{"id":14186,"date":"2015-12-08T00:00:00","date_gmt":"2015-12-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/biodiversidade-amazonica-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:05:37","modified_gmt":"2026-08-31T23:05:37","slug":"biodiversidade-amazonica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/biodiversidade-amazonica-2\/","title":{"rendered":"Biodiversidade Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Biodiversidade Amaz\u00f4nica &#8211; Conceito<\/strong>\n\n<strong>De acordo com o conceito de BIODIVERSIDADE formalizado pela da Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologia do Congresso dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (OTA \u2013 Office of Technology Assessment) em 1987 que assim se traduz:<\/strong>\u00a0Biodiversidade abrange a variedade e a variabilidade entre os organismos vivos e os complexos ecol\u00f3gicos nos quais eles ocorrem.\n\nDiversidade pode ser definida como o n\u00famero de itens diferentes e sua frequ\u00eancia relativa.\n\nPor\u00a0<strong>diversidade biol\u00f3gica<\/strong>, esses itens s\u00e3o organizados em muitos n\u00edveis, variando de ecossistemas completos a estruturas qu\u00edmicas que s\u00e3o a base molecular da hereditariedade. Assim, o termo engloba diferentes ecossistemas, esp\u00e9cies, genes e sua abund\u00e2ncia relativa.\n\nDa conceitua\u00e7\u00e3o acima \u00e9 poss\u00edvel depreender que a biodiversidade n\u00e3o \u00e9 somente o n\u00famero de esp\u00e9cies como imagina a maioria das pessoas. \u00c9 verdade que o n\u00famero de esp\u00e9cies, em muitos casos, representa uma ideia vaga do que \u00e9 a biodiversidade, mas, quando se trata desse assunto, devem ser incorporados na an\u00e1lise os fen\u00f4menos populacionais e os de comunidade.\n\nTal fato torna a biodiversidade algo t\u00e3o complexo quanto de dif\u00edcil entendimento.\n\nOs complexos sistemas naturais amaz\u00f4nicos requerem aten\u00e7\u00e3o especial, uma vez que o maior remanescente de floresta tropical chuvosa \u00e9 a Amaz\u00f4nia. Cuidar da biodiversidade tem elevado custo, mas \u00e9 necess\u00e1rio, uma vez que todos querem um ambiente limpo, belo, etc.\n\nEm resumo, a\u00a0<strong>biodiversidade<\/strong>\u00a0significa basicamente a variedade da vida. Como se trata de um conceito abstrato, n\u00e3o existe um c\u00e1lculo que possa dimensionar claramente a biodiversidade, muito embora seja poss\u00edvel calcular diversidade de esp\u00e9cies que se refere somente \u00e0 quantifica\u00e7\u00e3o das mesmas.\n\nDo ponto de vista social e pol\u00edtico o conceito de biodiversidade est\u00e1 relacionado \u00e0 perda de ambientes naturais e seus componentes, dada \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o que permeia diversos segmentos da sociedade e de governos.\n\n<strong>Origem da Biodiversidade<\/strong>\n\nA vida provavelmente surgiu na Terra a partir da evolu\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas org\u00e2nicas auto-replicantes que foram sendo selecionadas ao longo da hist\u00f3ria do planeta.\n\nDesde ent\u00e3o, ao longo de cerca de 3,5 bilh\u00f5es de anos, a natureza vem sendo moldada e vem moldando o seu pr\u00f3prio ambiente, resultando na cria\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. Para que tais mudan\u00e7as tenham ocorrido, foi necess\u00e1rio que houvesse uma sele\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es ecologicamente vantajosos, os quais se fixaram nas popula\u00e7\u00f5es e nas comunidades naturais.\n\n<strong>A grande biodiversidade amaz\u00f4nica \u00e9 fruto da exist\u00eancia de:\u00a0<\/strong>heterogeneidade ambiental e variabilidade gen\u00e9tica.\n\nAs esp\u00e9cies atuais dependeram de uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as ocorridas ao longo de muitos milhares de anos para que tenham se tornado o que s\u00e3o.\n\nNa natureza, o processo de forma\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies, a partir de ancestrais, adiciona novos representantes \u00e0 lista de esp\u00e9cies, ou outros organismos. Por\u00e9m, na natureza, as esp\u00e9cies s\u00e3o extintas naturalmente.\n\nInfelizmente, as a\u00e7\u00f5es do ser humano t\u00eam acelerado o processo de extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.\n\nNovas esp\u00e9cies devem surgir quando uma parte da popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie vivente \u00e9 isolada da outra parte, n\u00e3o havendo mais reprodu\u00e7\u00e3o entre as mesmas, num processo chamado de especia\u00e7\u00e3o. Contrariamente, quando uma esp\u00e9cie n\u00e3o tem capacidade de garantir a sua perman\u00eancia no ambiente ao longo de um tempo consider\u00e1vel, por cerca de mil anos, por exemplo, ela tende a ser extinta no local ou globalmente.\n\nCharles Darwin, naturalista autor do livro ?a origem das esp\u00e9cies?, descreveu a evidente especia\u00e7\u00e3o dos tendilh\u00f5es no arquip\u00e9lago de Gal\u00e1pagos, na Venezuela.\n\nGrandes extin\u00e7\u00f5es ocorreram com os dinossauros, que claramente marcam uma fase da hist\u00f3ria da vida na Terra na qual os r\u00e9pteis gigantes dominaram as paisagens.\n\n<strong>A complexidade da biodiversidade<\/strong>\n\nA teia da vida? que representa as esp\u00e9cies naturais organizadas \u00e9 um emaranhado ordenado de rela\u00e7\u00f5es que envolvem trabalho cooperado e\/ou rela\u00e7\u00f5es alimentares.\n\nQuanto maior o n\u00famero de esp\u00e9cies numa dada \u00e1rea, maior o n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es e maior a complexidade. Deste modo, a biodiversidade \u00e9 t\u00e3o maior quanto maior for o n\u00famero de esp\u00e9cies que habitam um dado sistema ou bioma.\n\nDuas comunidades aqu\u00e1ticas hipot\u00e9ticas, por exemplo, podem ter o mesmo n\u00famero de esp\u00e9cies e apresentarem teias alimentares completamente distintas, inclusive com valor de complexidade distintos, o que mostra que somente o n\u00famero de esp\u00e9cie n\u00e3o \u00e9 suficiente para representar a biodiversidade.\n\n<strong>As necessidades das esp\u00e9cies afetam a Biodiversidade<\/strong>\n\nCada esp\u00e9cie natural possui suas necessidades de alimentos, abrigo, reprodu\u00e7\u00e3o, etc. Tais necessidades s\u00e3o satisfeitas na medida em que as mesmas usam recursos de outras esp\u00e9cies, causando uma intera\u00e7\u00e3o.\n\nIndiv\u00edduos de uma esp\u00e9cie predadora, por exemplo, se alimenta de indiv\u00edduos de uma esp\u00e9cie de presa, causando uma rela\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio para o predador e preju\u00edzo para a presa (preda\u00e7\u00e3o).\n\nA esp\u00e9cie presa pode ser herb\u00edvora e necessita se alimentar de uma esp\u00e9cie de planta. Deve-se notar com esse exemplo que toda vez que um organismo se alimenta na natureza, est\u00e1 estabelecendo uma intera\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica.\n\nQuanto maior o generalismo na dieta das esp\u00e9cies, maior o n\u00famero de intera\u00e7\u00f5es e maior a complexidade da estrutura da comunidade.\n\nContrariamente, especialidade na dieta provoca uma diminui\u00e7\u00e3o da complexidade estrutural, uma vez que diminuem os caminhos de liga\u00e7\u00e3o desde a base (produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria) at\u00e9 o topo (preda\u00e7\u00e3o).\n\n<strong>Utiliza\u00e7\u00e3o da Biodiversidade pelo ser humano<\/strong>\n\nA esp\u00e9cie Homo sapiens \u00e9 uma das que mais transformam o ambiente natural; cujas necessidades est\u00e3o muito al\u00e9m da busca de alimento na natureza.\n\nEsse fato \u00e9 um dos mais preocupantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 biodiversidade, pois a cada intervalo de uma ou duas d\u00e9cadas o consumo aumenta bastante.\n\nV\u00e1rias s\u00e3o as empresas que exploram os recursos de f\u00e1rmacos das florestas, principalmente os de origem vegetal.\n\nExemplo tal como a utiliza\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias contidas em esp\u00e9cies da floresta brasileira \u00e9 o da produ\u00e7\u00e3o de artigos de perfumaria e cosm\u00e9ticos por duas empresas nacionais.\n\nAl\u00e9m de benef\u00edcios diretos na forma de extra\u00e7\u00e3o de produtos comerciais, os ecossistemas realizam ?servi\u00e7os ambientais? tais como purifica\u00e7\u00e3o do ar e da \u00e1gua, manuten\u00e7\u00e3o de temperatura ambiente est\u00e1vel, etc\u2026\n\n<strong>Rela\u00e7\u00e3o entre Floresta e Recursos H\u00eddricos<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>bacia amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0\u00e9 coberta por grandes extens\u00f5es de florestas densas. Na regi\u00e3o, principalmente a partir da d\u00e9cada de 1960, a fronteira agropecu\u00e1ria, com incentivo do Governo Federal, se expandiu para o Oeste do Pa\u00eds. Tal expans\u00e3o continua ocorrendo, uma vez que anualmente se observam a\u00e7\u00f5es de desmatamento para a convers\u00e3o de florestas nativas em sistemas produtivos agr\u00e1rios.\n\nO desmatamento raso \u00e9 o m\u00e9todo fundamental do modelo tradicional de desenvolvimento que tem sido utilizado e \u00e9 a principal causa de dist\u00farbios na natureza na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, pois interfere em ciclos naturais, como os da \u00e1gua e do carbono. Tal m\u00e9todo altera rapidamente as condi\u00e7\u00f5es de reten\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, o que resulta em problemas na disponibilidade h\u00eddrica. Por sua vez, a diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade h\u00eddrica causa problemas no funcionamento dos ecossistemas aqu\u00e1ticos, comprometendo sua presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ambientais? ao ser humano.\n\nTal fato decorre principalmente da necessidade de haver um n\u00edvel m\u00ednimo de qualidade e quantidade de \u00e1gua.\n\nPara garantir a reposi\u00e7\u00e3o dos estoques de \u00e1gua dos mananciais, especialmente os subterr\u00e2neos, deve-se favorecer maior poder de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo, o que est\u00e1 muito relacionado com a cobertura vegetal.\n\nSegundo Mendes et al. (2004), coberturas vegetais densas, como \u00e9 o caso das matas, viabilizam maior infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, o que aumenta o tempo de sua reten\u00e7\u00e3o no solo, e, consequentemente, proporcionam maior oferta e disponibilidade para o manancial.\n\nAl\u00e9m disso, o sombreamento ocasionado pela vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea reduz a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e promove a manuten\u00e7\u00e3o de maior const\u00e2ncia da umidade do ar e da temperatura.\n\nPor outro lado, nos campos antr\u00f3picos e nos campos naturais, os quais t\u00eam semelhan\u00e7as em termos e condi\u00e7\u00f5es ambientais e estruturais, a maior exposi\u00e7\u00e3o do solo aumenta a evapora\u00e7\u00e3o e o exp\u00f5e ao maior impacto da chuva.\n\nDentre os problemas em recursos h\u00eddricos resultantes de a\u00e7\u00f5es de desmatamento, al\u00e9m da deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade e da diminui\u00e7\u00e3o da quantidade de \u00e1gua, provocam tamb\u00e9m impacto direto na estabilidade ecol\u00f3gica, altera\u00e7\u00e3o nos padr\u00f5es de drenagem superficial e subterr\u00e2nea, altera\u00e7\u00e3o da recarga natural dos aq\u00fc\u00edferos, aumento da sedimenta\u00e7\u00e3o de part\u00edculas, aumento dos riscos de inunda\u00e7\u00f5es (impacto no controle natural de enchentes), preju\u00edzos \u00e0 pesca comercial, e diminui\u00e7\u00e3o da biodiversidade.\n\nA supress\u00e3o da cobertura florestal promove, al\u00e9m de maior evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do solo, aumento na quantidade de calor irradiado e de calor refletido, o que contribui de modo significativo para o aumento de varia\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas na regi\u00e3o.\n\nModelos de cen\u00e1rios de futuro para a Amaz\u00f4nia d\u00e3o conta de que o desmatamento, associado \u00e0s grandes mudan\u00e7as ambientais globais, deve provocar eleva\u00e7\u00e3o da temperatura com processos de savaniza\u00e7\u00e3o de extensas \u00e1reas na regi\u00e3o, resultando na diminui\u00e7\u00e3o da umidade relativa do ar e do n\u00edvel dos rios, ou seja, a diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade h\u00eddrica.\n\nTal fato dever\u00e1 ser agravado, segundo os modelos preditivos, devido a uma redu\u00e7\u00e3o de 20% no volume de chuva nos pr\u00f3ximos 20 a 50 anos, para uma vis\u00e3o mais pessimista (MARENGO et. al., 2007).\n\n<strong>Biodiversidade Amaz\u00f4nica &#8211;<\/strong>\u00a0B<strong>acia Amaz\u00f4nica<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161075 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Biodiv2-300x198.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" \/><strong>Biodiversidade Amaz\u00f4nica<\/strong><\/p>\nA grande\u00a0<strong>bacia hidrogr\u00e1fica do rio Amazonas<\/strong>\u00a0configura-se como a maior do mundo, tendo uma \u00e1rea de 6.925.674 km2 e sendo respons\u00e1vel pela descarga de 133.861 m3. s-1 no Oceano Atl\u00e2ntico (68% do total vertido pelos rios do pa\u00eds), considerando apenas as contribui\u00e7\u00f5es brasileiras.\n\nDada a sua configura\u00e7\u00e3o de caracter\u00edstica de forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica, a\u00a0<strong>bacia Amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0apresenta uma grande variedade de sistemas naturais, o que resulta em grande quantidade de oportunidades ecol\u00f3gicas.\n\nA conseq\u00fc\u00eancia dessa heterogeneidade e grandiosidade territorial \u00e9 uma incr\u00edvel biodiversidade, considerada megadiversidade por pesquisadores do mundo inteiro.\n\nPara se ter uma id\u00e9ia dessa diversidade, a Amaz\u00f4nia concentra cerca de 80% das esp\u00e9cies de peixes conhecidas para toda a Regi\u00e3o Neotropical. H\u00e1 registro de que a Amaz\u00f4nia possui 50% das esp\u00e9cies de aves do Brasil, 40% dos mam\u00edferos e 30% dos anf\u00edbios anuros (sapos, r\u00e3s e pererecas).\n\nAs algas microsc\u00f3picas conhecidas no Acre somam 463 esp\u00e9cies, a vegeta\u00e7\u00e3o mais de 4.000 esp\u00e9cies, os peixes mais de 270 esp\u00e9cies, os anf\u00edbios 126 esp\u00e9cies, as aves 723 esp\u00e9cies, e os mam\u00edferos cerca de 210 esp\u00e9cies. Ressalte-se que no Acre as coletas de organismos s\u00e3o numericamente incipientes, sendo concentradas apenas nas por\u00e7\u00f5es extremas do leste e do oeste do Estado, havendo enormes &#8220;buracos negros&#8221; no conhecimento sobre a sua biodiversidade.\n\nO potencial de utiliza\u00e7\u00e3o da biodiversidade se estende desde o uso de plantas e animais para fins ornamentais, at\u00e9 o uso dos componentes gen\u00e9ticos e qu\u00edmicos nas \u00e1reas de biotecnologia e farmac\u00eautica.\n\nAlgumas das principais ind\u00fastrias de cosm\u00e9ticos do Brasil, por exemplo, utilizam ess\u00eancias vegetais da Amaz\u00f4nia como base para algumas linhas de produtos.\n\nNesse campo, at\u00e9 comunidades tradicionais t\u00eam utilizado tais ess\u00eancias para fabricar produtos artesanais, o que tem melhorado a qualidade de vida de muitos.\n\nAl\u00e9m disso, \u00e9 comum a descoberta de falsos cientistas e turistas pirateando plantas e animais com a finalidade de fornecer as grandes ind\u00fastrias estrangeiras os elementos e conhecimentos tradicionais para o aproveitamento de materiais genuinamente brasileiros.\n\nApesar da grande diversidade e de sua import\u00e2ncia a Amaz\u00f4nia est\u00e1 sendo empobrecida pelo avan\u00e7o do desmatamento que inviabiliza a continuidade da exist\u00eancia de popula\u00e7\u00f5es de diversas esp\u00e9cies, inclusive v\u00e1rias de interesse comercial, com \u00e9 o caso da castanheira (Bertholetia excelsa).\n\nOutra grande amea\u00e7a \u00e0 biodiversidade, que tamb\u00e9m decorre do desmatamento (lan\u00e7amento de carbono na atmosfera), \u00e9 o conjunto de mudan\u00e7as ambientais globais que alteram ciclos naturais e p\u00f5em em risco muitas esp\u00e9cies naturais e \u00e0 sa\u00fade do ser humano.\n\nEstima-se que a bacia amaz\u00f4nica contenha mais de 20% de todas as esp\u00e9cies de plantas superiores da Terra, bem como cerca de 20% de todas as aves e 10% de todos os mam\u00edferos. Mais de 2.000 esp\u00e9cies conhecidas de peixes de \u00e1gua doce vivem no rio Amazonas e representam cerca de 8% de todos os peixes do planeta, tanto de \u00e1gua doce quanto marinhos.\n\nEsse n\u00famero de esp\u00e9cies \u00e9 cerca de tr\u00eas vezes o total da ictiofauna da Am\u00e9rica do Norte e quase dez vezes o da Europa. Os n\u00fameros mais surpreendentes, no entanto, v\u00eam dos insetos da bacia do rio.\n\nCada expedi\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0<strong>bacia amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0produz in\u00fameras novas esp\u00e9cies de insetos, com algumas \u00e1rvores individuais na floresta tropical fornecendo aos cientistas centenas de formas n\u00e3o descritas.\n\nOs insetos representam cerca de tr\u00eas quartos de toda a vida animal na Terra, mas os bi\u00f3logos acreditam que as 750.000 esp\u00e9cies que j\u00e1 foram nomeadas cientificamente representam menos de 10% de toda a vida de insetos que existe.\n\nPor mais incr\u00edveis que sejam esses exemplos de biodiversidade, eles podem ser destru\u00eddos em breve \u00e0 medida que o desmatamento desenfreado na bacia amaz\u00f4nica continuar. Grande parte dessa destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 diretamente atribu\u00edvel ao crescimento da popula\u00e7\u00e3o humana. O n\u00famero de pessoas que se estabeleceram nos planaltos amaz\u00f4nicos da Col\u00f4mbia e do Equador aumentou 600% nos \u00faltimos 40 anos, o que levou ao desmatamento de mais de 65% das florestas da regi\u00e3o para a agricultura.\n\nNo Brasil, at\u00e9 70% do desmatamento est\u00e1 ligado \u00e0 pecu\u00e1ria. No passado, grandes subs\u00eddios governamentais e incentivos fiscais incentivaram essa pr\u00e1tica, que teve pouco ou nenhum sucesso financeiro e causou danos ambientais generalizados. Os solos tropicais perdem rapidamente sua fertilidade, e isso permite apenas uma produ\u00e7\u00e3o anual limitada de carne. Muitas vezes, \u00e9 apenas 136 kg por acre, em compara\u00e7\u00e3o com mais de 1.360 kg por acre na Am\u00e9rica do Norte.\n\nDanos adicionais \u00e0s florestas tropicais da bacia amaz\u00f4nica est\u00e3o ligados \u00e0 extra\u00e7\u00e3o comercial de madeira. Embora apenas cinco das cerca de 1.500 esp\u00e9cies de \u00e1rvores da regi\u00e3o sejam exploradas extensivamente, um tremendo dano \u00e9 causado \u00e0 floresta circundante \u00e0 medida que elas s\u00e3o removidas seletivamente. Quando os madeireiros constroem estradas com equipamentos pesados, eles podem danificar ou destruir metade das \u00e1rvores em uma determinada \u00e1rea.\n\nO desmatamento que ocorre na bacia amaz\u00f4nica tem uma ampla gama de efeitos ambientais. A limpeza e queima da vegeta\u00e7\u00e3o produz fuma\u00e7a ou polui\u00e7\u00e3o do ar, que \u00e0s vezes foi t\u00e3o abundante que \u00e9 claramente vis\u00edvel do espa\u00e7o. A limpeza tamb\u00e9m leva ao aumento da eros\u00e3o do solo ap\u00f3s chuvas fortes e pode resultar na polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por meio do assoreamento, bem como no aumento da temperatura da \u00e1gua devido ao aumento da exposi\u00e7\u00e3o. No entanto, o problema ambiental mais alarmante e definitivamente mais irrevers\u00edvel que a bacia amaz\u00f4nica enfrenta \u00e9 a perda de biodiversidade. Atrav\u00e9s do processo irrevog\u00e1vel de extin\u00e7\u00e3o, isso pode custar \u00e0 humanidade mais do que a perda de esp\u00e9cies. Pode nos custar a perda de potenciais descobertas de medicamentos e outros produtos ben\u00e9ficos derivados dessas esp\u00e9cies.\n\n<strong>OS EFEITOS DAS MUDAN\u00c7AS CLIM\u00c1TICAS SOBRE A BIODIVERSIDADE<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161077 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Biodiv1-300x226.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"226\" \/><strong>Vista panor\u00e2mica da floresta tropical Amaz\u00f4nica<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>floresta amaz\u00f4nica<\/strong>, como qualquer outra floresta, vive em equil\u00edbrio com o seu meio. A vegeta\u00e7\u00e3o encontra-se em equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, isto \u00e9, com as condi\u00e7\u00f5es vigentes em seu meio.\n\nEla est\u00e1 continuamente retirando elementos e tamb\u00e9m est\u00e1 devolvendo material. Alterando o equil\u00edbrio da floresta as consequ\u00eancias certamente ser\u00e3o desastrosas, pois quando a floresta \u00e9 derrubada ou destru\u00edda ela n\u00e3o volta a sua forma primitiva (SIOLI, 1983).\n\nAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 est\u00e3o afetando a floresta amaz\u00f4nica, em especial o regime de chuvas da regi\u00e3o e, como consequ\u00eancia, o n\u00famero de queimadas que ocorrem na regi\u00e3o.\n\n<strong>O c\u00edrculo \u00e9 vicioso:<\/strong>\u00a0as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) aumentam a quantidade destes gases na atmosfera e, por consequ\u00eancia, o aquecimento global, que, por sua vez, altera o clima na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, favorecendo climas mais secos, novas queimadas e mais emiss\u00e3o de GEE (OTCA, 2007).\n\nO IPCC projeta que, at\u00e9 meados do s\u00e9culo, os aumentos de temperatura e as correspondentes redu\u00e7\u00f5es da \u00e1gua no solo acarretem uma substitui\u00e7\u00e3o gradual da floresta tropical por savana no leste da Amaz\u00f4nia.\n\nH\u00e1 um risco de perda significativa de biodiversidade por causa da extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em muitas \u00e1reas da Am\u00e9rica Latina tropical. Todas estas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o apresentadas no relat\u00f3rio com um alto n\u00edvel de confian\u00e7a (chance de cerca de oito em 10).\n\nAs altera\u00e7\u00f5es no clima afetam diretamente o ciclo de chuvas e ventos causando intensas oscila\u00e7\u00f5es na temperatura, sabe-se que a temperatura \u00e9 um fator important\u00edssimo para o crescimento, desenvolvimento e reprodu\u00e7\u00e3o de um infinito n\u00famero de esp\u00e9cies, por tanto essas mudan\u00e7as de regimes acarretam um vasto conjunto de efeitos biol\u00f3gicos que por sua vez afetam tamb\u00e9m o clima, alguns dos quais acabam, de forma circular, contribuindo com mudan\u00e7as ambientais regionais que intensificam os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tanto em n\u00edvel regional como global.\n\nPor exemplo, o aquecimento do ambiente aqu\u00e1tico resulta na migra\u00e7\u00e3o de algumas esp\u00e9cies de peixes para ambientes mais frios, como o que ocorre com as popula\u00e7\u00f5es de algumas esp\u00e9cies de plantas que se movimentam para altitudes maiores. Como diversas esp\u00e9cies de peixes de ambientes tropicais s\u00e3o importantes dispersoras de sementes, a manuten\u00e7\u00e3o da floresta nos ambientes afetados \u00e9 comprometida, o que resulta na diminui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores e peixes (VAL &amp; VAL, 2008).\n\nUma abordagem ampla sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e sua implica\u00e7\u00e3o na biodiversidade na Amaz\u00f4nia foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa\/MCT) apresentando que uma das consequ\u00eancias de tais mudan\u00e7as \u00e9 o aumento da incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta na superf\u00edcie de ambientes aqu\u00e1ticos que, subsequentemente, tem um efeito dram\u00e1tico sobre as popula\u00e7\u00f5es de peixes. E assim os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se potenciam no n\u00edvel regional, com consequ\u00eancias globais imprevis\u00edveis.\n\n\u00c9 importante se ter em conta que a velocidade com que essas mudan\u00e7as est\u00e3o ocorrendo \u00e9 superior a todas as que ocorreram nos \u00faltimos dez mil anos. As estimativas mais recentes indicam que, mantidas as taxas atuais de desmatamento, entre dois e oito por cento das esp\u00e9cies desaparecer\u00e3o nos pr\u00f3ximos 25 anos e pelos menos 30% de toda a diversidade biol\u00f3gica existente no planeta sofrer\u00e3o algum tipo de efeito das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (VAL &amp; VAL, 2008).\n\nDe acordo com VAL &amp; VAL (2008) a cada expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica s\u00e3o descritas novas esp\u00e9cies em todos os n\u00edveis da escala filogen\u00e9tica, mas delas n\u00e3o se conhece a biologia e a capacidade adaptativa em face de mudan\u00e7as ambientais. Os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ser opostos, dependendo da biologia, da capacidade adaptativa e da distribui\u00e7\u00e3o e ocorr\u00eancia das esp\u00e9cies nos diferentes ecossistemas. Supostamente, esp\u00e9cies com h\u00e1bitos restritos e ocorrendo em popula\u00e7\u00f5es pequenas s\u00e3o mais vulner\u00e1veis do que esp\u00e9cies que apresentam maior plasticidade adaptativa e se distribuem de forma cont\u00ednua por regi\u00f5es mais amplas.\n\nPor isso, a fragmenta\u00e7\u00e3o de ecossistemas na Amaz\u00f4nia poder\u00e1 ampliar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na regi\u00e3o De acordo com MARENGO (2007), e assim como o verificado nas previs\u00f5es mundiais, o Brasil e sua popula\u00e7\u00e3o tendem a sofrer diferentes consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de acordo com a regi\u00e3o e proje\u00e7\u00e3o do clima futuro. Com base nas an\u00e1lises dos modelos do IPCC AR4 e do relat\u00f3rio de Clima do INPE foram estimados dois cen\u00e1rios de altas (A2) e baixas (B2) emiss\u00f5es, assim como seus impactos em n\u00edvel regional.\n\nO cen\u00e1rio A2, para regi\u00e3o Norte (inclusive Amaz\u00f4nia), mostra que temperatura pode se elevar de 4 a 8\u00b0C, com redu\u00e7\u00e3o de 15% a 20% do volume de chuvas, atrasos na esta\u00e7\u00e3o chuvosa e poss\u00edveis aumentos na frequ\u00eancia de extremos de chuva no oeste da Amaz\u00f4nia. O cen\u00e1rio B2, para mesma regi\u00e3o, apresenta temperatura de 3 a 5\u00b0C mais quente, com redu\u00e7\u00e3o de 5% a 15% nas chuvas. O impacto n\u00e3o \u00e9 muito diferente daquele previsto pelo cen\u00e1rio A2. Os impactos na biodiversidade s\u00e3o significantes apresentando alto risco da floresta ser substitu\u00edda por outro tipo de vegeta\u00e7\u00e3o (tipo cerrado).\n\n<strong>O VALOR DA BIODIVERSIDADE AMAZ\u00d4NICA PARA O PLANETA<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>floresta amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0tem um papel fundamental na ciclagem d\u2019\u00e1gua na regi\u00e3o, a metade da chuva sendo atribu\u00edda \u00e0 \u00e1gua reciclada atrav\u00e9s das \u00e1rvores.\n\nA transforma\u00e7\u00e3o de \u00e1reas grandes de floresta tropical em pastagens poderia ter efeitos importantes em ciclagem de \u00e1gua e precipita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. Considerando que a evapotranspira\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcional \u00e0 \u00e1rea foliar, a quantidade de \u00e1gua reciclada pela floresta \u00e9 muito maior que a quantidade reciclada pela pastagem, especialmente na esta\u00e7\u00e3o seca quando a pastagem fica seca enquanto a floresta permanece verde.\n\nIsto \u00e9 agravado pelo maior escoamento sob pastagem (FEARNSIDE, 2003).\n\nSe \u00e1reas desmatadas se expandem, a evapotranspira\u00e7\u00e3o reduzida conduziria \u00e0 chuva reduzida durante per\u00edodos secos na Amaz\u00f4nia.\n\nEssas diminui\u00e7\u00f5es seriam aproximadamente constantes em termos absolutos ao longo do ano, mas em termos porcentuais eles aumentariam substancialmente durante a esta\u00e7\u00e3o seca.\n\nEmbora o total de chuva anual diminu\u00edsse em apenas 7% pela convers\u00e3o da floresta em pastagem, no m\u00eas de agosto a chuva m\u00e9dia diminuiria de 2,2 mm\/dia com floresta para 1,5 mm\/dia com pastagem, o que implica em uma diminui\u00e7\u00e3o de 32% (LEAN et al., 1996).\n\nCom convers\u00e3o de floresta amaz\u00f4nica em pastagens, a chuva tamb\u00e9m seria reduzida nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Centro-Sul e Sul do Brasil (EAGLESON, 1986; SALATI &amp; VOSE, 1984). O fato que aproximadamente 50% da chuva que cai na Bacia sai pelo rio Amazonas implica que os outros 50% seriam reciclados, presumindo que o vapor d\u2019\u00e1gua ficaria dentro da Bacia. Na realidade, um pouco do vapor d\u2019\u00e1gua escapa para o Pac\u00edfico, passando por cima do Andes, especialmente no canto noroeste da Bacia na Col\u00f4mbia.\n\nO papel do vapor d\u2019\u00e1gua amaz\u00f4nico no suprimento de chuva para esta regi\u00e3o deveria ressaltar a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica.\n\nPor outro lado, a capacidade de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica \u00e9 particularmente dependente da chuva no ver\u00e3o austral (dezembro) que corresponde \u00e0 esta\u00e7\u00e3o chuvosa na parte sudoeste da Amaz\u00f4nia quando a diferen\u00e7a entre o comportamento hidrol\u00f3gico de \u00e1reas florestadas e desmatadas \u00e9 menor. Aproximadamente 70% da chuva no Estado de S\u00e3o Paulo durante este per\u00edodo vem de vapor d\u2019\u00e1gua amaz\u00f4nico, de acordo com estimativas preliminares por Pedro Silva Dias, da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEARNSIDE, 2003).\n\nMais importante \u00e9 o transporte de \u00e1gua para o as regi\u00f5es sul e sul-central do Brasil, para o Paraguai, Uruguai e Argentina, al\u00e9m de cruzar o oceano Atl\u00e2ntico, para a parte sul da \u00c1frica.\n\nEste transporte de \u00e1gua para outras bacias, especialmente a bacia do rio de la Plata, d\u00e1 ao desmatamento amaz\u00f4nico um impacto que tem sido pouco apreciado ao n\u00edvel da geopol\u00edtica (FEARNSIDE, 2003).\n\nA import\u00e2ncia da chuva para a agricultura implica em um valor monet\u00e1rio substancial para o pa\u00eds em manter um n\u00edvel de precipita\u00e7\u00e3o adequada e est\u00e1vel nas principais zonas agr\u00edcolas brasileiras na regi\u00e3o Centro-Sul. A crise energ\u00e9tica nas partes n\u00e3o amaz\u00f4nicas do Brasil em 2001 tem aumentado o entendimento publico da import\u00e2ncia da chuva, j\u00e1 que grande parte da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u00e9 por hidrel\u00e9tricas. Infelizmente, pouco entendimento tem resultado desta ?crise? sobre a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica para manter a capacidade geradora do Pa\u00eds no futuro (MONZONI, 2008).\n\nA manuten\u00e7\u00e3o da ciclagem de \u00e1gua \u00e9 fortemente do interesse nacional brasileiro, mas, diferente de manter a biodiversidade e evitar o efeito estufa, n\u00e3o impacta diretamente os pa\u00edses da Europa, America do Norte e \u00c1sia. Portanto, n\u00e3o tem o mesmo potencial para gerar fluxos monet\u00e1rios internacionais. No entanto, pela l\u00f3gica, a import\u00e2ncia da \u00e1gua amaz\u00f4nica para o Brasil deveria, no m\u00ednimo, contribuir para motivar o governo a aceitar fluxos monet\u00e1rios internacionais para manter floresta amaz\u00f4nica com base nos outros servi\u00e7os ambientais, sobretudo, os ligados ao efeito estufa (SUGUIO, 2008).\n\nQuando se fala em conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, muitas vezes se entende erroneamente como sin\u00f4nimo de preserva\u00e7\u00e3o intoc\u00e1vel e se identifica o desenvolvimento do pa\u00eds como uma produ\u00e7\u00e3o destrutiva.\n\nMas a verdade \u00e9 que se unidades de conserva\u00e7\u00e3o apoiadas por programas de uso e desenvolvimento sustent\u00e1vel que objetivassem a ado\u00e7\u00e3o de novas estrat\u00e9gias de manejo para sustentar a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o ao inv\u00e9s de destruir a floresta e suas esp\u00e9cies animais fossem implantadas, pontos positivos seriam obtidos, pois somente a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento reduziria em quantidade significativa a quantidade de gases estufas lan\u00e7ados na atmosfera.\n\n\u00c9 preciso valorizar programas que tenham objetivos como estes, pois s\u00e3o importantes para a conserva\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica e, consequentemente, para a manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade e do clima do planeta.\n\n<strong>Biodiversidade Amaz\u00f4nica &#8211; Resumo<\/strong>\n\nMuito se discute atualmente sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, despertando uma profunda reflex\u00e3o sobre a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es ambientais adequadas que possibilitem ao ser humano e aos demais seres vivos se estabelecerem no planeta. Na verdade, as mudan\u00e7as no clima s\u00e3o apenas parte das transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem no planeta Terra, que infelizmente est\u00e3o sendo aceleradas pelo homem.\n\nSabe-se que o aquecimento global \u00e9 causado pelo efeito estufa como consequ\u00eancia das atividades antr\u00f3picas poluidoras, como o lan\u00e7amento anual de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera em decorr\u00eancia da queima de 20 bilh\u00f5es de toneladas de combust\u00edveis f\u00f3sseis, sete bilh\u00f5es causados pelo desmatamento e dois bilh\u00f5es de toneladas pela respira\u00e7\u00e3o de seis bilh\u00f5es de habitantes.\n\nPresume-se que o teor deste g\u00e1s, que hoje chega a cerca de 0,035%, possa dobrar e atingir 0,06%.\n\nO aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO<sub>2\u00a0<\/sub>na atmosfera interfere diretamente no clima causando uma eleva\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia da temperatura global em 2\u00b0C (SUGUIO, 2008).\n\nSe essas previs\u00f5es se confirmarem muitos eventos catastr\u00f3ficos podem ocorrer ao redor do planeta causando mudan\u00e7as nas correntes oce\u00e2nicas, dire\u00e7\u00e3o dos ventos, altera\u00e7\u00e3o no ciclo de chuvas e tamb\u00e9m derretimento de geleiras e eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar. A vida na terra ser\u00e1 afetada de maneira irrevers\u00edvel.\n\n<strong>Para evitar que isso aconte\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio que haja uma maior intera\u00e7\u00e3o entre os principais atores desse processo:<\/strong>\u00a0os seres humanos e a natureza.\n\nDeve-se analisar em escala mundial e implementar medidas efetivas em escala regional, principalmente no que tange ao ambiente amaz\u00f4nico, pois de acordo com previs\u00f5es alarmantes h\u00e1 possibilidade de que 60% da Amaz\u00f4nia venham a converter-se em savana por intensifica\u00e7\u00e3o da anomalia clim\u00e1tica ?El Ni\u00f1o? em fun\u00e7\u00e3o do aquecimento global o que causaria a extin\u00e7\u00e3o de grande parte da biodiversidade dessa regi\u00e3o.\n\nSomente com um esfor\u00e7o conjunto ser\u00e1 poss\u00edvel impedir que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas avancem mais.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br(Lisandro Juno Soares Vieira)\/Marilu Teixeira Amaral\/R\u00fabia Camila dos Santos Vale\/www.encyclopedia.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biodiversidade Amaz\u00f4nica, Amaz\u00f4nia, Brasil, Esp\u00e9cies, Utiliza\u00e7\u00e3o, Floresta, Brasileira, Amea\u00e7as, Fauna, Resumo, Origem, O que \u00e9, Biodiversidade Amaz\u00f4nica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5867,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-14186","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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