{"id":13505,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/evolucao-das-populacoes-2\/"},"modified":"2015-11-24T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-24T00:00:00","slug":"evolucao-das-populacoes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/evolucao-das-populacoes-2\/","title":{"rendered":"Evolu\u00e7\u00e3o das Popula\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<strong>Evolu\u00e7\u00e3o das Popula\u00e7\u00f5es &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>popula\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0s\u00e3o as unidades sobre as quais se medem as varia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. Aquelas evoluem quando se d\u00e1 uma mudan\u00e7a no seu fundo gen\u00e9tico, ou o conjunto de alelos que a caracteriza.\n\nAssim, uma popula\u00e7\u00e3o \u00e9 descrita como sendo um grupo de indiv\u00edduos da mesmo esp\u00e9cie que ocupam determinada regi\u00e3o geogr\u00e1fica, possuem um mesmo fundo gen\u00e9tico e s\u00e3o interfecundos. No entanto, o fato de serem interfecundos n\u00e3o leva a que haja a a possibilidade obrigat\u00f3ria de ocorrer fecunda\u00e7\u00e3o entre dois indiviv\u00edduos particulares (por exemplo, os indiv\u00edduos podem ter per\u00edodos sazonais de acasalamento diferentes- um no ver\u00e3o, outro no inverno).\n\nSempre que h\u00e1 a introdu\u00e7\u00e3o de novos genes num fundo gen\u00e9tico, ou a sa\u00edda destes, d\u00e1-se evolu\u00e7\u00e3o, visto que o aquele altera-se.\n\n<strong>Defini\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em uma popula\u00e7\u00e3o \u00e9 determinada por muta\u00e7\u00f5es, sele\u00e7\u00e3o natural, deriva gen\u00e9tica, carona gen\u00e9tica e fluxo g\u00eanico.\n\nDe acordo com a teoria da evolu\u00e7\u00e3o, todos os organismos, desde humanos a besouros, plantas e bact\u00e9rias, compartilham um ancestral comum.\n\nMilh\u00f5es de anos de press\u00e3o evolutiva causaram a morte de alguns organismos enquanto outros sobreviveram, deixando a Terra com as diversas formas de vida que temos hoje. Dentro desta diversidade est\u00e1 a unidade; por exemplo, todos os organismos s\u00e3o compostos de c\u00e9lulas e usam DNA.\n\nA teoria da evolu\u00e7\u00e3o nos d\u00e1 uma teoria unificadora para explicar as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as dentro dos organismos e processos da vida.\n\n<strong>Fatores de evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Embora haja uma grande quantidade de fatores que podem alterar o fundo gen\u00e9tico de uma popula\u00e7\u00e3o (entenda-se como o adicionar ou o deletar de alelos), apenas alguns s\u00e3o relevantes, como por exemplo:<\/strong>\n\n<strong>Muta\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nA simples troca de um gene por outro, num indiv\u00edduo, altera o fundo gen\u00e9tico de uma popula\u00e7\u00e3o, visto que parte da sua descend\u00eancia vir\u00e1 a possuir o gene mutado. No entanto, a taxa de muta\u00e7\u00f5es \u00e9 demasiado baixa para que tenha um influ\u00eancia significativa no fundo gen\u00e9tico, al\u00e9m de n\u00e3o haver a estabilidade suficiente para que haja a propaga\u00e7\u00e3o do gene a toda a popula\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>O efeito que uma muta\u00e7\u00e3o vir\u00e1 a ter na popula\u00e7\u00e3o depende do gene mutado:<\/strong>\u00a0se for dominante, ir\u00e1 manifestar-se imediatamente, ocorrendo uma sele\u00e7\u00e3o natural r\u00e1pido; se for recessivo, apenas se minifestar\u00e1 em homozigotia, pelo que ser\u00e1 necess\u00e1rio haver cruzamento entre dois indiv\u00edduos que possuam o gene mutado, pelo que teremos uma manifesta\u00e7\u00e3o menos vis\u00edvel, e uma sele\u00e7\u00e3o natural mais lenta.\n\nAs muta\u00e7\u00f5es cromoss\u00f3micas, embora geralmente d\u00eam origem a indiv\u00edduos invi\u00e1veis, ou que n\u00e3o atingem a idade de procria\u00e7\u00e3o, quando de fato d\u00e3o origem a indiv\u00edduos vi\u00e1veis, podem alterar significativamente o fundo gen\u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o, pois este tipo ded muta\u00e7\u00e3o envolve a altera\u00e7\u00e3o de bastantes alelos.\n\n\u00c9 ainda de salientar que as muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o a fonte prim\u00e1ria de evolu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Migra\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nMigra\u00e7\u00f5es s\u00e3o deslocamentos de indiv\u00edduos em idade de reprodu\u00e7\u00e3o, de uma popula\u00e7\u00e3o para outra, criando fluxo de genes (caso haja reprodu\u00e7\u00e3o). A migra\u00e7\u00e3o pode ser imigra\u00e7\u00e3o, a entrada de um indiv\u00edduo noutra popula\u00e7\u00e3o, que leva a um aumento no n\u00famero de genes (fluxo gen\u00e9tico positivo) ou emigra\u00e7\u00e3o, a sa\u00edda de um indiv\u00edduo de uma popula\u00e7\u00e3o, que cria uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de genes (fluxo de genes negativo).\n\nSe, entre duas popula\u00e7\u00f5es ocorrem migra\u00e7\u00f5es frequentes, pode suceder que o fundo gen\u00e9tico de ambas se venha a tornar semelhante, levando \u00e0 jun\u00e7\u00e3o de ambas as popula\u00e7\u00f5es.\n\nAs migra\u00e7\u00f5es t\u00eam maior ou menor efeito sobre o fundo gen\u00e9tico, conforme as diferen\u00e7as entre os fundos gen\u00e9ticos das popula\u00e7\u00f5es envolvidas.\n\n<strong>Cruzamento n\u00e3o ao acaso, intracruzamento ou cruzamentos preferenciais:<\/strong>\u00a0Para que a frequ\u00eancia dos alelos se mantenha \u00e9 necess\u00e1rio que ocorra panmixia, ou seja, cruzamentos ao acaso. No entanto, o que se verifica na Natureza \u00e9 que os indiv\u00edduos procuram parceiros para acasalar semelhantes a si, ou que lhes est\u00e3o mais pr\u00f3ximos \u2013 cruzamento parental (um caso extremo de cruzamento parental \u00e9 a autopoliniza\u00e7\u00e3o). Isto ocorre devido \u00e0 necessidade de manter os alelos recessivos, pois caso ocorra uma muta\u00e7\u00e3o, para que o alelo se possa manifestar \u00e9 necess\u00e1rio que haja dois indiv\u00edduos heterozig\u00f3ticos. Se ocorresse sempre panmixia, os alelos recessivos nunca se manifestariam.\n\n<strong>Deriva gen\u00e9tica<\/strong>\n\nOcorre deriva gen\u00e9tica quando a altera\u00e7\u00e3o do fundo gen\u00e9tico ocorre ao acaso, sendo frequente ocorrer em popula\u00e7\u00f5es muito pequenas, sucedendo que h\u00e1 a perda ou ganho de certos genes, n\u00e3o por sele\u00e7\u00e3o natural, mas ao acaso.\n\n<strong>Temos os seguintes casos de deriva gen\u00e9tica:<\/strong>\n<blockquote>\n<blockquote>Quando um pequeno grupo de indiv\u00edduos \u2013 fundadores \u2013 se separa da popula\u00e7\u00e3o maior para um novo habitat, provavelmente n\u00e3o ter\u00e1 representados todos os genes da popula\u00e7\u00e3o, apenas parte, pelo que possuir\u00e1 um fundo gen\u00e9tico diferente. Isto leva a que os genes n\u00e3o transportados da outra popula\u00e7\u00e3o se percam na nova popula\u00e7\u00e3o. Esta nova popula\u00e7\u00e3o pode ser melhor ou pior adaptada que a inicial, pois a perda de certos genes da popula\u00e7\u00e3o inicial pode levar a menores capacidades adaptativas.\n\nQuando popula\u00e7\u00f5es grandes sofrem um per\u00edodo em que a maior parte dos indiv\u00edduos perece, devido a falta de alimento, epidemias, inc\u00eandios, cat\u00e1strofes naturais e altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, sobrevivendo apenas alguns indiv\u00edduos que permanecem no mesmo local, n\u00e3o devido a maiores capacidades adaptativas, mas devido ao acaso. Estes indiv\u00edduos, visto serem poucos, \u00e9 muito prov\u00e1vel que n\u00e3o apresentem a mesma frequ\u00eancia de alelos apresentada pela popula\u00e7\u00e3o inicial, ocorrendo mais uma vez a fixa\u00e7\u00e3o de alguns genes e a elimina\u00e7\u00e3o de outros.<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<strong>Sele\u00e7\u00e3o natural<\/strong>\n\nNa realidade, quem realmente desenvolveu e publicou a teoria da sele\u00e7\u00e3o natural foi um criacionista chamado Edward Blyth, 24 anos antes que o seu compatriota ingl\u00eas, Charles Darwin, o fizesse.\n\nEvidentemente seu nome n\u00e3o ficou conhecido devido ao fato de Blyth ser criacionista e n\u00e3o ter feito afirma\u00e7\u00f5es sobre fun\u00e7\u00f5es da sele\u00e7\u00e3o natural que n\u00e3o podessem ser observadas e comprovadas cientificamente.\n\nNo entanto, os darwinistas, fizeram a sele\u00e7\u00e3o natural (dos pangenes ) a base de uma nova filosofia humanista e naturalista, uma \u201creligi\u00e3o sem revela\u00e7\u00e3o\u201d (conforme Julian Huxley).\n\nSegundo a teoria da evolu\u00e7\u00e3o, as modifica\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o determinadas em resposta a altera\u00e7\u00f5es ambientais, sendo assim provocada a sele\u00e7\u00e3o natural (ou sele\u00e7\u00e3o dos mais aptos).\n\nEm popula\u00e7\u00f5es naturais, o n\u00famero de descendentes produzidos em cada gera\u00e7\u00e3o \u00e9 maior do que o n\u00famero dos que t\u00eam possibilidade de sobreviver e se reproduzir.\n\nNestas popula\u00e7\u00f5es a variabilidade gen\u00e9tica \u00e9 grande, surgindo indiv\u00edduos menos adaptados. A sele\u00e7\u00e3o natural favorece a sobreviv\u00eancia dos indiv\u00edduos melhor adaptados, que t\u00eam mais chances de sobreviver e se reproduzir, disseminando, desta forma, suas caracter\u00edstica gen\u00e9ticas.\n\nA\u00a0<strong>sele\u00e7\u00e3o natural<\/strong>\u00a0atua em cada gera\u00e7\u00e3o, favorecendo os indiv\u00edduos melhores a um determinado ambiente; desta forma, as melhores caracter\u00edsticas para a sobreviv\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o podem variar devido as mudan\u00e7as ambientais.\n\nA\u00a0<strong>sele\u00e7\u00e3o natural<\/strong>\u00a0leva a que alguns alelos passem para a gera\u00e7\u00e3o seguinte, alterando a frequ\u00eancia, levando a adapta\u00e7\u00f5es a determinado ambiente e per\u00edodo. Isto corresponde a uma reprodu\u00e7\u00e3o diferencial, levando a que os indiv\u00edduos mais bem adaptados aumentem o seu n\u00famero, e os menos adaptados diminuam o seu n\u00famero.\n\n<strong>A sele\u00e7\u00e3o pode atuar sobre:<\/strong>\n<blockquote><strong>Tipo de acasalamento:\u00a0<\/strong>Ocorre em certos casos um sele\u00e7\u00e3o sexual, na qual as f\u00eameas escolhem o macho com que ir\u00e3o acasalar. Este macho, geralmente \u00e9 o mais forte, demonstrando-o atrav\u00e9s de lutas, ou o mais vistoso, demosntrando-o por c\u00f4res vistosas, plumas, penas coloridas. O macho escolhido vai poder fazer os seus genes proliferar.\n\n<strong>Fertilidade diferencial:<\/strong>\u00a0Quanto maior for a descend\u00eancia de determinada esp\u00e9cie, maiores as probabilidades de adapta\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie, pois h\u00e1 uma maior aptid\u00e3o evolutiva, portanto uma maior contribui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Sobreviv\u00eancia at\u00e9 \u00e0 idade de procriar:<\/strong>\u00a0Pois aquelas esp\u00e9cie cujas crias sobreviverem em maior n\u00famero proliferamA sele\u00e7\u00e3o natural vai determinar a manutens\u00e3o ou a altera\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia de distribui\u00e7\u00e3o de determinada caracter\u00edstica. Numa popula\u00e7\u00e3o verifica-se ent\u00e3o a exist\u00eancia de alelos cuja frequ\u00eancia \u00e9 muito elevada, ocorrendo depois desvios ou varia\u00e7\u00f5es a esse alelo, cujas frequ\u00eancias s\u00e3o mais baixas quanto maior for a diferen\u00e7a do fen\u00f3tipo representado com a fen\u00f3tipo do alelo com maior frequ\u00eancia. Isto poderia ser representado por um gr\u00e1fico, no qual o ponto em que a frequ\u00eancia de alelos \u00e9 mais elevada designa-se ponto de aferi\u00e7\u00e3o, e corresponde ao alelo com melhor adapta\u00e7\u00e3o, tratando-se assim de um valor ideal.<\/blockquote>\nAssim, os indiv\u00edduos que possuem a caracter\u00edstica dominante s\u00e3o mais frequentes, enquanto que aqueles que n\u00e3o a apresentam encontram-se com menor frequ\u00eancia.\n\nA sele\u00e7\u00e3o natural, ao manter, ou alterar o fundo gen\u00e9tipo vai provocar uma altera\u00e7\u00e3o neste gr\u00e1fico, aumentando sempre a frequ\u00eancia das caracter\u00edsticas que se tornem, ao longo do tempo, melhor adaptadas.\n\n<strong>Sele\u00e7\u00e3o estabilizadora ou homogeneitora<\/strong>\n\nQuando o ambiente \u00e9 est\u00e1vel, o n\u00famero de indiv\u00edduos melhor adaptados vai aumentar, diminuindo o n\u00famero do menos adaptados. Isto vai levar a uma menor variabilidade, e o ponto de aferi\u00e7\u00e3o vai possuir uma maior defini\u00e7\u00e3o, desaparecendo os alongamentos no fim da curva.\n\n<strong>Sele\u00e7\u00e3o evolutiva<\/strong>\n\nEsta vai alterar o local do ponto de aferi\u00e7\u00e3o, pois resulta de uma altera\u00e7\u00e3o do ambiente, que vai tornar os mais adaptados ao outro ambiente, desdaptados neste novo ambiente.\n<blockquote><strong>Direccional:\u00a0<\/strong>O ponto de aferi\u00e7\u00e3o desloca-se numa dire\u00e7\u00e3o ou outra, o que significa que os indiv\u00edduos de um extremo ou de outro tornaram-se mais adaptados \u2013 \u00e9 o mais frequente<strong>\nDisruptivo:\u00a0<\/strong>Passam a haver dois pontos de aferi\u00e7\u00e3o, um em cada extremo, o que significa que os indiv\u00edduos mais adaptados tornaram-se menos adaptados, e os menos adaptados tornaram-se mais adaptados. Isto ocorre pois a esp\u00e9cie dominante \u00e9 desfavorecida, formando novas duas popula\u00e7\u00f5es, uma de cada extremo, ocorrendo portanto o favorecimento de mais de um fen\u00f3tipo. Aqui, ao contr\u00e1rio da direccional, h\u00e1 variabilidade, a que chamamos polimorfismo \u2013 v\u00e1rias formas no estado adulto dentro da mesma esp\u00e9cie (por exemplo, o zang\u00e3o, a obreira e a abelha-rainha)<\/blockquote>\n<strong>Especia\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nOs indiv\u00edduos que pertencem \u00e0 mesma popula\u00e7\u00e3o possuem o mesmo fundo gen\u00e9tico, pelo que partilham certas caracter\u00edsticas com os outros indiv\u00edduos, podendo possuir varia\u00e7\u00f5es.\n\nComo j\u00e1 foi referido, o fundo gen\u00e9tico de determinado per\u00edodo \u00e9 caracterizado por possuir determinada frequ\u00eancia de alelos.\n\nSe esta frequ\u00eancia de alelos n\u00e3o se alterar de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 a ocorrer evolu\u00e7\u00e3o. Se est\u00e1 a ocorrer altera\u00e7\u00e3o na frequ\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 a ocorrer evolu\u00e7\u00e3o, ocorrendo uma evolu\u00e7\u00e3o onde decorrem pequenas e graduais mudan\u00e7as. \u00c9 a chamada microevolu\u00e7\u00e3o, que se trata do conjunto de altera\u00e7\u00f5es que ocorre no fundo gen\u00e9tico das popula\u00e7\u00f5es locais que se processa num per\u00edodo relativamente curto podendo por isso ser medido.\n\nO aparecimento de novas esp\u00e9cies resultantes da acumula\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos acontecimentos\/fen\u00f3menos de microevolu\u00e7\u00e3o que ocorreram durante longos per\u00edodos de tempo chama-se macroevolu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>OS MECANISMOS DA EVOLU\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nTalvez, uma das principais raz\u00f5es que levam um observador dos mecanismos naturais a crer que a evolu\u00e7\u00e3o dos organismos vivos \u00e9 um fato incontest\u00e1vel, s\u00e3o os processos que desencadeiam mudan\u00e7as em popula\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies com reprodu\u00e7\u00e3o sexuada.\n\nA teoria sint\u00e9tica da evolu\u00e7\u00e3o afirma que o processo evolutivo ocorre como conseq\u00fc\u00eancia do equil\u00edbrio entre a \u201cvariabilidade\u201d e a \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d, com este afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 que fatos e teoria se confundem, pois a exist\u00eancia da variabilidade e da sele\u00e7\u00e3o natural leva muitas pessoas a crer na incontestabilidade da teoria da evolu\u00e7\u00e3o.\n\nMas, apesar de existir varia\u00e7\u00f5es nas esp\u00e9cies, os mecanismos geradores de varia\u00e7\u00f5es, conforme todas as observa\u00e7\u00f5es feitas em laborat\u00f3rio ou na natureza, n\u00e3o s\u00e3o mecanismos de evolu\u00e7\u00e3o, sendo t\u00e3o somente mecanismos de sobreviv\u00eancia de esp\u00e9cies sem que se crie novas esp\u00e9cies, ou seja, surge apenas evolu\u00e7\u00e3o horizontal (micro evolu\u00e7\u00e3o), que na verdade n\u00e3o se trata de evolu\u00e7\u00e3o.\n\nN\u00e3o h\u00e1 o verdadeiro processo evolutivo, a evolu\u00e7\u00e3o vertical.\n\n<strong>Vamos conhecer e analisar os processos de variabilidade e separar o que \u00e9 \u201cfato\u201d do que \u00e9 \u201ccren\u00e7a\u201d ou \u201cequ\u00edvoco\u201d, por\u00e9m, para isto, \u00e9 necess\u00e1rio compreender os conceitos de esp\u00e9cie e popula\u00e7\u00e3o, e posteriormente conhecer as causas de varia\u00e7\u00f5es nas esp\u00e9cies (fontes de variabilidade):<\/strong>\n<blockquote><strong>Esp\u00e9cie:\u00a0<\/strong>conjunto de indiv\u00edduos potencialmente intercruz\u00e1veis, com produ\u00e7\u00e3o de descendentes f\u00e9rteis<strong>\nPopula\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>conjunto de indiv\u00edduos de uma mesma esp\u00e9cie, convivendo em um dado espa\u00e7o durante determinado per\u00edodo de tempo.<\/blockquote>\n<strong>FONTES DE VARIABILIDADE<\/strong>\n\nAs diferen\u00e7as entre indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie definem o grau de variabilidade desta esp\u00e9cie. Cada esp\u00e9cie tem o seu pr\u00f3prio grau de variabilidade, segundo a intensidade dos processos de sele\u00e7\u00e3o a que est\u00e3o submetidas, por exemplo, a esp\u00e9cie humana, mostra alto grau de variabilidade, pelo fato de haver certo relaxamento da sele\u00e7\u00e3o natural, havendo pessoas de cor branca, de cor negra, altas, baixas, fortes, r\u00e1pidas, fisicamente mais fr\u00e1geis etc.\n\n<strong>A variabilidade nas popula\u00e7\u00f5es naturais deve-se a dois tipos b\u00e1sicos de fatores<\/strong>: ambientais e gen\u00e9ticos.\n\n<strong>FATORES AMBIENTAIS<\/strong>\n\nA variabilidade provocada por fatores ambientais restringe-se ao aspecto fenot\u00edpico, n\u00e3o sendo, portanto, heredit\u00e1ria, embora a potencialidade de reagir aos fatores ambientais s\u00e3o.\n\nExemplos de fatores ambientais s\u00e3o exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz solar, nutri\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as, exerc\u00edcios, acidente etc, provocando modifica\u00e7\u00f5es nos indiv\u00edduos a eles submetidos, mas n\u00e3o nas gera\u00e7\u00f5es futuras.\n\n<strong>MUTA\u00c7\u00c3O G\u00caNICA<\/strong>\n\nMuta\u00e7\u00e3o g\u00eanica \u00e9 qualquer altera\u00e7\u00e3o em qualquer seq\u00fc\u00eancia de bases nitrogenadas do DNA respons\u00e1vel por determinada caracter\u00edstica do organismo.\n\nGeralmente originam-se espontaneamente, por acidentes na duplica\u00e7\u00e3o do DNA ou no metabolismo celular, mas tamb\u00e9m podem se originar atrav\u00e9s de agentes mutag\u00eanicos (geradores de muta\u00e7\u00f5es) de natureza f\u00edsica (calor, radia\u00e7\u00f5es) ou qu\u00edmica (formal, fenol, g\u00e1s mostarda).\n\nEmbora possam ocorrer em qualquer c\u00e9lula do organismo, as muta\u00e7\u00f5es s\u00f3 ser\u00e3o heredit\u00e1rias se ocorrerem nas c\u00e9lulas germinativas que originar\u00e3o gametas, ocorrendo em uma c\u00e9lula som\u00e1tica, a muta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 heredit\u00e1ria, se restringindo ao indiv\u00edduo atingido.\n\nConsiderando que os organismos est\u00e3o adaptados ao ambiente em que vivem \u00e9 f\u00e1cil presumir que as muta\u00e7\u00f5es, que ocorrem aleatoriamente, s\u00e3o geralmente desfavor\u00e1veis e as muta\u00e7\u00f5es que provocam altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no material gen\u00e9tico geralmente provocam altera\u00e7\u00f5es fenot\u00edpicas desfavor\u00e1veis, tornando os portadores da mudan\u00e7a menos eficientes na manuten\u00e7\u00e3o da sobreviv\u00eancia, tendendo a serem eliminados. A teoria evolucionista concorda com as afirma\u00e7\u00f5es acima citadas, mas afirma que muta\u00e7\u00f5es com efeitos pequenos sobre o fen\u00f3tipo podem contribuir para a evolu\u00e7\u00e3o, e quanto ao fato dos organismos estarem perfeitamente adaptados ao ambiente, \u00e9 argumentado que as muta\u00e7\u00f5es podem ser favor\u00e1veis quando h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es no ambiente.\n\nApesar de existirem muta\u00e7\u00f5es e a explica\u00e7\u00f5es da teoria da evolu\u00e7\u00e3o ser revestida de l\u00f3gica, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que as muta\u00e7\u00f5es sejam respons\u00e1veis por qualquer tipo de evolu\u00e7\u00e3o, pois, sendo necess\u00e1rio que as muta\u00e7\u00f5es tenham pequenos efeitos sobre o fen\u00f3tipo e que se torne comum entre os indiv\u00edduos de uma determinada esp\u00e9cie, \u00e9 de se esperar que tenha existido gera\u00e7\u00f5es de popula\u00e7\u00f5es, cada uma com uma pequena muta\u00e7\u00e3o, at\u00e9 chegar a uma esp\u00e9cie mais recente com a uni\u00e3o de todas as pequenas modifica\u00e7\u00f5es no fen\u00f3tipo, formando assim uma seq\u00fc\u00eancia evolutiva, por\u00e9m, a l\u00f3gica empregada aqui se assemelha \u00e0 l\u00f3gica dos princ\u00edpios universais segundo algumas religi\u00f5es orientais, ou seja, embora tenha sentido (como deve ser para qualquer teoria), n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que seja real.\n\nN\u00e3o h\u00e1 qualquer evid\u00eancia na natureza de que muta\u00e7\u00f5es tenham criado uma nova esp\u00e9cie.\n\n<strong>O estudo da gen\u00e9tica, observa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias demonstram que as muta\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas aos organismos n\u00e3o passam de mito que foi perpetuado por A. M. Winchester em \u201cGenetics\u201d, Dallas: Houghton Miffin, 1966, Pag 405, quando declarou<\/strong>:\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><em>\u201cQualquer que seja a natureza da muta\u00e7\u00e3o, ela ter\u00e1 de seguir certas linhas determinadas pelo padr\u00e3o molecular e pelas rela\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas. A muta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, portanto, casual, mas pode ocorrer dentro de certos limites restritivos e segundo certos caminhos determinados pelas propriedades termodin\u00e2micas do sistema. Assim sendo, para estabelecer o caso de um modo um tanto animista, o organismo n\u00e3o pode adaptar-se ao ambiente variando irrestritamente em qualquer dire\u00e7\u00e3o<\/em><em><strong>.<\/strong><\/em>\u201c<\/p>\nDiante da declara\u00e7\u00e3o acima, podemos concluir que Winchester, al\u00e9m de ignorar as implica\u00e7\u00f5es das leis da f\u00edsica na limita\u00e7\u00e3o da variabilidade, ele ainda afirma que a varia\u00e7\u00e3o \u00e9 casual, o que constitui uma inverdade, n\u00e3o havendo uma quantidade ca\u00f3tica de muta\u00e7\u00f5es casuais, pois a grande maioria das altera\u00e7\u00f5es do c\u00f3digo gen\u00e9tico nem ao menos s\u00e3o capazes de gerar novos organismos (mesmo que deformados), restando apenas uma quantidade bem limitada (quando comparada com o n\u00famero de altera\u00e7\u00f5es que podem ocorrer no c\u00f3digo gen\u00e9tico) de muta\u00e7\u00f5es que podem gerar aberra\u00e7\u00f5es (seres deformados) que, estes sim, ser\u00e3o eliminados no processo seletivo natural. A observa\u00e7\u00e3o de Blum, acima citada tamb\u00e9m apresenta uma evid\u00eancia de que as esp\u00e9cies de organismos vivos t\u00eam suas limita\u00e7\u00f5es no que se refere a muta\u00e7\u00f5es provocadas por altera\u00e7\u00f5es no c\u00f3digo gen\u00e9tico.\n\n<strong>O cientista Dobzhansky (que \u00e9 evolucionista), depois de muitas experi\u00eancias com Drosofilas (moscas de frutas) deixou evidente a inefici\u00eancia das muta\u00e7\u00f5es para gerar evolu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><em>\u201cOs mutantes cl\u00e1ssicos obtidos em Drosofila em geral mostram deteriora\u00e7\u00e3o, desgaste ou desaparecimento de certos org\u00e3os. Existem mutantes que diminuem ou destroem o pigmento nos olhos, p\u00ealos, pernas. Muitos mutantes s\u00e3o de fato letais para os seus portadores. Os mutantes que se equiparam \u00e0 mosca normal, no que diz respeito ao vigor, s\u00e3o uma minoria e, mutantes que tenham sofrido um aperfei\u00e7oamento realmente valioso na organiza\u00e7\u00e3o normal em ambientes normais s\u00e3o desconhecidos.\u201d<\/em><\/p>\nOs evolucionistas geralmente apresentam como prova de muta\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas em ambientes normais o caso de insetos resistentes ao DDT e de germes resistentes aos antibi\u00f3ticos.\n\nAs observa\u00e7\u00f5es e xperi\u00eancias de Dobzhansky, mostraram que as moscas resistentes ao DDT levam mais tempo para se desenvolverem do que as moscas normais, reduzindo assim, a \u201captid\u00e3o\u201d da nova variedade.\n\nObservou-se tamb\u00e9m que as bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos s\u00e3o tamb\u00e9m menos aptas.\n\n<strong>Ele observa:<\/strong>\n<p class=\"imagem\" align=\"center\"><em>\u201cPor que, ent\u00e3o, a maioria dos bacilos-coli encontrados fora dos laborat\u00f3rios continuam suscet\u00edveis a ataques bacteriof\u00e1gicos e sens\u00edveis \u00e0 estreptomicina? Por que os mutantes resistentes n\u00e3o expulsaram os gen\u00f3tipos sens\u00edveis? A teoria nos leva a deduzir que, sob certos aspectos, os mutantes resistentes devem estar em desvantagem quando comparados \u00e0s bact\u00e9rias sens\u00edveis na aus\u00eancia de bacteri\u00f3fagos e antibi\u00f3ticos. Esta infer\u00eancia te\u00f3rica \u00e9 surpreendentemente verificada em algumas experi\u00eancias. Cerca de 60% dos mutantes resistentes \u00e0 estreptomicina nos bacilos-coli s\u00e3o tamb\u00e9m dependentes da estreptomicina; esses mutantes n\u00e3o conseguem crescer num meio de cultura livre de estreptomicina. Uma subst\u00e2ncia venenosa para as bact\u00e9rias de sensibilidade normal \u00e9 b\u00e1sica para a vida dos mutantes resistentes! E. H. Anderson mostrou que certas esp\u00e9cies bacterof\u00e1gicas resistentes de bacilos-coli exigem certas subst\u00e2ncias alimentares para crescer que n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias para o crescimento das bact\u00e9rias sens\u00edveis. Os mutantes resistentes ser\u00e3o destru\u00eddos em ambientes nos quais os alimentos requeridos n\u00e3o existam.\u201d<\/em><\/p>\nDesse modo, fica provado que estes exemplos atuais de \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d consistem de criaturas inferiores \u00e0 variedade normal, havendo, na verdade, degenera\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o, decomposi\u00e7\u00e3o, involu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o evolu\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>MUTA\u00c7\u00c3O CROMOSS\u00d4MICA<\/strong>\n\nQuaisquer altera\u00e7\u00f5es na estrutura ou n\u00famero de cromossomos s\u00e3o consideradas muta\u00e7\u00f5es cromoss\u00f4micas. Podendo ocorrer tanto nos cromossomos sexuais como nos autoss\u00f4micos, geralmente acarretam altera\u00e7\u00f5es fenot\u00edpicas muito grandes, sendo quase sempre delet\u00e9rias, tais como esterilidade, morte precoce, debilidade f\u00edsica e mental, por\u00e9m, de forma similar ao caso da muta\u00e7\u00f5es g\u00eanicas, a teoria da evolu\u00e7\u00e3o conta com as pequenas altera\u00e7\u00f5es ao longo de gera\u00e7\u00f5es sucessivas.\n\nA refuta\u00e7\u00e3o para este argumento da teoria da evolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser o mesmo usado para a muta\u00e7\u00e3o g\u00eanica, por\u00e9m \u00e9 interessante observar que para justificar um suposto n\u00famero reduzido de f\u00f3sseis de organismos transicionais (digo \u201csuposto n\u00famero reduzido\u201d porque n\u00e3o existe qualquer f\u00f3ssil de alguma esp\u00e9cie que se possa chamar indiscutivelmente de transicional) criou-se a explica\u00e7\u00e3o de que a evolu\u00e7\u00e3o d\u00e1 saltos abruptos, onde caracter\u00edsticas surgem repentinamente em um organismo, por\u00e9m isto contraria a afirma\u00e7\u00e3o da necessidade de pequenas e cont\u00ednuas altera\u00e7\u00f5es ao longo de gera\u00e7\u00f5es sucessivas que se exige nas muta\u00e7\u00f5es g\u00eanicas e cromoss\u00f4micas para que elas possam conduzir \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e n\u00e3o \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos organismos (fala-se, aqui, apenas de organismos e n\u00e3o de esp\u00e9cies, porque um organismo com grandes muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o consegue transmitir suas caracter\u00edsticas \u00e0 sua esp\u00e9cie, pois, como foi observado, essas muta\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre delet\u00e9rias).\n\n<strong>SELE\u00c7\u00c3O ARTIFICIAL<\/strong>\n\nToda sele\u00e7\u00e3o conduzida pelo homem, com um objetivo determinado, \u00e9 considerado sele\u00e7\u00e3o artificial. O homem realiza sele\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos e plantas cultivadas, com o objetivo de real\u00e7ar determinadas caracter\u00edsticas dos organismos com o objetivo de melhorar a produ\u00e7\u00e3o de l\u00e3, carne, leite, frutas, seda etc., para isto foram, e s\u00e3o, produzidas diversas ra\u00e7as de c\u00e3es, gatos, pombos, plantas, peixes ornamentais etc.\n\nOs processos de sele\u00e7\u00e3o artificial s\u00e3o o endocruzamento e forma\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos.\n\nAtrav\u00e9s do endocruzamento o homem promove uma sele\u00e7\u00e3o direcional escolhendo os indiv\u00edduos portadores das caracter\u00edsticas que pretende selecionar e promove o cruzamento entre os indiv\u00edduos selecionados; nas gera\u00e7\u00f5es seguintes faz o mesmo tipo de sele\u00e7\u00e3o. Desta forma, os genes respons\u00e1veis pelas caracter\u00edsticas escolhidas t\u00eam aumentada sua freq\u00fc\u00eancia e tendem a entrar em homozigose.\n\nA popula\u00e7\u00e3o selecionada tem a variabilidade gen\u00e9tica reduzida atrav\u00e9s da semelhan\u00e7a cada vez maior entre os indiv\u00edduos que a comp\u00f5em.\n\n\u00c9 desta maneira que s\u00e3o produzidas linhagens puro-sangue de cavalos, c\u00e3es etc.\n\nBi\u00f3logos, normalmente, diferenciam a palavra \u201clinhagem\u201d da palavra \u201cra\u00e7a\u201d, atribuindo o termo linhagem para os resultados da sele\u00e7\u00e3o artificial e ra\u00e7a para os resultados da sele\u00e7\u00e3o natural.\n\nEsta diferen\u00e7a se justifica pelo fato das ra\u00e7as serem bastante heterog\u00eaneas devido fatores geogr\u00e1ficos e as linhagens serem homog\u00eaneas devido aos acentuados processos seletivos provocados pelo homem.\n\nEmbora a sele\u00e7\u00e3o artificial seja considerada um mecanismo de evolu\u00e7\u00e3o, a observa\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados t\u00eam sido usadas como evid\u00eancia da impossibilidade de haver evolu\u00e7\u00e3o, ou surgimento de novas esp\u00e9cies, pois os criadores de animais e cultivadores de plantas, atrav\u00e9s de seus processos seletivos (endocruzamento), conseguem resultados de cruzamentos que se pode comparar a milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o na natureza, pois, o criador (ou cultivador) sabe exatamente o que deseja e escolhe animais ou plantas para reprodu\u00e7\u00e3o, objetivando determinados resultados, diferentemente da natureza, cujos resultados s\u00e3o casuais (n\u00e3o s\u00e3o programados). Assim, um criador de ovelhas, por exemplo, pode selecionar continuamente animais de sua cria\u00e7\u00e3o, que t\u00eam l\u00e3 mais espessa, para criar uma ra\u00e7a de ovelhas com muito mais l\u00e3. Da mesma forma, um criador de can\u00e1rios pode produzir can\u00e1rios com penas da cauda cada vez mais longas.\n\nAt\u00e9 certo ponto, eles t\u00eam sucesso em seus empreendimentos, mas sempre aparece um limite al\u00e9m do qual as ovelhas, com l\u00e3 mais espessa, ou n\u00e3o se reproduzem mais (s\u00e3o est\u00e9reis) ou a l\u00e3 da nova prole passa a ser menos espessa que as dos pais, ou, no caso dos can\u00e1rios, os ovos n\u00e3o s\u00e3o f\u00e9rteis ou ainda a nova prole nasce com penas mais curtas do que as dos pais!\n\n<strong>Evolu\u00e7\u00e3o das Popula\u00e7\u00f5es &#8211; Genes e Varia\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\n<strong>A. O estudo da gen\u00e9tica ajuda os cientistas a compreender a rela\u00e7\u00e3o entre heran\u00e7a e evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<blockquote>Os cientistas sabem que os genes controlam caracter\u00edsticas e que muitos genes t\u00eam em menos duas formas, ou alelos\nEles tamb\u00e9m sabem que os membros de todas as esp\u00e9cies s\u00e3o heterozigotos para muitos genes\nEm termos gen\u00e9ticos, a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 qualquer mudan\u00e7a na freq\u00fc\u00eancia relativa de alelos numa popula\u00e7\u00e3o\nUma popula\u00e7\u00e3o \u00e9 um grupo de indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie que pode gerar h\u00edbridos\nOs membros de uma popula\u00e7\u00e3o compartilhar um gene piscina\nUm conjunto de genes \u00e9 de todos os genes, e sua alelos diferentes, na popula\u00e7\u00e3o\nO n\u00famero de vezes que os alelos ocorre num pool gen\u00e9tico em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00famero de vezes que outros alelos para a mesma gene ocorrer \u00e9 a freq\u00fc\u00eancia relativa do alelo<\/blockquote>\n<strong>B. As duas principais fontes de varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica s\u00e3o muta\u00e7\u00f5es e baralhar gene<\/strong>\n<blockquote>A muta\u00e7\u00e3o \u00e9 qualquer altera\u00e7\u00e3o em uma seq\u00fc\u00eancia de DNA\nGene embaralhamento ocorre durante a forma\u00e7\u00e3o dos gametas (crossing-over)\nEle pode produzir milh\u00f5es de combina\u00e7\u00f5es de genes diferentes, mas n\u00e3o muda a freq\u00fc\u00eancia do alelo na popula\u00e7\u00e3o\nAmbas as muta\u00e7\u00f5es e baralhar gene aumentar a varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, aumentando o n\u00famero de gen\u00f3tipos diferentes<\/blockquote>\n<strong>C. O n\u00famero de fen\u00f3tipos por uma caracter\u00edstica depende do n\u00famero de genes que controlo o tra\u00e7o<\/strong>\n<blockquote>Uma caracter\u00edstica de um \u00fanico gene \u00e9 uma caracter\u00edstica controlada por um \u00fanico gene\nSe existem dois alelos para o gene, dois gen\u00f3tipos s\u00e3o poss\u00edveis\nUm exemplo em seres humanos de uma caracter\u00edstica de um \u00fanico gene est\u00e1 a presen\u00e7a de um pico de vi\u00fava\nO alelo para o pico de uma vi\u00fava \u00e9 dominante sobre o alelo para uma linha fina sem pico. Como resultado, existem apenas dois fen\u00f3tipos \u2013 tendo um pico da vi\u00fava ou n\u00e3o\nObserve tamb\u00e9m que s\u00f3 porque uma caracter\u00edstica \u00e9 dominante, isso n\u00e3o significa que \u00e9 mais comum; depende das freq\u00fc\u00eancias al\u00e9licas, bem\nUm tra\u00e7o polig\u00e9nica \u00e9 controlado por dois ou mais genes\nCada gene de um tra\u00e7o polig\u00e9nica pode ter mais do que um alelo\nTra\u00e7os polig\u00eanicos formar muitos fen\u00f3tipos\nVaria\u00e7\u00e3o de uma caracter\u00edstica polig\u00eanica em uma popula\u00e7\u00e3o muitas vezes forma uma curva em forma de sino com a maioria dos membros perto do meio\nUm exemplo \u00e9 a altura em humanos<\/blockquote>\n<strong>Evolu\u00e7\u00e3o como gen\u00e9tica Mudan\u00e7a<\/strong>\n\n<strong>A. Evolu\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es resulta dos efeitos da sele\u00e7\u00e3o natural de indiv\u00edduos<\/strong>\n<blockquote>A sele\u00e7\u00e3o natural afeta os indiv\u00edduos que sobrevivem e se reproduzem e o que n\u00e3o fazer\nSe uma pessoa morre sem se reproduzir, n\u00e3o contribui para seus alelos conjunto de genes da popula\u00e7\u00e3o\nSe um indiv\u00edduo se reproduz, seus alelos ficar na piscina gene\nA evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 qualquer altera\u00e7\u00e3o ao longo do tempo nas frequ\u00eancias relativas de alelos em um popula\u00e7\u00e3o\nPopula\u00e7\u00f5es, organismos individuais, n\u00e3o pode evoluir ao longo do tempo<\/blockquote>\n<strong>B. Natural em tra\u00e7os de um \u00fanico gene pode levar a mudan\u00e7as na alelo frequ\u00eancias e assim a evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<blockquote>O processo pode causar um aumento ou uma diminui\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o freq\u00fc\u00eancia de um alelo\nPor exemplo, uma popula\u00e7\u00e3o de lagartos \u00e9 normalmente branco, mas tem que muta\u00e7\u00f5es produzir formas vermelhas e pretas\n<blockquote>Lagartos vermelhos s\u00e3o mais vis\u00edveis para predadores, ent\u00e3o eles v\u00e3o ter menos chances de sobreviver e se reproduzir.\nPortanto, o alelo para a cor vermelho se tornar\u00e1 rara.\nLagartos negros podem aquecer mais r\u00e1pido em dias frios. Isto pode dar-lhes energia para evitar predadores. Por sua vez, podem produzir mais descendentes. O alelo para a cor preta vai aumentar em freq\u00fc\u00eancia<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<strong>C. sele\u00e7\u00e3o natural em tra\u00e7os polig\u00eanicos \u00e9 mais complexo; isto ocorre em tr\u00eas maneiras:<\/strong>\n<blockquote>Sele\u00e7\u00e3o direcional ocorre quando os indiv\u00edduos em uma extremidade da curva em forma de sino tem maior aptid\u00e3o de indiv\u00edduos perto do meio ou outra final da curva\n<blockquote>Isso provoca uma mudan\u00e7a na curva para o maior efeito de fitness por exemplo, p\u00e1ssaros com bicos maiores t\u00eam maior aptid\u00e3o. Por conseguinte, a m\u00e9dia bico tamanho aumenta<\/blockquote>\nEstabilizar sele\u00e7\u00e3o ocorre quando os indiv\u00edduos perto a meio da curva tem maior aptid\u00e3o de aqueles em cada extremidade\n<blockquote>Isso leva a um estreitamento da curva perto do meio por exemplo, os beb\u00eas humanos nascidos com um peso m\u00e9dio s\u00e3o mais chances de sobreviver do que os nascidos muito menor ou muito maior do que a m\u00e9dia<\/blockquote>\nSele\u00e7\u00e3o disruptiva ocorre quando indiv\u00edduos no extremidades superiores e inferiores da curva tem maior aptid\u00e3o do que as mais pr\u00f3ximas da m\u00e9dia.\n<blockquote>Ele forma uma curva com um pico em cada extremidade e um baixo ponto no meio\npor exemplo, se as sementes de tamanho m\u00e9dio se tornam escassos, uma popula\u00e7\u00e3o de aves vai se dividir em dois grupos: um que come pequenas sementes e aquele que come sementes grandes.<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<strong>D. sele\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica fonte de mudan\u00e7a evolutiva<\/strong>\n<blockquote>Em pequenas popula\u00e7\u00f5es, o acaso pode causar alelos para tornar-se mais ou menos comum\nEsse tipo de mudan\u00e7a aleat\u00f3ria na freq\u00fc\u00eancia do alelo \u00e9 chamado deriva gen\u00e9tica\nA deriva gen\u00e9tica ocorre quando os indiv\u00edduos com um alelo espec\u00edficos deixar mais descendentes do que outros indiv\u00edduos, apenas por acaso\nCom o tempo, isso pode provocar um alelo para se tornar mais ou menos comum em popula\u00e7\u00e3o\nA deriva gen\u00e9tica tamb\u00e9m pode ocorrer quando um pequeno grupo de indiv\u00edduos muda-se para um novo habitat\nPor acaso, o pequeno grupo pode ter diferentes alelo relativa<\/blockquote>\n<strong>E. Para compreender como a evolu\u00e7\u00e3o ocorre, tamb\u00e9m podemos perguntar:\u00a0<\/strong>\u201cQuando \u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre? \u201cou\u201d Em que condi\u00e7\u00f5es \u00e9 que as coisas continuam as mesmas?\n<blockquote>O princ\u00edpio de Hardy-Weinberg responde a esta pergunta\nAfirma que as freq\u00fc\u00eancias al\u00e9licas em uma popula\u00e7\u00e3o permanecer o mesmo fator muda-los\nEquil\u00edbrio gen\u00e9tico \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o em que as freq\u00fc\u00eancias al\u00e9licas permanecem constante\n\n<strong>S\u00e3o necess\u00e1rias cinco condi\u00e7\u00f5es para uma popula\u00e7\u00e3o estar em equil\u00edbrio gen\u00e9tico:<\/strong>\n\n<strong>Acasalamento aleat\u00f3rio \u2013\u00a0<\/strong>garante que cada indiv\u00edduo tem uma chance igual de passando nos seus alelos de prole\n<blockquote>Em popula\u00e7\u00f5es naturais, o acasalamento raramente \u00e9 completamente aleat\u00f3ria. Muitos esp\u00e9cies companheiros selecionados com base em tra\u00e7os particulares<\/blockquote>\n<strong>Grande tamanho da popula\u00e7\u00e3o \u2013<\/strong>\u00a0A deriva gen\u00e9tica tem menos efeito sobre grande popula\u00e7\u00f5es do que em pequenos\n<blockquote>As frequ\u00eancias al\u00e9licas de grandes popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o menos prov\u00e1veis de serem alteradas atrav\u00e9s do processo de deriva gen\u00e9tica<\/blockquote>\nNenhuma migra\u00e7\u00e3o \u2013 Porque as pessoas podem trazer novos alelos em um popula\u00e7\u00e3o, deve haver nenhum movimento de pessoas para dentro ou fora de um popula\u00e7\u00e3o\n<blockquote>Conjunto de genes da popula\u00e7\u00e3o devem ser mantidos juntos e separados dos conjuntos de genes de outras popula\u00e7\u00f5es<\/blockquote>\n<strong>Nenhuma muta\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<\/strong>Se os genes mutar, novos alelos podem ser introduzidos na freq\u00fc\u00eancias populacionais e al\u00e9licas vai mudar\n\n<strong>Sem a sele\u00e7\u00e3o natural \u2013\u00a0<\/strong>Todos os gen\u00f3tipos na popula\u00e7\u00e3o devem ter igual probabilidades de sobreviv\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o\n<blockquote>No fen\u00f3tipo pode ter uma vantagem seletiva sobre a outra\nSe forem satisfeitas as cinco condi\u00e7\u00f5es, as freq\u00fc\u00eancias al\u00e9licas relativos n\u00e3o vai mudar; evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ir\u00e1 ocorrer<\/blockquote>\n<\/blockquote>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/s.silva777.sites.uol.com.br\/rhoyle.cusd.claremont.edu\/courses.lumenlearning.com\/bio.libretexts.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evolu\u00e7\u00e3o das Popula\u00e7\u00f5es, Teoria, Caracter\u00edsticas, Gen\u00e9tica, Fatores, Sele\u00e7\u00e3o, Genes, Mecanismos, Muta\u00e7\u00e3o, Esp\u00e9cie, O que \u00e9, Evolu\u00e7\u00e3o das Popula\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2496,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13505","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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