{"id":11928,"date":"2015-12-31T00:00:00","date_gmt":"2015-12-31T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/voo-das-aves\/"},"modified":"2026-08-31T21:42:46","modified_gmt":"2026-08-31T21:42:46","slug":"voo-das-aves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/voo-das-aves\/","title":{"rendered":"Voo das Aves"},"content":{"rendered":"\n<p>As aves t\u00eam penas bonitas e encantadoras can\u00e7\u00f5es que trazem      alegria e maravilha para n\u00f3s seres humanos.<\/p>\n   \n<p>E o <strong>v\u00f4o<\/strong> \u00e9 a caracter\u00edstica que provavelmente      captura a imagina\u00e7\u00e3o humana mais do que qualquer outra coisa.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 quase tantas maneiras de voar como existem tipos de aves. <\/p>\n   \n<p>Albatrozes deslizam e voam com asas longas e estreitas esticados para fora,      \u00e0s vezes, ficam no ar por horas sem uma \u00fanica batida de asa. <\/p>\n   \n<p>Beija-flores, por outro lado, n\u00e3o podem descansar suas asas por um segundo      sequer em v\u00f4o. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-6.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"373\" height=\"126\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><strong><br \/>\n     Beija-flor<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>A gar\u00e7a branca grande em v\u00f4o<\/strong><\/p>\n   \n<p>O <strong>Voo das Aves<\/strong> \u00e9 um dos fen\u00f4menos mais incr\u00edveis do reino      animal. <\/p>\n   \n<p>Apesar de outros animais como os insetos e morcegos voarem eficientemente,      nenhum realmente conta com a complexidade e variedade dos mecanismos de Voo das Aves. <\/p>\n   \n<p>A distribui\u00e7\u00e3o extensa das aves e a incr\u00edvel diversidade de seus estilos      de vida v\u00eam da sua habilidade de voar. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-7.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"215\" height=\"211\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><br \/>\n<strong>Gar\u00e7a Branca Grande em voo<\/strong><\/p>\n   \n<p>As aves voam tipicamente de duas formas &#8211; batendo as asas, e planando. As      duas formas dependem da forma e estrutura \u00fanicas da asa da ave, que inspirou      o desenho de asas aeroplance nos tempos modernos. <\/p>\n   \n<p>O v\u00f4o de bater as asas \u00e9 extremamente complexo, e as formas de como \u00e9 feito      variam de acordo com as esp\u00e9cies das aves &#8211; muitas aves s\u00f3 voam pequenas dist\u00e2ncias      entre \u00e1rvores, enquanto outras passam a maior parte do seu tempo de vida voando.      Mas os princ\u00edpios gerais s\u00e3o os mesmos em todas as esp\u00e9cies. <\/p>\n   \n<p>Quando uma ave bate sua asa para baixo, ela produz um impulso para frente      das penas de v\u00f4o; este impulso gera a decolagem, gra\u00e7as a forma aerof\u00f3lio      da asa que for\u00e7a o ar de baixo para cima. <\/p>\n   \n<p>Quando a ave est\u00e1 no alto, pode ent\u00e3o variar a quantidade de impulso e levantar      mudando a forma e tamanho da asa para aumentar ou diminuir impulso e levantar      de acordo com onde e como precisa voar. <\/p>\n   \n<p>Aves que planam como o albatroz normalmente n\u00e3o s\u00e3o os melhores batedores      de asas, mas usam as propriedades aerodin\u00e2micas de suas asas para planar por      longos per\u00edodos quando est\u00e3o no ar, sem a necessidade de bater as asas. <\/p>\n   \n<p>A diversidade dos mecanismos de v\u00f4o nas aves \u00e9 impressionante. Algumas aves      de movimento lento como as heron podem bater suas asas somente duas vezes      por segundo, enquanto outras como o beija-flor podem bater suas asas at\u00e9 80      vezes por segundo. <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 muitas diferen\u00e7as entre aves que refletem isto &#8211; o tipo de m\u00fasculos de      asas, o tamanho do cora\u00e7\u00e3o e a velocidade de sua respira\u00e7\u00e3o, tudo isso varia      dependendo de suas caracter\u00edsticas de v\u00f4o. <\/p>\n   \n<p>A forma e o tamanho da asa s\u00e3o especialmente importantes, e a propor\u00e7\u00e3o entre      o comprimento e a largura da asa, \u00e9 particularmente crucial. <\/p>\n   \n<p>Aves que precisam fazer curvas fechadas para evitar predadores ou avistar      comida, como os pombos, tipicamente t\u00eam uma propor\u00e7\u00e3o pequena em rela\u00e7\u00e3o a      altura e comprimento da asas que podem ser batidas rapidamente, sendo f\u00e1cil      de manobrar. <\/p>\n   \n<p>Predadores r\u00e1pidos como os falc\u00f5es t\u00eam propor\u00e7\u00f5es mais altas, permitindo      que voem em alta velocidade por longos per\u00edodos, mas sem agilidade de ca\u00e7a.<\/p>\n   \n<h4>Adapta\u00e7\u00f5es ao v\u00f4o<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-8.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"358\" height=\"412\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><strong><br \/>\n     Estrutura das Aves <\/strong><\/p>\n   \n<p>No seu caminho evolutivo, as <strong>aves<\/strong> adquiriram v\u00e1rias caracter\u00edsticas      essenciais que permitiram o v\u00f4o ao animal. <\/p>\n   \n<p><strong>Entre estas podemos citar: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1.<\/strong> Endotermia<strong><br \/>\n       2. <\/strong>Desenvolvimento das penas<strong><br \/>\n       3.<\/strong> Aquisi\u00e7\u00e3o de ossos pneum\u00e1ticos<strong><br \/>\n       4.<\/strong> Perda, atrofia ou fus\u00e3o de ossos e \u00f3rg\u00e3os<strong><br \/>\n       5.<\/strong> Aquisi\u00e7\u00e3o de um sistema de sacos a\u00e9reos<strong><br \/>\n       6.<\/strong> Postura de ovos<strong><br \/>\n       7. <\/strong>Presen\u00e7a de quilha, expans\u00e3o do osso esterno, na qual se prendem        os m\u00fasculos que movimentam as asas<strong><br \/>\n       8. <\/strong>Aus\u00eancia de bexiga urin\u00e1ria <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>As penas, consideradas como diagn\u00f3stico das aves atuais, est\u00e3o presentes      em outros grupos de dinossauros, entre eles o pr\u00f3prio Tyrannosaurus rex. <\/p>\n   \n<p>Estudos apontam que a origem das penas se deu a partir de modifica\u00e7\u00f5es das      escamas dos r\u00e9pteis, tornando-se cada vez mais diferenciadas, complexas e,      posteriormente, vieram a possibilitar os v\u00f4os planado e batido. <\/p>\n   \n<p>Acredita-se que as penas teriam sido preservados na evolu\u00e7\u00e3o por seu valor      adaptativo, ao auxiliar no controle t\u00e9rmico dos dinossauros \u0096 uma hip\u00f3tese      que aponta para o surgimento da endotermia j\u00e1 em grupos mais basais de Dinosauria      (com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s aves) e paralelamente com a aquisi\u00e7\u00e3o da mesma caracter\u00edstica      por r\u00e9pteis Sinapsida, que deram origem aos mam\u00edferos. <\/p>\n   \n<p>Os ossos pneum\u00e1ticos tamb\u00e9m s\u00e3o encontrados em outros grupos de r\u00e9pteis.      Apesar de serem ocos (um termo melhor seria &#8220;n\u00e3o-maci\u00e7os&#8221;), os ossos      das aves s\u00e3o muito resistentes, pois preservam um sistema de trab\u00e9culas \u00f3sseas      arranjadas piramidalmente em seu interior. <\/p>\n   \n<h4><strong>A Capacidade para Voar<\/strong><\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-9.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"209\" height=\"195\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><\/p>\n   \n<p>A pena \u00e9 o principal fator para as aves poderem voar. O corpo das aves \u00e9      aerodinamico e proporcionalmente leve, em virtude da estrutura do esqueleto      e da presen\u00e7a de numerosas c\u00e2maras de ar, em v\u00e1rias regi\u00f5es do corpo. A musculatura      peitoral, que fornece a for\u00e7a motriz para as asas, \u00e9 bastante desenvolvida,      e o sistema respirat\u00f3rio atinge um alto grau de efici\u00eancia, no que se refere      r\u00e1pida troca de gases e a refrigera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>FUN\u00c7\u00c3O DA CAUDA E DAS ASAS NO VOO<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-10.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"521\" height=\"472\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>mec\u00e2nica de voo<\/strong> \u00e9 um assunto complicado, que se relaciona      com a aerodin\u00e2mica e, como tal, tem sido objeto de consider\u00e1vel estudo, nos      \u00faltimos anos. Os mesmos princ\u00edpios usados na avia\u00e7\u00e3o aplicam-se ao Voo das Aves.<\/p>\n   \n<p>As asas de uma ave e de um avi\u00e3o s\u00e3o, de certa maneira, compar\u00e1veis. Ambas      s\u00e3o aerodin\u00e2micas de maneira a reduzir a resist\u00eancia ao ar e ambas possuem      um abaulamento, com a superf\u00edcie dorsal convexa, de maneira que a press\u00e3o      inferior excede a superior. <\/p>\n   \n<p>A metade mais interna da asa de uma ave, entretanto, est\u00e1 primariamente relacionada      com a eleva\u00e7\u00e3o, enquanto a metade mais externa, do &#8220;pulso&#8221; at\u00e9 a      extremidade, deve agir como for\u00e7a propulsora, do mesmo modo que as partes      da asa de um avi\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Enquanto as h\u00e9lices de um avi\u00e3o fazem um c\u00edrculo completo, a parte distal      da asa de uma ave limita-se a exceder um semic\u00edrculo. A parte externa da asa,      contudo, \u00e9 muito vers\u00e1til; n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 capaz de produzir um avan\u00e7o, como tamb\u00e9m      o inverso, funcionando como as p\u00e1s de um helic\u00f3ptero para levantamento vertical      ou para planar, e desempenha a mesma fun\u00e7\u00e3o da parte interna de uma asa.<\/p>\n   \n<p><strong>Estudos sobre movimentos das asas durante o voo mostram que os movimentos      comuns s\u00e3o:<\/strong> para baixo e para frente no movimento para baixo e para      cima e para tr\u00e1s no movimento para cima. Al\u00e9m disso, no movimento para cima,      a asa \u00e9 parcialmente dobrada de modo a reduzir a resist\u00eancia ao ar. <\/p>\n   \n<p>Durante o pouso, as aves fazem uso das bordas, como o avi\u00e3o, ao aterrisar.      Isto \u00e9 obtido aumentando-se rapidamente o \u00e2ngulo da asa de maneira que a parte      de tr\u00e1s fique dirigida para baixo. Isto aumenta a eleva\u00e7\u00e3o, temporariamente,      a uma velocidade reduzida e termina, quando os p\u00e9s tocam o ch\u00e3o.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-11.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"457\" height=\"269\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><\/p>\n   \n<p>Durante o voo , as aves precisam de \u00f3rg\u00e3os dos sentidos muito eficientes      para detectar a velocidade e a dire\u00e7\u00e3o das correntes de ar. Estudos experimentais      recentes com Carduelis, que estavam voando num t\u00fanel de vento, demonstraram      que as penas peitorais servem como um importante \u00f3rg\u00e3o para a percep\u00e7\u00e3o de      correntes de ar. <\/p>\n   \n<p>As aves com estas penas imobilizadas mostram um aumento no n\u00fameros de batimentos      das asas por segundo. Aparentemente, estas penas, quando livres, em associa\u00e7\u00e3o      com os mecanorreceptores em suas bases, funcionam como \u00f3rg\u00e3os para a percep\u00e7\u00e3o      de correntes de ar, necess\u00e1ria para um voo eficiente.<\/p>\n   \n<p>As aves, que voam a grandes altitudes ou planam, devem fazer uso de correntes      de ar ascendentes. Na terra, o vento se eleva, quando \u00e9 defletido por objetos,      tais como montes ou montanhas. O ar tamb\u00e9m se eleva, quando aquecido pr\u00f3ximo      do solo. Isto produz correntes t\u00e9rmicas ascendentes, que s\u00e3o usadas por muitas      aves de rapina. Aves marinhas planadoras, como o albatroz, fazem uso semelhante      de correntes de ar que segundo se acredita, resultam do movimento das ondas,      na superf\u00edcie do oceano.<\/p>\n   \n<p>Algumas aves quase sempre voam sozinhas, mas outras voam em grupos ou em      bandos de v\u00e1rios tipos. Os bandos podem ter v\u00e1rios tipos de forma\u00e7\u00f5es em linha,      simples e composta, como os pelicanos, os bigu\u00e1s, patos e gansos ou v\u00e1iras      forma\u00e7\u00f5es grupais, como Agelaius, estorninhos, pombos e tordos americanos.<\/p>\n   \n<p>A forma\u00e7\u00e3o de bandos pode ter relacionamento a v\u00e1rios fatores. Geralmente,      s\u00e3o formados para prote\u00e7\u00e3o contra predadores fornecendo detec\u00e7\u00e3o visual maior      e confundindo o inimigo ao se dispersarem, sendo que a chance de ser predado      diminui. Outros especialistas argumentam que a forma\u00e7\u00e3o em bandos ajuda a      aerodin\u00e2mica do voo , comunica\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>As asas tamb\u00e9m s\u00e3o usadas para a nata\u00e7\u00e3o. Exemplo mais claro \u00e9 o do Ping\u00fcins,      que usam os ap\u00eandices anteriores como remo. As asas s\u00e3o feitas de penas modificadas      e achatadas que parecem escamas. Estas asas n\u00e3o servem para voar, mas apenas      para propuls\u00e3o submarina. <\/p>\n   \n<p>Algumas aves natat\u00f3rias como os bigu\u00e1s e mergulh\u00f5es, os p\u00e9s s\u00e3o usados para      nadar, o que d\u00e1 a essas esp\u00e9cies uma maior mobilidade embaixo da \u00e1gua do que      as asas o fariam. Isto \u00e9 uma vantagem onde h\u00e1 vegeta\u00e7\u00e3o aqu\u00e1tica e outros.<\/p>\n   \n<h4>Porque as aves voam<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-12.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"342\" height=\"231\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><\/p>\n   \n<p>As aves n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos animais que voam (insetos e morcegos tamb\u00e9m sabem      voar), mas, sem a menor sombra de d\u00favida, s\u00e3o as melhores.<\/p>\n   \n<p><strong>Isto porque as principais adapta\u00e7\u00f5es das aves est\u00e3o relacionadas      ao v\u00f4o:<\/strong> conseguiram reduzir o peso (penas leves, perda de dentes      e mand\u00edbulas, redu\u00e7\u00e3o de ossos por fus\u00e3o, ossos ocos preenchidos com ar &#8211;      os chamados ossos pneum\u00e1ticos, quilha ou esterno &#8211; osso situado no meio do      peito muito desenvolvido para segurar os potentes m\u00fasculos das asas e com      formato aerodin\u00e2mico que ajuda a cortar o ar durante o v\u00f4o, oviparidade &#8211;      as f\u00eameas n\u00e3o ficam mais pesadas durante a gesta\u00e7\u00e3o, sacos a\u00e9reos, digest\u00e3o      r\u00e1pida e eficiente) e aumentaram a energia metab\u00f3lica (homeotermia, plumagem      isolante, digest\u00e3o r\u00e1pida e eficiente, sacos a\u00e9reos que ajudam a respira\u00e7\u00e3o      e a dissipa\u00e7\u00e3o de calor, cora\u00e7\u00e3o grande e circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea r\u00e1pida).<\/p>\n   \n<p>As asas de uma ave permitem a eleva\u00e7\u00e3o do mesmo modo que as asas de um avi\u00e3o.      \u00c0 medida que a ave avan\u00e7a, o ar passa por cima da superf\u00edcie superior da asa      mais rapidamente do que pela superf\u00edcie inferior. Este fato deriva da asa      n\u00e3o ser achatada, mas ligeiramente convexa na parte superior criando assim      uma diferen\u00e7a de press\u00e3o entre as duas superf\u00edcies da asa. Sabendo que o ar      que se move mais devagar exerce maior press\u00e3o, a for\u00e7a resultante \u00e9 ascendente,      o que empurra a ave para cima. Esta for\u00e7a ascensional \u00e9 tanto maior quanto      maior for a dimens\u00e3o da asa e a velocidade inicial.<\/p>\n   \n<p><strong>As aves voam de duas formas principais<\/strong>: ativamente, batendo      as asas, ou planando. Algumas aves, como os colibris, s\u00e3o at\u00e9 capazes de voar      para tr\u00e1s. <\/p>\n   \n<p>No primeiro caso, as aves utilizam a for\u00e7a do movimento para frente para      criar a diferen\u00e7a de press\u00e3o que as impulsiona para cima, enquanto que, no      segundo caso, s\u00e3o utilizadas as correntes de ar quente ascendente. No v\u00f4o      planado a ave consome pouca energia, mas vai perdendo altitude e velocidade,      a n\u00e3o ser que mude de dire\u00e7\u00e3o e apanhe outra corrente de ar quente &#8211; as famosas      t\u00e9rmicas. Os campe\u00f5es de v\u00f4o planado que pude observar por aqui s\u00e3o os urubus      &#8211; sobem tanto que eu quase os perco de vista sem que eles d\u00eaem uma \u00fanica batidinha      de asa <\/p>\n   \n<p><strong>A forma das asas e da cauda tamb\u00e9m \u00e9 importante para o v\u00f4o:<\/strong>      aves que devem levantar v\u00f4o rapidamente para fugir de predadores t\u00eam asas      largas e arredondadas, que lhes d\u00e3o acelera\u00e7\u00e3o; aves que voam durante muito      tempo t\u00eam asas longas; voadores r\u00e1pidos e poderosos (como as aves de rapina,      por exemplo) t\u00eam asas longas e curvas, de extremidades pontiagudas para reduzir      o atrito; aves que mudam bruscamente de dire\u00e7\u00e3o em pleno v\u00f4o t\u00eam caudas profundamente      bifurcadas.<\/p>\n   \n<p>Apesar das vantagens que o v\u00f4o possa ter, muitas aves perderam essa capacidade,      geralmente em locais onde a falta de predadores e a abund\u00e2ncia de alimento      n\u00e3o o exigia. Outras aves optaram pela for\u00e7a e pela velocidade no solo, como      as corredoras (avestruzes, nandus e emas).<\/p>\n   \n<p><strong>O que dizer dos ping\u00fcins? <\/strong>Criaram uma densa cobertura de      plumas, uma esp\u00e9cie de super-edredon para enfrentar baixas temperaturas? Sei      l\u00e1, s\u00f3 sei que \u00e9 a ave mais estranha que conhe\u00e7o depois do ornitorrinco &#8211;      mistura gen\u00e9tica de mam\u00edfero, r\u00e9ptil e ave, um produto transg\u00eanico criado      pela pr\u00f3pria Natureza!<\/p>\n   \n<h4>Por que algumas aves voam em bando formando um V<\/h4>\n   \n<p><strong>Essa forma\u00e7\u00e3o permite grande economia de energia em v\u00f4os de longa      dist\u00e2ncia! <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/voo-das-aves-13.jpg\" alt=\"V\u00f4o das Aves\" width=\"348\" height=\"221\" title=\"V\u00f4o das Aves\" \/><\/strong><\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio do que algumas pessoas acreditam, nem sempre que voam assim      as aves est\u00e3o migrando. Nos arredores da Barra da Tijuca, na cidade do Rio      de Janeiro, por exemplo, \u00e9 comum ver as aves voando das lagoas para as ilhas      em &#8220;V&#8221; ou em fila indiana.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 duas explica\u00e7\u00f5es para a escolha dessa forma\u00e7\u00e3o de v\u00f4o pelas aves. A primeira      consiste na economia de energia que ela proporciona. Atr\u00e1s do corpo da ave      e, principalmente, das pontas de suas asas, o ar se move de uma forma desordenada,      conhecida como turbul\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>Acontece que a resist\u00eancia do ar \u00e9 menor nessas zonas e, portanto, \u00e9 vantajoso      para as aves voar atr\u00e1s da ave dianteira ou da ponta de sua asa. <\/p>\n   \n<p><strong>Ou seja: <\/strong>ao voarem desta forma, as aves poupariam energia,      se esfor\u00e7ariam menos, porque estariam se beneficiando do deslocamento de ar      causado pelas outras aves. Assim, elas fariam uma economia de energia consider\u00e1vel      em v\u00f4os de longa dist\u00e2ncia.<\/p>\n   \n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. Se todas as aves voam de um mesmo lado, elas se beneficiam      ainda mais da turbul\u00eancia gerada pelas aves que est\u00e3o na frente. Por isso,      aparecem duas fileiras, uma de cada lado do l\u00edder do bando, isto \u00e9, do p\u00e1ssaro      que ocupa a posi\u00e7\u00e3o de v\u00e9rtice do &#8220;V&#8221;, onde n\u00e3o h\u00e1 nenhum companheiro      frente.<\/p>\n   \n<p>Ali\u00e1s, por falar nele&#8230; Se a ave que est\u00e1 atr\u00e1s se beneficia pelo movimento      da sua vizinha de frente, \u00e9 uma desvantagem ser l\u00edder. De alguma maneira,      as aves devem ter essa percep\u00e7\u00e3o porque \u00e9 constante a substitui\u00e7\u00e3o do l\u00edder.<\/p>\n   \n<p>Essa \u00e9 a primeira explica\u00e7\u00e3o para o v\u00f4o em &#8220;V&#8221;. E a segunda? O      que diz? Ela sustenta que esse tipo de v\u00f4o proporcionaria aos integrantes      do bando um melhor controle visual do deslocamento, pois em qualquer posi\u00e7\u00e3o      dentro do &#8220;V&#8221; uma ave s\u00f3 teria em seu campo de vis\u00e3o outra ave,      e n\u00e3o v\u00e1rias. Isso facilitaria todos os aspectos do v\u00f4o. Os avi\u00f5es militares      de ca\u00e7a, por exemplo, voam nesse mesmo tipo de forma\u00e7\u00e3o, justamente para ter      um melhor campo de vis\u00e3o e poder avistar outros avi\u00f5es do mesmo grupo.<\/p>\n   \n<p>Essas duas explica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o excludentes. \u00c9 bem poss\u00edvel que seja uma combina\u00e7\u00e3o      das duas o que torna o v\u00f4o em &#8220;V&#8221; favor\u00e1vel para algumas aves. <strong>Jorge      Bruno Nacinovic<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Como \u00e9 poss\u00edvel \u00e0s aves voar<\/h4>\n   \n<p>Primeiro, conseguem voar porque o seu corpo est\u00e1 adaptado a essa fun\u00e7\u00e3o.      T\u00eam uma grande superf\u00edcie nas asas que d\u00e1 propuls\u00e3o e os seus ossos s\u00e3o muito      leves, visto que o espa\u00e7o interior dos ossos est\u00e1 ligado a um sistema de sacos      de ar. Mesmo os seus pulm\u00f5es e vasos sangu\u00edneos s\u00e3o grandes pois o voo consome      muita energia, precisando assim de muito oxig\u00eanio.<\/p>\n   \n<p>O pr\u00edncipio que possibilita \u00e0s aves voar \u00e9 o mesmo que permite o voo dos      avi\u00f5es. Como o ar passa mais rapidamente pela face de baixo da asa, isso provoca      uma for\u00e7a para cima que faz com que as aves possam voar. Para voar para a      frente, esta for\u00e7a n\u00e3o \u00e9 igual ao peso. Nos avi\u00f5es esta for\u00e7a t\u00eam a dire\u00e7\u00e3o      oposta ao peso e por isso t\u00eam de ter um motor para deslocar-se para a frente.<\/p>\n   \n<p><strong>Quantas t\u00e9cnicas de voo existem?<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1.<\/strong> A mais simples consiste somente no batimento regular        das asas. \u00c9 geralmente usada por aves com asas pequenas em rela\u00e7\u00e3o ao corpo,        como algumas aves marinhas.<strong><br \/>\n       2. <\/strong>As aves com peso superior a 140 g geralmente batem as asas para        ganhar altitude e depois planam, pois planar gasta muito menos energia.<strong><br \/>\n       3.<\/strong> P\u00e1ssaros pequenos, como as felosas, n\u00e3o planam por causa do        atrito do ar. Para reduzir esse atrito, fecham as asas entre per\u00edodos de        batimento destas.<strong><br \/>\n       4. <\/strong>Tamb\u00e9m existe um m\u00e9todo mais especializado de voar chamada voo        planado t\u00e9rmico. Este tipo de voo tira vantagens do fato de o ar quente        ter tend\u00eancia a subir. Assim aves, como as cegonhas, que t\u00eam asas grandes        e largas, podem apanhar as correntes de ar quente como se fossem elevadores        e usar esse ganho de altitude para plana.<strong><br \/>\n       5. <\/strong>Outro tipo de voo planado, o din\u00e2mico, ocorre em esp\u00e9cies que        vivem no mar e t\u00eam asas grandes e finas. Como no mar o vento \u00e9 desviado        para cima pelas ondas, as aves, como os albatrozes, usam os ventos para        ganhar altitude e planar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>At\u00e9 que altitude podem voar?<\/strong><\/p>\n   \n<p>As aves geralmente voam a menos de <strong>150 metros<\/strong>, excepto durante      a migra\u00e7\u00e3o. No resto do tempo n\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o para irem mais alto e gastar      mais energia, expondo-se ao perigo de serem apanhadas por uma ave de rapina.      Somente algumas aves, como os abutres podem ir at\u00e9 <strong>3000 m de altitude<\/strong>      para procurar comida.<\/p>\n   \n<p>Durante a migra\u00e7\u00e3o, para apanhar ventos favor\u00e1veis, as aves podem subir consideravelmente.      Alguns gansos da \u00c1sia, atravessam os Himalaias a <strong>9000 m de altitude<\/strong>.      Mas como t\u00eam as montanhas por baixo, continuam perto de terra firme. Uma esp\u00e9cie      de cisne j\u00e1 foi vista por cima do oceano Atl\u00e2ntico por um piloto de avi\u00e3o      e por radares a <strong>8230m de altitude<\/strong>. <\/p>\n   \n<p><strong>Qual a velocidade de uma ave a voar?<\/strong><\/p>\n   \n<p>As aves geralmente voam relativamente devagar a uma velocidade m\u00e9dia de <strong>30      a 50 km por hora<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Contudo, quando \u00e9 necess\u00e1rio, os patos podem voar a 100 km\/h e os falc\u00f5es      peregrinos podem voar at\u00e9 <strong>320 km\/h<\/strong>. Mas geralmente, como      \u00e9 necess\u00e1ria muita energia, as aves somente usam velocidades maiores quando      n\u00e3o t\u00eam alternativa.<\/p>\n   \n<p><strong>As aves podem parar no ar?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Algumas <strong>aves podem pairar no ar<\/strong>. Os colibris fazem-no para      poder aceder \u00e0s flores e alguns guarda-rios tamb\u00e9m o fazem para procurar peixes.<\/p>\n   \n<p>Outras aves, quando est\u00e1 muito vento, conseguem pairar no ar. Algumas andorinhas      do mar e aves de rapina utlizam esta t\u00e9cnica para encontrar comida.<\/p>\n   \n<p><strong>Porque \u00e9 que algumas aves n\u00e3o voam?<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>O voo pode ter muitas vantagens, tais como: <\/strong>migrar longas      dist\u00e2ncias, escapar aos predadores e procurar comida mais rapidamente. <\/p>\n   \n<p>Contudo tem uma desvantagem &#8211; \u00e9 necess\u00e1rio muita energia para voar. Por isso,      muitas esp\u00e9cies, cujos antepassados voavam, agora j\u00e1 n\u00e3o o fazem pois a energia      que teriam de gastar n\u00e3o era compensada pelas vantagens, ora por n\u00e3o migrarem      ou por n\u00e3o terem predadores.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.learner.org\/www.animalplanetbrasil.com\/www.informaves.hpg.ig.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voo das Aves, Tipo, Caracter\u00edsticas, Estrutura, T\u00e9cnicas, Asas, Penas, Cauda, Origem, Forma, Capacidade, Fun\u00e7\u00e3o, Voo das Aves<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11929,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-11928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Voo das Aves - 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