{"id":13898,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/lambada-2\/"},"modified":"2015-11-30T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-30T00:00:00","slug":"lambada-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/lambada-2\/","title":{"rendered":"Lambada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nA<strong>\u00a0Lambada<\/strong>\u00a0\u00e9 um ritmo eminentemente brasileiro resultante da fus\u00e3o de ritmos j\u00e1 existentes no Brasil como o forr\u00f3, na regi\u00e3o Nordeste e o carimb\u00f3, da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica,e outros ritmos da Am\u00e9rica Latina como: a Cumbia e o Merengue.\n\nA Lambada veio descendo o Nordeste at\u00e9 chegar \u00e0s areias dePorto Seguro, cidade localizada ao sul do estado da Bahia.\n\nCercada por uma natureza quase inexplorada e habitada por um povo muito criativo e alegre, estes elementos de ram \u00e0 lambada a sensualidade e o vigor necess\u00e1rios para encantar o mundo, a qual inicialmente era dan\u00e7ada nas areias das praias, em frente \u00e0s barracas, durante o dia e a noite,passando mais tarde para os sal\u00f5es.\n\nDe Porto Seguro veio para S\u00e3o Paulo,onde virou febre na cidade, mas teve a sua consagra\u00e7\u00e3o nacional ap\u00f3s o grande sucesso, na Fran\u00e7a, do grupo Kaoma, em 1989,com a m\u00fasica &#8220;Chorando se Foi&#8221; uma adapta\u00e7\u00e3o para a Lambada,feita pela cantora M\u00e1rcia Ferreira em parceria com Jos\u00e9 Ari, de um ritmo folcl\u00f3rico andino, a Saya, de autoria de Ulisses,Gonzalo e Hermosa autores bolivianos.\n<h4>A LAMBADA NO RIO DE JANEIRO<\/h4>\nNo final da d\u00e9cada de 80 do s\u00e9culo XX ,as pistas de dan\u00e7a foram invadidas por um novo ritmo que assim como o maxixe mexeu com a moral da \u00e9poca: a lambada.\n\nEsta dan\u00e7a explodiu no ver\u00e3o europeu de 1989. A m\u00fasica Llorando se fue era um sucesso total, ocupando o primeiro lugar em v\u00e1rias paradas de sucesso em diversos pa\u00edses. Mesmo desaparecendo das listas de sucesso,a lambada como dan\u00e7a,continua em desta que na Bahia,onde independente da moda,permanece sendo dan\u00e7ada nas areias de Porto Seguro dividindo espa\u00e7o com o Ax\u00e9 music.\n\nA lambada como m\u00fasica saiu de moda cedendo lugar para outros ritmos latinos ,mas a vontade de dan\u00e7ar de muitos simpatizantes daquele ritmo n\u00e3o morreu com o enterro da mesma pelos disc jockeys.\n\nA frase de nosso grande mestre de cerim\u00f4nia Tio Piu, ex-diretor art\u00edstico da Ilha dos Pescadores (Rio de Janeiro),encerra uma grande verdade: &#8220;Enquanto o Lambadeiro viver a Lambada jamais morrer\u00e1&#8221;.\n\nAtualmente,temos a lambada sendo dan\u00e7ada ao som do zouk,ritmo este origin\u00e1rio da Martinica, cantado na sua maioria em cre\u00f2le,dialeto franc\u00eas,este ritmo \u00e9 o que mais se aproxima da nossa lambada,posto que esta \u00faltima sofreu influ\u00eancias do zouk em sua forma\u00e7\u00e3o. Desde a \u00e9poca que estourou a lambada, o zouk j\u00e1 era executado em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa e Am\u00e9rica Central.\n\n\u00c9 um ritmo realmente fascinante,sua cad\u00eancia enseja muito romantismo,principalmente quando se trata do Zouk Love.O pr\u00f3prio nome j\u00e1 diz tudo:\u00c9 uma verdadeira &#8220;Festa do amor&#8221; ,\u00e9 puro romantismo para nenhum Latin Lover botar defeito.\n\nA lasc\u00edvia da lambada cedeu lugar para a sensualidade refinada do zouk. Na Martinica ,assim como em Guadeloupe foi criado para este ritmo uma dan\u00e7a.Aqui,no Brasil,primeiro chegou a m\u00fasica e a tradu\u00e7\u00e3o em termos de movimento ficou a cargo dos dan\u00e7arinos que viram no zouk uma possibilidade de manter a nossa Lambada viva.\n\nPor sua estrutura mel\u00f3dica e harm\u00f4nica diferenciada, a lambada de outrora sofreu altera\u00e7\u00f5es incorporando novos passos,formas e din\u00e2micas diferentes.Surge ent\u00e3o o movimento zouk no Brasil.Muito forte em S\u00e3o Paulo,hoje em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e ganhando for\u00e7a novamente em Porto Seguro.\n\nFundei o Clube do Zouk no Rio com o objetivo de difundir este estilo musical e garan- tir aos antigos lambadeiros e novos zoukeiros um espa\u00e7o para nossos encontros visan do o desenvolvimento de uma &#8220;nova&#8221; dan\u00e7a agora ao som do zouk love das antilhas francesas.Em 1993 iniciamos um projeto denominado Interc\u00e2mbio Cultural de Dan\u00e7aRio-Porto\n\nSeguro,onde traz\u00edamos de Porto os melhores dan\u00e7arinos do g\u00eanero,isso gra\u00e7as ao apoio de um amigo,tamb\u00e9m amante do zouk,J\u00falio C\u00e9zar. Realizamos em 1994 o I baile latino-americano em Botafogo com a participa\u00e7\u00e3o especial de Bijag\u00f4,dj estran geiro que em sua passagem pelo Brasil trouxe ao nosso conhecimen to o ritmo zouk em sua vers\u00e3o portuguesa das ilhas de Cabo Verde. Hoje o Clube do Zouk trabalha apoiando v\u00e1rios eventos que tenham em seus objetivos divulgar os ritmos quentes (samba,forr\u00f3,lambada,zouk,salsa) dentro e fora do Brasil.\n\nSeu idealiza dor ,Lu\u00eds Fernando de Sant&#8217;Anna (Lufe para seus amigos do Centro de Dan\u00e7a Jaime Ar\u00f4xa), escola por onde passou e ajudou a fixar o ritmo na mesma,n\u00e3o deixando a Lambada morrer como assim intentou a m\u00eddia na \u00e9poca.\n\nO apoio do Jaiminho foi fundamental; mesmo ainda rec\u00e9m chegado em sua escola, deu-me a incumb\u00eancia de continuar seu trabalho introduzindo as novidades da lambada em sua academia. Incialmente fiquei assustado com o convite mas aceitei o desafio e com a orienta\u00e7\u00e3o do Jaime e o apoio e incentivo dos professores da escola planta mos a semente da nova fase da lambada ao som do zouk.\n\nO Clube do Zouk \u00e9 hoje uma realidade gra\u00e7as aos amigos que prestigiam nossos eventos desde o in\u00edcio e sabem do nosso esfor\u00e7o em tocar o que h\u00e1 de mais atual no cen\u00e1rio da m\u00fasica latina, africana e caribenha.\n\nFonte: www.esquadro.com.br\n<h6>Lambada<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>Hist\u00f3ria da Lambada-Zouk<\/h4>\n\u0093No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90 do s\u00e9culo XX, a salsa marcou presen\u00e7a em alguns pa\u00edses da Europa, assim como em cidades dos Estados Unidos, aproveitando o estouro da lambada, dan\u00e7a que deu origem a v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1fica, gra\u00e7as \u00e0 sensualidade de seus movimentos e \u00e0 for\u00e7a musical do Grupo Kaoma, que, reunindo com rara felicidade os diversos rimos caribenhos, criou sucessos musicais que logo transforma ram-se em hits tocados no mundo inteiro.\n\nHoje, sete anos depois, observa-se que a salsa manteve-se firme e forte na Europa,fazendo crescer o n\u00famero de adeptos e de casas especializadas em ritmos latinos.\n\nEnquanto isso, a lambada perdeu o f\u00f4lego, passando a figurar apenas como modismo, tanto que, atualmente, \u00e9 praticada apenas por amantes inveterados.\n\nTamb\u00e9m as casas noturnas europ\u00e9ias perderam o interesse em toc\u00e1-la, executando-a t\u00e3o somente a t\u00edtulo de \u0093flash back\u0094. Mesmo em festas particulares, hoje n\u00e3o h\u00e1 \u00e2nimo para lembrar os antigos sucessos desse ritmo latino.\n\nNo Brasil, a lambada migrou de sua plenitude para um desconfort\u00e1vel ostracismo, sendo agora apresen tada num mix em que se fazem presentes ritmos como kompa, soca, calipso, merengue (todos eles Caribenhos), mais forr\u00f3, carimb\u00f3 (brasileiros) e flamenco (cigano).\n\nInicialmente tocada em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, hoje sobrevive apenas em algumas cidades, como Rio, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Porto Seguro, ainda assim por conta da forte influ\u00eancia do zouk, considerado o ritmo mais completo do Caribe, uma vez que re\u00fane as mais belas e diferentes manifesta\u00e7\u00f5es ritmicas do planeta.\n\nO zouk &#8211; que significa festa &#8211; \u00e9 uma dan\u00e7a praticada no Caribe, principalmente nas ilhas de Guadalupe, Martinica e San Francisco, todas de coloniza\u00e7\u00e3o francesa. J\u00e1 o zouk praticado no Brasil difere daquele que se v\u00ea no Caribe, assim como da pr\u00f3pria lambada, pois entre n\u00f3s sofreu influ\u00eancia de outras formas de dan\u00e7a.\n\nO zouk \u00e9 dan\u00e7ado com movimentos cont\u00ednuos,que resultam num passeio em liberdade mel\u00f3dica, com respira\u00e7\u00e3o nas pausas. Sua musicalidade e ritmo ensejam o romantismo e a amizade, fortalecendo um dos mais gratificantes prazeres da vida, que \u00e9 dan\u00e7ar.\u0094\n\n<strong>Mara Santos<\/strong>\n\nFonte: maracongress.com.br\n<h6>Lambada<\/h6>\n<h4>A herdeira do Samba<\/h4>\nNo final dos anos 80 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, as pistas de dan\u00e7a conheceram um novo ritmo muito sensual: a lambada.\n\nO surgimento desta dan\u00e7a d\u00e1 origem a discuss\u00f5es sobre quem receber os direitos autorais. Atualmente, o debate deixou de existir nos tribunais e est\u00e1 entre os amantes desta dan\u00e7a.\n\nO lan\u00e7amento mundial da lambada aconteceu lentamente o que torna muito dif\u00edcil descobrir sua origem. Nos anos 80, um jovem diretor de cinema, Olivier. Lorsac, e o jornalista R\u00e9mi Kolpa Kopoul investiram muito dinheiro para adquirir os direitos autorais de mais de quatrocentas composi\u00e7\u00f5es, quase todas brasileiras.\n\nPor\u00e9m a m\u00fasica que gerou muitos problemas e proporcionou vantagens n\u00e3o era brasileira e sim, a composta pelos irm\u00e3os bolivianos Ulises e Gonzalo Hermosa. Com um sens\u00edvel instinto comercial, Lorsac e Kolpa, fizeram com que a m\u00fasica dos bolivianos fosse brasileira, da Bahia, estado mais mesti\u00e7o do Brasil, multireligioso e ber\u00e7o de ritmos variados. A m\u00fasica Llorando se fue teve sua letra e melodia modificada para adequar-se ao mercado europeu.\n\nPara estilizar a dan\u00e7a, criou-se cuidadosamente um grupo multirracial que, com o nome de Kaoma, fez explodir a lambada no ver\u00e3o europeu de l989: Llorando se fue era um sucesso total, ocupou o primeiro lugar na lista dos CDs mais vendidos em quinze pa\u00edses simultaneamente.\n\nLorsac e Kolpa ganharam milh\u00f5es de d\u00f3lares, o que fez com que o governo boliviano iniciasse uma batalha jur\u00eddica para recuperar os direitos autorais que os irm\u00e3os Hermosa haviam vendido.\n\nFinalmente, os direitos e os benef\u00edcios ficaram nas m\u00e3os de Losarc e Kolpa, apesar de surgirem outros &amp;ldquo;criadores&amp;rdquo;, como foi o caso de um desconhecido m\u00fasico cubano que afirmava ser o criador da dan\u00e7a, com a m\u00fasica Lambire.\n\nOs estudiosos de folclore encontram na lambada uma mescla de merengue e carimb\u00f3, dan\u00e7a do estado do Par\u00e1, onde era e \u00e9 executada em c\u00edrculo acompanhada de uma forte percuss\u00e3o, e em algumas vezes, por instrumentos de cordas.\n\nO seu principal movimento \u00e9 realizado quando as mulheres jogam um len\u00e7o no ch\u00e3o e seus parceiros abaixam para pegalo com a boca.\n\nA lambada tem uma forte influ\u00eancia do merengue, do maxixe e do forr\u00f3. Esta \u00faltima \u00e9 uma dan\u00e7a bastante popular do s\u00e9culo XIX, da qual surgiu o samba. Quanto ao desenvolvimento da lambada, o que parece \u00e9 que tratava-se de uma maneira de dan\u00e7ar pouco conhecida, mas j\u00e1 existente na Am\u00e9rica do Sul, provavelmente sua origem \u00e9 brasileira.\n\nA partir desta maneira de dan\u00e7ar, os irm\u00e3os Hermosa &amp;ldquo;criaram&amp;rdquo; a sua m\u00fasica e Lorsac e Kolpa tiveram suficiente tino comercial para transform\u00e1-la em um grande \u00eaxito.Mesmo desaparecendo das listas de sucesso, a lambada continua em destaque na Bahia, onde independente da moda, permanece como uma das mais fortes concorrentes do samba.\n\nOs atuais substitutos da lambada Depois do grande \u00eaxito comercial, a lambada abriu caminho para outras dan\u00e7as e acabou se misturando a outros ritmos latinos. Atualmente, os jovens brasileiros se divertem ao som de tr\u00eas ritmos distintos: zouk, ax\u00e9 e forr\u00f3. O zouk \u00e9 origin\u00e1rio da Martinica e, em fun\u00e7\u00e3o da sua origem, ainda \u00e9 cantado em franc\u00eas.\n\nO ax\u00e9, literalmente traduzido por energia positiva procede como a lambada, do estado da Bahia e tem influ\u00eancias do pop, rock, funk, reggae e, principalmente, do samba.O forr\u00f3 \u00e9 uma designa\u00e7\u00e3o popular dos bailes freq\u00fcentados e promovidos por migrantes nordestinos nos estados do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Teve origem nas festas oferecidas pelos ingleses, em meados da d\u00e9cada de 20, aos empregados que constru\u00edam as estradas de ferro brasileiras.\n\nCole\u00e7\u00e3o: AS MELHORES DICAS DE DAN\u00c7A DE SAL\u00c3O Editora: DEL PRADO Outra vers\u00e3o: Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de &#8220;Lambadas&#8221; as m\u00fasicas mais vibrantes.\n\nO uso transformou o adjetivo em nome pr\u00f3prio, batizando o ritmo cuja paternidade \u00e9 controversa, motivo de discuss\u00e3o entre m\u00fasicos e pesquisadores paraenses. Por\u00e9m, \u00e9 fato que o m\u00fasico e compositor de carimb\u00f3 Pinduca lan\u00e7ou, em 1976, uma m\u00fasica intitulada &#8220;Lambada(Samb\u00e3o)&#8221;, faixa n\u00famero 6 do LP &#8220;No embalo do carimb\u00f3 e sirimb\u00f3 vol. 5&#8221;.\n\n\u00c9 a primeira grava\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica sob o r\u00f3tulo de &#8220;Lambada&#8221; na hist\u00f3ria da m\u00fasica popular brasileira. H\u00e1 quem sustente a vers\u00e3o que o guitarrista e compositor paraense Mestre Vieira, o inventor da guitarrada , seria tamb\u00e9m o criador da lambada.\n\nSeu primeiro disco oficial, &#8220;Lambada das Quebradas&#8221;, foi gravado em 1976, mas lan\u00e7ado oficialmente dois anos depois, em 1978.\n\nO novo nome e a mistura do carimb\u00f3 com a m\u00fasica met\u00e1lica e eletr\u00f4nica do Caribe caiu no gosto popular, conquistou o p\u00fablico e se estendeu, numa primeira fase, at\u00e9 o Nordeste. O grande sucesso, no entanto, s\u00f3 aconteceu ap\u00f3s a entrada de empres\u00e1rios franceses no neg\u00f3cio.\n\nCom uma gigantesca estrutura de marketing e m\u00fasicos populares, o grupo Kaoma lan\u00e7ou com \u00eaxito a lambada na Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a m\u00fasica boliviana &#8220;Llorando Se Fue&#8221; tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma vertente que diz que a dan\u00e7a da lambada prov\u00e9m do forr\u00f3.\n\nComo acontece com certa freq\u00fc\u00eancia em outras situa\u00e7\u00f5es, a valoriza\u00e7\u00e3o do produto s\u00f3 se deu ap\u00f3s reconhecimento no exterior. Seguiu-se um per\u00edodo intenso de composi\u00e7\u00f5es e grava\u00e7\u00f5es de lambadas tanto no mercado interno quanto externo.\n\nOs franceses, por exemplo, compraram de uma s\u00f3 vez os direitos autorais de centenas de m\u00fasicas. Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram carona no sucesso do ritmo, como Beto Barbosa, M\u00e1rcia Ferreira, Manezinho do Sax, outros ainda incrementando suas carreiras, como foi o caso de Sidney Magal, Sandy e J\u00fanior, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m e o grupo Trem da Alegria.\n\nDepois dessa fase de superexposi\u00e7\u00e3o, como acontece com quase todo fen\u00f4meno midi\u00e1tico, deuse um natural desgaste com a conseq\u00fcente queda nas vendas at\u00e9 cessar a produ\u00e7\u00e3o.Surgida no Par\u00e1, a m\u00fasica lambada tem base no carimb\u00f3 e na guitarrada, influenciada por v\u00e1rios ritmos como a cumbia, o merengue e o zouk.\n\nCarimb\u00f3 O carimb\u00f3 \u00e9 uma dan\u00e7a ind\u00edgena, pertencente ao folclore amaz\u00f4nico, que \u00e9 uma das principais fontes r\u00edtmicas da lambada.\n\nNa forma tradicional, o carimb\u00f3 \u00e9 acompanhado por tambores de tronco de \u00e1rvores afinados a fogo. Atualmente o carimb\u00f3 tem como caracter\u00edstica ser mais solto e sensual, com muitos giros e movimentos onde a mulher tenta cobrir o homem com a saia.\n\nA maior influ\u00eancia hoje do Carimb\u00f3 em regi\u00e3o nacional \u00e9 a banda Calypso (de Joelma e Chimbinha) que o apresenta a todo o Brasil, com todo um figurino colorido e alegre.A lambada A lambada dan\u00e7a teve sua origem a partir de uma mudan\u00e7a do carimb\u00f3 que passou a ser dan\u00e7ado por duplas abra\u00e7adas ao inv\u00e9s de duplas soltas.\n\nAssim como o forr\u00f3, a lambada tem na polca sua refer\u00eancia principal para o passo b\u00e1sico, somando-se o bal\u00e3o apagado, o pi\u00e3o e outras figuras do maxixe.\n\nUsa, normalmente, as cabe\u00e7as dos tempos e o meio do tempo par, se come\u00e7armos a dan\u00e7ar no &#8220;um&#8221;, para as trocas de peso (pisa-se no &#8220;um&#8221;, no &#8220;dois&#8221; e no &#8220;e&#8221; &#8211; que \u00e9 chamado comumente de contratempo). A lambada chega a Porto Seguro, e ali se desenvolve.\n\nBoas refer\u00eancias foram a Lambada Boca da Barra, em Porto, e o Jatobar no Arraial d&#8217;Ajuda, onde desde o in\u00edcio tamb\u00e9m zouks (lambadas francesas) serviram para embalar os lambadeiros. Tudo isso acontece na \u00e9poca do apogeu do carnaval baiano, que ditava uma moda atr\u00e1s da outra, e numa delas, apresentou a lambada ao Brasil.\n\nEssa segunda fase da dan\u00e7a durou apenas uma temporada e foi um pouco mais abrangente que a primeira, que s\u00f3 havia chegado at\u00e9 o nordeste. At\u00e9 esse ponto a lambada tinha como principal caracter\u00edstica os casais abra\u00e7ados. Era uma exig\u00eancia t\u00e3o forte que, quando da realiza\u00e7\u00e3o de alguns concursos, aqueles que se separassem eram desclassificados.\n\nNo exterior e aqui, a lambada torna-se um grande sucesso e em pouco tempo estava presente em filmes e praticamente todos os programas de audit\u00f3rio aparecendo at\u00e9 em novelas. \u00c9 a hora dos grandes concursos e shows.\n\nA necessidade do espet\u00e1culo faz com que os dan\u00e7arinos criem coreografias cada vez mais ousadas, com giros e acrobacias. Depois de algum tempo, a m\u00fasica lambada entra em crise e p\u00e1ra de ser gravada.\n\nOs DJs das boates aproveitam ent\u00e3o para simular o enterro do estilo musical. A dan\u00e7a perde destaque, mas sobrevive, pois j\u00e1 haviam sido feitas nas lambaterias muitas experi\u00eancias com variados estilos de m\u00fasica que tivessem a batida (base de marca\u00e7\u00e3o) que permitisse dan\u00e7ar lambada, s\u00f3 para citar um exemplo, a banda de rumba flamenca Gipsy Kings teve vendagem significativa por aqui por conta da dan\u00e7a, ent\u00e3o as m\u00fasicas francesas, espanholas, \u00e1rabes, americanas, africanas, caribenhas etc. viraram a &#8220;salva\u00e7\u00e3o&#8221; e solu\u00e7\u00e3o para a continuidade do estilo de dan\u00e7a.\n\nDe todas, o zouk foi o ritmo que melhor se encaixou na nossa dan\u00e7a tornando-se a principal m\u00fasica para dan\u00e7ar lambada.\n\nEsta passa a ser dan\u00e7ada com um andamento mais lento, com mais tempo e pausas que praticamente n\u00e3o existiam na m\u00fasica lambada, permitindo explorar ao m\u00e1ximo a sensualidade, plasticidade e beleza da nossa cria\u00e7\u00e3o.\n\nOs movimentos ficaram mais suaves e continuam fluindo, modificando-se \u00e0 medida que ela incorpora e troca com outras modalidades. Contribuem ainda as diversas pesquisas, at\u00e9 fora da dan\u00e7a de sal\u00e3o, como por exemplo, as de contato e improvisa\u00e7\u00e3o.\n\nHoje a rela\u00e7\u00e3o com o parceiro volta a ganhar valor, as acrobacias ficam praticamente exclusivas para os palcos e os locais para dan\u00e7ar reabrem em diversos estados.Mesmo n\u00e3o tendo por parte de alguns o devido reconhecimento, a lambada mostrou-se um grande incremento profissional.\n\nEncontramos lambaterias e professores de lambada em diversos pontos do planeta e ainda que a chamem de zouk, muitos viveram e vivem dela at\u00e9 hoje.\n\nFonte: www.studiorenatomota.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lambada, Forr\u00f3, Estilo, Musical, Arte, Ritmo, Brasil, Dan\u00e7a, Origem, Como Surgiu, T\u00e9cnicas, Movimento Art\u00edstico, Lambada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-13898","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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