{"id":13870,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/cinema-noir-2\/"},"modified":"2026-08-31T23:02:01","modified_gmt":"2026-08-31T23:02:01","slug":"cinema-noir-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/cinema-noir-2\/","title":{"rendered":"Cinema Noir"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>Cinema noir e cinema novo<\/h4>\nDois exemplos do uso do chiaroscuro no cinema s\u00e3o o filme Noir (do franc\u00eas \u0093negro\u0094) e o Cinema Novo brasileiro.\n\nNo\u00a0<strong>Cinema Noir<\/strong>, o jogo de sombras e o uso de composi\u00e7\u00f5es basicamente escuras construiam a narrativa de suspense, mist\u00e9rio e enigma.\n\nNo Cinema Novo, a ilumina\u00e7\u00e3o saturada, com composi\u00e7\u00f5es visuais onde a luz predominante chegava aos limites do desconforto, serviam ao estatuto de um movimento cinematogr\u00e1fico constru- \u00eddo sobre ideais revoltosos. O objetivo dos filmes desse cinema era machucar, com o sol castigante do sert\u00e3o, os olhos daqueles que viam a pobreza e a mis\u00e9ria do povo de um lugar distante.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Cinema Noir\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cinema46.jpg\" alt=\"Cinema Noir\" width=\"433\" height=\"333\" \/>\nEst\u00e9tica Noir: influ\u00eancia dos quadrinhos dos anos 40?<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Cinema Noir\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cinema47.jpg\" alt=\"Cinema Noir\" width=\"263\" height=\"237\" \/>\nSin City: est\u00e9tica de quadrinhos, ilumina- \u00e7\u00e3o do Noir, temas comuns a ambos, como intrigas, paix\u00f5es, viol\u00eancia, crime e mist\u00e9rios<\/strong><\/p>\nFonte: www.unicamp.br\n<h6>Cinema Noir<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nF\u00e3 inapel\u00e1vel de noir, o cora\u00e7\u00e3o bate mais forte sempre que deparo comum texto (s\u00e3o tantosl) que pretende demonstrar que o film noir n\u00e3o existe. O\u00faltimo foi um cap\u00edtulo do livro do americano Steve Neale, Genre andHollywood (2000), util\u00edssimo apanhado da hist\u00f3ria e teoria dos g\u00eaneros cinematogr\u00e1ficos praticados nos Estados Unidos.\n\nO cap\u00edtulo, o mais longodedicado a um \u00fanico g\u00eanero na obra (pp. 151-177), sem causar surpresas, trazcomo t\u00edtulo \u0093Film noir\u0094, mas dedica-se a provar que, \u0093enquanto fen\u00f4meno individual, o noir nunca existiu\u0094 (p. 173). Ponto de vista semelhante \u00e9 o dofranc\u00eas Marc Vernet.\n\nNo ensaio intitulado \u0093Film noir on the edge of doom\u0094(1993), afirma seu espanto \u0093de que [o termo] tenha sobrevivido e tenha sido regularmente resgatado e renovado por sucessivas gera\u00e7\u00f5es\u0094 (p. 25). E omesmo com a feminista Elizabeth Cowie. No artigo \u0093Film noir and women\u0094(1993), ela observa que \u0093o noir como g\u00eanero \u00e9 em certo sentido uma fantasia:um objeto nunca dado em sua forma pura ou completa\u0094 (p. 121).\n\nA lista deautores e t\u00edtulos \u00e9 imensa, e n\u00e3o desejo esgota-la. Maior que esse rol de c\u00e9ticos, apenas o dos convertidos: os divulgadores,os enciclopedistas e os estudiosos seduzidos pelo noir, respons\u00e1veis pelatransforma\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, em um fen\u00f4meno cinef\u00edlico eacad\u00eamico de vendas nas salas alternativas, livrarias e videotecas americanas&#8217;\u00c9 gra\u00e7as a eles que hoje, indagando a qualquer cin\u00e9filo, este prontamente nos oferecer\u00e1 sua defini\u00e7\u00e3o de noir: \u0093Sim, claro, aqueles policiais dos anos 1940 deluz expressionista, narrados em o\u0083\u0083, com uma loira fatal e um detetive dur\u00e3o ou um trouxa, cheios de viol\u00eancia e erotismo etc.\u0094. E assim teremos, em m\u00e3os, um conceito de noir, em que pesem suas lacunas e imprecis\u00f5es.\n\nO que coloca a quest\u00e3o na ordem do dia: mas o noir existe? Essa tens\u00e3o entre acad\u00eamico e cinef\u00edlico, entre raz\u00e3o e sedu\u00e7\u00e3o, constitui um dos aspectos mais fascinantes da manifesta\u00e7\u00e3o social do noir. Uma concilia\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel? Para responder \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o (espero tamb\u00e9m conciliar-me, racionalizar-mecomo seduzido pelo g\u00eanero), examino a seguir um punhado de elementoscruciais: a g\u00eanese e o percurso do tenno noir, os tra\u00e7os definidores do \u0093g\u00eanero\u0094e os argumentos favor\u00e1veis e contr\u00e1rios a sua exist\u00eancia. Concluindo ao final (cinefilicament\u00e1) que, sim, ele existe, e sugerindo alguns sentidos desse desejo por noir.\n<h4>A hist\u00f3ria de um termo<\/h4>\nInicio reconhecendo: o noir, como objeto art\u00edstico, \u00e9 \u0093o g\u00eanero que nunca existiu\u0094. Nisso, h\u00e1 uma verdade. Durante sua ocorr\u00eancia original, localiz\u00e1vel em algum ponto entre o princ\u00edpio dos anos 1940 e meados dos1950 (quem saber\u00e1? Que generosa controv\u00e9rsia \u00e9 o noirl), nem ind\u00fastria, nemcr\u00edtica, nem p\u00fablico jamais utilizaram o termo, em terras americanas, emrefer\u00eancia ao corpus hoje cultuado como \u0083ilm noir. Tal como O homem do neo- noir de Joel Coen (2001), o termo n\u00e3o estava l\u00e1.\n\nForam os franceses os seus criadores, e n\u00e3o os americanos (em se tratando de noir, \u0093confus\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o\u0094). Corria o p\u00f3s-guerra. Privados de cinemahollywoodiano durante a ocupa\u00e7\u00e3o, os franceses viram-se diante de uma nova leva de filmes que inclu\u00eda Rel\u00edquia macabra (John Huston, 1941), Laura (Otto Preminger, 1944), At\u00e9 a vista, querida (Edward Dmytryk, 1943), Pacto de sangue (Billy Wilder, 1944) e Um retrato de mulher (Fritz Lang, 1944). E logo depois outra, composta por Alma torturada (Frank Tuttle, 1942), Assassinos (Robert Siodmak, 1946), A dama do lago (Robert Montgomery, 1947), Gilda (CharlesVidor, 1946) e A beira do abismo (Howard Hawks, 1946).\n\nEnt\u00e3o, em 1946, o cr\u00edtico e cineasta Nino Frank cunhou o r\u00f3tulo noir, em alus\u00e3o \u00e0 \u0093S\u00e9rie Noire\u0094- cole\u00e7\u00e3o editada na Fran\u00e7a contendo obras da literatura hard-boiledz (base para a maioria desses filmes). Frank e seus colegas Jean-PierreChartier (tamb\u00e9m em 1946) e Henri-Fran\u00e7ois Rey (em 1948) frouxamente (ede forma contradit\u00f3ria) o empregararn para manifestar sua admira\u00e7\u00e3o diantedessas obras de tons escurecidos, tem\u00e1tica e fotograficamente, surpreendentes em sua representa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e fatalista da sociedade americana e na subvers\u00e3o \u00e0 unidade e estabilidade t\u00edpicas do classicismo de Hollywood. Por fim, em 1955, depois de uma d\u00e9cada de uso impreciso e confuso do termo, aparecia o livro Panorama du film noir am\u00e9ricain, dos cr\u00edticos Raymonde Borde e EtienneChaumeton, um esfor\u00e7o de sistematiza\u00e7\u00e3o da categoria que, outra vez, por\u00e9m, caracterizava-se pelo impressionismo e pela contradi\u00e7\u00e3o.\n\nE preciso reconhecer, portanto, que o noir como g\u00eanero nunca existiu:sua cria\u00e7\u00e3o foi retrospectiva. Eis um ponto pac\u00edfico: trata-se de uma \u0093categoria cr\u00edtica\u0094 (Neale 2000, p. 153), e com certid\u00e3o de nascimento lavrada no estrangeiro, a posteriori. Como se isso n\u00e3o bastasse, sua constru\u00e7\u00e3o deu-se em duas etapas: \u00e0 francesa, sucedeu a americana.\n\nEsta se inaugurou somente ao final dos anos 1960, com o cap\u00edtulo \u0093Black cinema\u0094 (no t\u00edtulo, uma frustradatentativa de tradu\u00e7\u00e3o do termo franc\u00eas) do livro Hollywood in the \u0083orties, de Charles Higham e loel Greenberg, de 1968. E teve seq\u00fc\u00eancia em uma s\u00e9rie de textos acad\u00eamicos e cinef\u00edlicos dos anos 1970, que passaram a aparecer emprofus\u00e3o ao longo das d\u00e9cadas de 1980 e 1990.\n\nA introdu\u00e7\u00e3o do conceito de noir nos Estados Unidos foi paralela \u00e0assimila\u00e7\u00e3o americana da pol\u00edtica dos autores desenvolvida pelos Cahiers du Cin\u00e9ma e guardou com ela diversas semelhan\u00e7as. Orgulhosa do elogioeuropeu a Hollywood, a cr\u00edtica local acolheu o termo com generosidade.\n\nContudo, ao contr\u00e1rio da pol\u00edtica dos autores, isso resultaria em severos problemas te\u00f3rico-cr\u00edticos, em virtude da falta de precis\u00e3o e consist\u00eancia da categoria francesa do noir. Por outro lado, tal como o ocorrido com a no\u00e7\u00e3o deautor, o conceito imediatamente ultrapassou os limites da cr\u00edtica e daacademia, popularizando-se no meio cinef\u00edlico e tornando-se objeto de culto.\n\nPreparava-se desse modo a ambi\u00eancia para o revival noir que lrromperia em meados dos anos 1970.\n\nEm resposta \u00e0 recep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e cinef\u00edlica ao termo, os grandes est\u00fadios dele se apropriaram para produzir filmes como Chinatown (Roman Polanski, 1974), Um lance no escuro (Arthur Penn, 1975) e Taxi driver (Martin Scorsese, 1976), aos quais se seguiram, uma vez consolidado genericamente esse \u0093neo-noir\u0094, outros como Corpos ardentes (Lawrence Kasdan, 1981), Blade runner (Ridley Scott, 1982), Veludo azul(David Lynch, 1986), O mist\u00e9rio da vi\u00fava negra (Bob Rafelson, 1987), Jogo perverso (Kathryn Bigelow, 1990), LosAngeles: Cidade proibida (Curtis Hanson,1997), Estrada perdida (David Lynch, 1997) e o j\u00e1 citado O homem que n\u00e3oestava l\u00e1 &#8211; para nomear apenas os de maior destaque. (No Brasil, A dama docine Shangai e Perfume de gard\u00eania, de Guilherme de Almeida Prado, 1987 e1992; Toler\u00e2ncia, de Carlos Gerbase, 2000; e Bellini e a esfinge, de Roberto Santucci Filho, 2001.)\n\nE agora? Um paradoxo dos mais ir\u00f4nicos se oferece: se o noir n\u00e3oexistiu, como explicar o aparecimento de um neo-noir? Ou, posto de formamais abrangente: que contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 essa, a opor cr\u00edticos ferrenhos da categoria gen\u00e9rica do noir a um conjunto de evid\u00eancias te\u00f3ricas (o debate acad\u00e9mico),cinef\u00edlicas (a legi\u00e3o de f\u00e3s) e industriais (o neo-noir), indicativas de sua relev\u00e2ncia como fen\u00f4meno hist\u00f3rico do cinema hollywoodiano?\n\nApreciemos os dois grupos de argumentos advers\u00e1rios: se o film noirexiste, como defini-lo? Ou, se n\u00e3o existe, que percal\u00e7os impugnariam acategoria do noir?\n<h4>Definindo o noir<\/h4>\nA defini\u00e7\u00e3o cient\u00edfica antes apresentada (policial expressionista dad\u00e9cada de 1940, loira fatal etc.) resulta de um lento processo de constru\u00e7\u00e3o eposterior populariza\u00e7\u00e3o da categoria gen\u00e9rica do noir, implementado ao longode pelo menos 30 anos. Uma das maiores inconsist\u00eancias dessa cria\u00e7\u00e3oretrospectiva \u00e9 o seu car\u00e1ter tautol\u00f3gico, sempre utilizado como argumentopelos c\u00e9ticos.\n\nEla se assentou em dois esfor\u00e7os paralelos e em permanenteretroalimenta\u00e7\u00e3o: a determina\u00e7\u00e3o do corpus f\u00edlmico que teria constitu\u00eddo onoir e a abstra\u00e7\u00e3o, baseada nesse c\u00e2none, dos aspectos definidores do g\u00eanero.Verificou-se uma paulatina amplia\u00e7\u00e3o do corpus, cuja regra operacional era apretensa adequa\u00e7\u00e3o dos filmes aos elementos postulados como definidores do noir, os quais eram ent\u00e3o revistos (em geral, alargados) na medida do crescimento num\u00e9rico do c\u00e2none. Tautologia da melhor qualidade.\n\nDo processo de abstra\u00e7\u00e3o com base no corpus, as caracter\u00edsticassupostamente definidoras do g\u00eanero foram depuradas: um conjunto de especificidades narrativas, tem\u00e1ticas e estil\u00edsticas. O elemento central \u00e9 o tema do crime, entendido pelos comentadores como campo simb\u00f3lico para aproblematiza\u00e7\u00e3o do mal-estar americano do p\u00f3s\u008bguerra (resultado da criseecon\u00f4mica e da inevit\u00e1vel necessidade de reordenamento social ao fim doesfor\u00e7o militar).\n\nSegundo esses autores, o noir prestou-se \u00e0 den\u00fancia dacorrup\u00e7\u00e3o dos valores \u00e9ticos cimentadores do corpo social, bem como dabrutalidade e hipocrisia das rela\u00e7\u00f5es entre indiv\u00edduos, classes e institui\u00e7\u00f5es.Foi ve\u00edculo, al\u00e9m disso, para a tematiza\u00e7\u00e3o (embora velada) das emergentes desconfian\u00e7as entre o masculino e o feminino, causadas pela desestabiliza\u00e7\u00e3odos pap\u00e9is sexuais durante a guerra.\n\nMetaforicamente, o crime noir seria odestino de uma individualidade ps\u00edquica e socialmente desajustada, e, ao mesmo tempo, representaria a pr\u00f3pria rede de poder ocasionadora de tal desestrutura\u00e7\u00e3o. A caracteriza\u00e7\u00e3o eticamente ambivalente da quase totalidadedos personagens noir, o tom pessimista e fatalista, e a atmosfera cruel,paran\u00f3ica e claustrof\u00f3bica dos filmes, seriam todos manifesta\u00e7\u00e3o desse esquema metaf\u00f3rico de representa\u00e7\u00e3o do crime como espa\u00e7o simb\u00f3lico para a problematiza\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-guerra.\n\nI\u00e1 do ponto de vista narrativo e estil\u00edstico, \u00e9 poss\u00edvel afirmar (grosso modo) que as fontes do noir na literatura policial e no Expressionismocinematogr\u00e1fico alem\u00e3o contribu\u00edram, respectivamente, com boa parte doselementos cruciais.\n\nEntre os elementos narrativos, cumpre destacar acomplexidade das tramas e o uso do flashback (concorrendo para desorientar0 espectador), al\u00e9m da narra\u00e7\u00e3o em over do protagonista masculino.Estilisticamente, sobressaem a ilumina\u00e7\u00e3o low-key (com profus\u00e3o de SOmbraS), o emprego de lentes grande-angulares (deformadoras daperspectiva) e o corte do big close-up para o plano geral em plong\u00e9e (este, o Enquadramento noir por excel\u00eancia).3 E ainda a s\u00e9rie de motivos iconogr\u00e1ficos como espelhos, janelas (o quadro dentro do quadro), escadas, rel\u00f3gios etc.\n\nAl\u00e9m, \u00e9 claro, da ambienta\u00e7\u00e3o na cidade \u00e0 noite (noite americana, em geral),em ruas escuras e desertas. Num levantamento estat\u00edstico, possivelmente mais da metade dos noirs traria no t\u00edtulo original men\u00e7\u00e3o a essa iconografia ~ night,city, street, dark, lonely, mirror, window &#8211; ou aos motivos tem\u00e1ticos &#8211; killing, kiss,death, panic, fear, cry etc\n<h4>G\u00eanero e sexualidade<\/h4>\n\u0093Definido\u0094 (de modo esquem\u00e1tico) o noir, gostaria de deter-me sobre um de seus aspectos constitutivos de maior interesse te\u00f3rico-cr\u00edtico: aproblematiza\u00e7\u00e3o dos g\u00eaneros e da sexualidade (para a ele retornar no final).\n\nPara muitos, 0 noir se caracteriza por \u0093um tratamento distintivo do desejo sexual e dos relacionamentos sexuais, um conjunto distintivo depersonagens-tipo masculinos e femininos e um repert\u00f3rio distintivo de tra\u00e7os, ideais, aspectos e formas de comportamento masculinos e femininos\u0094 (Neale 2000, p. 160). Os proponentes do noir afirmam ter sido ele ve\u00edculo paraa representa\u00e7\u00e3o de um dos elementos centrais da \u0093cultura da desconfian\u00e7a\u0094 dop\u00f3s-guerra: a intensa rivalidade entre o masculino e o feminino.\n\nEstaresultava, por um lado, da modifica\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sexuais em decorr\u00eancia damobiliza\u00e7\u00e3o militar e, por outro, da disputa pelo mercado de trabalho entre oscontingentes retornados do front e a m\u00e3o-de-obra feminina treinada parasubstitui-los durante o conflito.\n\nO que produzia, em conjunto, umaverdadeira crise identit\u00e1ria masculina ou, como quer Richard Dyer, \u0093uma ansiedade com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exist\u00eancia e defini\u00e7\u00e3o da masculinidade e danormalidade\u0094 (1978, p. 91).\n\nDe acordo com esse autor, o tema \u00e9 \u0093raramente expresso de forma direta, podendo, no entanto, ser considerado constitutivo da \u0093problem\u00e1tica\u0094 do noir, aquele conjunto de temas e quest\u00f5es de que os filmes procuram dar conta sem por\u00e9m nunca realmente articula-los\u0094.\n\n\u00c9 nesse contexto que deve ser entendida a figura noir m\u00edtica da mulherfatal. Um dos temas mais recorrentes da hist\u00f3ria da arte, no noir, a femme \u0083atalemetaforiza, do ponto de vista masculino, a independentiza\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada pelamulher no momento hist\u00f3rico do p\u00f3s- guerra. Ao operar a transforma\u00e7\u00e3o delaem sedutora mal\u00e9vola e pass\u00edvel de puni\u00e7\u00e3o, o noir procura refor\u00e7ar a masculinidade amea\u00e7ada e restabelecer simbolicamente o equil\u00edbrio perdido.\n\nMas, ao mesmo tempo, como observa Deborah Thomas, tamb\u00e9m a mulher \u0093redentora\u0094 presente no noir \u00e9 retratada como amea\u00e7adora, por simbolizar astenta\u00e7\u00f5es e os perigos da domestica\u00e7\u00e3o do her\u00f3i. De modo que, no noir, \u0093asmulheres (&#8230;) podem representar n\u00e3o apenas os perigos vislumbrados narejei\u00e7\u00e3o \u00e0 \u0093normalidadel como a opress\u00e3o identificada na ades\u00e3o a esta\u0094 (Thomas 1992, p. 64).\n\nPor outro lado, alguns autores sustentam que o revigoramento noir do masculino \u00e9 implementado tamb\u00e9m pela transgress\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssicado pr\u00f3prio her\u00f3i. Para Frank Krutnik (1991, pp. xiii e 7-91 ), no Western ou no fillme de a\u00e7\u00e3o-aventura, o her\u00f3i funciona como uma figura idealizada de identifica\u00e7\u00e3o narcisista, promotora da ideologia da onipot\u00eancia e invulnerabilidade masculinas. I\u00e1 o her\u00f3i (ou anti-her\u00f3i) noir, mesmo no caso do detetive dur\u00e3o, constitui uma invers\u00e3o desse ego ideal, por suas not\u00f3riascaracter\u00edsticas de ambig\u00fcidade, derrotismo, isolamento e egocentrismo. Nesse sentido, a freq\u00fcente exacerba\u00e7\u00e3o da masculinidade dos personagens no\u00edrspode ser considerada uma marca daquilo que justamente se faz ausente.\n\nO resultado \u00e9 que o film noir reconhece e enfrenta a crise de confian\u00e7a namasculinidade, mas sempre associando-a \u00e0s formas como o masculino \u00e9arregimentado pelo patriarcado, reclamando a explora\u00e7\u00e3o de novas fronteiraspara o redimensionamento da identidade do homem. Ou, conforme sugereFlorence Iacobowitz, o noir \u00e9 \u0093um g\u00eanero onde a masculinidade compuls\u00f3ria\u00e9 apresentada como um pesadelo\u0094 (1992, p. 153)\n\n<strong>Pedro Almod\u00f3var<\/strong>\n\nFonte: pt.scribd.com\n<h6>Cinema Noir<\/h6>\nEm cima da mesa de jacarand\u00e1 escuro repousa uma Smith &amp; Wesson calibre 28, seu cano ainda solta o \u00faltimo fio de fuma\u00e7a, atr\u00e1s, sentada confortavelmente, a Sra. Guinevere acende seu cigarro na piteira. Olhando fixamente para um corpo encolhido no ch\u00e3o de madeira.\n\nO sil\u00eancio do ambiente s\u00f3 \u00e9 quebrado pelo barulho da secret\u00e1ria, a Srta. Judith Tax, nervosamente batendo \u00e0 porta. O olhar e a express\u00e3o da Sra. Guinevere n\u00e3o sofrem altera\u00e7\u00e3o. Finalmente a porta se abre e Judith presencia a cena. Ca\u00eddo, Franklin parece n\u00e3o crer no susto que levou, mas olhando para tr\u00e1s de seu corpo, a parede se encarrega de esclarecer tudo. \u0096 Foi s\u00f3 um brincadeira Judith, est\u00e1 tudo bem.\n\nEm 1941, com O Falc\u00e3o Malt\u00eas, John Huston inaugurou um estilo de filme que at\u00e9 hoje gera discuss\u00e3o sobre se \u00e9 um g\u00eanero, como o drama e a com\u00e9dia, ou um movimento, como foi o cinema novo, o expressionismo Alem\u00e3o e a Nouvelle Vague. Segundo o cineasta norte-americano Paul Scharader, n\u00e3o resta duvidas de que o noir \u00e9 uma express\u00e3o ou um dogma do cinema de Hollywood.\n\nNa Fran\u00e7a, em 1946, os cr\u00edticos de cinema colocaram a alcunha de noir (preto), e tra\u00e7aram um perfil elogioso enumerando as qualidades das novas produ\u00e7\u00f5es, principalmente os filmes policiais, e clamando por novas pel\u00edculas carregadas dessa est\u00e9tica.\n\nFilosofando um pouco em cima dessa est\u00e9tica, iremos encontrar o seu inicio na Guerra, depois que os Estados Unidos foram atacados em Pearl Harbor. A partir da\u00ed, a sociedade norte-americana aprendeu a viver com as batalhas, perdendo seus filhos e fazendo fortuna com sua ind\u00fastria b\u00e9lica. A morte, o dinheiro e as armas s\u00e3o recorr\u00eancias constantes no film noir.\n\nBaseado mais no roteiro do que nas interpreta\u00e7\u00f5es e dire\u00e7\u00e3o, o noir muitas vezes \u00e9 caracterizado como um filme de segunda, um filme B, pelas atrizes fracas e atores canastr\u00f5es, que foi relembrado recentemente no excelente A D\u00e1lia Negra (2006), do diretor que flerta com o noir, Brian De Palma, ou ainda em Chinatown (1974), em Cabo do Medo (1991) Scorsese se mostra um especialista no tema.\n\nAlguns elementos s\u00e3o essenciais, como a femme fatale, ou seja, a mulher loira, linda e fria que ao mesmo tempo que demonstra uma fragilidade, \u00e9 dissimulada e calculista, objetivando sempre o dinheiro. A est\u00e9tica que privilegia as cores escuras e os ambientes de pouca luz. Geralmente s\u00e3o filmes com uma dire\u00e7\u00e3o de fotografia mais rica que a pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o.\n\nExtraindo de filmes noir de 1941 a 1958, o livro Film Noir, de Terence Pitts, \u00e9 uma ode, com direito a fotos, ao noir. O livro ainda faz uma sele\u00e7\u00e3o de dez filmes noir: Double Indemnity, que foi homenageado por De Palma no noir Femme Fatale (2002), Kiss Me Deadly, Gun Crazy, Criss Cross, Detour, In A Lonely Place, T-Men, Fuga do Passado (1948), The Reckless Moment, and Touch of Evil.\n\nFonte: www.museudocinema.com.br\n<h6>Cinema Noir<\/h6>\nO policial aponta nervoso para os dois brancos do set e bate boca com o diretor. Quer mais dinheiro. A \u0093caixinha\u0094 que recebera mais cedo para deixar a equipe em paz j\u00e1 n\u00e3o era suficiente.\n\nAfinal, agora surgiram brancos na parada, logo deveria dar para tirar mais algum. Os brancos em quest\u00e3o \u00e9ramos eu e Jo\u00e3o, fot\u00f3grafo desta reportagem, mas o incidente n\u00e3o atrapalhou o dia de grava\u00e7\u00e3o de Bloody Hands, a ser lan\u00e7ado agora em 2009.\n\nEstamos na Nig\u00e9ria, pa\u00eds com mais petr\u00f3leo que o Brasil e que se orgulha pacas do ouro ol\u00edmpico no futebol em 1996, aquele que n\u00e3o temos. Em Lagos, 15 milh\u00f5es de habitantes sobrevivem sem saneamento b\u00e1sico algum e circulam em uma megafrota de lota\u00e7\u00f5es detonadas em um tr\u00e2nsito bem pior que o paulistano, movido a um buzina\u00e7o insuport\u00e1vel, tomado por um formigueiro de camel\u00f4s entre os ve\u00edculos e sem sem\u00e1foros \u0096 em uma semana vimos um \u00fanico funcionando.\n\nDe noite a coisa piora, a metr\u00f3pole gigante, maior que S\u00e3o Paulo, fica totalmente escura. Postes s\u00e3o raros e, quando existem, n\u00e3o funcionam. Caos \u00e0 parte, desembarcamos por l\u00e1 interessados mesmo \u00e9 na maior produ\u00e7\u00e3o de cinema do mundo.\n\nHollywood fatura centenas de vezes mais, e a indiana Bollywood tamb\u00e9m tem produ\u00e7\u00e3o significativa. Mas nada supera o volume brutal de filmes lan\u00e7ados em solo nigeriano. 2008 est\u00e1 fechando com aproximadamente mil lan\u00e7amentos, \u0093mas no \u00e1pice, em 2005, chegaram ao mercado cerca de 2 mil filmes, era muita coisa, uns 40 por semana\u0094, estima a produtora e diretora Amaka Igwe, uma das mais antigas do pa\u00eds.\n\nO boom come\u00e7ou em 1993, quando Living in Bondage (algo como Vivendo com um encosto) estourou, vendendo milhares de c\u00f3pias em VHS. A chegada da tecnologia digital deu uma turbinada na produ\u00e7\u00e3o, e hoje fitas gravadas em menos de um m\u00eas a um custo que dificilmente passa dos US$ 30 mil s\u00e3o vistas por at\u00e9 20 milh\u00f5es de pessoas.\n\nC\u00e2meras digitais e softwares de edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo acess\u00edveis casaram bem com um povo contador de hist\u00f3ria e criativo que s\u00f3. Quem primeiro chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fen\u00f4meno foi a francesa Cahiers du Cin\u00e9ma, revista-b\u00edblia de cin\u00e9filos mundo afora.\n\nA publica\u00e7\u00e3o fez um levantamento em 2004, e apontou que Nollywood, apelido da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica local, tinha produzido ao menos 1.200 filmes naquele ano, contra 934 da \u00cdndia e 611 dos EUA. A essa altura, Living in Bondage j\u00e1 tinha 11 anos, mas o Ocidente ainda n\u00e3o havia acordado para o fen\u00f4meno. E s\u00f3 agora, no fim de 2008, a primeira equipe de reportagem brasileira (a da Trip) foi at\u00e9 l\u00e1 ver in loco que hist\u00f3ria \u00e9 essa.\n<h4>Nenhum filme no cinema<\/h4>\nNollywood \u00e9 um fen\u00f4meno cultural \u00fanico no mundo n\u00e3o apenas pelo volume alucinante, mas tamb\u00e9m pela forma com que o povo consome esses filmes. Em todo o pa\u00eds quase n\u00e3o h\u00e1 cinemas. Fomos conhecer o maior complexo da Nig\u00e9ria, que fica em The Palms, principal shopping de Lagos. S\u00e3o seis salas com um jeit\u00e3o de Cinemark depois da gripe.\n\nTodas exibem lan\u00e7amentos americanos, os mesmos em cartaz por aqui. \u0093Lan\u00e7amentos locais n\u00e3o chegam \u00e0s salas. S\u00f3 \u00e0s vezes, na premi\u00e8re\u0094, explica Shaibu Hussreini, cr\u00edtico de cinema que acompanha a produ\u00e7\u00e3o local desde o tempo do videocassete. Como ent\u00e3o a turma assiste \u00e0 maior produ\u00e7\u00e3o de filmes do mundo? Comprando DVDs aos milhares.\n\nA\u00ed entra outro aspecto \u00fanico do cinema nigeriano. O esquema n\u00e3o convencional de distribui\u00e7\u00e3o, que funciona t\u00e3o bem que nem parece estarmos num pa\u00eds de infra-estrutura t\u00e3o detonada que nem mesmo o onipresente McDonald\u0092s quis se instalar por l\u00e1.\n\nAgora no segundo semestre as produtoras entregaram de 10 a 15 novos t\u00edtulos por semana nos mercados de rua de Lagos. \u0093Numa semana chegam os t\u00edtulos em ingl\u00eas e, na outra, os em ioruba\u0094, explica Gloria Paul, vendedora que h\u00e1 cinco anos trabalha no mercado de filmes de Surulere, bairro que concentra a nata de Nollywood.\n\nQuatro mercados como o de Gloria recebem os lan\u00e7amentos, onde vendedores de rua compram os filmes e os distribuem. Assim as fitas chegam tamb\u00e9m a Gana, ali do lado, que tem uma legi\u00e3o de f\u00e3s consumidores, e tamb\u00e9m ao restante da \u00c1frica e at\u00e9 para a Europa, onde fazem a alegria de imigrantes.\n\n\u00c9 um modelo capilarizado de distribui\u00e7\u00e3o baseado em camel\u00f4s e lojinhas que funciona incrivelmente bem h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Tanto que a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica hoje \u00e9 a terceira economia do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas do petr\u00f3leo e da agricultura.\n\nEm Londres, onde vi um filme nigeriano pela primeira vez, os DVDs custam 5 libras nos bairros africanos. Todos originais. Mesmo na p\u00e1tria-m\u00e3e n\u00e3o s\u00e3o baratinhos, saem 5 mil nairas \u0096 cerca de R$ 8. Assim, como no resto do mundo, a pirataria tamb\u00e9m est\u00e1 por l\u00e1. \u0093O pirata cresce nas defici\u00eancias de distribui\u00e7\u00e3o.\n\nEm vez de levar caixas de filmes at\u00e9 o outro lado do pa\u00eds, o revendedor muitas vezes compra um de cada e reproduz\u0094, comenta Amaka, que calcula que um \u00adblockbuster de Nollywood pode vender at\u00e9 700 mil c\u00f3pias regulares.\n\nQuando vemos tais n\u00fameros \u00e9 preciso lembrar que falamos de 140 milh\u00f5es de habitantes, o que faz da Nig\u00e9ria n\u00e3o s\u00f3 o pa\u00eds mais populoso da \u00c1frica, como tamb\u00e9m a maior na\u00e7\u00e3o negra do mundo. Negra mesmo, 100% black. Em uma semana por l\u00e1, os \u00fanicos brancos que vimos circulando pela rua (al\u00e9m de n\u00f3s mesmos) foram dois albinos. Juro.\n\nFonte: revistatrip.uol.com.br\n<h6>Cinema Noir<\/h6>\nMinha op\u00e7\u00e3o de pesquisa \u00e9 pelo cinema noir, g\u00eanero cinematogr\u00e1fico que investigo com o objetivo de identificar como manifesta o hedonismo. A partir da observa\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio noir, em especial a condi\u00e7\u00e3o da femme fatale, visualizam-se elementos que permitem uma abordagem de pesquisa relacionada \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es de hedonismo.\n<h4>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h4>\nAo conciliar o gosto pelo cinema a trabalhos j\u00e1 desenvolvidos sobre hedonismo, a exemplo de minha disserta\u00e7\u00e3o, instiga-me agora realizar um estudo propondo o cinema como objeto e ao mesmo tempo consider\u00e1-lo a partir de suas possibilidades de manifestar o hedonismo.\n\nO cinema noir aparece como um terreno f\u00e9rtil nesse sentido, j\u00e1 que algumas caracter\u00edsticas do g\u00eanero privilegiam tal abordagem. A contextualiza\u00e7\u00e3o do noir, relacionada ao tratamento do hedonismo nesse g\u00eanero, deve nortear a an\u00e1lise.\n\nEm estudos anteriores, trabalhei com valores de ordem hedonista, como prazer e beleza. A sequ\u00eancia do trabalho atual poder\u00e1 indicar novas categorias, que venham a dar suporte \u00e0 proposta de an\u00e1lise .\n<h4>Metodologia<\/h4>\nA partir de uma contextualiza\u00e7\u00e3o do cinema noir, acredito ser poss\u00edvel identificar elementos do g\u00eanero que indiquem ou constituam manifesta\u00e7\u00f5es de hedonismo.\n\nUma das possibilidades de pesquisa \u00e9 pensar o trabalho a partir da an\u00e1lise de obras caracter\u00edsticas do noir cl\u00e1ssico e obras do neo-noir, a fim de identificar a atualiza\u00e7\u00e3o do g\u00eanero no que diz respeito \u00e0 abordagem do hedonismo.\n\nExistem elementos que permitem avaliar mudan\u00e7as quanto \u00e0 abordagem hedonista, fortemente vinculada \u00e0 figura da femme fatale, por exemplo, que passou por modifica\u00e7\u00f5es consider\u00e1veis.\n\nA contextualiza\u00e7\u00e3o do noir a partir da id\u00e9ia de an\u00e1lise proposta (noir cl\u00e1ssico e neonoir) permitiria mapear, ent\u00e3o, os elementos que d\u00e3o visibilidade ao hedonismo. Ap\u00f3s essa caracteriza\u00e7\u00e3o, poderiam surgir categorias que sustentariam diferentes tipos de filmes. Os elementos comuns identificados na amostra poderiam assim definir a an\u00e1lise.\n<h4>Refer\u00eancias<\/h4>\nANDREW, James Dudley. As principais teorias do cinema: uma introdu\u00e7\u00e3o. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 2002.\n\nAUGUSTI, Alexandre Rossato. Jornalismo e comportamento: os valores presentes no discurso da revista Veja. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.\n\nAUMONT, Jacques; MARIE, Michel. A an\u00e1lise do filme. Lisboa: Texto e grafia, 2009.\n\nAUMONT, Jacques. A est\u00e9tica do filme. 7 ed. Campinas: Papirus, 2009.\n\nAUMONT, Jacques. Moderno? Por que o cinema se tornou a mais singular das artes. Campinas: Papirus, 2008.\n\nD\u0092AMBROSIO, Ubiratan. Uma vis\u00e3o transdisciplinar de valores. P\u00e1tio: revista pedag\u00f3gica. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas Sul Ltda, ano 4, n. 13, 2000.\n\nFERRY, Luc. O que \u00e9 uma vida bem-sucedida?: ensaio. Rio de Janeiro: Difel, 2004.\n\nGIRARDI, Leopoldo Justino. O ser do valor: perspectiva de Gabriel Marciel. Porto Alegre: N. R. de Souza, 1978.\n\nGU\u00c9RIF, Fran\u00e7ois. Le film noir americain. Paris: \u00c9dition Henri Veyrier, 1979.\n\nGUTI\u00c9RREZ, Barrio. Teoria moral. In: Hedonismo. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.encuentra.com\/includes\/imprimelo.php?IdDoc=2246&amp;Ayuda=1 . Acesso em: 25 out. 2005.\n\nHERRIOT, Peter (org.). Valores, atitudes e mudan\u00e7as de comportamento. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.\n\nMARCEL, Martin. A linguagem cinematogr\u00e1fica. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 2007.\n\nONFRAY, Michel. A arte de ter prazer: por um materialismo hedonista. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1999.\n\nORTEGOSA, Marcia. Cinema noir: espelho e fotografia. S\u00e3o Paulo: Annablume, 2010.\n\nTAMAYO, Alvaro. Hierarquia de valores transculturais e brasileiros. Psicologia: teoria e pesquisa. Bras\u00edlia, v.10, n. 2, 1994.\n\nXAVIER, Ismail. O discurso cinematogr\u00e1fico: a opacidade e a transpar\u00eancia. 3. ed. revis. e ampl. 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