{"id":12223,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/apolo\/"},"modified":"2026-08-31T21:45:59","modified_gmt":"2026-08-31T21:45:59","slug":"apolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/apolo\/","title":{"rendered":"Apolo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-23.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><strong><br \/>\n     Apolo &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> era o filho de Zeus e de Leto, irm\u00e3o      g\u00eameo de Artemis. <\/p>\n   \n<p>Ele era o deus da m\u00fasica, e ele \u00e9 muitas vezes representado      tocando uma lira de ouro. <\/p>\n   \n<p>Ele tamb\u00e9m era conhecido como o Archer, longe atirando com um      arco de prata; o deus da cura, dando ci\u00eancia da medicina ao homem; o deus      da luz; e o Deus de verdade. <\/p>\n   \n<p>Uma das mais importantes tarefas di\u00e1rias de Apolo foi para aproveitar      o seu carro de quatro cavalos, a fim de mover o Sol atrav\u00e9s do c\u00e9u.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> era um deus oracular, como ele era a      divindade prof\u00e9tica no Oracle no Delphi. Pessoas de todo o mundo viajavam      para l\u00e1 para saber o que o futuro reservava para eles, atrav\u00e9s de sua sacerdotisa      P\u00edtia. <\/p>\n   \n<p>O deus tamb\u00e9m era adorado na ilha de Delos, que foi inicialmente      dedicado \u00e0 sua irm\u00e3 g\u00eamea \u00c1rtemis. Em rela\u00e7\u00e3o aos rituais e pr\u00e1ticas que ocorreram      em Delos e Delfos, poderia ser dito que havia dois cultos completamente distintas      em honra de Apolo.<\/p>\n   \n<p>Como j\u00e1 mencionado, Apolo tamb\u00e9m foi considerado como o deus      da cura e da medicina, quer atrav\u00e9s de si mesmo ou atrav\u00e9s de seu filho Asclepius.      Ao mesmo tempo, ele tamb\u00e9m pode trazer doen\u00e7as e pragas com as suas setas;      considerou-se que um deus que pode causar a doen\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 capaz de impedi-lo.<\/p>\n   \n<p>Ele nasceu em Delos, onde sua m\u00e3e Leto buscaram ref\u00fagio; Hera,      tendo percebido que Leto foi engravidada por seu marido Zeus, Leto proibido      de dar \u00e0 luz em terra. Ent\u00e3o, Leto conseguiu ir para Delos, que havia sido      recentemente formado, e, portanto, n\u00e3o foi considerado uma verdadeira ilha      ainda. Os habitantes da ilha, juntamente com Artemis que haviam nascido um      dia antes, ajudou Leto dar \u00e0 luz Apolo. Leto, em seguida, prometeu aos Delians      que Apolo sempre favorece-los por ter ajudado ela.<\/p>\n   \n<p>Sua santa \u00e1rvore era o louro, e seu santo animal era o golfinho.<\/p>\n   \n<h4>Lenda<\/h4>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> &#8211; Filho de Zeus e de Leto, tamb\u00e9m chamado Febo, irm\u00e3o      g\u00eameo de \u00c1rtemis, nasceu \u00e0s fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos. \u00c9 o      deus radiante, o deus da luz ben\u00e9fica.<\/p>\n   \n<p>A lenda mostra-nos <strong>Apolo<\/strong>, ainda garoto, combatendo contra      o gigante T\u00edtio e matando-o, e contra a serpente P\u00edton, monstro sa\u00eddo da terra,      que assolava os campos, matando-a tamb\u00e9m. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> \u00e9 por\u00e9m, tamb\u00e9m concebido como divindade mal\u00e9fica,      executora de vingan\u00e7as. <\/p>\n   \n<p><strong>Em contraposi\u00e7\u00e3o, como d\u00e1 a morte, d\u00e1 tamb\u00e9m a vida:<\/strong> \u00e9 m\u00e9dico,      deus da sa\u00fade, amigo da juventude bela e forte. \u00c9 o inventor da adivinha\u00e7\u00e3o,      da m\u00fasica e da poesia, condutor das Musas, afasta as desventuras e protege      os rebanhos. <\/p>\n   \n<h4><strong>Apolo &#8211; <\/strong>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-24.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><strong><br \/>\n     Apolo &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p>Figura complexa e enigm\u00e1tica, que transmitia aos homens os segredos da vida      e da morte, <strong>Apolo<\/strong> foi o deus mais venerado no pante\u00e3o grego      depois de Zeus, o pai dos c\u00e9us.<\/p>\n   \n<p>Os santu\u00e1rios dedicados a essa divindade, sobre cuja origem &#8211; oriental ou      indo-europ\u00e9ia &#8211; existem d\u00favidas, se estendiam por todo o Mundo Hel\u00eanico; a      ele era consagrado o templo de Delfos, o de maior import\u00e2ncia na Gr\u00e9cia, mencionado      j\u00e1 na Il\u00edada. <\/p>\n   \n<p>Nesse santu\u00e1rio, centro do culto &#8220;Apol\u00edneo&#8221;, a P\u00edtia, ou Pitonisa,      aspirava os vapores que sa\u00edam de uma fenda na terra e, em profundo \u00eaxtase,      pronunciava o or\u00e1culo sob a influ\u00eancia do deus. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> e sua irm\u00e3 g\u00eamea \u00c1rtemis (identificada pelos romanos      com Diana) eram filhos de Zeus e Leto, da estirpe dos Tit\u00e3s. Segundo a lenda,      os dois nasceram na ilha de Delos, outro dos lugares importantes de seu culto,      onde Leto se havia refugiado, perseguida pelo implac\u00e1vel ci\u00fame de Hera, esposa      de Zeus.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, com um ano de idade e armado de arco e flechas, perseguiu      a serpente P\u00edton, tamb\u00e9m inimiga de sua m\u00e3e, at\u00e9 o lugar sagrado de Delfos,      e ali a matou.<\/p>\n   \n<p>Zeus recriminou o filho pela profana\u00e7\u00e3o do santu\u00e1rio e, em mem\u00f3ria da serpente,      instituiu os Jogos P\u00edticos.<\/p>\n   \n<p>O poder de <strong>Apolo<\/strong> se exercia em todos os \u00e2mbitos da natureza      e do homem.<\/p>\n   \n<p>Por isso, suas inova\u00e7\u00f5es eram m\u00faltiplas e variadas. Al\u00e9m de ser por excel\u00eancia      o deus dos or\u00e1culos e fundador de importantes cidades, sua prote\u00e7\u00e3o &#8211; e sua      tem\u00edvel ira &#8211; abarcava desde a agricultura e o gado at\u00e9 a juventude e seus      exerc\u00edcios de gin\u00e1stica, assim como os marinheiros e navegantes. Tinha poder      sobre a morte, tanto para envi\u00e1-la como para afast\u00e1-la, e Ascl\u00e9pio (o Escul\u00e1pio      Romano), o deus da medicina, era seu filho. Considerado tamb\u00e9m o &#8220;Condutor      das Musas&#8221;, tornou-se deus da m\u00fasica por ter vencido o deus P\u00e3 em um      torneio musical. Seu instrumento era a lira.<\/p>\n   \n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de <strong>Apolo<\/strong> com o Sol &#8211; da\u00ed ser chamado tamb\u00e9m      Febo (brilhante) &#8211; e o ciclo das esta\u00e7\u00f5es do ano constitu\u00eda, no entanto, sua      mais importante caracteriza\u00e7\u00e3o no mundo hel\u00eanico. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, que durante o inverno vivia com os hiperb\u00f3reos, m\u00edtico      povo do norte, regressava a Delos e Delfos a cada primavera, para presidir      \u00e0s festas que, durante o ver\u00e3o, eram celebradas em sua honra.<\/p>\n   \n<p>O culto de <strong>Apolo<\/strong> tamb\u00e9m teve grande amplitude em Roma. <\/p>\n   \n<p>As numerosas representa\u00e7\u00f5es que dele fizeram artistas de todos os tempos,      tanto na antiguidade Greco-Romana como nos per\u00edodos Renascentista e Barroco,      mostraram-no como um deus de beleza perfeita, s\u00edmbolo da harmonia entre corpo      e esp\u00edrito. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.greekmythology.com<\/p>\n   \n<h6>Apolo<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>Segundo a mitologia grega, <strong>Apolo<\/strong> era filho      de Zeus e Leto. <\/p>\n   \n<p>Era um m\u00fasico talentoso que deliciava os deuses tocando lira.    <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m ficou famoso como arqueiro e atleta veloz e foi o primeiro      vencedor dos jogos Ol\u00edmpicos. <\/p>\n   \n<p>Deus da agricultura e pecu\u00e1ria, da luz e da verdade, ensinou      aos humanos a arte da medicina.<\/p>\n   \n<h4>Divindade<\/h4>\n   \n<p>Divindade que recebeu grande rever\u00eancia desde os tempos dos gregos primitivos      at\u00e9 os romanos, <strong>Apolo<\/strong> era o filho de Zeus e da tit\u00e3 Leto,      e irm\u00e3o g\u00eameo de Artemis.<\/p>\n   \n<p>Leto foi seduzida por Zeus e foi obrigada a se esconder da ciumenta Hera      que a perseguiu atrav\u00e9s de toda a Terra. <\/p>\n   \n<p>Ela conseguiu ref\u00fagio na ilha de Asteria (Delos), onde deu \u00e0 luz Artemis      e logo depois ao g\u00eameo <strong>Apolo<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Existe por\u00e9m uma vers\u00e3o que diz que <strong>Apolo<\/strong> nasceu em Delos      enquanto Artemis nasceu em Ortygia.<\/p>\n   \n<p>Na realidade, nem seu nome nem sua origem podem ser definitivamente explicados.      De qualquer modo, parece certo que ele n\u00e3o era um deus originalmente grego,      tendo derivado dos hiperb\u00f3reos no norte long\u00ednquo ou dos habitantes da \u00c1sia      Menor (provavelmente da L\u00edcia).<\/p>\n   \n<p>Na Gr\u00e9cia seu culto expandiu principalmente a partir de Delos e Delfos. De      acordo com a lenda, logo ap\u00f3s seu nascimento <strong>Apolo<\/strong> matou      Python, o guardi\u00e3o do Or\u00e1culo de Delfos, e tomou o lugar de Temis, tornando-se      o senhor do or\u00e1culo. Para celebrar seu feito ele organizou os Jogos P\u00edtios.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, por\u00e9m, teve de pagar penit\u00eancia na Tess\u00e1lia pelo      assass\u00ednio de Phyton. Em seus mitos, Zeus por duas vezes for\u00e7ou Apolo a ser      escravo de um mortal para pagar pelos seus crimes.<\/p>\n   \n<p>Suas numerosas caracter\u00edsticas e fun\u00e7\u00f5es, assim como seus muitos ep\u00edtetos      (algumas vezes n\u00e3o traduz\u00edveis), indicam que os atributos de diversas divindades      locais foram gradualmente transferidos para ele e para sua irm\u00e3. Provavelmente      muito desses atributos n\u00e3o correspondiam \u00e0 suas naturezas originais, o que      deu origem ao car\u00e1ter multifacetado desses deuses.<\/p>\n   \n<h4>Origem<\/h4>\n   \n<p>Apolo tinha uma natureza intrinsicamente dual, podendo, por um lado, trazer      a boa fortuna e afastar o mal, enquanto por outro lado ele podia dar origem      a desastres. <\/p>\n   \n<p>Foi <strong>Apolo<\/strong> quem fez o acampamento dos gregos nas plan\u00edcies      de Troia sofrer com a peste, guiou a flecha mortal de P\u00e1ris que atingiu Aquiles,      matou os filhos de Niobe, e ap\u00f3s derrotar Marsyas em um concurso, esfolou-o      vivo.<\/p>\n   \n<p>Ainda assim ele era louvado como o deus da agricultura e dos rebanhos, a      quem os camponeses oravam por ajuda, deus da expia\u00e7\u00e3o e cura, guardi\u00e3o dos      port\u00f5es, protetor da lei e da ordem, e deus das artes (sobretudo da m\u00fasica)      e das ci\u00eancias. Como Febo, ele era o pr\u00f3prio deus-Sol, comparado a H\u00e9lio.<\/p>\n   \n<p>Devido \u00e0 sua inspira\u00e7\u00e3o musical, ele era chamado Musagetes (L\u00edder das Musas).<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> desempenhava seu mais importante papel dentro e fora      da Gr\u00e9cia como o senhor de muitos or\u00e1culos, dos quais os mais famosos eram      Delos e Delfos, que ajudaram a unificar os gregos politicamente.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 no 5. s\u00e9culo a.C., os romanos o adotaram como divindade, associando-o      com o Sybilem Cumae e adorando-o como o deus da medicina. Logo ap\u00f3s a batalha      de Actium (31 a.C.) o imperador Augusto ergueu um templo magn\u00edfico em sua      honra no Palatino. Outro templo foi erguido em sua homenagem no ano de 433      a.C. como tentativa de conter de uma praga. <\/p>\n   \n<p>Atrav\u00e9s da aten\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia real, <strong>Apolo<\/strong> se tornou objeto      de especial venera\u00e7\u00e3o entre os cidad\u00e3os de Roma.<\/p>\n   \n<p>Existem diversas representa\u00e7\u00f5es de <strong>Apolo<\/strong> feitas na antiguidade.      Inicialmente, e at\u00e9 cerca do sexto s\u00e9culo a.C., ele era representado como      um homem barbado, mas a partir desta \u00e9poca ele passou a personificar o ideal      de beleza masculina, na forma de um jovem desnudo. Ele tamb\u00e9m era comumente      representado como um jovem tocador de c\u00edtara.<\/p>\n   \n<h4>Mitos<\/h4>\n   \n<p><strong>Apolo e Dafne: <\/strong>Apolo perseguiu Dafne, que se      transformou em um loureiro na fuga.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Jacinto<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> estava apaixonado por um jovem chamado      Jacinto. Acompanhava-o em suas divers\u00f5es, levava a rede quando ele pescava,      conduzia os c\u00e3es quando ele ca\u00e7ava, seguia-o pelas montanhas e chegava a esquecer-se      do arco e da lira por sua causa.<\/p>\n   \n<p>Certo dia os dois se divertiam com um jogo de discos e <strong>Apolo<\/strong>,      impulsionando o disco com for\u00e7a e agilidade, lan\u00e7ou-o muito alto no ar. Jacinto,      excitado com o jogo, observou o disco e correu para apanh\u00e1-lo. Z\u00e9firo (o Vento      Oeste), que tamb\u00e9m tinha uma grande admira\u00e7\u00e3o pelo jovem, por\u00e9m tinha ci\u00fame      de sua prefer\u00eancia por <strong>Apolo<\/strong>, fez o disco desviar seu rumo      e atingir o jovem bem na testa.<\/p>\n   \n<p>Jacinto caiu no ch\u00e3o desacordado, e nem com todas as suas habilidades      de cura, <strong>Apolo<\/strong> conseguiu conservar sua vida. Do sangue que      escorreu nasceu uma bela flor, semelhante ao l\u00edrio.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Marsyas<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> foi desafiado pelo s\u00e1tiro Marsyas, que      tendo inventado a flauta (ou encontrado a flauta que pertencia \u00e0 Atena), ficou      muito orgulhoso do seu talento musical.<\/p>\n   \n<p>Os dois contendores acordaram que aquele que fosse o vencedor      poderia estipular o castigo ao perdedor. Havendo vencido a disputa com sua      lira, <strong>Apolo<\/strong> matou Marsyas, pendurando-o em uma \u00e1rvore e tirando      sua pele.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Marpessa<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> perseguiu Marpessa, mas ela foi salva      por Idas em uma carruagem alada que este havia recebido de Poseidon. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> ent\u00e3o enfrentou Idas, e os combatentes      foram separado por Zeus, que permitiu Marpessa escolher seu esposo dentre      os dois. Marpessa escolheu Idas (segundo uma interpreta\u00e7\u00e3o, por temer que      Apolo o abandonasse quando ela ficasse velha).<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Coronis<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> apaixonou-se por Coronis, e ela ficou      gr\u00e1vida do deus. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, por\u00e9m, ouviu de um corvo que Coronis      o estava traindo com Ischys e matou-a com uma flecha.<\/p>\n   \n<p>Enquanto o corpo da mo\u00e7a estava queimando na pira funeral, <strong>Apolo<\/strong>      retirou Ascl\u00e9pio, seu filho, do corpo inerte e entregou para ser criado pelo      centauro Quiron.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Niobe<\/strong><\/p>\n   \n<p>Niobe, a esposa do rei Amphion de Tebas, se vangloriou de ser      mais aben\u00e7oada que Leto, por possuir maior n\u00famero de filhos e de filhas. Irada,      Leto pediu puni\u00e7\u00e3o \u00e0 mortal orgulhosa, e Artemis matou todas as filhas enquanto      <strong>Apolo<\/strong> matou os filhos de Niobe.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e os C\u00edclopes<\/strong><\/p>\n   \n<p>Quando Zeus matou Ascl\u00e9pio com um rel\u00e2mpago, <strong>Apolo<\/strong>      se vingou matando os C\u00edclopes, os quais haviam fabricado para Zeus os rel\u00e2mpagos.    <\/p>\n   \n<p>Zeus puniu <strong>Apolo<\/strong>, condenando-o a servir ao      rei Admetus como pastor por um ano.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e as Muralhas de Tr\u00f3ia<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> e Poseidon resolveram colocar o rei Laomedon      de Tr\u00f3ia \u00e0 prova, e assumiram a apar\u00eancia de homens e constru\u00edram as muralhas      de Tr\u00f3ia em troca de um pagamento combinado.<\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m o rei n\u00e3o cumpriu sua parte, e <strong>Apolo<\/strong>      mandou uma peste e Poseidon um monstro marinho contra a cidade.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Crisei<\/strong><\/p>\n   \n<p>Capturada durante a Guerra de Tr\u00f3ia, Crisei foi mantida cativa      por Agamemnon e os Aqueus, que se recusaram a devolv\u00ea-la ao seu pai, um sacerdote      de <strong>Apolo<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Por causa disto, <strong>Apolo<\/strong> enviou uma peste ao      acampamento dos gregos, e assim convenceu-o a libertar sua prisioneira ap\u00f3s      um longo per\u00edodo.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e P\u00e1ris<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> guiou a flecha de P\u00e1ris que atingiu o      guerreiro Aquiles em seu ponto vulner\u00e1vel.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Laoconte<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> foi respons\u00e1vel pela morte de Laoconte,      que, durante uma oferenda \u00e0 Poseidon foi atacado por serpentes. Laoconte havia      falado aos seus compatriotas contra o Cavalo de Tr\u00f3ia, deixado pelos ex\u00e9rcitos      gregos em partida.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo e Cassandra<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> ensinou \u00e0 Cassandra a arte da profecia,      por\u00e9m esta recusou seus favores ao deus. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> ent\u00e3o condenou-a a nunca ter cr\u00e9dito      em suas profecias.<\/p>\n   \n<p><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n   \n<p>The Chiron Dictionary of Greek and Roman Mythology<br \/>\n     The Encyclopedia of Classical Mythology, Arthur Cotterell<br \/>\n     O Livro de Ouro da Mitologia, Bulfinch<br \/>\n     As Mais Belas Hist\u00f3rias da Antig\u00fcidade Cl\u00e1ssica, Gustav Schwab <\/p>\n   \n<p>Fonte:  historia3c.cvg.com.pt\/www.geocities.com<\/p>\n   \n<h6>Apolo<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-26.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><strong><br \/>\n     Apolo &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Filhos<\/strong><\/p>\n   \n<p><b>Filhos com Cirene:<\/b> Aristeu<b><br \/>\n     Filhos com Talia: <\/b>Coribantes <b><br \/>\n     Filhos com Ur\u00e2nia: <\/b>Lino <b><br \/>\n     Filhos com Cal\u00edope:<\/b> Orfeu <b><br \/>\n     Filhos com Cor\u00f4nis: <\/b>Ascl\u00e9pio <b><br \/>\n     Filhos com Manto: <\/b>Mopso <b><br \/>\n     Filhos com Cre\u00fasa: <\/b>\u00cdon <b><br \/>\n     Filhos com Evadne:<\/b> Iamo<\/p>\n   \n<p><strong>Etimologia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em grego (Ap\u00f3llon), Muitas tem sido as tentativas de explicar o nome do irm\u00e3o      de Artemis, mas, at\u00e9 o momento, nada se pode afirmar com certeza. H\u00e0 os que      procuram aproxim\u00e1-lo do d\u00f3rico (\u00c1pella) ou mais precisamente de (ap\u00e9llai),      &#8220;assembl\u00e9ias do povo&#8221;, em Esparta, onde <strong>Apolo<\/strong>,      inspirador por excel\u00eancia, seria o &#8220;guia&#8221; do povo, como Tiaz, com      o nome de Thingsaz, dirigia as reuni\u00f5es dos germanos. Outros preferem recorrer      ao indo-europeu apelo-, &#8220;forte&#8221;, que traduziria bem um dos \u00e2ngulos      do deus do arco e da flecha, mas tais hip\u00f3teses n\u00e3o convencem.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-27.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><strong><br \/>\n     Apolo &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> nasceu no dia sete do m\u00eas d\u00e9lfico B\u00edsio, que corresponde,      no calend\u00e1rio \u00e1tico, ao m\u00eas Elafeb\u00f3lion, ou seja, segunda metade de mar\u00e7o      e primeira de abril, nos in\u00edcios da primavera. T\u00e3o logo veio \u00e0 luz, cisnes,      de uma brancura imaculada, deram sete voltas em torno da ilha de Delos. Suas      festas principais celebravam-se no dia sete do m\u00eas. As consultas ao Or\u00e1culo      de Delfos se faziam primitivamente apenas no dia sete do m\u00eas B\u00edsio, anivers\u00e1rio      do deus. Sua lira possu\u00eda sete cordas. Sua doutrina se resumia em sete m\u00e1ximas,      atribu\u00eddas aos sete S\u00e1bios. Eis a\u00ed o motivo por que o pai da trag\u00e9dia, \u00c9squilo,      o chamou augusto deus S\u00e9timo, o deus da s\u00e9tima porta.<\/p>\n   \n<p>Sete \u00e9, pois, o n\u00famero de <strong>Apolo<\/strong>, o n\u00famero sagrado.<\/p>\n   \n<p>Zeus enviou ao filho uma mitra de ouro, uma lira e um carro, onde se atrelavam      alvos cisnes. Ordenou-lhes o pai dos deuses e dos homens que se dirigissem      todos para Delfos, mas os cisnes conduziram o filho de Leto para al\u00e9m da Terra      do Vento Norte, o p\u00e1is dos Hiperb\u00f3reos, que viviam sob um c\u00e9u puro e eternamente      azul e que sempre prestaram ao deus um culto muito intenso. <\/p>\n   \n<p><strong>Ali permaneceu ele durante um ano:<\/strong> na realidade, uma longa      fase inici\u00e1tica. Decorrido esse per\u00edodo, retornou \u00e0 Gr\u00e9cia, e, no ver\u00e3o, chegou      a Delfos, entre festas e cantos. <\/p>\n   \n<p><strong>At\u00e9 mesmo a natureza se endomingou para receb\u00ea-lo:<\/strong> rouxin\u00f3is      e cigarras cantaram em sua honra; as nascentes tornaram-se mais frescas e      cristalinas. <\/p>\n   \n<p>Anualmente, por isso mesmo, se celebrava em Delfos, com hecatombes, a chegada      do deus.<\/p>\n   \n<p>Lutanto contra Pit\u00f3n &#8211; Pintura sobre tela &#8211; DesconhecidoO filho de Zeus estava      pronto e preparado para iniciar a luta, que, al\u00edas, foi r\u00e1pida, contra Pit\u00f3n,      o monstruoso drag\u00e3o, filho da Terra, que montava guarda ao Or\u00e1culo de G\u00e9ia      no monte Parnaso e que a ira ainda n\u00e3o apaziguada da deusa Hera lan\u00e7ara contra      Leto e seus g\u00eameos.<\/p>\n   \n<p>Este deus que se est\u00e1 apresentando, j\u00e1 em roupas de gala, paramentado e etiquetado,      n\u00e3o corresponde ao que foi no prim\u00f3rdios o senhor de Delfos.<\/p>\n   \n<p>O <strong>Apolo<\/strong> grego, o Apolo do Or\u00e1culo de Delfos, o &#8220;exegeta      nacional&#8221;, \u00e9, na realidade, resultante de um vasto sincretismo e de uma      bem elaborada depura\u00e7\u00e3o m\u00edtica.<\/p>\n   \n<p>Na Il\u00edada, aparentando a noite, o deus de arco de prata, <strong>Febo Apolo<\/strong>,      brilha (e por isso \u00e9 Febo, o brilhante) como a Lua.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 necess\u00e1rio levar em conta uma longa evolu\u00e7\u00e3o da cultura e do esp\u00edrito grego      e mais particularmente da interpreta\u00e7\u00e3o dos mitos, para se reconhecer nele,      bem mais tarde, um deus solar, um deus da luz, de esorte que seu arco e suas      flechas pudessem ser comparados ao sol e a seus raios. Em suas origens, o      filho de Leto estava indubitavelmente ligado \u00e0 simb\u00f3lica lunar. <\/p>\n   \n<p><strong>No primeiro canto da Il\u00edada, apresenta-se como um deus vingador,      de flechas mort\u00edferas:<\/strong> o Senhor Arqueiro, o tox\u00f3foro; o portador      do arco de prata, o argir\u00f3toxo. <\/p>\n   \n<p>Violento e vingativo, o <strong>Apolo<\/strong> p\u00f3s-hom\u00e9rico vai progressivamente      reunindo elementos diversos, de origem n\u00f3rdica, asi\u00e1tica, eg\u00e9ia e sobretudo      hel\u00eanica e, sob este \u00faltimo aspecto, conseguiu suplantar por completo a H\u00e9lio,      o &#8220;Sol&#8221; propriamente dito. Fundindo, numa s\u00f3 pessoa e em seu mitologema,      influ\u00eancias e fun\u00e7\u00f5es t\u00e3o diversificadas, o deus de Delfos tornou-se uma figura      m\u00edtica deveras complicada. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o tantos os seus atributos, que se teme a impress\u00e3o de que <strong>Apolo<\/strong>      \u00e9 uma am\u00e1lgama de v\u00e1rias divindades, sintetizando num s\u00f3 deus um vasto complexo      de oposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Tal fato possivelmente explica, em terras gregas, como o futuro deus      dos Or\u00e1culos substituiu e, \u00e0s vezes, de maneira brutal, divindades locais      pr\u00e9-hel\u00eanicas:<\/strong> na Be\u00f3cia, suplantou, por exemplo, a Pt\u00f3os, que depois      se tornou seu filho ou neto; em Tebas, particularmente, sepultou no olvido      o culto do deus-rio Ism\u00eanio e, em Delfos, levou de vencida o drag\u00e3o P\u00edton.      O deus-sol, todavia, iluminado pelo esp\u00edrito grego, conseguiu, se n\u00e3o superar,      ao menos harmonizar tantas polaridades, canalizando-as para um ideal de cultura      e sabedoria.<\/p>\n   \n<p>Realizador do equil\u00edbrio e da harmonia dos desejos, n\u00e3o visava a suprimir      as puls\u00f5es humanas, mas orient\u00e1-las no sentido de uma espiritualiza\u00e7\u00e3o progressiva,      merc\u00ea do desenvolvimento da consci\u00eancia, com base no (gn\u00f4thi s&#8217;aut\u00f3n), &#8220;conhece-te      a ti mesmo&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong><b> <\/b>\u00e9 saudado como (Sminthe\u00fas), um deus-rato, a      saber, um deus agrario, n\u00e3o propriamente como propulsor da vegeta\u00e7\u00e3o, mas      como guardi\u00e3o das sementes e das lavouras contra os mur\u00eddeos. Como seu filho      Aristeu, o filho de Leto zela pelos campos com seus rebanhos e pastores, de      que \u00e9, ali\u00e1s, uma divindade tutelar. Com os ep\u00edtetos de (N\u00f4mios), &#8220;N\u00f4mio&#8221;,      protetor dos pastores e (Karne\u00eeos), &#8220;C\u00e1rnio&#8221;, dos rebanhos e particulamente      dos carneiros, <strong>Apolo<\/strong> defende os campos e sua grei contra      os lobos, da\u00ed talvez seu nome de (L\u00fdkeios), &#8220;L\u00edcio&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Sua a\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica, por\u00e9m, n\u00e3o se estende apenas ao campo:<\/strong>      com a designa\u00e7\u00e3o de (Aguyie\u00fas), &#8220;Agieu&#8221;, representado por um obelisco      ou pilar, ele se posta \u00e0 entrada das casas e guarda-lhes a soleira. Vigia      igualmente tanto a Fratria, com o nome de Phr\u00e1trios, quanto os viajantes nas      estradas, como atesta \u00c9squilo, e nas rotas mar\u00edtimas, sob a forma de delfim,      predecessor zoom\u00f3rfico dos deus, salva, se necess\u00e1rio, os marinheiros e tripulantes.      Sob a denomina\u00e7\u00e3o de (Ak\u00e9sios), &#8220;o que cura&#8221;, precedeu em Epidauro,      como m\u00e9dico, a seu filho Ascl\u00e9pio. J\u00e1 na Il\u00edada, curara a peste que ele pr\u00f3prio      havia lan\u00e7ado contra os aqueus, que lhe apaziguaram a ira com sacrif\u00edcios      e entoando-lhe um belo pe\u00e3, nome este, que, sob a forma de (pai\u00e1n), pe\u00e3, ap\u00f3s      designar (Paie\u00f3n), &#8220;Pe\u00e9on&#8221;, m\u00e9dico dos deuses, passou a qualificar      outrossim n\u00e3o s\u00f3 <strong>Apolo<\/strong> como deus que cura, mas ainda cum      canto sobretudo de a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as.<\/p>\n   \n<p>M\u00e9dico infal\u00edvel, o filho de Leto exerce sua arte bem al\u00e9m da integridade      f\u00edsica, pois \u00e9 ele um (Kath\u00e1rsios), um purificador da alma, que a libera de      suas n\u00f3doas. <\/p>\n   \n<p>Mestre eficaz das expia\u00e7\u00f5es, mormente as relativas ao homic\u00eddio e a outros      tipos de derramamento de sangue, o pr\u00f3prio deus submeteu-se a uma catarse      no vale de Tempe, quando da morte de P\u00edton. Incentivava e defendia pessoalmente      aqueles com cujos atos violentos estivesse de acordo, como foi o caso de Orestes,      que matou a pr\u00f3pria m\u00e3e Clitemnestra, conforme nos mostra \u00c9squilo em sua Or\u00e9stia.      Fiel int\u00e9rprete da vontade de Zeus, <strong>Apolo<\/strong> \u00e9 (Khrest\u00e9rios),      um &#8220;deus oracular&#8221;, mas cujas respostas aos consulentes eram, por      vezes, amb\u00edguas, donde o ep\u00edteto de (Loks\u00edas), L\u00f3xias, &#8220;obl\u00edquo, equ\u00edvoco&#8221;.    <\/p>\n   \n<p><strong>Deus da cura por encantamento, da melop\u00e9ia oracular, chamado, por      isso mesmo, pai de Orfeu, que tivera com Cal\u00edope, Apolo foi transformado,      desde o s\u00e9culo VIII a.e.c., em mestre do canto, da m\u00fasica, da poesia e das      Musas, com o t\u00edtulo de (musegu\u00e9tes), &#8220;condutor das Musas&#8221;:<\/strong>      as primeiras palavras do deus, ao nascer, diz o Hino hom\u00e9rico, foram no sentido      de relcamar &#8220;a lira e seu arco recurvado&#8221;, para revelar a todos      os des\u00edgnios de Zeus.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-28.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><strong><br \/>\n     Apolo &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<p>Deus da luz, vencedor das for\u00e7as ct\u00f4nias, <strong>Apolo<\/strong> \u00e9 o Brilhante,      o sol. Alto bonito e majestoso, o deus da m\u00fasica e da poesia se fazia notar      antes do mais por suas mechas negras, com reflexos azulados, &#8220;como as      p\u00e9talas do pensamento&#8221;. Muitos foram assim seus amores com ninfas e,      por vezes, com simples mortais.<\/p>\n   \n<p>Amou a ninfa N\u00e1iade Dafne, filha do deus-rio- Peneu, na Tess\u00e1lia. Esse amor      lhe fora instilado por Eros, de que o deus gracejava. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 que <strong>Apolo<\/strong>, julgando que o arco e a flecha eram atributos      seus, certamente considerava que as flechas do filho de Afrodite n\u00e3o passavam      de brincadeira. <\/p>\n   \n<p>Acontece que Eros possu\u00eda na aljava a flecha que inspira amor e a que provoca      avers\u00e3o. Para se vingar do filho de Zeus, feriu-lhe o cora\u00e7\u00e3o com a flecha      do amor e a Dafne com a da repulsa e indiferen\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>Foi assim que, apesar da beleza de <strong>Apolo<\/strong>, a ninfa n\u00e3o lhe      correspondeu aos desejos, mas, ao rev\u00e9s, fugiu para as montanhas. O deus a      perseguiu e, quando viu que ia ser alcan\u00e7ada por ele, pediu a seu pai Peneu      que a metamorfoseasse. O deus-rio atendeu-lhe as s\u00faplicas e transformou-a      em loureiro, em grego (d\u00e1phne), a \u00e1rvore predileta de <strong>Apolo<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>Com a ninfa Cirene teve o semideus Aristeu, o grande apicultor, personagem      do mito de Orfeu.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m as Musas n\u00e3o escaparam a seus encantos. Com Talia foi pai dos Coribantes,      dem\u00f4nios do cortejo de Dionisio; com Ur\u00e2nia gerou o m\u00fasico Lino e com Cal\u00edope      teve o m\u00fasico, poeta e cantor insuper\u00e1vel, Orfeu. Seus amores com a ninfa      Cor\u00f4nis, de que nasceu Ascl\u00e9pio, terminaram tragicamente para ambos, a ninfa      foi assassinada e o deus sol, por ter morto os Ciclopes, cujos raios eliminaram      Ascl\u00e9pio, foi exilado em Feres, na cortet do rei Admeto, a quem serviu como      pastor, durante um ano. Com Marpessa, filha de Eveno e noiva do grande her\u00f3i      Idas, o deus igualmente nao foi feliz. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> a desejava, mas o noivo a raptou num carro alado,      presente de Pos\u00eddon, levando-a para Messena, sua p\u00e1tria. L\u00e1, o deus e o mais      forte e corajoso dos homens se defrontaram. Zeus interveio, separou os dois      contendores e concedeu \u00e0 filha de eveno o privil\u00e9gio de escolher aquele que      <strong>Apolo<\/strong> e as musas &#8211; Pintura sobre tela &#8211; Jan van Orly 1665-1735desejasse.      Marpessa, temendo que <strong>Apolo<\/strong>, enternamente jovem, a abandonasse      na velhice, preferiu o mortal Idas. Com a filha de Pr\u00edamo, Cassandra, o fracasso      foi ainda mais acentuado. Enamorado da jovem troiana, concedeu-lhe o dom da      mante\u00eda, da profecia, desde que a linda jovem se entregasse a ele. Recebido      o poder de profetizar, Cassandra se negou a satisfazer-lhe os desejos. <\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o podendo tirar o dom divinat\u00f3rio, Apolo cuspiu-lhe na boca e tirou-lhe      a credibilidade: <\/strong>tudo que Cassandra dizia era ver\u00eddico, mas ningu\u00e9m      dava cr\u00e9dito \u00e0s suas palavras.<\/p>\n   \n<p>Em C\u00f3lofon, o deus amou a adivinha Manto e f\u00ea-la m\u00e3e do grande adivinho Mopso,      quando profeta do Or\u00e1culo de <strong>Apolo<\/strong> em Claros, competiu com      outro grande m\u00e1ntis, o profeta Calcas. Saiu vencedor, e Calcas, envergonhando      e, por despeito, se matou. <\/p>\n   \n<p><strong>Pela bela ateniense Cre\u00fasa, filha de Erecteu, teve uma paix\u00e3o violenta:      <\/strong>violou-a numa gruta da Acr\u00f3pole e tornou-a m\u00e3e de \u00econ, ancestral      dos J\u00f4nios.<\/p>\n   \n<p>Cre\u00fasa colocou o menino num cesto e o abandonou no mesmo local em que fora      amada pelo deus. \u00cdon foi levado a Delfos por Hermes e criado no Templo de      <strong>Apolo<\/strong>. <\/p>\n   \n<p><strong>Cre\u00fasa, em seguida, desposou Xuto, mas, como n\u00e3o cencebesse, visitou      Delfos e, tendo reencontrado o filho, foi m\u00e3e, um pouco mais tarde, de dois      belos rebentos:<\/strong> Diomedes e Aqueu. <\/p>\n   \n<p><strong>Com Evadne teve \u00cdamo, ancestral da c\u00e9lebre fam\u00edlia sacerdotal dos      i\u00e2midas de Ol\u00edmpia. Cast\u00e1lia, filha do rio Aquel\u00f4o, tamb\u00e9m lhe fugiu:<\/strong>      perseguida por <strong>Apolo<\/strong> junto ao santu\u00e1rio de Delfos, atirou-se      na fonte, que depois recebeu seu nome e que foi consagrada ao deus dos or\u00e1culos.      As \u00e1guas de Cast\u00e1lia davam inspira\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e serviam para as purifica\u00e7\u00f5es      no templo de Delfos. Era dessa \u00e1gua que bebia a P\u00edtia.<\/p>\n   \n<p>Das tr\u00eas provas por que passou <strong>Apolo<\/strong> com os tr\u00eas consequ\u00eantes      ex\u00edlios (em Tempe, Beres e Tr\u00f3ia), a terceira foi a mais penosa. Tendo tomado      parte com Pos\u00eddon na conspira\u00e7\u00e3o urdida contra Zeus por Hera e que fracassou,      gra\u00e7as \u00e0 den\u00fancia de T\u00e9tis, o pai dos deuses e dos homens condenou ambos a      se porem ao servi\u00e7o de Laomedonte, rei de Tr\u00f3ia. <\/p>\n   \n<p>Enquanto Pos\u00eddon trabalhava na constru\u00e7\u00e3o das muralhas de \u00cdlion, <strong>Apolo<\/strong>      apascentava o rebanho real. Findo o ano de ex\u00edlio e do fatigante trabalho,      Laomedonte se recusou a pagar-lhes o sal\u00e1rio combinado e ainda amea\u00e7ou de      lhes mandar cortar as orelhas.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> fez grassar sobre toda a regi\u00e3o da Tr\u00f3ada uma peste      avassaladora e Pos\u00eddon ordenou que um gigantesco monstro marinho surgisse      das \u00e1guas e matasse os homens no campo.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o raro, <strong>Apolo<\/strong> aparece como pastor, mas por conta pr\u00f3pria      e por prazer. Certa feita, Hermes, embora ainda envolto em fraldas, lhe furtou      o rebanho, o que atetsta a precocidade incr\u00edvel do filho de maia.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> conseguiu reaver seus animais, mas Hermes acabava      de inventar a lira e o filho de Leto ficou t\u00e3o encantado com os sons do novo      instrumento, que trocou por ele todo o seu rebanho. <\/p>\n   \n<p>Como tamb\u00e9m tivesse Hermes inventado a flauta, <strong>Apolo<\/strong> a obteve      imediatamente, dando em troca ao astuto deus psicopompo o caduceu.<\/p>\n   \n<p>Um dia em que o deus tocava sua flauta no monte Tmolo, na L\u00eddia, foi desafiado      pelo s\u00e1tiro M\u00e1rsias, que, tendo recolhido uma flauta atirada fora por Atena,      adquiriu, \u00e0 for\u00e7a de toc\u00e1-la, extrema habilidade e virtuosidade.<\/p>\n   \n<p align=\"center\" class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-29.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><br \/>\n     Apolo &#8211; Mitologia Grega<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os ju\u00edzes de t\u00e3o magna contenda foram as Musas e Midas, rei da Fr\u00edgia. O      deus foi declarado vencedor, mas o rei Midas se pronunciou por M\u00e1rsias.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> o puniu, fazendo que nascessem nele orelhas de burro.      No tocante ao vencido, foi o mesmo amarrado a um tronco e escorchado vivo.<\/p>\n   \n<p>A grande aventura de <strong>Apolo<\/strong> e que h\u00e1 de fazer del o senhor      do Or\u00e1culo de Delfos foi a morte do Drag\u00e3o P\u00edton. Miticament, a partida do      deus para Delfos teve como objetivo primeiro matar o monstruoso filho de G\u00e9ia,      com suas flechas, disparadas de seu arco divino.<\/p>\n   \n<p><strong>Seria importante n\u00e3o nos esquecermos do que representam o arco e      flecha num plano simb\u00f3lico: <\/strong>na flecha se viaja e o arco configura      o dom\u00ednio da dist\u00e2ncia, o desapego da &#8220;viscosidade&#8221; do concreto      e do imediato, comunicado pelo transe, que distancia e libera.<\/p>\n   \n<p>Quanto \u00e0 guardi\u00e3 do Or\u00e1culo de G\u00e9ia pr\u00e9-apol\u00edneo, era, ao que parece, a princ\u00edpio,      uma (dr\u00e1kaina), um drag\u00e3o f\u00eamea, nascida igualmente da Terra, chamada Delfine.<\/p>\n   \n<p>Mas, ao menos a partir do s\u00e9culo VIII a.e.c., o vigilante do Or\u00e1culo primitivo      e o verdadeiro senhor de Delfos era o drag\u00e3o P\u00edton, que outros atestam tratar-se      de uma gigantesca serpente. Seja como for, o drag\u00e3o, que simboliza a autoctonia      e &#8220;a soberania primordial das pot\u00eancias tel\u00faricas&#8221; e que, por isso      mesmo, protegia o Or\u00e1culo de G\u00e9ia, a Terra primordial, foi morto por <strong>Apolo<\/strong>,      um deus patrilinear, solar, que levou de vencida uma pot\u00eancia matrilinear,      tel\u00farica, ligada \u00e0s trevas. Morto P\u00edton, <strong>Apolo<\/strong> teve primeiramente      que purificar-se, permanecendo um ano no vale de Tempe, tornando-se, desse      modo, o deus Kath\u00e1rsios, &#8220;o purificador&#8221;, por excel\u00eancia. \u00c9 que,      todo (M\u00edasma) toda &#8220;mancha&#8221; produzida por um crime de morte era      como que uma &#8220;n\u00f3doa mal\u00e9fica, quase f\u00edsica&#8221;, que contaminava o g\u00e9nos      inteiro. Matando e purificando-se, substituindo a morte do homicida pelo ex\u00edlio      ou por julgamentos e longos ritos cat\u00e1rticos, como foi o sucedido com Orestes,      assassino de sua pr\u00f3pria m\u00e3e, <strong>Apolo<\/strong> contribuiu muito para      humanizar os h\u00e1bitos antigos concernentes aos homic\u00eddios.<\/p>\n   \n<p>As cinzas do drag\u00e3o foram colocadas num sarc\u00f3fago e enterradas sob o (omphal\u00f3s),      o umbigo, o Centro de Delfos, ali\u00e1s o Centro do Mundo, porque, segundo o mito,      Zeus, tendo soltado duas \u00e1guias nas duas extremidades da terrra, elas se encontraram      sobre o omph\u00e1los A pele de P\u00edton conbria a tr\u00edpode sobre que se sentava a      sacerdotisa de <strong>Apolo<\/strong>, donominada, por essa raz\u00e3o, P\u00edtia ou      Pitonisa.<\/p>\n   \n<p>Embora ainda se ignore a etimologia de Delfos, os gregos sempre a relacioaram      com (delph\u00fds), \u00fatero, a cavidade misteriosa, para onde descia a P\u00edtia, para      tocar o omphal\u00f3s, antes de responder \u00e0s perguntas dos consulentes. Cavidade      se diz em grego (st\u00f3mion), que significa tanto cavidade quanto \u00f3rg\u00e3o genital      feminino, da\u00ed o ser o omphal\u00f3s t\u00e3o &#8220;carregado de sentido genital&#8221;.      A descida ao \u00fatero de Delfos, \u00e0 &#8220;cavidade&#8221;, onde profetizava a P\u00edtia      e o fato de a mesma tocar o omphal\u00f3s, ali representado por uma pedra, configuravam,      de per si, uma &#8220;uni\u00e3o f\u00edsica&#8221; da sacerdotisa com <strong>Apolo<\/strong>.    <\/p>\n   \n<p>Para perpetuar a mem\u00f3ria do triunfo de <strong>Apolo<\/strong> sobre P\u00edton      e para se ter o drag\u00e3o in bono animo )e este \u00e9 o sentido dos jogos f\u00fanebres,      celbravam-se l\u00e1 nas alturas do Parnaso, de quatro em quatro anos os jogos      p\u00edticos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ru\u00ednas do or\u00e1culo de Delfos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Do ponto de vista hist\u00f3rico, \u00e9 poss\u00edvel ter-se ao menos uma id\u00e9ia aproximada      do que foi Delfos arqueol\u00f3gica, religiosa e politicamente.<\/p>\n   \n<p>M\u00faltiplas escava\u00e7\u00f5es, realizadas no local do Or\u00e1culo, demonstraram que, \u00e0      \u00e9\u00f3ca mic\u00eanica Sec. XIV-XI, Delfos era um pobre vilareijo, cujos habitantets      veneravam uma deusa muito antiga, que l\u00e1 possu\u00eda um Or\u00e1culo por &#8220;incuba\u00e7\u00e3o&#8221;,      cujo omphal\u00f3s certamente era da \u00e9poca pr\u00e9-hel\u00eanica. Trata-se, como se sabe,      de G\u00e9ia, a m\u00e3e-Terra, associada a P\u00edton, que lhe guargava o or\u00e1culo. <\/p>\n   \n<p>Foi na \u00c9poca Geom\u00e9trica, que <strong>Apolo<\/strong> chegou a seu habitat      definitivo e, nos fins do S\u00e9culo VIII a.e.c. a &#8220;apoliniza\u00e7\u00e3o&#8221; de      Delfos estava terminada; a Mante\u00eda por &#8220;incuba\u00e7\u00e3o&#8221;,ligada a pot\u00eancias      tel\u00faricas e ct\u00f4nias, cedeu lugar \u00e0 mante\u00eda por &#8220;inspira\u00e7\u00e3o&#8221;, embora      <strong>Apolo<\/strong> jamais tenha abandonado, de todo, algumas &#8220;pr\u00e1ticas      como se observa no sacrif\u00edcio de uma porca feito por orestes, em Delfos, ap\u00f3s      sua absolvi\u00e7\u00e3o pelo Are\u00f3pago. Tal sacrif\u00edcio em homenagem \u00e0s Er\u00ednias se constitui      num rito tipicamente Ct\u00f4nio. <\/p>\n   \n<p>A pr\u00f3pria descida da Pitonisa ao \u00c1dyton, ao &#8220;impenetr\u00e1vel, localizado,      ao que tudo indica, nas entranhas do <strong>Templo de<\/strong> <strong>apolo<\/strong>,      atesta uma liga\u00e7\u00e3o com as pot\u00eancias de baixo.<\/p>\n   \n<p>De qualquer forma, a presen\u00e7a do deus patrilinear no Parnaso, a partir da      \u00c9poca Geom\u00e9trica, \u00e9 confirmada pela substitui\u00e7\u00e3o de estatuetas femininas em      terracota por estatuetas masculinas em bronze.<\/p>\n   \n<p>O novo senhor do Or\u00e1culo do monte Parnaso trouxe id\u00e9ias novas, id\u00e9ias e conceitos      que haveriam de exercer, durante s\u00e9culos, influ\u00eancia marcante sobre a vida      religiosa, pol\u00edtica e social da H\u00e9lade. Mais que em qualquer oura parte, o      culto de <strong>Apolo<\/strong> testemunha, em Delfos, o car\u00e1ter pacificador      e \u00e9tico do deus que tudo fez para conciliar as tens\u00f5es que sempre existiram      entre as p\u00f3leis gregas. Outro m\u00e9rito n\u00e3o menos importante do deus foi contribuir      com sua autoridade para erradicar a velha lei do tali\u00e3o, isto \u00e9, a vingan\u00e7a      de sangue pessoal, substituindo-a pela justi\u00e7a dos tribunais. Buscando &#8220;desbarbarizar&#8221;      velhos h\u00e1bitos, as m\u00e1ximas do grandioso Templo D\u00e9lfico pregam a sabedoria,o      meio-termo, o equil\u00edbrio, a modera\u00e7\u00e3o. O (gn\u00f4thi s&#8217;aut\u00f3n), &#8220;conhece-te      a ti mesmo&#8221; e o (med\u00e8n \u00e1gan), o &#8220;nada em demasia&#8221; s\u00e3o um atestado      bem n\u00edtido da influ\u00eancia \u00e9tica e moderadora do deus Sol.<\/p>\n   \n<p>E como Her\u00e1clito de \u00c9feso (S\u00e9c. V a.e.c.), j\u00e1 afirmara que &#8220;a harmonia      \u00e9 resultante da tens\u00e3o entre contr\u00e1rios, como a do arco e da lira, <strong>Apolo<\/strong>      foi o grande harmonizador dos contr\u00e1rios, por ele assumidos e integrados num      aspecto novo. &#8220;A sua reconcilia\u00e7\u00e3o com Dionisio&#8221;, Salienta M. Eliade,      &#8220;faz parte do mesmo processo de integra\u00e7\u00e3o que o promovera a padroeiro      das purifica\u00e7\u00f5es depois do assassinato de P\u00edton. <strong>Apolo<\/strong> revela      aos seres humanos a trilha que conduz da &#8216;vis\u00e3o&#8217; divinat\u00f3ria ao pensamento.      O elemento demon\u00edaco, implicado em todo conhecimento do oculto, \u00e9 exorcizado.    <\/p>\n   \n<p><strong>A li\u00e7\u00e3o apol\u00ednea por excel\u00eancia \u00e9 expressa na famosa f\u00f3rmula de Delfos:<\/strong>      &#8216;Conhece-te a ti mesmo&#8217;. A intelig\u00eancia, a ci\u00eancia, a sabedoria s\u00e3o consideradas      modelos divinos, concedidos pelos deuses, em primeiro lugar por <strong>Apolo<\/strong>.      A serenidade apol\u00ednea torna-se, para o homem grego, o emblema da perfei\u00e7\u00e3o      espiritual e, portanto, do esp\u00edrito. Mas \u00e9 significativo que a descoberta      do esp\u00edrito conclua uma longa s\u00e9rie de conflitos seguidos de reconcilia\u00e7\u00e3o      e o dom\u00ednio das t\u00e9cnicas ext\u00e1ticas e oraculares&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Deus das artes, da m\u00fasica e da poesia, \u00e9 bom que se repita, as musas jamais      o abandonaram. Note-se, a esse respeito, que os Jogos P\u00edticos, ao contr\u00e1rio      dos Ol\u00edmpicos, cuja t\u00f4nica eram os concursos atl\u00e9ticos, deviam seu esplendor      sobretudo \u00e0s disputas musicais e po\u00e9ticas. Em Ol\u00edmpia imperavam os m\u00fasculos;      em Delfos, as Musas.<\/p>\n   \n<p>Em s\u00edntese, temos de um lado G\u00e9ia e o drag\u00e3o P\u00edton; de outro, o omphal\u00f3s,      <strong>Apolo<\/strong> e sua Pitonisa. <\/p>\n   \n<p><strong>Ora, se examinarmos as coisas mais de perto, vamos encontrar em Delfos      o seguinte fato incontest\u00e1vel:<\/strong> <strong>Apolo<\/strong> com seu culto      implantou-se no monte Parnaso, porque substituiu a m\u00e2ntica ct\u00f4nia, por incuba\u00e7\u00e3o,      pela m\u00e2ntica por inspira\u00e7\u00e3o, embora se deva obserar que se trata t\u00e3o-somente      da substitui\u00e7\u00e3o de um interior por outro interior: do interior da Terra pelo      interior do homem, atrav\u00e9s do &#8220;\u00eaxtase e do entusiasmo&#8221; da Pitonisa,      assunto ali\u00e1s controvertido e que se tentar\u00e1 explicar. <\/p>\n   \n<p>Ademais disso, conv\u00e9m repetir, os gregos sempre ligaram Delfos a delph\u00fds,      \u00fatero, e a descida da sacerdotisa ao \u00e1dyton \u00e9 um s\u00edmbolo claro de uma descida      ritual \u00e0s regi\u00f5es subterr\u00e2neas.<\/p>\n   \n<p><b>Bibliografia<\/b> <\/p>\n   \n<p>BRAND\u00c3O, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol II. Petr\u00f3polis,      Vozes, 2004;<br \/>\n     ELIADE, Mircea. Op. cit., p. 104sq;<br \/>\n     PLUTARCO, P\u00edtia, 7, 397. <\/p>\n   \n<p><b>Odsson Ferreira<\/b><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.templodeapolo.net<\/p>\n   \n<h6>Apolo<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/apolo-25.jpg\" alt=\"Apolo\" title=\"Apolo\" \/><strong><br \/>\n     Apolo &#8211; Escultura de Fran\u00e7ois Girardon<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Nascimento de Apolo e Diana<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> e Diana s\u00e3o filhos de J\u00fapiter e de Latona, personifica\u00e7\u00e3o      da Noite, divindade poderosa cuja uni\u00e3o com J\u00fapiter produziu o Universo. Segundo      a tradi\u00e7\u00e3o, Latona v\u00ea-se, em seguida, relegada ao segundo lugar e quase n\u00e3o      aparece na mitologia a n\u00e3o ser como v\u00edtima de Juno. <\/p>\n   \n<p>A Terra, por instiga\u00e7\u00e3o de Juno, quis impedi-la de achar lugar onde pudesse      dar \u00e0 luz os filhos que trazia no seio. Entretanto, Netuno, vendo que a infeliz      deusa n\u00e3o encontrava abrigo onde quer que fosse, comoveu-se e fez sair do      mar a ilha de Delos. Sendo essa ilha, a princ\u00edpio, flutuante, n\u00e3o pertencia      \u00e0 Terra, que assim n\u00e3o p\u00f4de nela exercer a sua funesta a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Delos, diz o hino hom\u00e9rico, rejubilou-se com o nascimento do deus que atira      os seus dardos para longe. Durante nove dias e nove noites, foi Latona dilacerada      pelas cru\u00e9is dores do parto. <\/p>\n   \n<p>Todas as deusas, as mais ilustres, re\u00fanem-se-lhe em torno. Dion\u00e9ia, R\u00e9a,      T\u00eamis que persegue os culpados, a gemedora Anfitrite, todas, exceto Juno dos      bra\u00e7os de alabastro, que ficou no pal\u00e1cio do formidando J\u00fapiter. Entretanto,      somente Ilitia, deusa dos partos, \u00e9 que ignorava a nova; achava-se sentada      no topo do Olimpo, numa nuvem de ouro, retida pelos conselhos de Juno, que      sofria um ci\u00fame furioso, porque Latona dos cabelos formosos iria certamente      dar \u00e0 luz um filho poderoso e perfeito.<\/p>\n   \n<p>Ent\u00e3o, a fim de levarem Ilitia, as demais deusas enviaram de Delos a ligeira      \u00cdris, prometendo-lhe um colar de fios de ouro, com nove c\u00fabitos de comprimento.      Recomendam-lhe sobretudo que a advirta, \u00e0 revelia de Juno, de medo que esta      a detenha com as suas palavras. \u00cdris, r\u00e1pida como os ventos, mal recebe a      ordem, parte e cruza o espa\u00e7o num instante.<\/p>\n   \n<p>Chegada \u00e0 mans\u00e3o dos deuses no topo do Olimpo, \u00cdris persuadiu Ilitia, e ambas      voam como t\u00edmidas pombas. Quando a deusa que preside aos partos chegou a Delos,      Latona experimentava as mais vivas dores. Prestes a dar \u00e0 luz, abra\u00e7ava uma      palmeira e os joelhos apertavam a relva mole. Em breve nasce o deus; todas      as deusas d\u00e3o um grito religioso. Imediatamente, divino Febo, elas te lavam      castamente, purificam-te em l\u00edmpida \u00e1gua e te envolvem num v\u00e9u branco, tecido      delicado, que elas cingem com um cinto de ouro. <\/p>\n   \n<p>Latona n\u00e3o aleitou <strong>Apolo<\/strong> de gl\u00e1dio resplendente. T\u00eamis,      com as suas imortais m\u00e3os, oferece-lhe o n\u00e9ctar e a divina ambr\u00f3sia. Latona      alegrou-se enormemente por ter gerado o valoroso filho que empunha um tem\u00edvel      arco.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> e Diana nasceram, pois, em Delos, e \u00e9 por isso que      <strong>Apolo<\/strong> se chama, freq\u00fcentemente, o deus de Delos. <\/p>\n   \n<p><strong>Latona e a Serpente Pit\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Entretanto Juno, n\u00e3o conseguindo perdoar \u00e0 rival ter sido amada por J\u00fapiter,      instigou contra ela um monstruoso drag\u00e3o, filho da Terra, chamado Delf\u00edneo      ou Pit\u00e3o, que fora incumbido da guarda dos or\u00e1culos da Terra, perto da fonte      de Castalia. Obedecendo \u00e0s sugest\u00f5es de Juno, Pit\u00e3o perseguia sem cessar a      infeliz deusa, que escapava da sua presen\u00e7a apertando entre os bra\u00e7os os filhos.      Num vaso antigo, vemo-lo sob a forma de uma longa serpente que ergue a cabe\u00e7a,      desenrolando o corpo, e persegue Latona. A deusa teme, enquanto os filhos,      que n\u00e3o percebem o perigo, estendem os bracinhos para o monstro.<\/p>\n   \n<p><strong>Os Camponeses Carianos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Quando Latona, perseguida pela implac\u00e1vel Juno, fugia com os dois filhos      ao colo, chegou \u00e0 Caria. Num dia de intenso calor, deteve-se aniquilada pela      sede e pelo cansa\u00e7o \u00e0s margens de um tanque do qual n\u00e3o ousava aproximar-se.      Mas alguns camponeses ocupados em arrancar cani\u00e7os impediram-na de beber,      expulsando-a brutalmente. A infeliz Latona rogou-lhes, em nome dos filhinhos,      que lhe permitissem sorver umas gotas de \u00e1gua, mas eles a amea\u00e7aram se n\u00e3o      afastasse quanto antes, e turvaram as \u00e1guas com os p\u00e9s e as m\u00e3os, a fim de      que a lama revolvida aparecesse \u00e0 tona.<\/p>\n   \n<p><strong>A c\u00f3lera de que Latona se sentiu possu\u00edda fez com que se esquecesse      da sede, e lembrando-se de que era deusa:<\/strong> &#8220;Pois bem, disse-lhes,      erguendo as m\u00e3os ao c\u00e9u, ficareis para sempre neste tanque&#8221;. O efeito      seguiu de perto a amea\u00e7a, e aqueles desalmados se viram transformados em r\u00e3s.      Desde ent\u00e3o, n\u00e3o cessam de coaxar com voz rouca e de chafurdar na lama. Alguns      lobos, mais humanos que os camponeses, conduziram-na \u00e0s margens do Xanto,      e Latona p\u00f4de fazer as suas ablu\u00e7\u00f5es nesse rio, que foi consagrado a <strong>Apolo<\/strong>.      Rubens, no museu de Munich e Albane no Louvre possuem quadros em que vemos      Latona e os filhos na presen\u00e7a dos camponeses de Caria, que a repelem e se      transformam em r\u00e3s. Na fonte de Latona, em Versalhes, Balthazar Marsy representou      a deusa, com os dois meninos, implorando a vingan\u00e7a do c\u00e9u contra os insultos      dos camponeses. C\u00e1 e l\u00e1, r\u00e3s, lagartos, tartarugas, camponeses e camponesas      cuja metamorfose se inicia, lan\u00e7am contra Latona jatos de \u00e1gua que se cruzam      em todos os sentidos.<\/p>\n   \n<p><strong>O Tipo de Apolo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Esplendente \u00e9 o ep\u00edteto que se d\u00e1 a <strong>Apolo<\/strong>, considerado deus      solar. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> atira ao longe as suas setas, porque o sol dardeja      ao longe os seus raios. \u00c9 o deus profeta, porque o sol ilumina na sua frente      e v\u00ea, por conseguinte, o que vai suceder; \u00e9 o condutor das Musas e o deus      da inspira\u00e7\u00e3o, porque o sol preside \u00e0s harmonias da natureza; \u00e9 o deus da      medicina, porque o sol cura os doentes com o seu ben\u00e9fico calor.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, o Sol, o mais belo dos poderes celestes, o vencedor      das trevas e das for\u00e7as mal\u00e9ficas, tem sido representado pela arte sob v\u00e1rios      aspectos. Nos tempos primitivos, um pilar c\u00f4nico, colocado nas grandes estradas,      bastava para lembrar o poder tutelar do deus. Quando nele se pendem as armas,      \u00e9 o deus vingador que premia e castiga; quando nele se pendura uma c\u00edtara,      torna-se o deus cujos harmoniosos acordes devolvem a calma \u00e0 alma agitada.<\/p>\n   \n<p>O <strong>Apolo<\/strong> de Amicleu, reproduzido em medalhas, pode dar uma      id\u00e9ia do que eram, na \u00e9poca arcaica, as primeiras imagens do deus, sensivelmente      afastadas do tipo que a arte adotou mais tarde. Em bronzes de data menos antiga,      mas ainda anteriores \u00e0 grande \u00e9poca.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> est\u00e1 representado com formas mais vigorosas do que      elegantes, e os an\u00e9is achatados da sua cabeleira o aproximam um pouco das      figuras de Merc\u00fario.<\/p>\n   \n<p>No tipo que tem dominado, <strong>Apolo<\/strong> usa cabelos longu\u00edssimos,      separados por uma risca no meio da cabe\u00e7a e afastados de cada lado da testa.      \u00c0s vezes, eles se prendem atr\u00e1s, na nuca, mas, outras, flutuam. V\u00e1rios bustos      e moedas nos mostram tais diferentes aspectos.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong> \u00e9 sempre representado jovem e emberbe, porque o sol      n\u00e3o envelhece. Algumas das suas est\u00e1tuas o mostram at\u00e9 com os caracteres da      adolesc\u00eancia, por exemplo o Apollino de Floren\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>No <strong>Apolo<\/strong> Saur\u00f3ctone, o jovem deus est\u00e1 acompanhado de um      lagarto, que ele sem d\u00favida acaba de excitar com a flecha para o arrancar      ao torpor e obrig\u00e1-lo a caminhar. <\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, sem car\u00e1ter, \u00e9 considerado o sol nascente, ou o sol      da primavera, porque a presen\u00e7a do lagarto coincide com os seus primeiros      raios.<\/p>\n   \n<p>O grifo \u00e9 um animal fant\u00e1stico, que vemos freq\u00fcentemente perto da imagem      do deus ou atrelado ao seu carro. Tem a cabe\u00e7a e as asas de \u00e1guia, com corpo,      patas e cauda de le\u00e3o. Os grifos t\u00eam por miss\u00e3o guardar os tesouros que as      entranhas da terra ocultam, e \u00e9 para obter o ouro de que s\u00e3o detentores, que      os Arimaspes lutam constantemente contra eles. Os combates constituem o tema      de grand\u00edssimo n\u00famero de representa\u00e7\u00f5es, principalmente em terracotas ou em      vasos. Os Arimaspes s\u00e3o guerreiros fabulosos, que usam vestes an\u00e1logas \u00e0s      das amazonas. <\/p>\n   \n<p><strong>Delfos, Centro do Mundo<\/strong><\/p>\n   \n<p>O sol v\u00ea antes dos homens porque produz a luz com os seus raios; \u00e9 por isso      que prev\u00ea o futuro e pode revel\u00e1-lo aos homens. Esse car\u00e1ter prof\u00e9tico \u00e9 um      dos atributos essenciais de <strong>Apolo<\/strong>; d\u00e1 os seus or\u00e1culos no      templo de Delfos, situado no centro do mundo. Ningu\u00e9m duvida de tal fato,      porque tendo J\u00fapiter soltado duas pombas nas duas extremidades da terra, elas      voltaram a encontrar-se justamente no ponto em que est\u00e1 o altar de <strong>Apolo<\/strong>.      Assim, em v\u00e1rios vasos, vemos Apolo sentado no omphalos (o umbigo da terra),      de onde d\u00e1 os or\u00e1culos.<\/p>\n   \n<p>Delfos chama-se tamb\u00e9m \u00e0s vezes Pito, do nome da serpente Pit\u00e3o, que ali      foi morta por <strong>Apolo<\/strong>.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, provido de tem\u00edveis setas, quis experiment\u00e1-las ferindo      o perseguidor da sua m\u00e3e. Mal o monstro se sente atingido, \u00e9 presa das mais      vivas dores e, respirando com esfor\u00e7o, rola sobre a areia, assobia espantosamente,      torce-se em todas as dire\u00e7\u00f5es, atira-se ao meio da floresta e morre exalando      o h\u00e1lito empestado.<\/p>\n   \n<p><strong>Apolo content\u00edssimo com o triunfo, exclama:<\/strong> &#8220;Que o      teu corpo seco apodre\u00e7a nesta terra f\u00e9rtil; n\u00e3o ser\u00e1s mais o flagelo dos mortais      que se nutrem dos frutos da terra fecunda, e eles vir\u00e3o imolar-me aqui magn\u00edficas      hecatombes; nem Tifeu, nem a odiosa Quimera poder\u00e3o arrancar-te \u00e0 morte; a      terra e o sol no seu curso celeste far\u00e3o apodrecer aqui o teu cad\u00e1ver.&#8221;      (Hino hom\u00e9rico).<\/p>\n   \n<p>Aquecidos pelos raios do sol, o monstro come\u00e7a a apodrecer. <\/p>\n   \n<p><strong>Foi assim que aquela regi\u00e3o tomou o nome de Pito:<\/strong> os habitantes      deram ao deus o nome de P\u00edtio, porque em tais lugares o sol, os seus raios      devoradores, decomp\u00f4s o terr\u00edvel monstro.<\/p>\n   \n<p>Segundo as narra\u00e7\u00f5es dos poetas, o fato deve ter-se verificado quando <strong>Apolo<\/strong>      era ainda adolescente, mas o crescimento dos deuses n\u00e3o est\u00e1 submetido \u00e0s      mesmas leis que o dos homens, e quando os escultores representam a vit\u00f3ria      de <strong>Apolo<\/strong>, mostram o deus com as fei\u00e7\u00f5es de um jovem que j\u00e1      atingiu a plenitude da for\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 o que se nos depara numa das maiores obras-primas da escultura antiga,      o <strong>Apolo<\/strong> do Belvedere. Essa est\u00e1tua, de m\u00e1rmore de Luni, foi      descoberta no fim do s\u00e9culo quinze, perto de Capo d&#8217;Anzo, outrora Antium,      e, adquirida pelo papa J\u00falio II, ent\u00e3o cardeal em v\u00e9speras de ser eleito para      o pontificado, mandou ele a colocassem nos jardins do Belvedere.<\/p>\n   \n<p>Todas as f\u00f3rmulas da admira\u00e7\u00e3o foram esgotadas diante do Apolo do Belvedere,      e a est\u00e1tua, desde que se tornou conhecida, n\u00e3o deixou de provocar o entusiasmo      dos artistas.<\/p>\n   \n<p><strong>A Disputa do Trip\u00e9<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apolo<\/strong>, ap\u00f3s matar a serpente Pit\u00e3o, envolveu o trip\u00e9 com      a pele do monstro que, antes dele, possu\u00eda o or\u00e1culo. <\/p>\n   \n<p><strong>Uma medalha de Crotona nos mostra o trip\u00e9 entre Apolo e a serpente:<\/strong>      o deus dispara a seta contra o inimigo. <\/p>\n   \n<p>Foi por ocasi\u00e3o dessa vit\u00f3ria que <strong>Apolo<\/strong> institui os jogos      p\u00edtios.<\/p>\n   \n<p>Uma viv\u00edssima disputa, freq\u00fcentemente representada nos baixos-relevos da      \u00e9poca arcaica, verificou-se entre <strong>Apolo<\/strong> e H\u00e9rcules em torno      do famoso trip\u00e9. <\/p>\n   \n<p>H\u00e9rcules consulta P\u00edtia em circunst\u00e2ncia na qual esta se recusara a responder.    <\/p>\n   \n<p>O her\u00f3i, enfurecido, apoderou-se do trip\u00e9, que <strong>Apolo<\/strong> resolveu      imediatamente reconquistar. Foi t\u00e3o viva a luta entre os dois combatentes      que J\u00fapiter se viu obrigado a intervir mediante o raio.<\/p>\n   \n<p>O trip\u00e9 de <strong>Apolo<\/strong> foi freq\u00fcentemente representado na arte      antiga, e restam-nos monumentos em que vemos at\u00e9 que ponto se unia o bom gosto      \u00e0 riqueza na escultura ornamental dos antigos.<\/p>\n   \n<p><strong>O Or\u00e1culo de Delfos<\/strong><\/p>\n   \n<p>O or\u00e1culo de <strong>Apolo<\/strong>, em Delfos, era o mais famoso da Gr\u00e9cia.      Foi o acaso que levou ao descobrimento do lugar em que deveria erguer-se o      santu\u00e1rio. Umas cabras errantes nos rochedos do Parnaso, aproximando-se de      um buraco do qual sa\u00edam exala\u00e7\u00f5es malignas, foram tomadas de convuls\u00f5es. Acorrendo      \u00e0 not\u00edcia daquele prod\u00edgio, os habitantes da vizinhan\u00e7a quiseram respirar      as mesmas exala\u00e7\u00f5es e experimentar os mesmos efeitos, uma esp\u00e9cie de loucura      misto de contor\u00e7\u00f5es e brados, e seguida de dom de profecia. Tendo-se alguns      fren\u00e9ticos atirado ao abismo de onde proviam os vapores prof\u00e9ticos, colocou-se      sobre o buraco uma m\u00e1quina chamada trip\u00e9, por tr\u00eas p\u00e9s sobre os quais pousava,      e escolheu-se uma mulher para a ele subir e poder, sem risco, receber a embriagadora      exala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Na origem, a resposta do deus, tal qual a davam os sacerdotes, era sempre      formulada em versos; mas tendo tido um fil\u00f3sofo a id\u00e9ia de perguntar porque      o deus da poesia se exprimia em maus versos, a ironia foi repetida por todos,      e o deus passou a falar somente em prosa, o que lhe aumentou o prest\u00edgio.<\/p>\n   \n<p>A cren\u00e7a de que o futuro pudesse ser predito de maneira certa pelos or\u00e1culos,      desenvolveu singularmente na antig\u00fcidade a id\u00e9ia da fatalidade, que em nenhuma      parte transparece t\u00e3o nitidamente como na lenda de \u00c9dipo; os seus esfor\u00e7os      n\u00e3o conseguem livr\u00e1-lo \u00e0 senten\u00e7a que lhe foi anunciada pelo or\u00e1culo, e tudo      quanto ele faz para evitar o destino s\u00f3 lhe acelera os inclementes decretos.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.mundodosfilosofos.com.br<\/p>\n   \n<h6>Apolo<\/h6>\n   \n<p><b>Apolo<\/b>      era considerado um \u00e1s da pontaria, desde que abatera a serpente Tif\u00e3o, a fera      que perseguira sua m\u00e3e, Leto, quando o deus era ainda crian\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Um dia <b>Apolo<\/b>      caminhava pela estrada que margeava um grande bosque, quando se encontrou      com Eros. O jovem deus, filho de Afrodite, estava treinando a sua pontaria,      solitariamente, em cima de uma pedra.<\/p>\n   \n<p>Sem ser      notado, <b>Apolo<\/b> parou para observar a postura do jovem. Com um dos p\u00e9s      escorado sobre uma sali\u00eancia da rocha, o deus do amor procurava ganhar o m\u00e1ximo      de equil\u00edbrio para assestar com perfei\u00e7\u00e3o a pontaria. Seu bra\u00e7o esticado,      que segurava o arco, era firme sem ser demasiado musculoso; o outro, encolhido,      segurando a flecha, tinha o cotovelo apontado para suas costelas, enrijecendo      o seu b\u00edceps; todo o conjunto, desde o porte at\u00e9 a dignidade dos gestos, demonstrava      grande eleg\u00e2ncia, e mesmo os m\u00fasculos das pernas pareciam distendidos, como      a corda presa \u00e0s duas extremidades do arco.<\/p>\n   \n<p><b>Apolo<\/b>      n\u00e3o conseguiu deixar de sentir uma certa inveja diante da gra\u00e7a do seu involunt\u00e1rio      rival. N\u00e3o podendo mais se conter, saiu das sombras e revelou ao deus do amor      a sua presen\u00e7a.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Ol\u00e1, jovem arqueiro. Treinando novamente a sua pontaria? \u0097 disse <b>Apolo<\/b>,        pondo um indisfar\u00e7ado tom de ironia na voz.<\/p>\n     \n<p>\u0097        Sim \u0097 disse Eros, sem virar o rosto para o outro. \u0097 Quer treinar        um pouco, tamb\u00e9m?<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Apolo,      imaginando que o outro debochava dele, reagiu com inesperada rudeza:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Ora, e quem vai me ensinar alguma coisa? Voc\u00ea?<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Eros,      guardando suas setas, j\u00e1 se preparava para se retirar, quando Apolo o provocou      novamente:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Vamos, treine, treine sempre, garotinho, e um dia chegar\u00e1 a meus p\u00e9s! \u0097        disse o deus solar, com um riso aberto de triunfo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Eros,      no entanto, revoltado com a presun\u00e7\u00e3o do deus, sacou de sua aljava duas flechas:<\/strong>      uma de ouro e outra de chumbo. Seu plano era acertar em cheio o peito de <b>Apolo<\/b>,      com a primeira flecha.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Vamos provar agora, um pouco, da minha m\u00e1 pontaria! \u0097 disse o deus        do amor, mirando o cora\u00e7\u00e3o de <b>Apolo<\/b>.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Num segundo      a seta partiu, assobiando ao vento e indo cravar-se no alvo com perfeita exatid\u00e3o.      <b>Apolo<\/b>, sem perceber o que atingira seu peito \u0097 pois as flechas      do deus do amor tornam-se invis\u00edveis assim que atingem as v\u00edtimas \u0097,      sentou-se ao solo, abatido por um langor nunca antes sentido.<\/p>\n   \n<p>Mas Eros      ainda n\u00e3o estava satisfeito. Por isso, enxergando Dafne, a filha do rio que      se banhava no rio Peneu, mirou em seu cora\u00e7\u00e3o a segunda flecha, a da ponta      de chumbo, e a disparou. Enquanto a primeira seta provocava o amor, esta,      endere\u00e7ada a Dafne, provocava a repulsa. Assim, Eros dava in\u00edcio \u00e0 sua vingan\u00e7a.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Divirta-se, agora! \u0097 disse Eros, sumindo-se no c\u00e9u com seu arco. <b>Apolo<\/b>,        ap\u00f3s recuperar suas for\u00e7as, ergueu-se e entrou no bosque, como que impelido        por alguma atra\u00e7\u00e3o irresist\u00edvel. T\u00e3o logo atravessou as primeiras \u00e1rvores,        seus olhos ca\u00edram sobre a bela ninfa, que secava os cabelos, torcendo-os        delicadamente com as m\u00e3os.<\/p>\n     \n<p>\u0097        Se s\u00e3o belos assim em desalinho, como n\u00e3o ser\u00e3o quando arrumados? -perguntou        ele, j\u00e1 bobo de amor.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A ninfa,      escutando a voz, voltou-se para o lugar de onde ela partira. Assustada ao      ver que aquele homem de louros cabelos a observava atentamente, juntou suas      vestes e saiu correndo, mata adentro. <b>Apolo<\/b>, num salto, ergueu-se tamb\u00e9m.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Espere, maravilhosa ninfa, quero falar com voc\u00ea.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Nunca em      sua vida Dafne havia sentido tamanha repulsa por algu\u00e9m como sentia pelo majestoso      deus solar. O pior e mais feio dos faunos n\u00e3o lhe parecia no momento mais      odioso do que aquele homem que a perseguia com f\u00faria.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Afaste-se de mim! \u0097 gritava Dafne, enojada. <b>Apolo<\/b>, acostumado        a ser perseguido por todas as mulheres, via-se agora repelido de forma t\u00e3o        definitiva.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Por que foge assim de mim, ninfa encantadora? \u0097 dizia, sem compreender.        Sem saber como agir diante de uma situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o inusitada, o desnorteado        deus p\u00f4s-se a falar de si, da sua beleza t\u00e3o elogiada por todos, de seus        dotes, suas gl\u00f3rias, seus tributos e as infinitas vantagens que Dafne teria        em juntar-se a ele, o mais cobi\u00e7ado dos deuses. Mas o mais belo dos deuses        desconhecia um pouco a mentalidade feminina, sen\u00e3o teria falado mais da        bela deusa em vez de falar tanto de si pr\u00f3prio.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Ao      perceber, por\u00e9m, que a corrida desenfreada da jovem acabaria por deix\u00e1-la      extenuada, o deus gritou:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Espere, diminua o seu passo que diminuirei tamb\u00e9m o meu! A ninfa, reconhecendo        a gentileza de seu perseguidor, diminuiu um pouco o ritmo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><b>Apolo<\/b>,      no entanto, que diante da diminui\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia vira aumentar os encantos      da sua amada, acelerou involuntariamente o seu passo, renovando o terror na      amedrontada Dafne.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Mas que canalha! \u0097 indignou-se a ninfa, tomando novo impulso para a        corrida, mas j\u00e1 estava exausta e n\u00e3o era p\u00e1reo para <b>Apolo<\/b>, o deus        do astro que jamais se cansa de percorrer o Universo, todos os dias.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Sentindo      um peso nas pernas, Dafne voltou o rosto aterrado para tr\u00e1s e percebeu que      as m\u00e3os do deus quase tocavam os seus fios de cabelo. <\/p>\n   \n<p><strong>Contornando      a mata, retornou outra vez \u00e0 margem do rio Peneu, clamando pela ajuda do velho      rio:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0097        Socorro, Peneu! Fa\u00e7a com que eu perca de vez esta beleza funesta, j\u00e1 que        ela \u00e9 a causa de todos os meus sofrimentos! \u0097 disse, disposta a entregar        \u00e0 natureza todos os seus dons em troca da liberdade.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Dafne, a      alguns passos do rio, deu um salto, pretendendo atingir a \u00e1gua. mas seu tornozelo      foi agarrado pela m\u00e3o firme de <b>Apolo<\/b>, fazendo com que seu corpo ca\u00edsse      sobre a grama verde e fofa das margens. Um suspiro forte escapou de seus l\u00e1bios      entreabertos, com o impacto da queda. Ainda tentou rastejar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua,      por\u00e9m sem sucesso. <b>Apolo<\/b>, cobrindo-a de beijos, recusava-se a larg\u00e1-la.      Finalmente, com um suspiro de al\u00edvio, a ninfa sentiu que seu corpo come\u00e7ava      a se recobrir com uma casca \u00e1spera e grossa, enquanto seus cabelos viravam      folhas esverdeadas. Descolando finalmente seus p\u00e9s da boca do agressor, Dafne      sentiu que eles se enterravam na terra, transformando-se em s\u00f3lidas e profundas      ra\u00edzes.<\/p>\n   \n<p><b>Apolo<\/b>,      ao ver que sua amada estava para sempre convertida numa \u00e1rvore \u0097 um loureiro      -, ainda tentou extrair do resto de seu antigo corpo um pouco do seu calor,      abra\u00e7ando-se ao tronco e procurando-lhe os l\u00e1bios. N\u00e3o encontrou a suavidade      do antigo h\u00e1lito da ninfa, mas apenas o odor discreto da resina.<\/p>\n   \n<p><b>Apolo<\/b>,      desconsolado, despediu-se levando consigo, como lembran\u00e7a, algumas folhas,      com as quais enfeitou sua lira. Enfeitou tamb\u00e9m a fronte com estas mesmas      folhas, em homenagem a Dafne \u0097 a mulher que nunca foi nem jamais ser\u00e1      sua.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.mitologiagrega.templodeapolo.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apolo, Mitologia Grega, Deus, Hist\u00f3ria, Beleza, Jovem, Lenda, Gr\u00e9cia, S\u00edmbolo, Divindade, Mitos, Origem, Apolo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-12223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Apolo - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Apolo - 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