{"id":12361,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/perseu\/"},"modified":"2026-08-31T21:47:28","modified_gmt":"2026-08-31T21:47:28","slug":"perseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/perseu\/","title":{"rendered":"Perseu"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><strong>Perseu &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\nAo procurar um or\u00e1culo, Acr\u00edsio, rei de Argos, ouviu do mesmo a previs\u00e3o de que sua filha D\u00e2nae daria \u00e0 luz uma crian\u00e7a que no futuro lhe roubaria o trono e a vida. Temendo o cumprimento desse terr\u00edvel press\u00e1gio, ele procurou resguardar-se, e para isso prendeu a jovem em uma torre, pretendendo com isso afast\u00e1-la de tudo e de todos. Acontece que Zeus (J\u00fapiter), o deus maior, assumiu a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se no pequeno aposento onde a mo\u00e7a estava instalada, e a engravidou. Foi dessa rela\u00e7\u00e3o que nasceu <strong>Perseu<\/strong>, her\u00f3i da mitologia grega.\n\nDescontente com o acontecido Acr\u00edsio colocou o rec\u00e9m-nascido e sua m\u00e3e em uma caixa e a lan\u00e7ou ao mar, para que os dois morressem. Mas o vento e as correntes mar\u00edtimas levaram a fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o \u00e0 ilha de Serifos, do rei Polidectes, que acolheu os abandonados, tratou de ambos, mas acabou se apaixonando por D\u00e2nae, vindo a casar-se com ela.\n\n<strong>Tempos depois, com Perseu j\u00e1 adulto, Polidectes desejou que ele se afastasse da m\u00e3e e por isso lhe prop\u00f4s uma empreitada perigosa: <\/strong>trazer a cabe\u00e7a de Medusa, a \u00fanica G\u00f3rgona mortal. O rapaz concordou, e com a ajuda dos deuses Hermes (Merc\u00fario) que lhe mandou suas sand\u00e1lias aladas, e Atena (Minerva), que lhe enviou seu escudo, ele aproximou-se de Medusa enquanto ela dormia, e tomando o cuidado de n\u00e3o olhar diretamente para o monstro, e sim guiado pela imagem refletida no brilhante escudo que trazia, decapitou a perigosa criatura e passou a carregar sua cabe\u00e7a como arma, pois com ela petrificava os inimigos.\n\nQuando <strong>Perseu<\/strong> cortou a cabe\u00e7a de Medusa, o sangue, caindo sobre a terra, transformou-se no cavalo alado P\u00e9gaso.\n\nNesse meio tempo, Posseidon (Netuno) ficara furioso com Cassiop\u00e9ia, esposa do rei Cefeu, da Eti\u00f3pia, porque esta tivera a ousadia de disputar um pr\u00eamio de beleza com as ninfas Nereidas, e por isso castigou marido e mulher com a inunda\u00e7\u00e3o de suas terras e a chegada de um terr\u00edvel monstro marinho que desolou a regi\u00e3o.\n\n<strong>Consultado, o or\u00e1culo de Amos respondeu que a \u00fanica salva\u00e7\u00e3o seria entregar Andr\u00f4meda, a filha do casal, \u00e0 f\u00faria do monstro, o que foi feito:<\/strong> nua e acorrentada a um rochedo, ela estava para ser devorada pela fera quando Perseu, que passava nos ares montando o cavalo P\u00e9gaso, a viu e decidiu libert\u00e1-la.\n\nEnt\u00e3o ele desceu \u00e0 terra, matou ou petrificou o monstro marinho, quebrou as correntes que prendiam a mo\u00e7a e a levou consigo, casando-se depois com ela.\n\nDescrevendo esse combate entre o her\u00f3i grego e a terr\u00edvel criatura marinha, Thomaz Bulfinch diz que o monstro j\u00e1 se encontrava a uma dist\u00e2ncia curta, em que seria alcan\u00e7ado por uma pedrada de um h\u00e1bil atirador, quando o jovem, num s\u00fabito impulso, ergueu-se no ar. Como uma \u00e1guia, quando das alturas em que voa, avista uma serpente aquecendo-se ao sol, lan\u00e7a-se sobre ela e prende-a pelo pesco\u00e7o, impedindo-a de virar a cabe\u00e7a e utilizar-se de seus dentes, assim o jovem investiu contra o dorso do monstro, mergulhando a espada em seus ombros. Furioso com o ferimento, o monstro ergueu-se no ar, depois mergulhou no mar e, em seguida, como o javali cercado por uma matilha de c\u00e3es, voltou-se rapidamente de um lado para o outro enquanto o jovem livrava-se de seus ataques por meio das asas. Sempre que conseguia encontrar entre as escamas uma passagem para a espada, <strong>Perseu<\/strong> produzia um ferimento no monstro, atingindo ora o flanco, ora as proximidades da cauda. A fera lan\u00e7ava, pelas narinas, \u00e1gua misturada com sangue. As asas do her\u00f3i estavam molhadas e ele j\u00e1 n\u00e3o se atrevia a confiar nelas.\n\nColocando-se num rochedo que se erguia acima das ondas, e erguendo um fragmento da rocha, desfechou o golpe mortal.\n\nRetornando \u00e0 ilha de Serifos, ele voltou a usar a cabe\u00e7a de Medusa para petrificar o rei Polidectes, que havia maltratado sua m\u00e3e. Algum tempo depois, quando <strong>Perseu<\/strong> concorria aos jogos f\u00fanebres de Larissa, organizados por Pent\u00e2mio, rei dos pelasgos, em homenagem ao seu pai, ao atirar o disco ele atingiu e matou seu av\u00f4 Acr\u00edsio, que se achava entre os assistentes, cumprindo assim a profecia que havia sido feita por um or\u00e1culo de Argos antes de seu nascimento.\n\nPosteriormente, <strong>Perseu<\/strong> fundou a cidade de Micenas, que atingiu o ponto culminante de sua supremacia na regi\u00e3o do Egeu por volta de 1.400 a.C., e em cujas ru\u00ednas o arque\u00f3logo Schliemann, no per\u00edodo 1874-76, fez grandes descobertas arqueol\u00f3gicas, inclusive o Tesouro de Atreu, que revelou a exist\u00eancia de uma civiliza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-hel\u00eanica naquela \u00e1rea.\n\n<strong>Fernando Kitzinger Dannemann<\/strong>\n\nFonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br\n<h6>Perseu<\/h6>\n<strong>Teseu <\/strong>era filho de Egeu, rei de Atenas, e antes de se tornar um grande rei viveu muitas aventuras. A mais famosa foi aquela em que matou o Minotauro e escapou do Labirinto onde o monstro habitava.\n\nMinos recebeu de Poseidon um magn\u00edfico touro e o guardou, em vez de sacrific\u00e1-lo. Enfurecido, Poseidon pediu \u00e0 Afrodite que inspirasse na esposa do rei uma paix\u00e3o pelo touro. Pas\u00edfae pediu ao arquiteto D\u00e9dalo que fizesse uma vaca oca de madeira para que ela entrasse e consumasse seu desejo.\n\nDessa uni\u00e3o nasceu o Minotauro, com cabe\u00e7a de touro e corpo de homem. Minos encarregou D\u00e9dalo da constru\u00e7\u00e3o do Labirinto onde foi colocado o monstro.\n\nO Minotauro se alimentava de carne humana, enviada por Atenas como pagamento de um tributo, pois anos atr\u00e1s Minos vencera uma guerra contra a cidade. A cota era sete rapazes e sete mo\u00e7as. O tributo somente cessaria quando o Minotauro morresse. Decidido a livrar Atenas desse fardo, Teseu resolveu ir a Creta como um dos jovens destinados ao sacrif\u00edcio. Egeu combinou com o filho que, se ele voltasse s\u00e3o e salvo, deveria trocar a vela negra do navio por uma branca; dessa forma, quando avistasse a embarca\u00e7\u00e3o, saberia que o filho estava vivo.\n\nEm Creta, a princesa Ariadne se apaixonou por Teseu, que recebeu da amada um novelo de l\u00e3 para marcar o caminho de volta do Labirinto. Ap\u00f3s matar o monstro e sair vitorioso, Teseu deixou a ilha e levou Ariadne consigo. No caminho para Atenas, pararam na ilha de Naxos. Uma vers\u00e3o diz que Teseu esqueceu Ariadne, outra que ele a abandonou de prop\u00f3sito na ilha. Ariadne foi encontrada pelo deus Dioniso.\n\nQuando se aproximava de Atenas, Teseu esqueceu de trocar a vela negra pela branca, como prometeu ao pai. Egeu todos os dias observava as ondas esperando avistar o navio com a vela branca, mas quando este apareceu, estava com a vela que indicava luto. Imaginando o filho morto, o rei se jogou ao mar. Por isso, o mar que banha a Gr\u00e9cia se chama mar Egeu.\n\nTeseu assumiu o reinado e fez maravilhas, como unificar os povos da \u00c1tica, adotar o uso da moeda, criar o Senado e instituir leis s\u00e1bias que ajudaram a instaurar a base da democracia. Ap\u00f3s cumprir importantes tarefas, o her\u00f3i voltou \u00e0s aventuras. Lutou contra as Amazonas e se uniu \u00e0 rainha delas, Ant\u00edope. Em outra vers\u00e3o, foi com Hip\u00f3lita. Em outra variante, as Amazonas invadiram Atenas depois Teseu deixou Ant\u00edope por Fedra. O fato \u00e9 que com uma das Amazonas Teseu foi pai de Hip\u00f3lito, antes de casar com Fedra, irm\u00e3 de Ariadne.\n\nHip\u00f3lito cultuava \u00c1rtemis, o que desagradou a Afrodite. A deusa da beleza ficou furiosa e fez com que Fedra se apaixonasse pelo enteado. Mas Hip\u00f3lito, por servir \u00e0 \u00c1rtemis, n\u00e3o se interessava pelo feminino, o que deixou Fedra muito irritada. Quando Hip\u00f3lito a recusou, ela se enforcou e deixou uma carta acusando-o falsamente. Teseu expulsou o filho de casa e convocou a puni\u00e7\u00e3o de Poseidon. Quando Hip\u00f3lito estava no litoral, Poseidon enviou uma monstro marinho que espantou seus cavalos. Hip\u00f3lito morreu e Teseu soube a verdade depois. Em outra vers\u00e3o, Fedra se enforcou depois da morte de Hip\u00f3lito.\n\nTeseu tamb\u00e9m tentou raptar Helena de Tr\u00f3ia. E desceu ao Hades com o amigo Pir\u00edtoo para tentar raptar Pers\u00e9fone, esposa do Senhor do reino subterr\u00e2neo. Os amigos foram convidados para um banquete e ficaram presos nos assentos. H\u00e9rcules foi socorr\u00ea-los, mas s\u00f3 lhe foi permitido levar Teseu, Pir\u00edtoo ficou preso na cadeira do esquecimento. H\u00e9rcules era amigo de Teseu, que n\u00e3o deixou o her\u00f3i suicidar-se ap\u00f3s ter matado a fam\u00edlia num ato de loucura. Na \u00e9poca, Teseu o levou para Atenas e o ajudou a se recuperar.\n\nDepois de um tempo, quando voltou a Atenas, Teseu encontrou a cidade em meio a lutas internas, pois os cidad\u00e3os o julgavam morto. Desistiu do poder e se exilou em uma ilha. As lendas contam que, mesmo depois de morto, o eidolon (a alma sem corpo) do inesquec\u00edvel rei ajudou os atenienses na batalha de Maratona, quando expulsaram os persas.\n\n<strong>Solange Firmino<\/strong>\n\nFonte: solfirmino.com\n<h6>Perseu<\/h6>\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n<strong>Perseu<\/strong>, na mitologia grega, filho de Zeus e Dana\u00eb.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Perseu\" src=\"imagens\/perseu17.jpg\" alt=\"Perseu\" \/><strong>\nPerseus e de Medusa<\/strong><\/p>\nO matador da G\u00f3rgona Medusa. Era filho de Zeus e de Dana\u00ea, filha de Acr\u00edsios, rei de Argos. Advertido de que seria morto pelo neto, Acr\u00edsios trancou a m\u00e3e e a crian\u00e7a numa arca, lan\u00e7ando-os ao mar.\n\nAcabaram chegando \u00e0 ilha de S\u00e9rifo, onde foram salvos e onde <strong>Perseu<\/strong> cresceu at\u00e9 a idade adulta. Polidectos, rei de S\u00e9rifo, apaixonou-se por Dana\u00ea e, temendo que <strong>Perseu<\/strong> talvez interferisse em seus planos, enviou-o numa miss\u00e3o para obter a cabe\u00e7a da Medusa, um monstro para o qual quem voltasse o olhar, era transformado em pedra.\n\nAuxiliado por Hermes, mensageiro dos deuses, <strong>Perseu<\/strong> abriu caminho por entre as Gr\u00e9ias, tr\u00eas velhas decr\u00e9pitas que compartilhavam o mesmo olho entre elas e vigiavam a caverna que levava ao local onde estavam as G\u00f3rgonas.\n\n<strong>Perseu<\/strong> tomou-lhes o olho e recusou a devolv\u00ea-lo at\u00e9 que elas lhe dessem a dire\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar a Medusa.\n\nRecebeu das ninfas um par de sand\u00e1lias aladas, um alforje m\u00e1gico que guardaria qualquer coisa que fosse colocado dentro dele e um capacete que o tornava invis\u00edvel. Equipado com uma espada de Hermes que nunca podia ser entortada ou quebrada, e um escudo da deusa Atena, que o protegeria de virar pedra. <strong>Perseu<\/strong> encontrou a Medusa e a matou.\n\nCom seu capacete que o tornava invis\u00edvel, ele foi capaz de escapar da ira de suas irm\u00e3s e com a cabe\u00e7a do monstro em seu alforje, ele voou em suas sand\u00e1lias aladas de volta para casa. Enquanto passava pela Eti\u00f3pia, ele salvou a princesa Andr\u00f3meda que estava prestes a ser sacrificada para um monstro marinho e a tomou como sua esposa.\n\nEm S\u00e9rifo ele libertou sua m\u00e3e de Polidectos usando a cabe\u00e7a da Medusa para transformar o rei e seus seguidores em pedra. Ent\u00e3o todos retornaram \u00e0 Gr\u00e9cia, onde <strong>Perseu<\/strong> acidentalmente matou seu av\u00f4 Acr\u00edsios com um disco, cumprindo assim a profecia.\n\nDe acordo com uma lenda, <strong>Perseu<\/strong> foi \u00e0 \u00c1sia, onde seu filho Perses governou os persas, povo que recebeu seu nome.\n<h4>Perseu &#8211; Origem<\/h4>\nDanae, filha do rei de Argos, Acr\u00edsio, foi trancada por seu pai em uma torre de bronze, porque o or\u00e1culo anunciara a este que o seu neto devia um dia usurpar-lhe a coroa e mat\u00e1-lo; J\u00fapiter mudou-se em uma chuva de ouro, e tendo conseguido introduzir-se na torre, tornou Danae m\u00e3e de <strong>Perseu<\/strong>. Tendo o rei sabido do nascimento dessa crian\u00e7a, fez expor a m\u00e3e e o filho no mar, em uma barca fr\u00e1gil que as ondas felizmente impeliram para as costas da ilha de Serifos.\n\nUm pescador encontrou a barca e os dois desgra\u00e7ados ainda com vida, e levou-os imediatamente ao Polidetes, que os recebeu bem, e tomou sobre si a educa\u00e7\u00e3o do jovem pr\u00edcipe.\n\nMais tarde Polidetes, apaixonado por Danae e querendo despos\u00e1-la, procurou um meio de afastar o filho, j\u00e1 que as leis n\u00e3o permitiam uma mulher com filho desposar outro que n\u00e3o fosse seu pai, e ordenou que fosse combater a Medusa (mulher que ousou se comparar em beleza com Minerva, a deusa ficou t\u00e3o irritada com essa pretens\u00e3o que transformou seus lindos cabelos em serpentes e deu a seus olhos o poder de mudar em pedra a tudo que vissem, muitas pessoas na ilha que eles moravam estavam sentindo os efeitos dos seus olhares) e trouxesse a cabe\u00e7a dela.\n\n<strong>Perseu<\/strong>, querendo pagar a bondade de Polidetes, parte nessa miss\u00e3o.\n\nAmado pelos deuses, recebeu para \u00eaxito de sua miss\u00e3o a espada e o escudo de Minerva, o capacete da invisibilidade de Plut\u00e3o e as sand\u00e1lias com asas de Merc\u00fario.\n\nQuando chegou ao templo da Medusa, com receio de ser petrificado, colocou diante de si o escudo da deusa, que por ser bem polido, refletia as imagens, e, na m\u00e3o direita a espada, que com a aproxima\u00e7\u00e3o do monstro, sem olhar para ela, fez cair sua cabe\u00e7a, que desde ent\u00e3o traz consigo em todas as expedi\u00e7\u00f5es para petrificar os inimigos. Do sangue que saiu da ferida da Medusa, quando sua cabe\u00e7a foi cortada, nasceu P\u00e9gaso (cavalo alado).\n\nDesde que P\u00e9gaso viu a luz, voou para a morada dos imortais, o Olimpo, foi domado por Minerva, a quem desde ent\u00e3o obedeceu.\n\n<strong>Perseu<\/strong> voltou para a ilha de Serifos e, um dia em que num festim, Polidetes quis ultrajar Danae, <strong>Perseu<\/strong>, para defender sua m\u00e3e, apresentou ao rei a cabe\u00e7a da Medusa, que imediatamente o petrificou.\n\nDepois de algum tempo soube que a linda princesa Andr\u00f4meda seria sacrificada a um monstro marinho, resolveu salv\u00e1-la e pediu a ajuda de Minerva nesta miss\u00e3o.\n\n<strong>Perseu<\/strong> montou no P\u00e9gaso que a deusa lhe emprestara e, atrav\u00e9s dos ares, transportou-se at\u00e9 o pa\u00eds da Eti\u00f3pia.\n\nNa Eti\u00f3pia vivia uma princesa chamada Andr\u00f4meda, filha do rei Cefeu. Juno estava muito enciumada devido a grande beleza da princesa, que era maior que a sua. Netuno para vingar a deusa, instigou um monstro marinho que desolava o pa\u00eds. O or\u00e1culo, consultado para saber um meio de acalmar os deuses, respondeu que era preciso expor Andr\u00f4meda ao furor do monstro.\n\nA jovem princesa foi amarrada em um rochedo, e o monstro estava prestes a devor\u00e1-la, quando <strong>Perseu<\/strong>, montado no P\u00e9gaso, petrificou e matou o monstro com a cabe\u00e7a da Medusa. Quebrou as correntes de Andr\u00f4meda, entregou-a a seu pai, e tornou-se seu esposo.\n\nA cerim\u00f4nia de n\u00fapcias foi, por\u00e9m, perturbada pelo ci\u00fame de Fineu, esse pr\u00edncipe, a quem Andr\u00f4meda tinha sido prometida em casamento, reuniu v\u00e1rios homens e entrou com eles na sala do banquete, provocando uma terr\u00edvel carnificina.\n\n<strong>Perseu<\/strong> teria morrido se n\u00e3o tivesse recorrido \u00e0 cabe\u00e7a de Medusa, a cuja vista Fineu e seus amigos foram petrificados.\n\nDepois voltou a Argos, na Gr\u00e9cia com a jovem princesa. Se bem que tivesse motivos de sobras contra seu av\u00f4 Acr\u00edsio, restabeleceu-o no trono, donde Proeto o expulsara e matou o usurpador.\n\nPouco tempo depois, por\u00e9m, matou Acr\u00edsio com um disco, nos jogos que se celebravam, e assim cumpriu-se a profecia. Causo-lhe este acidente t\u00e3o viva dor, que depois de um tempo, deixou Argos e fundou a cidade de Micenas.\n\nRetirando-se para Micenas, cedeu generosamente o trono de Argos a Megapento, filho de Proeto, esperava assim fazer as pazes com ele.\n\nMas o pr\u00edncipe preparou-lhe uma armadilha, e f\u00ea-lo morrer para vingar a morte de seu pai, que havia sido morto por ele. Esse her\u00f3i foi colocado no c\u00e9u, em forma de constela\u00e7\u00e3o, por seu pai J\u00fapiter, junto com sua esposa, Andr\u00f4meda.\n\n<strong>As Aventuras de Perseu<\/strong>\n\nAcr\u00edsio, rei de Argos, s\u00f3 tinha uma filha, chamada D\u00e2nae.\n\n<strong>Ele queria um filho, e perguntou ao or\u00e1culo o que o futuro lhe reservava. o or\u00e1culo respondeu:<\/strong> &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 um filho homem e seu neto o matar\u00e1&#8221;. O rei, aterrorizado, prendeu sua filha em uma torre altas, atr\u00e1s de portas de bronze. Mas Zeus veio at\u00e9 ela em uma chuva de ouro e, no tempo certo, ela deu a luz \u00e0 um filho, <strong>Perseu<\/strong>.\n\nTemendo a ira de Zeus caso matasse sua filha e seu neto, Acr\u00edsio lan\u00e7ou D\u00e2nae e <strong>Perseu<\/strong> no mar, numa arca de madeira. D\u00e2nae pediu ajuda a Zeus e, em vez de ser engolida pelas \u00e1guas, a arca chegou \u00e0 ilha de Serifos. Com o tempo, o rei da ilha, Polidectes, acabou encontrando D\u00e2nae. Ele a desejou como esposa, mas ela o recusou.\n\nCom <strong>Perseu<\/strong> agora j\u00e1 crescido para proteg\u00ea-la, o rei sabia que n\u00e3o conseguiria faz\u00ea-la aceit\u00e1-lo.\n\nDecidiu, ent\u00e3o, se livrar de <strong>Perseu<\/strong>. Ofereceu um banquete para os jovens da aldeia.\n\nTodos os convidados trouxeram presentes, exceto <strong>Perseu<\/strong>, que era muito pobre. Envergonhado, ele prometeu ao rei um presente. &#8220;Traga-me a cabe\u00e7a da G\u00f3rgona Medusa&#8221;, pediu Polidectes. Medusa era um monstro terr\u00edvel, com cobras no cabelo e um olhar que transformava a pessoa em pedra. A tarefa era imposs\u00edvel.\n\nZeus teve piedade de <strong>Perseu<\/strong> e enviou dois imortais, Atena e Hermes para ajud\u00e1-lo.\n\n<strong>Atena emprestou a Perseu seu escudo, dizendo: <\/strong>&#8220;Olhe apenas o reflexo de Atenas no escudo e voc\u00ea n\u00e3o se transformar\u00e1 em pedra&#8221;.\n\nHermes emprestou a <strong>Perseu<\/strong> uma foice para cortar a cabe\u00e7a da G\u00f3rgona. Tamb\u00e9m disse a <strong>Perseu<\/strong> como encontrar a Ninfa do Vento Norte, que lhe emprestaria sand\u00e1lias aladas, uma rede para prender a cabe\u00e7a de Medusa, e buscaria pra ele o Gorro da Invisibilidade de Hades, deus do Mundo dos Mortos. Usando as sand\u00e1lias e o gorro, <strong>Perseu<\/strong> voou sem ser visto at\u00e9 o lugar onde estava Medusa e suas duas irm\u00e3s, dormindo ao lado das j\u00e1 carcomidas est\u00e1tuas de outros her\u00f3is transformados em pedra por seu olhar. Olhando apenas para o reflexo da Medusa no seu escudo, <strong>Perseu<\/strong> arrancou a foice, cortou a cabe\u00e7a da G\u00f3rgona e a jogou na rede. Do corpo dela, saltou o maravilhoso cavalo alado, P\u00e9gaso.\n\nVoltando para casa, <strong>Perseu<\/strong> viu uma mo\u00e7a amarrada em uma pedra. Seu nome era Andr\u00f4meda e ela estava prestes a ser sacrificada a um monstro marinho, para impedir que ele acabasse com o reino de seu pai. Quando a criatura se levantou das profundezas, <strong>Perseu<\/strong> puxou a cabe\u00e7a da Medusa e transformou o monstro em pedra. <strong>Perseu<\/strong> e Andr\u00f4meda, que haviam se apaixonado \u00e0 primeira vista, logo se casaram.\n\nQuando <strong>Perseu<\/strong> retornou a Serifos, Polidectes transformara D\u00e2nae em escrava. O rei ficou surpreso ao ver <strong>Perseu<\/strong> vivo e n\u00e3o acreditou que ele tivesse matado a Medusa.\n\n<strong>Perseu<\/strong> lhe mostrou a cabe\u00e7a da G\u00f3rgona e ele se transformou em est\u00e1tua ali mesmo.\n\nE a profecia do or\u00e1culo se concretizou, pois <strong>Perseu<\/strong>, no final, acabou matando seu av\u00f4. Um dia ele estava atirando discos, quando, pela vontade dos deuses, um disco atingiu Acr\u00edsio.\n\nO cavalo alado P\u00e9gaso se tornou a montaria de outro her\u00f3i, Belerofonte que o cavalgou quando foi matar a Quimera, monstro com cabe\u00e7a de le\u00e3o que expelia fogo, e tinha corpo de bode e rabo de serpente. Belerofonte matou-a, atirando uma lan\u00e7a em sua garganta. A lan\u00e7a tinha um peda\u00e7o de chumbo na ponta que derreteu com o fogo da respira\u00e7\u00e3o de Quimera, queimando-a por dentro.\n\nBelerofonte era um homem t\u00e3o grande que acabou se achando igual aos deuses. Ele foi com P\u00e9gaso ao Olimpo. mas Zeus mandou uma vespa ferroar P\u00e9gaso que corcoveou, atirando Belerofonte na terra, onde ele terminou seus dias como mendigo. Quanto a P\u00e9gaso, Zeus come\u00e7ou a us\u00e1-lo para carregar seus raios.\n<h4><strong>Perseu &#8211; <\/strong>Her\u00f3i da Mitologia Grega<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Perseu\" src=\"imagens\/perseu19.jpg\" alt=\"Perseu\" \/><strong>\nPerseu e Medusa<\/strong><\/p>\nTemeroso de ver cumprida a previs\u00e3o de um or\u00e1culo, segundo a qual sua filha D\u00e2nae daria \u00e0 luz aquele que lhe roubaria o trono e a vida, Acr\u00edsio, rei de Argos, enclausurou-a numa torre.\n\nZeus, sob a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre e engravidou D\u00e2nae, que gerou <strong>Perseu<\/strong>.\n\nHer\u00f3i da mitologia grega, <strong>Perseu<\/strong> era filho de Zeus com a mortal D\u00e2nae. Logo ap\u00f3s seu nascimento, o av\u00f4 abandonou-o ao mar numa arca, em companhia da m\u00e3e, para que morressem. A correnteza, por\u00e9m, arrastou a arca at\u00e9 a ilha de S\u00e9rifo, reino de Polidectes, que se apaixonou por D\u00e2nae.\n\n<strong>Mais tarde, com o intuito de afastar Perseu da m\u00e3e, Polidectes encarregou Perseu de perigosa miss\u00e3o:<\/strong> trazer a cabe\u00e7a da Medusa, a \u00fanica G\u00f3rgona mortal.\n\nCom a ajuda de Atena, Hades e Hermes, que lhe emprestaram as armas e a armadura, <strong>Perseu<\/strong> venceu as G\u00f3rgonas e, para evitar a vis\u00e3o da Medusa, que petrificava quem a fitasse, decapitou-a enquanto dormia, guiando-se por sua imagem refletida no escudo de Atena. Passou ent\u00e3o a carregar sua cabe\u00e7a como um trof\u00e9u, com que petrificava inimigos.\n\nNa Eti\u00f3pia, Cassiop\u00e9ia, esposa do rei Cefeu e m\u00e3e de Andr\u00f4meda, proclamara-se mais bela que as pr\u00f3prias ninfas. Pos\u00eaidon, furioso, castigou-os com uma inunda\u00e7\u00e3o e com a presen\u00e7a de um monstro marinho.\n\nUm or\u00e1culo informou a Cefeu que a \u00fanica maneira de salvar o reino seria expor Andr\u00f4meda ao monstro, o que foi feito. <strong>Perseu<\/strong>, em sua viagem de volta a casa, viu a bela princesa e apaixonou-se por ela. Com a cabe\u00e7a da Medusa, petrificou o monstro e libertou a jovem, com quem se casou.\n\nDe volta \u00e0 Gr\u00e9cia com a esposa, ap\u00f3s resgatar sua m\u00e3e do castelo de Polidectes, <strong>Perseu<\/strong> restabeleceu o av\u00f4 Acr\u00edsio no trono de Argos mas, como predissera o or\u00e1culo, terminou por mat\u00e1-lo, embora acidentalmente.\n\nAo sair de Argos, fundou Micenas, e tanto a Gr\u00e9cia como o Egito o honraram como her\u00f3i.\n<h4><strong>Perseu &#8211; Quem foi<\/strong><\/h4>\n<strong>Perseu<\/strong> era filho de uma mortal, Danae, e do grande deus Zeus, rei do Olimpo. O pai de Danae, o rei Acr\u00edsio, havia sido informado por um or\u00e1culo de que um dia seria morto por seu neto e, aterrorizado, aprisionou a filha e afastou todos os seus pretendentes.\n\n<strong>Mas Zeus era deus e desejava Danae:<\/strong> entrou na pris\u00e3o disfar\u00e7ado em chuva de ouro, e o resultado dessa uni\u00e3o foi Perseu. Ao descobrir que, apesar de suas precau\u00e7\u00f5es, tinha um neto, Acr\u00edsio fechou Danae e o beb\u00ea numa arca de madeira e os lan\u00e7ou ao mar, na esperan\u00e7a de que se afogassem.\n\nMas Zeus enviou ventos favor\u00e1veis, que sopraram m\u00e3e e filho pelo mar e os levaram suavemente \u00e0 costa. A arca parou numa ilha, onde foi encontrada por um pescador. O rei que comandava a ilha recolheu Danae e Perseu e lhes deu abrigo.\n\n<strong>Perseu cresceu forte e corajoso e, quando sua m\u00e3e se afligiu com as indesejadas investidas amorosas do rei, o jovem aceitou o desafio que este lhe fez:<\/strong> o de lhe levar a cabe\u00e7a da Medusa, uma das G\u00f3rgonas. <strong>Perseu<\/strong> aceitou essa miss\u00e3o perigosa n\u00e3o porque ambicionasse alguma gl\u00f3ria pessoal, mas porque amava a m\u00e3e e estava disposto a arriscar a vida para proteg\u00ea-la.\n\nA G\u00f3rgona Medusa era t\u00e3o hedionda que quem olhasse seu rosto transformava-se em pedra.\n\n<strong>Perseu precisaria da ajuda dos deuses para venc\u00ea-la, e Zeus, seu pai, certificou-se de que essa assist\u00eancia lhe fosse oferecida:<\/strong> Hades, o rei do mundo subterr\u00e2neo, emprestou-lhe um capacete que tornava invis\u00edvel quem o usasse; Hermes, o Mensageiro Divino, deu-lhe sand\u00e1lias aladas; e Atena lhe deu uma espada e um escudo.\n\n<strong>Perseu<\/strong> p\u00f4de fitar o reflexo da Medusa e, assim, decepou-lhe a cabe\u00e7a, sem olhar diretamente para seu rosto medonho.\n\nCom a cabe\u00e7a monstruosa seguramente escondida num saco, o her\u00f3i voltou para casa. Na viagem, avistou uma bela donzela acorrentada a um rochedo \u00e0 beira-mar, \u00e0 espera da morte pelas m\u00e3os de um assustador monstro marinho.\n\n<strong>Perseu<\/strong> soube que ela se chamava Andr\u00f4meda e estava sendo sacrificada ao monstro porque sua m\u00e3e havia ofendido os deuses. Comovido por sua afli\u00e7\u00e3o e sua beleza, o her\u00f3i apaixonou-se por ela e a libertou, transformando o monstro marinho em pedra com a cabe\u00e7a da Medusa. Em seguida, levou Andr\u00f4meda para conhecer sua m\u00e3e, que, na aus\u00eancia dele, tinha sido t\u00e3o atormentada pelas investidas do rei depravado que, desesperada, tinha ido se refugiar no templo de Atena.\n\nMais uma vez, <strong>Perseu<\/strong> ergueu bem alto a cabe\u00e7a da Medusa e transformou em pedra os inimigos da m\u00e3e. Depois, entregou a cabe\u00e7a a Atena, que a incrustou em seu escudo, onde ela se tornou o emblema da deusa para sempre.\n\n<strong>Perseu<\/strong> tamb\u00e9m devolveu os outros presentes aos deuses que os haviam oferecido. Da\u00ed em diante, ele e Andr\u00f4meda viveram em paz e harmonia e tiveram muitos filhos. Sua \u00fanica tristeza foi que, um dia, ao participar dos jogos atl\u00e9ticos, ele arremessou um disco que foi levado a uma dist\u00e2ncia excepcional por uma rajada de vento. O disco atingiu e matou acidentalmente um velho. Tratava-se de Acr\u00edsio, o av\u00f4 de <strong>Perseu<\/strong>, e com isso, finalmente, cumpriu-se or\u00e1culo do qual um dia o velho tentara se livrar.\n\nMas <strong>Perseu<\/strong> n\u00e3o tinha um esp\u00edrito rancoroso ou vingativo e, por causa dessa morte acidental, n\u00e3o quis governar o reino que era seu por direito. Em vez disso, trocou de reino com seu vizinho, o rei de Argos, e construiu para si uma poderosa cidade, Micenas, onde viveu uma longa vida com sua fam\u00edlia, com amor e honradez\n\nFonte: www.geocities.com\/www.nomismatike.hpg.ig.com.br\n<h6>Perseu<\/h6>\nHer\u00f3i arg\u00f3lico, o filho de Zeus e D\u00e2nae possui uma genealogia famosa, figurando, de resto, como um dos ancestrais diretos de H\u00e9racles.\n\nReduzindo ao m\u00ednimo necess\u00e1rio o mito de sua extensa e nobre linhagem, vamos ver que tudo come\u00e7ou no Egito. Com efeito, de Zeus e Io nasceu \u00c9pafo, cuja filha L\u00edbia, unida a Pos\u00eddon, engendrou os g\u00eameos Agenor e Belo. Enquanto o primeiro reinou na S\u00edria, o segundo permaneceu no Egito. Do enlace sagrado do rei Belo com Anqu\u00ednoe, filha do rio Nilo, nasceram os g\u00eameos Egito e D\u00e2nao. Temendo o irm\u00e3o, pois que g\u00eameos, sobretudo quando do mesmo sexo, entram normalmente em conflito, D\u00e2nao fugiu para A Arg\u00f3lida, onde reinava Gelanor, levando as cinquenta filhas que tivera de v\u00e1rias mulheres. Conta-se que, ao chegar ao pal\u00e1cio real, Gelanor lhe cedeu pacificamente o poder.\n\n<strong>Uma variante, todavia, narra que se travou entre os dois um longo torneio ret\u00f3rico e que, logo ap\u00f3s o mesmo, ocorreu um prod\u00edgio:<\/strong> surgiu da floresta vizinha um lobo, que, precipitando-se sobre o rebanho de Gelanor, matou instantaneamente o touro. O povo viu nisto a indica\u00e7\u00e3o do forasteiro para rei. D\u00e2nao, ent\u00e3o fundou Argos, onde, ali\u00e1s, mais tarde se localizou seu t\u00famulo, e mandou erguer um santu\u00e1rio a Apolo L\u00edcio, ou seja, Apolo, deus-Lobo.\n\nCinquenta sobrinhos de D\u00e2nao, no entanto, inconformados com a fuga das primas, pediram ao rei de Argos que esquecesse a inimizade com Egito e, para selar o pacto de paz, pediram-nas em casamento. O rei concordou, mas deu a cada uma das filhas um punhal, recomendando-lhes que matassem os maridos na primeira noite de n\u00fapcias. Todas as Danaides cumpriram a ordem paterna, menos Hipermnestra, que fugiu com seu noivo Linceu. Este, mais tarde, vingou-se, matando ao sogro e as quarenta e nove cunhadas, as Danaides, que foram condenadas no Hades a encher de \u00e1gua, eternamente, um tonel sem fundo.\n\n<strong>Nascimento <\/strong>\n\nDe Linceu e Hipermnestra nasceu Abas, que, casado com Aglaia, foi pai dos g\u00eameos Acr\u00edsio e Preto, nos quais se reviveu o \u00f3dio que mantivera um contra o outro seus av\u00f4s D\u00e2nao e Egito. Contava-se mesmo que a luta entre Acr\u00edsio e Preto se iniciara no ventre materno. Depois, quando mo\u00e7os, travaram uma guerra violenta pela posse do trono de Argos. Desse magno certame saiu vencedor Acr\u00edsio, que expulsou o irm\u00e3o da Arg\u00f3lida, tendo-se este refugiado na L\u00edcia, onde se casou com Antita, que os tr\u00e1gicos denominavam Esteneb\u00e9ia, filha do rei local I\u00f3bates. Este, \u00e0 frente de um ex\u00e9rcito l\u00edcio, invadiu a Arg\u00f3lia, apossando-se de Tirinto, que foi fortificada com muralhas gigantescas, erguidas pelos Ciclopes.\n\n<strong>Os g\u00eameos, por fim, chegaram a um acordo:<\/strong> Acr\u00edsio reinaria em Argos e Preto em Tirinto, ficando, desse modo, a Arg\u00f3lida dividida em dois reinos.\n\nTendo desposado Eur\u00eddice, filha de Laced\u00eamon, her\u00f3i ep\u00f4nimo da Lacedem\u00f4nia, cuja capital era Esparta, o rei de Argos teve uma filha, D\u00e2nae, mas, desejando um filho, consultou o Or\u00e1culo. Este limitou-se a responder-lhe que D\u00e2nae teria um filho que o mataria. De preto e Esteneb\u00e9ia nasceram as c\u00e9lebres pr\u00e9tidas, Lisipe, Ifianassa, If\u00ednoe e um homem, Megapentes.\n\nTemendo que o or\u00e1culo se cumprisse, Acr\u00edsio mandou construir uma c\u00e2mara de bronze subterr\u00e2nea e l\u00e1 encerrou a filha, em companhia da ama.\n\nZeus, todavia, o fecundador por excel\u00eancia, penetrou na inviol\u00e1vel c\u00e2mara de D\u00e2nae por uma fenda nela existente e, sob a forma de chuva de ouro, engravidou a princesa, que se tornou m\u00e3e de <strong>Perseu<\/strong>. Durante algum tempo, o menino p\u00f4de, com a cumplicidade da ama, ser conservado secretamente, mas no dia em que o rei teve conhecimento da exist\u00eancia do neto, n\u00e3o acreditou que o mesmo fosse filho de Zeus, atribuindo-lhe o nascimento a alguma a\u00e7\u00e3o criminosa de seu irm\u00e3o e eterno rival Preto.\n\nAp\u00f3s ordenar a execu\u00e7\u00e3o da ama, encerrou m\u00e3e e filho num cofre de madeira e ordenou que fossem lan\u00e7ados no mar. A pequena arca, arrastada pelas ondas, foi dar \u00e0 ilha de S\u00e9rifo, uma das C\u00edclades, onde reinava o tirano Polidectes. Um irm\u00e3o do rei, de nome D\u00edctis, etimologicamente a rede, pessoa muito humilde, os &#8220;pescou&#8221; e conduziu para sua casa modesta na ilha, encarregando-se de sustent\u00e1-los.\n\n<strong>Perseu<\/strong> tornou-se rapidamente um jovem esbelto, alto e destemido, segundo conv\u00e9m a um her\u00f3i. Polidectes, apaixonado por D\u00e2nae, nada podia fazer, uma vez que o jovem pr\u00edncipe mantinha guarda cerrada em torno da m\u00e3e e o rei n\u00e3o queria ou n\u00e3o ousava apossar-se dela pela viol\u00eancia.\n\n<strong>Ascens\u00e3o <\/strong>\n\nCerta feita, Polidectes convidou um grande n\u00famero de amigos,inclusive <strong>Perseu<\/strong>, para um jantar e no curso do mesmo perguntou qual o presente que os amigos desejavam oferecer-lhe. Todos responderiam que um cavalo seria o \u00fanico presente digno de um rei.\n\n<strong>Perseu<\/strong>, no entanto, respondeu que, se Polidectes o desejasse, ele lhe traria a cabe\u00e7a de Medusa. Na manh\u00e3 seguinte, todos os pr\u00edncipes ofereceram um cavalo ao tirano, menos o filho de D\u00e2nae, que nada ofertou.\n\nO rei, que h\u00e1 muito suspirava por D\u00e2nae e, vendo em <strong>Perseu<\/strong> um obst\u00e1culo, ordenou-lhe que fosse buscar a cabe\u00e7a da G\u00f3rgona, sem o que ele lhe violentaria a m\u00e3e.\n\n<strong>Este \u00e9 o grande momento da separa\u00e7\u00e3o e da inicia\u00e7\u00e3o: <\/strong>o her\u00f3i afasta-se do respaldo materno e vai mergulhar em grandes aventuras, em busca de sua libera\u00e7\u00e3o dos &#8220;poderes inconscientes maternos&#8221;.\n\nPara evitar ou ao menos refrear os &#8220;desmandos her\u00f3icos&#8221; e sobretudo para dar-lhe respaldo na execu\u00e7\u00e3o de tarefas imposs\u00edveis, todo her\u00f3i conta com o aux\u00edlio divino. <strong>Perseu<\/strong> ter\u00e1 por coadjutores celestes a Hermes e Atena, que lhe fornecer\u00e3o os meios necess\u00e1rios para que leve a bom termo a promessa imprudente feita a Polidectes. Conforme o conselho dessas divindades, o filho de D\u00e2nae deveria procurar primeiro as f\u00f3rcias, isto \u00e9, as tr\u00eas filhas de F\u00f3rcis, divindade marinha da primeira gera\u00e7\u00e3o divina. Esses tr\u00eas monstros denominavam-se tamb\u00e9m Gr\u00e9ias, quer dizer, as &#8220;velhas&#8221;, as quais, ali\u00e1s, j\u00e1 haviam nascido velhas.\n\n<strong>Chamavam-se:<\/strong> Enio, Pefredo e Dino, que possu\u00edam em comum apenas um olho e um dente. O caminho para chegar at\u00e9 elas n\u00e3o era f\u00e1cil, pois habitavam o extremo ocidente, no pa\u00eds da noite, onde jamais chegava um s\u00f3 raio de sol. Mas era imprescind\u00edvel que <strong>Perseu<\/strong> descesse ao pa\u00eds das sombras eternas, porquanto somente as Gr\u00e9ias conheciam a rota que levava ao esconderijo das G\u00f3rgonas e tinham exatamente a incumb\u00eancia de barr\u00e1-la a quem quer que fosse.\n\n<strong>Mais importante ainda:<\/strong> eram as \u00fanicas a saber onde se escondiam determinadas , que guardavam certos objetos indispens\u00e1veis ao her\u00f3i no cumprimento de sua miss\u00e3o.\n\nAjudado por Hermes, o deus que n\u00e3o se perde na &#8220;noite&#8221; e no caminho, e pela intelig\u00eancia de Atena, que espanca as trevas, <strong>Perseu<\/strong> logrou chegar \u00e0 habita\u00e7\u00e3o das Gr\u00e9ias, que, por disporem de um s\u00f3 olho, montavam guarda em turno, estando duas sempre dormindo. O her\u00f3i se colocou atr\u00e1s da que, no momento, estava de vig\u00edlia e, num gesto r\u00e1pido, arrebatou-lhe o \u00fanico olho, prometendo devolv\u00ea-lo caso a Gr\u00e9ia lhe informasse como chegar \u00e0s misteriosas ninfas.\n\n<strong>Estas sem a menor resist\u00eancia ou dificuldade, entregaram-lhe o que, segundo um or\u00e1culo, era indispens\u00e1vel para matar a G\u00f3rgona:<\/strong> sand\u00e1lias com asas, uma esp\u00e9cie de alforje denominado qu\u00edbisis, para guardar a cabe\u00e7a de Medusa e o capacete de Hades, que tornava invis\u00edvel a quem o usasse. Al\u00e9m do mais, o pr\u00f3prio Hermes lhe deu uma afiada espada de a\u00e7o e Atena emprestou-lhe seu escudo de bronze, polido como um espelho. Com essa verdadeira pan\u00f3plia o her\u00f3i dirigiu-se imediatamente para o esconderijo das G\u00f3rgonas, tendo-as encontrado em sono profundo. Eram tr\u00eas as impropriamente denominadas G\u00f3rgonas, uma vez que s\u00f3 a primeira, Medusa, \u00e9, de fato, G\u00f3rgona, enquanto as outras duas, \u00c9steno e Eur\u00edale s\u00f3 lato sensu \u00e9 que podem ser assim denominadas.\n\nEstes tr\u00eas monstros tinham a cabe\u00e7a aureolada de serpentes venenosas, presas de javali, m\u00e3os de bronze e asas de ouro e petrificavam a quem as olhasse. N\u00e3o podendo, por isso mesmo,fixar Medusa, <strong>Perseu<\/strong> pairou acima das tr\u00eas G\u00f3rgonas adormecidas, gra\u00e7as \u00e0s sand\u00e1lias aladas; refletiu o rosto de Medusa no polido escudo de Atena e, com a espada que lhe deu Hermes, decapitou-a. Do pesco\u00e7o ensang\u00fcentado do monstro nasceram o cavalo P\u00e9gaso e o gigante Crisaor, filhos de Pos\u00eddon, que foi o \u00fanico deus a se aproximar das G\u00f3rgonas e ainda manter um com\u00e9rcio amoroso com Medusa. Posteriormente a cabe\u00e7a do monstro foi colocada, no escudo de Atena e assim a deusa petrificava a quantos inimigos ousassem olhar parar ela.\n\nTendo colocado a cabe\u00e7a da G\u00f3rgona no alforje, o her\u00f3i partiu. \u00c9steno e Eur\u00edale sa\u00edram-lhe em persegui\u00e7\u00e3o, mas inutilmente, porquanto o capacete de Plut\u00e3o o tornara invis\u00edvel.\n\n<strong>Resgatando Andr\u00f4meda <\/strong>\n\nPartindo do ocidente, dessa verdadeira Cat\u00e1base, <strong>Perseu<\/strong> dirigiu-se para o oriente, e chegou \u00e0 Eti\u00f3pia, onde encontrou o pa\u00eds assolado por um flagelo. \u00c9 que Cassiop\u00e9ia, esposa do rei local, Cefeu, pretendia ser mais bela que todas as nereidas ou que a pr\u00f3pria deusa Hera, segundo outras vers\u00f5es. Estas, inconformadas e enciumadas com a presun\u00e7\u00e3o da rainha, solicitaram a Pos\u00eddon que as vingasse de t\u00e3o grande afronta. O deus do mar enviou contra o reino de Cefeu um monstro marinho que o devastava por inteiro. Consultado o or\u00e1culo de Amon, este declarou que a Eti\u00f3pia s\u00f3 se livraria de t\u00e3o grande calamidade se Andr\u00f4meda fosse agrilhoada a um rochedo, \u00e0 beira-mar, como v\u00edtima expiat\u00f3ria ao monstro, que a devoraria. Pressionado pelo povo, o rei consentiu em que a filha fosse exposta, como Psiqu\u00e9, \u00e0s &#8220;n\u00fapcias da morte&#8221;.\n\nFoi nesse momento que chegou o her\u00f3i argivo. Vendo a jovem exposta ao monstro, <strong>Perseu<\/strong>, como acontecera, em outras circunst\u00e2ncias, a Eros em rela\u00e7\u00e3o a Psiqu\u00e9, se apaixonou por Andr\u00f4meda, e prometeu ao rei que a salvaria, caso este lhe desse a filha em casamento. Conclu\u00eddo o pacto, o her\u00f3i, usando suas armas m\u00e1gicas, libertou a noiva e a devolveu aos pais, aguardando as prometidas n\u00fapcias. Estas, no entanto, ofereciam dificuldades, porque Andr\u00f4meda j\u00e1 havia sido prometida em casamento a seu tio Fineu, irm\u00e3o de Cefeu, que planejou com seus amigos eliminar o her\u00f3i.\n\nDescoberta a conspira\u00e7\u00e3o, Perseu mostrou a cabe\u00e7a de Medusa a Fineu e a seus c\u00famplices, transformando-os em pedra. H\u00e1 uma variante que mostra o her\u00f3i em luta n\u00e3o contra Fineu, mas contra Agenor, irm\u00e3o g\u00eameo de Belo. \u00c9 que Agenor, instigado por Cefeu e Cassiop\u00e9ia, que se haviam arrependido de prometer a filha em casamento ao vencedor das G\u00f3rgonas, avan\u00e7ou contra este com duzentos homens em armas. <strong>Perseu<\/strong>, ap\u00f3s matar v\u00e1rios inimigos, j\u00e1 cansado de lutar, petrificou os demais com a cabe\u00e7a de Medusa, inclusive o casal real.\n\nAcompanhado, pois, da esposa Andr\u00f4meda, <strong>Perseu<\/strong> retornou \u00e0 ilha de S\u00e9rifo, onde novos problemas o aguardavam. Em sua aus\u00eancia, Polidectes tentara violentar-lhe a m\u00e3e, sendo preciso que ela e D\u00edctis, a quem o tirano igualmente perseguia, se refugiassem junto aos altares dos deuses, considerados e respeitados como locais inviol\u00e1veis.\n\n<strong>Vingan\u00e7a contra Polidectes <\/strong>\n\nO her\u00f3i, sabedor de que o rei se encontrava reunido no pal\u00e1cio com seus amigos, penetrou no sal\u00e3o a dentro e transformou Polidectes e toda a corte em est\u00e1tuas de pedra. Tomando as r\u00e9deas do poder, entregou o trono a D\u00edctis, o humilde pescador que o criara. Devolveu as sand\u00e1lias aladas, o alforje e o capacete de Plut\u00e3o a Hermes, a fim de que este os restitu\u00edsse \u00e0s suas leg\u00edtimas guardi\u00e3s, as ninfas. A cabe\u00e7a de Medusa, Atena a espetou no centro de seu escudo.\n\nDeixando para tr\u00e1s o reino de D\u00edctis, o her\u00f3i, em companhia de Andr\u00f4meda e D\u00e2nae, dirige-se para Argos, sua p\u00e1tria, uma vez que desejava conhecer seu av\u00f4 Acr\u00edsio. Este, sabedor das inten\u00e7\u00f5es do neto, e temendo o cumprimento do or\u00e1culo, fugiu para Larissa, onde reinava Tent\u00e2mides. Ora, Acr\u00edsio assitia, como simples espectador, aos jogos f\u00fanebres que o rei de Larissa mandava celebrar em mem\u00f3ria do pai.\n\n<strong>Perseu<\/strong>, como conv\u00e9m a um h\u00e9roi, participava dos Ag\u00f4nes, e lan\u00e7ou o disco com tanta infelicidade, ou, por outra, com o endere\u00e7o certo fornecido h\u00e1 tantos anos atr\u00e1s pelo or\u00e1culo, que o mesmo vitimou Acr\u00edsio.\n\nCheio de dor com a morte do av\u00f4, cuja identidade lhe era desconhecida, <strong>Perseu<\/strong> prestou-lhe as devidas honras f\u00fanebres, fazendo-o sepultar fora de Larissa. N\u00e3o ousando, por tristeza e contri\u00e7\u00e3o, dirigir-se a Argos, para reclamar o trono que, de direito, lhe pertencia, foi para Tirinto, onde reinava seu primo Megapentes, filho de Petro, e com ele trocou de reino. Assim, Megapentes tornou-se rei de Argos e <strong>Perseu<\/strong> reinou em Tirinto.\n\nUma variante obscura do mito narra a violenta oposi\u00e7\u00e3o feita por <strong>Perseu<\/strong> a Dionisio que, com suas M\u00eanades, tentava introduzir seu culto orgi\u00e1stico em Argos. O her\u00f3i perseguiu ao deus do \u00eaxtase e do entusiasmo e o afogou no Lago de Lerna. Havia sido assim que Dionisio terminara sua vida terrestre e, escalando o Olimpo, se reconciliara com a deusa Hera.\n\n\u00c0 \u00e9poca romana, o mito do filho de D\u00e2nae foi deslocado para a It\u00e1lia. A arca que transportava m\u00e3e e filho n\u00e3o teria chegado \u00e0 ilha de S\u00e9rifo, mas \u00e0s costas do L\u00e1cio. Recolhidos por pescadores, foram levados \u00e0 corte do rei Pilumno. Este desposou D\u00e2nae e com ela fundou a cidade de \u00c1rdea, antiga capital dos r\u00fatulos, situada no L\u00e1cio, perto do mar Tirreno, como est\u00e1 em Verg\u00edlio, Eneida, 7,411sq.\n\nTurno, rei dos r\u00fatulos, o grande advers\u00e1rio de En\u00e9ias, descendia dessa enlace, pois que Pilumno era av\u00f4 do her\u00f3i it\u00e1lico, ainda consoante a Eneida, 9,3sq.\n\n<strong>De Perseu, e Andr\u00f4meda nasceram os seguintes filhos:<\/strong> Perses, Alceu, Est\u00eanelo, Helio, Mestor, El\u00e9ctrion e Gorg\u00f3fone. Pois bem, H\u00e9racles \u00e9 bisneto de Perseu, ao menos no que tange ao lado Materno.\n\n<strong>Odsson Ferreira<\/strong>\n\n<strong>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/strong>\n\nBRAND\u00c3O, Junito de Souza. Mitologia Grega Vol III. Petr\u00f3polis, Vozes, 2004.\n\nFonte: www.mitologiagrega.templodeapolo.net\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perseu, Her\u00f3i, Mitologia Grega, Hist\u00f3ria, Medusa, Mito, Gr\u00e9cia, Lendas, P\u00e9gaso, Origem, Quem foi, Perseu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-12361","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Perseu - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Perseu - 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