{"id":13420,"date":"2015-11-23T00:00:00","date_gmt":"2015-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/coclea-2\/"},"modified":"2026-08-31T22:56:43","modified_gmt":"2026-08-31T22:56:43","slug":"coclea-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/coclea-2\/","title":{"rendered":"C\u00f3clea"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nA estrutura interna do ouvido chamada <strong>c\u00f3clea <\/strong>\u00e9 um caracol de concha como a estrutura dividida em tr\u00eas partes cheias de l\u00edquido.\n\nDois s\u00e3o canais para a transmiss\u00e3o de press\u00e3o e na terceira \u00e9 a sensibilidade do \u00f3rg\u00e3o de Corti, o qual detecta os impulsos de press\u00e3o e responde com impulsos el\u00e9ctricos que viajam ao longo do nervo auditivo para o c\u00e9rebro.\n<h4>Se\u00e7\u00e3o da c\u00f3clea<\/h4>\nA <strong>c\u00f3clea<\/strong> tem tr\u00eas se\u00e7\u00f5es cheios de fluido. A perilinfa fluido nos canais difere da endolinfa fluido no ducto coclear. O \u00f3rg\u00e3o de Corti \u00e9 o sensor das varia\u00e7\u00f5es de press\u00e3o.\n<h4>O que \u00e9<\/h4>\nA <strong>c\u00f3clea<\/strong> \u00e9 a parte auditiva do ouvido interno.\n\n\u00c9 uma cavidade em forma de espiral no labirinto \u00f3sseo, nos seres humanos que fazem 2,5 voltas em torno de seu eixo, o modiolus.\n\nUm componente central da c\u00f3clea \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o de Corti, o \u00f3rg\u00e3o sensorial da audi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 distribu\u00eddo ao longo do divis\u00f3ria que separa as c\u00e2maras de fluido no tubo c\u00f3nico em espiral da c\u00f3clea.\n\nO nome \u00e9 derivado do latim para concha de caracol, que por sua vez \u00e9 a partir dos gregos kokhlias (&#8220;caracol, parafuso&#8221;), a partir de kokhlos (&#8220;escudo espiral&#8221;), em refer\u00eancia \u00e0 sua forma em espiral; c\u00f3clea \u00e9 enrolada em mam\u00edferos, com excep\u00e7\u00e3o do monotremados.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea45.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\nC\u00f3clea &#8211; Ouvido Interno Humano<\/strong><\/p>\n<strong>Os dois \u00f3rg\u00e3os sensoriais do ouvido interno: <\/strong>o vest\u00edbulo e a c\u00f3clea\n\n<strong>O ouvido interno agrupa 2 \u00f3rg\u00e3os sensoriais distintos:<\/strong> o vest\u00edbulo, \u00f3rg\u00e3o do equil\u00edbrio e a c\u00f3clea, \u00f3rg\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o. Tendo a mesma origem embrion\u00e1ria estes dois \u00f3rg\u00e3os partilham propriedades morfol\u00f3gicas e fisiol\u00f3gicas como o l\u00edquido endolinf\u00e1tico, as c\u00e9lulas ciliadas e as suas propriedades de transdu\u00e7\u00e3o.\n\nO esquema abaixo representa, em primeiro plano, o labirinto membranoso contendo endolinfa e rodeado de perilinfa.\n\n<strong>Em cima \u00e0 esquerda:<\/strong> O labirinto \u00f3sseo.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea46.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\n1. Canal semicircular (csc) superior (anterior)\n2. Ampola (do csc superior)\n3. Ampola (csc lateral ou horizontal)\n4. S\u00e1culo\n5. Canal coclear\n6. Helicotrema\n7. Canal sc lateral (horizontal)\n8. Canal sc posterior\n9. Ampola (canal posterior)\n10. Janela do vest\u00edbulo (oval)\n11. Janela coclear (redonda)\n12. Rampa vestibular\n13. Rampa timp\u00e2nica\n14. Utr\u00edculo<\/strong><\/p>\n\n<h4 align=\"left\">Esquema do ouvido interno humano<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea47.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\nA c\u00e1psula \u00f3ssea foi removida para permitir visualizar o vest\u00edbulo (1), o VIII par craniano\nformado pela fus\u00e3o dos ramos vestibular e coclear e a espira basal da c\u00f3clea com o canal coclear (3)\nonde se aloja o \u00f3rg\u00e3o espiral (de Corti). A restante c\u00f3clea (4) est\u00e1 coberta por osso que constitui a c\u00e1psula \u00f3tica.<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\"><strong>Distribui\u00e7\u00e3o das frequ\u00eancias ao longo da membrana basilar da c\u00f3clea humana: <\/strong>Tonotopia passiva<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea48.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\nAlguns frequ\u00eancias caracter\u00edsticas (em kHz) s\u00e3o mostrados em azul.\nObservar o alargamento gradual da membrana basilar da base (20 kHz) para o v\u00e9rtice (20 Hz)<\/strong><\/p>\nFonte: www.cochlea.org\n<h6>C\u00f3clea<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nA <strong>c\u00f3clea<\/strong> \u00e9, de longe, a parte mais complexa da orelha. Seu trabalho \u00e9 levar as vibra\u00e7\u00f5es f\u00edsicas causadas pela onda de som e traduzi-los em informa\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas do c\u00e9rebro \u00e9 capaz de reconhecer o som como distinta.\n\nA estrutura c\u00f3clea consiste em tr\u00eas tubos adjacentes separados uns dos outros por membranas sens\u00edveis. Na realidade, esses tubos s\u00e3o enrolados em forma de uma concha de caracol, mas \u00e9 mais f\u00e1cil de entender o que est\u00e1 acontecendo, se voc\u00ea imaginar eles esticada. \u00c9 tamb\u00e9m mais claro se tratar de dois dos tubos, a escala vestibular ea escala m\u00e9dia, como uma c\u00e2mara. A membrana entre estes tubos \u00e9 t\u00e3o fina que as ondas sonoras se propagam como se os tubos n\u00e3o foram separados em tudo.\n\nO estribo se move para tr\u00e1s e para a frente, criando ondas de press\u00e3o em toda a c\u00f3clea. A janela de membrana separando rodada da c\u00f3clea do ouvido m\u00e9dio d\u00e1 a algum fluido para ir. Ela se move para fora quando o estribo empurra e se move quando o estribo puxa.\n\nA membrana secund\u00e1ria, a <strong>membrana basilar,<\/strong> \u00e9 uma superf\u00edcie r\u00edgida, que se estende por todo o comprimento da c\u00f3clea. Quando o estribo move para dentro e para fora, empurra e puxa a parte da membrana basilar logo abaixo da janela oval. Esta for\u00e7a come\u00e7a a onda se move ao longo da superf\u00edcie da membrana. A onda desloca algo como ondula\u00e7\u00f5es ao longo da superf\u00edcie de um lago, movendo-se a partir da janela oval at\u00e9 a outra extremidade da c\u00f3clea.\n\nA membrana basilar tem uma estrutura peculiar. \u00c9 feito de 20.000 a 30.000 fibras cana-like que se estendem a toda a largura da c\u00f3clea. Perto da janela oval, as fibras s\u00e3o curtas e r\u00edgidas. Como voc\u00ea se move em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 outra extremidade dos tubos, as fibras ficam mais longos e mais \u00e1gil.\n\nIsto d\u00e1 as fibras diferentes <strong>freq\u00fc\u00eancias de resson\u00e2ncia.<\/strong> A freq\u00fc\u00eancia de onda espec\u00edfica vai ressoar perfeitamente com as fibras em um certo ponto, fazendo-os vibrar rapidamente. Este \u00e9 o mesmo princ\u00edpio que faz com que diapas\u00f5es e trabalho kazoos &#8211; um campo espec\u00edfico come\u00e7ar\u00e1 um toque diapas\u00e3o, e cantarolando de uma certa maneira ir\u00e1 causar um kazoo reed a vibrar.\n\n\u00c0 medida que a onda se move ao longo da maioria da membrana, que n\u00e3o pode liberar muita energia &#8211; a membrana \u00e9 demasiado tensa. Mas quando a onda atinge as fibras com a mesma freq\u00fc\u00eancia de resson\u00e2ncia, a energia das ondas \u00e9 subitamente liberada. Devido ao aumento do comprimento e diminuir a rigidez das fibras, ondas de alta frequ\u00eancia vibrar as fibras mais perto da janela oval, e as ondas de frequ\u00eancia mais baixa vibrar as fibras na outra extremidade da membrana.\n<h4>Qual \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o da c\u00f3clea?<\/h4>\nA fun\u00e7\u00e3o da <strong>C\u00f3clea,<\/strong> se estamos nos referindo \u00e0 M\u00e1quina inventada por Leonardo da Vince, \u00e9 simplesmente de transportar de um ponto \u00e0 outro uma mistura homog\u00eania de subst\u00e2ncias gr\u00e2nulo-aquosas atrav\u00e9s do movimento girat\u00f3rio de um eixo.\n\nEste eixo possui na sua estrutura uma forma\u00e7\u00e3o helicoidal, que \u00e9 respons\u00e1vel pelo transporte do mateiral.\n<h4>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<strong>Situada no ouvido interno, a c\u00f3clea tem duas fun\u00e7\u00f5es:<\/strong> fornece a informa\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio din\u00e2mico (canais semicirculares) e a audi\u00e7\u00e3o.\n\nEla \u00e9 fundamental para que uma pessoa consiga se equilibrar enquanto anda ou corre e \u00e9 fundamental para que se possa ouvir.\n\nEm casos de inflama\u00e7\u00e3o do ouvido ou mesmo de rompimento acidental dos t\u00edmpanos, a pessoa afetada pode sofrer enj\u00f4os e ter s\u00e9rias dificuldades para se levantar e manter-se de p\u00e9.\n\nA c\u00f3clea \u00e9 uma estrutura em forma de caracol que cont\u00e9m in\u00fameros pelinhos internamente (c\u00e9lulas capilares) e um flu\u00eddo (endolinfa), esses pelinhos ficam na parede interna da c\u00f3clea e tem a fun\u00e7\u00e3o de captar as vibra\u00e7\u00f5es na endolinfa e enviar o sinal ao nervo auditivo, a c\u00f3clea possui ainda uma estrutura chamada de canal semicircular que \u00e9 o sensor de equil\u00edbrio din\u00e2mico.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea50.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/><\/p>\nFonte: www.searadaciencia.ufc.br\n<h6>C\u00f3clea<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea49.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/><strong>\nPartes do ouvido interno, mostrando a c\u00f3clea<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea51.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\n<strong>C\u00f3clea &#8211; Ouvido Interno Humano<\/strong><\/p>\n\n<h4>O SOM E A AUDI\u00c7\u00c3O<\/h4>\nAntes de mais nada, para que possamos melhor compreender o processamento da percep\u00e7\u00e3o auditiva, faz-se mister conhecer a estrutura fisiol\u00f3gica do \u00f3rg\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o, ou seja, o ouvido.\n\n<strong>O ouvido possui tr\u00eas grandes divis\u00f5es, a saber: <\/strong>o ouvido externo &#8211; que capta o som e atrav\u00e9s do conduto auditivo, que funciona como um ressonador, amplifica duas ou tr\u00eas vezes as ondas sonoras. O t\u00edmpano \u00e9 o divisor do ouvido externo e do ouvido m\u00e9dio, o qual possui tr\u00eas oss\u00edculos.\n\nEsses oss\u00edculos (martelo, bigorna e estribo) transmitem as vibra\u00e7\u00f5es produzidas pelo t\u00edmpano, que reage em fun\u00e7\u00e3o das ondas sonoras, \u00e0 uma membrana que cobre uma abertura chamada janela vestibular ou oval, a qual separa o ouvido m\u00e9dio (cheio de ar), do ouvido interno (cheio de l\u00edquidos).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea52.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/><strong>\nFigura 1\n1 &#8211; Orelha\n2 &#8211; Conduto auditivo\n3 &#8211; T\u00edmpano\n4 &#8211; \u00c1tico\n5 &#8211; Bigorna\n6 &#8211; Martelo\n7 &#8211; Janela oval\n8 &#8211; Janela redonda\n9 &#8211; C\u00f3clea (caracol)\n10 &#8211; Membrana basilar\n11 &#8211; Rampa timp\u00e2nica\n12 &#8211; Rampa vestibular\n13 &#8211; Nervo auditivo\n14 &#8211; Canal coclear\n15 &#8211; Org\u00e3o de corte com estribo\n16 &#8211; Membrana tect\u00f3ria<\/strong><\/p>\nO <b>ouvido interno<\/b>, fechado num recipiente \u00f3sseo, possui tr\u00eas canais semicirculares, que n\u00e3o interferem no sentido da audi\u00e7\u00e3o, mas oferecem o sentido de equil\u00edbrio, e o caracol (c\u00f3clea). A <b>c\u00f3clea<\/b>, com seu formato de caracol, \u00e9 a ponte de liga\u00e7\u00e3o entre o sistema mec\u00e2nico de percep\u00e7\u00e3o do som e o sistema el\u00e9trico de envio da mensagem ao c\u00e9rebro, atrav\u00e9s das vias neuronais.\n\nCom o movimento da bigorna, em fun\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o do martelo, \u00e9 acionado o movimento da janela oval, esta por sua vez est\u00e1 presa \u00e0 bigorna. Portanto, sempre que a bigorna agir, a janela oval movimentar-se-\u00e1 de forma reflexa. A janela redonda transmite as mensagens que chegam ao ponto de expans\u00e3o e retra\u00e7\u00e3o do flu\u00eddo contido na c\u00f3clea. A import\u00e2ncia da janela redonda est\u00e1 em que \u00e9 ela que cont\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 freq\u00fc\u00eancia e \u00e0 intensidade de um som. O sistema nervoso solicitar\u00e1 da janela redonda todos os dados a respeito do som captado.\n\nAt\u00e9 a janela redonda o processo \u00e9 mec\u00e2nico, e sofre defasagem no tempo. A partir da\u00ed, do sistema nervoso ao centro do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela sensibilidade sonora, praticamente n\u00e3o h\u00e1 lapso temporal, porque a mensagem \u00e9 enviada por pulsos el\u00e9tricos infinitamente mais r\u00e1pidos que os mec\u00e2nicos.\n<h4><strong>ENERGIA SONORA \u0096 ORELHA EXTERNA <\/strong><\/h4>\nO pavilh\u00e3o auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo e para o t\u00edmpano\n\nO canal auditivo serve como prote\u00e7\u00e3o e como amplificador de press\u00e3o\n\nQuando se choca com a membrana timp\u00e2nica, a press\u00e3o e a descompress\u00e3o alternadas do ar adjacente \u00e0 membrana provocam o deslocamento do t\u00edmpano para tr\u00e1s e para frente.\n<h4><strong>ENERGIA HIDR\u00c1ULICA \u0096 ORELHA INTERNA <\/strong><\/h4>\n\u00c0 medida que cada vibra\u00e7\u00e3o sonora penetra na c\u00f3clea, a janela oval move-se para dentro, lan\u00e7ando o l\u00edquido da escala vestibular numa profundidade maior dentro da c\u00f3clea. A press\u00e3o aumentada na escala vestibular desloca a membrana basilar para dentro da escala timp\u00e2nica; isso faz com que o l\u00edquido dessa c\u00e2mara seja empurrado na dire\u00e7\u00e3o da janela oval, provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora. Assim, quando as vibra\u00e7\u00f5es sonoras provocam a movimenta\u00e7\u00e3o do estribo para tr\u00e1s, o processo \u00e9 invertido, e o l\u00edquido, ent\u00e3o, move-se na dire\u00e7\u00e3o oposta atrav\u00e9s do mesmo caminho, e a membrana basilar desloca-se para dentro da escala vestibular.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea53.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\nMovimento do l\u00edquido na c\u00f3clea quando o estribo \u00e9 impelido para frente<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A vibra\u00e7\u00e3o da membrana basilar faz com que as c\u00e9lulas ciliares do \u00f3rg\u00e3o de Corti se agitem para frente e para tr\u00e1s; isso flexiona os c\u00edlios nos pontos de contato com a membrana tect\u00f3rica (tectorial). A flex\u00e3o dos c\u00edlios excita as c\u00e9lulas sensoriais e gera impulsos nas pequenas termina\u00e7\u00f5es nervosas filamentares da c\u00f3clea que enla\u00e7am essas c\u00e9lulas. Esses impulsos s\u00e3o ent\u00e3o transmitidos atrav\u00e9s do nervo coclear at\u00e9 os centros auditivos do tronco encef\u00e1lico e c\u00f3rtex cerebral. Dessa forma, a energia hidr\u00e1ulica \u00e9 convertida em energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/corti.gif\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\nA flex\u00e3o dos c\u00edlios nos pontos de contato com a membrana tect\u00f3rica excita as c\u00e9lulas sensoriais, gerando impulsos nervosos nas\npequenas termina\u00e7\u00f5es nervosas filamentares da c\u00f3clea que enla\u00e7am essas c\u00e9lulas<\/strong><\/p>\nO som \u00e9 estudado pela F\u00edsica atrav\u00e9s da ac\u00fastica. Todo som nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o resultante da impress\u00e3o produzida no ouvido pelo movimento vibrat\u00f3rio de um corpo el\u00e1stico em movimento. Parece um pouco complicado, mas n\u00e3o \u00e9.\n\nTodo corpo capaz de vibrar provoca um som que \u00e9 facilmente percebido pelo nosso sistema auditivo.\n\nPodemos verificar isso quando esticamos um el\u00e1stico entre os dedos e aplicamos uma for\u00e7a sobre este el\u00e1stico esticado. Se o aproximarmos dos nossos ouvidos, observaremos um som caracter\u00edstico deste material, o mesmo ocorre com a corda de um viol\u00e3o. Esse movimento vibrat\u00f3rio se d\u00e1 quando as mol\u00e9culas de um corpo s\u00e3o desviadas da sua posi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio e depois abandonadas, voltando ao equil\u00edbrio vagarosamente. Quando um corpo sonoro est\u00e1 em vibra\u00e7\u00e3o na atmosfera, os movimentos que faz se comunicam com o ar que o cerca, chegando aos nossos ouvidos. Quando na atmosfera um corpo vibra de forma constante, sucessiva, o ar entra em vibra\u00e7\u00e3o e propaga o som em todas as dire\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de ondas sonoras, portanto, o som \u00e9 propagado atrav\u00e9s dessas ondas sonoras, que s\u00e3o resultantes de um movimento vibrat\u00f3rio. \u00c0 medida que essas ondas sonoras se afastam da origem do movimento vibrat\u00f3rio, o som vai enfraquecendo at\u00e9 se extinguir.\n\nAs vibra\u00e7\u00f5es sonoras podem ser realizadas de forma regular e irregular, ou seja, com per\u00edodos iguais, constantes, sucessivos ou desiguais. Na forma regular temos o som e na forma irregular temos o ru\u00eddo (som distorcido e desagrad\u00e1vel).\n\n<strong>As qualidades ou caracter\u00edsticas b\u00e1sicas de um som s\u00e3o:<\/strong> <strong>a intensidade, a altura e o timbre:<\/strong> a intensidade \u00e9 a qualidade do som de tornar-se percept\u00edvel a maior ou menor dist\u00e2ncia, \u00e9 o volume do som; a altura \u00e9 a qualidade pela qual se distingue um som grave de outro agudo, depende diretamente da freq\u00fc\u00eancia do movimento vibrat\u00f3rio, quando maior a freq\u00fc\u00eancia (n\u00famero de vibra\u00e7\u00f5es), mais agudo ser\u00e1 som, quanto menor a freq\u00fc\u00eancia, mais grave ser\u00e1 o som; o timbre \u00e9 a qualidade que permite distinguir dois sons produzidos por instrumentos diferentes mesmo que estejam com a mesma freq\u00fc\u00eancia.\n<h4>Percebendo o Som<\/h4>\nTodos os tipos de som s\u00e3o percebidos pelo homem atrav\u00e9s do aparelho auditivo, o ouvido.\n\n<strong>Esse aparelho \u00e9 formado por tr\u00eas partes distintas:<\/strong>\n<blockquote><strong>1) O ouvido externo:<\/strong> destinado a concentrar as ondas sonoras.<strong>\n2) O ouvido m\u00e9dio:<\/strong> destinado a transmitir as ondas sonoras ao nervo auditivo.<strong>\n3) O ouvido interno:<\/strong> destinado a alojar as termina\u00e7\u00f5es do nervo auditivo, cuja sensibilidade especial d\u00e1 lugar \u00e0 percep\u00e7\u00e3o dos sons.<\/blockquote>\n<h4 class=\"style185\">A Audi\u00e7\u00e3o<\/h4>\nComo pode a m\u00fasica fazer sentido para um ouvido e um c\u00e9rebro que se desenvolveram com a finalidade b\u00e1sica de detectar os sons da natureza a fim de prote\u00e7\u00e3o, detectando o som do le\u00e3o que se aproxima, ou o rastejar de uma serpente? O sentido da audi\u00e7\u00e3o tem 300 milh\u00f5es de anos, a m\u00fasica existe apenas h\u00e1 um cent\u00e9simo de mil\u00e9simo desse per\u00edodo. O que torna belo o som de uma melodia feita por um violino bem afinado, ou o solo de uma flauta? Por que um acorde \u00e9 \u0093grande\u0094, \u0093feliz\u0094 e outro \u0093triste\u0094, \u0093angustiado\u0094? Como determinados sons podem ser belos a alguns ouvidos e terr\u00edveis a outros? Por que alguns indiv\u00edduos n\u00e3o conseguem ficar sem a m\u00fasica e outros s\u00e3o totalmente indiferentes? E por que, entre bilh\u00f5es de c\u00e9rebros, s\u00f3 alguns s\u00e3o capazes de criar a m\u00fasica do \u00eaxtase?\n\nEssas perguntas n\u00e3o s\u00e3o novas, n\u00f3s as encontramos em Plat\u00e3o , Kant , Nietzsche. No entanto, foi apenas por volta do s\u00e9culo passado que os cientistas resolveram levar a m\u00fasica para seus laborat\u00f3rios com o intuito de verificar tais acontecimentos.\n<h4 class=\"style185\">O Ouvido<\/h4>\nTenha cuidado com o que voc\u00ea chama de ouvido. A parte externa do ouvido, ou seja, a massa el\u00e1stica de protuber\u00e2ncias e dobras (a orelha), \u00e9 apenas um dispositivo para canalizar o verdadeiro ouvido \u0096 o interno &#8211; , que fica profundamente instalado em sua cabe\u00e7a. A orelha \u00e9 chamada de \u0093pinna\u0094, palavra latina que significa pena e sua principal tarefa \u00e9 de ampliar o som ao vert\u00ea-lo no canal do ouvido (este tem em m\u00e9dia dois e meio cent\u00edmetros de profundidade).\n\nA m\u00fasica entra pelas orelhas, passando pelo canal do ouvido at\u00e9 chegar ao t\u00edmpano, instalado no final desse canal. At\u00e9 este ponto, o som viaja em forma de ondas de press\u00e3o atrav\u00e9s do ar, ap\u00f3s bater no t\u00edmpano, prosseguir\u00e1 seu caminho com movimentos mec\u00e2nicos.\n\nLogo al\u00e9m do t\u00edmpano, est\u00e1 o ouvido m\u00e9dio onde tr\u00eas ossos com formas estranhas, os oss\u00edculos, est\u00e3o presos a ligamentos de modo que o t\u00edmpano empurra o primeiro, denominado martelo, que esbarra no segundo, a bigorna e este, d\u00e1 um pux\u00e3o no terceiro, o estribo, jogando o som para dentro de uma abertura que leva ao ouvido interno, cheio de fluido, onde os neur\u00f4nios (c\u00e9lulas nervosas) est\u00e3o \u00e0 espera dele.\n\nQuando voc\u00ea fala ou canta, o som viaja n\u00e3o apenas de seus l\u00e1bios para suas orelhas, mas tamb\u00e9m diretamente por sua cabe\u00e7a, at\u00e9 chegar ao ouvido interno. De certo modo, voc\u00ea escuta a si mesmo duas vezes, uma pelo canal do ouvido e a outra, pelos ossos da cabe\u00e7a. O transporte do som pelos ossos torna o som mais alto do que seria de outra forma e muda o conte\u00fado da receita sonora (a freq\u00fc\u00eancia).\n\nIsso explica por que n\u00e3o reconhecemos nossa pr\u00f3pria voz numa grava\u00e7\u00e3o em fita K7. Essa grava\u00e7\u00e3o cont\u00e9m parte da voz que voc\u00ea escuta.\n<h4 class=\"style185\">O Ouvido M\u00e9dio<\/h4>\nO ouvido m\u00e9dio fica numa cavidade do cr\u00e2nio, entre os ouvidos externo e interno.\n\n<strong>Ali se localizam tr\u00eas oss\u00edculos:<\/strong> martelo, bigorna e estribo. Os tr\u00eas se movem em seq\u00fc\u00eancia e transmitem ao ouvido interno ondas sonoras captadas pelo ouvido externo.\n<h4 class=\"style185\">O Ouvido Interno<\/h4>\nQuando a m\u00fasica completa sua jornada ao longo dos oss\u00edculos, sofre outra mudan\u00e7a, desta vez para uma onda de press\u00e3o no flu\u00eddo. O ouvido interno, ou verdadeiro, converte as vibra\u00e7\u00f5es do som em informa\u00e7\u00e3o que o c\u00e9rebro pode usar, deixando o mundo mec\u00e2nico para o mundo sensorial, da psicologia. Como mencionado, o ouvido interno \u00e9 uma cavidade com um flu\u00eddo. Parte dela cont\u00e9m a c\u00f3clea, um tubo enrolado que recebe as vibra\u00e7\u00f5es vindas do ouvido m\u00e9dio.\n\nEstas, viajam pelo flu\u00eddo e s\u00e3o detectadas por c\u00edlios sensoriais que as convertem em impulsos nervosos. O c\u00e9rebro interpreta esses impulsos como som.\n<h4 class=\"style185\">A Perda da Audi\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<strong>O ouvido tem muitos inimigos<\/strong>: uma pancada forte na cabe\u00e7a, exposi\u00e7\u00e3o a intenso barulho, infec\u00e7\u00f5es bacterianas, danos bioqu\u00edmicos causados por drogas, etc.\n\nTudo isso pode causar a perda da audi\u00e7\u00e3o. Quando a les\u00e3o \u00e9 s\u00e9ria, n\u00e3o h\u00e1 muito o que fazer, pelo fato de o corpo n\u00e3o poder gerar novas c\u00e9lulas nervosas como faz com os ossos, a pele e os m\u00fasculos.\n\nCom o passar dos anos, existe um desgaste auditivo normal, chamado de presbiacusia, quando o limite de nossa audi\u00e7\u00e3o declina \u00e0 medida que envelhecemos.\n\nEssa \u00e9 uma surdez natural, conseq\u00fc\u00eancia da idade.\n\nH\u00e1 tamb\u00e9m a surdez patol\u00f3gica, provocada por doen\u00e7as ou acidentes.\n<h4 class=\"style185\">Identificando os sons<\/h4>\nToda a nossa experi\u00eancia auditiva est\u00e1 voltada \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o dos sons. Um miado de gato, uma torneira pingando e a voz das pessoas. Estamos muito mais interessados na natureza do som do que no lugar de onde ele vem.\n\n<strong>Os sons se afunilam ao entrar em nosso sistema auditivo, \u00e9 como se a natureza jogasse fora a oportunidade de localiza\u00e7\u00e3o do som e temos que nos preocupar com isto observando, a partir de agora, de onde v\u00eam os elementos sonoros que estamos ouvindo<\/strong>: da direito, da esquerda, do ch\u00e3o, do alto.\n\nOs animais fazem essa localiza\u00e7\u00e3o com muito mais freq\u00fc\u00eancia e naturalidade. Observe um gato, ao ouvir e pressentir outro animal, movimenta suas orelhas a fim de calibrar sua audi\u00e7\u00e3o. Isso significa que, com o passar dos mil\u00eanios, perdemos a mobilidade de nossas orelhas, deixando de identificar, por exemplo, a presen\u00e7a de um violino \u00e0 esquerda, de um baixo \u00e0 direita, de sopros ao fundo quando assistimos a uma orquestra.\n\nMesmo perdendo um pouco desta mobilidade auditiva n\u00e3o somos t\u00e3o ineficientes na localiza\u00e7\u00e3o dos sons. No entanto, as corujas s\u00e3o as campe\u00e3s, observam suas ca\u00e7as auditivamente com uma margem de erro \u00ednfimo.\n<h4 class=\"style185\">Ressonadores Vocais e os \u00d3rg\u00e3os Articuladores<\/h4>\nO som produzido na laringe seria praticamente inaud\u00edvel se n\u00e3o fosse amplificado e modificado pelas caixas de resson\u00e2ncia pr\u00f3ximas \u00e0 laringe. Para a t\u00e9cnica vocal (o canto), daremos especial aten\u00e7\u00e3o aos ressonadores da face.\n\n<strong>S\u00e3o eles: <\/strong>cavidade da boca, cavidades do nariz e os seios paranasais, chamando-os de ressonadores faciais ou voz facial. \u00c9 esta voz facial que o cantor, seja qual for sua voz, deve e precisa desenvolver. Uma voz que n\u00e3o explora essas resson\u00e2ncias, mesmo sendo uma voz forte, ser\u00e1 uma voz sem brilho e sem qualidade sonora. A voz bem colocada tem penetra\u00e7\u00e3o, beleza e qualidade.\n\nA voz n\u00e3o impostada, n\u00e3o trabalhada, geralmente \u00e9 apoiada na garganta, emitindo, assim, sons imperfeitos, sem brilho, mesmo que o timbre seja muito bonito e agrad\u00e1vel.\n\nVoc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar em \u0093cantar na m\u00e1scara\u0094, ou seja, utilizar os ressonadores faciais.\n\n<strong>Observe os ressonadores faciais fazendo este simples teste:<\/strong> coloque uma das m\u00e3os encostadas no \u0093Pomo de Ad\u00e3o\u0094, que \u00e9 a sali\u00eancia da laringe e a outra entre o l\u00e1bio superior e o nariz, apenas encoste a m\u00e3o. N\u00e3o fa\u00e7a for\u00e7a nem aperte. Com a boca fechada produza um som qualquer, como um \u0093HUM\u0094.\n\nSe observar uma vibra\u00e7\u00e3o no \u0093Pomo\u0094 voc\u00ea est\u00e1 apoiando a voz na garganta e n\u00e3o nos ressonadores faciais, caso a vibra\u00e7\u00e3o maior seja abaixo do nariz voc\u00ea estar\u00e1 no caminho certo, utilizando esses ressonadores faciais. N\u00e3o se preocupe, faremos outros exerc\u00edcios para tal desenvolvimento.\n\nUma voz que n\u00e3o utiliza os ressonadores faciais tende a provocar um desgaste obrigando o cantor a um esfor\u00e7o desnecess\u00e1rio e, sem d\u00favida, sua voz ser\u00e1 envelhecida prematuramente.\n\nImpor a voz na face n\u00e3o significa for\u00e7\u00e1-la nos ressonadores faciais com excessos de emiss\u00e3o e sim emiti-la de forma fisiol\u00f3gica sabendo explor\u00e1-la de maneira natural.\n\n<strong>Os \u00f3rg\u00e3os articuladores s\u00e3o:<\/strong> os l\u00e1bios, os dentes, a l\u00edngua, o palato duro, o v\u00e9u palatar e a mand\u00edbula e s\u00e3o encarregados de transformar a voz em voz falada ou cantada. Qualquer defici\u00eancia de articula\u00e7\u00e3o ir\u00e1 dificultar o entendimento do que se canta.\n\n\u00c9 important\u00edssimo saber pronunciar bem as palavras de acordo com o idioma e suas regras, explorando os articuladores na forma correta dos voc\u00e1bulos. A cavidade bucal sofre diversas altera\u00e7\u00f5es de tamanho e forma pelos movimentos da l\u00edngua, considerada como o principal \u00f3rg\u00e3o da articula\u00e7\u00e3o, pois apresenta uma enorme variabilidade de movimentos pela a\u00e7\u00e3o dos seus m\u00fasculos.\n<h4 class=\"style185\">Abertura da Garganta<\/h4>\nQuando comemos alguma coisa que est\u00e1 muito quente, instintivamente abrimos a boca aumentando o espa\u00e7o interno dela para que a l\u00edngua e o palato, c\u00e9u-da-boca, fiquem o mais afastado poss\u00edvel desse alimento quente, ent\u00e3o, quando bocejamos, a l\u00edngua desce e o palato mole se eleva.\n<h4><strong>Para entendermos melhor vamos fazer uma experi\u00eancia?<\/strong><\/h4>\nV\u00e1 at\u00e9 o espelho, de prefer\u00eancia o de seu toalete pois deve ser bem iluminado, abra bem a boca e repare no posicionamento da l\u00edngua e do palato mole (ele est\u00e1 ligado \u00e0 \u00favula, mais conhecida como campainha, e quando esta sobe eleva o palato mole junto). Repare o movimento da l\u00edngua e do palato mole.\n<h4><strong>Ouve um aumento consider\u00e1vel do espa\u00e7o interno da boca, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><\/h4>\n<p class=\"style185\"><strong>Posi\u00e7\u00e3o da boca<\/strong><\/p>\n\u00c9 necess\u00e1rio que se abra a boca para que o som seja projetado melhor, repare os cantores de que voc\u00ea mais gosta, mesmo com estilos diferentes, todos abrem bem a boca para cantar.\n\nO maxilar dever\u00e1 estar bem relaxado procurando n\u00e3o projet\u00e1-lo para frente ou para os lados, a l\u00edngua dever\u00e1 ser mantida na maior parte do tempo abaixada e relaxada.\n<h4>OUVIDO<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea54.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/><\/p>\n<p align=\"left\">O som \u00e9 uma vibra\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas. Quando ele \u00e9 produzido, faz com as mol\u00e9culas do ar (ou de qualquer outro meio material) vibrem de um lado para o outro.<\/p>\n<p align=\"left\">Isso faz vibrar o grupo de mol\u00e9culas seguintes, que por sua vez provoca a vibra\u00e7\u00e3o de outro grupo, e assim o som se propaga.<\/p>\n<p align=\"left\">O ouvido \u00e9 essencialmente um mecanismo de recep\u00e7\u00e3o de ondas sonoras e de convers\u00e3o de ondas sonoras em impulsos nervosos.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>O ouvido \u00e9 formado de tr\u00eas partes: <\/strong>ouvido externo, ouvido m\u00e9dio e ouvido interno. O ouvido externo capta as vibra\u00e7\u00f5es de ar; o ouvido m\u00e9dio as amplia, conduzindo-as ao ouvido interno; o ouvido interno transforma as vibra\u00e7\u00f5es em mensagens nervosas.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ouvido60.gif\" alt=\"C\u00f3clea\" \/>\nOuvido externo &#8211; Ouvido m\u00e9dio &#8211; Ouvido interno\n1) Canal auditivo 2) T\u00edmpano 3) Martelo 4) Bigorna 5) Estribo 6) Janela oval 7) Tromba de Eust\u00e1quio 8) C\u00f3clea 9) Nervo auditivo<\/strong><\/p>\n\n<h4 align=\"left\"><b>Ouvido externo<\/b><\/h4>\n<p align=\"left\">O ouvido externo \u00e9 formado de uma concha de cartilagem flex\u00edvel e pele, ligada \u00e0s partes laterais da cabe\u00e7a conduzindo a um canal que se dirige para dentro. O ouvido externo funciona como um tubo de audi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, ele recolhe e concentra ondas sonoras, conduzindo-as, depois, para que atinjam o t\u00edmpano. No ser humano ele tem pouca import\u00e2ncia &#8211; poder\u00edamos ouvir muito bem sem o ouvido externo. Em muitos animais, entretanto, o ouvido externo pode voltar-se na dire\u00e7\u00e3o da fonte do som e executar uma importante fun\u00e7\u00e3o ao recolher as ondas sonoras.<\/p>\n<p align=\"left\">O <i>t\u00edmpano<\/i> est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o obl\u00edqua em rela\u00e7\u00e3o ao canal auditivo, propiciando assim uma superf\u00edcie maior para receber as vibra\u00e7\u00f5es do que se fosse perpendicular. \u00c9 uma membrana com uma infinidade de fibras delicadas dispostas em c\u00edrculos conc\u00eantricos para dar-lhe elasticidade e fibras el\u00e1sticas resistentes distribu\u00eddas como as varetas de um guarda-chuva para dar-lhe resist\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"C\u00f3clea\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccoclea55.jpg\" alt=\"C\u00f3clea\" \/><\/p>\n\n<h4><b>Ouvido m\u00e9dio<\/b><\/h4>\nNo interior do ouvido m\u00e9dio h\u00e1 uma cadeia de tr\u00eas pequeninos ossos. O mais externo, chamado <i>martelo<\/i>, est\u00e1 encostado no t\u00edmpano. O martelo se articula a um outro osso chamado <i>bigorna<\/i>. Este, por sua vez, se articula ao <i>estribo<\/i>. A base do estribo repousa na janela oval do ouvido interno.\n\nOs tr\u00eas ossos atuam como alavancas, aumentando cerca de vinte e duas vezes a for\u00e7a da vibra\u00e7\u00e3o inicial recebida pelo t\u00edmpano. Esse est\u00edmulo ampliado \u00e9 conduzido \u00e0 membrana que cobre a janela oval.\n\nAinda em rela\u00e7\u00e3o ao ouvido m\u00e9dio devemos mencionar a trompa de Eust\u00e1quio que o comunica com a garganta. A fun\u00e7\u00e3o desse canal consiste em estabelecer o equil\u00edbrio da press\u00e3o em ambos os lados do t\u00edmpano. Se, por exemplo, voc\u00ea subir num elevador, a press\u00e3o externa se reduz com o aumento da altitude. O ar do interior do ouvido m\u00e9dio tende a empurrar o t\u00edmpano para fora. Parte desse ar, no entanto, \u00e9 conduzido \u00e0 boca pela trompa de Eust\u00e1quio, igualando, assim, as press\u00f5es exercidas sobre o t\u00edmpano. Quando voc\u00ea desce de um lugar alto a trompa de Eust\u00e1quio conduz o ar da boca para o ouvido m\u00e9dio.\n<h4><b>Ouvido interno<\/b><\/h4>\nO ouvido interno ou labirinto \u00e9 formado pela c\u00f3clea ou caracol e pelos canais semicirculares. Comentaremos aqui somente a c\u00f3clea, que \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o do sentido da audi\u00e7\u00e3o. Os canais se relacionam ao equil\u00edbrio e ao senso de orienta\u00e7\u00e3o do corpo. A c\u00f3clea tem a forma de uma concha de caracol, sendo uma espiral de duas voltas e meia. Est\u00e1 cheia de linfa, um flu\u00eddo semelhante ao sangue, diferente deste por n\u00e3o conter gl\u00f3bulos vermelhos. As ondas sonoras s\u00e3o transmitidas do t\u00edmpano ao flu\u00eddo da c\u00f3clea pelos tr\u00eas ossos. A c\u00f3clea \u00e9 revestida pela membrana sensitiva formada de 24.000 fibras.\n\nSegundo a teoria da resson\u00e2ncia, as fibras da membrana basilar se assemelham \u00e0s cordas de um piano. Na c\u00f3clea, as &#8220;cordas&#8221; auditivas &#8211; as fibras basilares &#8211; aumentam de comprimento gradativamente da base para o \u00e1pice da c\u00f3clea, exatamente como as cordas do piano. Quando elas vibram estimulam as c\u00e9lulas nervosas pr\u00f3ximas a enviarem um impulso nervoso ao c\u00e9rebro, onde \u00e9 interpretado com som grave ou agudo.\n\nA maioria das pessoas pode ouvir ondas compressionais se sua freq\u00fc\u00eancia for maior que 16 vibra\u00e7\u00f5es por segundo e menor que cerca de 16.000 vibra\u00e7\u00f5es por segundo. Alguns animais t\u00eam os ouvidos mais apurados. Um cachorro pode ouvir ondas de freq\u00fc\u00eancia at\u00e9 25.000 vibra\u00e7\u00f5es por segundo e um morcego at\u00e9 50.000 vibra\u00e7\u00f5es por segundo.\n<h4><b>Surdez<\/b><\/h4>\nAlgumas pessoas s\u00e3o totalmente surdas porque todos os nervos de seus ouvidos est\u00e3o completamente paralisados. Outras pessoas s\u00e3o parcialmente surdas porque alguns desses nervos est\u00e3o danificados. Muitas dentre elas usam pequenos receptores montados nas orelhas e ligados a pequenos microfones e amplificadores que aumentam a altura dos sons. Quando o t\u00edmpano est\u00e1 danificado ou o martelo n\u00e3o funciona bem, o receptor \u00e9 preso bem atr\u00e1s do ouvido e a audi\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por condu\u00e7\u00e3o \u00f3ssea.\n\nFonte: www.geocities.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00f3clea, Ouvido, Humano, Audi\u00e7\u00e3o, Fun\u00e7\u00e3o, Estrutura, Localiza\u00e7\u00e3o, \u00d3rg\u00e3o, Orelha, Caracter\u00edstica, Caracol, Som, O que \u00e9, C\u00f3clea<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13420","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>C\u00f3clea - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"C\u00f3clea - 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