{"id":14100,"date":"2015-12-03T00:00:00","date_gmt":"2015-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/litosfera-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:04:34","modified_gmt":"2026-08-31T23:04:34","slug":"litosfera-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/litosfera-2\/","title":{"rendered":"Litosfera"},"content":{"rendered":"\n<strong>Litosfera &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA litosfera \u00e9 a casca s\u00f3lida externa da Terra. \u00c0 medida que a camada superficial de resfriamento do sistema convectivo da Terra, a litosfera engrossa ao longo do tempo. \u00c9 fragmentado em pe\u00e7as ou placas relativamente fortes, que se movem independentemente umas das outras. Esses movimentos litosf\u00e9ricos s\u00e3o descritos como placas tect\u00f4nicas. A litosfera inclui a crosta e, abaixo, a camada superior do manto; flutua na astenosfera mais fraca. Existem dois tipos de litosfera:\n<ul>\n \t<li>Litosfera oce\u00e2nica, que est\u00e1 associada \u00e0 crosta oce\u00e2nica<\/li>\n \t<li>Litosfera continental, que est\u00e1 associada \u00e0 crosta continental<\/li>\n<\/ul>\nA litosfera oce\u00e2nica tem tipicamente cerca de 50-100 km de espessura (mas abaixo das dorsais meso-oce\u00e2nicas n\u00e3o \u00e9 mais espessa que a crosta), enquanto a litosfera continental tem cerca de 150 km de espessura, consistindo de 50 km de crosta e 100 km ou mais de manto superior. A litosfera oce\u00e2nica consiste principalmente de crosta m\u00e1fica e manto ultram\u00e1fico e \u00e9 mais densa que a litosfera continental, para a qual o manto est\u00e1 associado a crosta composta de rochas f\u00e9lsicas. A crosta se distingue do manto superior pela mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que ocorre na descontinuidade de Moho.\n\nA litosfera \u00e9 outra esfera dos sistemas clim\u00e1ticos da Terra.\n<h4>A Din\u00e2mica da Litosfera<\/h4>\nA crosta terrestre ( <strong>Litosfera<\/strong> ) possui uma espessura que varia de 5 km no fundo dos oceanos (crosta oce\u00e2nica &#8211; SIMA), a 70 km nos continentes (crosta continental ou SIAL).\n\nApesar de a crosta terrestre ser relativamente fina, foram necess\u00e1rios alguns bilh\u00f5es de anos para que ela come\u00e7asse a se consolidar. Na litosfera encontram-se recursos minerais, fontes de energia, \u00e1guas de superf\u00edcie e subterr\u00e2neas e os solos. A compreens\u00e3o de determinadas partes deste ambiente, como os solos, as \u00e1guas correntes, a estrutura e as formas do relevo, s\u00e3o importantes para o planejamento territorial, pois para o crescimento da cidade, a constru\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica, a abertura de uma estrada e at\u00e9 mesmo para que a edifica\u00e7\u00e3o de conjuntos residenciais ocorram de maneira favor\u00e1vel, \u00e9 fundamental que se conhe\u00e7am os tipos de rochas e a forma como ocorre a sua disposi\u00e7\u00e3o no subsolo.\n\nA <strong>litosfera<\/strong> est\u00e1 em permanente transforma\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio de sua forma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 bilh\u00f5es de anos.\n\n<strong>Litosfera<\/strong> \u00e9 a camada da Terra localizada na parte externa, \u00e9 constitu\u00edda por rochas e solo de n\u00edveis variados e composta por grande quantidade de minerais.\n\nTamb\u00e9m denominada crosta terrestre, a <strong>litosfera<\/strong> possui espessura de 72 km abaixo dos continentes, o que leva o nome de crosta continental, e espessura de 8 km abaixo dos oceanos, o que leva o nome de crosta oce\u00e2nica, que \u00e9 mais densa por causa da grande quantidade de ferro que cont\u00e9m.\n\n<strong>As rochas que constituem a litosfera podem ser: <\/strong>\n<blockquote><strong>Rochas magm\u00e1ticas:<\/strong> Tamb\u00e9m conhecidas como rochas \u00edgneas, s\u00e3o formadas pelo magma localizado abaixo das rochas que se solidificam. <strong>\nRochas sedimentares:<\/strong> S\u00e3o formadas pela falta de detritos provocados por a\u00e7\u00f5es erosivas. <strong>\nRochas metam\u00f3rficas: <\/strong>S\u00e3o formadas por rochas magm\u00e1ticas e sedimentares que sofreram altera\u00e7\u00f5es.<\/blockquote>\n<strong>S\u00e3o duas fontes energ\u00e9ticas que conferem uma din\u00e2mica \u00e0 litosfera:<\/strong> uma de for\u00e7as internas ou end\u00f3genas e outra, de for\u00e7as externas ou ex\u00f3genas.\n\nCuriosamente essas for\u00e7as s\u00e3o contr\u00e1rias entre si. \u00c9 como algo que \u00e9 constru\u00eddo por um conjunto de for\u00e7as passa a ser imediatamente destru\u00eddo por outro. A partir do n\u00facleo e do manto, s\u00e3o exercidas fortes press\u00f5es que ocasionam altera\u00e7\u00f5es na estrutura da <strong>litosfera<\/strong>.\n\n<strong>Assim, as for\u00e7as do interior da Terra criam formas estruturais, como, por exemplo:<\/strong> uma montanha. J\u00e1 as for\u00e7as externas t\u00eam in\u00edcio na energia solar, que, ao penetrar na atmosfera, desencadeia processos, como os ventos, as chuvas ou a neve; respons\u00e1veis pelo desagaste e por esculpir as formas estruturais do relevo.\n\nO material constituinte do n\u00facleo e do manto possui caracter\u00edsticas f\u00edsicas e qu\u00edmicas espec\u00edficas. O movimento desse material \u00e9 refletido na <strong>litosfera<\/strong> de forma din\u00e2mica e envolve terremotos, vulcanismos , forma\u00e7\u00e3o de montanhas, dobramentos, entre outros.\n\nA teoria que melhor se aplica ao dinamismo da crosta terrestre \u00e9 a teoria da tect\u00f4nica de placas, onde a <strong>litosfera<\/strong> \u00e9 concebida como que formada por uma s\u00e9rie de blocos ou placas de diferentes dimens\u00f5es. As placas n\u00e3o s\u00e3o fixas e movimentam-se sobre o manto, principalmente no sentido horizontal.\n\nA \u00e1rea de contato de uma placa com outra \u00e9 marcada por uma forte atividade s\u00edsmica, pois a grande press\u00e3o que uma placa exerce sobre a outra \u00e9 capaz de gerar uma enorme quantidade de energia, traduzida principalmente pelos terremotos.\n\nAssociado aos limites das placas, temos tamb\u00e9m a presen\u00e7a de cadeias montanhosas e fossas tect\u00f4nicas, al\u00e9m de dorsais mesoce\u00e2nicas. A superf\u00edcie terrestre est\u00e1 em permanente deriva.\n\nCom isso, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de certos oceanos se alarga (Atl\u00e2ntico) ou se estreita (Pac\u00edfico).\n\nComo a <strong>Litosfera<\/strong> esta dividida em v\u00e1rias placas ( tect\u00f4nicas ), o Brasil esta sobre a Placa Tect\u00f4nica Sul Americana, que est\u00e1 em movimento, como as demais placas em que se divide a litosfera . O movimento produz tremores de terra, vulcanismo e eleva\u00e7\u00e3o de montanhas na regi\u00e3o andina, al\u00e9m de alterar a estabilidade de terrenos em seu interior, que inclui todo o Brasil.\n\nO homem sempre buscou explicar os fen\u00f4menos naturais, para tal criaram as teorias evolutivas, as mais importantes s\u00e3o a Teoria de Gaia, a Teoria da Deriva Continental e a Teoria das Placas Tect\u00f4nicas.\n<h4>Teoria de Gaia<\/h4>\nEsta teoria consiste em afirmar que o nosso planeta possui uma din\u00e2mica pr\u00f3pria como os seres vivos.\n<h4>Teoria da Deriva Continental<\/h4>\nEsta Teoria foi elaborada por Alfred Wegener a partir da observa\u00e7\u00e3o do planisf\u00e9rio. Wegener observou que as costas da Africa se encaixavam perfeitamente nas costas da Am\u00e9rica do Sul, a partir da\u00ed, Wegener come\u00e7ou a encaixar os outros continentes formando um planeta primitivo com um super continente(pang\u00e9ia) e um \u00fanico oceano (panthalasa).\n\n<strong>OBS:<\/strong> A Teoria de Wegener n\u00e3o pode ser comprovada na \u00e9poca, j\u00e1 que n\u00e3o havia recursos para data\u00e7\u00e3o de rochas.\n<h4>Teoria das Placas Tect\u00f4nicas<\/h4>\nEsta teoria consiste na ratifica\u00e7\u00e3o da teoria de Wegener, por\u00e9m utiliza-se de um m\u00e9todo cient\u00edfico, como a gradua\u00e7\u00e3o ou mensura\u00e7\u00e3o do carbono radioativo.\n\n<strong>OBS: <\/strong>As regi\u00f5es de maior atua\u00e7\u00e3o das placas tect\u00f4nicas s\u00e3o as regi\u00f5es localizadas nas bordas das placas, \u00e9 ai ent\u00e3o que encontramos as cadeias montanhosas, os vulc\u00f5es e os tremores de terra.\n\nAs formas de relevo s\u00e3o resultantes de processos end\u00f3genos ( internos ) e ex\u00f3genos(externos), isto \u00e9, que se originam tanto no interior, como na superf\u00edcie da crosta terrestre, e que est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o. Pelo movimento das placas tect\u00f4nicas, podemos compreender a origem dos vulc\u00f5es e as zonas mais sujeitas a terremotos, bem como o processo de forma\u00e7\u00e3o das grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia.\n\nPara prever o que pode acontecer daqui para a frente, pesquisadores brasileiros( UNESP &#8211; Prof. Yociteru Hasui ) estudaram os movimentos da Terra nos \u00faltimos 15 milh\u00f5es de anos no Sudeste brasileiro. Apoiados na teoria das placas tect\u00f4nicas e da deriva continental, que hoje norteia as Geoci\u00eancias, eles acumularam dados que mostram o passado e o presente, al\u00e9m de delinear o futuro geol\u00f3gico da regi\u00e3o.\n\nEsses resultados desta pesquisa ajudam a garantir a estabilidade geol\u00f3gica de obras \u0096 especialmente rodovias, t\u00faneis, hidrel\u00e9tricas e usinas nucleares \u0096 e a prever fen\u00f4menos perturbadores, como os deslizamentos de encostas, al\u00e9m de fornecer pistas para a descoberta de jazidas minerais e de \u00e1gua.\n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Litosfera\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/litosf10.jpg\" alt=\"Litosfera\" width=\"472\" height=\"338\" \/><strong>\nLitosfera <\/strong><\/p>\nDe tempos em tempos, temos noticias sobre terremotos ou erup\u00e7\u00e3o de um vulc\u00e3o, mostrando com clareza que a crosta terrestre &#8211; a camada mais superficial do planeta &#8211; n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tica. Ela se movimenta lenta e constantemente, alterando a distribui\u00e7\u00e3o dos continentes e dos oceanos.\n<h4>A Litosfera e sua Din\u00e2mica<\/h4>\nA <strong>litosfera<\/strong> est\u00e1 em permanente transforma\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio de sua forma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 bilh\u00f5es de anos.\n\n<strong>S\u00e3o duas fontes energ\u00e9ticas que conferem uma din\u00e2mica \u00e0 litosfera<\/strong>: uma de for\u00e7as internas ou end\u00f3genas e outra, de for\u00e7as externas ou ex\u00f3genas. A manifesta\u00e7\u00e3o mais vis\u00edvel da a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as internas do planeta s\u00e3o registradas na superf\u00edcie na forma de vulc\u00f5es e terremotos.\n<h4>Litosfera &#8211; For\u00e7as Internas ou End\u00f3genas<\/h4>\nA partir do n\u00facleo e do manto, a intera\u00e7\u00e3o entre subst\u00e2ncias com caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e f\u00edsicas diferentes em condi\u00e7\u00f5es de altas temperaturas e press\u00f5es liberam grande quantidade de energia (for\u00e7as internas) que \u00e9 refletido de forma din\u00e2mica na <strong>litosfera<\/strong> alterando sua estrutura.\n<h4>Litosfera &#8211; Estrutura<\/h4>\nA manifesta\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o desta energia \u00e9 vis\u00edvel na superf\u00edcie na forma de vulcanismo, terremotos, forma\u00e7\u00e3o de montanhas e tsunames, que s\u00e3o terremotos que ocorrem no solo do oceano provocando o deslocamento de grandes massas de \u00e1gua, como o ocorrido na \u00c1sia em dezembro de 2005.\n<h4><strong>Litosfera<\/strong> &#8211; For\u00e7as Externas ou Ex\u00f3genas<\/h4>\nAs for\u00e7as externas ou ex\u00f3genas atuam na superf\u00edcie e curiosamente essas for\u00e7as s\u00e3o contr\u00e1rias entre si. T\u00eam in\u00edcio na energia solar, que, ao penetrar na atmosfera, desencadeia processos, como os ventos, as chuvas ou a neve; respons\u00e1veis pelo desagaste e por esculpir as formas estruturais do relevo.\n<h4>Litosfera e a Tect\u00f4nica de Placas<\/h4>\nJ\u00e1 vimos que a <strong>litosfera<\/strong> n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tica, assim como tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 inteiri\u00e7a, e sim dividida em uma s\u00e9rie de placas assentadas sobre uma parte menos dura (astenosfera), e que, devido a a\u00e7\u00e3o das for\u00e7as internas est\u00e3o sujeitas a diferentes movimentos. A teoria que melhor se aplicou ao dinamismo da crosta terrestre foi a teoria da Deriva Continental, posteriormente ratificada na Teoria da Tect\u00f4nica de Placas.\n<h4>Teoria da Deriva Continental<\/h4>\nEsta Teoria foi elaborada pelo geof\u00edsico alem\u00e3o Alfred Wegener (1880-1930) a partir da observa\u00e7\u00e3o do planisf\u00e9rio. Wegener observou que as costas da Africa se encaixavam perfeitamente nas costas da Am\u00e9rica do Sul, a partir da\u00ed, come\u00e7ou a encaixar os outros continentes formando um planeta primitivo com um super continente (pang\u00e9ia) e um \u00fanico oceano (panthalasa). Sua teoria afirmava que os continentes surgiram a partir de um super continente, que foram afastando-se (deriva) at\u00e9 chegarem a conforma\u00e7\u00e3o atual.\n<h4>Teoria da Tect\u00f4nica de Placas<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" title=\"Litosfera\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/litosf11.jpg\" alt=\"Litosfera\" width=\"457\" height=\"233\" \/>\nPrincipais Placas Tect\u00f4nicas<\/strong><\/p>\nDe acordo com esta teoria a <strong>litosfera<\/strong> \u00e9 concebida como que formada por uma s\u00e9rie de blocos ou placas de diferentes dimens\u00f5es. As placas n\u00e3o s\u00e3o fixas e movimentam-se sobre o manto, principalmente no sentido horizontal. A \u00e1rea de contato de uma placa com outra \u00e9 marcada por uma forte atividade s\u00edsmica, pois a grande press\u00e3o que uma placa exerce sobre a outra \u00e9 capaz de gerar uma enorme quantidade de energia, traduzida principalmente pelos terremotos.\n<h4>A Tect\u00f4nica de Placas e o Movimento dos Continentes<\/h4>\nAssociado aos limites das placas, temos tamb\u00e9m a presen\u00e7a de cadeias montanhosas e fossas tect\u00f4nicas, al\u00e9m de dorsais mesoce\u00e2nicas. A superf\u00edcie terrestre est\u00e1 em permanente deriva. Com isso, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de certos oceanos se alarga, como o oceano Atl\u00e2ntico ou se estreita como o oceano Pac\u00edfico. Pelo movimento das placas tect\u00f4nicas, podemos compreender a origem dos vulc\u00f5es e as zonas mais sujeitas a terremotos, bem como o processo de forma\u00e7\u00e3o das grandes cadeias de montanhas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia.\n<h4>A Tect\u00f4nica de Placas e o Brasil<\/h4>\nO Brasil esta sobre a Placa Tect\u00f4nica Sul Americana, que est\u00e1 em movimento, como as demais placas em que se divide a <strong>litosfera<\/strong> . O movimento produz tremores de terra, vulcanismo e eleva\u00e7\u00e3o de montanhas na regi\u00e3o andina, al\u00e9m de alterar a estabilidade de terrenos em seu interior, que inclui todo o Brasil.\n<h4>Terremotos no Brasil<\/h4>\nEstamos acostumados a ouvir falar da estabilidade tect\u00f4nica do solo brasileiro &#8211; \u00e9 ela que garante a aus\u00eancia de terremotos, por\u00e9m pesquisas recentes indicam que algumas regi\u00f5es do Brasil como planaltos de Goi\u00e1s e Tocantins ocorrem tremores de baixa magnitude, em m\u00e9dia 10 vezes por dia, em eps\u00f3dios de no m\u00e1ximo 4 segundos, resultante dos movimentos da placa tect\u00f4nica, refletindo numa regi\u00e3o da crosta cuja espessura n\u00e3o ultrapassa 43 quil\u00f4metros.\n<h4>INTERIOR DA TERRA<\/h4>\nA Terra tem uma estrutura interna com diferentes camadas de materiais rochosos compostos de uma grande variedade de minerais. Dentro da Terra, a energia liberada por is\u00f3topos radioativos gera um calor interno equivalente \u00e0 0,05% do calor gerado pelo Sol, mas \u00e9 suficiente para produzir a energia que move as placas tect\u00f4nicas e provoca o surgimento dos vulc\u00f5es.\n\nAs rochas compostas de sil\u00edcio e oxig\u00eanio constituem o material b\u00e1sico da Terra.\n\n<strong>Existem tr\u00eas tipos de rochas:<\/strong> as \u00edgneas, as sedimentares e as metam\u00f3rficas. As rochas \u00edgneas s\u00e3o formadas pelas atividades vulc\u00e2nicas, e s\u00e3o compostas de material incandescente petrificado.\n\nTodas as rochas originalmente t\u00eam origem \u00edgnea. As rochas sedimentares s\u00e3o formadas pela acumula\u00e7\u00e3o e acomoda\u00e7\u00e3o de camadas de sedimentos e representam 70 a 75% da superf\u00edcie total da Terra. O calor e a press\u00e3o formam as rochas metam\u00f3rficas, geralmente localizadas profundamente no interior da Terra.\n<h4>N\u00facleo<\/h4>\nO n\u00facleo, com cerca de 3400 km de raio, \u00e9 formado por rochas e por uma liga met\u00e1lica constitu\u00edda principalmente de ferro e n\u00edquel a uma temperatura por volta de 3500\u00ba C. Sua consist\u00eancia \u00e9 l\u00edquida, mas sup\u00f5e-se que mais no interior exista um n\u00facleo s\u00f3lido.\n<h4>Manto<\/h4>\nO manto \u00e9 uma grossa camada rochosa, com cerca de 2900km de espessura, que envolve o n\u00facleo e que comp\u00f5e a maior parte da massa terrestre. \u00c9 formado principalmente por sil\u00edcio e magn\u00e9sio. Sua consist\u00eancia \u00e9 pastosa e est\u00e1 em constante movimenta\u00e7\u00e3o. A lava que sai dos vulc\u00f5es \u00e9 constitu\u00edda pelo magma (rochas derretidas) proveniente do manto.\n<h4>Litosfera<\/h4>\nO planeta Terra \u00e9 composto de rochas. Sua estrutura interna \u00e9 formada de diferentes n\u00edveis de materiais rochosos compostos de um enorme n\u00famero de minerais.\n\nA Crosta Terrestre \u00e9 a camada mais externa da Terra de 5 e 10 quil\u00f4metros de espessura nas \u00e1reas oce\u00e2nicas (Crosta Oce\u00e2nica) e entre 20 e 60 quil\u00f4metros de espessura nas \u00e1reas continentais (Crosta Continental). Embaixo de plat\u00f4s e montanhas pode chegar a 70 km.\n\nExiste uma camada chamada de manto, logo abaixo da crosta, formada de enormes placas, as placas tect\u00f4nicas. De acordo com conceitos mais recentes, s\u00e3o cerca de 12 placas. A maioria delas cont\u00eam um continente e a parte do oceano em sua volta. E existe ainda a placa do Oceano Pac\u00edfico. Essa camada de placas junto com a crosta terrestre forma a <strong>Litosfera<\/strong>.\n\nAs placas tect\u00f4nicas n\u00e3o est\u00e3o firmes e paradas, pelo contr\u00e1rio, elas se movem continuamente numa velocidade relativa entre 1 e 10 cm\/ano. Sendo assim os continentes em cima dessas placas est\u00e3o em constante movimento. A 200 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s eles estavam todos juntos, formando um \u00fanico continente, chamado Pangea. Agora a Eur\u00e1sia est\u00e1 seguindo um movimento rotativo no sentido hor\u00e1rio, as Am\u00e9ricas se movem para o Oeste, a \u00c1frica, Austr\u00e1lia e o subcontinente da \u00cdndia movem para o norte. A Ant\u00e1rtica parece n\u00e3o se mover.\n\nQuando duas placas se afastam, vales podem se formar no continente. Sendo a crosta oce\u00e2nica mais fina que a continental, nela podem-se abrir fendas por onde o magma do interior da Terra encontra um caminho para a superf\u00edcie, e quando esfriado pelo contato com a \u00e1gua fria forma nova crosta. Dessa forma, o solo submarino est\u00e1 sempre sendo repavimentado com uma nova crosta a uma velocidade de 2 quil\u00f4metros quadrados por ano. Com essa taxa o pavimento dos oceanos \u00e9 completamente refeito a cada 150 milh\u00f5es de anos, ou seja, nenhum solo oce\u00e2nico \u00e9 mais velho que a Era Jur\u00e1ssica. Ao contr\u00e1rio dos oceanos os continentes s\u00e3o mais permanentes.\n\nQuando duas placas movem na dire\u00e7\u00e3o uma da outra, montanhas podem ganhar mais altura ou parte da crosta \u00e9 empurrada para baixo da placa adjacente sendo consumida pelas altas temperaturas da camada manto. Duas placas podem tamb\u00e9m mover em dire\u00e7\u00f5es opostas. Esse movimento resulta em falhas, e \u00e9 causa comum de terremotos. Um bom exemplo \u00e9 a falha da San Andreas, que preocupa bastante os habitantes da Calif\u00f3rnia nos Estados Unidos.\n\nA Crosta Terrestre foi tamb\u00e9m modificada por quedas de asteroides e cometas que formaram crateras. A maioria desses impactos ocorreram a mais de 3.8 bilh\u00f5es de anos. A frequ\u00eancia desses impactos tem sido bastante baixa desde ent\u00e3o, j\u00e1 que a maioria desses detritos interplanet\u00e1rios foi varrida do sistema solar.\n\nEmbora esses impactos tenham ocorrido, suas marcas foram quase totalmente apagadas da face da Terra pelos movimentos das placas tect\u00f4nicas e pela eros\u00e3o. Uma exce\u00e7\u00e3o \u00e9 a cratera mete\u00f3rica no Arizona, Estados Unidos.\n\nA Crosta Terrestre \u00e9 constitu\u00edda principalmente por oxig\u00eanio 46%, sil\u00edcio 28%, alum\u00ednio 8% e ferro 5%. A camada superficial da crosta chama-se solo. O solo tem uma espessura m\u00e9dia de 30 cm. Logo abaixo dele est\u00e1 o subsolo.\n<h4>Placas tect\u00f4nicas<\/h4>\nO conceito das Placas Tect\u00f4nicas \u00e9 bastante recente, e revolucionou a ci\u00eancia do s\u00e9culo 20. Acredita-se que a <strong>Litosfera<\/strong> \u00e9 composta pela Crosta Terrestre, e por placas r\u00edgidas flutuando sobre o manto (segunda camada da Terra &#8211; logo abaixo da Crosta Terrestre) fluido e viscoso.\n\nForam distinguidas seis placas principais e v\u00e1rias outras menores. As placas principais seriam equivalentes a cada continente, com a parte do oceano em sua volta. O Oceano Pac\u00edfico teria a sua pr\u00f3pria placa. A \u00e1rea dos Alpes, que se estende de Gibraltar e compreende o Oriente M\u00e9dio, seria constitu\u00edda de v\u00e1rias pequenas placas. Elas podem ser somente oce\u00e2nicas, somente continentais como o do Ir\u00e3, ou ambos como a da Am\u00e9rica do Norte.\n\nEmbaixo dos Oceanos as placas t\u00eam entre 5 a 10 km de espessura. As continentais t\u00eam entre 20 e 70 Km de espessura. Essas placas movem-se a velocidades pr\u00f3ximas a 1 cm\/ano.\n\n<strong>Os limites entre as placas s\u00e3o de tr\u00eas tipos:<\/strong> Onde elas se afastam, no meio do oceano, nova crosta se forma com o material expelido do interior da Terra; onde uma placa avan\u00e7a para baixo de outra, parte da placa \u00e9 consumida pela alta temperatura das camadas inferiores; e onde as placas movem em dire\u00e7\u00f5es opostas, causando falhas. Acredita-se que os atuais oceanos da Terra foram formados pela gera\u00e7\u00e3o de crosta nova entre placas que se afastaram. A converg\u00eancia de placas deu origem a cadeias de montanhas.\n\nOs oceanos da Terra encontram-se em diferentes est\u00e1gios de forma\u00e7\u00e3o. O Oceano Pac\u00edfico \u00e9 antigo e j\u00e1 est\u00e1 diminuindo em ambos os lados, o que poder\u00e1 resultar na colis\u00e3o da \u00c1sia com as Am\u00e9ricas. O Oceano \u00cdndico est\u00e1 crescendo no oeste e diminuindo no leste. O Atl\u00e2ntico encontra-se ainda em expans\u00e3o em ambos os lados e o Mar Vermelho \u00e9 o embri\u00e3o de um futuro oceano.\n\nOs Alpes originaram-se da colis\u00e3o da placa da \u00c1frica com a da Europa. H\u00e1 restos de crosta oce\u00e2nica ali, indicando que havia um oceano onde agora h\u00e1 uma cadeia de montanhas. O mesmo acontece na regi\u00e3o dos Himalaias, causado pela colis\u00e3o das placas da \u00cdndia e da \u00c1sia.\n\nOs terremotos ocorrem com bastante frequ\u00eancia nos limites das placas tect\u00f4nicas. \u00c1reas como o lado oeste da Am\u00e9rica do Sul est\u00e3o sobre \u00e1rea de compress\u00e3o de placas. O lado oeste da \u00c1frica, por exemplo, est\u00e1 sobre o centro de uma placa e os movimentos tect\u00f4nicos n\u00e3o se manifestam.\n\nV\u00e1rias raz\u00f5es levaram a forma\u00e7\u00e3o do conceito das placas tect\u00f4nicas. No alargamento dos mares, quando o magma esfria e se solidifica no solo submarino, os minerais magn\u00e9ticos do material novo se solidificam de acordo com a polaridade do campo magn\u00e9tico da Terra na ocasi\u00e3o de seu resfriamento. Quando o campo magn\u00e9tico da Terra reverte sua polaridade, o novo magma se solidifica adquirindo a polaridade inversa. Assim a crosta oce\u00e2nica possui o registro da pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o, com a primeira mudan\u00e7a de polaridade registrada pr\u00f3ximo ao limite entre as placas, onde a lava atinge a superf\u00edcie e as mais antigas, pr\u00f3ximas dos margens continentais, formadas quando o oceano era jovem em torno de 180 a 200 milh\u00f5es de anos. Isso demonstra que os continentes devem ter se movido em dire\u00e7\u00f5es opostas abrindo espa\u00e7o para o oceano desde a Era Jur\u00e1ssica.\n\nOutra confirma\u00e7\u00e3o do conceito veio do estudo da distribui\u00e7\u00e3o de estruturas geol\u00f3gicas que passam de um continente para outro. Ge\u00f3logos da Universidade de Cambridge usaram o computador para colocar todos os continentes e ilhas da Terra juntos como num quebra-cabe\u00e7as, considerando contornos submarinos. O resultado foi impressionante, apresentando muito poucos buracos e sobreposi\u00e7\u00f5es. Comparando a estrutura e composi\u00e7\u00e3o das rochas e solo dos continentes que o modelo indica terem sido um s\u00f3, confirmamos que o modelo \u00e9 bem pr\u00f3ximo do correto.\n\nFinalmente o estudo da fauna marinha e flora das diferentes \u00e1reas durante os anos tamb\u00e9m apresenta provas do movimento dos continentes.\n<h4>Dobras<\/h4>\nS\u00e3o curvaturas em rochas ou nos estratos que as cont\u00eam. As rochas parecem com uma grande quantidade de toalhas amontoadas, como se tivessem muitas pregas ou rugas.\n\nAs rugas superiores s\u00e3o chamadas de anticlinicais e t\u00eam uma crista e duas ramifica\u00e7\u00f5es que descem na dire\u00e7\u00e3o de curvas cont\u00edguas, ou sinclinais. As rugas monoclinais t\u00eam uma ramifica\u00e7\u00e3o inclinada e outra horizontal. J\u00e1 as rugas isoclinais fundem-se na mesma dire\u00e7\u00e3o e no mesmo \u00e2ngulo. As rugas periclinais podem ter formas convexas (com inclina\u00e7\u00e3o interna) ou c\u00f4ncavas, ou seja, como c\u00fapulas (inclina\u00e7\u00e3o externa). As rugas s\u00e3o medidas a partir de crit\u00e9rios de comprimento de onda (de crista a crista ou de seio a seio) e altura (da crista ao seio).\n<h4>TERRA: UM PLANETA HETEROG\u00caNEO E DIN\u00c2MICO<\/h4>\nO planeta Terra \u00e9 constitu\u00eddo por diversos setores ou ambientes, alguns dos quais permitem acesso direto, como a atmosfera, a hidrosfera (incluindo rios, lagos, \u00e1guas subterr\u00e2neas e geleiras), a biosfera (conjunto dos seres vivos) e a superf\u00edcie da parte rochosa. Desta superf\u00edcie para baixo, o acesso \u00e9 muito limitado. As escava\u00e7\u00f5es e sondagens mais profundas j\u00e1 chegaram a cerca de 13km de profundidade, enquanto o raio da terra \u00e9 de quase 6.400km.\n\n<strong>Por isso, para se obter informa\u00e7\u00f5es deste interior inacess\u00edvel, existem m\u00e9todos indiretos de investiga\u00e7\u00e3o:<\/strong> a sismologia e a compara\u00e7\u00e3o com meteoritos.\n\nA sismologia \u00e9 o estudo do comportamento das ondas s\u00edsmicas ao atravessar as diversas partes internas do planeta. Estas ondas el\u00e1sticas propagam-se gerando deforma\u00e7\u00f5es, sendo geradas por explos\u00f5es artificiais e sobretudo pelos terremotos; as ondas s\u00edsmicas mudam de velocidade e de dire\u00e7\u00e3o de propaga\u00e7\u00e3o com a varia\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas do meio atravessado. A integra\u00e7\u00e3o das observa\u00e7\u00f5es das numerosas esta\u00e7\u00f5es sismogr\u00e1ficas espalhadas pelo mundo todo fornece informa\u00e7\u00f5es sobre como \u00e9 o interior do planeta, atravessado em todas as dire\u00e7\u00f5es por ondas s\u00edsmicas geradas a cada terremoto e a cada explos\u00e3o. As Informa\u00e7\u00f5es sobre a velocidade das ondas s\u00edsmicas no interior da Terra permitiram reconhecer tr\u00eas camadas principais (crosta, manto e n\u00facleo), que t\u00eam suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas de densidade, estado f\u00edsico, temperatura, press\u00e3o e espessura.\n\nNa diferencia\u00e7\u00e3o dos materiais terrestres, ao longo da hist\u00f3ria do planeta, a \u00e1gua, formando a hidrosfera, bem como a atmosfera, constitu\u00edda por gases como nitrog\u00eanio, oxig\u00eanio e outros, por serem menos densos, ficaram principalmente sobre a parte s\u00f3lida, formada pelos materiais s\u00f3lidos e mais densos.\n\nDentre os materiais s\u00f3lidos, os mais pesados se concentraram no n\u00facleo, os menos pesados na periferia, formando a crosta, e os intermedi\u00e1rios no manto.\n\nPode-se comparar os diferentes tipos de meteoritos com as camadas internas da Terra, pressupondo-se que eles (os meteoritos) tiveram a mesma origem e evolu\u00e7\u00e3o dos outros corpos do Sistema Solar, formados como corpos homog\u00eaneos, a frio, por acres\u00e7\u00e3o planitesimal. Aqueles que tinham massa suficientemente grande, desenvolveram um forte calor interno, por causa da energia gravitacional, da energia cin\u00e9tica dos planetesimais quando da acres\u00e7\u00e3o e da radioatividade natural. Isto ocasionou uma fus\u00e3o parcial, seguida de segrega\u00e7\u00e3o interna, a partir da mobilidade que as altas temperaturas permitiam ao material.\n\nOs meteoritos provenientes da fragmenta\u00e7\u00e3o de corpos pequenos, que n\u00e3o sofreram esta diferencia\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os condritos, que representam a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica m\u00e9dia do corpo fragmentado e por infer\u00eancia, do Sistema Solar como um todo, menos os elementos vol\u00e1teis. N\u00e3o existem materiais geol\u00f3gicos, ou seja, terrestres, semelhantes aos condritos. Os meteoritos provenientes da fragmenta\u00e7\u00e3o de corpos maiores, como a Terra, que sofreram a diferencia\u00e7\u00e3o interna, representam a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e densidade de cada uma das partes internas diferenciadas do corpo que os originou. S\u00e3o os sideritos, os acondritos e ainda outros tipos. Pela sua densidade, faz-se a correla\u00e7\u00e3o com as camadas da Terra determinadas pela sismologia, e sup\u00f5e-se que sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica represente a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da camada terrestre de mesma densidade. Assim, com estas duas ferramentas indiretas, a sismologia e a compara\u00e7\u00e3o com os meteoritos, foi estabelecido um modelo para a constitui\u00e7\u00e3o interna do globo terrestre.\n<h4>Estrutura Interna da Terra<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Litosfera\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/litosf12.jpg\" alt=\"Litosfera\" width=\"409\" height=\"324\" \/><strong>\nEstrutura Interna da Terra<\/strong><\/p>\n\u00c9 importante ressaltar que todo o material no interior da Terra \u00e9 s\u00f3lido, com exce\u00e7\u00e3o apenas do n\u00facleo externo, onde o material l\u00edquido met\u00e1lico se movimenta, gerando correntes el\u00e9tricas e o campo magn\u00e9tico da Terra. A uma dada temperatura, o estado f\u00edsico dos materiais depende da press\u00e3o. &#8216;As temperaturas que ocorrem no manto, os silicatos seriam l\u00edquidos, n\u00e3o fossem as press\u00f5es t\u00e3o altas que l\u00e1 ocorrem (milhares de atmosferas).\n\nAssim, o material do manto, ao contr\u00e1rio do que muitos cr\u00eaem, \u00e9 s\u00f3lido, e s\u00f3 se torna l\u00edquido se uma ruptura na crosta alivia a press\u00e3o a que est\u00e1 submetido.\n\nSomente nesta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o material silic\u00e1tico do manto se liq\u00fcefaz, e pode, ent\u00e3o, ser chamado de magma. Se o magma fica retido em bols\u00f5es dentro da crosta, forma uma c\u00e2mara magm\u00e1tica, e vai pouco a pouco solidificando-se, formando um corpo de rocha \u00edgnea plut\u00f4nica ou intrusiva, Se o magma consegue extravasar at\u00e9 a superf\u00edcie, no contato com a atmosfera e hidrosfera, pode ser chamado lava, enquanto estiver l\u00edquido, e seu resfriamento e solidifica\u00e7\u00e3o vai formar um corpo de rocha \u00edgnea vulc\u00e2nica ou extrusiva.\n\nAs rochas \u00edgneas assim assim formadas, juntamente com as rochas metam\u00f3rficas e sedimentares, formadas por outros processos geol\u00f3gicos, constituem a crosta, que \u00e9 a mais fina e a mais importante camada para n\u00f3s, pois \u00e9 sobre ela que se desenvolve a vida. A crosta oce\u00e2nica e a crosta continental apresentam diferen\u00e7as entre si.\n\nA primeira ocorre sob os oceanos, \u00e9 menos espessa e \u00e9 formada por extravasamentos vulc\u00e2nicos ao longo de imensas faixas no meio dos oceanos (as cadeias meso-oce\u00e2nicas), que geram rochas bas\u00e1lticas. A segunda \u00e9 mais espessa, pode emergir at\u00e9 alguns milhares de metros acima do n\u00edvel do mar, e \u00e9 formada por v\u00e1rios processos geol\u00f3gicos, tendo uma composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica m\u00e9dia mais rica em Si e em AI que as rochas bas\u00e1lticas, que pode ser chamada de composi\u00e7\u00e3o gran\u00edtica.\n\nA crosta oce\u00e2nica e continental, junto com uma parte superior do manto, forma uma camada r\u00edgida com 100 a 350km de espessura. Esta camada chama-se <strong>LITOSFERA<\/strong> e constitui as placas tect\u00f4nicas, que formam, na superf\u00edcie do globo, um mosaico de placas encaixadas entre si como um gigantesco quebra-cabe\u00e7as; s\u00e3o as placas tect\u00f4nicas ou placas litosf\u00e9ricas. Abaixo da <strong>litosfera<\/strong>, ocorre a ASTENOSFERA, que \u00e9 parte do manto superior; suas condi\u00e7\u00f5es de temperatura e press\u00e3o permitem uma certa mobilidade, muito lenta, mas sens\u00edvel numa escala de tempo muito grande, como \u00e9 a escala do tempo geol\u00f3gico.\n<h4>A Din\u00e2mica Interna<\/h4>\nOs vulc\u00f5es e terremotos representam as formas mais en\u00e9rgicas e r\u00e1pidas de manifesta\u00e7\u00e3o din\u00e2mica do planeta. Ocorrem tanto em \u00e1reas oce\u00e2nicas como continentais, e s\u00e3o v\u00e1lvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milh\u00f5es de anos. Esses eventos s\u00e3o sinais de que, no interior da Terra, longe dos nossos olhos e instrumentos de pesquisa, ocorrem fen\u00f4menos din\u00e2micos que liberam energia e se refletem na superf\u00edcie, modificando-a. Por outro lado, tamb\u00e9m existem formas lentas de manifesta\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica interna terrestre. As placas tect\u00f4nicas, conforme a teoria da Tect\u00f4nica de Placas, resumida a seguir, incluem continentes e partes de oceanos, que movem-se em m\u00fatua aproxima\u00e7\u00e3o ou distanciamento, a velocidades medidas de alguns cent\u00edmetros por ano, assim contribuindo para a incessante evolu\u00e7\u00e3o do relevo e da distribui\u00e7\u00e3o dos continentes e oceanos na superf\u00edcie terrestre.\n<h4>A Tect\u00f4nica de Placas e a forma\u00e7\u00e3o das grandes cadeias de montanhas e dos oceanos<\/h4>\nExistem v\u00e1rias evid\u00eancias mostrando que as placas tect\u00f4nicas flutuam sobre o material da astenosfera e movem-se umas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras; assim, continentes que hoje encontram-se separados j\u00e1 estiveram unidos. Tal \u00e9 o caso da Am\u00e9rica do Sul e da \u00c1frica, que se apresentam como duas pe\u00e7as cont\u00edguas de um quebra-cabe\u00e7as, o que \u00e9 interpretado n\u00e3o apenas pela forma de seus litorais, mas tamb\u00e9m pelas caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas e paleontol\u00f3gicas que mostram continuidade nos dois continentes. Am\u00e9rica do Sul e \u00c1frica j\u00e1 estiveram unidos e submetidos a uma mesma evolu\u00e7\u00e3o durante um longo per\u00edodo de sua hist\u00f3ria, no passado. Os movimentos das placas litosf\u00e9ricas s\u00e3o devidos \u00e0s correntes de convec\u00e7\u00e3o que ocorrem na astenosfera. As correntes de convec\u00e7\u00e3o levam os materiais mais quentes para cima, perto da base da <strong>litosfera<\/strong>, onde movimentam-se lateralmente pela resist\u00eancia da litosfera ao seu movimento e perdem calor; tendem ent\u00e3o a descer, dando lugar ao material mais quente que est\u00e1 subindo. \u00c0 medida que o material se desloca lateralmente para depois descer, ele entra em atrito com as placas da <strong>litosfera<\/strong> r\u00edgida, em sua parte inferior, levando-as ao movimento.\n\nNo meio dos Oceanos Atl\u00e2ntico, Pac\u00edfico e \u00cdndico existem cordilheiras submarinas, que se elevam a at\u00e9 cerca de 4.000m acima do assoalho oce\u00e2nico. Estas cordilheiras, denominadas meso-oce\u00e2nicas, s\u00e3o interrompidas transversalmente pelas falhas transformantes e sublinham imensas rupturas na crosta, ao longo das quais h\u00e1 extravasamentos peri\u00f3dicos de lava bas\u00e1ltica vinda das partes mais internas (astenosfera).\n\nO mesmo mecanismo que for\u00e7a a cordilheira a se abrir periodicamente (correntes de convec\u00e7\u00e3o divergentes) para que materiais mais novos possam se colocar ao longo das aberturas, formando e expandindo o dom\u00ednio oce\u00e2nico, em outros locais promove colis\u00f5es de placas (correntes de convec\u00e7\u00e3o convergentes). Nestas colis\u00f5es, a placa que cont\u00e9m crosta oce\u00e2nica, mais pesada, entra sob a placa continental, que se enruga e deforma (processos inclu\u00eddos no metamorfismo), gerando as grandes cadeias continentais (Andes, Montanhas Rochosas).\n\nA placa que afundou acaba por se fundir parcialmente ao atingir as grandes temperaturas internas (zona de subduc\u00e7\u00e3o), gerando magma pass\u00edvel de subir na crosta formando rochas \u00edgneas intrusivas ou extrusivas; se a colis\u00e3o for entre duas placas continentais, ambas se enrugam (Alpes, Pirineus, Himalaias).\n\nDesta forma, a crosta oce\u00e2nica \u00e9 renovada, sendo gerada nas cadeias meso-oce\u00e2nicas e reabsorvida nas zonas de colis\u00f5es entre as placas, onde ocorre subduc\u00e7\u00e3o. Assim, oceanos s\u00e3o formados pela divis\u00e3o de continentes. Por exemplo, h\u00e1 180 milh\u00f5es de anos, um grande continente chamado GONDWANA dividiu-se, formando a \u00c1frica, a Am\u00e9rica do Sul e o oceano Atl\u00e2ntico.\n\nOutros oceanos podem ser fechados por movimentos convergentes das placas (por exemplo, o Mar Mediterr\u00e2neo est\u00e1 sendo fechado pela aproxima\u00e7\u00e3o entre a \u00c1frica e a Europa).\n\nOs limites entre as placas podem ser divergentes, onde elas separam-se, criando fundo oce\u00e2nico, ou convergentes, onde elas colidem, formando cadeias montanhosas continentais ou fechando oceanos. Podem ainda ser limites transfomantes, onde uma placa passa ao lado da outra, com atrito, mas sem criar nem consumir material. Todos estes tipos de limites s\u00e3o zonas de instabilidade tect\u00f4nica, ou seja, sujeitas a terremotos e vulc\u00f5es.\n\nAssim, as posi\u00e7\u00f5es dos continentes no globo terrestre s\u00e3o modificadas em rela\u00e7\u00e3o ao Equador e aos p\u00f3los, explicando em parte as mudan\u00e7as das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de cada continente ao longo do tempo geol\u00f3gico.\n<h4>Vulc\u00f5es<\/h4>\nO material rochoso em profundidade est\u00e1 submetido a press\u00f5es e temperaturas alt\u00edssimas (astenosfera) e, quando a placa litosf\u00e9rica r\u00edgida sofre uma ruptura, aquele material tende a escapar por ela, extravasando na superf\u00edcie (vulcanismo) ou ficando retido em c\u00e2maras magm\u00e1ticas dentro da crosta, quando n\u00e3o consegue chegar \u00e0 superf\u00edcie (plutonismo). O material que extravasa \u00e9 constitu\u00eddo por gases, lavas e cinzas. A atividade vulc\u00e2nica pode formar ilhas em meio aos oceanos (Hava\u00ed, A\u00e7ores e etc.) que podem ser destru\u00eddas em instantes.\n\nPode ocorrer nos continentes, formando montanhas (Estromboli e Ves\u00favio na It\u00e1lia, Osorno e Vila Rica no Chile, Santa Helena nos EUA). O mais espetacular aspecto construtivo do vulcanismo \u00e9 o que corre nas cadeias meso-oce\u00e2nicas, que representam limites divergentes de placas, gerando verdadeiras cordilheiras submarinas, formando assoalho oce\u00e2nico novo a cada extravasamento e causando, assim, a expans\u00e3o oce\u00e2nica. A lsl\u00e2ndia representa parte da cadeia meso-oce\u00e2nica emersa acima do n\u00edvel das \u00e1guas, permitindo a observa\u00e7\u00e3o direta deste tipo de vulcanismo fissural.\n<h4>Terremotos<\/h4>\nOs terremotos s\u00e3o tremores ou abalos causados pela libera\u00e7\u00e3o repentina da energia acumulada durante longos intervalos de tempo em que as placas tect\u00f4nicas sofreram esfor\u00e7os para se movimentar. Quando o atrito entre elas \u00e9 vencido (subduc\u00e7\u00e3o ou falha transformante) ou quando partes se rompem (separa\u00e7\u00e3o de placas), ocorrem os abalos.\n\nEstes abalos t\u00eam intensidade, dura\u00e7\u00e3o e freq\u00fc\u00eancia vari\u00e1veis, podendo resultar em grandes modifica\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie, n\u00e3o s\u00f3 pela destrui\u00e7\u00e3o que causam, mas por estarem associados aos movimentos das placas tect\u00f4nicas.\n\nOs hipocentros (pontos de origem dos terremotos) e epicentros (proje\u00e7\u00f5es verticais dos hipocentros na superf\u00edcie) est\u00e3o localizados preferencialmente em zonas limitrofes de placas tect\u00f4nicas, onde elas se chocam e sofrem subduc\u00e7\u00e3o e enrugamento, formando, respectivamente, fossas oce\u00e2nicas e cordilheiras continentais, ou onde elas se separam, nas cadeias dorsais meso-oce\u00e2nicas.\n\nOcorrem terremotos tamb\u00e9m no limites neutros, onde as placas se movem lateralmente em sentidos opostos (falhas transformantes). No mapa mundi, pode-se observar que a distribui\u00e7\u00e3o dos terremotos forma faixas cont\u00ednuas ao longo das fossas oce\u00e2nicas e cadeias continentais e meso-oce\u00e2nicas. \u00c9 famoso o &#8220;cintur\u00e3o de fogo circumpac\u00edfico&#8221;, sujeito a frequentes e intensos terremotos (exemplo da Falha de San Andreas, EUA), formando uma faixa muito ativa em volta do Oceano Pac\u00edfico.\n\nTamb\u00e9m existem terremotos que n\u00e3o s\u00e3o devidos aos movimentos das placas, mas a esfor\u00e7os chamados intra-placas. S\u00e3o menos frequentes, menos intensos, e relacionados \u00e0 reativa\u00e7\u00e3o de falhas (rupturas) muito antigas na crosta (exemplos recentes: Jo\u00e3o C\u00e2mara &#8211; RN, e Rio de Janeiro).\n\nFonte: geocities.yahoo.com.br\/br.geocities.com\/orbita.starmedia.com\/www.igc.usp.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Litosfera, Terra, Atmosfera, O que \u00e9, Crosta, Terrestre, Placas, Geografia, Camada, Forma\u00e7\u00e3o, Estrutura, Caracter\u00edsticas, Litosfera<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5484,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Litosfera - 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