{"id":11538,"date":"2015-12-29T00:00:00","date_gmt":"2015-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/economia\/"},"modified":"2015-12-29T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-29T00:00:00","slug":"economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/economia\/","title":{"rendered":"Economia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>O que \u00e9 Economia<\/h4>\n<strong>Economia<\/strong> \u00e9 a ci\u00eancia social que estuda a produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo de bens e servi\u00e7os.\n\nEla estuda as formas de comportamento humano resultantes da rela\u00e7\u00e3o entre as necessidades dos homens e os recursos dispon\u00edveis para satisfaz\u00ea-las. Assim sendo, esta ci\u00eancia est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 pol\u00edtica das na\u00e7\u00f5es e \u00e0 vida das pessoas, sendo que uma das suas principais fun\u00e7\u00f5es \u00e9 explicar como funcionam os sistemas econ\u00f4micos e as rela\u00e7\u00f5es dos agentes econ\u00f4micos, propondo solu\u00e7\u00f5es para os problemas existentes.\n\n<strong>A ci\u00eancia econ\u00f4mica est\u00e1 sempre analisando os principais problemas econ\u00f4micos:<\/strong> o que produzir, quando produzir, em que quantidade produzir e para quem produzir. Cada vez mais, esta ci\u00eancia \u00e9 aplicada a campos que envolvem pessoas em decis\u00f5es sociais, como os campos religioso, industrial, educa\u00e7\u00e3o, pol\u00edtica, sa\u00fade, institui\u00e7\u00f5es sociais, guerra, etc.\n\nMacroeconomia e microeconomia s\u00e3o as principais divis\u00f5es da ci\u00eancia econ\u00f4mica. A microeconomia \u00e9 o ramo que estuda o comportamento dos agentes econ\u00f4micos (unidades individuais) em rela\u00e7\u00e3o ao mercado consumidor, empresas, donos dos recursos de produ\u00e7\u00e3o. Chamada tamb\u00e9m por teoria dos pre\u00e7os, um exemplo de seu trabalho \u00e9 o estudo das altera\u00e7\u00f5es do comportamento de empresas e pessoas em casos de oscila\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os.\n\nA macroeconomia estuda o desempenho global, ou seja, a <strong>economia<\/strong> como um todo. Produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, taxas de infla\u00e7\u00e3o, taxas de desemprego, poupan\u00e7a, consumo, investimentos e governo.\n\n\u00c9 a <strong>economia<\/strong> das cidades, na\u00e7\u00f5es, dos grandes sistemas econ\u00f4micos. \u00c9 ela que estuda e prop\u00f5e solu\u00e7\u00f5es, por exemplo, para situa\u00e7\u00f5es de desemprego em massa, ou grandes crises de um dado mercado.\n\nAl\u00e9m dos resultados da atua\u00e7\u00e3o desta ci\u00eancia em quest\u00f5es diretamente a ela ligadas, como dinheiro ou produ\u00e7\u00e3o ou mercado financeiro, a <strong>economia<\/strong> influencia diretamente e indiretamente outras \u00e1reas da sociedade, seja a pol\u00edtica, que est\u00e1 a ela intimamente ligado, ou seja a qualidade de vida das pessoas.\n<h4>Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<strong>O termo economia vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei)ou tamb\u00e9m gerir, administrar:<\/strong> da\u00ed &#8220;regras da casa&#8221; (lar) e &#8220;administra\u00e7ao da casa&#8221;.\n\n<strong>Uma das defini\u00e7\u00f5es que captura muito da ci\u00eancia econ\u00f4mica moderna \u00e9 a de Lionel Robbins em um ensaio de 1932:<\/strong>\n<p align=\"center\">&#8220;a ci\u00eancia que estuda as formas de comportamento humano resultantes da rela\u00e7\u00e3o existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos.&#8221;<\/p>\nEscassez significa que os recursos dispon\u00edveis s\u00e3o insuficientes para satisfazer todas as necessidades e desejos. Estando ausentes a escassez dos recursos e a possibilidade de fazer usos alternativos desses recursos, n\u00e3o haver\u00e1 problema econ\u00f4mico.\n<h4>Conceito de Economia<\/h4>\nOs economistas estudam a forma com que os indiv\u00edduos, os diferentes coletivos, as empresas de neg\u00f3cios e os governos alcan\u00e7am seus objetivos no campo econ\u00f4mico.\n\nEconomia \u00e9 a ci\u00eancia social que estuda como o indiv\u00edduo e a sociedade decidem (escolhem) empregar recursos produtivos escassos na produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, de modo a distribu\u00ed-los entre as v\u00e1rias pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas. Estuda os processos de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e consumo de bens e servi\u00e7os. Bem como as varia\u00e7\u00f5es e combina\u00e7\u00f5es na aloca\u00e7\u00e3o dos fatores de produ\u00e7\u00e3o (terra, capital, trabalho, tecnologia), na distribui\u00e7\u00e3o de renda, na oferta e procura e nos pre\u00e7os das mercadorias. Estuda tamb\u00e9m como as pessoas e a sociedade decidem empregar recursos escassos, que poderiam ter utiliza\u00e7\u00f5es alternativas, para produzir os mais variados tipos de bens.\n\n<strong>Essa defini\u00e7\u00e3o cont\u00e9m v\u00e1rios conceitos importantes, que s\u00e3o a base e o objeto do estudo da Ci\u00eancia Econ\u00f4mica:<\/strong>\n<blockquote>Escolha;\nEscassez;\nNecessidades;\nRecursos;\nProdu\u00e7\u00e3o;\nDistribui\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\nEm qualquer sociedade, os recursos produtivos ou fatores de produ\u00e7\u00e3o (m\u00e3o-de-obra, terra, mat\u00e9rias-primas, dentre outros) s\u00e3o limitados. Por outro lado, as necessidades humanas s\u00e3o ilimitadas e sempre se renovam, por for\u00e7a do pr\u00f3prio crescimento populacional e do cont\u00ednuo desejo de eleva\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de vida. Independentemente do grau de desenvolvimento do pa\u00eds, nenhum deles disp\u00f5e de todos os recursos necess\u00e1rios para satisfazer todas as necessidades da coletividade.\n\n<strong>Tem-se ent\u00e3o um problema de escassez: <\/strong>recursos limitados contrapondo-se a necessidades humanas ilimitadas.\n\nEm fun\u00e7\u00e3o da escassez de recursos, toda sociedade tem de escolher entre alternativas de produ\u00e7\u00e3o e de distribui\u00e7\u00e3o dos resultados da atividade produtiva entre os v\u00e1rios grupos da sociedade.\n\n<strong>Essa \u00e9 a quest\u00e3o central do estudo da Economia:<\/strong> como alocar recursos produtivos limitados para satisfazer todas as necessidades da popula\u00e7\u00e3o.\n\nEvidentemente, se os recursos n\u00e3o fossem limitados, ou seja, se n\u00e3o existisse escassez, n\u00e3o seria necess\u00e1rio estudar quest\u00f5es como infla\u00e7\u00e3o, desemprego, crescimento, d\u00e9ficit p\u00fablico, vulnerabilidade externa e outras. Mas a realidade n\u00e3o \u00e9 assim, e a sociedade tem de tomar decis\u00f5es sobre a melhor utiliza\u00e7\u00e3o de seus recursos, de forma a atender ao m\u00e1ximo das necessidades humanas.\n<h4>Os problemas econ\u00f4micos fundamentais<\/h4>\n<strong>Quest\u00e3o central do estudo da economia:<\/strong> como alocar recursos produtivos limitados (escassos) para satisfazer a todas as necessidades da popula\u00e7\u00e3o? Esse questionamento levou a sociedade a repensar sobre os modelos de sistema econ\u00f4mico.\n\nDa escassez dos recursos ou fatores de produ\u00e7\u00e3o, associada \u00e0s necessidades ilimitadas do homem, origina-se os chamados problemas econ\u00f4micos fundamentais.\n<blockquote><strong>O qu\u00ea e quanto produzir:<\/strong> dada a escassez de recursos de produ\u00e7\u00e3o, a sociedade ter\u00e1 de escolher, dentro do leque de possibilidades de produ\u00e7\u00e3o, quais produtos ser\u00e3o produzidos e as respectivas quantidades a serem fabricadas;\n<strong>Como produzir:<\/strong> a sociedade ter\u00e1 de escolher ainda quais recursos de produ\u00e7\u00e3o ser\u00e3o utilizados para a produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, dado o n\u00edvel tecnol\u00f3gico existente. A concorr\u00eancia entre os diferentes produtores acaba decidindo como ser\u00e3o produzidos os bens e servi\u00e7os. Os produtores escolher\u00e3o, entre os m\u00e9todos mais eficientes, aquele que tiver o menor custo de produ\u00e7\u00e3o poss\u00edvel;\n<strong>Para quem produzir:<\/strong> a sociedade ter\u00e1 tamb\u00e9m de decidir como seus membros participar\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o dos resultados de sua produ\u00e7\u00e3o. A distribui\u00e7\u00e3o da renda depender\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 da oferta e da demanda nos mercados de servi\u00e7os produtivos, ou seja, da determina\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, das rendas da terra, dos juros e dos benef\u00edcios do capital, mas tamb\u00e9m da reparti\u00e7\u00e3o inicial da propriedade e da maneira como ela se transmite por heran\u00e7a.<\/blockquote>\nO modo como as sociedades resolvem os problemas econ\u00f4micos fundamentais depende da forma da organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds, ou seja, do sistema econ\u00f4mico de cada na\u00e7\u00e3o.\n\nSua preocupa\u00e7\u00e3o fundamental refere-se aos aspectos mensur\u00e1veis da atividade produtiva, recorrendo para isso aos conhecimentos matem\u00e1ticos, estat\u00edsticos e econom\u00e9tricos. De forma geral esse estudo pode ter por objeto a unidade de produ\u00e7\u00e3o (empresas \u0096 objeto de estudos pertencentes \u00e0 macroeconomia), a unidade de consumo (fam\u00edlias \u0096 objeto de estudos pertencentes \u00e0 microeconomia) ou ent\u00e3o a atividade econ\u00f4mica de toda a sociedade.\n<h4><strong>Divis\u00e3o do estudo econ\u00f4mico<\/strong><\/h4>\n<strong>A an\u00e1lise econ\u00f4mica, para fins metodol\u00f3gicos e did\u00e1ticos, \u00e9 normalmente dividida em quatro \u00e1reas de estudo:<\/strong>\n<blockquote><strong>Microeconomia ou teoria de forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os: <\/strong>Examina a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em mercados espec\u00edficos, ou seja, como consumidores e empresas interagem no mercado e como decidem os pre\u00e7os e a quantidade para satisfazer a ambos simultaneamente. Estuda o comportamento de cada \u0093mol\u00e9cula econ\u00f4mica\u0094 do sistema, por meio de pre\u00e7os e quantidades relativas, ou seja, estuda o comportamento das unidades de consumo representadas pelos indiv\u00edduos e pelas fam\u00edlias; as empresas, suas produ\u00e7\u00f5es e custos; a produ\u00e7\u00e3o e o pre\u00e7o de diversos bens, servi\u00e7os e fatores produtivos. Para exemplificar, pode-se citar a an\u00e1lise do funcionamento de empresas.\n<strong>Macroeconomia:<\/strong> Estuda\/ analisa a determina\u00e7\u00e3o e o comportamento dos grandes agregados nacionais, como o produto interno bruto (PIB), investimento agregado, a poupan\u00e7a agregada, o n\u00edvel geral de pre\u00e7os, entre outros. Seu enfoque \u00e9 basicamente de curto prazo (ou conjuntural), e busca explicar como a economia opera sem a necessidade de compreender o comportamento de cada indiv\u00edduo ou empresa que dela participam. Preocupa-se com o comportamento da economia como um todo, por meio de pre\u00e7os e quantidades absolutos. Faz parte dela os movimentos globais nos pre\u00e7os, na produ\u00e7\u00e3o ou no emprego. <strong>T\u00eam como objeto de estudo as rela\u00e7\u00f5es entre os grandes agregados estat\u00edsticos: <\/strong>a renda nacional, o n\u00edvel de emprego e dos pre\u00e7os, o consumo, a poupan\u00e7a e o investimento totais.\n<strong>Economia internacional: <\/strong>Analisa as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas entre residentes e n\u00e3o-residentes do pa\u00eds, as quais envolvem transa\u00e7\u00f5es com bens e servi\u00e7os e transa\u00e7\u00f5es financeiras.\n<strong>Desenvolvimento econ\u00f4mico:<\/strong> Preocupa-se com a melhoria do padr\u00e3o de vida da coletividade ao longo do tempo. O enfoque \u00e9 tamb\u00e9m macroecon\u00f4mico, mas centrado em quest\u00f5es estruturais e de longo prazo (como progresso tecnol\u00f3gico, estrat\u00e9gias de crescimento).<\/blockquote>\nFonte: www.fea.usp.br\/www.ufpi.br\/www.ecnsoft.net\n<h6>Economia<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>Origem da Economia<\/h4>\n<strong>Economia<\/strong> \u00e9 a ci\u00eancia social que estuda a produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, e consumo de bens e servi\u00e7os.\n\nO termo <strong>economia<\/strong> vem do grego para oikos (casa) e nomos (costume ou lei), da\u00ed &#8220;regras da casa (lar).&#8221;\n\n<strong>Uma defini\u00e7\u00e3o que captura muito da ci\u00eancia econ\u00f4mica moderna \u00e9 a de Lionel Robbins em um ensaio de 1932:<\/strong> &#8220;a ci\u00eancia que estuda as formas de comportamento humano resultantes da rela\u00e7\u00e3o existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos.&#8221; Escassez significa que os recursos dispon\u00edveis s\u00e3o insuficientes para satisfazer todas as necessidades e desejos.\n\nEstando ausentes a escassez dos recursos e a possibilidade de fazer usos alternativos desses recursos, n\u00e3o haver\u00e1 problema econ\u00f4mico. A disciplina assim definida envolve portanto o estudo das escolhas uma vez que s\u00e3o afetadas por incentivos e recursos.\n\n<strong>As \u00e1reas da ci\u00eancia econ\u00f4mica podem ser divididas e classificadas de v\u00e1rias formas e em v\u00e1rios tipos, inclusive:<\/strong>\n<blockquote>Microeconomia e macroeconomia\nEconomia positiva (&#8220;o que \u00e9&#8221;) e economia normativa (&#8220;o que deveria ser&#8221;)\nEconomia ortodoxa e economia heterodoxa\nCampos e categorias mais amplas dentro da economia.<\/blockquote>\nUm dos usos da economia \u00e9 explicar como as economias, como sistemas econ\u00f4micos, funcionam e quais s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre agentes econ\u00f4micos na sociedade em geral. M\u00e9todos de an\u00e1lise econ\u00f4mica tem sido cada vez mais aplicados em campos de estudo que envolvem pessoas que tomam decis\u00f5es em um contexto social, como crime, educa\u00e7\u00e3o, a fam\u00edlia, sa\u00fade, direito, pol\u00edtica, religi\u00e3o,institui\u00e7\u00f5es sociais e guerra.\n<h4>No princ\u00edpio<\/h4>\nAdam Smith (provavelmente Kirkcaldy, Fife, 5 de junho de 1723 \u0097 Edimburgo, 17 de Julho de 1790) foi um economista e fil\u00f3sofo escoc\u00eas. Teve como cen\u00e1rio para a sua vida o atribulado s\u00e9culo das Luzes, o s\u00e9culo XVIII.\n\n\u00c9 o pai da <strong>economia<\/strong> moderna, e \u00e9 considerado o mais importante te\u00f3rico do liberalismo econ\u00f4mico. Autor de &#8220;Uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a natureza e a causa da riqueza das na\u00e7\u00f5es&#8221;, a sua obra mais conhecida, e que continua sendo como refer\u00eancia para gera\u00e7\u00f5es de economistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das na\u00e7\u00f5es resultava da atua\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos que, movidos apenas pelo seu pr\u00f3prio interesse (self-interest), promoviam o crescimento econ\u00f4mico e a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.\n\nAssim acreditava que a iniciativa privada deveria ser deixada agir livremente, com pouca ou nenhuma interven\u00e7\u00e3o governamental. A competi\u00e7\u00e3o livre entre os diversos fornecedores levaria for\u00e7osamente n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 queda do pre\u00e7o das mercadorias, mas tamb\u00e9m a constantes inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, no af\u00e3 de baratear o custo de produ\u00e7\u00e3o e vencer os competidores.\n\nEle analisou a divis\u00e3o do trabalho como um fator evolucion\u00e1rio poderoso a propulsionar a <strong>economia<\/strong>.\n\n<strong>Uma frase de Adam Smith se tornou famosa:<\/strong>\n<p align=\"center\">&#8220;Assim, o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu pr\u00f3prio interesse ego\u00edsta (self-interest), \u00e9 levado por uma m\u00e3o invis\u00edvel a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade.&#8221;<\/p>\nComo resultado da atua\u00e7\u00e3o dessa &#8220;m\u00e3o invis\u00edvel&#8221;, o pre\u00e7o das mercadorias deveria descer e os sal\u00e1rios deveriam subir.\n\nAs doutrinas de Adam Smith exerceram uma r\u00e1pida e intensa influ\u00eancia na burguesia (comerciantes, industriais e financistas), pois queriam acabar com os direitos feudais e com o mercantilismo.\n\nApesar das discuss\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o terem uma longa hist\u00f3ria, a ci\u00eancia econ\u00f4mica no seu sentido moderno como uma disciplina separada e convencionalmente datada a partir da publica\u00e7\u00e3o de A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es de Adam Smith em 1776.\n\n<strong>Nesse trabalho, ele descreve a disciplina nesses exatos termos:<\/strong>\n\n<strong>Economia pol\u00edtica, considerada um ramo da ci\u00eancia do estadista ou do legislador, prop\u00f5e dois objetos distintos:<\/strong> primeiro, suprir renda ou produtos em abund\u00e2ncia para o povo, ou, mais apropriadamente, possibilitar que provenham tal renda ou provento por si s\u00f3s; e segundo, suprir o Estado ou Commonwealth com uma renda suficiente para os servi\u00e7os p\u00fablicos. Ela se prop\u00f5e a enriquecer tanto o povo quanto o soberano.\n\nSmith se referia \u00e0 disciplina como &#8216;economia pol\u00edtica&#8217;, mas esse termo foi gradualmente substitu\u00eddo por ci\u00eancia econ\u00f4mica (economics) depois de 1870.\n<h4>Racioc\u00ednio econ\u00f4mico<\/h4>\nA <strong>economia<\/strong> enquanto uma disciplina contempor\u00e2nea se fia em estilos rigorosos de argumenta\u00e7\u00e3o. Os objetivos incluem a formula\u00e7\u00e3o de teorias que sejam mais simples, mais frut\u00edferas e mais confi\u00e1veis do que outras teorias ou nenhuma teoria. A an\u00e1lise pode come\u00e7ar com um simples modelo que prop\u00f5e uma hip\u00f3tese de uma vari\u00e1vel a ser explicada por outra vari\u00e1vel.\n\nCom frequ\u00eancia uma hip\u00f3tese em <strong>economia<\/strong> \u00e9 somente qualitativa, n\u00e3o quantitativa. Isto \u00e9, a hip\u00f3tese implica a dire\u00e7\u00e3o de uma mudan\u00e7a em uma vari\u00e1vel, n\u00e3o o tamanho da mudan\u00e7a, para uma certa mudan\u00e7a de outra vari\u00e1vel. Para clareza de exposi\u00e7\u00e3o, a teoria pode proceder com a suposi\u00e7\u00e3o de ceteris paribus, isto \u00e9, mantendo constante outros termos explicat\u00f3rios que n\u00e3o aquele em quest\u00e3o. Por exemplo, a teoria quantitativa da moeda prediz um aumento no valor nominal da produ\u00e7\u00e3o a partir de um aumento da oferta de moeda, ceteris paribus.\n\nA teoria econ\u00f4mica \u00e9 aberta \u00e0s cr\u00edticas de que ela confia em suposi\u00e7\u00f5es irrealistas, n\u00e3o-verific\u00e1veis ou altamente simplificadas.Um exemplo \u00e9 a suposi\u00e7\u00e3o da maximiza\u00e7\u00e3o do lucro pelas firmas competitivas. Respostas de executivos a perguntas sobre os fatores que afetam as suas decis\u00f5es podem mostrar nenhum c\u00e1lculo desse tipo.\n<h4>Hist\u00f3ria de pensamento econ\u00f4micos<\/h4>\n<strong>Pensamento econ\u00f4mico antigo<\/strong>\n\nO pensamento econ\u00f4mico na Antiguidade remonta \u00e0s civiliza\u00e7\u00f5es mesopot\u00e2micas, Grega, Romana, Indiana, Chinesa, Persa e \u00e0rabe. Dentro os autores mais not\u00e1veis est\u00e3o Arist\u00f3teles, Chanakya, Qin Shi Huang, Tom\u00e1s de Aquino e Ibn Khaldun. Joseph Schumpeter considerou inicialmente a escol\u00e1stica tardia do per\u00edodo que vai do s\u00e9culo XIV ao XVII como a &#8220;que chega mais perto do que qualquer outro grupo de ser os &#8216;fundadores&#8217; da <strong>economia<\/strong> cient\u00edfica quanto \u00e0s teoria monet\u00e1ria, de juros e do valor dentro de uma perspectiva das leis naturais. Depois de descobrir a obra Muqaddimah de Ibn Khaldun, no entanto, Schumpeter mais tarde considerou Ibn Khaldun o mais pr\u00f3ximo antecedente da <strong>economia<\/strong> moderna, uma vez que muitas das suas teorias econ\u00f4micas n\u00e3o eram conhecidas na Europa at\u00e9 \u00e9pocas modernas.\n\nDois outros grupos, mais tarde chamados de &#8216; mercantilistas e &#8216;fisiocratas&#8217;, influenciaram mais diretamente o desenvolvimento subsequente da disciplina. Ambos os grupos estavam associados com a ascens\u00e3o do nacionalismo econ\u00f4mico e do capitalismo moderno na Europa. O mercantilismo era uma doutrina econ\u00f4mica que floresceu do s\u00e9culo XVI ao XVIII atrav\u00e9s de uma prol\u00edfica literatura de panfleto quer de autoria de mercantes ou estadistas. Defendiam a id\u00e9ia de que a riqueza de uma na\u00e7\u00e3o dependia da sua acumula\u00e7\u00e3o de ouro e prata. Na\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tinham acesso \u00e0 minas poderiam obter ouro e prata atrav\u00e9s do com\u00e9rcio internacional apenas se vendessem bens ao exterior e restringissem as importa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o fossem de ouro e prata. A doutrina advogava a importa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas baratas para serem transformadas em produtos manufaturados destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m o intervencionismo estatal no sentido de impor tarifas protecionistas \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de produtos manufaturados e a proibi\u00e7\u00e3o de manufaturas nas col\u00f4nias.\n\nOs fisiocratas, um grupo de pensadores e escritores franceses do s\u00e9c. XVIII, desenvolveram a id\u00e9ia da <strong>economia<\/strong> como um fluxo circular. Adam Smith descreveu esse sistema com &#8220;todas as suas imperfei\u00e7\u00f5es&#8221; como &#8220;talvez a mais pura aproxima\u00e7\u00e3o da verdade que j\u00e1 foi publicada&#8221; no assunto. Os fisiocratas acreditavam que somente a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola gerava um claro excedente sobre o custo, de forma que a agricultura constitu\u00eda a base de toda riqueza. Assim, eles se opunham \u00e0s pol\u00edticas mercantilistas de promo\u00e7\u00e3o das manufaturas e do com\u00e9rcio em detrimento da agricultura, inclusive tarifas de importa\u00e7\u00e3o. Advogavam a substitui\u00e7\u00e3o do complexo e custoso sistema de arrecada\u00e7\u00e3o de tributos por um \u00fanico imposto sobre a renda dos propriet\u00e1rios de terra. Varia\u00e7\u00f5es sobre tal imposto fundi\u00e1rio foram retomadas por economistas posteriores (inclusive Henry George um s\u00e9culo mais tarde) como uma fonte de receita que n\u00e3o distorcia tanto a <strong>economia<\/strong>.\n\nComo rea\u00e7\u00e3o \u00e1s copiosas regulamenta\u00e7\u00f5es mercantilistas, os fisiocratas defendiam uma pol\u00edtica de laissez-faire, que consistia numa interven\u00e7\u00e3o estatal m\u00ednima na <strong>economia<\/strong>.\n<h4>Economia cl\u00e1ssica<\/h4>\nA publica\u00e7\u00e3o da obra A Riqueza das Na\u00e7\u00f5es de Adam Smith em 1776, tem sido descrita como o &#8220;efetivo nascimento da <strong>economia<\/strong> como uma disciplina separada.&#8221; O livro identificava o trabalho, a terra e o capital como os tr\u00eas fatores de produ\u00e7\u00e3o e maiores contribuidores para a riqueza de uma na\u00e7\u00e3o. Para Smith, a economia ideal seria um sistema de mercado auto-regulador que automaticamente satisfaria as necessidades econ\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o. Ele descreveu o mecanismo de mercado como uma &#8220;m\u00e3o invis\u00edvel&#8221; que leva todos os indiv\u00edduos, na busca de seus pr\u00f3prios interesses, a produzir o maior benef\u00edcio para a sociedade como um todo. Smith incorporou algumas das id\u00e9ias dos fisiocratas, inclusive o laissez-faire, nas suas pr\u00f3prias teorias econ\u00f4micas, mas rejeitou a id\u00e9ia de que somente a agricultura era produtiva.\n\nNa sua famosa analogia da m\u00e3o invis\u00edvel, Smith argumentou em favor da no\u00e7\u00e3o, aparentemente paradoxal de que os mercados competitivos tendem a satisfazer \u00e0s necessidades sociais mais amplas, apesar de ser guiado por interesses-pr\u00f3prios. A abordagem geral que Smith ajudou a formular foi chamada do economia pol\u00edtica e mais tarde de <strong>economia<\/strong> cl\u00e1ssica e incluiu nomes not\u00e1veis como Thomas Malthus, David Ricardo e John Stuart Mill, que escreveram de 1770 a 1870, aproximadamente.\n\nA teoria do valor foi importante na teoria cl\u00e1ssica. Smith escreveu que &#8220;o pre\u00e7o real de qualquer coisa&#8230; \u00e9 o esfor\u00e7o e o trabalho de adquiri-la&#8221; o que \u00e9 influenciado pela sua escassez. Smith dizia que os alugu\u00e9is e os sal\u00e1rios tamb\u00e9m entravam na composi\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de uma mercadoria. Outros economistas cl\u00e1ssicos apresentaram varia\u00e7\u00f5es das id\u00e9ias de Smith, chamada &#8216;Teoria do valor-trabalho&#8217;. Economistas cl\u00e1ssicos se focaram na tend\u00eancia do mercado de atingir o equil\u00edbrio no longo prazo.\n<h4>Economia Marxiana<\/h4>\nA <strong>economia<\/strong> marxista, mais tarde chamada marxiana, descende da economia cl\u00e1ssica, em particular da obra de Karl Marx. O primeiro volume da obra-prima de de Mark, O Capital, foi publicada em alem\u00e3o em 1867. Nela, Marx foca na teoria do valor-trabalho e o que ele considera a explora\u00e7\u00e3o do trabalho pelo capital.\n\nAssim, a teoria do valor-trabalho, al\u00e9m de ser uma simples teoria dos pre\u00e7os, se transformou em um m\u00e9todo para medir a explora\u00e7\u00e3o do trabalho num sistema capitalista, apesar de disfar\u00e7adas pela economia pol\u00edtica &#8220;vulgar&#8221;.\n<h4>Economia neocl\u00e1ssica<\/h4>\nA <strong>economia<\/strong> neocl\u00e1ssica sistematizou a oferta e demanda como determinantes conjuntos do pre\u00e7o e da quantidade transacionada em um equil\u00edbrio de mercado, afetando tanto a aloca\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o quanto a distribui\u00e7\u00e3o de renda. Ela dispensou a teoria do valor-trabalho em favor da teoria do valor-utilidade marginal no lado da demanda e uma teoria mais geral de custos no lado da oferta.\n<h4>Economia keynesiana<\/h4>\nA <strong>economia<\/strong> keynesiana deriva de John Maynard Keynes, em particular do seu livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936), que deu in\u00edcio \u00e0 macro<strong>economia<\/strong> como um campo de estudo distinto. O livro foca nos determinantes da renda nacional no curto prazo, em que os pre\u00e7os s\u00e3o elativamente inflex\u00edveis. Keynes tentou explicar em com riqueza de detalhes te\u00f3ricos por que o alto desemprego poderia n\u00e3o ser auto-corrigido devido a baixa &#8220;demanda efetiva&#8221; e por que mesmo a flexibilidade dos pre\u00e7os e a pol\u00edtica monet\u00e1ria pode n\u00e3o ser suficiente para corrigir a situa\u00e7\u00e3o. Express\u00e3o como &#8220;revolucion\u00e1rio&#8221; foram aplicadas ao livro devido ao seu impacto na an\u00e1lise econ\u00f4mica.\n\n<strong>Conclus\u00e3o<\/strong>\n\nDiscuss\u00f5es influentes nos prim\u00f3rdio da <strong>economia<\/strong> pol\u00edtica estavam relacionadas com a riqueza amplamente definida, como na obra de David Hume e Adam Smith. Hume argumentava que ouro adicional sem incremento da produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 servia para aumentar os pre\u00e7os. Smith tamb\u00e9m descreveu a riqueza real como, n\u00e3o em termos de ouro e prata como anteriormente, mas como a &#8220;produ\u00e7\u00e3o anual do trabalho e da terra da sociedade.&#8221;\n\nPara John Stuart Mill a <strong>economia<\/strong> como &#8220;a ci\u00eancia pr\u00e1tica de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de riqueza&#8221;; esta foi a defini\u00e7\u00e3o adotada pelo Concise Oxford English Dictionary apesar de n\u00e3o incluir o papel vital do consumo. Para Mill, a riqueza \u00e9 como o estoque de coisas \u00fateis.\n\nDentro da disciplina em termos de riqueza enfatizam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Essa defini\u00e7\u00e3o foi acusada pelos cr\u00edticos por ser estreita demais, colocando a riqueza \u00e0 frente do homem. Por exemplo, John Ruskin chamou a economia pol\u00edtica de &#8220;a ci\u00eancia de ficar rico&#8221; and a &#8220;bastard science.&#8221;\n\nIncluindo o estudo do homem na atividade humana e do seu bem-estar. Alfred Marshall, no seu livro Principles of Economics, escreveu, &#8220;A Economia Pol\u00edtica ou <strong>Economia<\/strong> \u00e9 um estudo da humanidade nos neg\u00f3cios da vida cotidiana; ela examina essa parte do indiv\u00edduo e da a\u00e7\u00e3o social que \u00e9 mais fortemente ligada ao uso dos requisitos materiais para o bem-estar.&#8221;\n\nPaul Samuelson (economista americano) afirma que \u0093Economia \u00e9 uma ci\u00eancia social que estuda a administra\u00e7\u00e3o dos recursos escassos entre usos alternativos e fins competitivos\u0094, de forma bem clara quero tamb\u00e9m lembrar as palavras do Prof. Antonio Delfim Netto: \u0093Economia \u00e9 a arte de pensar\u0094 pois apesar de ser especifico sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, a <strong>Economia<\/strong> relaciona-se com as demais \u00e1reas do conhecimento humano.\n\n<strong>Refer\u00eancia Bibliografica<\/strong>\n\nPINHO, Diva Benevides; VASCONCELLOS, Marco Ant\u00f4nio S. de (Org.). Manual de Economia. 5\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2004.\n\nFonte: www.eteavare.com.br\n<h6>Economia<\/h6>\nA <strong>economia<\/strong> \u00e9 usualmente definida como a ci\u00eancia que estuda a aloca\u00e7\u00e3o de fatores de produ\u00e7\u00e3o escassos entre diferentes alternativas de produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.\n\nRealmente, todos os bens econ\u00f4micos t\u00eam a caracter\u00edstica de serem escassos, isto \u00e9, eles n\u00e3o existem em quantidade suficiente para satisfazerem \u00e0s necessidades e desejos de todos. Como conseq\u00fc\u00eancias, as pessoas t\u00eam que pagar para obt\u00ea-los.\n\nA escassez de recursos faz com que haja necessidade de se fazer uma escolha de seus melhores usos. H\u00e1 que se escolher como alocar os escassos recursos inteligentemente e essa busca deve-se basear numa an\u00e1lise dos custos de oportunidade dos recursos.\n\nO custo de oportunidade de um bem X \u00e9 medido em fun\u00e7\u00e3o do custo de um outro bem ou recurso Y que deve ser deixado de ser consumido ou utilizado para que X seja obtido. Refere-se ao custo das oportunidades sacrificadas. Uma m\u00e3o-de-obra desqualificada tem, por exemplo, um custo de oportunidade baixo, j\u00e1 que suas alternativas de emprego s\u00e3o limitadas e mal-remuneradas. Um profissional qualificado, no entanto, tem um custo de oportunidade alto, pois geralmente encontra v\u00e1rias alternativas bem remuneradas de trabalho condizentes com seu n\u00edvel de especifica\u00e7\u00e3o.\n\nTodos os recursos ou fatores de produ\u00e7\u00e3o t\u00eam custos de oportunidade associados a eles. Um fazendeiro, por exemplo, ao decidir plantar batatas, intuitivamente faz uma an\u00e1lise do custo de oportunidade de suas terras e do que ele poderia estar ganhando com plantios alternativos \u00e0 batata. O comerciante que decide investir seu capital em uma mercearia tamb\u00e9m compara os poss\u00edveis lucros do capital investido na mercearia com os rendimentos que esse mesmo capital poderia lhe dar numa mera aplica\u00e7\u00e3o financeira. Assim, os juros de uma aplica\u00e7\u00e3o financeira correspondem ao custo de oportunidade do capital investido na mercearia.\n\nParece \u00f3bvio que o investimento da mercearia s\u00f3 ser\u00e1 compensat\u00f3rio se houver expectativa de que ele gere lucros superiores ao custo de oportunidade custo de oportunidade do capital, ou seja, aos juros pagos pelo mercado.\n\nA economia \u00e9, portanto, a ci\u00eancia que aloca recursos escassos entre fins alternativos, para isso lan\u00e7ando m\u00e3o da an\u00e1lise do custo de oportunidade dos diferentes recursos ou fatores de produ\u00e7\u00e3o. Pode-se tamb\u00e9m visualizar a economia como a ci\u00eancia que estuda o sistema de mercado que prevalece nos pa\u00edses capitalistas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.unilestemg.br\n<h6>Economia<\/h6>\n<h4>O que \u00e9 Economia?<\/h4>\n<strong>A economia tem v\u00e1rios tipos de defini\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. <\/strong>Economia, ou Economia Pol\u00edtica, \u00e9 o estudo das atividades que, com ou sem dinheiro, envolvem transa\u00e7\u00f5es de trocas entre pessoas <strong>\n2.<\/strong> Economia \u00e9 o estudo da maneira pela qual os homens decidem utilizar os recursos produtivos escassos ou abundantes, para produzir varias mercadorias e distribu\u00ed-las a v\u00e1rios membros da sociedade, para o consumo.<strong>\n3. <\/strong>Economia \u00e9 o estudo de homens em sua atividade comum, ganhando e desfrutando a vida.<strong>\n4. <\/strong>Economia \u00e9 o estudo da maneira pela qual a humanidade realizada a tarefa de organizar suas atividades de consumo e produ\u00e7\u00e3o.<strong>\n5.<\/strong> Economia \u00e9 o estudo da riqueza <strong>6. <\/strong>Economia \u00e9 o estudo de como melhorar a sociedade<\/blockquote>\n<strong>Economia<\/strong> como os homens e a sociedade decidem, com ou sem utiliza\u00e7\u00e3o do dinheiro, empregar recursos produtivos escassos, que poderiam ter aplica\u00e7\u00f5es alternativas, para produzir diversas mercadorias ao longo do tempo e distribu\u00ed-las para consumo, agora \u00e9 no futuro, entre diversas pessoas e grupos da sociedade.\n\nEla analisa os custos e os benef\u00edcios da melhoria das configura\u00e7\u00f5es de aloca\u00e7\u00e3o de recursos.\n\nQualidade de vida Econ\u00f4mica uma introdu\u00e7\u00e3o pode servir de pr\u00e9via, mesmo antes de estudar a <strong>economia<\/strong>, todo mundo j\u00e1 deve ter ouvido falar no Produto Nacional Bruto, ou PNB. O PNB, pretende medir o total de todos os bens e servi\u00e7os produzidos a cada ano num pa\u00eds. Embora a medida em valor monet\u00e1rio, ele nos pode dizer muita coisa a respeito dos bens e servi\u00e7os reais.\n\nAtualmente, por\u00e9m, surgiram muitos cr\u00edticos da <strong>economia<\/strong> pol\u00edtica, que lamentam a concentra\u00e7\u00e3o materialista na quantidade de bens econ\u00f4micos. Nas surpreendentes palavras de um preocupado membro da nova esquerda.\n\nTroca de Quantidades para obter melhor qualidade a <strong>Economia<\/strong> n\u00e3o pode se contentar apenas em descrever as verdades da vida.\n\nA <strong>economia<\/strong> se v\u00ea requisitada a ajudar a opini\u00e3o p\u00fablica a fazer alguma coisa no sentido de melhorar males manifestos. Por isso, o modo eleitorado, se realmente o quiser, pode esperar melhorar a qualidade da vida econ\u00f4mica.\n<h4>Hist\u00f3rico<\/h4>\nA palavra <strong>Economia<\/strong>, origina-se do grego em que oikos significa casa ou patrim\u00f4nio e momos regra ou norma. Etmol\u00f3gicamente referia-se, pois, \u00e0 administra\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica. Com o fim de dar-lhe sua conota\u00e7\u00e3o atual acrescentouse a palavra <strong>economia<\/strong> o adjetivo pol\u00edtica (do grego polis, cidade).\n\nDessa forma deixava-se claro que a <strong>economia<\/strong> tinha como objetivo espec\u00edfico a sociedade e n\u00e3o o indiv\u00edduo ou a unidade familiar. Um tempo depois, surge a tend\u00eancia de utilizar a denomina\u00e7\u00e3o mais simples Economics ou \u00c9conomique por analogia com outras ci\u00eancias como Physics e Physique.\n\nNos primeiros essa nova denomina\u00e7\u00e3o teve ampla aceita\u00e7\u00e3o, encontrando, por\u00e9m, s\u00e9rias resist\u00eancias na Fran\u00e7a. No Brasil n\u00e3o se registra nenhum movimento semelhante. Quando muito pode-se assinalar o largo emprego da palavra <strong>economia<\/strong>, isoladamente, para significar <strong>Economia<\/strong> Pol\u00edtica.\n\n<strong>A palavra economia, tamb\u00e9m utilizada para designar a realidade econ\u00f4mica: <\/strong>economia brasileira, economia inglesa, etc. outras vezes emprega-se o vocabul\u00e1rio para significar a parte n\u00e3o consumida da renda nacional ou dos rendimentos individuais. Posto que bastante difundido na linguagem corrente, este \u00faltimo emprego \u00e9 unanimemente condenado pelos economistas que preferem utilizar, em tais casos, o termo &#8220;poupan\u00e7a&#8221; corresponde ao franc\u00eas \u00e9pargne e ao ingl\u00eas savings.\n\nA defini\u00e7\u00e3o de <strong>Economia<\/strong> Pol\u00edtica varia os autores. \u00c9 poss\u00edvel, n\u00e3o obstante, classificar as defini\u00e7\u00f5es correntes em tr\u00eas grandes tipos.\n\nO Primeiro define-a como ci\u00eancia das riquezas; o segundo como ci\u00eancia social das trocas ou interc\u00e2mbio, e o terceiro como a ci\u00eancia da escolha racional, reclamada pela raridade relativa dos bens econ\u00f4micos. Como consequ\u00eancia dos debates em torno do assunto, observa-se presentemente o n\u00edtido predom\u00ednio da \u00faltima concep\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>E dentro dela a defini\u00e7\u00e3o mais citada \u00e9 a proposta de Lionel Robbins:<\/strong> &#8220;Economia Pol\u00edtica \u00e9 a ci\u00eancia que estuda o comportamento humano como rela\u00e7\u00e3o entre fins e meios escassos que possuem usos alternativos&#8221;. Em outras palavras, a atividade econ\u00f4mica, assim como a ci\u00eancia que estuda, gira em torno do fato central de que as necessidades humanas superam largamente os bens dispon\u00edveis para satisfaz\u00ea-las. Donde a conviv\u00eancia de uma escolha racional das necessidades priorit\u00e1rias e dos meios capazes de satisfaz\u00ea-las. A ci\u00eancia econ\u00f4mica moderna preocupa-se fundamentalmente com o problema global da raridade.\n\nDesse modo se explica o crescente interesse nos fen\u00f4menos din\u00e2micos e muito especialmente nos fatores determinantes do incremento do produto nacional.\n\nEsse incremento, ao aumentar a quantidade de bens, deveria, em princ\u00edpio, reduzir o hiato entre necessidades e bens dispon\u00edveis. Nesse sentido, o pensamento marxista, seguindo a linha inaugurada por Marx na Cr\u00edtica ao Manifesto de Gotha, leva a crer que o &#8220;est\u00e1gio comunista&#8221; da sociedade dever\u00e1 ser marcado por uma seperbund\u00e2ncia de bens relativamente \u00e0s necessidades. Tal seria, em verdade, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a distribui\u00e7\u00e3o &#8220;a cada um segundo suas necessidades&#8221;, princ\u00edpio central da sociedade comunista que dever\u00e1 suceder ao atual socialismo das democracias populares. Entre os economistas ocidentais, contrariamente, prevalece a id\u00e9ia de que as necessidades humanas s\u00e3o ilimitadas.\n\nA moderna teoria do comportamento do consumo parece confirmar esse ponto de vista ao mostrar que mecanismos de fundo psicol\u00f3gico tendem a ocasionar acr\u00e9scimo das necessidades em ritmo pelo menos igual ao do aumento da produ\u00e7\u00e3o (efeitos de emula\u00e7\u00e3o, snob, Veblen, etc). N\u00e3o faltam, por\u00e9m, economistas e outros cientistas sociais para assinalar o ilogismo dessa situa\u00e7\u00e3o.\n\nPartindo do pressuponto de que a atividade econ\u00f4mica s\u00f3 se justifica enquanto meio para eleva\u00e7\u00e3odos n\u00edveis de bem-estar, indagam se a tese de que as necessidades crescem com a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria como corol\u00e1rio a total irracionalidade da a\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. De fato, se a satisfa\u00e7\u00e3o de certa ordem de necessidades tem como consequ\u00eancia o aparecimento de outras de igual import\u00e2ncia, seria l\u00edcito duvidar da exist\u00eancia de qualquer ganho em termos de bem-estar. Assinale-se, por exemplo, que, segundo a teoria do comportamento do consumidor, os membros das classes mais baixas, em pa\u00edses como os E.U.A., julgam dispor, hoje, apenas do necess\u00e1rio \u00e0 mais elementar subsist\u00eancia.\n\nPsicologicamente sua situa\u00e7\u00e3o permanece, portanto, a mesma de h\u00e1 um s\u00e9culo atr\u00e1s, apesar do seu padr\u00e3o de vida, em termos de bens materiais, ser algumas vezes maior.\n\nOs cr\u00edticos desse estado de coisas n\u00e3o negam o fato do aumento das necessidades, mas procuram mostrar seu ilogismo ou sua artificialidade. Galbraith mostra como as t\u00e9cnicas de publicidade criam procura para os tipos constantemente novos de produ\u00e7\u00e3o; Erich Fromm considera o aumento cont\u00ednuo das necessidades como um tipo neur\u00f3tico de comportamento que atinge as necessidades modernas; J.L. Lebret refere-se \u00e0 transfer\u00eancia psicol\u00f3gica de aspira\u00e7\u00f5es superiores para a procura indefinida de bens materiais; Arthur Lewis, diante do fato de que o desenvolvimento n\u00e3o aumenta os recursos mais rapidamente relacionados.\n<h4>Mercados<\/h4>\n<strong>Mercado \u00e0 Vista<\/strong>\n\nNo qual a liquida\u00e7\u00e3o f\u00edsica ( entrega de t\u00edtulos vendidos ) se processa no segundo dia \u00fatil ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio em bolsa e a liquida\u00e7\u00e3o financeira (pagamento e recebimento do Valor do opera\u00e7\u00e3o ) se da no terceiro dia \u00fatil posterior \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o, e somente mediante a efetiva liquida\u00e7\u00e3o f\u00edsica.\n\n<strong>Mercado a Termo<\/strong>\n\nOpera\u00e7\u00f5es com prazos de liquida\u00e7\u00e3o diferidos, em geral de 30, 60 ou 90 dias.\n\nPara aplica\u00e7\u00f5es no mercado a termo s\u00e3o requeridos, al\u00e9m do registro na BOVESPA, um limite m\u00ednimo para a transa\u00e7\u00e3o e de posse de valores; tem tanto pelo vendedor como pelo comprador, utilizados com margem de garantia da opera\u00e7\u00e3o. Contrato a termo pode; ainda, ser liquidado antes de seu vencimento\n\n<strong>Mercado de Op\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nS\u00e3o negociados direitos de compra ou venda de um lote de valores mobili\u00e1rios, com pre\u00e7os e prazos de exerc\u00edcios pr\u00e9 &#8211; estabelecidos contratualmente. Por esses direitos, o titular de uma op\u00e7\u00e3o de compra paga um pr\u00eamio, podendo exerce-los at\u00e9 a data de vencimento da mesma ou revend\u00ea-las no mercado. O titular de uma op\u00e7\u00e3o de venda paga um pr\u00eamio e pode exercer sua op\u00e7\u00e3o apenas na data de vencimento, ou pode revend\u00ea-la no mercado durante o per\u00edodo de validade da op\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Mercado de A\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nSegmento do mercado de capitais, que compreende a coloca\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria em mercado de a\u00e7\u00f5es novas emitidas pelas empresas e a negocia\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria ( em bolsa de valores e no mercado de balc\u00e3o ) das a\u00e7\u00f5es j\u00e1 colocadas em circula\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Mercado de Balc\u00e3o<\/strong>\n\nMercado de t\u00edtulos sem lugar f\u00edsico determinado para as transa\u00e7\u00f5es, as quais s\u00e3o realizadas por telefone entre institui\u00e7\u00f5es financeiras. S\u00e3o negociadas a\u00e7\u00f5es da empresa n\u00e3o registradas em bolsas de valores e outras esp\u00e9cies de t\u00edtulos.\n\n<strong>Mercado de Balc\u00e3o Organizado<\/strong>\n\nSistema organizado de negocia\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios de renda vari\u00e1vel administrado por entidade autorizado pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios \u0096 CVM.\n\n<strong>Mercado de Capitais<\/strong>\n\nConjunto de opera\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia de recursos financeiros de prazo m\u00e9dio, longo ou indefinido, efetuadas entre agentes poupadores e investidores, por meio de intermedi\u00e1rios financeiros.\n\n<strong>Mercado Financeiro<\/strong>\n\n\u00c9 o mercado voltado para transfer\u00eancia de recursos entre os agentes econ\u00f4micos.\n\nNo mercado financeiro, s\u00e3o efetuadas transa\u00e7\u00f5es com t\u00edtulos de prazos m\u00e9dios, longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de giro e fixo.\n\n<strong>Mercado Futuro<\/strong>\n\nNo qual s\u00e3o realizadas opera\u00e7\u00f5es, envolvendo lotes padronizados de commodities ou ativos financeiros, para liquida\u00e7\u00e3o em datas prefixadas.\n\n<strong>Mercado Prim\u00e1rio<\/strong>\n\n\u00c9 nele que ocorre a coloca\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e outros t\u00edtulos, provenientes de novas emiss\u00f5es. As empresas recorrem ao mercado prim\u00e1rio para completar os recursos de que necessitam, visando ao financiamento de seus projetos de expans\u00e3o ou seu emprego em outras atividades.\n\n<strong>Mercado Secund\u00e1rio<\/strong>\n\nNo qual ocorrem a negocia\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos adquiridos no mercado prim\u00e1rio, proporcionando a liquidez necess\u00e1ria.\n<h4><strong>Bolsa de Valores<\/strong><\/h4>\nAssocia\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos, cujos objetivos b\u00e1sicos s\u00e3o, entre outros, manter local ou sistema de negocia\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nico, adequados a realiza\u00e7\u00e3o, entre seus membros, de transa\u00e7\u00f5es de compra e venda de t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios; preservar elevados padr\u00f5es \u00e9ticos de negocia\u00e7\u00e3o; e divulgar as opera\u00e7\u00f5es executadas com rapidez, amplitudes e detalhes.\n\n<strong>Bolsa em Alta<\/strong>\n\nQuando o \u00edndice de fechamento de determinado preg\u00e3o \u00e9 superior ao \u00edndice de fechamento anterior.\n\n<strong>Bolsa em Baixa<\/strong>\n\nQuando o \u00edndice de fechamento de determinado preg\u00e3o inferior ao \u00edndice de fechamento anterior.\n\n<strong>Bolsa Est\u00e1vel<\/strong>\n\nQuando o \u00edndice de fechamento de determinado preg\u00e3o est\u00e1 no mesmo n\u00edvel do \u00edndice de fechamento anterior.\n\n<strong>Sociedade Corretora<\/strong>\n\nInstitui\u00e7\u00e3o auxiliar do sistema financeiro, que opera no mercado de capitais, com t\u00edtulos e valores da imobili\u00e1ria, em especial no mercado de a\u00e7\u00f5es. \u00c9 a intermedi\u00e1ria entre os investidores nas transa\u00e7\u00f5es em bolsas de valores.\n\nAdministra carteiras de a\u00e7\u00f5es, fundos m\u00fatuos e clubes de investimentos, entre outras atribui\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Sociedade An\u00f4nima<\/strong>\n\nEmpresa que tem capital dividido em a\u00e7\u00f5es, com a responsabilidade de seus acionistas limitado proporcionalmente ao valor de emiss\u00e3o das a\u00e7\u00f5es subscritas ou adquiridas.\n\n<strong>Sociedade Distribuidora<\/strong>\n\nInstitui\u00e7\u00e3o auxiliar do sistema financeiro que participa do sistema de intermedia\u00e7\u00e3o e de a\u00e7\u00f5es e outros t\u00edtulos no mercado prim\u00e1rio, colocando-os \u00e0 venda para o p\u00fablico.\n\n<strong>Preg\u00e3o<\/strong>\n\nSess\u00e3o durante a qual se efetua neg\u00f3cios com pap\u00e9is registrados em uma bolsa de valores, diretamente na sala de negocia\u00e7\u00f5es ou pelo sistema de negocia\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nico da Bovespa.\n\n<strong>BOVESPA ( Bolsa de Valores do Estado de S\u00e3o Paulo )<\/strong>\n\n<strong>A BOVESPA, assim como de todas as demais bolsas de valores organizadas, pode ser expressa em sua ess\u00eancia por um simples termo:<\/strong> &#8211; Liquidez\n<h4>A\u00e7\u00e3o\/Acionistas<\/h4>\n<blockquote><strong>A\u00e7\u00e3o: <\/strong>T\u00edtulo negoci\u00e1vel, que representa a menor parcela em que se divide o capital de uma sociedade an\u00f4nima.<strong>\nA\u00e7\u00e3o Cheia ( com ): <\/strong>A\u00e7\u00e3o cujos direitos ( dividendos, bonifica\u00e7\u00e3o, subscri\u00e7\u00e3o ) ainda n\u00e3o foram exercidos.<strong>\nA\u00e7\u00e3o com Valor Nominal: <\/strong>A\u00e7\u00e3o que tem um valor impresso, estabelecido pelo estatuto da companhia que a emitiu.<strong>\nA\u00e7\u00e3o Escritural: <\/strong>A\u00e7\u00e3o nominativa sem a emiss\u00e3o de certificadas, mantida em conta de dep\u00f3sito de seu titular, na institui\u00e7\u00e3o deposit\u00e1ria que for designada.<strong>\nA\u00e7\u00e3o listada em Bolsa: <\/strong>A\u00e7\u00e3o negociada no preg\u00e3o em uma bolsa de valores.<strong>\nA\u00e7\u00e3o Nominativa: <\/strong>A\u00e7\u00e3o que identifica o nome do seu propriet\u00e1rio, que \u00e9 registrado no Livro de Registro de A\u00e7\u00f5es Nominativas da Empresa.<strong>\nA\u00e7\u00e3o \u0096 Objeto: <\/strong>Valor Mobili\u00e1rio a que se refere uma op\u00e7\u00e3o.<strong>\nA\u00e7\u00e3o Ordin\u00e1ria: <\/strong>A\u00e7\u00e3o que proporciona participa\u00e7\u00e3o nos resultados econ\u00f4micos de uma empresa; conhece a seu titular o direito de voto em assembl\u00e9ia.<strong>\nA\u00e7\u00e3o Preferencial: <\/strong>A\u00e7\u00e3o que oferece a seu detentor prioridade no recebimento de dividendos ou, no caso de dissolu\u00e7\u00e3o da empresa, no reembolso de capital. Em geral n\u00e3o concede direito de voto em assembl\u00e9ia.<strong>\nA\u00e7\u00e3o sem Valor Nominal: <\/strong>A\u00e7\u00e3o para a qual n\u00e3o se convenciona valor de emiss\u00e3o, prevalecendo o pre\u00e7o de mercado por ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento.<strong>\nA\u00e7\u00e3o Vazia ( ex ): <\/strong>A\u00e7\u00e3o cujos direitos ( dividendo, bonifica\u00e7\u00e3o, subscri\u00e7\u00e3o ) j\u00e1 foram exercidos.<strong>\nAcionista: <\/strong>Aquele que possui a\u00e7\u00f5es de uma sociedade an\u00f4nima.<strong>\nAcionista Majorit\u00e1rio: <\/strong>Aquele que det\u00e9m uma quantidade tal de a\u00e7\u00f5es com direito a voto que lhe permite manter o controle acion\u00e1rio de uma empresa.<strong>\nAcionista Minorit\u00e1rio: <\/strong>Aquele que \u00e9 detentor de uma quantidade n\u00e3o expressiva ( em termos de controle acion\u00e1rio ) de a\u00e7\u00f5es com direito a voto.<\/blockquote>\nFonte: www.uff.br\n<h6>Economia<\/h6>\n<h4>Pol\u00edticas Econ\u00f4micas<\/h4>\n<strong>1 Caracteriza\u00e7\u00e3o de Macroambiente Econ\u00f4mico<\/strong>\n\nO dom\u00ednio do conhecimento acerca do macroambiente econ\u00f4mico \u00e9 de suma import\u00e2ncia para empres\u00e1rios, homens de neg\u00f3cio, tomadores de decis\u00e3o e para todas as pessoas de forma generalizada, a dona de casa, o estudante, o pol\u00edtico, o profissional, pois os acontecimentos que ocorrem na esfera macroecon\u00f4mica afetam a vida de todos.\n\n<strong>A macroeconomia prop\u00f5e-se a responder quest\u00f5es tais como:<\/strong> Qual o motivo de tanto desemprego&#8221; Por que o Brasil \u00e9 deficit\u00e1rio no Balan\u00e7o de Pagamentos?Ainfla\u00e7\u00e3o poder\u00e1 voltar?Oque fazer para baixar a taxa de juros?\n\nAssim, pode-se dizer que as medidas adotadas no \u00e2mbito da pol\u00edtica econ\u00f4mica (abordagem macroecon\u00f4mica) afetam de maneira intensiva a vida do cidad\u00e3o comum. Uma decis\u00e3o de eleva\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito compuls\u00f3rio (estudado no decorrer deste cap\u00edtulo) pode interferir diretamente na renda, no emprego, nas vendas, e conseq\u00fcentemente na vida dos agentes econ\u00f4micos.\n\nDiferenciando <strong>microeconomia<\/strong> de macroeconomia, pode-se dizer que a microeconomia preocupa-se com o particular, com o individual, enquanto que a macroeconomia preocupa-se com o todo, com o geral. Uma analogia bastante comum para esta diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 comparar o estudo econ\u00f4mico ao estudo de uma floresta. Diz-se que, ao estudar uma floresta, est\u00e1 sendo realizadoumestudo microecon\u00f4mico a preocupa\u00e7\u00e3o estiver voltada para as \u00e1rvores e animais de cada esp\u00e9cie, de forma isolada. Por outro lado, se o estudo \u00e9 macroecon\u00f4mico a preocupa\u00e7\u00e3o estar\u00e1 voltada para a floresta como um todo, e nas v\u00e1rias interrela \u00e7\u00f5es entre os animais e as plantas da floresta.\n\nApesar do aparente contraste existente entre a micro e a macroeconomia, elas n\u00e3o s\u00e3o antag\u00f4nicas e muito menos excludentes, sendo a diferen\u00e7a apenas uma quest\u00e3o de foco de estudo. Inclusive muito do estudo macroecon\u00f4mico se respaldaemconclus\u00f5es obtidas na esfera microecon\u00f4mica, e vice-versa. Portanto, al\u00e9m desses enfoques n\u00e3o serem contradit\u00f3rios, s\u00e3o tamb\u00e9m complementares, pois as manifesta\u00e7\u00f5es ocorridas no mundo externo, principalmente as resultantes da a\u00e7\u00e3o do governo na <strong>economia<\/strong>, terminam por afetar o dia-a-dia do mundo microecon\u00f4mico.\n<h4><strong>2 O que s\u00e3o Pol\u00edticas Econ\u00f4micas?<\/strong><\/h4>\nEntendem-se como pol\u00edticas econ\u00f4mica, as a\u00e7\u00f5es tomadas pelo governo, que, utilizando instrumentos econ\u00f4micos, buscam atingir determinados objetivos macroecon\u00f4micos.\n\n\u00c9 papel do governo zelar pelos interesses e pelo bem-estar da comunidade em geral. Para esta finalidade, o setor p\u00fablico, enquanto um agente econ\u00f4mico de peso dentro do sistema, procura atuar sobre determinadas vari\u00e1veis e atrav\u00e9s destas alcan\u00e7ar determinados fins tidos como positivos para a popula\u00e7\u00e3o.\n\nA exemplo do que foi comentado, \u00e9 comum encontrar, no jornalismo econ\u00f4mico, not\u00edcias a respeito da eleva\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros.\n\nTodavia, essas altera\u00e7\u00f5es nos juros s\u00e3o determinadas pela atua\u00e7\u00e3o do governo sobre outras vari\u00e1veis (neste caso &#8211; oferta de moeda). Essas modifica\u00e7\u00f5es nos juros buscam afetar outros objetivos maiores como crescimento econ\u00f4mico e\/ou controle inflacion\u00e1rio.\n\nPol\u00edticas econ\u00f4micas t\u00eam como objetivo afetar a <strong>economia<\/strong> como um todo, e \u00e9 por isso que sua an\u00e1lise est\u00e1 no campo da macroeconomia. Entender os objetivos e instrumentos das pol\u00edticas \u00e9 um dos objetivos do presente cap\u00edtulo. Portanto, torna-se fundamental o entendimento do encadeamento l\u00f3gico entre as a\u00e7\u00f5es, vari\u00e1veis e objetivo. Desta forma \u00e9 poss\u00edvel uma leitura e interpreta\u00e7\u00e3o geral do mundo macroecon\u00f4mico.\n<h4><strong>3 Para que Existem as Pol\u00edticas Econ\u00f4micas?<\/strong><\/h4>\nOs governos federais, estaduais e municipais t\u00eam importante papel na <strong>economia<\/strong> de uma na\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>As principais fun\u00e7\u00f5es do setor p\u00fablico s\u00e3o destacadas em quatro \u00e1reas de grande abrang\u00eancia:<\/strong>\n<blockquote><strong>Reguladora: <\/strong>o Estado deve regular a atividade econ\u00f4mica mediante leis e disposi\u00e7\u00f5es administrativas. Com isso, torna-se poss\u00edvel o controle de alguns pre\u00e7os, monop\u00f3lios e a\u00e7\u00f5es danosas ao direito do consumidor;<strong>\nProvedora de bens e servi\u00e7os: <\/strong>o governo, tamb\u00e9m, deve prover ou facilitar o acesso a bens e servi\u00e7os essenciais, principalmente \u00e0queles que n\u00e3o s\u00e3o de interesse do setor privado, tais como, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, defesa, seguran\u00e7a, transporte e justi\u00e7a;<strong>\nRedistributiva:<\/strong> as pol\u00edticas econ\u00f4micas devem atingir e vir a beneficiar os mais necessitados da sociedade.Comisso, modificam a distribui\u00e7\u00e3o de renda e riqueza entre pessoas e\/ou regi\u00f5es. A igualdade social deve ser uma prioridade a ser buscada pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos;<strong>\nEstabilizadora:<\/strong> os formuladores de pol\u00edticas econ\u00f4micas devem estar preocupados em estabilizar\/controlar os grandes agregados macroecon\u00f4micos, tais como, taxa de infla\u00e7\u00e3o, taxa de desemprego e n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o, com o intuito de beneficiar a popula\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\nOs cidad\u00e3os e agentes informados da sociedade brasileira sabem que essas quatro fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do governo s\u00e3o vitais para o bom funcionamento de qualquer sistema econ\u00f4mico.\n\nNo estudo da macroeconomia cabe ainda destacar, neste cap\u00edtulo, a \u00faltima fun\u00e7\u00e3o do governo, ou seja, a de estabilizar\/controlar os grandes agregados macroecon\u00f4micos.\n\n<strong>Dentro dessa fun\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico, os principais agregados econ\u00f4micos s\u00e3o<\/strong>: taxa de juros, crescimento econ\u00f4mico, n\u00edvel de pre\u00e7os, taxa de desemprego e taxa de c\u00e2mbio.\n\nEntretanto, para que esses objetivos do setor p\u00fablico sejam alcan\u00e7ados de forma eficaz, o governo utiliza-se de um conjunto de pol\u00edticas e instrumentos econ\u00f4micos, destacados a seguir.\n<h4><strong>4 Pol\u00edticas Econ\u00f4micas e seus Instrumentos<\/strong><\/h4>\n<strong>As pol\u00edticas econ\u00f4micas e os grupos de instrumentos de que estas se utilizam para o atingimento de determinados fins podem ser divididos em tr\u00eas grandes grupos:<\/strong> pol\u00edtica monet\u00e1ria, pol\u00edtica fiscal e pol\u00edtica cambial.\n\n<strong>4.1 Pol\u00edtica monet\u00e1ria<\/strong>\n\nA pol\u00edtica monet\u00e1ria tem como objetivo controlar a oferta de moeda na <strong>economia<\/strong>. Determinar a quantidade de moeda (dinheiro) na economia \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), com participa\u00e7\u00e3o do Banco Central do Brasil (BACEN). Ao determinar a quantidade de dinheiro, tem-se a forma\u00e7\u00e3o da taxa de juros, ou seja, a taxa de juros pode ser simplificadamente interpretada como sendo o &#8220;pre\u00e7o do dinheiro&#8221;.\n\nA l\u00f3gica da pol\u00edtica monet\u00e1ria consiste em controlar a oferta de moeda (liquidez) para determinar a taxa de juros de refer\u00eancia do mercado. Nesse sentido, o Banco Central, seja qual for o pa\u00eds, eleva a taxa de juros (&#8220;pre\u00e7o do dinheiro&#8221;), enxugando (diminuindo) a oferta monet\u00e1ria, e a reduz atuando de forma inversa.\n\nCabe destacar que em um sistema econ\u00f4mico, moeda representa os meios de pagamento. Estes, na sua forma mais l\u00edquida, podem ser representados pelo papel-moeda e pelos dep\u00f3sitos \u00e0 vista nos bancos comerciais. Tanto as c\u00e9dulas\/moedas met\u00e1licas quanto os valores existentes nas contas banc\u00e1rias representam os meios de pagamento.\n\nA pol\u00edtica monet\u00e1ria, ao controlar os meios de pagamento, est\u00e1 visando estabilizar o n\u00edvel de pre\u00e7os geral da <strong>economia<\/strong>. Os governos que necessitam diminuir a taxa de infla\u00e7\u00e3o reduzem a oferta monet\u00e1ria e aumentam a taxa de juros. Esse mecanismo controla o n\u00edvel de pre\u00e7os. Mas, se as taxas de juros permanecerem elevadas por um per\u00edodo longo, a <strong>economia<\/strong> pode deixar de elevar o crescimento econ\u00f4mico.\n\nA prop\u00f3sito, qual o motivo de a taxa de juros da <strong>economia<\/strong> brasileira ser t\u00e3o elevada, e o que poderia ser feito para reduzir a mesma? Os juros est\u00e3o altos com o intuito de controlar a estabilidade de pre\u00e7os da economia, e, para baixar o mesmo, o governo teria que aumentar a liquidez do sistema, ou seja, colocar mais moeda em circula\u00e7\u00e3o, o que provavelmente traria um efeito indesejado que \u00e9 a eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de forma generalizada, definida em economia como infla\u00e7\u00e3o.\n\nA l\u00f3gica da pol\u00edtica monet\u00e1ria consiste em controlar a oferta de moeda (liquidez) para determinar a taxa de juros de refer\u00eancia do mercado\n\nAssim, respondendo a uma quest\u00e3o de anseio popular, a infla\u00e7\u00e3o pode retornar a patamares mais altos? Sim. Mas isto s\u00f3 vir\u00e1 a acontecer se por algum motivo (dificuldades na rolagem da d\u00edvida, por exemplo) o governo tiver que colocar em circula\u00e7\u00e3o uma grande quantidade de moeda para financiar a d\u00edvida.\n\n<strong>O BACEN pode alterar os meios de pagamento (oferta de moeda) utilizando-se de quatro instrumentos:<\/strong>\n<blockquote><strong>a) Opera\u00e7\u00f5es de mercado aberto (Open Market)<\/strong>\n\nAs opera\u00e7\u00f5es de mercado aberto s\u00e3o caracterizadas pela compra e venda de t\u00edtulos p\u00fablicos do BACENno mercado. Esses t\u00edtulos podem ser de emiss\u00e3o pr\u00f3pria ou em geral do Tesouro. Seu impacto sobre a liquidez na economia pode ser resumido em dois simples exemplos:\n\n<strong>Exemplo 1:<\/strong> Banco Central compra t\u00edtulos p\u00fablicos do mercado, fazendo o pagamento em reais. Nesse caso, a oferta de moeda aumenta, pois o BACEN est\u00e1 retirando um ativo (t\u00edtulo) que n\u00e3o \u00e9 meio de pagamento e fornecendo ao mercado um ativo l\u00edquido (moeda), no caso, Real.\n\nEssa opera\u00e7\u00e3o, realizada em grande quantidade, tem como objetivo aumentar a oferta de moeda e conseq\u00fcentemente diminuir a taxa de juros do mercado.\n\n<strong>Exemplo 2:<\/strong> Banco Central vende t\u00edtulos p\u00fablicos ao mercado, recebendo o pagamento em reais. Ocorre o caso inverso do exemplo anterior. O BACEN est\u00e1 ofertando um ativo menos l\u00edquido (t\u00edtulos) e retirando do mercado (economia) um ativo mais l\u00edquido (moeda).\n\nEssa opera\u00e7\u00e3o, realizada em grande escala, tem como finalidade diminuir a oferta monet\u00e1ria e conseq\u00fcentemente aumentar a taxa de juros e com isso controlar o n\u00edvel de pre\u00e7os.\n\n<strong>b) Dep\u00f3sito compuls\u00f3rio<\/strong>\n\nS\u00e3o dep\u00f3sitos sob a forma de reservas banc\u00e1rias que cada banco comercial \u00e9 obrigado legalmente a manter junto ao Banco Central.\n\n\u00c9 calculado como um percentual sobre os dep\u00f3sitos \u00e0 vista nos bancos comerciais.<\/blockquote>\nQuanto maiores os dep\u00f3sitos compuls\u00f3rios, maior o n\u00edvel de reservas obrigat\u00f3rias dos bancos junto ao Banco Central. Os recursos destinados aos empr\u00e9stimos sofrer\u00e3o uma diminui\u00e7\u00e3o e provocando com isso a cria\u00e7\u00e3o de moeda banc\u00e1ria (valores depositados nos bancos).Ataxa de juros sofreria um aumento, sendo o inverso tamb\u00e9m verdadeiro.\n\nPara diminuir a liquidez do sistema financeiro, o Banco Central eleva a taxa de compuls\u00f3rio. Com menos recursos para emprestar dos bancos comerciais, o crescimento da economia como um todo e afetado.\n<blockquote><strong>c) Redesconto banc\u00e1rio<\/strong>\n\nAassist\u00eancia financeira de liquidez ou redesconto \u00e9 o mecanismo pelo qual o BACEN socorre institui\u00e7\u00f5es financeiras com problemas de liquidez. O redesconto \u00e9 o empr\u00e9stimo que os bancos comerciais recebem do BACEN para cobrir eventuais problemas de liquidez. A taxa cobrada sobre esses empr\u00e9stimos \u00e9 chamada de taxa de redesconto.<\/blockquote>\nUmaumento da taxa de redesconto indica que os bancos sofrer\u00e3o maiores custos, caso tenham problema de liquidez. Neste caso, as institui\u00e7\u00f5es ir\u00e3o aumentar suas reservas e diminuir o cr\u00e9dito, aumentando o custo para se obter meios de pagamento, ou seja, a taxa de juros.\n<blockquote><strong>d) Controle e sele\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito<\/strong>\n\nUminstrumento n\u00e3o muito convencional, mas \u00e0s vezes utilizado pelo Banco Central, refere-se ao controle direto sobre o cr\u00e9dito. Este pode estar relacionado ao volume de cr\u00e9dito, ao prazo e destina\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. Este instrumento pode gerar distor\u00e7\u00f5es no livre funcionamento do mercado de cr\u00e9dito, e at\u00e9 desestimular a atividade de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/blockquote>\n<p align=\"center\">A pol\u00edtica fiscal visa estimular o crescimento e reduzir a taxa de desempenho por meio da elabora\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento p\u00fablico<\/p>\n<strong>4.2 Pol\u00edtica Fiscal<\/strong>\n\nO principal instrumento de pol\u00edtica econ\u00f4mica do setor p\u00fablico referese \u00e0 pol\u00edtica fiscal. Esta, por sua vez, consiste na elabora\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento do governo, o qual demonstra as fontes de arrecada\u00e7\u00e3o e os gastos p\u00fablicos a serem efetuados em um determinado per\u00edodo (exerc\u00edcio).\n\nApol\u00edtica fiscal visa atingir a atividade econ\u00f4mica e assim alcan\u00e7ar dois objetivos inter-relacionados, a saber, estimular a produ\u00e7\u00e3o, ou seja, crescimento econ\u00f4mico e combater, se for o caso, a elevada taxa de desemprego. O financiamento do d\u00e9ficit do setor p\u00fablico, tamb\u00e9m e um fator de preocupa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica fiscal.\n\nO governo pode alterar o volume das receitas e gastos p\u00fablicos atrav\u00e9s dos instrumentos fiscais.\n\n<strong>Estes instrumentos s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>a) Impostos (receita):<\/strong>\n\n<strong>Os impostos podem ser classificados em duas categorias:<\/strong>\n<blockquote><strong>Impostos diretos:<\/strong> incidem diretamente sobre a renda das unidades familiares e das empresas. <strong>Ex.: <\/strong>IRPF (Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica); IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica).<strong>\nImpostos indiretos: <\/strong>s\u00e3o tributos que oneram as transa\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias e finais. S\u00e3o incorporados ao processo produtivo e, portanto, incidem indiretamente sobre o contribuinte (consumidor). <strong>Ex.: <\/strong>ICMS; ISS; COFINS; PIS.<\/blockquote>\n<strong>b) Despesas do governo (gastos):<\/strong>\n\n<strong>As despesas do governo podem ser divididas em:<\/strong>\n<blockquote><strong>Consumo: <\/strong>gastos com sal\u00e1rios, administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, funcionalismo civil e militar.<strong>\nTransfer\u00eancias: <\/strong>benef\u00edcios pagos pelos institutos de previd\u00eancia social, sob a forma de aposentadorias, sal\u00e1rio-escola, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o).<strong>\nSubs\u00eddios:<\/strong> s\u00e3o pagamentos feitos pelo governo a algumas empresas p\u00fablicas ou privadas.<strong>\nInvestimentos: <\/strong>gasto com aquisi\u00e7\u00e3o de novas m\u00e1quinas, equipamentos, constru\u00e7\u00e3o de estradas, pontes, infra-estrutura.<\/blockquote>\n<strong>c) Or\u00e7amento do governo:<\/strong>\n\nO resultado das opera\u00e7\u00f5es de receitas menos os gastos do setor p\u00fablico representam o or\u00e7amento do governo.\n\n<strong>Este saldo pode ser classificado em tr\u00eas esferas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Or\u00e7amento equilibrado:<\/strong> ocorre quando o total das receitas em valores monet\u00e1rios de um determinado per\u00edodo for exatamente igual ao total dos gastos em valores monet\u00e1rios.<strong>\nOr\u00e7amento superavit\u00e1rio:<\/strong> as receitas superam os gastos em valores monet\u00e1rios em um determinado exerc\u00edcio do governo.<strong>\nOr\u00e7amento deficit\u00e1rio:<\/strong> as receitas s\u00e3o inferiores aos gastos.<\/blockquote>\n<\/blockquote>\nQuando o Tesouro Nacional, respons\u00e1vel pelas contas do setor p\u00fablico, registra um caso de d\u00e9ficit, o governo deve determinar como ser\u00e1 o financiamento ou o pagamento desse excesso de gastos.\n\n<strong>Entretanto, o resultado do setor p\u00fablico pode ser dividido em duas contas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Super\u00e1vit\/d\u00e9ficit prim\u00e1rio ou fiscal:<\/strong> \u00e9 o saldo positivo\/negativo alcan\u00e7ado quando a receita do governo federal e estadual \u00e9 superior\/ inferior aos seus gastos. \u00c9 a diferen\u00e7a entre os gastos p\u00fablicos e a arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria no exerc\u00edcio, independente dos juros e da corre\u00e7\u00e3o da d\u00edvida passada.<strong>\nD\u00e9ficit operacional (Necessidade de Financiamento do Setor P\u00fablico &#8211; NFSP): <\/strong>\u00e9 calculado pelo resultado prim\u00e1rio, acrescido do pagamento dos juros da d\u00edvida passada.<\/blockquote>\n<strong>O d\u00e9ficit do setor p\u00fablico pode ser financiado por duas principais fontes de recursos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Emiss\u00e3o de moeda:<\/strong> o BACEN, neste caso, cria moeda para financiar a d\u00edvida do Tesouro. Este procedimento \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como monetiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.<strong>\nEmpr\u00e9stimos:<\/strong> <strong>venda de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica ao setor privado (interno ou externo): <\/strong>o governo oferta t\u00edtulos em troca de moeda para financiar sua d\u00edvida atual. Esse financiamento tende a aumentar o d\u00e9ficit operacional devido ao pagamento dos juros.<\/blockquote>\nO atual governo (Fernando Henrique Cardoso) apresenta uma d\u00edvida p\u00fablica no seu conceito operacional crescente porque busca sistematicamente o financiamento do d\u00e9ficit via empr\u00e9stimos. A monetiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida \u00e9 descartada, pois esta teria um impacto significativo sobre a taxa de infla\u00e7\u00e3o.\n\nA atua\u00e7\u00e3o do governo atrav\u00e9s da pol\u00edtica fiscal, da mesma forma que pela pol\u00edtica monet\u00e1ria, busca alcan\u00e7ar alguns objetivos de pol\u00edtica econ\u00f4mica, dentre os principais, a estabilidade e o crescimento econ\u00f4mico. Por exemplo, o n\u00edvel de desemprego da <strong>economia<\/strong> brasileira pode ser entendido como resultado do baixo crescimento econ\u00f4mico, e este pode ser explicado em grande parte pela falta de pol\u00edticas fiscais expansivas (por exemplo, aumento dos gastos p\u00fablicos). Pelo lado da pol\u00edtica monet\u00e1ria, uma maior oferta monet\u00e1ria para redu\u00e7\u00e3o da taxa de juros poderia estimular o investimento privado, gerando desta forma novos empregos.\n\n<strong>4.3 Pol\u00edtica Cambial<\/strong>\n\nO mercado de c\u00e2mbio (divisas) \u00e9 formado pelos diversos agentes econ\u00f4micos que compram e vendem moeda estrangeira, conforme suas necessidades.\n\nEmpresas que vendem mercadorias ou a\u00e7\u00f5es no exterior est\u00e3o aumentando a oferta de moeda estrangeira, em particular o D\u00f3lar, pois sua receita ocorre em moeda estrangeira. Empresas que compram bens ou a\u00e7\u00f5es do exterior est\u00e3o demandando moeda estrangeira (D\u00f3lar), pois seus gastos ocorrem em d\u00f3lares.\n\nNeste sentido, o pre\u00e7o da moeda estrangeira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda nacional \u00e9 determinado neste mercado. Este pre\u00e7o \u00e9 chamado de taxa de c\u00e2mbio (R$\/US$).\n\nCabe explicar que as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, comerciais e financeiras dos agentes de determinado sistema econ\u00f4mico, com os agentes de outro sistema econ\u00f4mico (normalmente pa\u00eds), s\u00e3o registradas na Balan\u00e7a de Pagamentos. Eventuais d\u00e9ficits no Balan\u00e7o de Pagamentos s\u00e3o decorrentes do fato de a entrada de divisas (d\u00f3lares) ser inferior a sa\u00edda de divisas. Este fato \u00e9 resultado de dois desequil\u00edbrios. O primeiro \u00e9 que se exportam bens e servi\u00e7os menos do que se conseguem importar, resultando em uma sa\u00edda de divisas maior do que a entrada. O segundo desequil\u00edbrio \u00e9 causado pelo lado financeiro, onde n\u00e3o se conseguem atrair recursos (d\u00f3lares) em quantidade suficiente para pagar as contas em d\u00f3lar.\n\nAs empresas brasileiras que participam do com\u00e9rcio internacional dependem substancialmente da taxa de c\u00e2mbio. Entender o funcionamento desse mercado \u00e9 fundamental.\n\nCaso o c\u00e2mbio esteja a R$ 2,50, significa que s\u00e3o necess\u00e1rios R$ 2,50 reais para comprar um d\u00f3lar. Se este subir para R$ 3,00 por d\u00f3lar, ocorreu uma desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda local em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda estrangeira. O pre\u00e7o da moeda estrangeira elevou-se.\n\nSe o pre\u00e7o sobe devido a umaumento da demanda por d\u00f3lares, dizemos que ocorreu uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real frente ao D\u00f3lar. Precisa-se de mais reais para comprar a mesma quantidade de d\u00f3lares.\n\nSe o pre\u00e7o desce devido a um aumento da oferta de d\u00f3lares, dizemos que ocorreu uma valoriza\u00e7\u00e3o do Real frente ao D\u00f3lar. Menos reais ser\u00e3o necess\u00e1rios para comprar a mesma quantidade de d\u00f3lares.\n\nAs empresas brasileiras que participam do com\u00e9rcio internacional dependem substancialmente da taxa de c\u00e2mbio. Entender o funcionamento desse mercado \u00e9 fundamental.\n\n<strong>Ele pode agir de tr\u00eas maneiras:<\/strong>\n<blockquote><strong>a) Regime de c\u00e2mbio flutuante<\/strong>\n\nNeste caso n\u00e3o h\u00e1 interven\u00e7\u00e3o do Banco Central no mercado. O pre\u00e7o da moeda estrangeira, ou a taxa de c\u00e2mbio, \u00e9 determinado exclusivamente pela intera\u00e7\u00e3o entre oferta e demanda. O BACEN n\u00e3o compra e n\u00e3o vende d\u00f3lares. Esse procedimento \u00e9 adotado nos principais pa\u00edses desenvolvidos.\n\nAp\u00f3s a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real frente ao D\u00f3lar em 1999, o Pa\u00eds adotou um regime h\u00edbrido de c\u00e2mbio, que mais se aproxima do cambio flutuante.\n\n<strong>b) Regime de c\u00e2mbio fixo<\/strong>\n\nEste regime representa um caso extremo de controle do mercado.\n\nO Banco Central deve estar constantemente regulando o mercado.\n\nCaso haja um excesso de procura\/demanda por d\u00f3lares, este deve vender d\u00f3lares ao mercado para que o c\u00e2mbio n\u00e3o se desvalorize.\n\nCaso ocorra um excesso de oferta de d\u00f3lares no mercado, o Banco Central deve comprar o excesso para que o c\u00e2mbio n\u00e3o se valorize.\n\nA Argentina adotou esse regime durante a d\u00e9cada de 1990. Alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, tais como, Equador e Uruguai, tamb\u00e9m adotam ou adotaram esse sistema. Eles buscavam uma alternativa para controlar o n\u00edvel de pre\u00e7os internos, fortalecendo a moeda nacional, pois esta estava fixada a uma taxa determinada de c\u00e2mbio.\n\nControlar o mercado de c\u00e2mbio exige do Banco Central um certo n\u00edvel de reservas internacionais (cambiais). Se esse regime sofrer uma fuga significativa de capitais (d\u00f3lares), o BACEN ira perder muitas reservas e conseq\u00fcentemente pode desvalorizar a moeda local.\n\n<strong>c) Formas h\u00edbridas de c\u00e2mbio<\/strong>\n\nFormas h\u00edbridas de c\u00e2mbio s\u00e3o maneiras de atuar sobre este; \u00e9 uma mistura entre o c\u00e2mbio fixo e o c\u00e2mbio livre ou flutuante.\n\nExistem in\u00fameras maneiras intermedi\u00e1rias entre o c\u00e2mbio fixo e o c\u00e2mbio livre de se atuar sobre o c\u00e2mbio. Este texto se concentra em duas delas, pelo fato destas terem sido utilizadas na economia brasileira desde o per\u00edodo de 1994 at\u00e9 2002. Regime de Bandas Cambiais e Dirty Float (flutua\u00e7\u00e3o suja).<\/blockquote>\nO Regime de Bandas Cambiais, que foi utilizado na <strong>economia<\/strong> brasileira para o per\u00edodo de 1994 a 1999, adota uma flutua\u00e7\u00e3o para a taxa de c\u00e2mbio dentro de determinados limites, ou seja, estabelece um teto e um piso. Esta forma de c\u00e2mbio \u00e9 considerada h\u00edbrida, porque entre os par\u00e2metros, superior e inferior, o c\u00e2mbio flutua livremente, aproximando-se dessa forma do c\u00e2mbio livre. Todavia, quando a taxa de c\u00e2mbio aproxima-se ou ultrapassa as bandas, as autoridades interv\u00eam no mercado comprando ou vendendo divisas (d\u00f3lares) at\u00e9 que a taxa retorne aos patamares estabelecidos. Sendo assim, podemos considerar essa taxa fixa dentro de determinados valores.\n\nA amplitude de varia\u00e7\u00e3o da taxa de c\u00e2mbio depende dos interesses das autoridades econ\u00f4micas, com vista aos objetivos de pol\u00edtica econ\u00f4mica, podendo ter uma flexibilidade maior (limites mais amplos), ou ter uma maior restri\u00e7\u00e3o fazendo com que o teto e o piso desta flutua\u00e7\u00e3o se aproximem, sendo que neste segundo caso o regime tamb\u00e9m \u00e9 chamado de Mini Bandas Cambiais.\n\nA flutua\u00e7\u00e3o suja, que passou a ser utilizada no Brasil p\u00f3s 1999, distancia-se do Regime de Bandas Cambiais, porque a princ\u00edpio o c\u00e2mbio \u00e9 livre e pode flutuar livremente. No entanto, quando as oscila\u00e7\u00f5es ocorridas no mercado cambial podem vir a comprometer determinados objetivos de pol\u00edtica econ\u00f4mica, o governo atua sobre o mercado at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o venha a estabilizar-se. A id\u00e9ia \u00e9 que, com a ado\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio flutuante, o mercado passe a ter uma completa liberdade.\n\nDesta maneira, as interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o desejadas e s\u00f3 ocorrem em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.\n\n<strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong>\n\nPretende-se explicitar que as pol\u00edticas econ\u00f4micas, discutidas ao longo deste cap\u00edtulo, s\u00e3o de suma import\u00e2ncia para o entendimento dos cen\u00e1rios macroecon\u00f4micos. As a\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria, fiscal e cambial t\u00eam como finalidade maior alcan\u00e7ar objetivos que tragam benef\u00edcios para a popula\u00e7\u00e3o, sendo que tanto o resultados destes objetivos como os reflexos, muitas vezes indesejados, que estas trazem acabam por afetar a vida de todos, empresas e pessoas.\n\nPor\u00e9m \u00e9 importante saber que o governo, antes da ado\u00e7\u00e3o das medidas de pol\u00edtica econ\u00f4mica, procura fazer uma leitura do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, buscando verificar qual a situa\u00e7\u00e3o em que se encontra a <strong>economia<\/strong>, para tra\u00e7ar um plano de onde espera chegar. Para isto ele utiliza-se de mecanismos de observa\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, que s\u00e3o conhecidos como indicadores econ\u00f4micos.\n\n<strong>Carlos Ilton Cleto Lucas Dezordi<\/strong>\n\n<strong>Bibliografia <\/strong>\n\nMENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia empresarial. Curitiba: Ed. do autor, 2002.\nROSSETTI, Jos\u00e9 P. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 economia. 18.ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2000.\nDORNBUSCH, Rudiger; FISCHER, Stanley. Macroeconomia. 5.ed. S\u00e3o Paulo: Makron, Mc Graw-Hill, 1991.\n\nFonte: www.fae.edu\n<h6>Economia<\/h6>\n<h4>O objeto central da economia: a escassez<\/h4>\nA raz\u00e3o essencial da exist\u00eancia da Teoria Econ\u00f4mica (ou Ci\u00eancia Econ\u00f4mica) \u00e9 a escassez. Este conceito refere-se \u00e0 falta ou insufici\u00eancia de alguma coisa. No caso das sociedades humanas, observamos que h\u00e1 um conflito constante entre necessidades e recursos, pois as nossas necessidades s\u00e3o ilimitadas, enquanto os recursos s\u00e3o escassos.\n\nAo falarmos das necessidades, estamos nos referindo aos principais elementos que garantem a sobreviv\u00eancia material da esp\u00e9cie humana ( todos e cada um de n\u00f3s). No que voc\u00ea pensa quando se fala de necessidades com esse significado? Enumerei abaixo as necessidades b\u00e1sicas do homem atual.\n\n<strong>\u00c9 bastante prov\u00e1vel que esta lista contenha muitos, ou quase todos, os itens da sua pr\u00f3pria lista:<\/strong>\n<blockquote>Alimentos (s\u00f3lidos e l\u00edquidos)\nVestu\u00e1rio e cal\u00e7ados\nMoradia, mob\u00edlia\n\u00c1gua corrente e eletricidade\nUtens\u00edlios dom\u00e9sticos e eletrodom\u00e9sticos\nMeios de transporte<\/blockquote>\nEsta lista \u00e9 muito limitada. Observe, por exemplo, que exclu\u00edmos tudo o que representa lazer e recrea\u00e7\u00e3o no lar (aparelhos eletr\u00f4nicos, livros e revistas etc.).\n\nObserve, ainda, que os meios de transporte podem variar de uma simples bicicleta a uma moto, um autom\u00f3vel ou ao transporte p\u00fablico (\u00f4nibus, trem, metr\u00f4).\n\nAtividades fora do lar nem foram arranhadas (cinema, bares e restaurantes, viagens etc.). Al\u00e9m disso, se pensarmos que a vida em sociedade requer tamb\u00e9m que cada um possa contribuir para a melhora coletiva, atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o enquanto cidad\u00e3o livre e ativo, ent\u00e3o o rol das necessidades aumenta bastante. N\u00e3o acha? Pois estar\u00edamos falando tamb\u00e9m em educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade generalizados, imprensa livre e variada, governos democr\u00e1ticos com elei\u00e7\u00f5es regulares, justi\u00e7a organizada e eficiente, etc.\n\nExiste um n\u00famero significativo de seres humanos que conseguem, ao menos, usufruir a lista de necessidades b\u00e1sicas e muitos destes tamb\u00e9m se beneficiam dos itens citados abaixo da lista, tais como lazer, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, etc. No entanto, os itens enumerados como de necessidades b\u00e1sicas do homem est\u00e1 fora do alcance de parcelas significativas da humanidade atual. Milh\u00f5es de pessoas, no Brasil e no mundo, n\u00e3o tem acesso a essa lista como um todo. No m\u00e1ximo, elas conseguem obter dois ou tr\u00eas daqueles itens em quantidades insuficientes. Voc\u00ea j\u00e1 viu quantas pessoas passam fome no Brasil e no mundo? Quantos desabrigados existem pelas ruas a fora? A este fato denominamos de exclus\u00e3o social, ou seja, a exclus\u00e3o do acesso aos bens materiais mais elementares e \u00e0 pr\u00f3pria participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es da sociedade.\n\n<strong>O registro desse fato comum \u00e9 importante para assinalar duas importantes caracter\u00edsticas da vida social:<\/strong> as desigualdades sociais e a atualidade da luta pela sobreviv\u00eancia de todos e de cada um. Os \u0093inclu\u00eddos\u0094 \u0096 isto \u00e9, aqueles que tem pelo menos acesso \u00e0 lista m\u00ednima e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na cidadania \u0096 s\u00e3o, na imensa maioria, pessoas sem qualquer seguran\u00e7a de que manter\u00e3o esse acesso por toda a sua vida.\n\n<strong>O que a economia tem a ver com isso tudo?<\/strong>\n\nVeja, voc\u00ea acabou de ter o seu primeiro contato com a escassez, no sentido econ\u00f4mico da palavra. Se voc\u00ea for analisar, perceber\u00e1 que os pr\u00f3prios itens da nossa lista, considerados necess\u00e1rios a um m\u00ednimo de qualidade de vida humana, n\u00e3o est\u00e3o acess\u00edveis a todos. Entre os que conseguem esse acesso, a maioria o faz \u00e0 custa de muita luta, por todos os dias e anos de suas vidas.\n\n<strong>Mas o principal aspecto da escassez ainda n\u00e3o foi mencionado:<\/strong> a escassez de recursos.\n\nE o que s\u00e3o recursos? A palavra recursos n\u00e3o se refere apenas a \u0093dinheiro\u0094.\n\n<strong>Olhe novamente aquela lista de itens b\u00e1sicos e reflita: <\/strong>o que \u00e9 preciso para que cada um deles esteja dispon\u00edvel para o nosso consumo?\n\n<strong>Aparecer\u00e1 uma outra lista de elementos necess\u00e1rios para torn\u00e1-los dispon\u00edveis: <\/strong>terra, ou \u00e1rea (espa\u00e7o); materiais que se transformar\u00e3o naqueles itens (sementes, mat\u00e9rias-primas e componentes); ferramentas, m\u00e1quinas, instala\u00e7\u00f5es para possibilitar o processamento desses materiais; m\u00e3o-de-obra humana, tanto direta (com a \u0093m\u00e3o na massa\u0094), como indireta (t\u00e9cnicos, administradores, pessoal de apoio administrativo). Essa lista de elementos necess\u00e1rios acabar\u00e1 se tornando maior do que a primeira.\n\nPodemos dizer, ent\u00e3o, que s\u00e3o necess\u00e1rios recursos materiais, t\u00e9cnicos, humanos e financeiros para os itens de necessidade b\u00e1sica do ser humano estejam dispon\u00edveis \u00e0s pessoas que deles necessitam.\n\nAssim, os recursos financeiros \u0096 que correspondem ao dinheiro ou a algo equivalente a ele (conta banc\u00e1ria, cart\u00f5es de cr\u00e9dito ou linhas de financiamento, t\u00edtulos e a\u00e7\u00f5es etc.) &#8211; s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o exclusivos. Sua import\u00e2ncia \u00e9 que eles possibilitam comprar ou pagar pelos demais recursos \u0096 mas n\u00e3o os substituem. N\u00e3o se faz comida, roupa ou moradia com dinheiro.\n\nInfelizmente, os recursos mencionados s\u00e3o escassos. Em parte, porque a natureza n\u00e3o os oferece em todos os lugares de forma abundante. Os materiais b\u00e1sicos, por exemplo, n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis generalizadamente. Sementes requerem, muitas vezes, solos espec\u00edficos e tratamento das plantas (al\u00e9m disso, as plantas pertencem aos propriet\u00e1rios das terras em que est\u00e3o enraizadas). Os min\u00e9rios est\u00e3o mal distribu\u00eddos.\n\n<strong>A m\u00e3o-de-obra necess\u00e1ria para produzir certos bens e servi\u00e7os pode n\u00e3o ser aquela que se encontra numa regi\u00e3o ou pa\u00eds:<\/strong> os conhecimentos e habilidades variam muito.\n\nOutra parte do problema refere-se ao uso que os homens fazem desses recursos. A terra, por exemplo, j\u00e1 foi no passado e continua a ser hoje motivo de disputa pela sua posse \u0096 alguns a t\u00eam e outros querem t\u00ea-la, mas n\u00e3o disp\u00f5em de meios para isso. Essa disputa foi importante em diversos pa\u00edses e continua a ser assunto di\u00e1rio no Brasil.\n\nAl\u00e9m disso, n\u00f3s, humanos, acabamos utilizando, muitas vezes de forma irrespons\u00e1vel, alguns recursos da natureza que n\u00e3o eram, mas passaram a ser (por nossa culpa) escassos. A \u00e1gua \u00e9 o maior exemplo da atualidade. O \u0093planeta \u00e1gua\u0094 \u0096 como se refere a can\u00e7\u00e3o \u0096 est\u00e1 cada vez mais amea\u00e7ado pela polui\u00e7\u00e3o e pelo desperd\u00edcio desse l\u00edquido precioso. Alguns estudiosos (inclusive economistas) consideram que, j\u00e1 neste s\u00e9culo, a \u00e1gua pode vir a ser mais valorizada do que o petr\u00f3leo \u00e9 hoje.\n\nO bicho-homem \u00e9 um eterno criador de necessidades Parece-nos muito natural ficarmos preocupados com um \u0093apag\u00e3o\u0094, como ocorreu h\u00e1 poucos anos, ou com a possibilidade de racionamento de \u00e1gua.\n\n<strong>Muitos de n\u00f3s nos angustiamos com a queda da conex\u00e3o da Internet ou a interrup\u00e7\u00e3o de uma liga\u00e7\u00e3o do celular:<\/strong> Neg\u00f3cios importantes ou assuntos pessoais urgentes podem sofrer graves danos! Algum de voc\u00eas j\u00e1 pensou em consultar seus pais (para quem est\u00e1 na casa dos 40 anos \u00e9 suficiente) ou av\u00f3s, sobre como eles viviam sem essas ang\u00fastias? Nossa esp\u00e9cie tem algumas dezenas de milhares de anos e somente agora tais necessidades tornaram-se indispens\u00e1veis. As abelhas e as formigas possuem uma organiza\u00e7\u00e3o social complexa, mas vivem hoje exatamente como viviam h\u00e1 dez mil anos, ao contr\u00e1rio dos seres humanos.\n\n<strong>Ante os perigos da natureza. s\u00f3 a organiza\u00e7\u00e3o coletiva podia fazer frente a isso:<\/strong> fomos coletores, depois ca\u00e7adores, depois agricultores e criadores de animais.\n\n<strong>A cada mudan\u00e7a \u0096 e dentro dessas maiores, outras mudan\u00e7as menores ocorriam freq\u00fcentemente: <\/strong>a descoberta de novos produtos a cultivar, novos animais a criar, novas t\u00e9cnicas de uso do solo e assim por diante \u0096 cri\u00e1vamos novas necessidades. Novos materiais, novas ferramentas, novos espa\u00e7os, novas formas de organiza\u00e7\u00e3o coletiva, novas habilidades e conhecimentos, tudo est\u00e1 em constante mudan\u00e7a. Al\u00e9m disso, at\u00e9 os produtos e recursos tradicionais tinham que ser continuamente aumentados, tanto pelo crescimento da popula\u00e7\u00e3o, como pelo desejo natural de melhorar os padr\u00f5es de vida. Durante uns quatro mil\u00eanios, as mudan\u00e7as ocorriam entre s\u00e9culos.\n\nPor\u00e9m, os \u00faltimos duzentos anos foram particularmente velozes nas transforma\u00e7\u00f5es. Durante a Idade M\u00e9dia (cujas datas-limite oficiais s\u00e3o 476 e 1453), a vida de um europeu n\u00e3o era muito diferente daquela de seu bisav\u00f4, salvo em algum detalhe secund\u00e1rio. Mas, desde o final do s\u00e9culo XVIII (18), a humanidade entrou em uma vertigem de mudan\u00e7a cada vez maior.\n\n<strong>O historiador Eric Hobsbawm assinala que na segunda metade do s\u00e9culo XX ocorreu uma transforma\u00e7\u00e3o de maior vulto em nossa vida coletiva:<\/strong> pela primeira vez, a maioria da nossa esp\u00e9cie deixou de viver da agropecu\u00e1ria e passou a depender das atividades urbanas (ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os). J\u00e1 h\u00e1 quarenta anos, os psic\u00f3logos analisam o \u0093conflito de gera\u00e7\u00f5es\u0094. Esse conflito \u00e9, em grande parte, devido \u00e0 mudan\u00e7a brutal no modo de produzir, consumir e viver em sociedade, que altera v\u00e1rias vezes os valores e a percep\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam do mundo ao longo de uma vida humana. A chave desse processo de transforma\u00e7\u00e3o, de cria\u00e7\u00e3o de novas necessidades e redescoberta constante da escassez \u00e9 o processo de trabalho. Das comunidades primitivas \u00e0 sociedade moderna, ele tem sido o motor da vida social. O trabalho \u00e9 o centro da produ\u00e7\u00e3o. Essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a arma coletiva que descobrimos para tentar superar a escassez.\n\n<strong>E o que os seres humanos produzem? Essencialmente, dois tipos de produtos:<\/strong> BENS e SERVI\u00c7OS.\n\n<strong>A produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os:<\/strong> nossa resposta \u00e0 escassez O que s\u00e3o bens e servi\u00e7os? De forma geral, bens e servi\u00e7os s\u00e3o produtos do trabalho humano que atendem a necessidades humanas. Por\u00e9m, o primeiro trata de produtos materiais (f\u00edsicos) e o segundo de produtos abstratos que envolvem a oferta de a\u00e7\u00f5es especificas realizadas geralmente por outros seres humanos que dominam a t\u00e9cnica para realiza-las.\n\nComo disse anteriormente, bens s\u00e3o produtos com exist\u00eancia f\u00edsica, portanto s\u00e3o tang\u00edveis (podemos v\u00ea-los, senti-los ou toc\u00e1-los).\n\n<strong>Eles t\u00eam forma, cor, textura &#8211; enfim, caracter\u00edsticas f\u00edsicas &#8211; e subdividem-se em quatro grupos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Bens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis: <\/strong>devem ser renovados freq\u00fcentemente, esgotam-se ou desgastam-se rapidamente. Isso inclui alimentos e bebidas, materiais de higiene e limpeza, vestu\u00e1rio e cal\u00e7ados;<strong>\nBens de consumo dur\u00e1veis:<\/strong> podem ser consumidos durante um tempo maior e n\u00e3o precisam ser renovados com freq\u00fc\u00eancia. Autom\u00f3veis (ve\u00edculos em geral), eletrodom\u00e9sticos e aparelhos eletr\u00f4nicos s\u00e3o t\u00edpicos deste grupo;<strong>\nBens intermedi\u00e1rios:<\/strong> resultam de um primeiro processamento industrial, mas n\u00e3o servem para o consumo. Voltam ao processo produtivo para dar origem a bens finais.<strong> Exemplos:<\/strong> a\u00e7o, celulose, metais processados, petr\u00f3leo, produtos qu\u00edmicos;<strong>\nBens de capital:<\/strong> s\u00e3o bens finais, mas n\u00e3o se destinam ao consumo das fam\u00edlias e sim das empresas. S\u00e3o \u0093bens que produzem outros bens\u0094. M\u00e1quinas e equipamentos, em geral, representam este grupo.<\/blockquote>\n<strong>Servi\u00e7os n\u00e3o t\u00eam exist\u00eancia f\u00edsica:<\/strong> um \u00f4nibus \u00e9 f\u00edsico (portanto, \u00e9 um bem), mas o transporte que ele realiza (deslocamento de pessoas entre locais distintos) n\u00e3o \u00e9 algo f\u00edsico, n\u00e3o pode ser tocado, sentido ou visto em termos de forma ou cor. Um corte de cabelo utiliza bens f\u00edsicos \u0096 tesoura, aparelho el\u00e9trico \u0096 mas n\u00e3o \u00e9, em si mesmo, f\u00edsico. Vemos seu resultado na pessoa, o barbeiro\/cabeleireiro, agindo, mas o corte em si mesmo n\u00e3o existe fisicamente. Esta aula utiliza elementos f\u00edsicos \u0096 e voc\u00ea a est\u00e1 lendo em papel ou no computador \u0096 mas a aula em si, a transmiss\u00e3o do conhecimento, n\u00e3o \u00e9 f\u00edsica.\n\n<strong>E um dos elementos desta aula \u00e9 a energia el\u00e9trica transmitida desde uma usina a centenas ou milhares de km de dist\u00e2ncia:<\/strong> voc\u00ea a usa (como ilumina\u00e7\u00e3o para sua leitura em papel, ou como fonte de energia para seu computador), mas n\u00e3o a v\u00ea.\n\n<strong>Outra importante diferen\u00e7a: <\/strong>bens s\u00e3o primeiro produzidos e depois consumidos. H\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o no tempo entre esses dois momentos. Ela pode ser grande ou pequena (anos, d\u00e9cadas ou minutos) \u0096 mas sempre h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. J\u00e1 os servi\u00e7os s\u00e3o consumidos apenas durante o per\u00edodo em que est\u00e3o sendo prestados. Se o motorista parar para um cochilo, o servi\u00e7o de transporte se interrompe imediatamente. O corte de cabelo acaba quando o barbeiro cessa seu trabalho. A aula termina assim que o professor deixa de transmitir os conhecimentos pretendidos. Se o operador da usina hidroel\u00e9trica interromper sua atividade, imediatamente voc\u00ea ficar\u00e1 sem energia e ter\u00e1 que parar sua aula no computador ou sua leitura (se a luz do sol for insuficiente). Por isso, \u00e9 mais correto falar em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. \u00c9 somente para simplificar que dizemos \u0093produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os\u0094.\n\nA produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os \u00e9 uma atividade central na vida social, desde o final da pr\u00e9-hist\u00f3ria at\u00e9 a nossa era de economia globalizada.\n\n<strong>Ela baseia-se em dois princ\u00edpios fundamentais:<\/strong>\n<blockquote>\u00c9 realizada atrav\u00e9s do trabalho humano. Por mais automatizada que seja a produ\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o se conseguiu tornar nenhum bem ou servi\u00e7o totalmente independente do trabalho humano. E in\u00fameros produtos mant\u00eam um n\u00edvel muito limitado de automatiza\u00e7\u00e3o.\n\nSua produ\u00e7\u00e3o requer aqueles recursos mencionados anteriormente (materiais, t\u00e9cnicos, financeiros e humanos) que s\u00e3o chamados de recursos produtivos, ou ainda, fatores de produ\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\nSeparamos, anteriormente, os recursos produtivos em t\u00e9cnicos, materiais, humanos e financeiros. Mas para os economistas tem-se uma outra classifica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Os fatores de produ\u00e7\u00e3o agrupam-se em tr\u00eas tipos fundamentais:<\/strong>\n<blockquote>Terra, ou recursos naturais (inclui a vegeta\u00e7\u00e3o, o subsolo etc.)\n\nTrabalho (a express\u00e3o \u0093m\u00e3o-de-obra\u0094 \u00e9 limitada, porque o fator trabalho inclui tamb\u00e9m o trabalho t\u00e9cnico, administrativo e intelectual)\n\n<strong>Capital: <\/strong>este termo refere-se aos equipamentos f\u00edsicos usados no processo de trabalho, como m\u00e1quinas, ferramentas, instala\u00e7\u00f5es f\u00edsicas (f\u00e1bricas, galp\u00f5es, currais, escrit\u00f3rios etc.)<\/blockquote>\n<h4>O que a ci\u00eancia econ\u00f4mica estuda<\/h4>\n<strong>Podemos agora sintetizar o objeto de estudo da Economia em:<\/strong>\n\nComo os homens alocam (distribuem) seus recursos escassos para atender necessidades sempre crescentes. Tamb\u00e9m estudamos como as sociedades se organizam para realizar a produ\u00e7\u00e3o e como os produtos criados s\u00e3o repartidos ou distribu\u00eddos entre os membros da sociedade.\n\nProdu\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo est\u00e3o no foco da Ci\u00eancia Econ\u00f4mica. Nesses tr\u00eas processos, uma infinidade de decis\u00f5es s\u00e3o tomadas. Produtores decidem como combinar os fatores de produ\u00e7\u00e3o (quanto de cada fator ser\u00e1 utilizado); consumidores decidem quanto de cada bem ou servi\u00e7o ir\u00e3o comprar.\n\n<strong>Produtores e consumidores sofrem uma restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria: <\/strong>os recursos financeiros de que disp\u00f5em s\u00e3o limitados. Portanto, cada escolha significa uma ren\u00fancia a um uso alternativo desses recursos. Usar mais de um fator (por exemplo, trabalho) implica em usar menos de outro (por exemplo, m\u00e1quinas). Comprar mais de um bem ou servi\u00e7o implica em reduzir ou anular as compras de outro(s). Isso leva alguns economistas a definir a Economia como \u0093ci\u00eancia das escolhas\u0094, o estudo cient\u00edfico de como essas decis\u00f5es s\u00e3o tomadas e das conseq\u00fc\u00eancias que acarretam para a pr\u00f3pria economia.\n\nOs economistas chamam custo de oportunidade aquilo que se deixa de produzir ou consumir cada vez que se faz uma escolha. Se pago meus estudos, terei que gastar menos com divers\u00e3o ou roupas de grife. O que deixei de consumir \u00e9 o custo de oportunidade de minha op\u00e7\u00e3o pelo estudo. De maneira an\u00e1loga, um empres\u00e1rio que aloca seus fatores de produ\u00e7\u00e3o para um produto priorit\u00e1rio est\u00e1 sacrificando a produ\u00e7\u00e3o de outro produto. Este produto n\u00e3o fabricado \u00e9 o custo de oportunidade daquele efetivamente produzido.\n\n<strong>Note que este conceito de custo \u00e9 distinto do conceito cont\u00e1bil: <\/strong>aqui n\u00e3o se gastou nada, apenas deixou-se de produzir ou consumir algo. Em economia, este custo n\u00e3o substitui o custo cont\u00e1bil, mas tem uma grande import\u00e2ncia.\n\n<strong>Na verdade, \u00e9 um custo oculto:<\/strong> nem todos o percebem, mas \u00e9 real e tem conseq\u00fc\u00eancias estudadas pela Ci\u00eancia Econ\u00f4mica.\n\n<strong>Muitos estudos econ\u00f4micos s\u00e3o, na verdade, compara\u00e7\u00f5es entre usos alternativos dos recursos:<\/strong> teria sido melhor para a empresa ou para a sociedade produzir bens e servi\u00e7os diferentes daqueles escolhidos? O gasto em bens e servi\u00e7os alternativos traria melhores resultados em termos de bem-estar individual ou coletivo? Quem, na verdade, est\u00e1 pagando pelas decis\u00f5es adotadas em nome da sociedade? N\u00e3o apenas pagando monetariamente, mas com a ren\u00fancia a dispor de bens e servi\u00e7os diferentes daqueles escolhidos.\n\n<strong>Um economista famoso cunhou um prov\u00e9rbio repetido por todos os autores sobre Economia:<\/strong> \u0093N\u00e3o existe almo\u00e7o de gra\u00e7a\u0094. Talvez, quem ir\u00e1 pagar a conta n\u00e3o esteja percebendo isso; nem por isso deixar\u00e1 de arcar com os custos, de uma maneira ou de outra.\n\nA economia \u00e9 uma ci\u00eancia social, ou seja, estuda as intera\u00e7\u00f5es entre as atividades e decis\u00f5es individuais (de empresas e de pessoas) e seu impacto para a sociedade em seu conjunto, ou para os diversos grupos que a comp\u00f5em. Por isso, ela interage com outras ci\u00eancias sociais, como o direito, a sociologia, a hist\u00f3ria e a ci\u00eancia pol\u00edtica. Robinson Cruso\u00e9 sozinho numa ilha n\u00e3o \u00e9 um tema de estudo econ\u00f4mico, a n\u00e3o ser por contraste com outras pessoas interagindo entre si.\n\nOs problemas econ\u00f4micos fundamentais ou as tr\u00eas grandes perguntas de toda economia.\n\nUma vez que a Economia estuda como se combinam recursos escassos para produzir bens e servi\u00e7os que satisfa\u00e7am as necessidades humanas e como estes ser\u00e3o distribu\u00eddos, surgem imediatamente tr\u00eas perguntas que qualquer organiza\u00e7\u00e3o social tem que responder, desde uma tribo ind\u00edgena, uma sociedade escravocrata (como o Brasil no s\u00e9c. XIX) a uma economia capitalista ou socialista.\n\n<strong>S\u00e3o elas:<\/strong>\n<blockquote>O que produzir? Ou seja, quais bens e servi\u00e7os ser\u00e3o priorizados, dado que a escassez de recursos impossibilita produzir tudo o que a sociedade deseja;\nComo produzir? Isto \u00e9, quais t\u00e9cnicas ser\u00e3o utilizadas, que propor\u00e7\u00e3o de cada fator de produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 adotada na produ\u00e7\u00e3o de cada bem e servi\u00e7o;\nPara quem produzir? Quer dizer, ao final de tudo, quem ir\u00e1 adquirir e consumir os bens e servi\u00e7os produzidos \u0096 esta quest\u00e3o relaciona-se com a distribui\u00e7\u00e3o de renda na sociedade.<\/blockquote>\nHistoricamente, houve diversas respostas a essas quest\u00f5es.\n\n<strong>Cada resposta (ou melhor, cada conjunto de respostas) implica num determinado sistema econ\u00f4mico: <\/strong>um conjunto de leis, institui\u00e7\u00f5es, regras e atitudes sociais que envolvem toda a atividade produtiva.\n\nAtualmente, a maioria dos pa\u00edses adota a economia de mercado (tamb\u00e9m denominada sistema capitalista) como forma de responder a essas quest\u00f5es. As economias socialistas j\u00e1 foram uma resposta alternativa, mas hoje poucos pa\u00edses adotam esse sistema. H\u00e1 economistas, cientistas sociais, l\u00edderes pol\u00edticos e empres\u00e1rios que consideram as respostas do capitalismo como adequadas.\n\n<strong>Outros discordam:<\/strong> estes cr\u00edticos v\u00eam buscando alternativas vi\u00e1veis, desde o fim do socialismo sovi\u00e9tico e do Leste europeu.\n\nPodemos observar essa discord\u00e2ncia em dois grupos de lideran\u00e7as que se re\u00fanem periodicamente. O primeiro \u00e9 o F\u00f3rum de Davos (cidade su\u00ed\u00e7a onde costumam ocorrer suas reuni\u00f5es), dos defensores da economia de mercado, que buscam aperfei\u00e7o\u00e1-la. O segundo \u00e9 o F\u00f3rum de Porto Alegre (assim chamado porque sua principal reuni\u00e3o mundial ocorreu na capital ga\u00facha), que discute formas alternativas de organiza\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica.\n\nA economia de mercado funciona baseada em decis\u00f5es descentralizadas. Empres\u00e1rios decidem individualmente sobre os processos produtivos e as fam\u00edlias (consumidores) decidem individualmente sobre seu consumo.\n\n<strong>Os empres\u00e1rios baseiam-se em seus recursos dispon\u00edveis e nas indica\u00e7\u00f5es do mercado:<\/strong> pre\u00e7os em alta significam interesse dos consumidores; pre\u00e7os em baixa mostram desinteresse destes. Observando os pre\u00e7os dos bens e servi\u00e7os e tamb\u00e9m dos fatores de produ\u00e7\u00e3o (sal\u00e1rios etc.), os empres\u00e1rios escolhem o que ir\u00e3o oferecer ao mercado. Os consumidores (as fam\u00edlias) baseiam-se na sua renda e nos pre\u00e7os do mercado para decidir o que consumir\u00e3o. O papel do governo \u00e9 manter as regras gerais e evitar abusos, interferindo pouco nessas decis\u00f5es.\n<h4>O m\u00e9todo da ci\u00eancia econ\u00f4mica<\/h4>\n<strong>O ECONOMISTA COMO CIENTISTA<\/strong>\n\nOs economistas tentam tratar seu campo de estudo com a objetividade de um cientista. Eles encaram o estudo da economia de forma muito semelhante \u00e0 de um f\u00edsico quando estuda a mat\u00e9ria ou de um bi\u00f3logo quando estuda a vida. Eles formulam teorias, coletam dados e depois analisam esses dados para confirmar ou refutar suas teorias.\n\nParece estranho, \u00e0 primeira vista, afirmar que a economia \u00e9 uma ci\u00eancia. Afinal, os economistas n\u00e3o trabalham com tubos de ensaio ou telesc\u00f3pios. Contudo, a ess\u00eancia da ci\u00eancia \u00e9 o m\u00e9todo cient\u00edfico \u0096 a conforma\u00e7\u00e3o e o teste desapaixonados de teorias sobre o funcionamento do mundo. Esse m\u00e9todo de estudo \u00e9 t\u00e3o aplic\u00e1vel ao estudo da economia de uma na\u00e7\u00e3o quanto ao estudo da gravidade terrestre ou da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Como disse Albert Einstein, \u0093A ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 nada mais do que o refinamento do pensamento cotidiano\u0094 .\n\nEmbora o coment\u00e1rio de Einstein seja verdadeiro tanto para as ci\u00eancias sociais, como a economia, quanto para as ci\u00eancias naturais, como a f\u00edsica, poucas pessoas est\u00e3o acostumadas a olhar para a sociedade com os olhos do cientista. Portanto, vamos tratar algumas das formas pelas quais os economistas aplicam a l\u00f3gica da ci\u00eancia ao exame do funcionamento de uma economia.\n\n<strong>M\u00e9todo Cient\u00edfico: <\/strong>observa\u00e7\u00e3o, teoria e mais observa\u00e7\u00e3o\n\nIsaac Newton, o famoso cientista e matem\u00e1tico do s\u00e9culo XVII, ficou curioso um dia, segundo se conta, ao ver uma ma\u00e7\u00e3 caindo da \u00e1rvore. Essa observa\u00e7\u00e3o levou a Newton desenvolver uma teoria da gravidade que tanto serve para uma ma\u00e7\u00e3 que cai no ch\u00e3o quanto a quaisquer dos objetos do universo. Subseq\u00fcentes testes da teoria de Newton mostraram que ela se aplica a muitas circunst\u00e2ncias (embora, como mais tarde Einstein observaria, n\u00e3o todas as circunst\u00e2ncias). Como a teoria de Newton foi t\u00e3o bem sucedida na explica\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es, ela \u00e9 ensinada em cursos de f\u00edsica ainda hoje.\n\nUma intera\u00e7\u00e3o entre teoria e observa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se registra no campo da economia. Um economista pode viver em um pa\u00eds que registra r\u00e1pido crescimento e em fun\u00e7\u00e3o dessa observa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 formular uma teoria da infla\u00e7\u00e3o. A teoria pode afirmar que altas infla\u00e7\u00f5es ocorrem quando o governo emite moedas demais.\n\nPara testar esta teoria, o economista poder\u00e1 coletar e analisar dados sobre pre\u00e7os e moeda de diferentes pa\u00edses. Se o crescimento da quantidade de moeda n\u00e3o registrasse nenhuma rela\u00e7\u00e3o como a taxa de crescimento dos pre\u00e7os, o economista duvidaria da validade de sua teoria. Se o crescimento da moeda e dos pre\u00e7os estivesse altamente correlacionado nos dados internacionais, como de fato est\u00e1, o economista passaria a ter mais confian\u00e7a em sua teoria.\n\n<strong>Embora os economistas, como os demais cientistas, utilizem a teoria e a observa\u00e7\u00e3o, eles enfrentam um empecilho que torna sua tarefa extremamente desafiadora:<\/strong> com freq\u00fc\u00eancia, os experimentos no campo da economia s\u00e3o dif\u00edceis. Os f\u00edsicos que estudam a gravidade podem deixar cair muitos objetos no laborat\u00f3rio para gerar dados necess\u00e1rios ao teste das suas teorias. J\u00e1 os economistas que estudam a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem controlar a pol\u00edtica monet\u00e1ria do pa\u00eds simplesmente para gerar dados \u00fateis. Os economistas, como os astr\u00f4nomos e os bi\u00f3logos que estudam a evolu\u00e7\u00e3o, em geral t\u00eam que trabalhar com quaisquer dados que o mundo possas lhes fornecer.\n\nPara encontrar um substituto para as experi\u00eancias de laborat\u00f3rio, os economistas prestam muita aten\u00e7\u00e3o aos experimentos naturais oferecidos pela hist\u00f3ria.\n\nQuando uma guerra no Oriente M\u00e9dio interrompe o fluxo de petr\u00f3leo cru, por exemplo, seus pre\u00e7os disparam em todo o mundo. Isso deprime os padr\u00f5es de vida dos consumidores de petr\u00f3leo e derivados. Para os formuladores de pol\u00edticas econ\u00f4micas, esse fato coloca uma escolha dif\u00edcil quanto \u00e0s medidas mais adequadas a serem implementadas. Mas para os cientistas econ\u00f4micos, tal fato proporciona uma oportunidade de estudar os impactos de um produto natural de fundamental import\u00e2ncia sobre a economia mundial, e essa oportunidade persiste muito tempo depois do fim do aumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo. Esses epis\u00f3dios s\u00e3o valiosos, para o estudo porque nos permitem ver como a economia funcionou no passado, e sobretudo, porque nos permitem ilustrar e avaliar as teorias econ\u00f4micas do presente.\n<h4>O papel das hip\u00f3teses<\/h4>\nSe voc\u00ea perguntar a um f\u00edsico quanto tempo leva para uma bolinha de gude cair do alto de um edif\u00edcio de dez andares, ele responder\u00e1 a quest\u00e3o supondo que a bolinha cai no v\u00e1cuo. Naturalmente esta suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 falsa. De fato, o edif\u00edcio est\u00e1 cercado de ar, que exerce um atrito sobre a bolinha e retarda sua queda.\n\nContudo, o f\u00edsico esclarecer\u00e1, corretamente, que esse atrito sobre a bolinha \u00e9 t\u00e3o pequeno que \u00e9 negligenci\u00e1vel. Supor que a bolinha cai no v\u00e1cuo simplifica muito o problema sem alterar substancialmente a resposta.\n\n<strong>Os economistas elaboram hip\u00f3teses pela mesma raz\u00e3o:<\/strong> as hip\u00f3teses facilitam a compreens\u00e3o do mundo. Para estudar os efeitos do com\u00e9rcio internacional, por exemplo, podemos supor que o mundo \u00e9 constitu\u00eddo por dois pa\u00edses e cada um produz dois bens. Na verdade, o mundo real \u00e9 formado por muitos pa\u00edses e cada um deles produz milhares de bens. Mas a hip\u00f3tese de dois pa\u00edses e dois bens permite concentrar nosso pensamento. Uma vez que compreendido o com\u00e9rcio internacional num mundo imagin\u00e1rio de dois pa\u00edses e dois bens, estamos em melhor posi\u00e7\u00e3o para entender o com\u00e9rcio internacional no mundo complexo em que vivemos.\n\nA arte do pensamento cient\u00edfico \u0096 refira-se ele \u00e0 f\u00edsica, \u00e0 biologia ou \u00e1 economia \u0096 est\u00e1 em decidir quais hip\u00f3teses formular. Suponha, por exemplo, que em lugar de deixar cair a bolinha de gude, deixamos cair uma bola de futebol do alto do pr\u00e9dio.\n\n<strong>O f\u00edsico considerar\u00e1 que a hip\u00f3tese de aus\u00eancia de atrito n\u00e3o se aplica neste caso: <\/strong>o atrito afeta mais a bola de futebol do que a bolinha de gude. A hip\u00f3tese de que a gravidade opera no v\u00e1cuo \u00e9 razo\u00e1vel para estudar a queda da bolinha de gude mas n\u00e3o para estudar a queda da bola de futebol.\n\nDa mesma forma, os economistas usam diferentes hip\u00f3teses para responder a diferentes quest\u00f5es. Suponha que queremos estudar o que ocorre na economia quando o governo altera a quantidade de d\u00f3lares que circula na economia. Parte importante desta an\u00e1lise \u00e9 saber como os pre\u00e7os reagir\u00e3o. Muitos dos pre\u00e7os de uma economia mudam com pouca freq\u00fc\u00eancia; os pre\u00e7os das revistas, por exemplo, s\u00f3 mudam depois de v\u00e1rios anos. Sabendo deste fato podemos formular diferentes hip\u00f3teses para estudar os efeitos da altera\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica em diferentes horizontes temporais. Para estudar esses efeitos em curto prazo, podemos supor que os pre\u00e7os n\u00e3o mudam muito, podemos at\u00e9 considerar a hip\u00f3tese extrema e artificial de que os pre\u00e7os permanecem fixos. Contudo, ao estudar os efeitos da pol\u00edtica em longo prazo, podemos supor que os pre\u00e7os s\u00e3o completamente flex\u00edveis. Da mesma forma que o f\u00edsico usa diferentes hip\u00f3teses quando estuda a queda de bolinhas de gude ou de bolas de futebol, os economistas usam diferentes hip\u00f3teses quando estudam os efeitos de uma altera\u00e7\u00e3o na quantidade de moeda no curto e no longo prazo.\n<h4>Modelos econ\u00f4micos<\/h4>\nNa escola secund\u00e1ria os professores de biologia ensinam anatomia b\u00e1sica usando r\u00e9plicas pl\u00e1sticas do corpo humano. Esses modelos t\u00eam todos os \u00f3rg\u00e3os principais \u0096 o cora\u00e7\u00e3o, o f\u00edgado, os rins e assim por diante. Esses modelos permitem ao professor mostrar a seus alunos, de uma forma simples, como se encaixam as partes importantes do corpo. Naturalmente, esses modelos pl\u00e1sticos n\u00e3o s\u00e3o corpos humanos de verdade, e ningu\u00e9m confundiria o modelo com a pessoa. Esses modelos s\u00e3o estilizados e evitam v\u00e1rios pormenores. Contudo, a despeito dessa falta de realismo \u0096 na verdade, devido a essa falta de realismo &#8211; estudar esses modelo \u00e9 \u00fatil para aprender como o corpo humano funciona.\n\nOs economistas tamb\u00e9m usam modelos para prender o funcionamento do mundo, mas em vez de serem de pl\u00e1stico, os modelos econ\u00f4micos s\u00e3o compostos de diagramas e equa\u00e7\u00f5es. Como os modelos de pl\u00e1stico do professor de biologia, os modelos econ\u00f4micos omitem muitos detalhes para omitir uma vis\u00e3o do que \u00e9 realmente importante. Da mesma forma que o modelo de pl\u00e1stico do professor de biologia n\u00e3o inclui todos os m\u00fasculos e vasos capilares, os modelos do economista n\u00e3o incluem todos os aspectos da economia.\n\nDa mesma forma que o f\u00edsico come\u00e7a a an\u00e1lise da queda da bolinha de gude afastando a exist\u00eancia do atrito, os economistas afastam muitos dos pormenores da economia que s\u00e3o irrelevantes para a quest\u00e3o em pauta. Todos os modelos \u0096 na f\u00edsica, na biologia ou na economia \u0096 simplificam a realidade para melhorar sua compreens\u00e3o.\n\n<strong>Primeiro Modelo: <\/strong>o diagrama do fluxo curricular da renda\n\nA economia \u00e9 constitu\u00edda de milh\u00f5es de pessoas envolvidas em muitas atividades \u0096 compra, venda, trabalho, loca\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e assim por diante. Para entender como funciona a economia precisamos encontrar alguma forma de simplificar o quadro de tais atividades. Em outras palavras, precisamos d e um modelo que explique, em termos gerais, como se organiza a economia.\n\nFam\u00edlias e empresas interagem em dois tipos de mercados. Nos mercados de bens e servi\u00e7os as fam\u00edlias s\u00e3o compradoras e as empresas, vendedoras. Em outras palavras, as fam\u00edlias compram os bens e servi\u00e7os produzidos pelas empresas. Nos mercados de fatores de produ\u00e7\u00e3o, as fam\u00edlias s\u00e3o vendedoras e as empresas, compradoras. Nestes mercados, as fam\u00edlias oferecem \u00e0s empresas os insumos necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. O diagrama do fluxo circular da renda oferece uma forma simples de organizar todas as transa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que ocorrem e torno das fam\u00edlias e das empresas na economia.\n\nNo circuito interno do diagrama, as empresas usam os fatores para produzir bens e servi\u00e7os que, por sua vez, s\u00e3o vendidos \u00e0s fam\u00edlias nos mercados de bens e servi\u00e7os. Portanto, os fatores de produ\u00e7\u00e3o fluem das fam\u00edlias para as empresas, e os bens e servi\u00e7os fluem das empresas para as fam\u00edlias.\n\nO circuito esterno do diagrama mostra o fluxo de d\u00f3lares. As fam\u00edlias gastam d\u00f3lares para comprar bens e servi\u00e7os oferecidos pelas empresas. As empresas usam parte da receita de suas vendas para pagar os fatores de produ\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, sal\u00e1rios aos funcion\u00e1rios. O que sobra \u00e9 lucro dos donos das empresas, que por sua vez s\u00e3o membros das fam\u00edlias. Portanto, a despesa com bens e servi\u00e7os flui das fam\u00edlias para as empresas e a renda, em forma de sal\u00e1rios, de alugu\u00e9is e de lucros, flui das empresas para as fam\u00edlias O diagrama do fluxo circular de renda \u00e9 um modelo simples da economia. Deixa de lado v\u00e1rios elementos que em certas circunst\u00e2ncias s\u00e3o importantes. Um modelo de fluxo circular da renda mais complexo e real\u00edstico incluiria, por exemplo, o governo e o com\u00e9rcio internacional. Contudo, esses pormenores n\u00e3o s\u00e3o cruciais para um entendimento b\u00e1sico da forma de organiza\u00e7\u00e3o da economia. Em fun\u00e7\u00e3o de sua simplicidade \u00e9 \u00fatil ter em mente o diagrama do fluxo circular da renda quando se quer pensar sobre a forma como as pe\u00e7as da economia se encaixam.\n\nNo texto acima, voc\u00ea passou a conhecer o m\u00e9todo utilizado pela Ci\u00eancia Econ\u00f4mica. O modelo apresentado (o fluxo circular da renda) \u00e9 muito \u00fatil. Nada se altera se pensarmos em reais ao inv\u00e9s de d\u00f3lares. O modelo refere-se a uma economia gen\u00e9rica. Guarde suas principais defini\u00e7\u00f5es para o momento em que estudaremos a Macroeconomia (aula 07).\n\nVejamos agora um segundo modelo, tamb\u00e9m importante para um contato inicial com os desafios da Economia. Vamos falar da Curva (ou Fronteira) das Possibilidades de Produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Uma economia simplificada (lembre-se, \u00e9 um modelo) produz apenas dois tipos de bens:<\/strong> alimentos (bens de consumo) e m\u00e1quinas (bens de produ\u00e7\u00e3o).\n\nAlimentos saciar\u00e3o a fome agora, mas nada ficar\u00e1 para amanh\u00e3 ou para o pr\u00f3ximo ano. A capacidade produtiva da economia n\u00e3o ter\u00e1 aumentado, mas a popula\u00e7\u00e3o, provavelmente, sim. Por outro lado, m\u00e1quinas novas permitir\u00e3o produzir mais no futuro, mas hoje (neste ano) n\u00e3o saciar\u00e3o as necessidades das pessoas. O que decidiremos produzir? Podemos pensar nos fatores de produ\u00e7\u00e3o utilizados para produzir cada grupo citado. Eles podem ser deslocados da produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas para a de alimentos, ou vice-versa. Os fatores s\u00e3o escassos (essa \u00e9 a lei geral da Economia), por isso n\u00e3o poderemos produzir todas as m\u00e1quinas e todos os alimentos que gostar\u00edamos. Temos que escolher. A tabela abaixo mostra as escolhas poss\u00edveis.\n<table border=\"0\" width=\"80%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Alternativa<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>M\u00e1quinas (milhares)<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Alimentos (toneladas)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">1<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">25<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">2<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">20<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">30,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">3<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">15<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">47,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">4<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">10<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">60,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">5<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">0<\/td>\n<td bgcolor=\"#FFFFFF\">70,0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>As alternativas 1 e 5 representam os extremos:<\/strong>\n\nNa primeira, produziremos apenas m\u00e1quinas e nenhum alimento. Os fatores de produ\u00e7\u00e3o existentes permitem, nesse caso, a produ\u00e7\u00e3o de 25 mil m\u00e1quinas. No outro extremo, podemos utilizar esses fatores apenas para produzir alimentos, atingindo assim o m\u00e1ximo de 70 toneladas. As demais alternativas mostram combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de ambos os produtos, utilizando todos os fatores de produ\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis.\n\nAs combina\u00e7\u00f5es da tabela podem ser representadas no gr\u00e1fico a seguir (a curva correspondente \u00e0 tabela \u00e9 a cheia). Os pontos 1 at\u00e9 5 s\u00e3o os da tabela. Todos est\u00e3o sobre a curva, o que significa que todos eles representam o m\u00e1ximo de produ\u00e7\u00e3o que se pode obter com os fatores de produ\u00e7\u00e3o existentes. J\u00e1 o ponto 6 representa uma combina\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de m\u00e1quinas e alimentos, por\u00e9m subutilizando os fatores existentes. Ou seja, \u00e9 um n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o abaixo das possibilidades dessa sociedade, indicando que h\u00e1 fatores n\u00e3o aproveitados (desemprego de fatores de produ\u00e7\u00e3o). O ponto 7 representa um n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel de ser obtido com os fatores existentes atualmente.\n\nO formato c\u00f4ncavo da curva (continuamos olhando apenas a curva cheia) indica uma caracter\u00edstica importante. Cada vez que resolvemos aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, teremos que fazer uma redu\u00e7\u00e3o cada vez maior no n\u00famero de m\u00e1quinas produzidas (observe qual o sacrif\u00edcio de m\u00e1quinas cada vez que se aumenta em 10 toneladas a produ\u00e7\u00e3o de alimentos). Simetricamente, se decidirmos aumentar a produ\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rio, teremos que ir reduzindo proporcionalmente cada vez mais a produ\u00e7\u00e3o de alimentos (veja o sacrif\u00edcio de alimentos a cada 5 mil novas m\u00e1quinas produzidas). Isso significa que os custos de oportunidade de qualquer das duas op\u00e7\u00f5es ser\u00e3o crescentes. A causa disso \u00e9 que os fatores de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o se adaptam perfeitamente a qualquer uma das escolhas. Fatores mais eficientes na produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas ser\u00e3o pouco eficientes na produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Por isso, teremos que deslocar um volume cada vez maior de fatores para aumentar o mesmo n\u00famero de m\u00e1quinas a cada vez.\n\n<strong>A curva das possibilidades de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 uma fronteira. <\/strong>Isso quer dizer que ela mostra o m\u00e1ximo, o limite superior de produ\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e alimentos dessa sociedade. Para obter mais que isso \u0096 por exemplo, o ponto 7, que indica uma combina\u00e7\u00e3o de 25 mil m\u00e1quinas e 50 toneladas de alimentos \u0096 seriam precisos mais fatores de produ\u00e7\u00e3o que os existentes. Esse ponto poder\u00e1 ser alcan\u00e7ado \u00e0 medida que aumentar a for\u00e7a de trabalho dessa sociedade com o crescimento demogr\u00e1fico, ou que novas terras vierem a ser aproveitadas. Uma outra possibilidade, muito importante, \u00e9 dada pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. Com novas tecnologias \u00e9 poss\u00edvel extrair mais produtos com o uso do mesmo volume de fatores. Nesse caso, a curva ou fronteira das possibilidades de produ\u00e7\u00e3o se deslocaria para fora (seguindo as setas), mostrando novas combina\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas e alimentos, hoje imposs\u00edveis, mas amanh\u00e3 tornadas poss\u00edveis pelas inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. Essa nova fronteira est\u00e1 sendo representada pela curva tracejada do gr\u00e1fico.\n\nAssim, pode-se afirmar que a tecnologia amplia a capacidade produtiva de uma economia e, por isso, tem papel central no desenvolvimento econ\u00f4mico.\n\n<strong>Subdivis\u00f5es da teoria econ\u00f4mica: <\/strong>micro e macroeconomia\n\nMuitos ramos do conhecimento s\u00e3o subdivididos para possibilitar um desenvolvimento mais aprofundado de seu estudo.\n\n<strong>A Economia costuma ser subdividida em dois campos principais:<\/strong> micro e macroeconomia.\n\nA Microeconomia estuda as unidades de produ\u00e7\u00e3o (empresas) e as unidades de consumo (fam\u00edlias), individualmente ou em grupos. Por exemplo, buscar entender a rela\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica com seus fornecedores ou com as concession\u00e1rias de ve\u00edculos \u00e9 um problema t\u00edpico de seu estudo; ou tentar compreender como as grandes empresas negociam cr\u00e9dito com os bancos e as dificuldades das pequenas empresas para ter acesso ao mesmo cr\u00e9dito.\n\nJ\u00e1 a Macroeconomia estuda os grandes n\u00fameros da economia, sem decomp\u00f4-los. Quest\u00f5es tais como a taxa de crescimento do produto e da renda nacional, o n\u00edvel de emprego e o desemprego, a infla\u00e7\u00e3o, as taxas de juros, a receita e a despesa do governo ou o com\u00e9rcio exterior s\u00e3o algumas das principais abordadas pelos macroeconomistas. Como eles n\u00e3o s\u00e3o decompostos, mas vistos de forma total (ou agregada), costuma-se falar de \u0093agregados macroecon\u00f4micos\u0094.\n\nPodemos fazer um paralelo com algu\u00e9m que deseja conhecer uma nova cidade.\n\n<strong>Ele pode, primeiramente, subir numa montanha pr\u00f3xima \u00e0 cidade e observ\u00e1-la no conjunto:<\/strong> seu tamanho, o que a rodeia (mar, rio, floresta, caatinga, cerrado, outras cidades), que rela\u00e7\u00f5es ela estabelece com esse entorno (h\u00e1 muito movimento de entrada de pessoas ou cargas?), a altura m\u00e9dia das constru\u00e7\u00f5es, as principais \u00e1reas em que se divide (residencial, comercial, terrenos vazios, \u00e1reas de ch\u00e1caras, parques).\n\n<strong>Outra forma \u00e9 entrar diretamente na cidade e observ\u00e1-la por dentro:<\/strong> os tipos humanos, as casas, ruas, pontes, os ve\u00edculos, os postes, a ilumina\u00e7\u00e3o etc. \u00c9 evidente que o primeiro m\u00e9todo dar\u00e1 uma impress\u00e3o geral logo de in\u00edcio, mas n\u00e3o observar\u00e1 detalhes importantes. J\u00e1 o segundo possibilitar\u00e1 conhecer bem detalhadamente a regi\u00e3o ou as regi\u00f5es que se conseguir visitar, mas deixar\u00e1 de lado a vis\u00e3o geral (e, se a cidade for grande, outras regi\u00f5es ficar\u00e3o desconhecidas do observador).\n\n<strong>Obviamente, os dois m\u00e9todos se completam:<\/strong> pode-se iniciar por um ou outro, mas o ideal \u00e9 observar a cidade das duas maneiras citadas (por isso, na falta da \u0093montanha\u0094, turistas e pessoas interessadas costumam olhar mapas e ler materiais de apresenta\u00e7\u00e3o de uma cidade quando querem conhec\u00ea-la, ao mesmo tempo em que se embrenham por ela). Da mesma forma, a micro e a macroeconomia n\u00e3o s\u00e3o excludentes, mas complementares. Na verdade, estamos olhando para a mesma coisa \u0096 uma determinada economia, como a do Brasil \u0096 de duas formas distintas, que, em conjunto, nos permitem compreender melhor o seu funcionamento.\n<h4>S\u00edntese<\/h4>\nNesta aula, voc\u00ea entrou em contato com o objeto de estudo da Economia e com os problemas econ\u00f4micos fundamentais.\n<blockquote><strong>Foi apresentado a alguns conceitos econ\u00f4micos fundamentais: <\/strong>escassez, produ\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, fatores de produ\u00e7\u00e3o, custos de oportunidade. Come\u00e7ou a observar o m\u00e9todo cient\u00edfico adotado em Economia. <strong>\nConheceu dois modelos b\u00e1sicos bastante importantes: <\/strong>o fluxo circular da renda e a curva das possibilidades de produ\u00e7\u00e3o. <strong>\nE ficou sabendo que a Economia \u00e9 subdividida, para efeito de estudo, em dois campos:<\/strong> Macro e Microeconomia.<\/blockquote>\n<strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong>\n\nMANKIW, G.M. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 economia. Rio de Janeiro: Campus, 1999.\nNOGAMI, Otto &amp; PASSOS, C.R.M. Princ\u00edpios de Economia. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Pioneira, 2003.\nPINHO, D. B. (coord.). Manual de Economia \u0096 equipe de professores da USP. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2003.\nVASCONCELLOS, M. A. S. &amp; GARCIA, M. E. Fundamentos de Economia. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2004.\n\nFonte: arquivos.unama.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia, Defini\u00e7\u00e3o, Objetivo, Tipos, O que \u00e9, Ci\u00eancia, Econ\u00f4mica, Social, Mercado, Sistema, Brasil, Origem, Hist\u00f3ria, Economia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-11538","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Economia - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Economia - 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