{"id":14147,"date":"2015-12-03T00:00:00","date_gmt":"2015-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/vulcao-vesuvio-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:04:55","modified_gmt":"2026-08-31T23:04:55","slug":"vulcao-vesuvio-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/vulcao-vesuvio-2\/","title":{"rendered":"Vulc\u00e3o Ves\u00favio"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\nAs erup\u00e7\u00f5es do <strong>Ves\u00favio<\/strong> t\u00eam causado enorme perda de vidas humanas ao longo da hist\u00f3ria, e foram de estudos sobre ele, a partir do final do s\u00e9culo XVIII, que surgiu a ci\u00eancia da vulcanologia.\n\nO <strong>Ves\u00favio<\/strong> \u00e9 um vulc\u00e3o ativo, junto da ba\u00eda de N\u00e1poles, no sul da It\u00e1lia. Sua altura se modifica a cada erup\u00e7\u00e3o e, no fim do s\u00e9culo XX, era de 1.280m.\n\nNo cume do <strong>Ves\u00favio<\/strong> h\u00e1 uma grande cratera de 600m de di\u00e2metro e 300m de profundidade, proveniente da erup\u00e7\u00e3o de 1944. Uma escarpa semicircular, o monte Somma, envolve o cone principal do vulc\u00e3o pelo lado norte, a partir dos 1.057m de altura. Entre as duas eleva\u00e7\u00f5es encontra-se o vale do Gigante.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao19.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/>\n<strong>Ves\u00favio em erup\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\nO <strong>Ves\u00favio<\/strong> surgiu no pleistoceno, provavelmente h\u00e1 menos de 200.000 anos. Esteve adormecido durante s\u00e9culos at\u00e9 a violenta erup\u00e7\u00e3o do ano 79, que sepultou Pomp\u00e9ia, Herculano e Est\u00e1bia. Pl\u00ednio o Mo\u00e7o, que se achava numa localidade a oeste de N\u00e1poles, relatou detalhadamente a cat\u00e1strofe em duas cartas a T\u00e1cito.\n\nA partir de ent\u00e3o, registraram-se diversas erup\u00e7\u00f5es, at\u00e9 1036.\n\nSeguiu-se longo per\u00edodo de lat\u00eancia, quando florestas cresceram na cratera, de solo muito f\u00e9rtil.\n\nTr\u00eas lagos davam de beber aos rebanhos que pastavam por ali.\n\nTerremotos precederam uma nova erup\u00e7\u00e3o grave, em 1631. A partir de ent\u00e3o, a atividade do vulc\u00e3o tornou-se c\u00edclica, com est\u00e1gios de repouso durante os quais a boca do vulc\u00e3o fica obstru\u00edda. Os est\u00e1gios eruptivos variaram, entre 1660 e 1944, de seis meses a quase 31 anos; os per\u00edodos de lat\u00eancia, de 18 meses a sete anos e meio.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao20.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/>\n<strong>Mapa do Ves\u00favio<\/strong><\/p>\nO primeiro observat\u00f3rio foi constru\u00eddo na montanha em 1845. Ao redor do vulc\u00e3o vivem mais de dois milh\u00f5es de pessoas, em cidades industriais na costa na ba\u00eda de N\u00e1poles e pequenos centros agr\u00edcolas nas encostas setentrionais. Dos vinhedos da regi\u00e3o procede o vinho Lacrima Christi. Ap\u00f3s a erup\u00e7\u00e3o de 1906, plantaram-se florestas nas encostas para proteger a popula\u00e7\u00e3o contra a lava. No s\u00e9culo XX, in\u00fameras esta\u00e7\u00f5es de observa\u00e7\u00e3o converteram o <strong>Ves\u00favio<\/strong> num dos vulc\u00f5es mais vigiados do mundo.\n<h4>Pomp\u00e9ia, Herculano e Est\u00e1bias<\/h4>\nNo ano 79 da era crist\u00e3, as cidades romanas de Pomp\u00e9ia, Herculano e Est\u00e1bias foram soterradas sob cinzas e pedras vulc\u00e2nicas arremessadas por uma erup\u00e7\u00e3o do monte <strong>Ves\u00favio<\/strong>.\n\nA partir do s\u00e9culo XVIII, a escava\u00e7\u00e3o das ru\u00ednas deu a conhecer aspectos da vida econ\u00f4mica, social e religiosa dos romanos.\n<h4>Hist\u00f3rico<\/h4>\n<strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> (em latim, Pompeii), antiga cidade da Camp\u00e2nia, no sul da It\u00e1lia, situa-se a 23km a sudoeste de N\u00e1poles. Fundada pelos oscos, caiu sob dom\u00ednio grego no s\u00e9culo VIII a.C. e foi ocupada pelos etruscos no s\u00e9culo VII. Invadida pelos samnitas no final do s\u00e9culo V a.C., aliou-se a Roma no s\u00e9culo III. A cidade participou da guerra civil do s\u00e9culo I a.C. e converteu-se em col\u00f4nia romana. O historiador T\u00e1cito relata a eclos\u00e3o de uma revolta popular no ano 59 da era crist\u00e3. Tr\u00eas anos depois, um terremoto danificou os edif\u00edcios pompeanos e, em 24 de agosto de 79, uma violenta erup\u00e7\u00e3o do <strong>Ves\u00favio<\/strong>, pr\u00f3ximo \u00e0 cidade, cobriu-a com uma camada de seis a sete metros de espessura, composta de lapilli (fragmentos de lava) e cinzas vulc\u00e2nicas.\n\nDos vinte mil habitantes, morreram dois mil. Herculano (Herculaneum) situa-se a oito quil\u00f4metros a sudeste de N\u00e1poles, em parte sob os alicerces da atual localidade de Resina, o que praticamente impossibilitou o acesso \u00e0s ru\u00ednas.\n\nSua hist\u00f3ria, paralela \u00e0 de Pomp\u00e9ia, interrompeu-se em conseq\u00fc\u00eancia da mesma erup\u00e7\u00e3o. Est\u00e1bias (Stabiae), situada no extremo oriental do golfo de N\u00e1poles, foi tamb\u00e9m arrasada pela erup\u00e7\u00e3o do <strong>Ves\u00favio<\/strong>. Entre as v\u00edtimas fatais estava o naturalista Pl\u00ednio o Velho, comandante da esquadra romana. As pinturas murais encontradas s\u00e3o compar\u00e1veis \u00e0s de Pomp\u00e9ia e Herculano.\n<h4>Escava\u00e7\u00f5es<\/h4>\nAs ru\u00ednas de Pomp\u00e9ia foram descobertas no final do s\u00e9culo XVI. As escava\u00e7\u00f5es, que representaram o come\u00e7o da arqueologia moderna, iniciaram-se em 1709, em Herculano, e em 1748, em Pomp\u00e9ia. Em 1860, os trabalhos arqueol\u00f3gicos se intensificaram e tornaram-se mais sistem\u00e1ticos, mas foram interrompidos pela segunda guerra mundial. Em Est\u00e1bias, as pesquisas se reiniciaram em 1949.\n\n<strong>Muitos edif\u00edcios de Pomp\u00e9ia conservaram-se em perfeito estado, dentre os quais se destacam os do forum ou centro urbano:<\/strong> a bas\u00edlica (lugar para reuni\u00f5es p\u00fablicas), o templo da tr\u00edade capitolina (J\u00fapiter, Juno e Minerva), o templo de Apolo, o de \u00cdsis, o mercado e o comitium, edif\u00edcio onde se realizavam as elei\u00e7\u00f5es municipais. Outros conjuntos monumentais s\u00e3o o foro triangular, o anfiteatro, e a palestra ou campo desportivo. Interessantes para os historiadores s\u00e3o as casas particulares, v\u00e1rias delas t\u00edpicas da classe m\u00e9dia provinciana do Imp\u00e9rio Romano.\n\nCostumam ser elegantes, com \u00e1trio e p\u00e1tio interno, mobili\u00e1rio austero e alegres pinturas murais. A cidade conta tamb\u00e9m com in\u00fameras oficinas, lojas, tabernas e banhos p\u00fablicos. Tamb\u00e9m s\u00e3o importantes as casas situadas fora do per\u00edmetro urbano, como a de Diomedes e a chamada &#8220;vila dos mist\u00e9rios&#8221;, onde eram celebrados os cultos ao deus Dioniso.\n\nEm Herculano, cidade menor que Pomp\u00e9ia, as condi\u00e7\u00f5es de umidade do solo e a espessura dos sedimentos vulc\u00e2nicos, de 15 a 18m, permitiram a melhor conserva\u00e7\u00e3o dos restos de madeira, tecidos e alimentos. Suas constru\u00e7\u00f5es revelam o car\u00e1ter mais refinado de seus habitantes, supondo-se que se tratava de um local de veraneio para aristocratas e intelectuais. Conta com um dos mais bem conservados anfiteatros da antiguidade.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao24.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/>\nA erup\u00e7\u00e3o do Ves\u00favio na co-produ\u00e7\u00e3o BBC\/Discovery Channel Pompeia<\/strong><\/p>\n\n<h4>O museu<\/h4>\n<strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> \u00e9 um dos maiores centros de estudos arqueol\u00f3gicos na It\u00e1lia. Nas escava\u00e7\u00f5es modernas abandonou-se o h\u00e1bito de remeter os objetos encontrados para N\u00e1poles. Enquanto poss\u00edvel, continuam no lugar. S\u00f3 alguns objetos especialmente valiosos ficam no Antiquarium, pequeno museu situado \u00e0 entrada da cidade. Encontram-se ali alguns cad\u00e1veres de pessoas surpreendidas pela cat\u00e1strofe, e o cad\u00e1ver de um c\u00e3o que morreu ao lado do dono, encontrados em 1863.\n\nNo resto, teve-se o cuidado de conservar &#8212; mas raramente reconstruir &#8212; as casas, templos, edif\u00edcios p\u00fablicos, lojas e oficinas, assim como o cal\u00e7amento das ruas, de modo que Pomp\u00e9ia parece hoje uma cidade assombrosamente viva, apenas abandonada por seus habitantes.\n\nA maior atra\u00e7\u00e3o de Pomp\u00e9ia s\u00e3o as casas. Existe uma casa de c\u00f4modos, de dois andares, modestamente mobiliada. Em geral, por\u00e9m, as casas s\u00e3o espa\u00e7osas e at\u00e9 de luxo. Seu estudo \u00e9 uma das fontes principais de conhecimento da casa romana t\u00edpica da classe m\u00e9dia abastada ou rica, a que nunca falta o jardim central.\n\nEspecialmente bem conservada \u00e9 a luxuosa casa da fam\u00edlia dos Vettii; depois, a de Menandro (assim chamada porque nela se encontrou uma est\u00e1tua do poeta c\u00f4mico Menandro); e a casa de Trebio Valens.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao21.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/>\n<strong>Peristilo da casa da fam\u00edlia Vettii, na cidade romana de Pomp\u00e9ia.<\/strong><\/p>\nNas paredes exteriores dessa \u00faltima casa encontram-se grafitos de propaganda eleitoral, e outros que anunciam espet\u00e1culos teatrais.\n\n<strong>Pomp\u00e9ia \u00e9 muito rica em &#8220;inscri\u00e7\u00f5es&#8221; dessa esp\u00e9cie:<\/strong> citam versos de poetas, quase sempre inexatamente, porquanto citados de mem\u00f3ria; outros grafitos zombam de avarentos ricos, advertem contra propriet\u00e1rios de tabernas que misturam vinho e \u00e1gua; h\u00e1 um alfabeto, rabiscado por m\u00e3o de crian\u00e7a; os grafitos que lembram passeios amorosos s\u00e3o em parte sentimentais e em parte pornogr\u00e1ficos.\n\nOs afrescos encontrados nas casas de Pomp\u00e9ia e Herculano constituem praticamente o \u00fanico testemunho dessa arte no mundo greco-latino. Seu descobrimento influiu na configura\u00e7\u00e3o da arte neocl\u00e1ssica europ\u00e9ia da \u00e9poca napole\u00f4nica. Entre os mosaicos, destaca-se o da &#8220;Batalha de Alexandre o Grande&#8221;, da casa pompeana do Fauno.\n\n<strong>C\u00e9lebre tamb\u00e9m \u00e9 o mosaico, na porta de uma casa, que mostra um c\u00e3o furioso, com os dizeres: <\/strong>&#8220;Cave canem&#8221; (Cuidado com o c\u00e3o).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao22.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/>\n<strong>Afresco romano que representa a cidade portu\u00e1ria de Est\u00e1bias, destru\u00edda com Herculano e Pomp\u00e9ia, por uma erup\u00e7\u00e3o do Ves\u00favio no ano 79. ( Museu Nacional, N\u00e1poles .)<\/strong><\/p>\nO <strong>Ves\u00favio<\/strong>, situado na ba\u00eda de N\u00e1poles, sul da t\u00e1lia, \u00e9 o \u00fanico vulc\u00e3o ativo do continente europeu.\n\n<strong>Ele possui dois picos:<\/strong> o do vulc\u00e3o, propriamente dito, com 1280 metros de altitude, e no seu lado norte o monte Somma, cuja eleva\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente 1000 metros, muito visitado pelos turistas por proporcionar, entre outros motivos, uma magn\u00edfica vista das redondezas. Separando os dois grandes montes, o vale do Gigante.\n\nAs encostas superiores do <strong>Ves\u00favio<\/strong> s\u00e3o est\u00e9reis e cheias de lava petrificada, mas nas inferiores o solo \u00e9 extremamente f\u00e9rtil. Pr\u00f3ximo \u00e0 base h\u00e1 uma faixa de vinhedos, abaixo dela uma zona de hortas e pomares, e j\u00e1 em terreno plano, circundando a eleva\u00e7\u00e3o, ergue-se a cidade de N\u00e1poles (conhecida mundialmente como a terra natal da pizza), com um milh\u00e3o de habitantes (censo de 2001), al\u00e9m de outras localidades pr\u00f3ximas que abrigam quatro milh\u00f5es de pessoas, aproximadamente.\n\nO <strong>Ves\u00favio<\/strong> surgiu h\u00e1 menos de 200 mil anos. Esteve adormecido durante s\u00e9culos, e seu repouso era t\u00e3o profundo que em 73 a.C., Esp\u00e1rtaco, com v\u00e1rios gladiadores, fugiu da escola de instru\u00e7\u00e3o de C\u00e1pua, e refugiou-se em sua cratera, onde acampou durante todo o inverno antes de iniciar as opera\u00e7\u00f5es militares que se tornaram conhecidas sob o nome de Revolta dos Gladiadores. At\u00e9 que no ano 79 da era crist\u00e3 o vulc\u00e3o despertou com viol\u00eancia, entrou em atividade e soterrou ao mesmo tempo as localidades de <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, Herculano e Estabia, espalhando cinzas por todo o sul da Europa. Depois disso, ocorreram novas manifesta\u00e7\u00f5es em 203, 472, 512, 635, 993, 1036 e 1139, quando ent\u00e3o se iniciou um longo per\u00edodo de repouso, durante o qual florestas cresceram na cratera de solo muito f\u00e9rtil, e os vinhedos formados pelos vinicultores quase chegaram a atingir o cume.\n\nMas no ano de 1631, em nova e tremenda demonstra\u00e7\u00e3o de sua capacidade destruidora, arrasou a maior parte das localidades existentes \u00e0 sua volta, matando mais de 3000 pessoas e levando um rio de lava at\u00e9 o mar. Nessa erup\u00e7\u00e3o, suas cinzas ca\u00edram em Constantinopla (agora chamada Istambul, na Turquia), a mais de 1600 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.\n\n<strong>Meio s\u00e9culo depois as erup\u00e7\u00f5es passaram a acontecer em espa\u00e7os de tempo que variavam de seis meses a trinta anos:<\/strong> 1682, 1685, 1689, 1694, 1707, 1737, 1760, 1767, 1779, 1794, 1804, 1805, 1822, 1850, 1855, 1861, 1871, 1872, 1875, 1891, 1895, 1899, 1900, 1903, 1904, 1906, 1913, 1926, 1929 e 1944.\n\nAs <strong>erup\u00e7\u00f5es do Ves\u00favio<\/strong> t\u00eam causado enorme perda de vidas humanas ao longo da hist\u00f3ria. Na que soterrou as cidades de <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> e Herculano com cinzas incandescentes e fragmentos de rochas, entre 24 e 25 de agosto do ano 79, pelo menos 2000 pessoas ter\u00e3o morrido na primeira, acreditando-se, por\u00e9m, que a maioria dos habitantes da segunda conseguiu escapar a tempo do desastre. Na do ano de 1631, 4000 pessoas foram vitimadas. Recentemente foi divulgada a informa\u00e7\u00e3o (*) de que arque\u00f3logos italianos encontraram na cidade de Nola, pr\u00f3xima a N\u00e1poles, restos bem preservados de uma povoa\u00e7\u00e3o que existiu na Idade do Bronze (a Idade do Bronze Atl\u00e2ntica ocorreu no per\u00edodo 1300 \u0096 700 a.C.), mostrando pessoas que provavelmente tentavam fugir do local. O estudo e a avalia\u00e7\u00e3o desses vest\u00edgios permitiram concluir que na ocasi\u00e3o o vulc\u00e3o iniciou sua atividade eruptiva de forma moderada, lan\u00e7ando pela cratera materiais s\u00f3lidos que cobriram de cinzas incandescentes uma \u00e1rea de 25 quil\u00f4metros ao seu redor, queimando e destruindo tudo o que se encontrava nessa \u00e1rea.\n\nSegundo os t\u00e9cnicos, nesse tipo de erup\u00e7\u00e3o, as roupas e os cabelos das pessoas logo se incendeiam e elas morrem em uma postura t\u00edpica, com bra\u00e7os e pernas erguidos devido ao intenso calor intenso, que contrai os m\u00fasculos. Mas na opini\u00e3o dos investigadores, os habitantes da povoa\u00e7\u00e3o de Nola aparentemente abandonaram a povoa\u00e7\u00e3o \u00e0s pressas, porque nas escava\u00e7\u00f5es s\u00f3 foram encontrados restos de quatro cabanas com cer\u00e2mica e alguns outros objetos, al\u00e9m dos esqueletos de um c\u00e3o e nove cabras gr\u00e1vidas dentro de uma jaula; mais pegadas de adultos, crian\u00e7as e vacas, todas elas cobertas pelas cinzas e materiais s\u00f3lidos.\n\nA um quil\u00f4metro de dist\u00e2ncia, foram descobertos os esqueletos de um homem e de uma mulher, que morreram sufocados e acabaram soterrados.\n\nDiz a publica\u00e7\u00e3o que \u0093A aus\u00eancia de restos de v\u00edtimas noutros locais sugere que a evacua\u00e7\u00e3o precoce tamb\u00e9m deve ter ocorrido na maioria das outras povoa\u00e7\u00f5es. A prova mais decisiva do \u00eaxodo \u00e9 a descoberta de milhares de pegadas humanas e de animais a 15 quil\u00f4metros do <strong>Ves\u00favio<\/strong> e apenas a sete de N\u00e1poles.\n\nO <strong>Ves\u00favio<\/strong> n\u00e3o entra em erup\u00e7\u00e3o desde 1944, embora em 1968 ele tenha chegado a ficar ativo, mas sem expelir lava. A suspeita que preocupa os especialistas \u00e9 a de que se isso voltar a ocorrer, milhares de pessoas poder\u00e3o morrer em poucos minutos, isso porque se descobriu que uma rocha enorme est\u00e1 obstruindo a boca do vulc\u00e3o. Por esse motivo, acredita-se que se \u0093acordar\u0094 mais uma vez, ele libertar\u00e1 uma nuvem superaquecida de cinzas e gases venenosos.\n\nOs documentos hist\u00f3ricos da trag\u00e9dia de 79 revelam que tudo aconteceu num tempo relativamente curto. A erup\u00e7\u00e3o come\u00e7ou \u00e0s 13 horas do dia 24 de agosto, quando o vulc\u00e3o expeliu uma enorme quantidade de fuma\u00e7a muito quente, e doze horas depois ele j\u00e1 teria matado centenas de pessoas.\n\n(*) Proceedings of the National Academy of Sciences\n\n<strong>FERNANDO KITZINGER DANNEMANN<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao25.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/><strong>\nVulc\u00e3o Ves\u00favio<\/strong><\/p>\nO <strong>vulc\u00e3o Ves\u00favio<\/strong> pertence \u00e0 categoria dos vulc\u00f5es compostos e explosivos.\n\nAtualmente, mede 1.282 m. de altura, e sua cratera possui cerca de 800 m. de di\u00e2metro. \u00c9 um vulc\u00e3o composto complexo, ou seja, uma extensa uni\u00e3o de centros vulc\u00e2nicos geneticamente, temporalmente e espacialmente relacionados, suas rochas mais antigas datando de cerca de 300.000 anos. Estas rochas, colhidas pr\u00f3ximas ao vulc\u00e3o, provavelmente faziam parte do vulc\u00e3o Somma, tamb\u00e9m composto, que entrou em colapso cerca de 17.000 anos atr\u00e1s, formando uma estrutura do tipo denominado \u0093caldeira\u0094. A partir de ent\u00e3o, o <strong>Ves\u00favio<\/strong> come\u00e7ou a se formar.Originalmente, ele apresentava uma apar\u00eancia cl\u00e1ssica em forma de cone, mas uma s\u00e9rie de erup\u00e7\u00f5es na \u00e9poca pr\u00e9-hist\u00f3rica, entre 15.000 e 3.800 A.C., modificou sensivelmente seu aspecto. Violentas explos\u00f5es provocaram o desabamento de seu topo, fazendo surgir uma nova forma\u00e7\u00e3o de um cone vulc\u00e2nico em seu cume, no interior de uma c\u00e2mara magm\u00e1tica mais ampla.\n\nStrab\u00e3o (64 A.C. \u0096 24 D.C.), \u00e9 testemunha valiosa descrevendo o aspecto do <strong>Ves\u00favio<\/strong> antes de sua erup\u00e7\u00e3o de 79, em sua obra \u0093Geografia\u0094 ( volume V, par\u00e1grafos 4-6 ). Ele diz: \u0093dominando esta regi\u00e3o eleva-se o <strong>Ves\u00favio<\/strong>, totalmente recoberto de campos soberbos, exceto em seu topo, onde se apresenta quase em sua totalidade plano, mas totalmente est\u00e9ril e de apar\u00eancia cinzenta. Ali, o monte possui cavidades e fissuras revelando, na superf\u00edcie, rochas fuliginosas que parecem ter sido calcinadas. \u00c9 de se supor que este lugar foi outrora devorado pelo fogo e que o monte apresentava crateras hoje extintas, uma vez que as mat\u00e9rias combust\u00edveis tornaram-se cada vez mais raras. Provavelmente \u00e9 esta uma das raz\u00f5es da fertilidade das terras dessa regi\u00e3o, como em Cat\u00e2nia, onde dizem que as regi\u00f5es circunvizinhas foram cobertas pelas cinzas lan\u00e7adas pelo fogo do Etna, tornando a terra prop\u00edcia, particularmente, \u00e0 vinicultura.\u0094\n\nStrab\u00e3o suspeitava, com acerto, do que se tratava o belo monte <strong>Ves\u00favio<\/strong>!\n\n<strong>Contrariamente, outro documento permite compreender a id\u00e9ia que os pompeianos faziam da montanha:<\/strong> na chamada Casa do Centen\u00e1rio ( regi\u00e3o IX, insulas 8-5 ), no alojamento dos escravos, um lar\u00e1rium representa Baco em primeiro plano, o corpo coberto por um cacho gigante de uvas, com seu tirso e uma pantera, tendo por tr\u00e1s de si um monte coberto de vinhedos ( o Ves\u00favio? ).\n\nLonge de possuir uma reputa\u00e7\u00e3o perigosa essa montanha parece, ao contr\u00e1rio, ser a morada do deus, por excel\u00eancia, das festas e da prosperidade! No entanto, o <strong>Ves\u00favio<\/strong> \u00e9 um perigoso e mort\u00edfero vulc\u00e3o. Sua erup\u00e7\u00e3o de 1631 matou cerca de 3.500 pessoas. Sua \u00faltima manifesta\u00e7\u00e3o, em 1944, parece ter encerrado um ciclo eruptivo iniciado em 1631, e causou s\u00e9rios danos \u00e0 N\u00e1poles e cidades vizinhas. Atualmente, as autoridades temem uma inesperada erup\u00e7\u00e3o e est\u00e3o constantemente em alerta. Tudo indica que a cratera est\u00e1 novamente obliterada por um tamp\u00e3o de lava solidificada e que, como em 79, haver\u00e1 uma explos\u00e3o lan\u00e7ando aos ares esse tamp\u00e3o. Estima-se que numa erup\u00e7\u00e3o de propor\u00e7\u00f5es moderada, uma \u00e1rea de 7 km. de raio em torno do vulc\u00e3o, poder\u00e1 ser destru\u00edda.\n\nAtualmente, um milh\u00e3o de pessoas vivem nesta \u00e1rea. A antiga <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, dista cerca de 8 km. da cratera\u0085\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao26.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/><strong>\nAntiga Pomp\u00e9ia<\/strong><\/p>\n<strong>Assim \u00e9 descrita a erup\u00e7\u00e3o de 79 pelos estudiosos e vulcan\u00f3logos, da qual ouso discordar em certos aspectos e os explico ao propor minha vers\u00e3o particular dos fatos<\/strong>: na manh\u00e3 de 24 de agosto, por volta das 10 horas, o <strong>Ves\u00favio<\/strong> se revelou ap\u00f3s mais de mil anos adormecido. Produziu-se uma terr\u00edvel erup\u00e7\u00e3o que destruiu e soterrou todas as cidades constru\u00eddas numa vasta regi\u00e3o circunvizinha, dentre as quais, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>.\n\n<strong>O fen\u00f4meno caracterizou-se por uma violenta explos\u00e3o inicial, que lan\u00e7ou aos ares o tamp\u00e3o de lava solidificada que obstru\u00eda a cratera, seguida de outra, no curso da qual formou-se uma coluna eruptiva<\/strong>: atingindo 20 km. de altura, composta de cinzas, gases e pedras-pomes, a nuvem adotou uma forma caracter\u00edstica, dita \u0093nuvem em forma de cogumelo\u0094 ou \u0093de pinheiro\u0094 ( Pl\u00ednio o Mo\u00e7o a descreve ).\n\nOs dejetos lan\u00e7ados pela cratera preparam sua queda, levados por um forte vento sudoeste soprando em grande altitude.\n\nSituada nesta dire\u00e7\u00e3o, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> \u00e9 imediatamente golpeada por uma intensa chuva de lapilli e pedras-pomes, que duram ininterruptamente at\u00e9 a manh\u00e3 do dia seguinte (questiono: este fato n\u00e3o seria suficiente para por os pompeianos em fuga, al\u00e9m dos incessantes terremotos sacudindo a regi\u00e3o?).\n\nDesde o in\u00edcio do meio-dia do dia 24, o ac\u00famulo de pedras-pomes provoca o desabamento dos telhados e faz as primeiras v\u00edtimas. Inc\u00eandios irrompem causados pela queda das l\u00e2mpadas de \u00f3leo iluminando a cidade at\u00e9 ent\u00e3o mergulhada numa escurid\u00e3o terr\u00edvel, provocada pela poeira atmosf\u00e9rica lan\u00e7ada do vulc\u00e3o, obstruindo a luz do sol.\n\n<strong>No dia 25, por volta de 07:30h. da manh\u00e3, uma violenta chuva de g\u00e1s e cinzas em alta temperatura, dita \u0093nuvem ardente\u0094(\u00e9 a nuvem pirocl\u00e1stica), se abate sobre Pomp\u00e9ia e seus efeitos s\u00e3o devastadores<\/strong>: 2 mil pessoas morrem asfixiadas e incineradas, isto \u00e9, cerca de 15% da popula\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Os habitantes morrem freq\u00fcentemente em grupos, colhidos de surpresa, durante uma fuga desesperada:<\/strong> lado \u00e0 lado, crian\u00e7as nos bra\u00e7os dos pais, irm\u00e3os e irm\u00e3s abra\u00e7ados uns aos outros.\n\n<strong>Duas outras nuvens se abatem, sendo a \u00faltima a mais desastrosa para Pomp\u00e9ia:<\/strong> ela toma o aspecto e volume de verdadeira torrente de materiais pulverulentos, que destroem as partes altas dos edif\u00edcios, sepultando as v\u00edtimas das duas nuvens pirocl\u00e1sticas precedentes.\n\n<strong>Alguns dias ap\u00f3s a erup\u00e7\u00e3o, Pomp\u00e9ia e o vale do Sarno aparecem literalmente transformados<\/strong>: uma enorme camada branca recobre tudo. O rio Sarno, obliterado pelos detritos vulc\u00e2nicos, luta para reencontrar seu curso em dire\u00e7\u00e3o ao mar.\n\nPr\u00f3ximo \u00e0 <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, ele n\u00e3o descreve mais um grande arco, mas corre quase em linha reta. A cidade \u00e9 coberta por uma camada vulc\u00e2nica de 6 metros de espessura, a qual n\u00e3o impede, por\u00e9m, que as edifica\u00e7\u00f5es mais altas e mais resistentes, permane\u00e7am vis\u00edveis. Embora o local seja interditado para salvaguarda dos bens daqueles que fugiram, torna-se presa, no entanto, dos saqueadores clandestinos que, ao longo dos anos, cavam t\u00faneis e despojam a cidade de suas riquezas. Com o tempo, a natureza segue seu curso e o manto branco em que se tornou a regi\u00e3o, cede lugar \u00e0 uma espessa vegeta\u00e7\u00e3o. <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> cai no esquecimento, sua localiza\u00e7\u00e3o se perde para sempre.\n<h4>Sobre a Erup\u00e7\u00e3o de 79 D.C.<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vulcao27.jpg\" alt=\"Vulc\u00e3o Ves\u00favio\" \/>\n<strong>Pomp\u00e9ia\u00a0<\/strong><b>destru\u00edda<\/b><\/p>\nUma vez conhecido o desenvolvimento hist\u00f3rico de <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, sua urbaniza\u00e7\u00e3o, o comportamento e mentalidade de seus habitantes, buscarei narrar o que me parece a realidade dos fatos. Para tal, \u00e9 necess\u00e1rio sentir a cat\u00e1strofe como um morador de Pomp\u00e9ia. Acredito somente assim sermos capazes de vislumbrar a verdade da violenta erup\u00e7\u00e3o \u0096 e como tudo aconteceu jamais saberemos exatamente.\n\nAp\u00f3s o cismo de 62, a cidade foi reconstru\u00edda. Em seus \u00faltimos anos de vida, os terremotos na regi\u00e3o tornaram-se t\u00e3o intensos, que o medo levou muitas fam\u00edlias a venderem suas propriedades por pre\u00e7o irris\u00f3rio e abandonar a cidade. Sucedeu mesmo uma interven\u00e7\u00e3o imperial buscando expulsar gente da classe baixa que se apossou de bens particulares e terras do governo. Isso \u00e9 prova de que muitos nobres possuindo propriedades na cidade e seus arredores, para l\u00e1 j\u00e1 n\u00e3o se dirigiam nos per\u00edodos de descanso. Dos 20 mil habitantes estimados na cidade, quantos ainda realmente permaneceram em <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>?\n\nImposs\u00edvel saber. Somente cerca de 2 mil corpos foram encontrados intra muros e acredita-se que a maioria escapou fugindo pelos campos. Sou de opini\u00e3o que se a regi\u00e3o circundante \u00e0 cidade fosse escavada \u0093a pente fino\u0094, muitos corpos seriam encontrados. \u00c9 certo que diante de uma cat\u00e1strofe, todo um povo foge n\u00e3o importa para onde.\n\n<strong>Mas consideremos que, fugindo para norte, fosse pela Porta Herculana, do Ves\u00favio ou de C\u00e1pua, a popula\u00e7\u00e3o desesperada ia de encontro ao perigo<\/strong>: o Ves\u00favio situa-se ao norte. Pela Porta Marina, ganhava-se rapidamente a praia. Talvez quem por a\u00ed saiu de imediato, a despeito do mar agitado, tenha sobrevivido.\n\nSe Pl\u00ednio o Velho desde que avisado da estranha nuvem, decidido a socorrer as pessoas e preparando suas galeras para zarpar de Miseno, tenha para isso se demorado em cerca de uma hora (e quanto tempo levou por mar para se aproximar de Herculanum e Pomp\u00e9ia?); se ele mesmo relata que as praias destas cidades estavam interditadas e era imposs\u00edvel desembarcar, \u00e9 porque em pouco tempo a fuga por mar , naquela regi\u00e3o, tornara-se imposs\u00edvel.\n\nDe <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, restam ent\u00e3o as sa\u00eddas ao sul e a leste. Talvez quem por a\u00ed fugiu t\u00e3o logo iniciada a erup\u00e7\u00e3o, tenha sobrevivido, uma vez que quem se retardou reunindo seus pertences, certamente pereceu.\n\nTomemos por base os relatos de Pl\u00ednio o Jovem e consideremos o in\u00edcio da erup\u00e7\u00e3o, conforme ele diz, come\u00e7ando \u00e0s 13 horas. Nesse instante, em Miseno, sua m\u00e3e notificou que uma estranha nuvem aparecera no c\u00e9u. Pl\u00ednio \u0096 tio e sobrinho \u0096 procuraram um local de onde avist\u00e1-la melhor. Desde esse momento, at\u00e9 a chegada do pedido de socorro de Rectina e a decis\u00e3o do almirante em preparar suas esquadras e partir em socorro das v\u00edtimas, consideremos que tenha transcorrido cerca de hora e meia.\n\nFoi tempo suficiente para que a colossal nuvem de fumo, cuja altitude estima-se ter atingido mais de 20 km de altura, baixasse sobre <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> e as cidades vizinhas, levando a escurid\u00e3o, o terror e a morte. Deixemos Miseno; vamos nos situar diretamente em <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>.\n\n\u00c9 hora do prandium, refei\u00e7\u00e3o o mais das vezes, feita \u00e0s pressas. Um estrondo terr\u00edvel enche os ares ( Miseno, distante 30 km a noroeste do <strong>Ves\u00favio<\/strong>, n\u00e3o ouviu o ru\u00eddo); a terra treme, os pompeianos assustados deixam suas casas.\n\n<strong>Aturdidos, eles percebem a nuvem medonha elevando-se do Ves\u00favio aberto em dois:<\/strong> ela cresce com rapidez espantosa e se ramifica, ora negra, ora branca, a montanha rugindo e sibilando assustadoramente. Ent\u00e3o, uma violenta e torrencial chuva de lapilli se abate sobre a cidade. Resulta ela da fragmenta\u00e7\u00e3o do tamp\u00e3o de lava solidificada que obstru\u00eda a cratera do vulc\u00e3o, lan\u00e7ado aos ares na formid\u00e1vel explos\u00e3o. O pavor se apodera da popula\u00e7\u00e3o, eles voltam para o interior de suas casas, em busca de abrigo. A nuvem colossal se expande mais ainda, escurece o sol, come\u00e7a a baixar, vencida pelo pr\u00f3prio peso. A chuva de lapilli \u00e9 constante, o dia come\u00e7a a se fazer noite, clar\u00f5es assustadores emergem da montanha. Muitos fogem. Uma chuva pesada de cinzas incandescentes cai sobre <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>.\n\nQuanto tempo transcorreu desde a explos\u00e3o at\u00e9 este momento? Talvez 15 minutos? Imposs\u00edvel saber. Certo \u00e9 que o vento soprava para o sul, a nuvem letal atingira as encostas do <strong>Ves\u00favio<\/strong> e se abatia sobre Herculanum, Oplonte, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, avan\u00e7ando em dire\u00e7\u00e3o a St\u00e1bia. Ela s\u00f3 atingir\u00e1 Miseno no dia seguinte, quando o vento mudar de dire\u00e7\u00e3o.\n\nA despeito da escurid\u00e3o e das pedras pomes que caem , muitos pompeianos permanecem em suas casas. Alguns, apavorados com a intensa chuva de cinzas, o calor insuport\u00e1vel, os abalos s\u00edsmicos e o barulho de casas desabando, re\u00fanem seus pertences, dispostos a fugir. A maioria da popula\u00e7\u00e3o se espreme pelas ruas apertadas, golpeada pelas pedras, edif\u00edcios que desabam com os violentos tremores, e agora uma chuva torrencial e horr\u00edvel, de cinzas ardentes, os sufoca e oprime, tamanha sua intensidade! Tentemos imaginar uma turba apavorada, na mais densa escurid\u00e3o, fugindo \u00e0s cegas: atropelam-se, trope\u00e7am no que n\u00e3o podem ver, caem num leito de cinzas escaldantes e s\u00e3o pisoteados! As cinzas queimam os olhos, a pele, a roupa, a garganta e sufoca&#8230; respirar, como?\n\n<strong>Como sobreviver em condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o terr\u00edvel? Os que se trancaram em suas casas, quando tentaram fugir, estavam presos:<\/strong> em pouco tempo, as cinzas e dejetos lan\u00e7ados sobre <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> t\u00e3o intensamente, bloquearam a entrada das casas. Estes, aprisionados, sucumbem pelos gases letais e pelas cinzas que lhes sepultam as moradias, seus telhados desabando sob o peso da chuva incessante e ardente.\n\nSejamos menos dram\u00e1ticos (?) e suponhamos que n\u00e3o em tr\u00eas, mas no espa\u00e7o de seis ou oito horas, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> esteja completamente sepultada por todas as esc\u00f3rias lan\u00e7adas pelo <strong>Ves\u00favio<\/strong>. Ainda assim, \u00e9 dif\u00edcil crer que a maioria se salvou. Quem escapou da cidade, morreu pelos campos. Seja pelos gases letais, a chuva de cinzas ardentes, as pedras lan\u00e7adas da cratera vomitando rel\u00e2mpagos e magma&#8230;qual a temperatura atingida nesta atmosfera opressora, fantasmagoricamente iluminada pelos fogos do vulc\u00e3o?\n\nDizem os estudiosos que duas nuvens pirocl\u00e1sticas se abateram sobre <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, a primeira incinerando seus moradores. <strong>Discordo:<\/strong> quando esta nuvem escapou do Ves\u00favio, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> estava totalmente sepultada.\n\nDe uma dessas duas nuvens, temos relato de Pl\u00ednio o Jovem. <strong>Mas discordo do fato delas terem incinerado os pompeianos e explico:<\/strong> \u00e9 sabido que uma nuvem de tal natureza, desce pela encosta dos vulc\u00f5es \u00e0 mais de 170 km. por hora, \u00e9 imprevis\u00edvel em seu trajeto, atinge mais de 800 graus de calor. Em sua temperatura elevada e com tal velocidade, queima e arrasa tudo que encontra em seu caminho. Quando o <strong>Ves\u00favio<\/strong> lan\u00e7ou sua primeira nuvem pirocl\u00e1stica, se <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> n\u00e3o estivesse sepultada, nenhum edif\u00edcio teria permanecido em p\u00e9. Mas existem relatos da \u00e9poca, dizendo que ap\u00f3s a erup\u00e7\u00e3o, de Pomp\u00e9ia restaram vis\u00edveis as partes mais altas do f\u00f3rum, e alguns edif\u00edcios p\u00fablicos&#8230; Porque n\u00e3o desabaram? Porque estavam sepultados por nove metros de cinzas e esc\u00f3rias diversas! A maioria das resid\u00eancias pompeianas est\u00e1 praticamente intacta, perderam seus telhados devido ao peso das cinzas que os fizeram desabar.\n\nOs incessantes tremores n\u00e3o lhes ru\u00edram as paredes, porque <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> estava sepultada! N\u00e3o nos esque\u00e7amos de que muitos estragos ocorridos na cidade deveram-se \u00e0 exuma\u00e7\u00e3o sem crit\u00e9rio quando de sua descoberta e das bombas lan\u00e7adas sobre ela durante a segunda Grande Guerra! Para corroborar minha opini\u00e3o, valho-me do sucedido no in\u00edcio do s\u00e9culo XX em Saint Pierre, na Martinica.\n\nO vulc\u00e3o Pell\u00e9e, ap\u00f3s dar sinais de atividade, numa manh\u00e3 lan\u00e7ou repentinamente sobre a cidade, uma nuvem pirocl\u00e1stica que incinerou toda a popula\u00e7\u00e3o e arrasou os edif\u00edcios at\u00e9 suas funda\u00e7\u00f5es! Apenas uma pessoa sobreviveu, um negro prisioneiro na cadeia. Porque o mesmo n\u00e3o sucedeu \u00e0 <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>? Porque a cidade jazia sepultada! Porque esta nuvem mort\u00edfera n\u00e3o atingiu St\u00e1bia, se o vento continuava soprando de norte para sul? Conforme os relatos, Pl\u00ednio o Velho desembarcara em St\u00e1bia, tomou banho com seu amigo Pomponianus, jantou e foi dormir, afetando despreocupa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Pl\u00ednio era um nobre e um naturalista, homem de t\u00eampera moldada pela disciplina do ex\u00e9rcito romano, gordo, de meia idade, e com um s\u00e9rio defeito cong\u00eanito: <\/strong>tinha a laringe estreita, o que tornava sua respira\u00e7\u00e3o ofegante e certamente a voz rouca e entrecortada.\n\nEle dormiu em casa de Pomponianus e roncava terrivelmente, porque lhe faltava o ar e a atmosfera em St\u00e1bia lhe agravava o problema respirat\u00f3rio. Em meio \u00e0 noite, ele abandona seus aposentos pelo risco de ficar aprisionado pelo ac\u00famulo de cinzas. Junto com seu amigo e demais pessoas da casa, decide tentar a fuga por mar, a despeito da chuva de cinzas e pedras pomes que caem sobre a cidade.\n\n<strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, distante apenas 8 km. do vulc\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o existe mais! O dia amanhece em St\u00e1bia, uma claridade vacilante e incerta. Pl\u00ednio o Velho est\u00e1 na praia, ofegante, sentado sobre um len\u00e7ol, contemplando o mar agitado. Um clar\u00e3o horrendo ilumina tudo, uma nuvem avan\u00e7a amea\u00e7adora. Seus amigos fogem, apavorados com \u0093o fogo que se aproxima e o forte odor de enxofre\u0094. Trata-se da nuvem pirocl\u00e1stica. A primeira? A Segunda? Dif\u00edcil saber. Ela por\u00e9m det\u00e9m seu curso ou muda de dire\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio, o velho s\u00e1bio seria incinerado juntamente com a cidade. Sufocado e auxiliado por dois escravos, Pl\u00ednio tenta se erguer, mas cai sem vida. Todos fogem. Quando o drama termina, seu corpo \u00e9 encontrado intacto, \u0093com suas vestes e a apar\u00eancia mais de quem dormia, de que de um morto\u0094.\n\nAnalisemos agora este momento, pelo relato de Pl\u00ednio o Jovem, que se encontrava em Miseno. Tenhamos em mente que, quatro horas ap\u00f3s o in\u00edcio da erup\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a morte do almirante em St\u00e1bia, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> j\u00e1 n\u00e3o existe.\n\nDesde que foi notada em Miseno, a nuvem ocultou toda a regi\u00e3o circunvizinha ao <strong>Ves\u00favio<\/strong>, de modo que \u0093n\u00e3o se sabia de que monte ela surgira\u0094. O vento sopra de norte para sul, o que impede que a nuvem se abata sobre N\u00e1poles e Miseno. Miseno dista cerca de 30 km a noroeste do <strong>Ves\u00favio<\/strong>. Aqui, incessantes tremores abalam a cidade. De acordo com Pl\u00ednio o Jovem, os tremores se intensificam \u00e0 noite, e \u00e9 imposs\u00edvel dormir. Ele e sua m\u00e3e v\u00e3o para o jardim, temendo que a casa desabe. Amanhece, um dia envolto em n\u00e9voa e pouca claridade. Os tremores se intensificam de tal modo, que todos resolvem fugir para campo aberto. Vai com eles a popula\u00e7\u00e3o assustada. Uma vez transposto os limites da cidade, com horror percebem que \u0093o mar recuava, pois muitos animais marinhos jaziam em seco\u0094. E mais, a terra treme tanto, que nem cal\u00e7ados os ve\u00edculos permanecem em repouso! O povo \u00e9 tomado de p\u00e2nico, ainda mais que \u0093uma nuvem horrenda e negra nos perseguia, rolando como uma torrente pelos campos\u0094. \u00c9 a nuvem pirocl\u00e1stica! \u0093Ela avan\u00e7ou pelo mar, envolveu a ilha de Capri e roubou a vis\u00e3o do promont\u00f3rio de Miseno\u0094.\n\n\u00c9 neste instante que o tio de Pl\u00ednio, distante em St\u00e1bia, morre na praia.\n\n<strong>Mas o vento mudou subitamente de dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> a nuvem se deteve ao longe&#8230; tendo mudado o curso do vento, a nuvem de cinzas avan\u00e7a ent\u00e3o sobre Miseno.\n\nEla oculta o sol empalidecido e, prudentemente, m\u00e3e e filho se afastam do caminho, \u0093para n\u00e3o acontecer de serem derrubados e pisoteados pelos que fugiam\u0094.\n\nMal o fazem, e \u0093uma escurid\u00e3o como num aposento fechado e sem luz se abate\u0094, \u0093pesada chuva de cinzas cai, t\u00e3o intensa, que se n\u00e3o nos levant\u00e1ssemos ami\u00fade para sacud\u00ed-la, ser\u00edamos enterrados por ela\u0094. Embora ainda quente, as cinzas j\u00e1 n\u00e3o queimam, ou Pl\u00ednio isso mencionaria. Na completa escurid\u00e3o, o povo foge aos gritos, \u00e0s cegas, fam\u00edlias inteiras se desgarrando. Pl\u00ednio nos fala de rel\u00e2mpagos cuspidos pelo vulc\u00e3o, os quais momentaneamente clareavam a escurid\u00e3o. \u0093Mas a nuvem deteve-se ao longe, e a claridade n\u00e3o era do sol, mas do fogo que se aproximava&#8230; contudo fez-se novamente escuro e pesada chuva de cinzas voltou a cair\u0094&#8230; A nuvem pirocl\u00e1stica n\u00e3o atinge Miseno!\n\nQuando tudo se aquieta, a paisagem est\u00e1 desfigurada. M\u00e3e e filho retornam a Miseno onde, a despeito dos terremotos e tementes do retorno das cinzas, preferem aguardar not\u00edcias do irm\u00e3o e tio. Estes foram os fatos ocorridos em Miseno, 24 horas ap\u00f3s o in\u00edcio da erup\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Apenas pergunto: <\/strong>o que n\u00e3o sofreu <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, desde o in\u00edcio da cat\u00e1strofe at\u00e9 o anoitecer daquele triste 24 de agosto?\n\n<strong>Quando tudo terminou, a configura\u00e7\u00e3o regional da Camp\u00e2nia tinha-se alterado:<\/strong> o mar recuara devido a precipita\u00e7\u00f5es das cinzas e lavas expelidas pelo vulc\u00e3o. O rio Sarno, procurava novo curso, seu antigo leito entulhado de escombros, uma paisagem desoladora era o que restava dos campos floridos e ensombrados por \u00e1rvores frondosas\u0085 Que me perdoem os estudiosos e os vulcan\u00f3logos, em <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>, ningu\u00e9m escapou do triste fim reservado pelo destino \u00e0 P\u00e9rola da Camp\u00e2nia!\n<h4>Sobre Pomp\u00e9ia<\/h4>\n<strong>De tudo que foi estudado, pesquisado, comparado; de tudo que as escava\u00e7\u00f5es na cidade revelaram, a despeito dos saques, depreda\u00e7\u00f5es e descaso por ela sofrida desde sua exuma\u00e7\u00e3o, uma coisa \u00e9 certa:<\/strong> <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> era rica!\n\nRica por ter se tornado importante entreposto comercial. Rica por sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica privilegiada. Rica pela cultura que ali se desenvolveu. Rica por possuir habitantes zelosos de sua beleza e conserva\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> era pac\u00edfica, ricos e pobres conviviam em harmonia, nela n\u00e3o havia luta de classes nem discrimina\u00e7\u00e3o racial.\n\nEra uma cidade habitada por pessoas de classe social elevada, e mesmo sua classe m\u00e9dia ou baixa, possu\u00eda uma resid\u00eancia decente.\n\nAmada por seu clima, por sua paisagem, pelo seu ar perfumado e sua luz, seu c\u00e9u de profundo e intenso azul, a sociedade romana nela construiu vivendas luxuosas para desfrutar suas f\u00e9rias de ver\u00e3o. Malgrado suas ruas estreitas, suas cal\u00e7adas altas e ex\u00edguas, sua topografia contida sobre uma camada de lava solidificada e sua depress\u00e3o, tornando-a uma cidade de altos e baixos, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> se apresentava quase um modelo perfeito de urbanismo e saneamento.\n\n<strong>Aquedutos levavam-lhe \u00e1gua e a cidade era abastecida atrav\u00e9s de encanamentos subterr\u00e2neos de chumbo, e mesmo possu\u00eda um reservat\u00f3rio para suprir essa necessidade<\/strong>: pr\u00f3ximo \u00e0 porta do <strong>Ves\u00favio<\/strong>, seu trecho mais elevado, erguia-se o Castellum Aquae, o qual atrav\u00e9s de tr\u00eas encanamentos, supria as fontes das ruas e as resid\u00eancias.\n\nSeus habitantes eram felizes e a amavam, n\u00e3o medindo esfor\u00e7os para embelez\u00e1-la mais e mais. Mesmo os bairros mais modestos, possu\u00edam seus atrativos.\n\nSeu Teatro Grande e o Odeon, seus gin\u00e1sios e suas termas, deixam entrever uma sociedade culta e ciosa do cuidado corporal. Seu F\u00f3rum Triangular era um recanto de lazer, uma colina ensombrada por belos arvoredos, donde se descortinava uma vis\u00e3o espetacular da cidade e da paisagem com seus campos floridos, dourados pelo sol da Camp\u00e2nia.\n\n<strong>O impacto produzido em todos os que adentravam o recinto sagrado do F\u00f3rum, era imenso:<\/strong> os edif\u00edcios judici\u00e1rios, a Bas\u00edlica, o Eum\u00e1quia, todos ao sul, contrastavam em beleza com os templos e os Arcos de Triunfo ao norte. Uma pra\u00e7a resplandecente em seu cal\u00e7amento branco, suas est\u00e1tuas que a ornamentavam, seu p\u00f3rtico em dupla colunata, tudo causava admira\u00e7\u00e3o e espanto pela sua riqueza, beleza e impon\u00eancia!\n\n<strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> era uma cidade rica e bela! E atrav\u00e9s dos estudos de documentos e comparativamente a outras cidades da Roma Imperial, n\u00e3o era caro viver em <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong>.\n\nCidade de luxo, riqueza e prazer, seus produtos eram baratos, <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> gerava de si seu pr\u00f3prio sustento e se bastava, era independente\u0085 e seus habitantes se orgulhavam disto!\n\n<strong>O gosto pelo belo e a ostenta\u00e7\u00e3o, os pompeianos refletiram mesmo em suas necr\u00f3poles:<\/strong> os mausol\u00e9us de <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> assemelham-se a uma cidade entrecortada de ruas onde se erguem belas moradas\u0085de eternidade!\n\nSeduzido pela beleza da cidade, Ot\u00e1vio ali construiu o Pagus Augustus Felix, a imperatriz L\u00edvia foi a primeira propriet\u00e1ria da Vila dos Mist\u00e9rios, C\u00edcero em <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> escreveu seu De Officiis.O <strong>Ves\u00favio<\/strong>, morada preferida de Baco, sepultando-a, preservou-a para a posteridade, e hoje, compreendemos porque <strong>Pomp\u00e9ia<\/strong> era a \u0093 P\u00e9rola da Camp\u00e2nia\u0094.\n\n<strong>\u0093HAVE, PULCRA POMPEII, VOBIS OPUS DICATUM\u0094<\/strong>\n\nFonte: geocities.yahoo.com.br\/www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br\/www.companiarte.hpg.ig.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vulc\u00e3o Ves\u00favio, It\u00e1lia, Cidade, Pomp\u00e9ia, Hist\u00f3ria, Cume, Erup\u00e7\u00e3o, Vulc\u00e2nica, Foto, Terremotos, Altura, Localiza\u00e7\u00e3o, Vulc\u00e3o Ves\u00favio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5668,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14147","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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