{"id":14270,"date":"2015-12-09T00:00:00","date_gmt":"2015-12-09T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/erosao-do-solo-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:06:28","modified_gmt":"2026-08-31T23:06:28","slug":"erosao-do-solo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/erosao-do-solo-2\/","title":{"rendered":"Eros\u00e3o do Solo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Eros\u00e3o do solo &#8211; O que \u00e9\u00a0<\/strong>\n\nA eros\u00e3o do solo \u00e9 um processo gradual de movimenta\u00e7\u00e3o e transporte da camada superior do solo (solo superficial) por diferentes agentes &#8211; particularmente \u00e1gua, vento e movimento de massa &#8211; causando sua deteriora\u00e7\u00e3o a longo prazo.\n\nEm outras palavras, a eros\u00e3o do solo \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o da camada superior mais f\u00e9rtil do solo por meio da \u00e1gua, do vento e do cultivo.\n\nA eros\u00e3o do solo \u00e9 um processo complexo que depende das propriedades do solo, da inclina\u00e7\u00e3o do solo, da vegeta\u00e7\u00e3o e da quantidade e intensidade da chuva. De acordo com Montgomery , as modifica\u00e7\u00f5es no uso do solo s\u00e3o uma das formas mais impactantes de acelerar a eros\u00e3o do solo. Essas mudan\u00e7as, ent\u00e3o, t\u00eam um efeito em cascata, pois a perda da cobertura f\u00e9rtil do solo superficial envia milh\u00f5es de toneladas de sedimentos para lagos e reservat\u00f3rios, mudando os ecossistemas e impactando a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a qualidade da \u00e1gua.\n\nExistem 5 tipos principais de eros\u00e3o natural do solo:\n\n1) Eros\u00e3o da terra pela \u00e1gua;\n2) Eros\u00e3o e\u00f3lica;\n3) Eros\u00e3o de sulcos &#8211; ocorre com chuvas fortes e geralmente cria pequenos sulcos em encostas;\n4) Eros\u00e3o de barranco &#8211; quando o escoamento da \u00e1gua remove o solo ao longo das linhas de drenagem\n5) Eros\u00e3o ef\u00eamera que ocorre nas depress\u00f5es naturais.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eros\u00e3o do Solo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eerosao11.jpg\" alt=\"Eros\u00e3o do Solo\" width=\"367\" height=\"272\" \/><\/p>\nA <b>eros\u00e3o<\/b> \u00e9 um processo natural de desagrega\u00e7\u00e3o, decomposi\u00e7\u00e3o, transporte e deposi\u00e7\u00e3o de materiais de rochas e solos que vem agindo sobre a superf\u00edcie terrestre desde os seus princ\u00edpios. Contudo, a a\u00e7\u00e3o humana sobre o meio ambiente contribui exageradamente para a acelera\u00e7\u00e3o do processo, trazendo como consequ\u00eancias, a perda de solos f\u00e9rteis, a polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, o assoreamento dos cursos d&#8217;\u00e1gua e reservat\u00f3rios e a degrada\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da produtividade global dos ecossistemas terrestres e aqu\u00e1ticos.\n\nEntende-se por <strong>eros\u00e3o<\/strong> o processo de desagrega\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o de part\u00edculas do solo ou fragmentos de rocha, pela a\u00e7\u00e3o combinada da gravidade com a \u00e1gua, vento, gelo ou organismos (IPT, 1986).\n\nOs processos erosivos s\u00e3o condicionados basicamente por altera\u00e7\u00f5es do meio ambiente, provocadas pelo uso do solo nas suas v\u00e1rias formas, desde o desmatamento e a agricultura, at\u00e9 obras urbanas e vi\u00e1rias, que, de alguma forma, propiciam a concentra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas de escoamento superficial.\n\nSegundo OLIVEIRA et al (1987), este fen\u00f4meno de eros\u00e3o vem acarretando, atrav\u00e9s da degrada\u00e7\u00e3o dos solos e, por consequ\u00eancia, das \u00e1guas, um pesado \u00f4nus \u00e0 sociedade, pois al\u00e9m de danos ambientais irrevers\u00edveis, produz tamb\u00e9m preju\u00edzos econ\u00f4micos e sociais, diminuindo a produtividade agr\u00edcola, provocando a redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e do volume de \u00e1gua para abastecimento urbano devido ao assoreamento de reservat\u00f3rios, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de transtornos aos demais setores produtivos da economia.\n\nA quebra do equil\u00edbrio natural entre o solo e o ambiente (remo\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o), muitas vezes promovida e acelerada pelo homem conforme j\u00e1 exposto, exp\u00f5e o solo a formas menos percept\u00edveis de eros\u00e3o, que promovem a remo\u00e7\u00e3o da camada superficial deixando o subsolo (geralmente de menor resist\u00eancia) sujeito \u00e0 intensa remo\u00e7\u00e3o de part\u00edculas, o que culmina com o surgimento de vo\u00e7orocas (SILVA, 1990).\n\nQuando as vo\u00e7orocas n\u00e3o s\u00e3o controladas ou estabilizadas, al\u00e9m de inutilizar \u00e1reas aptas \u00e0 agricultura, podem amea\u00e7ar obras vi\u00e1rias, \u00e1reas urbanas, assorear rios, lagos e reservat\u00f3rios, comprometendo por exemplo o abastecimento das cidades, projetos de irriga\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.\n\nTorna-se, portanto, importante a identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1reas cujos solos sejam suscet\u00edveis a esse tipo de eros\u00e3o, sobretudo, em regi\u00f5es onde n\u00e3o existem planos de conserva\u00e7\u00e3o (PARZANESE, G.A.C., 1991), bem como o estudo dos fatores e processos que possam agravar este fen\u00f4meno, visando a obten\u00e7\u00e3o de uma metodologia de controle do mesmo.\n\nVASCONCELOS SOBRINHO (1978), considera que existe uma corrida entre a explos\u00e3o demogr\u00e1fica e o desgaste das terras, operando em sentido oposto, por\u00e9m somando-se os efeitos, pois, como consequ\u00eancia da pr\u00f3pria explos\u00e3o demogr\u00e1fica, a press\u00e3o populacional sobre as \u00e1reas j\u00e1 ocupadas, conduzem-nas \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o cada vez mais r\u00e1pida.\n\nOs processos erosivos se iniciam pela retirada da cobertura vegetal, seguido pela adu\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas pluviais na implanta\u00e7\u00e3o de obras civis (sa\u00edda de coletores de drenagem em estradas, arruamento urbano, barramento de \u00e1guas pluviais pela constru\u00e7\u00e3o de estradas for\u00e7ando sua concentra\u00e7\u00e3o nas linhas de drenagem), estradas vicinais, ferrovias, trilhas de gado, uso e manejo inadequado das \u00e1reas agr\u00edcolas.\n\nA urbaniza\u00e7\u00e3o, forma mais dr\u00e1stica do uso do solo, imp\u00f5e a ado\u00e7\u00e3o de estruturas pouco perme\u00e1veis, fazendo com que ocorra diminui\u00e7\u00e3o da infiltra\u00e7\u00e3o e aumento da quantidade e da velocidade de escoamento das \u00e1guas superficiais.\n\nA eros\u00e3o acelerada (a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica) pode ser laminar ou em len\u00e7ol, quando causada por escoamento difuso das \u00e1guas das chuvas resultante na remo\u00e7\u00e3o progressiva dos horizontes superficiais do solo; e eros\u00e3o linear, quando causada por concentra\u00e7\u00e3o das linhas de fluxo das \u00e1guas de escoamento superficial, resultando em incis\u00f5es na superf\u00edcie do terreno na forma de sulcos, ravinas e vo\u00e7orocas (OLIVEIRA, 1994).\n\nA vo\u00e7oroca \u00e9 a fei\u00e7\u00e3o mais flagrante da eros\u00e3o antr\u00f3pica, podendo ser formada atrav\u00e9s de uma passagem gradual da eros\u00e3o laminar para eros\u00e3o em sulcos e ravinas cada vez mais profundas, ou ent\u00e3o, diretamente a partir de um ponto de elevada concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1guas pluviais (IPT, 1986).\n\nNo desenvolvimento da vo\u00e7oroca atuam, al\u00e9m da eros\u00e3o superficial como nas demais formas dos processos erosivos (laminar, sulco e ravina), outros processos, condicionados pelo fato desta forma erosiva atingir em profundidade o len\u00e7ol fre\u00e1tico ou n\u00edvel d\u0092\u00e1gua de subsuperf\u00edcie. A presen\u00e7a do len\u00e7ol fre\u00e1tico, interceptado pela vo\u00e7oroca, induz ao aparecimento de surg\u00eancias d\u0092\u00e1gua, acarretando o fen\u00f4meno conhecido como &#8220;piping&#8221; (eros\u00e3o interna que provoca a remo\u00e7\u00e3o de part\u00edculas do interior do solo, formando &#8220;tubos&#8221; vazios que provocam colapsos e escorregamentos laterais do terreno, alargando a vo\u00e7oroca, ou criando novos ramos). Al\u00e9m deste mecanismo, as urg\u00eancias d&#8217;\u00e1gua nos p\u00e9s dos taludes da vo\u00e7oroca provocam sua instabilizar\u00e3o e descal\u00e7amento.\n\nAs vo\u00e7orocas formam-se geralmente em locais de concentra\u00e7\u00e3o natural de escoamento pluvial, tais como cabeceiras de drenagem e embaciados de encostas. A import\u00e2ncia do estudo dos fen\u00f4menos associados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de vo\u00e7orocas \u00e9 estabelecer medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle, como tamb\u00e9m o estabelecimento de t\u00e9cnicas compat\u00edveis ao combate do problema.\n\nSegundo LIMA (1987), o estabelecimento de qualquer processo erosivo requer, antes de tudo, um agente (\u00e1gua ou vento) e o material (solo), sobre o qual agir\u00e1, desprendendo e desagregando as part\u00edculas e transportando-as. A intera\u00e7\u00e3o entre material e agente consiste na busca de um estado de maior equil\u00edbrio, antes desfeito de forma natural ou devido a efeitos antr\u00f3picos.\n\nOs processos erosivos iniciam-se pelo impacto da massa aquosa com o terreno, desagregando suas part\u00edculas. Esta primeira a\u00e7\u00e3o do impacto \u00e9 complementada pela a\u00e7\u00e3o do escoamento superficial, a partir do ac\u00famulo de \u00e1gua em volume suficiente para propiciar o arraste das part\u00edculas liberadas (IPT, 1991).\n\nA eros\u00e3o \u00e9 o processo de desprendimento e arraste acelerado das part\u00edculas do solo causado pela \u00e1gua e pelo vento. A eros\u00e3o do solo constitui, sem d\u00favida, a principal causa da degrada\u00e7\u00e3o acelerada das terras. As enxurradas, provenientes das \u00e1guas de chuva que n\u00e3o ficaram retidas sobre a superf\u00edcie, ou n\u00e3o se infiltraram, transportam part\u00edculas de solo e nutrientes em suspens\u00e3o. Outras vezes, esse transporte de part\u00edculas de solo se verifica, tamb\u00e9m por a\u00e7\u00e3o do vento.\n\nO efeito do vento na eros\u00e3o \u00e9 ocasionado pela abras\u00e3o proporcionada pela areia e part\u00edculas mais finas em movimento. A \u00e1gua \u00e9 o mais importante agente de eros\u00e3o; chuva, c\u00f3rregos, rios, todos carregam solo, as ondas erodem as costas dos continentes e lagos, de fato, onde h\u00e1 \u00e1gua em movimento, ela est\u00e1 erodindo os seus limites.\n\n<strong>O solo<\/strong>\n\nO <strong>solo<\/strong> \u00e9 um dos mais preciosos recursos. A perda desse recurso, atrav\u00e9s de processos de degrada\u00e7\u00e3o da terra como a eros\u00e3o por causada pelos ventos e pelas \u00e1guas, \u00e9 um dos mais problemas ambientais mais s\u00e9rios que nos enfrentamos, uma vez se tratar da destrui\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o de nossos alimentos.\n\nA eros\u00e3o do solo ocorre naturalmente, mas atividades humanas, principalmente a agricultura e o desmatamento tem aumentado as taxas de eros\u00e3o uma vez que ambos tendem a remover a vegeta\u00e7\u00e3o protetora e reduzir a estabilidade do solo. Esse processo \u00e9 conhecido como \u0093eros\u00e3o acelerada\u0094. Desde 1950, a eros\u00e3o acelerada resultou na perda de 1\/5 da superf\u00edcie do solo das terras cultiv\u00e1veis mundiais e 1\/5 da superf\u00edcie do solo das florestas tropicais. 10.5 por cento dos solos mais produtivos do planeta \u0096 uma \u00e1rea do tamanho da China e da \u00cdndia juntas \u0096 tem sido destru\u00edda por atividades humanas desde a II Guerra Mundial.\n\nAs consequ\u00eancias disso consistem na perda da produ\u00e7\u00e3o de alimentos, a diminui\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua e a destrui\u00e7\u00e3o de ecossistemas. Terra sem arvores tamb\u00e9m significa mais di\u00f3xido de carbono na atmosfera.\n\nFazendeiros podem prevenir a eros\u00e3o do solo praticando uma agricultura de conserva\u00e7\u00e3o, plantando arvores nativas dentre outras t\u00e9cnicas. Os consumidores podem apoiar a agricultura org\u00e2nica comprando alimentos org\u00e2nicos.\n\nA eros\u00e3o de encostas tamb\u00e9m tem aumentado em virtude da constru\u00e7\u00e3o de casas e Estrada muito pr\u00f3ximas de praias, da remo\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o de dunas e da destrui\u00e7\u00e3o e recifes de corais, que agem como barreiras protetoras. Isso pode ser retificado com um melhor planejamento dos projetos costeiros e melhor prote\u00e7\u00e3o aos recifes de corais.\n<p class=\"fonte\">A eros\u00e3o \u00e9 o transporte de part\u00edculas de solo pelo vento, chuvas, \u00e1gua dos rios ou geleiras. Quando a eros\u00e3o ocorre naturalmente, em \u00e1reas intocadas pelo homem, a chamamos de Eros\u00e3o Geol\u00f3gica. Foi essa eros\u00e3o geol\u00f3gica que &#8220;esculpiu&#8221;, ao longo de bilh\u00f5es de anos, montanhas, plan\u00edcies e vales, ou seja, a paisagem que conhecemos hoje, num processo lento. Em condi\u00e7\u00f5es naturais, a quantidade de solo erodido \u00e9 muito pequena, sendo naturalmente recomposta pela natureza. Isso caracteriza uma condi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio.<\/p>\nEntretanto, quando o homem cultiva a terra, esse equil\u00edbrio \u00e9 rompido. Florestas s\u00e3o derrubadas e queimadas, a camada superficial de solo \u00e9 revolvida por arados e grades, o que constitui o preparo do solo para o plantio. Em um solo descoberto e preparado, os agentes erosivos (chuva e vento, por exemplo) n\u00e3o encontram barreiras, arrastando uma quantidade de solo maior do que em condi\u00e7\u00e3o natural. Essa \u00e9 a chamada Eros\u00e3o Acelerada. Quando esse preparo de solo \u00e9 feito sem os devidos cuidados e sem orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, seja utilizando implementos inadequados, seja em \u00e1reas muito acidentadas, a eros\u00e3o pode degradar o solo em poucos anos.\n\nA eros\u00e3o \u00e9 a principal causa da degrada\u00e7\u00e3o de solos em todo o mundo. As principais formas s\u00e3o a eros\u00e3o e\u00f3lica, causada pelo vento e a eros\u00e3o h\u00eddrica, causada pela chuva.\n\nA eros\u00e3o e\u00f3lica acontece em \u00e1reas planas, descampadas, com o solo seco e quando o vento atinge maiores velocidades, sendo as part\u00edculas de solo arrastadas, na forma de verdadeiras &#8220;nuvens de poeira&#8221;. Ela pode ser importante nas \u00e9pocas secas do ano, em solos arenosos (principalmente se a areia for muito fina) e se o solo estiver descoberto (\u00e1reas que permanecem gradeadas durante a esta\u00e7\u00e3o seca, por exemplo).\n\nEntretanto, no Brasil, a eros\u00e3o h\u00eddrica, ou eros\u00e3o causada pela chuva, tem causado mais estragos, n\u00e3o s\u00f3 em \u00e1reas agr\u00edcolas mas tamb\u00e9m nas cidades. \u00c9 o caso de capitais como Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Belo Horizonte, onde a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada de encostas tem resultado em deslizamentos durante a \u00e9poca das chuvas. Isso acontece porque essas encostas possuem solos fr\u00e1geis, que quando encharcados n\u00e3o resistem ao peso das constru\u00e7\u00f5es, o que resulta em deslizamentos e perda de vidas.\n\nEm \u00e1reas rurais, o problema tamb\u00e9m \u00e9 grave, por\u00e9m, n\u00e3o tem recebido tanta import\u00e2ncia da m\u00eddia, uma vez que n\u00e3o tem envolvido a perda de vidas. Neste caso, as principais causas da eros\u00e3o s\u00e3o o desmatamento de encostas e margens de rios, as queimadas e o uso inadequado de maquin\u00e1rios e implementos agr\u00edcolas, que aceleram o processo erosivo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eros\u00e3o do Solo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eerosao3.jpg\" alt=\"Eros\u00e3o do Solo\" width=\"297\" height=\"195\" \/><\/p>\n<strong>A eros\u00e3o h\u00eddrica ocorre em tr\u00eas etapas:<\/strong> a primeira \u00e9 a desagrega\u00e7\u00e3o, que ocorre quando as part\u00edculas de solo s\u00e3o desagregadas pelo impacto das gotas de chuva na superf\u00edcie do solo descoberto. A segunda \u00e9 o transporte das part\u00edculas desagregadas, principalmente pela \u00e1gua que n\u00e3o se infiltra no solo e escorre superficialmente (enxurrada) e a terceira \u00e9 a deposi\u00e7\u00e3o das part\u00edculas desagregadas nas partes mais baixas da paisagem (vales e leitos dos rios), sendo que essas part\u00edculas passam a ser chamadas de sedimentos.\n\nOs sedimentos erodidos cont\u00eam mat\u00e9ria org\u00e2nica, fertilizantes, corretivos, sementes e at\u00e9 pesticidas aplicados pelos produtores. Quando se depositam no leito dos rios, diminuem sua vaz\u00e3o, aumentando o risco de enchentes &#8211; processo chamado assoreamento. Isso contribui para a polui\u00e7\u00e3o, pois res\u00edduos de fertilizantes e pesticidas contaminam a \u00e1gua, diminuindo a popula\u00e7\u00e3o de peixes, podendo tamb\u00e9m afetar a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o urbana que depende dessa \u00e1gua.\n\n<strong>A eros\u00e3o h\u00eddrica ocorre basicamente de tr\u00eas formas:<\/strong> Laminar, que \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o de uma fina camada superficial, ano ap\u00f3s ano, sendo percebida apenas quando as ra\u00edzes das plantas (principalmente \u00e1rvores), ficam expostas; sulcos, que ocorrem quando a enxurrada se concentra em alguns pontos, abrindo pequenas &#8220;valetas&#8221; de alguns cent\u00edmetros de profundidade na superf\u00edcie do terreno, e vo\u00e7orocas (tamb\u00e9m chamadas bo\u00e7orocas ou desbarrancados), que \u00e9 quando estes sulcos tornam-se muito profundos, (at\u00e9 muitos metros), podendo afetar muitos hectares, deixando a \u00e1rea economicamente inaproveit\u00e1vel.\n\nA capacidade da chuva em causar eros\u00e3o \u00e9 chamada erosividade. Se a chuva cai mansa, em gotas pequenas, durante v\u00e1rias horas, a maior parte da \u00e1gua se infiltra, havendo pouca enxurrada. Tamb\u00e9m ocorre pouca desagrega\u00e7\u00e3o do solo, pelo fato de as gotas pequenas terem menor energia cin\u00e9tica. Diz-se ent\u00e3o que \u00e9 uma chuva de baixa erosividade. Por\u00e9m, se a mesma quantidade de chuva cair em poucos minutos, em gotas maiores (uma tempestade por exemplo), a desagrega\u00e7\u00e3o do solo ser\u00e1 maior, e a maior parte da \u00e1gua tende a escorrer na forma de enxurrada. Dizemos ent\u00e3o que \u00e9 uma chuva erosiva, ou de alta erosividade.\n\nAlguns solos s\u00e3o mais suscept\u00edveis \u00e0 eros\u00e3o do que outros, o que \u00e9 chamado erodibilidade. De maneira geral, solos arenosos, embora apresentem alta permeabilidade, s\u00e3o mais suscept\u00edveis \u00e0 eros\u00e3o, sendo considerados solos de alta erodibilidade, pois as part\u00edculas de areia s\u00e3o facilmente desagregadas pela chuva. J\u00e1 solos argilosos, quando apresentam boa permeabilidade, resistem mais \u00e0 eros\u00e3o, sendo considerados de baixa erodibilidade.\n\n<strong>A fertilidade de um solo tamb\u00e9m influi na sua resist\u00eancia \u00e0 eros\u00e3o:<\/strong> solos naturalmente f\u00e9rteis ou adequadamente adubados propiciam um melhor desenvolvimento de plantas, que ir\u00e3o cobrir melhor o solo, protegendo-o da eros\u00e3o. Tamb\u00e9m a topografia influi, sendo que em \u00e1reas acidentadas, a enxurrada atinge maior velocidade causando maior eros\u00e3o do que em \u00e1reas de topografia mais suave.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Eros\u00e3o do Solo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/eerosao4.jpg\" alt=\"Eros\u00e3o do Solo\" width=\"340\" height=\"223\" \/><\/p>\nQuando se fala em controle de eros\u00e3o, a maioria das pessoas, principalmente agricultores, logo pensam em terraceamento (popularmente conhecido como &#8220;curva de n\u00edvel&#8221;). Esta pr\u00e1tica de car\u00e1ter mec\u00e2nico &#8211; que envolve uso de m\u00e1quinas e movimenta\u00e7\u00e3o de terra -, embora eficiente, auxilia apenas no controle do segundo est\u00e1gio da eros\u00e3o (transporte), pois reduz a velocidade da enxurrada, favorecendo sua infiltra\u00e7\u00e3o no solo. Entretanto, os terra\u00e7os n\u00e3o impedem o primeiro est\u00e1gio da eros\u00e3o, que \u00e9 a desagrega\u00e7\u00e3o provocada pelo impacto das gotas de chuva na superf\u00edcie do solo. \u00c9 uma pr\u00e1tica cara, pois exige movimenta\u00e7\u00e3o de terra com maquin\u00e1rios e dimensionamento adequado por profissional habilitado. Um terra\u00e7o mal dimensionado pode se romper durante uma chuva forte, causando mais problema do que solu\u00e7\u00e3o.\n\nDiversas pesquisas mostram que a cobertura vegetal \u00e9 uma das maneiras mais eficientes de proteger o solo contra a eros\u00e3o. Sendo assim, \u00e9 necess\u00e1rio manter o solo coberto, com plantas ou restos vegetais (palhada), que impedir\u00e3o o impacto das gotas de chuva e a desagrega\u00e7\u00e3o inicial, o que \u00e9 considerado pr\u00e1tica de car\u00e1ter vegetativo. Isso explica porque em lavouras anuais, sistemas de manejo conservacionistas como o plantio direto s\u00e3o extremamente eficientes no controle da eros\u00e3o, pois, nesse sistema, a cultura (milho, soja, feij\u00e3o etc.) \u00e9 implantada sobre a palhada da cultura anterior, sem que haja revolvimento do solo (ara\u00e7\u00e3o, gradagem).\n\nQuanto \u00e0s pastagens, estas podem ser consideradas sistemas conservacionistas, desde que bem manejadas. Elas s\u00e3o menos eficientes que as florestas no controle de eros\u00e3o, por\u00e9m mais eficientes que as culturas anuais, por n\u00e3o haver revolvimento de solo.\n\n<strong>Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio avaliar o n\u00famero de animais que a \u00e1rea suporta, pois, se este for maior do que a capacidade de suporte, acontecer\u00e1 o superpastoreio, cujas conseq\u00fc\u00eancias s\u00e3o:<\/strong> diminui\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal; exposi\u00e7\u00e3o do solo ao impacto das gotas de chuva; compacta\u00e7\u00e3o do solo causada pelo pisoteio excessivo de animais na \u00e1rea; diminui\u00e7\u00e3o da infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo e aumento do volume de enxurrada. Tudo isso contribui para aumento da eros\u00e3o. Pastagens mal manejadas podem perder mais solo por eros\u00e3o do que uma lavoura bem manejada, mesmo que seja em sistema convencional, com utiliza\u00e7\u00e3o de ara\u00e7\u00e3o e gradagem.\n\nOutra maneira eficiente de se controlar a eros\u00e3o \u00e9 o uso de pr\u00e1ticas de car\u00e1ter ed\u00e1fico, que visam a melhorar e manter a fertilidade do solo, tais como calagens e aduba\u00e7\u00f5es equilibradas, incorpora\u00e7\u00e3o e manejo de mat\u00e9ria org\u00e2nica, rota\u00e7\u00e3o de culturas e elimina\u00e7\u00e3o ou controle de queimadas. Essas pr\u00e1ticas contribuem para tornar o solo mais f\u00e9rtil, o que aumenta a cobertura vegetal e a prote\u00e7\u00e3o contra o impacto das gotas de chuva, melhorando tamb\u00e9m a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo, o que diminui o volume de enxurrada.\n\nPara que haja sucesso na conserva\u00e7\u00e3o do solo, \u00e9 importante n\u00e3o utilizar apenas uma pr\u00e1tica conservacionista, mas combinar pr\u00e1ticas de car\u00e1ter mec\u00e2nico, vegetativo e ed\u00e1fico, pois todas se complementam. \u00c9 muito importante que o produtor procure acompanhamento t\u00e9cnico, pois n\u00e3o h\u00e1 uma &#8220;receita infal\u00edvel&#8221;. Cada propriedade rural tem suas particularidades, exigindo uma combina\u00e7\u00e3o de medidas mais adequadas, que devem levar em conta tamb\u00e9m o n\u00edvel s\u00f3cio-econ\u00f4mico do produtor.\n\n<strong>A conserva\u00e7\u00e3o do solo deve ser encarada por agricultores, extensionistas, pesquisadores, autoridades e sociedade como parte de um desafio maior, que nos \u00e9 apresentado neste novo s\u00e9culo que se inicia:<\/strong> A busca de uma agricultura sustent\u00e1vel, ou seja, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos em quantidade e qualidade para atender \u00e0s necessidades da humanidade, sem degradar os recursos naturais como solo, \u00e1gua, florestas e fauna.\n\nFonte: www.drenagem.ufjf.br\/www.fazendasmt.com.br\/wiseegek.com\n<h6><\/h6>\n<p class=\"imagem\"><\/p>\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eros\u00e3o do Solo, Tipos, Consequ\u00eancias, Brasil, Mundo, Processo, Fatores, Formas, Efeito, Meio Ambiente, O que \u00e9, Eros\u00e3o do Solo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6234,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14270","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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