{"id":13189,"date":"2015-11-18T00:00:00","date_gmt":"2015-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/bananeira-2\/"},"modified":"2026-08-31T22:53:42","modified_gmt":"2026-08-31T22:53:42","slug":"bananeira-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/bananeira-2\/","title":{"rendered":"Bananeira"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Bananeira &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>Surgimento e desenvolvimento da cultura da bananeira<\/strong>\n\nNo \u00e2mbito da pol\u00edtica de policultura que se instaurou a partir de finais do S\u00e9c. XIX, desenvolveu-se uma nova cultura tropical mercantil, a da\u00a0<strong>bananeira<\/strong>, que foi cultivada desde o s\u00e9culo XVI, embora a variedade que depois foi mais espalhada pela Ilha da Madeira, conhecida por bananeira an\u00e3 (Musa nana L.), s\u00f3 tenha sido introduzida j\u00e1 no s\u00e9culo XIX. Esta \u00e9 assim designada por possuir caules curtos.\n\nCultiva-se, ainda, a designada bananeira de prata, introduzida em finais do s\u00e9culo XIX, cujo fruto \u00e9 muito apreciado, mas a sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente reduzida. Segundo consta, a qualidade da Banana da Madeira, quando colhida no tempo pr\u00f3prio e convenientemente amadurecida, distingue-se pelo aroma e elevado teor de a\u00e7\u00facar. A exporta\u00e7\u00e3o de bananas s\u00f3 come\u00e7ou a desempenhar um papel importante no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.\n\nA partir dessa data a banana tamb\u00e9m come\u00e7ou a entrar cada vez mais na alimenta\u00e7\u00e3o dos camponeses.\n\nA superf\u00edcie destinada \u00e0 bananeira foi ganhando terreno, progressivamente, em detrimento da da cana-de-a\u00e7\u00facar, tendo-se dedicado \u00e0quela cultura grande parte da popula\u00e7\u00e3o rural.\n\nA\u00a0<strong>cultura da bananeira<\/strong>\u00a0era a que exigia maior quantidade de \u00e1gua, estrume e adubo, mas era, no entanto, compensadora, j\u00e1 que num ano, cada p\u00e9 produzia v\u00e1rias pencas (cachos) dadas a sua produtividade e o bom pre\u00e7o no produtor.\n\nA vinha, a cana de a\u00e7\u00facar e a bananeira podem considerar-se as culturas ricas da Ilha da Madeira (pelo menos at\u00e9 certa altura), conferindo \u00e0 paisagem agr\u00e1ria das terras baixas uma fisionomia especial, na qual, as \u00e1reas da monocultura, s\u00e3o agora acompanhadas por \u00e1reas de culturas mistas, de plantas alimentares e forrageiras. Mas a bananeira marca o in\u00edcio de um novo ciclo no regime de explora\u00e7\u00e3o das culturas tropicais.\n\nA partir de 1928, com a funda\u00e7\u00e3o no Funchal, da Companhia The Ocean Islands Fruit &amp; C\u00aa, Lda, houve um incentivo aos agricultores, introduzindo-se processos mais modernos (inicialmente em campos experimentais) e promovendo-se a expans\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o deste produto. O conhecimento mais profundo da colheita, da matura\u00e7\u00e3o dos frutos, da embalagem e do acondicionamento, foi um fator que valorizou o produto e incentivou a sua cultura.\n\nA partir de 1935, o Gr\u00e9mio dos Exportadores de Fruta da Madeira, ficou oficialmente respons\u00e1vel por assegurar, em colabora\u00e7\u00e3o com o Gr\u00e9mio da Lavoura, justos e compensadores benef\u00edcios \u00e0 cultura e com\u00e9rcio da banana, regularizar as remessas de exporta\u00e7\u00e3o, fixar os pre\u00e7os m\u00ednimos de compra e fomentar a exporta\u00e7\u00e3o para o estrangeiro. Progressivamente, com o abandono das terras e a consequente falta de bra\u00e7os para o trabalho agr\u00edcola e as exig\u00eancias cada vez maiores dos poucos assalariados dispon\u00edveis, o cultivo da banana foi diminuindo.\n\nEste \u00e9, no entanto, um dos frutos mais representativos na agricultura madeirense, muito presente na alimenta\u00e7\u00e3o e caracter\u00edstico da gastronomia madeirense, sendo atualmente servido ao natural ou cozinhado de diferentes formas, nomeadamente como acompanhamento de conhecidos pratos regionais, como \u00e9 o caso do Filete de Espada com Banana.\n\n<strong>Bananeira &#8211; Banana<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0banana<\/strong>\u00a0pertence \u00e0 fam\u00edlia Mus\u00e1ceas e g\u00eanero Musa. Esta fam\u00edlia \u00e9 pouco numerosa nos tr\u00f3picos e subtr\u00f3picos, uma vez que est\u00e1 apenas representada por 6 g\u00eaneros e 220 esp\u00e9cies, das quais umas 50 ou 60 pertencem ao g\u00eanero Musa.\n\nO g\u00eanero Musa divide-se em cinco se\u00e7\u00f5es, em que a se\u00e7\u00e3o Eumusa comprende duas esp\u00e9cies, Musa acuminata Colla e Musa balbisiana Colla, que origina todas as bananas partenoc\u00e1rpicas.\n\nEste g\u00eanero compreende esp\u00e9cies que t\u00eam semente, assim como uma quantidade importante de cultivares com frutos partenoc\u00e1rpicos.\n\nA\u00a0<strong>bananeira\u00a0<\/strong>\u00e9 uma planta herb\u00e1cea perene, uma vez que ap\u00f3s a frutifica\u00e7\u00e3o as partes a\u00e9reas morrem, mas s\u00e3o substitu\u00eddas por novos rebentos que crescem desde a sua base.\n\nOs tipos mais altos da s\u00e9rie Cavendish podem chegar a atingir quase 8m de altura, apesar do normal ser entre 3 e 6m.\n\nO verdadeiro caule da \u00e1rvore \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o subterr\u00e2neo que s\u00f3 sobressai do solo na \u00e9poca de flora\u00e7\u00e3o, a que se pode chamar bolbo ou cormo,e tamb\u00e9m se conhece como cabe\u00e7a ou cepa.\n\nPor vezes tem caracteres de rizoma e bolbo. \u00c9 um importante \u00f3rg\u00e3o de armazenamento, formado por um cilindro central rodeado de um cortex protector do qual emergem as ra\u00edzes, as flores e os rebentos ou filhos que continuar\u00e3o a vida da planta. A raiz \u00e9 superficial, embora nas Can\u00e1rias, por exemplo, possam ser mais profundas, chegando at\u00e9 1m.\n\n<strong>Cultivo da banana<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>bananeira<\/strong>\u00a0\u00e9 cultivada usualmente, nas superf\u00edcies altitudes inferiores a 200 metros de altitude, encontrando no litoral da costa sul condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas muito favor\u00e1veis, nomeadamente \u00e1reas abrigadas dos ventos e com fracas amplitudes da temperatura e da humidade atmosf\u00e9ricas.\n\nSendo uma planta que necessita de muita \u00e1gua, s\u00f3 pode ser cultivada em terrenos irrig\u00e1veis, sendo as regas feitas normalmente de quinze em quinze dias (embora o ideal seja de oito em oito).\n\nO adubo tem um papel muito importante nesta cultura, sendo aplicado pelo menos uma vez por ano. H\u00e1 que proceder tamb\u00e9m \u00e0s calagens, seja aditar cal e pot\u00e1ssio, e a amanhos frequentes, quer dizer, tarefas necess\u00e1rias ao tratamento da planta durante o seu crescimento at\u00e9 \u00e0 frutifica\u00e7\u00e3o, nomeadamente, retirar as folhas secas que se v\u00e3o acumulando, cavar a terra e cheg\u00e1-la para junto do tronco, etc.&amp;\n\nO momento da colheita, embora deva ser efetuado na altura da matura\u00e7\u00e3o do fruto, est\u00e1, muitas vezes, diretamente relacionado com a dist\u00e2ncia a que se encontra o mercado consumidor, a dura\u00e7\u00e3o do transporte e as condi\u00e7\u00f5es em que este se efetua. O transporte demorado obriga a antecipar o corte da banana, prejudicando a matura\u00e7\u00e3o normal e alterando, consequentemente, as principais propriedades naturais.\n\nAs folhas s\u00e3o muito grandes, de 2 a 4m de comprido e at\u00e9 meio metro de largura, com um pec\u00edolo de 1m ou mais de comprimento e o limbo \u00e9 el\u00edptico, alongado, ligeiramente aderente ao pec\u00edolo, um pouco ondulado e glabro. Da coroa de folhas sai, durante a flora\u00e7\u00e3o, um escapo pubescente de 5 a 6cm de di\u00e2metro, terminando num r\u00e1cimo pendente de 1-2m de comprimento.\n\nEste tem cerca de vinte br\u00e1cteas ovais, alongadas, agudas, de cor vermelha p\u00farpura, cobertas de um p\u00f3 branco farinhoso; das axilas destas br\u00e1cteas nascem por sua vez as flores.\n\nA infloresc\u00eancia \u00e9 bastante complexa. Ao longo do eixo, as br\u00e1cteas (vermelhas no subgrupo Cavendish) disp\u00f5em-se em h\u00e9lice, algo semelhante ao sistema foliar.\n\nCada br\u00e1ctea cobre um grupo de flores desprovidas de br\u00e1ctea individual e situadas em duas filas pareadas.\n\nAs flores s\u00e3o hermafroditas, mas s\u00e3o as que se podem ver atrav\u00e9s da prega dupla das br\u00e1cteas, s\u00e3o de domin\u00e2ncia feminina, \u00e9 que dar\u00e3o origem ao cacho que cont\u00e9m de 3 a 20 frutos, conhecidos pelo nome bananas ou dedos\u2019.\n\nO fruto \u00e9 oblongo, da forma de um pepino triangular, no in\u00edcio verde e amarelo na matura\u00e7\u00e3o, embora possa variar a cor segundo a cultivar; quando come\u00e7a a enegrecer-se cai da \u00e1rvore, pelo que se colhe antes que esteja maduro.\n\n<strong>Bananeira &#8211; Fruta<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>banana<\/strong>\u00a0\u00e9 talvez a fruta mais popular em todo o mundo ocidental.\n\nPara isso, muito contribui o fato de poder ser cozinhada ou consumida em cru, ser f\u00e1cil de descascar, n\u00e3o ter sementes nem caro\u00e7o, ter sabor e aroma muito agrad\u00e1veis e ainda excepcional valor nutricional.\n\nCuriosamente, a<strong>\u00a0bananeira<\/strong>\u00a0n\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rvore, mas sim uma erva gigante.\n\nO caule \u00e9 um rizoma subterr\u00e2neo e a parte a\u00e9rea \u00e9 constitu\u00edda quase exclusivamente por folhas.\n\nAs ba\u00ednhas das folhas formam um pseudocaule onde est\u00e1 o cacho de frutos.\n\nTodas as\u00a0<strong>bananeiras<\/strong>\u00a0hoje cultivadas s\u00e3o h\u00edbridos de duas esp\u00e9cies e re\u00fanem-se em dois grupos, os da bananeira-p\u00e3o e os da bananeira-fruta.\n\nUma s\u00f3\u00a0<strong>banana<\/strong>\u00a0fornece 16 % da fibra que necessitamos diariamente. Fornece ainda 15 % de toda a vit. C e 11 % do total de pot\u00e1ssio. Mas a banana n\u00e3o se fica por aqui. Possui ainda algum magn\u00e9sio, \u00e1cido f\u00f3lico e ferro.\n\nA sua riqueza em minerais e f\u00e1cil digest\u00e3o leva muitos desportistas a preferi-la quando as competi\u00e7\u00f5es se prolongam durante v\u00e1rias horas.\n\nO pot\u00e1ssio presente na banana ajuda a contra\u00e7\u00e3o muscular, a transmiss\u00e3o dos impulsos nervosos e a regular o balan\u00e7o h\u00eddrico.\n\nUma banana de tamanho m\u00e9dio (120 g.) cont\u00e9m cerca de 475 mg. de pot\u00e1ssio. N\u00e3o admira por isso, ver diversos campe\u00f5es, de banana em punho, ao longo das suas provas.\n\nPor n\u00e3o conter praticamente gordura e prote\u00edna, a banana torna-se a companhia ideal dos pequenos almo\u00e7os. Com leite e cereais constitui uma refei\u00e7\u00e3o muito completa, equilibrada e extremamente f\u00e1cil de preparar.\n\nViva pois a\u00a0<strong>banana<\/strong>, que nos lembra ser poss\u00edvel misturar prazer e sa\u00fade \u00e0 mesa e ainda\u2026 sol amarelo em dias de cinza.\n\n<strong>Clima<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0bananeira<\/strong>\u00a0\u00e9 uma planta que exige calor e umidade constantes e n\u00e3o tolera geada.\n\nOs locais sujeitos a baixas temperaturas e geadas devem ser evitados, pois podem ocasionar a \u201cqueima\u201d da planta, ou dos frutos em crescimento (\u201cchilling\u201d ou \u201cfriagem\u201d) impedindo que o fruto atinja o seu m\u00e1ximo crescimento.\n\nChuva bem distribu\u00edda (100 \u2013 180 mm\/m\u00eas ) durante o ano, favorece o desenvolvimento da bananeira, principalmente na \u00e9poca da infloresc\u00eancia ou no in\u00edcio da frutifica\u00e7\u00e3o.\n\nCom rela\u00e7\u00e3o a altitude e latitude, estas quando maiores, aumentam os ciclos de produ\u00e7\u00e3o, principalmente para os cultivares Nanica e Nanic\u00e3o.\n\nA luminosidade \u00e9 importante para o desenvolvimento da bananeira, sendo desej\u00e1vel que receba entre 1000-2000 horas de luz\/ano, pois afeta o ciclo, o tamanho do cacho, a qualidade e conserva\u00e7\u00e3o dos frutos.\n\n<strong>Solo<\/strong>\n\nA maior porcentagem ( 70 % ) das ra\u00edzes da bananeira encontram-se nos primeiros 30 cm do solo, entretanto o solo ideal deve favorecer a penetra\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes, no m\u00ednimo, 60 a 80 cm de profundidade.\n\nOs solos preferidos s\u00e3o os ricos em mat\u00e9ria org\u00e2nica, bem drenados, argilosos ou mistos, areno-argilosos ou franco-argilosos, que possuam boa disponibilidade de \u00e1gua e topografia favor\u00e1vel.\n\n<strong>Cultivares<\/strong>\n<blockquote><strong>Para o mercado interno:<\/strong>\u00a0Prata, Ma\u00e7\u00e3, Nanic\u00e3o, Nanica e Ouro.<strong>\nPara o mercado externo:<\/strong>\u00a0Nanic\u00e3o e Grande Naine.<\/blockquote>\n<strong>Caracter\u00edsticas de algumas cultivares:<\/strong>\u00a0Grande Naine possui grande semelhan\u00e7a com a cultivar Nanic\u00e3o, por\u00e9m o porte \u00e9 um pouco mais baixo. Tem sido a cultivar mais plantada no mercado externo.\n\nPossui alta capacidade de resposta em condi\u00e7\u00e3o de alta tecnologia, por\u00e9m n\u00e3o tem a mesma rusticidade da cultivar Nanic\u00e3o.\n\nMa\u00e7\u00e3 apresenta \u00f3tima qualidade e excelente aceita\u00e7\u00e3o no mercador consumidor, por\u00e9m com s\u00e9ria limita\u00e7\u00e3o para seu cultivo devido ao mal-do-panam\u00e1 Nanica, semelhante \u00e0 Nanic\u00e3o, de porte mais baixo, frutos menores e mais curvos e apresenta problema de \u201cengasgamento\u201d no lan\u00e7amento dos cachos no inverno.\n\nNanic\u00e3o cultivar que apresenta a melhor conforma\u00e7\u00e3o de cachos e de frutos, dominando o mercado interno e de exporta\u00e7\u00e3o.\n\nPrata-an\u00e3 enxerto ou Prata-de-Santa-Catarina porte m\u00e9dio\/baixo, planta vigorosa e frutos id\u00eanticos aos do cultivar Prata. \u00c9 tolerante ao frio e mediamente tolerante a nemat\u00f3deos.\n\nPrata com limita\u00e7\u00e3o de cultivo devido ao mal-do-panam\u00e1.\n\nOuro da Mata ( ENCAPA 602 ) apresenta plantas vigorosas, altura de 3 a 5 m, com folhas ligeiramente arqueadas. Resistente ao mal-do-panam\u00e1. Frutos com polpa ligeiramente amarela, doce e macia com sabor semelhante ao da banana-prata.\n\n<strong>Preparo do Solo, Calagem e Aduba\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nPara se usarem calc\u00e1rio e adubos nas quantidades certas, \u00e9 preciso analisar a terra. Retire as amostras para an\u00e1lise, nas profundidades de 0 20 e 20 40 cm, 3 a 4 meses antes do plantio. Fazer ara\u00e7\u00e3o e gradagem, procurando incorporar o calc\u00e1rio dolom\u00edtico, 60 dias antes do plantio, se necess\u00e1rio.\n\n<strong>Propaga\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>bananeira<\/strong>\u00a0propaga-se por via vegetativa, por meio de mudas.\n\n<strong>As preferidas para plantio s\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>a) rizoma n\u00e3o brotado<\/strong>: que pode ser inteiro ou subdividido ao meio ou em 4 partes (com peso nunca inferior a 500g cada);\n\n<strong>b) Rizoma brotado ou inteiro:<\/strong>\n<blockquote><strong>Chifrinho:\u00a0<\/strong>rebento rec\u00e9m brotado, com 20 cm de altura, com 2 a 3 meses de idade e com aproximadamente 1 kg;<strong>\nChifre rebentos:<\/strong>\u00a0em est\u00e1dio m\u00e9dio de desenvolvimento, medindo de 50-60 cm de altura, pesando entre 1-2 kg;.<strong>\nChifr\u00e3o:<\/strong>\u00a0rebento apresentado a primeira folha normal, pesando entre 2-3 kg;<strong>\nMuda alta ( muda replante ):<\/strong>\u00a0rebento bem desenvolvido, com mais de 1 metro de altura e pesando entre 3-5 kg, utilizado como replante das falhas em bananais formadas ou em forma\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\nO tratamento das mudas visa controlar a broca e evitar apodrecimento ap\u00f3s o plantio. Deve-se efetuar a limpeza do rizoma e mergulha-los em uma solu\u00e7\u00e3o contendo fungicida e inseticida, deixando-o imerso durante 5 minutos. A seguir coloca-lo para secar \u00e1 sombra. O plantio dever\u00e1 ser efetuado no m\u00e1ximo, dentro de 2 dias ap\u00f3s o tratamento.\n\nRecomenda-se o uso de mudas provenientes de viveiro registrado.\n\nEspa\u00e7amento, porte e peso do cacho\n\n<strong>Obs.: Dimens\u00f5es da cova:\u00a0<\/strong>40 x 40 x 40 cm\n\n<strong>Aduba\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Aduba\u00e7\u00e3o na cova:<\/strong>\u00a0<strong>quando n\u00e3o se faz analise da terra, cada cova de plantio, pode ser adubada com:<\/strong>\u00a0600 gramas de superfosfato simples, 3 quilos de fosfato de Arax\u00e1,. 15 a 20 litros de esterco de curral curtido, 20 g de sulfato de zinco + 10 g de b\u00f3rax ( ou 60 g de FTE BR 12 ).\n\nRecomenda-se a aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes que forne\u00e7am zinco, cobre, boro, ferro e outros micronutrientes.\n\nAs aduba\u00e7\u00f5es em cobertura devem ser feitas a 50 cm das plantas; em terrenos inclinados faze-las em meia-lua do lado de cima; em bananal adulto distribuir os adubos em meia-lua em frente \u00e0 planta-neta ou em faixa de 50 cm de largura nas entrelinhas.\n\nAplicar anualmente 20 litros de esterco de curral curtido por cova.\n\nPara adubar bananeiras irrigadas, procure o t\u00e9cnico da EMATER-MG.\n\n<strong>\u00c9poca de Plantio:\u00a0<\/strong>Iniciar o plantio com as primeiras chuvas ou em qualquer \u00e9poca com o uso de irriga\u00e7\u00e3o. Levar em considera\u00e7\u00e3o o per\u00edodo em que se pretende colocar o produto no mercado.\n\n<strong>Tratos Culturais<\/strong>\n\n<strong>Capinas \u2013\u00a0<\/strong>mantenha o bananal livre de mato. As capinas podem ser com enxadas, m\u00e1quinas ou herbicidas. N\u00e3o se deve gradear ou passar rotativa devido a superficialidade das ra\u00edzes.\n\nDesbaste o desbaste \u00e9 uma das opera\u00e7\u00f5es mais importantes no manejo do bananal. Devem-se deixar no m\u00e1ximo, 3 plantas por touceira ( m\u00e3e, filha e neta).\n\nUse o desbrotador conhecido como lurdinha. Deixe a nova brota\u00e7\u00e3o, seguindo o alinhamento.\n\nO primeiro desbaste, que ir\u00e1 eleger a planta m\u00e3e, deve ser realizado quando os brotos atingirem 60 cm. O desbaste dever\u00e1 ser realizado periodicamente, visando manter m\u00e3e e filho, at\u00e9 o lan\u00e7amento da infloresc\u00eancia pela planta-m\u00e3e. Nesta fase escolhe-se um novo broto junto ao filho que passar\u00e1 a ser o \u201cneto\u201d.\n\nO n\u00famero de desbastes varia de 3 a 5 vezes\/ano.\n\nCorte do pseudocaule ou da bananeira depois de colher o cacho, corte as folhas no alto da bananeira ( roseta ), no ponto em que elas se separam. Corte o resto da bananeira rente ao solo 40 dias depois.\n\nPique a bananeira cortada e espalhe os peda\u00e7os nas entrelinhas do bananal, deixando o solo pr\u00f3ximo (40 cm) da touceira no limpo.\n\nDesfolha ou retirada das folhas secas retire as folhas secas logo depois de cada aduba\u00e7\u00e3o de crescimento; cortando-as junto ao pec\u00edolo, de baixo para cima; ajunte-as em leiras nas entrelinhas do bananal.\n\nCorte do cora\u00e7\u00e3o ou umbigo fa\u00e7a o corte do umbigo 15 dias depois que se formou a ultima penca. Quebra-se a r\u00e1quis masculina (\u201crabo-do-cacho\u201d) junto ao bot\u00e3o floral, quando houver entre ele e a\u00faltima penca, cerca de 10 \u2013 12 cm. Este procedimento acelera o desenvolvimento (\u201cengordamento\u201d) das bananas, aumenta o comprimento dos \u00faltimos frutos, aumenta o peso do cacho (cerca de 5% no peso do cacho. ) e provoca a diminui\u00e7\u00e3o de trips e tra\u00e7a-da-bananeira.\n\nEnsacamento do cacho com pl\u00e1stico polietileno pratica que melhora a qualidade dos frutos, protegendo-os contra atritos, ataque de pragas e de produtos utilizados no tratamento fitossanit\u00e1rio Irriga\u00e7\u00e3o a irriga\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser feita nos per\u00edodos de seca prolongada, porem, sempre verificando as condi\u00e7\u00f5es de umidade do solo.\n\nNa cultura irrigada a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 maior e de melhor qualidade, devendo-se executar bom manejo da irriga\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Pragas principais<\/strong>\n\nBroca-da-bananeira tamb\u00e9m conhecida como moleque-da-bananeira.\n\nO inseto adulto \u00e9 um besouro preto, de movimentos lentos e h\u00e1bitos noturnos. As larvas destroem os tecidos internos dos rizomas, produzindo galerias. As folhas amarelecem, os cachos ficam pequenos e as plantas ficam sujeitas ao tombamento.\n\n<strong>Controle:<\/strong>\u00a0sele\u00e7\u00e3o das mudas, tratamento das mudas e das covas com inseticidas e o emprego de iscas de pseudocaule ou rizomas, envenenados ou n\u00e3o.\n\nNemat\u00f3deos causam les\u00f5es nas ra\u00edzes; por isso, as plantas ficam com o crescimento prejudicado e sujeitas ao tombamento.\n\n<strong>Controle:<\/strong>\u00a0plantio em \u00e1reas livres de nemat\u00f3deos, rota\u00e7\u00e3o de culturas, utiliza\u00e7\u00e3o de mudas sadias, descorticamento do rizoma, tratamento das mudas com nematicidas, e uso de cultivares resistentes.\n\n<strong>Doen\u00e7as principais<\/strong>\n\n<strong>Mal-do-panam\u00e1\u00a0<\/strong>os sintomas come\u00e7am com amarelecimento nas folhas mais velhas, que depois murcham, secam e se quebram ficando pendentes, dando \u00e1 planta um aspecto de guarda-chuva fechado.\n\nNas variedades sem resist\u00eancia, como a prata e a ma\u00e7\u00e3, a doen\u00e7a reduz bastante a produ\u00e7\u00e3o e pode destruir todo o bananal.\n\n<strong>Controle:<\/strong>\u00a0uso de cultivares tolerantes, plantio de mudas sadias, implanta\u00e7\u00e3o de viveiros com mudas isentas da doen\u00e7a, plantio em solos n\u00e3o infectados, queima dos restos de cultura, uso de ferramentas esterilizadas; uso de pedil\u00favio e rodol\u00favio no acesso \u00e0 lavoura, no caso de regi\u00f5es onde \u00e9 comum a ocorr\u00eancia desta doen\u00e7a.\n\n<strong>Mal-de-sigatoka (Amarela) ou Cercosporiose \u2013\u00a0<\/strong>provoca desfolhamento precoce, enfraquecimento da planta, cachos com poucas pencas e frutos pequenos.\n\nNas folhas, aparecem manchas de cor amarela nas bordas e acinzentadas no centro. Traz tamb\u00e9m matura\u00e7\u00e3o precoce de frutos isolados no cacho.\n\n<strong>Controle:\u00a0<\/strong>pulveriza\u00e7\u00f5es com produtos \u00e1 base de \u00f3leos minerais, a cada 15 ou 21 dias nos per\u00edodos chuvosos. Fungicidas sist\u00eamicos dilu\u00eddos em \u00f3leo mineral, tamb\u00e9m s\u00e3o recomendados.\n\n<strong>Mal-de-sigatoka (Negra)<\/strong>\u00a0ainda sem presen\u00e7a no Estado de Minas Gerais, por\u00e9m, trazendo j\u00e1 preocupa\u00e7\u00f5es aos bananicultores.\n\n<strong>Nota:\u00a0<\/strong>Procure um t\u00e9cnico para informar-se melhor sobre os cuidados de uso dos produtos qu\u00edmicos.\n\n<strong>Colheita<\/strong>\n\nAs bananas s\u00e3o colhidas o ano todo. Se as distancias s\u00e3o longas, e os dias, quentes, colhe-se a fruta mais atrasada em seu desenvolvimento.\n\nPara as distancias curtas e dias frios, as bananas podem ser colhidas com grau de matura\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ado.\n\n<strong>Comercializa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAs caixas comumente utilizadas s\u00e3o a do tipo torito ( to ), com peso m\u00e9dio de 18 kg e a caixa mineira ( mi ) com 20 kg; produtores mais tecnificados j\u00e1 est\u00e3o usando tamb\u00e9m caixa de pl\u00e1stico e de papel\u00e3o, com peso definido do conte\u00fado.\n\nO per\u00edodo de grande oferta do produto nas CEASAs \u00e9 de setembro a dezembro e de oferta fraca ou aus\u00eancia e escassez \u00e9 de janeiro a junho.\n\n<strong>Fotos<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Bananeira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/banane181.jpg\" alt=\"Bananeira\" \/>\n<strong>Bananeira<\/strong><\/p>\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Bananeira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/banane191.jpg\" alt=\"Bananeira\" \/><strong>\nBanana<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Bananeira\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/banane201.jpg\" alt=\"Bananeira\" \/>\n<strong>Banana<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-154202 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Banane32-300x217.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"217\" \/><strong>Banana<\/strong><\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.sir-madeira.org\/www.emater.mg.gov.br\/vaqueiro.pt\/www.fotosantesedepois.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bananeira, \u00c1rvore, Banana, Fruta, Brasil, Cultura, Cultivo, Folhas, Flores, Planta, Doen\u00e7as, Pragas, Colheita, Mudas, Esp\u00e9cies, Bananeira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":887,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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