{"id":11636,"date":"2015-12-29T00:00:00","date_gmt":"2015-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/grandes-navegacoes\/"},"modified":"2026-08-31T21:39:49","modified_gmt":"2026-08-31T21:39:49","slug":"grandes-navegacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/grandes-navegacoes\/","title":{"rendered":"Grandes Navega\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es &#8211; O que foram<\/strong>\n\n<strong>Grandes navega\u00e7\u00f5es\u00a0<\/strong>dos s\u00e9culos XV e XVI que t\u00eam origem na necessidade de expans\u00e3o econ\u00f4mica da Europa. A insufici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola para alimentar toda a popula\u00e7\u00e3o, o decl\u00ednio econ\u00f4mico da nobreza, o encarecimento dos produtos orientais e a falta de metais preciosos para a emiss\u00e3o de moeda impulsionam a procura por novos mercados fora dos dom\u00ednios europeus.\n\nA tentativa de encontrar rotas alternativas para o Oriente torna-se indispens\u00e1vel.\n\nA empreitada \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao surgimento de uma burguesia mercantil, interessada em ampliar sua margem de lucro, e ao fortalecimento do Estado, com a centraliza\u00e7\u00e3o do poder mon\u00e1rquico.\n\nUm forte ideal mission\u00e1rio, principalmente dos pa\u00edses ib\u00e9ricos, para catequizar os povos infi\u00e9is das terras distantes funciona como justificativa ideol\u00f3gica para a expans\u00e3o.\n\nAs na\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas formam imp\u00e9rios ultramarinos entre os s\u00e9culos XV e XVI, quando tem in\u00edcio a coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica, da \u00c1sia e da Am\u00e9rica. Al\u00e9m de Portugal e Espanha, Inglaterra, Fran\u00e7a e Holanda (Pa\u00edses Baixos) tamb\u00e9m realizam grandes expedi\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Os motivos:<\/strong>\n\nO motivo poderoso que fez alguns europeus desafiar o desconhecido, enfrentando medo, foi a necessidade de encontrar um novo caminho para se chegar \u00e0s regi\u00f5es produtoras de especiarias, de sedas, de porcelana, de ouro, enfim, da riqueza.\n\n<strong>Outros fatores favoreceram a concretiza\u00e7\u00e3o desse objetivo:<\/strong>\n<blockquote>Comerciantes e reis aliados j\u00e1 estavam se organizando para isso com capitais e estruturando o com\u00e9rcio internacional\nA tecnologia necess\u00e1ria foi obtida com a divulga\u00e7\u00e3o de inven\u00e7\u00f5es chinesas, como a p\u00f3lvora (que dava mais seguran\u00e7a para enfrentar o mundo desconhecido), a b\u00fassola, e o papel. A inven\u00e7\u00e3o da imprensa por Gutenberg popularizou os conhecimentos antes restritos aos conventos. E, finalmente, a constru\u00e7\u00e3o de caravelas, que impulsionadas pelo vento dispensavam uma quantidade enorme de m\u00e3o-de-obra para remar o barco como se fazia nas galeras nos mares da antiguidade, e era mais pr\u00f3pria para enfrentar as imensas dist\u00e2ncias nos oceanos\nHist\u00f3rias como a de Marcopolo e Prestes Jo\u00e3o agu\u00e7avam a imagina\u00e7\u00e3o e o esp\u00edrito de aventura\nAt\u00e9 a Igreja Cat\u00f3lica envolveu-se nessas viagens, interessada em garantir a catequese dos infi\u00e9is e pag\u00e3os, que substituiriam os fi\u00e9is perdidos para as Igrejas Protestantes.<\/blockquote>\n<strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es &#8211; Os pioneiros<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157700 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Grande6-300x197.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"197\" \/><strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\nOs dois primeiros pa\u00edses que possu\u00edam essas condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis eram Portugal e Espanha.\n\nPortugal, conhecedor de que as \u00cdndias (como genericamente era chamado o Oriente), ficava a Leste, decidiu navegar nessa dire\u00e7\u00e3o, contornando os obst\u00e1culos que fossem surgindo. Optou pelo Ciclo Oriental.\n\nJ\u00e1 a Espanha apostou no projeto trazido pelo genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, que acreditava na id\u00e9ia da esfericidade da terra, e que bastaria navegar sempre em dire\u00e7\u00e3o do ocidente para se contornar a terra e se atingir as \u00cdndias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava iniciada entre os dois pa\u00edses.\n\n<strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es &#8211; Portugal<\/strong>\n\nPara alcan\u00e7ar os mercados do Oriente e garantir o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio com as chamadas \u00cdndias, os portugueses assumem a vanguarda do expansionismo europeu, seguidos pelos espanh\u00f3is.\n\nRevolucionam a arte da navega\u00e7\u00e3o ao aperfei\u00e7oar instrumentos n\u00e1uticos de origem \u00e1rabe, como a b\u00fassola, modernizar a cartografia e inventar a caravela.\n\nS\u00e3o pioneiros em calcular com precis\u00e3o a circunfer\u00eancia da Terra e no com\u00e9rcio de escravos negros para a Am\u00e9rica.\n\n<strong>Expedi\u00e7\u00f5es portuguesas<\/strong>\n\nA primeira expedi\u00e7\u00e3o portuguesa, comandada pelo rei dom Jo\u00e3o I, termina com a conquista de Ceuta, em 21 de agosto de 1415. Um dos mais importantes portos africanos, ao norte do Marrocos, \u00e9 o ponto de partida para as descobertas portuguesas na \u00c1frica Ocidental. O cabo da Boa Esperan\u00e7a, no extremo sul do continente, \u00e9 contornado em 1487 por Bartolomeu Dias (1450-1500), abrindo caminho para o Oriente. A primeira liga\u00e7\u00e3o por mar entre Europa Ocidental e \u00cdndia \u00e9 feita em 8 de julho de 1497 por Vasco da Gama (1469-1524). Ele parte da praia de Restelo, em Portugal, e em 1498 chega ao porto indiano de Calicute. Em 22 de abril de 1500, uma nova esquadra liderada por Pedro \u00c1lvares Cabral chega \u00e0 costa brasileira.\n\n<strong>Conquistas portuguesas:<\/strong>\n\nPartindo de Lisboa, ap\u00f3s a ben\u00e7\u00e3o do sacerdote e da despedida do povo, caravela ap\u00f3s caravela deixava Portugal, voltando com not\u00edcias e lucros sempre crescentes.\n\n<strong>Inicialmente contornando a \u00c1frica em:<\/strong>\n<blockquote><strong>1415<\/strong>\u00a0conquistaram Ceuta\nDurante o s\u00e9culo XV o litoral da \u00c1frica e Ilha da Madeira, A\u00e7ores, Cabo Verde e Cabo Bojador\n<strong>1488<\/strong>\u00a0chegaram ao Sul da \u00c1frica, contornando o Cabo da Boa Esperan\u00e7a\n<strong>1498\u00a0<\/strong>atingiram a \u00cdndia com Vasco da Gama. O objetivo fora atingido\n<strong>1500 <\/strong>Pedro \u00c1lvares Cabral\u00a0 22 de abril descobre o Brasil.<\/blockquote>\n<strong>As Navega\u00e7\u00f5es de Portugal<\/strong>\n\nA centraliza\u00e7\u00e3o do poder em Portugal se confunde com as guerras de reconquista de seu territ\u00f3rio contra os mu\u00e7ulmanos.\n\nEm 1139, a Dinastia de Borgonha foi fundada por Afonso Henriques. Os reis dessa dinastia impuseram severas derrotas aos mouros e finalmente os expulsaram do Algarve em 1249.\n\nEm 1383, ocorreu a Revolu\u00e7\u00e3o de Avis, pela qual Jo\u00e3o I (mestre da ordem de Avis) fundou a Dinastia de Avis. Esse rei se aliou \u00e0 burguesia comercial lusitana e promoveu o desenvolvimento mar\u00edtimo portugu\u00eas, preparando o caminho para a aventura portuguesa pelos novos mundos no s\u00e9culo seguinte.\n\n<strong>Os Portugueses foram os primeiros a se lan\u00e7arem ao mar, e seu pioneirismo se deve a diversos fatores:<\/strong>\n<blockquote><strong>Situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica privilegiada:<\/strong>\u00a0Portugal situa-se na parte mais ocidental da Europa e det\u00e9m um extenso litoral que serve de entreposto para as rotas de com\u00e9rcio que ligam Europa e \u00c1frica e o Mediterr\u00e2neo e Atl\u00e2ntico.\n<strong>Conhecimentos t\u00e9cnicos: No s\u00e9culo VIII os \u00e1rabes invadiram o territ\u00f3rio portugu\u00eas e trouxeram consigo muitas novidades t\u00e9cnicas do Oriente:\u00a0<\/strong>astrol\u00e1bio, b\u00fassola, p\u00f3lvora.\n<strong>Experi\u00eancia de navega\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0premidos pela necessidade, pois as terras n\u00e3o eram muitas e nem f\u00e9rteis, j\u00e1 na Baixa Idade M\u00e9dia os portugueses faziam pesca em alto mar.\n<strong>Burguesia mercantil forte:<\/strong>\u00a0O renascimento comercial do fim da Idade M\u00e9dia favoreceu o desenvolvimento de um rico com\u00e9rcio entre o Mediterr\u00e2neo e o Mar do Norte, no qual Lisboa tinha um papel de importante entreposto.\n<strong>Centraliza\u00e7\u00e3o Mon\u00e1rquica:<\/strong>\u00a0Portugal foi o primeiro Estado a centralizar o poder com a Revolu\u00e7\u00e3o de Avis no s\u00e9culo XIV, quando ascendeu ao trono D. Jo\u00e3o de Avis favor\u00e1vel \u00e0 burguesia e a seus interesses comerciais.<\/blockquote>\n<strong>O Ciclo Oriental das Navega\u00e7\u00f5es ou P\u00e9riplo Africano<\/strong>\n\nOs portugueses buscaram em sua aventura mar\u00edtima um caminho alternativo para as \u00cdndias. Esse caminho deveria contornar o continente africano para chegar \u00e0s t\u00e3o cobi\u00e7adas especiarias indianas.\n\nAssim ao longo de todo o s\u00e9culo XV, os navegantes portugueses conquistaram pouco a pouco o litoral africano at\u00e9 achar o t\u00e3o almejado caminho das \u00edndias.\n\n<strong>Resumo das Navega\u00e7\u00f5es Portuguesas<\/strong>\n<blockquote><strong>1415:\u00a0<\/strong>Conquista de Ceuta no Norte da \u00c1frica.\n<strong>1419:<\/strong>\u00a0Ilha da Madeira\n<strong>1431:\u00a0<\/strong>Arquip\u00e9lago dos A\u00e7ores\n<strong>1434:\u00a0<\/strong>Gil Eanes atinge o Cabo Borjador\n<strong>1482:<\/strong>\u00a0Diogo C\u00e3o chega na regi\u00e3o do Zaire.\n<strong>1488:<\/strong>\u00a0Bartolomeu Dias atinge o Cabo da Boa Esperan\u00e7a no extremo sul da \u00c1frica.\n<strong>1498:<\/strong>\u00a0Vasco da Gama atinge Calicute na \u00cdndia, concluindo o p\u00e9riplo africano.\n<strong>1500:<\/strong>\u00a0Em 22 de abril Cabral chegou ao Brasil.<\/blockquote>\nApesar de perigosa, a carreira da \u00cdndia auferiu lucros imensos para Portugal com o com\u00e9rcio das especiarias. O porto de Lisboa transformou-se num dos mais agitados da Europa.\n\nNo s\u00e9culo XVI Portugal tornou-se um dos Estados mais poderosos da Europa e a corte portuguesa viveu seu per\u00edodo de maior esplendor.\n\n<strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es &#8211; Espanha<\/strong>\n\nAtrasados em rela\u00e7\u00e3o a Portugal, os espanh\u00f3is patrocinam a viagem de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo ao Oriente em 1492. Acreditando que a Terra era redonda, Colombo sup\u00f5e ter alcan\u00e7ado o Oriente navegando pelo Ocidente.\n\n<strong>Na verdade, descobre outro continente:\u00a0<\/strong>a Am\u00e9rica. Entre 1503 e 1513, o navegador florentino Am\u00e9rico Vesp\u00facio (1451-1512) viaja ao continente a servi\u00e7o da Espanha. Ainda com patroc\u00ednio espanhol, Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es (1454-1521) come\u00e7a em 1519 a primeira viagem de circunavega\u00e7\u00e3o da Terra. Parte de C\u00e1diz, no litoral da Espanha, atravessa o Atl\u00e2ntico Sul e cruza o estreito que hoje tem seu nome.\n\nRuma para a \u00c1sia, chegando \u00e0s Filipinas em 1521. A tese sobre a forma esf\u00e9rica da Terra fica assim comprovada.\n\n<strong>Conquistas espanholas:<\/strong>\n\nA Espanha come\u00e7ou a navegar mais tarde, s\u00f3 ap\u00f3s conseguir expulsar os \u00e1rabes de seu territ\u00f3rio.\n\nMas em 1492, Crist\u00f3v\u00e3o Colombo obteve do rei espanhol as tr\u00eas caravelas, Santa Maria, Pinta e Nina, com as quais deveria dar a volta ao mundo e chegar \u00e0s \u00cdndias.\n\nAp\u00f3s um m\u00eas de ang\u00fastias e apreens\u00f5es chegou a terra firme, pensando ter atingido seu destino. Retorna \u00e0 Espanha, recebendo todas as gl\u00f3rias pelo seu feito.\n\nPortugal apressou-se a garantir tamb\u00e9m para si as vantagens dessa descoberta e, em 1494, assinou com a Espanha o famoso Tratado das Tordesilhas, que simplesmente dividia o mundo entre os dois pioneiros das grandes navega\u00e7\u00f5es. Foi tra\u00e7ada uma linha imagin\u00e1ria que passava a 370 l\u00e9guas de Cabo Verde.\n\nAs terras a Leste desta linha seriam portuguesas e as que ficavam a Oeste seriam espanholas. Foi assim que parte do Brasil ficou pertencendo a Portugal seis anos antes de Portugal aqui chegar.\n\nInfelizmente para Colombo, descobriu-se pouco depois que ele n\u00e3o havia chegado \u00e0s \u00cdndias, e \u201capenas\u201d tinha descoberto um novo continente, que recebeu o nome de Am\u00e9rica, em homenagem a Am\u00e9rico Vesp\u00facio que foi o navegador que constatou isso.\n\nColombo caiu em desgra\u00e7a, morreu na mis\u00e9ria e a primeira viagem em torno da terra foi realizada em 1519 por Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es e Sebasti\u00e3o del Cano.\n\n<strong>As navega\u00e7\u00f5es da Espanha<\/strong>\n\n<strong>O Ciclo Ocidental das Navega\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nA exemplo do que sucedeu com Portugal, a centraliza\u00e7\u00e3o do poder na Espanha tamb\u00e9m se deu paralelamente \u00e0s lutas contra os mu\u00e7ulmanos em seu territ\u00f3rio.\n\nDurante esse processo consolidaram-se os reinos de Arag\u00e3o, Navarra, Le\u00e3o e Castela.\n\nCom a reconquista do territ\u00f3rio espanhol aos mu\u00e7ulmanos pelos reis cat\u00f3licos Fernando de Arag\u00e3o e Isabel de Castela em 1492, a Espanha finalmente conseguiu centralizar o poder e financiar a empresa mar\u00edtima.\n\nNo mesmo ano da Reconquista o navegador genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo convenceu os reis espanhois a financiar lhe uma viagem \u00e0s \u00cdndias pelo Ocidente.\n\nA ideia de Colombo era tirar proveito da forma esf\u00e9rica da Terra para chegar ao oriente navegando sempre para o ocidente, ou seja, ele daria a volta ao mundo.\n\nN\u00e3o obstante, nos planos de Colombo n\u00e3o constava a possibilidade de haver uma barreira entre os dois pontos. Assim, em 12 de outubro de 1492 esse navegador simplesmente trope\u00e7ou na Am\u00e9rica pensando que estava chegando ao Oriente.\n\nAnos depois o navegador florentino Am\u00e9rico Vesp\u00facio observou que as terras descobertas por Colombo eram um novo continente, o qual descreveu em sua obra Mundus Novus.\n\nO sucesso da obra de Vesp\u00facio na Europa acabou por imprimir o seu nome \u00e0s novas terras, enquanto Colombo morreu pobre e esquecido acreditando que de fato chegara \u00e0s \u00cdndias.\n\n<strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es &#8211; INGLATERRA, FRAN\u00c7A E PA\u00cdSES BAIXOS<\/strong>\n\nIniciam sua expans\u00e3o mar\u00edtima mais tarde e, no princ\u00edpio do s\u00e9culo XVI, aportam em terras j\u00e1 ocupadas por portugueses e espanh\u00f3is.\n\nConquistam algumas \u00e1reas na Am\u00e9rica do Norte e na \u00c1sia e desenvolvem a\u00e7\u00f5es de pirataria oficializadas por seus governos contra Portugal e Espanha. No come\u00e7o do s\u00e9culo XVII, ingleses, franceses e holandeses passam a produzir navios mais baratos, em maior quantidade e de melhor qualidade. Formam tamb\u00e9m sociedades credenciadas para explora\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o de terras long\u00ednquas, como a Companhia Brit\u00e2nica das \u00cdndias Orientais (1600) e a Companhia Holandesa das \u00cdndias Orientais (1602).\n\n<strong>Lideran\u00e7a inglesa<\/strong>\n\nNo s\u00e9culo XVIII, com enorme poder naval, a Inglaterra lidera as expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas. As viagens, motivadas pela curiosidade cient\u00edfica e pela expectativa de obter maiores vantagens comerciais, s\u00e3o organizadas pelo governo e realizadas em navios de guerra comandados por oficiais da Marinha.\n\n<strong>Os objetivos s\u00e3o a explora\u00e7\u00e3o do sul do Pac\u00edfico e a descoberta de um estreito, entre o nordeste da \u00c1sia e noroeste da Am\u00e9rica, que leve ao \u00c1rtico:<\/strong>\u00a0acabam por descobrir v\u00e1rias ilhas, como Sandwich do Sul, a sudeste da Am\u00e9rica do Sul. Tamb\u00e9m exploram a Nova Zel\u00e2ndia, a Austr\u00e1lia e toda a costa americana e asi\u00e1tica do Pac\u00edfico Norte.\n\n<strong>A partilha das terras descobertas nas Grandes Navega\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nA rivalidade entre Portugal e Espanha pela disputa das terras descobertas de origem a uma s\u00e9rie de tratados de partilha. Em 1480, antes da fase mais intensa das navega\u00e7\u00f5es espanholas foi firmado o Tratado de Toledo, pelo qual Portugal cedia \u00e0 Espanha as ilhas Can\u00e1rias (Costa da \u00c1frica), recebendo em troca o monop\u00f3lio do comercio e navega\u00e7\u00e3o do litoral africano ao sul da linha do Equador.\n\nA descoberta da Am\u00e9rica serviu para aumentar a rivalidade entre os dois pa\u00edses e exigiu um novo tratado. Desta feita, o Papa Alexandre VI (cardeal aragon\u00eas) atuou como \u00e1rbitro atrav\u00e9s da Bula Inter Coetera 1493.\n\n<strong>Uma linha imagin\u00e1ria foi tra\u00e7ada a 100 l\u00e9guas a oeste das ilhas de Cabo Verde:\u00a0<\/strong>as terras situadas a oeste da linha demarcat\u00f3ria ficariam para a Espanha, cabendo a Portugal as terras a leste, ou seja, o mar alto, o que gerou protestos de D. Jo\u00e3o II, o rei de Portugal.\n\nEm fun\u00e7\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o portuguesa foi estabelecida uma nova demarca\u00e7\u00e3o que ficou conhecida como Tratado de Tordesilhas (1494).\n\n<strong>A linha imagin\u00e1ria passaria agora a 370 l\u00e9guas a oeste das ilhas de Cabo Verde:\u00a0<\/strong>a por\u00e7\u00e3o ocidental ficaria pertencendo \u00e0 Espanha, cabendo a Portugal a por\u00e7\u00e3o oriental. Dessa forma, parte das terras do Brasil passavam a pertencer a Portugal. Contudo, a linha de Tordesilhas, que, provavelmente, passaria por Bel\u00e9m, ao norte, e por Laguna, no litoral catarinense, nunca foi concretamente demarcada.\n\nA presen\u00e7a espanhola no Oriente, depois da viagem de Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, exigiu tamb\u00e9m a demarca\u00e7\u00e3o da parte oriental do planeta, atrav\u00e9s do Tratado ou Capitula\u00e7\u00e3o de Sarago\u00e7a (1529). Por este acordo, uma linha imagin\u00e1ria dividiria o mundo oriental entre Espanha e Portugal, a partir das Ilhas Molucas.\n\nA divis\u00e3o do mundo entre portugueses e espanh\u00f3is desencadeou a rea\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, Inglaterra e Holanda, pa\u00edses marginalizados pelos tratados de partilha. Da\u00ed, a sucess\u00e3o de ataques cors\u00e1rios e as invas\u00f5es das possess\u00f5es ib\u00e9ricas na Am\u00e9rica, \u00c1frica e \u00c1sia.\n\n<strong>As conseq\u00fc\u00eancias da expans\u00e3o mar\u00edtima<\/strong>\n\nAs Grandes Navega\u00e7\u00f5es e Descobrimentos modificaram de forma significativa o mundo at\u00e9 ent\u00e3o conhecido.\n\n<b>Dentre as principais consequ\u00eancias\u00a0da expans\u00e3o europeia\u00a0devem ser destacadas:<\/b>\n<blockquote>O deslocamento do eixo econ\u00f4mico europeu do Mediterr\u00e2neo para o Atl\u00e2ntico-\u00cdndico, com a ascens\u00e3o dos pa\u00edses ib\u00e9ricos e a consequente decad\u00eancia das cidades mercantis italianas.\nA consolida\u00e7\u00e3o do Estado Absolutista, t\u00edpico da \u00c9poca Moderna, que depois de patrocinar o movimento expansionista, passou agora a usufruir dos seus lucros.\nAdo\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica econ\u00f4mica mercantilista, baseada no protecionismo do Estado e no regime de monop\u00f3lios.\nA forma\u00e7\u00e3o do Sistema Colonial Tradicional vinculado \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica mercantilista e respons\u00e1vel pela coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica.\nO renascimento da escravid\u00e3o nas \u00e1reas col\u00f4nias nos moldes do capitalismo moderno, com a utiliza\u00e7\u00e3o intensiva da for\u00e7a de trabalho ind\u00edgena e africana.\nO fortalecimento da burguesia mercantil nos pa\u00edses atl\u00e2nticos.\nIn\u00edcio do processo de europeiza\u00e7\u00e3o do mundo, especialmente, com a expans\u00e3o do cristianismo.\nA destrui\u00e7\u00e3o das avan\u00e7adas civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas existentes na Am\u00e9rica.\nA expans\u00e3o do com\u00e9rcio europeu (Revolu\u00e7\u00e3o Comercial), dentro de uma nova no\u00e7\u00e3o de mercado, agora entendido em escala mundial.\nAcelera\u00e7\u00e3o da acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital, realizada atrav\u00e9s da circula\u00e7\u00e3o de mercadorias.\nRevolu\u00e7\u00e3o dos Pre\u00e7os, provocada pelo crescente afluxo de metais preciosos provenientes da Am\u00e9rica.<\/blockquote>\n<strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es &#8211; A Expans\u00e3o Mar\u00edtima\u00a0<\/strong><b>Europeia<\/b>\n\nEm 1453 Constantinopla ca\u00eda nas m\u00e3os dos turcos otomanos. \u00daltimo grande entreposto comercial crist\u00e3o no Oriente, a queda desta cidade favoreceu a busca de caminhos alternativos para a busca das t\u00e3o lucrativas especiarias do Oriente.\n\nEssa busca levou os europeus a mergulhar numa das maiores aventuras da hist\u00f3ria humana.\n\nAs\u00a0<strong>grandes navega\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0colocaram em contato, pela primeira vez, todos os continentes habitados do Globo, iniciando o que podemos chamar de primeira globaliza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Causas da Expans\u00e3o Mar\u00edtima<\/strong>\n<blockquote><strong>Necessidades metalistas:<\/strong>\u00a0o mercado europeu necessitava de maiores recursos em metais moed\u00e1veis para poder desenvolver as trocas comerciais.\n<strong>Buscar rota alternativa para a India:<\/strong>\u00a0era urgente abastecer a Europa das t\u00e3o apreciadas e lucrativas especiarias da \u00cdndia (cravo, canela, n\u00f3z moscada, pimenta do reino, etc).\n<strong>Necessidade de novos mercados:\u00a0<\/strong>os europeus necessitavam trocar seus produtos manufaturados como outras regi\u00f5es.\n<strong>Novas t\u00e9cnicas:<\/strong>\u00a0b\u00fassola, astrol\u00e1bio, caravela, cartas mar\u00edtimas, avan\u00e7o da geografia, esfericidade terrestre, p\u00f3lvora e armas de fogo.\n<strong>Centraliza\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica:<\/strong>\u00a0apenas Estados fortes poderiam levantar os grandes recursos necess\u00e1rios \u00e0 empresa mar\u00edtima.\n<strong>Desenvolvimento da Burguesia:\u00a0<\/strong>asse novo grupo social vislumbrava enormes lucros no com\u00e9rcio mar\u00edtimo.\n<strong>Esp\u00edrito de aventura:\u00a0<\/strong>A explora\u00e7\u00e3o colonial abria possibilidades de ascens\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica fora da Europa.<\/blockquote>\n<strong>AS GRANDES NAVEGA\u00c7\u00d5ES E DESCOBRIMENTOS<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157699 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Grande5-300x231.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"231\" \/><strong>Grandes Navega\u00e7\u00f5es ou Era dos Descobrimentos, um per\u00edodo de\ngrandes descobertas por parte dos navegadores europeus<\/strong><\/p>\nO s\u00e9culo XIV foi um s\u00e9culo de crises na Europa. As duas principais foram a crise do com\u00e9rcio e a do feudalismo.\n\nNessa \u00e9poca o com\u00e9rcio europeu j\u00e1 se ligava \u00e0 \u00c1sia (\u00cdndias), sendo feito pelos \u00e1rabes do Oriente a Constantinopla, pelos italianos no Mediterr\u00e2neo e pelos flamengos (holandeses) no Mar do Norte e no interior do continente.\n\nNo entanto a escassez de metais nobres, amoed\u00e1veis (ouro e prata), gera a crise, uma crise de crescimento. \u00c9 necess\u00e1rio encontrar metais nobres em outros lugares, ou as especiarias ou, em \u00faltimo caso, se os metais ou as especiarias n\u00e3o forem encontrados, \u00e9 necess\u00e1rio encontrar uma nova rota que ligue a Europa \u00e0s \u00cdndias. Qualquer que seja a alternativa, navegar \u00e9 preciso.\n\nTodavia, a exist\u00eancia do particularismo pol\u00edtico caracter\u00edstico do feudalismo \u00e9 o maior impedimento \u00e0s navega\u00e7\u00f5es.\n\nPara que se solucione essa crise econ\u00f4mica \u00e9 necess\u00e1rio que se promova uma grande mudan\u00e7a pol\u00edtica. Nesse caso, \u00e9 fundamental que haja a Centraliza\u00e7\u00e3o do Poder Pol\u00edtico.\n\nSomente com a Monarquia Nacional, com o poder centralizado nas m\u00e3os do Rei, ser\u00e1 poss\u00edvel reunir capitais e desenvolver novas t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o que permitam ao com\u00e9rcio europeu superar a sua crise.\n\nPara tanto, \u00e9 necess\u00e1ria a alian\u00e7a da burguesia com o Rei, derrotando a nobreza feudal. Sem essa condi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o h\u00e1 navega\u00e7\u00f5es, e sem as navega\u00e7\u00f5es n\u00e3o h\u00e1 como solucionar a crise.\n\nPortugal foi o primeiro pa\u00eds europeu a formar a sua Monarquia Nacional, o que aconteceu gra\u00e7as \u00e0 chamada Revolu\u00e7\u00e3o de Avis (1383-85), por isso foi o primeiro pa\u00eds a navegar.\n\nDurante o s\u00e9culo XV os portugueses fizeram o p\u00e9riplo africano, navegando e comerciando na costa ocidental da \u00c1frica e descobrindo ilhas e arquip\u00e9lagos, chegando em 1488 ao Cabo da Boa Esperan\u00e7a, no extremo sul do continente. At\u00e9 a\u00ed n\u00e3o havia nenhuma concorr\u00eancia para os portugueses, pois ainda nenhum pa\u00eds havia alcan\u00e7ado plenamente a consolida\u00e7\u00e3o de suas respectivas monarquias nacionais.\n\nA Espanha conclui a Reconquista em 1\/1\/1492, e no mesmo ano os Reis Cat\u00f3licos apoiaram a expedi\u00e7\u00e3o do genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, que pretendendo chegar ao Oriente navegando no rumo do Ocidente, descobriu a Am\u00e9rica em 12 de outubro.\n\nNa disputa entre as duas na\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas pelas novas terras, Portugal obt\u00e9m o Tratado de Tordesilhas (1494), que afasta os espanh\u00f3is da costa africana e garante a primazia lusa na chegada \u00e0s \u00cdndias com Vasco da Gama em 1498.\n\nDois anos depois a expedi\u00e7\u00e3o de Cabral toma posse do Brasil, mas as incompar\u00e1veis vantagens comerciais oferecidas pelo Oriente, faz com que os portugueses se concentrem naquela atividade, deixando o Brasil em segundo plano durante os 30 anos seguintes.\n\nFinalmente em 1530, devido \u00e0 decad\u00eancia do com\u00e9rcio com o Oriente e a intensa presen\u00e7a de piratas e cors\u00e1rios de outras nacionalidades na costa brasileira, D. Jo\u00e3o III organiza a expedi\u00e7\u00e3o de Martin Afonso de Souza que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil.\n\n<strong>As navega\u00e7\u00f5es da Inglaterra, Holanda e Fran\u00e7a<\/strong>\n\nO pioneirismo portugu\u00eas e Espanhol nas navega\u00e7\u00f5es deixaram pa\u00edses que ainda se viam com problemas internos como a Inglaterra, a Fran\u00e7a e a Holanda.\n\nEsses pa\u00edses equacionaram seus respectivos processos de centraliza\u00e7\u00e3o apenas no s\u00e9culo XVI. Assim esses novos Estados mercantilistas tinham uma grande necessidade de metais preciosos, mercados e mat\u00e9rias primas. Isso favoreceu uma forte disputa colonialista entre os Estados europeus no s\u00e9culo XVII, o que provocou muitas guerras dentro e fora da Europa.\n\nA Fran\u00e7a e a Inglaterra privilegiaram a explora\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Norte.\n\nEsta \u00faltima tamb\u00e9m deu grande apoia \u00e0s pr\u00e1ticas de pirataria no reinado de Elizabeth I o que originou grandes rivalidades com a Espanha, haja vista que o alvo princiapl dos cors\u00e1rios ingleses eram os gale\u00f5es espanh\u00f3is invariavelmente carregados de ouro e prata. O Brasil foi, por diversas vezes, alvo das investidas de franceses (Rio de Janeiro) e holandeses (Bahia e Pernambuco). Esses chegaram a dominar regi\u00f5es de interesse por v\u00e1rios anos no nordeste a\u00e7ucareiro. N\u00e3o obstante, foram expulsos pelos portugueses passado algum tempo.\n\n<strong>O Tri\u00e2ngulo Comercial<\/strong>\n\nOs europeus estruturaram uma grande estrutura de explora\u00e7\u00e3o colonial abrangendo um tri\u00e2ngulo cujos v\u00e9rtices apontam para a Europa, \u00c1frica e Am\u00e9rica. Desse modo, a explora\u00e7\u00e3o se concentrou na \u00c1frica (escravos) e Am\u00e9rica (mat\u00e9rias primas) e o ac\u00famulo de capital determinado pelos lucros exorbitantes do com\u00e9rcio triangular se concentrou no v\u00e9rtice europeu.\n\nAs manufaturas europeias (tecidos e armas) eram trocadas com grandes vantagens por escravos na \u00c1frica. Os africanos escravizados eram levados para a Am\u00e9rica onde eram permutados por mat\u00e9rias primas (ouro, prata, a\u00e7\u00facar). Essas mat\u00e9rias primas eram levadas para a Europa onde alcan\u00e7avam alt\u00edssimo pre\u00e7o.\n\nDe outro modo, os europeus tamb\u00e9m trocavam suas manufaturas diretamente na Am\u00e9rica por mat\u00e9rias primas, para ent\u00e3o voltarem para a Europa.\n\nHavia ainda a oportunidade n\u00e3o menos lucrativa de trocar as manufaturas por fumo, aguardente ou melado, que poderiam ser facilmente levados \u00e0 \u00c1frica e trocados por escravos que seriam trocados na Am\u00e9rica por mat\u00e9rias primas que, na Europa, reverteriam em estrondoso lucro.\n\nQualquer que seja o sentido da triangula\u00e7\u00e3o mercantilista, os europeus auferiam sempre enormes lucros. Isso favoreceu o ac\u00famulo de capital e o desenvolvimento comercial do capitalismo e da ind\u00fastria na Europa.\n\nA<b>\u00a0explora\u00e7\u00e3o colonial europeia\u00a0se pautava por alguns princ\u00edpios b\u00e1sicos:<\/b>\n<blockquote><strong>Monop\u00f3lio Comercial:<\/strong>\u00a0A metr\u00f3pole tinha total exclusividade no com\u00e9rcio com suas col\u00f4nias\n<strong>Complementariedade: A produ\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia deveria ser complementar \u00e0 da metr\u00f3pole para permitir o lucrativo interc\u00e2mbio de mercadorias.\u00a0<\/strong>Era vetado \u00e0 col\u00f4nia ter manufaturas.\n<strong>Escravismo:<\/strong>\u00a0Utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de escravos africanos (Brasil e EUA) ou ind\u00edgenas (Am\u00e9rica Espanhola).<\/blockquote>\n<b>Consequ\u00eancias<\/b><strong>\u00a0das Navega\u00e7\u00f5es<\/strong>\n<blockquote>Desenvolvimento do com\u00e9rcio Atl\u00e2ntico\nEstados Nacionais fortalecidos\nAscens\u00e3o capitalista e burguesa\nNovos povos e culturas\nNovos animais e plantas\nImposi\u00e7\u00e3o cultural europeia\nImposi\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o crist\u00e3\nCom\u00e9rcio de escravos\nDesenvolvimento cient\u00edfico tecnol\u00f3gico\nDesestrutura\u00e7\u00e3o cultural dos ind\u00edgenas<\/blockquote>\n<strong>O atraso da Inglaterra, Fran\u00e7a e Holanda nas Grandes Navega\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nDiversos fatores contribu\u00edram para o retardamento da participa\u00e7\u00e3o Inglesa francesa e holandesa na expans\u00e3o mercantil, dentre eles a Instabilidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica, a inexist\u00eancia de uma monarquia centralizada, aliada aos interesses das burguesias nacionais e \u00e0s resist\u00eancias feudais.\n\n<strong>Inglaterra<\/strong>\n\n<strong>Al\u00e9m do desgaste na Guerra dos Cem Anos (1337-1453), travada contra a Fran\u00e7a, a Inglaterra sofreu os efeitos da Guerra das Duas Rosas (1455-85) retardando assim sua presen\u00e7a nas Grandes Navega\u00e7\u00f5es, que somente ocorreria a partir do reinado de Henrique VII (Tudor), estimulada pelo \u00eaxito ib\u00e9rico:<\/strong>\u00a0com a viagem dos italianos Jo\u00e3o e Sebasti\u00e3o Caboto (1497-98) foi atingido o Labrador, no Canad\u00e1; entre 1584 e 1587, Walter Raleigh fundou a col\u00f4nia da Virg\u00ednia, o primeiro n\u00facleo colonial ingl\u00eas, al\u00e9m de tentar fundar col\u00f4nias na Fl\u00f3rida. A partir da\u00ed, e at\u00e9 1740, ser\u00e3o formadas as 13 col\u00f4nias inglesas da Am\u00e9rica do Norte.\n\nUm dos feitos mais importantes das navega\u00e7\u00f5es inglesas foi a segunda viagem de circunavega\u00e7\u00e3o, realizada por Francis Drake, entre 1587 e 1590.\n\n<strong>Fran\u00e7a<\/strong>\n\nSeu atraso deveu-se aos problemas que marcaram o processo de centraliza\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica, dificultado pela nobreza, e aos efeitos devastadores da Guerra dos Cem Anos.\n\nAs Grandes Navega\u00e7\u00f5es francesas come\u00e7aram no s\u00e9culo XVI, apoiadas pela dinastia Valois e com a participa\u00e7\u00e3o de navegadores estrangeiros.\n\nEm 1523, o italiano Verrazano atingiu o litoral do Canad\u00e1 e o norte dos EUA. Em seguida, Jacques Cartier penetrou o rio S\u00e3o Louren\u00e7o, fundando em 1534 a col\u00f4nia de Nova Fran\u00e7a, o primeiro estabelecimento franc\u00eas na Am\u00e9rica. Em 1604, j\u00e1 sob o governo dos Bourbons, os franceses ocuparam a Guiana e em 1608 fundaram a col\u00f4nia de Quebec, no Canad\u00e1. Ainda neste s\u00e9culo, penetraram o rio Mississipi e fundaram os n\u00facleos de Saint Louis e Nova Orleans, embri\u00e3o da col\u00f4nia da Louisiana.\n\n<strong>Al\u00e9m disso, os franceses fizeram duas tentativas de coloniza\u00e7\u00e3o no Brasil:<\/strong>\u00a0no Rio de Janeiro (1555-67), com a Fran\u00e7a Ant\u00e1rtica, e no Maranh\u00e3o (1612-15), com a Fran\u00e7a Equinocial, ambas de curta dura\u00e7\u00e3o.\n\nA penetra\u00e7\u00e3o do Oriente come\u00e7ou no reinado de Lu\u00eds XIV com a conquista de parte da \u00cdndia.\n\n<strong>Holanda<\/strong>\n\nMesmo com uma s\u00f3lida tradi\u00e7\u00e3o mercantil, os holandeses eram dominados pela Espanha. Sua independ\u00eancia somente ocorreria em 1581, com o surgimento das Prov\u00edncias Unidas dos Pa\u00edses Baixos do Norte (Holanda). A partir da\u00ed, foram criadas as Companhias de Com\u00e9rcio, das \u00cdndias Orientais (E.I.C.) e das Indias Ocidentais (W.I.C.), respons\u00e1veis pela penetra\u00e7\u00e3o no bloco colonial ib\u00e9rico.\n\nEm 1626, os flamengos entraram para as Grandes Navega\u00e7\u00f5es e atingiram a Am\u00e9rica do Norte, onde fundaram a col\u00f4nia de Nova Amsterd\u00e3, que depois de tomada pelos ingleses passou a se denominar Nova York.\n\nEntre 1624 e 1654, a W.I.C. realizou duas invas\u00f5es no Nordeste brasileiro, buscando o controle da produ\u00e7\u00e3o a\u00e7ucareira e, ao mesmo tempo, incurs\u00f5es na \u00c1frica portuguesa, nas Antilhas espanholas e no Oriente.\n\nNa Am\u00e9rica do Sul, em sua parte setentrional, criaram a Guiana holandesa, atual Suriname. No s\u00e9culo XVII, os holandeses controlavam um grande imp\u00e9rio colonial, especialmente nas \u00cdndias Orientais.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.yahoo.com.br\/historiapatos.wikispaces.com\/www.ejurnews.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grandes Navega\u00e7\u00f5es, Mar\u00edtima, Causa, Motivo, Portugal, Espanha, Holanda, Fran\u00e7a, Inglaterra, Conquista, Hist\u00f3ria, O que foram, Grandes Navega\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11638,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-11636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Grandes Navega\u00e7\u00f5es - 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