{"id":12847,"date":"2016-01-05T00:00:00","date_gmt":"2016-01-05T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/jasao\/"},"modified":"2026-08-31T21:52:30","modified_gmt":"2026-08-31T21:52:30","slug":"jasao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/jasao\/","title":{"rendered":"Jas\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h4>Tos\u00e3o de Ouro<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/jjasao-13.jpg\" alt=\"Jas\u00e3o\" title=\"Jas\u00e3o\" \/><strong><br \/>\n     Jas\u00e3o Tos\u00e3o de Ouro<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tos\u00e3o, velo ou velocino significam igualmente uma pele de carneiro com l\u00e3.<\/p>\n   \n<p>A lenda do <strong>tos\u00e3o de ouro <\/strong>trata, portanto, da pele de um      carneiro que quando vivo transportou pelos ares um menino, Frixo, e uma menina,      Hele, do reino de seus pais, Atamas e Nefele, para a C\u00f3lquida, no continente      asi\u00e1tico. <\/p>\n   \n<p>A menina despencou dos ares quando passavam pelo estreito que separa a Europa      da \u00c1sia &#8211; raz\u00e3o pela qual esta passagem passou a ser chamada de Helesponto,      hoje Dardanelos -, mas o menino chegou s\u00e3o e salvo \u00e0s terras do rei Etes,      na costa oriental do mar Negro, e por isso ofereceu o animal em sacrif\u00edcio      a Zeus. <\/p>\n   \n<p>Este, muito lisonjeado, prometeu riqueza e prosperidade a quem tivesse em      seu poder a pele do carneiro, e o rei, que a tinha recebido de presente, tratou      ent\u00e3o de guard\u00e1-la em uma gruta protegida por um drag\u00e3o &#8211; ou por uma cobra      &#8211; que nunca dormia. <\/p>\n   \n<p>Em outro reino vivia Jas\u00e3o, filho do rei Es\u00e3o, que passara a coroa para o      irm\u00e3o P\u00e9lias governar enquanto seu filho fosse menor de idade. <\/p>\n   \n<p>Tornando-se adulto, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>foi reclamar a coroa a seu tio,      e este sugeriu ao jovem que recuperasse o <strong>tos\u00e3o de ouro <\/strong>de      propriedade leg\u00edtima da fam\u00edlia, segundo ele. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>concordou com a id\u00e9ia e preparou-se para a expedi\u00e7\u00e3o      mandando construir um barco, o Argos, capaz de transportar cinq\u00fcenta homens,      e convocando jovens gregos amantes de aventuras. Diz a lenda que os arautos      percorreram toda a Gr\u00e9cia \u00e0 procura de candidatos interessados, n\u00e3o de qualquer      um, mas sim de var\u00f5es destemidos e dispostos a tudo, indiv\u00edduos fortes, de      peito largo e possuidores de poderes incomuns. Anunciando a proximidade de      uma grande viagem que partiria das praias da Tess\u00e1lia, esses mensageiros logo      conseguiram que cinq\u00fcenta homens desse tipo se apresentassem para enfrentarem      voluntariamente as inconst\u00e2ncias do mar desconhecido, contando-se entre eles      Castor e Polux, os g\u00eameos capazes de contornar tempestades; o m\u00fasico Orfeu,      cuja fun\u00e7\u00e3o seria a de ritmar as remadas e afastar com o som da sua lira e      da sua voz divina os mort\u00edferos cantos das sereias; o colossal gigante H\u00e9rcules,      ou Heracles, encarregado de evitar danos ao barco, enquanto Tifis, orientado      na arte de navega\u00e7\u00e3o pela deusa Atena, assumia a pilotagem da nau batizada      com o nome de Argos. Da\u00ed chamarem-se eles os argonautas, ou seja, os marinheiros      da nau Argo. <\/p>\n   \n<p>Segundo alguns autores, o nome com que o barco foi batizado deveu-se n\u00e3o      somente \u00e0 velocidade com que poderia navegar &#8211; pois Argos significa \u00e1gil,      veloz, de onde vem \u0093arguto\u0094 -, mas tamb\u00e9m por causa de Argos, filho      de Frixo, o construtor que fizera o seu projeto, sendo esta a vers\u00e3o mais      aceita. A deusa Minerva inspirara e presidira a sua constru\u00e7\u00e3o, empregando-se      nesse trabalho a madeira retirada no monte P\u00e9lion, o que deu \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o      o sobrenome de P\u00e9lias, ou Pel\u00edaca. O mastro, por sua vez, foi produzido a      partir da madeira de um carvalho da floresta de Dodona, o que fez dizer que      o navio Argo manifestava os or\u00e1culos, e por isso lhe deram os cognomes de      fecundo e de sagrado. <\/p>\n   \n<p>Os argonautas embarcaram no cabo de Magn\u00e9sia. Na praia de P\u00e9gasas, na Tess\u00e1lia,      abordaram a ilha de Lemnos, habitada ent\u00e3o por uma col\u00f4nia de mulheres, talvez      as amazonas, e proporcionaram-lhes filhos. Na seq\u00fc\u00eancia da viagem eles se      viram envolvidos em in\u00fameras aventuras perigosas, entre elas \u00e0 do Ponto Euxino,      estreito com cerca de duzentos metros de largura e em cuja entrada os rochedos      se moviam, aproximando-se uns dos outros e dessa forma estra\u00e7alhando os navios      que tentavam venc\u00ea-los. Para ultrapass\u00e1-los os navegantes fizeram primeiramente      sacrif\u00edcios a Juno e Netuno, invocando sua prote\u00e7\u00e3o, e depois soltaram uma      pomba branca que ao passar pelos escolhos teve parte de sua cauda decepada.      Tal fato foi interpretado como sendo um sinal positivo e por isso o Argos      seguiu adiante, e assim como a ave, sofreu apenas pequenas avarias na popa.      A partir desse dia o deus Netuno impediu que as pedras voltassem a se chocar,      fixando-as para sempre. <\/p>\n   \n<p>Chegando finalmente \u00e0 C\u00f3lquida os gregos expuseram o objetivo de sua viagem      ao rei Etes, que para atend\u00ea-los passou a fazer uma s\u00e9rie de exig\u00eancias. Mas      com a ajuda de Medeia, a feiticeira filha do rei a quem <strong>Jas\u00e3o <\/strong>prometera      casamento, ele e os seus companheiros superaram todos os obst\u00e1culos criados      pelo monarca, at\u00e9 que com uma po\u00e7\u00e3o preparada por ela, fizeram o drag\u00e3o dormir,      penetraram no esconderijo e se apoderaram do tos\u00e3o de ouro, retornando de      imediato \u00e0 Gr\u00e9cia. Mas a viagem de volta dos her\u00f3is n\u00e3o foi tranq\u00fcila. Muito      pelo contr\u00e1rio. Perseguidos, eles foram for\u00e7ados a se desviar da rota de regresso      e efetuar uma longa tumultuada volta, passando pelos rios Dan\u00fabio, P\u00f3 e R\u00f3dano      antes de desembarcarem em Egina e chegarem \u00e0 Tess\u00e1lia, onde <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>consagrou o Argos a Netuno, segundo alguns, ou a Minerva, de acordo      com outros. Ap\u00f3s a sua morte <strong>Jas\u00e3o <\/strong>foi transportado ao c\u00e9u      e transformado em uma das suas constela\u00e7\u00f5es mais belas. <\/p>\n   \n<p>Gregos e romanos sempre acreditaram que essa extravagante viagem, ocorrida      antes das fa\u00e7anhas de Ulisses, fora real, tanto assim que v\u00e1rios dos seus      poetas, como P\u00edndaro, Apol\u00f4nio de Rodes e Val\u00e9rio Flaco, as relataram em detalhes.      Um feito m\u00edtico que inspirou a maioria das expedi\u00e7\u00f5es do mesmo g\u00eanero feitas      bem depois no Mar Egeu e no Mediterr\u00e2neo, e que mereceram ser celebradas nos      cantos de Homero e de Virg\u00edlio.<\/p>\n   \n<p><strong>Fernando Kitzinger Dannemann<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br<\/p>\n   \n<h6>Jas\u00e3o<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>Dos filhos de Frixo veio <strong>Jas\u00e3o <\/strong>a saber que seu pai n\u00e3o tinha      sido assassinado pelo Rei Aetes, como P\u00e9lias havia dito, mas pelo contr\u00e1rio,      morrera pacificamente em seu leito. Calc\u00edope, vi\u00fava de seu pai, ainda vivia      no pal\u00e1cio real \u00e0 espera de not\u00edcias dos filhos. Tanto tempo, entretanto,      j\u00e1 se havia passado desde a partida de seus filhos que ela come\u00e7ava a temer      que tivessem morrido.<\/p>\n   \n<p>Ora, tinha o Rei Aetes outra filha, muito mais jovem que Calc\u00edope. Seu nome      era Med\u00e9ia e era a mais bela princesa que jamais existira. Seus cabelos eram      de ouro p\u00e1lido, seus olhos azuis como o ver\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Era sacerdotisa de H\u00e9cate, a deusa-feiticeira que ensinara a Med\u00e9ia estranhos      segredos m\u00e1gicos, no bosque solit\u00e1rio que lhe era consagrado. <\/p>\n   \n<p>Especialmente, aprendera Med\u00e9ia os mist\u00e9rios das plantas e das ervas e a      elabora\u00e7\u00e3o de drogas e elixires t\u00e3o potentes que seus efeitos pareciam milagrosos      \u00e0s pessoas que desconheciam seus segredos. Med\u00e9ia era solteira e t\u00e3o dedicada      ao servi\u00e7o da deusa que nunca se apaixonara por ningu\u00e9m.<\/p>\n   \n<p>Quando os Argonautas aproaram para a barra do rio que desaguava ao lado da      cidade, lan\u00e7aram \u00e2ncora entre os juncos, para deliberarem. Alguns eram a.      favor do desembarque imediato, para tomarem a cidade de surpresa. Finalmente,      resolveram que Jas\u00e3o, Telamon e Augias, juntamente com os quatro filhos de      Frixo, deixariam seus amigos a bordo e iriam visitar o Rei. Achavam-se na      pra\u00e7a, em frente do pal\u00e1cio real, contemplando admirados o mais belo edif\u00edcio      que jamais viram, quando Med\u00e9ia veio a sair e os avistou. Soltou um grito      de espanto ao deparar com estrangeiros. Sua irm\u00e3 Calc\u00edope acudiu prontamente      e, ao reconhecer seus quatro filhos, desfez-se em prantos de alegria por v\u00ea-los      s\u00e3os e salvos. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, Med\u00e9ia e <strong>Jas\u00e3o <\/strong>entreolhavam-se, esquecendo-se Med\u00e9ia      de que estava a caminho do bosque da deusa-feiticeira H\u00e9cate. Pela primeira      vez na vida sentia-se apaixonada.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o \u00cddia, esposa do Rei Aetes, mandou seus criados prepararem uma festa      em honra de seus netos e dos forasteiros que com eles tinham vindo \u00e0 C\u00f3lquida.    <\/p>\n   \n<p>Depois de comerem e beberem \u00e0 farta, perguntou o Rei Aetes aos filhos de      Frixo de que maneira tinham regressado \u00e0 p\u00e1tria, e quem eram seus companheiros.    <\/p>\n   \n<p>Argo narrou o naufr\u00e1gio e a maneira por que se salvara.<\/p>\n   \n<p><strong>Acrescentando:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Este homem que aqui est\u00e1, Jas\u00e3o, \u00e9 meu parente. Foi expulso de sua p\u00e1tria        por um rei tir\u00e2nico. Reza uma antiga profecia que nunca poder\u00e1 recuperar        a sua heran\u00e7a enquanto n\u00e3o levar consigo, de volta para sua p\u00e1tria, o Tos\u00e3o        de Ouro. Assim sendo, veio oferecer-lhe seus servi\u00e7os, para poder conquist\u00e1-lo        em recompensa.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O Rei Aetes fechou a carranca.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Essa n\u00e3o \u00e9 a verdadeira raz\u00e3o, tornou ele. Voc\u00ea veio para se apoderar de        minha coroa e do meu reino. E vejo que ganhou o apoio de Jas\u00e3o \u00e0 sua causa.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Aprontava-se Telamon para dar uma resposta \u00e0 altura quando <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>o afastou.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Se eu quisesse conquistar um reino, respondeu ele com calma, n\u00e3o precisaria        viajar t\u00e3o longe e navegar por mares t\u00e3o perigosos. Estou disposto a servi-lo,        lutando contra seus inimigos, ou executando as tarefas de que me incumbir,        com a condi\u00e7\u00e3o de eu levar como pr\u00eamio o <strong>Velocino de Ouro<\/strong>        e, por esta forma, poder reconquistar meus direitos heredit\u00e1rios.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Apesar de tudo, o Rei n\u00e3o ficou persuadido com essas palavras moderadas,      e, no seu \u00edntimo, tinha vontade de matar aqueles forasteiros, naquela mesma      hora. Subitamente, por\u00e9m, um plano melhor ocorreu ao seu esp\u00edrito.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Se isto for verdade, disse ele, aceitarei com prazer o oferecimento de        seus servi\u00e7os e recompens\u00e1-lo-ei com o <strong>Velocino de Ouro<\/strong>.        Mas primeiro, preciso p\u00f4-lo \u00e0 prova. Esta d\u00e1diva \u00e9 por demais preciosa para        ser outorgada levianamente. Para comprovar a sua t\u00eampera dar-lhe-ei a executar        tarefa que esteja \u00e0 minha altura. Se voc\u00ea puder igualar o Rei Aetes, ent\u00e3o        reconhecerei que \u00e9 um homem, de fato.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Respondeu <strong>Jas\u00e3o <\/strong>que estava pronto a se submeter \u00e0 prova.    <\/p>\n   \n<p><strong>O Rei aquiesceu:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Muito bem. Nos campos do deus da guerra pastam dois formid\u00e1veis touros.        Seus cascos s\u00e3o de bronze, e eles vomitam fogo e fuma\u00e7a pela boca. Ponho-lhes        a canga e atrelo-os ao arado, com o qual lavro as terras as mais ingratas.        Em seguida semeio, n\u00e3o sementes de trigo, sen\u00e3o dentes de drag\u00e3o dos quais        nascem no mesmo instante homens armados. A estes, eu mato at\u00e9 o \u00faltimo com        minha lan\u00e7a, quando me atacam. Todas essas coisas eu as fa\u00e7o entre a aurora        e o ocaso de um mesmo dia. Se voc\u00ea, Jas\u00e3o, for capaz de faze-las, ser\u00e1 seu        o Tos\u00e3o de Ouro. Desista, por\u00e9m, de possu\u00ed-lo se fracassar. N\u00e3o \u00e9 justo        que eu ceda essa preciosidade a um homem que n\u00e3o esteja \u00e0 minha altura.        Se voc\u00ea recusar submeter-se \u00e0 prova, terei a certeza de que pretende roubar-me        a coroa e ser\u00e1 tratado de maneira exemplar, para que seu castigo sirva de        li\u00e7\u00e3o a outros que porventura alimentarem a mesma pretens\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Calou-se Jas\u00e3o, n\u00e3o de medo, mas porque sentia que era dif\u00edcil executar tanta      coisa num s\u00f3 dia. Era mais do que cabia a um simples mortal. Por\u00e9m, quando      Peleu, e, depois, seu irm\u00e3o Telamon e outros se ofereceram para tomar o lugar      de Jas\u00e3o, animou-se este e resolveu tentar o que lhe tinha sido prescrito,      ou morrer com honra esfor\u00e7ando-se por realiz\u00e1-lo.<\/p>\n   \n<p>Foi ent\u00e3o ent\u00e3o que Argo, filho mais velho de Calc\u00edope teve uma id\u00e9ia.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Se pud\u00e9ssemos ganhar \u00e0 nossa causa Med\u00e9ia, irm\u00e3 de nossa m\u00e3e, disse ele,        poderiam talvez suas po\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas domar os touros de casco de bronze,        e vencer os guerreiros que nascem dos dentes do drag\u00e3o. Assim poder\u00edamos        efetuar a tarefa prescrita e conquistar o Velo de Ouro.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Agradou este alvitre aos Argonautas e Argo foi falar com sua m\u00e3e, para que      determinasse a Med\u00e9ia a auxili\u00e1-los. Meditou Calc\u00edope longamente sobre o assunto,      porque temia sua irm\u00e3 e hesitava em pedir o seu auxilio para tra\u00edrem o Rei.      Mas, no momento em que Calc\u00edope confabulava com seu filho, veio uma aia dizer      que no quarto de Med\u00e9ia se ouviam prantos amargurados. Quando Calc\u00edope foi      consolar a sua irm\u00e3, disse-lhe esta que chorava de medo que <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>viesse a perder a vida.<\/p>\n   \n<p>Quando as duas irm\u00e3s compreenderam que estavam de acordo, combinaram que      <strong>Jas\u00e3o <\/strong>se encontraria com Med\u00e9ia no bosque consagrado \u00e0 deusa-feiticeira,      para ali receber os encantamentos e as po\u00e7\u00f5es que o ajudariam a ganhar o pr\u00eamio.      No dia seguinte, pela manh\u00e3, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>foi ao bosque onde estava      Med\u00e9ia \u00e0 sua espera. Cada um deles achava que o outro era o mais belo do mundo,      de maneira que seus cora\u00e7\u00f5es estavam presos pelos la\u00e7os do amor. Ent\u00e3o Med\u00e9ia      ensinou a <strong>Jas\u00e3o <\/strong>como devia oferecer sacrif\u00edcio \u00e0 deusa-feiticeira.<\/p>\n   \n<p>Entregou-lhe uma erva que ele devia macerar na \u00e1gua em que iria banhar-se      no dia da prova. Tornar-se-ia, assim, t\u00e3o forte e \u00e1gil que nenhum mortal o      poderia sobrepujar. Seu efeito, contudo, duraria apenas algumas horas. Deu-lhe,      finalmente, o mesmo conselho que a deusa Atena dera a Cadmo em iguais circunst\u00e2ncias,      e <strong>Jas\u00e3o <\/strong>regressou ao conv\u00edvio de seus amigos confiante na      vit\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p>No dia da prova o Rei Aetes estava com uma grande quantidade de gente no      Campo de Ares. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>banhou-se na \u00e1gua na qual havia macerado a erva misteriosa,      e sentiu no mesmo instante um terr\u00edvel influxo de energia e de poder. Aspergiu      com a mesma \u00e1gua encantada seu escudo e suas armas, e correu c\u00e9lere para o      campo da luta t\u00e3o ansioso de lutar quanto no in\u00edcio se achara indeciso.<\/p>\n   \n<p>Ao enfrentarem Jas\u00e3o, os grandes e ferozes touros bufaram batendo com as      patas no ch\u00e3o, baixaram as cabe\u00e7as poderosas e investiram, enquanto ele permanecia      im\u00f3vel com o escudo erguido. Com tremendo estr\u00e9pito os touros sofreram o impacto      daquele s\u00f3lido escudo, firme e inabal\u00e1vel como uma montanha. <\/p>\n   \n<p>Soltando uma gargalhada <strong>Jas\u00e3o <\/strong>alijou o escudo. Agarrou um      chifre de cada uma das enormes cabe\u00e7as com as duas m\u00e3os, lutou com os touros      que se debatiam, at\u00e9 for\u00e7\u00e1-los a se ajoelharem. Castor e P\u00f3lux levantaram      a canga, e Jas\u00e3o colocou-a com jeito no pesco\u00e7o dos touros, empunhando os      cabos do arado.<\/p>\n   \n<p>Tangendo os touros com a lan\u00e7a, conduziu-os de um lado para outro at\u00e9 se      achar o campo completamente arado. Em seguida semeou os dentes de drag\u00e3o que      trazia em seu capacete. Seus companheiros soltaram um gemido de horror quando      viram, um ap\u00f3s outro, guerreiros armados surgirem dos sulcos da terra e acometerem,      aos gritos, contra Jas\u00e3o; por\u00e9m este, lembrando-se do conselho de Med\u00e9ia,      ergueu um enorme seixo que quatro homens n\u00e3o conseguiriam levantar e o arrojou      contra os seus agressores. <\/p>\n   \n<p>No mesmo instante eles viraram-se uns contra os outros, golpeando e talhando,      enquanto <strong>Jas\u00e3o <\/strong>percorria os sulcos de espada em punho, prostrando      ao solo os que ainda surgiam, alguns enterrados na terra at\u00e9 o joelho, outros      at\u00e9 a cintura, e ainda outros at\u00e9 os ombros. <\/p>\n   \n<p>Saltando e desferindo golpes, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>matava-os a todos, ao      passo que aqueles no meio dos quais ca\u00edra o seixo se golpeavam e se feriam      de morte. Aos derradeiros raios do sol do ocaso ca\u00edram os \u00faltimos combatentes.      Ent\u00e3o <strong>Jas\u00e3o <\/strong>tirou o jugo dos possantes touros, e sorriu orgulhoso      para o Rei Aetes.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Executei o que me foi ordenado, bradou ele.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O Rei n\u00e3o respondeu. Subiu na sua biga e partiu para a cidade, amuado e taciturno.      Sabia perfeitamente que sem o aux\u00edlio de sua filha Med\u00e9ia nenhum homem poderia      ter dominado os fogosos touros, ou vencido os guerreiros que nasciam dos dentes      do drag\u00e3o. Era intensa sua ira contra Med\u00e9ia e estava determinado a mat\u00e1-la.<\/p>\n   \n<p>Avisada, por\u00e9m, pela deusa Hera, que velava pelo destino de Jas\u00e3o, pensou      Med\u00e9ia embarcar para a Gr\u00e9cia para fugir \u00e0 vingan\u00e7a do pai. Estava <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>mais que desejoso de lev\u00e1-la consigo, mas n\u00e3o queria partir sem o      Tos\u00e3o de Ouro. Med\u00e9ia foi com ele ao bosque de Ares, pronunciou palavras m\u00e1gicas      para adormecer o terr\u00edvel drag\u00e3o que enrolava seus carac\u00f3is reluzentes ao      p\u00e9 do carvalho, do qual pendia o trof\u00e9u glorioso. A cabe\u00e7a sibilante do drag\u00e3o      inclinou-se at\u00e9 o ch\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>arrancou o <strong>Velocino de Ouro<\/strong> dos galhos      folhudos e correu com Med\u00e9ia para a nau que os esperava.<\/p>\n   \n<p>Os Argonautas o cercavam pressurosos, querendo todos tocar o maravilhoso      Velocino! Terminada sua miss\u00e3o remaram com vigor para percorrerem, de novo,      a grande dist\u00e2ncia que os separava de seus lares, mas que lhes parecia, agora,      mais curta, depois de tantos perigos superados!<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o tardariam, contudo, a constatar que estes n\u00e3o haviam cessado.<\/p>\n   \n<p>Ao saber de sua fuga, o Rei Aetes mandou chamar seu filho Absirto.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Persigam esses gregos impudentes, com uma frota de galeras, comandou ele.        Tragam-me esses homens para que eu lhes inflija a morte. Quanto a Med\u00e9ia,        ela tamb\u00e9m receber\u00e1 o castigo que merece. Partam imediatamente e n\u00e3o voltem        sem eles. Se fracassarem h\u00e3o de pagar com suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Convocou Absirto os homens da C\u00f3lquida para tripularem suas esguias e velozes      galeras, e a frota singrou os mares em persegui\u00e7\u00e3o do Argo. <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>navegava velozmente, mas se viu obrigado a desembarcar para se abastecer      de \u00e1gua e alimentos. Tr\u00eas dias depois da partida da C\u00f3lquida, ao anoitecer,      avistou, de sua nau, ancorada na barra de um rio, as galeras da C\u00f3lquida bloqueando      a sa\u00edda para alto mar.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que faremos agora? perguntou a Med\u00e9ia. Esta sabia que seu irm\u00e3o Absirto        estava, com toda a certeza, no comando da frota e que, por isso, os do litoral        n\u00e3o deixariam de ajudar os colcos, de prefer\u00eancia aos gregos estrangeiros.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>Meu irm\u00e3o mandar\u00e1 mensageiros propondo sua submiss\u00e3o, disse ela. Deixe-me        falar com eles a s\u00f3s. Um dos arautos apresentou-se a Jas\u00e3o; recusou-se ele        a restituir o <strong>Velocino de Ouro<\/strong>, alegando que o tinha conquistado        lealmente; quanto a Med\u00e9ia, algum grande rei deve ser escolhido para julgar        dos direitos rec\u00edprocos dela e de seu pai. Antes de eles voltarem para a        frota, confabulou Med\u00e9ia secretamente com os arautos colcos.<\/p>\n     \n<p>Digam a meu irm\u00e3o, segredou-lhes ela, que estes gregos pretendem levar-me        para a Gr\u00e9cia contra a minha vontade. Mas tenho um plano para escapar-lhes,        levando comigo o Tos\u00e3o de Ouro. Existe neste rio uma ilha que tem um templo        consagrado a \u00c1rtemis. Diga a meu irm\u00e3o que l\u00e1 me espere, a altas horas da        noite, trazendo apenas um pequeno barco que n\u00e3o seja percebido pelos gregos.        Estarei \u00e0 sua espera, com o Velocino.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Recebendo Absirto esta mensagem, esperou anoitecer e dirigiu-se numa pequena      embarca\u00e7\u00e3o para a ilha deserta onde Med\u00e9ia o esperava. Enquanto confabulava      com a irm\u00e3, por\u00e9m, surgiu <strong>Jas\u00e3o <\/strong>inesperadamente de um esconderijo      onde se encontrava, e com possante golpe de espada, prostrou morto Absirto.    <\/p>\n   \n<p>Voltou em seguida com Med\u00e9ia para o Argo, e se fizeram \u00e0 vela para fora da      barra, na calada da noite, sem serem pressentidos pela frota colca. Quando      nasceu o dia, n\u00e3o sendo encontrado Absirto, lembraram-se os homens da C\u00f3lquida      do destino que os esperava se voltassem sem o Velocino. Decidiram ent\u00e3o fundar      uma nova col\u00f4nia no lugar onde se achavam, desistindo de perseguir o Argo      que, \u00e0quelas horas, j\u00e1 se achava longe de suas vistas.<\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>ficou muito pesaroso com o assass\u00ednio trai\u00e7oeiro do      irm\u00e3o de Med\u00e9ia, mas, na verdade, na situa\u00e7\u00e3o em que se achava, n\u00e3o encontrara      outra sa\u00edda. N\u00e3o poderiam os Argonautas defender-se contra a quantidade de      homens que o Rei Aetes enviara contra eles. Teriam todos perecido ou sido      levados em cativeiro para a C\u00f3lquida, e Med\u00e9ia junto com eles. Apesar de tudo,      sentia que n\u00e3o teria sossego enquanto n\u00e3o passasse pela cerim\u00f4nia da purifica\u00e7\u00e3o.      Com essa inten\u00e7\u00e3o aproou o Argo para a Ilha de \u00c9ia , onde vivia uma irm\u00e3 de      Aetes, chamada Circe.<\/p>\n   \n<p>Circe era uma feiticeira que possu\u00eda poderes m\u00e1gicos ainda superiores aos      de Med\u00e9ia. Se bem que nem esta nem <strong>Jas\u00e3o <\/strong>lhe houvessem dito      o nome da pessoa que <strong>Jas\u00e3o <\/strong>assassinara, ela sabia que se      tratava de seu sobrinho Absirto. N\u00e3o podia recusar-se a purificar <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>do derramamento de sangue, mas o preveniu de que o assass\u00ednio que      cometera lhe traria conseq\u00fc\u00eancias funestas. Chegou o Argo, finalmente, s\u00e3o      e salvo a Iolco, depois de enfrentar grandes perigos durante a viagem. Quando      o Rei P\u00e9lias viu <strong>Jas\u00e3o <\/strong>de volta, maior e mais forte do que      quando partira, trazendo nos bra\u00e7os o <strong>Velocino de Ouro<\/strong>, compreendeu      que n\u00e3o poderia conserv\u00e1-lo por mais tempo afastado do trono. Entregou, pois,      a Jas\u00e3o, a coroa e o t\u00edtulo de Rei.<\/p>\n   \n<p>Casaram-se Med\u00e9ia e Jas\u00e3o, no pal\u00e1cio de Iolco, em meio de grandes festejos      e regozijos. Eson, pai de Jas\u00e3o, veio para as n\u00fapcias, e Med\u00e9ia, que amava      seu marido a ponto de achar que nunca fazia bastante por ele, resolveu restituir      ao seu sogro a mocidade e o vigor. Com essa inten\u00e7\u00e3o colheu ervas e plantas      medicinais, e, misturando-as com o sangue de um cordeiro, fez uma prepara\u00e7\u00e3o      m\u00edstica com a qual encheu as veias do anci\u00e3o em substitui\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio      sangue. No mesmo instante tornaram-se r\u00f3seas e vi\u00e7osas as faces p\u00e1lidas e      murchas de Eson. Recuperou ele pouco a pouco suas for\u00e7as, levantando-se da      cama, andando e, depois, mesmo, correndo como se fosse um mo\u00e7o.<\/p>\n   \n<p>Ao presenciarem este milagre, as filhas de P\u00e9lias foram \u00e0 procura de Med\u00e9ia.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Tamb\u00e9m nosso pai est\u00e1 velho e debilitado, disseram elas. N\u00e3o poderia voc\u00ea        fazer por ele o mesmo que fez pelo pai de Jas\u00e3o?<br \/>\n       Com prazer, disse Med\u00e9ia. Enquanto colho as ervas e preparo o l\u00edquido m\u00e1gico,        esvaziem as veias de seu pai.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Assim fizeram as filhas de P\u00e9lias. Por\u00e9m Med\u00e9ia, sabedora do que P\u00e9lias tinha      tramado contra seu querido Jas\u00e3o, deu-lhes um l\u00edquido destitu\u00eddo de propriedades      m\u00e1gicas. P\u00e9lias morreu. Ficou o povo de Iolco t\u00e3o furioso com Med\u00e9ia que ela      e Jas\u00e3o foram compelidos a partir \u00e0 procura de outro reino.<\/p>\n   \n<p>Durante algum tempo viveram felizes juntos. Era Med\u00e9ia t\u00e3o formosa e amava      tanto a seu marido, que Jas\u00e3o n\u00e3o lamentava a perda de seu reino. Quando,      por\u00e9m, veio Med\u00e9ia a saber que Jas\u00e3o fizera a corte a Glauce, filha do Rei,      revelou toda a maldade de seu cora\u00e7\u00e3o. Brindou a mo\u00e7a com um belo vestido      impregnado de veneno, de maneira que, ao vesti-lo, veio a falecer. N\u00e3o satisfeita,      Med\u00e9ia matou os dois filhos que tivera de Jas\u00e3o; abandonou-o e partiu para      Atenas, onde desposou o Rei Egeu, pai de Teseu.<\/p>\n   \n<p>Quanto a Jas\u00e3o, viveu infeliz e solit\u00e1rio durante alguns anos, at\u00e9 o dia      em que, estando sentado embaixo do casco decr\u00e9pito do Argo, lhe caiu sobre      a cabe\u00e7a uma viga, que lhe causou a morte. Ficou assim vingado o assass\u00ednio      de Absirto.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.lunaeamigos.com.br<\/p>\n   \n<h6>Jas\u00e3o<\/h6>\n   \n<h4>Jas\u00e3o &#8211; Origem<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/jjasao-14.jpg\" alt=\"Jas\u00e3o\" title=\"Jas\u00e3o\" \/><br \/>\n     P\u00e9lias manda Jas\u00e3o (com o escudo) \u00e0 busca do velo de ouro, em ilustra\u00e7\u00e3o de      Flaxman, 1880<\/strong><\/p>\n   \n<p>Personagem da mitologia grega. Her\u00f3i que chefiou um grupo de      homens chamados de argonautas. Sua conquista do velo de ouro (a l\u00e3 de um carneiro      de ouro) est\u00e1 entre as mais emocionantes aventuras mitol\u00f3gicas.<\/p>\n   \n<p>Segundo o mito, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>era filho de \u00c9son, rei      da cidade de Iolco. P\u00e9lias, irm\u00e3o de \u00c9son, usurpou o trono e for\u00e7ou o menino      <strong>Jas\u00e3o <\/strong>e sua m\u00e3e a fugirem da cidade.<\/p>\n   \n<p>Depois de crescido, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>voltou a Iolco a      fim de reclamar o trono de seu pai. Para livrar-se de Jas\u00e3o, P\u00e9lias o persuadiu      a organizar uma expedi\u00e7\u00e3o com a finalidade de se apoderar do velo de ouro,      que estava pendurado na \u00e1rvore de um bosque sagrado da distante C\u00f3lquida.<\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>gostava de aventuras e recrutou cerca      de 50 her\u00f3is para a expedi\u00e7\u00e3o. Os homens se tornaram conhecidos como os Argonautas,      devido ao nome de seu navio, o Argo. Ap\u00f3s enfrentarem muitos perigos, os Argonautas      alcan\u00e7aram a C\u00f3lquida. Med\u00e9ia, filha do rei da C\u00f3lquida, apaixonou-se por      Jas\u00e3o. Com a ajuda dos poderes m\u00e1gicos de Med\u00e9ia, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>apoderou-se      do velo de ouro e voltou a Iolco.<\/p>\n   \n<p>Da C\u00f3lquida <strong>Jas\u00e3o <\/strong>trouxe Med\u00e9ia, com quem se      casou. Depois, retirou-se para Corinto e repudiou Med\u00e9ia para desposar Cre\u00fasa,      filha de Creonte. Med\u00e9ia, por vingan\u00e7a, matou Cre\u00fasa e os pr\u00f3prios filhos      que teve com Jas\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4><strong>Jas\u00e3o &#8211; Her\u00f3i<\/strong><\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/jjasao-15.jpg\" alt=\"Jas\u00e3o\" title=\"Jas\u00e3o\" \/><strong><br \/>\n     Jason e Medeia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Entre os her\u00f3is da mitologia grega, a figura de <strong>Jas\u00e3o<\/strong>, ao      mesmo tempo valente e vol\u00favel, \u00e9 das que apresentam maior ambig\u00fcidade.<\/p>\n   \n<p>Filho de \u00c9son, rei de Iolcos. \u00c9son havia sido destronado por seu meio irm\u00e3o      P\u00e9lias, e Jas\u00e3o, o herdeiro por direito ao trono, havia sido enviado para      longe ainda crian\u00e7a para sua pr\u00f3pria prote\u00e7\u00e3o, sendo educado pelo centauro      Qu\u00edron. Entretanto, j\u00e1 adulto, ele corajosamente retornou \u00e0 Gr\u00e9cia a fim de      recuperar seu reino.<\/p>\n   \n<p>P\u00e9lias fingiu estar disposto a desistir da coroa, mas disse que o rapaz deveria      primeiro empreender a miss\u00e3o de encontrar o Velo Dourado, que era de propriedade      de sua fam\u00edlia. P\u00e9lias n\u00e3o acreditava que <strong>Jas\u00e3o <\/strong>poderia ter      sucesso na miss\u00e3o, nem que poderia voltar vivo, mas o rapaz zombou dos perigos.    <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>montou uma tripula\u00e7\u00e3o com 50 her\u00f3icos companheiros      de todas as partes da Gr\u00e9cia (entre eles encontravam-se H\u00e9racles, C\u00e1stor e      P\u00f3lux e Orfeu) para navegar com ele no navio Argos, cujo mastro fora feito      com um dos carvalhos de Dodona, um lugar vizinho ao templo de Zeus e onde      as \u00e1rvores eram or\u00e1culos. <\/p>\n   \n<p>Depois de uma viagem de incr\u00edveis perigos, os Argonautas alcan\u00e7aram a C\u00f3lquida,      o pa\u00eds em que o Velo Dourado estava retido pelo rei Aietes. Este concordou      em desistir do <strong>Velo de Ouro<\/strong> se <strong>Jas\u00e3o <\/strong>dominasse      dois touros que respiravam fogo e tinham p\u00e9s de bronze, al\u00e9m de semear os      dentes do drag\u00e3o que Cadmo, o fundador de Tebas, havia matado muito tempo      antes. Dos dentes brotariam um grupo de homens armados que investiriam contra      Jas\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>realizou sua tarefa com \u00eaxito, e com a ajuda de Med\u00e9ia,      a filha do rei. <\/p>\n   \n<p>Sem que <strong>Jas\u00e3o <\/strong>soubesse, a deusa Hera tinha intervindo a      seu favor fazendo Med\u00e9ia se apaixonar por ele. <\/p>\n   \n<p>Med\u00e9ia jogou um feiti\u00e7o em <strong>Jas\u00e3o <\/strong>fazendo-o invenc\u00edvel durante      o dia de sua prova e o ajudou a roubar o velo na mesma noite, encantando o      drag\u00e3o que nunca dormia e que guardava o velo, fazendo-o adormecer. <\/p>\n   \n<p>Em troca de sua ajuda, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>prometeu se casar com Med\u00e9ia      t\u00e3o logo quanto eles estivessem em seguran\u00e7a na Gr\u00e9cia. Levando o velo e acompanhado      por Med\u00e9ia, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>e sua tripula\u00e7\u00e3o conseguiram escapar de      Aietes. Alcan\u00e7ando a Gr\u00e9cia, a tripula\u00e7\u00e3o de her\u00f3is se dispersaram e <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>com Med\u00e9ia entregaram o Velo Dourado a P\u00e9lias. Na aus\u00eancia de Jas\u00e3o,      P\u00e9lias tinha obrigado o pai de <strong>Jas\u00e3o <\/strong>a se matar, e sua m\u00e3e      havia morrido pela tristeza. Para se vingar de suas mortes, <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>chamou Med\u00e9ia para ajud\u00e1-lo a punir P\u00e9lias. Med\u00e9ia enganou as filhas      de P\u00e9lias, que acabaram por matar o pai, e ent\u00e3o ela e <strong>Jas\u00e3o <\/strong>foram      para Corinto, onde tiveram dois filhos. Ao inv\u00e9s de ser agradecido \u00e0 Med\u00e9ia      por tudo o que ela tinha feito, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>trai\u00e7oeiramente se      casou com a filha do rei de Corinto. Magoada e desesperada, Med\u00e9ia empregou      sua feiti\u00e7aria para matar a jovem noiva. Em seguida, temendo que seus jovens      filhos talvez pudessem ser abandonados na guarda de estranhos para serem maltratados,      ela matou-os tamb\u00e9m. Quando Jas\u00e3o, furioso, resolveu mat\u00e1-la, ela escapou      numa carruagem puxada por drag\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>O final de <strong>Jas\u00e3o <\/strong>\u00e9 incerto. Segundo algumas vers\u00f5es, enlouquecido      de dor, suicidou-se; segundo outras, morreu por castigo divino, por ter quebrado      o juramento de fidelidade a Med\u00e9ia. Apol\u00f4nio de Rodes, em sua cr\u00f4nica sobre      os argonautas, e Eur\u00edpides, na trag\u00e9dia Med\u00e9ia, foram alguns dos grandes escritores      gregos que trataram da lenda de Jas\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4><strong>Jas\u00e3o &#8211; Mito<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Os mitos referentes \u00e0 \u00e1ries sempre foram associados \u00e0 id\u00e9ia do her\u00f3i, da      aventura e da conquista da pr\u00f3pria identidade atrav\u00e9s de empreendimentos arriscados.<\/p>\n   \n<p>O mito de <strong>Jas\u00e3o <\/strong>que parte em busca do <strong>velocino de      ouro<\/strong> ilustra o simbolismo ariano. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>era filho de Es\u00e3o e Pol\u00edmede, mas muito cedo foi banido      do lar para iniciar-se nas m\u00e3os do centauro Quiron. O reino de Es\u00e3o havia      sido usurpado por P\u00e9lias, seu irm\u00e3o e tio de Jas\u00e3o. A este \u00e9 ent\u00e3o negado      o direito \u00e0 heran\u00e7a real. <\/p>\n   \n<p>Ele nasce her\u00f3i, mas n\u00e3o goza desse status desde o nascimento, devendo conquist\u00e1-lo.<\/p>\n   \n<p>Assim que atinge a idade necess\u00e1ria ao enfrentamento de sua miss\u00e3o, P\u00e9lias      o desafia a conquistar o <strong>velocino de ouro<\/strong> como prova para      reassumir sua identidade e receber o trono, que lhe pertencia por direito      de nascen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>equipa seu navio Argo com bravos guerreiros e sai      em busca do velocino em territ\u00f3rio desconhecido. Quando chega \u00e0 C\u00f3lquida,      encontra Med\u00e9ia, sacerdotisa e feiticeira, filha do rei, e apaixona-se por      ela, que fornece \u00e0 <strong>Jas\u00e3o <\/strong>os meios para adormecer o drag\u00e3o      que cuidava do bosque sagrado de Ares. <\/p>\n   \n<p>Ajuda-o na conquista do velocino e eles conseguem fugir, embora o pai de      Med\u00e9ia os persiga. Quando retornam, o tio P\u00e9lias nega-se a entregar o trono      \u00e0 Jas\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Med\u00e9ia trama ent\u00e3o o assassinato de P\u00e9lias. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>entrega o trono a Acasto, um dos companheiros na viagem      do Argo, e se exila em Corinto. L\u00e1 ele recebe uma proposta para se tornar      rei se se casar com uma jovem, filha do rei Creonte. <strong>Jas\u00e3o <\/strong>aceita,      abandonando Medeia. <\/p>\n   \n<p><strong>Enfurecida, ela mata a jovem e Creonte e deixa Jas\u00e3o sob uma maldi\u00e7\u00e3o:<\/strong>      morrer de forma violenta. <\/p>\n   \n<p>Ele morre quando um peda\u00e7o de madeira de seu navio cai sobre sua cabe\u00e7a e      o mata.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  members.fortunecity.com\/www.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>Jas\u00e3o<\/h6>\n   \n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o<\/strong>, na mitologia grega, l\u00edder dos argonautas e filho      de Aeson, rei de Iolcos na Tess\u00e1lia.<\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o<\/strong> era um antigo her\u00f3i mitol\u00f3gico grego que foi famoso      por seu papel como o l\u00edder dos argonautas e a sua busca do Velocino de Ouro.    <\/p>\n   \n<p>Ele era o filho de Aeson, o leg\u00edtimo rei de Iolcos. Ele era casado com a      feiticeira Med\u00e9ia.<\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>apareceu em v\u00e1rias obras liter\u00e1rias no mundo cl\u00e1ssico      da Gr\u00e9cia e de Roma, incluindo o poema \u00e9pico Argonautica e a trag\u00e9dia Med\u00e9ia.    <\/p>\n   \n<h4>Jas\u00e3o e Med\u00e9ia<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/jjasao-16.jpg\" alt=\"Jas\u00e3o\" title=\"Jas\u00e3o\" \/><strong><br \/>\n     Jas\u00e3o e Med\u00e9ia<\/strong><\/p>\n   \n<p>De acordo com a lenda, o carneiro pegou as crian\u00e7as em sua casa em Orcomenos      e ent\u00e3o voou para leste, com elas montadas em suas costas. Ao cruzarem o estreito      canal que separa a Europa da \u00c1sia, Hele caiu das costas do carneiro, dando      seu nome ao mar abaixo, o Helesponto. Mas Frixo continuou o v\u00f4o at\u00e9 o Mar      Negro, at\u00e9 que o carneiro desceu em C\u00f3lquida, na corte do rei Eestes. Eestes      recebeu Frixo de maneira gentil, e, quando o menino sacrificou o carneiro      a Zeus, entregou o maravilhoso velocino ao rei.<\/p>\n   \n<p>O <strong>Velocino de Ouro<\/strong> pertencia originalmente ao carneiro que      tinha salvo os filhos de Atamante, Frixo e Hele, de serem sacrificados a Zeus      sob as ordens de sua malvada madrasta Ino. Eestes dedicou o velocino a Ares      e o depositou num bosque sagrado ao deus da guerra, sendo guardado por uma      tem\u00edvel serpente.<\/p>\n   \n<p>Por que <strong>Jas\u00e3o <\/strong>queria o Velocino de Ouro? N\u00e3o era para apenas      possu\u00ed-lo; assim como outros her\u00f3is, foi mandado a tentar o que se achava      ser um feito imposs\u00edvel, para satisfazer as ordens de um feitor de cora\u00e7\u00e3o      empedernido, neste caso, P\u00e9lias, rei do Iolco. <\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>era filho de \u00c9son, o leg\u00edtimo rei de Iolco; P\u00e9lias      era meio-irm\u00e3o de \u00c9son, e em algumas vers\u00f5es da est\u00f3ria P\u00e9lias deveria governar      apenas at\u00e9 quando Jas\u00e3o tivesse idade suficiente para assumir. <\/p>\n   \n<p>Nestas circunst\u00e2ncias, seria dificilmente surpreendente que, quando <strong>Jas\u00e3o      <\/strong>crescesse e exigisse sua heran\u00e7a de direito, P\u00e9lias o mandasse procurar      e trazer o <strong>Velocino de Ouro<\/strong>. A busca do Velocino \u00e9 a est\u00f3ria      de viagem do Argo e as aventuras de sua tripula\u00e7\u00e3o, os Argonautas. A lenda      \u00e9 provavelmente mais antiga do que a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia, mas chega at\u00e9 n\u00f3s      principalmente atrav\u00e9s do poema \u00e9pico muito posterior, o Argon\u00e1utica do alexandrino      Apol\u00f4nio de Rodes.<\/p>\n   \n<p>Os Argonautas eram em n\u00famero aproximado de cinq\u00fcenta, e, apesar das fontes      diferirem com respeito a seus nomes, os principais personagens est\u00e3o claros.      Al\u00e9m do pr\u00f3prio Jas\u00e3o, havia Argo, construtor de Argo; T\u00edfis, o timoteiro;      o m\u00fasico Orfeu; Zeto e C\u00e1lais, filhos do Vento Norte; os irm\u00e3os de Helena,      C\u00e1stor e P\u00f3lux; Peleu, pai de Aquiles; Mel\u00e9agro da Caled\u00f4nia, famoso ca\u00e7ador      de javalis; Laerte e Aut\u00f3lico, pai e av\u00f4 de Ulisses; Admeto, que mais tarde      deixaria sua esposa morrer em seu lugar; o profeta Anfiarau e, para a primeira      parte da jornada, o pr\u00f3prio H\u00e9rcules; ao lado destes nomes famosos, havia      uma hoste de outros her\u00f3is. O navio, o Argo, cujo nome significa &#8220;R\u00e1pido&#8221;,      era o mais veloz j\u00e1 constru\u00eddo. Ele foi constru\u00eddo no porto de Pagasse na      Tess\u00e1lia, sendo feito inteiramente de madeira do Monte P\u00e9lion, com exce\u00e7\u00e3o      da proa, que era uma parte de um carvalho sagrado trazido pela deusa Atena      do santu\u00e1rio de Zeus em Dodona. Esta pe\u00e7a de carvalho era prof\u00e9tica, e poderia      falar em determinadas ocasi\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>O Argo zarpou com aug\u00farios favor\u00e1veis e se dirigiu ao norte, em dire\u00e7\u00e3o ao      Mar Negro. Na sua jornada para C\u00f3lquida, a sua tripula\u00e7\u00e3o encontrou muitas      aventuras. Em M\u00edsia perderam Aquiles, quando outro membro da tripula\u00e7\u00e3o, um      belo jovem chamado Hilas, foi \u00e0 procura de \u00e1gua fresca para uma festa e n\u00e3o      voltou ao navio. As ninfas da fonte que tinha encontrado, apaixonou-se por      sua beleza, o tinham seq\u00fcestrado e afogado; mas H\u00e9rcules se recusou a interromper      a procura, assim o Argo teve que partir sem ele.<\/p>\n   \n<p>Na margem grega do B\u00f3sforo os Argonautas encontraram Fineu, um vision\u00e1rio      cego e filho de Pos\u00eddon, sobre quem os deuses tinham lan\u00e7ado uma terr\u00edvel      maldi\u00e7\u00e3o. Sempre que se sentava para comer, era visitado por uma praga de      Harpias, terr\u00edveis criaturas, parte mulher e parte ave, que pegavam parte      do alimento com seus bicos e garras e estragavam o restante com seu excremento.      Os Argonautas armaram uma armadilha para estes monstros. Convidaram Fineu      a partilhar de sua mesa, e, quando as Harpias surgiram, os filhos alados do      Vento Norte sacaram suas espadas e as perseguiram at\u00e9 que, exaustas, prometeram      desistir. <\/p>\n   \n<p><strong>Fineu revelou-lhes, ent\u00e3o, o tanto que sabia com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viagem:<\/strong>      o perigo principal que enfrentariam seriam as rochas movedi\u00e7as; quando chegassem      ali, deveriam enviar primeiramente uma pomba. Se a pomba encontrasse a passagem      entre as rochas, ent\u00e3o o Argo tamb\u00e9m conseguiria, mas se a pomba falhasse,      deveriam desviar o barco, pois a miss\u00e3o estaria condenada ao fracasso.<\/p>\n   \n<p>A pomba enviada conseguiu passar a salvo pelas rochas, deixando apenas sua      pena mais longa da cauda nas rochas; o Argo tamb\u00e9m atravessou p\u00ealo estreito      canal, sofrendo apenas leves estragos nos costados da popa, e sem outras aventuras      significativas os Argonautas chegaram a salvo em C\u00f3lquida.<\/p>\n   \n<p>Quando <strong>Jas\u00e3o <\/strong>explicou a raz\u00e3o de sua vinda, o rei Eestes      estipulou que antes que pudesse remover o <strong>Velocino de Ouro<\/strong>,      deveria atrelar dois touros de cascos de bronze e que respiravam fogo, um      presente do deus Hefesto, a um arado; a seguir deveria semear alguns dentes      do drag\u00e3o que Cadmo tinha morto em Tebas (Atena tinha dado estes dentes a      Eestes), e quando homens armados surgissem, devia destru\u00ed-los. Jas\u00e3o teve      que concordar com todas estas condi\u00e7\u00f5es, mas teve a sorte de receber a ajuda      da filha do rei, Med\u00e9ia, que era feiticeira. <\/p>\n   \n<p>Med\u00e9ia, que primeiramente fez <strong>Jas\u00e3o <\/strong>prometer que a levaria      para Iolco como sua esposa, deu-lhe uma po\u00e7\u00e3o m\u00e1gica para passar sobre o corpo      e sobre o escudo; isto o tornou invulner\u00e1vel a qualquer ataque, fosse com      fogo ou com ferro. <\/p>\n   \n<p><strong>Tamb\u00e9m o orientou sobre o que fazer com a safra de homens armados:      <\/strong>deveria atirar pedras no meio deles, de modo que se atacassem entre      si e n\u00e3o a Jas\u00e3o. Assim armado e orientado, Jas\u00e3o foi bem sucedido em todas      as tarefas.<\/p>\n   \n<p>E estes, de alguma forma surpreso pelas fa\u00e7anhas de seu h\u00f3spede, ainda estava      relutante em entregar o Velocino, e tentou mesmo atear fogo no Argo e matar      a tripula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o, enquanto Med\u00e9ia dava uma droga a serpente guardi\u00e3, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>rapidamente      removeu o <strong>Velocino de Ouro<\/strong> do bosque sagrado, e juntamente      com o restante dos Argonautas sa\u00edram silenciosamente para o mar. Quando Eestes      percebeu a aus\u00eancia tanto da sua filha como do Velocino, efetuou uma persegui\u00e7\u00e3o      em outro barco, mas mesmo isto tinha sido previsto por Med\u00e9ia. Tinha trazido      junto seu jovem irm\u00e3o Absirto, ent\u00e3o o matou e o cortou em pequenos peda\u00e7os,      os quais jogou no mar. Como tinha antecipado, Eestes parou para recolher os      peda\u00e7os, e o Argo conseguiu fugir.<\/p>\n   \n<p>A rota da jornada de volta do Argo tem desconcertado muitos estudiosos. Ao      inv\u00e9s de retornar atrav\u00e9s do Helesponto, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>deixou o Mar      Negro atrav\u00e9s do Dan\u00fabio, o qual miraculosamente permitiu-lhe emergir no Adri\u00e1tico;      n\u00e3o satisfeito com esta realiza\u00e7\u00e3o, o Argo continuou a velejar subindo o rio      P\u00f3 e o Reno antes de alguma maneira encontrar sua rota mais familiar nas \u00e1guas      do Mediterr\u00e2neo. E em qualquer lugar que fossem, os Argonautas se defrontavam      com fant\u00e1sticas aventuras. Em Creta, por exemplo, encontraram o gigante de      bronze Talo, uma criatura feita por Hefesto para atuar como uma esp\u00e9cie de      sistema mec\u00e2nico de defesa costeira para Minos, rei de Creta. Talo deveria      caminhar ao redor de Creta tr\u00eas vezes por dia, mantendo os navios afastados,      isto sendo feito com a retirada de peda\u00e7os de penhascos e atirando-os em qualquer      navio que tentasse se aproximar. Era completamente invulner\u00e1vel, exceto por      uma veia em seu p\u00e9; se fosse danificada, sua for\u00e7a vital acabaria se exaurindo.      Med\u00e9ia conseguiu drog\u00e1-lo para que ficasse insano e se atirasse contra as      rochas, acabando por danificar a veia causando sua morte.<\/p>\n   \n<p>Quando <strong>Jas\u00e3o <\/strong>finalmente retornou a Iolco, casou-se com Med\u00e9ia      e entregou o <strong>Velocino de Ouro<\/strong> a P\u00e9lias. Existem v\u00e1rias vers\u00f5es      sobre o que aconteceu a seguir. <\/p>\n   \n<p>Uma vers\u00e3o de est\u00f3ria diz que Med\u00e9ia enganou as filhas de P\u00e9lias para que      matassem seu pai. <\/p>\n   \n<p><strong>Primeiro demonstrou seus poderes de rejuvenescimento misturando v\u00e1rias      subst\u00e2ncias num caldeir\u00e3o com \u00e1gua fervente e a seguir matou e picou um velho      carneiro, jogando-o no caldeir\u00e3o:<\/strong> imediatamente um jovem carneiro      emergiu. Entusiasmadas e com a melhor das inten\u00e7\u00f5es, as filhas de P\u00e9lias apressaram-se      em cort\u00e1-lo em peda\u00e7os e jog\u00e1-lo no caldeir\u00e3o; infelizmente apenas conseguiram      apressar seu fim.<\/p>\n   \n<p>Com o esc\u00e2ndalo resultante, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>e Med\u00e9ia fugiram para      Corinto, onde viveram felizes por pelo menos dez anos e tiveram dois filhos.    <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, <strong>Jas\u00e3o <\/strong>acabou se cansando de sua esposa e tentou deix\u00e1-la      por Gl\u00e1ucia, a jovem filha do rei de Corinto. Med\u00e9ia, furiosa com os ci\u00fames,      mandou um vestido de presente a Gl\u00e1ucia; quando o vestiu, este grudou em sua      pele e a rasgou; quando seu pai tentou ajudar sua torturada filha, ficou tamb\u00e9m      aprisionado e ambos acabaram morrendo num terr\u00edvel sofrimento.<\/p>\n   \n<p>Para punir <strong>Jas\u00e3o <\/strong>ainda mais, Med\u00e9ia matou seus pr\u00f3prios      filhos, antes de escapar para o c\u00e9u numa carruagem flamejante.<\/p>\n   \n<p><strong>Jas\u00e3o <\/strong>acabou retornando A Iolco para governar.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.portalescolar.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jas\u00e3o, Her\u00f3i, Mitologia Grega, Hist\u00f3ria, Mito, Med\u00e9ia, Argonautas, Personagem, Tos\u00e3o, Velocino, Origem, Jas\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12848,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-12847","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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