{"id":13369,"date":"2015-11-18T00:00:00","date_gmt":"2015-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/bryozoa-2\/"},"modified":"2026-08-31T22:56:09","modified_gmt":"2026-08-31T22:56:09","slug":"bryozoa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/bryozoa-2\/","title":{"rendered":"Bryozoa"},"content":{"rendered":"\n<strong>Bryozoa &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nCelomados s\u00e9sseis que, embora observados desde o s\u00e9culo XVI, foram denominados primeiramente Polyzoa e, em 1831,\u00a0<strong>Bryozoa.<\/strong>\n\n<strong>Bryozoa\u00a0<\/strong>reunia Ectoprocta e Entoprocta. Modernamente, considera-se cada uma dessas divis\u00f5es um filo \u00e0 parte.\n\n<strong>Briozo\u00e1rios<\/strong>\u00a0s\u00e3o invertebrados s\u00e9sseis coloniais, em sua grande maioria marinhos.\n\nAs col\u00f4nias apresentam formas muito variadas, desde estruturas delicadas e finamentosas at\u00e9 estruturas muito calcificadas e massivas.\n\n<strong>Os briozo\u00e1rios necessitam de um substrato de fixa\u00e7\u00e3o que pode compreender uma gama muito ampla de materiais, como rocha, madeira, conchas ou carapa\u00e7as de outros organismos, talos de algas ou praticamente quaisquer objetos introduzidos no mar:<\/strong>\u00a0garrafas de vidro, latas, pneus, sacos ou embalagens pl\u00e1sticas. O modo de fixa\u00e7\u00e3o sobre estas superf\u00edcies tamb\u00e9m varia muito.\n\nCol\u00f4nias filamentosas arborescentes apresentam uma \u00e1rea de fixa\u00e7\u00e3o reduzida a um ponto, outras formam estol\u00f5es sobre o substrato, outras ainda s\u00e3o incrustantes e recobrem grandes superf\u00edcies.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bryozoa\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bryozoa.jpg\" alt=\"Bryozoa\" width=\"306\" height=\"185\" \/>\n<strong>Bryozoa<\/strong><\/p>\nOs\u00a0<strong>briozo\u00e1rios<\/strong>\u00a0s\u00e3o bastante comuns no ambiente marinho, desde a regi\u00e3o entremar\u00e9s, onde permanecem descobertos durante o per\u00edodo de baixamar, at\u00e9 grandes profundidades, em todas as latitudes.\n\nApesar de muito comuns, estes animais passam muitas vezes despercebidos do leigo, porque as col\u00f4nias que formam tufos filamentosos na regi\u00e3o entremar\u00e9s se parecem muito a algas e aquelas mais massivas, encontradas na regi\u00e3o sublitoral, s\u00e3o freq\u00fcentemente confundidas com corais.\n\nEm publica\u00e7\u00f5es mais antigas, encontra-se o termo\u00a0<strong>Bryozoa<\/strong>\u00a0para a designa\u00e7\u00e3o de um filo incluindo os taxa Ectoprocta e Entoprocta.\n\nMais recentemente, estes taxa foram separados e elevados \u00e0 categoria de filos, sendo os Ectoprocta os animais popularmente conhecidos por briozo\u00e1rios.\n\n<strong>O Filo Ectoprocta \u00e9 subdividido em 3 classes:<\/strong>\n<blockquote><strong>Classe Phylactolaemata (ou Phylactolaematoda):\u00a0<\/strong>A grande maioria dos representantes desta classe \u00e9 habitante de \u00e1gua doce. Apresentam exoesqueleto n\u00e3o calcificado, quitinoso ou gelatinoso. Os indiv\u00edduos que formam as col\u00f4nias (zo\u00f3ides) s\u00e3o cil\u00edndricos e monom\u00f3rficos. Elaboram formas muito particulares de resist\u00eancia e reprodu\u00e7\u00e3o assexuada, denominadas estatoblastos. O lof\u00f3foro apresenta forma de ferradura.<strong>\nClasse Stenolaemata (ou Stenolaematoda):\u00a0<\/strong>Nesta classe as esp\u00e9cies s\u00e3o todas marinhas. Os zo\u00f3ides s\u00e3o cil\u00edndricos e apresentam a parede do corpo bem calcificada, o lof\u00f3foro \u00e9 evertido pelo aumento da press\u00e3o do celoma e o polimorfismo \u00e9 bastante reduzido. Quatro ordens compreendem esta classe, das quais tr\u00eas s\u00e3o integralmente formadas por esp\u00e9cies f\u00f3sseis.<strong>\nClasse Eurystomatoda (antes denominada Gymnolaemata):\u00a0<\/strong>Nesta classe, a grande maioria das esp\u00e9cies tamb\u00e9m \u00e9 marinha. H\u00e1 uma grande diversifica\u00e7\u00e3o de formas nas col\u00f4nias, desde incrustantes at\u00e9 arborescentes, bem calcificadas ou n\u00e3o. A evers\u00e3o do lof\u00f3foro envolve a deforma\u00e7\u00e3o da parede do corpo e h\u00e1 um grande desenvolvimento de polimorfismo. Nesta classe s\u00e3o inclu\u00eddas duas ordens.<\/blockquote>\n<strong>Bryozoa &#8211; Briozo\u00e1rios<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>briozo\u00e1rios\u00a0<\/strong>s\u00e3o animais predominantemente marinhos, que vivem agarrados a rochas, conchas, fundos de barcos, estacas e outros objetos duros.\n\nA maioria \u00e9 de esp\u00e9cies pequeninas que se desenvolvem em grandes col\u00f4nias ramificadas, mas a maioria forma sobre o suporte uma camada de espessura fina (col\u00f4nias incrustantes)\n\nAs\u00a0<strong>col\u00f4nias<\/strong>\u00a0ramificadas s\u00e3o comumente Pardacentas, enquanto as col\u00f4nias incrustantes podem ser amarelas, alaranjadas, vermelhas, verdes e escuras.\n\n<strong>Um briozo\u00e1rio \u00e9 um animal muito simples, compar\u00e1vel ao p\u00f3lipo dos cnid\u00e1rios e conhecidos pelo nome de polip\u00eddio<\/strong>: possui tent\u00e1culos e tubos digestivos rudimentar.\n\nN\u00e3o possui aparelhos diferenciados para respira\u00e7\u00e3o, a circula\u00e7\u00e3o e a excre\u00e7\u00e3o. Os \u00f3rg\u00e3os reprodutores tamb\u00e9m n\u00e3o existem. Novos animais podem ser produzidos por simples brotamento (reprodu\u00e7\u00e3o assexuada. outras vezes reproduzes sexualmente por gametas, produzindo espermatozoides e \u00f3vulos. Depois da fecunda\u00e7\u00e3o o ovo d\u00e1 origem a uma a larva que nada livremente, \u00e9 um organismo planct\u00f4nico.\n\nA larva acaba por fixar-se e por brotamento constitui v\u00e1rias animais que se organizam numa nova col\u00f4nia\n\nCada polip\u00eddio vive dentro de uma loja de natureza quitinosa, dotada de uma abertura atrav\u00e9s da qual os tent\u00e1culos e parte do corpo podem ser exteriorizados. Os tent\u00e1culos s\u00e3o cobertos de c\u00edlios, que se movimentam sicronizadamente, provocando uma corrente de \u00e1gua, orientada para a boca do animal. Os polip\u00eddios se alimentam de plancto e de detritos existentes na \u00e1gua.examinados ao microsc\u00f3pio, as col\u00f4nias de briozo\u00e1rios deixam ver certas lojas modificadas,que parece na cabe\u00e7a de uma ave e que recebe o nome de avicul\u00e1rias essas avicul\u00e1rias exercem fun\u00e7\u00e3o defensiva,mas parecem tamb\u00e9m operar na captura de grandes pr\u00easas.\n\nOs\u00a0<strong>briozo\u00e1rios<\/strong>\u00a0s\u00e3o muito espalhados no mar e ocorrem em profundidades moderadas. Parecem ter pouco valor para outros animas, seja como alimento ou como abrigo. Criam problemas para os navegantes, especialmente nas \u00e1guas tropicais, onde seu crescimento denso prejudica a navega\u00e7\u00e3o dos barcos.\n\n<strong>Bryozoa &#8211; Animais Invertebrados<\/strong>\n\nOs<strong>\u00a0briozo\u00e1rios<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais invertebrados, coloniais, bent\u00f4nicos, s\u00e9sseis, contendo cerca de 3500 esp\u00e9cies marinhas atuais, sendo apenas uma ordem dulciaq\u00fc\u00edcola. Habitam desde a zona litor\u00e2nea at\u00e9 a zona abissal, sendo abundantes entre 20 e 80 m de profundidade. Vivem presos a rochas, estacas, conchas, algas e mesmo outros animais.\n\nOs briozo\u00e1rios pertencem ao filo Polyzoa, por\u00e9m s\u00e3o comumente denominados de Bryozoa ou tamb\u00e9m de Ectoprocta, pelo fato de possu\u00edrem o orificio retal fora da coroa de tent\u00e1culos.\n\nAs col\u00f4nias, denominadas de zo\u00e1rios, s\u00e3o constitu\u00eddas de zo\u00f3ides com cerca de 0,5 mm de comprimento. O zo\u00f3ide \u00e9 constitu\u00eddo de polip\u00eddio, envolvido por um saco membranoso, o cist\u00eddeo.\n\nO polip\u00eddio possui uma coroa de tent\u00e1culos (lof\u00f3foro) que contorna a boca. Ela abre-se no tubo digestivo, em forma de U, terminando por um orificio retal, que se abre para o exterior, fora da coroa de tent\u00e1culos.\n\nO cist\u00eddeo \u00e9 a parede corporal do animal, limitado pela epiderme, estando recoberto pela cut\u00edcula. Esta \u00faltima pode ser composta de prote\u00edna-quitina ou carbonato de c\u00e1lcio. Quando calc\u00e1ria, a cut\u00edcula forma um exoesqueleto r\u00edgido, denominado de zo\u00e9cio, caracter\u00edstico deste grupo e presente nas esp\u00e9cies marinhas, sendo a por\u00e7\u00e3o preservada como f\u00f3ssil. Quanto \u00e0 natureza, as col\u00f4nias podem ser quitinosas, gelatinosas e calc\u00e1rias, com forma vari\u00e1vel. As esp\u00e9cies que n\u00e3o s\u00e3o carbon\u00e1ticas, possuem col\u00f4nias estolon\u00edferas. Os estolhos s\u00e3o eretos ou rastejantes, semelhantes a caules.\n\nAs esp\u00e9cies carbon\u00e1ticas podem ser incrustantes, unilamelares ou possuir o h\u00e1bito laminar livre, foli\u00e1ceo. As col\u00f4nias eretas, articuladas ou r\u00edgidas, adaptadas ou n\u00e3o ao impacto das ondas e correntes, possuem zo\u00e9cios dispostos em uma ou mais s\u00e9ries, formando ramifica\u00e7\u00f5es semelhantes a plantas. As col\u00f4nias c\u00f4nicas ou esf\u00e9ricas s\u00e3o livres, adaptadas a substrato inconsolidado (p. ex., Discoporella, Cupuladria, Mamillopora, Conesharellina e Lunulites).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Bryozoa\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/bryozoa-2.jpg\" alt=\"Bryozoa\" width=\"604\" height=\"361\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Briozo\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<strong>Os briozo\u00e1rios possuem polimorfismo:<\/strong>\u00a0os autozo\u00f3ides s\u00e3o respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia, e os heterozo\u00f3ides s\u00e3o adaptados a fun\u00e7\u00f5es especiais, tais como incuba\u00e7\u00e3o (ovic\u00e9lula ou gonozo\u00f3ide), defesa (avicul\u00e1rio) e limpeza e locomo\u00e7\u00e3o (vibr\u00e1culo). O principal alimento \u00e9 o fitopl\u00e2ncton (diatom\u00e1ceas, cocolitofor\u00eddeos e dinoflagelados).\n\nBact\u00e9rias e detritos org\u00e2nicos do sedimento s\u00e3o utilizados pelas esp\u00e9cies que vivem em maiores profundidades. Os briozo\u00e1rios s\u00e3o animais hermafroditas, com fecunda\u00e7\u00e3o interna ou externa, mas geralmente isto ocorre entre indiv\u00edduos de col\u00f4nias diferentes. Do ovo, forma-se uma larva planct\u00f4nica que, ap\u00f3s algumas horas ou dias, se fixa ao suporte, formando um novo indiv\u00edduo, que por brotamento (reprodu\u00e7\u00e3o assexuada), originar\u00e1 uma nova col\u00f4nia. A expectativa de vida dos briozo\u00e1rios varia muito, podendo ser de um a at\u00e9 doze anos, com crescimento reduzido ou parado durante o inverno.\n\nOs briozo\u00e1rios dulciaq\u00fc\u00edcolas reproduzem-se assexuadamente atrav\u00e9s de corpos especiais, com massa interna de c\u00e9lulas e material alimentar armazenados \u2013 os estatoblastos.\n\nAs atividades fisiol\u00f3gicas dos briozo\u00e1rios s\u00e3o controladas pelo seu sistema hidrost\u00e1tico interno, respons\u00e1vel pela retra\u00e7\u00e3o e protrus\u00e3o do lof\u00f3foro.\n\nOs briozo\u00e1rios s\u00e3o representados por tr\u00eas classes2.\n\n<strong>A classe Stenolaemata \u00e9 dividida em quatro ordens:\u00a0<\/strong>Cyclostomatida (\u00fanica ordem atual), Cystoporatida, Trepostomatida e Cryptostomatida.\n\nEsta classe abrange os briozo\u00e1rios marinhos com zo\u00f3ides tubulares, paredes calcificadas que se fundem nos zo\u00f3ides adjacentes e orif\u00edcio circular, terminal, nos quais a protrus\u00e3o do lof\u00f3foro n\u00e3o depende da parede corporal.\n\nA classe Gymnolaemata abrange briozo\u00e1rios principalmente marinhos constitu\u00eddos por col\u00f4nias polim\u00f3rficas, zo\u00f3ides cil\u00edndricos ou achatados e lof\u00f3foro circular, cuja protrus\u00e3o depende da deforma\u00e7\u00e3o da parede corporal.\n\n<strong>Esta classe se divide em duas ordens:<\/strong>\u00a0Ctenostomatida e Cheilostomatida.\n\nA classe Phylactolaemata abrange briozo\u00e1rios dulciaq\u00fc\u00edcolas, com zo\u00f3ide cil\u00edndrico e lof\u00f3foro em forma de ferradura (exceto em Fredericella), um ep\u00edstomo (l\u00e1bio oco que se projeta sobre a boca), uma musculatura na parede corporal e uma cobertura n\u00e3o calcificada, com celoma cont\u00ednuo entre os indiv\u00edduos, n\u00e3o polim\u00f3rficos.\n\nBons indicadores ecol\u00f3gicos, como a maioria dos animais bent\u00f4nicos, os brio-zo\u00e1rios s\u00e3o extremamente exigentes \u00e0s varia\u00e7\u00f5es ambientais, fazendo deles bons bioindicadores de par\u00e2metros sedimentol\u00f3gicos (tamanho e natureza do substrato ou suporte), hidrol\u00f3gicos (salinidade, teor de oxig\u00eanio e CO2 dissolvido, pH, temperatura, profundidade, press\u00e3o e turbidez) e hidrodin\u00e2micos.\n\nEstes par\u00e2metros s\u00e3o refletidos pela distribui\u00e7\u00e3o das classes e ordens, pelas esp\u00e9cies bioindicadoras e pelas suas formas zoariais.\n\nBriozo\u00e1rios s\u00e3o utilizados como f\u00f3sseis guias por possu\u00edrem formas de ampla distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e curta amplitude temporal. Registrados a partir do Ordoviciano, provavelmente tiveram origem no Pr\u00e9-Cambriano.\n\nA classe Stenolaemata foi bem representada nas faunas paleoz\u00f3icas; seus representantes foram importantes construtores recifais. Tr\u00eas de suas ordens extinguiram-se no final do Permiano (Trepostomatida, Cryptostomatida e Cystoporatida). No Mesoz\u00f3ico ficou representada apenas pela ordem Cyclostomatida. A classe Gymnolaemata, tamb\u00e9m presente na fauna paleoz\u00f3ica, foi representada pela Ordem Ctenostomatida.\n\nNo final do Jur\u00e1ssico surgiram os briozo\u00e1rios da ordem Cheilostomatida, dominantes no final do Cret\u00e1ceo e durante o Cenoz\u00f3ico. A classe Phylactolaemata surgiu provavelmente no in\u00edcio do Cret\u00e1ceo, distribuindo-se at\u00e9 o Recente.\n\nEstes organismos n\u00e3o receberam ainda a devida aten\u00e7\u00e3o na bacia de Sergipe-Alagoas e mesmo em outras bacias brasileiras. Na bacia de Sergipe s\u00e3o comuns as formas incrustantes em rochas do Albiano.\n\nAlgumas formas do Campaniano superior est\u00e3o sendo estudadas.\n\nNo Brasil, briozo\u00e1rios f\u00f3sseis foram assinalados principalmente do Paleoz\u00f3ico da bacia do Amazonas3, provenientes das forma\u00e7\u00f5es Maecuru (Devoniano) e Itaituba (Carbon\u00edfero), e do Mioceno da bacia de Barreirinhas (Fm. Pirabas). No Nordeste do Brasil foram descritos da Fm. Janda\u00edra, Cret\u00e1ceo superior da bacia Potiguar3, e da Fm. Maria Farinha, Paleoceno da bacia de Pernambuco-Para\u00edba4.\n\nNas plataformas atuais do norte e sul do Brasil, os briozo\u00e1rios formam sedimentos do tipo areia e cascalho carbon\u00e1ticos, junto com algas coralinas, foramin\u00edferos bent\u00f4nicos, moluscos e, localmente, com altas concentra\u00e7\u00f5es de alga Halimeda e tubos de serpul\u00eddeos, associados ou n\u00e3o a recifes algais. A an\u00e1lise de amostras destas areias, p.ex., em bancos da \u00e1rea de antepraia da regi\u00e3o de Ilh\u00e9us, permitiu identificar 46 esp\u00e9cies desta microfauna. O maior n\u00famero de esp\u00e9cies registrado at\u00e9 o presente foi em S\u00e3o Paulo (127 esp\u00e9cies), seguido da Bahia (106) e Rio de Janeiro (54). Nos demais estados, os estudos inexistem ou s\u00e3o escassos, o que justifica o n\u00famero pequeno de esp\u00e9cies descritas, como por exemplo em Sergipe, onde foram registradas sete esp\u00e9cies.\n\n<strong>Bryozoa &#8211; H\u00e1bito<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>briozo\u00e1rios<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais invertebrados e de h\u00e1bito colonial. Os indiv\u00edduos das col\u00f4nias, denominados zo\u00f3ides, s\u00e3o cil\u00edndricos, dotados de anel de tent\u00e1culos e fisicamente conectados entre si. O zo\u00f3ide tem cerca de 0,5 mm de comprimento.\n\nOs briozo\u00e1rios s\u00e3o s\u00e9sseis e encontrados incrustados em qualquer material aqu\u00e1tico. O grupo \u00e9 constitu\u00eddo por animais predominantemente encontrados em \u00e1gua salgada, mas tamb\u00e9m ocorrendo em \u00e1gua doce.\n\nNo ambiente marinho podem ser encontrados em todas as profundidades, sendo, por\u00e9m, mais comuns em \u00e1guas rasas nos mares tropicais.\n\nOs briozo\u00e1rios marinhos possuem um esqueleto calc\u00e1rio e participam da constru\u00e7\u00e3o de recifes.\n\nHabitam preferencialmente \u00e1guas l\u00edmpidas e alimentam-se de pl\u00e2ncton, como as diatom\u00e1ceas e os radiol\u00e1rios. Existem desde o Ordoviciano e s\u00e3o abundantes nos dias atuais.\n\nNos sedimentos e rochas podem ser encontrados fragmentos de suas col\u00f4nias.\n\nOs\u00a0<strong>briozo\u00e1rios<\/strong>\u00a0s\u00e3o invertebrados coloniais muito simples, munidos de uma cavidade digestiva, ou celoma, e, por isso, ditos celomados.\n\nDe in\u00edcio, confundidos com os celentrados, especialmente pelo aspecto exterior das col\u00f3nias, originando associa\u00e7\u00f5es recifais.\n\nS\u00e3o hoje considerados como constituindo um phylum distinto, designado por Polyzoa (Thompson, 1830) e, um ano mais tarde, por Bryozoa (Ehrenberg, 1831 ), nome que radica no \u00e9timo grego bry\u00f3n, que traduz a ideia de musgo. Mosstierchen, em alem\u00e3o, e moss animais, em ingl\u00eas, estes animais de aspecto musciforme s\u00e3o, na maioria, marinhos, de \u00e1guas pouco profundas, n\u00e3o ultrapassando, em regra, os 200 m, sendo conhecidos alguns grupos adaptados a meios lagunares, estuarinos e fluviais.\n\nIndividualmente muito pequenos (na ordem do mil\u00edmetro) s\u00e3o constitu\u00eddos por um organismo rudimentar, o polip\u00eddeo, alojado numa c\u00e2mara de natureza quitinosa ou calc\u00e1ria, a zo\u00e9cia.\n\nNo conjunto, zo\u00e9cia e polip\u00eddeo formam o zo\u00f3ide, ou seja, um indiv\u00edduo morfol\u00f3gica e fisiologicamente distinto, parte integrante da col\u00f4nia ou zo\u00e1rio.\n\nS\u00e3o hoje conhecidas mais de 4 000 esp\u00e9cies atuais, a viverem, sobretudo, nos mares de todas as latitudes, e um n\u00famero ainda maior de esp\u00e9cies f\u00f3sseis, cerca de 16 000, distribu\u00eddas entre o Ordov\u00edcico, no Paleoz\u00f3ico inferior, h\u00e1 cerca de 480 milh\u00f5es de anos, e os tempos atuais.\n\nS\u00e3o hoje conhecidas mais de 4.000 esp\u00e9cies atuais, a viverem, sobretudo, nos mares de todas as latitudes, e um n\u00famero ainda maior de esp\u00e9cies f\u00f3sseis, cerca de 16 000, distribu\u00eddas entre o Ordov\u00edcico, no Paleoz\u00f3ico inferior, h\u00e1 cerca de 480 milh\u00f5es de anos, e os tempos atuais.\n\nComo quaisquer seres vivos, tamb\u00e9m os briozo\u00e1rios se organizam segundo as regras da sistem\u00e1tica biol\u00f3gica, numa hierarquia iniciada no phy\/um, que re\u00fane classes, estas divididas em ordens e em sub-ordens, que comportam fam\u00edlias, conjuntos estes que re\u00fanem indiv\u00edduos genericamente afins, os g\u00eaneros, entre os quais reconhecemos esp\u00e9cies, subesp\u00e9cies, variedades, numa min\u00facia pr\u00f3pria do rigor cient\u00edfico e da insatisfa\u00e7\u00e3o sempre presente em qualquer ci\u00eancia.\n\nExemplifiquemos com o Homem, ou melhor, com o Homo sapiens, que \u00e9 a \u00fanica esp\u00e9cie do g\u00eanero Homo, um homin\u00eddio, entre os primatas, um conjunto bem distinto dos restantes mam\u00edferos, que, com as aves, os peixes, etc., constituem os vertebrados, express\u00e3o talvez mais vis\u00edvel da diversidade animal, mas grandemente suplantada pela dos invertebrados, o outro grande conjunto de animais, onde, a par dos moluscos, dos insetos e de muitos outros, se situam os briozo\u00e1rios.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.sabedoria.ebrasil.net\/ufrgs.br\/Rio Animal\/www.phoenix.org.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bryozoa, Caracter\u00edsticas, Classe, O que \u00e9, Anatomia, Fisiologia, Partes, Forma\u00e7\u00e3o, Animais Invertebrados, Celomados, Briozo\u00e1rios, Bryozoa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1773,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13369","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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