{"id":12948,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/anatomia-das-aranhas\/"},"modified":"2026-08-31T21:53:50","modified_gmt":"2026-08-31T21:53:50","slug":"anatomia-das-aranhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/anatomia-das-aranhas\/","title":{"rendered":"Anatomia das Aranhas"},"content":{"rendered":"\n<p>Todas as <strong>Aranhas<\/strong> possuem quatro pares de patas, um par de      pedipalpos e um par de quel\u00edceras inseridos no prossoma. <\/p>\n   \n<p>Os olhos s\u00e3o em n\u00famero vari\u00e1vel at\u00e9 8 e situam-se na regi\u00e3o cef\u00e1lica do prossoma.    <\/p>\n   \n<p>Todas possuem fieiras. <\/p>\n   \n<p>A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por traqueias ou filotraqueias.<\/p>\n   \n<p><strong>Carapa\u00e7a<\/strong><\/p>\n   \n<p>Placa quitinosa r\u00edgida que cobre dorsalmente o prossoma nas aranhas.<\/p>\n   \n<p>A<strong> carapa\u00e7a<\/strong> \u00e9 geralmente mais larga na parte posterior que      corresponde \u00e0 zona tor\u00e1cica ou t\u00f3rax e mais estreita e elevada na parte anterior      que corresponde \u00e0 zona cef\u00e1lica ou cabe\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Na regi\u00e3o cef\u00e1lica da carapa\u00e7a est\u00e3o (quando presentes) inseridos os olhos      em n\u00famero vari\u00e1vel de 6 ou 8.<\/p>\n   \n<p>Na regi\u00e3o tor\u00e1cica, a maioria das aranhas possuem uma f\u00f3vea que pode ser      longitudinal ou transversal.<\/p>\n   \n<p>Por vezes, a parte posterior da carapa\u00e7a possui rugosidades que fazem parte      de \u00f3rg\u00e3os estridulat\u00f3rios<\/p>\n   \n<p><strong>Prossoma<\/strong><\/p>\n   \n<p>Regi\u00e3o anterior do corpo das Aranhas. <\/p>\n   \n<p><strong>O prossoma engloba duas \u00e1reas mais ou menos diferenciadas:<\/strong>      a zona cef\u00e1lica e a zona tor\u00e1cica e por isso recebe tamb\u00e9m o nome de cefalot\u00f3rax.    <\/p>\n   \n<p>O revestimento do prossoma \u00e9 feito por placas r\u00edgidas quitinosas. Dorsalmente,      \u00e9 coberto pela carapa\u00e7a, ventralmente pelo esterno e pelo labium que podem      estar separados ou fundidos. <\/p>\n   \n<p>A regi\u00e3o cef\u00e1lica, mais anterior, geralmente \u00e9 mais estreita e levantada      e \u00e9 nesta regi\u00e3o que se situam os olhos, a boca e as quel\u00edceras <\/p>\n   \n<p>A regi\u00e3o tor\u00e1cica, \u00e9 geralmente mais plana e larga e nela se situam os pedipalpos,      as patas, a f\u00f3vea e o externo. <\/p>\n   \n<p><strong>Cribelo <\/strong><\/p>\n   \n<p>Pequena placa situada \u00e0 frente das fieiras de algumas aranhas e que \u00e9 usada      na produ\u00e7\u00e3o de um tipo especial de seda<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-1.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Cribelo dividido de Filistata insidiatrix<\/strong><\/p>\n   \n<p>Consoante a aranha possui ou n\u00e3o cribelo, diz-se cribelada ou acribelada      respectivamente.<\/p>\n   \n<p>O <strong>cribelo <\/strong>deriva da altera\u00e7\u00e3o de duas fieiras anteriores      e pode ser inteiro (uma placa \u00fanica) ou dividido (duas pequenas placas. \u00c9      um \u00f3rg\u00e3o hom\u00f3logo do c\u00f3lulo. <\/p>\n   \n<p>A seda produzida pelas aranhas cribeladas \u00e9 espessa, muito pegajosa e muito      branca ou azulada.<\/p>\n   \n<p><strong>Epig\u00edneo <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>\u00d3rg\u00e3o copulat\u00f3rio feminino<\/strong> que consiste numa estrutura r\u00edgida      mais ou menos complexa em frente da abertura genital e que est\u00e1 presente apenas      em algumas aranhas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-2.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-3.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Epig\u00edneo de Eusparasus dufouri: \u00e0 esquerda a posi\u00e7\u00e3o no abd\u00f3men acima      do sulco epig\u00e1strico e entre as aberturaspulmonares;<br \/>\n     \u00e0 direita apenas o epig\u00edneo.<\/strong><\/p>\n   \n<p>O<strong> epig\u00edneo<\/strong> situa-se na face ventral do abd\u00f3men, imediatamente      acima do sulco epig\u00e1strico. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-4.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-5.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Dois tipos diferentes de Epig\u00edneo<\/strong>: \u00e0 esquerda, epig\u00edneo      simples de Trachelas sp. em estrutura externa \u00e9 apenas uma pequena placa quitinizada;      \u00e0 direita, epig\u00edneo mais complexo de Aculepeira sp. com um escapo enrugado      bem vis\u00edvel. <\/p>\n   \n<p>Dentro dos <strong>araneomorfos<\/strong>, consoante a esp\u00e9cie possui ou n\u00e3o      epig\u00edneo, designa-se respectivamente por enteleg\u00ednica ou haplog\u00ednica. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-6.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><\/p>\n   \n<p>Epig\u00edneo de Leptodrassus sp. em prepara\u00e7\u00e3o definitiva. Al\u00e9m do escapo (Esc),      \u00e0 transpar\u00eancia podem ver-se os ductos esperm\u00e1ticos (Duc) e as espermatecas      (Esp)<\/p>\n   \n<p>O<strong> epig\u00edneo<\/strong> pode ser simples ou muito complexo com uma ou      v\u00e1rias aberturas e com diversas estruturas internas como os ductos esperm\u00e1ticos,      os ductos de fertiliza\u00e7\u00e3o e as espermatecas e externas como o escapo.<\/p>\n   \n<p><strong>Fasc\u00edculos unguinais <\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o tufos de p\u00ealos densos espatulados e pr\u00f3prios para aderir a superf\u00edcies      lisas situados entre as garras das aranhas <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-7.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Fasc\u00edculos unguinais<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-8.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Fasc\u00edculos unguinais de Micrommata ligurina<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Fieiras<\/strong><\/p>\n   \n<p>Ap\u00eandices pares localizados na face ventral ou na extremidade do abd\u00f3ben      que comunicam com as gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas e s\u00e3o usados pelas aranhas no fabrico      de seda e constru\u00e7\u00e3o de teias.<\/p>\n   \n<p><strong>Garras<\/strong><\/p>\n   \n<p>Estruturas r\u00edgidas pectinadas ou lisas que as aranhas usam para agarrar.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-9.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Garras pares pectinadas de Micrommata ligurina<\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> garras<\/strong> situam-se no extremo das patas (tarsos) e denominam-se      principais (pares) e terceira garra ou unha (\u00edmpar)<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-10.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Garras de Steatoda sp. em que se v\u00ea a terceira garra (mais pequena)<br \/>\n     e uma garra principal (maior) a segurar um fio de seda<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>garras<\/strong> pares est\u00e3o sempre presentes e s\u00e3o grandes e pectinadas,      a terceira garra pode existir ou n\u00e3o e \u00e9 muito mais pequena que as outras,      lisa e muito curvada para baixo.<\/p>\n   \n<p>Consoante as aranhas t\u00eam duas ou tr\u00eas garras denominam-se dion\u00edquias ou trion\u00edquias      respectivamente.<\/p>\n   \n<p><strong>OLHOS<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sens\u00edveis a diversos tipos de luz, os olhos das aranhas (ocelos), situam-se      na zona cef\u00e1lica da carapa\u00e7a<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-11.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Distribui\u00e7\u00e3o ocular de Micrommata ligurina em forma de<br \/>\n     circunfer\u00eancia. Os MA s\u00e3o mais pequenos que os restantes.<\/strong><\/p>\n   \n<p>A maioria das aranhas possui oito olhos que, de acordo com a sua posi\u00e7\u00e3o      se denominam medianos anteriores (MA), medianos posteriores (MP), laterais      anteriores (LA) e laterais posteriores (LP).<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imgcapa\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-12.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Olhos de Xysticus sp. com os laterais inseridos em pequenos tub\u00e9rculos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Algumas aranhas t\u00eam apenas seis olhos, e outras atrofiaram ou perderam-nos      por completo como \u00e9 o caso de aranhas cavern\u00edcolas<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-13.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Ocelo de Xysticus sp. <\/strong><\/p>\n   \n<p>Todos os<strong> olhos das aranhas s\u00e3o ocelos<\/strong>, ou seja olhos simples      por oposi\u00e7\u00e3o aos olhos compostos presentes nos insetos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-14.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Olhos de um Gnafos\u00eddeo onde sobressaem os MP muito brilhantes e ovais.      Tamb\u00e9m se podem ver os MA, LA e LP escuros e redondos mais salientes.<\/strong><\/p>\n   \n<p>A n\u00edvel de estrutura, os olhos das aranhas dividem-se em principais e secund\u00e1rios      e a n\u00edvel de fun\u00e7\u00e3o em di\u00farnos (negros) e nocturnos (claros).<\/p>\n   \n<p>A distribui\u00e7\u00e3o, tipo e fun\u00e7\u00e3o dos olhos varia muito nas aranhas, em alguns      casos, as aranhas s\u00e3o capazes de detectar luz polarizada, distinguir cores,      fazer focagem a curtas dist\u00e2ncias e ter uma vis\u00e3o de movimento at\u00e9 360\u00ba.<\/p>\n   \n<h4>Anatomia Interna das Aranhas <\/h4>\n   \n<p><strong>Envolt\u00f3rios do corpo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Constituem os envolt\u00f3rios do corpo de uma aranha a cut\u00edcula, a hipoderme        e a membrana basal.<br \/>\n       A cut\u00edcula \u00e9 formada pela exocut\u00edcula (mais externa, delgada e resistente,        com pigmentos) e pela endocut\u00edcula (mais interna, espessa, laminar e sem        pigmentos).<br \/>\n       A hipoderme consiste de uma camada uniestratificada, de c\u00e9lulas c\u00fabicas,        cil\u00edndricas ou achatadas, dependendo de sua localiza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n       A membrana basal apresenta-se muito fina. Nela inserem-se muitas c\u00e9lulas        hipod\u00e9rmicas, originando c\u00e9lulas tric\u00f3genas e gl\u00e2ndulas. As c\u00e9lulas tric\u00f3genas        comunicam-se com o exterior atrav\u00e9s de um tric\u00f3poro, onde se inserem p\u00ealos        ocos, cerdas ou setas (estas \u00faltimas, quando robustas, s\u00e3o conhecidas como        \u0093espinhos\u0094).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Musculatura:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Nas aranhas a musculatura \u00e9 constitu\u00edda por feixes estriados, semelhante        aos m\u00fasculos volunt\u00e1rios dos vertebrados. Apresenta-se bem desenvolvida        no cefalot\u00f3rax, por\u00e9m reduzida no abd\u00f4men.<br \/>\n       As principais fun\u00e7\u00f5es dos m\u00fasculos do cefalot\u00f3rax s\u00e3o movimentar as extremidades        da faringe, est\u00f4mago, quel\u00edceras, palpos e das oito pernas, al\u00e9m das gl\u00e2ndulas        de veneno. No interior das extremidades existe musculatura pr\u00f3pria \u0096        feixes flexores e extensores nas coxas, f\u00eamures, t\u00edbias e metatarsos \u0096        indo os tend\u00f5es at\u00e9 os \u00e1pices dos art\u00edculos seguintes. <br \/>\n       No abd\u00f4men existe uma camada muscular desde o pedicelo at\u00e9 os tr\u00eas endoesternitos        (por\u00e7\u00f5es do exoesqueleto inseridas no interior do corpo), e do \u00faltimo destes        at\u00e9 as fiandeiras, al\u00e9m de outros mais fr\u00e1geis. Al\u00e9m do m\u00fasculo dorsal mediano,        existe ainda dois pares de m\u00fasculos dorso-laterais (que v\u00e3o da parte dorsal        do abd\u00f4men at\u00e9 os tr\u00eas endoesternitos abdominais) e dois pares de m\u00fasculos        que partem dos endoesternitos para a parede inferior. Os m\u00fasculos dos pulm\u00f5es        e dos \u00f3rg\u00e3os reprodutores v\u00e3o igualmente ao primeiro endoesternito.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Sistema circulat\u00f3rio:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Nas aranhas, o sistema circulat\u00f3rio \u00e9 do tipo aberto.<br \/>\n       O cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 localizado na parte dorsal do abd\u00f4men, acompanhando a curvatura        do mesmo. Seu prolongamento anterior constitui a aorta; o posterior, a art\u00e9ria        caudal. Lateralmente, descem os pares de art\u00e9rias abdominais. N\u00e3o existem        c\u00e2maras no cora\u00e7\u00e3o, apresentando este apenas pares de ost\u00edolos (por onde        penetra o sangue) e ligamentos card\u00edacos. Apresenta-se ainda envolvido pelo        peric\u00e1rdio, havendo entre ambos a cavidade peric\u00e1rdica. Sua parede cont\u00e9m        uma \u00edntima muito fr\u00e1gil, uma fina camada muscular longitudinal (com n\u00facleos        alongados), uma camada mais espessa de m\u00fasculos circulares e novamente uma        fina camada externa muscular, limitada pelo sino peric\u00e1rdico.<br \/>\n       Os primeiros ligamentos card\u00edacos apresentam calibre maior que os seguintes,        constituindo as veias pulmonares. Estas recebem o sangue arterial dos pulm\u00f5es,        levando-o \u00e0 cavidade peric\u00e1rdica.<br \/>\n       Das art\u00e9rias, o sangue \u00e9 despejado nas cavidades do corpo, banhando todos        os \u00f3rg\u00e3os.<br \/>\n       O sangue venoso \u00e9 canalizado por dois sinos venosos (dorsal e ventral),        at\u00e9 a parte basal do abd\u00f4men, onde \u00e9 novamente purificado pelos pulm\u00f5es.      <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Sistema respirat\u00f3rio:<\/strong> <\/p>\n   \n<p><strong>Nas aranhas existem dois tipos de \u00f3rg\u00e3os respirat\u00f3rios:<\/strong>      os pulm\u00f5es e as traqu\u00e9ias respirat\u00f3rias.<\/p>\n   \n<p>No interior dos pulm\u00f5es existe uma s\u00e9rie de \u0093folhas\u0094 sobrepostas      (\u0093pulm\u00e3o em folha\u0094 ou \u0093pulm\u00e3o em livro\u0094). Estas folhas      ficam presas \u00e0s paredes dos sacos pulmonares.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-15.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Esquema generalizado de um \u0093pulm\u00e3o em folhas\u0094 de um aracn\u00eddeo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cada folha possui duas lamelas, unidas por in\u00fameros suportes verticais el\u00e1sticos.      Cada lamela dorsal apresenta um tecido pali\u00e7\u00e1dico de in\u00fameros \u0093espinhos\u0094,      mantendo as folhas separadas.<\/p>\n   \n<p>O sangue venoso recolhido nas cavidades corp\u00f3reas pelos dois sinos longitudinais      (dorsal e ventral) penetra nas \u0093folhas\u0094 pulmonares, onde \u00e9 arterizado,      seguindo ent\u00e3o ao peric\u00e1rdio, pelas veias pulmonares.<\/p>\n   \n<p>As traqu\u00e9ias possuem sempre dois ramos principais para cada estigma traqueal,      ramificados em in\u00fameras traqu\u00e9olas. Estas apresentam uma \u00edntima quitinosa      (espiralada), uma camada epitelial e uma membrana basal, em decorr\u00eancia da      invagina\u00e7\u00e3o de partes do tegumento.<\/p>\n   \n<p><strong>Sistema digestivo:<\/strong> <\/p>\n   \n<p>Nas aranhas, o tubo digestivo compreende os intestinos anterior, m\u00e9dio e      posterior.<\/p>\n   \n<p><strong>INTESTINO ANTERIOR<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O intestino anterior apresenta uma \u00edntima cuticular (origem ectodermal),        subdividindo-se em faringe, es\u00f4fago e est\u00f4mago sugador (ambos revestidos        internamente por uma \u00edntima quitinosa, epit\u00e9lio e membrana basal, mais externa).<br \/>\n       A faringe cont\u00e9m a boca, a epifaringe e a hipofaringe (estas duas \u00faltimas        formando um canal por onde \u00e9 sugado o alimento l\u00edquido para o est\u00f4mago).        Esta \u00e9 fixada e dilatada pela a\u00e7\u00e3o de feixes musculares, como por exemplo,        o m\u00fasculo retrator da faringe.<br \/>\n       Localizada atr\u00e1s do rostro, uma gl\u00e2ndula faringeal abre seu duto na por\u00e7\u00e3o        anterior do es\u00f4fago. Pode ocorrer, na entrada do es\u00f4fago, um crivo de p\u00ealos,        com a fun\u00e7\u00e3o de filtrar as subst\u00e2ncias s\u00f3lidas.<br \/>\n       O est\u00f4mago sugador localiza-se acima do endoesternito e sistema nervoso.        Sua \u00edntima consta de quatro placas longitudinais (uma dorsal, uma ventral        e duas laterais). Da placa dorsal partem feixes musculares que se inserem        na face interna da f\u00f3vea tor\u00e1cica. Das demais placas, partem m\u00fasculos para        o endoesternito. S\u00e3o encontrados ainda m\u00fasculos do tipo esf\u00edncter.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>INTESTINO M\u00c9DIO<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Este tem in\u00edcio no cefalot\u00f3rax, contornando o est\u00f4mago e emitindo diversos        pares de ramifica\u00e7\u00f5es, pr\u00f3ximo \u00e0s coxas das pernas e olhos. Atravessa o        pedicelo na forma de um tubo \u00fanico, alargando-se \u00e0 medida que penetra no        abd\u00f4men, emitindo in\u00fameros t\u00fabulos (mes\u00eanteros), preenchendo quase todo        o volume abdominal.<br \/>\n       Estes t\u00fabulos constituem a por\u00e7\u00e3o absorvente do intestino m\u00e9dio.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>INTESTINO POSTERIOR<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>No in\u00edcio do intestino posterior encontra-se a ves\u00edcula estercoral (c\u00e2mara        cloacal), respons\u00e1vel pela reabsor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua das fezes. Esta desemboca        no reto, que por sua vez, desemboca no \u00e2nus.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Sistema excretor:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Nas aranhas, a excre\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pelos t\u00fabulos de Malpighi e pelas gl\u00e2ndulas        coxais.<br \/>\n       Os t\u00fabulos de Malpighi s\u00e3o respons\u00e1veis pela filtra\u00e7\u00e3o do sangue na hemocele.        Seus poros desembocam pr\u00f3ximo \u00e0 c\u00e2mara cloacal.<br \/>\n       As gl\u00e2ndulas coxais filtram o sangue circundante, possuindo seus orif\u00edcios        de sa\u00edda das excretas na base das coxas das pernas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Tecido adiposo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Este preenche todas as lacunas do abd\u00f4men e algumas regi\u00f5es do cefalot\u00f3rax.<br \/>\n       No abd\u00f4men geralmente apresenta-se amarelo escuro, contendo os cristais        fecais (\u00e1cido \u00farico), que s\u00e3o eliminados ap\u00f3s a muda de pele, juntamente        com a ex\u00favia (cut\u00edcula velha).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Sistema nervoso:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Este divide-se em Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso Simp\u00e1tico, ambos      localizados no cefalot\u00f3rax.<\/p>\n   \n<p><strong>SISTEMA NERVOSO CENTRAL<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Formado pelo c\u00e9rebro (g\u00e2nglio cerebral) e por uma fus\u00e3o de g\u00e2nglios prossomais        e opistossomais, estes localizados abaixo do es\u00f4fago.<br \/>\n       Do c\u00e9rebro partem os nervos \u00f3pticos, o g\u00e2nglio cerebr\u00f3ide (g\u00e2nglio de coordena\u00e7\u00e3o),        os centros rostrais (inervam os m\u00fasculos faringeanos dorsais e os m\u00fasculos        da gl\u00e2ndula rostral) e os nervos quelicerais (com seus respectivos centros).<br \/>\n       A massa de g\u00e2nglios sub-esofagianos \u00e9 composta por g\u00e2nglios dos palpos,        das pernas, da \u0093cauda eq\u00fcina\u0094 (inervando filotraqu\u00e9ias, g\u00f4nadas        e fiandeiras) e da cadeia ventral (existente apenas nos embri\u00f5es, migrando        posteriormente para a \u0093cauda eq\u00fcina\u0094).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-16.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Esquema do sistema nervoso central de uma aranha \u0096 modificado<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"left\"><strong>SISTEMA NERVOSO SIMP\u00c1TICO<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p align=\"left\">Relacionado com a regula\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es viscerais e end\u00f3crinas.        Divide-se em Sistema Nervoso Simp\u00e1tico Buco-G\u00e1strico, Sistema Nervoso Simp\u00e1tico        End\u00f3crino-Retrocerebral e cadeia ventral, com seus g\u00e2nglios auxiliares.<br \/>\n       O Sistema Nervoso Simp\u00e1tico Buco-G\u00e1strico compreende o g\u00e2nglio frontal (fundindo-se        com os centros rostrais nas aranhas adultas), o nervo recorrente (inerva        a musculatura dorsal da faringe) e o ramo \u00edmpar do nervo rostral (inerva        a gl\u00e2ndula rostral).<br \/>\n       O Sistema Nervoso Simp\u00e1tico End\u00f3crino-Retrocerebral compreende os \u0093\u00f3rg\u00e3os        de Schneider\u0094 \u0096 unidos pelo nervo interganglionar \u0096 exercendo        fun\u00e7\u00e3o end\u00f3crina. Estes \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o inervados pelo nervo faringeano, que        emite, ao longo de todo o seu percurso, ramos laterais que inervam os diversos        trechos da musculatura circular do tubo digestivo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Sistema reprodutor:<\/strong><\/p>\n   \n<p>O sistema reprodutor masculino \u00e9 composto por dois test\u00edculos, nos quais      existem feixes tubulares onde s\u00e3o produzidos os espermatoz\u00f3ides, ocorrendo      ainda neste local o amadurecimento dos mesmos. Estes se localizam na face      ventral do abd\u00f4men, entre a parede e os m\u00fasculos longitudinais ventrais. Dos      test\u00edculos partem dois tubos espiralados (vasos deferentes), seguindo at\u00e9      a ves\u00edcula seminal, que termina no poro genital (no sulco epig\u00e1strico). Externamente,      os machos apresentam bulbos copulat\u00f3rios nos palpos, que s\u00e3o preenchidos com      o esperma eliminado.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-17.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Esquema de um bulbo copulat\u00f3rio, presente no palpo de uma aranha macho      \u0096 modificado<\/strong><\/p>\n   \n<p>O sistema reprodutor feminino \u00e9 formado por um par de ov\u00e1rios e um par de      ovidutos, terminando num poro genital, no sulco epig\u00e1strico. No oviduto, desembocam      os canais dos recept\u00e1culos seminais. Estes possuem um outro orif\u00edcio, geralmente      ao lado do poro genital, por onde penetram os \u00eambolos do macho, durante a      c\u00f3pula. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-18.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Esquema do sistema reprodutor de uma aranha f\u00eamea \u0096 modificado<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"left\"><strong>Gl\u00e2ndulas de veneno:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p align=\"left\">As aranhas apresentam duas gl\u00e2ndulas de veneno, localizadas        dentro do art\u00edculo basal da quel\u00edcera (Orthognatha) ou na por\u00e7\u00e3o anterior        do cefalot\u00f3rax, internamente (Labidognatha).<br \/>\n       O corpo glandular apresenta-se no formato de um saco. O l\u00famen central serve        como reservat\u00f3rio das subst\u00e2ncias venenosas elaboradas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p align=\"left\"><strong>Gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas:<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"left\">As gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas, relacionadas com a produ\u00e7\u00e3o de seda,      s\u00e3o classificadas de acordo com seu formato externo. Estas s\u00e3o encontradas      aos pares, diferindo tamb\u00e9m em dimens\u00e3o, cor, canal excretor e natureza do      produto elaborado.<\/p>\n   \n<p align=\"left\">Assim, por exemplo, as gl\u00e2ndulas \u0093aciniformes\u0094 produzem      as tiras largas de tecido (\u0093esteiras\u0094); as \u0093piriformes\u0094      produzem os discos de ades\u00e3o (fixa\u00e7\u00e3o da ooteca); as \u0093ampoladas\u0094      produzem os fios de moldura, raios e espirais de uma teia; as \u0093tubuliformes\u0094      produzem a seda utilizada nos casulos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-19.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n<strong>Esquema ilustrando as fiandeiras e gl\u00e2ndulas de seda, presentes nas      aranhas do g\u00eanero Nephila, consideradas \u00f3timas tecel\u00e3s \u0096 modificado.<\/strong>    <\/p>\n   \n<p><strong>Morfologia e anatomia de uma aranha (f\u00eamea)<\/strong> <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-20.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas <\/strong>vivem em habit\u00e1ts variados e s\u00e3o os aracn\u00eddeos      mais abundantes, com cerca de 32 mil esp\u00e9cies descritas. <\/p>\n   \n<p>Variam em tamanho desde esp\u00e9cies diminutas, com menos de 0,5 mil\u00edmetro de      comprimento at\u00e9 as grandes tar\u00e2ntulas e caranguejeiras, que, s\u00f3 no corpo,      descontando-se as patas, chegam a 9 cent\u00edmetros de comprimento. <\/p>\n   \n<p>Algumas esp\u00e9cies de tar\u00e2ntulas da Am\u00e9rica do Sul alcan\u00e7am cerca de 25 cent\u00edmetros      com as patas distendidas. <\/p>\n   \n<p>Seu corpo consiste de um<strong> cefalot\u00f3rax <\/strong>( <strong>cabe\u00e7a fundida      ao t\u00f3rax<\/strong> ), coberto dorsalmente por uma carapa\u00e7a s\u00f3lida, e um abdome,      unidos por um ped\u00edculo delgado.<\/p>\n   \n<p>No <strong>cefalot\u00f3rax<\/strong>, geralmente existem oito olhos simples na      regi\u00e3o anterior, e pares de ap\u00eandices articulados. <\/p>\n   \n<p>O par mais anterior \u00e9 o de quel\u00edceras, usadas na captura de alimento. Cada      uma apresenta um ac\u00faleo em forma de garra onde se abre o ducto de uma gl\u00e2ndula      de veneno situada no cefalot\u00f3rax. <\/p>\n   \n<p>O segundo \u00e9 o <strong>par de pedipalpos<\/strong>, que s\u00e3o curtos e usados      no esmagamento do alimento, mas, em machos, podem atuar como estruturas copulat\u00f3rias.      Servem tamb\u00e9m como estruturas de percep\u00e7\u00e3o t\u00e1til. Os quatro pares restantes      s\u00e3o patas locomotoras. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o h\u00e1 antenas. As<strong> aberturas corporais<\/strong>, com exce\u00e7\u00e3o da boca,      s\u00e3o abdominais e ventrais, com o destaque para a abertura genital, as aberturas      respirat\u00f3rias, as fiandeiras por onde saem os fios de seda para a constru\u00e7\u00e3o      da teia, e o \u00e2nus.<\/p>\n   \n<p>As<strong> aranhas <\/strong>s\u00e3o animais de vida livre, solit\u00e1rias e predadoras.      Alimentam-se principalmente de insetos, que podem ser ca\u00e7ados ou aprisionados      nas teias. <\/p>\n   \n<p>Esp\u00e9cies maiores utilizam pequenos vertebrados como alimento. A presa \u00e9 segura      pelas quel\u00edceras, imobilizada e morta pelo veneno. H\u00e1 esp\u00e9cies que envolvem      a presa em seda antes ou depois de pic\u00e1-la, de modo a permitir melhor imobiliza\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p><strong>Enzimas produzidas no tubo digestivo<\/strong> s\u00e3o introduzidas no      corpo da presa, permitindo sua digest\u00e3o antes da degluti\u00e7\u00e3o. Depois que a      presa est\u00e1 reduzida a um material quase l\u00edquido, \u00e9 sugada pela aranha, que      n\u00e3o tem mand\u00edbulas e est\u00e1 adaptada somente \u00e0 ingest\u00e3o de material l\u00edquido      ou part\u00edculas pequenas. Quando o alimento est\u00e1 dispon\u00edvel, as aranhas comem      com freq\u00fc\u00eancia. Sofrem v\u00e1rias mudas (de 7 a 13) at\u00e9 atingir a maturidade.    <\/p>\n   \n<p><strong>As f\u00eameas t\u00eam vida mais longa:<\/strong> umas morrem ap\u00f3s a postura,      outras chegam a durar at\u00e9 15 anos, acasalando-se e procriando anualmente.      Algumas aranhas em cativeiro, especialmente tar\u00e2ntulas, podem jejuar durante      semanas e viver at\u00e9 20 anos.<\/p>\n   \n<p><strong>A seda \u00e9 uma secre\u00e7\u00e3o prot\u00e9ica<\/strong>, semelhante \u00e0quela produzida      pelas lagartas, origin\u00e1ria das gl\u00e2ndulas seric\u00edgenas abdominais, e eliminada      pelas aberturas das fiandeiras, solidificando-se em um fio quando entram em      contato com o ar. As teias apresentam formatos que variam de acordo com a      esp\u00e9cie e t\u00eam m\u00faltiplas utilidades. Podem servir como estruturas de dispers\u00e3o      para aranhas jovens, podem conter got\u00edculas pegajosas que permitem a captura      de presas, podem funcionar como estruturas de hiberna\u00e7\u00e3o e acasalamento.<\/p>\n   \n<p>Uma<strong> fun\u00e7\u00e3o da seda<\/strong>, comum \u00e0 maioria das aranhas, \u00e9 o seu      uso como fio de guia. Conforme a aranha se move, deixa atr\u00e1s de si um fio      de seda seco, que \u00e9 fixado, de tempos em tempos ao substrato, com uma secre\u00e7\u00e3o      adesiva. Este fio atua como um dispositivo de seguran\u00e7a, semelhante ao utilizado      por alpinistas. <\/p>\n   \n<p>Quando se v\u00ea uma aranha suspensa no ar, ap\u00f3s cair de algum objeto, \u00e9 devido      \u00e0 continua reten\u00e7\u00e3o do fio de guia. <\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas ca\u00e7adoras<\/strong> s\u00e3o dotadas de patas mais grossas e      apresentam olhos muito desenvolvidos. As aranhas papa-moscas saltam sobre      a presa gra\u00e7as a uma distens\u00e3o repentina das patas, tendo antes prendido um      fio guia ao substrato. As chamadas aranhas-de-al\u00e7ap\u00e3o constr\u00f3em buracos revestidos      de seda que s\u00e3o cobertos por terra ou musgos. <\/p>\n   \n<p>Posicionam-se dentro dos buracos, aguardando a passagem de uma presa sobre      a armadilha. J\u00e1 as teias de captura de presas apresentam formatos variados      e a <strong>aranha<\/strong> percebe a captura quando o toque da presa faz      vibrar a teia.<\/p>\n   \n<p>As <strong>teias<\/strong> s\u00e3o geralmente substitu\u00eddas todos os dias ou noites.      As aranhas tecedoras de teia t\u00eam patas mais finas e n\u00e3o possuem boa vis\u00e3o,      embora sejam muito sens\u00edveis a vibra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<h4><strong>Morfologia das Aranhas<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Os <strong>artr\u00f3podes <\/strong>possuem esqueleto externo &#8212; exosqueleto,      uma estrutura dura, quitinosa, que reveste seu corpo. Os aracn\u00eddeos s\u00e3o artr\u00f3podes      sem antenas, com quatro pares de patas tor\u00e1cicas e um par de palpos. Respiram      por meio de filotraqu\u00e9ias, pulm\u00f5es foliares, como p\u00e1ginas de um livro. Seu      corpo \u00e9 dividido em cefalot\u00f3rax e abd\u00f4men.<\/p>\n   \n<p>As aranhas se distinguem de outros aracn\u00eddeos por terem a cabe\u00e7a e o t\u00f3rax      separados do abd\u00f4men por uma estreita cintura. <\/p>\n   \n<p>Todas as aranhas produzem seda, mas s\u00f3 algumas constroem teias para capturar      os animais de que se alimentam. As outras usam as teias como moradas e para      proteger seus ovos. <\/p>\n   \n<p>Todas as aranhas possuem gl\u00e2ndulas produtoras de veneno, por\u00e9m muito poucas      s\u00e3o perigosas para os humanos.<\/p>\n   \n<p><strong>As aranhas s\u00e3o carn\u00edvoras e alimentam-se apenas de l\u00edquidos:<\/strong>      elas cospem, exsudam ou injetam sucos digestivos em suas presas e depois sorvem      o caldo resultante.<\/p>\n   \n<p>A maior de todas as aranhas que se conhecem \u00e9 a aranha Golias, cuja f\u00eamea      \u00e9 capaz de atingir, quando adulta, cerca de 25 cm, incluindo as pernas. E      existem aranhas t\u00e3o pequenas que seu corpo n\u00e3o atinge sequer 1 mil\u00edmetro.<\/p>\n   \n<p><strong>Ecdise (mudan\u00e7a de pele)<\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> aranhas<\/strong> precisam trocar de pele periodicamente, de 5      a 7 vezes, durante o per\u00edodo de crescimento. <\/p>\n   \n<p><strong>Aranhas<\/strong> que vivem muito, como as tar\u00e2ntulas, que vivem at\u00e9      25 anos, trocam de pele a cada ano. Mesmo depois de terem crescido o suficiente,      a pele precisa ser trocada porque fica gasta. <\/p>\n   \n<h4><strong>Morfologia e Biologia das Aranhas<\/strong><\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-21.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><br \/>\n     Morfologia e Biologia das Aranhas<\/strong><\/p>\n   \n<p>A<strong> aranha <\/strong>apresenta o corpo dividido em uma parte anterior,      o cefalot\u00f3rax ou prosoma, e uma parte posterior, o abd\u00f4men ou opistosoma,      ligados por uma estreita haste, o ped\u00fanculo. O conjunto de cabe\u00e7a e t\u00f3rax      \u00e9 revestido externamente por uma carapa\u00e7a quitinosa. <\/p>\n   \n<p>As quel\u00edceras constituem o primeiro par de ap\u00eandices da cabe\u00e7a e constituem-se      de dois segmentos, um largo e forte, chamado basal, e o terminal, em forma      de garra ou ferr\u00e3o. O ferr\u00e3o \u00e9 feito de quitina espessa, geralmente negra,      e termina em ponta muito fina. As garras de uma aranha s\u00e3o usadas para segurar,      picar e triturar a presa. A maioria das aranhas usa veneno para matar suas      presas. Na ponta das garras ficam duas estruturas semelhantes a seringas,      ocas e pontiagudas, usadas para picar o corpo da presa e injetar o veneno,      que \u00e9 produzido em gl\u00e2ndulas especiais. <\/p>\n   \n<p><strong>O segundo par de ap\u00eandices da cabe\u00e7a \u00e9 formado pelos palpos, que      t\u00eam aspecto semelhante ao das pernas e s\u00e3o formados pelas seguintes partes:<\/strong>      coxa, troc\u00e2nter, f\u00eamur, patela, t\u00edbia e tarso.<\/p>\n   \n<p>A<strong> boca da aranha<\/strong> se situa entre os palpos. Entre a boca      e o est\u00f4mago existe uma estrutura formada de milhares de p\u00ealos finos, que      funcionam como um sens\u00edvel filtro, onde s\u00f3 part\u00edculas menores que 1 \u00b5m s\u00e3o      capazes de passar. Com isso, a aranha \u00e9 protegida da entrada de bact\u00e9rias,      v\u00edrus e outras formas de vida nocivas a ela. <\/p>\n   \n<p>A maioria das<strong> aranhas<\/strong> t\u00eam 8 olhos. Algumas t\u00eam 6, 4 ou 2      olhos, ou mesmo nenhum. Algumas aranhas de caverna s\u00e3o cegas.<\/p>\n   \n<p>O t\u00f3rax, como a cabe\u00e7a, tamb\u00e9m \u00e9 coberto, na parte dorsal, pela carapa\u00e7a.      Na parte ventral, fica o esterno, que se estende desde o l\u00e1bio at\u00e9 as coxas      dos quarto par de pernas. Nas Caranguejeiras, muitas vezes, se observam 4      pares de manchas sem p\u00ealos, as sigilas. <\/p>\n   \n<p><strong>Os 4 pares de pernas apresentam, cada um, as seguintes articula\u00e7\u00f5es:<\/strong>      coxa, troc\u00e2nter, f\u00eamur, patela, t\u00edbia, metatarso e tarso com 2 ou 3 garras.<\/p>\n   \n<p>Em muitas <strong>Caranguejeiras (Grammostola, Acanthoscurria, Lasiodora,      etc.)<\/strong> existem aparelhos estridulantes, ou seja, capazes de emitir      som \u00e1spero e agudo, situados na face anterior das coxas ou dos troc\u00e2nteres      do primeiro par de pernas, assim como na face posterior das mesmas articula\u00e7\u00f5es      dos palpos.<\/p>\n   \n<p>Em alguns tipos de aranhas que constroem teias, na face superior dos metatarsos      h\u00e1 uma ou duas filas de cerdas chamadas calamistro, que funcionam como um      pente para a coloca\u00e7\u00e3o de &#8220;certos fios, que se entrela\u00e7am como &#8216;fios      de crochet'&#8221; (Wolfgang B\u00fccherl, As Aranhas).<\/p>\n   \n<p><strong>Abd\u00f4men<\/strong><\/p>\n   \n<p>O<strong> abd\u00f4men<\/strong> tem forma ov\u00f3ide e envolt\u00f3rio quitinoso t\u00e3o tenro      que pode se dilatar &#8212; o que acontece depois de um farto repasto ou para desenvolvimento      de ovos &#8212; ou pode se enrugar, como acontece durante um jejum prolongado.    <\/p>\n   \n<p>O <strong>aparelho respirat\u00f3rio das aranhas<\/strong> funciona por meio de      pulm\u00f5es (pulm\u00f5es foliares) e por traqu\u00e9ias. Existem aranhas que t\u00eam apenas      pulm\u00f5es e aranhas que t\u00eam apenas traqu\u00e9ias. A maioria tem ambos os tipos.<\/p>\n   \n<p>As <strong>aranhas<\/strong> possuem circula\u00e7\u00e3o de sangue em seu organismo.      \u00c9 um sangue incolor, chamado hemolinfa, que al\u00e9m de transportar nutrientes,      horm\u00f4nios, oxig\u00eanio e c\u00e9lulas, serve tamb\u00e9m para elevar a press\u00e3o durante      a muda (desprendimento da pele velha). O cora\u00e7\u00e3o situa-se na parte dorsal      do abd\u00f4men.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>p\u00ealos e setas ocos e inervados<\/strong>, ao longo de toda a superf\u00edcie      do corpo, formam os \u00f3rg\u00e3os do tato. Os p\u00ealos longos e finos, localizados principalmente      nos tarsos e metatarsos das pernas e palpos, podem transmitir \u00e0s aranhas qualquer      rajada de vento ou sopro.<\/p>\n   \n<p>As <strong>fiandeiras <\/strong>s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os de tecelagem e situam-se no      final do abd\u00f4men, antes do \u00e2nus. Podem ser em n\u00famero de duas, quatro ou seis.      Nos \u00e1pices das fiandeiras e em seus declives laterais fica o campo tecedor,      sobre os quais localizam-se as f\u00fasulas, tubos quase microsc\u00f3picos, por onde      sai o l\u00edquido das gl\u00e2ndulas produtoras de seda. Este l\u00edquido solidifica-se      em contato com o ar, para formar os fios de seda.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anatomia-das-aranhas-23.jpg\" alt=\"Anatomia das Aranhas\" title=\"Anatomia das Aranhas\" \/><strong><br \/>\n     Anatomia Interna da Aranha<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.aranhas.info\/araneae.hdfree.com.br\/www.geocities.com\/bdtd.bce.unb.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anatomia das Aranhas, Biologia, Ci\u00eancia, Estrutura, Interna, Externa, Morfologia, Partes, Sistemas, Corpo, O que \u00e9, Anatomia das Aranhas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12949,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-12948","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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