{"id":13530,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/flor-2\/"},"modified":"2026-08-31T22:57:53","modified_gmt":"2026-08-31T22:57:53","slug":"flor-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/flor-2\/","title":{"rendered":"Flor"},"content":{"rendered":"\nA maioria das plantas se reproduz por meio das\u00a0<strong>flores<\/strong>. A\u00ed se encontram os aparelhos reprodutores e ocorre a fecunda\u00e7\u00e3o.\n\nA flor \u00e9 formada de c\u00e1lice, corola, androceu e gineceu.\n\n<strong>O c\u00e1lice:\u00a0<\/strong>\u00c9 formado por um conjunto de folhas modificadas chamadas s\u00e9palas.\n\n<strong>A corola:\u00a0<\/strong>\u00c9 a parte colorida da flor. \u00c9 formada por folhas modificadas p\u00e9talas.\n\n<strong>O androceu:\u00a0<\/strong>\u00c9 o \u00f3rg\u00e3o masculino de reprodu\u00e7\u00e3o da flor. \u00c9 formado de estames.\n\n<strong>O estame tem as seguintes partes:\u00a0<\/strong>antera, filete e conectivo. A antera \u00e9 a regi\u00e3o dilatada da ponta do estame. A\u00ed se formam os gr\u00e3os de p\u00f3len. O filete \u00e9 a haste que sustenta a antera, e o conectivo \u00e9 a regi\u00e3o onde se ligam o filete e a antera.\n\n<strong>O gineceu:\u00a0<\/strong>\u00c9 o \u00f3rg\u00e3o feminino de reprodu\u00e7\u00e3o da flor.\n\n\u00c9 formado de carpelos.\n\n<strong>O carpelo tem as seguintes partes:\u00a0<\/strong>O estigma \u00e9 a parte achatada do carpelo. O estilete \u00e9 um tubo estreito e oco que liga o estigma ao ov\u00e1rio. O ov\u00e1rio \u00e9 a parte dilatada do carpelo, geralmente oval, onde se formam os \u00f3vulos.\n\n<strong>A fecunda\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0\u00c9 a uni\u00e3o de gr\u00e3os de p\u00f3len com o \u00f3vulo, dando origem ao ovo ou zigoto. O transporte e feito da antera para o estigma, esse transporte se chama poliniza\u00e7\u00e3o , ao atingir o estigma sofre modifica\u00e7\u00f5es tornando o tubo pol\u00ednico, que atinge o ov\u00e1rio.\n\n<strong>Poliniza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>\u00c9 o transporte de gr\u00e3os de p\u00f3len da antera para o estigma da flor. Pode ser da mesma flor ou de outra flor, quando \u00e9 de outra flor, ocorre atrav\u00e9s do vento, insetos, p\u00e1ssaros, chuva ou pelo homem.\n\n<strong>Fruto:\u00a0<\/strong>\u00c9 o ov\u00e1rio de uma flor, desenvolvido ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o. Geralmente o fruto tem duas partes o pericarpo e a semente.\n\n<strong>O pericarpo tem tr\u00eas camadas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Epicarpo:<\/strong>\u00a0A casca.\u00a0<strong>\nMesocarpo:\u00a0<\/strong>A parte carnosa, geralmente comest\u00edvel.\u00a0<strong>\nEndocarpo:\u00a0<\/strong>A parte que envolve a semente. Ex.os caro\u00e7os de manga, p\u00eassego, azeitona.<\/blockquote>\n<strong>Os frutos podem ser secos, carnosos, compostos ou falsos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Secos:\u00a0<\/strong>o pericarpo e bem duro. Ex., milho, am\u00eandoa, avel\u00e3, castanha.\u00a0<strong>\nCarnosos:<\/strong>\u00a0tem uma parte mole e comest\u00edvel. Ex. Uva, laranja, manga, ma\u00e7\u00e3, goiaba, p\u00eassego.\u00a0<strong>\nCompostos:\u00a0<\/strong>se origina de um conjunto de flores(Infloresc\u00eancia). Ex. Jaca, abacaxi, espiga de milho.\u00a0<strong>\nFalsos:<\/strong>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o realmente frutos, n\u00e3o se origina da flor.\u00a0<strong>Ex.:<\/strong>\u00a0o caju. Ma\u00e7a, morango,<\/blockquote>\n<strong>A semente \u00e9 o \u00f3vulo da flor desenvolvido ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>A semente tem duas partes:<\/strong>\u00a0tegumento e am\u00eandoa.\n<blockquote><strong>Tegumento:\u00a0<\/strong>\u00e9 a casca da mente.\u00a0<strong>\nAm\u00eandoa:\u00a0<\/strong>\u00e9 a parte principal da semente. Fica dentro do tegumento<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h40.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"261\" height=\"243\" \/><strong>\nFlor<\/strong><\/p>\n\n<h4>Flor das Angiospermas<\/h4>\nA <strong>flor<\/strong> das Angiospermas comparada a das Gimnospermas apresenta-se com organiza\u00e7\u00e3o mais complexa e maior diferencia\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica, sendo por isso considerada mais evolu\u00edda.\n\n<strong>Consta das seguintes partes:<\/strong> ped\u00fanculo ou eixo floral; vertic\u00edlios florais com disposi\u00e7\u00e3o c\u00edclica. A disposi\u00e7\u00e3o c\u00edclica dos vertic\u00edlios florais \u00e9 um car\u00e1ter que bem define a posi\u00e7\u00e3o c\u00edclica mais evolu\u00eddas das Angiospermas.\n<h4>Ped\u00fanculo ou eixo floral<\/h4>\nO ped\u00fanculo ou eixo floral \u00e9 um ramo modificado, inserido no caule, sustentando em sua extremidade superior, denominada recept\u00e1culo floral de tamanho e forma vari\u00e1veis, os verticilios florais. Encontram-se nas flores de pessegueiro, de fumo ou tabaco, de roseira, de l\u00edrio e outras flores. Tais flores se dizem pedunculadas. Quando falta o ped\u00fanculo, a flor \u00e9 s\u00e9ssil, como em algumas palmeiras, na pimenta-preta ou pimenta-do-reino (Piper nigrum).\n\nDe uma maneira geral, o ped\u00fanculo possui textura e organiza\u00e7\u00e3o que se aproximam das do pec\u00edolo das folhas.\n\nO ped\u00fanculo pode sofrer modifica\u00e7\u00f5es apreci\u00e1veis, como na flor do cajueiro, o qual se desenvolve muito, tornando-se suculento e comest\u00edvel, passando por ser o fruto (falso fruto ou pseudo fruto). No amendoim (Arachis hypogaea), o ped\u00fanculo floral ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o da flor, cresce fica mais forte e encurva-se para o solo, sob a qual o fruto se desenvolve.\n\nO recept\u00e1culo \u00e9 a extremidade do ped\u00fanculo, mais ou menos dilatada onde se inserem os verticilos florais. Quando de forma c\u00f4nica ou convexa recebe o nome de t\u00e1lano ou toro, e quando escavado ou tubuloso se denomina hipanto.\n<h4>Verticilos florais<\/h4>\nOs verticilos florais ou \u00f3rg\u00e3os florais, s\u00e3o folhas modificadas com disposi\u00e7\u00e3o geralmente c\u00edclica e inseridas na extremidade do ped\u00fanculo floral (t\u00e1lano, toro, hipanto ou recept\u00e1culo). Com fun\u00e7\u00e3o protetora temos o c\u00e1lice e com fun\u00e7\u00e3o reprodutora o androceu e gineceu ou pistilo.\n\n<strong>Uma flor \u00e9 completa quando possui os 4 verticilios, que de fora para dentro s\u00e3o: <\/strong>c\u00e1lice, corola, androceu e gineceu. O conjunto do c\u00e1lice e da corola forma o perianto, o inv\u00f3lucro protetor do androceu e gineceu. O androceu e o gineceu constituem os \u00f3rg\u00e3os sexuais.\n<h4>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DAS GIMNOSPERMAS<\/h4>\n<strong>As gimnospermas possuem 4 grupos com representantes atuais:<\/strong>\n<blockquote><strong>Cicadinae:<\/strong> os vegetais deste grupo s\u00e3o dotados de um tronco n\u00e3o ramificado,com folhas geralmente penadas no \u00e1pice; s\u00e3o di\u00f3icas.<strong> Ex.: <\/strong>cicas;<strong>\nGinkgoinae:<\/strong> <strong>neste grupo h\u00e1 um \u00fanico representante atual:<\/strong> Ginkgo biloba, encontrado na China e no Jap\u00e3o;<strong>\nConiferae:<\/strong> \u00e9 o grupo mais importante atualmente.<strong> Exemplos:<\/strong> Araucaria, Pinus, Cedrus, Sequoia, Cupressus etc;<strong>\nGnetinae<\/strong>: <strong>este grupo \u00e9 representado por:<\/strong> Ephedra e Gnetum.<\/blockquote>\n<h4>Import\u00e2ncia das Gimnospermas<\/h4>\n<blockquote>S\u00e3o muito utilizadas como plantas ornamentais em jardins residenciais e p\u00fablicos. Algumas plantas do g\u00eanero Cycas (palmeirinhas-de-jardim) fornecem amido para a confec\u00e7\u00e3o do sagu;\nFornecem madeira para a constru\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis;\nA madeira \u00e9 utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de papel;\nA resina dos pinheiros \u00e9 utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de desinfetantes e na perfumaria;\nO pinheiro Abis balsamea fornece o b\u00e1lsamo-do-canad\u00e1, utilizado na prepara\u00e7\u00e3o de l\u00e2minas nos laborat\u00f3rios de an\u00e1lises;\nOs pinheiros chamados cedros-do-l\u00edbano possuem madeira muito resistente que era utilizada na constru\u00e7\u00e3o naval. O famoso templo de Salom\u00e3o foi constru\u00eddo com madeiras desse pinheiro;\nAlguns pinheiros como a arauc\u00e1ria do sul do Brasil produzem sementes comest\u00edveis, conhecidas por pinh\u00f5es;\nAlguns pinheiros do g\u00eanero Pinus produzem a terebintina utilizada como solvente na fabrica\u00e7\u00e3o de tintas e vernizes, al\u00e9m de outras aplica\u00e7\u00f5es;\nO \u00e2mbar \u00e9 uma resina f\u00f3ssil de con\u00edferas.<\/blockquote>\n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o Sexuada nas Plantas<\/h4>\n\u00c9 na <strong>flor <\/strong>que se inicia o cicio reprodutor sexual em todas as Angiosp\u00e9rmicas.\n\n<strong>\u00c9 nela que ocorre:<\/strong>\n<blockquote>Produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas reprodutoras especiais (esporos), acompanhada por meiose;\nPoliniza\u00e7\u00e3o;\nFertiliza\u00e7\u00e3o;\nDesenvolvimento do fruto e da semente.<\/blockquote>\n<strong>Ciclo completa-se com a:<\/strong>\n<blockquote>Dissemina\u00e7\u00e3o do fruto e da semente;\nGermina\u00e7\u00e3o da semente.<\/blockquote>\n<h4>Morfologia da Flor<\/h4>\nAs flores t\u00eam formas muito variadas, diferindo no tamanho, n\u00famero de pe\u00e7as reprodutoras e arranjo das mesmas.\n\n<strong>A flor t\u00edpica, dita &#8220;completa&#8221;, \u00e9 composta por(fig.1):<\/strong>\n<blockquote>S\u00e9palas;\nP\u00e9talas;\nEstames;\nCarpelos;\nRecept\u00e1culo;\nP\u00e9 ou ped\u00fanculo.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h45.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"443\" height=\"328\" \/>\n<strong>Figura 1 &#8211; Flor \u0096 Ramo Modificado<\/strong><\/p>\nAs s\u00e9palas geralmente s\u00e3o verdes, formando no seu conjunto o c\u00e1lice, \u00f3rg\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o.\n\nAs p\u00e9talas s\u00e3o as pe\u00e7as florais mais atrativas da flor, geralmente coloridas; no seu conjunto formam a corola, \u00f3rg\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o.\n\nOs estames, pe\u00e7as florais masculinas, est\u00e3o dispostos no interior da flor. S\u00e3o constitu\u00eddos por filamentos, os filetes, terminados por pequenos sacos, as anteras; no seu conjunto formam o androceu, \u00f3rg\u00e3o reprodutor masculino.\n\nOs carpelos, pe\u00e7as florais femininas, est\u00e3o dispostos na parte central da flor. S\u00e3o estruturas formadas por um saco basilar, o ov\u00e1rio, adelga\u00e7ando na parte superior, o estilete, cuja extremidade dilatada \u00e9 o estigma; no seu conjunto formam o gineceu, \u00f3rg\u00e3o reprodutor feminino.\n\nO recept\u00e1culo, termina\u00e7\u00e3o do p\u00e9 ou ped\u00fanculo, \u00e9 a pe\u00e7a floral onde se ligam todas as outras pe\u00e7as; no seu conjunto formam os \u00f3rg\u00e3os de suporte.\n\nAs flores nem sempre apresentam todas as pe\u00e7as florais, tendo diferentes designa\u00e7\u00f5es conforme a pe\u00e7a em falta.\n<h4>Perianto<\/h4>\nSe as diversas folhas florais de cada venticilo s\u00e3o iguais entre si, a flor \u00e9 regular; caso contr\u00e1rio, diz-se irregular.\n\n<strong>Conforme o n\u00famero de pe\u00e7as existente em cada verticilo, o perianto diz-se:<\/strong> tr\u00edmero, tetr\u00e2mero, pent\u00e2mero, etc.\n\nO perianto diz-se diferenciado, quando as s\u00e9palas s\u00e3o verdes e as p\u00e9talas s\u00e3o de outra cor e, indiferenciado, quando todas as pe\u00e7as s\u00e3o de uma s\u00f3 cor, designando-se estas por t\u00e9palas; quando as t\u00e9palas se assemelham \u00e0s p\u00e9talas, o perianto diz-se petal\u00f3ide, e sepal\u00f3ide quando lembram s\u00e9palas.\n\nO perianto pode, ainda, classificar-se quanto \u00e0 simetria. Assim, \u00e9 zigom\u00f3rfico quando tem um s\u00f3 plano de simetria, e actinom\u00f3rfico quando tem v\u00e1rios planos de simetria.\n\nAs s\u00e9palas e as p\u00e9talas podem ser livres ou aderentes. No primeiro caso, o c\u00e1lice diz-se dialiss\u00e9paio e a corola dialip\u00e9tala, no segundo caso, o c\u00e1lice diz-se sins\u00e9palo e a corola simp\u00e9tala.\n\nAs p\u00e9talas da corola dialip\u00e9tala s\u00e3o formadas por uma parte estreita, a unha, e outra mais larga, o limbo.\n<h4>Androceu<\/h4>\nO n\u00famero, aspecto, tamanho e disposi\u00e7\u00e3o dos estames \u00e9 vari\u00e1vel de flor para flor. Umas vezes, os estames mostram-se livres, outras ligados, quer pelos filetes quer pelas anteras. Podem, ainda, ser iguais ou desiguais, podendo estes ser considerados escames didin\u00e2micos e tetradin\u00e2micos.\n\nQuando os estames s\u00e3o em n\u00famero igual ou inferior a 10 dizem-se definidos, a partir da\u00ed s\u00e3o indefinidos.\n<h4>Gineceu<\/h4>\nCada carpelo \u00e9 uma folha lobada, cujos lobos se transformaram nos \u00f3vulos. Essas folhas lobadas, umas vezes conservam-se abertas, outras vezes fecham-se, dobrando sobre si mesmas, pela nervura principal.\n\nUmas e outras podem existir livres ou soldadas entre si.\n\nNo caso de existirem fechados ou abertos, mas ligados uns aos outros, os carpelos agregam-se num conjunto, formando o ov\u00e1rio, que se prolonga num estilete e termina no(s) estigma(s). No prime\u00edro caso, o ov\u00e1rio apresenta dois ou mais l\u00f3culos, e no segundo apresenta um s\u00f3 l\u00f3culo.\n\nO gineceu pode, ent\u00e3o, ser classificado quanto ao n\u00famero e coalesc\u00eancia de carpelos.\n<h4>Posi\u00e7\u00e3o Relativa dos Ov\u00e1rios e Estames<\/h4>\n<strong>O ov\u00e1rio da papoila e da tulipa, por exemplo, encontra-se acima do recept\u00e1culo inserindo-se os estames e p\u00e9talas abaixo dele:<\/strong> o ov\u00e1rio diz-se s\u00fapero e os estames hipog\u00ednicos (fig. 3).\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h46.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"227\" height=\"298\" \/>\nFigura 3 &#8211; Ov\u00e1rio S\u00fapero e Estames Hipog\u00ednicos na Tulipa<\/strong><\/p>\n<strong>Na cenoura, no l\u00edrio e no narciso, o ov\u00e1rio fica alojado no recept\u00e1culo, inserindo-se o perianto e os estames a n\u00edvel superior:<\/strong> o ov\u00e1rio diz-se \u00ednfero e os estames epig\u00ednicos (fig. 4).\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h47.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"364\" height=\"276\" \/>\nFigura 4 &#8211; Ov\u00e1rio \u00ednfero e estames epig\u00ednicos no narciso<\/strong><\/p>\n<strong>Finalmente, na amendoeira e na cerejeira, o recept\u00e1culo alarga e o perianto e os estames inserem-se \u00e0 volta do gineceu, aderindo os filetes parcialmente \u00e0s p\u00e9talas<\/strong>: o ov\u00e1rio diz-se semi-\u00ednfero e os estames perig\u00ednicos (fig. 5).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h48.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"359\" height=\"241\" \/>\n<strong>Figura 5 &#8211; Ov\u00e1rio semi-\u00ednfero e estames. Perig\u00ednicos na cerejeira<\/strong><\/p>\n\n<h4>Diagramas e F\u00f3rmulas Florais<\/h4>\nPara facilitar o estudo morfol\u00f3gico da flor \u00e9 costume represent\u00e1-la, quer por meio de diagramas quer por express\u00f5es simb\u00f3licas, chamadas f\u00f3rmulas florais.\n\nOs primeiros esquematizam um corte transversal da flor de modo a interceptar todas as pe\u00e7as dos diferentes verticilos.\n\nAs diferentes sec\u00e7\u00f5es das pe\u00e7as florais &#8211; s\u00e9palas, p\u00e9talas, estames e carpelos s\u00e3o dispostas em circunfer\u00eancias conc\u00eantricas, a partir da periferia para o centro.\n\nExteriormente, representa-se o eixo floral e a br\u00e1ctea da flor. Um diagrama dever\u00e1 ainda indicar a coalesc\u00eancia ou a uni\u00e3o das pe\u00e7as da flor em cada verticilo ou de verticilos entre si.\n\nAs f\u00f3rmulas florais s\u00e3o express\u00f5es formadas por letras, algarismos e outros sinais convencionais que resumem a constitui\u00e7\u00e3o das flores.\n\n<strong>As diferentes pe\u00e7as s\u00e3o designadas pela letra inicial de cada termo:<\/strong> S &#8211; s\u00e9pala; P &#8211; p\u00e9tala; T &#8211; t\u00e9paia; E &#8211; estame e C &#8211; carpelo.\n\nO n\u00famero de pe\u00e7as \u00e9 indicado por um algarismo que precede a letra inicial (se o n\u00famero for elevado, representa-se por n).\n\nA coalesc\u00eancia ou uni\u00e3o das pe\u00e7as \u00e9 indicada por um par\u00eantesis. A coloca\u00e7\u00e3o de um tra\u00e7o abaixo ou acima do n\u00famero correspondente aos carpelos indica que estes s\u00e3o s\u00faperos ou \u00ednferos, respectivamente.\n\nOs diversos termos da express\u00e3o s\u00e3o separados pelo sinal +. Se houver repeti\u00e7\u00e3o de verticilos usam-se as mesmas letras, marcadas com plicas.\n<h4>Infloresc\u00eancias<\/h4>\n\u00c9 o nome dado \u00e0 maneira como as flores se disp\u00f5em no eixo da planta.\n\n<strong>Conforme a infloresc\u00eancia, pode ser:<\/strong>\n<blockquote>Yerminal, quando as flores est\u00e3o inseridos nas extremidades;\n\nAxilar, quando as flores est\u00e3o inseridos nas axilas das folhas.<\/blockquote>\nAs flores podem ainda apresentar-se isoladas &#8211; infloresc\u00eancia solit\u00e1ria &#8211; ou agrupadas &#8211; infloresc\u00eancia grupada.\n\nEstas podem apresentar um flor na extremidade do ramo, limitando-lhe o crescimento &#8211; infloresc\u00eancia definida ou cimeira &#8211; ou n\u00e3o, de crescimento ilimitado infloresc\u00eancia indefinida.\n\nAs infloresc\u00eancias grupadas podem ainda subdividir-se noutras, de acordo com certas caracter\u00edsticas.\n<h4>Produ\u00e7\u00e3o de Gr\u00e3os de P\u00f3len<\/h4>\nA antera \u00e9 constitu\u00edda por dois lobos, direito e esquerdo, formado cada um deles por dois sacos pol\u00ednicos e reunidos pelo conectivo. No bot\u00e3o jovem, a antera cont\u00e9m somente par\u00eanquima comum. Sob a epiderme diferencia-se a camada mec\u00e2nica e camadas de c\u00e9lulas ricas em subst\u00e2ncias de reserva que servir\u00e3o para o desenvolvimento de c\u00e9lulas internas &#8211; c\u00e9lulas-m\u00e3es dos gr\u00e3os de p\u00f3len. Cada uma delas vai dar origem, por meiose, a quatro c\u00e9lulas hapl\u00f3ides, agrupadas numa t\u00e9trada &#8211; micr\u00f3sporos. Cada uma destas c\u00e9lulas espessa a membrana, passando a ser formada por um inv\u00f3lucro duplo, a exina (membrana externa) e a intina ( membrana interna). Divide-se ent\u00e3o por mitose dando origem a duas c\u00e9lulas, uma maior &#8211; a c\u00e9lula do tubo ou c\u00e9lula vegetativa -, e uma menor &#8211; a c\u00e9lula reprodutora ou c\u00e9lula germinativa; est\u00e3o formados os gr\u00e3os de p\u00f3len, prontos para a poliniza\u00e7\u00e3o.\n<h4>Poliniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nA forma\u00e7\u00e3o do fruto faz-se nos \u00f3rg\u00e3os reprodutores femininos. Mas para que isto se verifique \u00e9 necess\u00e1rio que se d\u00ea a poliniza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, que se d\u00ea a passagem dos gr\u00e3os de p\u00f3len de \u00f3rg\u00e3os masculinos (anteras) para \u00f3rg\u00e3os femininos (estigma).\n\n<strong>H\u00e1, essencialmente, dois tipos de poliniza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Poliniza\u00e7\u00e3o direta &#8211;<\/strong> quando a transfer\u00eancia do p\u00f3len se d\u00e1 da antera para o estigma da mesma flor ou da antera para o estigma de outra flor, mas da mesma planta;<strong>\nPoliniza\u00e7\u00e3o cruzada &#8211;<\/strong> quando os gr\u00e3os de p\u00f3len s\u00e3o transferidos das anteras de flores de uma planta para os estigmas de flores de outra planta.<\/blockquote>\nQuando a flor n\u00e3o possui mecanismos de autopoliniza\u00e7\u00e3o, a poliniza\u00e7\u00e3o pode ser feita pelos insetos ou pelo vento. A primeira diz-se entom\u00f3fila e a segunda anem\u00f3fila.\n\nAs estruturas de muitas flores est\u00e3o intimamente adaptadas a estes dois tipos de poliniza\u00e7\u00e3o. Na tabela 1 resumem-se as principais diferen\u00e7as entre as flores, com cada um destes tipos de poliniza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Tabela 1 &#8211; Caracter\u00edsticas das Flores<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"75%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"40%\">Poliniza\u00e7\u00e3o anem\u00f3fila<\/th>\n<th bgcolor=\"#FFFFCC\" width=\"60%\">Poliniza\u00e7\u00e3o entom\u00f3fila<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\">Flores pequenas, pouco vis\u00edveis, p\u00e9talas muitas vezes, sem aroma nem n\u00e9ctar<\/td>\n<td align=\"center\">Flores relativamente grandes ou infloresc\u00eancias not\u00e1veis; a maioria com nect\u00e1rios<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\">Anteras grandes, francamente ligados ao filete. Muitas vezes, os estames est\u00e3o suspensos para fora da flor<\/td>\n<td align=\"center\">Anteras mais pequenas, firmemente inidas ao filete. Normalmente, n\u00e3o sobressaem das flores, estando situados no interior das p\u00e9talas, o que for\u00e7a os insetos a ro\u00e7arem nelas<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\">Gr\u00e3o de p\u00f3len lisos, em grande quantidade e leves<\/td>\n<td align=\"center\">Gr\u00e3os de p\u00f3len com sali\u00eancias pontiagudas em pequena quantidade e, \u00e0s vezes, formando aglomerados<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\">Estigmas plumosos, pendendo do lado de fora da flor<\/td>\n<td align=\"center\">Estigmas planos ou lobulados e pegajosos no interior da flor<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Anatomia da flor<\/strong>\n\nA flor \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela reprodu\u00e7\u00e3o da planta. Ela se origina a partir de uma gema flor\u00edfera que pode estar na axila da folha ou no \u00e1pice caulinar. Ela se constitui de folhas modificadas chamadas ant\u00f3filos.\n\n<strong>Os ant\u00f3filos se diferenciam dando origem aos quatro verticilos florais:<\/strong> c\u00e1lice, corola, androceu e gineceu. O perianto se diferencia precocemente, originando as s\u00e9palas e p\u00e9talas. Estas s\u00e3o recobertas por epiderme e s\u00e3o altamente vascularizadas por vasos de pequeno porte. As p\u00e9talas s\u00e3o nutridas a partir de um \u00fanico feixe vascular, assim como os estames. Isso refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que elas se originaram de estamos que se tornaram est\u00e9reis. Os vac\u00faolos das c\u00e9lulas das p\u00e9talas s\u00e3o preenchidos com metab\u00f3litos secund\u00e1rios que conferem a cor caracter\u00edstica.\n\nOs estames se iniciam como pequenas protuber\u00e2ncias (prim\u00f3rdios estaminais) recobertos por epiderme e recebendo apenas um feixe vascular. Na extremidade do prim\u00f3rdio estaminal, inicia-se a forma\u00e7\u00e3o de pequenas sali\u00eancias. Estas sali\u00eancias s\u00e3o divididas por uma camada de c\u00e9lulas altamente vacuolizadas e cada metada origina uma teca. Dentro de cada teca, ocorre a produ\u00e7\u00e3o de um tecido esporog\u00eanico. Envolvendo este tecido existe um tecido chamado tapete.\n\n<strong>Duas por\u00e7\u00f5es do tapete podem ser reconhecidas: <\/strong>o tapete parietal (pertencente \u00e0 planta-m\u00e3e) e o tapete interno. O tapete tem a fun\u00e7\u00e3o de nutrir o tecido esporog\u00eanico e produzir a esporopolenina. Al\u00e9m disso, a auto-incompatibilidade esporof\u00edtica ocorre devido \u00e0 presen\u00e7a de genes incompat\u00edveis no tapete (que \u00e9 liberado junto ao gr\u00e3o de p\u00f3len) e no estigma da flor receptora.\n\nAp\u00f3s ocorrer a microesporog\u00eanese e microgametog\u00eanese, o gr\u00e3o de p\u00f3len est\u00e1 pronto para ser liberado. Ele \u00e9 revestido por um tecido chamado esporoderme, rico em esporopolenina. A esporopolenina foi uma importante mol\u00e9cula na conquista do ambiente terrestre pelas plantas. Ela impede a desseca\u00e7\u00e3o do gamet\u00f3fito.\n\nA por\u00e7\u00e3o interna da esporoderme \u00e9 chamada de intina e a externa de exina.\n\n<strong>Fernando A. O. Silveira<\/strong>\n<h6><\/h6>\n<h4>Aparelho de reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\u00c9 o aparelho de reprodu\u00e7\u00e3o das angiospermas.\n\n<strong>Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:<\/strong>\n<blockquote><strong>Ped\u00fanculo floral<\/strong> \u0096 eixo que liga a flor ao caule. <strong>\nRecept\u00e1culo floral<\/strong> \u0096 parte dilatada do ped\u00fanculo, onde est\u00e3o inseridos os elementos florais. <strong>\nC\u00e1lice<\/strong> \u0096 constitu\u00eddo por folhas modificadas est\u00e9reis chamadas s\u00e9palas. <strong>\nCorola<\/strong> \u0096 constitu\u00edda por folhas modificadas est\u00e9reis chamadas p\u00e9talas. <strong>\nAndroceu<\/strong> \u0096 constitu\u00eddo por folhas modificadas f\u00e9rteis chamadas estames ou microesporofilos. <strong>\nGineceu<\/strong> \u0096 constitu\u00eddo por folhas modificadas f\u00e9rteis chamadas carpelares, pistilos ou macroesporofilos. <strong>\nPerianto<\/strong> \u0096 nome que se d\u00e1 ao conjunto de c\u00e1lice e corola. <strong>\nPerig\u00f4nio<\/strong> \u0096 \u00e0s vezes o c\u00e1lice fica igual \u00e0 corola na forma e na cor; ao conjunto d\u00e1-se o nome de perig\u00f4nio. <strong>\nBr\u00e1cteas<\/strong> \u0096 s\u00e3o folhas modificadas que servem para a prote\u00e7\u00e3o da flor ou de uma infloresc\u00eancia.<\/blockquote>\n<strong>Estame<\/strong> \u0096<strong> folha modificada organizada em tr\u00eas partes:<\/strong>\n<blockquote>Filete\nAntera\nConectivo.<\/blockquote>\n<strong>Folha carpelar ou carpelo \u0096 a folha carpelar toma a forma de uma garrafa, na qual se podem reconhecer tr\u00eas partes:<\/strong> estigma, estilete e ov\u00e1rio.\n\nNo interior do ov\u00e1rio formam-se os \u00f3vulos.\n<h4>Caracter\u00edsticas da flor<\/h4>\nPara a compreens\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o das plantas da Divis\u00e3o Magnoliophyta, \u00e9 essencial que se tenha um conhecimento detalhado sobre as caracter\u00edsticas da flor.\n\nA taxonomia das angiospermas \u00e9, em grande parte, baseada nestas caracter\u00edsticas.\n\nPor defini\u00e7\u00e3o, temos que a flor \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o que re\u00fane as estruturas reprodutivas das Angiospermas (Divis\u00e3o Magnoliophyta).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Flor-h60.jpg\" alt=\"Flor\" \/><strong>\nDesenho esquem\u00e1tico de uma flor verdadeira (Divis\u00e3o Magnoliophyta).\nCarpelo (gineceu), estame (androceu), p\u00e9tala, s\u00e9pala, recept\u00e1culo floral, ped\u00fanculo floral<\/strong><\/p>\nNa maioria dos casos, as flores s\u00e3o estruturas f\u00e9rteis protegidos por folhas est\u00e9reis especiais, cujo conjunto \u00e9 chamado de flor (flor verdadeira, diferente das gimnospermas que possuem estr\u00f3bilos).\n\nA flor \u00e9 sustentada pelo ped\u00fanculo ou pedicelo, cuja por\u00e7\u00e3o superior \u00e9 alargada e constitui o recept\u00e1culo, que porta os ap\u00eandices est\u00e9reis (s\u00e9palas e p\u00e9talas) e os ap\u00eandices f\u00e9rteis (estames e carpelos) da flor.\n\n<strong>S\u00e3o formadas por s\u00e9ries conc\u00eantricas de elementos:<\/strong>\n<blockquote>Externamente as s\u00e9palas, constituindo o c\u00e1lice;\nEm seguida, as p\u00e9talas formando a corola;\nEstames, constituindo o androceu;\nNo centro, o ov\u00e1rio que forma o gineceu.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h56.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"486\" height=\"378\" \/>\nEstrutura b\u00e1sica de uma flor verdadeira (angiospermas):\nantera, filete, estigma, estilete, ov\u00e1rio, pistilo, p\u00e9tala, s\u00e9pala, recept\u00e1culo<\/strong><\/p>\nQuando n\u00e3o se podem distinguir as s\u00e9palas das p\u00e9talas (a n\u00e3o ser pela posi\u00e7\u00e3o), chamamos <strong>t\u00e9palas<\/strong> e ao conjunto, denominados <strong>perig\u00f4nio<\/strong>.\n\nAo conjunto de s\u00e9palas e p\u00e9talas, denominamos <strong>perianto<\/strong>.\n<h4>A Reprodu\u00e7\u00e3o nas Plantas<\/h4>\nAs plantas, tal como todos os outros seres vivos, reproduzem-se, assegurando assim a continuidade das suas esp\u00e9cies.\n\nNas plantas com <strong>flor<\/strong>, esta constitui a sua parte mais espetacular, sendo a\u00ed que se encontram os \u00f3rg\u00e3os de reprodu\u00e7\u00e3o. Nestas plantas, a fecunda\u00e7\u00e3o origina sementes que podem ou n\u00e3o estar encerradas num fruto. As sementes s\u00e3o dispersas pelo vento, \u00e1gua ou seres vivos e, se encontrarem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, germinam e originam uma nova planta. As plantas sem flor n\u00e3o produzem sementes e t\u00eam um processo reprodutor diferente do das plantas com flor. Em determinada \u00e9poca do ano produzem c\u00e9lulas especializadas na reprodu\u00e7\u00e3o &#8211; os esporos. Como as plantas n\u00e3o se deslocam, desenvolveram formas de reprodu\u00e7\u00e3o particulares que asseguram que as suas c\u00e9lulas masculinas e femininas se encontrem para que a fecunda\u00e7\u00e3o possa ocorrer.\n<h4>A ci\u00eancia, as novas tecnologias e a reprodu\u00e7\u00e3o das plantas<\/h4>\nDesde as t\u00e9cnicas tradicionais, como a enxertia, at\u00e9 \u00e0s t\u00e9cnicas modernas, como a produ\u00e7\u00e3o in vitro, h\u00e1 muito tempo que o Homem tenta melhorar a qualidade das plantas e aumentar a sua quantidade, baseado no conhecimento dos seus processos de reprodu\u00e7\u00e3o. Isto sucede principalmente com as esp\u00e9cies que utiliza como alimento &#8211; como as \u00e1rvores de fruto, os legumes e os cereais -, mas tamb\u00e9m com as flores ou com as \u00e1rvores produtoras de madeira. Na enxertia, a nova planta que se ir\u00e1 desenvolver apresenta as caracter\u00edsticas que se pretendem preservar quer do enxerto quer do porta-enxerto, planta na qual se enxerta outra.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h41.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"411\" height=\"197\" \/><\/p>\nA produ\u00e7\u00e3o in vitro \u00e9 uma t\u00e9cnica experimental que se utiliza para se obterem fora do seu meio (como por exemplo em tubos de ensaio), em pouco tempo, grande quantidade de plantas com as caracter\u00edsticas pretendidas.\n<h4>Os \u00f3rg\u00e3os de reprodu\u00e7\u00e3o de uma planta com flor<\/h4>\nOs \u00f3rg\u00e3os reprodutores de uma planta com flor s\u00e3o os estames, \u00f3rg\u00e3os masculinos, e os carpelos, \u00f3rg\u00e3os femininos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h42.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"390\" height=\"203\" \/><\/p>\nCada estame \u00e9 constitu\u00eddo pelo filete e pela antera. \u00c9 nas anteras que se formam os gr\u00e3os de p\u00f3len que interv\u00eam na reprodu\u00e7\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h43.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"346\" height=\"212\" \/><\/p>\nCada carpelo \u00e9 constitu\u00eddo por estigma, estilete e ov\u00e1rio. \u00c9 no ov\u00e1rio que se formam os \u00f3vulos que interv\u00eam na reprodu\u00e7\u00e3o.\n<h4>A viagem do p\u00f3len &#8211; das anteras ao estigma<\/h4>\nNas plantas com <strong>flor<\/strong>, as anteras abrem quando est\u00e3o maduras e libertam os gr\u00e3os de p\u00f3len que t\u00eam que atingir o estigma de uma planta da mesma esp\u00e9cie, para que a reprodu\u00e7\u00e3o possa ocorrer. Os gr\u00e3os de p\u00f3len podem cair diretamente no estigma da mesma flor ou serem levados pelos insetos ou pelo vento e atingirem o estigma de outras flores da mesma esp\u00e9cie, que se encontram por vezes a grandes dist\u00e2ncias. O transporte dos gr\u00e3os de p\u00f3len da antera at\u00e9 ao estigma designa-se por poliniza\u00e7\u00e3o.\n\nAs flores polinizadas pelos insetos t\u00eam caracter\u00edsticas que os atraem, tais como p\u00e9talas com cores vivas, o perfume e o n\u00e9ctar, do qual os insetos se alimentam.\n\nO p\u00f3len produzido pelas flores \u00e9 geralmente pegajoso para se agarrar facilmente aos animais.\n\nAs flores polinizadas pelo vento s\u00e3o, em geral, pequenas, com aspecto de penugem, sem cores vivas e sem cheiro. Existem ainda outros agentes de poliniza\u00e7\u00e3o, embora menos frequentes que o vento e os insetos, que s\u00e3o as aves e tamb\u00e9m a \u00e1gua, para as plantas aqu\u00e1ticas. Ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o pode ocorrer a fecunda\u00e7\u00e3o e formar-se a semente e o fruto.\n\nForma\u00e7\u00e3o da semente e do fruto Ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o, os gr\u00e3os de p\u00f3len ficam retidos sobre o estigma, que possui um l\u00edquido viscoso e doce. Cada gr\u00e3o de p\u00f3len vai desenvolver um tubo &#8211; tubo pol\u00ednico &#8211; que desce ao longo do estilete at\u00e9 chegar ao ov\u00e1rio e penetra no \u00f3vulo.\n<h4>Curiosidades<\/h4>\n<strong>\u00d3vulos dos Animais e \u00d3vulos das Plantas<\/strong>\n\nEnquanto que nos animais o \u00f3vulo \u00e9 o g\u00e2meta feminino, nas plantas constitui uma estrutura onde se encontra o g\u00e2meta feminino.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h44.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"212\" height=\"207\" \/>\n<strong>Gr\u00e3os de p\u00f3len<\/strong><\/p>\nQuando os dois g\u00e2metas masculinos formados no tubo pol\u00ednico, e por ele transportados, atingem o \u00f3vulo, um deles une-se com o g\u00e2meta feminino originando o ovo ou zigoto e o outro funde-se com uma c\u00e9lula que se encontra na zona central do \u00f3vulo, formando a c\u00e9lula-m\u00e3e das subst\u00e2ncias de reserva. Ap\u00f3s esta dupla fecunda\u00e7\u00e3o, o ovo ou zigoto origina o embri\u00e3o e a c\u00e9lula-m\u00e3e das subst\u00e2ncias de reserva forma as subst\u00e2ncias de reserva. O embri\u00e3o e as subst\u00e2ncias de reserva envolvidos por um tegumento constituem a semente.\n\nNalgumas plantas com flor ocorre ainda a forma\u00e7\u00e3o do fruto &#8211; frutifica\u00e7\u00e3o. Durante este processo algumas pe\u00e7as florais, como por exemplo as p\u00e9talas e os estames, v\u00e3o murchando e caindo. O ov\u00e1rio desenvolve-se originando o pericarpo, estrutura carnuda que, juntamente com as sementes, constitui o fruto. Al\u00e9m de proteger as sementes, o fruto contribui para a sua dispers\u00e3o, isto \u00e9, para as espalhar por diversos locais. Na realidade, quando o fruto \u00e9 consumido, quer pelo Homem quer por outros animais, as sementes nele inclu\u00eddas ou s\u00e3o deitadas fora ou s\u00e3o eliminadas com as fezes, o que pode acontecer a grandes dist\u00e2ncias do local onde o fruto foi encontrado.\n\nUma vez espalhadas no solo, se as sementes germinarem originar\u00e3o uma nova planta.\n<h4>A dissemina\u00e7\u00e3o das sementes<\/h4>\nPara que se desenvolva uma nova planta \u00e9 necess\u00e1rio que, em primeiro lugar, as sementes se espalhem no solo. Este processo \u00e9 designado por dissemina\u00e7\u00e3o. Em muitos casos, a dissemina\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo vento, pois as sementes s\u00e3o muito leves e t\u00eam p\u00ealos ou membranas que facilitam o seu transporte.\n\nAlgumas sementes s\u00e3o disseminadas por animais que as transportam agarradas aos seus p\u00ealos ou que ingerem os frutos carnudos e sumarentos que as cont\u00eam, libertando posteriormente as sementes intactas nas suas fezes. A \u00e1gua tamb\u00e9m tem um papel muito importante na dissemina\u00e7\u00e3o de certas sementes que, ao flutuarem, s\u00e3o transportadas para outros locais.\n<h4>A germina\u00e7\u00e3o das sementes<\/h4>\nAp\u00f3s a dissemina\u00e7\u00e3o da semente, quando esta se mant\u00e9m em bom estado e encontra condi\u00e7\u00f5es ambientais favor\u00e1veis &#8211; exist\u00eancia de ar, humidade e temperatura adequadas &#8211; germina, ou seja, o embri\u00e3o desenvolve-se \u00e0 custa das subst\u00e2ncias de reserva, originando uma nova planta. No in\u00edcio da germina\u00e7\u00e3o da semente observam-se, no embri\u00e3o, tr\u00eas estruturas &#8211; a rad\u00edcula, o caul\u00edculo e a g\u00e9mula. Com a continua\u00e7\u00e3o da germina\u00e7\u00e3o, a partir da rad\u00edcula desenvolve-se a raiz, a partir do caul\u00edculo origina-se o caule, e a partir da g\u00e9mula formam-se as primeiras folhas, para que a planta possa realizar a fotoss\u00edntese e produzir alimento.\n<h4>A reprodu\u00e7\u00e3o dos musgos e dos fetos<\/h4>\nAs plantas que n\u00e3o t\u00eam flor, como por exemplo os musgos e os fetos, n\u00e3o produzem sementes e apresentam um processo de reprodu\u00e7\u00e3o diferente do das plantas com flor. Em determinada \u00e9poca do ano, estas plantas produzem em estruturas pr\u00f3prias umas c\u00e9lulas especializadas para a reprodu\u00e7\u00e3o &#8211; os esporos. Nos fetos, os esporos encontram-se nos espor\u00e2ngios que se agrupam em soros, situados na p\u00e1gina inferior das folhas. Nos musgos os esporos formam-se nas c\u00e1psulas.\n\nQuando os esporos s\u00e3o libertados, s\u00e3o facilmente disseminados pelo vento por serem muito leves. Se encontrarem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis germinam. No feto, o ovo ou zigoto, resultante da fecunda\u00e7\u00e3o, origina uma nova planta onde se formam os esporos; no musgo o ovo ou zigoto origina a c\u00e1psula onde se produzem os esporos.\n\n&nbsp;\n<h4><\/h4>\n<h4>Estrutura da flor mon\u00f3ica<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h49.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"247\" height=\"236\" \/><\/p>\nA<strong> flor<\/strong> \u00e9 um ramo modificado, formado por folhas modificadas (f\u00e9rteis e est\u00e9reis), formando an\u00e9is conc\u00eantricos em redor do eixo central de sustenta\u00e7\u00e3o.\n\nAs angiosp\u00e9rmicas podem apresentar flores di\u00f3icas ou mon\u00f3icas.\n\n<strong>Uma flor mon\u00f3ica t\u00edpica apresenta tr\u00eas tipos de \u00f3rg\u00e3os: <\/strong>\n\n<b>\u00d3rg\u00e3os de suporte \u0096<\/b> <strong>\u00f3rg\u00e3os que sustentam a flor, tais como:<\/strong>\n<blockquote><b>Ped\u00fanculo \u0096<\/b> liga a flor ao resto ramo; <b>\nRecept\u00e1culo \u0096<\/b> dilata\u00e7\u00e3o na zona terminal do ped\u00fanculo, onde se inserem as restantes pe\u00e7as florais;<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h50.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"343\" height=\"242\" \/><\/p>\n<b>\u00d3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o \u0096 <\/b>\u00f3rg\u00e3os que envolvem as pe\u00e7as reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores.\n\nO conjunto dos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.\n\n<strong>Destes fazem parte: <\/strong>\n<blockquote><b>C\u00e1lice \u0096 <\/b>conjunto de s\u00e9palas, as pe\u00e7as florais mais parecidas com folhas, pois geralmente s\u00e3o verdes. A sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 proteger a flor quando em bot\u00e3o. A flor sem s\u00e9palas diz-se ass\u00e9pala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (t\u00e9palas), e for semelhante a s\u00e9palas diz-se sepal\u00f3ide. Neste caso diz-se que o perianto \u00e9 indiferenciado;<b>\nCorola \u0096<\/b> conjunto de p\u00e9talas, pe\u00e7as florais geralmente coloridas e perfumadas, com gl\u00e2ndulas produtoras de n\u00e9ctar na sua base, para atrair animais. A flor sem p\u00e9talas diz-se ap\u00e9tala. Se todo o perianto for igual (t\u00e9palas), e for semelhante a p\u00e9talas diz-se petal\u00f3ide. Tamb\u00e9m neste caso, o perianto se designa indiferenciado;<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h51.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"324\" height=\"237\" \/><\/p>\n<b>\u00d3rg\u00e3os de reprodu\u00e7\u00e3o \u0096<\/b> folhas f\u00e9rteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas espor\u00f3filos.\n\n<strong>As folhas f\u00e9rteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas f\u00e9rteis femininas o interno: <\/strong>\n<blockquote><b>Androceu \u0096 <\/b>parte masculina da flor, \u00e9 o conjunto dos estames. Os estames s\u00e3o folhas modificadas, ou espor\u00f3filos, pois sustentam espor\u00e2ngios. S\u00e3o constitu\u00eddas por um filete (corresponde ao pec\u00edolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);<b>\nGineceu \u0096<\/b> parte feminina da flor, \u00e9 o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou espor\u00f3filo feminino, \u00e9 constitu\u00eddo por uma zona alargada oca inferior designada ov\u00e1rio, dado que cont\u00e9m \u00f3vulos. Ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, as paredes do ov\u00e1rio formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os gr\u00e3os de p\u00f3len, designada estigma. Geralmente o estigma \u00e9 mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopoliniza\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h52.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"344\" height=\"214\" \/><\/p>\nUma flor que apresente os quatro an\u00e9is conc\u00eantricos (s\u00e9palas, p\u00e9talas, estames e carpelos) diz-se completa, enquanto uma flor a que falte um dos an\u00e9is, seja um anel f\u00e9rtil ou est\u00e9ril, diz-se incompleta.\n\nSe uma flor apresenta simetria radial diz-se actinomorfa, enquanto flores com simetria bilateral se dizem zigomorfas.\n\nAs flores agrupadas em conjuntos formam infloresc\u00eancias. S\u00e3o exemplos de infloresc\u00eancias as margaridas e os girass\u00f3is. Cada uma destas \u0093flores\u0094 consiste em numerosas pequenas flores, organizadas numa base alargada, apresentando um \u00fanico ped\u00fanculo.\n<h4>Estrutura dos espor\u00f3filos masculinos<\/h4>\nNo estame, a zona mais importante do ponto de vista da reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 a antera. A antera apresenta sulcos longitudinais que a dividem em dois lobos ou tecas, cada uma contendo dois sacos pol\u00ednicos.\n\n<strong>A antera apresenta tr\u00eas camadas de c\u00e9lulas, com fun\u00e7\u00f5es bem distintas: <\/strong>\n<blockquote><strong>Camada de c\u00e9lulas epid\u00e9rmicas &#8211;<\/strong> tal como todo o corpo da planta, a antera est\u00e1 envolvida por c\u00e9lulas de prote\u00e7\u00e3o;<strong>\nCamada mec\u00e2nica \u0096 <\/strong>localizada imediatamente abaixo das c\u00e9lulas epid\u00e9rmicas. As c\u00e9lulas desta camada, grandes e de contorno muito regular, apresentam uma parede celular muito espessada. \u00c1 medida que a antera amadurece, estas c\u00e9lulas perdem a \u00e1gua, provocando o rasgar da antera e consequente liberta\u00e7\u00e3o dos esporos no seu interior. A ruptura ocorre sempre na mesma zona da antera, entre os sacos pol\u00ednicos, j\u00e1 pr\u00e9-determinada. O mecanismo de liberta\u00e7\u00e3o dos esporos \u00e9, como se pode verificar, devido a um mecanismo semelhante ao que existe nos espor\u00e2ngios de fetos; <strong>\nCamada nutritiva \u0096 <\/strong>a designa\u00e7\u00e3o destas c\u00e9lulas j\u00e1 revela a sua, importante, fun\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 atrav\u00e9s delas que as c\u00e9lulas que ir\u00e3o originar os esporos se alimentam.<\/blockquote>\nEsta camada apenas \u00e9 vis\u00edvel em anteras jovens, em que os esporos n\u00e3o foram j\u00e1 libertados, pois n\u00e3o tem qualquer fun\u00e7\u00e3o numa antera madura.\n\nOs sacos pol\u00ednicos s\u00e3o os espor\u00e2ngios masculinos ou microspor\u00e2ngios, e no seu interior encontram-se as c\u00e9lulas-m\u00e3es dos esporos, que, por meiose, ir\u00e3o originar os esporos.\n\nAtendendo a que os esporos se designam, neste caso, gr\u00e3os de p\u00f3len ou micr\u00f3sporos, as c\u00e9lulas que lhes d\u00e3o origem s\u00e3o as c\u00e9lulas-m\u00e3es dos gr\u00e3os de p\u00f3len.\n\nOs gr\u00e3os de p\u00f3len apresentam dois tegumentos envolventes, um externo \u0096 exina -, poroso e espesso, com escultura\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas da esp\u00e9cie e um interno \u0096 intina \u0096 mais fino e celul\u00f3sico, diretamente em contato com a membrana citoplasm\u00e1tica.\n\n<strong>Quando ainda se encontram encerrados nas anteras, os gr\u00e3os de p\u00f3len iniciam a sua germina\u00e7\u00e3o sofrendo uma mitose n\u00e3o seguida de citocinese, obtendo-se uma c\u00e9lula com dois n\u00facleos:<\/strong> n\u00facleo germinativo e n\u00facleo vegetativo.\n\nPara que os gr\u00e3os de p\u00f3len sejam libertados d\u00e1-se a deisc\u00eancia das anteras, em zonas de fratura j\u00e1 previstas, podendo os esporos ser conduzidos ao espor\u00f3filo feminino atrav\u00e9s do vento \u0096 poliniza\u00e7\u00e3o anem\u00f3fila \u0096 ou por insetos \u0096 poliniza\u00e7\u00e3o entom\u00f3fila.\n<h4>Estrutura dos espor\u00f3filos femininos<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Flor\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fflor-h53.jpg\" alt=\"Flor\" width=\"436\" height=\"105\" \/><\/p>\n<strong>Os carpelos s\u00e3o constitu\u00eddos por tr\u00eas zonas principais: <\/strong>ov\u00e1rio, estilete e estigma.\n\nNo caso da a\u00e7ucena, por exemplo, o ov\u00e1rio \u00e9 formado por tr\u00eas l\u00f3culos, c\u00e2maras fechadas onde se encontram os \u00f3vulos, presos \u00e1 parede do ov\u00e1rio atrav\u00e9s de um ped\u00fanculo designado fun\u00edculo.\n\nAtendendo a que cada carpelo apenas apresenta um ov\u00e1rio, e que este, por sua vez, apenas cont\u00e9m uma cavidade, compreende-se que a a\u00e7ucena, tal como muitas outras plantas, apresenta tr\u00eas carpelos fundidos (sincarpelos).\n\nOs \u00f3vulos est\u00e3o envolvidos por dois tegumentos, um mais externo \u0096 primina \u0096 e outro mais interno \u0096 secundina. Estes tegumentos rodeiam o nucelo, o tecido fundamental do \u00f3vulo, mas n\u00e3o totalmente pois deixam uma abertura designada micr\u00f3pilo.\n\nNo interior do nucelo diferencia-se a c\u00e9lula-m\u00e3e do saco embrion\u00e1rio ou c\u00e9lula-m\u00e3e do macr\u00f3sporo. Esta c\u00e9lula vai sofrer meiose, dando origem a quatro c\u00e9lulas.\n\nDestes, tr\u00eas degeneram, sendo o restante o esporo feminino ou saco embrion\u00e1rio.\n\nA germina\u00e7\u00e3o do saco embrion\u00e1rio inicia-se com tr\u00eas mitoses sucessivas, sempre sem citocinese, formando-se oito n\u00facleos hapl\u00f3ides.\n\n<strong>Estes n\u00facleos v\u00e3o-se dispor de um modo mais ou menos constante nas v\u00e1rias esp\u00e9cies j\u00e1 estudadas:<\/strong> junto ao micr\u00f3pilo localiza-se a oosfera, rodeada por duas c\u00e9lulas sinerg\u00eddeas, que cont\u00eam um citoplasma rico em mitoc\u00f4ndrias, RE e outros organitos, pois desempenham um papel fundamental na entrada do tubo pol\u00ednico, para a fecunda\u00e7\u00e3o.\n\nAs sinerg\u00eddeas tamb\u00e9m protegem a oosfera, funcionando, nesse aspecto, como os arqueg\u00f3nios das plantas n\u00e3o angiosp\u00e9rmicas.\n\nNo polo oposto do \u00f3vulo est\u00e3o tr\u00eas c\u00e9lulas ant\u00edpodas, cuja fun\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 desconhecida, embora sejam capazes de produzir hormonas, e ao centro est\u00e3o dois n\u00facleos polares, que acabam por se unir originando um n\u00facleo dipl\u00f3ide designado mesocisto.\n\n<strong>O esporo germinado deste modo corresponde ao gamet\u00f3fito feminino:<\/strong> saco embrion\u00e1rio germinado ou macroprotalo. O gamet\u00f3fito feminino desenvolve-se dentro da parede do \u00f3vulo, ou seja, do macrospor\u00e2ngio, o qual continua preso \u00e1 planta adulta.\n\nOs gr\u00e3os de p\u00f3len germinados (com n\u00facleo vegetativo e germinativo) libertam-se da antera e s\u00e3o levados at\u00e9 ao estigma de uma flor da mesma esp\u00e9cie por um processo designado poliniza\u00e7\u00e3o.\n\n&nbsp;\n\n<strong>A flor \u00e9 dividida por partes que s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>C\u00e1lice:<\/strong> \u00e9 formado folhas modificadas geralmente verdes e chamada de s\u00e9palas.<strong>\nCorola:<\/strong> \u00e9 formada por folhas modificadas, coloridas e chamada de p\u00e9talas.<strong>\nEstames:<\/strong> s\u00e3o folhas modificadas formada por conectivo, antera e filete.<strong>\nAnternas: <\/strong>s\u00e3o estruturas encarregadas da produ\u00e7\u00e3o do pol\u00e9n.<strong>\nAndroceu:<\/strong> \u00e9 o aparelho reprodutor masculino da flor sendo formado pelo conjunto de estames. Logo, como a antera faz parte do estame e o conjunto de estames e o androceu isso quer dizer que o androceu e a parte da flor que e encarregada pela producao de polen.<strong>\nGiniceu:<\/strong> \u00e9 o aparelho reprodutor feminino da flor sendo formado pelos pesiulos.\u00c9 uma folha modificada.E tembem chamada de capela.<\/blockquote>\n<h4>A flor aberta<\/h4>\nLogo ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o da flor, as s\u00e9palas, as p\u00e9talas, os estames, o estigma e o estelete secam e caem. O ov\u00e1rio do pestilo e os \u00f3vulos se desenvolvem. O ov\u00e1rio transforma-se no fruto;os \u00f3vulos transformam-se nas sementes.\n\n<strong>Existem quatro tipos de frutos: <\/strong>\n<blockquote><strong>Frutos Simples:<\/strong> Que organiza-se com um s\u00f3 ov\u00e1rio com a laranja, uva e p\u00eassego.<strong>\nFrutos M\u00faltiplos:<\/strong> Esses frutos se formam a partir dos ov\u00e1rios de muitas flores crescem num mesmo ramo.Como o abacaxi.<strong>\nPseudofrutos: <\/strong>O caju, a ma\u00e7\u00e3 e o morango precem ser frutos, n\u00e3o parecem?Parecem mas n\u00e3o s\u00e3o frutos verdadeiros, pois os verdadeiros vem do ov\u00e1rio da flor. E nesse caso dos frutos se desenvolvem no pedunculo floral, e derivada do receptado.<strong>\nFrutos Compostos: <\/strong>Existem flores que tem um s\u00f3 pestilo e outras que tem mais de um pestilo e quando a flor tem mais de um pestilo \u00e9 chamada de frutos compostos.<\/blockquote>\n<h4>Fisiologia das flores<\/h4>\nQuando se fala de flores logo se associa as angiospemas (reprodu\u00e7\u00e3o por flores) ou seja todas as angiospermas tem flores para se reproduzir.\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o das flores p ode ser sexuada, ou seja reprodu\u00e7\u00e3o por gametas.As plantas podem ter a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada e sexuada, mas no caso das flores s\u00f3 fazem reprodu\u00e7\u00e3o sexuada pois existe a troca de carga gen\u00e9tica e existem gametas sexuais.As flores se reproduzem pela poliniza\u00e7\u00e3o quando a flor n\u00e3o \u00e9 hermafrodita o pol\u00e9n tem que ser levado de alguma maneira at\u00e9 a outra flor e logo a natureza arruma alguma forma de chegar at\u00e9 a outra flor.\n<h4>Poliniza\u00e7\u00f5es<\/h4>\nA flor tem que polinizar de alguma forma e a forma de ela se reproduzir \u00e9 pela as poliniza\u00e7\u00f5es e tem v\u00e1rias maneiras de polinizar a flor.\n\n<strong>Autopoliniza\u00e7\u00e3o, autogamia ou poliniza\u00e7\u00e3o direta: <\/strong>\u00e9 a transferencia do pol\u00e9n do androceu(o aparelho masculino)para o estigama(aparelho feminino)da mesma flor (caso que s\u00f3 acontece com flores hermafroditas). \u00c9 pouco freq\u00fcente, ocorre na ervilha, no fumo, no algod\u00e3o e muitos cereais com exe\u00e7\u00e3o do milho e do centeio.\n\n<strong>Poliniza\u00e7\u00e3o Cruzada indireta pelo vento ou poliza\u00e7\u00e3o anemofila: <\/strong>Realiza-se pela a\u00e7\u00e3o do vento ocorre em cerca de 1\/10 das angiospermas. As plantas anemofilas produzem grande quantidade de pol\u00e9n, como o milho que chega produzir 50 milh\u00f5es de gr\u00e3os de pol\u00e9n (unica planta). O vento \u00e9 capaz de levar o pol\u00e9n a grande dist\u00e2ncia. As plantas anemofilas precisam de grande quantidade de pol\u00e9n, pois a maioria do pol\u00e9n vai se desviar e n\u00e3o chegar at\u00e9 a planta e quanto mais pol\u00e9n mais chances de chegar at\u00e9 a planta.\n\n<strong>Poliniza\u00e7\u00e3o pelos insetos ou poliniza\u00e7\u00e3o etinomofila:<\/strong> Os insetos s\u00e3o atra\u00eddos pelos nectarios que reproduz o n\u00e9ctar,pelos aromas divesos e pela colora\u00e7\u00e3o viva das flores. Durante a visita na flor o inseto procura ro\u00e7ar involuntaria no estames e se cobrem de pol\u00e9n e buscando outra flor para tocar no estigma de outra flor.\n\n<strong>Poliniza\u00e7\u00e3o pelos pas\u00e1ros ou poliniza\u00e7\u00e3o ornit\u00f3fila:<\/strong> Os pas\u00e1ros comcorrem para a poliniza\u00e7\u00e3o de muitas plantas. Nas regi\u00f5es tropicais o beija-flor \u00e9 o mais conhecido.\n\n<strong>Poliniza\u00e7\u00e3o pela \u00e1gua ou poliniza\u00e7\u00e3o hidrofila: <\/strong>O pol\u00e9n ca\u00ed na \u00e1gua e logo ca\u00ed em outra planta e poliniza.\n\nFonte:\u00a0www.labin.unilasalle.edu.br\/www.consulteme.com.br\/campus.fortunecity.com\/www.joinville.udesc.br\/www.curso-objetivo.br\/www.educacao.te.pt\/curlygirl.naturlink.pt\/www.amora.cap.ufrgs.br\n\n&nbsp;\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Flor, Constitui\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Import\u00e2ncia, Tipos, Anatomia, Classifica\u00e7\u00e3o, Angiospermas, \u00d3rg\u00e3o, P\u00f3len, Reprodu\u00e7\u00e3o, Origem, Flor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13530","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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