magm\u00e1tica, ou outras mudan\u00e7as repentinas de estresse na terra.\n\nUm terremoto \u00e9 uma mudan\u00e7a repentina de massas de rocha abaixo da superf\u00edcie da Terra. Esse movimento libera enormes quantidades de energia e envia ondas de choque que fazem o ch\u00e3o tremer. Os ge\u00f3logos acreditam que nenhum lugar do mundo est\u00e1 completamente a salvo de terremotos. As grandes for\u00e7as internas do planeta est\u00e3o constantemente mudando a forma da superf\u00edcie da Terra. Na verdade, a Terra vem retumbando com terremotos h\u00e1 mais de quatro bilh\u00f5es de anos.\n\nO\u00a0<strong>terremoto<\/strong>\u00a0\u00e9 uma oscila\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e frequentemente violenta da superf\u00edcie da Terra (do solo ou do fundo do oceano) provocada pela fric\u00e7\u00e3o interna das partes m\u00f3veis da crosta terrestre.\n\nEnquanto os tremores suaves podem ocorrer em qualquer regi\u00e3o do globo, os grandes\u00a0<strong>terremotos<\/strong>\u00a0geralmente ocorrem perto das bordas das principais placas que constituem a crosta e ao longo das eleva\u00e7\u00f5es no meio do oceano, onde uma nova crosta est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o.\n\nO alcance e o impacto dos\u00a0<strong>terremotos<\/strong>\u00a0depende da energia que liberam; seu ponto de origem est\u00e1 geralmente localizado em uma profundidade n\u00e3o superior a 30 km, sendo denominado foco.\n\nO epicentro \u00e9 o ponto da superf\u00edcie terrestre localizado verticalmente acima do foco; as ondas de choque deslocam-se para o exterior do epicentro com velocidades distintas em diferentes camadas da crosta terrestre.\n\nS\u00e3o v\u00e1rios os tipos de ondas que resultam de um\u00a0<strong>terremoto<\/strong>. O primeiro \u00e9 o das ondas superficiais, muito fortes perto do epicentro e respons\u00e1veis pelos maiores danos de um terremoto.\n\nComo sua intensidade se reduz muito rapidamente, torna-se imposs\u00edvel detect\u00e1-las, em regra, a uns 320 quil\u00f4metros do epicentro, embora as ondas longas, muito mais fracas, possam percorrer grandes dist\u00e2ncias.\n\nMas, a uma certa dist\u00e2ncia do epicentro, as ondas observadas geralmente percorrem o pr\u00f3prio interior da Terra, recebendo a denomina\u00e7\u00e3o de ondas prim\u00e1rias e ondas secund\u00e1rias.\n\nPor se deslocarem com maior velocidade, as ondas prim\u00e1rias chegam antes ao observat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, as ondas secund\u00e1rias praticamente n\u00e3o conseguem atravessar as massas l\u00edquidas.\n\n<strong>O que s\u00e3o terremotos?<\/strong>\n\nUm\u00a0<strong>terremoto<\/strong>\u00a0\u00e9 um tremor na crosta terrestre, causado por movimentos abaixo de sua superf\u00edcie. Esses eventos podem variar amplamente em intensidade, desde atividades s\u00edsmicas que mal s\u00e3o detectadas usando dispositivos sofisticados, at\u00e9 tremores devastadores que podem destruir cidades e desencadear tsunamis e \u00e0s vezes at\u00e9 atividades vulc\u00e2nicas.\n\nO estudo desses tremores \u00e9 conhecido como sismologia, uma palavra derivada de uma palavra grega que significa &#8220;sacudir&#8221;.\n\n<strong>A camada externa da Terra, ou crosta, \u00e9 composta de duas se\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0a litosfera, uma palavra grega que significa \u201cesfera rochosa\u201d, e a atenosfera, uma espessa camada de l\u00edquido que repousa sobre o manto superior.\n\nA rocha l\u00edquida do manto superior mant\u00e9m a crosta em movimento constante, com as bordas das placas continentais sendo lentamente separadas ou juntas \u00e0 medida que flutuam na atmosfera.\n\nO movimento dessas placas \u00e9 o que desencadeia os terremotos. Al\u00e9m dos limites das placas, os tremores tamb\u00e9m ocorrem ao longo das falhas, fissuras na litosfera causadas pelas tens\u00f5es criadas \u00e0 medida que as placas tect\u00f4nicas se movem.\n\n<strong>Existem v\u00e1rios tipos diferentes de falhas, mas a maioria pode ser dividida em tr\u00eas categorias:<\/strong>\u00a0falhas por deslizamento de ataque, falhas de impulso e falhas normais.\n\nUma falha de deslizamento ocorre em uma \u00e1rea onde duas placas est\u00e3o deslizando uma ap\u00f3s a outra, enquanto uma falha de empuxo ocorre quando as placas est\u00e3o sendo empurradas juntas.\n\nUma falha normal \u00e9 o resultado de placas sendo separadas.\n\nAs maiores falhas normais no mundo est\u00e3o ao longo das dorsais oce\u00e2nicas profundas do Pac\u00edfico e do Atl\u00e2ntico, onde as placas est\u00e3o se separando, colidindo com as placas continentais e causando falhas de impulso.\n\nOs<strong>\u00a0terremotos<\/strong>\u00a0ao longo de cada falha t\u00eam caracter\u00edsticas diferentes que ajudam os sism\u00f3logos a identific\u00e1-los.\n\nAs ra\u00edzes de um terremoto est\u00e3o nas tens\u00f5es colocadas na litosfera \u00e0 medida que ela se espalha pela superf\u00edcie da Terra. A press\u00e3o se acumula ao longo de uma linha de falha, que finalmente falha, muitas vezes bem abaixo da crosta terrestre, em uma \u00e1rea chamada foco. O ponto correspondente na superf\u00edcie do planeta \u00e9 chamado de epicentro e geralmente a maior concentra\u00e7\u00e3o de danos ocorre aqui.\n\nQuando a falha falha, ela dispara ondas s\u00edsmicas, ondas de som de frequ\u00eancia muito baixa que v\u00eam em v\u00e1rios formatos e que podem fazer com que a terra se ondule, se erga, entorte ou se separe.\n\nAs ondas podem continuar por horas depois que o terremoto foi desencadeado, e os tremores secund\u00e1rios, outros tremores menores, podem continuar por meses e possivelmente anos depois.\n\nA intensidade de um terremoto \u00e9 chamada de magnitude.\n\nV\u00e1rias escalas foram propostas para medir esse fator at\u00e9 1935, quando a escala de Richter foi desenvolvida.\n\nNessa escala, cada ordem de magnitude \u00e9 10 vezes mais intensa que a anterior.\n\nUm terremoto que mede 2 na escala Richter \u00e9 10 vezes mais intenso do que 1, enquanto um 3 \u00e9 100 vezes maior.\n\nA maioria dos terremotos ao redor do mundo est\u00e1 abaixo de 4,5, a magnitude na qual pode come\u00e7ar a danificar edif\u00edcios, e todo ano ocorre pelo menos um maior que 8, com o maior terremoto moderno j\u00e1 registrado ocorrendo no Chile em 1960; mediu 9,5.\n\n<strong>A escala Richter<\/strong>\n\nOs abalos s\u00edsmicos s\u00e3o classificados de acordo com a energia mec\u00e2nica, ou onda de choque, que liberam.\n\nA conven\u00e7\u00e3o usada para med\u00ed-la segundo uma simples pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 a escala Richter, introduzida em 1935 pelo sism\u00f3logo americano Charles Francis Richter (1900 \u2013 1985).\n\nEle pretendia empreg\u00e1-la apenas para avaliar a intensidade de\u00a0<strong>terremotos<\/strong>\u00a0no sul da Calif\u00f3rnia, detectados por um sism\u00f3grafo.\n\nA partir dessas primeiras experi\u00eancias de Richter, os abalos mais fracos receberam valores pr\u00f3ximos de zero e a escala foi constru\u00edda de forma que o acr\u00e9scimo de cada ponto ou unidade representasse um aumento equivalente a 10 vezes na magnitude do terremoto.\n\nPela conven\u00e7\u00e3o, o zero eq\u00fcivale aproximadamente ao choque produzido no ch\u00e3o por um homem que salta de uma cadeira.\n\nDevido a seu m\u00e9todo objetivo de avalia\u00e7\u00e3o, a escala Richter foi adotada como padr\u00e3o universal.\n\n<strong>Sism\u00f3grafos<\/strong>\n\nOs aparelhos destinados ao registro dos terremotos, denominados sism\u00f3grafos, se baseiam na obten\u00e7\u00e3o de um ponto relativamente fixo, o qual, enquanto a Terra se move conserva, por assim dizer a mesma posi\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o. Para registrar os movimentos verticais, utiliza-se uma massa suspensa de uma mola em espiral que est\u00e1 presa a um suporte.\n\nEssa massa \u00e9 provida de um estilete cuja extremidade ro\u00e7a suavemente um cilindro arrastado por um movimento de relojoaria e no qual est\u00e1 fixado um papel recoberto de negro de fuligem.\n\nEnquanto a crosta se encontra em repouso, o estilete marca no cilindro uma linha horizontal, por\u00e9m, ao se produzir uma sacudidela vertical, a massa oscila e o estilete vai tra\u00e7ando uma linha mais ou menos ondulada, segundo a intensidade do movimento.\n\nOs sism\u00f3grafos para o registro dos movimentos horizontais t\u00eam a massa colocada no extremo de uma vareta horizontal, suspensa por um fio cujo extremo se encontra na mesma vertical.\n\nO estilete da massa vai marcando sobre o cilindro a linha sinuosa das oscila\u00e7\u00f5es a que est\u00e1 submetido a massa do aparelho como resultado dos movimentos horizontais do solo.\n\nOs sism\u00f3grafos mais modernos s\u00e3o eletromagn\u00e9ticos, feitos de material eletricamente indutivos e dotados de uma bobina, com que se produz uma corrente el\u00e9trica ao se mover o p\u00eandulo.\n\nO amortecimento tamb\u00e9m \u00e9 eletromagn\u00e9tico. De alta sensibilidade, o aparelho possui uma sa\u00edda para o computador, para an\u00e1lise da informa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Sismos<\/strong>\n\nOs sismos,\u00a0<strong>tremores\u00a0<\/strong>de terra ou\u00a0<strong>terremotos<\/strong>\u00a0(sismos catastr\u00f3ficos) constituem um fen\u00f3meno geol\u00f3gico que sempre aterrorizou as popula\u00e7\u00f5es que vivem em determinadas zonas da Terra.\n\nVamos fazer apelo, uma vez mais, \u00e0 teoria da Tect\u00f3nica de Placas, isto porque ela \u00e9 o atual modelo da mec\u00e2nica planet\u00e1ria terrestre que permite compreender, de um modo Global, os grandes fen\u00f3menos geol\u00f3gicos.\n\nO modelo tem sido testado atrav\u00e9s do estudo dos mais variados fen\u00f3menos geol\u00f3gicos, pequenos e grandes, e tem validado as observa\u00e7\u00f5es bem como o rigor das interpreta\u00e7\u00f5es.\n\nAssim sendo, \u00e9 de toda a conveni\u00eancia ler o Tema Tect\u00f4nica de Placas, para melhor compreender os sismos.\n\nNo Tema Estrutura da Terra, ao tentarmos dar uma ideia do contributo da Sismologia para o conhecimento do interior da Terra, abordamos alguns conceitos b\u00e1sicos de sismologia.\n\nDeste modo conv\u00e9m rever aqueles conceitos.\n\nSismos, dissemos n\u00f3s, s\u00e3o abalos naturais da crosta terrestre que ocorrem num per\u00edodo de tempo restrito, em determinado local, e que se propagam em todas as direc\u00e7\u00f5es ( Ondas S\u00edsmicas ), dentro e \u00e0 superf\u00edcie da crosta terrestre, sempre que a energia el\u00e1stica ( movimento ao longo do plano de Falha ) se liberta bruscamente nalgum ponto ( Foco ou Hipocentro ).\n\nAo ponto que, na mesma vertical do hipocentro, se encontra \u00e0 superf\u00edcie terrestre d\u00e1-se o nome de Epicentro, quase sempre rodeado pela regi\u00e3o macross\u00edsmica, que abrange todos os pontos onde o abalo possa ser sentido pelo Homem.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Terremotos\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/terrem23.jpg\" alt=\"Terremotos\" width=\"406\" height=\"263\" \/>\n<strong>Bloco-diagrama mostrando uma representa\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica do foco ou hipocentro, plano de falha e epicentro<\/strong><\/p>\nVamos acrescentar um pouco mais ao desenvolvimento do fen\u00f4meno s\u00edsmico.Qualquer material r\u00edgido, de acordo com as leis f\u00edsicas, quando submetido \u00e0 a\u00e7\u00e3o de for\u00e7as (press\u00f5es e tens\u00f5es) deforma-se at\u00e9 atingir o seu limite de elasticidade. Caso a a\u00e7\u00e3o da for\u00e7a prossiga o material entra em ruptura, libertando instantaneamente toda a energia que havia acumulado durante a deforma\u00e7\u00e3o el\u00e1stica.\n\nEm termos gerais, \u00e9 aquilo que se passa quando a litosfera fica submetida a tens\u00f5es. Sob o efeito das tens\u00f5es causadas, a maior parte das vezes, pelo movimento das Placas Tect\u00f4nicas, a litosfera acumula energia.\n\nLogo que, em certas regi\u00f5es, o limite de elasticidade \u00e9 atingido, d\u00e1-se uma ou v\u00e1rias rupturas que se traduzem por falhas. A energia bruscamente libertada ao longo destas falhas origina os sismos.\n\nSe as tens\u00f5es prosseguem, na mesma regi\u00e3o, a energia continua a acumular-se e a ruptura consequente far-se-\u00e1 ao longo dos planos de falha j\u00e1 existentes. As for\u00e7as de fric\u00e7\u00e3o entre os dois blocos de uma falha, bem como os deslocamentos dos blocos ao longo do plano de falha, n\u00e3o atuam nem se fazem sentir de maneira cont\u00ednua e uniforme, mas por \u201cimpulsos\u201d sucessivos, originando cada \u201cimpulso\u201d um sismo, as chamadas r\u00e9plicas.\n\nNuma dada regi\u00e3o, os sismos repetem-se ao longo do plano de falha, que por sua vez \u00e9 um plano de fraqueza na litosfera.\n\nCompreende-se ent\u00e3o porque \u00e9 que os sismos se manifestam geralmente pelo abalo principal, logo no seu in\u00edcio. S\u00f3 no momento em que as tens\u00f5es levaram as rochas r\u00edgidas e dotadas de certa elasticidade ao \u201cpotencial de ruptura\u201d \u00e9 que esta se produziu, oferecendo um duplo car\u00e1cter de viol\u00eancia e instantaneidade. Mas depois da ruptura inicial, verifica-se uma s\u00e9rie de rupturas secund\u00e1rias, as quais correspondem ao reajustamento progressivo das rochas fraturadas, originando sismos de fraca intensidade as j\u00e1 referidas r\u00e9plicas. Acontece que, por vezes, antes do abalo principal observam-se sismos de fraca intensidade denominados por abalos premonit\u00f3rios.\n\nDe notar que os sismos s\u00f3 se produzem em material r\u00edgido. Por consequ\u00eancia, os sismos produzem-se sempre na litosfera, jamais na astenosfera que \u00e9 constitu\u00edda por material pl\u00e1stico.\n\nAs ondas s\u00edsmicas propagam-se atrav\u00e9s dos corpos por interm\u00e9dio de movimentos ondulat\u00f3rios, como qualquer onda, dependendo a sua propaga\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas dos corpos atravessados.\n\n<strong>Dissemos que as ondas s\u00edsmicas classificam-se em dois tipos principais:\u00a0<\/strong>as ondas que se geram nos focos s\u00edsmicos e se propagam no interior do globo, designadas ondas interiores, volum\u00e9tricas ou profundas (ondas P e S), e as que s\u00e3o geradas com a chegada das ondas interiores \u00e0 superf\u00edcie terrestre, designadas por ondas superficiais (ondas L e R). No mesmo contexto referimos as ondas prim\u00e1rias, longitudinais, de compress\u00e3o ou simplesmente ondas P, ondas transversais, de cisalhamento ou simplesmente ondas S, ondas de Love ou ondas L e ondas de Rayleigh ou ondas R.\n\nAs ondas s\u00edsmicas s\u00e3o detectadas e registadas nas esta\u00e7\u00f5es sismogr\u00e1ficas por aparelhos chamados sism\u00f3grafos. Os sism\u00f3grafos mais antigos eram, essencialmente, constitu\u00eddos por um p\u00eandulo (vertical ou horizontal) ao qual eram acoplados diversos mecanismos de amplifica\u00e7\u00e3o, de amortecimento e de registo. Alguns destes sism\u00f3grafos ainda se encontram em pleno funcionamento.\n\nOs sism\u00f3grafos mais modernos s\u00e3o do tipo eletromagn\u00e9tico. Os registos efetuados por estes aparelhos s\u00e3o os sismogramas, cuja interpreta\u00e7\u00e3o, reservada a especialistas, consiste no reconhecimento e na leitura dos tempos de chegada das ondas s\u00edsmicas, permitindo calcular a que dist\u00e2ncia se encontra o epicentro de um determinado sismo, a chamada dist\u00e2ncia epicentral. Deste modo, com os dados fornecidos por tr\u00eas esta\u00e7\u00f5es sismogr\u00e1ficas \u00e9 poss\u00edvel determinar a localiza\u00e7\u00e3o exata do epicentro de um sismo.\n\nOs sismos n\u00e3o apresentam uma distribui\u00e7\u00e3o aleat\u00f3ria \u00e0 superf\u00edcie do planeta Terra, mas est\u00e3o repartidos de acordo com um padr\u00e3o bem definido.\n\nEsta reparti\u00e7\u00e3o ordenada encaixa perfeitamente na Tect\u00f4nica de Placas, particularmente, no que concerne aos limites das zonas de subduc\u00e7\u00e3o (fossas).\n\nAs regi\u00f5es s\u00edsmicas encontram-se sobretudo nas fronteiras das placas litosf\u00e9ricas. Existe uma sismicidade (termo que traduz a frequ\u00eancia dos sismos numa dada regi\u00e3o) difusa fora daqueles limites denominada sismicidade intraplacas. J\u00e1 dissemos que a maioria dos sismos observam-se nas fronteiras das placas, bem como a maior parte da atividade vulc\u00e2nica.\n\nEstes sismos s\u00e3o denominados sismos tect\u00f4nicos.\n\nPodemos dizer, sem cometer um erro grosseiro, que os alinhamentos dos sismos indicam os limites das placas tect\u00f4nicas.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-150784\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Terrem6-300x221.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" \/>\nTerremoto<\/strong><\/p>\n<strong>Sen\u00e3o vejamos a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das principais zonas s\u00edsmicas:<\/strong>\n\n<strong>1) Zona do C\u00edrculo Circum-Pac\u00edfico<\/strong>\n\n<strong>Esta zona rodeia o oceano Pac\u00edfico, abrangendo as costas do M\u00e9xico e da Calif\u00f3rnia, Golfo do Alasca, Arquip\u00e9lago das Aleutas, Pen\u00ednsula de Camech\u00e1tca, as Curilhas e a costa oriental do Jap\u00e3o, dividindo-se a partir daqui em dois ramos:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)\u00a0<\/strong>um que atravessa a Formosa e Filipinas;<strong>\nb)\u00a0<\/strong>o outro seguindo as Ilhas Polin\u00e9sias ( Marianas e Carolinas Ocidentais ).<\/blockquote>\nOs dois ramos unem-se na Nova Guin\u00e9, costeando, seguidamente, o bloco firme da Austr\u00e1lia, seguindo at\u00e9 \u00e0s ilhas Fiji e Kermadec, Nova Zel\u00e2ndia at\u00e9 ao continente Ant\u00e1rctico. Prossegue pela Cordilheira dos Andes, ao longo do litoral ocidental da Am\u00e9rica do Sul, passando pelas ilhas de P\u00e1scoa e Gal\u00e1pagos. O c\u00edrculo fecha-se com um pequeno anel que passa pelo Arquip\u00e9lago das Cara\u00edbas.\n\n<strong>2) Zona de ondula\u00e7\u00e3o alpina da Europa e da \u00c1sia<\/strong>\n\nTem in\u00edcio na \u00c1frica do Norte e na Espanha e estende-se, depois, com largura crescente, at\u00e9 aos altos planaltos do Pamir ( NW dos Himalaias no Tajiquist\u00e3o ), descendo, em seguida, pela Cordilheira Birman ( SE dos Himalaias ), passando \u00e0 costa ocidental da Indon\u00e9sia, onde vai encontrar-se com o C\u00edrculo Circum-Pac\u00edfico.\n\n<strong>3) Zona da Dorsal Meso-Atl\u00e2ntica<\/strong>\n\nZona s\u00edsmica que segue a cadeia de montanhas submarinas ao longo de toda a dorsal meso-oce\u00e2nica Atl\u00e2ntica. Passa pela Isl\u00e2ndia e os A\u00e7ores, bifurcando-se a oeste de Portugal para alcan\u00e7ar a regi\u00e3o mediterr\u00e2nica.\n\n<strong>4) Zona compreendida entre a costa meridional da Ar\u00e1bia e a ilha de Bouvet, no oceano Ant\u00e1rctico<\/strong>\n\nZona s\u00edsmica an\u00e1loga \u00e0 do Atl\u00e2ntico ( placas divergentes ), est\u00e1 relacionada com a cadeia dos altos fundos que separa o oceano \u00cdndico em duas partes. Para completar este invent\u00e1rio de geografia s\u00edsmica, assinalamos a sismicidade do Grande Rift Africano, marcado pela sucess\u00e3o dos Grandes Lagos e das regi\u00f5es vizinhas de fratura do Mar Vermelho.\n\nNas dorsais meso-oce\u00e2nicas (m\u00e9dio-oce\u00e2nicas), bem como nas falhas transformantes, originam-se numerosos sismos de intensidade moderada. Estes produzem-se a uma profundidade, abaixo do fundo oce\u00e2nico, entre 1.000 a 2.000 metros e, praticamente, n\u00e3o afetam o homem.\n\nNas zonas de subduc\u00e7\u00e3o t\u00eam origem sismos superficiais (profundidade do foco at\u00e9 80 Km), muito embora, os sismos superficiais ocorram particularmente ao longo das dorsais meso-oce\u00e2nicas ( limites divergentes ), interm\u00e9dios (profundidade do foco entre 80 e 300 Km, concentrando-se, particularmente, nos limites convergentes ) e profundos (profundidade do foco entre 300 e 700 Km, encontrando-se unicamente nos limites convergentes).\n\n\u00c9 aqui que se originam os\u00a0<strong>terremotos<\/strong>\u00a0mais violentos e tamb\u00e9m os mais mort\u00edferos, por causa da sua situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, frequentemente, localizada em regi\u00f5es de forte densidade populacional (Chile, Jap\u00e3o, M\u00e9xico).\n\nUma boa ilustra\u00e7\u00e3o da sismicidade, bem como a sua rela\u00e7\u00e3o direta com a Tect\u00f4nica de Placas, s\u00e3o os mapas hist\u00f3ricos, representados em baixo, dos sismos de \u00c1frica e da Am\u00e9rica do Sul.\n\nEles mostram a reparti\u00e7\u00e3o dos sismos fun\u00e7\u00e3o da profundidade do foco. Procure identificar as placas tect\u00f4nicas envolvidas, bem como as rela\u00e7\u00f5es entre as profundidades e o tipo de limites das placas tect\u00f4nicas envolvidas.\n\nAlguns sismos s\u00e3o acompanhados de fen\u00f3menos secund\u00e1rios, tais como ru\u00eddos s\u00edsmicos, altera\u00e7\u00e3o do caudal ou n\u00edvel em fontes, po\u00e7os e \u00e1guas subterr\u00e2neas, surgimento de fumarolas vulc\u00e2nicas\u2026e forma\u00e7\u00e3o de tsunamis ou maremotos.\n\nTsunami \u00e9 uma palavra japonesa representada por dois caracteres. O do topo l\u00ea-se \u201ctsu\u201d que significa \u201cporto\u201d e o da base \u201cnami\u201d que significa \u201conda\u201d.\n\nOs tsunamis s\u00e3o enormes vagas oce\u00e2nicas que, quando se abatem sobre as regi\u00f5es costeiras, t\u00eam efeitos catastr\u00f3ficos. Estas vagas chegam a atingir alturas superiores a 15 metros e, contrariamente \u00e0s ondas causadas pelo vento, envolvem toda a massa de \u00e1gua, isto \u00e9, desde o fundo marinho \u00e0 crista da onda.\n\nConstituem, pois, verdadeiras \u201cmontanhas de \u00e1gua\u201d deslocando-se a velocidades que chegam a atingir 700 Km por hora.\n\nFrequentemente avan\u00e7am e recuam repetidamente sobre as regi\u00f5es mais baixas com um enorme poder destruidor, dando origem ao que \u00e9 designado por raz de mar\u00e9.\n\nOs tsunamis podem ser provocados por deslizamentos de terras nos fundos oce\u00e2nicos, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, explos\u00f5es, queda de meteoritos e sismos.\n\nNormalmente s\u00e3o provocados por abalos s\u00edsmicos com epicentro no oceano, os quais causam varia\u00e7\u00f5es bruscas dos fundos oce\u00e2nicos.\n\nOs tsunamis podem percorrer grandes dist\u00e2ncias a partir do epicentro do sismo causador. Em 1960, um tsunami do Pac\u00edfico (ver fotografia acima) com origem a sul do Chile, ap\u00f3s 7 horas atingiu a costa do Havai, onde matou 61 pessoas; 22 horas ap\u00f3s o sismo, o tsunami j\u00e1 tinha percorrido 17.000 Km, atingindo a costa do Jap\u00e3o em Hocaido, onde matou 180 pessoas.\n\nO Jap\u00e3o \u00e9 uma das regi\u00f5es do Pac\u00edfico mais afetadas pelos tsunamis. Em 1896, um tsunami \u201cengoliu\u201d aldeias inteiras ao longo de Sanriku, no Jap\u00e3o, tendo matado cerca de 26.000 pessoas.\n\nOs efeitos dos tremores de terra, da maneira como se manifestam aos sentidos do homem, t\u00eam sido classificados por ordem de import\u00e2ncia.\n\nAs primeiras tentativas para a avalia\u00e7\u00e3o da intensidade dos sismos foram feitas no s\u00e9culo XVII, decorrentes da necessidade de avaliar os abalos s\u00edsmicos no Sul de It\u00e1lia. A escala era rudimentar.\n\nOs sismos eram classificados em ligeiros, moderados, fortes e muito fortes. Mais tarde desenvolveram-se escalas mais pormenorizadas com 12 graus, como a Escala Modificada de Intensidades de Mercalli, constitu\u00edda por 12 graus de intensidades estabelecidos de acordo com um question\u00e1rio-padr\u00e3o, segundo a intensidade crescente do sismo.\n\nO recurso \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o das intensidades tem a vantagem de n\u00e3o necessitar de medi\u00e7\u00f5es realizadas com instrumentos, baseando-se apenas na descri\u00e7\u00e3o dos efeitos produzidos.\n\nTem ainda a vantagem de se aplicar quer aos sismos atuais, quer tamb\u00e9m aos sismos ocorridos no passado (sismicidade hist\u00f3rica).\n\nContudo, tem v\u00e1rios inconvenientes importantes, sendo, talvez, o mais importante aquele que resulta da sua subjetividade. Face a esta limita\u00e7\u00e3o, era natural que se procurasse criar uma nova grandeza que fosse independente do fator subjetividade. Esta nova grandeza \u00e9 a magnitude.\n\nA magnitude est\u00e1 relacionada com a quantidade de energia libertada durante um sismo. Em 1931, Wadati, cientista japon\u00eas concebeu uma escala para esta grandeza, que foi posteriormente aperfei\u00e7oada nos Estados Unidos por Richter, pelo que ficou conhecida pela designa\u00e7\u00e3o de escala de Richter.\n\nO modo como se pretende determinar a energia libertada pelo sismo assenta na medi\u00e7\u00e3o da amplitude m\u00e1xima das ondas registadas nos sismogramas. Foram definidos nove graus para a escala de Richter.\n\nO valor da magnitude correspondente a cada grau, \u00e9 dez vezes superior ao valor anterior. Assim, por exemplo, a diferen\u00e7a entre a quantidade de energia libertada mum sismo de magnitude 4 e um outro de magnitude 7, \u00e9 de 30X30X30=27.000 vezes. Um determinado sismo possui apenas uma s\u00f3 magnitude, mas \u00e9 sentido com intensidade diferente conforme a dist\u00e2ncia do local ao epicentro.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-150785\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Terrem7-204x300.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" \/>\nOs terremotos costumam causar rachaduras na crosta terrestre<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0br.geocities.com\/earthquake.usgs.gov\/dictionary.cambridge.org\/www.usgs.gov\/www.wisegeek.org\/spaceplace.nasa.gov\/geocities.yahoo.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O terremoto \u00e9 uma oscila\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e frequentemente violenta da superf\u00edcie da Terra (do solo ou do fundo do oceano) provocada pela fric\u00e7\u00e3o interna das partes m\u00f3veis da crosta terrestre.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6558,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14319","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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