{"id":11807,"date":"2015-12-31T00:00:00","date_gmt":"2015-12-31T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/migracao-de-aves\/"},"modified":"2026-08-31T21:41:22","modified_gmt":"2026-08-31T21:41:22","slug":"migracao-de-aves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/migracao-de-aves\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00e3o de Aves"},"content":{"rendered":"\nA <strong>migra\u00e7\u00e3o de aves<\/strong> \u00e9 um fen\u00f4meno extraordin\u00e1rio, observado em centenas de esp\u00e9cies ao redor do mundo. Enquanto a maioria das esp\u00e9cies em climas tropicas e temperados permanecem a maior parte do tempo em seu habitat, outras migram por longas dist\u00e2ncias com a mudan\u00e7a das esta\u00e7\u00f5es.\n\nPor que algumas aves migram? A resposta est\u00e1 na comida. Os p\u00e1ssaros que vivem em regi\u00f5es mais quentes perto do Equador encontram comida o ano todo, mas os dias s\u00e3o muito mais curtos &#8211; 12 horas no pr\u00f3prio Equador. Como a maioria das esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros encontra comida usando a vis\u00e3o, isso limita o tempo que eles passam se alimentando, o que \u00e9 um problema para os p\u00e1ssaros que precisam reunir comida suficiente para alimentar seus filhotes famintos. Viajando para o norte ou sul em busca de climas mais quentes, as aves migrat\u00f3rias garantem comida para o ano todo, tirando vantagem dos dias mais longos perto dos p\u00f3los.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Migra\u00e7\u00e3o de Aves\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/migracao-das-aves-41.jpg\" alt=\"Migra\u00e7\u00e3o de Aves\" \/><strong>\nGansos em migra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\nV\u00e1rios tipos de p\u00e1ssaros migram, \u00e0s vezes viajando milhares de quil\u00f4metros no processo. O migrante mais impressionante \u00e9 a andorinha-do-mar \u00e1rtica, que procria no norte do C\u00edrculo \u00c1rtico, mas voa quase 18 mil quil\u00f4metros para o sul, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ant\u00e1rtica, quando chega o inverno no norte.\n\nMuitas esp\u00e9cies de patos, gansos e cisnes migram da Regi\u00e3o \u00c1rtica para a Europa, \u00c1sia e Am\u00e9rica do Norte durante o inverno, retornando para o norte novamente, durante a primavera, para procriar. At\u00e9 mesmo aves min\u00fasculas migram, como o beija-flor. O beija-flor-de-pesco\u00e7o-vermelho (Archilochus colubris) voa mais de 800 quil\u00f4metros, do litoral sul da Am\u00e9rica do Norte \u00e0 Pen\u00ednsula Yucatan no M\u00e9xico, onde ele se alimenta de flores durante os meses mais frios do inverno.\n\nOs cientistas ainda n\u00e3o t\u00eam certeza absoluta sobre o que causa a migra\u00e7\u00e3o das aves. Sabe-se apenas que a dura\u00e7\u00e3o do dia a velocidade, a dire\u00e7\u00e3o do vento e mudan\u00e7as hormonais desempenham papel importante. Como os migrantes encontram com exatid\u00e3o o caminho para suas casas tempor\u00e1rias tamb\u00e9m \u00e9 uma inc\u00f3gnita.\n\nAlguns estudos sugerem que elas usam o sol e as estrelas para navegar, contando tamb\u00e9m com detalhes da paisagem. Acredita-se que alguns p\u00e1ssaros sigam os campos magn\u00e9ticos da Terra, o que os ajudaria a se orientar em paisagens mon\u00f3tonas e em alto mar.\n<h4>O fen\u00f4menos de aparecimento e desaparecimento das aves<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Migra\u00e7\u00e3o de Aves\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/migracao-das-aves-42.jpg\" alt=\"Migra\u00e7\u00e3o de Aves\" width=\"305\" height=\"166\" \/><\/p>\nDesde a antiguidade que os fen\u00f4menos de aparecimento e desaparecimento das aves inquietavam os naturalistas, que n\u00e3o tinham a certeza se as aves migravam ou hibernavam.\n\nHoje sabemos que qualquer coisa como 5.000 milh\u00f5es de aves terrestres de 190 esp\u00e9cies deixam a Europa e a \u00c1sia em dire\u00e7\u00e3o a \u00c1frica, e que algo similar ocorre na Am\u00e9rica do Norte, com mais de 200 esp\u00e9cies a migrar para Sul.\n\nA pergunta de porque \u00e9 que as aves migram continua a ser intrigante para os investigadores. Os benef\u00edcios t\u00eam que ser substanciais porque os custos energ\u00e9ticos e os riscos da migra\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito elevados. Pensa-se que mais de metade dos passeriformes terrestres que nidificam no hemisf\u00e9rio norte n\u00e3o regressam da sua migra\u00e7\u00e3o para sul.\n\nA grande vantagem da migra\u00e7\u00e3o \u00e9 que permite que haja atividade ao longo de todo o ano, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio recorrer a hiberna\u00e7\u00e3o ou estiva\u00e7\u00e3o, podendo as aves explorar recursos alimentares sazonais enquanto vivem em regi\u00f5es com clima favor\u00e1vel.\n\nPodem tamb\u00e9m evitar o reduzido n\u00famero de horas do dia do Inverno mais pr\u00f3ximo dos p\u00f3los e maximizar o tempo que podem despender a alimentar-se, bem como explorar \u0093booms\u0094 de disponibilidade de alimento que ocorrem em certas zonas do globo em determinados per\u00edodos do ano. Outras aves \u0093fogem\u0094 da escassez de locais de nidifica\u00e7\u00e3o e da competi\u00e7\u00e3o com outras esp\u00e9cies.\n\nO comportamento de migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fixo. Algumas popula\u00e7\u00f5es adquirem ou perdem o h\u00e1bito de migrar. Por exemplo, a Milheirinha (Serinus serinus) alargou a sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o por toda a Europa, a partir do Mediterr\u00e2neo, ao longo dos \u00faltimos 100 anos.\n\nEnquanto as popula\u00e7\u00f5es ancestrais mediterr\u00e2nicas s\u00e3o residentes, as novas popula\u00e7\u00f5es do norte da Europa s\u00e3o migrat\u00f3rias. J\u00e1 o Tordo-zornal (Tudus pilaris) que colonizou recentemente a Gronel\u00e2ndia formou uma popula\u00e7\u00e3o residente, enquanto as popula\u00e7\u00f5es originais da Europa s\u00e3o migradoras. Em Portugal, a Cegonha-branca (Ciconia ciconia) era uma esp\u00e9cie exclusivamente migradora, estando presente no nosso territ\u00f3rio apenas na \u00e9poca estival. Hoje em dia, uma grande parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 residente.\n\nEmbora os est\u00edmulos e o mecanismo respons\u00e1veis pelo comportamento de migrar n\u00e3o sejam compreendidos na totalidade, sabe-se que o aumento das horas de luz no Inverno, atrav\u00e9s de um mecanismo hormonal, estimula a ave a comer em excesso e a acumular reservas de gordura, que v\u00e3o servir de combust\u00edvel \u00e0 migra\u00e7\u00e3o.\n\nAlgumas esp\u00e9cies migram diretamente para o seu destino, sem realizarem paragem, enquanto outras param em determinados locais para descansar e para se alimentar, repondo as suas reservas.\n<h4>O fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o das aves<\/h4>\nO <strong>fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o das aves<\/strong>, \u00e9 um dos fen\u00f4menos mais fascinantes e simultaneamente menos compreendidos da natureza. H\u00e1 4.000 anos os eg\u00edpcios, registaram pela primeira vez, este fen\u00f4meno nas suas pinturas murais.\n\nO fil\u00f3sofo grego Arist\u00f3teles (s\u00e9c.III A.C.) estava convencido que as andorinhas hibernavam na lama, e que em Outubro os Rabirruivos se transformavam em Piscos. Hoje em dia, com o aux\u00edlio das tecnologias dispon\u00edveis sobretudo o radar e os registos dos postos de anilhagem, sabemos que n\u00e3o \u00e9 assim.\n\nNo entanto, \u00e0 medida que a ci\u00eancia faz novas descobertas, mais e mais quest\u00f5es se levantam, para as quais poder\u00e1 nunca haver resposta satisfat\u00f3ria.\n\nPensa-se que na Europa as migra\u00e7\u00f5es surgiram no fim da \u00faltima \u00e9poca glaciar, quando vastas \u00e1reas de gelos se fundiram, pondo a descoberto novos habitats capazes de proporcionar alimento \u00e0s aves nidificantes. Apesar de serem relativamente fr\u00e1geis e vulner\u00e1veis, numerosas esp\u00e9cies de aves continuam a fazer todos os anos longas viagens, voando horas e mesmo dias consecutivos sem parar. A Gaivina \u00c1rctica (Sterna paradisea) \u00e9 a campe\u00e3 de todas as migradoras. Esta esp\u00e9cie percorre cerca de 18 mil km desde a sua \u00e1rea de nidifica\u00e7\u00e3o no \u00c1rctico at\u00e9 \u00e0 zona de invernada no Ant\u00e1rctico, para alguns meses depois fazer todo o caminho de volta, percorrendo num ano cerca de 36 mil km.\n\nParece evidente que um dos fatores relacionados com a migra\u00e7\u00e3o das aves, \u00e9 o da abund\u00e2ncia ou escassez de alimento. Em muitas regi\u00f5es do globo, a sua alimenta\u00e7\u00e3o escasseia durante certas \u00e9pocas do ano. A maioria das aves morreria se permanecesse nestes locais.\n\n\u00c9 a situa\u00e7\u00e3o verificada nas regi\u00f5es com invernos muito rigorosos. Durante esta \u00e9poca, as aves migram para regi\u00f5es mais amenas com maior abund\u00e2ncia alimentar, retornando na Primavera quando, o clima e os recursos alimentares lhes s\u00e3o de novo favor\u00e1veis.\n\nPor sua vez, as esp\u00e9cies n\u00e3o migradoras s\u00e3o esp\u00e9cies capazes de sobreviver com os recursos alimentares dispon\u00edveis nesta \u00e9poca. Com a descida acentuada das temperaturas no Inverno, os insetos escasseiam; \u00e9 por esta raz\u00e3o que a maioria das aves inset\u00edvoras migram.\n\nA migra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma desloca\u00e7\u00e3o regular entre habitats, e n\u00e3o deve ser confundida com divaga\u00e7\u00f5es, desloca\u00e7\u00f5es ocasionais e movimentos dispersivos. A migra\u00e7\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno intencional e volunt\u00e1rio, uma viagem de certa envergadura e dura\u00e7\u00e3o. Tem car\u00e1cter peri\u00f3dico, dado tratar-se de uma viagem de ida e volta que se repete de forma sazonal e implica locais geogr\u00e1ficos bem definidos. O movimento migrat\u00f3rio envolve toda a popula\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie, e n\u00e3o s\u00f3 uns tantos indiv\u00edduos. Os lugares de origem e destino s\u00e3o antag\u00f4nicos do ponto de vista ecol\u00f3gico.\n\nA vida de uma esp\u00e9cie obrigada a deslocar-se sazonalmente est\u00e1 dividida em quarto per\u00edodos, dois sedent\u00e1rios e outros dois din\u00e2micos, em tr\u00e2nsito entre habitats, que se sucedem alternadamente. Durante a Primavera, o indiv\u00edduo est\u00e1 ligado \u00e0 area de cria\u00e7\u00e3o, onde encontra condi\u00e7\u00f5es ideais para se reproduzir. No final do Ver\u00e3o inicia a chamada \u0093migra\u00e7\u00e3o p\u00f3s-nupcial\u0094, que o conduz \u00e0 \u00e1rea onde passar\u00e1 o Inverno. Neste lugar, permanence para, mal se anuncie a Primavera, empreender a viagem de regresso. \u00c9 o que se chama a \u0093migra\u00e7\u00e3o pr\u00e9-nupcial\u0094.\n\nOs fatores que, num dado momento, desencadeiam a migra\u00e7\u00e3o das aves, n\u00e3o s\u00e3o de f\u00e1cil explica\u00e7\u00e3o. Muitas das esp\u00e9cies das aves do hemisf\u00e9rio norte come\u00e7am a sua migra\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao sul, quando ainda existem recursos alimentares mais do que suficientes para a sua sobreviv\u00eancia. Estas aves n\u00e3o t\u00eam maneira de saber que passado algumas semanas a temperatura vai descer e que o alimento vai escassear. O momento do in\u00edcio da migra\u00e7\u00e3o \u00e9 provavelmente regulado pelo seu sistema glandular. As gl\u00e2ndulas produzem subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, as hormonas. Est\u00e1-se em crer que s\u00e3o as varia\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o das hormonas que estimulam a migra\u00e7\u00e3o das aves. \u00c0 medida que os dias se tornam mais pequenos, surgem varia\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de hormonas. Como consequ\u00eancia as aves come\u00e7am a preparar o seu voo migrat\u00f3rio. Contudo esta varia\u00e7\u00e3o hormonal n\u00e3o explica por exemplo, porque \u00e9 que diferentes esp\u00e9cies localizadas na mesma regi\u00e3o come\u00e7am a sua migra\u00e7\u00e3o antes de outras, ou ainda, porque \u00e9 que aves da mesma esp\u00e9cie n\u00e3o come\u00e7am a sua migra\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo. Assim, o in\u00edcio da \u00e9poca da migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o parece depender exclusivamente da dura\u00e7\u00e3o dos dias, mas tamb\u00e9m de fatores, como o clima e a disponibilidade de alimento.\n\nNa regi\u00e3o Pale\u00e1rtica, que inclui a Europa e a metade setentrional de \u00c1frica, as vias migrat\u00f3rias entre as \u00e1reas de cria\u00e7\u00e3o e os locais tropicais onde passam o Inverno encontram obst\u00e1culos como mares, desertos e cordilheiras que ocorrem em sentido perpendicular aos das desloca\u00e7\u00f5es. Enquanto as aves seguem um rumo norte-sul e vice-versa, os Alpes, os Pirin\u00e9us, o sistema central da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, o mar Mediterr\u00e2neo, a cordilheira do Atlas e o deserto do Sara s\u00e3o obst\u00e1culos que seguem uma trajet\u00f3ria leste-oeste aproximada.\n\n<strong>Se bem que muitas aves estejam aptas para atravessar o Mediterr\u00e2neo em qualquer ponto, os fluxos migrat\u00f3rios concentram-se nos principais estreitos<\/strong>: Gibraltar, Sic\u00edlia, B\u00f3sforo e Pen\u00ednsula Ar\u00e1bica. Existem no entanto muitas aves que evitam fazer amplos percursos, e se det\u00eam em locais favor\u00e1veis das regi\u00f5es temperadas. \u00c9 isso que acontece na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, que recebe uma importante popula\u00e7\u00e3o de aves invernantes procedentes do Norte da Europa.\n\nAs diferentes esp\u00e9cies possuem diferentes estrat\u00e9gias de empreenderem as suas viagens migrat\u00f3rias. Assim as migradoras podem ser nocturnas, como \u00e9 o caso de muitas esp\u00e9cies de inset\u00edvoras, que se alimentam de dia e utilizam a noite para viajar. Exemplo disso s\u00e3o os tordos e as felosas, migradoras de grande dist\u00e2ncia, que nidificam nos pa\u00edses n\u00f3rdicos e passam o inverno a sul do equador. Estas aves iniciam o seu voo migrat\u00f3rio pouco depois do sol-posto, utilizando as horas do dia para comer e repousar. As migradoras podem tamb\u00e9m ser diurnas, como ocorre com as grandes aves planadoras, que necessitam de se apoiar nas correntes t\u00e9rmicas provocadas pela insola\u00e7\u00e3o do solo para se deslocarem. No entanto, aves de dimens\u00f5es mais reduzidas como as andorinhas e os andorinh\u00f5es, s\u00e3o tamb\u00e9m migradoras diurnas, com a particularidade de serem capazes de se alimentarem em pleno voo.\n\nAs diferentes esp\u00e9cies divergem tamb\u00e9m no modo como se deslocam ao longo do seu trajeto migrat\u00f3rio. As migrantes de frente ampla, empreendem os seus trajetos livremente, ultrapassando deste modo, os obst\u00e1culos que lhes surgem pelo caminho. A este grupo pertencem os passeriformes e a maioria das migradoras nocturnas. As migrantes de frente estreita, que constituem uma minoria, s\u00e3o as que tendem a concentrar-se em determinados pontos do seu percurso migrat\u00f3rio. O exemplo cl\u00e1ssico deste tipo de aves \u00e9 a Cegonha branca (e tamb\u00e9m das grandes rapinas) que evitam as grandes massas de \u00e1gua, onde n\u00e3o se produzem as correntes t\u00e9rmicas de que necessitam para planar. \u00c9 esta raz\u00e3o, que leva a que todos anos se assista a uma enorme concentra\u00e7\u00e3o de cegonhas no Estreito de Gibraltar, que simplesmente aguardam o momento clim\u00e1tico e a dire\u00e7\u00e3o do vento mais favor\u00e1vel, para fazer a passagem entre a Europa e a \u00c1frica.\n\nOutro dos facores mais intrigantes no fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o \u00e9 o do sistema de navega\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o das aves. E isto porque se conhece muito pouco acerca do seu sistema sensorial. Ao que parece as aves n\u00e3o s\u00f3 utilizam o sol e as estrelas, ou o campo magn\u00e9tico terrestre, como refer\u00eancia de navega\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m os acidentes de terreno, os sistemas hidrol\u00f3gicos e montanhosos, as linhas costeiras continentais, os maci\u00e7os florestais, as manchas de \u00e1gua, a dire\u00e7\u00e3o dos ventos dominantes e as massas de ar com diferentes graus de humidade e temperatura. A maior parte das pequenas migradoras n\u00e3o ultrapassa os 30 a 35 Km\/hora, quando n\u00e3o h\u00e1 vento, embora muitas tirem partido dos ventos favor\u00e1veis. Enquanto as cegonhas mant\u00e9m facilmente velocidades de 55 Km\/hora.\n\nA migra\u00e7\u00e3o cont\u00eam os seus riscos e o seu pre\u00e7o. Evidentemente que os benef\u00edcios da migra\u00e7\u00e3o ultrapassam os seus custos, incrementando o sucesso reprodutivo das esp\u00e9cies, nas zonas temperadas ricas em alimento. Uma grande percentagem de aves morre durante o per\u00edodo migrat\u00f3rio. Predadores, m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas, a ca\u00e7a, atropelamentos e colis\u00e3o com edif\u00edcios, s\u00e3o algumas das causas apontadas para este fato. No entanto, a causa respons\u00e1vel por mais mortes durante o trajeto migrat\u00f3rio das aves, \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o e desaparecimento das zonas transit\u00f3rias de alimenta\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de energia (stopovers). Estes habitats, onde as aves param em m\u00e9dia 1 a 5 dias para recuperar energia e restabelecer as suas reservas de gordura, s\u00e3o essenciais para o sucesso migrat\u00f3rio.\n\nA Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, quer pela sua situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, quer pelas suas caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas, desempenha um importante papel, n\u00e3o s\u00f3 como habitat residencial de algumas esp\u00e9cies, mas tamb\u00e9m como habitat tempor\u00e1rio das esp\u00e9cies em tr\u00e2nsito. A pureza das suas \u00e1guas, f\u00e9rteis em peixe, assim como a vegeta\u00e7\u00e3o envolvente proporcionam o habitat tempor\u00e1rio ideal para as aves em desloca\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria na regi\u00e3o.\n\nFonte: www.animalplanetbrasil.com\/www.terramater.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Migra\u00e7\u00e3o de Aves, Fen\u00f4meno, Esp\u00e9cie, Migrat\u00f3rias, Dire\u00e7\u00e3o, Trajet\u00f3ria, Vento, Trajeto, Sistema, Navega\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Migra\u00e7\u00e3o de Aves<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11808,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-11807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Migra\u00e7\u00e3o de Aves - 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