{"id":1351,"date":"2015-11-18T00:00:00","date_gmt":"2015-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/pau-brasil\/"},"modified":"2026-08-31T16:03:49","modified_gmt":"2026-08-31T16:03:49","slug":"pau-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/pau-brasil\/","title":{"rendered":"Pau-Brasil"},"content":{"rendered":"\n<strong>Pau-Brasil &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Pau-Brasil<\/strong>, Caesalpinia echinata, \u00e9 uma \u00e1rvore de porte m\u00e9dio e crescimento lento da fam\u00edlia Leguminosae, encontrada principalmente na Mata Atl\u00e2ntica brasileira.\n\nO\u00a0<strong>Pau-Brasil<\/strong>\u00a0\u00e9 uma \u00e1rvore nativa da Mata Atl\u00e2ntica, cuja \u00e1rea original estendia-se pela faixa litor\u00e2nea brasileira em um percurso equivalente a 3 mil quil\u00f4metros.\n\nA \u00e1rvore possui particularidades f\u00edsicas bem caracter\u00edsticas, como tronco de colora\u00e7\u00e3o acinzentada ou avermelhada recoberto por espinhos e miolo cor de brasa.\n\nPode atingir 30 metros de altura e 1,5 metros de di\u00e2metro. Somente as \u00e1rvores mais velhas s\u00e3o aptas a produzirem flores e frutos, sendo que a flora\u00e7\u00e3o inicia-se no final do m\u00eas setembro, prolongando-se at\u00e9 meados de outubro.\n\nLogo que chegaram ao Brasil, h\u00e1 500 anos atr\u00e1s, os portugueses encontraram uma \u00e1rvore que produzia corante utilizado para tingir tecidos, semelhante aos das esp\u00e9cies encontradas no extremo Oriente. Adotaram o mesmo nome da esp\u00e9cie oriental e come\u00e7aram a explor\u00e1-la indiscriminadamente.\n\nPor mais de 3 s\u00e9culos, o Pau-Brasil foi um dos principais produtos exportados do Brasil. Sem d\u00favida, foi um fator determinante para a escolha do nome do pa\u00eds.\n\nAtualmente, \u00e9 muito dif\u00edcil encontr\u00e1-lo em estado natural, a n\u00e3o ser em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o situadas no litoral dos estados do Rio de Janeiro, Bahia, S\u00e3o Paulo e Pernambuco.\n\nA taxa de crescimento do Pau-Brasil depende de diversos fatores, como a composi\u00e7\u00e3o do solo, o clima ou a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.\n\nEnquanto o alburno predomina nas \u00e1rvores jovens, o durame amarelo ou marrom-avermelhado, ou seja a parte adequada para a fabrica\u00e7\u00e3o de arcos, se torna dominante somente ap\u00f3s vinte anos.\n\nUm programa de reflorestamento no Estado de Pernambuco demonstrou que \u00e1rvores de trinta anos de idade j\u00e1 produzem madeira adequada para a fabrica\u00e7\u00e3o de arcos.\n\n<strong>Ocorr\u00eancia:<\/strong>\u00a0do Cear\u00e1 ao Rio de Janeiro. Atualmente sua presen\u00e7a pode ser notada apenas nos estados da Bahia, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro.\n\n<strong>Outros nomes:<\/strong>\u00a0ibirapitanga, orabut\u00e3, arabut\u00e1, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapit\u00e3, muirapiranga, pau-rosado, pau-pernambuco.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas:<\/strong>\u00a0esp\u00e9cie semidec\u00eddua com 8 a 12 m de altura. Consta ter existido no passado exemplares de at\u00e9 30 m de altura e di\u00e2metro de 50- 70 cm.\n\nUm exemplar antigo cultivado no Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro possui 25 m de altura e 60 cm de di\u00e2metro. Seus ramos terminais, folhas e frutos s\u00e3o providos de pequenos espinhos.\n\nFolhas compostas duplamente pinadas (bipinadas) com 5 a 6 pares de pinas, cada uma com 6 a 10 pares de fol\u00edolos, com 1 a 2 cm de comprimento.\n\nSeu tronco \u00e9 \u00e1spero e descamante atrav\u00e9s de placas de forma irregular, deixando mostrar por baixo uma superf\u00edcie vermelho-alaranjada que contrasta com o restante da casca de cor cinza.\n\nFlores muito perfumadas, de cor amarela, que permanecem na planta por menos de uma semana.\n\nFrutos s\u00e3o vagens totalmente recobertas por espinhos que se formam logo ap\u00f3s a flora\u00e7\u00e3o e amadurecem deixando cair espontaneamente as sementes em menos de 50 dias.\n\nUm kg de sementes cont\u00e9m aproximadamente 3.600 unidades.\n\n<strong>Habitat:<\/strong>\u00a0floresta pluvial atl\u00e2ntica.\n\n<strong>Propaga\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0sementes.\n\n<strong>Madeira:\u00a0<\/strong>Muito dura, pesada, compacta, de grande resist\u00eancia mec\u00e2nica e praticamente incorrupt\u00edvel.\n\n<strong>Pau-Brasil &#8211; Utilidade<\/strong>\n\nNos tempos coloniais a madeira era muito utilizada na constru\u00e7\u00e3o civil e naval e para trabalhos de torno, pela colora\u00e7\u00e3o vermelho-laranja-vivo.\n\nEra tamb\u00e9m exportada em grande quantidade para extra\u00e7\u00e3o de um princ\u00edpio colorante denominado \u201cbrasile\u00edna\u201d muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas de escrever, representando a primeira grande atividade econ\u00f4mica do pa\u00eds.\n\nSua explora\u00e7\u00e3o intensa gerou muitas riquezas para o reino e caracterizou um per\u00edodo econ\u00f4mico de nossa hist\u00f3ria, que estimulou a ado\u00e7\u00e3o do nome \u201cBrasil\u201d ao nosso pa\u00eds.\n\nSua madeira, j\u00e1 muito escassa, \u00e9 empregada atualmente apenas para a confec\u00e7\u00e3o de arcos de violino, sendo exportada para v\u00e1rios pa\u00edses exclusivamente para este fim.\n\n\u00c1 \u00e1rvore, de qualidades ornamentais not\u00e1veis e de grande import\u00e2ncia hist\u00f3rica para o pa\u00eds, \u00e9 amplamente cultivada em todo o pa\u00eds com fins paisag\u00edsticos.\n\n<strong>Florescimento<\/strong>: setembro a outubro. A matura\u00e7\u00e3o dos frutos ocorre nos meses de novembro-janeiro.\n\n<strong>Frutifica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0novembro a janeiro.\n\n<strong>Pau-Brasil &#8211; Explora\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nDurante muito tempo, o pau-brasil foi o produto local mais precioso para os portugueses que o vendiam na Europa para o tingimento de tecidos.\n\nEste corante foi para os portugueses o que a prata americana foi para os espanh\u00f3is. Conhecido desde o s\u00e9culo XI na Europa como produto do Oriente, pelo nome de bressil na Fran\u00e7a e bracili ou brazili na It\u00e1lia, foi introduzido em 1220 em Portugal e na Espanha. Abundante na Mata Atl\u00e2ntica brasileira foi explorado at\u00e9 sua extin\u00e7\u00e3o.\n\nAs \u00e1rvores eram derrubadas e cortadas pelos \u00edndios em toras de aproximadamente 1,5 m de comprimento com cerca de 30 Kg cada, em troca de bugigangas.\n\n<strong>\u00c1rvore do Brasil<\/strong>, cuja madeira fornece uma tinta vermelha, por ser abundante nas matas do litoral, no s\u00e9culo XVI, deu origem ao nome Brasil, com que se passou a designar a Terra de Santa-Cruz.\n\nPode alcan\u00e7ar mais de 20 metros de altura e circunfer\u00eancia superior a 1,50m. Seu tronco \u00e9 quase reto, \u00e1spero, com galhos sinuosos e casca cinza-escura. Possui folhas verdes luzentes, flores amarelas, discretamente perfumadas. O fruto \u00e9 uma vagem de cor prata que quando madura, abre com o calor. A semente \u00e9 irregularmente circular, marrom-claro, passando a escuro com o tempo e germina ap\u00f3s cinco dias.\n\nO\u00a0<strong>pau-brasil<\/strong>\u00a0foi, juntamente com a arara e o papagaio, o primeiro produto de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil. Desde o descobrimento da Terra de Vera Cruz, at\u00e9 o aparecimento dos corantes artificiais em 1875, ocupou lugar de destaque na lista dos produtos exportados para a Europa.\n\nNa \u00e9poca do descobrimento, foi o primeiro produto a despertar o interesse comercial dos descobridores. Chegou a ser inclu\u00eddo na lista das esp\u00e9cies vegetais em extin\u00e7\u00e3o, por ter sido usado desordenadamente, sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o para com o equil\u00edbrio da natureza.\n\nCom o aparecimento da ind\u00fastria t\u00eaxtil, a Fran\u00e7a foi um dos pa\u00edses mais interessados em obter tecidos na cor p\u00farpura, que era s\u00edmbolo de nobreza dos povos do Oriente. O pau-brasil, especialmente o nativo de Alagoas e Pernambuco, era o preferido pelo mercado europeu, talvez pela colora\u00e7\u00e3o forte e duradoura.\n\nPode-se dizer que S\u00e3o Louren\u00e7o da Mata, em Pernambuco, funcionou como uma esp\u00e9cie de emp\u00f3rio (centro de comercio internacional) do pau-brasil enviado para a Europa. De uma s\u00f3 vez, em 1761, chegou-se a embarcar 14.558 quintais (peso correspondente a quatro arrobas \u2013 cerca de 60kg); em 1765, atrav\u00e9s de v\u00e1rios embarques, seguiram 34.428 quintais; em 1770, 10.444 quintais de uma vez e 10.336 de outra; em 1771, 24.499 quintais.\n\nA primeira a\u00e7\u00e3o de D. Manoel em defesa do pau-brasil foi considerar a sua exporta\u00e7\u00e3o como monop\u00f3lio da Coroa, contrariando os governos da Inglaterra, Holanda, Espanha e principalmente da Fran\u00e7a.\n\nOs franceses ainda tentaram se apoderar da \u201crota do pau-brasil\u201d, mas n\u00e3o conseguiram gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o de Portugal no campo diplom\u00e1tico e no campo b\u00e9lico.\n\nOutra medida tomada por D. Manoel em defesa do pau-brasil foi um contrato de arrendamento com um grupo de mercadores dirigido por Fern\u00e3o de Noronha, um poderoso armador e comerciante portugu\u00eas, pessoa de grande prest\u00edgio junto ao Rei, descobridor da ilha de Fernando de Noronha que, mais tarde, tomou seu nome. Fern\u00e3o n\u00e3o conseguiu cumprir totalmente seu compromisso, porque al\u00e9m das lutas contra a pirataria, lutava tamb\u00e9m contra os \u00edndios que colaboravam com os piratas na obten\u00e7\u00e3o do pau-brasil, em troca de bugigangas e utens\u00edlios diversos.\n\nEm decorr\u00eancia da explora\u00e7\u00e3o sem planejamento, o pau-brasil foi extinto das matas, mais do que isso, foi esquecido, lembrado apenas como hist\u00f3ria ou no dia da \u00e1rvore. Em 1961, quando J\u00e2nio Quadros era Presidente da Rep\u00fablica, aprovou o Projeto n.3.380\/61, que declara o Pau-Brasil \u00e1rvore nacional e o Ip\u00ea Amarelo, a flor nacional.\n\n<strong>Material para a fabrica\u00e7\u00e3o de Arcos<\/strong>\n\nImportado pelos pa\u00edses europeus e usado como uma tintura at\u00e9 cerca de 1850, o Pau-Brasil foi usado pela primeira vez na confec\u00e7\u00e3o de arcos por volta de meados do s\u00e9culo XVIII.\n\nOs Irm\u00e3os Tourte foram uns dos primeiros a apreciar as qualidades excepcionais desta madeira.\n\nAntes disso, os archet\u00e1rios (os archet\u00e1rios produzem arcos de violino) empregavam diversos outros tipos de madeiras tropicais. Devido a sua not\u00e1vel densidade e dureza, essas madeiras eram geralmente conhecidas como \u201cMadeiras de Ferro\u201d.\n\nNum curto espa\u00e7o de tempo, o Pau-Brasil substituiu todas estas outras madeiras devido ao fato de que a qualidade sonora que produzia agradava mais aos m\u00fasicos e tamb\u00e9m porque suas qualidades f\u00edsicas faziam dele o material ideal para a confec\u00e7\u00e3o de arcos chambrados.\n\nDesde que foi introduzido pela primeira vez h\u00e1 duzentos e cinq\u00fcenta anos, archet\u00e1rios e m\u00fasicos de todo o mundo ainda n\u00e3o tiveram conhecimento de uma madeira de qualidade compar\u00e1vel que pudesse substituir o Pau-Brasil. A combina\u00e7\u00e3o de rigidez, flexibilidade, densidade, beleza e capacidade de manter uma curva fixa s\u00e3o propriedades que fazem do Pau-Brasil um material excepcional para a fabrica\u00e7\u00e3o de arcos.\n\n<strong>A extra\u00e7\u00e3o de pau-brasil<\/strong>\n\nO<strong>\u00a0pau-brasil<\/strong>, assim chamado pelos europeus, crescia naturalmente em quase todo o litoral brasileiro, na mata Atl\u00e2ntica.\n\nOs europeus usavam essa madeira para extrair dela uma tinta vermelha empregada para tingir tecidos, pintar manuscritos e ainda para trabalhos de marcenaria.\n\nSua explora\u00e7\u00e3o foi realizada com base no trabalho dos ind\u00edgenas, que cuidavam do corte e do transporte para os navios, e constituiu a primeira atividade econ\u00f4mi\u00adca da nova col\u00f4nia portuguesa na Am\u00e9rica.\n\nA extra\u00e7\u00e3o de pau-brasil foi realizada em diversas partes do territ\u00f3rio. Quando o pau-brasil acabava num lugar, os comerciantes procuravam-no em outro e, assim, iam destruindo as florestas de mata Atl\u00e2ntica.\n\nPor causa dessa atividade foram criadas feitorias em alguns pontos do litoral para defesa e armazenamento do pau-brasil ou de outras mercadorias retiradas da terra.\n\nOs franceses tamb\u00e9m tinham interesse no pau-brasil e n\u00e3o concordavam que a posse do territ\u00f3rio ficasse somente com Portugal e Espanha. Com a ajuda de alguns grupos ind\u00edgenas, os franceses continuavam a explorar a madeira. Diante disso, o rei de Portugal mandou v\u00e1rios navios com soldados para proteger a nossa costa contra os ataques dos franceses.\n\nA explora\u00e7\u00e3o de pau-brasil durante esse per\u00edodo foi t\u00e3o intensa que, atualmente, ele \u00e9 uma esp\u00e9cie vegetal em extin\u00e7\u00e3o. A mata Atl\u00e2ntica, que se esten\u00addia por boa parte do territ\u00f3rio, foi sendo derrubada para a implanta\u00e7\u00e3o de outras atividades econ\u00f4micas. Hoje existe menos de 10% dessa vegeta\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Pau-Brasil &#8211; Madeira e corante<\/strong>\n\nA madeira do pau-brasil, que ao ser exposta toma colora\u00e7\u00e3o bem vermelha, \u00e9 dura e resistente \u00e0 umidade. J\u00e1 foi muito usada em obras finas de marcenaria, como arcos de violino, e na constru\u00e7\u00e3o naval.\n\nO corante, extra\u00eddo por infus\u00e3o da madeira reduzida a p\u00f3, permite a obten\u00e7\u00e3o de tonalidades variadas, do vermelho-claro ao quase preto, e serviu principalmente para tingir tecidos at\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX, quando caiu em desuso ap\u00f3s a descoberta das anilinas e outras tintas sint\u00e9ticas.\n\nNos s\u00e9culos XVII e XVIII, o pau-brasil teve posi\u00e7\u00e3o de destaque no com\u00e9rcio internacional e se popularizou nas designa\u00e7\u00f5es em outras l\u00ednguas, como bois de br\u00e9sil, em franc\u00eas, e brazilwood, em ingl\u00eas.\n\nNa terra de origem era conhecido tamb\u00e9m como pau-de-pernambuco, pau-vermelho, pau-rosado e pau-de-tinta.\n\n<strong>Pau-Brasil &#8211; Planta<\/strong>\n\n<strong>Caule<\/strong>\n\nAtinge at\u00e9 30 m de altura e 40 a 60 cm de di\u00e2metro em condi\u00e7\u00f5es naturais, por\u00e9m quando cultivado, o pau-brasil dificilmente ultrapassa 15 m, com di\u00e2metro de 20 a 40 cm.\n\nDois anos ap\u00f3s plantio, pode chegar a 2 m de altura. \u00c9 uma \u00e1rvore de porte elegante, copa arredondada, folhas verde-brilhantes, flores em cachos amarelo-ouro, suavemente perfumadas, prestando-se como ornamental e pr\u00f3pria para arboriza\u00e7\u00e3o urbana.\n\nApresenta fuste circular quase reto, com casca pardo-acinzentada e com muitos ac\u00faleos que diminuem sensivelmente com a idade da planta.\n\nMadeira de cerne castanho-avermelhada e alburno fino de colora\u00e7\u00e3o amarelada \u00e9 bastante resistente e pesada, superf\u00edcie lisa, galhos ascendentes longos, geralmente finos. flex\u00edveis e com ac\u00faleos.\n\n<strong>Folha<\/strong>\n\nO primeiro par de folhas cotiledonares das pl\u00e2ntulas apresenta fol\u00edolos opostos. J\u00e1 a partir do segundo par de folhas os fol\u00edolos s\u00e3o alternos. As folhas do pau-brasil caracterizam-se como alternas, compostas, bipinadas (sub dividida em pinas e estas em fol\u00edolos), de fol\u00edolos ovais e pequenos, formando folhagem densa verde-escura brilhante.\n\n<strong>Flor<\/strong>\n\nAs flores est\u00e3o reunidas em infloresc\u00eancia do tipo cacho simples, com p\u00e9talas de colora\u00e7\u00e3o amarelo-ouro; sendo que uma delas, denominada vex\u00edlo ou estandarte, possui colora\u00e7\u00e3o vermelho-p\u00farpura o que proporciona \u00e0s flores car\u00e1ter bastante ornamental.\n\nA primeira florada em S\u00e3o Paulo ocorre ap\u00f3s cinco anos do plantio, entre setembro e mar\u00e7o. Em Pernambuco, floresce aos tr\u00eas anos, entre dezembro e maio. Pesquisa realizada em Moj-Gua\u00e7u, SP sobre comportamento fenol\u00f3gico do pau-brasil mostra que o pico da flora\u00e7\u00e3o ocorre nos meses de setembro\/outubro, com frutifica\u00e7\u00e3o em novembro\/dezembro.\\\\\n\n<strong>Poliniza\u00e7\u00e3o das flores<\/strong>\n\nApresentando p\u00e9talas amarelo-ouro, com uma mancha vermelha-p\u00farpura na p\u00e9tala superior central, exalando um aroma suavemente perfumado que lembra o jasmim, a infloresc\u00eancia do pau-brasil torna-se desta forma um grande atrativo para as abelhas.\n\nCom a experi\u00eancia acumulada ao longo de masi de duas d\u00e9cadas de pesquisa, o autor sugere que as abelhas chamadas de africanizadas (Apis melizera scutellata), provavelmente sejam as principais respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o das flores de pau-brasil.\n\nEstas abelhas s\u00e3o excelentes produtoras de mel e, foram introduzidas em S\u00e3o Paulo em 1956. A Apis melizera scutellata \u00e9 uma abelha h\u00edbrida da abelha europ\u00e9ia (Apis melizera ligustica, Apis melizera caucasica, Apis melizera carnica) com abelha africana Apis melizera scutellata.\n\nOutras esp\u00e9cies de abelhas eventualmente visitam as flores de pau-brasil, dentre elas a jata\u00ed (Tetragonisca angustula Latreille), a arapu\u00e1 (Trigona spinipes Fabricius) e alumas vespas marimbondo.\n\n<strong>Fruto<\/strong>\n\nVagem deiscente (que se abre quando madura liberando as sementes), espinescentes (cobertas de sali\u00eancias).\n\nEm S\u00e3o Paulo, a matura\u00e7\u00e3o dos frutos ocorre entre novembro e dezembro, podendo esporadicamente ocorrer matura\u00e7\u00e3o em maio.\n\nNa fase de matura\u00e7\u00e3o, os frutos apresentam colora\u00e7\u00e3o amaronzada.\n\n<strong>Dia Nacional do Pau-Brasil<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Dia Nacional do Pau-Brasil<\/strong>, que o declarou a \u00c1rvore Nacional, comemorado a 3 de maio, conforme a Lei Federal n\u00b0 6.607, de 7 de dezembro de 1978, foi institu\u00eddo com a finalidade de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o da necessidade de se preservar o pau-brasil que, para atingir a sua plenitude, demora cem anos, alcan\u00e7ando os 30 metros de altura e 1,5 m de circunfer\u00eancia.\n\nHoje, os remanescentes dessa planta n\u00e3o passam de 3% da quantidade existente \u00e0 \u00e9poca do descobrimento do Braisl, em 1500.\n\n<strong>Pau-Brasil &#8211; Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Nome cient\u00edfico:\u00a0<\/strong>Caesalpinia echinata Lam.<strong>\nNome popular:<\/strong>\u00a0pau brasil, ibirapitanga, arabut\u00e3, brasilete, pau rosado, pau vermelho, pau de pernambuco, \u00e1rvore do brasil, ibiripitinga, sap\u00e3o, imir\u00e1 piranga, muirapiranga, orabut\u00e3, pau pernambuco<strong>\nFam\u00edlia:<\/strong>\u00a0Caesalpiniaceae (Leguminosae)<strong>\nSub-fam\u00edlia:<\/strong>\u00a0Caesalpinioideae<strong>\nOutros nomes populares:\u00a0<\/strong>ibirapitanga, pau-vermelho, ibirapiranga, arabut\u00e3, brasileto, araboretam, pau-de-pernambuco.<strong>\nGrupo Ecol\u00f3gico:<\/strong>\u00a0tolerante<strong>\nOcorr\u00eancia:<\/strong>\u00a0floresta estacional semidec\u00eddual, floresta ombr\u00f3fila densa<strong>\nDistribui\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica:<\/strong>\u00a0AL,BA, ES, MG, PB, PE, RJ, RN, SE.<strong>\nDispers\u00e3o:<\/strong>\u00a0autocoria<strong>\nPoliniza\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>melitofilia<strong>\nFlora\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>SET\/OUT\/NOV\/DEZ<strong>\nFrutifica\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>OUT\/NOV\/DEZ\/JAN<strong>\nLongevidade:\u00a0<\/strong>Acima de 300 anos.\n\n<strong>Pau-Brasil &#8211; Fotos<\/strong>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" title=\"Pau-Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/pau-brasil-1.jpg\" alt=\"Pau-Brasil\" \/><strong>\nPau-Brasil<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: 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wp-image-154549\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Pau-Br24-206x300.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"300\" \/>\n<strong>Pau-Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-154550\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Pau-Br25-196x300.jpg\" alt=\"\" width=\"196\" height=\"300\" \/>\n<strong>Pau-Brasil<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.vivaterra.org.br\/inventabrasilnet.t5.com.br\/www.geocities.com\/www.ipci-comurnat.org\/www.arara.fr\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pau-Brasil, \u00c1rvore, Uso, Hist\u00f3ria, Extra\u00e7\u00e3o, Madeira, Fabrica\u00e7\u00e3o, Explora\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edstica, S\u00edmbolo, Extin\u00e7\u00e3o, Origem, 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