{"id":14182,"date":"2015-12-08T00:00:00","date_gmt":"2015-12-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/amazonia-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:05:34","modified_gmt":"2026-08-31T23:05:34","slug":"amazonia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/amazonia-2\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211;<\/strong>\u00a0<strong>Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0\u00e9 o maior estado do Brasil.\n\nAs principais caracter\u00edsticas f\u00edsicas s\u00e3o os rios Negro e Solim\u00f5es, que correm juntos para formar o rio Amazonas.\n\nQuando a regi\u00e3o foi explorada pela primeira vez pelos europeus na d\u00e9cada de 1540, era densamente povoada por povos nativos.\n\nGradualmente, a popula\u00e7\u00e3o nativa diminuiu, devido principalmente a doen\u00e7as novas na \u00e1rea.\n\nNa d\u00e9cada de 1630, quando as expedi\u00e7\u00f5es militares portuguesas ali estabeleceram presen\u00e7a permanente, os ind\u00edgenas j\u00e1 estavam desaparecendo. Em 1669, os portugueses constru\u00edram um pequeno forte pr\u00f3ximo \u00e0 conflu\u00eancia dos rios Negro e Solim\u00f5es\/Amaz\u00f4nia, foco de um povoado chamado S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Negro, que aos poucos se transformou na moderna cidade de Manaus. Na d\u00e9cada de 1730, os portugueses haviam desalojado principalmente os espanh\u00f3is da Amaz\u00f4nia central.\n\nEstas conquistas territoriais foram legalizadas no Tratado de Madrid de 1750 (confirmado no Tratado de San Ildefonso de 1777).\n\nDurante a maior parte da era colonial, os portugueses administraram a Amaz\u00f4nia central a partir de Bel\u00e9m e S\u00e3o Lu\u00eds, Maranh\u00e3o. Em 1755, por\u00e9m, a regi\u00e3o foi designada capitania de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Negro para promover a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Nos anos seguintes, mercadores e aventureiros em S\u00e3o Jos\u00e9 montaram grandes expedi\u00e7\u00f5es de escravos ind\u00edgenas.\n\nA cidade tamb\u00e9m se tornou ponto de encontro de animais e materiais vegetais destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.\n\nA\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0tornou-se uma prov\u00edncia separada em 1850 (e um estado depois de 1891). S\u00e3o Jos\u00e9 foi designada cidade e ganhou seu nome moderno logo depois. A partir de ent\u00e3o, Manaus foi o centro de um boom nas exporta\u00e7\u00f5es de borracha natural, estimulado pelo desenvolvimento de Charles Goodyear em 1839 do processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o para endurecimento da borracha.\n\nO boom atingiu o pico nos primeiros anos do s\u00e9culo XX, quando lucros incr\u00edveis se acumularam nas m\u00e3os de comerciantes locais. Antes da bolha estourar, os pais da cidade ergueram uma suntuosa casa de \u00f3pera para mostrar sua riqueza. Manaus ent\u00e3o entrou em decl\u00ednio, mas o governo federal come\u00e7ou a promover e ajudar a cidade na d\u00e9cada de 1960.\n\nHoje Manaus tem mais de um milh\u00e3o de habitantes, um movimentado porto de \u00e1guas profundas, uma zona de livre com\u00e9rcio e uma grande variedade de exporta\u00e7\u00f5es.\n\nPor ainda ter 98% de floresta tropical, a\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0tem estado no centro dos debates sobre desmatamento e prote\u00e7\u00e3o ambiental. Em 2007, Eduardo Braga, governador da Amaz\u00f4nia, assinou a primeira lei de mudan\u00e7a clim\u00e1tica do Brasil, que oferecia pagar aos agricultores que evitassem o desmatamento.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Tratado de Tordesilhas<\/strong>\n\nPelo Tratado de Tordesilhas (1494), toda a<strong>\u00a0regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0caberia ao reino de Castela. Portugal, no entanto, jamais se acomodou a esse artif\u00edcio e, com enorme dificuldade, esfor\u00e7ou-se por desbrav\u00e1-la e coloniz\u00e1-la ao longo de mais de 200 anos.\n\nS\u00f3 nas seis d\u00e9cadas em que amargou a domina\u00e7\u00e3o espanhola encontrou em seus maiores advers\u00e1rios aliados contra as outras pot\u00eancias europeias. De dif\u00edcil assimila\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica, a regi\u00e3o permaneceu quase completamente isolada do resto do pa\u00eds at\u00e9 o fim do Imp\u00e9rio.\n\nApesar disso, muitas de suas sociedades amer\u00edndias originais j\u00e1 tinham sido irremediavelmente devastadas. As desastrosas tentativas de escraviza\u00e7\u00e3o, os massacres, o pr\u00f3prio atrito cultural com os colonizadores contribu\u00edram para o sacrif\u00edcio quase total dos representantes das l\u00ednguas aruaque, cara\u00edba, j\u00ea, tupi e pano. Gra\u00e7as \u00e0 exist\u00eancia dos aruaques, respons\u00e1veis pela cer\u00e2mica marajoara, p\u00f4de-se datar a ocupa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-hist\u00f3rica da\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>, isto \u00e9, anterior \u00e0 descoberta europeia, concluindo-se que ela j\u00e1 se fizera no s\u00e9culo X.\n\nDe todas as regi\u00f5es brasileiras, seguramente nenhuma contou com uma participa\u00e7\u00e3o t\u00e3o ampla do \u00edndio em seus processos de conquista e transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, na forma\u00e7\u00e3o das etnias regionais, no vagaroso crescimento dos n\u00facleos urbanos. Durante a primeira e ef\u00eamera fase de prosperidade, o ciclo da borracha, tamb\u00e9m o \u00edndio e seus descendentes tornaram-se m\u00e3o-de-obra decisiva nas trilhas do duro trabalho dos seringais. N\u00e3o obstante todas as dificuldades (pois as tribos brasileiras remontam a padr\u00f5es sociais do neol\u00edtico), sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade nacional chegou muitas vezes a resultados espantosos, sobretudo em anos mais recentes, a partir da implanta\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus (1972).\n\nNo in\u00edcio, a cobi\u00e7a espanhola, francesa \u2014 que levou at\u00e9 \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a Equinocial (1612-1615) no Maranh\u00e3o \u2013, inglesa e holandesa mobilizou os portugueses para muitas medidas de ocupa\u00e7\u00e3o ostensiva, como erguer o forte do Pres\u00e9pio (1616), germe da Cidade de Bel\u00e9m (1621) e instituir o estado do Maranh\u00e3o e Gr\u00e3o-Par\u00e1 (1612), que ia deste \u00faltimo at\u00e9 o Cear\u00e1. Vieram depois as capitanias donat\u00e1rias, a viagem de Pedro Teixeira pela\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0em 1639 e especialmente a coloniza\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, que em meados do s\u00e9culo XVII chegou a reunir mais de cinq\u00fcenta mil \u00edndios em aldeias de acultura\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e artesanato.\n\nNa \u00e9poca do marqu\u00eas de Pombal esses n\u00facleos originais foram secularizados, as aldeias viraram cidades como Santar\u00e9m, Silves e Bragan\u00e7a, a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola passou a incluir o caf\u00e9, o algod\u00e3o, o tabaco e o arroz, e a pecu\u00e1ria invadiu muitos dos claros da floresta, come\u00e7ando a abrir outros e a se expandir durante o s\u00e9culo XIX. Na passagem deste para o s\u00e9culo XX a\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0se tornou atra\u00e7\u00e3o universal.\n\nAinda n\u00e3o por suas maravilhas naturais, mas por causa da borracha, na primeira arrancada da ind\u00fastria automobil\u00edstica nos Estados Unidos e na Europa.\n\n<strong>Explora\u00e7\u00e3o violentamente predat\u00f3ria, antagonismo social entre seringalistas e seringueiros, muita gan\u00e2ncia e pouco planejamento provocaram um processo r\u00e1pido de urbaniza\u00e7\u00e3o, desenvolvimento corrido e de alicerces prec\u00e1rios:<\/strong>\u00a0com a perda do monop\u00f3lio e a queda dos pre\u00e7os, o fracasso reanimou alguns dos maiores problemas da regi\u00e3o.\n\n<strong>De 1903 a 1930 as quest\u00f5es de fronteira encontraram solu\u00e7\u00f5es adequadas e implantou-se a experi\u00eancia da Fordl\u00e2ndia e suas plantations, que chegou a promover um novo e ilus\u00f3rio surto de progresso, de curta dura\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0em 1945 estava liquidado. Vem da\u00ed uma outra hist\u00f3ria dentro da hist\u00f3ria da\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0que \u00e9 a do interesse cient\u00edfico, muitas vezes entre aspas, dos pa\u00edses estrangeiros, no fundo n\u00e3o muito diferente dos motivos que originaram as disputas iniciais.\n\nDesde Alexandre von Humboldt foram feitos estudos sobre a regi\u00e3o, sendo ele at\u00e9 precedido por um brasileiro formado em Coimbra, Alexandre Rodrigues Ferreira. Depois vieram Spix, Von Martius, Henri-Anatole Coudreau, todos ao longo do s\u00e9culo XIX, tempo de muita ci\u00eancia mas tamb\u00e9m de revolu\u00e7\u00e3o industrial e colonialismo. Na d\u00e9cada de 1850 o projeto americano de Matthew E. Maury de explora\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o foi sabiamente absorvido por D. Pedro II que, sem desautorizar o empreendimento, criou uma por\u00e7\u00e3o de outros, paralelos, que acabaram por esvazi\u00e1-lo.\n\nJ\u00e1 no s\u00e9culo XX apareceram tentativas frustradas de internacionalizar a regi\u00e3o. Assim a UNESCO (1945), propondo o Instituto Internacional da Hil\u00e9ia Amaz\u00f4nica, para pesquisas, foi embargado pelo Congresso brasileiro, e os lagos projetados pelo Hudson Institute de Nova York (1964), viram-se desaprovados pelas for\u00e7as armadas brasileiras, por motivos estrat\u00e9gicos.\n\nDessa etapa para c\u00e1 a \u00eanfase vem sendo dada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de grandes rodovias \u201cintegradoras\u201d, que nem sempre atuaram efetivamente nesse sentido. A Bel\u00e9m-Bras\u00edlia e a Bras\u00edlia-Acre foram as mais bem-sucedidas.\n\nOutras, como a Transamaz\u00f4nica, mostraram-se excessivamente agressivas \u00e0 natureza e \u00e0s peculiaridades regionais. Na atualidade, a discuss\u00e3o sobre a\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0empolga o mundo, no dom\u00ednio principalmente da ecologia. S\u00e3o veementemente condenadas todas as formas de agress\u00e3o a suas condi\u00e7\u00f5es naturais (desmatamentos, queimadas, garimpo poluidor e tantas outras pragas) e perseguidas como solu\u00e7\u00e3o, at\u00e9 aqui em termos ideais, iniciativas que conciliem o progresso econ\u00f4mico, humano e social com o respeito ao meio ambiente, \u00e0 riqueza da fauna e da flora amaz\u00f4nica.\n\nEmbora ainda a maior reserva de vida selvagem do planeta, especialistas garantem que dez por cento de suas matas j\u00e1 foram destru\u00eddas.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Pulm\u00e3o do Planeta<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160054 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Amazon2-300x185.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"185\" \/><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\nCom 60% de sua \u00e1rea em territ\u00f3rio brasileiro, mais de 200 esp\u00e9cies diferentes de \u00e1rvores por hectare, 1.400 tipos de peixes, 1.300 p\u00e1ssaros e 300 de mam\u00edferos, totalizando mais de 2 milh\u00f5es de esp\u00e9cies, a\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0representa um ter\u00e7o de toda a \u00e1rea de florestas tropicais do mundo e \u00e9 essencial para o clima e a diversidade biol\u00f3gica do planeta.\n\n<strong>Bacia amaz\u00f4nica<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>bacia amaz\u00f4nica<\/strong>, regi\u00e3o da Am\u00e9rica do Sul drenada pelo rio Amazonas, representa a maior \u00e1rea de floresta tropical \u00famida do mundo. Estendendo-se por nove pa\u00edses diferentes e cobrindo uma \u00e1rea de 2,3 milh\u00f5es de milhas quadradas (6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados), a bacia amaz\u00f4nica cont\u00e9m a maior abund\u00e2ncia e diversidade de vida em qualquer lugar da Terra.\n\nEnormes quantidades de esp\u00e9cies vegetais e animais que ali ocorrem ainda n\u00e3o foram descobertas ou devidamente nomeadas pelos cientistas, pois esta \u00e1rea apenas come\u00e7ou a ser explorada por pesquisadores competentes.\n\nEstima-se que a bacia amaz\u00f4nica contenha mais de 20% de todas as esp\u00e9cies de plantas superiores da Terra, bem como cerca de 20% de todas as aves e 10% de todos os mam\u00edferos. Mais de 2.000 esp\u00e9cies conhecidas de peixes de \u00e1gua doce vivem no rio Amazonas e representam cerca de 8% de todos os peixes do planeta, tanto de \u00e1gua doce quanto marinhos.\n\nEsse n\u00famero de esp\u00e9cies \u00e9 cerca de tr\u00eas vezes o total da ictiofauna da Am\u00e9rica do Norte e quase dez vezes o da Europa. Os n\u00fameros mais surpreendentes, no entanto, v\u00eam dos insetos da bacia do rio.\n\nCada expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 bacia amaz\u00f4nica produz in\u00fameras novas esp\u00e9cies de insetos, com algumas \u00e1rvores individuais na floresta tropical fornecendo aos cientistas centenas de formas n\u00e3o descritas.\n\nOs insetos representam cerca de tr\u00eas quartos de toda a vida animal na Terra, mas os bi\u00f3logos acreditam que as 750.000 esp\u00e9cies que j\u00e1 foram nomeadas cientificamente representam menos de 10% de toda a vida de insetos que existe.\n\nPor mais incr\u00edveis que sejam esses exemplos de biodiversidade, eles podem ser destru\u00eddos em breve \u00e0 medida que o desmatamento desenfreado na bacia amaz\u00f4nica continuar.\n\nGrande parte dessa destrui\u00e7\u00e3o \u00e9 diretamente atribu\u00edvel ao crescimento da popula\u00e7\u00e3o humana. O n\u00famero de pessoas que se estabeleceram nos planaltos amaz\u00f4nicos da Col\u00f4mbia e do Equador aumentou 600% nos \u00faltimos 40 anos, o que levou ao desmatamento de mais de 65% das florestas da regi\u00e3o para a agricultura.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Regi\u00e3o<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160053 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Amazon1-300x117.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"117\" \/><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\nmais de 60 mil esp\u00e9cies s\u00f3 de \u00e1rvores, por outro lado determinam a consider\u00e1vel fragilidade dos ecossistemas amaz\u00f4nicos. As \u00e1rvores gigantescas (algumas ultrapassam os 100 m de altura) vivem muito mais do h\u00famus produzido pela vegeta\u00e7\u00e3o em decomposi\u00e7\u00e3o do que dos nutrientes dos solos pobres, que seriam rapidamente degradados se privados de sua cobertura vegetal.\n\n<strong>O solo \u00e9, portanto, raso, de escasso aproveitamento agr\u00edcola, mas fant\u00e1stica riqueza vegetal:<\/strong>\u00a0\u00e1rvores (inclusive excelentes madeiras), fetos, ep\u00edfitas, milhares de plantas, muitas das quais ainda n\u00e3o classificadas ou conhecidas (onde se podem achar, segundo ilustres farmac\u00f3logos os princ\u00edpios ativos de novos medicamentos para in\u00fameras doen\u00e7as).\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>ocupa\u00e7\u00e3o humana<\/strong>, que se intensificou na segunda metade do s\u00e9culo XIX durante o chamado \u201cciclo da borracha\u201d, n\u00e3o amea\u00e7ava diretamente aquele equil\u00edbrio uma vez que n\u00e3o precisava retirar as \u00e1rvores; a economia coletora dos seringueiros, assim como a extra\u00e7\u00e3o das chamadas \u201cdrogas do sert\u00e3o\u201d, destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de medicamentos, harmonizava-se com o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.\n\nEssa economia combinava com uma reduzida cria\u00e7\u00e3o de gado nas \u00e1reas abertas e a exist\u00eancia de pouqu\u00edssimos centros urbanos de certa import\u00e2ncia, como Iquitos, Leticia, Manaus, \u00d3bidos, Santar\u00e9m e Bel\u00e9m do Par\u00e1.\n\nNo entanto, especialmente nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio adquiriu novas caracter\u00edsticas que claramente entram em conflito com a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.\n\nA cria\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus teve como resultado um crescimento demogr\u00e1fico sem precedentes na regi\u00e3o, e esse impacto foi complementado com a atividade de garimpeiros e empresas mineradoras no amplo arco que acompanha a vertente sul do maci\u00e7o das Guianas e nas bacias dos afluentes da margem direita do Amazonas.\n\nO garimpo, em particular, teve consequ\u00eancias graves do ponto de vista ambiental, devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario dos rios amaz\u00f4nicos.\n\nA isso se somou o avan\u00e7o da pecu\u00e1ria, trazendo consigo as grandes queimadas destinadas a eliminar a vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea para abrir espa\u00e7o \u00e0s pastagens, e mais recentemente \u00e0 atividade das madeireiras, que exploram as madeiras nobres requeridas pelos mercados consumidores dos pa\u00edses ricos.\n\nAssim como a\u00a0<strong>bacia hidrogr\u00e1fica do Amazonas<\/strong>\u00a0\u00e9 a maior do mundo, a floresta amaz\u00f4nica tamb\u00e9m \u00e9 a maior floresta equatorial da face da Terra, assentada sobre a desmedida plan\u00edcie sedimentar que se estende entre o maci\u00e7o Guiano e o planalto Brasileiro.\n\nA grande\u00a0<strong>bacia fluvial do Amazonas<\/strong>\u00a0possui 1\/5 da disponibilidade mundial de \u00e1gua doce e \u00e9 recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1\/3 das reservas florestais da Terra.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Clima<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0\u00e9 terra de clima equatorial, de calor intenso e \u00famido, com temperaturas m\u00e9dias acima de 25\u00baC e uma varia\u00e7\u00e3o do m\u00eas mais quente ao mais frio de menos de 2o C. No sudoeste, por\u00e9m, a oscila\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica \u00e9 bem maior no inverno, quando a massa polar atl\u00e2ntica faz a temperatura descer a 10\u00baC ou menos, no que localmente chamam friagem. Importantes s\u00e3o os totais pluviom\u00e9tricos anuais, que ultrapassam os 1.500mm.\n\nApesar disso, na\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0n\u00e3o \u00e9 particularmente perigosa a incid\u00eancia de doen\u00e7as tropicais, e a regi\u00e3o apresenta, nesse aspecto, amea\u00e7as muito menores que as de regi\u00f5es parecidas da \u00c1frica e da \u00c1sia.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA<b>\u00a0Amaz\u00f4nia<\/b>\u00a0est\u00e1 situada em sua por\u00e7\u00e3o centro-norte; \u00e9 cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em \u00e1rea de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2\/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui 9 pa\u00edses (Brasil, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela).\n\n<strong>A Amaz\u00f4nia brasileira\u00a0<\/strong>compreende 3.581 Km2, o que equivale a 42,07% do pa\u00eds. A chamada Amaz\u00f4nia Legal \u00e9 maior ainda, cobrindo 60% do territ\u00f3rio em um total de cinco milh\u00f5es de Km2.\n\nEla abrange os estados do Amazonas, Acre, Amap\u00e1, oeste do Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Par\u00e1, Roraima e Tocantins.\n\nApesar de ser o maior estado brasileiro (Amazonas), possui a menor densidade demogr\u00e1fica humana, com menos de 10% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, 7.652.500 habitantes.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Meios de transportes e Zona Franca<\/strong>\n\nO transporte fluvial \u00e9 ainda o mais importante, mas come\u00e7a a ser complementado pelas rodovias federais, como a Transamaz\u00f4nica, a Bel\u00e9m \u2013 Bras\u00edlia e a Manaus \u2013 Porto Velho.\n\nO aeroporto de Manaus tornou-se um dos principais do pa\u00eds em volume de carga embarcada, sendo utilizado para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias eletr\u00f4nicas da Zona Franca, estabelecida em 1967como \u00e1rea livre de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o. Nessa \u00e1rea, as mercadorias procedentes do exterior n\u00e3o pagam impostos de importa\u00e7\u00e3o, quando se destinam ao consumo local, \u00e0s ind\u00fastrias da regi\u00e3o, ou \u00e0 reestocagem para reexporta\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Economia<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>economia<\/strong>\u00a0\u00e9 dominada pelo extrativismo vegetal, exercido sobre uma flora com enorme variedade de esp\u00e9cies. Al\u00e9m da seringueira e do caucho, de onde se extrai a borracha, s\u00e3o coletadas a castanha-do-par\u00e1, v\u00e1rios tipos de madeira, gomas, guaran\u00e1, baba\u00e7u, malva e muitas outras.\n\n<strong>O extrativismo mineral, de gemas e pedras preciosas come\u00e7a a assumir maior import\u00e2ncia, j\u00e1 que a regi\u00e3o possui in\u00fameros recursos, at\u00e9 hoje pouco explorados:\u00a0<\/strong>ouro no Par\u00e1, no Amazonas, em Roraima e no Amap\u00e1; ferro no Par\u00e1 (serra dos Caraj\u00e1s), no Amap\u00e1 e no Amazonas; sal-gema no Amazonas e no Par\u00e1; mangan\u00eas no Amap\u00e1 (serra do Navio), no Par\u00e1 e no Amazonas; bauxita no Par\u00e1 (Oriximin\u00e1, no rio Trombetas, e em Tucuru\u00ed), al\u00e9m de calc\u00e1rio, cassiterita, linhita, gipsita, cobre, estanho, chumbo, caulim, diamante e n\u00edquel.\n\nNa agricultura, as principais lavouras s\u00e3o as de juta, pimenta-do-reino, arroz, milho, cacau e mandioca. A cria\u00e7\u00e3o de gado bovino concentra-se na regi\u00e3o de Maraj\u00f3, nos arredores de Porto Velho (Roraima), no Amap\u00e1 e no norte dos Estados de Tocantins e Mato Grosso. A pesca do pirarucu e de outros peixes serve ao consumo local. V\u00e1rias hidrel\u00e9tricas, como as de Tucuru\u00ed, no rio Tocantins, no Estado do Par\u00e1, e a de Balbina, no Estado do Amazonas, pr\u00f3xima de Manaus, foram constru\u00eddas.\n\n<strong>Desmatamento da Floresta Amaz\u00f4nica<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das esp\u00e9cies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a \u00e1rea total v\u00edtima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milh\u00f5es por ano.\n\nCom esse processo, diversas esp\u00e9cies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>.\n\nSobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discuss\u00e3o internacional a respeito do papel da\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0no equil\u00edbrio da biosfera e das conseq\u00fc\u00eancias da devasta\u00e7\u00e3o que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Povos primitivos<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0\u00e9 um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos humanos primitivos, dezenas de tribos que espalham-se em territ\u00f3rios dentro da mata, mantendo seus pr\u00f3prios costumes, linguagens e culturas, inalterados por milhares de anos.\n\nAntrop\u00f3logos acreditam que ainda existam povos primitivos desconhecidos, vivendo nas regi\u00f5es mais in\u00f3spitas e inacess\u00edveis.\n\nAs caracter\u00edsticas do clima e do solo da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, pouco prop\u00edcias conserva\u00e7\u00e3o de materiais, n\u00e3o deixaram muitos vest\u00edgios sobre a vida dos povos pr\u00e9-colombianos. Mas o patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico \u00e9 precioso, com registros que chegam a 10.000 a.C. A riqueza da cer\u00e2mica, com suas pinturas elaboradas, demonstra que muitos desses povos atingiram um est\u00e1gio avan\u00e7ado de organiza\u00e7\u00e3o social, sempre guiados por uma forte rela\u00e7\u00e3o com a natureza.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Folclore<\/strong>\n\nAs origens do folclore da regi\u00e3o amaz\u00f4nica se perdem no tempo, mas as ra\u00edzes negras, ind\u00edgenas e africanas continuam presentes e s\u00e3o encontradas em diversas manifesta\u00e7\u00f5es culturais, mostrando influ\u00eancia de todos esses povos, transformada em rituais pr\u00f3prios e caracter\u00edsticos da regi\u00e3o. Na dan\u00e7a, na m\u00fasica como o carimbo, marabaixo e o boi-bumb\u00e1.\n\nO\u00a0<strong>folclore<\/strong>\u00a0\u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular. E a\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0t\u00eam um folclore rico com suas lendas, os mitos, as m\u00fasicas populares, a poesia, as dan\u00e7as, que encantam e fazem parte do imagin\u00e1rio dos turistas e habitantes de toda a Regi\u00e3o. As lendas amaz\u00f4nicas fazem parte da vida de cada morador nos mais distantes recantos verdes. Desde crian\u00e7a, \u00e9 comum ouvir hist\u00f3rias como a do boto que se transforma no homem bonito e encanta as mulheres. A hist\u00f3ria da cobra-grande assusta, e para muitos \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o para a origem de alguns dos grandes rios.\n\nAlgumas lendas contam que a floresta \u00e9 habitada por seres mitol\u00f3gicos que a protegem da f\u00faria de ca\u00e7adores e madeireiros. A cren\u00e7a em entes como o curupira, a Iara, o Mapinguari, o Matinta Perera d\u00e3o a ideia da magia amaz\u00f4nica e das ra\u00edzes culturais do homem da regi\u00e3o. O folclore reserva ainda a forma\u00e7\u00e3o de grupos folcl\u00f3ricos com m\u00fasicas pr\u00f3prias, roupas t\u00edpicas, dan\u00e7arinos, e ritmos contagiantes.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Artesanato<\/strong>\n\nAs pe\u00e7as que comp\u00f5em o artesanato amaz\u00f4nico s\u00e3o ricas em detalhes ind\u00edgenas. Cer\u00e2mica, colares, pulseiras, utens\u00edlios dom\u00e9sticos, e uma infinidade de outras pe\u00e7as decorativas podem ser apreciadas e compradas.\n\nO\u00a0<strong>artesanato<\/strong>\u00a0regional est\u00e1 diretamente ligado a elementos da cultura local, e at\u00e9 mesmo a mat\u00e9ria-prima utilizada para a produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as t\u00eam origem na floresta, como sementes, fibras, madeiras, ou a argila para compor pe\u00e7as em cer\u00e2micas. Tudo aproveitado pelos artes\u00e3os com criatividade, originalidade e beleza, resultando em belos produtos para a venda. Em Manaus, \u00e9 f\u00e1cil encontrar produtos do tipo em feiras permanentes e di\u00e1rias no centro da cidade, ou nos fins de semana, como a Feira do Artesanato, da avenida Eduardo Ribeiro.\n\nOutras preciosidades podem ser encontradas ainda em lojas de artesanato ou \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o em museus. As cer\u00e2micas mais antigas de que se tem registro na\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0datam de cerca de 7.000 a 8.000 anos\n\n<strong>Cultura Amaz\u00f4nica<\/strong>\n\nEntende-se por\u00a0<strong>cultura amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0aquela que tem sua origem ou est\u00e1 influenciada em primeira inst\u00e2ncia, pela cultura do caboclo. A Cultura amaz\u00f4nica recebe importante influ\u00eancia dos povos ind\u00edgenas.\n\nOs povos ind\u00edgenas s\u00e3o habitantes originais do Par\u00e1. Formam, ainda hoje, sociedades que ajudam a entender o universo amaz\u00f4nico, j\u00e1 que se tratam de povos espec\u00edficos, com um rico e diversificado patrim\u00f4nio \u00e9tnico e cultural. Os registros atuais mostram a presen\u00e7a de 32 povos no territ\u00f3rio paraense, com aproximadamente 16.000 \u00edndios.\n\n<strong>A maioria desses grupos fala l\u00ednguas de tr\u00eas troncos distintos<\/strong>: Macro-j\u00ea, Tupi e Karib. S\u00e3o 39 terras ind\u00edgenas oficialmente reconhecidas, que representam 24,52% da \u00e1rea total do Estado.\n\nO calend\u00e1rio de eventos das cidades da regi\u00e3o explora elementos como a m\u00fasica, as artes pl\u00e1sticas, o artesanato, e folclores regionais.\n\nA riqueza oferecida pela cultura ribeirinha ocorre pela extens\u00e3o dos rios e as particularidades do meio onde foi socializado cada grupo, por\u00e9m oferece um rico arsenal de hist\u00f3rias locais com um olhar pr\u00f3prio.\n\nA Cultura Amaz\u00f4nica onde predomina a motiva\u00e7\u00e3o de origem rural ribeirinha \u00e9 aquela na qual melhor se expressam e mais viva se mant\u00eam as manifesta\u00e7\u00f5es decorrentes de um imagin\u00e1rio unificador refletido nos mitos, na express\u00e3o art\u00edstica propriamente dita e na visualidade que caracteriza suas produ\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter utilit\u00e1rio ? casas, barcos. Mello (2000).\n\nO mito torna-se um elemento fundamental para compreender o processo da cultura amaz\u00f4nica uma vez que decorre de um imagin\u00e1rio unificador e transfigurado. Por meio do mito o ribeirinho materializa a vida da pr\u00f3pria natureza, ele cria seu mundo diante do mundo f\u00edsico que j\u00e1 encontrou constru\u00eddo.\n\nO mito torna-se um elemento fundamental para compreender o processo da cultura amaz\u00f4nica uma vez que decorre de um imagin\u00e1rio unificador e transfigurado.\n\nPor meio do mito o ribeirinho materializa a vida da pr\u00f3pria natureza, ele cria seu mundo diante do mundo f\u00edsico que j\u00e1 encontrou constru\u00eddo.\n\n<strong>Como bom exemplo de demonstra\u00e7\u00e3o da cultura amaz\u00f4nica pode ser citado:<\/strong>\u00a0o Boi-Bumb\u00e1 de Parintins, que j\u00e1 conquistou o prest\u00edgio internacional e todo o ano atrai milhares de visitantes para a pequena cidade do Baixo Amazonas, para assistir ao grande espet\u00e1culo que conta as lendas da\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>, retrabalhando os aspectos ind\u00edgenas.\n\nEm Manaus, uma grande programa\u00e7\u00e3o pode ser conferida o ano inteiro, desde o carnaval no samb\u00f3dromo, em fevereiro, at\u00e9 o Carnaboi, em outubro, passando pelo Festival Folcl\u00f3rico do Amazonas, em junho.\n\nNo interior, diversos munic\u00edpios tamb\u00e9m realizam suas festas pr\u00f3prias como Manacapuru, com seu Festival de Cirandas, ou o Festival da Can\u00e7\u00e3o em Itacoatiara, com artistas e compositores locais.\n\nPara os admiradores de \u00f3peras e shows eruditos, durante todo o ano, o Teatro Amazonas reserva diversas montagens no belo palco do per\u00edodo da Borracha.\n\nO Festival Amazonas de \u00d3pera \u00e9 refer\u00eancia no g\u00eanero na Am\u00e9rica Latina, acontecendo nos meses de abril e maio.\n\nH\u00e1 ainda diversos museus e centros culturais com exposi\u00e7\u00f5es permanentes que contam a rica hist\u00f3ria da regi\u00e3o.\n\nMas cada regi\u00e3o possui cultura e lendas pr\u00f3prias. Em outros estados da regi\u00e3o tamb\u00e9m existem essas demonstra\u00e7\u00f5es culturais.\n\nO folclore \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular. E a\u00a0<strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0t\u00eam um folclore rico que j\u00e1 faz parte do imagin\u00e1rio dos turistas e habitantes de toda a Regi\u00e3o.\n\nAs lendas amaz\u00f4nicas fazem parte da vida de cada morador nos mais distantes recantos verdes.\n\nDesde crian\u00e7a, \u00e9 comum ouvir hist\u00f3rias como a do boto que se transforma no homem bonito e encanta as mulheres. O mito da Vit\u00f3ria-r\u00e9gia que conta a hist\u00f3ria da \u00edndia que se imortaliza em uma flor.\n\nA hist\u00f3ria da cobra-grande assusta, e para muitos \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o para a origem de alguns dos grandes rios.\n\nAlgumas lendas contam que a floresta \u00e9 habitada por seres mitol\u00f3gicos que a protegem da f\u00faria de ca\u00e7adores e madeireiros.\n\nA cren\u00e7a em entes como o curupira, a Iara, o Mapinguari, a Matinta Perera d\u00e3o a ideia da magia amaz\u00f4nica e das ra\u00edzes culturais do homem da regi\u00e3o.\n\nO folclore reserva ainda a forma\u00e7\u00e3o de grupos folcl\u00f3ricos com m\u00fasicas pr\u00f3prias, roupas t\u00edpicas, dan\u00e7arinos, e ritmos contagiantes, como carimbo.\n\nE como n\u00e3o poderia deixar de ser, a culin\u00e1ria tamb\u00e9m faz parte da cultura da regi\u00e3o e \u00e9 muito bem servida pela variedade de pratos t\u00edpicos e riqu\u00edssimos em sabores de influ\u00eancia ind\u00edgena.\n\nA culin\u00e1ria regional destaca-se pela enorme oferta de pratos \u00e0 base de peixes ou frutos existentes apenas nesta por\u00e7\u00e3o do planeta.\n\nCada ingrediente quando combinado com elementos regionais ou o tempero caboclo resulta num paladar imposs\u00edvel de n\u00e3o encantar pelo exotismo do preparo.\n\nTemperos como a pimenta malagueta, pimenta de cheiro e o tucupi s\u00e3o ingredientes essenciais. Os peixes podem ser cozidos, fritos ou assados.\n\n<strong>S\u00f3 \u00e9 preciso escolher entre o tucunar\u00e9, o tambaqui, o jaraqui ou o bacalhau da Amaz\u00f4nia, o delicioso pirarucu, entre tantos outros apreciados com o complemento espec\u00edfic<\/strong>o: a farinha de mandioca.\n\nOs povos ind\u00edgenas s\u00e3o habitantes originais do Par\u00e1. Formam, ainda hoje, sociedades que ajudam a entender o universo amaz\u00f4nico, j\u00e1 que se tratam de povos espec\u00edficos, com um rico e diversificado patrim\u00f4nio \u00e9tnico e cultural. Os registros atuais mostram a presen\u00e7a de 32 povos no territ\u00f3rio paraense, com aproximadamente 16.000 \u00edndios.\n\n<strong>A maioria desses grupos fala l\u00ednguas de tr\u00eas troncos distintos:<\/strong>\u00a0Macro-j\u00ea, Tupi e Karib. S\u00e3o 39 terras ind\u00edgenas oficialmente reconhecidas, que representam 24,52% da \u00e1rea total do Estado.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; \u00cdndios e Meio Ambiente<\/strong>\n\nOs povos ind\u00edgenas habitam o Par\u00e1 desde tempos imemoriais, vivendo geralmente em territ\u00f3rios espec\u00edficos, de acordo com o modo de vida s\u00f3cio \u2013 cultural peculiar \u00e0 cada grupo.\n\nAo longo da Hist\u00f3ria conviveram e se desenvolveram de forma sustent\u00e1vel, preservando o meio ambiente e adquirindo minucioso conhecimento e dom\u00ednio de sua diversidade biol\u00f3gica e ecol\u00f3gica.\n\nEsta rela\u00e7\u00e3o interativa com a natureza permitiu-lhes conhecer e criar t\u00e9cnicas espec\u00edficas de manejo dos diversos ecossistemas, empregando seus conhecimentos no desenvolvimento de tecnologias adequadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do acervo natural e ambiental. O conhecimento ind\u00edgena, secularmente repassado a seus descendentes, permite que milh\u00f5es de caboclos produzam e se reproduzam, at\u00e9 hoje, no interior amaz\u00f4nico.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/strong>\n\nA partir da luta dos \u00edndios foi inserido, na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o cap\u00edtulo denominado \u201cDOS \u00cdNDIOS\u201d (CAP\u00cdTULO VIII- artigos 231 e 232), cujo conte\u00fado introduz avan\u00e7os pol\u00edticos e jur\u00eddicos significativos, assegurando direitos cruciais \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e cultural desses grupos.\n\nDesta forma, o Estado reconhece os povos ind\u00edgenas enquanto povo diferenciado, respeitando e garantindo seus direitos \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o social, l\u00edngua, costumes, cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es.\n\nAdmite ainda seus direitos origin\u00e1rios sobre as terras que tradicionalmente ocupam e os recursos naturais que nelas existem.\n\nCabe \u00e0 Uni\u00e3o proteger e demarcar as terras e oferecer educa\u00e7\u00e3o dentro dos processos de aprendizado pr\u00f3prios desses povos.\n\n<strong>Rio Amazonas<\/strong>\n\nEm 1541, o espanhol Francisco de Orellana e seus homens navegavam no rio Napo (que desemboca em outro rio maior), a leste dos Andes. Passaram-se meses, e era incont\u00e1vel o n\u00famero de afluentes que engrossavam as \u00e1guas do imenso rio. A certa altura, a embarca\u00e7\u00e3o \u00e9 atacada por um grupo de ind\u00edgenas, que disparam flechas envenenadas.\n\nOrellana d\u00e1 ordem para seus homens desviarem o barco, afastando-o do alcance dos \u00edndios. Ap\u00f3s safar-se do perigo, Orellana, impressionado com o aspecto dos ind\u00edgenas, que acredita serem mulheres, lembra-se das Amazonas \u2013 as guerreiras da mitologia grega \u2013 e batiza o rio que passa a se chamar rio das Amazonas.\n\nO\u00a0<strong>rio Amazonas<\/strong>\u00a0come\u00e7a no Peru, na conflu\u00eancia dos rios Ucayali e Maran\u00f5n. Entra no Brasil com o nome de Solim\u00f5es e passa a chamar-se Amazonas quando recebe as \u00e1guas do rio Negro, no interior do Estado do Amazonas.\n\nNo per\u00edodo das chuvas, os rio chega a crescer 16 metros acima de seu n\u00edvel normal e inunda vastas extens\u00f5es da plan\u00edcie, arrastando consigo terras e trechos da floresta. Sua largura m\u00e9dia \u00e9 de 12 quil\u00f4metros, atingindo frequentemente mais de 60 quil\u00f4metros durante a \u00e9poca de cheia. As \u00e1reas alagadas influenciadas pela rede h\u00eddrica do Amazonas, formam uma bacia de inunda\u00e7\u00e3o muito maior que muitos pa\u00edses da Europa juntos. Apenas a ilha do Maraj\u00f3, na foz do Amazonas, \u00e9 maior que a Su\u00ed\u00e7a.\n\nO\u00a0<strong>rio Amazonas<\/strong>\u00a0conta com mais de 1.000 afluentes e \u00e9 o maior e mais largo rio do mundo e o principal respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da floresta Amaz\u00f4nica.\n\nO volume de suas \u00e1guas representa 20% de toda a \u00e1gua presente nos rios do planeta. T\u00eam extens\u00e3o de 6.400 quil\u00f4metros, vaz\u00e3o de 190.000 metros c\u00fabicos por segundo (16 vezes maior que a do rio Nilo). Na foz, onde des\u00e1gua no mar, a sua largura \u00e9 de 320 quil\u00f4metros. A profundidade m\u00e9dia \u00e9 de 30 a 40 metros.\n\nO\u00a0<strong>rio Amazonas<\/strong>\u00a0disputa com o Nilo o t\u00edtulo de maior rio do mundo, mas \u00e9 imbat\u00edvel em volume d\u2019\u00e1gua. Recebe cerca de 200.00 Km2 \u00e1gua por segundo e, em alguns pontos, o rio \u00e9 t\u00e3o largo que n\u00e3o d\u00e1 para ver a outra margem.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Pororoca<\/strong>\n\nNa foz do rio Amazonas, quando a mar\u00e9 sobe, ocorrem choques de \u00e1guas, elevando vagalh\u00f5es que podem ocasionar naufr\u00e1gios e s\u00e3o ouvidos a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, \u00e9 a pororoca.\n\nO volume de \u00e1gua do rio Amazonas \u00e9 t\u00e3o grande que sua foz, ao contr\u00e1rio dos outros rios, consegue empurrar a \u00e1gua do mar por muitos quil\u00f4metros.\n\nO oceano atl\u00e2ntico s\u00f3 consegue reverter isso durante a lua nova quando, finalmente, vence a resist\u00eancia do rio. O choque entre as \u00e1guas provoca ondas que podem alcan\u00e7ar at\u00e9 5m e avan\u00e7a rio adentro.\n\nEste choque das \u00e1guas tem uma for\u00e7a t\u00e3o grande que \u00e9 capaz de derrubar \u00e1rvores e modificar o leito do rio.\n\nNo dialeto ind\u00edgena do baixo Amazonas o fen\u00f4meno da pororoca tem o seu significado exato, poroc-poroc, que significa destruidor.\n\nEmbora a pororoca aconte\u00e7a todos os dias, o per\u00edodo de maior intensidade no Brasil acontece entre janeiro e maio e n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno exclusivo do Amazonas.\n\nAcontece nos estu\u00e1rios rasos de todos rios que desembocam no golfo amaz\u00f4nico e no rio Araguari, no litoral do Estado do Amap\u00e1, e tamb\u00e9m nos rios Sena e Ganges.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Rio Negro<\/strong>\n\nSuas \u00e1guas s\u00e3o mesmo muito escuras. Isso acontece por causa da decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica vegetal que cobre o solo das florestas e \u00e9 carregada pela inunda\u00e7\u00f5es.\n\nComo a \u00e1gua \u00e9 muito \u00e1cida e pobre em nutrientes, \u00e9 este processo que garante a maior parte dos alimentos consumidos pela fauna aqu\u00e1tica.\n\n<strong>Amaz\u00f4nia &#8211; Rio Solim\u00f5es<\/strong>\n\nQuando o rio Solim\u00f5es se encontra com o Negro (ganhando o nome de rio Amazonas), ele fica bicolor. Isso acontece por que as \u00e1guas, com cores contrastantes, percorrem v\u00e1rios quil\u00f4metros sem se misturar.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/www.encyclopedia.com\/www.webciencia.com\/www.istoeamazonia.com.br\/www.exercito.gov.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amaz\u00f4nia &#8211;\u00a0Hist\u00f3ria A\u00a0Amaz\u00f4nia\u00a0\u00e9 o maior estado do Brasil. 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