{"id":10580,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/sociedade-colonial-no-brasil\/"},"modified":"2015-12-28T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-28T00:00:00","slug":"sociedade-colonial-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/sociedade-colonial-no-brasil\/","title":{"rendered":"Sociedade Colonial no Brasil"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n<h4>Constitui\u00e7\u00e3o da Sociedade Colonial Brasileira<\/h4>\nNos dois primeiros s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 formada por colonos brancos, escravos negros, \u00edndios aculturados e mesti\u00e7os.\n\nAumentando lentamente, ela povoa uma estreita faixa litor\u00e2nea, onde se concentram as grandes \u00e1reas produtoras de a\u00e7\u00facar, algod\u00e3o e tabaco.\n\nCom o desenvolvimento da minera\u00e7\u00e3o de ouro e diamante, a partir do s\u00e9culo XVIII, a popula\u00e7\u00e3o se expande nas regi\u00f5es das minas em Minas Gerais, Goi\u00e1s e Mato Grosso e avan\u00e7a pelo interior, nas regi\u00f5es da pecu\u00e1ria.\n\nBaseada na agricultura voltada para o com\u00e9rcio externo, na grande propriedade e no trabalho escravo, a sociedade colonial \u00e9 agr\u00e1ria, escravista e patriarcal.\n\nEm quase toda col\u00f4nia, \u00e9 em torno da grande propriedade rural que se desenvolve a vida econ\u00f4mica e social.\n\nOs povoados e as vilas t\u00eam papel secund\u00e1rio, limitado a fun\u00e7\u00f5es administrativas e religiosas. Somente a partir da expans\u00e3o das atividades de minera\u00e7\u00e3o \u00e9 que a sociedade urbana se desenvolve na col\u00f4nia, com algumas caracter\u00edsticas tradicionais, como a escravid\u00e3o, e caracter\u00edsticas novas, como o maior n\u00famero de funcion\u00e1rios, comerciantes, pequenos propriet\u00e1rios, artes\u00e3os e homens livres pobres.\n\n<strong>Casa-grande <\/strong>\n\nA sede das grandes fazendas, ou do engenho, \u00e9 o maior s\u00edmbolo do poderio absoluto dos senhores de terras.\n\n<strong>A fam\u00edlia da casa-grande \u00e9 numerosa<\/strong>: s\u00e3o muitos filhos, tanto leg\u00edtimos como ileg\u00edtimos, parentes, agregados, escravos e libertos. Todos respeitam a autoridade dom\u00e9stica e p\u00fablica do senhor, ao mesmo tempo pai, patriarca e chefe pol\u00edtico. Essa \u00e9 a estrutura familiar das regi\u00f5es da monocultura tropical, escravista e exportadora. Com ela convive a chamada fam\u00edlia nuclear, bem menor, formada quase sempre pelo casal e por poucos filhos, quando n\u00e3o apenas por um dos pais e as crian\u00e7as. T\u00edpica das regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o pouco importante para o mercado externo, essa organiza\u00e7\u00e3o familiar predomina em S\u00e3o Paulo e \u00e1reas adjacentes \u00e0 minera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Miscigena\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>A sociedade colonial apresenta outra caracter\u00edstica, importante desde o in\u00edcio, mas que se intensifica com o tempo<\/strong>: a miscigena\u00e7\u00e3o.\n\nMisturando ra\u00e7as e culturas na conviv\u00eancia for\u00e7ada pelo trabalho escravo dos \u00edndios e dos negros africanos, a sociedade colonial adquire um perfil mesti\u00e7o, personificado pelo mulato (branco europeu e negro africano) e pelo caboclo (branco e \u00edndio). Essa miscigena\u00e7\u00e3o condiciona as rela\u00e7\u00f5es sociais e culturais entre colonizadores e colonizados, gerando um modelo de sociedade original na col\u00f4nia, heterog\u00eaneo e multirracial, aparentemente harm\u00f4nico, sem segrega\u00e7\u00e3o interna.\n\nNa verdade, por\u00e9m, ela n\u00e3o disfar\u00e7a as desigualdades estruturais entre brancos e negros, escravos e livres, livres ricos e livres pobres, que n\u00e3o acabam nem mesmo com a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, no final do s\u00e9culo XIX.\n<h4 class=\"fonte\">Sociedade Colonial no Brasil &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\nAssentada na propriedade monocultora e na escravid\u00e3o, a sociedade colonial \u00e9 patriarcal e sem mecanismos de mobilidade social.\n\n<strong>O poder concentrado em grandes propriet\u00e1rios estimula o clientelismo: <\/strong>os agregados &#8211; homens livres que gravitam em torno do engenho &#8211; e as popula\u00e7\u00f5es das vilas dependem pol\u00edtica e economicamente dos senhores, inclusive de seus favores pessoais.\n\n<strong>Vida urbana <\/strong>\n\nNo nordeste a\u00e7ucareiro a sociedade \u00e9 basicamente agr\u00e1ria. A vida urbana se desenvolve primeiramente nas regi\u00f5es das minas. A pr\u00f3pria natureza da atividade mineradora, com sua variedade de fun\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os, estimula o com\u00e9rcio, a forma\u00e7\u00e3o de n\u00facleos populosos e permite maior mobilidade social.\n\n<strong>Popula\u00e7\u00e3o <\/strong>\n\nEm 1770 a Coroa portuguesa estima que a popula\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia seja de 1,5 milh\u00e3o a 2,5 milh\u00f5es de pessoas. Destas, 20,5% est\u00e3o concentradas em Minas Gerais, 18,5% na Bahia, 15,4% em Pernambuco, 13,8% no Rio de Janeiro, 7,5% em S\u00e3o Paulo e 24,3% espalham-se pelas outras capitanias.\n\n<strong>Resist\u00eancia dos escravos <\/strong>\n\nAs rebeli\u00f5es e conflitos com escravos atravessam todo o per\u00edodo colonial e se estendem at\u00e9 a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, em 1888. S\u00e3o comuns os casos de suic\u00eddio, de fugas, de abortos provocados pelas escravas e os assassinatos de senhores, feitores e capit\u00e3es-do-mato. Revoltas e fugas coletivas nos engenhos s\u00e3o freq\u00fcentes, principalmente no s\u00e9culo XVIII, quando h\u00e1 v\u00e1rios levantes urbanos. Na resist\u00eancia \u00e0 opress\u00e3o branca, os escravos negros tamb\u00e9m se organizam coletivamente e formam quilombos. H\u00e1 registros desses n\u00facleos aut\u00f4nomos de negros fugidos ao cativeiro em todas as \u00e1reas do Brasil onde aescravid\u00e3o se fez presente. O mais conhecido \u00e9 o Quilombo de Palmares.\n\n<strong>Quilombo de Palmares <\/strong>\n\nFormado na regi\u00e3o do atual Estado de Alagoas por volta de 1630, Palmares \u00e9 uma confedera\u00e7\u00e3o de quilombos organizada sob a dire\u00e7\u00e3o de Zumbi, o chefe guerreiro.\n\n<strong>Os palmarinos praticam a policultura<\/strong>: plantam milho, feij\u00e3o, mandioca, batata-doce, banana e cana-de-a\u00e7\u00facar. Tamb\u00e9m criam galinhas e su\u00ednos e conseguem um excedente de produ\u00e7\u00e3o que \u00e9 trocado nos povoamentos vizinhos. A fartura de alimentos em Palmares \u00e9 um dos fatores fundamentais de sua resist\u00eancia. Chega a reunir 30 mil habitantes e resiste \u00e0s investidas militares dos brancos por 65 anos. \u00c9 destru\u00eddo em 1694. Zumbi foge e \u00e9 morto em 1695.\n\n<strong>Revolta dos mal\u00eas <\/strong>\n\nOs mal\u00eass\u00e3o negros das na\u00e7\u00f5es Nag\u00f4 e Tapa que professam a religi\u00e3o mu\u00e7ulmana e s\u00e3o alfabetizados na l\u00edngua \u00e1rabe. Em janeiro de 1835 lideram um levante em Salvador considerado como a mais organizada das insurrei\u00e7\u00f5es urbanas de escravos de todo o per\u00edodo escravocrata. Seus l\u00edderes mant\u00eam contato com os cativos do Rec\u00f4ncavo Baiano, grupos de Santo Amaro e Itapagipe. Re\u00fanem-se periodicamente para discutir os detalhes do movimento e formam um fundo de guerra que chega a juntar 75 mil-r\u00e9is.\n\n<strong>Plano de a\u00e7\u00e3o dos mal\u00eas <\/strong>\n\nDe acordo com o plano de ataque, assinado por um escravo de nome Mala Abubaker, os revoltosos sairiam da Vit\u00f3ria (atual bairro da Barra, em Salvador), &#8220;tomando a terra e matando toda a gente branca&#8221;. De l\u00e1 rumariam para a \u00c1gua dos Meninos e, depois, para Itapagipe, onde se reuniriam ao restante das for\u00e7as.\n\nO passo seguinte seria a invas\u00e3o dos engenhos e a liberta\u00e7\u00e3o dos escravos. O plano \u00e9 denunciado \u00e0s autoridades da Prov\u00edncia, que preparam a contra-ofensiva.\n\nOs revoltosos atacam na madrugada de 25 de janeiro. Sem contar com o fator surpresa, o levante \u00e9 desbaratado em dois dias.\n\nCerca de cem escravos e negros libertos s\u00e3o mortos nos confrontos com a pol\u00edcia, 281 s\u00e3o presos e pelo menos cinco dos principais chefes s\u00e3o fuzilados. Entre seus pertences s\u00e3o encontrados livros em \u00e1rabe e rezas mu\u00e7ulmanas.\n\n<strong>Poder religioso <\/strong>\n\nA Igreja Cat\u00f3lica participa de todo o projeto de expans\u00e3o ultramarina portugu\u00eas por interm\u00e9dio da Ordem de Cristo e est\u00e1 presente no Brasil desde o descobrimento. Os primeiros religiosos da Companhia de Jesus chegam com Tom\u00e9 de Souza, na instala\u00e7\u00e3o do Governo Geral. Os jesu\u00edtas cuidam do registro de nascimentos, casamentos e mortes; estudam as culturas locais e se op\u00f5em \u00e0 escravid\u00e3o ind\u00edgena.\n\n<strong>Primeiro bispado <\/strong>\n\nEm 1552, por insist\u00eancia do jesu\u00edta Manoel da N\u00f3brega, dom Jo\u00e3o III autoriza a cria\u00e7\u00e3o do primeiro bispado em Salvador. Dom Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo, chega em junho daquele ano. Institui o sistema de padroado, pelo qual o rei age como perp\u00e9tuo administrador da Ordem e Cavalaria do Mestrado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Carmelitas fundam seu primeiro convento em Pernambuco, em 1584; franciscanos chegam em 1587. A partir de 1594 capuchinhos franceses instalam-se no Maranh\u00e3o e monges beneditinos, no Rio, Bahia e Pernambuco. A a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria \u00e9 regulamentada em 1696 pelo Regimento das Miss\u00f5es.\n\n<strong>Primeiras escolas <\/strong>\n\nEntre 1554 e 1570 os jesu\u00edtas fundam no Brasil cinco escolas de instru\u00e7\u00e3o elementar (Porto Seguro, Ilh\u00e9us, Esp\u00edrito Santo, S\u00e3o Vicente e S\u00e3o Paulo de Piratininga) e tr\u00eas col\u00e9gios (no Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia). A organiza\u00e7\u00e3o do ensino segue a orienta\u00e7\u00e3o do Real Col\u00e9gio das Artes de Coimbra, chamada ratio studiorum. O curr\u00edculo divide-se em duas se\u00e7\u00f5es ou classes distintas. Nas classes inferiores, com dura\u00e7\u00e3o de seis anos, ensinam-se ret\u00f3rica, humanidades, gram\u00e1tica portuguesa, latim e grego. Nas classes superiores, com tr\u00eas anos, os alunos aprendem matem\u00e1tica, f\u00edsica, filosofia, que inclui l\u00f3gica, moral e metaf\u00edsica, al\u00e9m de gram\u00e1tica, latim e grego.\n\n<strong>Expuls\u00e3o dos jesu\u00edtas <\/strong>\n\nEm meados do s\u00e9culo XVIII cresce em Portugal uma oposi\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica aos jesu\u00edtas, liderada por dom Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, marqu\u00eas de Pombal, ministro do rei dom Jos\u00e9 I. Sob o argumento de que a Companhia de Jesus se transformara num Estado dentro do Estado portugu\u00eas, consegue expulsar os jesu\u00edtas de Portugal e de suas col\u00f4nias em 1759. No Brasil, com a sa\u00edda dos jesu\u00edtas, col\u00e9gios e semin\u00e1rios s\u00e3o fechados e as diferentes formas de registro civil ficam desorganizadas. A reforma pombalina da educa\u00e7\u00e3o, em 1770, substitui o sistema jesu\u00edtico por um ensino laico, dirigido pelos vice-reis.\n\nFonte: EncBrasil\/www.conhecimentosgerais.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade Colonial no Brasil, Col\u00f4nia, Hist\u00f3ria, Brasileira, Organiza\u00e7\u00e3o, Popula\u00e7\u00e3o, Engenho, Escravid\u00e3o, Constitui\u00e7\u00e3o, Sociedade Colonial no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-10580","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Sociedade Colonial no Brasil - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Sociedade Colonial no Brasil - 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