{"id":13515,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/isolamento-das-populacoes-2\/"},"modified":"2026-08-31T22:57:47","modified_gmt":"2026-08-31T22:57:47","slug":"isolamento-das-populacoes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/isolamento-das-populacoes-2\/","title":{"rendered":"Isolamento das Popula\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<strong>Isolamento das Popula\u00e7\u00f5es &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nGeralmente a frequ\u00eancia dos alelos no fundo gen\u00e9tico das popula\u00e7\u00f5es encontra-se em altera\u00e7\u00e3o, logo a popula\u00e7\u00e3o encontra-se em evolu\u00e7\u00e3o.\n\nA especia\u00e7\u00e3o est\u00e1 constantemente a ocorrer, e pode ser estudada considerando a \u00e1rea de reparti\u00e7\u00e3o e o comportamento das popula\u00e7\u00e3os com caracteres id\u00eanticos.\n\nPor vezes, as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o saparadas por barreiras geogr\u00e1ficas, que podem ser rios, barragens, montanhas, vales, mar, ocorrendo depois, devido a fatores como muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e sele\u00e7\u00e3o natural, deriva\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em cada um dos grupos que podem ou n\u00e3o vir a dar origem a diferentes esp\u00e9cies, considerando o tempo em que ficam isolados. Assim, caso a barreira geogr\u00e1fica desapare\u00e7a, v\u00e3o surgir v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, conforme o tempo que houve de isolamento (\u00e9 de salientar que uma barreira geogr\u00e1fica pode isolar popula\u00e7\u00f5es de determinada esp\u00e9cie, mas n\u00e3o o fazer a outra esp\u00e9cie).\n\nDentro das situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis encontramos a possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de uma nova esp\u00e9cie, a que chamados especia\u00e7\u00e3o alop\u00e1trica, e que sucede da exposi\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es a diferentes press\u00f5es seletivas, o que vai procovar diverg\u00eancia no fundo gen\u00e9tico. Se durante muito tempo n\u00e3o houver contato entre os grupos, e cada um destes formar uma nova popula\u00e7\u00e3o, ocorre enta\u00e3o a especia\u00e7\u00e3o alop\u00e1trica.\n\nPassa assim a haver uma barreira biol\u00f3gica quando as esp\u00e9cies se juntam novamente e n\u00e3o s\u00e3o interfecundas, devido a um isolamento reprodutor ou biol\u00f3gico.\n\nH\u00e1 a exist\u00eancia de um feedback positivo, pois quanto maior for a diverg\u00eancia gen\u00e9tica, maior \u00e9 isolamento reprodutor; no entanto, quanto maior for o isolamento reprodutor menor troca de genes h\u00e1, logo maior diverg\u00eancia gen\u00e9tica decorre.\n\n<strong>O isolamento reprodutor pode ser de dois tipos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Isolamento externo, extr\u00ednseco ou geogr\u00e1fico ?\u00a0<\/strong>acidentes geogr\u00e1fico e\/ou condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas, por exemplo, impedem a troca de genes\n<strong>Isolamento interno, intr\u00ednseco ou biol\u00f3gico ?\u00a0<\/strong>causas biol\u00f3gicas, inerentes aos pr\u00f3prios organismos impedem a troca de genes, mesmo em simpatria.<\/blockquote>\n<strong>Tipos de isolamento<\/strong>\n\nAs esp\u00e9cies n\u00e3o se encontram apenas geograficamente isoladas umas das outras. Para que passe a haver uma identidade da esp\u00e9cie existem os mecanismos de isolamento reprodutor.\n\nO processo de especia\u00e7\u00e3o decore da diverg\u00eancia gen\u00e9tica, a qual d\u00e1 ao indiv\u00edduo uma nova identidade.\n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-152407\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Isolam8-300x125.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"125\" \/>\nCausas de especia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\nExistem diversos processos que levam ao isolamento de esp\u00e9cies, evitanto a perda de identidade, visto evitarem o livre fluxo de genes entre popula\u00e7\u00f5es. No entanto, quando h\u00e1 cruzamentos entre indiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes, ou seja, aqueles que ultrapassam todos os isolamentos exteriores, ocorre incompatibilidade gen\u00e9tica, o que vai provocar o aborto do zigoto. Assim, e visto este \u00faltimo ser tamb\u00e9m um processo de isolamento, estes dividem-se em pr\u00e9-zig\u00f3ticos, antes do acasalamento, e em p\u00f3s-zig\u00f3ticos, ap\u00f3s o acasalamento.\n\n<strong>Isolamento geogr\u00e1fico<\/strong>\n\nSe uma dada regi\u00e3o do territ\u00f3rio de uma esp\u00e9cie \u00e9 impr\u00f3pria para a sobreviv\u00eancia desses organismos, constitui uma barreira extr\u00ednseca, seja ela um rio, uma montanha, um deserto, etc.\n\nObviamente estas barreiras variam com as esp\u00e9cies pois enquanto um rio pode ser uma importante barreira para uma popula\u00e7\u00e3o de ratos, por exemplo, n\u00e3o o ser\u00e1 para uma popula\u00e7\u00e3o de aves.\n\nEstas barreiras impedem o contato f\u00edsico entre popula\u00e7\u00f5es. As condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas tamb\u00e9m podem ser barreiras importantes para os organismos.\n\nApesar destes fatos, o isolamento geogr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o suficiente para a especia\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria a separa\u00e7\u00e3o entre os fundos gen\u00e9ticos das popula\u00e7\u00f5es isoladas.\n\n<strong>Por este motivo, apenas quando a barreira geogr\u00e1fica \u00e9 ultrapassada se pode concluir se existiu especia\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Duas esp\u00e9cies diferentes ?\u00a0<\/strong>as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem trocar genes pois existem mecanismos isoladores intr\u00ednsecos. As duas popula\u00e7\u00f5es podem ser simp\u00e1tricas, entrar em competi\u00e7\u00e3o (e at\u00e9 uma delas extinguir-se) ou habitarem zonas distintas e serem alop\u00e1tricas\n<strong>Uma \u00fanica esp\u00e9cie ?\u00a0<\/strong>as popula\u00e7\u00f5es voltam a trocar genes entre si e formam um \u00fanico fundo gen\u00e9tico, n\u00e3o houve isolamento reprodutor. A troca de genes pode ser t\u00e3o livre que se tornem uma s\u00f3 popula\u00e7\u00e3o (uma esp\u00e9cie \u00fanica) ou a troca de genes pode ocorrer apenas na zona de contato, originando h\u00edbridos (duas subesp\u00e9cies).<\/blockquote>\n<strong>Isolamento biol\u00f3gico<\/strong>\n\nEste tipo de barreira explica a coexist\u00eancia de duas esp\u00e9cies no mesmo local e tempo, sem que se cruzem. Resulta de diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre duas popula\u00e7\u00f5es e \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.\n\n<strong>Existem dois tipos de isolamento biol\u00f3gico:<\/strong>\n<blockquote>Este tipo de barreira explica a coexist\u00eancia de duas esp\u00e9cies no mesmo local e tempo, sem que se cruzem. Resulta de diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre duas popula\u00e7\u00f5es e \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.<\/blockquote>\n<strong>Mecanismos isoladores pr\u00e9-acasalamento ?<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m designados mecanismos isoladores pr\u00e9-zig\u00f3ticos, evitam o cruzamento entre indiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes e a consequente forma\u00e7\u00e3o do zigoto.\n\n<strong>Podem ser divididos em:<\/strong>\n<blockquote><strong>Isolamento ecol\u00f3gico ?<\/strong>\u00a0ocorre quando os organismos apresentam uma diferente rela\u00e7\u00e3o com o meio (vivem em habitats diferentes, ainda que na mesma \u00e1rea) e com outros seres (organismos vivem nas \u00e1rvores e outros no ch\u00e3o, uns s\u00e3o ativos de dia e outros de noite, etc.);\n<strong>Isolamento temporal ?<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m designado por isolamento sazonal, neste caso os organismos vivem no mesmo habitat, mas em \u00e9pocas diferentes ou apresentam \u00e9pocas de reprodu\u00e7\u00e3o diferentes. Pode existir interfecundidade gam\u00e9tica mas na natureza nunca existe possibilidade de reprodu\u00e7\u00e3o;\n<strong>Isolamento comportamental ?<\/strong>\u00a0existe principalmente nos vertebrados, em particular nas aves, embora tamb\u00e9m seja conhecido em insetos. Quando este tipo de mecanismo isolador atua o cortejamento sexual, exibi\u00e7\u00f5es e sinais de reconhecimento entre indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie n\u00e3o existem, o que impede a atra\u00e7\u00e3o sexual entre as popula\u00e7\u00f5es;\n<strong>Isolamento mec\u00e2nico ?\u00a0<\/strong>diferen\u00e7as morfol\u00f3gicas e fisiol\u00f3gicas das genit\u00e1lias impedem a reuni\u00e3o dos g\u00e2metas. Este mecanismo \u00e9 particularmente importante em artr\u00f3podes, com genit\u00e1lias r\u00edgidas e exosqueleto, mas tamb\u00e9m existe em gastr\u00f3podes e anel\u00eddeos hermafroditas.<\/blockquote>\n<strong>Mecanismos isoladores p\u00f3s-acasalamento \u2013<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m designados mecanismos isoladores p\u00f3s-zig\u00f3ticos, evitam a forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do descendente, dificultam a forma\u00e7\u00e3o do h\u00edbrido ou a sua reprodu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Podem ser:<\/strong>\n<blockquote><strong>Isolamento gam\u00e9tico ?<\/strong>\u00a0existe troca de g\u00e2metas mas a c\u00e9lula masculina n\u00e3o atinge a feminina, devido a rea\u00e7\u00f5es imunit\u00e1rias ou por falta de reconhecimento qu\u00edmico entre g\u00e2metas. Este processo existe em moscas Drosophila e \u00e9 muito comum em peixes, devido ao fato de os g\u00e2metas se unirem na \u00e1gua;\n<strong>Isolamento por inviabilidade dos h\u00edbridos ?<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m designado isolamento zig\u00f3tico, neste caso existe fecunda\u00e7\u00e3o mas a incompatibilidade gen\u00e9tica impede o desenvolvimento normal do embri\u00e3o, processo muito comum em peixes com fecunda\u00e7\u00e3o externa, pois facilmente os g\u00e2metas se misturam;\n<strong>Isolamento por esterilidade dos h\u00edbridos ? t<\/strong>amb\u00e9m conhecido por isolamento p\u00f3s-zig\u00f3tico, neste caso o embri\u00e3o desenvolve-se mas n\u00e3o atinge a idade adulta ou, se atinge a idade adulta, \u00e9 est\u00e9ril ou \u00e9 eliminado por sele\u00e7\u00e3o. Por vezes o sex-ratio dos h\u00edbridos n\u00e3o permite a forma\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o seguinte;\n<strong>Isolamento por inviabilidade dos h\u00edbridos de 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o ?<\/strong>\u00a0formam-se h\u00edbridos f\u00e9rteis mas nos descendentes destes (h\u00edbridos de 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o) os embri\u00f5es abortam, s\u00e3o muito d\u00e9beis ou est\u00e9reis.<\/blockquote>\nPor vezes a classifica\u00e7\u00e3o dos mecanismos isoladores distinguia entre mecanismo pr\u00e9- e p\u00f3s-copulat\u00f3rios mas tal classifica\u00e7\u00e3o foi abandonada pois n\u00e3o s\u00f3 a maioria dos organismos n\u00e3o realiza c\u00f3pula, como a exig\u00eancia de copula\u00e7\u00e3o \u00e9, ela pr\u00f3pria, um mecanismo isolador.\n\nNa natureza estes mecanismos isoladores atuam em conjunto e em sequ\u00eancia, n\u00e3o em separado, sendo o comportamental ou etol\u00f3gico o primeiro a atuar. Por este motivo, a maioria das vezes a forma\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos n\u00e3o tem qualquer valor evolutivo.\n\n<strong>Mecanismos de isolamento<\/strong>\n\nO isolamento entre popula\u00e7\u00f5es consiste num conjunto de mecanismos que impedem ou dificultam a troca de genes entre indiv\u00edduos.\n\nO isolamento \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 especia\u00e7\u00e3o bem como para a manuten\u00e7\u00e3o do estatuto de esp\u00e9cie.\n<blockquote><strong>Isolamento geogr\u00e1fico:\u00a0<\/strong>Como o nome indica, \u00e9 um isolamento devido a barreiras geogr\u00e1ficas que impedem contato entre indiv\u00edduos. \u00c9 ent\u00e3o um isolamento extr\u00ednseco<strong>\nIsolamento biol\u00f3gico:\u00a0<\/strong>Este isolamento ocorre devido a fatores intr\u00ednsecos aos indiv\u00edduos que, ou impedem o acasalamento, ou impedem o desenvolvimento do zigoto. Podem ser do tipo pr\u00e9-zig\u00f3ticos, impedindo o cruzamento.<strong>\nIsolamento ecol\u00f3gico:\u00a0<\/strong>Quando indiv\u00edduos de esp\u00e9cies pr\u00f3ximas habitam diferentes habitats (a \u00e1gua e o ar, por exemplo), ocorrendo que os indiv\u00edduos se encontram na mesma \u00e1rea.<strong>\nIsolamento temporal:\u00a0<\/strong>Igualmente ocorre em indiv\u00edduos da mesma \u00e1rea, como todos os isolamentos intr\u00ednsecos, de esp\u00e9cies pr\u00f3ximas, mas cujos per\u00edodos de atividade divergem (entre o dia e a noite, ou entre o Ver\u00e3o e o Inverno).<strong>\nIsolamento comportamental:\u00a0<\/strong>Trata-se do tipo mais importante de isolamento pr\u00e9-zig\u00f3tico. Este processo consiste em diferentes tipos de paradas nupciais, antes do acasalamento, as quais s\u00e3o definidas gen\u00e9ticamente, e se destinam a provocar excita\u00e7\u00e3o no companheiro. Temos o caso em que certas f\u00eameas apenas respondem ao apelo dos machos da sua esp\u00e9cie.<strong>\nIsolamento mec\u00e2nico:\u00a0<\/strong>Este isolamente baseia-se na exist\u00eancia de estruturas morfol\u00f3gicas incompat\u00edveis. Nos animais, ocorre que os \u00f3rg\u00e3os reprodutores s\u00e3o incompat\u00edveis, n\u00e3o ocorrendo fus\u00e3o de g\u00e2metas, e nas flores, estas podem ter uma estrutura que impede o contato com certos insetos que transportem os seus g\u00e2metas.<strong>\nIsolamento gam\u00e9tico:\u00a0<\/strong>Ocorre quando g\u00e2metas em que, embora colocados no mesmo local ao mesmo tempo, n\u00e3o ocorre fecunda\u00e7\u00e3o se forem de esp\u00e9cies diferentes devido \u00e0 exist\u00eancia de mol\u00e9culas espec\u00edficas na superf\u00edcie de cada g\u00e2meta, que s\u00f3 se une com o que possui as mol\u00e9culas complementares.<\/blockquote>\n<strong>Podem tamb\u00e9m ser do tipo p\u00f3s-zig\u00f3tico, os quais impedem o desenvolvimento normal dos descendentes:<\/strong>\n\n<strong>Inviabilidade dos h\u00edbridos<\/strong>\n\nEm esp\u00e9cies muito pr\u00f3ximas, se ocorre fecunda\u00e7\u00e3o, os zigotos ou os embri\u00f5es h\u00edbridos n\u00e3o se desenvolvem ou n\u00e3o atingem a maturidade sexual, devido \u00e0 impossibilidade gen\u00e9tica entre as esp\u00e9cies, o que vai provocar anomalias durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio.\n\n<strong>Esteribilidade dos h\u00edbridos<\/strong>\n\nOcorre quando, ap\u00f3s fecunda\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes, o desenvolvimento embrion\u00e1rio ocorre, dando origem a um h\u00edbrido (por os seus progenitores serem de esp\u00e9cies diferentes). No entanto, este h\u00edbrido vai ser est\u00e9ril devido, ou ao mau desenvolvimento dos \u00f3rg\u00e3o reprodutores, ou da inexist\u00eancia de cromossomas hom\u00f3logos, o que provoca a inexist\u00eancia de meiose. (por exemplo, a mula, resultate do cruzamento entre o cavalo e o burro)\n\n<strong>Inviabilidade dos h\u00edbridos da segunda gera\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nSe todas as barreiras forem ultrapassadas, e surgir um h\u00edbrido f\u00e9rtil, ent\u00e3o os descendentes destes ser\u00e3o est\u00e9reis, ou dar\u00e3o origem a indiv\u00edduos d\u00e9beis e est\u00e9reis.\n\n<strong>Mecanismos de especia\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAl\u00e9m dos mecanismos de especia\u00e7\u00e3o referidos no cap\u00edtulo dos isolamentos, existem ainda outros modos de se formarem novas esp\u00e9cies, os quais s\u00e3o caracterizados por ocorrerem mais rapidamente.\n\n<strong>Especia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/strong>\n\nEsta especia\u00e7\u00e3o depende na desloca\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos para outras \u00e1reas, portanto de migra\u00e7\u00f5es. No entanto, para que ocorra este processo, \u00e9 necess\u00e1rio tempo.\n\n<strong>O processo pelo qual ocorre este tipo de especia\u00e7\u00e3o \u00e9 a radia\u00e7\u00e3o adaptativa:<\/strong>\u00a0Dentro de uma popula\u00e7\u00e3o existem v\u00e1rios alelos diferentes que definem o seu fundo gen\u00e9tico. No entanto, devido a isto, n\u00e3o pode afirmar-se que um s\u00f3 indiv\u00edduo possua todos os alelos do fundo gen\u00e9tico. Assim, quanto maior a quantidade de indiv\u00edduos que tenhamos, maior \u00e9 a probabilidade desse grupo possuir todos os alelo do fundo gen\u00e9tico, portanto maior probabilidade de representar a popula\u00e7\u00e3o. Assim, quando um pequeno grupo de indiv\u00edduos se separa da sua popula\u00e7\u00e3o inicial, h\u00e1 uma baixa probabilidade de formar uma popula\u00e7\u00e3o com um fundo gen\u00e9tico igual ao da popula\u00e7\u00e3o inicial. Se este grupo, que se destacou para um nicho ecol\u00f3gico diferente, e a popula\u00e7\u00e3o inicial forem sujeitos a press\u00f5es seletivas diferentes, ou a fatores como as muta\u00e7\u00f5es, a deriva gen\u00e9tica, a sele\u00e7\u00e3o natural, v\u00e3o adaptar-se a novos estilos de vida. Isto pode vir a provocar isolamento reprodutor, o que vai provocar especia\u00e7\u00e3o, visto n\u00e3o ser poss\u00edvel a troca de genes entre os indiv\u00edduos da esp\u00e9cie fundadora e da esp\u00e9cie formada.\n\nVisto o fundo gen\u00e9tico da esp\u00e9cie formada ser alterado, e nele estarem inclu\u00eddos apenas os alelos dos individuos que se destacaram, os sujeitos desta esp\u00e9cie v\u00e3o apresentar algumas semelhan\u00e7as morfol\u00f3gicas que se encontram na esp\u00e9cie original, mas n\u00e3o v\u00e3o apresentar outras. (como \u00e9 o caso dos nativos autralianos, que s\u00f3 possuem sangue do tipo A ou O)\n\n<strong>Poliploidia<\/strong>\n\nEste processo leva a uma especia\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o para outra. Como j\u00e1 foi referido, os h\u00edbridos interespec\u00edficos, ou seja, os resultantes do cruzamento entre esp\u00e9cies diferentes, geralmente n\u00e3o chegam a nascer, ou, caso o ocorra, s\u00e3o indiv\u00edduos est\u00e9reis devido a uma gametog\u00e9nese anormal. Para que estes indiv\u00edduos sejam f\u00e9rteis \u00e9 necess\u00e1ria a ocorr\u00eancia de uma poliploidia durante a sua forma\u00e7\u00e3o.\n\nOs h\u00edbridos interespec\u00edficos, por possuirem n cormossomas de cada progenitor, os quais pertencem a esp\u00e9cies diferentes, n\u00e3o vai possuir cromossomas hom\u00f3logos, logo n\u00e3o ocorre emparelhamento, portanto n\u00e3o ocorre meiose, o que ir\u00e1 levar \u00e0 mal-forma\u00e7\u00e3o ou inexist\u00eancia de g\u00e2metas.\n\nNo entanto, por vezes ocorre duplica\u00e7\u00e3o de cromossomas durante a mitose, ou mesmo durante a meiose. Isto decorre do fato de n\u00e3o haver disjun\u00e7\u00e3o de cromat\u00eddeos, o que leva a que determinada c\u00e9lula possua cada cromossomas duas vezes. Assim, os cromossomas arranjaram os seus hom\u00f3logos, passando o ovo ou zigoto, resultante de autofecunda\u00e7\u00e3o (ou, no caso dos animais, de cruzamento entre dois indiv\u00edduos em que ocorra a mesma situa\u00e7\u00e3o), a possuir o dobro da soma dos cromossomas dos g\u00e2metas dos dois progenitores. A este processo chama-se tetraploidia.\n\nOs indiv\u00edduos resultantes deste fen\u00f3meno d\u00e3o origem a novas esp\u00e9cies, visto possuirem diferente n\u00famero de cromossomas dos seus progenitores. Estes indiv\u00edduos podem dar origem a indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie.\n\nNo entanto, est\u00e3o isolados reprodutoramente das esp\u00e9cies progenitoras, embora possuam v\u00e1rios grupos de cromossomas daqueles, o que lhes confere caracter\u00edsticas pr\u00f3prias.\n\n<strong>O que \u00e9 o isolamento geogr\u00e1fico e como isso afeta a especia\u00e7\u00e3o?<\/strong>\n\nO isolamento geogr\u00e1fico refere-se a uma situa\u00e7\u00e3o em que uma esp\u00e9cie, ou uma popula\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie, torna-se separados por uma barreira f\u00edsica (um lago, mar, montanhas, etc), permitindo que cada grupo a divergir ao longo de caminhos evolutivos diferentes.\n\nO efeito de isolamento geogr\u00e1fica \u00e9 que as duas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o submetidas a diferentes press\u00f5es de sele\u00e7\u00e3o, uma vez que as condi\u00e7\u00f5es nas duas \u00e1reas ser\u00e1 diferente. Assim, diferentes alelos ser\u00e3o selecionados para, e as diferen\u00e7as gen\u00e9ticas ir\u00e1 gradualmente se acumulam entre as popula\u00e7\u00f5es.\n\nCom o tempo, as diferen\u00e7as gen\u00e9ticas suficientes ir\u00e1 ocorrer de modo a que as duas popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o ir\u00e1 cruzar. Ent\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, eles tornaram-se diferentes esp\u00e9cies.\n\n<strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:<\/strong>\n\n<strong>O isolamento geogr\u00e1fico, \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o de dois (ou mais) grupos de organismos por um recurso, por exemplo geogr\u00e1fica<\/strong>: um rio, serra, mar, deserto, etc\n\n\u00c9 o principal mecanismo de especia\u00e7\u00e3o alop\u00e1trica, ainda considerado por alguns como uma teoria.\n\n<strong>Exemplos de isolamento geogr\u00e1fico<\/strong>\n\nO isolamento geogr\u00e1fico \u00e9 um termo que se refere a uma popula\u00e7\u00e3o de animais, plantas ou outros organismos que s\u00e3o separados de troca de material gen\u00e9tico com outros organismos da mesma esp\u00e9cie.\n\nNormalmente isolamento geogr\u00e1fico \u00e9 o resultado de um acidente ou coincid\u00eancia.\n\n<strong>Isolamento geogr\u00e1fico:\u00a0<\/strong>O isolamento geogr\u00e1fico pode ser causada por muitos fatores e pode resultar em uma variedade de resultados.\n\n<strong>Popula\u00e7\u00f5es Isoladas<\/strong>\n\nA utilidade de<strong>\u00a0popula\u00e7\u00f5es isoladas<\/strong>\u00a0geneticamente (isolados de popula\u00e7\u00f5es) no mapeamento e identifica\u00e7\u00e3o de genes n\u00e3o se limita apenas ao estudo de doen\u00e7as raras.\n\n<strong>Popula\u00e7\u00f5es isoladas<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m fornecem um recurso \u00fatil para estudos que visam melhorar a compreens\u00e3o da biologia subjacente \u00e0s doen\u00e7as comuns e suas caracter\u00edsticas componentes.\n\n<strong>Popula\u00e7\u00f5es humanas<\/strong>\u00a0bem caracterizadas fornecem excelentes amostras de estudo para muitas investiga\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas diferentes, desde estudos de associa\u00e7\u00e3o de todo o genoma at\u00e9 a caracteriza\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es entre genes e o ambiente.\n\nNos \u00faltimos anos, compreender como a varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em indiv\u00edduos e em popula\u00e7\u00f5es contribui para as vias biol\u00f3gicas envolvidas na determina\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas humanas e mecanismos de doen\u00e7a tornou-se um objetivo alcan\u00e7\u00e1vel para a pesquisa gen\u00e9tica.\n\nSeguindo as conquistas em estudos moleculares de dist\u00farbios monog\u00eanicos, estudos recentes t\u00eam usado estrat\u00e9gias de mapeamento fino sem hip\u00f3tese de genes e locus para identificar fatores subjacentes em doen\u00e7as complexas comuns com grandes impactos na sa\u00fade p\u00fablica. Essas doen\u00e7as, que incluem c\u00e2ncer, doen\u00e7a coronariana, esquizofrenia, autismo e esclerose m\u00faltipla, surgem de intera\u00e7\u00f5es complexas entre fatores ambientais e varia\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios genes diferentes. At\u00e9 recentemente, a detec\u00e7\u00e3o dos genes subjacentes a essas doen\u00e7as teve sucesso apenas limitado, mas os \u00faltimos dois anos testemunharam a identifica\u00e7\u00e3o de mais de 100 locus bem estabelecidos.\n\nEsses sucessos envolveram principalmente a cole\u00e7\u00e3o de coortes de estudo muito grandes para qualquer caracter\u00edstica individual e colabora\u00e7\u00f5es internacionais em uma escala sem precedentes.\n\nA detec\u00e7\u00e3o de genes subjacentes a doen\u00e7as complexas comuns nem sempre precisa de grandes amostras da popula\u00e7\u00e3o global. Amostras de indiv\u00edduos de popula\u00e7\u00f5es geneticamente isoladas, ou &#8216;popula\u00e7\u00f5es isoladas&#8217;, j\u00e1 se mostraram imensamente \u00fateis na identifica\u00e7\u00e3o de genes de doen\u00e7as recessivas raras. Esses genes s\u00e3o detect\u00e1veis apenas em popula\u00e7\u00f5es isoladas com um n\u00famero limitado de fundadores, onde os alelos de doen\u00e7as raras s\u00e3o enriquecidos, resultando em indiv\u00edduos homozigotos afetados pela doen\u00e7a.\n\nRealiza\u00e7\u00f5es impressionantes no mapeamento do locus da doen\u00e7a e identifica\u00e7\u00e3o do gene usando varreduras de todo o genoma de apenas um punhado de indiv\u00edduos afetados em tais popula\u00e7\u00f5es foram relatadas, normalmente com base em an\u00e1lises de liga\u00e7\u00e3o e varredura de homozigose\n\nEst\u00e1 se tornando cada vez mais aparente que os estudos que localizam genes subjacentes a fen\u00f3tipos complexos tamb\u00e9m se beneficiam do estudo de amostras de popula\u00e7\u00f5es homog\u00eaneas com um n\u00famero limitado de fundadores &#8211; &#8216;popula\u00e7\u00f5es fundadoras&#8217;.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/genomebiology.biomedcentral.com\/www.simbiotica.org\/examples.yourdictionary.com\/evolution.berkeley.edu\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isolamento das Popula\u00e7\u00f5es, Classifica\u00e7\u00e3o, Tipo, Geogr\u00e1fico, Mecanismos, Sele\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Processo, Separa\u00e7\u00e3o, O que \u00e9, Isolamento das Popula\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2551,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13515","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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